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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI Nº 5.112, DE 16 DE MARÇO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará o Instituto de


Criminologia do Pará - ICRIP - e dá outras providências.

DOE Nº 25.212, DE 26/03/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI Nº 5.113, DE 16 DE MARÇO DE 1984

Considera de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Centro


de Estudo, Pesquisa e Assessoria Social - CEPAS - e dá outras providências.

DOE Nº 25.212, DE 26/03/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI Nº 5.114, DE 04 DE ABRIL DE 1984.

* Esta Lei foi regulamentada pelo Decreto n.3.428/84.

Altera a redação do artigo 1º da Lei nº 5.005, de 10 de dezembro


de 1981 e acrescenta-lhe mais um Parágrafo e dá outras providências.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - O artigo 1º da Lei Estadual nº 5.005, de 10 de dezembro


de 1981, que criou a "MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO DO
TRÂNSITO", passa a ter a seguinte redação:
"Art. 1º - É criada a "MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO DO
TRÂNSITO", que será concedida pelo Governo do Estado do Pará, a todos os
Motoristas Profissionais do Pará que tenham completado 15 (quinze) anos de
profissão, sem nenhuma falta cometida nos últimos 10 (dez) anos".
Art. 2º - Fica acrescentado ao artigo 1º da mencionada Lei, um
Parágrafo, que será o 1º, remunerando-se os dois §§ de número 1º e 2º já
existentes passando o 1º para o 2º e o 2º para o 3º, cujo novo parágrafo terá a
seguinte redação:
§ 1º - Não serão consideradas como faltas, para efeito desta Lei,
os registros em que o Motorista figure como vítima ou não tenha concorrido
para a falta.
Art. 3º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 04 de abril de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado

DOE Nº 25.240, DE 08/05/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI Nº 5.114-A, DE 15 DE MAIO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará a Fundação


RÔMULO MAIORANA e dá outras providências.

DOE Nº 25.282, DE 09/07/1984

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LEI Nº 5.114-B, DE 15 DE MAIO DE 1984

Cria a Ação Social Integrada do Palácio do Governo - ASIPAG.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica criada a Ação Social Integrada do Palácio do


Governo - ASIPAG.
Art. 2º - Compete a "Ação", de que trata o artigo anterior,
precipuamente, prestar assistência aos necessitados na forma que disputa o
Regimento.
Art. 3º - A "Ação" Social Integrada do Palácio do Governo -
ASIPAG, será dirigida por um Conselho Deliberativo, composto de cinco (5)
membros, sob a presidência da esposa do Governador do Estado ou por outra
pessoa de livre escolha deste.
§ 1º - Os membros do Conselho serão nomeados pelo Governador
e terão mandato de dois (2) anos, podendo ser reconduzidos.
§ 2º - As funções de membros do Conselho não serão
remuneradas, a qualquer título, sendo, porém, consideradas como serviço
público relevantes.
Art. 4º - Constituirão receita da "Ação Social Integrada do
Palácio do Governo - ASIPAG":
I - Contribuições, donativos e legados de pessoas físicas ou
jurídicas de direito privado;
II - Auxílios ou subvenções concedidos pela União ou pelos
Estados e Municípios, bem como por Autarquias;
III - Os juros dos depósitos;
IV - Os materiais considerados inserviveis para o serviço público
que lhes forem doados pelo Estado, aos quais poderá ser dado destino que
atenda às finalidades da Ação;
V - Quaisquer outras receitas que legalmente lhes possam ser
incorporadas.
Art. 5º - Fica o Poder Executivo autorizado a doar à Ação os
materiais aludidos no item IV do artigo 4º, após audiência da Comissão
Estadual de Material Excedente, bem como bens consumidos ou fungíveis que
se prestem à assistência aos necessitados.
Art. 6º - As importâncias relativas às vendas dos materiais ou
bens referidos no artigo anterior, efetuadas pela Ação Social Integrada do
Palácio do Governo ASIPAG, serão depositadas no Banco do Estado do Pará
S/A, em conta especial, para serem aplicadas na forma e nas condições
estabelecidas em regulamento.
Art. 7º - O Conselho Deliberativo encaminhará, anualmente, ao
Tribunal de Contas do Estado, demonstração da receita e da despesa do
exercício anterior, acompanhada dos respectivos comprovantes.
Art. 8º - O quadro de funcionários da Ação Social Integrada do
Palácio do Governo - ASIPAG será formado por servidores públicos,
federais, estaduais e municipais postos à sua disposição com ou sem ônus para
o Estado.
Parágrafo único - Terão direito os funcionários da ASIPAG,
enquanto permaneçam à sua disposição, ao recebimento de gratificação de
representação correspondente a sessenta po cento (60%) ou, quando
ocupantes de cargos de Assessoria, Chefia ou Coordenação, de oitenta por
cento (80%) do vencimento ou salário percebido no Estado, excetuados os que
já recebam essa mesma gratificação, assim as de função gratificada ou de
nível superior.

* A redação deste artigo 8º foi alterada pela Lei nº 5.499, de 28 de dezembro


de 1988, publicada no DOE Nº 26.380, de 30/12/1988. A mesma Lei
acrescentou ainda ao referido artigo, seu parágrafo único.

Art. 9º - Dentro de trinta (30) dias da publicação o Poder


Executivo expedirá o regulamento da Ação Social Integrada do Palácio do
Governo - ASIPAG, observadas as finalidades para que foi instituída e
obedecidas as disposições legais referentes à espécie.
Art. 10 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 15 de maio de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça

DOE Nº 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI Nº 5.114-C, DE 15 DE MAIO DE 1984

Dá nova redação a alínea D do artigo 2º da Lei nº 4.321, de 03 de


setembro de 1970.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - A alínea D do artigo 2º da Lei nº 4.321, de 03 de
setembro de 1970, passa a viger com a seguinte redação:
Art. 2º - ...
d - prova de existência efetiva pelo prazo mínimo de 01 (um) ano.
Art. 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 15 de maio de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça

DOE Nº 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI Nº 5.115, DE 16 DE MAIO DE 1984.

* Esta Lei foi REVOGADA através da Lei n° 5.378, de 15/07/87, publicada


no DOE n° 26.023, de 16/07/87.

Reajusta os valores dos vencimentos e vantagens dos Integrantes


do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas, do Conselho de Contas dos
Municípios, da Justiça Militar do Estado, do Procurador Geral de Justiça, do
Procurador Geral do Estado, do Procurador e Subprocuradores junto ao
Tribunal de Contas do Estado e junto ao Conselho de Contas dos Municípios e
dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei;

Art. 1º - Ficam reajustados na forma das tabelas anexas à presente


Lei, os valores dos vencimentos e vantagens mensais dos Integrantes do Poder
Judiciário, do Tribunal de Contas, do Conselho de Contas dos Municípios, da
Justiça Militar do Estado, do Procurador e Subprocuradores junto Tribunal de
Contas do Estado e junto ao Conselho de Contas dos Municípios.
Parágrafo Único - O disposto neste artigo aplica-se aos
Secretários do Tribunal de Justiça do Estado, do Tribunal de Contas do Estado
e Conselho de Contas dos Municípios e aos Subsecretários do Tribunal de
Justiça e do Tribunal de Contas do Estado.
Art. 2º - Fica anexada a representação mensal de 50% (Cinqüenta
por cento) sobre o vencimento-base dos Desembargadores, Conselheiros do
Tribunal de Contas do Estado e do Conselho de Contas dos Municípios,
Procurador Geral do Estado, Procurador e Subprocuradores junto ao Tribunal
de Contas do Estado e junto ao Conselho de Contas dos Municípios, atribuída
na forma da Lei nº 5.008/81 e Legislação Subsequente.
§ 1º - A Gratificação de Representação atribuída aos Juízes de
Direito e Pretores será de 50% (cinqüenta por cento) sobre o valor do
respectivo vencimento - base de acordo com o disposto na Lei nº 5.008/81 e
Legislação subsequente.
§ 2º - Fica fixada a representação mensal de 50% (cinqüenta por
cento) sobre o valor do vencimento-base, dos ocupantes dos cargos de Auditor
do Tribunal de Contas do Estado e do Conselho de Contas dos Municípios,
Auditor Militar, Auditor Substituto, Secretário do Tribunal de Justiça do
Estado, Secretário do Tribunal de Contas do Estado, Secretário do Conselho
de Contas dos Municípios, Subsecretário do Tribunal de Justiça do Estado e
do Tribunal de Contas do Estado.

* A representação mensal fixada neste artigo 2° e seus parágrafos, foi alterada


pela Lei n° 5.162, de 16 de outubro de 1984, publicada no DOE Nº 25.358, de
29/10/1984, ficando acrescida em trinta (30) pontos percentuais.

Art. 3º - Os proventos de aposentadoria dos integrantes do Poder


Judiciário, do Tribunal de Contas, do Conselho de Contas dos Municípios, da
Justiça Militar do Estado, do Procurador Geral da Justiça, do Procurador Geral
do Estado, do Procurador e Subprocuradores junto ao Tribunal de Contas do
Estado e junto ao Conselho de Contas dos Municípios, terão os mesmos
valores dos vencimentos dos em atividade, inclusive adicionais e vantagens,
respeitada a legislação própria pertinente ao assunto.
Parágrafo Único - O disposto neste artigo aplica-se aos
Secretários do Tribunal de Justiça do Estado, do Tribunal de Contas do Estado
e do Conselho de Contas dos Municípios e aos Subsecretários do Tribunal de
Justiça e do Tribunal de Contas do Estado.
Art. 4° - As disposições constantes da Lei n° 5.110, de 21 de
dezembro de 1983, aplicam-se aos Secretários de Estado, Chefe da Casa Civil,
Consultor Geral do Estado, Procurador Geral do Estado, Chefe da Casa
Militar e Assessores Especiais do Governador.
Art. 5° - Fica concedida Gratificação de Nível Superior, de 50%
(cinqüenta por cento) sobre o valor do vencimento base aos ocupantes dos
cargos de Auditor do Tribunal de Contas do Estado e do Conselho de Contas
dos Municípios.
Art. 6° - Os efeitos financeiros desta Lei retroagirão a 1° de
março de 1984 e os respectivos encargos correrão à conta das dotações
próprias do Orçamento do Estado.
Art. 7° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 16 de maio de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral

DOE N° 25.267, DE 15/06/1984


OBS: Esta Lei possui Anexo que não foi digitado.

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LEI N° 5.116, DE 16 DE MAIO DE 1984

Concede pensão especial à senhora SUELI OLIVEIRA DA


SILVA.

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984

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LEI N° 5.117, DE 16 DE MAIO DE 1984

Dispõe sobre a criação de cargo de apoio administrativo,


vigilância e conservação, para o Fórum da Comarca de Maracanã.
A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono
a seguinte Lei:

Art. 1° - Ficam criados na Comarca de Maracanã, para atender os


serviços judiciários, os cargos discriminados abaixo:
QUANTI DADE DENOMINAÇÃO NÍVEL
SÍMBOLO
01 Secretário do Juízo CC-
01 Datilógrafo N-A
02 Serventes N-1
01 Zelador N-1
01 Porteiro de Auditório N-1
01 Vigia N-1
01 Guarda Judiciário N-3
01 Escrevente N-4
Art. 2° - O Poder Judiciário do Estado do Pará, promoverá as
medidas necessárias ao preenchimento dos cargos criados pela presente lei, de
acordo com a legislação pertinente.
Art. 3° - As despesas decorrentes desta lei, correrão à conta da
dotação orçamentária do Tribunal de Justiça do Estado.
Art. 4° - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 16 de maio de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.118, DE 16 DE MAIO DE 1984


Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.083, de 02 de setembro
de 1983 que criou a Delegacia Distrital de Polícia na localidade de Agrópolis
Uruará, Município de Praínha.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono


a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.083, de 02 de setembro de 1983,


passa a ter a seguinte redação:
"Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 01 (hum) cargo Comissionados de Delegado de
Polícia e 01 (hum) cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os quais serão
lotados na Delegacia Distrital, constante do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 16 de maio de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.119, DE 16 DE MAIO DE 1984

Fixa normas para pagamento de diárias ao pessoal da Polícia


Militar do Estado.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Diárias são indenizações destinadas a atender às


despesas extraordinárias - de alimentação e pousada e são devidas aos
policiais-militares durante seu afastamento de sua sede por motivo de serviço
ou para a realização de cursos e ou estágios de interesse da Polícia Militar do
Estado.
§ 1° - As diárias compreendem a Diária de Alimentação e a
Diária de Pousada.
§ 2° - Diária de Alimentação é devida, inclusive nos dias de
partida e de chegada.
§ 3° - A Diária do Comandante Geral da Polícia Militar será igual
o de Secretário de Estado.
Art. 2° - O valor da Diária de Alimentação será fixado em
Decreto do Chefe do Poder Executivo e revisto semestralmente.
§ 1° - O valor da Diária de Pousada é igual ao valor atribuído à
Diária de Alimentação.
§ 2° - Quando o deslocamento for para o exterior, o valor da
Diária será fixado pelo Chefe do Poder Executivo no ato que autorizar a
viagem, observado o disposto nesta Lei.
Art. 3° - Compete ao Comandante da Organização Policial-
Militar providenciar o pagamento das diárias a que fizer jús o policial-militar
e, sempre que for julgado necessário, deve efetuá-lo adiantadamente, para
ajuste de contas quando do pagamento da remuneração que ocorrer após o
regresso à Organização Policial-Militar, condicionando-se o adiantamento à
existência dos recursos orçamentários próprios nos Órgãos competentes.
Art. 4° - Não serão atribuídas diárias ao policial-militar:
I - quando as despesas com alimentação e pousada forem
asseguradas;
II - Nos dias de viagem, quando no custo da passagem estiverem
compreendidas a alimentação ou a pousada ou ambas;
III - Cumulativamente com a ajuda de Custo, exceto nos dias de
viagem em que a alimentação ou a pousada ou ambas, não estejam
compreendidas no custo das passagens, devendo neste caso ser computado
somente o prazo estipulado para o meio de transporte efetivamente
requisitados;
IV - Durante o afastamento da sede da Organização Policial-
Militar por menos de oito (08) horas consecutivas.
Art. 5° - No caso de falecimento do policial-militar, seus
herdeiros não restituirão as diárias que ele haja recebido adiantadamente,
segundo o artigo 3° desta Lei.
Art. 6° - O policial-militar, quando receber diárias, indenizará a
organização policial-militar em que se alojar ou se alimentar.
Art. 7° - Quando as despesas de alimentação ou de pousada ou
ambas, a que se refere o item I do artigo 4° desta Lei forem realizadas pelas
Organizações Policiais-Militares, a indenização respectiva será feita pela
Polícia Militar do Estado.
Parágrafo Único - Competirá ao Comandante Geral da Polícia
Militar do Estado baixar instruções regulando o valor e o destino das
indenizações referidas no "caput" deste artigo.
Art. 8° - A presente Lei entrará em vigor na data de sua
publicação, retroagindo seus efeitos a contar de primeiro (1°) de fevereiro de
1984, ficando revogadas as disposições em contrário, especialmente os artigos
31, 32, 33, 34, 35, 36 e 37 da Lei n° 4.491, de 28 de novembro de 1973, que
deverá ser republicada, com todas as suas alterações.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 16 de maio de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.120, DE 23 DE MAIO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.111 de 28 de dezembro


de 1983, que criou as Delegacias Distritais de Polícia nas localidades de Vila
Maú, Vila Vista Alegre, e Vila Matapiquara, Município de Marapanim.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono


a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.111, de 28 de dezembro de 1983,


passa a ter a seguinte redação:
"Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 03 (três) Cargos Comissionados de Delegado de
Polícia, 03 (três) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia, os quais serão
lotados nas Delegacias Distritais, constantes do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 23 de maio de 1984

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.121, DE 23 DE MAIO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.086 de 02 de setembro


de 1983, que criou a Delegacia Distrital de Polícia na localidade de Brejo
Grande, Município de São João do Araguaia.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono


a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.086, de 02 de setembro de 1983,


passa a ter a seguinte redação:
"Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 01 (hum) cargo Comissionados de Delegado de
Polícia e 01 (hum) cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os quais serão
lotados na Delegacia Distrital, constante do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 23 de maio de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984


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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.122, DE 23 DE MAIO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.108, de 21 de dezembro


de 1983, que criou a Delegacia Distrital de Polícia da Ilha de Cotijuba no
Município de Belém.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono


a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.108, de 21 de dezembro de 1983,


passa a ter a seguinte redação:
"Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 01 (hum) Cargo Comissionado de Delegado
Distrital e 01 (hum) Cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os quais
serão lotados na Delegacia Distrital, constantes do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 23 de maio de 1984

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.123, DE 23 DE MAIO DE 1984


Concede Pensão Especial à HELENA STELA VALLE
CARNEIRO.

DOE N° 25.257, DE 01/06/1984.


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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.124, DE 23 DE MAIO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.109 de 21 de dezembro


de 1983, que criou a Delegacia Distrital de Polícia na Vila de Outeiro, Ilha de
Caratateua, Município de Belém.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono


a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.109, de 21 de dezembro de 1983,


passa a ter a seguinte redação:
"Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 01 (hum) cargo Comissionado de Delegado
Distrital e 01 (hum) cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os quais
serão lotados na Delegacia Distrital, constantes do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 23 de maio de 1984

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.260, DE 06/06/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.125, DE 31 DE MAIO DE 1984


Dispõe sobre a criação de Cargos de Provimento Efetivo no
Quadro de Cargos da Administração Pública Estadual, e dá outras
providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de


Estado da Fazenda 80 (oitenta) cargos de Provimento Efetivo integrantes do
Grupo Tributação, Arrecadação e Fiscalização - GEP-TAF-500, na forma do
anexo da presente lei.
Art. 2° - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 31 de maio de 1.984

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda

ANEXO

QUANTIDADE DENOMINAÇÃO CÓDIGO


40 Agente Auxiliar de Fiscalização GEP-TAF-502.1
10 Agente Tributário GEP-TAF-503.1
30 Fiscal de Tributos Estaduais GEP-TAF-501.1

DOE N° 25.265, DE 18/06/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.126, DE 31 DE MAIO DE 1984.

* As disposições estatuídas por esta Lei foram REVOGADAS pela Lei nº


5.788, de 22 de dezembro de 1993, publicada no DOE Nº 27.620, de
23/12/1993.
Dá nova redação ao artigo 11, da Lei n° 4.907, de 27.06.80, que
modificou a Lei 3.853, de 30 de março de 1967, que criou a Fundação do Bem
Estar Social do Pará - F.B.E.S.P.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1° - O artigo 11, da Lei n° 4.907, de 27.06.80, passa a viger


com a seguinte redação:
"ARTIGO 11 - O Conselho Estadual do Bem Estar Social, órgão
máximo de decisão da Fundação, compõe-se de treze (13) membros e igual
número de suplentes a serem designados por Decreto do Governador e será
presidido pelo Secretário de Estado de Justiça até a instalação da Secretaria de
Estado de Trabalho e Promoção Social, quando passará a ter como presidente,
o titular dessa Secretaria".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor a partir da data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 31 de maio de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO D COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça

DOE N° 25.265, DE 18/06/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.127, DE 31 DE MAIO DE 1984

Autoriza o Poder Executivo a proceder reajuste de vencimentos e


salários dos Servidores Públicos Civis do Estado.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1° - Fica o Poder Executivo autorizado a proceder, nos meses
de maio e novembro do corrente ano reajuste dos vencimentos e salários
percebidos pelos servidores públicos civis do Estado, de acordo com as
disponibilidades financeiras do Estado.
Art. 2° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário, excetuando-se o art. 18 da Lei n°
5.020/82, que continuará em pleno vigor.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 31 de maio de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado, em exercício
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado da Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e
Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desporto e Turismo

DOE N° 25.265, DE 18/06/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.128, DE 14 DE JUNHO DE 1984


Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Sociedade
Beneficente Marítimo Esporte Clube Odivelense.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.129, DE 14 DE JUNHO DE 1984

Autoriza o Poder Executivo a criar a Comissão de Defesa da


Família do Presidiário do Estado do Pará e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica o Poder Executivo autorizado a criar a Comissão de


Defesa da Família do Presidiário do Estado do Pará.
Parágrafo Único - A Comissão referida neste artigo não poderá
onerar as despesas do erário e suas atividades serão exercidas para nortear a
política de assistência à família do Presidiário que estiver recolhido à
Instituição Penal do Estado, aguardando sentença ou no cumprimento dela.
Art. 2° - A Comissão de Defesa da família do Presidiário terá
como integrantes, além dos designados pelo Poder Executivo:
a) Secretário de Estado de Justiça;
b) Secretário de Estado de Segurança Pública;
c) Diretor da Fundação do Bem Estar do Estado;
d) Diretor da Instituição Penal do Estado;
e) Representante do Poder Judiciário;
f) Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Pará
ou alguém nomeado por ele.
Art. 3° - Dentre outras obrigações que poderão ser definidas por
Decreto Regulamentar desta Lei, a Comissão de Defesa da Família do
Presidiário, deverá orientar-se sob as seguintes diretrizes:
a) elaboração de um plano de trabalho, que poderão sofrer
correções e emendas sempre que se fizer necessário;
b) permanente diálogo com Agência de Colocação do Ministério
do Trabalho (INPS) ou agências de colocação particulares, visando empregar,
quando necessário, dependentes diretos de presidiários;
c) permanente diálogo com as direções de estabelecimentos de
ensino de todos os níveis estaduais, municipais e particulares, visando a total
isenção de taxas e emolumentos e descendentes diretos de presidiários;
d) orientação médico-sanitária à família de presidiários;
e) inserção dos nomes de descendentes diretos de presidiários
como beneficiários dos diferentes órgãos da previdência social.
Art. 4° - Poderá a Comissão de Defesa da família do Presidiário,
estabelecer acordos ou convênios com organismos de direito público ou
privado, com acordo prévio do Governo do Estado sempre com vistas ao
acompanhamento dos problemas apresentados, junto a descendentes diretos de
presidiários, no campo da educação e da Saúde, principalmente.
Art. 5° - No prazo de noventa (90) dias da data da publicação
desta Lei, fica o Poder Executivo obrigado a baixar decreto regulamentando-a.
Art. 6° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 14 de
junho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.130, DE 14 DE JUNHO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o CENTRO


CUMUNITÁRIO SATÉLITE.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA
LEI N° 5.131, DE 29 DE JUNHO DE 1984

Concede Pensão Especial à ANCILA CASTELO BRANCO.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.132, DE 29 DE JUNHO DE 1984.

Cria Delegacias Distritais de Polícia nas Vilas de Boim e Curuai e


nas localidades de Alter do Chão e Itaqui, todas no Município de Santarém,
com seus respectivos cargos comissionados de Delegados Distritais e de
Escrivães e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Ficam criadas as Delegacias Distritais de Polícia nas


Vilas de Boim e Curuai e nas localidades de Alter do Chão e Itaqui, Município
de Santarém.
Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 04 (quatro) Cargos Comissionados de Delegados
de Polícia e 04 (quatro) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia, os
quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constante no artigo anterior.

* Esta Lei teve a redação de seu art. 2° alterada pela Lei n° 5.185, de 06 de
dezembro de 1984, publicada no DOE Nº 25.400, de 31/12/1984,

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 2° - Ficam criadas no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 04 (quatro) Cargos de Delegados Distritais –
GEP-PC-701 e 04 (quatro) Cargos de Escrivães de Polícia – GEP-PC-705, os
quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes do artigo anterior.”

Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei,


serão atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 29 de
junho de 1984.
JADER FONTENELLE BARBALHO
Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984


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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.133, DE 29 DE JUNHO DE 1984.

Cria Delegacias Distritais de Polícia na Colônia Mulata e na


localidade de Jacarecapá, Município de Monte Alegre, com os seus
respectivos cargos comissionados de Delegados Distritais e de Escrivães e dá
outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Ficam criadas as Delegacias Distritais de Polícia na


Colônia Mulata e na localidade de Jacarecapá, Município de Monte Alegre.
Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 02 (dois) Cargos Comissionados de Delegados
Distritais de Polícia e 02 (dois) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia,
os quais serão lotados nas Delegacia , constantes do artigo anterior.

* Esta Lei teve a redação de seu art. 2° alterada pela Lei n° 5.169, de 30 de
outubro de 1984, publicada no DOE Nº 25.383, de 05/12/1984.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública dois (02) cargos de Delegados Distritais, GEP-
PC-701 e dois (02) cargos Comissionados de Escrivães de Polícia, GEP-PC-
705, os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constante no artigo
anterior.”
Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei
serão atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 29 de
junho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.134, DE 29 DE JUNHO DE 1984

Declara de Utilidade Pública a Sociedade de Promoção Social do


Fissurado Lábio-Palatal do Estado do Pará, com sede nesta capital.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.135, DE 29 DE JUNHO DE 1984

Cria o Distrito de Garrafão, no Município de Ourém.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica criado o Distrito "GARRAFÃO" no Município de


Ourém, Estado do Pará, concede na Vila Garrafão, com as seguintes divisas:
Começam na Foz do Rio Tauarí no Rio Guamá, segue pelo álveo
do rio Tauarí até sua nascente principal e deste ponto seguem por um paralelo
que por aí passa até alcançar o divisor de águas entre os rios Guamá e Piriá no
limite entre os municípios de Ourém e Vizeu.

* Este artigo teve sua redação alterada pela Lei nº 5.327, de 04 de julho de
1986.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 1° - Fica criado o Distrito "GARRAFÃO" no Município de
Ourém, Estado do Pará, concede na Vila Garrafão, com as seguintes divisas:
Partindo do marco M-1, de coordenadas geográficas estimadas 47°00'42"
WGR x 01°51'01" SUL, situado na confluência do Rio Sujo com o Rio
Guamá; daí, segue pela margem direita do referido Rio até a sua nascente no
sentido geral Sudoeste, com distância aproximada de 105 Km até encontrar o
marco M-2 de coordenadas geográficas estimadas 47°19'03" WGR X
02°33'21" SUL, limitado com o Município de Capitão Poço; daí, segue pelo
divisor de águas, no sentido geral Sudeste, com distância aproximada de 50
Km até o marco M-3, de coordenadas geográficas estimadas 46°59'14" WGR
X 02°39'32" SUL, situado na cabeceira do Rio Coraci-Paraná, limitando com
os Municípios de São Domingos do Capim e Paragominas; daí, segue
acompanhando a configuração do Rio Coraci-Paraná, pela sua margem
esquerda no sentido geral Nordeste, numa extensão aproximada de 90 Km até
encontrar o marco M-4, de coordenadas geográficas estimadas 46°36'25"
WGR X 02°23'10" SUL, situado na foz do citado Rio, com o Rio Gurupí pela
sua margem esquerda no sentido Geral Nordeste, numa extensão aproximada
de 65 Km, limitando com o Estado do Maranhão até encontrar o marco M-5,
de coordenadas geográficas estimadas 46°25'59" WGR X 02°14'27" SUL,
situado na foz do Igarapé Rodela com o Rio Gurupí; daí, segue acompanhando
configuração do Igarapé Rodela, pela sua margem direita numa extensão
aproximada de 30 Km, no sentido geral Noroeste, limitado com o Município
de Vizeu, até encontrar o marco M-6, de coordenadas geográficas estimadas
46°33'15" WGR X 02°05'30" SUL, situado na cabeceira do referido Igarapé;
daí, inflete uma linha reta de aproximadamente 15 Km no azimute de
285°00'00", no sentido Noroeste, limitado com o Município de Vizeu, até
encontrar o Marco M-7, de coordenadas geográficas estimadas 46°41'09",
WGR X 02°03'34" SUL, confluência do Rio Piriá com o Rio Peixe; daí,
inflete uma linha reta de aproximadamente 27 Km no azimute 244°00'0", no
sentido Sudoeste, limitado com o Município de Vizeu, até encontrar o marco
M-8, coordenadas geográficas estimadas 46°54'15" WGR X 02°10'11" SUL,
situado na cabeceira do Rio Sujo; daí, segue acompanhando a configuração do
respectivo Rio, pela margem esquerda, numa extensão aproximada de 40 Km,
no sentido geral Noroeste, limitando com o Município de Ourém, até
encontrar o marco M-1.”

Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,


revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 29 de
junho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado de Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO DE MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desporto e Turismo

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.136, DE 02 DE JULHO DE 1984

Reconhece de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a


Associação Carnavalesca A GRANDE FAMÍLIA.
DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.137, DE 02 DE JULHO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Academia


Paraense de Música e dá outras providências.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.138, DE 02 DE JULHO E 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Associação


dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira - ANFEB.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.139, DE 02 DE JULHO DE 1984.

Cria Delegacias Distritais de Polícia na Colônia Trairão e nas


localidades de São Luiz, Santa Júlia e Novo Horizonte, todas no Município de
Itaituba com os seus respectivos cargos comissionados de Delegados Distritais
e de Escrivães e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Ficam criadas as Delegacias Distritais de Polícia na


Colônia Trairão e nas localidades de São Luiz, Santa Júlia e Novo Horizonte,
Município de Itaituba.
Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 03 (três) Cargos Comissionados de Delegados
Distritais de Polícia e 03 (três) Cargos Comissionados de Escrivães de Polícia,
os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes do artigo anterior.

* Esta Lei teve a redação de seu art. 2° alterada pela Lei n° 5.165, de 25 de
outubro de 1984, publicada no DOE Nº 25.390, de 14/12/1984.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 02 (dois) Cargos de Delegados Distritais, GEP-
PC-701 e 04 (quatro) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia, GEP-PC-
705, os quais serão lotados nas Delegacia , constantes do artigo anterior.”

Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei


serão atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 02 de
julho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.140, DE 02 DE JULHO DE 1984.

* Esta Lei teve seu Art. 1º alterado pela Lei nº 5.382, de 31 de agosto de 1987,
publicada no DOE Nº 26.058, de 03/09/1987.
Concede Pensão Especial ao Doutor JOSÉ MANOEL REIS
FERREIRA.

DOE N° 25.282, DE 09/07/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.141, DE 06 DE JULHO DE 1984

Autoriza a Abertura de Crédito Especial no valor de Cr$


1.470.000.000,00 (Hum bilhão, quatrocentos e setenta milhões de cruzeiros),
para atender despesas com Aquisição Centralizada de Material de Consumo de
uso comum, destinado aos Órgãos da Administração Direta Estadual.

DOE N° 25.283, DE 10/07/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.142, DE 06 DE JULHO DE 1984.

Cria a Delegacia Distrital de Polícia na Localidade de Fordlândia,


Município de Aveiro, com os seus respectivos cargos comissionados de um
Delegado Distrital e de um Escrivão, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica criada a Delegacia Distrital de Polícia na Localidade


de Fordlândia, Município de Aveiro.
Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 01 (um) Cargo Comissionado de Delegado
Distrital de Polícia e 01 (um) Cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os
quais serão lotados na Delegacia Distrital, constantes no artigo anterior.

* Esta Lei teve a redação de seu art. 2° alterada pela Lei n° 5.170, de 30 de
outubro de 1984, publicada no DOE Nº 25.383, de 05/12/1984.
* A redação anterior continha o seguinte teor:
“Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública Hum (01) Cargo de Delegado Distrital GEP-PC-
701 e Hum (01) Cargo de Escrivão de Polícia GEP-PC-705, os quais serão
lotados na Delegacia Distrital, constante do artigo anterior.”

Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei


serão atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 06 de
julho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.304, DE 08/08/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.143, DE 06 DE JULHO DE 1984.

Cria Delegacias Distritais de Polícia nas Colônias Esperança e


Moju, na Localidade de Arapixuna e na Vila Franca, todas no Município de
Santarém, com seus respectivos cargos comissionados de Delegados Distritais
e de Escrivão, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Ficam criadas as Delegacias Distritais de Polícia nas


Colônias Esperança e Moju, na Localidade de Arapixuna e na Vila Franca,
todas no Município de Santarém.
Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 02 (dois) Cargos Comissionados de Delegados
Distritais de Polícia e 02 (dois) Cargos Comissionados de Escrivães de
Polícia, os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes no artigo
anterior.

* Esta Lei teve a redação de seu art. 2° alterada pela Lei n° 5.167, de 25 de
outubro de 1984, publicada no DOE Nº 25.383, de 05/12/1984.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 04 (quatro) Cargos de Delegados Distritais GEP-
PC-705, os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes do artigo
anterior.”

Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei


serão atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor a partir da data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 06 de
julho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.304, DE 08/08/1984.

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.144, DE 06 DE JULHO DE 1984

Concede Pensão Especial ao Professor César Marques da Silva e


dá outras providências.

DOE N° 25.304, DE 08/08/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.145, DE 06 DE JULHO DE 1984

Dispõe sobre criação de Cargos de provimento efetivo no quadro


de cargos da Administração Pública Estadual.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Ficam criados 09 (nove) cargos de provimento efetivo,


para fazer face a Lotação Ideal da Vice-Governadoria fixada através do
Decreto 3.263, de 17 de abril de 1964, conforme a seguir:
_______________________________________________________________
Quantidade Denominação Código/Nível Vencimento
15hs.Sem 30hs.Sem. 40hs.Sem
01 Contador GEP-ANSC-605.1 67.871,00 135.738,00 181.695,00
03 Agente
Administrativo GEP-SA-901. - 65.315,00 -
02 Datilógrafo GEP-SA-902.1 - 54.430,00 -
01 Motorista GEP-TP-1.101.1 - 51.145,00 -
02 Agente de
Portaria GEP-TP-1.102.1 - 50.269,00 -
________________________________________________________________________________________
Art. 2° - As despesas resultantes da execução desta Lei, correrão
por conta dos recursos orçamentários próprios do Estado.
Art. 4° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 06 de julho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.304, DE 08/08/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.146, DE 06 DE JULHO DE 1984.

* Esta Lei foi REVOGADA pela Lei nº 6.310, de 26 de julho de 2000,


publicada no DOE Nº 29.265, de 28/07/2000.

* Esta Lei sofreu alteração através da Lei nº 5.545, de 08 de junho de 1989,


publicada no DOE Nº 26.489, de 09/06/1989, onde: “Os benefícios
concedidos pelo Instituto de Previdência da Assembléia Legislativa do Estado
do Pará - IPALEP, a partir de 1° de abril de 1989, deverão ser efetuados na
base de NCZ$ 120,00 (cento e vinte cruzados novos) por ano de mandato,
respeitando-se os limites compreendidos entre 8 e 20 anos.”

Dispõe sobre o INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DA


ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ - IPALEP.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I - DAS CARACTERÍSTICAS

Art. 1° - O INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DA ASSEMBLÉIA


LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ - IPALEP - criado pela Lei n°
4.797, de 0l.10.1978, com personalidade jurídica própria, autonomia
administrativa e financeira, sede e atuação na Capital do Estado do Pará, passa
a reger-se por esta Lei, pelo seu regimento básico, planos de ação e demais
atos baixados pelos órgãos competentes de sua administração.
Parágrafo Único - O IPALEP funcionará no Edifício da
Assembléia Legislativa do Estado do Pará.

CAPÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO
SEÇÃO I - DA ADMINISTRAÇÃO DO IPALEP

Art. 2º - A Administração do IPALEP será constituída: de


Assembléia Geral, composta de associados; um Conselho Deliberativo,
composto de 6 (seis) membros e igual número de suplentes, integrado por
Deputados Estaduais titulares; uma Junta de Controle Geral, composta de três
membros e igual número de suplentes, eleitos entre os pensionistas ex-
deputados; um Presidente escolhido entre os Deputados Estaduais titulares; e
um Tesoureiro de livre designação entre os Deputados Estaduais titulares.

* Esta redação foi atribuída a este artigo 2º com alterações introduzidas pela
Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987, publicada no DOE Nº 26.130, de
07/01/1988.

SEÇÃO II - DA ESCOLHA DOS MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO

Art. 3° - Compete à Assembléia Geral eleger o Presidente, o


Conselho Deliberativo e a Junta de Controle Geral do IPALEP.
Parágrafo Único - O Tesoureiro do IPALEP será de livre
designação do Presidente, escolhido entre os Deputados Estaduais titulares..
Art. 4° - A Eleição dos componentes da administração do
IPALEP dar-se-á no dia 1º de março, do primeiro e terceiro ano de cada
Legislatura independente de convocação e com qualquer número de
associados.

* Estas redações foram atribuídas a estes artigos 3º e 4º, com alterações


introduzidas pela Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987, publicada no DOE
Nº 26.130, de 07/01/1988.

Art. 5° - O mandato dos membros da administração do IPALEP é


de dois anos, permitida a reeleição.
Art. 6° - Na hipótese da ocorrência de fato impeditivo da
realização das eleições dentro dos prazos previstos nesta Lei, ficam
automaticamente prorrogados os mandatos do Presidente, dos Conselheiros e
do Tesoureiro, até que seja possível a realização de novo pleito.
Art. 7° - Os encargos eletivos serão exercidos sem quaisquer ônus
para o IPALEP.

SEÇÃO III - DA PRESIDÊNCIA

Art. 8° - No caso de falta ou impedimento do Presidente, a


Presidência será exercida pelo membro mais idoso do Conselho Deliberativo.
§ 1° - O impedimento do Presidente por período superior a 90
(noventa) dias implicará na vacância do respectivo cargo.
§ 2° - No caso de vacância do cargo de Presidente, deverá
realizar-se eleição dentro de 30 (trinta) dias da ocorrência da vaga, cabendo ao
Conselho Deliberativo eleger, dentre os seus membros, o substituto para o
restante do período.
§ 3° - A eleição de que trata o § 2° deste artigo, não será realizada
se a vaga ocorrer a menos de três meses do final do mandato, caso em que o
membro mais idoso do Conselho Deliberativo assumirá a Presidência, em
caráter definitivo, até o final do biênio.
Art. 9° - Compete ao Presidente do IPALEP:
I - Superintender todos os negócios do Instituto;
II - Presidir as Assembléias Gerais e as reuniões do Conselho
Deliberativo, com voto apenas de desempate;
III - Dar execução aos atos e negócios do Instituto, deles
prestando contas ao Conselho Deliberativo;
IV - Convocar suplentes dos membros do Conselho Deliberativo
e da Junta de Controle Geral, nos casos de morte, renúncia ou impedimento de
seus titulares.

* Esta redação foi atribuída a este inciso IV, deste artigo 9º com alterações
introduzidas pela Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987, publicada no DOE
Nº 26.130, de 07/01/1988.

V - Prestar contas da Administração;


VI - Representar o Instituto em Juízo ou fora dele;
VII - Visar cheques e demais papéis de pagamento emitidos pelo
Tesoureiro;
VIII - Nomear o Tesoureiro do Instituto;
IX - Aplicar, após autorização do Conselho Deliberativo, os
recursos financeiros disponíveis do Instituto;
X - Requisitar ao Presidente da Assembléia Legislativa, os
servidores necessários ao funcionamento da Instituto, sem ônus para este.

SEÇÃO IV - DO CONSELHO DELIBERATIVO

Art. 10 - As decisões do Conselho Deliberativo e da Junta de


Controle Geral serão tomadas pelo voto da maioria absoluta dos seus
membros e designados como Resoluções.

* Esta redação foi atribuída a este artigo 10, com alterações introduzidas pela
Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987, publicada no DOE Nº 26.130, de
07/01/1988.

Art. 11 - Compete ao Conselho Deliberativo do IPALEP:


I - Fiscalizar a administração;
II - Votar o Orçamento do Instituto;
III - Aprovar as contas;
IV - Autorizar o Presidente a fazer operações de crédito, adquirir
e alienar bens;
V - Examinar e julgar todos os Processos referentes aos
segurados, seus dependentes, e de admissão no quadro;
VI - Julgar os recursos interpostos contra os atos do Presidente;
VII - Resolver todos os assuntos de interesse do IPALEP não
afetos à competência do Presidente;
VIII - Baixar o Regulamento Geral do Instituto;
IX - Autorizar a aplicação, em inversões, dos recursos financeiros
disponíveis do Instituto;
X - Julgar sobre os casos omissos.
Parágrafo único - Compete a Junta de Controle Geral a
fiscalização atuarial, contábil e financeira do IPALEP.

* Esta redação foi atribuída a este parágrafo único, deste artigo 11, com
alterações introduzidas pela Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987,
publicada no DOE Nº 26.130, de 07/01/1988.

SEÇÃO V - DA TESOURARIA

Art. 12 - Ao Tesoureiro, de livre escolha e nomeação do


Presidente, entre os Deputados Estaduais titulares compete:
I - A escrituração e a guarda dos livros de Ata e contabilidade do
IPALEP;
II - Assinar com o Presidente, os cheques, balanços e balancetes
do IPALEP;
III - Prestar informações sobre a Receita e a Despesa do IPALEP;
IV - Proceder ao pagamento dos pensionistas e outros credores,
na forma desta Lei.

SEÇÃO VI - DA ASSEMBLÉIA GERAL

Art. 13 - A Assembléia Geral, constituída pelos segurados do


IPALEP, reunir-se-á, ordinariamente, independentemente de convocação, no
dia 01 de março, para:
I - Anualmente, tomar conhecimento do relatório do Presidente e
deliberar sobre os casos omissos;
II - No primeiro e no terceiro ano de cada Legislatura, eleger os
membros suplentes do Conselho Deliberativo, da Junta de Controle Geral e o
Presidente do IPALEP.

* Esta redação foi atribuída a este inciso II, deste artigo 13, com alterações
introduzidas pela Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987, publicada no DOE
Nº 26.130, de 07/01/1988.

§ 1° - As Assembléias Gerais do IPALEP, realizar-se-ão no


Edifício da Assembléia Legislativa.
§ 2° - Havendo motivo grave e urgente, a Assembléia poderá
reunir-se extraordinariamente, em qualquer época, convocada pelo Presidente,
pelo Conselho Deliberativo, pela Junta de Controle Geral ou por um terço
(1/3) dos segurados.

* Esta redação foi atribuída a este § 2º deste artigo 13, com alterações
introduzidas pela Lei nº 5.423, de 29 de dezembro de 1987, publicada no DOE
Nº 26.130, de 07/01/1988.

III - Deliberar sobre os assuntos de interesse do Instituto, não


compreendido na área de competência do Conselho Deliberativo ou do
Presidente.

SEÇÃO VII - DA INFRA-ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO IPALEP


Art. 14 - Junto á Presidência do IPALEP funcionarão uma
Assessoria e uma Secretaria Executiva, com as atribuições e constituição
previstas em resolução do Conselho Deliberativo.
Art. 15 - O Presidente da Assembléia Legislativa colocará á
disposição do IPALEP, sem ônus para este, os servidores que forem
requisitados.
Art. 16 - O Presidente da Assembléia Legislativa colocará à
disposição do IPALEP, mediante requisição de seu Presidente as instalações, o
mobiliário e todo material necessário ao seu funcionamento.
Art. 17 - O Presidente do Instituto não poderá admitir
funcionários, a qualquer título, além dos que forem requisitados na forma
desta Lei.

CAPÍTULO III - DA RECEITA DO IPALEP

Art. 18 - A Receita do IPALEP constituir-se-á das seguintes


contribuições e rendas:
I - Contribuição dos segurados, descontada mensalmente em
folha de pagamento, correspondente a dez por cento (10%) dos subsídios que
percebem os Deputados Estaduais.

* O inciso I deste Art. 18 teve sua redação alterada pela Lei nº 5.562, de 10 de
outubro de 1989, publicada no DOE Nº 26.575, de 11/10/1989.

A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 18. ................................................
I - Contribuição dos segurados, descontada mensalmente em
folha de pagamento, correspondente a dez por cento (10%) do que percebem
os Deputados Estaduais a qualquer título.”
II - Contribuição dos pensionistas, descontada mensalmente e
correspondente a vinte por cento (20%) das pensões pagas.
III - Contribuição mensal da Assembléia Legislativa,
correspondente ao dobro das contribuições estabelecidas para os segurados e
pensionistas, nos termos dos incisos I e II deste artigo.
VI - Dotações específicas destinadas ao IPALEP nos orçamentos
da Assembléia Legislativa, suficientes para complementar, se necessário, a
receita que lhe incumbe nos termos desta Lei.
VII - Doações, legados, auxílios, subvenções e outras rendas de
aplicações dos recursos disponíveis auferidos pelo IPALEP.
Parágrafo Único - A Assembléia Legislativa alocará em seus
orçamentos recursos próprios para o atendimento das despesas decorrentes da
aplicação deste artigo, que poderão ser suplementados.

* O parágrafo único deste Art. 18 teve sua redação alterada pela Lei nº 5.562,
de 10 de outubro de 1989, publicada no DOE Nº 26.575, de 11/10/1989.

A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 18. .........................................
Parágrafo Único - As dotações necessárias à execução do
disposto nos incisos III e IV deste artigo, serão incluídas nos orçamentos dos
órgãos aos quais estão vinculados os segurados e poderão ser suplementadas
se necessário.”

Art. 19 - VETADO.
Art. 20 - Todas as contribuições e rendas serão recolhidas
mensalmente em Banco Oficial, em conta especial que só poderá ser
movimentada nos termos da presente Lei.
Parágrafo Único - O Presidente do IPALEP fará publicar no
Diário da Assembléia, mensalmente, os balancetes e anualmente o balanço
geral do Instituto, que os assinará juntamente com o Tesoureiro.
Art. 21 - No caso do IPALEP não apresentar renda suficiente para
atender o pagamento dos benefícios a que está obrigado, fica a Assembléia
Legislativa autorizada a incluir no seu Orçamento a verba necessária a
complementação dos recursos para o IPALEP atender esses pagamentos.
Parágrafo Único - A verba de que trata este artigo será transferida
ao IPALEP, mensalmente, na proporção de um doze avos (1/12).
Art. 22 - Ocorrendo motivo de força maior impeditiva do
pagamento das contribuições da Assembléia Legislativa, dos Deputados e dos
Pensionistas, o Governo do Estado do Pará sub-rogar-se-á nas obrigações do
pagamento das respectivas contribuições.
Parágrafo Único - A verba necessária ao pagamento do que
dispõe este Artigo, será incluída no orçamento do Governo do Estado do Pará.

CAPÍTULO IV - DOS SEGURADOS


SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 23 - São segurados obrigatórios do IPALEP,


independentemente de idade e de exame de saúde, todos os atuais Deputados
Estaduais, e quando em exercício, os Suplentes de Deputado, bem como todos
os que no futuro forem eleitos.
Parágrafo Único - O segurado obrigatório que completar o
número de contribuição correspondente a 20 (vinte) anos de mandato, em
qualquer época fica isento de pagamento de novas contribuições, ressalvado o
disposto no item III do art. 18 desta Lei.

* Este parágrafo único foi acrescido a este artigo pela Lei nº 5.296, de 23 de
dezembro de 1985, publicada no DOE Nº 25.652, de 09/01/1986.

Art. 24 - São segurados facultativos do IPALEP, os ex-Deputados


Estaduais que venham a se inscrever como filiados do Instituto.
Art. 25 - O período de carência para a concessão de pensão é de
oito anos de contribuição.
§ 1º - É facultado aos Deputados e Ex-Deputados estaduais que
hajam exercido, em qualquer época mandatos eletivos de Vereador Municipal,
Deputado Estadual ou Deputado Federal, computarem esses períodos para
efeito de percepção dos benefícios de que trata esta Lei, desde que recolham,
sucessiva e mensalmente a partir do deferimento do pedido e em 30 (trinta)
parcelas, as contribuições referentes aos mandatos exercidos.
§ 2º - REVOGADO.

* Este § 2º foi REVOGADO pela Lei nº 5.373, de 22 de maio de 1987,


publicada no DOE Nº 25.990, de 29/05/1987.

* A redação REVOGADA continha o seguinte teor:


“Art. 25. ..................................................
§ 2º - Aos Deputados e Ex-Deputados Estaduais que se
enquadrarem nos benefícios desta Lei, será facultado computarem qualquer
tempo de serviço público prestado ao Estado do Pará, desde que não se faça
contagem em dobro e não se compute o tempo já utilizado para a concessão de
outros proventos de inatividade, procedendo-se o correspondente recolhimento
de contribuições nas mesmas bases do § 1º deste artigo.”

§ 3º - As contribuições de que trata o parágrafo anterior serão


fixadas com base nos recolhimentos atuais dos Deputados Estaduais, sendo
reajustados sempre que houver elevações nas contribuições destes, obrigando-
se a Assembléia Legislativa a idêntico recolhimento nas formas do item II, do
art. 18 desta Lei.
* Este § 3º que foi acrescentado a esta legislação pela Lei nº 5.361/85, teve
sua redação alterada pela Lei nº 5.373, de 22 de maio de 1987, publicada no
DOE Nº 25.990, de 29/05/1987.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 25. ........................................
§ 3º - As contribuições de que trata os parágrafos 1º e 2º deste
artigo serão fixados com base nos recolhimentos atuais dos Deputados
Estaduais sendo reajustados sempre que houver elevações nas contribuições
destes, obrigando-se a Assembléia Legislativa a idêntico recolhimento nas
formas do Item II do Art. 18 desta Lei.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

* Os §§ 1º e 2º acrescentados a esta legislação pela Lei nº 5.296/85, tiveram


suas redações alteradas pela Lei nº 5.361, de 05 de dezembro de 1986,
publicada no DOE Nº 25.879, de 11/12/1986.
A Lei nº 5.361/85, aqui citada, acrescenta ainda o § 3º a este Art. 25.

* As redações alteradas continham o seguinte teor:


“Art. 25. ..............................................
§ 1° - É facultado aos Deputados Estaduais que hajam exercido,
em qualquer época, mandatos eletivos de Vereador Municipal ou Deputado
Estadual, computarem esses períodos para efeito de percepção dos benefícios
de que trata esta Lei, desde que recolham, sucessiva e mensalmente a partir do
deferimento do pedido e em até 30 (trinta) parcelas, as contribuições
referentes aos mandatos exercidos.
§ 2° - As contribuições de que trata o parágrafo anterior serão
fixadas com base nos recolhimentos atuais dos Deputados Estaduais, sendo
reajustadas sempre que houver elevação nas contribuições destes, obrigando-
se a Assembléia Legislativa a idêntico recolhimento nas formas do item II do
art. 18 desta Lei.

* Os §§ 1º e 2º foram acrescentados a este Art. 25 pela Lei nº 5.296, de 23 de


dezembro de 1985, publicada no DOE Nº 25.652, de 09/01/1986.

Art. 26 - O segurado obrigatório que, ao término do exercício do


mandato, não haja cumprido o período de oito anos, consecutivos ou
alternados, poderá continuar contribuindo mensalmente, com as partes
correspondentes ao dobro do que pagam os segurados obrigatórios, até
completar o período de carência, devendo estas contribuições integrais sofrer
os reajustes proporcionais à majoração do valor base do cálculo.
Parágrafo único - O prazo para habilitação à continuidade da
contribuição de carência é de seis meses, improrrogável, a contar do dia
imediato ao fim do mandato ou exercício de mandato.
Art. 27 - Ao segurado que desistir de pagar o restante da carência,
que cancelar ou tiver cancelada a sua inscrição, não serão restituídas as
contribuições já feitas, podendo, no entanto, reinscrever-se no IPALEP.
§ 1° - Os que se tornarem segurados mediante nova inscrição,
inclusive pensionistas, serão considerados para todos os efeitos legais, como
se inscritos pela primeira vez no IPALEP.
§ 2° - No caso de afastamento temporário que não permita
desconto em folha de pagamento, o segurado pagará, mensalmente, sua
contribuição que corresponda ao que pagam os associados obrigatórios,
devendo Assembléia Legislativa do Estado do Pará, para cada caso, efetuar
recolhimento igual ao que preceitua o item II do Art. 18 da Lei nº 5.146, de 06
de julho de 1984.
§ 3° - Aplica-se o disposto acima aos ex-Deputados Estaduais que
estiverem contribuindo, para integração do período de carência.
§ 4° - Perderá a qualidade de segurado aquele que deixar de pagar
as contribuições durante seis meses.

* Os §§ 2º ao 4º deste Art. 27 tiveram suas redações alteradas pela Lei nº


5.263, de 27 de setembro de 1985, publicada no DOE Nº 25.585, de
02/10/1985.

* Os §§ 2º ao 4º deste Art. 27 foram novamente alterado, desta vez, pela Lei nº


5.296, de 23 de dezembro de 1985, publicada no DOE Nº 25.652, de
09/01/1985.

Art. 28 - É facultado aos ex-Deputados Estaduais o ingresso no


IPALEP, auferindo todos os seus benefícios, desde que recolham ao instituto o
dobro do que recolhem os Deputados Estaduais em exercício de mandato,
sucessiva e mensalmente até o período de carência (8 anos), a partir do
deferimento de seu Requerimento.

CAPÍTULO V - DOS DEPENDENTES

Art. 29 - Consideram-se dependentes do segurado, desde que


vivam economicamente sob sua responsabilidade:
I - I - À esposa; a companheira mantida há mais de cinco (5)
anos; e os filhos de qualquer condição, menores de 21 anos ou inválidos.
II - O marido inválido ou maior de 60 anos.
III - A mãe e o pai inválido ou maior de 60 anos.
IV - A pessoa designada, menor de 21 anos, ou maior de 60 anos
ou inválida.
V - Irmãos menores de 21 anos ou inválidos.
§ 1º - A existência de dependentes de qualquer das classes
enumeradas nos incisos deste artigo, exclui do direito às prestações os
dependentes enumerados nos incisos subsequentes, ressalvados os casos
expressamente previstos nesta Lei.
§ 2° - Equiparam-se aos filhos, nas condições estabelecidas no
inciso I e mediante declaração escrita do segurado:
a) o enteado;
b) o menor que por determinação judicial, se ache sob sua guarda;
c) o menor que se ache sob sua tutela e não possua bens para o
próprio sustento e educação.
§ 3° - Inexistindo esposa ou companheira ou marido inválido ou
maior de 60 anos, com direito às prestações, a pessoa designada poderá
mediante declaração escrita do segurado concorrer com os filhos deste.
§ 4° - A dependência econômica das pessoas indicadas no inciso I
deste artigo é presumida, devendo a dos demais incisos ser devidamente
comprovada.

Art. 30 - O casamento da viúva ou da companheira do segurado


falecido importa na perda de sua condição de dependente, para os efeitos desta
Lei.
Art. 31 - Não se enquadra na situação de dependente do segurado,
para os efeitos desta Lei, o cônjuge dele separado consensualmente,
desquitado ou divorciado, a quem não tenha sido assegurada a percepção de
alimentos, nem o que, voluntariamente, tenha abandonado o lar há mais de
cinco anos disciplinadas pelo Código Civil Brasileiro.
Parágrafo Único - Mediante declaração escrita do segurado, os
dependentes indicados nos incisos II, IV e V, do art. 29 desta Lei, poderão
concorrer com a esposa ou a companheira ou o marido inválido ou maior de
60 anos, salvo se existirem filhos com direito às prestações.

CAPÍTULO VI - DOS BENEFÍCIOS


SEÇÃO I - DOS BENEFÍCIOS EM GERAL
Art. 32 - O IPALEP concederá os seguintes benefícios:
a) Pensão aos Ex-Deputados Estaduais proporcional aos anos de
mandato, a razão de oitenta por cento (80%) de em vinte avos (1/20) por ano,
dos subsídios que estiverem percebendo os Deputados Estaduais.

* A alínea “a” deste Art. 32 teve sua redação alterada pela Lei nº 5.562, de 10
de outubro de 1989, publicada no DOE Nº 26.575, de 11/10/1989,
anteriormente alterada pela Lei nº 5.296/1985.

A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 32. .......................................................................
a) Pensão aos ex-Deputados Estaduais, proporcionalmente aos
anos de contribuição, a razão de 70% (setenta por cento) a partir de 1° de
janeiro de 1986 e 90 % (noventa por cento) a partir de 1° de janeiro de 1987,
de um vente avos (1/20) por ano, do total a que estiverem percebendo os
Deputados Estaduais, a qualquer título.

* A alínea “a” deste Art. 32 teve sua redação alterada pela Lei nº 5.296, de 23
de dezembro de 1985, publicada no DOE Nº 25.652, de 09/01/1986.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 32. .............................................
a) Pensão aos Ex-Deputados Estaduais proporcional aos anos de
mandato, a razão de oitenta por cento (80%) de em vinte avos (1/20) por ano,
dos subsídios que estiverem percebendo os Deputados Estaduais.

b) em caso de morte, a pensão calculada à razão de sessenta por


cento (60%) do quanto caberia na época do falecimento ao contribuinte,
deferida aos dependentes nos termos desta Lei e atualizada pela remuneração
em vigor.
c) pensão integral proporcional ao tempo de contribuição ao
contribuinte inválido por acidente no exercício do mandato ou por moléstia
incurável, seja qual for o tempo de filiação ao IPALEP, considerando-se o
mínimo de 8 anos para arbitramento da pensão.
d) no caso de morte do contribuinte ou pensionista, auxílio
funerário correspondente a um mês de subsídio fixo ou proventos, pagos à
pessoa que houver custeado as despesas dos funerais, desde que qualquer
entidade pública não haja custeado ou dado auxílio idêntico.
Parágrafo Único - O prazo para habilitação ao recebimento do
auxílio-funeral será de sessenta (60) dias a contar da data do falecimento do
segurado.
e) seguro de vida coletivo em favor de todos os contribuintes,
equivalente até cem (100) vezes o salário mínimo vigente no Estado do Pará.
Art. 33 - Deixando o segurado viúva e companheira, a pensão
será dividida igualmente entre elas, devendo o montante que couber às duas
dependentes, corresponder a 50% (cinqüenta por cento) do valor da pensão, se
houver filhos habilitados como dependentes, ou, não os havendo, se houver
pessoa designada. A parcela da pensão devida aos filhos será dividida
igualmente entre eles.
§ 1° - Havendo viúva e companheira, a que se habilitar ao
pagamento da pensão terá direito à parte da outra, cessando o direito a essa
parte no mês subsequente ao da habilitação da segunda dependente.
§ 2° - Ocorrendo a morte do segurado antes de pagas as
contribuições relativas ao período de carência, o respectivo débito será havido
como quitado para efeitos dos direitos assegurados aos dependentes.
§ 3° - Ocorrendo a morte do segurado no decorrer do segundo
mandato, a pensão devida será proporcional ao tempo de carência de oito
anos. Após a carência a pensão será proporcional ao tempo efetivo de
contribuição.
Art. 34 - É permitida a acumulação da pensão do IPALEP com
pensão e proventos de qualquer natureza.
Art.. 35 - No caso de falecimento da viúva ou companheira, a
pensão que tinha direito a extinta reverterá em favor da outra dependente e, se
não existir dos filhos do respectivo segurado, inválido ou não e, neste caso até
completarem 24 (vinte e quatro) anos de idade.

* Este artigo teve sua redação alterada pela Lei nº 5.195, de 10 de dezembro
de 1984, publicada no DOE Nº 25.437, de 26/02/1985.

*A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 35 - A pensão ou parcela devida aos beneficiários,
extinguir-se-á com a morte, com a maior idade e nos demais casos de perda do
benefício previsto nesta Lei, ficando expressamente proibida a sua reversão a
quaisquer outros.”

Art. 36 - As pensões serão devidas a partir do dia da data da


publicação da aposentadoria, do dia imediato ao óbito, do término do mandato
ou de seu exercício, e o prazo para requerê-las é de 12 meses após o fato
gerador de seu direito.
Art. 37 - Sempre que o beneficiário se investir em mandato
eletivo federal, estadual ou de Prefeito Municipal perderá o direito ao
recebimento da pensão que será restabelecida após o término do mandato.
Art. 38 - Perderá o direito à pensão, salvo a ocorrência da
incapacidade o dependente, de qualquer sexo:
I - ao atingir a maioridade;
II - ao contrair matrimônio;
III - condenado por crime de natureza dolosa e de que tenha
resultado a morte do respectivo segurado.
IV - Desde que comprovado pelo IPALEP a cessação da
dependência que justificou sua concessão.
Art. 39 - Ao Deputado que não se reeleger, não concorrer ao
pleito ou renunciar o mandato, e não quiser ou não puder completar a
carência, será concedido auxílio durante seis (6) meses, correspondente à
pensão devida nos demais casos.

CAPÍTULO VII - DAS MEDIDAS DE NATUREZA FINANCEIRA E


CONTÁBIL

Art. 40 - REVOGADO
Parágrafo Único - REVOGADO
Art. 41 - Os recursos disponíveis do IPALEP poderão ser
aplicados em investimentos por deliberação do Presidente, autorizado pelo
Conselho Deliberativo.
Parágrafo Único - O saldo da conta de que trata este artigo, após
deduzido o valor da folha de pagamento dos pensionistas, poderá ser aplicado
em bancos oficiais ou empréstimos aos segurados.
Art. 42 - Deverão ser levantados:
I - mensalmente: balancete patrimonial e demonstrativo da
Receita e Despesa;
II - anualmente: balanço patrimonial, ao final do exercício
financeiro.
Parágrafo Único: O Presidente da Assembléia Legislativa do
Estado do Pará fará publicar tais instrumentos de controle do Instituto de
Previdência da Assembléia Legislativa do Estado do Pará no Diário Oficial do
Estado.
Art. 43 - Os bens, negócios, rendas, atos e serviços do IPALEP,
estão isentos de impostos e taxas de quaisquer espécies.
Art. 44 - O pagamento aos segurados e outros credores deverá ser
feito em cheque nominal, ordem de crédito ou ordem de pagamento, visados
pelo Presidente.

CAPÍTULO VIII - DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 45 - Todo expediente endereçado a este Instituto, deverá ser


protocolado no Protocolo Geral da Assembléia legislativa do Estado do Pará.
Parágrafo Único - O IPALEP ficará isento de responsabilidade
em caso do não cumprimento do presente artigo.
Art. 46 - O Conselho Deliberativo do IPALEP expedirá
Resolução destinada a regulamentar a execução da presente Lei.
Art. 47 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 48 - Ficam revogadas as Leis n°s. 4.797, de 18.10.78, 4.840,
de 11.06.79, 4.955, de 06.04.81, 4.971, de 30.06.81, 5.039, de 13.09.82, 5.052,
de 16.12.82, 5.097/A, de 30.11.83 e 5.098, de 30.11.83.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 06 de julho de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO’’’’


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo
DOE N° 25.301, DE 03/08/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.147, DE 13 DE AGOSTO DE 1984.

Cria Delegacia Distrital na Vila de Jambuaçú, Município de São


Francisco do Pará, com os seus respectivos cargos comissionados de Delegado
Distrital e de Escrivão e dá outra outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica criada Delegacias Distrital da Vila de Jambuaçú,


Município de São Francisco do Pará.
Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 01 (um) Cargo Comissionado de Delegado
Distrital de Polícia e 01 (um) Cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os
quais serão lotados na Delegacia Distrital , constante do artigo anterior.

* Esta Lei teve a redação de seu art. 2° alterada pela Lei n° 5.168, de 30 de
outubro de 1984, publicada no DOE Nº 25.383, de 05/12/1984.

* A redação anterior continha o seguinte teor:


“Art. 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública um (01) cargo de Delegado Distrital, GEP-PC-
701 e um (01) cargo de Escrivão de Polícia, GEP-PC-705, os quais serão
lotados na Delegacia Distrital constante do artigo anterior.”

Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei


serão atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor a partir da data de sua
publicação, revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 13 de
agosto de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.328, DE 14/09/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.148, DE 29 DE AGOSTO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia no povoado de Igarapé-Açú,


no Município de Óbidos, com os respectivos cargos comissionados de
Delegado Distrital e de Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.333, DE 21/09/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.149, DE 29 DE AGOSTO DE 1984

Cria a Delegacia Distrital de Polícia na Vila Martins do Rio


Meruú, no Município de Igarapé-Miri, com os respectivos cargos
comissionados de Delegado Distrital e de Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.333, DE 21/09/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.150, DE 29 DE AGOSTO DE 1984

Reajusta os níveis de vencimentos e salários dos servidores


públicos civis dos órgãos do Poder Executivo do Estado do Pará.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° - Ficam reajustados os vencimentos e salários dos
Servidores Públicos Civis dos Órgãos do Poder Executivo do Estado do Pará,
na forma da tabela anexa.
Parágrafo Único - O reajuste relativo a setembro de 1984 incidirá
sobre os níveis fixados pela presente Lei.
Art. 2° - O reajuste de que trata esta Lei é extensivo aos
servidores inativos do Poder Executivo do Estado de igual categoria, exceto
aqueles cujos proventos são calculados com base no salário mínimo fixado
pelo Governo Federal.
Art. 3° - Os efeitos financeiros desta Lei retroagirão a 1° de julho
de 1984, revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 29 de agosto de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
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MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e
Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.333, DE 21/09/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.151, DE 14 DE SETEMBRO DE 1984

Denomina Deputado Everaldo de Souza Martins, o Estádio de


Futebol de Santarém.

DOE N° 25.333, DE 21/09/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.152, DE 14 DE SETEMBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a "Sociedade


Civil Projeto Mururé - Casa da Tia Ana", com sede e Fôro nesta Cidade de
Belém.

DOE N° 25.333, DE 21/09/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.153, DE 14 DE SETEMBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Sociedade


Beneficente Evangélica e dá outras providências.

DOE N° 25.333, DE 21/09/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.154, DE 20 DE SETEMBRO DE 1984.

Cria Delegacias distritais de Polícia nos Povoados de Maiuatá e


Santa Cruz do Rio Panacauera no Município de Igarapé-Miri, com os seus
respectivos cargos comissionados de Delegados Distritais e Escrivães, e dá
outras providências.
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,
estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Ficam criadas as Delegacias Distritais de polícia nos


Povoados de Maiuatá e Santa Cruz do Rio Panacauera, no Município de
Igarapé-Miri.
Art. 2º - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 02 (dois) Cargos Comissionados de Delegado
Distrital de Polícia e 02 (dois) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia,
os quais serão lotados na Delegacia Distrital, constante do artigo anterior.
Art. 3º - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei serão
atendidas pelos recursos orçamentários do Estado do Pará.
Art. 4º - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 20 de setembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.350, DE 17/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.155, DE 20 DE SETEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia na Localidade de Parú, no


Município de Óbidos, com os respectivos cargos comissionados de Delegado
Distrital e de Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.350, DE 17/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.156, DE 26 DE SETEMBRO DE 1984


Cria Delegacia Distrital de Polícia, na Vila de Beja, no Município
de Abaetetuba, com os respectivos cargos comissionados de Delegado
Distrital e de Escrivão e dá outras providências.

DOE N° 25.352, DE 10/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.157, DE 28 DE SETEMBRO DE 1984

Autoriza abertura de Crédito Suplementar e dá outras


providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica o Poder Executivo autorizado a abrir Crédito


Suplementar no decorrer do exercício corrente de 1984, além do já
estabelecido pela Lei n° 5.097, de 30.11.83, até o limite de 30% da despesa já
autorizada pela Lei em referência, respeitadas as disponibilidades do Estado.
Art. 2° - Fica o Poder Executivo autorizado a abrir Créditos
Adicionais até o limite correspondente às operações de crédito externo
autorizadas pelo Decreto Legislativo n° 63/79 e pela Resolução n° 19 de 1984
do Senado Federal.
Art. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 28 de setembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda

DOE N° 25.350, DE 17/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.158, DE 01 DE OUTUBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia na Vila Vieira, no Município


de Óbidos, com os respectivos cargos comissionados de Delegado Distrital e
de Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.350, DE 17/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.159, DE 08 DE OUTUBRO DE 1984

Altera dispositivos da Lei Estadual n° 4.827, de 15 de fevereiro


de 1979 que dispõe sobre a organização dos Municípios do Estado do Pará.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Os artigos 21, 48, 64, 77, 127, 128 e 130 da Lei Estadual
n° 4.827, de 15 de fevereiro de 1979 (LEI ORGÂNICA DOS MUNICÍPIOS
DO ESTADO DO PARÁ), passarão a vigorar com as seguintes alterações em
seus textos:
I - O § 5° do Artigo 21 terá a seguinte redação: - § 5° - Da
decisão final caberá recurso para o Conselho de Contas dos Municípios,
interposto dentro de trinta (30) dias, pelo credor que se julgar prejudicado.
II - O CAPUT do Artigo 48 terá a seguinte redação: "ART. 48 - O
Prefeito e o Vice-Prefeito, ao serem empossados e se for o caso, deverão
desincompatibilizar-se, fazendo, na mesma ocasião e ao término do mandato,
declaração de seus dependentes, que será transcrita em livro próprio e
remetida ao Conselho de Contas dos Municípios".
III - o inciso VII do Artigo 64 terá a seguinte redação: "VII -
Prestar anualmente, a Câmara Municipal, até o dia trinta e hum (31) de março
do ano subsequente ao vencido, as contas referentes ao exercício financeiro
encerrado. Este prazo será considerado cumprido, com a remessa das contas
ao Conselho de Contas dos Municípios, para efeito de parecer prévio, nos
termos da Constituição do Estado e desta Lei".
IV - O CAPUT do Artigo 77 terá a seguinte redação: "Art. 77 - A
partir da posse os Vereadores serão obrigados a desincompatibilizar-se no
prazo de quinze (15) dias e na forma desta Lei, bem como fazer a declaração
de seus bens no início e no término do mandato, a qual será remetida ao
Conselho de Contas dos Municípios".
V - Os §§ 1°, 2° e 3° do Art. 127 terão as seguintes redações: "§
1° - O Controle externo da Câmara Municipal será exercido com auxílio do
Conselho de Contas dos Municípios e compreenderá o desempenho das
funções de auditoria financeira e orçamentária, a apreciação das contas anuais
do Prefeito e dos órgãos da Administração Municipal".
"§ 2° - Até o dia trinta e hum (31) de março de cada ano, o
Prefeito apresentará ao Conselho de Contas dos Municípios, a prestação de
contas do exercício financeiro anterior, para efeito de parecer prévio
conclusivo, no prazo de cento e oitenta (180) dias. Não lhe sendo as contas
enviadas, dentro do prazo estabelecido, o fato será comunicado à Câmara
Municipal, pelo Conselho para fins de direito".
"§ 3° - Somente por decisão de dois terços (2/3) dos Membros da
Câmara Municipal deixará de prevalecer o parecer prévio emitido pelo
Conselho de Contas dos Municípios, sobre as Contas que o Prefeito deve
prestar anualmente".
VI - O § 1° do Artigo 128 terá a seguinte redação: "§ 1° - A
prestação de contas dos dirigentes das entidades paraestatais municipais, será
feita diretamente ao Conselho de Contas dos Municípios, sem interferência da
Câmara Municipal".
VII - O CAPUT do Artigo 130 terá a seguinte redação: "Art. 130
- Para efeito de fiscalização financeira e orçamentária do Município, o Prefeito
enviará ao Conselho de Contas dos Municípios:
" ................................................................... ".
Art. 2° - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 08 de Outubro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
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MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
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LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.350, DE 17/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.160, DE 08 DE OUTUBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Instituto


Paraense de Parapsicologia, com sede nesta Capital.

DOE N° 25.350, DE 17/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.161, DE 16 DE OUTUBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Centro de


Comunidade Católica e Recreativa Itaiteua, com sede e foro nesta Cidade de
Belém.

DOE N° 25.357, DE 26/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.162, DE 16 DE OUTUBRO DE 1984.

Reajusta os valores de vencimentos e vantagens dos integrantes


do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas do Estado, do Conselho de Contas
dos Municípios, da Justiça Militar do Estado, do Procurador Geral de Justiça,
do Procurador Geral do Estado, do Procurador e Subprocuradores junto ao
Tribunal de Contas e junto ao Conselho de Contas dos Municípios e dá outras
providências.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Ficam reajustados, na forma das tabelas anexas à


presente lei, os valores dos vencimentos e vantagens mensais dos integrantes
do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas, do Conselho de Contas dos
Municípios, da Justiça Militar do Estado, do Procurador Geral de Justiça, do
Procurador Geral do Estado, do Procurador e Subprocuradores junto ao
Tribunal de Contas e junto ao Conselho de Contas dos Municípios.
Parágrafo Único - O disposto neste artigo aplica-se aos
Secretários do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Conselho de
Contas dos Municípios e aos Subsecretários do Tribunal de Justiça e do
Tribunal de Contas, e VETADO.
Art. 2° - A representação mensal fixada no artigo 2° e seus
parágrafos, da Lei n° 5.115, de 16 de maio de 1984, fica acrescida em trinta
(30) pontos percentuais.
Art. 3° - Os proventos da aposentadoria dos integrantes do Poder
Judiciário, do Tribunal de Contas, do Conselho de Contas dos Municípios, da
Justiça Militar do Estado, do Procurador Geral de Justiça, do Procurador Geral
do Estado, do Procurador e Subprocuradores junto ao Tribunal de Contas e
junto ao Conselho de Contas dos Municípios, terão os mesmos valores dos
vencimentos dos em atividade, inclusive adicionais e vantagens previstas em
legislação própria, pertinente ao assunto.
Parágrafo Único - O disposto neste artigo aplica-se aos
Secretários do Tribunal de Justiça, do Tribunal de Contas, do Conselho de
Contas dos Municípios e aos Subsecretários do Tribunal de Justiça e do
Tribunal de Contas.
Art. 4° - REVOGADO.
* Este artigo foi REVOGADO pela Lei nº 5.214, de 19 de abril de 1985,
publicada no DOE Nº 25.474, de 22/04/1985.

* Este artigo, apesar de já revogado, conforme nota acima, foi novamente


REVOGADO pela Lei nº 5.611, de 20 de novembro de 1990, publicada no
DOE Nº 25.474, de 22/04/1990.

Art. 5° - Os efeitos financeiros desta Lei retroagirão a 01 de


setembro de 1984 e os respectivos encargos financeiros correrão à conta das
dotações próprias do orçamento do Estado.
Art. 6° - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 16 de outubro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.358, DE 29/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.162-A, DE 16 DE OUTUBRO DE 1984

Dispõe sobre o ingresso e promoções nos Quadros de Oficiais de


Administração (QOA) e de Oficial Especialista (QOE).

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1° - Esta Lei estabelece os critérios e condições que


asseguram aos Primeiros Sargentos e Subtenentes da ativa PM/BM, o Ingresso
nos Quadros de Oficiais de Administração (QOA) e de Oficiais Especialistas
(QOE), criados pelo Decreto Estadual n° 2.141, de 03 de março de 1982, bem
como as promoções nos referidos Quadros.

* Ver Decreto Estadual n° 2.141, de 03 de março de 1982.

Art. 2° - Os Quadros de Oficiais de Administração (QOA) e de


Oficiais Especialistas (QOE), serão constituídos de Segundos Tenentes
PM/PB, Primeiros Tenentes PM/PB e Capitães PM/PB.
PARÁGRAFO ÚNICO - Os Quadros de Oficiais de
Administração (QOA) e de Oficiais Especialistas (QOE) da Polícia Militar do
Pará serão progressivamente constituídos pelos postos referidos neste artigo,
na conformidade do disposto da Lei de fixação de Efetivos em vigor, dentro
das especialidades e funções a serem estabelecidas na regulamentação desta
Lei.
Art. 3° - Os Primeiros Sargentos e Subtenentes Especialistas
PM/PB pertencentes às qualificações policiais-militares particulares, que não
os habilitem ao QOA, concorrerão em igualdade de condições com os
combatentes para o ingresso na QOA.
Art. 4° - Os oficiais do QOA e do QOE, destinam-se
respectivamente, aos exercícios de funções de caráter burocrático e
especializado no Quartel do Comando Geral, Corpos de Tropa, repartições e
demais organizações políciais-militares que, por sua natureza, não exijam
Curso de Formação de Oficial e que não possam ou não devam ser exercidos
por civis habilitados.
Art. 5° - Os Oficiais do QOA e do QOE só poderão exercer as
funções específicas dos seus respectivos Quadros e constantes dos Quadros de
Organização da Polícia Militar do Pará.
Art. 6° - Os Oficiais do QOA e do QOE só concorrerão às
substituições nas funções privativas de seus respectivos Quadros, nos termos
estabelecidos nos Quadros de Organização da Polícia Militar do Pará.
PARÁGRAFO ÚNICO - Os Oficiais do QOA e do QOE somente
poderão exercer cargo de chefia, quando os Oficiais subordinados forem todos
desses Quadros.
Art. 7° - É vedado aos Oficiais do QOA e do QOE a transferência
de um para outro Quadro, ou desses Quadros para qualquer outro da Polícia
Militar do Pará.
Art. 8° - É vedada, também, aos integrantes do QOA e do QOE a
matrícula nas Escolas de Formação e de Aperfeiçoamento de Oficiais.
Art. 9° - Os Oficiais do QOA e do QOE possuidores de Curso de
Medicina, Farmácia, Odontologia e Veterinária, poderão inscrever-se no
Concurso Público de Admissão ao Quadro de Oficiais de Saúde desde que
satisfaçam as condições estabelecidas no Edital.
PARÁGRAFO ÚNICO - Serão excluídos do QOA ou do QOE e
incluídos no Quadro de Saúde os que terminarem o Estágio probatório com
aproveitamento.
Art. 10 - De acordo com as necessidades da Polícia Militar poderá
o Comandante Geral determinar a matrícula dos Oficiais do QOA e do QOE
em Curso de Especialização, de grau referente as suas atividades profissionais.
Art. 11 - Todos os elementos incluídos no QOA e no QOE são
automaticamente excluídos dos Quadros de origem.
Art. 12 - As especialidades que irão compor o QOE, bem como as
funções inerentes ao mesmo e ao QOA, e ainda as Qualificações Particulares
das Praças Especialistas PM/BM que concorrerão ao acesso às diversas
especialidades constituintes do QOE, serão discriminadas no Regulamento da
presente Lei, ouvido o Estado-Maior do Exército.
Art. 13 - Os efetivos do QOA e do QOE constarão da Lei de
Fixação de Efetivo da Polícia Militar.
Art. 14 - Os Oficiais do QOA e do QOE têm os mesmos deveres,
direitos e prerrogativas dos demais Oficiais da Corporação, ressalvadas as
restrições expressas na Lei.

CAPÍTULO II - DO RECRUTAMENTO E INGRESSO


Art. 15 - O ingresso no QOA/QOE far-se-á mediante promoção
do Primeiro Sargento PM/BM e Subtenente PM/BM ao primeiro posto do
oficialato, satisfeitas as exigências da presente lei e de seu Regulamento.
Art. 16 - São condições essenciais para o ingresso nos Quadros de
Acesso ao QOA/QOE:
I - Ter no mínimo 15 (quinze) anos de efetivo serviço, sendo 02
(dois) na graduação, quando se tratar de 1° Sargento PM/BM;
II - Ter as seguintes idades limites:
- no máximo 48 anos, no primeiro ano de vigência desta Lei;
- no máximo 46 anos, no segundo ano de vigência desta Lei;
- no máximo 44 anos, no terceiro ano de vigência desta Lei.
III - Possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos ou
equivalentes;
IV - Possuir escolaridade correspondente ao 2° Grau completo.
V - Ter sido julgado "apto" em inspeção de Saúde;
VI - Ter sido aprovado em testes de aptidão física;
VII - Estar classificado no mínimo no comportamento "BOM";
VIII - Ter conceito, no mínimo "BOM" do Comandante, Diretor
ou Chefe;
IX - Ter parecer favorável da Comissão de Promoções de Oficiais
PM/BM;
X - Ter sido aprovado no exame de suficiência técnica da
qualificação policial-militar, se praça especialista;
XI - Não estar enquadrado nos seguintes casos:
a) respondendo a processo no Fórum Civil ou Militar ou
submetido a Conselho de Disciplina;
b) licenciado para tratar de interesse particular;
c) condenado a pena de suspensão do cargo ou função, prevista
no CPM, durante o prazo desta suspensão;
d) cumprindo sentença.

CAPÍTULO III - DAS PROMOÇÕES NOS QUADROS


Art. 17 - As promoções no QOA/QOE obedecerão aos princípios
contidos na Lei de Promoção de Oficiais PM/BM e seu Regulamento, no
tocante ao acesso até o posto de Capitão PM/BM.
PARÁGRAFO ÚNICO - As promoções para o ingresso nos
Quadros de que trata este artigo são efetuados pelo critério de merecimento e
para os postos de Primeiro Tenente PM/BM e de Capitão PM/BM pelo critério
de antigüidade.
CAPÍTULO IV - DA TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA
REMUNERADA
Art. 18 - A idade para a permanência em serviço ativo dos
Oficiais do QOA e do QUE, é a seguinte:
- Capitão PM/BM 56 anos
- 1° TEN PM/BM 54 anos
- 2° TEN PM/BM 52 anos
§ 1° - Os Oficiais que atingirem as idades limites, referidas neste
artigo, serão transferidos, ex-ofício, para a Reserva Remunerada com as
vantagens previstas na legislação em vigor.
§ 2° - Oficial atingido pela idade limite de permanência no
serviço ativo, para o qual haja vaga no posto superior, não será compulsado,
devendo aguardar na atividade a primeira data de promoção.

CAPÍTULO V - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 19 - O Poder Executivo do Estado do Pará, ouvido o Estado-


Maior do Exército:
I - Estabelecerá através de Lei de Fixação de Efetivo face as
necessidades da Polícia Militar, os postos e respectivos efetivos dos Quadros;
II - Regulamentará a presente Lei no prazo de 60 (sessenta) dias a
contar de sua publicação.
Art. 20 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
retroagindo seus efeitos a contar de 01 de janeiro de 1984, revogadas as
disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 16 de Outubro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.358, DE 16/10/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.163, DE 25 DE OUTUBRO DE 1984

Eleva o valor das Pensões Especiais devidas às viúvas de ex-


parlamentares.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica elevada para oito (8) valores de referência regional,


vigentes para a Terceira Região Salarial, reajustáveis nas oportunidades de
elevação do citado nível, às Pensões Especiais concedidas através da Lei à
viúvas de ex-Deputados.
Art. 2° - As despesas decorrentes do artigo anterior, correrão à
conta dos recursos financeiros próprios do Estado.
Art. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 25 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.164, DE 25 DE OUTUBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.058, de 21 de dezembro


de 1982, que criou as Delegacias Distritais de Polícia nos Municípios de
Redenção, Xinguara, Rio Maria e Rondon do Pará.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.058, de 21 de dezembro de 1982,
passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública, 04 (quatro) Cargos Comissionados de
Delegados de Polícia e 04 (quatro) Cargos Comissionados de Escrivães de
Polícia, os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes do artigo
anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 25 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.165, DE 25 DE OUTUBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.139, de 02 de julho de


1984, que criou as Delegacias Distritais de polícia nas localidades de São
Luiz, Santa Júlia e Novo Horizonte, Município de Itaituba.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.139, de 02 de julho de 1984,


passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 03 (três) Cargos Comissionados de Delegados
Distritais de Polícia e 03 (três) Cargos Comissionados de Escrivães de Polícia,
os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes do artigo anterior".
Art. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 25 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.390, DE 14/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.166, DE 25 DE OUTUBRO DE 1984

Concede Pensão Especial à Senhora Dilma dos Anjos Veiga.

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.167, DE 25 DE OUTUBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.143, de 06 de julho de


1984, que criou as Delegacias Distritais de Polícia na localidade de Arapixuna
e Vila Franca, Município de Santarém.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.143, de 06 de julho de 1984,


passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 02 (dois) Cargos Comissionados de Delegados
Distritais de Polícia e 02 (dois) Cargos Comissionados de Escrivães de
Polícia, os quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constantes no artigo
anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 25 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.168, DE 30 DE OUTUBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.147, de 13 de agosto de


1984, que criou a Delegacia Distrital de Polícia na Vila de Jambuaçu,
Município de São Francisco do Pará.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.147, de 13 de agosto de 1984,


passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 01 (um) Cargo Comissionado de Delegado
Distrital de Polícia e 01 (um) Cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os
quais serão lotados na Delegacia Distrital , constante do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 30 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.169, DE 30 DE OUTUBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.133, de 29 de junho de


1984, que criou as Delegacias Distritais de Polícia na Colônia Mulata e na
localidade de Jacarecapá, Município de Monte Alegre.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.133, de 29 de junho de 1984,


passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 02 (dois) Cargos Comissionados de Delegados
Distritais de Polícia e 02 (dois) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia,
os quais serão lotados nas Delegacia , constantes do artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 30 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.170, DE 30 DE OUTUBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.142, de 06 de julho de


1984, que criou a Delegacia Distrital de Polícia na localidade de Fordlândia,
Município de Aveiro.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.142, de 06 de julho de 1984,


passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 01 (um) Cargo Comissionado de Delegado
Distrital de Polícia e 01 (um) Cargo Comissionado de Escrivão de Polícia, os
quais serão lotados na Delegacia Distrital, constantes no artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 30 de outubro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.171, DE 05 DE NOVEMBRO DE 1984

Cria Distrito no Município de Santana do Araguaia e dá outras


providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ


estatui e eu sanciono a seguinte lei:
Art. 1° - Fica elevada a categoria de Distrito a localidade de
Campo Alegre no Município de Santana do Araguaia, com os seguintes
limites "Começa na interseção da linha do divisor aquário, entre as vertentes
direita do rio Xingu e esquerda do rio Araguaia, com a reta que vai da ponta
norte da Ilha do Bananal, ao Salto das Sete Quedas, no rio São Manuel ou
Teles Pires, afluente do rio Tapajós (limites entre Pará e Mato Grosso); segue
por àquele divisor de águas até confrontar as nascentes do rio Inajá, daí segue
pelo rio Inajá até o rio Araguaia deste ponto, sobe pela margem esquerda do
rio Araguaia até a reta que vai da ponta da Ilha do Bananal ao Salto das Sete
Quedas, acima referido; daí segue por esta até atingir o ponto inicial dos
limites descritos no presente memorial".
Art. 2° - A sede do Município de Santana do Araguaia fica
transferida para o Distrito criado pelo artigo anterior, que terá a categoria de
Cidade com o nome de Santana do Araguaia.
Art. 3° - Fica mantida a denominação de Santa Maria das
Barreiras, para o Distrito sede do Município de Santana do Araguaia até a data
de vigência desta lei.
Art. 4° - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 05 de novembro de 1984.

DOE N° 25.364, DE 07/11/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.172, DE 08 DE NOVEMBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Caixa de


Assistência dos Advogados do Pará.

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.173, DE 08 DE NOVEMBRO DE 1984


Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Associação
dos Cronistas e Locutores Esportivos do Estado do Pará - ACLEP.

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.174, DE 08 DE NOVEMBRO DE 1984.

* Ver Lei n° 4.491, de 22 de novembro de 1973.


* Ver Lei n° 4.957, de 13 de abril de 1981.
* Esta Lei foi REVOGADA pela Lei nº 5.233, de 18 de junho de 1985,
publicada no DOE Nº 25.518, de 27/06/1985.

Dispõe sobre o soldo do Posto de Coronel da Polícia Militar do


Estado, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1° - A partir de 1° de março de 1985, o soldo do Posto de


Coronel da Polícia Militar do Estado, não poderá ser inferior a 60%
(SESSENTA POR CENTO) do soldo fixado para igual posto nas Forças
Armadas, obedecendo-se os demais postos e graduações a Tabela de
Escalonamento Vertical.
Art. 2° - Fica o Poder Executivo autorizado a alterar através de
Decreto, os índices estabelecidos na Tabela de Escalonamento Vertical,
instituída pela Lei n° 4.491, de 22 de novembro de 1973, e alterada pela Lei n°
4.957, de 13 de abril de 1981.
Art. 3° - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei
correrão à conta das dotações próprias do Estado.
Art. 4° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 08 de
novembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


GOVERNADOR DO ESTADO
ITAIR SÁ DA SILVA
SECRETÁRIO DE ESTADO DE JUSTIÇA
ALDO DA COSTA E SILVA
SECRETÁRIO DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO
ARNALDO MORAES FILHO
SECRETÁRIO DE ESTADO DE SEGURANÇA PÚBLICA

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.175, DE 13 DE NOVEMBRO DE 1984

Estima a Receita e fixa a Despesa do Estado do Pará, para o


exercício financeiro de 1985.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O Orçamento Programa Anual do Estado do Pará, para o


exercício financeiro de 1985, composto pelas Receitas e Despesas do Tesouro
Estadual, estima a Receita em Cr$1.014.678.539.000,00 (hum trilhão,
quatorze bilhões, seiscentos e setenta e oito milhões, quinhentos e trinta e
nove mil cruzeiros), e fixa a Despesa em igual importância.
Parágrafo Único - Incluem-se, no total referido neste artigo, os
Recursos Próprios das Autarquias e Fundações instituídas pelo Poder Público
Estadual.
Art. 2° - A Receita decorrerá da Arrecadação de Tributos e de
Outras Receitas Correntes e de Capital, na forma da legislação vigente, de
acordo com a seguinte classificação geral:

Cr$ 1.000,00
1. Receita do Tesouro do Estado 990.928.060

1.1. Receitas Correntes 597.998.553


Receita Tributária 366.080.000
Receita de Contribuições 210.866
Receita Patrimonial 17.642.378
Receita Agropecuária 123.312
Transferências Correntes 210.068.997
Outras Receitas Correntes 3.873.000
1.2 Receitas de Capital 392.929.507
Operações de Crédito 244.631.174
Alienação de Bens 110.000
Transferência de Capital 148.188.233
2. Receitas Próprias dos Órgãos da
Administração Indireta 23.750.479
Total Geral 1.014.678.539
Parágrafo Único - A Receita dos Órgãos da Administração
Indireta - Autarquias e Fundações instituídas pelo Poder Público, será
desdobrada em orçamentos próprios e discriminada em Receitas Próprias,
Contribuição Estadual, Transferências Federais e Outras Receitas Correntes e
de Capital, em conformidade com a legislação vigente.
Art. 3° - A Despesa fixada à conta de Recursos do Tesouro
observará a programação constante nos demonstrativos que integram a
presente Lei e nas partes 2 e 3 que a acompanham, obedecendo os seguintes
desdobramentos:
Cr$ 1.000,00
1. Despesa por Função
a) Recursos do Tesouro do Estado 990.928.060

Cód. Função
01. Legislativa 17.583.986
02. Judiciária 23.342.559
03. Administração e
Planejamento 249.344.316
04. Agricultura 25.488.895
05. Comunicações 2.260.057
06. Defesa Nacional e
Segurança Pública 45.666.676
07. Desenvolvimento Regional 10.000
08. Educação e Cultura 117.960.947
09. Energia e Recursos Minerais 68.592.537
10. Habitação e Urbanismo 101.449.720
11. Indústria, Comércio e Serviços 2.065.025
13. Saúde e Saneamento 101.668.410
14. Trabalho 5.000
15. Assistência e Previdência 61.141.570
16. Transporte 32.348.362
99. Reserva de Contingência 142.000.000
b) Recursos Próprios dos órgãos da
Administração Indireta 23.750.479

Total Geral 1.014.678.539


2. Despesa por Categoria
Econômica
a) Recursos do Tesouro do Estado 990.928.060

2.1. Despesas Correntes 441.190.460

Despesas de Custeio 241.714.932


Transferências Correntes 199.475.528

Cr$ 1.000,00

2.2. Despesas de Capital 407.737.600

Investimentos 161.169.459
Inversões Financeiras 74.070.170
Transferências de Capital 172.497.971
2.3 Reserva de Contingência 142.000.000
b) Recursos Próprios dos Órgãos
da Administração Indireta 23.750.479

Total Geral 1.014.678.539


Por Órgão
a) Recursos do Tesouro do Estado 990.928.060

3.1 Poder Legislativo 17.583.986

Assembléia Legislativa do Estado 11.715.720


Tribunal de Contas do Estado 4.230.666
Conselho de Contas dos Municípios 1.637.600

3.2 Poder Judiciário 9.904.332

3.3 Poder Executivo 520.000.910

Gabinete do Governador 3.909.588


Ministério Público 5.904.786
Secretaria de Estado de Administração 6.426.001
Secretaria de Estado de Agricultura 18.067.707
Secretaria de Estado de Cultura,
Desporto e Turismo 6.077.108
Secretaria de Estado de Educação 110.965.998
Secretaria de Estado da Fazenda 94.267.189
Secretaria de Estado de Justiça 17.607.830
Secretaria de Estado de Planejamento
e Coordenação Geral 10.394.109
Secretaria de Estado de Saúde Pública 34.542.724
Secretaria de Estado de Segurança Pública 11.341.249
Secretaria de Estado da Viação e
Obras Públicas 38.381.168
Secretaria de Estado de Trabalho e
Promoção Social 5.000
Secretaria de Estado de Indústria,
Comércio e Mineração 5.000
Procuradoria Geral do Estado 998.381

Cr$ 1.000,00

Polícia Militar do Estado 32.066.492


Fundo Estadual de Desenvolvimento do Pará 127.364.518
Fundo Especial de Reequipamento Policial 1.422.800
Fundo Penitenciário 215.000
Fundo Especial de Apoio ao Folclore Paraense 18.262
3.4 Outros 443.438.832

Encargos Gerais do Estado 301.438.832


Reserva de Contingência 142.000.000
b) Recursos Próprios dos Órgãos da
Administração Indireta 23.750.479

Total Geral 1.014.678.539

Parágrafo Único - Os Orçamentos Próprios de Entidades da


Administração Indireta - Autarquias e Fundações instituídas pelo Poder
Público, serão aprovados em conformidade com a legislação vigente e deverão
apresentar a mesma forma do Orçamento Geral do Estado.
Art. 4° - A programação dos Fundos existentes na Administração
Pública, será discriminada em orçamentos próprios, aprovados em
conformidade com o estabelecido, em suas legislações respectivas.
§ 1° - Ficarão sob supervisão da Secretaria de Estado de
Planejamento e Coordenação Geral, as despesas à conta das dotações
consignadas para o Fundo Estadual de Desenvolvimento do Pará.
§ 2° - As programações dos Recursos que compõem o Fundo
Estadual de Desenvolvimento do Pará, serão aprovadas pelo Conselho
Superior de Desenvolvimento - CSD, exceto o Fundo Metropolitano e a parte
do Adicional do Imposto Único sobre Lubrificantes e Combustíveis Líquidos
e Gasosos, destinados à Região Metropolitana de Belém, que serão aprovados
pelo Conselho Deliberativo da Região Metropolitana de Belém - CONBEL.
Art. 5° - Os Créditos Especiais e Extraordinários, autorizados no
exercício financeiro de 1984, ao serem reabertos na forma do § 4° do artigo 62
da Constituição Federal, serão reclassificados em conformidade com a
classificação adotada na presente Lei.
Art. 6° - Fica o Poder Executivo autorizado a:
I - Abrir créditos suplementares no decorrer do exercício de 1985,
até o limite correspondente a 60% (sessenta por cento) da despesa geral fixada
nesta Lei, com a finalidade de atender insuficiência nas dotações
orçamentárias, utilizando como fonte de recursos as disponibilidades
caracterizadas nos itens I, II, III e IV do § 1° do artigo 43, da Lei n° 4.320, de
17 de março de 1964;
II - Reforçar dotações relativas às despesas com Pessoal,
inclusive os Inativos e Pensionistas, no valor correspondente aos reajustes
salariais concedidos por ato legal que o regulamente, até o limite das variações
dos últimos 12 (doze) meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), usando as prerrogativas prescritas nos itens I a IV do § 1° do artigo
43, da Lei Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964;
III - Promover as medidas necessárias para ajustar os dispêndios
ao efetivo comportamento da Receita, nos termos do Título VI, Capítulo I da
Lei Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964;
IV - Realizar Operações de Crédito para os seguintes casos:
a) por antecipação da Receita, de acordo com o item II do artigo
7° da Lei Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964; e artigo 78, da
Constituição Política do Estado.
b) para atender a execução de obras de infra-estrutura constantes
no Plano Nacional de Habitação Popular (PLANHAP);
c) para programas de saneamentos a serem financiados com
recursos do Banco Nacional de Habitação - BNH, através do Subprograma de
Empréstimo Suplementar para Composição Financeira dos Estados (FINEST).
V - Celebrar operações de autofinanciamento com
contragarantias, conforme o estabelecido no Decreto Legislativo n° 05/82, de
31 de maio de 1982
VI - Dar como garantias das Operações de Crédito de que trata o
item IV deste artigo, até o limite das referidas operações, inclusive os
respectivos encargos financeiros, a Receita proveniente do Imposto Sobre
Circulação de Mercadorias - ICM, e das Cotas do Fundo de Participação dos
Estados que couberem ao Pará, nos exercícios determinados para amortização
dessas operações e de seus encargos financeiros, observada a legislação
aplicável.
VII - Considerar automaticamente suplementadas, pelo valor do
Excesso de Arrecadação efetivamente realizado sobre a previsão
orçamentária, as dotações que correspondem às Receitas a elas vinculadas,
devendo ser baixado Decreto necessário à sua efetivação.
Art. 7° - Esta Lei vigorará durante o exercício financeiro de 1985,
a partir de 1° de janeiro, revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 13 de novembro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.383, DE 05/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.176, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984

Autoriza o Governo do Estado à firmar Convênio com a


Federação das Indústrias e com a Federação do Comércio e dá outras
providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

ART. 1° - Fica o Governo do Estado do Pará, através da


Fundação do Bem Estar Social do Pará - FBESP, autorizado à firmar
Convênio com a Federação das Indústrias do Estado do Pará e a Federação do
Comércio do Estado do Pará, com vistas à destinação de vagas para egressos
da FBESP.
ART. 2° - Cada entidade representativa de classe destinará,
anualmente, 20 (vinte) vagas distribuídas eqüitativamente por seus associados
(firmas comerciais e industriais).
ART. 3° - À Fundação do Bem Estar Social do Pará - FBESP,
caberá o preparo de toda a documentação necessária à do candidato, assim
como a formalização do seu encaminhamento à respectiva Federação que
destinou a vaga.
ART. 4° - Na contratação do menor será observado o disposto na
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT que rege a matéria.
ART. 5° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 30 de
novembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.177, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia nas localidades de Boa Vista


de Irituia, Araguaia e Murajá, no Município de Curuçá, com os respectivos
cargos comissionados de Delegados Distritais e de Escrivães, e dá outras
providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.178, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984


Dispõe sobre a criação de cargos de Apoio Administrativo,
Vigilância e Conservação, para o Fórum da Comarca de Ourém.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

ART. 1° - Ficam criados na Comarca de Ourém, para atender os


serviços judiciários, os cargos discriminados abaixo:

QUANTIDADE DENOMINAÇÃO NÍVEL-SÍMBOLO


01 Secretário do Juízo CC-
01 Datilógrafo A-A
02 Serventes N-1
0l Zelador N-1
01 Porteiro de Auditório N-1
01 Vigia N-1
01 Guarda Judiciário N-3
01 Escrevente N-4
Art. 2° - O Poder Judiciário do Estado do Pará, promoverá as
medidas necessárias ao preenchimento dos cargos criados pela presente Lei,
de acordo com a legislação pertinente.
Art. 3° - As medidas decorrentes desta Lei, correrão à conta da
dotação orçamentária do Tribunal de Justiça do Estado.
Art. 4° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 30 de
NOVEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.179, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984

Considera de Utilidade Pública o Centro Catequético e de


Promoção Humana Santa Izabel da Hungria.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.180, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984

Concede Pensão Especial à LIA DA ROCHA MACHADO.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.181, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará a "Associação


dos Filhos e Amigos de Areião - ASFA".

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.182, DE 03 DE DEZEMBRO DE 1984

Inclui, entre as atribuições da Secretaria de Estado de Agricultura,


a difusão sistemática de noções de poda das mangueiras e outras árvores que
formam a arborização de Belém.

O PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO


ESTADO DO PARÁ, usando das atribuições que são conferidas pelo § 5° do
Art. 69 da Constituição Política do Estado em vigor promulga a seguinte Lei:
Art. 1° - É incluída entre as atribuições da Secretaria de Estado de
Agricultura, a difusão sistemática de noções de poda das mangueiras e outras
árvores que formam a arborização de Belém.
Art. 2° - Ouvidas as Associações de Defesa do Meio Ambiente e
a Secretaria de Estado de Saúde, o Poder Executivo regulamentará esta Lei no
prazo de 90 (noventa) dias.
Art. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Legislativo, Gabinete da Presidência da Assembléia
Legislativa do Estado do Pará, em 03 de dezembro de 1984.

Deputado LUCIVAL BARBALHO


Presidente

DOE N° 25.389, DE 13/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.183, DE 30 DE NOVEMBRO DE 1984

Autoriza o Poder Executivo a criar a Companhia de Mineração do


Pará e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

ART. 1° - Fica o Poder Executivo autorizado a criar e instalar a


Companhia de Mineração do Pará, Empresa de Economia Mista com controle
acionário do Estado do Pará.
ART. 2° - Fica ainda o Poder Executivo autorizado a transferir a
referida Companhia como integralização de Capital e a título de subvenção,
para aplicação prevista na Legislação Federal, o produto da arrecadação do
Imposto Único sobre Minerais (IUM), devido ao Estado do Pará.
ART. 3° - Os encargos iniciais para a criação e instalação da
referida Companhia correrão por conta de Crédito Especiais, cuja abertura
será autorizada pela Assembléia Legislativa.
ART. 4° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 30 DE
NOVEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.184, DE 06 DE DEZEMBRO DE 1984.

* Esta Lei foi REVOGADA através da Lei n° 5.378, de 15/07/87, publicada


no DOE n° 26.023, de 16/07/87.

Estabelece um terço (1/3) do vencimento do servidor beneficiário,


a gratificação de risco de vida previsto no inciso II, do art. 138, da Lei n°
749/53 e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

ART. 1º - REVOGADO.

* Este Art. 1º foi REVOGADO pela Lei nº 5.352, de 25 de novembro de 1986,


publicada no DOE Nº 25.870, de 25/11/1986.

* A redação revogada continha o seguinte teor:


“ART. 1° - Fica estabelecida em um terço (1/3) do vencimento do
servidor beneficiário, a gratificação de risco de vida prevista no inciso II do
Art. 138 da Lei n° 749/53 e disciplinada pela Lei n° 3203-A/64.”

ART. 2° - A gratificação pela execução de trabalho de natureza


especial com risco de vida será também concedida ao servidor da
Administração Direta do Estado que ao desempenho de suas atividades esteja
em contato direto e permanente com doentes mentais nas Unidades
Psiquiátricas Estaduais.
ART. 3° - Caberá ao titular da Secretaria de Estado na qual
estiver lotado o servidor, mediante Portaria, relacionar os cargos, funções e
empregos e respectivos ocupantes que, nos termos do disposto no Art. 2° desta
Lei fazem jús a gratificação de risco de vida.
ART. 4° - É vedada a percepção conjunta da gratificação tratada
nesta Lei com a de saúde Pública bem como desta com qualquer uma outra
gratificação, exceto com as Gratificações de Interiorização, de Função, de
Representação, Adicional Por Tempo de Serviço e Salário Família.
ART. 5° - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei
correrão a conta das dotações próprias do Estado.
ART. 6° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 06 DE
DEZEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.185, DE 06 DE DEZEMBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 2° da Lei n° 5.132, de 29 de junho de


1984, que criou as Delegacias Distritais de Polícia nas Vilas de Boin e Curuaí
e nas Localidades de Alter do Chão e Itaqui, Município de Santarém.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:
Art. 1° - O artigo 2° da Lei n° 5.132, de 29 de junho de 1984,
passa a ter a seguinte redação:
"Artigo 2° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Secretaria de
Estado de Segurança Pública 04 (quatro) Cargos Comissionados de Delegados
de Polícia e 04 (quatro) Cargos Comissionados de Escrivão de Polícia, os
quais serão lotados nas Delegacias Distritais, constante no artigo anterior".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 06 DE
DEZEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR DÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.186, DE 06 DE DEZEMBRO DE 1984.

* Esta Lei foi REVOGADA através da Lei n° 5.378, de 15/07/87, publicada


no DOE n° 26.023, de 16/07/87.

Altera disposição da Lei n° 5.104, de 21 de dezembro de 1983 e


dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

ART. 1° - O artigo 1° da Lei n° 5.104, de 21 de dezembro de


1983, que instituiu a Gratificação de Saúde Pública a servidores da Secretaria
de Estado de Saúde Pública, passa a vigorar com a seguinte redação:
"ARTIGO 1° - Fica instituída a Gratificação de Saúde Pública a
ser concedida aos Servidores portadores de diploma de curso superior ou
habilitação legal equivalente da Secretaria de Estado de Saúde Pública ou a
esta prestando serviços desde que estejam efetivamente exercendo atividades
técnicas".
ART. 2° - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei
correrão à conta das dotações próprias do Estado.
ART. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 06 DE
DEZEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR DÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.187, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia nos Bairros do Coqueiro,


Cidade Nova (Conjunto Guajará I) e na Vila do Maguari, no Município de
Ananindeua.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.188, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Concede Pensão Especial à Senhora IRACY FAYAD SILVA.


DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.189, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia na Vila de Benfica, no


Município de Benevides, com os respectivos cargos comissionados de
Delegado Distrital e de Escrivão e dá outras providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.190, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Concede Pensão Especial à Senhora AGOSTINHA BRAGA


SAMPAIO.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.191, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia na Vila de Tracuateua da Ponta


e Vila de São Raimundo do Burralho, no Município de Santo Antônio de
Tauá, com os respectivos cargos comissionados de Delegado Distrital e de
Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA
LEI N° 5.192, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia nas Localidades de


Carananduba e Baia do Sol, na Vila de Mosqueiro, com os respectivos cargos
comissionados de Delegado Distrital e de Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.193, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia na Vila de Apeú, no Município


de Castanhal, com os respectivos cargos comissionados de Delegado Distrital
e de Escrivão, e dá outras providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.194, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Cria Delegacia Distrital de Polícia na Localidade de Pereru,


Cachoeira e São João do Ramos, no Município de São Caetano de Odivelas,
com os respectivos cargos comissionados de Delegado Distrital e de Escrivão,
e dá outras providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.195, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984.

* Esta Lei foi REVOGADA pela Lei nº 6.310, de 26 de julho de 2000,


publicada no DOE Nº 29.265, de 28/07/2000.
* OBS: Lei citada no ementário de n° 5.154, diverge de Lei citada no art. 1° -
Lei 5.146, desta lei, porém, a lei em foco foi publicada exatamente como está
digitada neste banco de leis.

Dá nova Redação a dispositivos da Lei n° 5.154, de 06 de julho


de 1984.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

ART. 1° - O inciso I do Art. 29 e o Art. 35, da Lei n° 5.146, de 06


de julho de 1984, passa a viger com as seguintes redações:
"ART. 29 - .....................................................
I - O cônjuge, salvo se houver abandonado o lar sem justo
motivo, a companheira mantida há mais de cinco (5) anos, os filhos de
qualquer condição, inválidos ou não e, neste caso, até completarem 24 (vinte e
quatro) anos.
II - ...
III - ...
IV - ...
"ART. 35 - No caso de falecimento da viúva ou companheira, a
pensão que tinha direito a extinta reverterá em favor da outra dependente e, se
não existir dos filhos do respectivo segurado, inválido ou não e, neste caso até
completarem 24 (vinte e quatro) anos de idade".
Art. 2° - VETADO.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 10 de dezembro de 1984.

LAÉRCIO DIAS FRANCO


GOVERNADOR DO ESTADO, em exercício
ITAIR SÁ DA SILVA
SECRETÁRIO DE ESTADO DE JUSTIÇA
ALDO DA COSTA E SILVA
SECRETÁRIO DE ESTADO DE ADMINISTRAÇÃO

DOE N° 25.437, DE 26/02/1985.

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA
LEI N° 5.196, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Dispõe sobre a criação de cargos de provimento efetivo e


provimento em comissão no quadro de cargos da Administração Pública
Estadual e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Ficam criados no Quadro de Cargos da Administração


Pública Estadual os cargos constantes do Anexo à presente Lei.
Art. 2° - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão
à conta das dotações próprias do Orçamento do Estado.
Art. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 10 de
dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo
DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.197, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984.

Acrescenta termo ao § 2° do Artigo 2° da Lei n° 5.069, de 13 de


abril de 1983 e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art.1º - O § 2° do artigo 2° da Lei n° 5.069 de 13 de abril de


1983, passa a vigorar com a seguinte redação:
"Fica criado um (1) cargo de Secretário da Procuradoria junto ao
Conselho, com vencimento constante do anexo a esta Lei e com a
representação mensal de oitenta por cento (80%) sobre o valor do vencimento
base".
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
retroagindo seus efeitos a partir de 01 de setembro de 1984, revogando-se as
disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 10 DE
DEZEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.198, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984.

* Esta Lei foi REGULAMENTADA a Lei n° 5.198 de 10 de dezembro de


1984, que institui a Ordem do Mérito Cabanagem, publicada no DOE N°
25.425, de 06/02/1985.

Institui no âmbito do Poder Legislativo do Estado, a Ordem do


Mérito Cabanagem.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará estatui e eu sanciono


a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica criado no âmbito do Poder Legislativo do Estado do


Pará, a "ORDEM DO MÉRITO CABANAGEM", destinada a galardoar
pessoas Físicas ou Jurídicas, Nacionais ou Estrangeiras, que pelos seus
serviços nas suas esferas, tenham contribuído diretamente para o
engrandecimento do Estado do Pará e particularmente do Poder Legislativo ou
mérito, excepcional, se tenham tornado merecedores do especial
reconhecimento da Assembléia Legislativa do Estado do Pará.
Art. 2° - Com o designativo de Ordem do Mérito Cabanagem, a
comenda de que trata a presente Lei, será cunhada segundo modelo anexo e
terá as seguintes características:
ANVERSO: Cruz de Malta, ladeada por resplendor, duas
circunstâncias centrais contendo os dizeres "ORDEM DO MÉRITO
CABANAGEM" e no centro do círculo, o monumento à Cabanagem em alto
relevo.
REVERSO: Circularmente contendo os dizeres ASSEMBLÉIA
LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ, ao centro horizontalmente
"ORDEM DO MÉRITO CABANAGEM".
CUNHAGEM: Em ouro de novecentos milésimos.
FITA: Seda chamalotada com 30 mm, divididos em três (3) frisos
iguais de 10 mm, com as seguintes cores: vermelho, branco e azul,
respectivamente.
BARRETA: Terá 10 mm de altura, com as mesmas características
da Fita, porém diferenciada pelos três graus da Ordem.
ROSETA: Terá 10 mm de diâmetro, nas mesmas características
da Barreta.
Art. 3° - A Ordem do Mérito Cabanagem divide-se em três (3)
graus que serão concedidos da seguinte forma:
1 - Grande Mérito: Aos Chefes de Estado, Embaixadores,
Ministros, Governadores, Senadores, Presidentes dos Poderes Legislativos e
Judiciários da União e dos Estados.
2 - Mérito Especial: Aos Cônsules, Comandantes Militares de
Regiões, Deputados Federais, Secretários de Estado, Deputados Estaduais,
Comandantes de Polícias Militares, que no exercício de suas funções hajam
realizado ações que os credenciem a esta homenagem do Poder Legislativo.
3 - Mérito: Aos Funcionários da Assembléia Legislativa que
contem à data da outorga no mínimo 20 anos de serviços prestados, pessoas e
instituições civis e militares que se tornem dignas desta manifestação de
comum apreço, através de seus relevantes serviços prestados diretamente ao
Poder Legislativo.
Art. 4° - A concessão da Ordem, será aprovada por Conselho da
"Ordem do Mérito Cabanagem", constituído pelos Senhores Deputados
Membros da Mesa Diretora, Lideres de Bancada, Presidentes de Comissões
permanentes e o último ex-Presidente da Assembléia Legislativa no exercício
de mandato de Deputado.
Art. 5° - O Diploma da Ordem do Mérito Cabanagem será
assinado pelo Presidente da Assembléia.
Parágrafo Único - O Diploma de que trata o artigo acima, bem
como a respectiva comenda serão fornecidos sem nenhum ônus para o
agraciado.
Art. 6° - O Regulamento da Ordem de que trata esta Lei, será
aprovado por Resolução da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do
Estado do Pará.
Art. 7° - Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.

Palácio do Governo do Estado do Pará, 10 de dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR DÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.199, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

* Esta Lei foi regulamentada pelo Decreto n. 3.948/85

Dispõe sobre o Sistema de Saúde do Estado do Pará e aprova a


legislação básica sobre promoção, proteção e recuperação da saúde.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

TÍTULO I - DISPOSIÇÕES PRELIMINARES


CAPÍTULO ÚNICO

Art. 1° - Esta Lei regula, no Estado do Pará, os direitos e


obrigações que se relacionam com a saúde e do bem-estar, individual e
coletivo, dos seus habitantes, dispões sobre o Sistema Estadual de Saúde e
aprova a legislação básica sobre a promoção, proteção e recuperação da saúde.
Art. 2° - A saúde constitui um direito fundamental, sendo dever
do Estado, bem como da coletividade e o indivíduo, adotar medidas
pertinentes a sua preservação e a do meio-ambiente.
§ 1° - Para os fins deste artigo incumbe:
I - ao Estado, precipuamente, zelar pela promoção, proteção e
recuperação da saúde, reabilitação do doente, e pelo bem-estar da
coletividade;
II - à coletividade em geral, cooperar com os órgãos e entidades
competentes na adoção de medidas que visem à promoção, proteção e
recuperação da saúde dos seus membros;
III - aos indivíduos, em particular, cooperar com os órgãos e
entidades competentes; adotar um estilo de vida higiênico; aplicar princípios
plausíveis de nutrição e higiênicos; utilizar os serviços de imunização;
observar os ensinamentos sobre educação em saúde; prestar as informações
que lhes forem solicitadas pelos órgãos sanitários competentes; respeitar as
recomendações sobre conservação do meio-ambiente.
TÍTULO II - DO SISTEMA ESTADUAL DE SAÚDE

Art. 3° - O complexo de serviços, do setor público e do setor


privado, voltado para ações de interesse da saúde, constitui o SISTEMA DE
SAÚDE DO ESTADO DO PARÁ, organizado e disciplinado, na forma desta
Lei, abrangendo as atividades que visem a promoção, proteção e recuperação
da saúde, integradas ao Sistema Nacional de Saúde, instituído pela Lei Federal
n° 6.229, de 17 de julho de 1975.
Art. 4° - No planejamento e organização dos serviços de que trata
o artigo anterior o Estado observará as diretrizes da Política Nacional de
Saúde, bem como as prioridades governamentais e as condições peculiares de
suas regiões.
§ 1° - Observado o disposto neste artigo, na elaboração de planos
e programas da saúde, ter-se-á em vista definir e estabelecer mecanismos de
coordenação com outras áreas do governo federal, estadual e municipal,
objetivando aumento de produtividade, melhor aproveitamento de recursos e
meios disponíveis em âmbito estadual, regional ou local, visando ainda uma
perfeita compatibilização com os objetivos, metas e ações dos planos de
desenvolvimento do Governo Estadual e do Governo Federal.
§ 2° - Para fins programáticos, o plano de saúde estadual
abrangerá as seguintes áreas:
a) - de ação sobre o meio-ambiente, compreendendo atividades de
combate aos agressores encontrados no ambiente natural e aos criados pelo
próprio homem, as que visem criar melhores condições ambientais para a
saúde, tais como a proteção hídrica, a criação de áreas verdes, a sanidade dos
alimentos, a adequada remoção de dejetos e outras obras de engenharia
sanitária:
b) - de prestação de serviços de saúde a pessoas, compreendendo
as atividades de promoção, proteção e recuperação da saúde das pessoas, por
meio da aplicação individual ou coletiva de medidas indicadas pela medicina e
ciências correlatas;
c) - de atividades de apoio, compreendendo programas de caráter
permanente, cujos resultados deverão permitir: o conhecimento dos problemas
de saúde da população; o planejamento das ações de saúde necessárias a
capacitação de recursos humanos para os programas prioritários; a distribuição
de produtos terapêuticos essenciais e outros.
Art. 5° - Ao Estado, no exercício de suas funções constitucionais
e legais relacionadas com a saúde, incumbe:
I - Instituir em caráter permanente o planejamento integrado de
saúde, articulando-o com plano federal de promoção, proteção e recuperação
da saúde para a Região Norte.
II - Integrar suas atividades de promoção e recuperação da saúde
no Sistema Nacional de Saúde.
III - Criar e operar com a colaboração dos órgãos federais,
quando for o caso, a rede dos serviços básicos do Sistema Estadual de Saúde
necessária para a unidade federada.
IV - Criar e operar as unidades de saúde do Sistema Estadual, em
apoio das atividades municipais.
V - Assistir técnica e financeiramente os municípios para que
operem os serviços básicos de saúde para a população local.
VI - Cooperar com os órgãos federais no equacionamento e na
solução dos problemas de saúde de competência federal.
VII - Elaborar planos de proteção à saúde e de combate às
doenças transmissíveis e coordenar a sua execução, supervisão e avaliação a
nível estadual, em articulação com os setores especializados do Governo
Federal.
VIII - Elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção
e recuperação da saúde, inclusive normas e padrões supletivos e
complementares relacionados com o meio-ambiente.
IX - Legislar em caráter supletivo sobre normas de promoção,
proteção e recuperação da saúde, consoante o Parágrafo Único do artigo 8° da
Constituição Federal.
X - Colaborar com o Governo Federal na execução de Programas
Nacionais, tais como o de Alimentação e Nutrição, de Vigilância
Epidemiológica, de Vigilância Sanitária, de Laboratórios de Saúde Pública, de
Hemoterapia, de Interiorização de Ações de Saúde e Saneamento, e outros,
concorrendo para o atingimento dos seus propósitos.
XI - Participar, de acordo com a legislação federal pertinente,
com esta Lei, e demais normas supletivas estaduais, do controle de
medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, cosméticos, saneantes
domissanitários e outros produtos de interesse da saúde, incluindo os
estabelecimentos onde são exercidas as atividades respectivas de
comercialização, industrialização, distribuição, transporte e outras
assemelhadas.
XII - Exercer em todo o território do Estado a fiscalização e o
controle necessários para diminuir ou eliminar possíveis danos à saúde
provocados pelo uso ou aplicação indevidos de produtos químicos na
atividade agrícola e outras,
XIII - Fiscalizar todos os estabelecimentos e unidades sediados
em sua área geográfica, onde se desenvolvam quaisquer atividades ligadas à
saúde, fazendo cumprir a legislação federal, esta Lei, e demais normas
supletivas.
XIV - Avaliar o estado sanitário da população, promovendo
inquéritos, pesquisas, investigações, estudos e outras medidas adequadas.
XV - Avaliar os recursos científicos e tecnológicos disponíveis
para melhorar o estado sanitário da população e viabilizar o seu emprego.
XVI - Exercer controle sanitário sobre imigrações humanas.
XVII - Cooperar com as autoridades federais no controle do uso
indevido e do tráfico de entorpecentes e substâncias que produzam
dependência física ou psíquica.
XVIII - exercer o controle de fatores do ambiente que exerçam ou
possam exercer efeitos deletérios sobre o bem-estar físico, mental ou social do
homem, tais como água dos sistemas públicos de abastecimento, coleta,
transporte, tratamento e destino final de resíduos sólidos e líquidos; poluição
da água, do ar, do solo e outras formas que possam afetar a saúde do homem.
XIX - Executar outras medidas consideradas essenciais à
conquista e manutenção de melhores níveis de saúde da população.

TÍTULO III - DOS MUNICÍPIOS NO SISTEMA ESTADUAL DE SAÚDE

Art. 6° - Aos Municípios do ESTADO DO PARÁ, por intermédio


de seus órgãos competentes incumbe, a nível de sua área de jurisdição:
I - Integrar seus planos locais de saúde com os do Estado, tendo
em vista uma permanente articulação das ações de promoção, proteção e
recuperação da saúde no Sistema Estadual de Saúde.
II - Participar na implantação e manutenção da rede básica de
serviços de saúde.
III - Manter e operar os serviços de saúde de interesse da
população local, especialmente os serviços básicos de saúde, observando as
diretrizes da Política Nacional de Saúde, os Planos e Programas Nacionais e
Estaduais de Saúde, ajustados às condições sócio-econômicas das áreas
municipais.
IV - Participar na execução das ações de vigilância
epidemiológica, dos programas de imunizações e do controle do meio-
ambiente.
V - Fazer observar as normas sanitárias sobre: coleta de lixo,
destino final adequado dos dejetos, higiene dos logradouros, habitações
individuais e coletivas, locais de lazer públicos e privados, necrotérios, locais
para velórios, cemitérios e crematórios.
VI - Exercer vigilância sanitária, observadas as normas federais e
estaduais supletivas, sobre farmácias, drogarias, postos de medicamentos e
unidades volantes.
VII - Exercer vigilância sanitária nos locais onde se exponha à
venda ou efetive o consumo de alimentos, tais como: bares, restaurantes,
lanchonetes, feiras-livres, mercados e outros.
VIII - Exercer vigilância sanitária nos matadouros, depósitos de
gado suíno, estábulos, estrebarias, canis, aviários e outros locais onde se
verifique concentração de animais, fazendo observar as normas federais e
estaduais supletivas.
IX - Promover e/ou participar das ações de imunização de
animais, visando a prevenção de doenças transmissíveis ao homem.
X - Promover e participar nos programas de educação sanitária e
de saneamento do meio-ambiente.
XI - Cooperar no desenvolvimento de programas de controle e
erradicação de endemias a cargo dos órgãos federais em seus territórios.
XII - Adotar as medidas técnicas indicadas para preservação dos
mananciais e das fontes de captação de água, bem como dos locais de depósito
e distribuição das mesmas ao consumo público.
XIII - Mobilizar os recursos necessários ao atendimento de
pessoas nos casos de calamidade pública e em situações de emergência.
Art. 7° - Compete à Secretaria de Saúde Pública coordenar a
atividade das instituições de saúde do Estado e promover a articulação das
mesmas.
Art. 8° - A Secretaria de Saúde Pública deverá adotar os
princípios de regionalização, visando a adequação dos seus serviços às
peculiaridades e carências locais, e de hierarquização das necessidades,
tomando em consideração as suas características, a concentração e densidade
populacionais.

TÍTULO IV - PROMOÇÃO DE SAÚDE


CAPÍTULO I - DOS SERVIÇOS BÁSICOS DE SAÚDE

Art. 9° - Os serviços de saúde serão estruturados em ordem de


complexidade crescente a partir das mais simples, até as mais complexas, a
cargo das unidades de cuidados diferenciados e especializados de saúde.
Parágrafo Único - a fim de assegurar à população amplo acesso
aos Serviços Básicos de Saúde, a instalação dos mesmos terá precedência
sobre quaisquer outras de maior complexidade.
Art. 10 - Os Serviços Básicos de Saúde manterão entrosamento
permanente com as unidades de maior complexidade, mais próximas, as quais,
sempre que necessário, será encaminhada, sob garantia de atendimento, a
clientela que exigir cuidados especializados.
Art. 11 - Para os efeitos desta Lei entende-se por serviços básicos
de saúde, o conjunto de ações desenvolvidas pela rede básica de unidades de
saúde, ajustadas ao quadro nosológico local, compreendendo um mínimo de
atenção às pessoas e ao meio-ambiente, necessária à promoção, proteção e
recuperação da saúde, à prevenção de doenças, ao tratamento de traumatismos
mais comuns, à reabilitação básica das suas conseqüências e ao tratamento de
processos mórbidos considerados nas suas manifestações atuais, abstraindo-se
de sua causa primordial.
Parágrafo Único - As ações de que trata este artigo
compreenderão fundamentalmente: imunizações obrigatórias; vigilância
epidemiológica, saneamento básico, orientação para conservação da saúde,
sensibilização e mobilização da comunidade para a sua participação,
atividades de controle de endemias prevalentes, promoção da melhoria da
alimentação e nutrição, tratamento das afecções e traumatismos mais comuns,
principalmente para os grupos biológicos e socialmente mais vulneráveis.
Art. 12 - Sem prejuízo da coordenação normativa geral e de
coordenação política e estratégica a nível nacional, próprias da União Federal,
caberá ao Estado, através da Secretaria de Saúde Pública, assessorada por
mecanismos representativos multi-institucionais, a responsabilidade de
coordenar o desenvolvimento do Programa, correspondente do Governo
Federal, a nível estadual, e assegurar o apoio técnico e administrativo, regional
e local.
Parágrafo Único - Os Serviços Básicos de Saúde locais,
contemplando, obrigatoriamente, o núcleo mínimo de ações prioritárias,
deverão, preferentemente, ser geridos pelas municipalidades, com o apoio do
Estado e da União.
Art. 13 - O Estado, através da Secretaria de Saúde Pública,
articulada com os demais órgãos competentes, enviará esforços para estimular
na execução dos Serviços Básicos de Saúde, o processo participativo que irá
permitir à comunidade auto-determinar-se em matéria de saúde, envolvendo-
se nas ações a serem promovidas dentro de um espírito de co-
responsabilidade.
CAPÍTULO II - DOS SERVIÇOS DE SAÚDE EM NÍVEIS DE MAIOR
COMPLEXIDADE

Art. 14 - O serviços de saúde, a cargo do Estado, em níveis de


maior complexidade, serão prestados em Centros de Saúde, Unidades Mistas,
Hospitais Gerais ou Especializados, dentro das possibilidades do erário,
diretamente, ou através de convênios e contratos com órgãos e entidades do
Governo Federal ou da rede privada.
Parágrafo Único - O Estado enviará reforços no sentido de
garantir, dentro de suas possibilidades, o acesso a todos os níveis de
assistência àqueles que assim necessitarem, sem distinção da condição sócio-
econômica do indivíduo, inclusive aos beneficiários da previdência social,
neste caso desde que haja cobertura financeira para tal fim em convênios com
os órgãos respectivos.
Art. 15 - A assistência médico-hospitalar e médico-social serão
orientadas no sentido de proporcionar ao indivíduo sua recuperação e
reintegração na comunidade.
Art. 16 - Para os efeitos desta Lei, entende-se por serviços de
saúde, em níveis de maior complexidade, o conjunto de meios diretos e
específicos destinados a colocar ao alcance do indivíduo e de seus familiares,
os recursos de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno,
reabilitação e promoção da saúde.
Art. 17 - Fica vedada a celebração de contratos, convênios ou
outros ajustes pelos órgãos ou entidades do Estado com entidades estrangeiras
ou multinacionais tendo por objeto qualquer tipo de prestação de serviço de
saúde.

CAPÍTULO III - DA SAÚDE MATERNA, DA CRIANÇA E DO


ADOLESCENTE

Art. 18 - A Secretaria de Saúde Pública coordenará a execução a


nível estadual, das iniciativas no campo da saúde, que visem proteger a
maternidade, a criança e o adolescente, através da rede de serviços oficiais,
estimulando a criação e o desenvolvimento de instituições privadas, de
finalidade filantrópica, que desinteressadamente se proponham a atuar nessa
área.
Parágrafo Único - A orientação a ser seguida pela Secretaria, para
efeito do disposto neste artigo, deverá basear-se nas diretrizes da Política
nacional de Saúde e nas recomendações e normas técnicas emanadas dos
órgão federais competentes, sem prejuízo das normas supletivas estaduais.
Art. 19 - As medidas de proteção à saúde do grupo materno-
infantil terão sempre por princípio o fortalecimento da família e quaisquer
ações nesse campo devem ser desenvolvidas em bases éticas e humanísticas.
Parágrafo Único - Nenhuma medida será adotada em relação ao
contingenciamento da prole sem que haja indicação médica correspondente
destinada à proteção da saúde materna e o assentimento por livre manifestação
de vontade das partes.
Art. 20 - Os órgãos próprios da Secretaria de Saúde Pública e as
entidades filantrópicas ou beneficentes que atuem no campo específico da área
materno-infantil desenvolverão atividades de natureza bio-médica-social com
ênfase aos seguintes aspectos.
I - Fenômenos sociais relacionados com a maternidade, a infância
e a adolescência; com a higiene individual da criança, vacinação, obrigação
das mesmas; processo de alimentação dos lactentes e outros.
II - Puericultura peri-concepcional e peri-natal, bem como
assistência ao parto e ao puerpério e desenvolvimento psico-motor das
crianças.
III - Ações educativas e orientadores sobre as medidas de
higiene, alimentação e nutrição, cuidados especiais e outras, inclusive
atendimento de situações ligadas a distúrbios de diferentes naturezas.
IV - Exames periódicos de saúde de escolares.
Art. 21 - O Estado procurará otimizar o rendimento dos serviços
básicos de saúde no desenvolvimento de ações voltadas para o atendimento do
grupo materno-infantil.

CAPÍTULO IV - DA SAÚDE MENTAL E DA ASSISTÊNCIA


PSIQUIÁTRICA

Art. 22 - A Secretaria de Saúde Pública coordenará a execução a


nível estadual, das iniciativas no campo da saúde visando a prevenção e
tratamento dos transtornos mentais, através da sua rede de serviços de saúde
ou em regime de convênio ou contrato com órgãos e entidades oficiais e
particulares.
Art. 23 - Serão efetuados e coordenados estudos epidemiológicos
visando conhecer a incidência, a prevalência, a distribuição dos transtornos
mentais, a atuação dos fatores etiológicos e a vulnerabilidade do organismo
humano, no campo da saúde mental.
Art. 24 - Deverão ser desenvolvidos planos e programas de
capacitação de recursos humanos, a diversos níveis, visando a eficiência das
atividades próprias do Setor de Saúde Mental e satisfazer necessidades
regionais e locais.
Art. 25 - A Secretaria de Saúde Pública fará observar que, na
formulação e execução de planos e programas, a nível estadual ou municipal,
se tenham em conta os seguintes propósitos e objetivos.
I - Utilizar equipe multidisciplinar no campo da saúde mental
com vistas a obter melhor rendimento do trabalho de reintegração do
indivíduo na sociedade.
II - Promover medidas de ação social, complementares ao
tratamento médico, de modo a favorecer a ressocialização do indivíduo e
possibilitar a reintegração do doente na sociedade.
III - Orientar a assistência psiquiátrica de modo a permitir a plena
utilização dos serviços comunitários.
IV - Incrementar a criação de serviços de saúde mental integrados
aos serviços gerais de saúde, e promover a participação da comunidade em
torno dos mesmos.
V - Enfatizar a necessidade de elevar progressivamente a
disponibilidade ambulatóriais de modo a dar prioridade a esta modalidade de
atendimento e aos serviços de hospitalização de curta duração e de
emergência, buscando aumentar a eficiência e eficácia da assistência
psiquiátrica no Estado.
VI - Organizar registros de informações e dados estatísticos
concernentes a quantidade, qualidade e demanda, a fim de precisar o grau de
rendimento dos recursos utilizados e a utilizar.
VII - Promover iniciativas de reabilitação que facilitem atividade
profissional adequada aos quadros de comportamentos apresentados, de modo
a permitir a reintegração dos indivíduos na sociedade.
Art. 26 - O internamento de qualquer pessoa em estabelecimento
de saúde destinado ao tratamento de doenças mentais somente poderá efetuar-
se após a indispensável observação e elucidação do diagnóstico comprovados
por laudo médico que caracterizem a situação e indique a necessidade da
medida.
Parágrafo Único - Os estabelecimentos que infringirem o
preceituado neste artigo ficarão sujeitos à cassação de licença para
funcionamento.
Art. 27 - É vedada nos estabelecimentos de que trata o artigo
anterior, a prática de atos litúrgicos, culto ou seita, com finalidade terapêutica,
ainda que exercida gratuitamente.
Art. 28 - É vedada a pessoas sem habilitação legal para o
exercício da profissão, a prática de técnicas psicológicas, ou de outro tipo,
com fundamento em processos não reconhecidos cientificamente, capazes de
influenciar o estado mental dos indivíduos ou da coletividade, ainda que sem
finalidade ostensiva de proteção ou recuperação da saúde.
Art. 29 - É dever de toda pessoa física e jurídica, comunicar à
autoridade a eclosão de epidemias de crendices, com poder de contágio capaz
de induzir a neuroses coletivas.
Art. 30 - Cabe à Secretaria de Saúde, através dos seus serviços
psiquiátricos, a assistência médica dos reclusos que apresentarem distúrbios
psíquicos, como também propor medidas preventivas na área de psiquiatria
aos demais reclusos sem prejuízo da custódia daqueles primeiros pela
Secretaria de Estado de Justiça.

CAPÍTULO V - ODONTOLOGIA SANITÁRIA

Art. 31 - Compete à Secretaria de Saúde Pública, por intermédio


dos seus órgãos competentes, planejar, coordenar, orientar, executar e/ou
orientar a execução, no território do Estado do Pará, as atividades em que se
integram as funções de promoção e de recuperação da saúde oral da
coletividade, especialmente na idade escolar.
Art. 32 - A Secretaria de Saúde Pública, através dos seus órgãos
competentes, deverá elaborar as normas técnicas dos programas e atividades
de odontologia sanitária, que se desenvolvem no Estado do Pará e assegurar a
promoção e recuperação da saúde oral, através de atividades preventivas e
curativas.
Parágrafo Único - No cumprimento do disposto neste artigo será
dada prioridade às ações relativas ao grupo etário, a ser determinado, às
gestantes, às puerpérias, bem como às atividades de urgência odontológica e
às ações simplificadas.

CAPÍTULO VI - DA ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO

Art. 33 - A Secretaria de Saúde Pública participará, na forma


definida nos Planos e Programas respectivos, da execução de atividades
relacionadas com alimentação e nutrição contribuindo para elevação dos
padrões de saúde da população do Estado.
Art. 34 - Observado o disposto no artigo anterior, a Secretaria de
Saúde Pública deverá articular-se com os órgãos federais que participem do
Programa Nacional de Alimentação e Nutrição aos demais do Estado que
possam contribuir para o bom êxito da ações em curso, objetivando,
basicamente, concorrer para:
a) - reduzir a taxa de mortalidade causada pela desnutrição;
b) - minorar a incidência de deficiências físicas, mentais e
sensoriais, decorrentes da desnutrição;
c) - diminuir a freqüência de doenças parasitárias e carências
alimentares específicas ligadas à desnutrição;
d) - elevar os índices de aproveitamento escolar, inclusive pela
redução das taxas de abandono e reprovação na escola;
e) - aumentar a produtividade da força de trabalho e melhorar as
condições de acesso do homem na escola social;
f) - proteger e valorizar os recursos humanos em formação,
sobretudo os do grupo materno-infantil e escolar;
g) - orientar a população em geral, selecionar e utilizar mais
adequadamente os alimentos disponíveis, contribuindo para um melhor
equilíbrio do orçamento familiar;
h) - combater as carências nutricionais de maior disseminação e
mais graves conseqüências sobre a saúde pública e o desenvolvimento
econômico-social;
i) - incrementar a produção de alimentos essenciais,
principalmente os de maior valor proteico-calórico, cuja demanda deverá ser
identificada;
j) - desenvolver a tecnologia de processamento de alimentos de
elevado valor nutritivo e incentivar sua industrialização com o propósito de
aumentar as suas disponibilidades, reduzir os custos respectivos e atender às
necessidades nutricionais da população.
Art. 35 - A nível de suas unidades de saúde, diretamente ou em
regime de convênio com os órgãos federais, a Secretaria de Saúde Pública do
Estado, deverá:
I - Prestar assistência alimentar à gestantes e nutrizes, lactentes e
pré-escolares matriculados em estabelecimentos oficiais de ensino de primeiro
grau.
II - Proporcionar educação nutricional à população do Estado em
geral, através dos meios de comunicação de massa e de iniciativas voltadas
especificamente para os beneficiários da assistência alimentar.
III - Promover a recuperação dos desnutridos.
IV - Concorrer para o combate a carência nutricionais específicas,
especialmente a proteico-calórica, as anemias ferroprivas, as avitaminoses e o
bócio-endêmico, bem como contribuir para o aumento da resistência das
populações assistidas a doenças infecciosas e outras.
V - Promover e incentivar a execução de pesquisas científicas e
tecnológicas, alimentares e nutricionais.
VI - Realizar estudos, pesquisas e análises sobre a situação
alimentar e nutricional no Estado que sejam necessários à formulação de
programas e projetos.

TÍTULO V - PROTEÇÃO DA SAÚDE


CAPÍTULO I - DO SANEAMENTO DO MEIO
SEÇÃO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 36 - A Secretaria de Saúde Pública, em articulação com os


demais órgãos e entidades competentes federais e do Estado, observará e fará
observar, no âmbito do território do Pará, as normas legais, regulamentares e
técnicas sobre saneamento do meio, sem prejuízo da legislação supletiva
estadual e das disposições deste diploma.
Parágrafo Único - A promoção das medidas de saneamento do
meio constitui uma obrigação estatal, das coletividades e do indivíduo que,
para tanto, ficam adstritos no uso da propriedade, no manejo dos meios de
produção e no exercício de atividades a cumprir as determinações legais,
regulamentares, e as recomendações, ordens, vedações e interdições, ditadas
pelas autoridades sanitárias e outras competentes.
Art. 37 - A Secretaria de Saúde Pública participará dos processos
de aprovação dos projetos de loteamento de terrenos com o fim de extensão ou
formação de núcleos urbanos, com vistas a preservar os requisitos higiênico-
sanitários indispensáveis à proteção da saúde e ao bem-estar individual e
coletivo.
Parágrafo Único - É vedado o parcelamento de solo em terrenos
que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública sem que
tenham sido saneados.
Art. 38 - As empresas a se instalarem no território do Estado do
Pará ficam obrigadas a submeter à Secretaria de Saúde Pública, para prévio
conhecimento e aprovação o plano completo do lançamento de resíduos
líquidos, sólidos ou gasosos, visando evitar os inconvenientes ou prejuízos da
poluição e da contaminação de águas receptoras, de águas territoriais e da
atmosfera.
Parágrafo Único - Para fins deste artigo as empresas deverão
apresentar esquema detalhado das suas linhas de produção e das fases de
transformação das matérias primas, indicar quais os produtos, subprodutos e
resíduos resultantes em cada fase e suas quantidades, qualidades, natureza e
composição, bem como o consumo de água previsto para todo processo
produtivo.
SEÇÃO II - DAS ÁGUAS E SEUS USOS, DOS PADRÕES DE
POTABILIDADE, DA FLUORETAÇÃO

Art. 39 - Os órgãos e entidades do Estado do Pará, responsáveis


pela operação dos sistemas de abastecimento público, deverão adotar,
obrigatoriamente, as normas e o padrão de potabilidade da água estabelecidos
pelo Ministério da Saúde.
Art. 40 - A fiscalização e o controle do exato cumprimento das
normas referidas no artigo anterior serão exercidos no território do Estado do
Pará pela Secretaria de Saúde Pública em articulação com o Ministério da
Saúde.
Parágrafo Único - A Secretaria de Saúde Pública manterá registro
permanente de informações sobre a qualidade da água dos sistemas de
abastecimento público, transmitindo-as ao Ministério da Saúde, de acordo
com o critério por este estabelecido, notificando imediatamente a ocorrência
de fato epidemiológico que possa estar relacionado com o comprometimento
da água fornecida.
Art. 41 - Os órgãos e entidades a que se refere o artigo 39 estão
obrigados às medidas técnicas corretivas destinadas a sanar as falhas
apontadas pelo Ministério da Saúde relacionadas com a observância das
normas e do padrão de potabilidade da água.
Art. 42 - Os órgãos competentes do Estado e dos municípios do
Estado do Pará observarão e farão observar as normas técnicas sobre proteção
dos mananciais, dos serviços de abastecimento público de água destinada ao
consumo humano e das instalações prediais, aprovadas pelo Ministério da
Saúde e que estabeleçam os requisitos sanitários mínimos a serem obedecidos
nos projetos de construção, operação e manutenção daqueles mesmos
serviços, sem prejuízo da legislação supletiva estadual.
Art. 43 - As instalações e os respectivos estabelecimentos
públicos ou privados que abasteçam de água, direta ou indiretamente, meios
de transportes para uso de pessoas sem trânsito interestadual, internacional ou
em concentrações humanas temporárias, ficarão sujeitos ao controle das
autoridades sanitárias do Estado sem prejuízo da ação fiscalizadora do
Ministério da Saúde.
Art. 44 - É obrigatória a ligação de toda construção considerada
habitável à rede pública de abastecimento de água, na forma prevista na
legislação federal e estadual supletiva e demais normas complementares.
§ 1° - Quando não existir rede pública de abastecimento de água,
a autoridade sanitária competente indicará as medidas adequadas a serem
executadas.
§ 2° - É obrigação do proprietário do imóvel a execução de
adequadas instalações domiciliárias de abastecimento de água potável,
cabendo ao ocupante do imóvel a necessária conservação.
Art. 45 - As águas residuais de qualquer natureza, quando por
suas características físicas, químicas ou biológicas, alterem prejudicialmente a
composição das águas receptoras, devem sofrer prévio tratamento.
§ 1° - O lançamento de águas residuais de qualquer natureza em
áreas receptoras ou áreas territoriais, somente é permitido quando não
prejudicial à saúde humana e ao equilíbrio ecológico.
Art. 46 - Compete à Secretaria de Saúde Pública do Estado
examinar e aprovar os planos e os estudos de fluoretação contidos nos projetos
a que se refere o artigo anterior.
Art. 47 - A Secretaria de Saúde Pública do Estado e as suas
congêneres dos Municípios deverão exercer o controle sobre os sistemas
públicos de abastecimento de água destinada ao consumo humano, a fim de
verificar o exato e oportuno cumprimento das normas aprovadas sobre
fluoretação da água.
Art. 48 - Os projetos de provisão ou purificação de água potável,
de qualquer natureza, deverá ser objeto de aprovação por parte do órgão de
vigilância sanitária competente da Secretaria de Saúde Pública.
Art. 49 - É proibido o uso de água poluída em hortas, pomares e
áreas de irrigação.
Art. 50 - Os projeto destinados à construção ou à ampliação de
sistemas públicos de abastecimento de água deverão conter estudos sobre a
necessidade de fluoretação da água para o consumo humano.
Parágrafo Único - O disposto neste artigo se aplica inclusive aos
sistemas que não possuam estação de tratamento nos quais deverão ser
utilizados métodos e processos de fluoretação apropriados, aprovados.
Art. 51 - Compete aos órgãos responsáveis pela operação dos
sistemas públicos de abastecimento de água no Estado, o projeto, a instalação,
operação e manutenção do sistema de fluoretação de que trata esta Seção.

SEÇÃO III - DOS ESGOTOS SANITÁRIOS E DO DESTINO


FINAL DOS DEJETOS

Art. 52 - Com o objetivo de contribuir para a elevação dos níveis


de saúde da população e reduzir a contaminação do meio-ambiente, serão
instalados pelo Estado e pelos Municípios do Pará, diretamente, ou em regime
de acordo com os órgãos federais competentes, estações de tratamento,
elevatórias e rede de esgotos sanitários, nas zonas urbanas.
Art. 53 - Deverá ser dado destino adequado aos dejetos humanos
através do sistema de esgotos, com o objetivo de evitar contato com o homem,
as águas de abastecimento, os alimentos e os vetores, proporcionando, ao
mesmo tempo, hábitos de higiene.
Art. 54 - É obrigatória a existência de esgotos sanitários em toda
construção considerada habitável, mormente das localizadas nas zonas
urbanas, e a sua ligação à rede pública de coletores de esgoto.
§ 1° - Quando não existir a rede pública coletora de esgotos, a
autoridade sanitária competente determinará as medidas adequadas e
fiscalizará a sua execução.
§ 2° - É obrigação do proprietário do Imóvel a execução de
adequadas instalações domiciliares de esgoto, cabendo ao ocupante do imóvel
a necessária conservação.
Art. 55 - Nas zonas rurais deverão ser instalados sistemas de
fossas ou privadas, segundo modelos aprovados, objetivando evitar a
contaminação do meio pelos dejetos humanos, promover a educação sanitária
e a criação de hábitos higiênicos.
Art. 56 - A coleta, o transporte e o destino do lixo, processar-se-
ão em condições que não tragam malefícios ou inconvenientes à saúde, ao
bem-estar público e a estética.
Art. 57 - A drenagem do solo, como medida de saneamento do
meio, será exercida pelo órgão sanitário competente.
Art. 58 - Fica proibida a deposição de lixo em terrenos baldios ou
a céu aberto.

SEÇÃO IV - DA POLUIÇÃO DO MEIO-AMBIENTE

Art. 59 - A Secretaria de Saúde Pública do Estado e suas


congêneres dos Municípios em articulação com os demais órgãos e entidades,
estaduais e federais, competentes, adotarão os meios ao seu alcance para
reduzir ou impedir os casos de agravo à saúde humana provocados pela
poluição do ambiente, por meio de fenômenos naturais, de agentes químicos
ou pela ação deletéria do homem, no limite de suas áreas geográficas,
observada a legislação federal pertinente, esta Lei, bem como as normas e
recomendações técnicas aprovadas pelos órgãos federais e estaduais
competentes.
Art. 60 - A proteção do ecossistema tem por finalidade precípua
salvaguardar suas características qualitativas, objetivando:
I - Prevenir e controlar a poluição do ar, água, solo e alimentos.
II - Prevenir a surdez e outras conseqüências nocivas dos ruídos,
das vibrações e trepidações.
III - Prevenir e controlar os efeitos nocivos das radiações de
origem natural e artificial.
Art. 61 - Para efeito desta Lei considera-se agente poluente ou
poluído, qualquer substância que adicionada a água ou alimentos e lançada ao
ar e ao solo, possa degradar ou fazer parte de um processo de degradação ou
de alteração das suas qualidades, tornando-se prejudicial à saúde do homem e
ao seu bem-estar, aos animais e plantas.
§ 1° - Caberá ao órgão ou entidade competente do Estado,
observado o disposto na legislação federal pertinente, nesta Lei e em outras
normas supletivas em vigor:
I - Aprovar a delimitação, a classificação e a implantação de
zonas de uso estritamente industrial.
II - Definir, com base na legislação federal pertinente e nas
normas complementares aprovadas pela Secretaria Especial do Meio-
Ambiente, do Ministério do Interior, os tipos de estabelecimentos industriais
que poderão ser implantados em cada uma das zonas de uso estritamente
industrial, de uso predominantemente industrial e de uso diversificado.
III - Instalar e manter, nas zonas a que se refere o inciso anterior,
serviços permanentes de segurança e prevenção de acidentes danosos ao meio-
ambiente.
IV - Fiscalizar, nas zonas de uso estritamente industrial e
predominantemente industrial, o cumprimento dos padrões e normas de
proteção ambiental.
V - Administrar as zonas industriais de sua responsabilidade
direta ou quando esta responsabilidade decorrer de convênios com a União.
§ 2° - Excetua-se do disposto no parágrafo anterior a delimitação
e autorização para a implantação de zonas de uso estritamente industrial que
se destinem à localização de pólos petroquímicos, cloroquímicos,
carboquímicos, bem como instalações nucleares e outras definidas em Lei.
§ 3° - Em casos excepcionais, em que se caracterize o interesse
público, o Poder Estadual, mediante a exigência de condições convenientes de
controle, e ouvidos a Secretaria Especial do Meio-Ambiente do Ministério do
Interior, o Conselho Deliberativo da Região Metropolitana e, quando for o
caso, o Município, poderá autorizar a instalação de unidades industriais fora
das zonas de que trata o inciso II do § 1° deste artigo.
§ 4° - As indústrias ou grupos de indústrias já existentes, que não
resultarem confinadas nas zonas industriais definidas de acordo com esta Lei,
serão submetidas à instalação de equipamentos especiais de controle e, nos
casos mais graves, à relocalização.
§ 5° - O licenciamento para implantação, operação e ampliação
de estabelecimentos industriais dependerá da observância do disposto nas
normas gerais da legislação federal pertinente, bem como do atendimento das
normas e padrões ambientais definidos pela Secretaria Especial do Meio-
Ambiente do Ministério do Interior, e pela Secretaria de Saúde Pública,
notadamente quanto às seguintes características dos processos de produção:
I - Emissão de gases, vapores, ruídos, vibrações e radiações.
II - Riscos de explosão, incêndios, vazamentos danosos e outras
situações de emergências.
III - Volume e qualidade de insumos básicos de pessoal e de
tráfego gerados.
IV - Padrões de uso e ocupação do solo.
V - Disponibilidade nas redes de energia elétrica, água, esgoto,
comunicações e outros.
VI - Horários de atividades.

SEÇÃO V - DAS HABILITAÇÕES E ÁREAS DE LAZER

Art. 62 - As habilitações deverão obedecer dentre outros, os


requisitos de higiene e segurança sanitária indispensáveis à proteção da saúde
e de bem-estar individual, sem o que nenhum projeto deverá ser aprovado.
Parágrafo Único - Sem prejuízo da legislação federal pertinente, o
Governo do Estado poderá propor medidas indicando os requisitos a que se
refere este artigo, necessários à construção de núcleos habitacionais, de
residências e edifícios, no que tange à satisfação de necessidades fisiológicas,
psicológicas de lazer e proteção contra infecções, insetos, roedores, acidentes
e incêndios a serem observados nas áreas, urbana e rural.
Art. 63 - A Secretaria de Saúde Pública baixará normas de
higiene e segurança sanitária, a serem observadas nos locais ou sítios em que
se realizem espetáculos públicos ou sirvam ao lazer ou à recreação.
Art. 64 - Nenhum projeto de construção, reconstrução ou
remodelação de edifícios destinados à habilitação poderá ser aprovado, sem
prévio parecer favorável do órgão sanitário competente, no que concerne às
condições gerais de higiene e segurança sanitária.
Art. 65 - A emissão de licença ou alvará de habitação fica
condicionada à prévia vistoria e parecer favorável do órgão sanitário
competente.
Art. 66 - A Secretaria de Saúde Pública poderá promover o
embargo de construções, determinar correções ou retificações, sempre que
configure a desobediência às Normas Técnicas aprovadas.
Art. 67 - As normas técnicas, relativas a habitações a serem
elaboradas pela Secretaria de Saúde Pública, devem contemplar, além de
outros, os requisitos sanitários mínimos concernentes a:
a) captação, adução e reservas domiciliárias de água;
b) paredes, pisos e coberturas;
c) destino final dos dejetos;
d) instalações sanitárias.
Art. 68 - Os proprietários dos edifícios ou dos negócios neles
estabelecidos, estão obrigados a executar as obras que se requeiram para
cumprir as condições estabelecidas nas determinações emitidas pelas
autoridades sanitárias, no exercício regular de suas atribuições.

CAPÍTULO II - DAS CALAMIDADES PÚBLICAS

Art. 69 - Na ocorrência de casos de agravos à saúde decorrentes


de calamidades públicas, para o controle de epidemias e outras ações
indicadas, a Secretaria de Saúde Pública devidamente articulada com os
órgãos e entidades, federais, estaduais e municipais competentes, promoverá a
utilização de todos os recursos médicos e hospitalares, públicos e privados,
existentes nas áreas afetadas, considerados necessários.
Art. 70 - Para efeito do disposto no artigo anterior deverão ser
empregados, de imediato, todos os recursos sanitários disponíveis com o
objetivo de prevenir as doenças transmissíveis e interromper a eclosão de
epidemias e acudir os casos de agravos à saúde em geral.
Parágrafo Único - Dentre outras, consideram-se importantes, na
ocorrência de casos de calamidade pública, as seguintes medidas:
I - Promover a provisão, o abastecimento, o armazenamento e a
análise da água potável destinada ao consumo.
II - Proporcionar meios adequados para o destino de dejetos, a
fim de evitar a contaminação da água e dos alimentos.
III - Manter adequada higiene dos alimentos, impedindo a
distribuição daqueles comprovadamente contaminados ou suspeitos de
alteração.
IV - Empregar os meios adequados ao controle de vetores.
V - Assegurar a remoção e tratamento das vítimas e a rápida
retirada de cadáveres da área atingida.
CAPÍTULO III - DOS NECROTÉRIOS, LOCAIS PARA VELÓRIOS,
CEMITÉRIOS E CREMATÓRIOS

Art. 71 - Os necrotérios, velórios, cemitérios e crematórios


obedecerão às normas sanitárias aprovadas pela Secretaria de Saúde Pública.
Parágrafo Único - A construção, instalação e funcionamento dos
locais de que trata este artigo dependerá de licença da Secretaria de Saúde
Pública.
Art. 72 - O Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde
Pública, colaborará com as autoridades federais competentes, na medida de
suas possibilidades, nas atividades relacionadas com a saúde internacional,
nos portos, aeroportos, fronteiras e locais de tráfego, objetivando evitar a
introdução e propagação de doenças no País, ou sua propagação para o
exterior.
Parágrafo Único - O Governo do estado agirá por delegação de
competência do Governo Federal, observados os termos e condições do ato
delegatório, a legislação interna e o Regulamento Sanitário Internacional, na
inexistência de órgão federal competente.

TÍTULO VI - DAS DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS


CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 73 - Para permitir o diagnóstico, tratamento e controle de


doenças transmissíveis, o Estado manterá serviços de vigilância
epidemiológica, laboratórios de saúde pública e outros serviços, observando e
fazendo observar as normas legais, regulamentares e técnicas, internas e
internacionais, sobre o assunto.
Art. 74 - Para efeito desta Lei, entende-se por doença
transmissível aquela que é causada por agentes animados, ou por seus
produtos tóxicos, susceptíveis de serem transferidos, direta ou indiretamente,
de pessoas, animais, vegetais, ar, solo ou água para o organismo de outro
indivíduo ou animal.
Art. 75 - Constitui obrigação da autoridade sanitária executar e
fazer executar as medidas que visem a prevenção e impeçam a disseminação
das doenças transmissíveis.
Art. 76 - Atendendo ao risco que representam as doenças
transmissíveis para a coletividade, constituído pelos indivíduos ou animais
infectados, a autoridade sanitária promoverá a adoção de uma ou mais, das
seguintes medidas, a fim de interromper ou dificultar a sua propagação e
proteger convenientemente os grupos humanos mais susceptíveis.
a) notificação obrigatória;
b) investigação epidemiológica;
c) vacinação obrigatória;
d) quimioprofilaxia;
e) isolamento domiciliário ou hospitalar;
f) assistência médico-hospitalar;
g) vigilância sanitária;
h) desinfecção;
i) saneamento.
Art. 77 - Sempre que necessário, a autoridade sanitária
competente adotará medidas de químio-profilaxia, visando prevenir e impedir
a propagação de doenças.
Art. 78 - O isolamento estará sujeito à vigilância direta da
autoridade sanitária, a fim de garantir a execução das medidas profiláticas e o
tratamento necessário.
§ 1° - Em caso de isolamento, o tratamento clínico poderá ficar a
cargo de médico de livre escolha do doente, sem prejuízo do disposto no corpo
deste artigo.
§ 2° - O isolamento deverá ser efetuado, preferencialmente, em
hospitais públicos, podendo ser feito em hospitais privados ou em domicílios,
desde que preenchidos os requisitos estabelecidos em Regulamento e ouvida a
autoridade sanitária competente.
§ 3° - É proibido o isolamento em hotéis, pensões e
estabelecimentos similares.
Art. 79 - O isolamento será sempre motivo justificativo de faltas
ao trabalho ou a estabelecimento de ensino, cabendo à autoridade sanitária a
emissão de documentos comprobatórios da medida adotada.
Art. 80 - A autoridade sanitária deverá adotar medidas de
vigilância epidemiológica, por intervalo de tempo igual ou período máximo de
incubação da doença, sobre os seus portadores e indivíduos procedentes de
áreas onde a doença exista com caráter endêmico ou epidêmico.
Parágrafo Único - As doenças transmissíveis que impliquem na
aplicação das medidas referidas no corpo deste artigo, constarão de Normas
Técnicas Especiais emitidas, periodicamente, pelo Ministério da Saúde.
Art. 81 - A autoridade sanitária submeterá os portadores a um
controle apropriado dando aos mesmos adequado tratamento, a fim de evitar a
eliminação de agente etiológico para o ambiente.
Art. 82 - A autoridade sanitária poderá proibir que os portadores
de doenças transmissíveis se dediquem à produção, fabrico, manipulação ou
comercialização de gêneros alimentícios e outras atividades similares.
Art. 83 - Quando necessário, a autoridade sanitária determinará a
desinfecção concorrente ou terminal e poderá determinar a destruição de
objetos, quando não for viável a sua desinfecção.
Art. 84 - A autoridade sanitária promoverá a adoção das medidas
de combate aos vetores biológicos e às condições ambientais que favorecem a
sua criação e desenvolvimento.
Art. 85 - Cabe à autoridade sanitária competente a aplicação de
medidas especiais visando o combate à tuberculose, à hanseníase e outras
doenças transmissíveis.
Art. 86 - A Secretaria de Saúde Pública, em conformidade com a
legislação pertinente, promoverá a adoção de medidas adequadas do combate
as zoonoses, em articulação com os serviços municipais e outros.
Art. 87 - Na iminência ou no curso de epidemias, a autoridade
poderá ordenar a interdição, total ou parcial, de locais públicos ou privados,
onde haja concentração de pessoas, durante o período que entender
conveniente.
Art. 88 - Na iminência ou no curso de epidemias, consideradas
essencialmente graves, ou em caso de ocorrência de circunstâncias imprevistas
que assumam o caráter de calamidade pública que possam provocá-las, a
autoridade sanitária poderá tomar medidas de máximo rigor, incluindo a
restrição total ou parcial do direito de locomoção.
Art. 89 - Esgotados todos os meios de persuasão ao cumprimento
da Lei, a autoridade sanitária recorrerá ao concurso da autoridade policial para
a execução das medidas de combate às doenças transmissíveis.

CAPÍTULO II - DA TUBERCULOSE

Art. 90 - A Secretaria de Saúde Pública se empenhará no


desenvolvimento de atividades de sua competência, a nível regional e local,
executando e coordenando a execução das ações correspondentes relacionadas
com a procura, diagnóstico, tratamento e controle de casos de tuberculose em
todo o Estado.
Parágrafo Único - Para fiel cumprimento do disposto neste artigo
a Secretaria de Saúde Pública adotará as Normas Técnicas e Operacionais
pertinentes, procurando integrar as ações de diagnóstico, prevenção,
tratamento e controle da doença aos servidores estaduais e municipais,
estimulando a participação da comunidade, com o objetivo de reduzir a
morbidade e a mortalidade, mediante emprego dos conhecimentos técnicos e
científicos e dos recursos disponíveis e mobilizáveis.
CAPÍTULO III - DA HANSENÍASE

Art. 91 - A Secretaria de Saúde Pública se empenhará no


desenvolvimento das atividades de sua competência, nível regional e local,
executando e coordenando a execução das ações correspondentes relacionadas
com a procura, diagnóstico, tratamento e controle de casos de hanseníase em
todo o Estado.
Parágrafo Único - Para fiel cumprimento no disposto neste artigo
a Secretaria de Saúde Pública adotará as normas técnicas e operacionais
pertinentes, procurando, quando for indicado, integrar as ações de diagnóstico,
prevenção, tratamento e controle da doença aos serviços de saúde estaduais e
municipais, estimulando a participação da comunidade, com o objetivo de
reduzir a morbidade, e mediante emprego dos conhecimentos técnicos e
científicos e dos recursos disponíveis e mobilizáveis.
Art. 92 - O controle da Hanseníase, além da redução da
morbidade, tem por objetivo prevenir as incapacidades, preservando a unidade
familiar e a readaptação profissional em atividades consentâneas com as
condições físicas do doente.
Art. 93 - Estudos e pesquisas serão realizados visando a
identificação de preconceitos sociais e culturais que dificultem a reinserção do
doente na sociedade e a identificação de medidas necessárias à redução de
atitudes segregacionistas.

CAPÍTULO IV - DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMITIDAS

Art. 94 - A Secretaria de Saúde Pública assegurará, no âmbito do


Estado, a execução e coordenação das atividades de prevenção, diagnóstico,
tratamento e controle de doenças sexualmente transmitidas, compreendendo a
sífilis, gonorréia, cancro-mole e linfogranuloma venéreo.
Parágrafo Único - O programa a que se refere este artigo incluirá,
também, dado o seu interesse para a saúde pública, quando transmitidas por
contato sexual, as uretrites não gonocócicas, herpes simples genital,
condiloma acuminado e denovanose.
Art. 95 - A Secretaria de Saúde Pública adotará as normas
técnicas e operacionais pertinentes e estabelecerá medidas de vigilância
epidemiológica dos doentes e suspeitos, com o objetivo de evitar a propagação
de doenças sexualmente transmitidas.
Art. 96 - O tratamento de doenças sexualmente transmitidas é
obrigatório e a transmissão intencional da doença constitui delito contra a
saúde pública previsto no Código Penal.
Art. 97 - A Secretaria de Saúde Pública deverá promover amplas
campanhas de esclarecimento junto à população acerca das medidas
profiláticas e terapêuticas das doenças sexualmente transmitidas.

CAPÍTULO V - DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA E DA


NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA DE DOENÇAS

Art. 98 - A ação de vigilância epidemiológica inclui,


principalmente, a elaboração de informação, pesquisa, inquéritos,
investigações, levantamentos e estudos necessários à programação e avaliação,
das medidas de controle de doenças e de situações que ameacem a saúde
pública.
Art. 99 - É da responsabilidade da Secretaria de Saúde Pública
definir na Unidade de Vigilância Epidemiológica integrantes da rede de
serviços de saúde da sua estrutura, que executará as ações de vigilância
epidemiológica, abrangendo todo o território do Estado do Pará.
Parágrafo Único - As ações de vigilância epidemiológica
compreendem:
a)coleta das informações básicas necessárias ao controle de
doenças;
b)diagnóstico das doenças que estejam sob o regime de
notificação compulsória;
c)averiguação da disseminação das doenças notificadas e a
determinação da população em risco;
d)proposição e execução de medidas pertinentes;
e)criação de mecanismo de tratamento e a sua divulgação, dentro
e fora do sistema de saúde.
Art. 100 - É dever de todo cidadão comunicar à autoridade
sanitária local a ocorrência de fato, comprovado ou presumível, de caso de
doença transmissível, sendo obrigatório a médicos e outros profissionais de
saúde, no exercício da profissão, bem como aos responsáveis por organização
e estabelecimentos públicos e particulares de saúde, ensino e trabalho, a
notificação de casos suspeitos ou confirmados das doenças relacionadas na
lista de Notificação Obrigatória do Estado.
Art. 101 - Notificado o caso de doença transmissível ou
observada, de qualquer modo, a necessidade de uma investigação
epidemiológica, compete à autoridade sanitária a adoção de medidas
adequadas.
Art. 102 - Para efeito desta Lei, entende-se por notificação
obrigatória a comunicação à autoridade sanitária competente dos casos e dos
óbitos suspeitos ou confirmados das doenças constantes em Normas Técnicas
Especiais.
§ 1° - Serão emitidas, periodicamente, Normas Técnicas
Especiais contendo o nome das doenças de notificação compulsória.
§ 2° - De acordo com as condições epidemiológicas a Secretaria
de Saúde Pública poderá exigir a notificação de quaisquer infecções ou
infestações, constantes das Normas Técnicas Especiais, de indivíduos que
estejam eliminando o agente etiológico para o meio-ambiente, mesmo que não
apresentem, no momento, sistomatologia clínica alguma.
Art. 103 - A notificação deve ser feita à autoridade sanitária, face
a simples suspeita e o mais precocemente possível, pessoalmente, por telex,
por telefone, por telegrama, por carta ou outros meios, devendo ser dada a
preferência ao meio mais rápido possível.
Art. 104 - Recebida a notificação, a autoridade sanitária é
obrigada a proceder à investigação epidemiológica pertinente para a
elucidação do diagnóstico e averiguações sobre a doença e sua disseminação
entre a população em risco.
Parágrafo único - A autoridade poderá exigir e executar
investigações, inquéritos e levantamentos epidemiológicos, junto de
indivíduos de grupos populacionais determinados, sempre que julgar
necessário, visando à proteção da saúde pública.
Art. 105 - A autoridade sanitária facilitará o processo de
notificação compulsória.
Parágrafo Único - Nos óbitos por doenças constantes nas Normas
Técnicas, o Cartório que registrar o óbito deverá comunicar o fato à
autoridade sanitária dentro de 24 (vinte e quatro) horas, tomando as devidas
providências em caso negativo.
Art. 106 - As notificações recebidas pela autoridade sanitária
local serão comunicadas aos órgãos competentes da Secretaria de Saúde
Pública, de acordo com o estabelecido nas Normas Técnicas Especiais.
Art. 107 - A Secretaria de Saúde Pública deverá participar
imediatamente ao Ministério da Saúde, a ocorrência no Estado de casos de
doenças sujeitas a comunicação, conforme modelos aprovados pelo órgão
federal competente.

CAPÍTULO VI - DAS VACINAÇÕES OBRIGATÓRIAS

Art. 108 - A Secretaria de Saúde Pública, observadas as normas e


recomendações pertinentes, fará executar no Estado do Pará as vacinações de
caráter obrigatório definidas no Programa Nacional de Imunizações,
coordenando e controlando o desenvolvimento das ações correspondentes.
Art. 109 - A vacinação obrigatória será de responsabilidade
imediata da rede de serviços de saúde definida pela Secretaria de Saúde
Pública, com atuação junto a população.
Art. 110 - É dever de todo cidadão submeter-se e os menores dos
quais tenha a guarda e responsabilidade, à vacinação obrigatória.
Parágrafo Único - Só será dispensada da vacinação obrigatória a
pessoa que apresentar atestado médico de contra-indicação explícita da
aplicação da vacina.
Art. 111 - As vacinas obrigatórias e seus respectivos atestados
serão gratuitos, inclusive quando executados por profissionais em suas clínicas
ou consultórios, ou por estabelecimentos privados de prestação de serviços de
saúde.
Art. 112 - Os atestados de vacinação obrigatória não poderão ser
retidos, em qualquer hipótese, por pessoa natural ou jurídica.
Art. 113 - O Governo do Estado, por proposta da Secretaria de
Saúde Pública, ouvido o Ministério da Saúde, poderá propor medidas
legislativas complementares visando o cumprimento das vacinações
obrigatórias por parte da população no âmbito do seu território.

TÍTULO VII - DAS DOENÇAS CRÔNICO-DEGENERATIVAS E


OUTRAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 114 - Será estimulado pelo Estado, o desenvolvimento de


atividades de saúde pública, paralelamente ao progresso da ciência e da
técnica sanitárias, visando a prevenção e o controle das doenças crônico-
degenerativas e das doenças não transmissíveis, que por sua elevada
incidência constituam graves problemas de interesse coletivo.
Art. 115 - Para os fins do disposto no artigo anterior a Secretaria
de Saúde Pública promoverá estudos, investigações e pesquisas, visando
determinar as taxas de incidência, mortalidade e morbidade, dentre a
população do Estado, das doenças crônico-degenerativas e das doenças não
transmissíveis.
Art. 116 - Através dos meios de comunicação adequados, serão
promovidas campanhas de educação sanitária com o objetivo de esclarecer o
público sobre as implicações apresentadas pelos fatores causais das doenças
crônico-degenerativas e das não transmissíveis, bem como de suas
conseqüências.
Parágrafo Único - As instituições e estabelecimentos de saúde
particulares, bem como os profissionais que exerçam atividades liberais no
campo da saúde, ficam obrigados a enviar aos órgãos estaduais competentes
os dados e informações que lhes forem solicitados sobre as doenças de que
trata este artigo.

CAPÍTULO II - DOS ACIDENTES

Art. 117 - A Secretaria de Saúde Pública promoverá estudos e


investigações epidemiológicas com o objetivo de contribuir para a
identificação das causas e fatores determinantes dos acidentes, circunstanciais
de suas ocorrências e as suas conseqüências para a saúde e a integridade física
e mental dos habitantes do Estado do Pará.
Art. 118 - Serão desenvolvidas atividades de educação sanitária
voltadas para os grupos altamente expostos, de acordo com os tipos de
acidentes a prevenir, visando a redução da mortalidade e morbidade por
acidente.
Art. 119 - Deverão ser desenvolvidas ações de informação e
educação do público, quanto à adoção de medidas de segurança apropriadas
aos tipos mais freqüentes de acidentes, e às condições perigosas típicas, que
predisponham o indivíduo a acidentes domésticos, mediante recurso dos
demais meios de comunicação social e outros.
Art. 120 - Serão estabelecidas normas que visem a prevenir os
acidentes de trânsito provocados por desvios de comportamento, alterações
físicas ou mentais, particularmente neuroses, psicoses e intoxicações por
álcool ou drogas.
Art. 121 - A Secretaria de Saúde Pública e as suas congêneres
municipais coordenarão a execução de planos e atividades que visem a
prestação de serviços médicos de urgência, particularmente aos
politraumatizados e à reabilitação dos acidentados.

TÍTULO VIII - DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA


CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 122 - O Estado, através dos órgãos competentes da Secretaria


de Saúde Pública, exercerá ações de vigilância sanitária sobre prédios,
instalações, equipamentos, produtos naturais ou industrializados, locais e
atividades que, direta ou indiretamente, possam produzir casos de agravos à
saúde pública ou individual.
Art. 123 - No desempenho das ações previstas no artigo anterior
serão empregados todos os meios e recursos disponíveis, e adotados os
processos e métodos científicos e tecnológicos adequados, as normas e
padrões aprovados pelo Governo Federal, bem como aplicados os preceitos
legais e regulamentares aprovados visando obter maior eficiência e eficácia no
controle e fiscalização em matéria de saúde.
Art. 124 - O Estado dedicará especial atenção ao aperfeiçoamento
e modernização dos órgãos e entidades da sua estrutura, voltados para as
tarefas de vigilância sanitária, bem como para a capacitação de recursos
humanos, simplificação e padronização de rotinas e métodos operacionais.
Art. 125 - Os serviços de vigilância sanitária deverão manter
estreito entrosamento com os serviços de vigilância epidemiológica e
farmacológica, bem como apoiar-se na rede de laboratório de Saúde Pública, a
fim de permitir uma ação coordenada e objetiva na solução e
acompanhamento dos casos sob controle.

CAPÍTULO II - DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE ALIMENTOS


DESTINADOS AO CONSUMO HUMANO

Art. 126 - Todo alimento destinado ao consumo humano,


qualquer que seja a sua origem, estado ou procedência, produzidos ou exposto
à venda em todo o Estado, serão objeto de ação fiscalizadora exercida pelos
órgãos e entidades de vigilância sanitária competentes, estaduais ou
municipais, nos termos desta Lei e da legislação federal pertinente.
Parágrafo Único - A autoridade sanitária terá livre acesso a
qualquer local onde haja fabrico, manipulação, beneficiamento,
acondicionamento, conservação, transporte, depósito, distribuição ou venda de
alimentos.
Art. 127 - Serão executadas rotineiramente pelos laboratórios de
saúde pública, análises fiscais dos alimentos quando entregues ao consumo, a
fim de verificar a sua conformidade com o respectivo padrão de identidade e
qualidade.
Parágrafo Único - Entende-se por padrão de identidade e
qualidade o estabelecido pelo órgão competente do Ministério da Saúde,
dispondo sobre a denominação, definição e composição de alimentos,
matérias-primas alimentares, alimentos in natura e aditivos intencionais,
fixando ainda requisitos de higiene, normas de envazamento e rotulagem,
métodos de amostragem e de análise.
Art. 128 - Os métodos e normas estabelecidos pelo Ministério da
Saúde serão observados pelo Estado e pelos Municípios para efeito da
realização da análise fiscal.
Parágrafo Único - Em caso de análise condenatória do produto, a
autoridade sanitária competente procederá de imediato a interdição e
inutilização, se for o caso, do produto, comunicando o resultado da análise
condenatória ao órgão central de vigilância sanitária do Ministério da Saúde,
em se tratando de alimentos oriundos de outra unidade da federação e que
impliquem na apreensão dos mesmos em todo o território nacional,
cancelamento ou cassação de registro e da autorização da empresa
responsável.
§ 1° - Em se tratando de faltas graves ligadas à fabricação e
segurança sanitária ou ao processo de fabricação, independentemente da
interdição e inutilização do produto, poderá ser determinada a interdição
temporária ou definitiva, ou ainda, cassada a licença, do estabelecimento
responsável pela fabricação ou comercialização do produto condenado
definitivamente, sem prejuízo das sanções pecuniárias previstas nesta Lei.
§ 2° - O processo administrativo a ser instaurado pela autoridade
competente, estadual ou municipal, obedecerá ao rito estabelecido no Capítulo
II do Título X desta Lei.
§ 3° - No caso de constatação de falhas, erros ou irregularidades
sanáveis e sendo o alimento considerado próprio para o consumo, deverá o
interessado ser notificado da ocorrência, concedendo-se o prazo necessário à
sua correção, decorrido o qual proceder-se-á a nova análise fiscal. Persistindo
as falhas será o alimento inutilizado, lavrando-se o respectivo termo.
Art. 129 - Os alimentos destinados ao consumo imediato, tenham
ou não sofrido processo de cocção, só poderão ser expostos à venda
devidamente protegidos.
Art. 130 - Os estabelecimentos industriais ou comerciais, onde se
fabrique, prepare, beneficie, acondicione, transporte, venda ou armazene
alimentos, ficam submetidos às exigências desta Lei, e o funcionamento dos
mesmos dependerá de licença da autoridade sanitária estadual ou municipal.
Art. 131 - Nos estabelecimentos a que se refere o artigo anterior
não será permitida a guarda ou a venda de substância que possam servir à
corrupção, alteração, adulteração ou falsificação dos alimentos.
Parágrafo Único - Só será permitido nos estabelecimentos de
consumo ou venda de alimentos, o comércio de saneantes, desinfetantes e
produtos similares, quando o estabelecimento interessado possuir local
apropriado e separado, devidamente aprovado pela autoridade competente.
Art. 132 - Somente poderão ser entregues à venda ou expostos ao
consumo, alimentos industrializados que estejam registrados no órgão federal
competente.

CAPÍTULO III - DAS ÁGUAS MINERAIS E NATURAIS DE FONTE

Art. 133 - O controle sanitário da qualidade das águas minerais e


das águas naturais de fonte, bem como a fiscalização sanitária dos locais e
equipamentos relacionados com a industrialização e comercialização do
produto são de competência do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde
Pública, no âmbito do território do Estado do Pará.
Parágrafo Único - As definições, classificação, composição e
fatores essenciais de qualidade, normas de higiene, características
microbiológicas, índices de contaminantes, normas sobre rotulagem, método
de amostragem e de análise sobre águas minerais, são aqueles constantes de
normas aprovadas pelo Ministério da Saúde.
Art. 134 - Compete ainda à Secretaria de Saúde Pública, a
execução de análises fiscais das águas minerais expostas à venda ou entregues
ao consumo do Estado do Pará, bem como instaurar processo administrativo e
aplicar as penalidades de sua alçada, no caso de constatação de falhas ou
irregularidades relacionadas com a qualidade do produto ou inobservância das
normas sanitárias pertinentes às diversas fases de processamento,
acondicionamento e distribuição das águas minerais e das águas naturais de
fonte.

CAPÍTULO IV - DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE DROGAS,


MEDICAMENTOS, INSUMOS FARMACÊUTICOS, SANEANTES
DOMISSANITÁRIOS OUTROS BENS DE INTERESSE DA SAÚDE
PÚBLICA

Art. 135 - Os medicamentos, insumos farmacêuticos, drogas,


correlatos, cosméticos, produtos de higiêne, perfumes e similares, saneantes
domissanitários, produtos destinados à correção estética, produtos
odontológicos e os demais submetidos ao regime de vigilância sanitária serão
objeto de ação fiscalizadora exercida pelos órgãos e entidades de vigilância
sanitária competentes do Estado nos termos desta Lei, da legislação federal
científica, e dos seus regulamentos e normas técnicas pertinentes.
Parágrafo Único - A autoridade sanitária estadual competente terá
livre acesso a qualquer local onde haja fabrico, manipulação, beneficiamento,
acondicionamento, transporte, depósito, distribuição, embalagem,
reembalagem ou venda dos produtos referidos neste artigo.
Art. 136 - Os agentes a serviço da vigilância sanitária são
competentes para:
I - Colher as amostras necessárias à análise fiscal, ou de controle,
quando haja delegação do Ministério da Saúde, lavrando o respectivo termo de
apreensão.
II - Proceder às inspeções e visitas de rotina, a fim de apurar
infrações ou eventos relacionados com a alteração dos produtos dos quais
lavraram os respectivos termos.
III - Verificar a observância das condições de saúde e higiene
pessoal exigidas aos empregados que participam do processo de fabricação
dos produtos.
IV - Verificar a procedência de condições dos produtos quando
expostos à venda.
V - Interditar, lavrando o respectivo termo, parcial ou totalmente,
os estabelecimentos em que se desenvolva atividade de comércio e indústria
dos produtos, seja por inobservância da legislação federal pertinente ou por
força de evento natural ou sinistro que tenha modificado as condições
organoléticas do produto ou as de sua pureza e eficácia.
VI - Proceder a imediata inutilização da unidade do produto cuja
alteração ou deterioração seja flagrante, e a apreensão e interdição do restante
do lote ou partida para análise fiscal.
VII - Lavrar auto de infração para início do processo
administrativo.
Parágrafo Único - O processo administrativo a ser instaurado pela
autoridade competente estadual, obedecerá ao rito estabelecido na legislação
federal respectiva.
Art. 137 - Será executada, rotineiramente, pelo laboratório oficial
competente do Estado, a análise fiscal dos produtos de que trata este Capítulo,
quando da sua entrega ao consumo, transportados nas estradas e vias fluviais
ou lacustres, ou industrializados no território do Estado do Pará.
Parágrafo Único - A competência prevista neste artigo
compreende, também, a fiscalização dos estabelecimentos, instalações e
equipamentos de indústria e do comércio.
Art. 138 - Os métodos e normas estabelecidos pelo Ministério da
Saúde serão observados pelo Estado para efeito da realização da análise fiscal.
Art. 139 - O resultado de possível análise condenatória de
produto de que trata este Capítulo, realizada pelo órgão estadual competente,
será comunicado no prazo de 3 (três) dias ao órgão competente de fiscalização
do Ministério da Saúde.
Art. 140 - Não poderão ter exercício em órgãos de fiscalização
sanitária e em laboratórios de controle, os servidores públicos que sejam
sócios, acionistas, empregados a qualquer título ou interessados, por qualquer
forma, em empresas sujeitas ao regime desta Lei.

CAPÍTULO V - DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DAS FARMÁCIAS,


DROGARIAS, POSTOS DE MEDICAMENTOS E UNIDADES
VOLANTES

Art. 141 - As farmácias, drogarias, postos de medicamentos,


unidades volantes e ervanárias, estão sujeitas, obrigatoriamente, a licença do
órgão de vigilância sanitária competente da Secretaria de Saúde Pública, para
fins de funcionamento em qualquer localidade do Estado do Pará.
Art. 142 - As farmácias e drogarias deverão contar
obrigatoriamente, com a assistência e responsabilidade de técnico legalmente
habilitado, cuja presença será obrigatória durante todo o horário de
funcionamento do estabelecimento, devendo possuir instalações e
equipamentos adequados.
Art. 143 - Para controle, escrituração e guarda de entorpecentes e
de substâncias que produzam dependência física ou psíquica, as farmácias e
drogarias deverão possuir também cofres e/ou armários que ofereçam
segurança, bem como livros ou fichas para escrituração do movimento de
entrada, saída, e estoque daqueles produtos conforme modelos aprovados pelo
órgão federal competente.
Art. 144 - Será obrigatória a existência nas farmácias e drogarias
de um exemplar, atualizado, da farmacopéia brasileira.
Art. 145 - Será permitido às farmácias e drogarias exercer o
exercício de determinados correlatos, tais como: aparelhos e acessórios usados
para fins terapêuticos ou de correção estética, produtos utilizados para fins
agósticos, produtos de higiêne pessoal ou do ambiente, cosméticos e
perfumes, produtos dietéticos, produtos óticos, de acústica médica,
odontológico, veterinários e outros, desde que observada a legislação federal
específica e a supletiva estadual pertinente.
§ 1° - Para os fins deste artigo as farmácias e drogarias deverão
manter seções separadas de acordo com a natureza dos correlatos e a juízo da
autoridade sanitária competente.
§ 2° - É vedada a aplicação nos próprios estabelecimentos, de
qualquer tipo de aparelho mencionado neste artigo.
Art. 146 - As ervanárias somente poderão efetuar a dispensação
de plantas e ervas medicinais, excluídas as entorpecentes.
§ 1° - Os estabelecimentos a que se refere neste artigo, somente
poderão funcionar, após obterem licença do órgão sanitário competente, e sob
a responsabilidade de técnico legalmente habilitado.
§ 2° - É proibido às ervanárias negociar com objetos de cera,
colares, fetiches e outros que se relacione, com práticas de fetichismo e
curandeirismo.
§ 3° - As plantas vendidas sob classificação botânica falsa, bem
como as desprovidas de ação terapêutica e entregues ao consumo como o
mesmo nome vulgar de outras terapeuticamente ativas, serão apreendidas e
inutilizadas, sendo os infratores punidos na forma da legislação em vigor.
§ 4° - Os estabelecimentos a que se refere este artigo possuirão
armações e/ou armários adequados a critério da autoridade sanitária
competente, e recipientes fechados para o acondicionamento obrigatório,
livres de pó e de contaminação, de todas as plantas e partes vegetais.
Art. 147 - Nas zonas com características suburbanas ou rurais
onde, em um raio de mais de seis quilômetros não houver farmácia ou
drogaria licenciada, poderá, a juízo da autoridade sanitária competente, ser
concedida licença, a título precário, para instalação de posto de medicamentos,
sob a responsabilidade de pessoa idônea, com capacidade necessária para
proceder a dispensação dos produtos farmacêuticos, atestada por dois
farmacêuticos inscritos no Conselho Regional de Farmácia do Estado do Pará.
Parágrafo Único - A licença não será renovada desde que se
instale, legalmente, farmácia ou drogaria dentro da área mencionada neste
artigo.
Art. 148 - Poderão ser licenciadas, a título precário, pela
autoridade sanitária competente, unidades volantes, para o atendimento de
regiões onde, num raio de três quilômetros, não houver farmácia, drogaria ou
posto de medicamentos.
§ 1° - A permissão concedida pelo órgão sanitário competente
fixará a região a ser percorrida pela unidade volante.
§ 2° - A licença será cancelada para as regiões onde se instalarem
legalmente farmácia, drogaria ou posto de medicamentos.
Art. 149 - As unidades volantes, a juízo da autoridade sanitária
competente, poderão funcionar sob a responsabilidade de pessoa idônea, com
a capacidade necessária para proceder à dispensação de produtos
farmacêuticos, atestados por dois farmacêuticos inscritos no Conselho
Regional de Farmácia do Estado do Pará.
Art. 150 - Os dispensários de medicamentos deverão ser dotados
dos equipamentos e instalações necessárias ao seu funcionamento, fixados
pela autoridade sanitária competente.

CAPÍTULO VI - DAS EMPRESAS APLICADORAS DE SANEANTES

Art. 151 - As empresas aplicadoras de saneamento


domissanitários somente poderão funcionar no Estado, depois de licenciados,
e tendo em sua direção técnica um responsável legalmente habilitado, com
termo de responsabilidade assinado perante a autoridade sanitária competente.
Parágrafo Único - A licença de que trata este artigo, será válida
para o ano em que for concedida e deverá ser renovada até 31 de março de
cada ano.
Art. 152 - As empresas a que se refere o artigo anterior deverão
possuir equipamentos e instalações adequadas e, somente poderão utilizar
produtos devidamente registrados pelo Ministério da Saúde, segundo as
instruções aprovadas e constantes das embalagens dos produtos.
Parágrafo Único - Após a aplicação do produto a empresa fica
obrigada a fornecer certificado visado pela autoridade sanitária, assinado pelo
responsável técnico, do qual conste a composição qualitativa do produto ou
associação usada, as proporções e a quantidade total empregada por área, bem
como as instruções para a prevenção ou primeiros socorros no caso de
acidente.

CAPÍTULO VII - DOS LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS OU


DE PATOLOGIA CLÍNICA, DE HEMATOLOGIA, DE ANATOMIA
PATOLÓGICA, DE CITOLOGIA, DE LÍQUIDO CÉFALO-RAQUIDIANO,
DE RADIOSOTOPOLOGIA, RADIOLOGIA E CONGÊNERES

Art. 153 - Os laboratórios de análises clínicas ou de patologia


clínica, de hematologia clínica, de anatomia patológica, de citologia, de
líquido céfalo-raquidiano, de radiosostopologia "in vitro" e "in vivo",
radiologia e congêneres, somente poderão funcionar no Estado, depois de
licenciados, com suas especializações definidas, sob a responsabilidade de
profissionais legalmente habilitados para cada área de serviços, com termo de
responsabilidade assinado perante a autoridade competente, e com pessoal
técnico habilitado.
§ 1° - A presença do responsável técnico ou do seu substituto,
será obrigatória durante todo o horário de funcionamento.
§ 2° - Os estabelecimentos a que se refere este artigo, poderão
funcionar com mais de uma especialização, desde que conte com pessoal
legalmente habilitado para cada uma delas, disponha de equipamentos
apropriados e mantenha controles e desempenhos compatíveis com as suas
finalidades institucionais.
Art. 154 - Os laboratórios congêneres satisfarão os requisitos
mínimos quanto aos equipamentos, controle e desempenho, de acordo com as
exigências para os laboratórios referidos no "caput" do artigo anterior, a
critério da autoridade competente.
Art. 155 - Os laboratórios de que tratam os artigos 153 e 154,
deverão manter livros próprios, visados pela autoridade sanitária, destinados
ao registro de todos os resultados positivos de exames realizados para o
diagnóstico de doenças de notificação compulsória, indicando todos os dados
sobre a qualificação do paciente e o material examinado.

CAPÍTULO VIII - DOS ÓRGÃO EXECUTIVOS DAS ATIVIDADES


HEMOTERÁPICAS

Art. 156 - Os Bancos de Sangue e Serviços de Hemoterapia em


geral, particulares, que explorem atividades hemoterápicas no Estado, ficam
sujeitos a licença do órgão de vigilância sanitária competente.
Parágrafo Único - Para os fins deste artigo, entende-se por
atividades hemoterápicas a obtenção, coleta, controle, armazenamento,
seleção e aplicação de sangue e, transfusão, fornecimento, preparação ou
seleção de derivados de Sangue não industrializados.
Art. 157 - Os estabelecimentos a que se refere o artigo 156
deverão possuir instalações, equipamentos e recursos humanos adequados às
suas finalidades institucionais, observando as normas e os padrões
estabelecidos pelos órgãos competentes.

CAPÍTULO IX - DOS ESTABELECIMENTOS DE ASSISTÊNCIA


ODONTOLÓGICA

Art. 158 - Os estabelecimentos de assistência odontológica, tais


como: clínicas dentárias, clínicas dentárias especializadas e policlínicas
dentárias populares, prontos-socorros odontológicos, institutos odontológicos
e congêneres, somente poderão funcionar depois de licenciados, sob a
responsabilidade de cirurgião-dentista, legalmente habilitado, com termo de
responsabilidade assinado perante a autoridade sanitária competente, além de
constarem com pessoal técnico também habilitado.
Parágrafo Único - É obrigatório a presença do profissional
responsável ou de seu substituto legalmente habilitado, durante todo o horário
de funcionamento do estabelecimento.
Art. 159 - Os estabelecimentos de que trata este Capítulo deverão
ser providos de instalações e aparelhagem adequadas, mantidos em perfeitas
condições de higiene, e adotadas em relação àqueles últimos, especialmente os
de raios X, todas as normas de operação e segurança aprovadas pelos órgãos
competentes.
Art. 160 - A mudança de local do estabelecimento dependerá de
nova licença prévia do órgão sanitário competente, observadas as mesmas
condições exigidas para o ato anterior.

CAPÍTULO X - DOS LABORATÓRIOS E OFICINAS DE PRÓTESE


ODONTOLÓGICA

Art. 161 - Os laboratórios e oficinas de prótese odontológica


somente poderão funcionar depois de licenciados, sob a responsabilidade de
profissional habilitado, com termo de responsabilidade assinado perante o
órgão sanitário competente.
Parágrafo Único - É obrigatório a presença do profissional
responsável ou de seu substituto legalmente habilitado, durante todo o horário
de funcionamento do estabelecimento.
Art. 162 - Os estabelecimentos de que trata este Capítulo deverão
ser providos de instalações e aparelhagem adequadas e mantidas em perfeitas
condições de higiene.
Art. 163 - É vedado aos profissionais dos laboratórios e oficinas
de prótese odontológica provarem ou aplicarem diretamente quaisquer dos
aparelhos ou peças por eles produzidos.
Art. 164 - Os estabelecimentos a que se referem os artigos
anteriores deste Capítulo deverão possuir livro próprio ao registro de todas as
operações por eles realizadas, contendo, obrigatoriamente, todas as
informações exigidas pelas autoridades sanitárias.
Art. 165 - A mudança de local dependerá de nova licença prévia
do órgão sanitário competente, observadas as mesmas condições exigidas para
o ato anterior.

CAPÍTULO XI - DOS INSTITUTOS OU CLÍNICAS DE FISIOTERAPIA

Art. 166 - Os institutos ou clínicas de fisioterapia, assim


entendidos os estabelecimentos nos quais são utilizados agentes físicos com
finalidade terapêutica, mediante prescrição do médico, somente poderão
funcionar após licenciados, sob a direção e responsabilidade de profissional
habilitado, com termo de responsabilidade assinado perante o órgão sanitário
competente, devendo o tratamento prescrito ser executado por pessoal técnico
legalmente habilitado.
Art. 167 - É expressamente proibido o uso da expressão
"Fisioterapia" na denominação de qualquer estabelecimento que não satisfaça
as condições do artigo anterior.
Art. 168 - Os estabelecimentos de que trata este Capítulo deverão
ser providos de instalações e aparelhagem adequadas, mantidas em perfeitas
condições de higiene, e adotados em relação àquela última, todas as normas de
operação e segurança aprovadas pelos órgãos competentes.
Art. 169 - Os institutos e clínicas de fisioterapia deverão possuir
livro próprio ao registro de seus atendimentos, conforme as normas
estabelecidas pelos órgãos sanitários competentes.
Art. 170 - A mudança de local dependerá de nova licença prévia
observadas as mesmas condições exigidas para o ato anterior.
Art. 171 - Em todas as placas indicativas, anúncios ou formas de
propaganda dos institutos ou clínicas de fisioterapia deverá ser mencionado
com destaque a expressão "sob a Responsabilidade Técnica" seguida do nome
completo do profissional, sua habilitação e número de inscrição no respectivo
Conselho Regional.

CAPÍTULO XII - DOS INSTITUTOS E CLÍNICAS DE BELEZA SOB


RESPONSABILIDADE MÉDICA

Art. 172 - Os institutos e as clínicas de beleza, sob


responsabilidade médica, são estabelecimentos que se destinam
exclusivamente a tratamento com a finalidade estética, envolvendo atividades
que só podem ser exercidas por profissional habilitado.
Art. 173 - É obrigatória a presença do médico responsável,
legalmente habilitado, ou de seu substituto legal, com termo de
responsabilidade assinado perante o órgão sanitário competente, durante todo
o horário de funcionamento do estabelecimento.
Art. 174 - Os estabelecimentos de que trata este Capítulo deverão
possuir de instalações e aparelhagem adequados, observando as normas sobre
operação e segurança dos mesmos, e apresentarem perfeitas condições de
higiene.
Art. 175 - A mudança de local dependerá de licença prévia do
órgão sanitário competente, satisfeitas as mesmas condições exigidas para o
ato anterior.
Art. 176 - Em todas as placas indicativas, anúncios ou formas de
propaganda dos institutos ou clínicas de beleza, deverá ser mencionada, em
destaque a expressão "SOB RESPONSABILIDADE MÉDICA" seguida do
nome do médico responsável e do seu número de registro do Conselho
Regional de Medicina.

CAPÍTULO XIII - DOS ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE

Art. 177 - Os hospitais, casas de saúde, maternidade, clínicas


médicas e outros estabelecimentos de saúde congêneres que prestam serviços
de saúde em regime de internação ou ambulatorial, somente poderão funcionar
depois de licenciados, sob a direção e responsabilidade de profissional
habilitado na forma da lei, com termo de responsabilidade assinado perante o
órgão sanitário competente.
Parágrafo Único - É obrigatória a presença de médico legalmente
habilitado em qualquer estabelecimento de saúde, durante todo o horário de
funcionamento.
Art. 178 - Para fins de licenciamento e funcionamento as
unidades de saúde de que trata o artigo anterior deverão preencher os
requisitos e condições, normas e padrões aprovados pelo Ministério da Saúde
e, supletivamente, pela Secretaria de Saúde Pública.

CAPÍTULO XIV - DOS ESTABELECIMENTOS INDUSTRIAIS,


COMERCIAIS E DE ENSINO

Art. 179 - Os estabelecimentos industriais, comerciais e de ensino


somente poderão funcionar depois de licenciados pelo órgão sanitário
competente.
Art. 180 - Para fins de licenciamento e funcionamento os
estabelecimentos a que se refere o artigo anterior deverão preencher os
requisitos e condições, normas e padrões aprovados pelos órgãos federais
competentes e pela Secretaria de Saúde Pública em caráter supletivo,
abrangendo aspectos de saúde, higiene e segurança do trabalho.

CAPÍTULO XV - DAS CASA DE ARTIGOS CIRÚRGICOS,


ORTOPÉDICOS, FISIOTERÁPICOS E ODONTOLÓGICOS
Art. 181 - Os estabelecimentos de comércio de artigos cirúrgicos,
ortopédicos, fisioterápicos e odontológicos só poderão funcionar em todo o
Estado após licenciados pelo órgão sanitário competente, sob a
responsabilidade de técnico habilitado na forma da Lei, que firmará termo de
responsabilidade nesse sentido.
Art. 182 - Os estabelecimentos de que trata este Capítulo deverão
possuir instalações adequadas, a critério da autoridade sanitária competente, a
serem mantidos em perfeitas condições de higiene.
Art. 183 - A mudança de local dependerá de licença prévia do
órgão sanitário competente, satisfeitas para esse fim as mesmas condições
exigidas para o ato anterior.

CAPÍTULO XVI - DOS BANCOS DE OLHOS

Art. 184 - Os Bancos de Olhos só poderão funcionar depois de


licenciados sob a responsabilidade de médico legalmente habilitado, que
firmará termo nesse sentido perante o órgão sanitário competente.
Art. 185 - Os estabelecimentos de que trata este artigo contarão
com a presença obrigatória do médico responsável ou do seu substituto
igualmente habilitado, durante todo o horário de funcionamento.
Art. 186 - Os Bancos de Olhos serão constituídos,
exclusivamente, sob a forma de sociedades civis filantrópicas ou públicas,
competindo-lhes:
I - Realizar a necessária divulgação e promoção para obter
doadores de olhos.
II - Efetuar a renovação dos olhos doados, exame, seleção,
preparo e distribuição aos médicos solicitantes, especializados na matéria.
III - Preservar os olhos doados.
IV - Ceder os olhos doados para transplantes ou pesquisas.
§ 1° - Nas localidades onde não houver Banco de Olhos, as
funções a que se referem os itens I, II e III, deste artigo, poderão ser
desempenhadas por médicos locais, legalmente habilitados, com autorização
expressa, orientação e responsabilidade dos Bancos de Olhos mais próximos,
para os quais serão remetidos os olhos removidos.
§ 2° - A autorização para o funcionamento dos Bancos de Olhos
será solicitada à autoridade sanitária competente, pelo médico responsável, em
requerimento acompanhado do Estatuto ou Regimento da entidade.
Art. 187 - Os Bancos de Olhos deverão estar providos e
preparados 24 horas por dia, com os meios necessários, unidade para a
extração dos órgão doados e o seu transporte para o Banco, devendo dispor
ainda de recursos humanos qualificados e dos equipamentos, instalações e
aparelhagem exigidos pelos órgãos sanitários competentes.
Art. 188 - Os Bancos de Olhos atenderão, indiscriminadamente,
às solicitações de olhos feitos por médicos legalmente habilitados e
qualificados, obedecida a ordem cronológica dos pedidos.
Art. 189 - A mudança de local dependerá de licença prévia do
órgão sanitário competente, satisfeitas todas as exigências formuladas para o
ato anterior.

CAPÍTULO XVII - DOS BANCOS DE LEITE HUMANO

Art. 190 - Os Bancos de Lei Humano são estabelecimentos de


tipo ambulatorial, independentes, e que se destinam à coleta e distribuição do
leite humano.
Art. 191 - Os estabelecimentos a que se refere o artigo anterior
somente poderão funcionar após obterem licença do órgão de vigilância
sanitária competente, devendo contar com a direção técnica de médico ou
enfermeiro, habilitados, os quais firmarão termo perante a autoridade
competente.
Art. 192 - Os estabelecimentos deverão ser providos de
instalações e equipamentos adequados, recursos humanos qualificados e
apresentarem perfeitas condições de higiene, inclusive para os casos de coleta
domiciliar.
Art. 193 - As nutrizes admitidas à doação deverão ser submetidas
a exames clínicos gerais periódicos.
Art. 194 - A mudança de local dependerá de prévia licença do
órgão sanitário competente e do cumprimento das mesmas exigências
formuladas para o ato anterior.
Art. 195 - Em todas as placas indicativas, anúncios ou formas de
propaganda dos Bancos de Leite Humano, deverá ser mencionado, com
destaque, o nome completo do responsável com seu título profissional e o
número de registro do Conselho Regional respectivo.

CAPÍTULO XVIII - DOS ESTABELECIMENTOS QUE


INDUSTRIALIZEM OU COMERCIALIZEM LENTES
OFTALMOLÓGICAS

Art. 196 - Os estabelecimentos que industrializem ou


comercializem lentes oftalmológicas somente poderão funcionar, depois de
devidamente licenciados e sob a responsabilidade de um ótico, legalmente
habilitado e especializado, quando se tratar de lentes de contato.
Art. 197 - Os estabelecimentos a que se refere este Capítulo
deverão contar durante todo o horário de condicionamento com a presença do
responsável técnico ou de seu substituto legal.
Art. 198 - Os estabelecimentos serão providos de instalações,
equipamentos e aparelhagem adequados, observando as normas e os padrões
técnicos aprovados sobre o assunto.
Art. 199 - A mudança de local dependerá de prévia licença do
órgão sanitário competente e do cumprimento das mesmas exigências
formuladas para o ato anterior.

CAPÍTULO XIX - DOS ESTABELECIMENTOS DE


INDUSTRIALIZAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS
QUÍMICOS UTILIZADOS EM ATIVIDADES AGRÍCOLAS.

Art. 200 - Todo estabelecimento de industrialização e


comercialização de produtos químicos, destinados às atividades agrícolas,
dependerá, para o seu funcionamento no Estado do Pará, de licença do órgão
de vigilância sanitária competente da Secretaria de Saúde Pública e de
responsabilidade técnica de profissionais habilitados na forma da Lei,
sujeitando-se ainda à fiscalização específica daquele mesmo órgão.

TÍTULO IX - DA FISCALIZAÇÃO SANITÁRIA, DAS CONDIÇÕES DE


EXERCÍCIO DE PROFISSÕES E OCUPAÇÕES TÉCNICAS E
AUXILIARES, RELACIONADAS DIRETAMENTE COM A SAÚDE

Art. 201 - As autoridades sanitárias do órgão de fiscalização da


Secretaria de Saúde Pública exercerão vigilância sobre as condições de
exercício de profissões e ocupações, técnicas e auxiliares relacionadas
diretamente com a saúde.
Art. 202 - Para o cumprimento do disposto no artigo anterior as
autoridades sanitárias verificarão, nas suas visitas e inspeções, os seguintes
aspectos:
I - Capacidade legal, do agente, através do exame dos
documentos de habilitação inerentes ao âmbito profissional ou ocupacional,
compreendendo as formalidades intrínsecas e extrínsecas do diploma ou
certificado respectivo, tais como: registro, expedição do ato habilitador pelos
estabelecimentos de ensino que funcionem oficialmente de acordo com as
normas legais e regulamentares vigentes no País, e inscrição dos seus titulares,
quando for o caso, nos Conselhos Regionais pertinentes, ou em outros órgãos
competentes previstos na legislação federal básica de ensino.
II - Adequação das condições de ambiente, onde esteja sendo
desenvolvida a atividade profissional, para prática das ações que visem à
promoção, proteção e recuperação da saúde.
III - Existência de instalações, equipamentos e aparelhagem
indispensáveis e condizentes com as suas finalidades e em perfeito estado de
funcionamento.
IV - Meios de proteção capazes de evitar efeitos nocivos à saúde
dos agentes, clientes, pacientes, e dos circunstantes.
V - Método ou processos de tratamento dos pacientes, de acordo
com os critérios científicos e não vedados por Lei e técnicas de utilização dos
equipamentos.
Art. 203 - Para o cabal desempenho da ação fiscalizadora
estabelecida nos artigos anteriores as autoridades sanitárias competentes
deverão abster-se de outras exigências que impliquem na repartição, ainda que
para efeito de controle, de procedimentos não especificados neste Título ou
que se constituam em atribuições privativas de outros órgãos públicos.

TÍTULO X - DAS ATIVIDADES TÉCNICAS DE APOIO


CAPÍTULO I - DO SISTEMA DE ESTATÍSTICAS VITAIS PARA SAÚDE

Art. 204 - Deverão ser elaboradas de modo sistemático e


obrigatório, estatísticas de interesse para a saúde com base na coleta,
apuração, análise e avaliação dos dados vitais, demográficos de morbidade,
assistenciais e de prestação de serviços de saúde às pessoas, de indicadores
sócio-econômicos, bem como daqueles concernentes aos recursos humanos,
materiais e financeiros, de modo a servirem de instrumento para inferir e
diagnosticar o comportamento futuro de certos fenômenos, e direcionar os
programas de saúde do Estado e permitir o planejamento das ações
necessárias.
Art. 205 - Os órgãos competentes do Estado fornecerão com
presteza e exatidão todos os dados e informações sobre a saúde que lhes forem
solicitadas pelas repartições federais.
Art. 206 - Os hospitais, casas de saúde, e demais instituições
congêneres, ficam obrigados a remeter à Secretaria de Saúde Pública os dados
e as informações necessárias à elaboração de estatísticas de acordo com o
determinado pelo Órgão competente.
Art. 207 - Os Cartórios de Registro Civil ficam obrigados a
remeter à Secretaria de Saúde Pública, nos prazos por ela determinados, cópia
das declarações de óbitos e de nascidos vivos ocorridos no Estado do Pará.

CAPÍTULO II - DOS LABORATÓRIOS DE SAÚDE PÚBLICA

Art. 208 - O Estado promoverá medidas necessárias à


implementação, a nível local e regional, da rede de laboratórios de saúde
pública, em conformidade com a organização prevista pelo Sistema Nacional
de Laboratórios de Saúde Pública.
§ 1° - A rede de laboratórios a que se refere este artigo será
constituída por unidades integrantes de um conjunto, articulado e
interdependente, de estabelecimentos de saúde especializados, hierarquizados
em ordem de complexidade crescente, credenciados pelo Ministério da Saúde.
§ 2° - Constituem atividades-fim dos laboratórios de saúde
pública:
a) proceder a inquéritos e levantamentos em trabalhos de campo
em apoio às ações específicas;
b) executar investigações de interesse epidemiológico;
c) realizar exames para o diagnóstico de doenças transmissíveis;
d) realizar exames para o controle sanitário da água, de iodetação
do sal, dos alimentos, medicamentos e outros.

CAPÍTULO III - DA PESQUISA E INVESTIGAÇÃO

Art. 209 - O Estado estimulará o desenvolvimento de pesquisas


científicas fundamentais e aplicadas, objetivando, prioritariamente, o estudo e
a solução dos problemas de saúde pública, inclusive sobre o meio ambiente, aí
compreendidas as interrelações da fauna e da flora, que de algum modo
possam produzir agravos à saúde.

CAPÍTULO IV - DOS RECURSOS HUMANOS

Art. 210 - O Estado desenvolverá planos e programas de


capacitação de recursos humanos, a diversos níveis, visando aumentar a
eficiência e eficácia das atividades próprias do Setor Saúde.
Parágrafo Único - Para efeito do disposto neste artigo o Estado
dará ênfase à formação e aperfeiçoamento de profissionais da área da saúde
pública.
TÍTULO XI - DAS INFRAÇÕES À LEGISLAÇÃO SANITÁRIA
ESTADUAL E RESPECTIVAS SANÇÕES
CAPÍTULO I - DAS INFRAÇÕES E PENALIDADES

Art. 211 - As infrações à legislação sanitária estadual, são as


configuradas na presente Lei.
Art. 212 - Sem prejuízo das sanções de natureza civil ou penal
cabíveis, as infrações sanitárias serão punidas, isolada ou cumulativamente,
com as seguintes penalidades:
I - Advertência por escrito;
II - Multa;
III - Apreensão de produto;
IV - Inutilização do produto;
V - Suspensão da venda do produto;
VI - Suspensão da fabricação do produto;
VII - Interdição, parcial ou total, do estabelecimento;
VIII - Cassação do alvará de licenciamento do estabelecimento.
Art. 213 - O resultado da infração sanitária é imputável a quem
lhe deu causa ou para ela concorreu.
§ 1° - Considera-se a ação ou omissão sem a qual a infração não
teria ocorrido.
§ 2° - Exclui a imputação de infração a causa decorrente de força
maior ou proveniente de fatos naturais ou circunstâncias imprevisíveis, que
vier a determinar a avaria, deterioração ou alteração do produto ou bens do
interesse da saúde pública.
Art. 214 - As infrações sanitárias classificam-se em:
I - Leves, aquelas em que o infrator seja beneficiado por
circunstância atenuante.
II - Graves, aquelas em que for verificada uma circunstância
agravante.
III - Gravíssimas, aquelas em que seja verificada a existência de
duas ou mais circunstâncias agravantes.
Art. 215 - Excetuado o disposto nos itens XXI a XXIX do artigo
220, a pena de multa consiste no pagamento das seguintes quantias:
I - Nas infrações leves, de 2 (dois) a 10 (dez) Obrigações
Reajustáveis do Tesouro Nacional (ORTN).
II - Nas infrações graves, de 11 (onze) a 20 (vinte) ORTN.
III - Nas infrações gravíssimas, de 21 (vinte e um) a 100 (cem)
ORTN.
Parágrafo Único - Sem prejuízo do disposto nos artigos 214 e 216
desta Lei, na aplicação da penalidade a autoridade levará em conta a
capacidade econômica do infrator.
Art. 216 - Para a imposição da pena e sua graduação, a autoridade
sanitária observará:
I - As circunstâncias atenuantes e agravantes.
II - A gravidade do fato, tendo em vista as suas conseqüências
para a saúde pública.
III - Os antecedentes do infrator quanto às normas sanitárias.
Art. 217 - São circunstâncias atenuantes:
I - A ação do infrator não ter sido fundamental para a consumação
do fato.
II - A errada compreensão da norma sanitária, admitida como
excusável, quando patente a incapacidade do agente para entender o caráter
ilícito do fato.
III - O infrator, por espontânea vontade imediatamente, procurar
reparar ou minorar as conseqüências do ato lesivo à saúde pública que lhe for
imputado.
IV - Ter o infrator sofrido a coação que não podia resistir, para a
prática do ato.
V - Ser o infrator primário, e a falta cometida, de natureza leve.
Art. 218 - São circunstâncias agravantes:
I - Ser o infrator reincidente.
II - Ter o infrator cometido a infração para obter vantagem
pecuniária decorrente do consumo pelo público, do produto elaborado em
contrário ao disposto na legislação sanitária.
III - O infrator coagir outrem para a execução material da
infração.
IV - Ter a infração conseqüências gravosas à saúde pública.
V - Se, tendo conhecimento do ato lesivo à saúde pública, o
infrator deixar de tomar as providências de sua alçada, tendentes a evitá-lo.
VI - Ter o infrator agido com dolo ainda que eventual, fraude ou
má fé.
Parágrafo Único - A reincidência específica torna o infrator
passível de enquadramento na penalidade máxima e caracteriza a infração
como gravíssima.
Art. 219 - Havendo concurso de circunstâncias atenuantes e
agravantes, a pena será cominada em razão das que sejam preponderantes.
Art. 220 - São infrações sanitárias:
I - Construir, instalar ou fazer funcionar em qualquer parte do
território do Estado, estabelecimentos submetidos ao regime desta Lei, sem
licença do órgão sanitário competente, ou contrariando as normas legais e
regulamentares pertinentes.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento, a cassação da
licença e/ou multa.
II - Exercer com inobservância das normas legais, regulamentares
e técnicas, pertinentes, profissões ou ocupações técnicas e auxiliares,
relacionadas com a promoção, proteção ou recuperação da saúde.
Pena - Advertência e/ou multa.
III - Praticar atos de comércio e indústria, ou assemelhados,
compreendendo substâncias, produtos e artigos de interesse para a saúde
pública individual ou coletiva, sem a necessária licença ou autorização do
órgão sanitário competente ou contrariando o disposto nesta Lei e nas demais
normas legais e regulamentares pertinentes.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento, cassação da
licença e/ou multa.
IV - Impedir ou dificultar a aplicação de medidas sanitárias
relativas a doenças transmissíveis e ao sacrifício de animais domésticos
considerados nocivos pelas autoridades sanitárias.
Pena - Advertência, e/ou multa.
V - Reter atestado de vacinação obrigatória, deixar de executar,
dificultar ou opor-se à execução de medidas sanitárias que visem à prevenção
das doenças transmissíveis, a sua disseminação, à preservação e a manutenção
da saúde.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento, cassação da
licença, e/ou multa.
VI - Deixar, aquele que tiver o dever legal de fazê-lo, de notificar
doenças ou zoonose transmissível ao homem, de acordo com o disposto nas
normas técnicas aprovadas.
Pena - Advertência, e/ou multa.
VII - Opor-se à exigência de provas imunológicas ou à sua
execução pelas autoridades sanitárias.
Pena - Advertência, e/ou multa.
VIII - Estar a ação das autoridades sanitárias competentes no
exercício regular de suas funções.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento, cassação da
licença, e/ou multa.
IX - Aviar receita em desacordo com prescrição do médico e do
cirurgião-dentista, ou das normas legais e regulamentares pertinentes.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento, cassação da
licença e/ou multa.
X - Retirar ou aplicar sangue, proceder à operação de
plasmaferese, ou desenvolver outras atividades hemoterápicas, contrariando
normas legais e regulamentares.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento e/ou do
produto, inutilização do produto, cassação da licença e/ou multa.
XI - Utilizar sangue e seus derivados, placentas, órgãos, glândulas
ou hormônios, bem como quaisquer partes do corpo humano, contrariando as
disposições legais regulamentares.
Pena - Advertência, interdição ou inutilização do produto,
interdição do estabelecimento, cassação da licença e/ou multa.
XII - Reaproveitar vasilhames, de saneantes, seus congêneres e de
outros produtos capazes de produzir danos à saúde, para o envasilhamento de
alimentos, bebidas, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, produtos
dietéticos, de higiene, cosméticos e perfumes.
Pena - Advertência, apreensão e/ou inutilização do produto,
interdição do produto e/ou do estabelecimento, cassação da licença, e/ou
multa.
XIII - Reaproveitar material descartável de uso oral e parenteral
que possa por em riso a saúde.
Pena - Advertência, apreensão e/ou inutilização do produto,
interdição do estabelecimento, cassação da licença e/ou multa.
XIV - Aplicar pesticidas, raticidas, fungicidas, inseticidas,
defensivos agrícolas e outros produtos congêneres, pondo em risco a saúde
individual ou coletiva, em virtude de uso inadequado com inobservância das
normas legais, regulamentares e técnicas aprovadas pelos órgãos pertinentes.
Pena - Advertência, apreensão e/ou inutilização do produto,
interdição do produto ou do estabelecimento, cassação da licença e/ou multa.
XV - Descumprimento de normas legais e regulamentares,
medidas, e outras exigências sanitárias pelas empresas de transportes, seus
agentes e consignatários, comandantes, responsáveis diretos por embarcações,
aeronaves, trens, veículos terrestres, nacionais e estrangeiros.
Pena - Advertência, interdição e/ou multa.
XVI - Inobservância das exigências sanitárias relativas a imóveis
pelos seus proprietários ou por quem detenha a sua posse.
Pena - Advertência, interdição e/ou multa.
XVII - Proceder à cremação ou sepultamento de cadáveres, ou
utilizá-los contrariando as normas sanitárias pertinentes.
Pena - Advertência, interdição do estabelecimento e/ou multa.
XVIII - Fraudar, falsificar ou adulterar alimentos, inclusive
bebidas, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos, correlatos,
cosméticos, produtos de higiene, dietéticos, saneantes e outros que interessem
à saúde pública.
Pena - Advertência, apreensão, inutilização e/ou interdição do
produto, suspensão de venda e/ou de fabricação do produto, interdição do
estabelecimento, cassação da licença e/ou multa.
XIX - Expor à venda ou entregar ao consumo, sal refinado ou
moído, que não contenha iodo na proporção fixada pelas normas legais ou
regulamentares.
Pena - Advertência, apreensão e/ou inutilização do produto,
cassação da licença e/ou multa.
XX - Descumprir atos emanados da autoridade sanitária
competente, visando a aplicação da legislação pertinente.
Pena - Advertência, apreensão, inutilização e/ou interdição do
produto, suspensão de venda e/ou de fabricação do produto, interdição do
estabelecimento, cassação da licença.
XXI - Contribuir para que a poluição da água e do ar atinja a
nível ou categorias de qualidade inferior aos previstos em ato oficial.
Pena - Multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) ORTN.
XXII - Emitir ou despejar efluentes ou resíduos sólidos, líquidos
ou gasosos causadores de degradação ambiental, em desacordo com o
estabelecimento em ato oficial.
Pena - Multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) ORTN.
XXIII - Exercer atividades potencialmente degredadores do meio
ambiente, sem licença do órgão sanitário estadual ou em desacordo com a
mesma.
Pena - Multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) ORTN.
XXIV - Causar poluição hídrica que torne necessária a
interrupção do abastecimento público de água de uma comunidade.
Pena - Multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) ORTN.
XXV - Causar poluição atmosférica que provoque a retirada,
ainda que momentânea, dos habitantes de um quarteirão urbano ou localidade
equivalente.
Pena - Multa de 100 (cem) a 1.000 (mil) ORTN.
XXVI - Desrespeitar interdições de uso, de passagens e outras
estabelecidas administrativamente para a proteção contra a degradação
ambiental ou, nesses casos, impedir ou dificultar a atuação de agentes do
Poder Público.
Pena - Multa de 10 (dez) a 1.000 (mil) ORTN.
XXVII - Causar poluição do solo, que torne uma área, urbana ou
rural, imprópria para ocupação.
Pena - Multa de 100 (cem) a 1.000 (mil) ORTN.
XXVIII - Utilizar ou aplicar defensivos agrícolas ou agrotóxicos,
contrariando as restrições constantes do registro do produto e de normas
regulamentares emanadas dos órgãos federais e estadual competente.
Pena - Multa de 100 (cem) a 1.000 (mil) ORTN.
XXIX - Desobedecer ou inobservar outras normas legais ou
regulamentares, padrões e parâmetros federais ou estaduais, relacionadas com
o controle do meio ambiente em virtude de práticas que possam acarretar
danos à saúde, ameaçar o bem estar do homem, através da degradação
ambiental, ou que de maneira efetiva ou potencial traga prejuízo ou destruição
dos elementos da brota.
Pena - Multa de 100 (cem) a 1.000 (mil) ORTN.
Parágrafo Único - Conforme a natureza e a gravidade da infração
e sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal, independentemente da
aplicação da penalidade de multa prevista nos casos dos itens XXI a XXIX
deste artigo, o não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou
correção dos inconvenientes e danos causadores pela degradação da qualidade
ambiental, sujeitará os infratores:
I - à perda ou restrição de incentivos e benefícios fiscais
concedidos pelo Poder Público Estadual.
II - à perda ou suspensão de participação em linhas de
financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito estadual.
III - medidas de emergência, visando a reduzir nos limites
necessários, ou paralisar, pelo prazo máximo de 15 (quinze) dias, as atividades
poluidoras.
IV - Embargo das iniciativas irregulares.
V - à medida cautelar de apreensão do material e das máquinas
usadas na atividade causadora do dano.
Art. 221 - Independem de licença para funcionamento os
estabelecimentos integrantes da Administração Pública ou por ela instituídas,
ficando porém, sujeitas às exigências pertinentes às instalações, equipamentos,
aparelhagem e assistência, responsabilidade e direção técnicas.
Art. 222 - Quando a infração sanitária implicar na condenação
definitiva de produto oriundo de outra unidade da federação, após a aplicação
das penalidades cabíveis será o processo respectivo remetido ao órgão
competente do Ministério da Saúde para as providências cabíveis da sua
alçada.
Art. 223 - Quando a autoridade sanitária estadual entender que
além das penalidades da sua alçada, a falta cometida enseja a aplicação de
outras da competência do Ministério da Saúde e não delegada, procederá
como na forma do artigo anterior, in fine.

CAPÍTULO II - DO PROCESSO

Art. 224 - As infrações sanitárias serão apuradas em processo


administrativo próprio, iniciado com a lavratura dos autos de infração,
observados o rito e prazos estabelecidos nesta Lei.
Art. 225 - O auto de infração será lavrado na sede da repartição
competente ou no local em que for verificada a infração, pela autoridade
sanitária que houver constatado, devendo conter:
I - Nome do infrator, seu domicílio e residência, bem como os
demais elementos necessários à sua qualificação e identificação civil.
II - Local, data e hora de fato onde a infração foi verificada.
III - Descrição da infração e menção dos dispositivos legal ou
regulamentar transgredido.
IV - Penalidade a que está sujeito o infrator e o respectivo
preceito legal que autoriza a sua imposição.
V - Ciência, pelo autuado, de que responderá pelo fato em
processo administrativo.
VI - Assinatura do autuado ou, na sua ausência ou recusa, de duas
testemunhas e do autuante.
VII - Prazo de interposição do recurso, quando cabível.
Parágrafo único - Havendo recusa do infrator em assinar o auto,
será feita, neste caso, a menção do fato.
Art. 226 - O infrator será notificado para ciência da infração:
I - Pessoalmente;
II - Pelo correio ou via postal;
III - Por edital, se estiver em lugar incerto e não sabido.
§ 1° - Se o infrator for notificado pessoalmente e recusar-se a
exarar ciência, deverá, essa circunstância ser mencionada, expressamente, pela
autoridade que efetuou a notificação.
§ 2° - O edital referido no inciso III deste artigo será publicado
uma única vez, na Imprensa Oficial, considerando-se efetivada a notificação, 5
(cinco) dias após a publicação.
Art. 227 - Quando, apesar da lavratura do auto de infração,
subsistir, ainda, para o infrator, obrigação a cumprir, será expedido edital
fixando o prazo de 30 (trinta) dias para o seu cumprimento, observado o
disposto no § 2° do artigo anterior.
§ 1° - O prazo para o cumprimento da obrigação subsistente
poderá ser reduzido ou aumentado em casos excepcionais por motivos de
interesse público, mediante despacho fundamentado.
§ 2° - A desobediência à determinação contida no edital, aludida
no parágrafo anterior, além de sua execução forçada acarretará a imposição de
multa diária arbitrada de acordo com os valores correspondentes à
classificação da infração, até o exato cumprimento da obrigação, sem prejuízo
de outras penalidades previstas na legislação vigente.
Art. 228 - O infrator poderá oferecer defesa ou impugnação do
auto de infração no prazo de 15 (quinze) dias contados da sua notificação.
§ 1° - Antes do julgamento da defesa ou da impugnação a que se
refere este artigo, deverá a autoridade julgadora ouvir o servidor autuante que
terá o prazo de 10 (dez) dias para se pronunciar a respeito.
§ 2° - Apresentada ou não a defesa ou impugnação, o auto de
infração será julgado pela autoridade competente da Secretaria de Saúde
Pública.
Art. 229 - A autoridade que determinar a lavratura do auto de
infração ordenará, por despacho em processo que o servidor proceda à prévia
verificação da matéria de fato.
Art. 230 - Os servidores ficam responsáveis pelas declarações que
fizerem nos autos de infração, sendo passíveis de punição, por falta grave em
casos de falsidade ou omissão dolosa.
Art. 231 - A apuração do ilícito, em se tratando de alimentos,
produtos alimentícios, medicamentos, drogas, insumos farmacêuticos,
produtos dietéticos, de higiene, cosméticos, correlatos, embalagens, saneantes,
defensivos agrícolas e congêneres, utensílios e aparelhos de interesse à saúde
pública ou individual far-se-á mediante apreensão de amostras para a
realização de análise fiscal e de interdição se for o caso.
§ 1° - A apreensão de amostras para efeito de análise fiscal ou de
controle, não será acompanhada da interdição do produto.
§ 2° - Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior os casos em
que sejam flagrantes os indícios de alteração ou adulteração do produto,
hipótese em que a interdição terá caráter preventivo ou de medida cautelar.
§ 3° - A interdição do produto será obrigatória quando resultarem
provadas em análises laboratoriais ou no exame de processos, ações
fraudulentas que impliquem em falsificação ou adulteração.
§ 4° - A interdição do produto e do estabelecimento, como
medida cautelar, durará o tempo necessário à realização de testes, provas,
análises ou outras providências requeridas, não podendo em qualquer caso,
exceder o prazo de 90 (noventa) dias findo o qual o produto ou o
estabelecimento será automaticamente liberado.
Art. 232 - Na hipótese de interdição do produto, prevista no § 2°
do artigo anterior, a autoridade sanitária lavrará o termo respectivo, cuja
primeira via será entregue juntamente com o auto de infração, ao infrator ou
ao seu representante legal obedecidos os mesmos requisitos daquele, quanto à
aposição do ciente.
Art. 233 - Se a interdição for imposta como resultado de laudo
laboratorial, a autoridade sanitária competente fará constar do processo o
despacho respectivo e lavrará o termo de interdição, inclusive do
estabelecimento quando for o caso.
Art. 234 - O termo de apreensão e de interdição especificará a
natureza, quantidade, nome e/ou marca, procedência, nome e endereço da
empresa e do detentor do produto.
Art. 235 - A apreensão do produto ou substância consistirá na
colheita de amostra representativa do estoque existente a qual, dividida em
três parte será tornada inviolável, para que se assegurem as características de
conservação e autenticidade sendo uma delas entregue ao detentor ou
responsável, a fim de servir como contraprova, e as duas outras,
imediatamente encaminhadas ao laboratório oficial para realização das
análises indispensáveis.
§ 1° - Se a quantidade ou natureza não permitir a colheita de
amostras, o produto ou substância será encaminhado ao laboratório oficial,
para realização de análise fiscal, na presença do seu detentor ou representante
legal da empresa e do perito pela mesma indicado.
§ 2° - Na hipótese prevista no § 1° deste artigo, se ausentes as
pessoas mencionadas, serão convocadas duas testemunhas para presenciar a
análise.
§ 3° - Será lavrado laudo minucioso e conclusivo da análise
fiscal, o qual será arquivado no laboratório oficial, e extraídas cópias, uma
para integrar o processo e as demais para serem entregues ao detentor ou
responsável pelo produto ou substância e à empresa fabricante.
§ 4° - O infrator, discordando do resultado condenatório da
análise, poderá em separado ou juntamente com o pedido de revisão da
decisão recorrida, requerer perícia de contraprovas apresentando a amostra em
seu poder e indicando seu próprio perito.
§ 5° - Da perícia de contraprova será lavrada ata circunstanciada,
datada e assinada por todos os participantes cuja primeira via integrará o
processo, e conterá todos os requisitos formulados pelos peritos.
§ 6° - A perícia de contraprova não será efetuada se houver
indícios de violação de amostra em poder do infrator, e nessa hipótese,
prevalecerá como definitivo o laudo condenatório.
§ 7° - Aplicar-se-á na perícia de contraprova o mesmo método de
análise empregado na análise fiscal condenatória, salvo se houver
concordância dos peritos quanto à adoção de outro.
§ 8° - A discordância entre os resultados da análise fiscal
condenatória e da perícia de contraprova ensejará recurso à autoridade
superior no prazo de 10 (dez) dias, o qual determinará novo exame pericial, a
ser realizado na segunda amostra em poder do laboratório oficial.
Art. 236 - Não sendo comprovada, através de análise fiscal, ou da
perícia de contraprova a infração objeto de apuração, e sendo considerado o
produto próprio para o consumo, a autoridade competente lavrará despacho
liberando-o e determinando o arquivamento do processo.
Art. 237 - Nas transgressões, que independem de análise ou
perícias, inclusive por desacato à autoridade sanitária o processo obedecerá a
rito sumaríssimo e será considerado concluso caso o infrator não apresente
recurso no prazo de 15 (quinze) dias.
Art. 238 - Das decisões condenatórias poderá o infrator recorrer
dentro de igual prazo ao fixado para a defesa inclusive quando se tratar de
multa.
Parágrafo Único - Mantida a decisão condenatória caberá recurso
para a autoridade superior, dentro da esfera governamental, sob cuja jurisdição
se haja instaurado o processo no prazo de 20 (vinte) dias de sua ciência ou
publicação.
Art. 239 - Não caberá recurso na hipótese de condenação
definitiva do produto em razão de laudo laboratorial confirmado em perícia de
contraprova, ou nos casos de fraude, falsificação ou adulteração.
Art. 240 - Os recursos interpostos das decisões não definitivas
somente terão efeito suspensivo relativamente ao pagamento da penalidade
pecuniária não impedindo a imediata exigibilidade do cumprimento da
obrigação subsistente na forma do disposto no artigo 227.
Parágrafo Único - O recurso previsto no § 8° do artigo 235 será
decidido no prazo de 10 (dez) dias.
Art. 241 - Quando aplicada a pena de multa, o infrator será
notificado para efetuar o pagamento no prazo de 30 (trinta) dias, contados da
data da notificação, recolhendo-a à conta do Fundo Estadual de Saúde Pública
de que trata do Art. 252.
§ 1° - A notificação será feita mediante registro postal, ou por
meio de edital publicado na imprensa oficial se não localizado o infrator.
§ 2° - O não recolhimento da multa, dentro do prazo fixado neste
artigo, implicará na sua inscrição para cobrança judicial, na forma da
legislação pertinente.
Art. 242 - Decorrido o prazo mencionado no parágrafo único do
artigo 238 sem que seja recorrida a decisão condenatória ou requerida a
perícia de contraprova, o laudo de análise condenatório será considerado
definitivo e o processo desde que não instaurado pelo órgão de vigilância
sanitária federal ser-lhe-á transmitido para ser declarado o cancelamento do
registro e determinada a apreensão e inutilização do produto, em todo o
território nacional independentemente de outras penalidades cabíveis quando
for o caso.
Art. 243 - A inutilização dos produtos e a cassação do registro e
da autorização para o funcionamento da empresa e da licença dos
estabelecimentos somente ocorrerão após a publicação, na imprensa oficial, de
decisão irrecorrível.
Art. 244 - No caso de condenação definitiva do produto cuja
alteração, adulteração ou falsificação não impliquem em torná-lo impróprio
para o uso ou consumo, poderá a autoridade sanitária, ao proferir a decisão,
destinar a sua distribuição a estabelecimentos assistenciais de preferência
oficiais, quando esse aproveitamento for viável em programas de saúde.
Art. 245 - Ultimada a instrução do processo, uma vez esgotados
os prazos para recurso sem apresentação de defesa ou apreciados os recursos,
a autoridade sanitária proferirá decisão final, dando o processo por concluso,
após a publicação desta última na Imprensa Oficial e a adoção de medidas
impostas.
Art. 246 - As penalidades previstas nesta Lei serão aplicadas
pelas autoridades sanitárias competentes da Secretaria de Saúde Pública do
Estado.
Parágrafo Único - Por delegação de competência do Ministério da
Saúde, mediante convênios, o Estado pode vir a aplicar as penalidades outras
previstas na Lei Federal n° 6.437 de 20 de agosto de 1977.
Art. 247 - As infrações às disposições legais e regulamentares de
ordem sanitária prescrevem em cinco anos.
§ 1° - A prescrição interrompe-se pela notificação, ou outro ato da
autoridade competente que objetiva a sua apuração e conseqüente imposição
de pena.
§ 2° - Não corre o prazo prescricional enquanto houver processo
administrativo pendente de decisão.
TÍTULO XII - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 248 - Fica a Secretaria de Saúde Pública através dos órgãos


competentes da sua estrutura, autorizada a expedir Normas Técnicas,
aprovadas pelo seu titular destinadas a complementar esta Lei e o seu
Regulamento.
Art. 249 - O Estado instituirá o Grupo de Saúde Pública e a
Categoria Funcional de Sanitarista, nos moldes da Lei Federal n° 6.433, de 15
de julho de 1977.
Art. 250 - Fica instituída no Estado do Pará a obrigatoriedade do
receituário agronômico para a venda e uso de defensivos agrícolas e outros
produtos tóxicos destinados às mesmas atividades.
Art. 251 - Os serviços de vigilância sanitária, objeto desta Lei,
executados pela Secretaria de Saúde Pública, no exercício do poder de polícia,
ou pela utilização efetiva de serviços públicos solicitados àqueles órgãos
ensejarão a cobrança de preços públicos.
Parágrafo Único - Serão fixados anualmente em Decreto do Poder
Executivo, por proposta do Secretário de Saúde Pública do Estado, em função
dos respectivos fatos geradores.
Art. 252 – REVOGADO

* Este artigo 252 foi revogado pela Lei nº 5.740, de 16 de fevereiro de 1993.

* A redação revogada continha o seguinte teor:


“Art. 252 - Fica instituído o Fundo Estadual de Saúde Pública,
gerido pela Secretaria de Saúde, destinado a captar receitas provenientes da
prestação dos serviços de que trata o artigo anterior.”

Art. 253 - Esta Lei entrará em vigor no prazo de 60 (sessenta)


dias contados da publicação, revogada nesta data a Lei n° 4.571, de 04 de
julho de 1975 e demais disposições em contrário.
Art. 254 - O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de
120 (cento e vinte) dias contados de sua vigência.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 10 DE
DEZEMBRO DE 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.200, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Dispõe sobre os requisitos necessários à nomeação de Diretores


das Escolas da Rede Estadual de Ensino e dá outras providências.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Somente poderão exercer os cargos de Diretores das


Escolas da Rede Estadual de ensino, os que tiverem seu domicílio, na mesma
cidade onde estiver instalada a escola respectiva.
Art. 2° - No caso de nomeação de professor residente fora do
domicílio escolar para o cargo de Diretor, este terá que fixar residência no
local da Escola até trinta (30) dias após a sua nomeação.
Art. 3° - Esta Lei será regulamentada pelo Poder Executivo,
noventa (90) dias após a sua publicação.
Art. 4° - Revogando as disposições em contrário, esta Lei entra
em vigor na data de sua publicação.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 10 de dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR DÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.201, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Dá nova redação ao artigo 82, da Lei n° 5.088, de 19 de setembro


de 1983, que rege o Serviço de Proteção e Prevenção Contra Incêndio do
Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado do Pará.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - O artigo 82 da Lei n° 5.088, de 19 de setembro de 1983,


passa a viger com a seguinte redação:
"Artigo 82 - Serão cobrados pelo Centro de Atividades Técnicas e
recolhidas ao Banco do Estado do Pará S/A, os Emolumentos abaixo que
serão aplicados exclusivamente no reequipamento do material utilizado no
combate à incêndios:
I - Cadastramento de Firmas ou pessoas físicas enquadradas no
parágrafo único do art. 79 ...... três (3) UFE-PA;
II - Laudo Pericial do Incêndio ...... cinco (5) UFE-PA;
III - Aprovação de Projetos:
a) Risco "A" ...... oito (8) UFE-PA por 1.000 m2 ou fração de
área construída;
b) Risco "B" ...... dez (10) UFE-PA por 1.000 m2 ou fração de
área construída;
c) Risco "C" ...... doze (12) UFE-PA por 1.000 m2 ou fração de
área construída;
IV - Vistoria Técnica e Teste de prova de equipamento de
Combate a Incêndio, para concessão do Habite-se:
a) Risco "A" ..... dez (10) UFE-PA por 1.000 m2 ou fração de
área construída.
b) Risco "B" ...... quinze (15) UFE-PA por 1.000 m2 ou fração de
área construída.
c) Risco "C" ...... vinte (20) UFE-PA por 1.000 m2 ou fração de
área construída.
V - Vistoria Anual:
a) Por edificação ...... três (3) UFE-PA.
b) Por veículos rodoviários, dez por cento (10%) da UFE-PA
recolhidos pelo DETRAN e repassados ao C.A.T. em conta corrente no
Banco do Estado do Pará S/A.
VI - Outros Expedientes: uma (1) UFE-PA.
§ 1° - A prestação de contas será feita na Diretoria de Finanças do
Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Pará.
§ 2° - São isentos de taxas e Emolumentos as repartições e
veículos do Poder Público, Imóveis de Partidos Políticos, os Templos de
qualquer culto, Estabelecimentos de Ensino do Governo, Autarquias e
Entidades de Assistência Social.
Art. 2° - Esta Lei entrará em vigor a partir de 01 de janeiro de
1985, revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 10 de dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR DÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.202, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Dispõe sobre a criação do Distrito de Medicilândia, no Município


de Prainha, Estado do Pará.

A Assembléia Legislativa do Estado do Pará, estatui e eu


sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica criado o Distrito de Medicilândia, localizado na


Rodovia Transamazônica entre o Km 50 e o Km 130, trecho Altamira/Itaituba,
Município de Prainha.
Art. 2° - A Sede do Distrito será denominada de Vila
Medicilândia, com área urbana de dois quilômetros (2 Km2), lotes 09 e 10,
Gleba 27, localizada no Km 90 da Rodovia Transamazônica, no sentido
Altamira e Itaituba, no Município de Prainha-Pa.
Art. 3° - O Distrito de Medicilândia terá uma área de
aproximadamente nove mil e trezentos (9.300 Km2), com os seguintes limites
e confrontações: A Leste - pela linha divisória do Município de Altamira com
o Município de Prainha-Pa, seguido depois pela linha divisória do Município
de Porto de Moz, com o Município de Prainha, até o rio Jurupari. Ao Sul -
pela linha divisória do Município de Prainha com o Município de Altamira,
tendo seu ponto inicial, desde o limite de Altamira até a divisória do Distrito
de Uruará na direção do Igarapé da Onça. A Oeste - pela linha divisória do
Distrito de Uruará, que inicia na direção e segue pelo Igarapé da Onça até sua
desembocadura no rio Uruará, seguindo por este até aproximadamente dez
(10) Km após a desembocadura do rio Curuá do Sul. Ao Norte - seguindo pela
linha reta que começa aproximadamente a dez (10) Km da foz do rio Curuá do
Sul no Uruará, até a nascente do rio Jurupari, seguindo por este até a linha de
limite entre os Municípios de Prainha e Porto de Moz.
Art. 4° - O Município de Prainha passa a ser composto pelo
Distrito Sede, Distrito Pacoval, Distrito de Uruará e Distrito de Medicilândia.
Art. 5° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Palácio do Governo do Estado do Pará, 10 de dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

_______________________________________________________________
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.203, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1984

Autoriza o Poder Executivo a criar a Comissão de Estudos Sobre


as Necessidades do Magistério de 1° e 2° graus do Estado do Pará e dá outras
providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica o Poder Executivo autorizado a criar a Comissão de


Estudos Sobre as Necessidades do Magistério de 1° e 2° graus do Pará.
Parágrafo Único - A Comissão referida neste artigo, não poderá
onerar as despesas do Erário e suas atividades serão exercidas para encontrar
soluções adequadas sobre as necessidades do magistério de 1° e 2° graus do
Pará.
Art. 2° - A Comissão de Estudos Sobre as Necessidades do
Magistério de 1° e 2° graus terá, como seus integrantes, além dos que o Poder
Executivo achar por bem indicar:
a) O Secretário de Estado de Educação;
b) O Secretário de Educação e Cultura do Município;
c) O Presidente do Conselho Estadual de Educação, ou quem este
indicar;
d) Um representante do Departamento de Ensino do 1° grau;
e) Um representante do Departamento de Ensino de 2° grau;
f) Um representante do Sindicato dos Professores do Estado do
Pará;
g) Um representante da APEPA - Associação dos Professores do
Estado do Pará;
h) Secretário de Planejamento do Estado;
i) Secretário de Administração do Estado;
j) Secretário da Fazenda do Estado.
Art. 3° - Fica o Poder Executivo autorizado a integrar a Comissão
de Estudos sobre as Necessidades do Magistério de 1° e 2° graus do Pará,
mediante convite a representantes de organismos públicos e privados, ligados
ao desenvolvimento cultural do Estado.
Art. 4° - Dentre outras obrigações que poderão ser definidas por
decreto regulamentador desta Lei, a Comissão de Estudos Sobre as
Necessidades do Magistério de 1° e 2° graus deverá orientar-se sob as
seguintes diretrizes de natureza legal:
a) elaboração de um Plano de Trabalho que ofereça seguras
soluções para debelar as necessidades do magistério de 1° e 2° graus do
Estado, podendo o mesmo sofrer correções, sempre que se fizer necessário;
b) elaboração de um Plano de Trabalho que ofereça condições
para os professores viverem somente para a profissão.
Art. 5° - A Comissão, além das exigências previstas nas alíneas
"a" e "b" do artigo anterior, poderá incluir outras normas no Plano de Trabalho
para a execução dos fins a que se destina a mesma.
Art. 6° - A Comissão de Estudos Sobre as Necessidades do
magistério de 1° e 2° graus, com o aprovo do Governador do Estado, poderá
estabelecer acordos ou convênios com qualquer organismo de direito público
ou de direito privado para seu pleno êxito.
Art. 7° - Fica o Poder Executivo autorizado, no prazo de 60
(sessenta) dias, da data da publicação desta Lei, a abaixar o decreto
regulamentando-o para seu fiel cumprimento.
Art. 8° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 10 de dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
SIMÃO ROBISON OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.204, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1984.

Altera a redação de dispositivos da Lei n° 4.965, de 28 de maio


de 1981, que disciplina o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias, e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Os dispositivos da Lei n° 4.965, de 28 de maio de 1981,


abaixo indicados, passarão a vigorar com a seguinte redação:
"ART. 1° - O Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias tem como fato gerador:
...
II - a entrada, em estabelecimento comercial, industrial ou
produtor de mercadoria importada do exterior por seu titular, inclusive quando
se tratar de bens destinados a consumo ou ativo fixo do estabelecimento.
...
§ 2° - Considera-se também saída do estabelecimento produtor, a
transferência de mercadoria para fins de beneficiamento ou comercialização,
por outro estabelecimento.
§ 3° - O Imposto incide ainda sobre:
1 - a ulterior transmissão de propriedade de mercadorias que,
tendo transitado pelo estabelecimento transmitente, deste tenha saído sem
pagamento do imposto, em decorrência de locação ou das operações aludidas
no item VII, do artigo 2°;
2 - o fornecimento de mercadorias efetuado com prestação de
serviços nas hipóteses expressamente ressalvadas em Lei Complementar que
define os serviços sujeitos ao imposto municipal competente;
3 - o fornecimento de mercadorias efetuado com prestação de
serviço não definido em Lei Complementar como sujeito ao imposto
municipal competente;
4 - a arrematação em leilão ou a aquisição, em concorrência
promovida pelo Poder Público, de mercadoria importada e apreendida.
§ 4° - Considera-se como saída do estabelecimento a mercadoria
constante do estoque final, na data do encerramento de suas atividades.
§ 5° - Considera-se saída do estabelecimento de quem promover o
abate, a carne e todo o produto da matança de gado de qualquer espécie,
abatido em matadouro público ou particular, este não pertencente ao abatedor.
§ 6° - Quando a mercadoria for remetida para armazém geral ou
depósito fechado do próprio contribuinte, neste Estado, a saída considera-se
ocorrida no lugar do estabelecimento remetente:
1 - no momento da saída da mercadoria do armazém geral ou do
depósito fechado, salvo se para retornar ao estabelecimento de origem;
2 - no momento da transmissão da propriedade da mercadoria
depositada no armazém geral ou no depósito fechado.
§ 7° - São irrelevantes para a caracterização do fato gerador:
I - a natureza jurídica da operação de que resulte a saída da
mercadoria, a transmissão de sua propriedade, o fornecimento da mercadoria
ou a entrada da mercadoria importada do exterior;
2 - o título jurídico em razão do qual a mercadoria efetivamente
saída do estabelecimento, estava na posse do respectivo titular.
"ART. 8° - Além das hipóteses previstas nesta Lei, poderá ser
atribuída, de modo expresso, mediante ato expedido pelo Secretário de Estado
da Fazenda, a condição de responsável pela arrecadação e pagamento do
tributo:
I - ao industrial, comerciante ou outra categoria de contribuinte,
inclusive as empresas de construção civil, quanto ao imposto devido na
operação ou operações anteriores, promovidas com a mercadoria ou seus
insumos;
II - ao produtor, industrial ou comerciante atacadista, quanto ao
imposto devido pelo comerciante varejista;
III - ao produtor ou industrial, quanto ao imposto devido pelo
comerciante atacadista e pelo comerciante varejista;
IV - aos transportadores, depositários e demais encarregados da
guarda ou comercialização de mercadorias.
§ 1° - A atribuição da responsabilidade pelo crédito tributário, ao
contribuinte substituto, poderá excluir a responsabilidade do contribuinte
substituído ou impor a este, em caráter supletivo, o cumprimento total ou
parcial da obrigação.
§ 2° - Caso o contribuinte substituto seja estabelecido em outra
Unidade da Federação, a substituição prevista neste artigo dependerá de
Convênio celebrado com o Estado interessado, na forma estabelecida em Lei
Complementar.
§ 3° - Quando for atribuída a condição de responsável ao
industrial, ao comerciante atacadista ou ao produtor, relativamente ao imposto
devido pelo comerciante varejista, serão obedecidos os seguintes critérios
quanto à fixação da base de cálculo do imposto:
1 - o valor da operação promovida pelo responsável, acrescido da
margem de lucro atribuída ao revendedor, no caso de mercadorias com preço
de venda mínimo ou único, marcado pelo fabricante ou fixado pela autoridade
competente.
2 - o valor da operação promovida pelo responsável, acrescido
dos percentuais correspondentes à margem de lucro do comerciante varejista,
até o máximo fixado no Convênio ICM n° 15/84, de 11 de setembro de 1984,
ratificado pelo Decreto Estadual n° 3.423, de 20 de setembro de 1984;
3 - o valor da operação promovida pelo responsável, acrescida da
margem de lucro máxima não superior a 60% (sessenta por cento), nos demais
casos".
"ART. 9° - Considera-se estabelecimento:
I - o local, construído ou não, onde o contribuinte exerce a sua
atividade, em caráter permanente ou temporário;
II - o veículo ou embarcação, de qualquer natureza, utilizado na
exploração de atividade econômica, desde que não empregado em simples
entrega de mercadoria a destinatários certos, em decorrência de operação já
tributada.
III - o local onde se encontram armazenadas ou depositadas as
mercadorias objeto de sua atividade, ainda que esse local pertença a terceiros;
IV - o depósito fechado, que o contribuinte mantenha
exclusivamente para armazenamento de suas mercadorias.
§ 1° - As atividades comerciais, industriais e de produção
agropecuária ou extrativista caracterizam, cada uma, a existência de
estabelecimento distinto, comercial, industrial ou de produtor, mesmo quando
exercidas em área territorial contínua e pelo mesmo titular, pessoa física ou
jurídica.
§ 2° - O Regulamento poderá também considerar estabelecimento
outros locais relacionados com a atividade desenvolvida pelo contribuinte".
"ART. 11 - Serão obrigatoriamente inscritos no Cadastro de
Contribuintes do Estado do Pará:
...
§ 1° - Fica também obrigado à inscrição todo aquele que:
1 - produzir em propriedade alheia e promover a saída da
mercadoria em seu próprio nome;
2 - exercer atividades comercial, industrial e de produção
agropecuária ou extrativista;
3 - exercer qualquer das atividades referidas no item anterior em
veículos ou embarcações quando sujeitas à tributação.
...
"ART. 15 - As alíquotas do imposto são:
I - 17% (dezessete por cento), nas operações internas,
interestaduais e de importação;
II - 13% (treze por cento), nas operações de exportação;
III - 12% (doze por cento), nas operações interestaduais que
destinem mercadorias a contribuintes para fins de industrialização ou
comercialização.
...
"ART. 16 - Ressalvadas as hipóteses expressamente previstas, a
base de cálculo do imposto é:
...
VII - nas operações sobre circulação de cigarros, a base de
cálculo incluirá o valor do Imposto Sobre Produtos Industrializados, de
competência da União, nas seguintes proporções:
1 - 1/3 (um terço), no exercício de 1984;
2 - 2/3 (dois terços), no exercício de 1985;
3 - integralmente, a partir do exercício de 1986.
...
"ART. 24 - O montante do Imposto Sobre Produtos
Industrializados, de competência da União, integrará a base de cálculo do
Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias, exceto
quanto a operação configurar hipótese de incidência de ambos os tributos".
"ART. 50 - Mediante intimação escrita, são obrigados a prestar à
autoridade administrativa todas as informações de que disponham com relação
aos bens, negócios ou atividades de terceiros:

§ 1° - A obrigação prevista neste artigo não abrange a prestação
de informações quanto a fatos sobre os quais o informante esteja legalmente
obrigado a observar segredo em razão de cargo, ofício, função, ministério,
atividade ou profissão.
§ 2° - Para coordenar, programar, orientar, subsidiar e controlar
procedimentos fiscais, poderá a autoridade administrativa, a qualquer tempo,
solicitar quaisquer informações relativas ao movimento real tributável do
contribuinte, obrigando-se este a prestá-las no prazo que lhe for estabelecido".
"ART. 59 - As importâncias fixas correspondentes a multas ou a
limites para a sua fixação ou a limites de faixas para efeito de tributação serão
expressas em Unidade de Valor Fiscal do Estado do Pará - UFEPA, seus
múltiplos e submúltiplos.
PARÁGRAFO ÚNICO - O valor da Unidade de Valor Fiscal do
Estado do Pará - UFEPA, será fixada até 31 de dezembro de cada ano, por
Decreto do Poder Executivo, para vigorar no exercício seguinte.
"ART. 60 - Na hipótese do descumprimento de obrigação
principal e/ou acessória, previstas na legislação tributária, apurado mediante
procedimento fiscal cabível, serão aplicadas as seguintes multas, sem prejuízo
do pagamento do valor do imposto, quando devido:
...................
XIV - 50 (cinqüenta UFEPA);
..................
a ) - por deixar de atender a pedido de informação, conforme o
disposto no Art. 50, § 2° desta Lei.
.................
§ 4° - Admitir-se-á a redução das multas previstas neste artigo,
em valor equivalente a metade (V E T A D O) no caso de pagamento da
importância exigida dentro de 20 (vinte) dias, contados da data da ciência do
auto de infração".
" ART. 65 - Verificada qualquer infração à legislação tributária,
será lavrado auto de infração que não se invalidará pela ausência de
testemunhas.
§ 1° - V E T A D O.
§ 2° - V E T A D O.
§ 3° - As incorreções ou omissões do auto de infração não
acarretarão sua nulidade, quando dele constarem elementos suficientes para
determinar, com segurança, a natureza da infração e a pessoa do infrator".
" ART. 70 - O crédito tributário relativo ao imposto não pago à
época devida, ficará sujeito à correção monetária do seu valor, observados os
critérios estabelecidos em Convênio e definidos no Regulamento.
PARÁGRAFO ÚNICO - Considera-se crédito fiscal a soma do
imposto, da multa e dos acréscimos previstas nesta Lei.
"ART. 77 - V E T A D O.
§ 1° - O Conselho de Recursos Fiscais será composto de nove (9)
membros e respectivos suplentes, sendo oito (8) Conselheiros e hum (1)
Presidente, todos com mandatos de dois (2) anos, escolhidos dentre pessoas de
reputação ilibada e reconhecida experiência em assuntos tributários.
§ 2° - O Presidente será nomeado pelo Governador do Estado e
terá direito ao voto de Minerva e dois (2) Vice-Presidentes serão escolhidos e
nomeados pelo Chefe do Poder Executivo dentre os oito (8) Conselheiros por
proposta do Secretário de Estado da Fazenda.
§ 3° - Os Conselheiros e seus suplentes, em número de dois (2)
para cada membro, serão também nomeados pelo Governador do Estado,
observadas as seguintes regras:
1 - quatro (4) Conselheiros, com seus respectivos suplentes, serão
indicados, em lista tríplice, por entidade que represente os interesses do
comércio, da indústria e da agricultura, segundo dispuser o Regulamento;
2 - quatro (4) outros Conselheiros e os respectivos suplentes,
serão indicados pelo Secretário de Estado da Fazenda, dentre os servidores da
Secretaria.
§ 4° - O Conselho de Recursos Fiscais do Estado terá a seguinte
estrutura orgânica:
1 - duas Câmaras Permanentes, de quatro (4) membros, dirigidas,
cada uma, por um dos Vice-Presidentes que além do voto como Conselheiro,
disporá do voto de qualidade em caso de empate na votação;
2 - uma Câmara formada por todos os Conselheiros e dirigida
pelo Presidente do Conselho;
3 - Serviços Auxiliares.
§ 5° - A Fazenda Estadual será representada, no Conselho de
Recursos Fiscais, pela Procuradoria da Fazenda Estadual cabendo:
1 - ao Procurador Geral, funcionar junto à Câmara Plena;
2 - a qualquer dos Procuradores da Fazenda, designados pelo
Secretário da Fazenda, funcionar junto a cada uma das Câmaras Permanentes.
§ 6° - Funcionarão, também, junto à Câmara Plena e as Câmaras
Permanentes, Assessores Tributários designados pelo Secretário de Estado da
Fazenda, escolhidos dentre funcionários fazendários com competência para
prestar assessoramento técnico aos referidos órgãos".
"ART. 79 - Os membros do Conselho de Recursos Fiscais do
Estado, os Procuradores da Fazenda Estadual e os Assessores Tributários
funcionando junto ao Colegiado, perceberão gratificação por sessão a que
comparecerem, acrescida de parte fixa mensal como representação, cabendo
ao presidente e Vice-Presidente, além dessas vantagens, a percepção de cota
maior, fixa, inerente à função.
.................
ART. 2° Ficam expressamente revogados os artigo VETADO, 75,
78, VETADO e 89, da Lei n° 4.965, de 28 de maio de 1981, e os artigos 3° e
36 da Lei n° 5.061, de 23 de dezembro de 1982.
ART. 3° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 14 de
dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda

DOE N° 25.400, DE 06/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.205, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1984

Dispõe sobre a realização de palestras nos cursos de 1° e 2° graus


nos Estabelecimentos de Ensino da Rede Estadual, sobre personalidades que
se destacaram no plano nacional e estadual e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Os Estabelecimentos de Ensino da Rede Estadual farão


ministrar, nos cursos de 1° e 2° graus, palestras sobre personalidades que se
destacaram no plano nacional ou estadual, providenciado à distribuição
gratuita de apostilas dessas aulas.
Art. 2° - As palestras a que se refere este artigo serão orientadas
pela Secretaria de Cultura obedecendo o critério de intercalação na escolha
das personalidades nacionais e estaduais.
Art. 3° - O Poder Executivo, no prazo de 90 (noventa) dias
contados de sua publicação regulamentará esta Lei.
Art. 4° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Palácio do Governo do Estado do Pará, 18 de dezembro de 1984.
JADER FONTENELLE BARBALHO
Governador do Estado
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação

DOE N° 25.400, DE 06/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.206, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1984

Eleva à Categoria de Distrito a Vila denominada URUARÁ, no


Município de Prainha, neste Estado.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - Fica elevada à categoria de Distrito a Vila denominada


URUARÁ, no Município de Prainha, neste Estado.
Art. 2° - O Distrito ora citado terá sua sede, com área urbana de 5
(cinco) Km2, localizada no Km 180 da Rodovia Transamazônica, no sentido
Altamira/Itaituba.
Art. 3° - A área de abrangência do Distrito será de 9.360 Km2
(nove mil, trezentos e sessenta quilômetros quadrados), aproximadamente,
com os seguintes limites:
A LESTE: Iniciando desde até 10 (dez) após a desembocadura do
Rio Curuá do Sul, subindo o Rio Uruará até o Igarapé da Onça, subindo por
este até sua nascente, seguindo em linha reta até a divisa dos Municípios de
Prainha e Altamira.
AO SUL: Com a linha divisória do Município de Prainha com
Altamira, tendo seu ponto inicial na direção do Igarapé da Onça até a linha
limítrofe dos Municípios de Prainha, Aveiro e Altamira.
A OESTE: Pela linha divisória dos Municípios de Aveiro,
Santarém e Prainha.
AO NORTE: Em linha reta que segue na direção leste, desde até,
aproximadamente, 10 (dez) Km após a desembocadura do Rio Curuá do Sul
no Rio Uruará, tendo seu marco inicial no limite dos Municípios de Santarém
e Prainha.
PARÁGRAFO ÚNICO - Toda a área constante deste artigo ficará
compreendida entre os Kms 130 e 240 da Rodovia Transamazônica, trecho
Altamira/Itaituba.
Art. 4° - O Município de Prainha, a partir da data da vigência
desta Lei, passará a ser constituído pelos Distritos de Pacoval, Uruará e pelo
Distrito Sede.
Art. 5° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 18 de
dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA
Secretário de Estado da Fazenda
MANOEL ACÁCIO O. DE ALMEIDA E SILVA
Secretário de Estado da Viação e Obras Públicas
LUIZ EDUARDO SOARES CARNEIRO
Secretário de Estado de Saúde Pública
WILTON DE QUEIROZ MOREIRA
Secretário de Estado de Educação
JOÃO BATISTA DE MELO BASTOS
Secretário de Estado de Agricultura
ARNALDO MORAES FILHO
Secretário de Estado de Segurança Pública
SIMÃO ROBISON DE OLIVEIRA JATENE
Secretário de Estado de Planejamento e Coordenação Geral
ACYR PAIVA PEREIRA DE CASTRO
Secretário de Estado de Cultura, Desportos e Turismo

DOE N° 25.400, DE 06/12/1984


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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.207, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1984.

Unifica os Regimes Jurídicos de Emprego do Quadro de Pessoal


da Assembléia Legislativa do Estado do Pará e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ,


estatui e 1eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1° - As funções do Quadro Especial de Pessoal da


Assembléia Legislativa do Estado do Pará, regidos pela Consolidação das Leis
do Trabalho ficam transformados em cargos de provimento efetivo e de
provimento em comissão integrantes no Quadro Geral de Pessoal regidos pelo
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado, com nomenclatura destes
e códigos, níveis e vencimentos constantes do anexo da presente Lei.
§ 1° - Aplicam-se aos cargos de que trata este artigo, por ato da
Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, as diretrizes e normas vigentes das
Leis números 4.644, de 06 de julho de 1976; 4.645, de 05 de julho de 1976;
4.677, de 09 de dezembro de 1976; 4.678, de 09 de dezembro de 1976; 4.882,
de 11 de dezembro de 1979; 4.833, de 11 de dezembro de 1979 e alterações
posteriores com respectivas regulamentações.
§ 2° - Aplica-se o disposto no parágrafo anterior aos cargos de
provimento efetivo de Secretário de Comissão Técnica, criados pelo artigo 17
da Lei n° 5.020, de 05 de abril de 1982.
Art. 2° - Fica assegurado aos servidores estáveis regidos pela
Consolidação das Leis do Trabalho, o direito de opção pela permanência na
situação atual, ou pela passagem ao regime estatutário dentro do prazo de 30
(trinta) dias.
PARÁGRAFO ÚNICO - Os que optarem pelo regime Celetista
serão incluídos em Quadro Suplementar, cujas funções serão extintas à
medida que vagarem.
Art. 3° - Fica extinta, na Assembléia Legislativa do Estado do
Pará, ressalvado o disposto no artigo anterior, o Quadro Especial de Pessoal
regido pela Consolidação das Leis do Trabalho.
PARÁGRAFO ÚNICO - A extinção de que trata este artigo,
vigorará após o provimento dos cargos transformados pelo artigo 1° desta Lei.
Art. 4° - Ao funcionário da Assembléia Legislativa que tenha o
exercício por período superior a 5 (cinco) anos consecutivos ou 10 (dez) anos
alterados, de Função Gratificada ou Cargo em Comissão fica assegurado, a
partir da vigência desta Lei, a percepção das vantagens do respectivo cargo ou
função.
§ 1° - Para efeito do disposto no "Caput" deste artigo, a
gratificação será devida na proporção de 10% (dez por cento) por ano de
exercício, até o limite máximo de 100% (cem por cento) do valor das
respectivas vantagens.
§ 2° - Não fará jús à vantagem prevista neste artigo o funcionário
enquanto no exercício de Cargo em Comissão ou Função Gratificada, vedada
a acumulação inclusive para efeito de aposentadoria.
Art. 5° - Fica assegurada aos servidores que optarem, nos termos
desta Lei, a contagem do tempo de serviço público anterior, para todos os
efeitos legais.
Art. 6° - O regime jurídico de trabalho do Quadro de Pessoal da
Assembléia Legislativa do Estado é o definido na Lei n° 749/53.
Art. 7° - As despesas decorrentes da aplicação da presente Lei
serão atendidas pelas dotações orçamentárias da Assembléia Legislativa do
Estado constante do Orçamento do Estado do Pará.
Art. 8° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, 18 de
dezembro de 1984.

JADER FONTENELLE BARBALHO


Governador do Estado
ITAIR SÁ DA SILVA
Secretário de Estado de Justiça
ALDO DA COSTA E SILVA
Secretário de Estado de Administração
ROBERTO DA COSTA FERREIRA.
Secretário de Estado da Fazenda

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

ANEXO

CARGOS EM COMISSÃO

CÓDIGO/NÍVEL VENCIMENTO REPRESENTAÇÃO


(CR$) (%)
DIREÇÃO E ASSESSORAMENTO
SUPERIOR - GEP-DAS-010
PL-DAS-010.6 667.973,00 60
PL-DAS-010.5 586.644,00 55
PL-DAS-010.4 463.875,00 50
PL-DAS-010.3 386.699,00 45
PL-DAS-010.2 322.133,00 40
PL-DAS-010.1 181.695,00 35

CARGOS EFETIVOS

CÓDIGO/NÍVEL VENCIMENTO(CR$)
ATIVIDADE DE APOIO LEGISLATIVO
PL-AL-12 577.500,00
PL-AL-11 495.000,00
PL-AL-10 472.463,00
PL-AL-09 429.512,00
PL-AL-08 349.308,00
PL-AL-07 390.201,00
PL-AL-06 274.446,00
PL-AL-05 264.054,00
PL-AL-04 232.875,00
PL-AL-03 203.760,00
PL-AL-02 180.009,00
PL-AL-01 153.383,00

ATIVIDADES DE NÍVEL SUPERIOR


PL-NS-3 787.500,00
PL-NS-2 669.492,00
PL-NS-1 291.086,00

OUTRAS ATIVIDADES DE NÍVEL SUPERIOR


PL-NS-03 472.463,00
PL-NS-02 429.512,00
PL-NS-01 349.308,00

ATIVIDADE DE NÍVEL MÉDIO


PL-NM-8 405.000,00
PL-NM-7 315.615,00
PL-NM-6 274.446,00
PL-NM-5 250.893,00
PL-NM-4 167.383,00
PL-NM-3 153.383,00
PL-NM-2 146.082,00
PL-NM-1 143.372,00

OUTRAS ATIVIDADES DE NÍVEL MÉDIO


PL-NM-07 285.000,00
PL-NM-06 232.875,00
PL-NM-05 203.760,00
PL-NM-04 180.009,00
PL-NM-03 153.383,00
PL-NM-02 145.800,00
PL-NM-01 100.879,00

SERVIÇOS AUXILIARES
PL-SA-6 137.635,00
PL-SA-5 122.294,00
PL-SA-4 106.596,00
PL-SA-3 102.848,00
PL-SA-2 100.057,00
PL-SA-1 98.168,00

PORTARIA E SERVIÇOS GERAIS


PL-SP-5 129.494,00
PL-SP-4 122.294,00
PL-SP-3 104.564,00
PL-SP-2 102.848,00
PL-SP-1 100.057,00

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.208, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Instituto


São Pedro e dá outras providências.
DOE N° 25.437, DE 26/02/1985

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.209, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1984

Considera de Utilidade Pública para o Estado do Pará, a Casa do


Estudante Universitário do Pará - CEUP.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984

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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA - ASSESSORIA TÉCNICA

LEI N° 5.210, DE 18 DE DEZEMBRO DE 1984

Declara de Utilidade Pública para o Estado do Pará, o Centro


Espírita "André Luiz" e dá outras providências.

DOE N° 25.400, DE 31/12/1984