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CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL

TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL
PROFESSOR PEDRO IVO

AULA 03 – DO CRIME – PARTE 02

Futuros Auditores Fiscais da Receita Federal, sejam bem vindos a mais uma aula!!!

Hoje prosseguiremos tratando da parte referente ao crime e chegaremos em alguns
pontos de muita importância para sua prova.
Lembre-se de que os conceitos tratados anteriormente serão essenciais para o correto
entendimento do que virá e, portanto, caso ainda haja dúvidas, “ganhe tempo” e releia o
que já vimos nas outras aulas.
Dito isto, vamos começar!
Bons estudos!!!

3.1 CRIME DOLOSO
Ao se examinar a conduta, verifica-se que, segundo a teoria finalista, é ela um
comportamento voluntário e que o conteúdo da vontade é seu fim.

PARA A TEORIA FINALISTA DA AÇÃO, A CONDUTA É COMPOSTA
DE AÇÃO/OMISSÃO SOMADA
AO DOLO
PERSEGUIDO PELO
AUTOR, OU À CULPA EM QUE ELE TENHA INCORRIDO POR NÃO
OBSERVAR DEVER OBJETIVO DE CUIDADO.
ANTES DA PROPOSIÇÃO DESSA TEORIA, A TEORIA CLÁSSICA,
ADOTADA ATÉ A REFORMA DO CÓDIGO PENAL DE 1984 NO
BRASIL, CONSIDERAVA ELEMENTOS DA CONDUTA APENAS A
AÇÃO/OMISSÃO E O RESULTADO.

Nessa concepção, a vontade é o componente subjetivo da conduta, faz parte dela e dela
é inseparável.
Se Tício mata Mévio, não se pode dizer de imediato que praticou um fato típico
(homicídio), embora essa descrição esteja no art. 121 do CP ("matar alguém").
Isto porque o simples fato de causar o resultado (morte) não basta para preencher o tipo
penal objetivo. É indispensável que se indague o conteúdo da vontade do autor do fato,
ou seja, o fim que estava contido na ação, já que ela (a ação) não pode ser compreendida
sem que se considere a vontade do agente.
Toda ação consciente é dirigida pela consciência do que se quer e pela decisão de querer
realizá-la, ou seja, pela vontade. A vontade é querer alguma coisa e o dolo é a vontade
dirigida à realização do tipo penal.
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Assim, pode-se definir o dolo como:

A CONSCIÊNCIA E A VONTADE NA REALIZAÇÃO DA
CONDUTA TÍPICA OU A VONTADE DA AÇÃO
ORIENTADA PARA A REALIZAÇÃO DO TIPO.

3.1.1 TEORIAS DO DOLO
Existem três teorias que tratam do dolo. São elas:
1. TEORIA DA REPRESENTAÇÃO  Para esta teoria, se o agente prevê o
resultado como possível e ainda assim opta por continuar a conduta, já está
caracterizado o dolo. Aqui, pouco importa se o agente quis o resultado ou
assumiu o risco de produzi-lo.
Sendo assim, imagine que Tício sai de casa em sua moto para ir a uma
entrevista de emprego. Durante o percurso, devido a um congestionamento,
resolve “cortar” pela calçada e, logo em um momento inicial, depara-se com
inúmeros pedestres. Certo de sua perícia na moto, prossegue e acaba
atropelando Mévio.
Segundo a teoria da representação, o ato será considerado doloso, pois, ao
subir na calçada e se deparar com pessoas, Tício já poderia prever o resultado
como possível, mesmo que não o desejasse sinceramente. 
Esta teoria engloba o conceito da teoria da
2. TEORIA DA VONTADE
representação no que diz respeito à necessidade da previsão do resultado,
entretanto, amplia os “requisitos” para a caracterização do dolo, incluindo
também a obrigatoriedade da vontade de produzir o resultado.
3. TEORIA DO ASSENTIMENTO  Segundo esta teoria, há dolo não só quando
o agente quer o resultado, mas também quando realiza a conduta assumindo o
risco de produzi-lo.
3.1.2 TEORIA ADOTADA PELO CÓDIGO PENAL
O Código Penal dispõe a respeito do crime doloso em seu artigo 18, nos seguintes
termos:
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Art. 18 - Diz-se o crime:
I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de
produzi-lo;
Do exposto, pergunto, caro(a) Aluno(a), quais foram as teorias adotadas pelo Código
Penal?
Resposta: A teoria da vontade (quando o inciso I diz “o agente quis o resultado”) e a
do assentimento (quando o supra inciso dispõe “ou assumiu o risco de produzi-lo”).
Assim, podemos resumir que o dolo é, primordialmente, VONTADE DE PRODUZIR O
RESULTADO. Entretanto, também há dolo na conduta de quem, após prever e estar
ciente de que pode provocar o resultado, ASSUME O RISCO DE PRODUZÍ-LO.

OC
ÓDIGO P
ENAL A
DOTOU A
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EGUINTES T
EORIAS P
ARA
CÓDIGO
PENAL
ADOTOU
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TEORIA
DO
ASSENTIMENTO
AGENTE
ASSUMIU
RISCO
D
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RODUZI-LO.
DE
PRODUZI-LO.

3.1.3 ELEMENTOS DO DOLO

São elementos do dolo: 
O sujeito ativo deve saber
I – CONSCIÊNCIA DO ATO E DO RESULTADO
exatamente o que está fazendo ou deixando de fazer. Ademais, deve relacionar sua
ação/omissão com o resultado desejado, ou seja, o nexo causal deve ser também
percebido pelo agente. A esta percepção dá-se o nome de momento intelectual do
dolo, quando ele sabe que, com tal conduta, o resultado típico será alcançado. 
este
II – VONTADE DE AGIR, OU SE OMITIR, E PRODUZIR O RESULTADO
elemento é dito momento volitivo, quando o agente tem o desejo de realizar a conduta.
Assim, no anterior ele sabe o que faz; neste, quer fazer isso.
O dolo inclui não só o objetivo que o agente pretende alcançar, mas também os meios
empregados e as conseqüências secundárias de sua atuação.
Mas como assim?
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Bem, há duas fases na conduta: uma interna e outra externa.
Eu_vou_matar_
o_Tício_com_
minha_arma!_

A interna opera-se no pensamento do autor (e se não passa disso, é
penalmente indiferente), e consiste em:
a) propor-se a um fim (matar um inimigo, por exemplo);
b) selecionar os meios para realizar essa finalidade (escolher um
explosivo, por exemplo); e
c) considerar os efeitos concomitantes que se unem ao fim pretendido (a
destruição da casa do inimigo, a morte de outras pessoas que estejam
com ele, etc.).

A segunda fase consiste em exteriorizar a conduta, numa atividade em que se utilizam
os meios selecionados conforme a normal e usual capacidade humana de previsão.
Caso o sujeito pratique a conduta nessas condições, age com dolo e a ele se podem
atribuir o fato e suas conseqüências diretas (morte do inimigo e de outras pessoas, a
demolição da casa, o perigo para os transeuntes, etc.).
E
LEMENTOS D
OD
OLO:
ELEMENTOS
DO
DOLO:
C
ONSCIÊNCIA ((ELEMENTO
ELEMENTO IINTELECTUAL)
NTELECTUAL) + V
ONTADE ((ELEMENTO
ELEMENTO V
OLITIVO)
CONSCIÊNCIA
VONTADE
VOLITIVO)

3.1.4 ESPÉCIES DE DOLO
A doutrina subdivide o dolo em diversas espécies. Tratarei aqui das que são
importantes para a sua PROVA. Vamos conhecê-las.
3.1.4.1 DOLO DIRETO E DOLO INDIRETO
Também denominado dolo determinado, o dolo direto ocorre quando o agente quer
atingir um resultado específico com a conduta. É o caso, por exemplo, do matador
profissional que, após receber uma determinada quantia em dinheiro, mata a vítima
com um tiro certeiro.
Diferentemente, o dolo indireto ou indeterminado é aquele que não se dirige a um
resultado certo. Subdivide-se em DOLO ALTERNATIVO E DOLO EVENTUAL.
A partir de agora redobre a sua atenção, pois estamos tratando de um ponto que é
questão recorrente em PROVA.

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DOLO ALTERNATIVO  Verifica-se quando o agente não possui previsão
de um resultado específico, satisfazendo-se com um ou outro,
indistintamente.
Dá-se o dolo alternativo, por exemplo, quando a namorada ciumenta
surpreende seu amado conversando com outra e, revoltada, joga uma
granada no casal, querendo matá-los ou feri-los.
Perceba que ela quer produzir um resultado e não “o” resultado.
No exemplo acima, se o resultado for a morte, responderá a agente por
homicídio. Mas e se o resultado for ferimentos? Responderá por lesão
corporal ou tentativa de homicídio?
Em caso de dolo alternativo, o agente sempre responderá pelo resultado
mais grave, ou seja, pela tentativa de homicídio.
DOLO EVENTUAL  No dolo eventual, o sujeito prevê o resultado e,
embora não o queira propriamente atingir, pouco se importa com a sua
ocorrência (“eu não quero, mas se acontecer, para mim tudo bem, não é por
causa desse risco que vou parar de praticar minha conduta; não quero, mas
também não me importo com a sua ocorrência”).
Seria o exemplo do indivíduo que coleciona armas e, em determinado dia,
resolve testar seu armamento. Prosseguindo no intento, aponta um fuzil na
direção de uma estrada na qual “quase nunca passa alguém”.
Pensa: “Aqui quase nunca passa alguém, então, se passar bem na hora que
eu atirar, azar de quem estava no lugar errado na hora errada”.
Perceba que o indivíduo assumiu o risco.
Efetua o disparo e acerta uma pessoa, matando-a.
Neste caso, responderá o indivíduo por homicídio doloso, pois presente se
encontra o dolo eventual. Observe o interessante e recente julgado do STF
sobre o tema:
HC 91159/MG, rel. Min. Ellen Gracie, 2.9.2008. (HC-91159)
Salientou-se que, no Direito Penal contemporâneo, além do dolo direto — em
que o agente quer o resultado como fim de sua ação e o considera unido a
esta última — há o dolo eventual, em que o sujeito não deseja diretamente a
realização do tipo penal, mas a aceita como possível ou provável (CP, art. 18,
I, in fine).
Relativamente a este ponto, aduziu-se que, dentre as várias teorias que
buscam justificar o dolo eventual, destaca-se a do assentimento ou da
assunção, consoante a qual o dolo exige que o agente aquiesça em causar o
resultado, além de reputá-lo como possível.
Observou-se que para a configuração do dolo eventual não é necessário o
consentimento explícito do agente, nem sua consciência reflexiva em relação
às circunstâncias do evento, sendo imprescindível, isso sim, que delas
(circunstâncias) se extraia o dolo eventual e não da mente do autor.
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com. Observe: Art. por sua vez. e não pela pancada. o saco é encontrado por policiais e o exame do cadáver determina que a morte foi causada por asfixia.4. a fim de ocultar o delito. imagine que Tício. entretanto. NÃO SE ESQUEÇA: A PARECEU A E XPRESSÃO ““QUE QUE S ABE”. constata-se que o resultado foi ocasionado pela segunda conduta. A lei. temos um erro na relação de causalidade. não sendo possível o eventual. para o Direito Penal. receba ou oculte: (grifo nosso) A expressão “que sabe” traz a obrigatoriedade da vontade imediata de cometer o delito. como na previsão do artigo 180 do Código Penal. não se chegou ainda a um conceito único de crime culposo. Dias depois. 3. o dolo direto.Adquirir. pensando em matar Mévio. N ÃO S EE SQUEÇA: SENDO ASSIM. V OCÊ J ÁS ABE Q UE APARECEU EXPRESSÃO SABE”. S ENDO A SSIM. Neste caso. PARA SUA PROVA.pontodosconcursos.2 ABERRATIO CAUSAE (DOLO GERAL) Aberratio causae é o erro na causa que produz o delito.1.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Cabe o dolo eventual a todos os delitos que com ele tenham compatibilidade.br 6 . Certo de ter matado Mévio.2 CRIME CULPOSO A doutrina constantemente trata sobre este tema. P ARA S UA P ROVA. ou influir para que terceiro. ou seja. 3. posteriormente. NÃO CABÍVEL DOLO EVENTUAL. limita-se a prever as modalidades da culpa e dispõe sobre o assunto da seguinte forma: www. receber. conduzir ou ocultar. transportar. é irrelevante. VOCÊ JÁ SABE QUE N ÃO É CA BÍVEL O D OLO E VENTUAL. Digo isto porque em alguns casos. em proveito próprio ou alheio. mas este erro. Ocorre quando o sujeito. pensando ter atingido o resultado que queria. pois o que importa é se o agente queria um resultado e o alcançou. coloca-o dentro de um saco e lança o corpo dentro de um rio. pratica uma nova conduta com finalidade diversa e. a adquira. só é cabível o dolo direto. de boa-fé. Para exemplificar. bate com um pedaço de ferro na sua cabeça. 180 . coisa que sabe ser produto de crime.

pois a lei não diz expressamente no que consiste o comportamento culposo. N ÃO RESULTADO NATURALÍSTICO NÃO P REVISTO EENEM NEM QUERIDQUE O. DEVIDA ATENÇÃO. com a devida atenção (acionamento dos freios). conforme já vimos.POR POR DE IIMPRUDÊNCIA. são previstos no chamado tipo penal aberto. negligência ou imperícia. que podia. Prosseguindo.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Art. TER EVITADO.. MPRUDÊNCIA. “Mas.. Para exemplificar.com. ACOM A PREVISTO QUERIDO. normalmente. pois produziu um resultado indesejado. podemos dizer que o crime culposo é: O QUE QUE SE SE VERIFICA VERIFICAQUANDO QUANDOOOAGENTE. o carrinho caiu na linha férrea e o trem passou por cima. NEGLIGÊNCIA NEGLIGÊNCIA OU OU IMPERÍCIA.Diz-se o crime: [. tivemos um final feliz. Neste caso. culpa é o elemento normativo da CONDUTA. dentro de uma concepção finalista. 18 . recentemente tivemos um caso amplamente divulgado de uma mãe que estava com seu filho em um carrinho de bebê e. Os crimes culposos. pois nada aconteceu com a criança.Como assim??? Não há nenhum conceito doutrinário de crime culposo para facilitar o entendimento?” Caro aluno.pontodosconcursos. mas e se o resultado morte ocorresse. QPODIA. professor. não sei se você acompanhou (sei que concurseiro não vê muita televisão). A mãe seria responsabilizada? Claro que sim. CUIDADO. ser evitado. DEIXANDO D E OBSERVAR OBSERVAR O O DEVER DEVER OBJETIVO OBJETIVO DE DECUIDADO. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. pois sua constatação depende da valoração do caso concreto. D EVIDA A TENÇÃO.. IMPERÍCIA. não previsto e nem querido.culposo. REALIZA REALIZA V OLUNTARIAMENTE UMA UMACONDUTA CONDUTQUE A QU E PRODUZ VOLUNTARIAMENTE PRODUZ R ESULTADO N ATURALÍSTICO IINDESEJADO. UE POCOM DIA. reservando esta avaliação ao Juiz. NDESEJADO.] II . unindo os diversos conceitos apresentados pela doutrina e seguindo a linha de raciocínio da ESAF..br 7 . AGENTEDEIXANDO . www. ao esquecer de acionar o freio das rodas. T ER E VITADO..

DE FORMA A EXIGIR DO APLICADOR DO DIREITO A REALIZAÇÃO DE JUÍZO NORMATIVO.com. Entretanto. ou pela condição de quem a oferece. São eles: 1. A NORMA PENAL NÃO ESPECIFICA O QUE SEJA ATO OBSCENO. e www. CRIA TIPOS NOS QUAIS NÃO DESCREVE DE FORMA COMPLETA E PRECISA O COMPORTAMENTO CONSIDERADO PROIBIDO E CRIMINOSO. vamos aprofundar o assunto verificando os elementos que compõem o crime culposo. NEXO CAUSAL. NESSA LINHA. Observe: Art.br 8 . EM RAZÃO DA IMPOSSIBILIDADE DE PREVER TODAS AS CONDUTAS PASSÍVEIS DE ACONTECER NA SOCIEDADE. CONDUTA HUMANA.pontodosconcursos.] § 3º . 5. O QUE IMPÕE A NECESSIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO PELO INTÉRPRETE DA NORMA.. 3.Adquirir ou receber coisa que.(grifo nosso) 3.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO DICIONÁRIO DO CONCURSEIRO TIPO PENAL ABERTO FALA-SE EM TIPO ABERTO QUANDO O LEGISLADOR.. VIOLAÇÃO DO DEVER OBJETIVO DE CUIDADO. CABENDO AO INTÉRPRETE BUSCAR A SUA DEFINIÇÃO. deve presumir-se obtida por meio criminoso.2. RESULTADO NATURALÍSTICO. EXEMPLIFICANDO: PRATICAR ATO OBSCENO. 180 [. tal como ocorre no delito de receptação culposa previsto no Código Penal. é importante ressaltar que nada impede a definição de um crime culposo em um tipo fechado. 2. TIPO ABERTO É AQUELE QUE TRAZ EM SEU BOJO REQUISITOS NORMATIVOS. por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço.1 ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO Após estes conceitos iniciais. 4. TIPICIDADE.

nos crimes dolosos a vontade do agente está focada na realização de resultados objetivos ilícitos. trazendo previsão de penalização. condutas em decorrência da forma de atuar do agente para um fim proposto. podemos dizer que no crime culposo a vontade do agente se limita à pratica de uma conduta perigosa. Qual a diferença?” Perceba que no dolo eventual ele prevê o resultado e. PREVISIBILIDADE. Essa inobservância do dever de cuidado faz com que essa sua ação configure uma ação típica. e não pelo fim em si. o agente.com.2. assim. 3. dando causa ao resultado lesivo (lesão. Após a normatização da conduta. na culpa. Os tipos culposos proíbem. por exemplo. entretanto. Diferentemente. www.br 9 . não quer e acredita que o resultado não vai ocorrer. poucas pessoas usavam. pouco se importa com a sua ocorrência. pois agiu ilicitamente ao não atender ao cuidado necessário a que estava obrigado em sua ação. Fique tranquilo(a). o fim lícito não importa. Se um motorista.2 VIOLAÇÃO DO DEVER OBJETIVO DE CUIDADO Sabemos que uma das principais características da vida em sociedade é a impossibilidade de se fazer tudo o que é almejado.1 CONDUTA HUMANA Como já estudamos.1.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 6. dirige velozmente para chegar a tempo de assistir à missa domingueira e vem a atropelar um pedestre. mas o modo e a forma imprópria com que atua. Para finalizar.pontodosconcursos. por ele aceita e desejada. Para ficar ainda mais claro. sinceramente. morte). pois os interesses de terceiras pessoas e da própria comunidade impõem barreiras que não podem ser afrontadas. nos vimos que no dolo eventual o agente também não quer diretamente atingir o fim ilícito. Diferentemente. “Mas professor. Mais quais são essas barreiras? Há algum tempo falava-se muito da necessidade de se utilizar o cinto de segurança.1. O FIM ALMEJADO OU ACEITO É ILÍCITO. nos crimes culposos o que importa não é o fim do agente (que é normalmente lícito). 3.2. é importante citar que o crime culposo pode ser praticado por ação ou omissão. Isso ainda ficará mais claro no decorrer da aula. o que aconteceu? Todos começaram a usar. embora não o queira propriamente atingir.

o gênero que teria como espécies as seguintes MODALIDADES: NEGLIGÊNCIA. utilização de equipamento próprio em atividades industriais. www. fica claro que estas barreiras são impostas pelo próprio ordenamento jurídico a todas as pessoas. alguns doutrinadores referem-se a ele como o objeto central de estudo do “Direito Penal da Negligência”.br 10 . procura a lei estabelecer quais os deveres e cuidados que o agente deve ter quando desempenha certas atividades (velocidade máxima permitida nas ruas e estradas. NEGLIGÊNCIA É QUANDO AQUELE QUE DEVERIA TOMAR CONTA PARA QUE UMA SITUAÇÃO NÃO ACONTEÇA. RELEMBRANDO!!! IMPERÍCIA É QUANDO ALGUÉM QUE DEVERIA DOMINAR UMA TÉCNICA NÃO A DOMINA. exigência de autorização para exercer determinadas profissões etc. IMPRUDENTE É A PESSOA QUE NÃO TOMA OS CUIDADOS QUE UMA PESSOA NORMAL TOMARIA. se o agente não observa esses cuidados. IMPERÍCIA . VAI ATENDER O TELEFONE E O NENÉM ACABA SE AFOGANDO. lidar com substâncias tóxicas etc. sendo-lhe exigido o dever de cuidado. AO DAR MARCHA-RÉ COM O CARRO. DEPOIS DE SEIS ANOS ESTUDANDO MEDICINA. E o que é esse dever objetivo de cuidado? Quem vive em sociedade não deve causar dano a terceiro. É O CASO DO MÉDICO QUE ERRA NA HORA DE SUTURAR UM PACIENTE. É IMPERITO.pontodosconcursos. ELE DEVERIA SABER SUTURAR. operar um maquinismo. responderá por ele. IMPRUDÊNCIA. É O CASO DA MÃE QUE DEVERIA TOMAR CONTA DO NENÉM QUANDO ESTÁ DANDO BANHO NELE. causando com isso dano a bem jurídico alheio. visando regular o pacífico convívio social e garantir o DEVER OBJETIVO DE CUIDADO. sendo inerentes a elas um risco que não pode ser suprimido inteiramente sob pena de serem totalmente proibidas (dirigir um veículo.). ELA NÃO QUERIA E NEM ASSUMIU O RISCO DE MATÁ-LO.com.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Neste sentido. Em razão de existir em todo delito culposo essa violação ao DEVER OBJETIVO DE CUIDADO. É A PESSOA QUE.). NÃO PRESTA A DEVIDA ATENÇÃO E A DEIXA ACONTECER. indispensável para evitar tais lesões. SE NÃO SABE. Assim. MAS NÃO TOMOU CONTA O SUFICIENTE PARA EVITAR SUA MORTE. Como muitas das atividades humanas podem provocar perigo para os bens jurídicos. ESQUECE DE OLHAR PARA TRÁS E ACABA ATROPELANDO ALGUÉM.

O resultado não deixa de ser um "componente de azar" da conduta humana no crime culposo (dirigir sem atenção pode ou não causar colisão e lesões em outra pessoa). MODALIDADES. no caso. não se responsabilizará por crime culposo o agente que inobservou o cuidado necessário. Só haverá ilícito penal culposo se da ação contrária ao cuidado resultar lesão a um bem jurídico. Se. Assim.pontodosconcursos.3 RESULTADO NATURALÍSTICO No crime culposo. N EGLIGÊNCIA E IIMPERÍCIA MPERÍCIA S ÃO NEGLIGÊNCIA SÃO M ODALIDADES.com. Trata-se. prevista no art. não haverá crime culposo. E N ÃO E SPÉCIES D EC ULPA. apesar da ação descuidada do agente. de mero caso fortuito. Não existindo o resultado (não havendo a colisão). o resultado naturalístico funciona como elementar do tipo penal.1. por exemplo). MPRUDÊNCIA. se alguém se atira sob as rodas do veículo que é dirigido pelo motorista na contramão de direção.2. A exigência do resultado lesivo para a existência do crime culposo justifica-se pela função política garantidora que deve orientar o legislador na elaboração do tipo penal. a inobservância do dever de cuidado não constitui conduta típica porque é necessário outro elemento do tipo culposo: o resultado. independentemente da ação descuidada do agente. NÃO ESPÉCIES DE CULPA.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO IIMPRUDÊNCIA. em um ilícito penal (a contravenção de direção perigosa de veículo. ressalvada a hipótese em que a conduta constituir. www. Sendo assim.br 11 . 3. não se pode imputar a este o resultado (morte do suicida). por si mesma. 34 da LCP. Não haverá crime culposo mesmo que a conduta contrarie os cuidados objetivos e se verifique que o resultado se produziria da mesma forma. podemos concluir que: T OD O C RIME C U L PO SO É U M TODO CRIME CULPOSO UM C RIME M ATERIAL!!! CRIME MATERIAL!!! Em si mesma. não houver resultado lesivo.

2.1. pudesse prever o resultado de seu ato. Como já vimos.1. ou seja. nada mais é do que a adequação do fato concreto ao descrito na lei.5 TIPICIDADE Sendo elemento do fato típico nos crimes materiais consumados. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. há que ser verificado a relação entre a conduta e o resultado a fim de caracterizar o delito. nas condições em que o sujeito se encontrava. vale dizer. mas apenas um conhecimento potencial de sua concretização. como em todo fato típico. 13 .” www. deve ser provado que o RESULTADO ADVEIO DA CONDUTA. 3. prever o resultado. a tipicidade precisa estar presente para a configuração do crime culposo. deve haver no crime culposo. de que depende a existência do crime. em consonância com a teoria da equivalência dos antecedentes causais.O resultado.2. Art.1. “é a possibilidade de ser antevisto o resultado. A essa possibilidade de conhecimento e previsão dá-se o nome de previsibilidade. Com você já sabe. obedecendo-se ao que dispõe a lei brasileira no art. somente é imputável a quem lhe deu causa. o tipo culposo é diverso do doloso. A previsibilidade. uma possibilidade de conhecimento de que o resultado lesivo pode ocorrer. conforme o Professor Damásio. 13 do CP.6 PREVISIBILIDADE OBJETIVA É a possibilidade de uma pessoa comum. 3. nas circunstâncias em que se encontrava. Exige-se que o agente. ela não existe se o resultado vai além da previsão.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Evidentemente. A condição mínima de culpa em sentido estrito é a previsibilidade.2.com. Esse aspecto subjetivo da culpa é a possibilidade de conhecer o perigo que a conduta descuidada do sujeito cria para os bens jurídicos alheios e a possibilidade de prever o resultado conforme o conhecimento do agente. Há na conduta não uma vontade dirigida à realização do tipo.br 12 . com inteligência mediana. a relação de causalidade entre a ação e o resultado.4 NEXO CAUSAL Como se trata de crime MATERIAL. 3.

normal dos homens. que é a prática de um ato perigoso. pois. há louco para tudo neste mundo! É evidente. Verificado que o fato é típico diante da previsibilidade objetiva (do homem razoável). Como assim? Embora saiba dos riscos de acidente que a limpeza de arma de fogo traz. são distintos no que concerne à inteligência. fundado na diligência ordinária de um homem qualquer.. Assim. Dessa forma. o projétil atinge a janela. segundo a doutrina. Ocorre que José deveria. a arma dispara. Os homens. Durante a limpeza. antes de dar o golpe de segurança. pois da forma como agiu. porém. o resultado lesivo sempre seria atribuído a seu causador. Esse indivíduo comum. só é típica a conduta culposa quando se puder estabelecer que o fato era possível de ser previsto pela perspicácia comum. A essa condição dá-se o nome de previsibilidade subjetiva. no exemplo citado. pois www.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Mas qual fato não pode ser previsto pelo homem? Não se pode prever que existe a possibilidade de um louco se jogar na frente de um carro? Claro que sim. que o homem prudente e de discernimento (homem médio) colocado nas condições de José não agiria como ele agiu. colocou um projétil na câmara da arma. diligência e perspicácia normais à generalidade das pessoas é o que se convencionou chamar de HOMEM MÉDIO. deve ser estabelecida também conforme a capacidade de previsão de cada indivíduo. com o poder de previsão. retira o carregador e começa a limpeza da arma apontando-a sempre no sentido oposto do que brincam seus sobrinhos.br 13 . ricocheteia e lesiona seu sobrinho. Assim. não sendo culposo o ato quando o resultado só teria sido evitado por pessoa extremamente prudente. de atenção. dá um golpe de segurança na arma para que se houvesse algum cartucho na câmara este fosse ejetado. Percebe-se. um exímio atirador. porém. só haverá reprovabilidade ou censurabilidade da conduta (culpabilidade) se o sujeito pudesse prevê-la (previsibilidade subjetiva). que estão fora do tipo penal dos delitos culposos os resultados que estão fora da previsibilidade objetiva de um homem razoável. Não se pode confundir o dever de prever. ter retirado o carregador. Diz-se. Vamos exemplificar: José. realiza a conduta voluntária de limpar sua pistola em um quarto onde seus sobrinhos estão brincando. a previsibilidade. se não se interpreta o critério de previsibilidade informadora da culpa com certa flexibilidade. então. sagacidade. pois confia na sua perícia no trato com armas. variando a condição de prever os fatos em cada um. Age com inobservância do cuidado objetivo manifestado através da imprudência. espera levianamente que nada ocorra. que não é essa previsibilidade em abstrato de que se fala.com.pontodosconcursos. conhecimentos técnicos específicos etc. instrução.

2.2. o evento lhe é indiferente. 3. Qual será a frase adequada para Tício no caso de dolo eventual? E no caso de culpa consciente? Abaixo apresento a resposta (Com uma linguagem bem clara!!!): www. não assume o risco e nem ele lhe é tolerável ou indiferente. quando dispara.2 ESPÉCIES DE CULPA Quanto às espécies. Para resumir tudo isso e você NÃO ERRAR EM PROVA. Na culpa consciente. O evento lhe é representado (previsto). Existe diferença entre CULPA CONSCIENTE E DOLO EVENTUAL? Resposta: Claro que sim!!! A culpa consciente se diferencia do dolo eventual. mas confia em sua não-produção. na culpa inconsciente.com. observa-se que ele não agiu da forma imposta pelo cuidado objetivo.br 14 . que se manifesta pela imprudência. acaba causando a morte da vítima.1 CULPA CONSCIENTE X CULPA INCONSCIENTE Essa divisão tem como fator distintivo a previsão do agente acerca do resultado naturalístico provocado pela sua conduta. É a culpa comum. confia em sua habilidade de exímio atirador para não atingi-lo. No dolo eventual o agente tolera a produção do resultado. negligência ou imperícia. tanto faz que ele ocorra ou não. avistando um companheiro próximo ao animal que deseja abater. Exemplo clássico dessa espécie de culpa é dada pelo Professor Mirabete. o agente não quer o resultado.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO não precisa ser um atirador perfeito para saber do perigo existente na limpeza de um armamento. Dessa forma. Ele assume o risco de produzi-lo.pontodosconcursos. no qual o caçador. Caro aluno. mas espera que ele não ocorra. o resultado não é previsto pelo agente. embora previsível. Quando. ao contrário.2. ao comparar a conduta do sujeito com o dever de cautela genérico. mas. tudo claro? Então agora pergunto um dos principais questionamentos trazidos pelas bancas. imagine que Tício comete uma conduta que ocasiona um resultado naturalístico penalmente punível. facilmente conclui-se que o fato é típico. configurada está a previsibilidade objetiva. Diferentemente. Na culpa consciente o agente prevê o resultado. Acredita o agente que pode evitá-lo com suas habilidades (culpa com previsão). podemos classificar a culpa em: 3.

2 CULPA PRÓPRIA X CULPA IMPRÓPRIA Esta classificação se baseia na intenção de produzir o resultado naturalístico. fantasia ou outra situação fática. Na culpa própria ou propriamente dita o agente não quer e nem assume o risco de produzir o resultado. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. por fim. (art. o agente por erro. www. Triste com tal situação. se existisse. passa pelos quatro cachorros da casa que. supõe situação de fato que. provoca intencionalmente um resultado ilícito. mas permite a punição por crime culposo. por motivos da política criminal.2. por conhecerem a menina. par. CP). o Código Penal aplica a um crime doloso a punição correspondente a um crime culposo. desce pela janela até o quintal. 16 anos. é proibida pelos pais de se encontrar com Tício.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 3. § 1º .O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. É. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo Vamos exemplificar a culpa imprópria: Mévia.2. mas. de dolo. na verdade. tornaria a ação legítima. eis que o agente quer a produção do resultado. que se real justificaria sua conduta. 1º. no entanto. 20 . na culpa imprópria ou por extensão ou por assimilação ou por equiparação. vai ao encontro do amado.É isento de pena quem. 20. Art. seu namorado. resolve sair pela janela.br 15 . Contrariamente. Prosseguindo no seu intento.com. não latem e.pontodosconcursos. por assim dizer. Cuida-se. a culpa propriamente dita. e sem poder sair de casa pela porta no período noturno. se previsto em lei.

Mévia volta para sua casa. avista um vulto tentando entrar em sua casa e atira certeiramente. Tinha dolo direto. “Mas como assim imprudente?” Ele poderia ter sido mais cauteloso.. ou seja: N ÃO SE SEADMITE ADMITA E COMPENSAÇÃO A COMPENSAÇDE ÃOCULPAS DE CUNO LPAS NO NÃO D IREITO PENAL PENAL BRASILEIRO. que novamente não latem. contudo. FUNDAMENTO PARA SUA PROIBIÇÃO. pai de Mévia. Caio.com. percebe que alvejou sua filha. Será possível a compensação de culpas? A resposta é NEGATIVA. Agiu. Observe: Art. BRASILEIRO.pontodosconcursos.] Parágrafo único . Ao descer para ver o corpo. pois foi imprudente. www. responde por homicídio culposo.3 COMPENSAÇÃO DE CULPAS Vamos começar este tópico exemplificando para facilitar o entendimento: Imagine que Tício avança o semáforo no sinal vermelho e.2. 3. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime.br 16 . Desta forma. concomitantemente. os dois foram imprudentes e se enquadram no delito de lesão corporal culposa. um carro trafega na contramão. Neste caso. 3. senão quando o pratica dolosamente. 18 [.Salvo os casos expressos em lei. com o silêncio dos cachorros. passa pelos cachorros.2. Os dois batem e ficam com lesões corporais.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Aproximadamente às 2 da manhã. somente poderia ser pessoa da casa. como fica claro. já que o vulto não trazia ameaça e. e começa a subir na sacada para entrar pela janela.4 EXCEPCIONALIDADE DO CRIME CULPOSO O parágrafo único do artigo 18 do Código Penal deixa claro que só haverá penalização para um delito cometido de forma culposa quando houver previsão legal. com intenção de matar. O agente efetuou os disparos com arma de fogo. com o chamado “ERRO INESCUSÁVEL QUANTO À ILICITUDE DO FATO”.. UMA UMA VEZ VEZQUE QUEPREVALECE PREVALECE DIREITO O C ARÁTER CARÁTER P ÚBLICO PÚBLICO DA S ANÇÃO SANÇÃO P ENAL PENAL C OMO COMO F UNDAMENTO P ARA A S UA P ROIBIÇÃO.

pois: ÉA DMITIDA A T ENTATIVA N A ADMITIDA TENTATIVA NA H IPÓTESE D EC ULPA IIMPRÓPRIA!!! MPRÓPRIA!!! HIPÓTESE DE CULPA www. de 27. INÉPCIA.HABEAS CORPUS: HC 12161 SP HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. O intento do agente era consumar a infração. Nos crimes culposos. só sendo admitida quando a lei textualmente o prevê. (grifo nosso) 3. enquanto a sanção por culpa é excepcional. veja as importantes palavras do STJ: STJ . está correto??? NÃÃÃÃÃÃÃOOOOO. porque a intenção do agente era consumar a infração penal ou produzir o resultado criminoso. Súmula 164-STJ:"O prefeito municipal. em momento algum. Então se cair na prova que a TENTATIVA nunca é aceita para delitos culposos. por exemplo. não se admite a tentativa porque a vontade inicial é dirigida ao descumprimento único e exclusivo do dever objetivo de cuidado. a vontade com a realização do resultado. Para complementar.2. EX-PREFEITO MUNICIPAL. DENÚNCIA. EXAME APROFUNDADO DE PROVAS. Essa vontade qualifica-se como dolosa. CRIME DE RESPONSABILIDADE. 1º.br 17 ." De acordo com o princípio da excepcionalidade dos crimes culposos (parágrafo único do art.2. após a extinção do mandato. sob pena de se verificar a modalidade dolosa.com.5 TENTATIVA NO CRIME CULPOSO O crime se diz tentado quando o agente não o consuma por circunstâncias alheias à sua vontade. é interrompido.pontodosconcursos. por não trazer previsão. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL. continua sujeito a processo por crime previsto no art. mas não se vincula. do Decreto-Lei nº 201. todavia. mas não por vontade própria. não existe na modalidade culposa. atingir o bem jurídico protegido na extensão pretendida. 18 do CP)a punição por dolo é a regra. DECRETO-LEI Nº 201/67.67.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO O furto.

pontodosconcursos.br 18 .com.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO IIMPRUDÊNCIA MPRUDÊNCIA Resumindo: M ODALIDADES MODALIDADES N EGLIGÊNCIA NEGLIGÊNCIA IIMPERÍCIA MPERÍCIA C ONSCIENTE CONSCIENTE IINCONSCIENTE NCONSCIENTE C ULPA CULPA E SPÉCIES ESPÉCIES P RÓPRIA PRÓPRIA IIMPRÓPRIA MPRÓPRIA C ONDUTA CONDUTA H UMANA HUMANA V IOLAÇÃO D O VIOLAÇÃO DO D EV ER O BJETIVO DEVER OBJETIVO D EC UIDADO DE CUIDADO E LEMENTOS ELEMENTOS R ESULTADO RESULTADO N ATURALÍSTICO NATURALÍSTICO N E XO C AUSAL NEXO CAUSAL T IPICIDADE TIPICIDADE P REVISIBILIDADE PREVISIBILIDADE www.

aumentada de um terço.. aplica-se a pena cominada ao homicídio culposo. e multa.Subtrair coisa móvel alheia. você perceberá que existem determinados delitos que possuem uma penalização definida para uma conduta básica e outras penas mais rigorosas previstas para resultados mais graves advindos da conduta. mas a segunda. [.3 CRIMES QUALIFICADOS PELO RESULTADO Quando estudarmos a parte do Código Penal referente aos crimes e respectivas cominações.com. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. No caso de culpa. (grifo nosso) São quatro as espécies de crimes qualificados pelo resultado: 1 – DOLO NO ANTECEDENTE E DOLO NO CONSEQÜENTE  Há intenção do agente de praticar tanto a conduta típica quanto produzir o resultado agravador. a reclusão é de vinte a trinta anos. 129. Observe um exemplo: Art. 2 – CULPA NO ANTECEDENTE E CULPA NO CONSEQÜENTE se de forma culposa. Outro exemplo é o caso dos crimes culposos de perigo comum.] § 3º Se da violência resulta lesão corporal grave. como conseqüência. a pena privativa de liberdade é aumentada de metade. 157 . V).  A prática do tipo dá- Exemplo: Acidentalmente causa lesões corporais a outrem que. que a agrava. Tem dolo de lesões corporais e dolo de provocar. por qualquer meio. Exemplo: O agente espanca vítima com a intenção de provocar-lhe aborto (art.br 19 . § 1º. é aplicada em dobro. para si ou para outrem. se do fato resulta lesão corporal. ou depois de havê-la. se resulta morte.. § 2º. a pena aumenta-se de metade. é cometida dolosamente. o aborto. resultando lesão corporal grave ou morte. www. se resulta morte. a pena é de reclusão. 3 – CULPA NO ANTECEDENTE E DOLO NO CONSEQÜENTE  A primeira conduta é culposa. assim como seu resultado. se resulta morte. 129. Veja: Art. corre risco de vida (art. II).reclusão. de sete a quinze anos. devido a elas.pontodosconcursos. de quatro a dez anos. além da multa. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena . Têm-se denominado tais infrações de crimes qualificados pelo resultado.Se do crime doloso de perigo comum resulta lesão corporal de natureza grave. 258 . sem prejuízo da multa.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 3.

pontodosconcursos. todos que. II . LATROCÍNIO. na melhor dicção da doutrina. Observe o elucidativo julgado do supremo tribunal Federal: STJ. mas. 129. Se assumiram o risco. Esse é o chamado crime preterdoloso. Recurso provido Vamos agora tratar especificamente desta quarta espécie qualificadora que. pelo evento respondem. de regra. RECURSO ESPECIAL.br 20 . www. 157. pelo resultado morte. se a morte após o roubo não era desejada (art. contribuíram para a execução do tipo fundamental (Precedentes). como já visto. pois o resultado foi pior do que pretendido. 3. mesmo não agindo diretamente na execução da morte. CONCURSO DE AGENTES. OBS: Se o agente do roubo assume o risco da qualificadora morte. pode ser imputado na forma de dolo ou de culpa. § 3º). o agente causa lesões corporais. é aquele que ocorre quando a conduta dolosa gera a produção de um resultado mais grave do que o efetivamente desejado pelo agente. ela cai. além do dolo. PARTICIPAÇÃO DOLOSAMENTE DISTINTA. RESP 418. INAPLICABILIDADE. mas o resultado acaba sendo mais grave do que esperava ou queria. tem a intenção de praticá-la. I .com.1 CRIME PRETERDOLOSO Preterdolo é uma expressão que advêm do latim praeter dolum. A grosso modo.3. ou seja.O roubo com morte é delito qualificado pelo resultado. Exemplo: Tendo a intenção de provocar lesões à vítima. situado evidentemente em pleno desdobramento causal da ação delituosa. sendo que este plus. propositalmente.183/DF PENAL. deixa de prestar socorro (art. dá-lhe um soco. respondem. bate a cabeça numa pedra e morre.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Exemplo: Sem querer. mormente praticado com arma de fogo. teremos dolo no antecedente e dolo no consequente. 4– DOLO NO ANTECEDENTE E CULPA NO CONSEQÜENTE (CRIME PRETERDOLOSO OU PRETERINTENCIONAL)  Neste caso. § 7º). também chamado de preterintencional. o agente produz mais do que pretende. podemos dizer que o crime preterdoloso. Na primeira conduta. recebe a denominação de crime preterdoloso.No roubo. Também existe no caso de latrocínio.

em que há uma conduta que é dolosa. por dirigir-se a um fim típico. de quatro a doze anos. enquanto o resultado final dela advindo é culposo. (grifei) Perceba. dolo no antecedente e culpa no conseqüente. nem assumiu o risco de produzí-lo: Pena .que se apresentam sucessivamente no decurso do fato delituoso: a conduta inicial é dolosa. como se tem afirmado.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO O crime preterdoloso é um crime misto.detenção. que o legislador tipifica a conduta de gerar lesões corporais (caput) e adiciona um resultado agravador que é a morte da vítima produzida a título de culpa... [. ocorrido pela inobservância do cuidado objetivo. caro(a) aluno(a). www. Não há aqui um terceiro elemento subjetivo ou forma nova de dolo ou mesmo de culpa.reclusão. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena . de três meses a um ano. parágrafo 3º. que não era objeto do crime fundamental. 129. Como bem acentua Pimentel.br 21 . e que é culposa pela geração de outro resultado. Exemplo típico é o apresentado no artigo 129. que dispõe da seguinte forma: Art. Há.com.pontodosconcursos.] § 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o agente não quís o resultado. do Código Penal. "é somente a combinação de dois elementos dolo e culpa .

é preciso que se faça uma pergunta: “Erro e ignorância são palavras sinônimas? “Em um primeiro momento.br 22 .Pelo resultado que agrava especialmente a pena. Para nossa disciplina legal. Para o Direito. o resultado mais grave. mas para a SUA PROVA a resposta é SIM. sendo este um acontecimento humano. se culposo. não cabe a diferenciação entre estado negativo e estado positivo do acontecimento humano. Ambos. a ausência do saber de determinado objeto.4 ERRO DE TIPO Para começar este tópico. isto é. o total desconhecimento. e a fim de que você entenda corretamente o assunto. ou seja. para o Código Penal Brasileiro: ERRO E IGNORÂNCIA SE EQUIVALEM!!! www. viciando-lhe o elemento intelectivo. erro e ignorância. se houvesse conhecido a realidade.com. “Mas como assim. A ignorância difere do erro por ser a falta (e não a falsa) de representação da realidade. por sua vez. como nas palavras de Alcides Munhoz Neto: “incidem sobre o processo formativo da vontade. podemos dizer que não. só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. predomina uma tese unificadora. SÓ RESPONDE O AGENTE QUE O HOUVER CAUSADO AO MENOS CULPOSAMENTE.2 DISPOSIÇÃO DO CÓDIGO PENAL SOBRE O TEMA De forma bem objetiva para a sua PROVA.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 3.pontodosconcursos. Desta forma. deve ser objetivamente previsível. não podia o Direito Penal deixar de tratar da matéria. no Direito Penal. sendo B. ou seja. conforme leciona o artigo 19 do Código Penal: Art. 19 . previsível ao HOMEM MÉDIO para que possa ser imputado ao agente. podemos resumir que. no entanto. é um acontecimento humano de estado negativo. são semelhantes em suas conseqüências ou. Na ciência jurídica. o erro é a falsa representação da realidade. Sendo assim. guarde o seguinte: PELO RESULTADO QUE AGRAVA A PENA. ao induzir o sujeito a querer coisa diversa da que teria querido. o erro é o vício de consentimento e. professor?” Vamos compreender: O erro é um acontecimento humano de estado positivo. é a crença de ser A. 3. A ignorância. é o equivocado conhecimento de um elemento.3.

OOAGENTE. ACIDENTAL  O erro recai sobre dados periféricos do tipo.SE SEAVISADO AVISADODO DOERRO. O erro de tipo pode ser: ESSENCIAL  O erro recai sobre dados principais do tipo.O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. 121: matar alguém). 20 . pois recaiu sobre dado principal do tipo (art. mas permite a punição por crime culposo. sobre os pressupostos de fato de uma causa de justificação ou dados secundários da norma penal incriminadora. Exemplo: Tício vai caçar na floresta e. É erro de tipo acidental. ERRO.com. NO OC ORRIGE E C ONTINUA A A GIR IILICITAMENTE. N O ERRO ERRO DE DE TIPO TIPO ACIDENTAL. PARA QUE FAZER. N O ERRO ERRO DE DE TIPO TIPO ESSENCIAL. NO P ARA IIMEDIATAMENTE MEDIATAMENTE O Q UE IIA A FA ZER. aponta sua arma para uma moita.SE SEAVISADO AVISADODO DOERRO. ACIDENTAL. percebe que é açúcar. pois não sabia Tício que atirava em um ser humano.pontodosconcursos.4. É erro de tipo essencial. LICITAMENTE. A pessoa morre. Exemplo: Mévio vai a um supermercado para furtar sal. para isso. A fim de abater sua caça. www.br 23 . Chegando em casa com o produto do furto.OOAGENTE. pois não sabia que estava subtraindo açucar. ERRO.1 CONCEITO Erro de tipo é a falsa percepção da realidade acerca dos elementos constitutivos do tipo penal. É erro de tipo. É o que incide sobre as elementares ou circunstâncias da figura típica. É o que faz o sujeito supor a ausência de elemento ou circunstância da figura típica incriminadora ou a presença de requisitos da norma permissiva.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 3. ESSENCIAL. AGENTE. AGENTE. se previsto em lei. Ocorre erro de tipo. esconde-se atrás de uma árvore. atira e acerta uma pessoa que estava lá. Acreditando ser uma onça. CORRIGE CONTINUA AGIR O erro de tipo encontra previsão no artigo 20 e parágrafos do CP: Art. pois o fato de ser sal ou açúcar é periférico ao tipo. que não para de mexer (para frente e para trás).

com. TEMPO. 3. É a mesma situação que já vimos quando tratamos do conceito de HOMEM MÉDIO relacionado com a culpa. vamos abrir o nosso já conhecido dicionário do concurseiro e aprender. NO MÍNIMO.. ELEMENTARES  DENOMINAM-SE ELEMENTARES AS EXPRESSÕES (PALAVRAS OU SIGNOS LINGÜÍSTICOS) QUE DESCREVEM O CONTEÚDO BÁSICO DO TIPO PENAL. INCLUI AINDA EXPRESSÕES COMO SEM ‘JUSTA CAUSA’. VENCÍVEL OU INDESCULPÁVEL  Neste caso.4. COMO OS ELEMENTOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS. TODO TIPO PENAL POSSUI. Sendo assim. ESCUSÁVEL. ‘FRAUDULENTAMENTE’.pontodosconcursos. EM RAZÃO DA NECESSIDADE DE UM JUÍZO DE VALOR SOBRE OS MESMOS. ETC. QUE VEM A SER O “VERBO” QUE REPRESENTA A CONDUTA (AÇÃO OU OMISSÃO) HUMANA DESCRITA. UM NÚCLEO. ‘INDEVIDAMENTE’. conceitos: DICIONÁRIO DO CONCURSEIRO TIPO PENAL  É O CONJUNTO DOS ELEMENTOS DO CRIME DESCRITOS NA NORMA PENAL. incidiria naquele erro.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Antes de prosseguirmos. SÃO ELEMENTARES DO TIPO PENAL DESCRITO NO ARTIGO 155 DO CP (CRIME DE FURTO): “SUBTRAIR PARA SI OU PARA OUTREM. ALÉM DE O LEGISLADOR INCLUIR EXPRESSÕES COMO MATAR. ou seja. COISA ALHEIA MÓVEL”.br 24 . À SUA INTENÇÃO. www. fica claro que tal poderia ter sido evitado. MODO. ELEMENTOS SUBJETIVOS  OS ELEMENTOS SUBJETIVOS DO TIPO PENAL. SUBTRAIR. apesar do erro. TAMBÉM CONHECIDOS NA DOUTRINA POR ELEMENTOS SUBJETIVOS DO INJUSTO. DESCULPÁVEL  É o erro que não advêm da CULPA do agente. OU SEJA.2 ESPÉCIES O erro de tipo essencial pode ser de duas espécies: 1. DIZENDO RESPEITO À FORMA DE EXECUÇÃO. SEM AS QUAIS A DESCRIÇÃO RESTA INCOMPLETA. ETC. DIZEM RESPEITO AO ESTADO PSICOLÓGICO DO AGENTE. 2. ou relembrar. LUGAR. INVENCÍVEL. naquela situação. ETC. ELEMENTOS NORMATIVOS  OS TIPOS PENAIS PODEM CONTER ELEMENTOS NA SUA FORMAÇÃO QUE NÃO SÃO DE COMPREENSÃO IMEDIATA. QUE SÃO CONSIDERADOS ELEMENTOS NORMATIVOS. OFENDER. NESTES TIPOS PENAIS QUE CONTÉM ELEMENTOS NORMATIVOS. qualquer pessoa MÉDIA. ELEMENTOS OBJETIVOS  OS ELEMENTOS OBJETIVOS DO TIPO REFEREM-SE AO ASPECTO MATERIAL DA INFRAÇÃO PENAL. alguns conceitos são necessários.. INESCUSÁVEL.

Mas e a culpa? Ai sim vai depender da espécie. INESCUSÁVEL MAS NÃO A CULPA ERRO DE TIPO ESSENCIAL EXCLUI O DOLO E ESCUSÁVEL A CULPA 3.4. por tratar-se de crime inescusável. o erro inescusável exclui o dolo.É isento de pena quem.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO A partir da análise destas duas espécies no caso concreto serão definidos os efeitos de erro de tipo. ele será punido a título de culpa. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. não abordando assim aspectos referentes à culpabilidade. correto? ERRADO!!!!! Como vimos. por não olhar a placa do veículo.3 DESCRIMINANTES PUTATIVAS Caro aluno. leva o carro alheio para sua casa. se existisse. Desta forma. mas permite a punição por crime culposo. Resumindo: EXCLUI O DOLO. 20 [.] § 1º . Sobre as descriminantes putativas. neste tópico vou adentrar somente no que importa para sua PROVA. seja o erro INESCUSÁVEL ou ESCUSÁVEL. gerando a impunidade total do fato. Desde já é importante citar que. permanecerá o agente impune. o erro escusável EXCLUI O DOLO E A CULPA.br 25 .. se Tício. ele SEMPRE EXCLUI O DOLO.. Diferentemente. nos termos do “caput” do artigo 20 do CP. ou seja.pontodosconcursos. podemos afirmar que. supõe situação de fato que. tornaria a ação www. a penalização por crime culposo tem caráter excepcional e como a lei não tipifica a conduta CULPOSA para o crime de furto. independentemente de ser escusável ou inescusável. preceitua o Código Penal: Art.com.

CONSISTE EM REPELIR MODERADAMENTE INJUSTA AGRESSÃO A SI PRÓPRIO OU A OUTRA PESSOA.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO legítima.com. EM SÍNTESE. o autor imagina ser esta não-ilícita. ERRONEAMENTE IMAGINADA PELO AGENTE. não o seja. Porém. SÃO CAUSAS EXCLUDENTES DE ILICITUDE: ESTADO DE NECESSIDADE . mas por enquanto é importante ao menos uma noção básica: COMPREENDER PARA APRENDER EXCLUSÃO DE ILICITUDE É UMA CAUSA EXCEPCIONAL QUE RETIRA O CARÁTER ANTIJURÍDICO DE UMA CONDUTA TIPIFICADA COMO CRIMINOSA. Há uma incongruência ou contradição entre a representação fática do agente e a situação objetiva ou real.QUANDO O AUTOR PRATICA A CONDUTA PARA SALVAR DE PERIGO ATUAL DIREITO PRÓPRIO OU ALHEIO. pois supõe existir uma situação que na verdade não há.pontodosconcursos. no plano das idéias do agente as mesmas teriam seu caráter lícito. DESCRIMINANTE PUTATIVA É UMA CAUSA EXCLUDENTE DE ILICITUDE. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO . embora. LEGÍTIMA DEFESA . As condutas praticadas na realidade apresentam sua ilicitude. ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL .CONSISTE NA ATUAÇÃO DO AGENTE DENTRO DOS LIMITES CONFERIDOS PELO ORDENAMENTO LEGAL. www. ELA NÃO EXISTE NA REALIDADE. Se tal situação realmente existisse. NO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. No momento da conduta.br 26 . Portanto. dois pontos extremos são as chaves para a compreensão das descriminantes putativas: o mundo real e o mundo imaginário. Putativo significa algo que se supõe verdadeiro. Ainda estudaremos a fundo as excludentes de ilicitude. a conduta do agente tornar-se-ia lícita. na verdade.QUANDO O AUTOR TEM O DEVER DE AGIR E O FAZ DE ACORDO COM DETERMINAÇÃO LEGAL. MAS O AGENTE PENSA QUE SIM PORQUE ESTÁ ERRADO.

matando Mévio. seu exclusão da ilicitude. que não é causa de exclusão de ilicitude aceita em nosso ordenamento jurídico. Cuida-se da figura do excesso. trata unicamente da situação de ERRO SOBRE OS PRESSUPOSTOS FÁTICOS (SUPOR SITUAÇÕES DE FATO) DE UMA CAUSA DE EXCLUSÃO DA ILICITUDE e atribui os seguintes efeitos: SITUAÇÃO DE FATO QUE. imaginando que Mévio tiraria uma arma. c) Erro sobre a existência da causa de justificação (supor estar autorizado) Caio encontra sua mulher praticando adultério com Mévio.4. fazendeiro. SE EXISTISSE. TORNARIA A AÇÃO LEGÍTIMA 1–ERRO PLENAMENTE JUSTIFICADO  ISENTA DE PENA 2–ERRO INESCUSÁVEL  RESPONDE POR CULPA (CASO HAJA PREVISÃO LEGAL) 3. Ocorreu a chamada LEGITIMA DEFESA PUTATIVA.pontodosconcursos.  Caio. pega sua arma e mata os dois.br 27 .CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO A doutrina admite três hipóteses de descriminantes putativas: a) Erro sobre os pressupostos fáticos (supor situações de fato) de uma causa de  Imaginemos que Tício está na rua e avista Mévio.  Imagina estar agindo de acordo com a LEGÍTIMA DEFESA DA HONRA. parágrafo 1º. Mévio coloca a mão no bolso e Tício. Sempre que um posseiro tenta invadir sua propriedade. Ao se aproximar. O artigo 20. efetua 3 disparos certeiros. verifica que Mévio não possuía arma e iria somente tirar um isqueiro do seu bolso.com. pois a defesa da propriedade não permite esse tipo de reação desproporcional. dispõe o Código Penal: www. Tício. Posteriormente. atira e mata o indivíduo. certeiramente.4 ERRO DETERMINADO POR TERCEIRO Sobre o tema. O agente errou quanto à existência da descriminante. ele. fica o dia b) Erro relativo aos limites da causa de justificação todo em sua janela com uma espingarda apontada para a entrada de sua propriedade. que pensou estar agindo em legítima defesa. Sem pensar. desafeto.

20 [. Então. isto é.br 28 . Suponha-se que o médico.Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. sabe aquele indivíduo que tudo que faz. Imagine que um vendedor de carro.com. Quando o agente provocador atua com dolo. as condições ou qualidades da vítima. fornece um veículo sem freios para que um pretenso comprador realize um “test drive”. o sujeito. entrega à enfermeira uma injeção que contém veneno.] § 2º . não satisfeito em decidir matar alguém. Este erro provocado pode ser doloso ou culposo. a ele será imputado o delito. é exatamente dele que trataremos agora. Neste caso. desejando matar o paciente. Sobre o tema. www. afirma que se trata de um anestésico e faz com que ela a aplique. Não se consideram..CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Art. 3. respondendo apenas o médico. confunde a pessoa visada e mata Caio. determinada por outrem (agente provocador).. e não dolosamente.5 ERRO DE TIPO ACIDENTAL SOBRE A PESSOA Caro aluno. teremos um efeito diferenciado.. preceitua o Código Penal: Art. nestes casos.pontodosconcursos.. É o caso de Tício.4. ainda ERRA a pessoa. neste caso. acredita estar matando A e acaba matando B.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. por confusão.] § 3º . No erro sobre a pessoa. faz errado. Há determinadas situações nas quais o agente não erra por conta própria. Ocorre que também pode o provocador agir culposamente e. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. desde que seu erro seja inescusável. o comprador atropela dois indivíduos. 20 [. por engano. Atenção que aqui não estamos tratando de um indivíduo que erro o alvo e sim daquele que. mas sim de forma provocada. responde o agente provocador e também o provocado. Ao sair da loja. que querendo atirar em Mévio. A enfermeira agiu por erro determinado por terceiro.

nas circunstâncias.4. 21 .6 ERRO DE TIPO ACIDENTAL NA EXECUÇÃO (ABERRATIO ICTUS) Neste tipo de erro. isenta de pena. será aplicada? A resposta é positiva.br 29 .. que está fora de seu edital. mas não de forma qualificada (crime cometido contra criança). cometer crime contra ascendente. que dispõe: Art. pois não importa o que ocorreu e sim o que o agente queria que ocorresse. www.4. na realidade. Exemplo: Tício mira em Mévio. “Mas.com. mas erra o alvo e acaba acertando outra. vale o que ele quer fazer e não o que ele fez. 3. o agente não se confunde quanto à pessoa.Depois que você passar na prova eu tento responder. (grifo nosso) Mas todos interpretam as leis da mesma forma? Claro que não. imaginemos que Tício quer matar seu pai. matando-o. trataremos brevemente deste tópico.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. prevista no artigo 61. A ILICITUDE DO FATO) X Caro(a) aluno(a). quando lhe era possível.. Parágrafo único . mas acerta uma criança. atenha-se à teoria!!! 3. o que o agente estava pensando?” Boa pergunta. pois. se inevitável. pois o aprofundamento encontra-se dentro do assunto CULPABILIDADE. a agravante.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Perceba que o final do supra-exposto parágrafo diz que se deve considerar a qualidade da vítima contra quem o delito seria cometido. Neste caso. mas o confunde com seu tio.7 ERRO DE PROIBIÇÃO (ERRO SOBRE DESCONHECIMENTO DA LEI. ter ou atingir essa consciência. Para começar. professor. Neste caso. como vamos saber exatamente. responderá pelo homicídio doloso. como vimos no item anterior.O desconhecimento da lei é inescusável.pontodosconcursos. poderá diminuíla de um sexto a um terço. se evitável. O erro sobre a ilicitude do fato. diferentemente do ocorrido no erro sobre a pessoa. Por enquanto. uma pergunta: O não conhecimento da lei pode ser utilizado pelo agente como forma de ficar isento de pena? A resposta é negativa e o efeito deste desconhecimento encontra previsão no artigo 21 do Código Penal. irmão gêmeo. Sendo assim.

br 30 . possível de ser alcançado mediante um procedimento de simples esforço de sua consciência. PODE REDUZIR A PENA. O erro de proibição pode ser definido como a falsa percepção do agente acerca do caráter ilícito do fato típico por ele praticado. O indivíduo conhece a existência da lei penal. 7 DIFERENTEMENTE. SE ESSE DESCONHECIMENTO FOR INEVITÁVEL. ou seja. RECARREGUE AS SUAS ENERGIAS E VAMOS À LUTA COM O ÚLTIMO TEMA DE NOSSA AULA!!! **************************************************************************************************** www. mas desconhece ou interpreta mal seu conteúdo. ISENTA DE PENA. um ERRO DE PROIBIÇÃO. VOCÊ TAMBÉM ESTÁ ADQUIRINDO MAIS E MAIS CONHECIMENTO E É ISSO QUE FARÁ A DIFERENÇA NO DIA DE COLOCAR O ESFORÇO EM PRÁTICA. SE A PROVA ESTÁ CHEGANDO. Entretanto. não compreende adequadamente seu caráter ilícito. ou seja. lendo a lei de drogas.com. MUITO BOM!!! AQUI VOCÊ ACABA DE FINALIZAR MAIS UM IMPORTANTE TEMA RUMO À TÃO SONHADA APROVAÇÃO. isto é. SE EVITÁVEL. de acordo com um juízo profano.pontodosconcursos. **************************************************************************************************** FUTURO(A) AUDITOR(A) FISCAL DA RECEITA FEDERAL. pois como vimos o desconhecimento da lei é inescusável. RESPIRE FUNDO. Este indivíduo poderá alegar o TOTAL DESCONHECIMENTO DA LEI? A resposta é negativa.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Imaginemos um indivíduo que. DITO ISTO. “interpreta” ser possível a plantação em sua casa da planta da maconha para fins medicinais. poderá alegar um erro quanto ao entendimento da ilicitude do fato.

Essa fase é interna ao sujeito. por exemplo. a conduta penalmente relevante é somente aquela praticada por seres humanos e projetada no mundo exterior.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 3. 3. um crime completo ou perfeito. por isso. o Código Penal. A cogitação refere-se ao plano intelectual acerca da prática criminosa. No Brasil. que significa "caminho do delito". Assim. utilizada no direito penal para se referir ao processo de evolução de um crime. pois a conduta criminosa se realiza integralmente.1 FASE INTERNA Na fase interna. em um homicídio em que a conduta é “matar alguém”. com a visualização do resultado querido.5. não se preocupe para sua PROVA. inciso II.2 FASE EXTERNA A fase externa engloba os atos preparatórios. está em sua mente.pontodosconcursos. Atos de execução  São aqueles dirigidos diretamente à prática do crime. em seu artigo 14. O Iter criminis costuma ser divididos em duas fases: A fase interna e a fase externa. Os atos preparatórios. que passam da cogitação à ação objetiva. É o caso.5. De fato. a aquisição da arma para a prática de homicídio. não é punível. regra geral. não são puníveis. logo. Com relação às exceções. www. É. 3. dizemos que o crime foi condumado com a morte de um ser humano provocado por outra pessoa. de efetuar disparos de arma de fogo contra uma pessoa Consumação  É aquela na qual estão presentes os elementos essenciais que constituem o tipo penal. por exemplo. exige-se que o autor tenha realizado de maneira efetiva uma parte da própria conduta típica. Atos preparatórios  São atos externos ao agente. ou seja. os atos de execução e a consumação do delito. em sua cabeça.com. adentrando no núcleo do tipo. dá-se a cogitação do crime. como.5 ITER CRIMINIS Iter criminis é uma expressão em latim. definiu que o crime se diz tentado quando iniciada a execução e esta não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. descrevendo as etapas que se sucederam desde o momento em que surgiu a idéia do delito até a sua consumação.br 31 . Para exemplificar.

Finalizamos mais uma aula e agora é hora de consolidar os conceitos com exercícios e uma atenta releitura dos pontos principais. www.pontodosconcursos.com. VOU MATAR!!! JÁ COMPREI A ARMA PROIBIDO!!! IMAGENS FORTES!!! COGITAÇÃO PREPARAÇÃO EXECUÇÃO CONSUMAÇÃO *************************************************************************************************** Caros alunos.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Resumindo: OH YES.br 32 .

Abraços e bons estudos. mas a suas esperanças e sonhos. Preocupe-se não com o que você tentou e falhou. pois a prova está cada vez mais próxima e.pontodosconcursos.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Siga com força nos estudos. mas com aquilo que ainda é possível a você fazer. Pedro Ivo "Consulte não a seus medos. " (Papa João XXIII) *************************************************************************************************** www. se Deus quiser. mas sobre seu potencial não usado.com. Nos momentos de cansaço. imagine como poderá estar sua vida daqui a pouco tempo e lembre-se SEMPRE que só depende de você. todo esforço será coroado com a tão sonhada e tão esperada aprovação.br 33 . em breve. Pense não sobre suas frustrações.

18 . se previsto em lei. Erro sobre a ilicitude do fato Art. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. se existisse. Erro sobre a pessoa § 3º .O desconhecimento da lei é inescusável. 21 . supõe situação de fato que. quando o agente deu causa ao resultado por imprudência. Não se consideram.doloso. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. Descriminantes putativas § 1º . tornaria a ação legítima. senão quando o pratica dolosamente.pontodosconcursos.Salvo os casos expressos em lei.O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. 19 . Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo. se evitável. Crime culposo II . O erro sobre a ilicitude do fato.É isento de pena quem. 20 . mas permite a punição por crime culposo.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO PRINCIPAIS ARTIGOS TRATADOS NA AULA Art. neste caso. Erro sobre elementos do tipo Art.Pelo resultado que agrava especialmente a pena.Diz-se o crime: Crime doloso I . ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. Agravação pelo resultado Art.br 34 . isenta de pena. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias.Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. Erro determinado por terceiro § 2º . Parágrafo único . negligência ou imperícia. www. as condições ou qualidades da vítima. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. se inevitável.com. só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.culposo.

CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Parágrafo único . nas circunstâncias.br 35 .pontodosconcursos. quando lhe era possível. www. ter ou atingir essa consciência.com.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato.

B) querer o resultado e por isso assumir o risco de produzi-lo. 12). de apresentar. de 16 de junho de 1986. o ex-administrador de instituição financeira. no dolo eventual o agente não se importa com o resultado que irá vir de sua conduta. mas assumir o risco de produzi-lo pouco se importando com a produção ou não deste resultado.Esse tipo legal de crime configura: A) crime próprio B) crime preterintencional www. tem-se: A) dolo no antecedente e dolo no conseqüente B) culpa no antecedente e culpa no conseqüente C) culpa no antecedente e dolo no conseqüente D) dolo no antecedente e culpa no conseqüente E) responsabilidade objetiva GABARITO: D COMENTÁRIOS: Como vimos. GABARITO: A COMENTÁRIOS: É a questão do “Seja o que Deus quiser”. C) não querer o resultado. o crime preterdoloso é caracterizado pelo dolo no antecedente e culpa no consequente. art. declarações ou documentos de sua responsabilidade" (Lei no 7. agindo da maneira que agirá. (Juiz – TRT / 2003) O chamado dolo eventual caracteriza-se pelo fato de o agente: A) não querer o resultado. mas acreditar sinceramente que este não é antijurídico. ou seja. D) não querer o resultado e acreditar sinceramente que. ou síndico.pontodosconcursos. não dará causa ao resultado. ao interventor.com. (Promotor – MPE – CE / 2003) No crime preterdoloso .br 36 . E) nenhuma das respostas anteriores.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO EXERCÍCIOS 1.492. (TCE – RN / 2000) "Deixar. 2. nos prazos e condições estabelecidas em lei as informações. 3. liqüidante.

Atira em direção ao animal. Assim. (Juiz Substituto – TJ-SP 2009) Depois de haver saído do restaurante onde havia almoçado. a qualificação como “ex-administrador de instituição financeira”. como ocorrera. mata B. naquelas circunstâncias. todavia. B) erro de tipo. amigo de B.pontodosconcursos. Esse fato pode configurar: A) erro determinado por terceiro. A vê a onça próxima a B. A situação descrita configura: A) culpa inconsciente www. Acreditando ter o direito de fazer justiça pelas próprias mãos. vão à caça. não erraria o alvo. estamos diante do ERRO DE PROIBIÇÃO. 5. como temos o crime preterdoloso sendo citado na alternativa “B”. De qualquer forma. através de um juízo próprio. D) erro de proibição. ou seja. (AFRF / 1998) A. E) N. 4. caro aluno. Tício. mas não mais a encontrou.A. C) erro de permissão.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO C) crime de consumação antecipada D) exaurimento E) tentativa perfeita GABARITO: A COMENTÁRIOS: Essa questão exige conceitos vistos na aula 02. ambos maiores e imputáveis. GABARITO: A COMENTÁRIOS: Perceba. percebeu que lá havia esquecido sua carteira e voltou para recuperá-la. embora tenha previsão de poder matar o amigo. que no caso em tela fica claro que Tício tem conhecimento da ilicitude do ato de furtar.br 37 . resolvi colocar. confiante de que. não querendo perder a oportunidade. atira em direção ao animal. supostamente de valor igual ao seu prejuízo. tomou para si objeto pertencente ao dono do referido restaurante. se errar a pontaria. várias vezes. exige uma qualidade especial do agente.R. creio que nenhum concurseiro fica chateado com exercício a mais!!! A questão trata de um crime próprio. julga ser seu ato plenamente lícito por ter o “direito de fazer justiça pelas próprias mãos”.com. mas. No caso em questão. mas. homem de pouco cultivo.

precisa estar previsto para ser considerado crime. só é punido a titulo de dolo. negligência e imperícia são modalidades do dolo. como o crime culposo tem caráter excepcional.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO B) preterdolo C) culpa consciente D) dolo eventual E) dolo direto GABARITO: C COMENTÁRIOS: O fato descrito pela ESAF deixa claro a existência da chamada culpa consciente. ou seja. 6. é correto afirmar que: A) o crime de furto só é punido a título de dolo.pontodosconcursos. www. 7. C) há dolo direto quando a vontade do agente não visa a um resultado preciso e determinado. (MPU / 2004) É correto afirmar que: A) pelo resultado que agrava especialmente a pena. E) imprudência. só responde o agente que o houver causado dolosamente. no dolo eventual o agente assume o risco. Negligência e Imperícia são MODALIDADES da Culpa. que o resultado delituoso não ocorrerá. B) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado isenta de pena. sinceramente. D) há dolo eventual quando o agente não assume o risco de produzir o resultado. logo.. Imprudência. B) o crime de furto admite as modalidades dolosa e culposa. O agente acredita. A alternativa “D” tenta confundir o candidato com o conceito de culpa consciente atribuído ao dolo eventual.com. GABARITO: A COMENTÁRIOS: Questão que exige conceitos amplamente tratados na aula. A alternativa “E” é só para quem nunca viu Penal na vida errar. Vimos que o crime de furto não traz a tipificação para a culpa.. (SEFAZ – PI / 2001) No que diz respeito ao elemento subjetivo do tipo.br 38 . Conforme vimos. A alternativa “C” traz o conceito de dolo indireto. não se interessando pelo resultado que advirá de sua conduta.

..Responde pelo crime o terceiro que determina o erro.] § 3º .pontodosconcursos. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. consideram-se para efeitos penais. se existisse.É isento de pena quem. Alternativa “E”  No erro sobre a pessoa. 20 [. GABARITO: D COMENTÁRIOS: Alternativa “A”  Vimos que existem delitos em que o resultado culposo agrava a pena.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO C) responde pelo crime o terceiro que não determina o erro. supõe situação de fato que. as condições ou qualidades da vítima efetivamente atingida.. que versa sobre as descriminantes putativas. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo Nesta questão fica clara a importância da leitura dos dispositivos do Código Penal. neste caso. Alternativa “B”  O erro quanto à pessoa não isenta de pena. Alternativa “D”  É a reprodução exata do parágrafo 1º do artigo 20. www. Não se consideram.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. nos termos do parágrafo 3º do artigo 20: Art.] § 2º . supõe situação de fato que. responde pelo crime o terceiro que DETERMINA o erro. consideram-se as qualidades de quem se queria atingir. tornaria a ação legítima.com. Na verdade. D) é isento de pena quem. Observe: Art.br 39 . Exemplo: Crime Preterdolosos. Alternativa “C”  Tenta confundir o candidato incluindo a palavra “não”. se existisse. E) no caso de erro sobre a pessoa. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. as condições ou qualidades da vítima. tornaria a ação legítima. Observe: § 1º .. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. 20 [.

temos a culpa comum. 9. Alternativa “B”  Insere o conceito de dolo indireto na culpa consciente. supõe situação de fato que. Esse tipo de questão aparece muito em prova. e na culpa consciente o agente conscientemente admite e aceita o risco de produzir o resultado. (MPU / 2004) A diferença entre dolo eventual e culpa consciente consiste no fato de que: A) no dolo eventual a vontade do agente visa a um ou outro resultado. Alternativa “A”  Na culpa consciente. GABARITO: C COMENTÁRIOS: Mais uma sobre dolo eventual e culpa consciente. (MPU / 2004) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado: A) isenta o réu de pena. exige-se mais. tornaria a ação legítima. A alternativa C trata de forma perfeita sobre estes dois institutos. embora este seja previsível. e ocorre quando o agente. mas com culpa consciente. não é suficiente que o agente tenha se conduzido de maneira a assumir o resultado. o sujeito prevê o resultado. Alternativa “E”  Se agiu com negligência. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. por acidente ou erro no uso dos meios de execução. vem a atingir outra.pontodosconcursos. age com dolo e não com culpa. B) não isenta o réu de pena. serão as da vítima que se pretendia atingir e não as da efetivamente ofendida. D) isenta o réu de pena. mas espera sinceramente não atingí-lo. as qualidades ou condições da vítima efetivamente atingida é que contarão para qualificar ou agravar o delito. não agiu com dolo eventual. D) se o agente concordou em última instância com o resultado. mas espera que este não aconteça. E) se não assumiu o risco de produzir.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 8. no entanto. o agente prevê o resultado.br 40 . ocorreu CULPA e não DOLO. e o erro é reconhecido quando o resultado do crime é único e não houve intenção de atingir pessoa determinada. se existisse. que ele haja consentido no resultado.com. no entanto. E) não isenta o réu de pena. Quando o agente não prevê o resultado. Alternativa “D”  Se o agente concorda com o resultado. C) não isenta o réu de pena. www. C) no dolo eventual. e na culpa consciente o sujeito não prevê o resultado. houve dolo eventual e não culpa consciente. as qualidades ou condições que contarão para qualificar ou agravar o delito. pois o agente visa a atingir certa pessoa e. mas tão-só agiu com negligência. B) no dolo eventual a vontade do agente não visa a um resultado preciso e determinado. já na culpa consciente.

Não precisam de nenhuma valoração.com. fica claro que temos na expressão destacada um elemento subjetivo do tipo. ELEMENTOS SUBJETIVOS: Vivem no interior no psiquismo do sujeito. seres (agentes). § 3º . 131). na esfera do pensamento. (MPU / 2004) "Praticar. 11. (Auditor Fiscal / 2003 . Como exemplo as expressões: “indevidamente”. 10. Como exemplo. ELEMENTOS NORMATIVOS: São aqueles que devem ter uma valoração. www.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO GABARITO: B COMENTÁRIOS: Exige do candidato o conhecimento do parágrafo 3º do artigo 20 do CP. um juízo de valor.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. animais. art. neste caso.configura elemento: A) Subjetivo B) Naturalístico C) Normativo D) Subjetivo do tipo E) Circunstancial GABARITO: D COMENTÁRIOS: Com frequência encontramos em prova questões deste tipo.pontodosconcursos. "com o fim de transmitir doença a outrem". "de que se sabe inocente". “digna” .Adaptada) No tocante ao erro quanto à ilicitude do fato. “para si ou para outrem”. ato capaz de produzir o contágio" (CP. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. Para relembrar: ELEMENTOS OBJETIVOS DESCRITIVOS: São os objetos (coisas). as condições ou qualidades da vítima. ou seja. “saúde”. coisas ou atos perceptíveis pelos sentidos.br 41 . exigindo a diferenciação entre os elementos do tipo. Logo. pode-se afirmar que: A) quando for evitável não se permite a redução da pena. o qual será necessário para caracterizar a conduta tipificada a título de dolo."com o fim de transmitir" . Não se consideram. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. "para ocultar desonra própria". No texto . todo dolo possui um elemento subjetivo que é a consciência.

se evitável. pois reproduz o caput do artigo 21. B) de dano e de perigo. Alternativa “C”  A alternativa C trata de hipótese de erro de tipo e não de erro de proibição. D) O erro sobre a ilicitude do fato. se inevitável. E) é também conhecido como erro de proibição. dolo A) direto e indireto.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. 12. que dispõe: Art.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO B) é considerado evitável o erro se o agente atua ou se omite com a consciência da ilicitude do fato. (TJ – PA / 2009) O artigo 18.pontodosconcursos. ter ou atingir essa consciência. isenta de pena. Alternativa “D”  Resposta fácil de ser encontrada. C) determinado e genérico. se inevitável. isenta de pena. www. sendo o desconhecimento da lei escusável. se evitável. É considerado evitável o erro se o agente atua ou se omite SEM a consciência da ilicitude. pois afirma que o erro incide sobre elemento do tipo penal. nas circunstâncias. quando lhe era possível. Alternativa “A”  Se evitável. GABARITO: D COMENTÁRIOS: Exige o conhecimento do artigo 21. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. Alternativa “B”  Transcreve de forma errada o parágrafo único do artigo 21. Alternativa “E”  O desconhecimento da lei é INESCUSÁVEL.br 42 . Parágrafo único .com. do Código Penal Brasileiro indica duas espécies de dolo. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. ou seja. excluído o dolo. permite-se a redução da pena de um sexto a um teço. C) o engano recai sobre elemento do tipo penal e exclui o dolo. O erro sobre a ilicitude do fato. I.O desconhecimento da lei é inescusável. 21 .

esqueceu uma pinça dentro do abdômen do paciente.lhe infecção e a morte. B) inobservância do dever de cuidado que causa um resultado cujo risco foi assumido pelo agente. O início trata do dolo direto: “O agente quis o resultado.. não se referindo especificamente a nenhuma espécie. ocasionando.” O término do dolo indireto: “Assumiu o risco de produzí-lo. mas previsível. agiu com: A) culpa.br 43 . sem intenção de matar. GABARITO: E COMENTÁRIOS: A questão trata do crime culposo de maneira genérica. (MPE – SE / 2009) O médico que. C) observância do dever de cuidado que causa um resultado desejado.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO D) genérico e específico. para o crime culposo é essencial a ocorrência de um resultado derivado da inobservância do dever de cuidado.Diz-se o crime: I . E) normativo e indeterminado. além da tipicidade. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. D) inobservância do dever de cuidado que causa um resultado desejado. dispõe: Art. GABARITO: A COMENTÁRIOS: O artigo 18. Como vimos. para SUA PROVA. 18 . I. 14. www. não se importe. tornase necessária a prática de conduta com: A) observância do dever de cuidado e vontade consciente. E) inobservância do dever de cuidado que causa um resultado não desejado e imprevisível. mas previsível. por imperícia.com. com as definições que não foram tratadas.pontodosconcursos. numa cirurgia. 13.” Com relação às outras alternativas. (TJ – PA / 2009) Para a configuração do crime culposo.doloso.. não desejado pelo agente.

Alternativa “D”  O dolo indireto compreende o dolo eventual e o dolo alternativo. nenhum deles responderá pelo fato. 15. Alternativa “C”  Não há compensação de culpas no Direito Penal Brasileiro. por imprudência. D) o dolo direto ou determinado compreende o dolo eventual e o dolo alternativo. já na culpa consciente. C) no caso de dois agentes concorrerem culposamente para um resultado ilícito. Alternativa “E”  A conduta. (MAIS UMA VEZ!!! CUIDADO PARA A SUA PROVA!!!). E) no crime culposo o agente realiza uma conduta involuntária que produz um resultado não querido. o resultado não é previsto. ou seja. precisa ser VOLUNTÁRIA. II. com a devida atenção. já amplamente tratados. Alternativa “B”  Tenta confundir os conceitos de dolo eventual e culpa consciente. o evento é previsto. C) culpa.com. logo o erro não foi derivado de um “saber profissional” e sim de um esquecimento. GABARITO: C COMENTÁRIOS: O médico agiu com culpa e foi NEGLIGENTE em sua atuação. GABARITO: A COMENTÁRIOS: Alternativa “A”  Quando falamos em culpa de maneira genérica. mas o agente confia em que não ocorra.br 44 .pontodosconcursos. B) no dolo eventual. deve haver VONTADE. para ser dolosa ou culposa. Mas não seria imperícia? A resposta é negativa. do Código Penal. (TJ – PE / 2007) Quanto ao dolo e a culpa é correto afirmar que: A) a forma típica da culpa é a culpa inconsciente. mas o agente se conduz de modo a assumir o risco de produzi-lo. que podia. www. ser evitado. Precisa ser médico para saber que não se deve deixar uma pinça dentro do abdômem de um indivíduo? Claro que não. em que o resultado previsível não é previsto pelo agente. E) dolo eventual. uma falta de cuidado do médico. diante da teoria da compensação de culpas adotada pelo nosso ordenamento penal.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO B) dolo direto. É a culpa sem previsão. estamos tratando da culpa inconsciente que encontra previsão no artigo 18. por negligência. imprevisível e excepcionalmente previsível. D) culpa. no qual o agente quer um ou outro entre dois ou mais resultados.

Alternativa “A”  Reproduz o final do artigo 21. se inevitável. C) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena o agente. não exclui o dolo.É isento de pena quem. se evitável. se evitável. tratados no Código Penal. o erro determinado por terceiro. poderá diminui-la de um sexto a um terço. o erro sobre a pessoa e o erro sobre a ilicitude do fato. GABARITO: E COMENTÁRIOS: Questão que exige o conhecimento do artigo 20.O desconhecimento da lei é inescusável.com. acima reproduzido. tornaria a ação legítima. O erro sobre a ilicitude do fato. B) é isento de pena quem.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 16.br 45 . supõe situação de fato que. isenta de pena. Alternativa “B”  Reproduz o início do parágrafo 1º do artigo 20. ainda que previsto em lei. Observe: Art. é INCORRETO afirmar que: A) o erro do agente sobre a ilicitude do fato. Veja: § 1º . neste caso. isenta de pena. Alternativa “D”  Reproduz o final do parágrafo 1º. se existisse. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime. www. mas impede a punição por crime culposo. supõe situação de fato que. 21 . E) o erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal do crime. Não se consideram. se inevitável. D) não há isenção de pena quando o erro deriva da culpa e o fato é punível como crime culposo. as condições ou qualidades da vítima. (TJ – PE / 2007) Quanto ao erro sobre os elementos do tipo. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias.O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. 21 e seus parágrafos. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo Alternativa “C”  Reproduz o início do parágrafo 3º do artigo 20. poderá diminuí-la de um sexto a um terço.pontodosconcursos. § 3º . se existisse tornaria a ação legítima.

Art. B) salvo os casos expressos em lei.br 46 . (TJ – PE / 2006) Em relação ao Dolo e a Culpa. a pena será a cominada abstratamente para o crime (reclusão de 6 a 20 anos). quer ocorra o dolo direto. é INCORRETO afirmar que: A) age com culpa por negligência. mas espera. se previsto em lei. GABARITO: E COMENTÁRIOS: Alternativa “A”  Está perfeita. Trata da hipótese de negligência relacionada à culpa. senão quando o pratica dolosamente.pontodosconcursos. enquanto na culpa inconsciente o agente não prevê o resultado que é previsível. D) na culpa consciente o agente prevê o resultado. que não ocorra. Alternativa “B”  Como vimos. SALVO aqueles em que a LEI expressamente prevê a modalidade culposa. Alternativa “C”  A quantidade da pena não varia segundo a espécie de dolo como previsto no art. 17.. inciso I. podendo tomar as cautelas exigíveis. o agente que por inércia psíquica ou indiferença. Na lei anterior.] Parágrafo único . porém. o agente realiza a conduta com a vontade firme e definida de obter o resultado pretendido.Salvo os casos expressos em lei.com. mas permite a punição por crime culposo. C) a quantidade da pena para o crime não varia segundo a espécie de dolo. Na aplicação da pena. quer tenha o agente atuado com dolo eventual. senão quando o pratica dolosamente. não o faz por displicência. Observe: Art.. em homicídio simples. o indivíduo só é punido pelo fato em que atua com DOLO. o juiz poderá levar em consideração a espécie de dolo. Assim.O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. sinceramente. 18. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO Alternativa “E”  Contraria o “caput” do artigo 20 ao dizer que impede a punição por crime culposo. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. fazia-se referência expressa à intensidade do dolo como uma das www. E) no dolo eventual ou também chamado de culpa própria. 20 . regra geral. 18 [.

Nesse caso.com. B) responderá por homicídio consumado.pontodosconcursos. Alternativa “E”  Está incorreta.br 47 . há que ser valorada a VONTADE do sujeito. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. nesta espécie o agente pratica o delito sendo para ele indiferente o resultado advindo da conduta. por falta de tipicidade. José veio a falecer. logo. 316). Jonas ministrou veneno a José e José ministrou veneno a Jonas. Jonas A) não responderá por nenhum delito. mas em razão dela. direta ou indiretamente."Para si ou para outrem" representa: A) dolo B) culpa consciente C) culpa inconsciente D) normativo E) elemento subjetivo do tipo GABARITO: E COMENTÁRIOS: Na expressão destacada. (TRE – MS) Jonas e José celebraram um pacto de morte. mas Jonas sobreviveu. responderá Jonas por homicídio consumado. www. 19. para si ou para outrem. E) responderá por induzimento a suicídio. logo. 18. (TCE – RN / 2000) "Exigir. D) responderá por instigação a suicídio. estamos diante de um elemento subjetivo do tipo. Alternativa “D”  Define corretamente a culpa consciente e a inconsciente. GABARITO: B COMENTÁRIOS: Assim como não há compensação de culpa. art. A vigente apenas refere-se à culpabilidade. é claro que não há compensação de dolo. C) responderá por auxílio a suicídio. pois além do dolo eventual não ser chamado de culpa própria.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO circunstâncias judiciais destinadas a orientar o julgador. vantagem indevida" (Código Penal.

com. Chegando ao local. (TCE – RN / 2000) "Retardar ou deixar de praticar. Desta forma."Indevidamente" é elemento: A) Subjetivo B) Objetivo C) Acidental D) Normativo E) Culpa consciente GABARITO: D COMENTÁRIOS: A palavra indevidamente significa que se o retardamento ou a não prática for DEVIDA. de 2/6/1992. Comete o Holandês: www. Mulher na rodoviária é abordada por um sujeito que pede que ela leve uma caixa de medicamento para um amigo seu que estará esperando no local de destino. entendia ausente um elemento típico presente.br 48 . a mulher pega a caixa. pois pensa ser lícita a conduta com base no ordenamento de seu país.A. como há necessidade de uma valoração por parte do Magistrado. conforme vimos na questão 10.429. art.R. qual seja. ao abrir a caixa de remédios verifica que há 200 gramas de pó de cocaína. entra no ônibus e segue viagem.pontodosconcursos. Holandês é pego no aeroporto de Guarulhos/SP fumando seu cigarrinho de maconha. é abordada por policiais que. não incidirá o tipo penal. C) erro de permissão. GABARITO: B COMENTÁRIOS: A mulher agiu com erro de tipo. D) erro de proibição. E) N. 21. A mulher cometeu: A) erro determinado por terceiro. 11. ou seja. Inocentemente. 22. II). B) erro de tipo. trata-se de elemento normativo. ato de ofício" (Lei no 8.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 20. levar consigo drogas. indevidamente.

pontodosconcursos.R. ou seja. C) erro de permissão. GABARITO: D COMENTÁRIOS: Agiu o Holandês com erro de proibição. www.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO A) erro determinado por terceiro.com. mas imaginava lícito (porque na Holanda é liberado).A. D) erro de proibição. E) N. B) erro de tipo. sabia o que estava fazendo (fumando droga).br 49 .

D) não querer o resultado e acreditar sinceramente que. B) querer o resultado e por isso assumir o risco de produzi-lo. Esse fato pode configurar: www. (Juiz – TRT / 2003) O chamado dolo eventual caracteriza-se pelo fato de o agente: A) não querer o resultado. declarações ou documentos de sua responsabilidade" (Lei no 7. liqüidante. ou síndico.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS 1. agindo da maneira que agirá. 12). Acreditando ter o direito de fazer justiça pelas próprias mãos. art. (TCE – RN / 2000) "Deixar.pontodosconcursos.com. tomou para si objeto pertencente ao dono do referido restaurante. não dará causa ao resultado. de 16 de junho de 1986. mas assumir o risco de produzi-lo pouco se importando com a produção ou não deste resultado.492. homem de pouco cultivo. C) não querer o resultado. mas não mais a encontrou. nos prazos e condições estabelecidas em lei as informações. de apresentar. percebeu que lá havia esquecido sua carteira e voltou para recuperá-la. supostamente de valor igual ao seu prejuízo. (Juiz Substituto – TJ-SP 2009) Depois de haver saído do restaurante onde havia almoçado. Tício. tem-se: A) dolo no antecedente e dolo no conseqüente B) culpa no antecedente e culpa no conseqüente C) culpa no antecedente e dolo no conseqüente D) dolo no antecedente e culpa no conseqüente E) responsabilidade objetiva 2. o ex-administrador de instituição financeira. (Promotor – MPE – CE / 2003) No crime preterdoloso .Esse tipo legal de crime configura: A) crime próprio B) crime preterintencional C) crime de consumação antecipada D) exaurimento E) tentativa perfeita 4. ao interventor.br 50 . 3. mas acreditar sinceramente que este não é antijurídico. E) nenhuma das respostas anteriores.

todavia. www. A vê a onça próxima a B. (SEFAZ – PI / 2001) No que diz respeito ao elemento subjetivo do tipo. só responde o agente que o houver causado dolosamente. tornaria a ação legítima. as condições ou qualidades da vítima efetivamente atingida. C) erro de permissão.R. D) há dolo eventual quando o agente não assume o risco de produzir o resultado. várias vezes. não querendo perder a oportunidade.com. atira em direção ao animal. E) no caso de erro sobre a pessoa. E) N. Atira em direção ao animal. 5. confiante de que. 7. naquelas circunstâncias. B) o crime de furto admite as modalidades dolosa e culposa.A.pontodosconcursos. como ocorrera. ambos maiores e imputáveis. B) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado isenta de pena. amigo de B. (AFRF / 1998) A. (MPU / 2004) É correto afirmar que: A) pelo resultado que agrava especialmente a pena. é correto afirmar que: A) o crime de furto só é punido a título de dolo. embora tenha previsão de poder matar o amigo. consideram-se para efeitos penais. negligência e imperícia são modalidades do dolo. C) há dolo direto quando a vontade do agente não visa a um resultado preciso e determinado. não erraria o alvo. A situação descrita configura: A) culpa inconsciente B) preterdolo C) culpa consciente D) dolo eventual E) dolo direto 6. C) responde pelo crime o terceiro que não determina o erro. D) erro de proibição. se existisse. E) imprudência. se errar a pontaria. mata B. vão à caça.br 51 . por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. B) erro de tipo. D) é isento de pena quem.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO A) erro determinado por terceiro. supõe situação de fato que.

(MPU / 2004) A diferença entre dolo eventual e culpa consciente consiste no fato de que: A) no dolo eventual a vontade do agente visa a um ou outro resultado. exige-se mais. pois o agente visa a atingir certa pessoa e. B) não isenta o réu de pena. (MPU / 2004) O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado: A) isenta o réu de pena. as qualidades ou condições que contarão para qualificar ou agravar o delito. o sujeito prevê o resultado. as qualidades ou condições da vítima efetivamente atingida é que contarão para qualificar ou agravar o delito. mas espera que este não aconteça.com. C) não isenta o réu de pena. E) se não assumiu o risco de produzir. se existisse. embora este seja previsível. B) no dolo eventual a vontade do agente não visa a um resultado preciso e determinado.configura elemento: A) Subjetivo B) Naturalístico C) Normativo D) Subjetivo do tipo E) Circunstancial www. que ele haja consentido no resultado. art. D) isenta o réu de pena. por acidente ou erro no uso dos meios de execução. com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado. não é suficiente que o agente tenha se conduzido de maneira a assumir o resultado. mas com culpa consciente. E) não isenta o réu de pena.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 8. não agiu com dolo eventual. C) no dolo eventual. tornaria a ação legítima. e na culpa consciente o agente conscientemente admite e aceita o risco de produzir o resultado. mas tão-só agiu com negligência. 9. houve dolo eventual e não culpa consciente. já na culpa consciente. serão as da vítima que se pretendia atingir e não as da efetivamente ofendida.br 52 . por erro plenamente justificado pelas circunstâncias.pontodosconcursos. supõe situação de fato que. 10. ato capaz de produzir o contágio" (CP. 131). e na culpa consciente o sujeito não prevê o resultado. D) se o agente concordou em última instância com o resultado. (MPU / 2004) "Praticar. e o erro é reconhecido quando o resultado do crime é único e não houve intenção de atingir pessoa determinada."com o fim de transmitir" . no entanto. No texto . vem a atingir outra. no entanto. e ocorre quando o agente.

por imperícia. poderá diminuí-la de um sexto a um terço. 14. B) de dano e de perigo. mas previsível. B) inobservância do dever de cuidado que causa um resultado cujo risco foi assumido pelo agente. se inevitável. I. se evitável. tornase necessária a prática de conduta com: A) observância do dever de cuidado e vontade consciente. esqueceu uma pinça dentro do abdômen do paciente. isenta de pena. E) inobservância do dever de cuidado que causa um resultado não desejado e imprevisível. do Código Penal Brasileiro indica duas espécies de dolo. agiu com: A) culpa. C) observância do dever de cuidado que causa um resultado desejado. ou seja. B) é considerado evitável o erro se o agente atua ou se omite com a consciência da ilicitude do fato. C) o engano recai sobre elemento do tipo penal e exclui o dolo. dolo A) direto e indireto. numa cirurgia. (TJ – PA / 2009) Para a configuração do crime culposo. www. além da tipicidade. D) inobservância do dever de cuidado que causa um resultado desejado. ocasionando. sendo o desconhecimento da lei escusável. D) O erro sobre a ilicitude do fato. por negligência.lhe infecção e a morte. C) determinado e genérico. E) normativo e indeterminado. 12. pode-se afirmar que: A) quando for evitável não se permite a redução da pena.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO 11. B) dolo direto. (MPE – SE / 2009) O médico que. mas previsível.pontodosconcursos. (Auditor Fiscal / 2003 . 13. C) culpa.Adaptada) No tocante ao erro quanto à ilicitude do fato.br 53 .com. D) genérico e específico. (TJ – PA / 2009) O artigo 18. E) é também conhecido como erro de proibição. sem intenção de matar.

poderá diminui-la de um sexto a um terço. com a devida atenção. em que o resultado previsível não é previsto pelo agente. ainda que previsto em lei. ninguém pode ser punido por fato previsto como crime. E) o erro sobre o elemento constitutivo do tipo legal do crime. D) o dolo direto ou determinado compreende o dolo eventual e o dolo alternativo. já na culpa consciente.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO D) culpa. supõe situação de fato que. o erro sobre a pessoa e o erro sobre a ilicitude do fato. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. B) salvo os casos expressos em lei. ser evitado. B) no dolo eventual. o evento é previsto. o erro determinado por terceiro. não exclui o dolo. D) não há isenção de pena quando o erro deriva da culpa e o fato é punível como crime culposo. se existisse tornaria a ação legítima. não o faz por displicência. 15. 16.br 54 . tratados no Código Penal. diante da teoria da compensação de culpas adotada pelo nosso ordenamento penal. mas impede a punição por crime culposo. (TJ – PE / 2006) Em relação ao Dolo e a Culpa. é INCORRETO afirmar que: A) o erro do agente sobre a ilicitude do fato. C) no caso de dois agentes concorrerem culposamente para um resultado ilícito. C) o erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena o agente.pontodosconcursos. que podia. nenhum deles responderá pelo fato. por imprudência. é INCORRETO afirmar que: A) age com culpa por negligência. mas o agente confia em que não ocorra. (TJ – PE / 2007) Quanto ao erro sobre os elementos do tipo. mas o agente se conduz de modo a assumir o risco de produzi-lo. se inevitável. senão quando o pratica dolosamente. 17. É a culpa sem previsão. C) a quantidade da pena para o crime não varia segundo a espécie de dolo. imprevisível e excepcionalmente previsível.com. B) é isento de pena quem. isenta de pena. o agente que por inércia psíquica ou indiferença. (TJ – PE / 2007) Quanto ao dolo e a culpa é correto afirmar que: A) a forma típica da culpa é a culpa inconsciente. www. se evitável. E) no crime culposo o agente realiza uma conduta involuntária que produz um resultado não querido. E) dolo eventual. o resultado não é previsto. podendo tomar as cautelas exigíveis. no qual o agente quer um ou outro entre dois ou mais resultados.

Inocentemente. 18. art. entra no ônibus e segue viagem. 11. enquanto na culpa inconsciente o agente não prevê o resultado que é previsível.pontodosconcursos. para si ou para outrem. 19.br 55 . ainda que fora da função ou antes de assumi-la. mas Jonas sobreviveu. Jonas A) não responderá por nenhum delito. indevidamente.429."Para si ou para outrem" representa: A) dolo B) culpa consciente C) culpa inconsciente D) normativo E) elemento subjetivo do tipo 20. (TRE – MS) Jonas e José celebraram um pacto de morte. que não ocorra. sinceramente. por falta de tipicidade. Mulher na rodoviária é abordada por um sujeito que pede que ela leve uma caixa de medicamento para um amigo seu que estará esperando no local de destino. José veio a falecer. B) responderá por homicídio consumado. (TCE – RN / 2000) "Exigir. II). mas espera. Nesse caso. ato de ofício" (Lei no 8. A mulher cometeu: www. direta ou indiretamente.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO D) na culpa consciente o agente prevê o resultado. de 2/6/1992. o agente realiza a conduta com a vontade firme e definida de obter o resultado pretendido. mas em razão dela. a mulher pega a caixa. E) responderá por induzimento a suicídio. 316). Chegando ao local."Indevidamente" é elemento: A) Subjetivo B) Objetivo C) Acidental D) Normativo E) Culpa consciente 21. E) no dolo eventual ou também chamado de culpa própria. C) responderá por auxílio a suicídio. art. D) responderá por instigação a suicídio. ao abrir a caixa de remédios verifica que há 200 gramas de pó de cocaína. (TCE – RN / 2000) "Retardar ou deixar de praticar. Jonas ministrou veneno a José e José ministrou veneno a Jonas. é abordada por policiais que.com. vantagem indevida" (Código Penal.

A.R. Comete o Holandês: A) erro determinado por terceiro. B) erro de tipo. www.A. C) erro de permissão. pois pensa ser lícita a conduta com base no ordenamento de seu país. E) N. D) erro de proibição. E) N.CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL TEORIA E EXERCÍCIOS P/ RECEITA FEDERAL PROFESSOR PEDRO IVO A) erro determinado por terceiro.pontodosconcursos. C) erro de permissão.R. B) erro de tipo. Holandês é pego no aeroporto de Guarulhos/SP fumando seu cigarrinho de maconha. D) erro de proibição.br 56 . 22.com.