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UNIVERSIDADE CEUMA

CURSO DE ODONTOLOGIA
DISCIPLICA DE ENDODONTIA CLÍNICA

ISADORA CARVALHO GOMES

PLANO DE TRATAMENTO ENDODÔNTICO DO ELEMENTO DENTAL
22

SÃO LUÍS
2015

PLANO DE TRATAMENTO ENDODÔNTICO 1. ANAMNESE. Tem como profissão cabeleleira. os demais testes deram negativo. DIAGNOSTICO: Pulpite irreversível TRATAMENTO: Biopulpectomia. A mesma relatou que. a paciente não apresentou dor nem espontânea e nem provocada. compareceu a clínica de endodontia do UNICEUMA. não apresentava sensibilidade dolorosa no dente e foi submetida a uma restauração há muito tempo e que não lembra o tempo certo. o dente apresentou cárie. Na inspeção intra-oral apresentava bolsa periodontal. Com relação aos testes de vitalidade pulpar e condição apical. e que a mesma caiu há uns seis meses. Na inspeção dos tecidos duros. EXAME RADIOGRÁFICO A câmara pulpar apresenta-se normal e o canal radicular aparenta-se amplo. Na história dental. a paciente nos relatou não fazer uso de medicamentos e que apresenta alergia a dipirona..C. 2. na quarta-feira dia 07 de outubro de 2015. e pequeno espessamento do ligamento periodontal. a paciente também não apresentou nenhuma alteração. EXAMES CLÍNICOS E RADIOGRÁFICOS: Na história médica. TRATAMENTO ENDODÔNTICO . o dente encontra-se com cárie e necessita de instrumentação e obturação do canal radicular. a sua queixa principal foi: “quero melhorar meus dentes”.S. Na semiologia objetiva não apresentou nenhuma alteração. Hoje.J. na inspeção extra-oral. rua Alcione Ferreira. Não foi observado alteração no pericemento. e relatou também não ter nenhum dos problemas sistêmicos questionados. 3. quanto ao frio deu exacerbada com declínio lento. casada e reside na cidade de Ribamar Maranhão. bairro José Câmara. perda de alguns dentes. DADOS PESSOAIS DO PACIENTE: Paciente. R. casa 402. 44 anos de idade. Na semiologia subjetiva.

recuaremos 1 mm do CRT. aplicaremos o cotosol e pedimos pro paciente voltar na próxima semana.Inicialmente. . Em seguida. Em seguida realizaremos o escalonamento. realizaremos a anestesia terminal infiltrativa e isolaremos o dente em questão (22). chamaremos de instrumento apical inicial (IAI) Vamos utilizar no CRT de 2 a 3 limas do tipo K acima do IAI. partiremos pra um outro de numeração maior). utilizaremos a pasta Calen+Paramonoclorofenol Canforado (PMCC) como medicação intracanal. Com a radiografia em mãos. aspirar e inundar o canal com a solução de hipoclorito de sódio a 4 ou 6%. começamos a obturação. TÉCNICA DE OBTURAÇÃO: Iniciaremos essa etapa quando o canal estiver totalmente desinfectado. chamaremos de instrumento memória (IM). iremos colocar a lima (escolhida. acharemos nossa distância (D) medindo da ponta da lima até o ápice do dente. No intervalo de cada sessão. que promoverá o travamento do cone de guta percha. No caso de Biopulpectomia realiza-se o procedimento em 2 sessões. Somaremos o D com o CTP e encontraremos o CRD. Após essas etapas. Removeremos com a broca esférica o provisório e irrigamoso canal para remoção do curativo de demora. de acordo com a anatomia do canal) no interior do canal e realizar o raio X. vamos diminuir 1mm do CRD. Em seguida. O ultimo instrumento usado no CRT. faremos a antissepsia da cavidade bucal com clorexidina a 0. OBS: Durante toda a técnica de instrumentação vamos irrigar. Após a remoção. 1º Escolheremos o cone de Guta-percha principal (mesma numeração do IM. Nosso último intrumento que chegar no CRT. utilizando instrumentos de calibre maior que o IM. Após todas essas etapas. partiremos para a abertura coronária Técnica a ser utilizada: TÉCNICA ÁPICE-COROA (STEP-BACK) Realizaremos um raio x inicial para descobrirmos o comprimento aparente do dente (CAD). do grampo e do dente a ser tratado.12% e assepsia do lençol de borracha. Com uma régua vamos medir o CAD e diminuir o valor encontrado por 3 mm. 2º Escolhemos os cones acessórios.5% por 5min. Como nosso tratamento será de biopulpectomia. utilizaremos o IM para evitar que restos de dentina se acumulem no canal. “fechamos” o canal com algodão estéril. A cada instrumento usado. Entre cada instrumento. obtendo o CRT (comprimento real de trabalho). Essa é a etapa de confecção do batente apical. 3º Desinfectamosos cones de guta-percha principais e auxiliares com hipoclorito de sódio a 1% por 1min ou 0. Se o cone não travar. O valor encontrado chamaremos de CTP (comprimento de trabalho provisório).

5%. 5º Fazemos a prova do cone principal. 6º Fazemos a radiografia da prova do cone. 14º Após a colocação do cone principal. removemos o excesso de guta-percha com os condensadores de Paiva aquecidos. 17º Raio x final. introduzimos os cones acessórios um por um até que o espaçador não consiga mais penetrar no canal. 18º Removemos o excesso do cimento com álcool para evitar o escurecimento da coroa. manipularemos o cimento obturador. 15ºFazemos a radiografia da condensação lateral. aspirar e secar o canal radicular com os cones de papel absorvente da mesma numeração que o IM. 7º Em seguida vamos inundar. 13º Embebedamos o cone de guta-percha principal no cimento obturamos e o colocamos no canal até que ele chegue ao CRT. Imediatamente após a remoção do espaçador. OBS: Assim que finalizarmos o tratamento da paciente. 16º Se o canal estiver preenchido perfeitamente. . encaminharemos para a Clínica de Dentística Restauradora. iniciaremos a colocação dos cones acessórios. 11º Secagem dos cones de guta-percha principal e acessórios com uma gaze estéril. 8º Aplicaremos o EDTA por 3 minutos para a remoção da SmearLayer. Este deve se prender perfeitamente no CRT. 12º Após todas essas etapas. 10º Vamos Aspirar e secar o canal radicular com os cones de papel absorvente. Introduzimos o espaçador no canal no sentido horário e o removemos no sentido antihorário. 9º Neutralização da solução de EDTA.4º Inundamos o canal com a solução irrigadora de hipoclorito de sódio a 2.