Você está na página 1de 50

Alba Valéria Niza Silva
Diocles Igor Castro Pires Alves
Danielle Ferreira de Souza (Colaboradora)
2ª edição atualizada por
Alba Valéria Niza Silva

Fundamentos da
Língua Portuguesa II

2ª EDIÇÃO

Montes Claros/MG - 2014

Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES

REITOR
João dos Reis Canela
VICE-REITORA
Maria Ivete Soares de Almeida
DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES
Humberto Velloso Reis
EDITORA UNIMONTES
Conselho Editorial
Prof. Silvio Guimarães – Medicina. Unimontes.
Prof. Hercílio Mertelli – Odontologia. Unimontes.
Prof. Humberto Guido – Filosofia. UFU.
Profª Maria Geralda Almeida. UFG.
Prof. Luis Jobim – UERJ.
Prof. Manuel Sarmento – Minho – Portugal.
Prof. Fernando Verdú Pascoal. Valencia – Espanha.
Prof. Antônio Alvimar Souza - Unimontes.
Prof. Fernando Lolas Stepke. – Univ. Chile.
Prof. José Geraldo de Freitas Drumond – Unimontes.
Profª Rita de Cássia Silva Dionísio. Letras – Unimontes.
Profª Maisa Tavares de Souza Leite. Enfermagem – Unimontes.
Profª Siomara A. Silva – Educação Física. UFOP.

CONSELHO EDITORIAL
Ana Cristina Santos Peixoto
Ângela Cristina Borges
Betânia Maria Araújo Passos
Carmen Alberta Katayama de Gasperazzo
César Henrique de Queiroz Porto
Cláudia Regina Santos de Almeida
Fernando Guilherme Veloso Queiroz
Jânio Marques Dias
Luciana Mendes Oliveira
Maria Ângela Lopes Dumont Macedo
Maria Aparecida Pereira Queiroz
Maria Nadurce da Silva
Mariléia de Souza
Priscila Caires Santana Afonso
Zilmar Santos Cardoso
REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Carla Roselma
Waneuza Soares Eulálio
REVISÃO TÉCNICA
Karen Torres C. Lafetá de Almeida
Viviane Margareth Chaves Pereira Reis
DESIGN EDITORIAL E CONTROLE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO
Andréia Santos Dias
Camilla Maria Silva Rodrigues
Fernando Guilherme Veloso Queiroz
Magda Lima de Oliveira
Sanzio Mendonça Henriiques
Wendell Brito Mineiro
Zilmar Santos Cardoso

Catalogação: Biblioteca Central Professor Antônio Jorge - Unimontes
Ficha Catalográfica:

2014
Proibida a reprodução total ou parcial.
Os infratores serão processados na forma da lei.
EDITORA UNIMONTES
Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro
s/n - Vila Mauricéia - Montes Claros (MG)
Caixa Postal: 126 - CEP: 39.401-089
Correio eletrônico: editora@unimontes.br - Telefone: (38) 3229-8214

Ministro da Educação
Aloizio Mercadante Oliva
Presidente Geral da CAPES
Jorge Almeida Guimarães
Diretor de Educação a Distância da CAPES
João Carlos Teatini de Souza Clímaco
Governador do Estado de Minas Gerais
Antônio Augusto Junho Anastasia
Vice-Governador do Estado de Minas Gerais
Alberto Pinto Coelho Júnior
Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Narcio Rodrigues da Silveira
Reitor da Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes
João dos Reis Canela
Vice-Reitora da Universidade Estadual de Montes Claros Unimontes
Maria Ivete Soares de Almeida
Pró-Reitor de Ensino/Unimontes
João Felício Rodrigues Neto
Diretor do Centro de Educação a Distância/Unimontes
Jânio Marques Dias
Coordenadora da UAB/Unimontes
Maria Ângela Lopes Dumont Macedo
Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes
Betânia Maria Araújo Passos

Diretora do Centro de Ciências Biológicas da Saúde - CCBS/
Unimontes
Maria das Mercês Borem Correa Machado
Diretor do Centro de Ciências Humanas - CCH/Unimontes
Antônio Wagner Veloso Rocha
Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA/Unimontes
Paulo Cesar Mendes Barbosa
Chefe do Departamento de Comunicação e Letras/Unimontes
Sandra Ramos de Oliveira
Chefe do Departamento de Educação/Unimontes
Andréa Lafetá de Melo Franco
Chefe do Departamento de Educação Física/Unimontes
Rogério Othon Teixeira Alves
Chefe do Departamento de Filosofia/Unimontes
Ângela Cristina Borges
Chefe do Departamento de Geociências/Unimontes
Antônio Maurílio Alencar Feitosa
Chefe do Departamento de História/Unimontes
Francisco Oliveira Silva
Jânio Marques Dias
Chefe do Departamento de Estágios e Práticas Escolares
Cléa Márcia Pereira Câmara
Chefe do Departamento de Métodos e Técnicas Educacionais
Helena Murta Moraes Souto
Chefe do Departamento de Política e Ciências Sociais/Unimontes
Maria da Luz Alves Ferreira

Orientação de Estágio nos Cursos de Letras Inglês e Português. Atualmente. Especialista em Linguística Aplicada ao Ensino do Português – Unimontes. Língua Inglesa e Língua Portuguesa pelo Departamento de Comunicação e Letras da Unimontes e professora em pós-graduação de Docência do Ensino Superior. Coordenadora Didática e Professora do Curso de Letras Português/Espanhol das Faculdades Unidas do Norte de Minas – FUNORTE. Professora de Prática de Articulação. é professora do Departamento de Comunicação e Letras da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes. . Diocles Igor Castro Pires Alves Especialista em Linguística Aplicada ao Ensino do Português. Colaboradora Danielle Ferreira de Souza Mestranda em Linguística na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul).Autores Alba Valéria Niza Silva Doutora e Mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUCMinas. Professor de Leitura e Produção de Textos e Prática de Formação/Estágio Supervisionado no Curso de Letras Português pelo Departamento de Comunicação e Letras da Unimontes. em São Paulo – SP.

. . . . . . . . . . . .2 Fonética e fonologia . . . 11 1. . . 33 Aspectos gramaticais da fonética/fonologia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . .Sumário Apresentação . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . morfologia. . . . . . . . .3 Morfologia . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Unidade 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Unidade 1 . . . . . . . . . . . . . . . .4 Sintaxe . . . . . . . . . . . . .6 Usos da escrita no cotidiano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Semântica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 Referências básicas e complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Gêneros textuais e as práticas sócio-históricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Tipos de texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .AA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Distinção entre tipo e gênero textual . 43 Atividades de Aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Gêneros textuais: definição e funcionalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 Referências . . . . . . . 33 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . sintaxe e semântica do português contemporâneo . . . . . . . . . . . 19 1. . . . . 22 1. . . . 39 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 2. . . . .4 Gêneros textuais e a prática de sala de aula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 1. . .

.

A disciplina tem como objetivos: • reconhecer que o contato com diversos tipos e gêneros textuais permitirá que os alunos cheguem ao domínio da escrita. Lindley Cintra e Ângela Kleiman. entre outros. Aplicaremos os fundamentos teóricos mencionados para análise de diferentes tipos e gêneros textuais. no processo de capacitar os alunos para o exercício adequado e fluente da língua escrita. profissional ou futuro profissional da educação. para a habilitação do educador competente. • diferenciar os tipos de textos de gêneros textuais. Celso Cunha. recepção e interpretação. portanto. morfologia. é discutir as práticas de produção de textos. O estudo basear-se-á em teorias e discussões de diversos autores como Ângela Paiva Dionísio. A Linguística Aplicada tem como tarefa das mais importantes a divulgação de pesquisas voltadas para a formação de professores na área de produção de textos. também. Falaremos sobre a caracterização dos textos descritivo. Devemos saber. referentes à leitura. Ingedore Villaça Koch. Ao fim dos nossos estudos. ao trabalharmos com a disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II”. Refletindo sobre a ementa da disciplina. Utilizaremos os conhecimentos adquiridos por você. através das disciplinas já mencionadas. sobretudo. tornando-os verdadeiros usuários da língua.Letras Espanhol . sintaxe e semântica do Português contemporâneo. percebemos a importância de conhecermos a diferença existente entre TIPO e GÊNERO TEXTUAIS. Cristóvão Tezza. bem como os relativos à Linguística. • produzir textos adequados às mais variadas situações. • estabelecer novos enfoques para o ensino e trabalho com a produção de textos. teorias. reflexões e atividades que possam ajudar você. pois esses conhecimentos os auxiliarão nas escolhas de metodologias mais adequadas. aos fatores de textualidade. • compreender e situar o texto no seu contexto pragmático de produção. lançaremos mão. Portanto. sobre a prática da produção textual e sobre a sistematização e prática de aspectos gramaticais da fonética/ fonologia. buscando compreender as relações autor/texto/leitor e suas consequências na produção de diferentes tipos textuais e gêneros textuais. Maria da Graça Costa Val. Luiz Antônio Marcushi. aos textos. Luiz Carlos Travaglia. oferecer alguns conceitos. especificamente nesta disciplina. Cada unidade está dividida em tópicos ou subunidades. • discutir as práticas de produção de texto. Os estudos realizados serão fundamentais na discussão dos principais conceitos elaborados para aprofundarmos nesta disciplina. Discutiremos sobre as condições sócio-históricas de produção e circulação de um texto escrito. de tudo que foi visto. denotação e conotação. como classificar os textos e como produzi-los. Não podemos nos esquecer de que todas as disciplinas do Curso foram pensadas de forma a compor um todo significativo. Luiz Carlos Cagliari. É importante perceber que estamos rodeados por textos de diversos formatos e composições. Temos por meta. 9 .Fundamentos da Língua Portuguesa II Apresentação Esta disciplina intitula-se “Fundamentos da Língua Portuguesa II”. à definição de textos literários e não literários. principalmente nas disciplinas “Introdução à Linguística” e “Fundamentos da Língua Portuguesa I”. esperamos que você perceba a relevância da disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II” para a investigação do processo educacional e. Carlos Alberto Faraco. A disciplina foi dividida em duas unidades. Esses textos fazem parte de nosso dia a dia e estão ligados à nossa vida cultural e social. buscando compreender as relações autor/texto/ leitor e suas consequências na produção de diferentes práticas discursivas e diferentes gêneros discursivos. dissertativo e narrativo. O nosso objetivo principal.

pois buscam promover atividades de observação e de investigação que permitam desenvolver habilidades próprias da análise linguística. privilegiando-se o desenvolvimento gradual dos temas propostos. gradativamente. familiarizando-se com a visão e procedimentos próprios da disciplina. dividir críticas relacionadas aos textos. Vamos aos estudos! Aproveite todos os momentos e recursos. Sejam bem-vindos! Alba Valéria Niza Silva Danielle Ferreira de Souza Diócles Igor Castro Pires Alves 10 . As sugestões e dicas estão localizadas junto ao texto. consideramos que essas atividades e sugestões seriam de fundamental importância. de forma que o acadêmico fosse. São recursos que podem ser explorados de maneira eficaz por você. Sintaxe e Semântica do Português Contemporâneo • Fonética e Fonologia • Morfologia • Sintaxe • Semântica O Caderno Didático foi elaborado em unidades e subunidades. o fórum. aparecendo com os seguintes ícones: • Atividade • Para saber mais • Dica • Glossário A leitura dos textos complementares indicados também devem ser observados com atenção. confrontrar opiniões.Gêneros Textuais: Definição e Funcionalidade Gêneros textuais e as práticas sócio-históricas Distinção entre tipo e gênero textual Gêneros textuais e a prática de sala de aula Tipos de Texto Estrutura do texto narrativo Estrutura do texto descritivo Estrutura do texto dissertativo Usos da Escrita no Cotidiano Suportes e gêneros textuais Unidade II .2º Período • • • • • • • • • Unidade I . para tirar dúvidas. Morfologia.Aspectos Gramaticais da Fonética/Fonologia. Ao planejar esta disciplina. acessar bibliotecas virtuais na web etc. Atenha-se às questões para discussão e reflexão. bem como às atividades e leituras complementares. pois apresentam os possíveis desenvolvimentos e ampliações para o estudo e a discussão pertinentes ao conteúdo. acompanham o texto e contêm sugestões para visitar o ambiente de aprendizagem. Procure interagir sempre com os colegas.UAB/Unimontes . pois são muito importantes.

embora o conjunto dos gêneros seja tido como infinito e mutável. para ele. para dar outro exemplo.1 Introdução Começaremos agora os nossos estudos. limitasse o ensino dos gêneros aos seus aspectos meramente estruturais ou que. As discussões sobre as práticas de produção de texto levará a compreender as relações autor/texto/leitor e suas consequências na produção de diferentes práticas discursivas e diferentes gêneros discursivos. por exemplo. Compreenderá que é necessário situar o texto no seu contexto pragmático de produção. (KLEIMAN. é importante destacar que. está organizada com as seguintes seções: • Gêneros textuais e as práticas sócio-históricas • Distinção entre tipo e gênero textual • Gêneros textuais e a prática de sala de aula Entre as contribuições teóricas do texto a seguir. Como já foi apresentado. Você verá que o contato com diversos tipos e gêneros textuais permitirá que se chegue ao domínio da escrita. historicamente construída.Fundamentos da Língua Portuguesa II Unidade 1 Gêneros textuais: definição e funcionalidade Alba Valéria Niza Silva Diocles Igor Castro Pires Alves Danielle Ferreira de Souza 1. na socialização do aluno. ferramenta essencial. Você. Esse rigor descritivo deveria dificultar uma compreensão equivocada do conceito de gênero no contexto escolar. Temos como objetivo principal proporcionar a você conhecimentos que o faça reconhecer e diferenciar os tipos e gêneros textuais. via linguagem escrita. Vamos iniciar as nossas leituras. Você não pode se esquecer de que as questões sugeridas junto ao texto são fundamentais para a sua compreensão. 11 . ignorasse o fato de que a construção dos gêneros valorizados da escrita está assentada nos gêneros da oralidade.Letras Espanhol . que. devem ser distinguidas. “Gêneros Textuais: Definição e Funcionalidade”. Assim. p. segundo Ângela Kleiman: pode esvaziar a noção de gênero textual da sua carga sociocultural. Ele nos apresenta várias conceituações relevantes no campo e levanta argumentos para diferenciar tipo textual de gênero textual. apresentamos contribuições de enorme relevância do autor Luiz Antônio Marcuschi. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade”. estará diante da primeira unidade da disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II”. a primeira parte da Unidade I. pois sua confusão. para alguns. 8). recepção e interpretação. duas noções que. há aqui um esforço para criar campo e terminologia comuns. em poucos segundos. na primeira unidade. 2007.

Boas leituras! Fonte: Disponível em <http://www. Summer School. no Center for the Study of Reading pela University of Illinois. É um dos fundadores da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística . Pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 12 .thumbnail. Fonte: Disponível em <http://www. Nasceu no Chile. hebraico moderno e japonês no Centro de Linguística Aplicada. e em Linguistic Society of America. 13. além do pós-doutorado em Linguistic Society of America Summer School na University of Illinois.com.2º Período BOX 1 Angela Del Carmen Bustos Romero de Kleiman ◄ Figura 1: Angela Del Carmen Bustos Romero de Kleiman.UAB/Unimontes . Georgia Institute of Technology e Reading Department pela University of Athens. em Foreign Languages Department. BOX 2 Luiz Antônio Marcuschi ◄ Figura 2: Luiz Antônio Marcuschi Fonte: Disponível em <http://www.google.br/unicamp/sites/default/files/imagens/NID_656_imagemgrande. É Doutor em Filosofia da Linguagem e Pós-doutor em problemas de língua escrita e oral. Fonte: Disponível em <http://www. University of Illinois em 1969. É Professor Titular em Linguística do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi master of arts in Tesl. jpg> Acesso em 5 dez. obteve o mestrado e o doutorado na University of Illinois -EUA.unicamp. br/imgres> Acesso em 5/10/13. br/unicamp/sites/default/ files/imagens/NID_656_ imagemgrande. Implantou os cursos de espanhol. thumbnail.google.br/imgres> Acesso em 5/10/13. na Alemanha. 13. University of California.D em Linguistics pela University of Illinois em 1974 e teacher certificate pela State of Michigan de 1974 a 1980. Coordenou o Centro de Linguística Aplicada do IEL em 1980. Licenciada em Pedagogia e Inglês pela Universidad de Chile-Santiago em 1967.ANPOLL e seu Presidente de 1988 a 1990. É professora titular do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ph.jpg> Acesso em 5 dez. foi por várias vezes representante de Letras e Linguística tanto no CNPq quanto na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).unicamp.com.

p. já se consolidou a ideia de que os gêneros textuais estão intimamente ligados à vida social e cultural. o que nunca viria a ser demonstrado. momento histórico. Hoje. (WIKIPÉDIA Acesso em 06 de dezembro de 2013). 2002. localidade a sul de Moscovo.jpg. Seu trabalho é considerado influente na área de teoria literária. e apenas recentemente é que veio a ser confirmada a sua autoria (Bakhtin concedeu a atribuição de diversos de seus textos a colegas). Assinada com o nome de seu amigo e discípulo Volochínov. Surgem emparelhados a necessidades e atividades socioculturais.Fundamentos da Língua Portuguesa II BOX 3 MIKHAIL BAKHTIN : ◄ Figura 3: Epitáfio de Mikhail Bakhtin (18951975) Fonte: Disponivel em http://upload. só a partir dos anos 70 teve difusão e reconhecimento importantes. Isso porque. telefonia celular. Acesso em 5 de dez. o que é facilmente perceptível ao se considerar a quantidade de gêneros textuais hoje existentes em relação a sociedades anteriores à comunicação escrita (MARCUSCHI.19). 19). Em 1929. mas qualquer análise linguística deve incluir fatores extralinguisticos. sendo assim considerados fenômenos históricos. modernamente. 2013. estudou Filosofia e Letras na Universidade de São Petersburgo. p. conheceu os principais expoentes do Formalismo russo e publicou “Freudismo” (1927). crítica literária. Mais tarde. com a TV. Bakhtin é na verdade um filósofo da linguagem e sua linguística é considerada uma “translinguística” porque ela ultrapassa a visão de língua como sistema. abordando em profundidade a formação em filosofia alemã. sociolinguística. Os gêneros multiplicaram-se após o século VII a.org/wikipedia/commons/thumb/8/8a/Bakhtin. Os gêneros textuais ajudam a pôr em ordem e a estabilizar a nossa comunicação diária. Fonte: Disponivel em http://upload. jpg/200px-Bakhtin. a relação do falante com o ouvinte. sendo esta última talvez a sua obra mais célebre. O método formal nos estudos literários (1928) e “Marxismo e Filosofia da Linguagem” (1929). com a invenção da escrita alfabética. de família aristocrática em decadência. org/wikipedia/commons/ thumb/8/8a/Bakhtin. Nova expansão ocorre a partir do século XV com a cultura impressa e. para Bakhtin. como podemos observar na seguinte afirmação: caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis. cidades fronteiriças com grande variedade e línguas e culturas. É importante termos em mente que eles não são estanques. análise do discurso e semiótica. Nascido em Orel. não se pode entender a língua isoladamente. Viveu em Leningrado após a vitória da revolução em 1917. como contexto de fala. Ficaria no Cazaquistão até 1936.wikimedia.wikimedia.jpg/200px-Bakhtin. 2013. Mikhail Bakhtin cresceu entre Vínius e Odessa. foi obrigado ao exílio interno no Cazaquistão acusado de envolvimento em atividades ilegais ligadas à Igreja Ortodoxa.2 Gêneros textuais e as práticas sócio-históricas Segundo Marcuschi (2002). etc. Acesso em 5 de dez. C. Entre os anos 24 e 29. dinâmicos e plásticos. 2002. com- 13 . com a chamada “cultura eletrônica” (MARCUSCHI. 1. bem como na relação com inovações tecnológicas.jpg.Letras Espanhol .

a forma.) e nos bilhetes os seus antecessores. 14 . 20-21). o contexto e os interlocutores. ao ensinar narrativa em geral. na medida do possível. O e-mail (correio eletrônico) gera mensagens eletrônicas que têm nas cartas (pessoais. Assim. 2002. e-mails. neste texto. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação ou situação específica. Veja a afirmação a seguir: Veja-se o caso do telefonema. É de suma importância que o professor de Língua Portuguesa saiba diferenciar Gênero Textual e Tipologia Textual para direcionar o trabalho na leitura. DICA O Prof. Para que seja possível caracterizar os gêneros.br/> acesso em 21 de mento da competência comunicativa dos alunos. Dr. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como objetivo principal o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar sempre mais recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. compreensão e produção de textos. jul. o suporte. das considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual feitas por Travaglia (2002). ou seja. Doutor em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Tênue: Com pouca consistência ou espessura. os textos Figura 4: Luiz Carlos ► são de diferentes tipos e se concretizam através de diferentes Travaglia modos de interação ou interlocução. a partir daí. (MARCUSCHI. Portanto. Esses gêneros chamados de emergentes pelo autor possuem forma híbrida. os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvicom. de apresentá-lo aos demais. não deixando. com as estratégias que lhe são peculiares. E. Por exemplo. onde cursou Licenciatura Plena em Letras Português-Inglês. Dessa forma. mas que. Os aspectos formais – estruturais ou linguísticos – não definem os gêneros por si sós. Luiz Carlos Travaglia fez seus estudos superiores na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). aulas virtuais. pois.google. fazem com que os limites entre oralidade e escrita se tornem cada vez mais tênues.UAB/Unimontes . Marcuschi nos chama a atenção para o fato de que esses gêneros recém-chegados são reformulações ou. realiza-se com características próprias. Minas Gerais. além das observações e discussões feitas pelo Marcuschi (2002). o trabalho com a Tipologia Textual traz para o ensino algumas limitações. programas ao vivo etc.3 Distinção entre tipo e gênero textual Para essa subunidade. Outros autores. apresentar algumas considerações sobre questões relativas ao termo Tipologia Textual. 1. O profissional da educação não pode.. também. defendem o ensino através da Tipologia Textual. o professor teria que fazer uma avaliação sobre quais tipos de textos seriam mais necessários para os alunos. faria com que ele só tivesse recursos para se comunicar em alguns casos. Hoje é Professor de Língua Portuguesa e Linguística e pesquisador do Instituto de Letras e Linguística da Universidade Federal de Uberlândia. “transmutações” de gêneros já existentes. delgado. iniciar o trabalho. por isso. comerciais. telefonemas. com Pós-Doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). pelo canal telefônico. Daí a diferença entre uma conversação face a face e um telefonema. etc. Foi professor do ensino fundamental e médio por quase duas décadas. apresentar ao aluno apenas alguns tipos de texto.2º Período GLOSSÁRIO Híbrido: qualidade de tudo o que resulta de elementos de natureza distinta. utilizaremos. frágil. embora possa classificar vários textos como sendo narrativos. rádio. Segundo Travaglia (2002). recorrendo a Bakhtin (1997). tornando-o incapaz. Marcuschi (2002) propõe o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual. observamos o surgimento de diversos gêneros. de pouca importância. Com certeza. o professor. p. podemos dizer que as novas tecnologias viabilizaram o surgimento desses novos gêneros – videoconferências. para. a função. Mestre em Letras (Língua Portuguesa) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). putador. contudo. é preciso observar os aspectos sociocomunicativos e funcionais. Para ele. Pretendemos. como Travaglia (2002). não contemplaria as formas diferentes em que eles se concretizam – os gêneros – portadores de características específicas. internet etc. o trabalho com Fonte: Disponível em <https://www. Acreditamos que o trabalho com a leitura. que apresenta similaridade com a conversação que lhe pré-existe. ou restritamente capaz. 2013. Para esse autor.

porque podemos considerar a referida carta como uma produção em transição. São elementos que remetem a um discurso de apelo emocional. Primeiro. estou tão angustiada. Nesse período. Com carinho de sua irmã Paula. fiquei evitando meu parceiro com vergonha. em função do gênero que representa: por ser carta pessoal. Marcuschi apresenta como exemplo uma carta pessoal e nos diz que ela pode apresentar as tipologias descrição. então pronto. como observado em alguns livros. Ele afirma que se trata de um Gênero Textual. Trata-se de uma situação em que. Apenas estou passando por uma situação muito complicada na minha vida. clichês . se fosse você. Você pode pensar então: como classificar os textos? Quando classificamos um texto. podemos destacar o que consideramos como estrutura de carta pessoal: a presença de. Nesse sentido. podemos observar os seguintes trechos: descritivo. só que de um tempo pra cá eu venho notando algo estranho. narração e argumentação. injunção.. continuamos saindo. minha menstruação está dez dias atrasada. É importante que você saiba que. por favor.”. Agora. nesses casos. Fonte: Adaptado de Marcuschi (2002). Com relação às tipologias presentes no texto.. quanto à forma. entre outros exemplos. sem saber o que seria. 20 de dezembro de 2013”. descrevendo as características de cada um. o tom de intimidade . vocativo . exposição. Minha mãe me mata quando descobrir. esta não precisa ser enquadrada nas normas da escrita formal. nos diz que não é correto classificar a carta pessoal como um tipo de texto. Ele chama essa miscelânea ou mistura de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. que te disse por telefone. Veja o exemplo: BOX 4 CARTA PESSOAL Montes Claros.Letras Espanhol . Nesse texto. expositivo. muitas das vezes. o que faria? Vou esperar sua cartinha o mais rápido possível. uma novidade que está tirando meu sono. o termo tipo de texto. continuamos saindo. é um tipo de comunicação escrita que permite mais liberdade entre os interlocutores. para o autor. e não querer nada comigo. percebi algumas feridinhas na minha boca. 15 . Não esqueça de mim. e elas desapareceram. ocorrendo. Me ajude. frases feitas. Saudades! Beijos! Te adoro! ATIVIDADE Faça uma pesquisa e recolha alguns gêneros comuns no seu dia a dia (pelo menos cinco) e apresente a seus colegas no ambiente de aprendizagem. ao mesmo tempo. 20 de dezembro de 2013. será que tô grávida? Mulher. e ele? Será que vai pensar o quê? Que foi de propósito? Como dizer? Será que devo tirar? Como enfrentar essa situação? E aquelas feridinhas o que seriam elas? Será que sarou? Só em você eu confio. de forma equivocada.” etc. mesmo que se utilize a linguagem escrita... então pronto. a concretização do mesmo gênero em dois ou mais tipos. Ficava sempre preocupada. queria tanto que você estivesse aqui para poder me ajudar. percebemos uma tensão entre o oral e o escrito. Na verdade. “Montes Claros. mas como não doía deixei pra lá. O autor. que te disse por telefone. Saudades Minha querida irmã.“quantas saudades eu sinto de você”. queria tanto que você estivesse aqui para me ajudar a resolver essa situação. por exemplo. os tipos se realizam em todos os gêneros. a terminologia ou nomenclatura adequada seria gênero textual ou gênero de texto. Não tem aquele carinha que eu tava saindo. Tenha cuidado para ninguém ver e pegar essa carta. É visível a presença de uma variedade tipológica no exemplo citado. Quero matar um pouco escrevendo um pouco pra você. “Apenas estou passando por uma situação muito complicada na minha vida. para ele. quantas saudades eu sinto de você.Fundamentos da Língua Portuguesa II Marcuschi (2002) acredita que muitos livros didáticos utilizam. ele podia pensar que eu estivesse doente. não deixe de me responder.“Minha querida”-. “Não tem aquele carinha que eu tava saindo. narrativo. o fazemos pela predominância dos seus traços linguísticos. Como vão todos aí? Por aqui todos vão bem.“Saudades”-.

O autor afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. estilo. estilo e composição característica. ela continuará sendo carta. relações lógicas) (MARCUSCHI. em função de suas propriedades.Constituem sequências linguísticas ou sequências de enunciados e não são textos empíricos. exposição. Fonte: Estruturado pelo Autor. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos através de uma narração. por exemplo. etc. carta comercial. como a descrição e a injunção. tem-se a presença de várias tipologias. sintáticos.Designações teóricas dos tipos: narração. Para Gênero Textual.Exemplos de gêneros: telefonema. 4. conferência. relações lógicas e tempo verbal. outdoor. encontramos a definição de uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia a dia e que apresentam características sociocomunicativas definidas pelos conteúdos. em função do tipo de comunicação que se pretende estabelecer e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. Esse autor traz. Ele diz. composição e função. Marcuschi (2002) afirma que os gêneros não são entidades naturais. Sintetizando essa questão. mas produções culturais construídas historicamente pelo homem. 3.Realizações linguísticas concretas definidas por propriedades sociocomunicativas. Marcuschi (2002) define Tipologia Textual como um termo que deve ser usado para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição. 4. O que importa é que ele esteja fazendo divulgação de produtos e estimulando a compra. Apresentaremos. receita culinária. sermão. injunção e exposição. bilhete. um gênero assume a função de outro. Por sua vez. QUADRO 1 Diferenças entre tipo e gênero textual 16 TIPOS TEXTUAIS GÊNEROS TEXTUAIS 1. Um gênero. sintáticos. descrição. argumentação. Ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo de texto. o exemplo da carta pessoal. inquérito policial. agora. Mesmo que o autor da carta tenha deixado de assiná-la. 2. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar pertencendo àquele gênero. Segundo ele. para que você visualize melhor a diferença entre tipo e gênero textual. 2. piada. horóscopo.2º Período Travaglia (2002) menciona a existência de uma conjugação tipológica. 22). Quando acontece de um texto ter aspecto de um gênero. Travaglia (2002) apresenta a teoria a seguir: a) conjugação tipológica constitui-se no momento em que um texto apresenta vários tipos. 3. que um texto publicitário pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. produzido por Marcuschi. descrição. mas ter sido construído em outro. criando determinados efeitos de sentido não possíveis. Em uma bula de remédio. Nesse caso. tempos verbais. resenha.Constructos teóricos definidos por propriedades linguísticas intrínsecas. 1. b) a heterogeneidade tipológica  ocorre quando temos um gênero com a presença de vários tipos. lista de compras. carta pessoal. p. para ele. 2002.UAB/Unimontes .Sua nomeação abrange um conjunto limitado de categorias teóricas determinadas por aspectos lexicais. conteúdo. Marcuschi nos fala da presença de uma intertextualidade intergêneros. Travaglia (2002) nomeia essa mesma ocorrência como um intercâmbio de tipos. cumprindo funções em situações comunicativas. Segundo ele.Sua nomeação abrange um conjunto aberto praticamente ilimitado de designações concretas pelo canal. com outro dado tipo. romance. propriedades funcionais. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de sequência teórica definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais. edital de concurso. b) intercâmbio de tipos configura-se quando um tipo é usado no lugar de outro. cardápio. os tipos textuais abrangem as categorias narração. bula de remédio.Constituem textos empiricamente realizados. Para exemplificar. bate-papo virtual. aula expositiva. em outro exemplo. De maneira geral. . argumentação. um quadro comparativo. dificilmente são encontrados tipos puros. na opinião do autor. Marcuschi (2002) traz as seguintes definições: a) a intertextualidade intergêneros   acontece quando um gênero exerce a função de outro. mais uma vez.

Sa. localizado na endereço do local. 2013. tem o prazer de informá-lo que nosso estande estará na nome da feira. agora. Veja o exemplo que. Na ocasião. tradicional ramo de atividade da empresa. poderá conhecer toda a nossa nova linha de produtos e serviços. São eles: telefonema. quando escrevemos. Acesso em 6 dez. Esperamos sua visita. DICA É possível observar que Travaglia dá ao gênero uma função social. ▲ Figura 6: Capa de Revista (Época) Fonte: Disponível em http://revistaepoca. Cordialmente. sabemos que ele poderá funcionar de diferentes maneiras. sermão. edital. além de se inteirar das novas tendências de mercado. um e-mail. outros exemplos que se encaixam na definição de gênero. não exerce uma função social qualquer? ◄ Figura 5: Charge do Amarildo Fonte: Disponível em www. uma maneira de interlocução. Acesso em 5 de dez. Com certeza. escrever um e-mail para um parente ou amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para um órgão público. Podemos dizer que ele faz a distinção entre Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa característica que o gênero possui. por exemplo. dissertação e exposição. Exemplo: BOX 5 Para: Atenção a: De: Assunto: Exposição ou feira Caro Cliente. Assim. mostra o que. comunicado.com. citação (todos com a função social de dar conhecimento a alguém de algo). conferência. nome cargo CONVITE/INFORMATIVO Fonte: Travaglia (2002). A nome da empresa. informação. levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta. Mas todo texto. Ainda de acordo com o autor. segundo Travaglia (2002).amarildo. em sua visão. Isso equivale dizer que. Veja. pedindo informações sobre qualquer assunto. O Gênero Textual. surgirão os tipos descrição. seria a função social básica comum a cada um dos gêneros: aviso. Marcuschi (2002) apresenta alguns exemplos de gêneros. independentemente de seu gênero ou tipo. mas não destaca sua função social. bilhete. Travaglia (2002). aula expositiva. em nossa opinião. segundo perspectivas que podem variar.Fundamentos da Língua Portuguesa II Tipologia Textual é definida por Travaglia (2002) como aquilo que pode instaurar um modo de interação. V. das hhmm às hhmm. Dessa forma. no nome do local. informe. também poderia ser enquadrado na função de informar. caracteriza-se por servir a funções sociais específicas que são vivenciadas pelos usuários da língua. romance. piada etc.br. dependendo de como ele será produzido e de que elementos ele é composto. 2013. o e-mail e a carta estariam nessa lista. 17 . essas perspectivas podem ligar-se ao produtor do texto em relação à necessidade comunicativa. que será realizada de data a data.Letras Espanhol . e-mail ou ofício.globo/ revista/epoca. além de trazer alguns exemplos. reunião de condomínio. Podemos concluir que cada situação comunicativa ou cada necessidade comunicativa que surja gerará um tipo de texto.

Acessado em 5 dez. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida. Esse autor diz que esses domínios não são nem textos nem discursos. É importante observar que os exemplos dados por ele. como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida. BOX 6 A Justiça Federal ordenou a saída do Exército do morro da Providência. rígida.uol. no Rio. notícias. jurídico e religioso. apresentam função social formal. Os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam. para ele. independentemente de sua extensão (TRAVAGLIA. De cada uma dessas atividades. é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva.UAB/Unimontes . teríamos como exemplo o DOMÍNIO JORNALÍSTICO e dele surgiriam os seguintes gêneros: editoriais. o requerimento. ainda.] uma unidade linguística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica. Marcuschi (2002) afirma que a definição que apresenta de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. artigos de opinião.. p. Marcuschi (2002. Texto é o resultado dessa atividade comunicativa..24) considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum gênero textual. Segundo depoimentos. da 18. 03) considera o discurso como a própria atividade comunicativa. Seguindo esse raciocínio. Como exemplo. O discurso se realiza nos textos. p.2º Período Travaglia (2002) prossegue exemplificando e apontando a petição. ele cita os discursos jornalístico.24) discute. Travaglia (2002. 18 . mas dariam origem a discursos muito específicos. p. Marcuschi (2002. no sábado.ª Vara Federal. o memorial. Legenda: Notícia Fonte: Disponível em www1.br/fsp/cotidian/ff190620081. acolhendo um pedido da Defensoria Pública da União. Discurso. Nota promissória.com. p. mesmo os que não foram mostrados aqui. jornalística.htm. com a função social de pedir. jurídica e religiosa. Persistimos colocando também a carta. a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa. três jovens do morro foram entregues por militares a traficantes de uma favela rival e mortos. o conceito de Domínio Discursivo. apontou “despreparo” e “inabilidade” na atuação da Força. O texto é visto por ele como [. Os dois autores aqui mencionados apresentam opiniões semelhantes quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. 2002. reportagens. lhes são próprias como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. às vezes. 03). Eles constituiriam práticas discursivas em que seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que. entrevistas etc. e não de discursos.folha. originam-se vários gêneros. termo de compromisso e voto são exemplos de gêneros que têm a função de prometer. A juíza Regina Carvalho. solicitar. o e-mail e o ofício. regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica. 2013. o abaixo-assinado. Travaglia (2002) diz que se distingue texto de discurso levando em conta a tipologia de textos. como o bilhete.

37). estaremos cumprindo boa parte do objetivo do ensino de Língua Portuguesa: formar alunos que dominem a norma padrão da língua e gramática. leitura de livros para RPG. p. durante as aulas. abordaremos agora os gêneros textuais e o ensino. todos os que falam. não há língua uniforme.. educação. Dessa forma. [. Será que ele estaria preparado para produzir. Alguns autores. pesquisas na Internet para obter informações de jogos. (POSSENTI. Soares afirma que. preocupados com a sua função de Educador.] nas escolas de periferia. política. são solicitadas. conversas por e-mail e. Sobre o processo da escrita. têm se interessado pelas questões de ensino de língua. 42). em alguns casos.. Dica Um aluno que sai da escola. é lazer. é ler em diferentes lugares e sob diferentes condições [. Existe um descompasso entre a escola e as necessidades da sociedade. selecionando o que desperta interesse. além de levá-los a ler/produzir. outros tipos textuais? 19 . letramento é [. preenchimento de espaços vazios. 2003. teria convivido muito mais com o tipo narrativo... mais que isso. p. 1998. Pesquisas diversas constataram que os adolescentes se envolvem com o mundo da leitura e escrita. contato com outros tipos de gêneros de leitura/escrita por conta de indicações de livros recomendados por amigos. ainda assim. como colunas de economia. o professor contemple a multiplicidade das práticas sociais que se desenvolvem em torno da escrita e da leitura.. contanto que se desmistifiquem algumas crenças a respeito do que é uma língua. É preciso que.] se ele dá aos alunos exercícios repetitivos (longas cópias.. 2000. É preciso que fique claro que não há língua homogênea.20). sabem falar etc.] Letramento é informar-se através da leitura. p. Sobre essa afirmação.. é interagir com a imprensa diária. é porque está seguindo (saiba ou não – daí a importância de ter ideias claras!) uma concepção de aquisição de conhecimento segundo a qual não há diferenças significativas entre os homens e os animais em nenhum domínio de aprendizagem ou de comportamento. tendo cursado até a 6. exercícios estruturais. p. divertindo-se com as tiras de quadrinhos. 101). é necessário que os alunos “leiam produtivamente textos variados: textos jornalísticos. etc.. com relativa facilidade. p.] Letramento é prazer. Possenti (1996). p. em variantes que não são mais faladas atualmente e que. quando necessário. através de práticas concretas de seu cotidiano: os jogos de computador. de forma especial linguistas.] estado ou condição que adquire um grupo social ou  um indivíduo como consequência de ter-se apropriado da escrita.Letras Espanhol .ª série. por exemplo. de acordo com o conteúdo pertinente àquela etapa. vejamos o trecho abaixo: [. Isso causa desconforto em alguns profissionais. é dever dos profissionais do ensino elaborar métodos que se aproximem das práticas concretas desses alunos. alguns alunos não participam com empenho do aprendizado da escrita porque acham que a escola faz o que não lhes interessa e deixa de fazer o que seria útil para eles (CAGLIARI. é buscar notícias e lazer nos jornais. Para que se consiga atingir o letramento.). A metodologia utilizada pela escola para que os alunos adquiram a norma padrão é completamente inadequada. 101) deixa claro que “a escola é talvez o único lugar onde se escreve muitas vezes sem motivo”. diferentes gêneros textuais reais e. fazer uso dela. formar cidadãos (PCN. ele afirma que é preciso ter uma motivação para escrever. textos de divulgação científica em vários campos. textos técnicos”. A afirmação de Cagliari (2003.Fundamentos da Língua Portuguesa II 1. diz que o papel da escola é ensinar o português padrão. 1996. 24). De acordo com Possenti (1996. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) afirmam ser necessário promover o letramento dos alunos.4 Gêneros textuais e a prática de sala de aula Para concluir esta primeira parte da Unidade I. Cagliari afirma que DICA Será que o estudo da gramática pode ajudar na aquisição da leitura e da escrita? [... O ensino normalmente está centrado em regras ultrapassadas. A respeito do quê deve ser ensinado. (SOARES.

segundo definição do Marcuschi (2002). que o ensino de produção de textos é tratado como um procedimento único e global. Seria muito produtivo que esse trabalho fosse realizado a partir do contato com diversos gêneros disponíveis. de uso social.º) a utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo. o autor apresenta a ideia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. não é mais tido como um especialista em textos científicos ou literários. por exemplo. além de permitirem o envolvimento dos discentes. e vice-versa. por exemplo: 20 . escrever um bilhete para alguém. pensamos que. Existe uma falsa crença de que desenvolver as habilidades para produzir textos narrativos e descritivos seria mais simples. deve-se pautar em pelo menos dois fatores: 1. É perceptível. por exemplo. o ensino relativo ao tipo dissertativo fica reservado às últimas séries. sendo viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo. nos parece mais adequada. produzir um cartão e enviar a alguém. Algumas sugestões podem ser interessantes como. Acredito que a escolha pelo trabalho através da tipologia. por exemplo. do mais privado ao mais público e assim por diante. enviar uma carta para um aluno de outra classe. Em função disso. Ele. amigos. no ensino fundamental e no ensino médio. Esses exercícios proporcionam a diversificação e concretização das produções.º) o trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer textos. O ensino de produção textual é desenvolvido nas escolas brasileiras através da seguinte divisão: narração. levando-se em conta a ideia de Travaglia (2002). não exigissem aprendizagens distintas. o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos. hoje. O ensino-aprendizagem de leitura. do nível menos formal ao mais formal.UAB/Unimontes . orais e escritas. talvez fosse interessante o trabalho através da identificação de gêneros com dificuldades progressivas como. como se todos os tipos de textos fossem iguais e não apresentassem determinadas especificidades e. comparando-se à produção de textos dissertativos. Apesar de Travaglia (2002) não mencionar nada sobre o trabalho com a Tipologia Textual. como. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros textuais coloca o professor de Língua Materna no seu devido lugar. segundo ele. encaminhar uma carta de solicitação à direção da escola. Pensando ou agindo dessa forma. mas como um especialista nas diversas modalidades textuais. colegas e familiares. deveríamos considerar algumas questões tais como: com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola e a quais será dada maior atenção. ainda hoje. mesmo sabendo que todo gênero realiza-se através de uma ou mais sequências tipológicas e que todos os gêneros se inserem em algum tipo textual. Segundo ele. 2. por isso mesmo. realizar entrevistas durante o intervalo das aulas ou no horário de recreio etc. Ao citar os PCN’s. para que possa ser colocada em prática uma metodologia a partir da tipologia. longe da realidade e da prática textual do aluno.2º Período Marcuschi (2002) defende a abordagem textual no ensino a partir dos Gêneros Textuais. descrição e dissertação. Marcuschi (2002) afirma não acreditar na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua e. A proposta do trabalho com o Gênero Textual na escola. não somente aquele que for posto em destaque. o trabalho com o gênero é uma maravilhosa oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos.

o estilo e o nível de língua foram escolhidos adequadamente.br/Natal_2008. podendo interagir. DD. tendo em mente o interlocutor e a finalidade do texto.html. Secretário da Educação – MG. N.º 20/2013 Montes Claros. Atenciosamente. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito participante de uma sociedade letrada.º Sr. Podemos afirmar que trabalhando na perspectiva dos gêneros. Podemos e devemos pensar em formas também diferentes de avaliação dessas produções. o conteúdo. apresentamos nossos protestos de estima e consideração. estamos informando o nome dos dois professores selecionados para prestar assessoramento técnico à campanha contra a evasão escolar a ser implementada por essa Secretaria no decorrer do próximo semestre letivo: Joana Pereira Silva.2013.memoriadapropaganda. 26 de agosto de 2013. Paulo das Dores Diretor Exm.º 20/2008. se a escolha do gênero. Acessado em 5 dez. Na oportunidade. org. Fulano de Tal. abandonando os critérios relacionados à gramática ou à qualidade literária e enfocando a adequação do texto à situação comunicacional para a qual foi produzido. dessa Secretaria. Isto é.Fundamentos da Língua Portuguesa II ▲ ▲ Figura 7: Propaganda Figura 8: Folheto Educativo Fonte: Disponível em http://www. Senhor Secretário: Em atendimento ao que dispõe a Resolução n. BOX 7 Modelo de ofício Of. a escola estaria dando aos alunos a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais utilizados socialmente. 21 . Madalena José de Deus.Letras Espanhol . Fonte: Ilustração do Autor. a estrutura. Fonte: Prefeitura de Betim (MG).

quando medido pela repercussão emocional.1 Estrutura do texto narrativo É o tipo de texto (real ou ficcional) no qual é contada uma história. então. 2013. blog. • narrador personagem: conta a história. Pode ser cronológico. passado e futuro. 22 . Os principais elementos constituintes desse tipo textual são: • narrador: é aquele que conta a história. a fala da personagem se insere no discurso do narrador.). estética e psicológica dos personagens.5. quando avança no tempo do relógio. Usa a primeira pessoa. um fato ocorrido. É chamada também de ação. Marcuschi. perguntar. tendo em vista a melhor aceitação por parte de professores e estudiosos sobre o assunto. Trabalharemos. • indireto livre: consiste na fusão entre narrador e personagem. o cenário da história. Ex: Cláudia estava feliz: convidara Suzana para andar de bicicleta e colher flores no jardim.br/images/ AngeliTortura. Trata-se do plano de fundo. descritivo e dissertativo – podem interpolar-se em um só texto. Usa a terceira pessoa (conta a história do outro).com. O primeiro tipo que veremos é o NARRATIVO. sem o uso dos verbos de elocução (afirmar. • foco narrativo: refere-se às diferentes formas de narrar. assim como psicológico. Optamos por essa via. • discurso: refere à maneira como o narrador reproduz as falas dos personagens. ▲ Figura 9: Cartum Angeli Fonte: Disponível em http://josiasdesouza. responder. É importante que saibamos que não existem textos puros. são os “indivíduos” que têm sua história narrada).UAB/Unimontes . isto é. com a ideia de que existem menos de meia dúzia de tipos de texto e com inúmeros gêneros. 1. pedir etc. Resume-se em duas: • narrador onisciente: conta a história como observador que sabe tudo. A organização dos relatos se dá a partir de uma relação de anterioridade ou de posterioridade.5 Tipos de texto Após termos apresentado algumas discussões e conceitos sobre TIPOLOGIA e GÊNERO TEXTUAL.folha. • ambiente: é o espaço físico e social em que é desenvolvida a ação dos personagens.2º Período 1. É também chamado de narrativa. sendo o narrador que transmite o que os personagens “disseram” ou “pensaram”. sem a interferência do narrador. Ex: Cláudia disse a Suzana: – Vamos andar de bicicleta e colher flores no jardim? • indireto: não há a presença de diálogos. que determina a sequenciação dos fatos narrados. Pode ser linear (há o encadeamento constante dos acontecimentos narrados) ou retrospectiva (há rupturas e retomadas na ordem dos acontecimentos narrados). É a noção de presente.gif. • tempo: é o elemento. • personagens: são as “pessoas” que atuam na narrativa (são os objetos do ato de contar. Ex: Cláudia convidou Suzana para andar de bicicleta e colher flores no jardim. fortemente ligado ao enredo. Pode ser: • direto: os personagens têm suas falas expostas por meio de diálogos (uso do travessão). Os tipos de texto – narrativo. • enredo: é a narrativa propriamente dita (a história contada). Acesso em 5 dez. encarnando-se como personagem principal ou secundário. A narração tem por característica o relato de mudanças progressivas de estado que ocorrem com coisas ou pessoas.uol. é explanado um acontecimento. passaremos agora a trabalhar com as considerações feitas acerca de tipos de texto a partir da contribuição dada pelo Prof.

comprometido com a realidade). cenário ou pessoa. os detalhes sobre o objeto descrito são expressos de forma nítida: tamanho. A descrição subjetiva é 23 . “Não posso. a cigarra teve de bater à porta do formigueiro onde foi acolhida pelas formigas. não os contemplou com a mesma sorte. Quando o inverno chegou.Fundamentos da Língua Portuguesa II Para ilustrar o que dissemos. “Deixe essa trabalheira de lado” . usando uma linguagem mais pessoal. Francisco conseguiu o diploma de médico. particularidades e peculiaridades de um dado objeto.br/historias/fabulas/noflash/cigarra. do entendimento de todos.“e venha curtir comigo este dia ensolarado de verão”. 2013. Pedro ficou com os humildes pais. usando uma linguagem comum a todas as pessoas (as palavras são usadas no sentido denotativo. BOX 8 Fábula . as pessoas etc.Letras Espanhol . cheiro. cor. as pessoas etc.5. e adaptado por nós: Francisco e Pedro nasceram do mesmo pai e da mesma mãe. 1.. 13.com. e assim aprendeu sua lição. Você pode ver que o texto apresentado é uma narração. num certo momento estático do tempo. Também está clara a relação de anterioridade e posteridade entre os acontecimentos apresentados.disse a formiga . podemos fazer de dois modos: • objetivamente: quando descrevemos o objeto. consistências são mostrados claramente ao leitor. br/historias/fabulas/ noflash/cigarra. É também chamada de descrição expressionista ou. peso. Francisco foi adotado e criado por uma família nobre e abastada.uol. • subjetivamente: quando descrevemos os objetos. Preciso juntar alimentos para o Inverno” .jhtm. quando encontrou uma formiga que passava carregando um enorme grão de trigo. ainda. forma. produto da impressão que temos do objeto descrito. descrição realista. Acessado em 5 dez.. A cigarra estava saltitante. isto é. me preocupar com o inverno?” .uol.“e recomendo que você faça o mesmo que eu”. “Eu. Quase morrendo de fome. a cigarra não tinha nenhuma reserva. Acessado em 5 dez.2 Estrutura do texto descritvo É o tipo de texto no qual são listadas as características. Nesse tipo de descrição. em que encontramos as características que a fazem receber tal classificação.perguntou a cigarra? “Tenho comida de sobra por enquanto”.com. uma vez que relata mudanças de estado que ocorreram com Francisco e Pedro. O destino. a cantar pelos campos.jhtm.disse a cigarra . Fonte: Disponível em http://criancas. enquanto as formigas contavam com o suprimento de alimentos que haviam guardado. Quando exercitamos o ato de descrever. Outro exemplo de texto narrativo é a fábula seguinte. Pedro morreu precocemente durante uma troca de tiros com a polícia.A Cigarra e a Formiga ◄ Figura 10: A cigarra e a formiga Fonte: Disponível em http://criancas. veja com atenção o texto retirado da obra “Para entender o texto: leitura e redação”. porém. no sentido convencional. Mas a formiga não se deixou convencer pela conversa da cigarra e continuou o seu trabalho árduo. de José Luiz Fiorin e Francisco Platão Savioli.

O texto que você acabou de ler é um texto descritivo. Fonte: Estruturado pelo Autor. fazendo-o crer em algo. assim descrevendo não apenas o que vê. justificá-las com base em argumentos. visando ao convencimento do leitor. com a pura utilização da linguagem denotativa. ainda. que a descrição pode se direcionar por dois caminhos: o do subjetivismo – quando o autor deixa transparecer o seu estado de espírito. em linhas gerais. fiel ao que se vê. metáforas etc. Por isso. tudo acontece ao mesmo tempo. aderir a uma opinião. 2. Todos os enunciados são simultâneos. Uma descrição perfeitamente realizada não se mostra pelos detalhes descritivos do objeto e sim pela compreensão deste através da imagem reproduzida pela rica imaginação e pela utilização correta dos recursos de expressão. Usam-se a linguagem conotativa. refutar contra-argumentos. A dissertação é utilizada quando pretendemos defender uma ideia e convencer nosso leitor acerca de nosso ponto de vista. 3. dessa forma. por meio de argumentos diversos. persuadir ou convencer o interlocutor. o ponto de vista dele. É também característica desse tipo textual a presença de uma intenção argumentativa .influenciar. as comparações. procura convencer o leitor a entrar na mesma linha de pensamento. O centro comercial está quase deserto. orientamos nosso leitor na direção que consideramos a mais correta. e se apoia em conceitos abstratos para levar ao leitor a informação ou o conhecimento pretendido. o nosso texto deve apresentar com clareza nossas hipóteses. como descrição psicológica. mas de acordo com as impressões psicológicas e pessoais do observador. e não como o objeto está para ser visto. retratando exatamente o quadro contemplado e. expressões carregadas de conotação – ou o do objetivismo. sem se preocupar com os supérfluos. Não existe nenhuma transformação de estado e seria possível inverter a posição dos enunciados sem que o entendimento fosse comprometido. exemplificar e encaminhar para conclusões. afirmando seu o posicionamento. 1. Tudo parece não ter pressa nesse feriado. 24 . O retrato do objeto descrito não é feito conforme a realidade do mundo objetivo.2º Período também conhecida como descrição impressionista ou. costuma ser redigido da maneira a seguir: QUADRO 2 Estrutura do Texto Dissertativo 1.3 Estrutura do texto dissertativo Denomina-se dissertação o texto em que o autor se posiciona acerca de um dado assunto ou questão (denominado também de tema) e. suas preferências e opiniões. ou seja. a partir da exposição de argumentos. Você não deve se esquecer. com base em reflexão e raciocínio. Geralmente.UAB/Unimontes . que é a pura descrição. Observe o texto que se segue: A nossa cidade acorda lenta e preguiçosamente.ª PARTE (conclusão) O autor sintetiza o ponto de vista defendido no desenvolvimento. Apenas algumas pessoas encaminham-se para a Igreja. o produtor do texto manifesta de forma explícita sua opinião ou seu juízo de valor. Esse tipo de texto envolve reflexão e raciocínio. Nela fica refletido o estado de espírito do autor do texto: ele vê o objeto como ele quer ver.ª PARTE (desenvolvimento) O autor desenvolve.ª PARTE (introdução) O autor apresenta. Quando se trata de dissertação. usando para tal. um editorial de jornal etc. mas o que pensa ver. Vejamos quais as características apresentadas por ele que o fazem ser classificado com tal. Até o sol mostra-se sem ânimo para brilhar. O tipo de texto a que nos referimos corresponde ao que nós conhecemos como um texto científico. apresentando traços específicos do objeto da descrição. Os carros circulam sem agitação e são poucos. o assunto a ser discutido. Enfim.5. então.

e o texto obterá maior objetividade e rigor. uso de conectivos etc. o texto dissertativo se constitui de três etapas. – e saber adequar e selecionar os argumentos de acordo com o contexto. em qualquer meio de comunicação. que saber analisar os noticiários e as telenovelas. 3ª) conclusão: é a terceira parte do texto e deve sintetizar o que existe de mais importante no conteúdo desenvolvido. ao reforçar estereótipos associados a raças e classes sociais. seu discurso ganha um reforço considerável: a força das imagens em movimento. nos jornais. a do convencimento. pois a clareza alcançada na exposição da ideia constitui uma das formas de obtermos a adesão do leitor ao texto. as informações sobre a matéria apresentada na introdução são analisadas. agora. no rádio e nos outdoors. o último lançamento automobilístico – que nenhum motorista inteligente pode deixar de comprar – deslizando em uma rodovia perfeita como um tapete.Letras Espanhol . oferecermos a ele um contato direto com os elementos que encaminharão nossa argumentação. é sempre a da sedução. os comerciais exercem tanta influência sobre os telespectadores quanto os personagens de novelas. por exemplo. para produzirmos um bom texto. como dizem os críticos. E. os comerciais exibidos pela televisão também se prestam a (Conclusão) Ao difundir modelos de comportamento. contribuem decisivamente para que imagens distorcidas da sociedade continuem a ser propagadas. pontuação. oferecem ao leitor uma visão de totalidade. a inocência infantil e a plasticidade quase irreal das imagens. A ideia principal é o ponto de partida do raciocínio do produtor do texto. que será desenvolvida progressivamente no decorrer do texto. que a propaganda tenta criar necessidades que não temos. um texto dissertativo retirado do Jornal “Folha de São Paulo”. somadas. à identificação das estratégias usadas para criar o apelo ao consumo. 2ª) desenvolvimento: nessa fase. debatidas em confronto com outras informações do meio a que pertence o tema. Não podemos nos esquecer de que. Fonte: Jornal Folha de S. A publicidade funciona assim nas revistas. Aprender a “ler” as peças publicitárias veiculadas pela TV tem a mesma importância. devemos ter domínio linguístico – estruturação da frase.Fundamentos da Língua Portuguesa II Como já foi dito anteriormente. 25 . mas suas armas parecem mais poderosas na televisão. Vamos ler atentamente. Assim. A linguagem da propaganda. a tese. Se é verdade. É claro que a variedade de conexões entre os argumentos depende da quantidade e qualidade do repertório de quem escreve e da possibilidade de constituir-se com eles uma rede de sentidos. quando o objeto em questão pode ser encontrado na cozinha. os comerciais de TV são os que mais perto chegam de nos fazer levantar imediatamente do sofá para realizar algum desejo de consumo – e às vezes conseguem. cada uma delas com funções bem definidas que. Aqui. claro. Você poderá observar que as partes que compõem o texto foram indicadas para uma melhor compreensão e visualização: BOX 9 Publicidade: a força das imagens a serviço do consumo (Introdução) Comerciais exibidos na televisão recorrem a estereótipos para criar a sensação de desejo no inconsciente do telespectador. Observe com mais detalhes cada uma dessas partes: 1ª) introdução: é a parte em que se apresenta a ideia principal. Paulo. Independente do apelo ao consumo. A parte mais óbvia desse trabalho de conscientização refere-se. (Desenvolvimento) Na TV. na formação de um telespectador crítico. a meta aqui é retomar informações e ressaltar as considerações finais do autor sobre o tema abordado. a roupa de grife moldando o corpo esguio de jovens modelos. acontecem a introdução e articulação de novos argumentos. fica muito difícil resistir aos seus apelos: o sanduíche cujos ingredientes quase saltam da tela com sua promessa de sabor. Entre as armas da publicidade para seduzir o telespectador destacam-se a nudez. Assim. A elaboração dessa etapa requer uma razoável capacidade de síntese.

As encostas cada vez mais povoadas no Rio de Janeiro disfarçam o avanço do reflorestamento na crista das serras. Marcuschi. José Juvêncio Barbosa e Marildes Marinho Miranda. Ed. 2º) EXPOSIÇÃO Denomina-se texto expositivo aquele que traz uma narração minuciosa sobre algum fato. Teremos por base os textos de diversos autores. GLOSSÁRIO Ícone: é um tipo de imagem que mantém uma relação direta com o que está sendo representado.6. Histórias em quadrinhos. Rio de Janeiro. veremos a importância da escrita para a inserção do aluno e de todos nós no mundo letrado.1 Suportes e gêneros textuais Basta prestarmos atenção às nossas atividades diárias para certificarmos que estamos rodeados por todos os lados pela escrita. 9. enfocando a situação em si. para conter vertentes ameaçadas de desmoronamento. entre eles Bronckart. para que se cumpra a finalidade do texto dissertativo argumentativo. formando desenhos em curva de nível. Magda Soares. é importante que façamos uma distinção. logotipos e ícones são exemplos desse universo. de que o raciocínio mostrado através do texto é o correto. O exemplo abaixo mostra com clareza a seleção de dados que é feita pelo autor e apresentada a nós. é necessário fundamentar-se em dois pontos de sustentação: a consistência do raciocínio e a evidência das provas. mediante a apresentação de razões. um acontecimento. Aqui. é a busca do convencimento. está construído sob o olhar crítico do produtor. convencer: BOX 10 Há qualquer coisa no ar do Rio. disponibilizado em PDF no ambiente de aprendizagem.6 Usos da escrita no cotidiano Chegamos à nossa última seção da primeira unidade. Fez mais do que isso. que espalha cerca de 2 milhões de mudas nativas da Mata Atlântica em espaço equivalente a 1. O texto objetiva apenas expor.º 83. à manifestação de certa opinião por intermédio de argumentos diversos. p.2º Período Para saber mais Consulte mais sobre o nosso tema no livro “Linguagem em (Dis) curso da Universidade de Santa Catarina” (2000). como cafezais. O replantio começou há 13 anos. São vários textos de vários autores que enriqueceram ainda mais os nossos estudos. além de favelas. a utilizamos em boa parte de nossas ações. ou seja. 1º) ARGUMENTAÇÃO É o tipo de texto que objetiva. 1. também. leitores. 26 . Argumentar é selecionar informações.800 gramados do Maracanã.UAB/Unimontes . uma situação. visa ao convencimento e à mudança de opinião. Para se obter uma boa argumentação. Veja a seguir. dos elementos de coesão e de coerência. Mudou a paisagem. 1. construído de maneira aparentemente imparcial. Além de esbarrarmos nela. Não podemos nos furtar da certeza de que um texto dissertativo argumentativo. Discutiremos. sendo. a não possibilidade de separação entre LEITURA e ESCRITA. por parte do autor. n. organizando-as de modo a afirmar um ponto de vista. Nem só as favelas brotam nos morros cariocas. 20-12-1999. ângulo que não faz parte do cotidiano de seus habitantes. Globo. normalmente. Fonte: Revista Época. Vista do alto. apesar de transmitir essa ideia de aparente imparcialidade. o modo de ocorrência etc. Editora Unisul. A argumentação procura formar a opinião do leitor em conformidade com a do autor. hipóteses e afirmações. a cidade aninha-se agora em colinas coroadas por labirintos verdes. Ainda sobre texto dissertativo. Por parte do leitor. A dissertação pode ser subdividida em dois subtipos.

vamos analisar um dia de uma pessoa qualquer.com/2008/12/ epoca. descobre em que ponto da rua a loja anunciada fica situada. tomada aqui como comum. então. volta para casa já no fim do dia. Ana dá uma olhada nas notícias do jornal. teria que se ausentar de casa por algumas horas e ninguém estava ali para saber do seu paradeiro.jpg.br/index. 2013. Para levá-las.files. Acessado em 6 dez. No meio das correspondências. a nossa personagem resolve conferir as ofertas anunciadas. ▲ Figura 12: Logotipo Fonte: Disponivel em http://flammarion. obviamente.como sugere José Juvêncio Barbosa (1996). wordpress.2013.jpg Acessado em 6 dez.uol. aquelas que estão endereçadas a ela.jpg Acessado em 6 dez.pebinhadeacucar.files. pega caneta e papel e deixa um bilhete para seus familiares informando sobre seu passeio. com. Para comprovarmos o que foi afirmado.com/2009/02/ sebrae_logo.com. 27 .php?option. Vai até a caixa dos Correios e lê. Chega até a loja e gosta de algumas mercadorias.2013. Sabendo da localização exata da loja. 2013. ▲ Figura 14: Ícone que representa a luta contra o Aedes aegypti Fonte: Disponivel em http://www. BOX 11 Após tomar o café com sua família. Ana encontra um folheto de divulgação da inauguração de uma loja de roupas femininas.Fundamentos da Língua Portuguesa II ◄ Figura 11: História em Quadrinhos Fonte: Disponivel em http://cartoonshow. wordpress. Fonte: Estruturado pelo autor. Então. Para tanto.Letras Espanhol . ▲ Figura 13: Logotipo Fonte: Disponível em http://lapoethique. Chamaremos a nossa personagem de Ana. Acessado em 6 dez. preenche um cheque. Ana.br/v2/noticias/59. Satisfeita.. Ela corre até a estante da sala e pega a lista telefônica na gaveta.

semelhantes à que Ana. personagem da nossa história. folhetos de divulgação. Essa escrita é conhecida por escrita social e possui características e funções diferentes. por exemplo. O aluno só saberá ler e escrever se praticar a leitura e a escrita. uma forma reducionista aplicada à leitura e à escrita.2º Período Como foi possível observar através da história de Ana.igormagrini. como é o caso do anúncio a seguir: A escola. como a compreensão. Lemos e produzimos textos de maneiras distintas. não tem trabalhado pensando nessa escrita diversificada. 2013. É preciso saber como e para que ler e/ou produzir um texto. jornal ou revista. 2013. em que momento os alunos terão contato com ela? Será que eles estarão preparados para esse encontro sem ter desenvolvido as habilidades necessárias para tal? 28 ▲ ▲ Figura 15: Propaganda Figura 16: Propaganda Fonte: Disponivel em https://simg. (BARBOSA. o suporte foi a Internet.fashionbubbles. televisão. uol. notícias e bilhetes da mesma maneira.jpg Acessado em dez.com/wp-content/uploads/2007/12/tela_home-picasso.UAB/Unimontes . é relativa. Somente através da experiência é que se desenvolve a capacidade de mobilização das estratégias essenciais ao ato de ler e escrever. Informação e compreensão estão ligadas ao indivíduo. na maioria dos casos. lançar mão do seguinte quadro sugerido por Marcuschi (2005): . 2013.jpg. ▲ Figura 17: Propaganda Fonte: Disponível em http://www. não é possível ler ou produzir. 118).gif.br/sac/login03_new_1. Fonte: Disponivel em http://www. vivemos cercados por formas diversas de escrita no nosso dia a dia. talvez fosse interessante. para melhor visualização. Ler e produzir textos são atividades complexas que requerem do leitor/produtor uma quantidade enorme de informações. Segundo José Juvêncio Barbosa: A informação. à sua estrutura cognitiva e dependem tanto do que se conhece quanto do que se procura saber. abordamos esse assunto na primeira Unidade. por exemplo. Acessado em dez. as propagandas abaixo. O que vemos é justamente o contrário. De certa forma. deve existir uma flexibilização no ato de ler e produzir textos. Veja. receitas culinárias. Tudo vai depender do interesse e do objetivo com relação aos textos que serão lidos ou produzidos. No caso das propagandas apresentadas. recebeu. p.com/wp-content/ uploads/2007/04/ 89fhering2. mas poderia ser folheto. Acessado em dez.com. Dica Se a escola excluir a escrita social do ensino de leitura e produção de textos. Ao discutirmos com os alunos sobre suportes e gêneros textuais. Portanto. 1996.

que definem seu estilo particular. o rádio o “outdoor” também podem ser considerados como suportes textuais. também apresenta propriedades singulares. como. Entenderia que suportes textuais são. sob o ponto de vista da semiótica. rádio Mídia Apresentador público NARRAÇÃO DE JOGO DE FUTEBOL Narrar Rádio/TV Mídia esportiva Narrador – ouvintes/ telespectadores INTERAÇÃO VERBAL ENUNCIADO-RES Fonte: Estruturado pelo Autor. os espaços físicos e materiais em que são grafados os gêneros textuais. todo o texto empírico é realizado por meio de empréstimo de um gênero e. Por isso. Texto: Segundo Bronckart (1999. 29 . banco EDITORIAL Argumentar/ Expor Jornal/ revista impressos Mídia jornal impresso Empresa (jornal/ revista) leitor NOTICIÁRIO Relatar Jornal. acabada e autossuficiente (do ponto de vista da ação ou da comunicação)”. coluna de jornal/ revista Mídia impressa jornal/revista Escritor. portanto. as modalidades discursivas do narrar. pois seu aluno teria a noção clara de suporte. O terceiro conceito que é necessário ter em mente é o de ambientes discursivos. é “[.. o manual de instrução. todo texto empírico também procede de uma adaptação do gênero-modelo aos valores atribuídos pelo agente à sua situação de ação e. o folder.] o produto de uma ação de linguagem. entretanto.Fundamentos da Língua Portuguesa II QUADRO 3 Caracterização dos Gêneros Textuais GÊNERO TEXTUAL MODALIDADE DISCURSIVA SUPORTE DO TEXTO AMBIENTE DISCURSIVO (INSTITUIÇÃO) NOVELA Narrar Televisão Mídia televisiva Autores telespectadores CRÔNICA Expor/ Argumentar Seção. assim. Portanto: GLOSSÁRIO Texto empírico: é “[. com a finalidade de produzir um efeito discursivo específico nas relações entre os usuários de uma língua. do relatar. mas também à língua e às relações de pertinência entre textos e situações de ação.” (Bronckart. DICA Leia o texto “A Questão do Suporte dos Gêneros Textuais” de Luiz Antônio Marcuschi. as atividades de linguagem conhecidas como gêneros textuais. através dos textos. do expor.. a produção de cada novo texto empírico contribui para a transformação histórica permanente das representações sociais referentes não só aos gêneros de textos (intertextualidade). do descrever e do instruir. De acordo com Prof.Letras Espanhol . seu correspondente verbal ou semiótico. disponível no ambiente de aprendizagem. As modalidades discursivas também apareceriam como formas de organização linguístico-discursivas em número limitado que existem e que são observadas no folhado textual dos gêneros textuais na forma de predominância. leitor ENTREVISTA Interativo/ Dialogal Revista Mídia escrita Jornalista e entrevistado/ leitor CARTA OFÍCIO Expor/ Argumentar Folha papel timbrado e envelope Acadêmico escolar oficial Universidade/ Escola Prefeitura BIOGRAFIA Relatar Livro Indústria Literária Escritor/Leitor MANUAL DE INSTRUÇÃO DE TV Instruir Folheto. ambientes discursivos são os lugares ou as instituições onde encontramos organizadas formas de produção com estratégias respectivas de compreensão e onde ocorrem. livro impresso Indústriacomércio (mercantil) Empresa. do argumentar. segundo Marcuschi (2002). o cinema. folder. além de apresentar as características comuns ao gênero. Marcos Baltar (UCS). escolar etc. político. 1999. indústria. A partir de uma concepção mais ampla de texto. modalidade discursiva e ambiente discursivo. podemos citar: o ambiente discursivo religioso. Com certeza. Podemos citar. 75).] toda a unidade de produção de linguagem situada. o livro. Como exemplos. p. p. leitor de jornal/ revista ROMANCE Narrar Livro Indústria literária Escritor. o computador.. sempre pertence a um gênero. Dr. é sua contraparte. tevê. daí. a televisão.. por exemplo. gênero. o jornal. 108). cliente CHEQUE Expor/Instruir Talão de cheque Bancária Cliente. o professor alcançaria êxito no ensino. a folha da bula de remédio etc. acadêmico.

] fornecer suporte à memória (endereços. segundo seu pensamento. Através dessa pesquisa. são utilizados papel de pão. muros. conhecem os seus leitores – leitores empíricos – e utilizam suportes disponíveis no seu meio. de nascimento. os significados são partilhados em conversas. cartas. De acordo com Miranda (1998).2º Período ATIVIDADE Após ler o texto “A Questão do Suporte dos Gêneros Textuais” de Luiz Antônio Marcuschi. Marildes Marinho Miranda (1998) apresenta o resultado de sua pesquisa sobre a função social da escrita para indivíduos das camadas populares. estaria comprometida com elementos da oralidade. segundo a autora. • [. afetivo e sexual). Quando ensinamos a operar com o gênero. entre outras coisas. Marildes apresenta algumas observações que podem auxiliar os professores de Língua Portuguesa. ensinamos um modo de atuação sociodiscursiva numa cultura e não um simples modo de produção textual. balcões dos bares. 2005. É possível afirmar que os espaços sociais são elementos importantes para que possamos compreender os significados atribuídos à escrita. A Professora Marildes partiu da hipótese de que a escrita tem significados específicos para cada grupo social e esses significados. Finalizando o seu texto. obtemos a informação de que as funções mencionadas se entrecuzam. As pessoas na Vila leem mais do que escrevem e quando escrevem. um aspecto importante na análise do gênero é o fato de ele não ser estático nem puro. os gêneros não são superestruturas canônicas e deterministas. via de regra diferentes dos suportes utilizados nos textos lidos. poemas. por exemplo. de batizado. agendas. chamada aqui de Vila pela pesquisadora. Em sua dissertação de mestrado. devem ser levados em conta o texto materializado. de pedagogização do cotidiano. Segundo ela. anotações pessoais em calendários. escrevem e leem para: • [. 30 Em suma. cartas com o fim de adquirir informações). Portanto. amigos.UAB/Unimontes . São formações interativas multimodalizadas e flexíveis de organização social e de produção de sentidos. Não se pode esquecer de que este estudo organiza-se em torno de práticas de leitura e de escrita em que leitores e textos são caracterizados no seu ambiente de cultura. mensagens e correntes anônimas de caráter religioso. p. receitas. espaços ou relações de interlocução. de ajuda a pessoas analfabetas e de variadas atividades dos moradores. surge a ideia de distinguir função utilitária e função desinteressada.] trocar mensagens pertinentes a relações pessoais com parentes. partes de jornais e textos escolares. 2005). E por último. portas. ficamos sabendo que a grande parte dos moradores só possui em casa algum livro didático que é utilizado pelos filhos em idade escolar. In: KARWOSKY et al.. na Vila. Assim.. apesar de os moradores da Vila não partilharem o momento da leitura de um dado texto. Através da pesquisa em questão. o espaço social é o da casa-família de uma região periférica de Belo Horizonte. datas de aniversários. ela afirma . por exemplo. paredes etc.. ou seja. 19. o que exige um maior aprofundamento em questões ligadas à relação escrita/oralidade. é possível afirmar que se expressam de forma espontânea e com uso original de suportes. Com relação ao material produzido pelos moradores da Vila. para mercearias e bares onde crianças levam os pedidos de compra. Para saber mais Ficou constatado que as crianças da Vila têm pouco contato com textos ficcionais. Quando falamos em classificações ligadas aos usos e funções da língua escrita. palma das mãos. Isso apontaria para a necessidade de a escola proporcionar situações de maior convivência com esse gênero? Poste sua conclusão no fórum de discussão. • substituir comunicações próprias do contato face a face (bilhete para a escola. A pesquisadora nos chama a atenção para o fato de que existem elementos distintos no proceso de interação com a língua escrita. Foi constatado que. mas também não são amorfos e simplesmente determinados por pressões externas. listas). Na investigação em questão. a simples transposição de textos do cotidiano para a escola não garante a eficácia do processo. A escrita.. Os adultos e crianças dessa Vila. O material de leitura das pessoas alvo da análise se restrige a revistas velhas. receitas. tabuletas. de aniversário. e namorados (cartões de Natal. receitas e textos bíblicos? Poste sua resposta no fórum de discussão. telefones. o que nos leva a concluir que a leitura e a inserção no mundo letrado não é prioridade. constitui-se como objeto de aprendizagem. interferem na relação ensino-aprendizagem. Para saber mais A escola deveria utilizar o material que as crianças usam no seu cotidiano. A escrita. (MARCHUSCHI. o leitor com suas metas e conhecimentos prévios e condições de interação. vá ao ambiente de aprendizagem e proponha duas reflexões ou discussões com seus colegas sobre o assunto.

33). São Paulo: Mercado Aberto. sem sombra de dúvida.. Karim Siebeneicher (Org. São Paulo: Hucitec. Palmas e União da Vitória (PR): Kaygangue. MACHADO. In: Leitura: teoria e prática. 1997. ed. ______. Luiz Carlos. Brasília: MEC/SEF. 2002. Por que (não) ensinar gramática na escola. 7. TRAVAGLIA. São Paulo: Cortez. Mimeo.1998. Uberlândia: Ed. Alfabetização e linguística. Tipo elementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. São Paulo: Scipione. Secretaria de Educação Fundamental. 2005.Fundamentos da Língua Portuguesa II [.. 2002. 1998. _____. ed. conhecer os gêneros textuais e saber identificá-los é de suma importância para o profissional de Língua Portuguesa e. 277-326. 1991. A escola encontra-se inserida em um espaço determinante para a instiuição das representações sociais sobre a leitura e a escrita. Belo Horizonte: Autêntica. Rio de Janeiro: Lucerna. ed. In: KARWOSKY. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. São Paulo: Martins Fontes. Gêneros textuais: o que são e como se classificam? Recife: Ed. 1995. Acir Mário. Letramento: um tema em três gêneros. Gêneros textuais e ensino. 2. 5. ______. POSSENTI. Gêneros textuais: configuração. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quatro ciclos: apresentação dos temas transversais.). Gêneros textuais e ensino. Ângela Del Carmen Bustos Romero de. 31 . Beatriz. dinamicidade e circulação. Importa. KLEIMAN. Marxismo e filosofia da linguagem. p. Mikhail. BARBOSA. Luiz Antônio. GAYDECZKA. 2000. 1991. Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. ______. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. interrogar sobre as atitudes e comportamentos que lhe interessam gerar sobre esse conhecimento. 2007. BEZERRA.Letras Espanhol . Tese (Doutorado em Letras)–Universidade Estadual de Campinas. Os usos da escrita no cotidiano. Sírio. ______. Estética da criação verbal. Como pôde ser visto. São Paulo: Lucerna. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. 1998. Tradução de Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. 1981. então. UFU. 2005. ______.] que a escola é responsável pela construção de concepções sobre o ler e escrever. 1996. 2002.). Alfabetização e leitura. Anna Rachel. Campinas: Mercado das Letras. 124-330. Dessa forma. ed. Gêneros textuais: reflexões e ensino. MARCUSCHI. MIRANDA. 1996. p. In: DIONÍSIO. Marildes Marinho. Referências BAKHTIN. BRITO. SOARES. 2003. Ângela Paiva. BRASIL. CAGLIARI. Maria Auxiliadora (Org. seria preciso que os estudantes de Letras se aprofundassem muito mais nesse assunto. 2. Magda. (MIRANDA. somos essencialmente importantes para a inserção dos alunos nesse universo letrado. UFPE. São Paulo: Hucitec. José Juvêncio. Ministério da Educação. Luiz Carlos. p.

.

sintático e semântico.wikimedia. O verbo saiu com os amigos pra bater um papo na esquina. que dolor que me da. que dolor que me dá los dólares dólares. A verba pagava as despesas. estará diante da segunda Unidade da disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II”.Letras Espanhol . Nos braços de outras palavras o verbo afagou sua mágoa. fonológico. e dormiu. sintaxe e semântica do português contemporâneo Alba Valéria Niza Silva Diocles Igor Castro Pires Alves Danielle Ferreira de Souza 2.jpg/220px-Ferdinand_de_Saussure. O verbo não soube explicar depois.Fundamentos da Língua Portuguesa II Unidade 2 Aspectos gramaticais da fonética/ fonologia.. lhe dava valor. mas ele sabia.com. Acessado em dez.. Rosebud Lenine Composição: Lenine / Lula Queiroga Fonte: www. Para saber mais Para entender melhor pesquise sobre Ferdinand de Saussure .google. 13. O verbo gastou saliva. porque ela era tudo o que ele tinha.. por que foi que a verba sumiu.. de tanto falar pro nada. dólares que dolor. e depois quando a verba chegou. 2013. Leia o texto abaixo: BOX 12 Dolores.1 Introdução Começaremos agora os nossos estudos sobre os aspectos fonético. Você. A verba era fria e calada. ▲ Figura 18: F. era tarde demais o cadáver jazia. Saussure Fonte:Disponível em http://upload. O verbo tentou se matar em silêncio. a verba caiu aos seus pés a chorar lágrimas de hipocrisia. 33 . em poucos segundos. morfologia. org/wikipedia/commons/ thumb/8/8f/Ferdinand_ de_Saussure. dólares. morfológico.Pai da Linguística Moderna.br Acessado em 10 dez. jpg. dolores e dólares.

jpg. é a realização dos sons de uma língua. Observe a música abaixo que é tida como uma das representações do “falar caipira” do Português não padrão. Temos. 2.com. E. Corresponde à parte psíquica (abstrata) do sistema sonoro. ainda. teremos componentes diferentes que constituem o estudo da língua que falamos. 2002). Percebemos que existem alguns fenômenos como eliminação das marcas de plural redundantes (as onda se espaia. percebemos que os autores brincam com as palavras “verbo e a verba”. . Dessa forma. Esses sons são chamados de funcionais em razão de. Fonema: Sinônimo de som da língua (unidade mínima distintiva). classificação e transcrição dos sons da fala.2º Período Dica Segundo BARBOSA e NEPOMUCENO (2009). estudaremos as noções e conceitos de cada componente. já foram apresentados tais aspectos e aqui iremos apenas apontar o conceito básico de cada componente. Corresponde à parte física e fisiológica do sistema sonoro. Sua obra mais famosa trabalhada no curso de Letras é o livro “Fonética e Fonologia do Português”. sons distintos gerarem significados diferentes. principalmente aqueles sons produzidos e utilizados na linguagem humana. 34 Ao ler a letra musicada dos compositores Lenine e Queiroga.quebarato. porque em nosso curso iremos aprofundar nossos conhecimentos em cada um deles. teremos uma nova classe que é a do adjetivo. a palavra “verba” é um substantivo que. “Dolores e dólares”. lembrando que são noções. Tais componentes são fonético/fonológico. sendo interdependentes. Nas palavras de Silva (2002). Isso porque a gramática de uma língua apresenta níveis específicos que se articulam e não podem ser trabalhados separadamente. entendemos que a Fonética é a ciência que representa os métodos para descrição. A partir dos estudos dos fenômenos da linguagem e da tradição gramatical. Na disciplina “Introdução à Linguística”. No que diz respeito às palavras “Dolores e dólares” e a diferença existente entre ambas no aspecto sonoro. ou seja. A Fonologia se preocupa com os sons da língua e sua função linguística (SILVA.2 Fonética e fonologia A Fonética é a parte da Linguística que estuda os sons da fala e como eles são produzidos pelo falante. Tais sistemas têm regras universais que cabem a todas as línguas e regras particulares (característica de cada língua individual) (SILVA. com o jogo de palavras construído a partir desta brincadeira. faz-se necessária a abordagem dos componentes da tradição gramatical que constituem a nossa Língua. Nessa perspectiva.br/photos/ big/4/0/12140_1. Fonologia é o ramo da Linguística que se articula diretamente com a Fonética. atrapáia). a partir de pares mínimos. batáia. Dica Thaís Cristófaro Silva é uma das maiores estudiosas da Fonética e Fonologia no Brasil. são questões fonético/fonológicas. As garça dá meia volta) e a transformação de LH em I (espáia. naváia. temos diferenças entre os conceitos de fone e fonema observem: Fone: Sinônimo de som da fala. Tais relações são explícitas por sabermos que “verbo” faz referência à classe de palavras. 2002). a linguagem está associada com a atividade mental humana e através dela se consolida e desenvolve. Agora. pois são tidos como interdependentes. Acessado em 10 dez. por fim. Entendemos a Linguística como a ciência que estuda os aspectos da linguagem verbal humana e busca apresentar os fenômenos e funcionamento de línguas descrevendo e explicando as regras utilizadas pelos seus falantes. ao ser caracterizado como “fria e calada”.UAB/Unimontes . ▲ Figura 19: Capa do livro Fonte: Disponível em http://images. Tais componentes serão abordados a partir dos estudos contemporâneos da Linguística. fáia. as questões sintáticas que se organizam e se relacionam dentro dos sintagmas e períodos e. 2013. é possível entender as questões referentes aos aspectos morfossintático e semântico. morfossintático e semântico. as questões de sentido que constroem o texto de forma harmônica. e trabalha com a função e organização dos sons em sistemas.

br. a letra é apenas um sinal gráfico. contexto /s/.Letras Espanhol . fixo /ks/. É por isso que dizemos que. devemos considerar as questões acima citadas. • Anexo: 5 letras e 6 fonemas (o “X” tem som de “ks”). como no exemplo abaixo: • Tapete: 6 letras e 6 fonemas. algumas letras não representam fonemas: venda – n= sinal de nasalização da vogal anterior. gato. O fonema é um fenômeno exclusivamente sonoro característico de uma língua. moça. mato. hotel. Ai. ai. mais de um fonema representado por uma única letra: abacaxi /x/. d. ai GLOSSÁRIO Morfema: Unidade mínima significativa – objeto mínimo de análise da Morfologia. quando eu vim da minha terra Despedi da parentaia Eu entrei no Mato Grosso Dei em terras paraguaia Lá tinha revolução Enfrentei fortes bataia. quando fazemos a contagem de letras e fonemas. ai.Fundamentos da Língua Portuguesa II BOX 13 Cuitelinho (Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó) Cheguei na beira do porto Onde as onda se espaia As garça dá meia volta E senta na beira da praia E o cuitelinho não gosta Que o botão de rosa caia. inexorável /z/. a mesma representação gráfica (letra) para fonema diferentes: gêmea.. uma letras que representa dois fonemas: táxi /ks/. cada letra é a representação gráfica do fonema (unidade sonora mínima) e é responsável por estabelecer a distinção de significados entre as palavras.com.google. da sua coexistência na sílaba. • Peixada: 7 letras e 7 fonemas. c. a Fonética e a Fonologia se articulam e são interdependentes: a primeira estuda as diferentes realizações dos sons da linguagem humana. Acessado em 10 dez. cenoura /s/ . Fonte: Disponível em www. um fonema representado por mais de uma letra: carroça /s/. • Tampa: 5 letras e 4 fonemas (o “a” virou “ã”). Na Língua Portuguesa. assobio /s/. Observe as representações na Língua Portuguesa: a. a outra faia E os óio se enche d´água Que até as vista se atrapáia.. • Piscina: 7 letras e 6 fonemas. ai. b. f. A partir das observações acima. ai A tua saudade corta Como aço de navaia O coração fica aflito Bate uma. letra sem representação fonética: hospital. 2013. E a segunda estuda os sons da língua. da sílaba dentro dos vocábulos e dos vocábulos nas frases e das frases para os períodos. e. • Sossegado: 9 letras e 8 fonemas. as variações que podem ocorrer na realização dos fonemas em si. de acordo com Silva (2002). 35 .

Artigo. portanto. animais etc. modo e pessoa. bastante. Pronome.: aqui. De. Preposição. temos os mecanismos de flexão de gênero.2º Período 2. A partir dessas unidades. em etc. Observe as definições das classes gramaticais abaixo: QUADRO 4 Definição das Classes Gramaticais GLOSSÁRIO Sintagma: Numa noção saussuriana. circunstância etc. Advérbio Palavra invariável que indica lugar. 36 . amanheceu. Sequência: Termo utilizado para nomear a relação de coordenação entre elementos consecutivos. Classe Definição Substantivo Palavra que nomeia seres: pessoas. A unidade mínima significativa é chamada de morfema e. bem etc. ali. Preposição Palavra que tem a função de ligar dois termos de uma oração. modo. para a constituição do sistema linguístico da Língua Portuguesa no Brasil. número. esse termo nomeia a relação entre dois elementos consecutivos. nosso. assim. o menino. Oh! Verbo Palavra variável que indica estado. sofreu etc. pois etc. Observe na descrição da canção-poema de Caetano Veloso como tais classes gramaticais se organizam e articulam dentro dos períodos. Interjeição e Advérbio) que são abordadas desde as primeiras séries da vida escolar e um dos assuntos mais estudados nas aulas de Língua Portuguesa. Adjetivo Palavra que caracteriza os seres e as coisas: bonito.3 Morfologia A Morfologia é entendida como o estudo do componente gramatical que trabalha a estrutura interna das palavras. meu. Verbo. grau. Artigo Palavra que acompanha o substantivo sendo determinado ou indeterminado: a caneta. seu etc. logo. coisas. tempo. da. Conjunção. feio. Mas. Choveu. através de combinações. colaborando. antigo etc. estando um elemento subordinado (dependente) a um outro (principal).UAB/Unimontes . Interjeição Palavra referente a sentimentos e emoções: Ah!. formam unidades maiores como as palavras (BECHARA. Numeral. 2001). a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB) reconhece 10 classes de palavras (Substantivo. Pronome Palavra que representa ou acompanha o substantivo: eu. assim. velho. intensidade. Conjunção Palavra que serve para relacionar duas orações ou termos. Adjetivo. Fonte: Estruturado pelo Autor. a. fato. Tais classes se organizam na estrutura gramatical de maneira harmônica. Para essas classes.

Os termos essenciais são chamados de Sujeito e Predicado.Acesso em 10 dez. entrar etc. o semanticista Rodolfo Ilari fala de vários aspectos linguísticos do ensino da nossa língua: aquisição de vocabulário. filhote”. entre elas: o sujeito + predicado. 2013. leãozinho De te ver entrar no mar Tua pele. Na oração.. ensino de redação e de gramática. articulam-se e se flexionam dentro dos padrões que compõem a nossa Língua. Percebemos que essa canção é muita rica no que diz respeito aos elementos morfológicos que a compõem. Acessado em 10 dez. como substantivos (sol. leãozinho O meu coração tão só Basta eu encontrar você no caminho Um filhote de leão raio da manhã. encontrar. 2013. Temos na nossa língua as classificações sobre o Sujeito e o Predicado. O termo “é feliz” é a declaração que se faz a respeito do sujeito que é “a menina”..). o aluno terá feito uma boa redação. artigo (o. Fonte: Disponível em www.). temos também a questão da formação de palavras como. Enfatizamos que temos aqui apenas noções sobre as questões morfológicas e que o aprofundamento devido será dado na disciplina Morfologia do Português.com. entre outros. tua.). Arrastando o meu olhar como um ímã. E o que se declara sobre o sujeito vem expresso no que chamamos de Predicado. minha etc.com. uso do dicionário em sala de aula. Dica Fonte: Disponível em www. leãozinho Caminhando sob o sol Gosto muito de você. Rodolfo Ilari critica a tendência da escola em “cobrar o que não ensina” e afirma: “se tiver uma boa história.4 Sintaxe A sintaxe trabalha com a análise das relações entre as palavras e das relações entre as orações que compõem o período. mar etc. Observe: Figura 20: Rodolfo IlariSemanticista. Gosto de te ver ao sol. tua juba Gosto de ficar ao sol. O Sujeito é definido como o termo o qual se declara algo. mesmo que tenha cometido erros”. Professor do Departamento de Linguística da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 2.google.Fundamentos da Língua Portuguesa II BOX 14 O Leãozinho (Caetano Veloso) Gosto muito de te ver. a).. pai de toda cor. te. O meu coração é o sol.google. 37 . leãozinho Para desentristecer. encontramos três termos que a integram: os essenciais. É a sintaxe que explica a construção oracional da Língua Portuguesa. leãozinho De molhar minha juba De estar perto de você e entrar no mar. desentristecer. Além das classes gramaticais.br. br. tua luz. Quando ele lhe doura a pele ao léu. os integrantes e os acessórios.Letras Espanhol . por exemplo. filhote. pronomes (teu.. verbo (gostar. Ex: A menina é feliz. “leãozinho.

2008). Na sintaxe da oração. Vocativo. No estudo da semântica. a nominal e a verbal. 2. os Parônimos e a Polissemia (FERRAREZI JÚNIOR. existem vários fenômenos. A sintaxe de regência.agente da passiva Adjunto adnominal. Trata-se de uma vingança. Oculto ou desinencial . Temos ainda os termos integrantes e acessórios: QUADRO 7 Termos integrantes e acessórios Termos integrantes Termos acessórios Complementos verbais . Fonte: Estruturado pelo Autor. Verbo-Nominal – dois núcleos: um verbo e um nome Os médicos andam nervosos com os pacientes. Antonímia. temos a Homonímia. função e uso. orações coordenadas e subordinadas. A professora está doente. O escritor escreveu o livro. .não expresso na oração identificado pela terminação do verbo. Observamos os sentidos das palavras articulados a partir da estrutura morfossintática.5 Semântica 38 É o ramo da linguística que estuda as questões referentes ao significado das palavras. 2008). sua natureza. Os alunos discutiram na escola.2º Período QUADRO 5 Classificação sobre o sujeito Sujeito Simples – um único núcleo O livro é novo. Indeterminado . estamos descrevendo superficialmente porque teremos um momento em que iremos aprofundar nossos estudos nas questões específicas da Sintaxe. Adjunto adverbial. Inexistente . há os períodos simples e compostos. A Semântica é o estudo das manifestações linguísticas do significado (FERRAREZI JÚNIOR. A garota é inteligente. Chorou muito (ela ou ele). Referência. Fonte: Estruturado pelo Autor QUADRO 6 Classificação sobre o predicado Predicado Verbal – tem como núcleo o verbo. Temos palavras que têm escrita e som que são semelhantes.não pode ser identificado na oração nem pelo contexto nem pela terminação verbal.oração formada apenas por predicado Eram duas horas da manhã. Entre eles. neste momento. Fonte: Estruturado pelo Autor.objeto direto e indireto Complemento nominal . Composto – mais de um núcleo A cadeira e a mesa da sala são novas. Nominal – tem como núcleo um nome. Sinonímia. Enfatizamos que. Aposto. Os candidatos liam as provas atentos.UAB/Unimontes .

chargeonline. Observe os vários sentidos que a palavra “banco” apresenta a seguir: O banco estava aberto. Exemplos de homófonos são: acento e assento. Carlos. São Paulo: Parábola. Caderno didático de introdução à linguística. Fonética e fonologia do português. SILVA. (agência financeira) Sentei no banco da praça.com. Evanildo. As palavras utilizadas para indicar a operação de referência são nomes comuns. manga (fruta) e manga (pasto). adjetivos. Observe: descrição (ato de descrever) e discrição (qualidade do que é discreto). A Referência é entendida por operação linguística por meio da qual selecionamos um ou mais objetos específicos. ir e vir (deslocamento). Os Parônimos são palavras semelhantes (não idênticas) quanto à grafia e pronúncia. está associada à “rede de estabelecimentos. 2013. Arlete Ribeiro. 2008. tomando-os como assuntos de nossa fala. Unimontes. mas os estudos sobre tal ciência ainda têm muito o que se explorar e aprender no que diz respeito à nossa língua. Liliane Pereira. 2002. artigos. São Paulo: Contexto. pronomes. Referências BARBOSA. Acessado em dez. FERRAREZI JÚNIOR. Thaís Cristófaro. para os prefeitos corruptos e no entendimento deles. 39 . Montes Claros: Ed. Moderna gramática portuguesa. BECHARA. Todas as especificações acerca da ciência da significação serão vistas no decorrer do nosso Curso. Rio de Janeiro: Lucena. É importante saber que no Curso de Letras temos a disciplina Semântica que contribui para o conhecimento da ciência da significação. 2001. br. investimento”.Fundamentos da Língua Portuguesa II Palavras homônimas são aquelas que têm a mesma pronúncia (homófonos) e mesma escrita (homógrafos) e com significados distintos. coser e cozer. Já os homógrafos são: quarto (aposento) e quarto (numeral).Letras Espanhol . É a palavra cadeia que no anúncio de jornal tem sentido de “prisão”. A polissemia aponta os diversos sentidos de uma mesma palavra. NEPOMUCENO. Semântica para educação básica. 2009. (assento) Observe a charge: ◄ Figura 21: Charge Fonte: Disponível em www. A Antonímia são palavras ou expressões que podem ser colocadas em oposição: grande e pequeno (tamanho).

.

através da disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II”. Você deve ter percebido. Ingedore Villaça Koch. capacitarão os acadêmicos para o exercício adequado e fluente da linguagem escrita. Agora. ao texto. denotação e conotação. consequentemente. Luiz Antônio Marcushi.Letras Espanhol . bem como compreender as relações autor/texto/leitor e suas consequências na produção de diferentes tipos textuais e gêneros textuais e a sistematização dos aspectos morfossintático. Luiz Cagliari. a habilitação do educador competente. à definição de textos literários e não literários. Certificamos a presença de textos de diversos formatos e composições no nosso dia a dia. Temos todas as razões para acreditar que os objetivos propostos na Introdução desse Caderno Didático foram atingidos. também. Lindley Cintra. Acreditamos que trouxemos à discussão vários pontos na área de produção de textos que ajudarão na escolha de melhores e mais adequadas metodologias e. Maria da Graça Costa Val e Evanildo Bechara são alguns deles. bem como os relativos à sistematização e prática de aspectos gramaticais da fonética/fonologia. fonético/fonológico e semântico. Ângela Kleiman. referentes à leitura. O nosso objetivo principal. Vimos a importância de se considerar as condições sócio-históricas de produção e circulação dos textos escritos. Estudamos as características dos textos narrativos. O nosso conteúdo foi dividido em duas unidades e subdivididas em subunidades para viabilizar o nosso estudo e nossa compreensão. Esperamos que tudo que foi apresentado a você tenha contribuído para a tranquila classificação e produção de variados textos. morfologia. Foi muito discutido e esperamos que tenha ficado muito clara a questão da distinção entre Gênero e Tipo Textual e das questões dos aspectos morfossintático. Ângela Paiva Dionísio. Cristóvão Tezza. sobretudo. Celso Cunha. Esperamos que ao chegar nesse ponto tenhamos contribuído para aproximar o estudo da Língua e as competências necessárias para a inserção no mundo letrado. contamos com o fato de que você tenha percebido a real importância dessa disciplina para a investigação do processo educacional e. As leituras complementares que foram sugeridas contribuem – é o que cremos – para ampliar os estudos e as discussões sobre os nossos temas. sintaxe e semântica do Português contemporâneo. Carlos Alberto Faraco. o quanto foram importantes para os nossos estudos os conhecimentos adquiridos por você. Vários autores apareceram em nosso Caderno Didático para que os estudos fossem completos e significativos. ao trabalharmos com a disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II”. Luiz Carlos Travaglia. fonético/fonológico e semântico. Esperamos que tenha apreciado! 41 . descritivos e dissertativos. Não podemos deixar de relembrá-lo de que as atividades propostas. aos fatores de textualidade. foi discutir as práticas de produção textual.Fundamentos da Língua Portuguesa II Resumo Chegamos ao fim da nossa disciplina “Fundamentos da Língua Portuguesa II”. as reflexões e as dicas de estudo são de suma importância para o aprendizado.

.

Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. ______. Moderna gramática portuguesa. 2009. BAKHTIN. Mimeo. BARBOSA. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. Anna Rachel. José Juvêncio. 1998. 2008. Luiz Carlos. CAGLIARI. Gêneros textuais e ensino. São Paulo: Contexto. Ministério da Educação. Magda. 5. São Paulo: Hucitec. MARCUSCHI. Liliane Pereira. ed. Semântica para educação básica.). Luiz Antônio. ______. Uberlândia: Ed. Gêneros textuais: configuração. POSSENTI. 1981. Luiz Carlos. Ângela Del Carmen Bustos Romero de. 2005. BRASIL. 124-330. 2000. SOARES.Letras Espanhol . Tradução de Michel Lahud e Yara Frateschi Vieira. Brasília: MEC/SEF. Por que (não) ensinar gramática na escola. NEPOMUCENO. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. 1998. São Paulo: Cortez. São Paulo: Lucerna. Estética da criação verbal. p. 2002. MACHADO. ed. 2001. Gêneros textuais: reflexões e ensino. Arlete Ribeiro. 2002. São Paulo: Parábola. Palmas e União da Vitória (PR): Kaygangue. ______. 1991. 2. SILVA. Marildes Marinho. In: KARWOSKY. 1991. p. ______. UFPE. Mikhail. Tipo elementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. 7. 1996. Ângela Paiva. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quatro ciclos: apresentação dos temas transversais. BECHARA. Maria Auxiliadora (Org. Karim Siebeneicher (Org. Marxismo e filosofia da linguagem. 43 . Carlos. Tradução de Maria Ermantina Galvão Gomes Pereira. 2007. Marxismo e filosofia da linguagem. Tese (Doutorado em Letras)–Universidade Estadual de Campinas. TRAVAGLIA. 1997. 277-326. Gêneros textuais e ensino. In: Leitura: teoria e prática. Campinas: Mercado das Letras. KLEIMAN. 2005. Sírio. BRITO. Unimontes. ______. ed.). Alfabetização e linguística. São Paulo: Mercado Aberto. Fonética e fonologia do português.Fundamentos da Língua Portuguesa II Referências Básicas BARBOSA. ed. Montes Claros: Ed. Gêneros textuais: o que são e como se classificam? Recife: Ed. Beatriz. GAYDECZKA. 2002. Rio de Janeiro: Lucena. São Paulo: Martins Fontes. Secretaria de Educação Fundamental. Belo Horizonte: Autêntica. UFU. Acir Mário. 2. São Paulo: Hucitec. São Paulo: Scipione. In: DIONÍSIO. Thaís Cristófaro. Letramento: um tema em três gêneros. Alfabetização e leitura. 2003 FERRAREZI JÚNIOR. Evanildo. 1996. _____. 1995. Caderno didático de introdução à linguística. Rio de Janeiro: Lucerna. MIRANDA. BEZERRA. 2002. dinamicidade e circulação. Os usos da escrita no cotidiano.

1996. 2001. BAMBIRRA. MACHADO. São Paulo: EDUC. In: Letras & letras. Leonor Lopes. CORACINI.). Maria Auxiliadora (Org. BEZERRA. ed.º grau. MACHADO. Vera Lúcia Lopes. Práticas de leitura em sala de aula. PUC/SP. Anna Rachel. ______. Gêneros textuais. KOCH. 2003. Anna Rachel. p. Atividades de linguagem. pp. O jogo discursivo na aula de leitura: língua materna e língua estrangeira. Gêneros textuais e ensino. Maria Raquel Andrade. 2002. Maurizzio. UFU.º 11. Ensino de língua portuguesa e contextos teórico-metodológicos. Maria Auxiliadora (Org. ______. Língua portuguesa em debate: conhecimento e ensino. Terezinha Maria Barroso. ed. 2004. Trabalhando a habilidade de produção escrita dos alunos do ensino médio do Brasil via abordagem de gêneros textuais. 1999. 138-150. Gêneros textuais e ensino. BEZERRA. v. escrita e poder. 3-10. 125-150. Ingedore Grunfeld Villaça.). Preconceito linguístico: o que é. Maria Auxiliadora (Org. Tradução de Rosalvo Gonçalves Pinto. textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. Jean-Paul.). 280-326. Revista de Estudos da Linguagem da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Maria Auxiliadora. O ensino de língua portuguesa para o 2. Rio de Janeiro: Lucerna. São Paulo: Loyola. Uberlândia: Ed. In: CRISTÓVÃO.2º Período Complementares ANTUNES. p. 1999.). Maria Teresa de Assunção. jan. DIONISIO. José Carlos (Org). Anna Rachel. Contribuição a uma tipologia textual. MACHADO.º 1. 11. 3. Gêneros textuais e ensino. BRONCKART.-jun 2003.º 1. Ângela Paiva. p. Atividade de linguagem. A prática da linguagem em sala de aula: praticando os PCNs. Aula de português: encontros e interação. 44 . DOLZ. FREITAS. São Paulo: Ed. maio-jun. Ângela Paiva. In: DIONISIO. como se faz. Mikhail. 1987.-jul. São Paulo: Martins Fontes. Belo Horizonte. v. p. Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: EDUC. Roxane (Org. Linguagem. 2004. BEZERRA. 2000. Londrina: Moriá. 2004.). SCHNEUWLY. Maria José Rodrigues Faria (Org. tipos de discursos e operações psicolinguísticas. Jorcelina Queiroz (Org). 3. Revista Brasileira de Educação. Marcos. 1997.-ago. São Paulo: Parábola. BEZERRA.). AZEREDO. ______. p. Tradução de Roxane Rojo e Glaís Sales Cordeiro. Ed. Rio de Janeiro: Lucerna. textos e discursos: por um interacionismo sociodiscursivo. In: DIONISIO.UAB/Unimontes . Rio de Janeiro: Lucerna. 75-84. p. 1985. 2007. Ângela Paiva. Bernard. 5-15. n. São Paulo: Mercado das Letras. Elvira Lopes (Org. Revisitando o conceito de resumos. n. BAKHTIN. Campinas: Pontes. 2000. In: Estética da criação verbal. In: ROJO. ______. 2000. Os gêneros escolares: das práticas de linguagem aos objetos de ensino. Campinas: Mercado das Letras. SANTOS. 48-69. Os gêneros do discurso. MACHADO. p. Tradução de Anna Rachel Machado e Péricles Cunha. Petropólis: Vozes. BAGNO. Uberlândia. NASCIMENTO. n. GNERRE. ______. Rio de Janeiro: Lucerna. Juiz de Fora: Lame/Nupel/UFJF. FÁVERO. AZAMBUJA. Joaquim. Gêneros textuais: teoria e prática. 2002.1995.130-139. São Paulo: Martins Fontes. UFU. 5. Anna Rachel. Irandé. 2002.

Genre analysis: english in academic and research settings. n. Luiz Carlos. 2000. O que é produção de texto na escola? Revista Presença Pedagógica. SWALES. 4. _______. 1990. nov. Lívia.-dez 1998. v. 45 . 1998). Composição tipológica de textos como atividade de formulação textual. mar/abr. 2002. Gêneros do discurso.Fundamentos da Língua Portuguesa II SUASSUNA. Grupo de Estudos Linguísticos do Nordeste. Cambridge: Cambridge University Press. v. Dimensão. Universidade Federal do Ceará. 20. n. 1.ºs 1 e 2. 1992. v.Letras Espanhol . p. Tubarão. VAL. 31-35. p. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. 83-85. v. Revista Presença Pedagógica. Linguagem em (Dis)curso. Fortaleza. In: Revista do GELNE. TRAVAGLIA. Produção de textos escritos: tendências e desafios do ensino. n. In: Estética da criação verbal. p. 4.º 24. John M. 4. Maria das Graças Costa.º 1. 32-37. São Paulo: Martins Fontes. n. Belo Horizonte.

.

br. ainda assim. EXCETO ◄ Figura 23: Astra/ Chevrolet Fonte: Ilustração do Autor. se sobressai? Por quê? 3) Na primeira unidade. 47 . 2013. em sua opinião. 2) Sabemos que existem diversos gêneros de textos presentes em suportes como jornais e revistas. Você deve se basear no que foi estudado por nós e a sua sugestão deve ser diferente das apresentadas.chevrolet.com.Fundamentos da Língua Portuguesa II Atividades de Aprendizagem . são solicitadas. A metodologia utilizada pela escola para que os alunos adquiram a norma padrão é completamente inadequada. encontramos a seguinte afirmação: o ensino normalmente está centrado em regras ultrapassadas. Entre as notícias veiculadas nesses suportes de comunicação.Letras Espanhol . Apresente uma sugestão de metodologia para ser aplicada que contemple o trabalho com gêneros textuais. Aponte a relação que há entre os elementos linguísticos e visuais do texto publicitário apresentado. em variantes que não são mais faladas atualmente e que. Acessado em dez.AA 1) ◄ Figura 22: Astra/ Chevrolet Fonte: Disponível em www. 4) Todos os recursos abaixo são elementos que ajudam a produzir efeito de humor da tirinha. qual.

2º Período a) ( )A personificação das personagens reforçada na repetição do hábito dos humanos de ver televisão.php?t=3653. Aborde aspectos como: os interlocutores presentes na tirinha. 8) Posicione-se criticamente frente às atividades propostas para o trabalho com textos (tipologia e gênero textual) em sala de aula. 2013. c) ( )A forma encontrada pelo gato mais velho de promover o distanciamento de Messias. Então.UAB/Unimontes . d) ( ) Narrativa. 48 . ◄ Figura 25: Tirinha em Quadrinhos Fonte: Ilustração do Autor. b) ( )A expressão do gatinho Messias. d)( )As novas tecnologias propiciaram o surgimento de novos gêneros textuais. 5) Qual expressão no texto está relacionada à idade avançada? ◄ Figura 24: Publicidade Fonte: Disponível em www. b)( ) O conhecimento de mundo ou enciclopédico pode ser adquirido tanto formal como informalmente. Acessado em dez. a forma como o texto foi elaborado e a relação texto verbal e texto não verbal. 7) Aponte uma sugestão de atividade com textos que permita o desenvolvimento em produção de textos de alunos do Ensino Fundamental ou Médio.brazzil. apesar de desempenhar papel importante na compreensão de um texto. Gênero Textual é diferente de Tipo Textual. 6) Conforme o texto “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” de Luiz Antônio Marcuschi. b) ( ) Receita de bolo. c)( ) O conhecimento textual não faz parte do conhecimento prévio. d) ( ) O alerta do locutor em relação à restrição do pai de Messias a programas proibidos para menores. c) ( ) Piada. a)( )O texto narrativo é aquele que relata as mudanças progressivas de estado que vão ocorrendo com as pessoas e as coisas através do tempo. EXCETO a) ( ) Carta. ao ser afastado bruscamente pelo gato mais velho.com/forum/ viewtopic. abaixo estão Gêneros Textuais. 9) edija um pequeno texto interpretando a tirinha acima. 10) Assinale a alternativa que está INCORRETA.