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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE VETERINÁRIA

PISCICULTURA
SEMINÁRIO: VIABILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE PLANTAS
NATIVAS NA ALIMENTAÇÃO DE PEIXES DE ÁGUA DOCE - O
CASO DA MORINGA (Moringa oleifera Lam.) NA
ALIMENTAÇÃO DE TILÁPIAS

DISCENTES:

DOCENTES:

Gobe, Rosa Joaquim

Dra. Maria Isabel Omar

Jamnadas, Argentina Elias
Canhemba, Luís Alfredo
Messa Júnior, Augusto
Mkune, Fares
Nihabala, Atija

Maputo, Outubro de 2013

.......................................................... 6 Moringa (Moringa oleifera Lam............................................ 5 Tilápia (Oreochromis spp............. 4 Aquacultura ........................................................................................................................................Índice Índice .................) ....................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 13 Referências Bibliográficas ..........................................) ........................................................................................................................ 6 Exigências nutricionais das tilápias .............................................................................................................................................................. 2 Introdução .................................................................... 14 Page 2 ................) ............................ 8 Conclusão ................. 3 Objectivos ....................................... 7 Viabilidade do uso da moringa (Moringa oleifera Lam) na alimentação de tilápias (Oreochromis spp......

por isso. há uma grande preocupação que surgiu entre os aquacultores. contribuindo cada vez mais para a economia mundial. Uma das alternativas que apresenta uma composição química mais completa. e que pode servir para a produção de rações é a moringa. mas a aquacultura não pode depender de um recurso limitado e cada vez mais escasso e caro. de acordo com a descrição de El-Sayed (1998). que necessitam de uma fonte segura e barata de proteínas e de outros nutrientes para a nutrição dos peixes em crescimento. mas em outros não houve êxito porque algumas fontes protéicas não contêm todos os aminoácidos essenciais e. Entretanto. entre outros. Várias alternativas já foram colocadas por diversos autores. A principal fonte dessa proteína para produção de rações é a farinha de peixe. Mas tal como é descrito por El-Sayed (2004) em alguns obtiveram-se excelentes resultados onde se pôde substituir em 100% a farinha de peixe. outros productos de sementes oleosas). Jackson et al (1992). que também é amplamente distribuída. Entretanto. pode ser cultivada em vários ambientes e servir como fonte de proteína. portanto. desde óleos e farinhas obtidos de sementes e folhas de vegetais (farinha de soja. Page 3 . têm sido feitas pesquisas com o objectivo de encontrar fontes de proteína que possam ser usadas em substituição da farinha de peixe. farinha de semente de algodão. a maioria dos estudos realisados até agora e que estão disponíveis. subproductos da indústria avícola. e portanto. é necessário fazer a sua suplementação. que é referente a produção de rações. referem-se a fontes alternativas de proteína.Introdução Nos últimos anos a aquacultura é uma área da produção animal que está em franco crescimento. em substituição da farinha de peixe.

) como alimento para tilápias (Oreochromis spp.  Comparar os benefícios do uso da moringa como alimento em relação às rações convencionais.Objectivos Geral:  Saber se é viável o uso de plantas nativas como alimento para peixes de água doce.).  Indicar as vantagens e desvantagens do uso da moringa em substituição da ração convencional. Específicos:  Estudar a moringa (Moringa oleifera Lam. Page 4 .

isto varia de acordo com o facto de se tratar de uma produção. são vários os autores que a definem das mais diversas maneiras. optar por fazer a Page 5 .. tais como os hábitos carnívoros. bem como outras desvantagens resultantes das matérias-primas e dos processos de produção de rações (tais como farinha de peixe ou de carne).. semi-intensiva ou ainda intensiva. A actividade se caracteriza por três componentes: o organismo produzido ser aquático. entram em causa vários factores. fazer um ajuste na qualidade das rações e fazer um maneio alimentar. varia de acordo com os hábitos alimentares da(s) espécie(s) em cultivo. em cativeiro. a aquisição e administração aos peixes. e não abrange tudo aquilo que está envolvido em aquacultura. especialmente. No caso em que a alimentação é com a ração. herbívoros ou omnívoros. Valenti (2002) diz que “aquacultura é a produção de organismos com seu habitat predominantemente aquático. tais como. Pode-se ainda. as rações podem compôr 40 a 70% do custo de produção. Quando se fala de maneio no contexto de aquacultura. especialmente num país como Moçambique que está em vias de desenvolvimento. deve ser muito cuidadosa. existir um maneio para a produção e a criação deve ter um proprietário”. e também por reduzir ou eliminar completamente a possibilidade de lucrar com o cultivo de peixes. e onde a maior parte dos produtores são do sector familiar e não têm poder financeiro para aquisição dessas rações industrias. Kubitza (1999). a garantia da sanidade do ambiente onde se encontram os organismos a ser cultivados. A alimentação dos organismos em cultivo (principalmente nos animais como os peixes). Tudo isto torna esta opção de alimentação muito limitante para ser usada. etc. pode ser controlada através do maneio da quantidade de plâncton que cresce na água. Segundo Edwards (2000) “aquacultura pode simplesmente ser definida como o cultivo de peixe e de outros organismos aquáticos”. tomando em conta vários aspectos tais como os organismos envolvidos e o local onde é feita. a protecção do local. extensiva.”.Aquacultura A aquacultura é uma actividade relativamente antiga na vida do Homem. o controlo da alimentação. afirma que “em função do sistema de produção adoptado. por esta ser extremamente cara e por causar a formação de resíduos. A alimentação de peixes. o controlo da qualidade da água. Esta definição é muito geral. ou pela administração de rações. em qualquer de seus estágios de desenvolvimento. adequado a cada uma das fases de produção ou sistema de cultivo. As alternativas seriam.

 Confere adequada saúde e melhor tolerância às doenças e parasitoses. necessitam de ter na sua alimentação 44 nutrientes essenciais. e a tilápia de Moçambique Oreochromis mossambicus”.  Aumenta o desempenho reprodutivo dos reprodutores e a qualidade das póslarvas e alevinos. a maioria delas oriundas de África. contribuindo para o aumento da produtividade por área de produção. incluíndo Moçambique. a ser cultivadas. minimizando os custos de produção.” Segundo Kubitza (1999). “das mais de setenta espécies de tilápias.) que se espera poder usar para a alimentação de tilápias.  E. Exigências nutricionais das tilápias Quase todas as espécies de peixes. a tilápia azul ou áurea.  Acelera o crescimento dos peixes. aminoácidos Page 6 . e uma das opções para a qual se olha é a moringa (Moringa oleifera Lam. onde estão incluídos a água. aumentando o número de safras anuais. Existem outros gêneros de tilápia como o caso dos gêneros Tilapia e Sarotherodon. de que se tem registo.alimentação desses peixes. com plantas nativas de Moçambique. com algumas excepções. apenas três conquistaram destaque na aquacultura mundial: a tilápia do Nilo. De acordo com FAO (2008) as características culturais da tilápia que a tornam na melhor espécie para cultivo. consequentemente.  Reduz o impacto poluente da piscicultura intensiva.” Tilápia Segundo Tagwireyi et al (2008) as tilápias foram as primeiras espécies. Oreochromis niloticus. Oreochromis aureus.  Melhora a tolerância dos peixes ao maneio e transporte vivo. Ayotunde et al (2011) afirma que “as tilápias crescem e atingem a maturidade sexual rapidamente e acasalam facilmente mesmo sem indução.  Melhora a eficiência alimentar. Kubitza (1999) afirma que “a adequada nutrição e maneio alimentar:  Possibilita o melhor aproveitamento do potencial de crescimento dos peixes. incluem a sua tolerância a águas de baixa qualidade e o facto de se alimentarem de uma grande variedade de alimentos naturais e por serem omnívoras. e até hoje ainda são as mais cultivadas em várias partes de África. mas neste caso em partícular vamos nos concentrar no gênero Oreochromis. possibilita optimizar a produção e maximizar as receitas da piscicultura.

Para obtenção de energia. Moringa (Moringa oleifera Lam. Na sua composição química pode-se encontrar as seguintes substâncias:  Vitaminas: A.) É uma planta da família Moringaceae. ácido ascórbico. lípidos (gorduras e óleos) e proteínas (quando os outros escasseam). tripotofano e valina. ácido aspártico. minerais e carotenóides. actividades rotineiras. Apesar de as folhas e ramos serem conhecidos como fonte de alimento para seres humanos e para os animais (como pasto em épocas secas) não há muita informação sobre o uso da moringa na alimentação de peixes. metabólicos.  Aminoácidos essencias: isoleucina. D. Os minerais e as vitaminas são importantes para os processos fisiológicos. tomando parte na formação e funcionamento de novas células e tecidos.  Aminoácidos não essencias: alanina. ácido glutâmico. histidina. B2. cistina. Cada um destes desempenha um papel crucial em cada uma das fases de crescimento dos peixes. treonina. fenilalanina. Page 7 . os peixes utilizam os carbohidratos. que são exigidos de forma diferenciada nas diferentes espécies de tilápia. ferro. prolina e tirosina. sendo usada pelo homem para vários propósitos. e as quantidades de cada aminoácido podem variar com o estágio de desenvolvimento do animal). especialmente os ósseos e sanguíneos. metionina. que encontra-se amplamente distribuída pelo globo em áreas de clima tropical e tropical seco.essencias. As folhas são ricas em carotenóides. E e K. são muito importantes para o ganho de massa muscular (os peixes necessitam de 10 aminoácidos essenciais na dieta. reprodução e crescimento (principalmente). serina. e podem ser usadas para a purificação de água. arginina. As sementes são uma fonte de óleo e de proteínas. leucina.  Substâncias anti-inflamatórias e antioxidantes. B1. Os ácidos gordos essencias mais importantes são os ω-6. de reprodução e crescimento. por conter grandes quantidades de nutrientes benéficos para vários sistemas do organismo. As raízes são uma fonte para a produção de temperos. lisina. Os aminoácidos que formam as proteínas. B6 e B7. C. ácidos gordos essenciais. carbohidratos. tal como é descrito por Takeuchi et (1983) e Stickney e McGeachin (1983). necessária para manutenção de processos fisiológicos e metabólicos. vitaminas. glicina. B3.

etc) e determinou-se a composição química de cada uma das rações. Eles apontam estas diferenças nas taxas de crescimento em Page 8 . o efeito dessa ração no crescimento dos peixes e a digestibilidade da ração que contém a moringa. 24% e 36% a farinha de peixe. sendo que a ração sem moringa apresentou resultaltados ligeiramente superiores em relação a de 12% de farinha de moringa. Miranda-Baeza & Sandoval-Mui (2010) e por Rivas-Vega et al (2012). sendo que a farinha de moringa (obtida por secagem a frio das folhas de moringa. como fonte principal de proteína para os peixes. ao fim dos quais mediu-se os parâmetros de crescimento (taxa de conversão alimentar. tal como é descrito nos estudos realizados por Rivas-Vega. há que ter em conta dois factores principais. em comparação com a ração de 0 e 12% de farinha de moringa. ganho de massa corporal. mas porque este recurso é bastante caro e há uma maior demanda para o seu uso na criação de aves. e de outros animais de criação. Uma dessas possíveis alternativas é a moringa. Richter. No estudo realizado por Richter. e sua posterior trituração) substituiu em 12%. há a necessidade de encontrar alternativas para a alimentação de peixes em crescimento. Siddhuraju e Becker (2003) chegaram a conclusão que as rações com 24 e 36% de farinha de moringa tinham uma má aceitação por parte dos peixes. Na maioria desses estudos esses autores elaboraram várias dietas com uma percentagem de proteínas única e foram testando a substituição em diferentes percentagens da farinha de peixe pela de moringa. Siddhuraju & Becker (2003) em que formulou-se 4 dietas (rações) todas com uma percentagem de 35% de proteínas. portanto. os níveis de crescimento foram igualmente baixos. Vários autores já desenvolveram ao longo dos anos experiências para verificar a possibilidade de substituir a farinha de peixe (principal fonte de proteína nas rações) por farinha de moringa. compostos energéticos e lípidos. e na 4ª ração não se introduziu a farinha de moringa. Ao estudarmos a viabilidade do uso de ração com moringa. e com isso foram formulando hipóteses e chegaram a algumas conclusões sobre essa possibilidade. Cultivou-se os peixes por 7 semanas.Viabilidade do uso da moringa (Moringa oleifera Lam) na alimentação de tilápias Para o cultivo de peixes utiliza-se maioritariamente a farinha de peixe como fonte de proteínas. cujas folhas são ricas em proteínas. para verificar a presença de anti-nutrientes e para dosear cada um dos componentes dessas rações. e que o seu nível de digestibilidade era muito baixo.

e eles consideram que a taxa de crescimento só é afectada a partir da substituição em 30%. para estudar a digestibilidade da ração com farinha de moringa. e as outras três com substituição da farinha de peixe em 10. são digeridas até um nível de 89. Rivas-Vega et al (2012) realizaram um estudo em tilápias juvenis e na água do mar para verificar quais são os efeitos da substituição da farinha de peixe pela farinha de folhas de moringa. não fica claro se realmente é a presença dos mesmos que o causa. No caso da baixa taxa de alimentação dos peixes alimentados com as dietas mais ricas em moringa. sendo que a ração de 30% de farinha de moringa é a que mais diferenças teve em relação ao controlo (não contém farinha de moringa). e sua posterior trituração. 20 e 30% de farinha de moringa em substituição da farinha de peixe.1% em água do mar. Estes autores concluiram que o aumento da percentagem de substituição da farinha de peixe pela farinha de moringa provoca diminuição nas taxas de crescimento dos peixes. que foi obtida por secagem das folhas em estufa a 45º C e a seco. 20 e 30%. As condições de preparação das farinhas e das rações foram as mesmas realizadas no seu estudo de 2010. e as outras com 10. os autores atribuem esse efeito a presença de antinutrientes. Em um estudo realizado por Rivas-Vega et al (2010) em que foram preparadas também 4 rações com 35% de proteína total para alimentação dos peixes. estes autores afirmam pelos resultados das suas experiências que as proteínas de Moringa oleifera Lam. uma com 35% de proteína de origem na farinha de peixe e outra com 35% de proteína dos quais 30% eram da farinha de moringa. mas pelo facto de não terem feito nenhum tipo de análise da composição nem terem usado nenhum método para reduzir o efeito desses antinutrientes. que a medida que aumenta a percentagem de substituição da farinha de peixe por farinha de moringa também vão aumentando. eles indicam que isso pode resultar do facto de conterem quantidades crescentes de fibra. Em relação a digestibilidade. como a celulose. das quais uma com 0% de substituição da farinha de peixe. Os autores chegaram a conclusão que o peso final dos peixes diminuiu com o aumento da percentagem de farinha de moringa nas rações. fenóis e ácido fítico. As outras quatro rações tinham também 35% de proteína com uma somente com farinha de peixe. pela farinha de moringa. obtiveram novamente o resultado que indica que a farinha de peixe Page 9 . ou seja. explicando assim as baixas taxas de crescimento que vão aumentando com a percentagem de substituição.resultado de vários factores como a presença de antinutrientes tais como saponinas. diferindo no facto de neste novo estudo terem preparado duas rações a mais.

Siddhuraju e Becker (2003).pode ser substituída em até 20% pela farinha de moringa.9%. e usou-se uma quarta porção só do extracto bruto para preparar as rações.1% 2. Page 10 . saponinas. Em relação a digestibilidade Rivas-Vega et al (2012) concluíram que esta é de 89. fenóis. a fracção 2 (fracção rica em saponina) e a fracção 3 (fracção com tanino e saponina reduzidos). nas rações 4 e 5. e comparando outros parâmetros de crescimento descritos pelos autores percebe-se que os peixes alimentados com as rações contendo a fracção 1 e 3 do extracto de moringa apresentaram os piores resultados. respectivamente. Dongmeza et al (2006) realizaram um experimento com 9 rações preparadas a partir de folhas de moringa secadas a frio (. substituiu-se a farinha de peixe em 30 e 50% com a fracção 2 e nas rações 8 e 9. substitui-se a farinha de peixe em 30 e 50% com a fracção 1. De seguida preparou nove dietas. os peixes alimentados com a ração de controlo apresentaram as melhores taxas de crescimento em relação a todas as outras. No experimento de Dongmeza et al (2006). sendo que na ração 1 (controlo) não se usou o extracto de moringa.20º C). nas rações 6 e 7. deste preparou-se (pelo método descrito pelo mesmo autor e resumido na ilustração 1) a fracção 1 (fracção com tanino reduzido). substituiu-se a farinha de peixe em 30 e 50% com a fracção 3. nas rações 2 e 3 substituiu-se a farinha de peixe em 30 e 50% com o extracto bruto. E eles apontam estes resultados pela presença de grandes quantidades de taninos. bem como outras substâncias antinutrientes. Estes resultados são similares. todas com 35% de conteúdo protéico. e de certa forma confirmam aquilo que se obteve nas experiências de Richter. submetidas a trituração e extração dos seus productos em álcool metílico a 80% e obtendo-se o produto bruto da extracção.

Resumo dos metodo de extracção de Dongmeza et al (2006) Como se pode claramente perceber em todos estes estudos não foi possível fazer uma substituição satisfatória da farinha de peixe. pois. e para melhorar a exctracção dos nutrientes Page 11 . Portanto. o que se reflecte na redução das taxas de crescimento e de alimentação dos peixes. em todos eles sempre que se aumenta as percentagens de moringa nas rações as percentagens de antinutrientes e de fibra também aumentam.Ilustração 1 . para redução das quantidades de antinutrientes. para que se possa fazer uso da moringa como alimento para os peixes é necessário que se usem métodos como o aquecimento.

em fase de engorda. vai afectar as taxas de crescimento dos peixes alimentados com essas razões. e portanto. Tudo isto torna urgente a realização de estudos de métodos para a redução ou eliminação de todos esses factores antinutricionais da moringa na confecção de rações para alimentação de peixes. especialmente de tilápias. Page 12 . pois. nas experiências realizadas ficou claro que o aumento da percentagem de fibra reduz consideravelmente os níveis de digestibilidade das rações. Outra necessidade é em relação a reduçao da percentagem de fibra dessas rações.da moringa.

taninos. tais como.  A moringa pode ser usada nas rações em substituição da farinha de peixe.  Em todos estudos analisados sempre que se aumenta as percentagens de moringa nas rações as percentagens de antinutrientes e de fibra também aumentam. saponinas.Conclusão  A moringa contém grandes quantidades de proteínas. mas contém substâncias antinutricionais. Page 13 .  Deve-se realizar estudos para desenvolver novos e melhores métodos e técnicas de extracção dos nutrientes da moringa e de outras plantas. e ao mesmo tempo para reduzir ou eliminar os efeitos das substâncias antinutricionais presentes nas folhas de moringa e de outras plantas que podem ser usadas como fonte de proteína para formulação de rações para aquacultura. e outras que ainda não estão descritas. desde que se usem métodos. aminoácidos essencias. que afectam o seu desempenho como substituto da farinha de peixe nas rações. que só se pode substituir em até 20% da composição protéica inicial . mas deve-se ter em conta. o que se reflecte na redução das taxas de crescimento e de alimentação dos peixes  A moringa é uma alternativa viável para a substituição da farinha de peixe em rações para a alimentação de tilápias. fenóis. para reduzir ou eliminar da sua composição todas ou a maior parte das substâncias antinutricionais da sua composição. carbohidratos e lípidos essencias.

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