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Islei Gonçalves Rabelo
Maria Cristina Freire Barbosa
Maria das Graças Mota Mourão
2ª edição atualizada por
Islei Gonçalves Rabelo

estrutura e
Funcionamento do
ensino Fundamental e
Médio

2ª EDIÇÃO

Montes Claros/MG - 2014

401-089 Correio eletrônico: editora@unimontes.UNIMONTES REITOR João dos Reis Canela VICE-REITORA Antônio Alvimar Souza DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES Jânio Marques Dias EDITORA UNIMONTES Conselho Consultivo Antônio Alvimar Souza César Henrique de Queiroz Porto Duarte Nuno Pessoa Vieira Fernando Lolas Stepke Fernando Verdú Pascoal Hercílio Mertelli Júnior Humberto Guido José Geraldo de Freitas Drumond Luis Jobim Maisa Tavares de Souza Leite Manuel Sarmento Maria Geralda Almeida Rita de Cássia Silva Dionísio Sílvio Fernando Guimarães Carvalho Siomara Aparecida Silva CONSELHO EDITORIAL Ângela Cristina Borges Arlete Ribeiro Nepomuceno Betânia Maria Araújo Passos Carmen Alberta Katayama de Gasperazzo César Henrique de Queiroz Porto Cláudia Regina Santos de Almeida Fernando Guilherme Veloso Queiroz Luciana Mendes Oliveira Maria Ângela Lopes Dumont Macedo Maria Aparecida Pereira Queiroz Maria Nadurce da Silva Mariléia de Souza Priscila Caires Santana Afonso Zilmar Santos Cardoso REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA Carla Roselma Athayde Moraes Waneuza Soares Eulálio REVISÃO TÉCNICA Karen Torres C.Unimontes Ficha Catalográfica: 2015 Proibida a reprodução total ou parcial.Telefone: (38) 3229-8214 .Caixa Postal: 126 . s/n .CEP: 39.Montes Claros (MG) . EDITORA UNIMONTES Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro.Vila Mauricéia . Lafetá de Almeida Káthia Silva Gomes Viviane Margareth Chaves Pereira Reis DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS Andréia Santos Dias Camilla Maria Silva Rodrigues Sanzio Mendonça Henriques Wendell Brito Mineiro CONTROLE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO Camila Pereira Guimarães Joeli Teixeira Antunes Magda Lima de Oliveira Zilmar Santos Cardoso Catalogação: Biblioteca Central Professor Antônio Jorge . Os infratores serão processados na forma da lei.Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS .br .

Tecnologia e ensino Superior Vicente Gamarano Reitor da Universidade estadual de Montes Claros .CCH/Unimontes Antônio Wagner Veloso Rocha diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas .CCSA/Unimontes Paulo Cesar Mendes Barbosa Chefe do departamento de Comunicação e Letras/Unimontes Mariléia de Souza Chefe do departamento de educação/Unimontes Maria Cristina Freire Barbosa Chefe do departamento de educação Física/Unimontes Rogério Othon Teixeira Alves Vice-Reitor da Universidade estadual de Montes Claros Unimontes Antônio Alvimar Souza Chefe do departamento de Filosofia/Unimontes Alex Fabiano Correia Jardim Pró-Reitor de ensino/Unimontes João Felício Rodrigues Neto Chefe do departamento de Geociências/Unimontes Anete Marília Pereira diretor do Centro de educação a distância/Unimontes Fernando Guilherme Veloso Queiroz Chefe do departamento de História/Unimontes Claudia de Jesus Maia Coordenadora da UAB/Unimontes Maria Ângela lopes Dumont Macedo Chefe do departamento de estágios e Práticas escolares Cléa Márcia Pereira Câmara Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes Betânia Maria Araújo Passos Chefe do departamento de Métodos e Técnicas educacionais Helena Murta Moraes Souto Chefe do departamento de Política e Ciências Sociais/Unimontes Carlos Caixeta de Queiroz .CCBS/ Unimontes Maria das Mercês Borem Correa Machado diretor do Centro de Ciências Humanas .Ministro da educação Cid Gomes Presidente Geral da CAPeS Jorge Almeida Guimarães diretor de educação a distância da CAPeS Jean Marc Georges Mutzig Governador do estado de Minas Gerais Fernando Damata Pimentel Secretário de estado de Ciência.Unimontes João dos Reis Canela diretora do Centro de Ciências Biológicas da Saúde .

Autoras Islei Gonçalves Rabelo Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES. Maria das Graças Mota Mourão Doutoranda pela Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro . membro do Corpo Editorial da Revista Educação Significante e Coordenadora do Grupo de Pesquisas na Educação.Unimontes.GEPEDS da Unimontes.UTAD de Portugal. . Atualmente é professora do Departamento de Educação.UTAD de Portugal.Unimontes. É professora de Ensino Superior da Universidade Estadual de Montes Claros – UNIMONTES e integra os grupos de pesquisa GEPEDS (Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação. Diversidade e Saúde . membro do Corpo Editorial da Revista Educação Significante e Coordenadora da Pós-Graduação Strictu Senso da Unimontes. Maria Cristina Freire Barbosa Doutoranda pela Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro . mestre em Educação pelo Instituto Superior Pedagógico Enrique José Varona/ Cuba. graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros . graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros . Diversidade e Saúde) e GHES (Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação e Sociedade). mestre em Educação pelo Instituto Superior Pedagógico Enrique José Varona/ Cuba. Atualmente é professora do Departamento de Educação. Especialista em Docência do Ensino Superior também pela UNIMONTES. Também atua como Supervisora Pedagógica Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Montes Claros/MG.

. . 16 Unidade 2 . . . .2 Organização e Estrutura da Educação Brasileira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .DCN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 4. . . . . . . . . . . . . . 47 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Níveis de Educação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 . . 47 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 Gestão das Instituições de Ensino . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Unidade 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 3. . 65 Atividades de Aprendizagem . . . . . . 56 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Modalidade de Educação . . . . . . . . .Sumário Apresentação . . . . 23 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . 13 1. . . . . . . . . . . . . . .AA . . . 11 Organização do Sistema de Ensino Brasileiro . 11 1. 23 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Características Gerais do Sistema Educacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . .2 Organização dos Sistemas de Ensino . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Financiamento da Educação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Unidade 4 . . . . . . . . . . . . .2 O Currículo na Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional 9394/96 e nas Diretrizes Curriculares Nacionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 2. . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 Referências . . . . . . . . . . . . . . . 20 Unidade 3 . . .2 A Escola na sua Dimensão Administrativa e Pedagógica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Referências Básicas e Complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 Currículo do Ensino Básico na Legislação Brasileira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Municipal e Escolar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Organização e Estrutura da Educação Brasileira . . . . . . . . . . . . . 17 Referências . . 31 3. . . . . . . . . . . . . . .4 Inter-Relação do Sistema Nacional com o Sistema Estadual. . . 17 2. . . . . . . . . . . . . . . . . .

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Na Unidade 3 .Organização do Sistema de Ensino Brasileiro: sentido do termo. A disciplina Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio está estruturada em quatro unidades.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Apresentação Caro (a) acadêmico (a). áreas de prioridades e regime de colaboração. bem como do Financiamento da Educação.buscamos analisar as disposições legais sobre o currículo escolar na LDB 93934/96 e nas DCN que precisa contar com um trabalhador pensante.denominada “Gestão das Instituições de Ensino” está voltada para o conhecimento da gestão das instituições de ensino regulares norteadas pelos regimentos escolares. com habilidade para resolução de problemas e tomada de decisões. A unidade 4 .Letras Espanhol . Na Unidade 2 . A disciplina Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio trata da legislação e organização do sistema de ensino.intitulada “Organização e Estrutura da Educação Brasileira” .intitulada “O Currículo do Ensino Básico na Legislação Brasileira” . criativo. contribuindo para a formação de um profissional comprometido com a construção de uma sociedade mais humana e justa. na Unidade 1 . As autoras 9 . de modo a possibilitar ao graduando analisar criticamente e posicionar-se como agente desse processo. bem como pelos projetos político-pedagógicos e institucionais. Esta disciplina tem o objetivo de contextualizar a evolução do processo de organização e funcionamento da educação brasileira. entre outras capacidades. pró-ativo. fundamentado na legislação educacional. especificamente o ensino fundamental e médio e o momento histórico atual.trataremos dos Níveis e Modalidades de Educação. Esperamos que esta disciplina possibilite amplas reflexões em relação aos temas aqui tratados. analítico.

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antes de entender. com/2011/05/qualidade-da-educacao-no-brasil. p. o “desenvolvimento da sociedade moderna corresponde ao processo em que a educação passa do ensino individual ministrado no espaço doméstico 11 .blogspot. antes de falar.2 Organização dos Sistemas de Ensino 1. 2011.2. • Identificar as áreas prioritárias de atuação no sistema de ensino. considerando a autonomia das redes colaborativas. vamos analisar a organização dos sistemas de ensino brasileiro: sentido. áreas de prioridades. • Definir o papel da União. Acesso em 11 set. considerando-se a autonomia atribuída aos sistemas de ensino e às suas respectivas redes. regime de colaboração e modalidades de ensino. você poderá observar o caráter flexível da legislação educacional vigente. 1. ao final desta unidade. • Compreender a flexibilidade da legislação vigente. html>. já se instrui.1 O Significado da Expressão Sistema de Ensino De acordo com Saviani (2008.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Unidade 1 Organização do Sistema de Ensino Brasileiro A educação do homem começa no momento do seu nascimento. do Estado e do Município na rede colaborativa.2). Jean Jacques Rousseau ◄ Figura 1: Educação Fonte: Disponível em <http://espacoabertoweb.Letras Espanhol .1 Introdução Nesta unidade. No decorrer do estudo sobre as modalidades de ensino. 1. • Caracterizar as modalidades de ensino. Pretendemos. que você seja capaz de: • Reconhecer o sentido da expressão sistema de ensino.

Figura 2: Constituição Federal Fonte: Disponível em <http://www. elementos distintos mas interdependentes. visando ao desenvolvimento do processo educativo. distrital e municipais. sistemático. envolve estudiosos como Saviani (2008). científico. 2002. mas não com um caráter de supremacia sobre os demais e sim inserido no contexto de cooperação e inter-relacionamento decorrente do federalismo cooperativo. em matéria educacional. 36) entende o sistema de ensino como um conjunto de instituições de ensino públicas ou privadas. identificadas com a escola (SAVIANI. 211. que obrigam a todos os seus integrantes”. § 1 a 4): à União. de diferentes níveis e modalidades de educação e de ensino.UAB/Unimontes . p. de forma a garantir a equalização de oportunidades educacionais e o padrão mínimo de qualidade mediante assistência técnica e financeira aos Estados. normativos e de apoio técnico. a educação sistematizada exige que o funcionamento dessas instituições seja também sistematizado. abrangendo os sistemas estaduais. cabe aos Municípios atuarem prioritariamente no ensino fundamental e no ensino infantil. nacionais e regionais. e de órgãos educacionais administrativos. o eixo do processo educativo também se deslocou das formas difusas. que interagem entre si com unidade e coerência (o que não exclui contradições e ambigüidades). entre outros. compete a organização do sistema de ensino federal e dos Territórios. identificadas com o próprio processo de produção da existência. ocasionando a assimilação do sentido de sistema educacional como conjunto de unidades escolares ou de rede de instituições de ensino. função redistributiva e supletiva. s/p). a partir da segunda metade do século XIX. os Estados e o Distrito Federal (art. 211. a reunião de diferentes unidades formando um todo. o alicerce do uso prolixo do conceito de sistema na educação está na noção de que o termo sistema significa conjunto de elementos.  12 No Brasil.br/ ler. “sistema implica organização sob normas próprias (o que lhe confere um elevado grau de autonomia) e comuns. Dessa forma. Para . 53/2006 (§ 5º) e 59/2009 (§4º). A discussão a respeito da existência de um sistema nacional. define as competências de cada esfera governamental para com a educação. isto é. ou seja. A Constituição Federal de 1988.º 14/96. 3). para formas específicas e institucionalizadas. mediante previsão de conteúdos mínimos para o ensino fundamental. originando os sistemas educacionais organizados pelo poder público. a partir de um conjunto de normas comuns elaboradas pelo órgão competente. O termo sistema significa um conjunto de atividades que se cumprem tendo em vista determinada finalidade. Cabe ressaltar que o dispositivo do artigo 210 da Constituição Federal. evidencia tanto a preocupação com o papel da educação em promover a integração nacional quanto a preservação das peculiaridades regionais.php?materia=MTI=>. visando à formação básica comum e ao respeito aos valores culturais e artísticos. Ranieri (2000. p. “a organização dos sistemas de ensino sustenta-se na definição de áreas prioritárias de atuação e na preocupação em instituir um regime de colaboração entre os mesmos” (RAPOSO. 123) diz que: numa perspectiva sociológica parece-lhe inegável a existência desse sistema nacional. emergindo e consolidando. Abreu (1998. Acesso em 11 set. Na visão de Saviani (2008. financiando as instituições públicas federais e exercendo. p. portanto. modificada pelas Emendas Constitucionais n. Em conseqüência. aos Estados e ao Distrito Federal compete atuarem no ensino fundamental e médio. cuja expressão maior decorre da previsão constitucional do artigo 214 de um plano nacional de educação.com. 2011. Para Saviani (2008). 7). no seu Art. Assim. O autor afirma que: o deslocamento do eixo do processo produtivo do campo para a cidade e da agricultura para a indústria provocou o deslocamento do eixo do processo cultural do saber espontâneo. assistemático para o saber metódico. ao Distrito Federal e aos Municípios. Ranieri (2000).revistasaudeemdestaque. no campo da organização dos sistemas de ensino. p. os Estados nacionais acompanhados pela implantação dos sistemas nacionais de ensino nos diferentes países. 2008.4º Período por preceptores privados para o ensino coletivo ministrado em espaços públicos denominados escolas”. determina que os sistemas de ensino brasileiro sejam organizados em regime de colaboração entre a União. A Constituição Federal de 1988.

psicológico. etapa inicial da educação básica. 13 . tem por finalidade “o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade. § 3. as finalidades de cada uma estão expressas nos artigos 22 a 26 da referida lei. ensino fundamental e ensino médio. 29).A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular. complementando a ação da família e da comunidade” (art.Letras Espanhol .blogspot. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. em matéria educacional. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. O art.Na organização de seus sistemas de ensino. Educação básica .1 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – 9394/96 ◄ Figura 3: LDB 9394/96 Fonte: Disponível em <http://downloadseducaotc. o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de colaboração. a União. § 5º . o Distrito federal e os municípios organizarão. em seus aspectos físico.3 Características Gerais do Sistema Educacional 1. a união. http://portal.gov.º .html>. para crianças de zero a três anos de idade. em seu artigo 21. com/2010/07/leis-de-diretrizes-de-base-da-educacao. II.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio isso. ao Distrito Federal e aos Municípios. para crianças de quatro a seis anos.pdf 1. financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá.Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. em regime de colaboração.mec.º 9. 2011. e pré-escolas.A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios. A educação infantil é oferecida em creches.Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. os Estados. os Estados. intelectual e social. § 1. § 4. divide a educação escolar em dois grandes níveis: I. Acesso em 10 set. seus sistemas de ensino. Educação superior.formada pela educação infantil. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. dICA Acesse o link abaixo para ler na íntegra a Constituição Federal em relação à educação. br/seesp/arquivos/pdf/ constituicao. de forma a garantir a equalização de oportunidades educacionais e o padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. A educação infantil.3. função redistributiva e supletiva. § 2. 22 proclama que a educação básica “tem por finalidade desenvolver o educando.º .394/96).º . A educação básica se divide em três etapas.º .

podendo qualquer cidadão. o acesso às informações. com ingresso a partir dos quinze anos de idade. III. a Educação Escolar Indígena e a Educação a distância. É destinada ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. Tem a duração mínima de três anos. integrada às diferentes formas de educação. bem como ao trabalhador em geral. o fortalecimento dos vínculos de família. preferencialmente. tem duração de 9 (nove) anos. Com isso. As modalidades de ensino que permeiam os níveis descritos anteriormente são: • Educação especial: oferecida. visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura. De acordo com o art.html>. em seu art. II. 4/2010). a compreensão do ambiente natural e social.php?option=com_content&view=article&id=12992:diretrizes-para-a-educacao-basica&catid=323:orgaos-vinculados> O ensino fundamental é obrigatório e gratuito na escola pública. 27. A educação superior abrange cursos sequenciais nos diversos campos do saber. a valorização de suas línguas e ciências. cursos de graduação. para educandos portadores de necessidades especiais. garantir aos índios. suas comunidades e povos. existe a oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos povos indígenas. ocorrida em Brasília. ao trabalho. O acesso a esse nível de educação acontece a partir dos 18 anos. 78. • incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica. consideram também como modalidades de ensino a Educação do Campo. das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura. a partir das discussões na Conferência Nacional de Educação (CONAE). Ressalta-se ainda que. em 2010. 14 . IV. do sistema político. à ciência e à tecnologia. entidade de classe ou outra legalmente constituída e. associação comunitária. médio e superior. grupo de cidadãos. de pós-graduação e de extensão. proporcionar aos índios. na rede regular de ensino. a recuperação de suas memórias históricas. ainda. organização sindical. devido à existência de comunidades indígenas em algumas regiões. II. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. A educação superior tem como finalidades: • estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo.gov. acionar o poder público para exigi-lo.mec. mediante: I. Acesso em 11 set. a reafirmação de suas identidades étnicas. inicia-se aos 6 (seis) anos de idade. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. da escrita e do cálculo. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. visando à valorização plena das culturas dos povos indígenas e à afirmação e manutenção de sua diversidade étnica. O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo. essa educação objetiva: I. 39). • Educação profissional e tecnológica: que. De acordo com o art. terá por objetivo a formação básica do cidadão.4º Período  Figura 4: Educação Infantil no Brasil Fonte: Disponível em <http://mariajprn. o Ministério Público. 2011. blogspot. foi feita a inclusão da educação escolar quilombola como modalidade da educação básica. jovem ou adulto (art. acessando o site do MEC no link abaixo: <http://portal. suas comunidades e povos. variando o número de anos de estudo de acordo com os cursos e sua complexidade. Dica Leia na íntegra as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. br/index. espera-se desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive. inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. • Educação de jovens e adultos: destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. Cabe ressaltar que as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Res.UAB/Unimontes . da tecnologia. O ensino médio visa à consolidação e aprofundamento dos objetivos adquiridos no ensino fundamental. através do Parecer CNE/CEB 07/2010 e da Resolução CNE/CEB 04/2010.com/2011/09/ breve-resumo-sobre-historia-da-educacao. conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não-índias. No Brasil. o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. o desenvolvimento da capacidade de aprender. 32 da LDB 9394/96.

tendo em vista determinada finalidade. Pertencer ao Sistema Estadual. Existindo. considerando-se uma finalidade comum quanto à maneira do como se busca articular tais elementos. • Formação inicial e continuada dos professores e sua profissionalização. em colaboração com estados e municípios. o estabelecimento de diretrizes para as etapas da Educação Básica. abrangendo os sistemas estaduais e municipais. médio e superior. As atribuições que conferem às normas e ações da União o estatuto de coordenação da política nacional de educação estão listadas no artigo 9º desta Lei. uma educação nacional. entretanto. entre os quais se destacam: • Criação do Sistema Municipal de Ensino.. articulando os sistemas de ensino e “[. Assumir essa integração envolve aspectos burocráticos e questões ligadas à qualidade do atendimento com diferentes implicações para o município. adotar suas normas e regulamentações para credenciamento e funcionamento. p. Municipal e Escolar Para compreender essa inter-relação. Teoricamente cada sistema de ensino forma um conjunto articulado de competências e atribuições. o que implica que as referidas atividades são organizadas segundo normas que decorrem dos valores que estão na base da finalidade preconizada”. que visam ao desenvolvimento da educação escolar e que se concretizam em instituições. que promove a articulação entre os sistemas. com a colaboração dos estados e municípios e a implementação de processo nacional de avaliação do rendimento escolar no ensino fundamental. efetivamente. estar sujeito à supervisão. acessíveis ao regime de colaboração e respeitadas as normas gerais vigentes. 15 . assim integrá-las aos sistemas municipais de ensino. É importante ressaltar que se integrar ao sistema de ensino é ser parte deste. §1º).Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio 1.Letras Espanhol . redistributiva e supletiva em relação às demais instâncias educacionais” (art.131/1995. a assistência técnica e financeira aos governos subnacionais. • Definição de normas para o funcionamento da educação infantil. funciona o Conselho Nacional de Educação (CNE). Saviani (1999. Historicamente as instituições de educação infantil eram vistas como de amparo e assistência. recursos e meios articulados pelo poder público competente. devemos entender primeiramente o sentido de sistema. sem perder suas características históricas e o respeito às suas diversidades culturais. Assim. um conselho nacional. 2002).] exercendo função normativa. Ele é. conferindo-lhes um caráter educacional. 8º. As atribuições do Conselho Nacional constam na Lei 9.4 Inter-Relação do Sistema Nacional com o Sistema Estadual. conforme discutido anteriormente. Dessa forma. órgãos executivos e normativos. fundamentada em valores e finalidades comuns. 2001). não tem sido uma tarefa fácil para as Prefeituras. Se o município tiver constituído seu Sistema de Ensino todas as instituições de educação infantil deverão vincular-se a ele (BRASIL.. Esse conselho exerce funções específicas voltadas às instituições do sistema federal de ensino. As secretarias e conselhos têm o desafio de promover a integração das creches aos sistemas municipais de ensino. 122) diz que “sistema denota um conjunto de atividades que se cumprem. um sistema implica a unidade na multiplicidade. entre outros (BRASIL. ao acompanhamento. podemos entender que os sistemas de ensino são o conjunto de campos de competências e atribuições. Na organização da educação nacional. • Elaboração de Propostas Pedagógicas das instituições. entre as quais se destacam: a elaboração de plano nacional de educação. O CNE exerce muitas das atribuições da União que constam na LDB. • Criação de espaços físicos e a aquisição de recursos materiais para o atendimento às crianças de 0 a 6 anos. Municipal ou do Distrito Federal não é uma opção das instituições. já que suas competências e sua área de jurisdição atingem todos os sistemas de ensino. a fim de realizar um atendimento de qualidade às crianças brasileiras de zero a seis anos de idade. A LDB/96 prescreve que cabe à União a coordenação da política nacional de educação. ao controle e à avaliação do Sistema de Ensino.

2008. RAPOSO. [online]. 2005. Brasília: MEC/SEF. Secretaria de Educação Fundamental. 2009. nº 248. Educ. a. In: 31ª Reunião Anual da ANPEd. Dermeval.69. ao orçamento. Acesso em 6 out. ao definir as políticas municipais. p. Soc. 134. SAVIANI. BRASIL. articulando a construção de uma política municipal de educação infantil.br/revista/texto/6574>.planalto. 1999. Gustavo de Resende.394 de 21/12/1996. v. BRASIL. as Secretarias de Educação se organizem com relação aos seguintes aspectos: à estrutura.UAB/Unimontes .4º Período Dessa forma. Brasília-DF. ISSN 0101-7330. Dermeval. UNIJUI. Sistemas de ensino e planos de educação: o âmbito dos municípios. 10 abr. n. de 1996. BRASIL. v. 2002. Sistema Nacional de Educação: conceito. 1998. Disponível em <http://www.gov. Referências ABREU.br/ccivil_03/Constituicao/principal. Ijuí: Ed. faz-se necessário que. Ministério da Educação. A educação na Constituição Federal de 1988. Jus Navigandi. 23 de dez. Integração das instituições de educação infantil aos sistemas de ensino: um estudo de caso de cinco municípios que assumiram desafios e realizaram conquistas. Constituição da República Federativa do Brasil. 641. relativo às demandas por ampliação do atendimento e melhoria da qualidade dos serviços proporcionados. Lei nº 9. out. 27883 – 27841. M. 10. 2011. Teresina.com.htm>. papel histórico e obstáculos para sua construção no Brasil. Organização da Educação Nacional na Constituição e na LDB. n. Caxambu. Disponível em <http://jus. Diário Oficial da União. 119-136. p. SAVIANI. Acesso em 26 abr. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.20. 16 . Constituição (1988).

• Determinar a sua ação educativa fundamentada na legislação vigente.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Unidade 2 Currículo do Ensino Básico na Legislação Brasileira ◄ Figura 5: Educação Básica Fonte: Disponível em <http://cursospecialway.1 Introdução Nesta unidade. rege a organização da Educação Nacional. Na LDB. analítico. vamos discutir o currículo no ensino básico expresso na LDB 9394/1996 e nas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Resolução 04 do CEB/CNE/2010). com/2011/04/28-musica-e-um-dos-sete-novos-conteudos. norteia-se para um currículo de base nacional comum para o ensino fundamental e médio. mais geral. IV. que você seja capaz de: • Compreender o currículo nos seus aspectos legais. Pretendemos.Letras Espanhol .blogspot. o artigo 9º. três artigos tratam sobre o currículo: o artigo 8º.html>. Juntos desvelaremos as mudanças legais ocorridas no campo do currículo escolar para atuar como um professor mais reflexivo. 2011. para analisarmos e compreendermos a sua trajetória no contexto da legalidade brasileira. com habilidade para resolver os problemas postos pelas transformações dos tempos atuais. • Compreender a importância da legislação na definição do currículo escolar.2 O Currículo na Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional 9394/96 e nas Diretrizes Curriculares Nacionais .1 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).DCN 2. 2. Acesso em 11 nov.2. define a competência da União para 17 . 2. de 1996. ao final desta unidade. criativo e pró-ativo.

bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola. VI . estão outras referências mais específicas. O artigo 24 define as regras comuns de organização da educação básica. que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos. conviventes ou não com seus filhos. grupos não-seriados.velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. terão a incumbência de: I . Acesso em 11 nov. ciclos. em séries anuais. competências e diretrizes para a educação infantil. do ensino fundamental e do ensino médio devem ter base nacional comum.htm>. definida na Resolução CEB nº 2. expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. é de responsabilidade social. em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar. que envolvem: valores. de modo a assegurar formação básica comum. ou por forma diversa de organização.2 Diretrizes Curriculares Nacionais .  Como vimos. o ensino fundamental e o ensino médio. 2011. ou seja. e para cada modalidade há uma Diretriz Curricular Nacional (DCN) para regulamentá-la. 23 orienta que esta se organize Dica Acesse o link e leia na íntegra. VIII – notificar ao Conselho Tutelar do Município. a educação. e.planalto. 2. os responsáveis legais. 2001. p. o Distrito Federal e os Municípios.UAB/Unimontes . períodos semestrais. independentemente de sua forma jurídica de manutenção (MAZZULLI. No capítulo da Educação Básica. se for o caso. por uma parte diversificada. vista como estrutura socialmente determinada. problema da sociedade como um todo e não só das que se utilizam da escola ou nela desempenham suas funções profissionais. Já o artigo 26 expressa que Os currículos da educação infantil. O art. respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino. II .2. a LDB 9394/96 e suas alterações. 12 define que os estabelecimentos de ensino. 18 . em seu artigo 2º As Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios.prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. articulação.informar pai e mãe.assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aulas estabelecidas. da economia e dos educandos. A LDB também estabelece as diretrizes que deverão orientar os “conteúdos curriculares da educação básica”. Portanto. que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização.articular-se com as famílias e a comunidade. As DCN são os documentos com caráter de obrigatoriedade por força de Lei. gov.4º Período Estabelecer.dailymotion. 1). exigida pelas características regionais e locais da sociedade. <http://www.br/ccivil_03/leis/ L9394. criando processos de integração da sociedade com a escola.DCN Figura 6: DCN Fonte: Disponível em <http://www. a educação escolar. direitos e deveres e orientação para o trabalho. com/video/xksovr_peb-i-professor-de-educacao-basica-i-simulado-2011_ school>. ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinqüenta por cento do percentual permitido em lei. da cultura. na competência e em outros critérios. como patrimônio público. a ser complementada.administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. sobre a frequência e rendimento dos alunos. VII . em colaboração com os Estados. III . a educação básica está dividida em modalidades. É importante reiterar que a educação de nossas crianças e jovens é responsabilidade social. desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas . E o art.elaborar e executar sua proposta pedagógica. alternância regular de períodos de estudos. V . fundamentos e procedimento da educação básica. de 7 de abril de 1998. IV . Para os autores. com base na idade. ROSALEN.

. Para isso. levando em consideração as condições de escolaridade dos estudantes no estabelecimento. é preciso assegurar o entendimento do currículo como experiências escolares desdobradas em torno do conhecimento. conselhos escolares e comunidade. de modo flexível e variável. escolha da abordagem didático-pedagógica disciplinar. III.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio reflete o conjunto das contradições que permeiam o contexto social. O parágrafo 1º deste artigo explicita que o currículo deve “difundir os valores fundamentais do interesse social. interesses e necessidades dos estudantes. assumindo como referência os princípios educacionais garantidos à educação. IV. que deve ser aberto e contextualizado. estabelecem as formas para organização curricular no art. com responsabilidade compartilhada [. pluridisciplinar. O 2º parágrafo diz que. desde que assegure alguns aspectos que podem ser consultados e analisados a seguir: BOX 1 Incisos do § 3º da Resolução 04 do CEB/CNE/2010 I. limitando a dispersão do conhecimento.. propiciando a concretização da proposta pedagógica centrada na visão interdisciplinar... superando o isolamento das pessoas e a compartimentalização de conteúdos rígidos. configura-se como o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção. II. ROSALEN. contribuindo para construir as identidades dos educandos”.]. O 3º parágrafo trata da organização do percurso formativo. 13. de acordo com o projeto escolar. interdisciplinar ou transdisciplinar pela escola. previstos na legislação e nas normas educacionais”. como também outros. concepção e organização do espaço curricular e físico que se imbriquem e alarguem. ambientes e equipamentos [. “a orientação para o trabalho. na organização da proposta curricular. fornecendo o cenário no qual se constroem objetos de estudo. do respeito ao bem comum e à ordem democrática”. no capítulo 1. É no contexto dessas contradições que se situa a expectativa de que a escola contribua para a formação de pessoas capazes de analisar criticamente a realidade na qual estão inseridas e exercerem participação cidadã em seu meio (MAZZULLI. incluindo não só os componentes curriculares centrais obrigatórios. 1). VI. articulando vivências e saberes dos estudantes com os conhecimentos historicamente acumulados. 19 . As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Resolução 04 do CEB/ CNE/2010).]. 2001. dos direitos e deveres dos cidadãos. compreensão da matriz curricular entendida como propulsora de movimento. organizada por eixos temáticos. que oriente o projeto político-pedagógico e resulte de pacto estabelecido entre os profissionais da escola. mediante interlocução entre os diferentes campos do conhecimento. entendimento de que eixos temáticos são uma forma de organizar o trabalho pedagógico. passo para uma gestão centrada na abordagem interdisciplinar. distribuição e controle do tempo dos trabalhos docentes). a promoção de práticas educativas formais e não-formais”. de tal modo que os diferentes campos do conhecimento possam se coadunar com o conjunto de atividades educativas. dinamismo curricular e educacional. assegurados no artigo 4º desta Resolução. ampliação e diversificação dos tempos e espaços curriculares que pressuponham profissionais da educação dispostos a inventar e construir a escola de qualidade social. p.Letras Espanhol . incluindo espaços. transcrito a seguir: O currículo. “deve ser construída em função das peculiaridades do meio e das características. a definição de eixos temáticos e a constituição de redes de aprendizagem. “permeadas pelas relações sociais. organização da matriz curricular entendida como alternativa operacional que embase a gestão do currículo escolar e represente subsídio para a gestão da escola (na organização do tempo e do espaço curricular. a socialização de significados no espaço social e contribuem intensamente para a construção de identidades socioculturais dos educandos. subsidiando a organização da matriz curricular. V.

Referências BRASIL. 27883 – 27841. a serem inseridos no cotidiano escolar. e a interdisciplinaridade. independentemente do ciclo da vida no qual os sujeitos tenham acesso à escola. pronto e acabado”. pelo menos uma.645. à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento”. Acesso em 14 out. 23 de dez. da realidade social e política.769. devendo “ser organicamente planejadas e geridas de tal modo que as tecnologias de informação e comunicação perpassem transversalmente a proposta curricular. • A Lei 11. embora facultativa para o estudante.161/2005. bem como possibilitada no Ensino Fundamental. que deve considerar o atendimento de suas especificidades. O parágrafo 6º diz que “a transversalidade refere-se à dimensão didático-pedagógica. • o conhecimento do mundo físico. dentro das possibilidades da escola. natural. no ensino fundamental e médio. com foco na aprendizagem e no gosto de aprender. transformou a Filosofia e a Sociologia em “disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio”. A língua espanhola. de 1996. O capítulo II desta mesma resolução trata da formação básica comum e parte diversificada.4º Período Dica • A Lei 11. especialmente do Brasil. como temas relativos ao trânsito. • a Arte. deve ser incluída no currículo. também. como ferramenta didático-pedagógica relevante nos programas de formação inicial e continuada de profissionais da educação [. Ainda há Leis específicas que complementam a LDB. incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-Brasileira e Indígena. • a Educação Física. conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes”. • o Ensino Religioso. 2014. O parágrafo 4º traduz o entendimento da transversalidade “como uma forma de organizar o trabalho didático-pedagógico em que temas e eixos temáticos são integrados às disciplinas e às áreas ditas convencionais.394. desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. por força da Lei nº 11. Diferenciando no § 5º a transversalidade da interdisciplinaridade..gov. adoção de rede de aprendizagem. considerando as características regionais e locais da sociedade. subsidiada pela consciência de que o processo de comunicação entre estudantes e professores é efetivado por meio de práticas e recursos diversos. Brasília-DF. A parte diversificada deve complementar a base nacional comum. constituição de rede de aprendizagem. é obrigatoriamente ofertada no Ensino Médio. 134.mec.]. Fonte: Disponível em <http://portal.br/dmdocuments/rceb004_10. • a Matemática. De acordo com a resolução. perpassando todos os tempos e espaços curriculares constituintes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. escolhida pela comunidade escolar. determinam que sejam incluídos componentes não disciplinares. 14 e 15. do componente curricular de Artes. de forma a estarem presentes em todas elas”. ao meio ambiente e à condição e direitos do idoso. imprimindo direção aos projetos político-pedagógicos”. da economia e da comunidade escolar.gov. no ensino fundamental e médio.684.UAB/Unimontes . em agosto. do 6º ao 9º anos. conteúdos da cultura africana e indígena. IX. de 21 de dezembro de 1996. nos art. • A Lei 11. incluindo-se a música. estímulo à criação de métodos didático-pedagógicos utilizando-se recursos tecnológicos de informação e comunicação. em junho. entendida como um conjunto de ações didático -pedagógicas. tornou obrigatórios. que não podem se constituir em dois blocos diferentes.mec. definiu que o currículo do ensino fundamental incluísse “obrigatoriamente. Dica Acesse o link abaixo para ler na íntegra os documentos legais disponibilizados no Portal do MEC sobre a educação básica. 20 . em suas diferentes formas de expressão. afirmando que “ambas complementam-se e rejeitando a concepção de conhecimento que toma a realidade como algo estável. v. em março. de setembro de 2007. selecionados nos colegiados escolares. nº 248. da cultura.php?option=com_content&view=article&id=12992:diretrizes-para-a-educacao-basica&catid=323:orgaos-vinculados> VII. VIII. estabeleceu o ensino de música como conteúdo obrigatório. a parte diversificada pode ser organizada em temas. com eixos temáticos. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. a fim de superar a distância entre estudantes que aprendem a receber informação com rapidez utilizando a linguagem digital e professores que dela ainda não se apropriaram.pdf>.525.. Diário Oficial da União. p. As disciplinas que integram a base nacional comum na Educação Básica são: • a Língua Portuguesa. • A Lei 11. br/index. A língua estrangeira pertence à parte diversificada e. Lei nº 9. <http://portal.

de agosto de 2008. Acesso em 10 out. Disponível em <http://www.394. 2001. S. Acesso em 10 out. para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio. 2011. 2011. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Lei nº 11. BRASIL. A. para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. 21 .htm>.684/08. Prevê a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro–brasileira em todas as escolas brasileiras.planalto. Altera a Lei no 9. de 10 de março de 2008.br/ccivil_03/LEIS/l9394. Acesso em 15 out.394. BRASIL. Caxambu.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684. ROSALEN.gov.htm>.394.planalto. Disponível em <http://www. de 20 de dezembro de 1996. Disponível em <http://www. 2011. de 20 de dezembro de 1996. MAZZILLI. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. In: XXIV Reunião Anual da ANPEd. Lei n° 11. de 20 de dezembro de 1996.htm>. As diretrizes curriculares nacionais para a Educação Infantil e os projetos pedagógicos das instituições de educação infantil.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/ L11769. 36 da Lei no 9.645.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/ L11645.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio BRASIL. Alterou o art. Acesso em 10 out.planalto. 2011.gov. Lei n° 11769. e destaca o ensino da história e cultura dos povos indígenas .Letras Espanhol . BRASIL.planalto.htm>.gov.. Disponível em <http://www.gov. Lei nº 9. 2001. M. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. de 02 de junho de 2008. S.

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p. com/2011/04/o-numeros-da-educacao-basica-no-brasil. pautada em sólida fundamentação. que você seja capaz de: • Compreender a organização e o funcionamento de sistemas e instituições escolares no Brasil como elemento de reflexão sobre/na realidade sócio-histórica. além de abordarmos a questão do financiamento da educação no Brasil. enfocando a formação e os fatores de ordem política. 3. • Contextualizar historicamente o desenvolvimento e a organização da educação no Brasil. econômica e social. • Refletir sobre a estrutura da educação básica e sua organização. 3.blogspot. os estados e municípios. • Identificar as leis que propuseram reformas para a educação brasileira. onde o estudo da legislação possa servir como instrumento de intervenção na realidade educacional. Acesso em 10 nov.html>. 2005. ao final desta unidade. 2011.2 Organização e Estrutura da Educação Brasileira Para que se cumpra sua formação como acadêmico(a). a União. focalizando também a escola onde você concretizará a educação na aula. Rediscutiremos as esferas do sistema educacional. faz-se necessário a altercação acerca da disciplina Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio como lócus privilegiado de debate sobre a realidade brasileira em cada mo- 23 . econômicos e sociais e a legislação como instrumento de intervenção na realidade educacional. Esperamos. na relação com os alunos e seus pais e nos debates com o conjunto de profissionais da unidade escolar.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Unidade 3 Organização e Estrutura da Educação Brasileira ◄ Figura 7: Estudando a Educação Fonte: Disponível em <http://estudandoeducacao. • Identificar as regras sobre o financiamento da educação brasileira.1 Introdução Nesta unidade vamos discutir a Organização e Estrutura da Educação Brasileira.Letras Espanhol . 9). A legislação enquanto fonte documental oficial aponta necessária vinculação com o Estado e então há que ser considerada como expressão possível do jogo de forças das classes sociais aí presentes (MIGUEL. focalizando a formação e os diversos fatores políticos.

tempo do fastígio da globalização. Assim. Conforme Cury. desde a sua criação.. processos e estruturas que se desenvolvem em escala nacional” (IANNI.. o Distrito Federal. mercado influenciado principalmente por uma grande demanda de consumo insano. Nesse contexto a preocupação com a educação vem adquirindo grande repercussão. demográficas. de modo a garantir-lhe o acesso ao desenvolvimento e ao conhecimento. nesse contexto da educação escolar brasileira. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 2002. ao serem problematizados. período histórico cujos paradigmas reportam à velocidade da informação. os Municípios e a colaboração da família e da sociedade em geral. exige-se muito mais de profissionais da educação que buscam suscetibilidade num mercado eclético e de transformações aceleradas. era do domínio e celeridade do conhecimento. de modo a mobilizar a União.. Este título compreende 37 (trinta e sete) artigos: do artigo 21 (vinte e um) ao artigo 58 (cinquenta e oito). políticas. históricas. por sua vez. discute acerca da compreensão da educação no contexto da tessitura social produtiva. portanto. e dependendo do enfoque que lhe é atribuído. há conforme o Título V da LDB. adquirem preeminência sobre as relações. culturais e sociais.] tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. p.]”. p. que. Mesmo quando autorizada pelo Estado a oferecer esse serviço. em que as informações estão on line desde o exato momento de sua ocorrência. apesar das limitações ainda presentes. que a educação escolar prima pela promoção da igualdade. a instituição privada não deixa de mediar o caráter público inerente à educação. o Artigo 205 da Constituição Federal do Brasil (1988) afirma que “A Educação é um direito de todos e dever do Estado e da Família [. tornam-se elementos imperiosos ao processo de formação do professor emancipado.4º Período Glossário Altercação: discussão mento histórico. Assim. A estrutura e a organização da educação nacional não dispensam a legislação como fio condutor.394/96). Só que esta ação obrigatória do Estado vai se pôr em marcha no interior de um Estado federativo (CURY. através dos quais se estabelece a estrutura didática da educação escolar do Brasil. transformações nas “estruturas econômicas. os níveis e as modalidades do ensino. poderá provocar entre os sujeitos do processo educacional. e de acordo com o artigo 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/96 – “A educação [. tal disciplina inscreve-se na expectativa de compreensão da contextura de relações sociais e de lutas que se travam no plano estrutural e conjuntural. A recente estrutura e funcionamento da educação brasileira provêm da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 171). A educação escolar se constitui em uma prática social que revela e desvela fins e interesses.” Pode-se entender. ao ser ministrada nos cursos de formação de professores. discussões acerca de elementos históricos que. a nossa Constituição reconhece a educação como direito social e dever do Estado.UAB/Unimontes . a Constituição Federal do Brasil: Sendo um serviço público (e não uma mercadoria) da cidadania. que se desenvolvem em escala mundial.º 9. Na LDB. de forma a levar em conta a autonomia conferida aos sistemas de ensino e às suas respectivas interligações..005/2014) bem como às respectivas Emendas Constitucionais em vigência. É importante realçar aqui o juízo de que a disciplina de Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio. é possível perceber. 1994. Nos tempos atuais. em cada um dos níveis e modalidades de ensino propostos. sendo um elemento social essencial ao contexto sociopolítico e econômico. a disciplina Estrutura e Funcionamento da Educação Básica. se junta à Constituição Federal de 1988 e às orientações gerais do Plano Nacional de Educação (Lei 13. como institucionalização lícita das políticas oficiais. em pleno século XXI. ou seja. geográficas. Ratificando essa preocupação. possibilidades de flexibilidade da legislação educacional vigente. da perspectiva social e pela universalização do ensino a partir da possibilidade de formação do sujeito. é mensageira de uma história que se relaciona às formas específicas de organização da sociedade e dos sujeitos que a significam e ressignificam no tempo e nos espaços escolares. os Estados. 147). 24 . no contexto da organização econômica global e da organização política neoliberal. Segundo Mendonça e Lellis (1998).

assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria”. ou seja.3 Níveis de Educação  Figura 8: Organograma e estrutura da educação brasileira Em relação ao quadro acima apresentado. 25 . além da Educação destinada aos jovens e aos adultos: “educação básica obrigatória e gratuita dos 04 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade. faz-se importante ressaltar que.es/ quipu/brasil/estructura.Letras Espanhol . Fonte: Organizado pelas autoras a partir da legislação vigente e do site <http://www. educação pré-escolar (04 e 05 anos). a educação básica obrigatória. ou ensino obrigatório. através de redação dada pela Emenda Constitucional nº 59/2009. ensino fundamental (06 a 14 anos) e ensino médio (15 a 17 anos). 2011.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio 3. Acesso em 10 nov. diz respeito à faixa etária de 04 a 17 anos. de acordo com o inciso I do artigo 208 da Constituição Federal do Brasil de 1988.oei. pdf>.

sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria”. nas relações produtivas e na construção de sua vida particular e coletiva. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade. intelectual e social. 29). tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até cinco anos.4º Período Na Unidade I. durante muitos anos. pode constituirse num caminho de acesso à plenitude da democracia através de uma concepção educacional que se paute na intenção de formar sujeitos conscientes de sua inserção social e de suas possibilidades no/do espaço social. 32). dever do Estado. cursado a partir dos 15 (quinze) anos. tendo em vista um ensino que prima pela qualidade. 205 da Constituição Federal do Brasil de 1988: A educação. de zero a três anos em creche e de quatro a cinco anos em educação pré-escolar. determina que a educação escolar seja composta pela educação básica e superior. e na Educação superior. etapa final da educação básica. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. O ensino médio. o que significa que a creche. com certeza. [. ensino fundamental de seis a catorze anos (observa-se nove anos de duração) e ensino médio que varia entre três e quatro anos. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores (Art. integrado inclusive com o ensino superior. 208 e inciso I. 26 Frente ao exposto. A educação infantil. A educação se compõe na Educação Básica. . (Artigo 29 da Lei 9394/96). conforme a natureza e especificidade do curso e da instituição. primeira etapa da educação básica. 22). diz que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia da “educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos 17 (dezessete) anos de idade. públicas ou privadas.. O ensino fundamental obrigatório. com variados graus de abrangência ou especialização (Art. entende-se a universalização do ensino para as diferentes fases da vida através da educação infantil como primeira etapa da educação básica. inclusive. assegurada. não se constitui. zero a três anos. A LDB/96 também determina as suas finalidades: A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.] (Art.. 35). em seu art. A relação trabalho e educação. A educação infantil constitui a etapa inicial da educação básica e divide-se em duas etapas. psicológico. configura-se como um desafio a ser assumido no processo de organização da escola mediante a condição de construção do conhecimento. do ensino fundamental e do ensino médio como etapa e espaço de culminância de um processo que se baseia na articulação entre suas partes. intelectual e motor. Tem por objetivo o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico. formada pela educação infantil. complementando a ação da família e da comunidade. 45). no espaço de trabalho. etapas estas que formam um todo orgânico e encadeado.UAB/Unimontes . tem duração mínima de três anos. pelo menos a princípio. ensino fundamental e ensino médio. Em relação à ideia de desenvolvimento do educando. com duração de 9 (nove) anos. A formação comum se viabiliza por meio de uma base comum de conteúdos e de aprendizagem. Um elemento que merece ser aqui destacado é o trabalho que. direito de todos e dever do Estado e da família. vocês estudaram que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei nº 9394/96 – em seu artigo 21. A ideia de formação comum pode ser entendida como um todo integral e integrado de conhecimentos em condições de aprimorar a habilidade de cada um de se colocar no espaço social. importa destacar o reconhecimento da educação escolar para as diferentes fases da vida bem como sua intencionalidade maior anteriormente posta no art. foi negligenciado o acesso de seus cidadãos à educação escolar. O conceito de educação básica garante um entendimento mais aberto da função social da educação. nas etapas da educação básica. O conceito de educação básica que nos é dado pela legislação educacional é um conceito novo e inovador para um país cuja história da educação mostra claramente que. A Constituição Federal do Brasil (1988). proposta pela LDB. [.. A educação superior será ministrada em instituições de ensino superior.] (Art.. psicológico. gratuito na escola pública. Há de se considerar ainda o dispositivo legal que ratifica o alargamento do conceito de educação básica e que amplia o número de anos propostos para este nível de escolarização: educação infantil de zero a cinco anos. (Art. terá por objetivo a formação básica do cidadão. a saber. em seus aspectos físico.

buscando formas de colaboração com outras instituições. ainda. Dica Conheça o Parecer CNE/ CEB nº 22/1998 . que dispõe sobre a Educação Básica. em relação ao ensino fundamental. A avaliação. e os jovens e adultos que a ele não tiveram acesso. Assim como são um dos meios mediante os quais o Estado efetiva o seu dever de educar.Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil.Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil e a Resolução CNE/CEB nº 01/1999 . • Criarão formas alternativas de acesso aos diferentes níveis de ensino. será feita mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança. a educação infantil passa a ser reconhecida como uma etapa específica da formação humana. Julga-se importante acrescentar. para a modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). 9394/96 foi o fato de que a educação básica obrigatória. A especificidade atribuída a essa etapa de escolarização é exatamente oposta à visão atribuída à pré-escola. a proposta pedagógica da educação infantil deve considerar o bem-estar da criança. Essa alteração de oito para nove anos no ensino obrigatório tem como objetivo assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convivência escolar e maiores oportunidades de aprendizagem. independentemente da escolarização anterior. assegurado o prazo de três anos. a diversidade cultural das populações infantis. ou seja. • Promoverão cursos presenciais ou a distância para jovens e adultos insuficientemente escolarizados. de modo a prepará-las para o ingresso no ensino fundamental. de 04 a 17 anos. superar a visão assistencialista que marcou as ações governamentais direcionadas à pré-escola. ou seja. para sua reorganização e cumprimento das novas exigências legais. cabe ao Município oferecer educação infantil. segundo as opções que forem feitas pelos municípios. segunda etapa da educação básica. expansão e melhoria de sua qualidade. é “direito público subjetivo”. e é obrigatório e gratuito na escola pública. que a dimensão pedagógica atribuída pela legislação vigente à educação infantil intenta o crescimento muldimensional da criança. que. de 06 de fevereiro de 2006). em creche e pré-escola. Assim. a educação infantil compreende a creche e a pré-escola: A creche e a pré-escola constituem direito da criança à educação e um direito da família de compartilhar a educação de seus filhos em instituições sociais. Os municípios que se integrarem ao sistema estadual de ensino ou compuserem com este um sistema único de educação básica cumprirão as diretrizes e normas para credenciamento e funcionamento de instituições educacionais estabelecidas pelo Conselho Estadual de Educação. para oferta. O ensino fundamental. que não tem função de promoção nem constitui pré-requisito para o acesso ao ensino fundamental. a contar de 20. • Possibilitarão a aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.Letras Espanhol . seu grau de desenvolvimento. a partir dos seis anos de idade. Segundo o Parecer CEE/MG 1132/97. nos termos da Lei 9. recensearão a população em idade escolar para o ensino fundamental. segundo os principais teóricos que versam sobre esse assunto. a partir desse dispositivo legal. • Realizarão cursos e exames supletivos que habilitem ao prosseguimento de estudos. 27 . Os estabelecimentos de educação infantil serão autorizados e supervisionados pelos respectivos sistemas de ensino. As instituições de educação infantil integram o Sistema Municipal ou Estadual de Ensino.12. a pré-escola tinha por missão suprir as supostas deficiências das crianças das camadas populares. que era percebida e entendida a partir da noção de privação cultural. tem duração de nove anos (Lei 11. desde o nascimento. Frente à atual política educacional brasileira. tomando como referência os objetivos estabelecidos para essa etapa da educação. em creches e pré-escolas. na educação infantil. para o cumprimento da obrigatoriedade de oferta de ensino fundamental. segundo o Parecer CEE/MG 1. Importa acrescentar. que apresenta como maior objetivo a formação básica do cidadão.274.96. A oferta do ensino fundamental deve ser gratuita também aos que a ele não tiveram acesso na idade própria. às crianças até 05 (cinco) anos de idade”. os conhecimentos a serem universalizados e o regime de atendimento a ser oferecido pelas instituições educacionais (tempo integral ou parcial). ou seja. Desse modo procura. Veja a seguir os textos legais que determinam tal prática.132/97. No mesmo sentido.394/96. Em relação ao ensino fundamental. o Estado e os Municípios: • Em regime de colaboração e com assistência da União.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Já o inciso IV do mesmo artigo dispõe esta etapa da educação como dever do Estado: “educação infantil. a inovação mais importante posta pela Constituição Federal do Brasil de 1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. baseada na ideia de educação como processo contínuo.

no caso. como parte de uma etapa da escolarização que tem por finalidade o desenvolvimento do indivíduo.Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. “como crime de responsabilidade aquele em que a autoridade venha a atentar contra o exercício dos direitos políticos. com a inserção neste dispositivo de inciso VI. p. Esta etapa da educação básica. A Emenda Constitucional nº 59. o poder público teve que oferecer o ensino médio público e gratuito a todos os alunos interessados em cursá-lo. 22.. implica crime de responsabilidade. fornecendo-lhe os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. e dá nova redação ao § 4º do art. (sic) um sujeito é o titular de uma prerrogativa própria deste indivíduo. 21). 208. como disposto em seu art. O ensino médio. 14 desta mesma Lei permite a “qualquer cidadão denunciar autoridades omissas ou infratoras perante a Câmara dos Deputados”. art.Parecer CNE/CEB nº 04/1998 . ao situar o ensino médio como etapa final da educação básica. o percentual da Desvinculação das Receitas da União (DRU) incidente sobre os recursos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino de que trata o art.A Lei 11. noutro momento o atendimento ao mercado de trabalho. 211 e ao § 3º do art. p. não era considerada obrigatória.. O sujeito deste dever é o Estado sob cuja alçada estiver situada essa etapa da escolaridade (CURY. § 1º e 2º determina: § 1º . III. artigo 4º. as obrigações e os interesses fundamentais dos poderes públicos. de qualquer idade. pois. Reafirmado na Lei 9394/96. anualmente. A matrícula nesta etapa da educação básica. trata-se de uma regra jurídica que regula a competência. tem por objetivo materializar e radicar os objetivos e habilidades construídas e consolidadas no ensino fundamental.079/1950. individuais e sociais”. de forma a prever a obrigatoriedade do ensino de 4 a 17 anos e ampliar a abrangência dos programas suplementares para todas as etapas da educação básica. ou seja. que acrescenta o § 3º ao art. 2000. lhe foi delegada a função propedêutica. ao longo do tempo. a partir de 2016. 22) pontua que. O significado de crimes de responsabilidade é definido pela Lei 1. ou sua oferta irregular. num momento da história. Entretanto. porém. O titular deste direito é qualquer pessoa. esta etapa da educação básica tem a finalidade de preservar o caráter unitário da educação. mediante a ausência de vagas no ensino fundamental. 28 Além disso. essencial para sua personalidade e para a cidadania. acionar o poder público para exigi-lo.Orientações para a matrícula das crianças de seis anos de idade no Ensino Fundamental obrigatório. segundo a Emenda Constitucional 14/96. podendo qualquer cidadão. associação comunitária. 212 da Constituição Federal. § 2º .O Parecer CNE/CEB nº 18/2005 .UAB/Unimontes . ainda.114/2005 – Torna obrigatório o início do ensino fundamental aos seis anos de idade. . entidade de classe ou outra legalmente constituída e. 76 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias para reduzir. E se chama direito público. é muito importante saber o significado de “direito público subjetivo”: [.o não-oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder Público. o Ministério Público. organização sindical. 208. inciso VII.4º Período A Constituição Federativa do Brasil (1988). grupo de cidadãos. Dica Leia a legislação vigente na íntegra que trata do ensino fundamental. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9. Desde 2010. etapa final da educação básica. 5º: O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo. .o acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.A Resolução CNE/CEB nº 03/2005 . define-o como a conclusão de um período de escolarização de caráter geral. . o art. É válida sua aplicação para os que. 214. uma vez que. Outro papel que também lhe é atribuído é a condição de permitir o acesso à educação profissionalizante. o não cumprimento desse direito.] é aquele pelo qual o titular de um direito pode exigir direta e imediatamente do Estado o cumprimento de um dever e de uma obrigação. com os alunos do ensino fundamental. assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania.Define normas nacionais para a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração. . a partir da proposta de educação geral e desempenha a função de colaborar para que a juventude aprofunde e solidifique os conhecimentos até então adquiridos. . de 11 de novembro de 2009. Cury (2000. no art. explicitando a extensão do gozo que os cidadãos possuem quanto aos serviços públicos. por parte das autoridades competentes. o poder público e os pais poderão ser responsabilizados civil e criminalmente por aqueles que estiverem fora da escola – como acontecia. até o ano de 2009. não puderam completar o ensino fundamental.Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental e a Resolução CNE/CEB nº 02/1998 . dá nova redação aos incisos I e VII do art. seja ele técnico ou de nível superior. mesmo tendo tido acesso. Tratase de um direito subjetivo.394/96). a partir do exercício de 2009. o estudante continuou podendo escolher se ia ou não cursar o ensino médio. importa responsabilidade da autoridade competente. Atualmente. 212 e ao caput do art. vem buscando sua identidade. De acordo com Cury. que não tenha tido acesso à escolaridade obrigatória na idade apropriada ou não.

portanto. p. João Gualberto de Carvalho Menezes. as duas partes devem cumprir as respectivas cargas horárias. A preparação geral para o trabalho e. última etapa da educação básica. ‘seria’ o passo final para que essas duas etapas da educação básica se vissem sob o direito público subjetivo. com redação reformulada pela [. 25.Letras Espanhol . o termo posto é “universalização do ensino médio gratuito”. articulado com o ensino médio. de 2009). Ainda em relação ao ensino médio. pode-se observar que. Também a LDB. II. ao analisar as palavras que destacamos na citação feita. Dentro dessa gradualidade. Ora. p. a obrigatoriedade ‘coroaria’ esse processo. assegurar o seu atendimento universal e ‘obrigatório’. Então. quando as duas partes. no artigo 4º. admitindo-se a progressão permanente. O ensino profissional. Conselheiro do Conselho Nacional de Educação. A Emenda nº 59 de 2009. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. sendo que ainda necessitamos de mecanismos que possibilitem a concretização desse direito no País. atendida a formação geral do educando. faz-se necessário salientar que As escolas que oferecerem o ensino médio. Enquanto uns entendem que a progressiva universalização significa obrigatoriedade.061. a concretização dessa oferta gratuita. percebemos que ele fala em prioridade e não em obrigatoriedade. Pereira e Teixeira comentam sobre a obrigatoriedade do ensino médio: O artigo 208 da Constituição Federal define que o ensino fundamental público será obrigatório e gratuito. permite a recuperação da obrigatoriedade e da gratuidade ao ensino médio. quando concluída a programação destinada ao ensino médio seguir-se um período destinado exclusivamente ao ensino profissional.400 horas de efetivo trabalho escolar. organizarão seus cursos com duração mínima de três anos com 2.. Porém. apontar o dever dos Estados em garantir sua oferta gratuita para todos os que demandarem. sem prejuízo da carga horária destinada à formação geral do educando. Por fim. a habilitação profissional. O ensino médio. progressivamente em direção à ‘universalização obrigatória’. afirma que o dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de universalização do ensino médio gratuito (Redação dada pela Lei nº 12. tendo perdido força com a Emenda Constitucional nº 14. será ministrado: a) de forma seqüencial.061. de setembro de 1996. Carlos Roberto Jamil Cury. é precedente. como já vige para o ensino fundamental. b) de forma paralela. fica clara a diferença posta entre o ensino obrigatório e o ensino médio. Na interpretação de Cury. a “obrigatoriedade” tenha sido substituída por “universalização” (PEREIRA e TEIXEIRA. a destinada à formação geral do educando e a destinada à formação profissional. por exemplo. a legislação vigente mantém o dever do Estado para esse nível de ensino. É importante esclarecer que há divergência de entendimento entre autores que discutem este assunto como. Grifos nossos) Percebe-se que Cury. o tempo verbal usado é o futuro do pretérito do indicativo. gradual e ampliada. segundo o Parecer CEE/MG 1132/97. treze anos depois. desde logo. na redação dada pela Lei nº 12. condições estas a serem implantadas progressivamente no desenvolvimento do ensino médio. gradual e ampliada. 2000. O estabelecimento de ensino médio poderá oferecer habilitação profissional em cooperação com instituições especializadas em educação profissional (centros 29 . Nesse caso. progressivamente em direção à universalização obrigatória”. poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. Eva Waisros Pereira. quando as duas partes integrarem o mesmo currículo. Dermeval Saviani. ainda que hoje.] emenda constitucional 14/1996.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio A extensão da obrigatoriedade ao ensino médio vem sendo posta desde 1988 pela Constituição Federal. vai também estendendo para este nível o caráter de direito público. ainda que em ritmos diferentes”. ‘ainda que em ritmos diferentes’. 95). c) de forma concomitante. entre outros. facultativamente. ocorrerem lado a lado. (CURY. e quando fala sobre “a concretização dessa oferta gratuita. A ‘prioridade’ de sua oferta fica sob a incumbência dos Estados.. de 2009. outros discordam. Deste modo. em um ‘segundo momento’. é um dos autores que entendem que a progressiva universalização significa a obrigatoriedade do Estado para com esta etapa da educação básica. Também quando ele se refere à “progressão permanente. 2000. que substituiu sua obrigatoriedade por “progressiva universalização”.

Esse meio de seleção não é usado sozinho. todas as universidades cobram a realização de uma redação em alguma das fases de seus processos. Além disso. que também precisa prestar a prova do vestibular em busca da aprovação. Esse tipo de processo considera as notas do aluno durante o Ensino Médio em todas as disciplinas.º 3/1998 . Dica Leia o Parecer CEB n. sendo quinze no total (do artigo 43 ao 57). costuma estar aliado com outras formas como uma redação. sua natureza e sua complexidade. A segunda é discursiva para testar se o estudante é claro em suas explanações.Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Hoje existem diferentes processos que possibilitam o acesso ao Ensino Superior no Brasil. confirma a continuidade dos concursos vestibulares: Vale ressaltar desde logo que os concursos vestibulares continuam a ser processo válido para ingresso no ensino superior. Uma das vantagens do sistema seria unificar todos os testes em um só. Outra forma de seleção a ser citada aqui é a Entrevista. porém ainda imperam as tradicionais provas de vestibular e a utilização do ENEM. Existe também a seleção através da Análise de histórico escolar. além de uma redação. cursos de graduação.UAB/Unimontes . Outra grande modificação foi a criação do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). e o número de anos de estudo varia de acordo com os cursos.4º Período de formação profissional. O Parecer CNE nº CP 98/99. Com base na entrevista. O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado em 2004. esta constitui o segundo nível da educação escolar. Trata-se de um processo organizado pelo Ministério da Educação (MEC) para selecionar os estudantes para as universidades por meio da nota obtida no ENEM. Esse processo seletivo consiste em uma prova na qual os vestibulandos que obtém maior pontuação ficam com a vaga. Hoje é uma das formas de ingresso para uma instituição de ensino superior pública ou federal. aprovado em 06/07/99. As instituições que aderem ao programa recebem isenção de tributos.Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e a Resolução n. No terceiro ano é que o vestibulando deve selecionar qual o curso desejado.º 15/1998 . Algumas dividem o vestibular em fases. os horários e a duração da jornada diária serão compatíveis com as especificidades dos alunos trabalhadores. Seu principal objetivo é avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica.096/2005. sendo a primeira eliminatória com perguntas de múltipla escolha. A educação superior abrange cursos sequenciais nos diversos campos do saber. melhor atendam aos interessados e às suas especificidades. escolas de formação técnica ou empresas que possuam programas de formação ou qualificação). O Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni). pela Lei nº 11. que este contém um número maior de artigos. Também utiliza-se o processo de Avaliação seriada. a seu juízo. 30 . As provas são aplicadas no final de cada ano e abordam os conteúdos aprendidos. podendo as instituições desenvolver e aperfeiçoar novos métodos de seleção e admissão alternativos que. Percebe-se. Nos cursos noturnos. que versa sobre este nível educacional. Além disso. através de diferentes processos seletivos. ou seja. A nota do ENEM também é utilizada de outras maneiras: na primeira fase do vestibular como parte da nota final e também para preencher vagas remanescentes nas instituições. nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) ou análise de histórico escolar. No final do processo. cerca de 500 universidades já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior. As provas são estruturadas da mesma forma que o vestibular com questões de múltipla escolha e dissertativas. Geralmente. seja complementando ou substituindo o vestibular. de pós-graduação e de extensão. O acesso à educação superior ocorre a partir dos 18 anos. em instituições privadas de educação superior. O tipo de prova depende da instituição que a aplicará. Podem participar do exame alunos que estão concluindo ou que já concluíram o ensino médio em anos anteriores. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) surgiu em 1998 para medir o desempenho dos estudantes do Ensino Médio. e tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica. a instituição calcula uma média com a pontuação obtida em cada prova. conforme estabelecido pelo artigo 21 da Lei 9394/96. sem comprometer os padrões de qualidade. Outro processo usado para acesso ao ensino superior é o Vestibular tradicional. Essa forma de seleção é realizada durante os três anos em que o estudante está no Ensino Médio. a inovação é que deixaram de ser o único e exclusivo mecanismo de acesso. Quanto à educação superior. as instituições o usam como parte da nota final do estudante.no Capítulo IV desta Lei. a instituição seleciona os candidatos que tem o perfil necessário para o curso e profissão.

citada por Brzezinski (2000. a partir daí.] de pesquisa”. o aumento do número de alunos matriculados na educação profissional e tecnológica. cite um ponto inovador neste nível de ensino. o estudante comparece até o campus e realiza a prova em um laboratório de informática. Essa é uma reflexão que precisa ocupar mais espaço no debate acerca da educação escolar no País.] não é negativo em tese. Nesse sentido. O estudante marca um horário e dia para realizar o teste..Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Outro processo é a Prova agendada. e. já em Educação Física o aluno passa por testes físicos. Trata-se de um conhecimento amplo e politizado de inclusão. 31 .. no Plano de Metas e Compromissos Todos Pela Educação.. (educação básica e educação superior). a obrigatoriedade do cumprimento. nem sempre a política de inclusão considera a diversidade na sua forma mais radical. a ausência de sistematização no processo de avaliação interna e externa. por parte do professor. descrevendo o conceito de universidade desta mesma LDB e advertindo que sejam “instituições pluridisciplinares [. [. de 1996. limitando-se a normatizar um tratamento diferenciado para essa modalidade de ensino 3..4 Modalidade de Educação Passamos agora a nos ocupar da temática "modalidades de educação”. a determinadas formas de educação que podem localizar-se nos diferentes níveis da educação escolar. os Estados. Presentemente a preocupação com a educação tem adquirido grande repercussão. de modo a envolver a União. entre as suas finalidades: o estímulo à criação cultural. pesquisa e extensão (Constituição Federativa do Brasil (1988). é preciso mostrar habilidades em desenho. as políticas educacionais devem se estruturar de forma a contribuir na discussão da relação entre formação. 137). embora a Constituição Federal (1988). na LDB 9394/96. que não ficam claros a função e o compromisso da universidade em realizar ou desenvolver a pesquisa. que tem como linha o direito ao espaço público da diversidade em conjunturas assinaladas pela desigualdade e exclusão social. a saber. Para o curso de Arquitetura. pois desconhece a interdisciplinaridade e as fronteiras e aproximações entre as áreas. p. O aluno que deseja uma vaga no curso de Música também tem que realizar esse tipo de teste. o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo. os Municípios e a cooperação da família e da sociedade. diversidade. por fim. o ensino superior apresenta. por exemplo. "este princípio [.. Esta preocupação evidencia-se no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). no seu art. abordada ligeiramente na Unidade I. De acordo com Belloni. Na modalidade de Prova eletrônica. I. Nem sempre o debate sobre a inclusão social alia e avalia a complexidade da diversidade na vida dos sujeitos sociais. e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino. fala sobre a abstenção da LDB em relação às diretrizes educativas do ensino superior a distância.Letras Espanhol . Destaca-se também. Importa destacar que. 207. Assim. Esse sistema é comum quando ainda há vagas remanescentes na universidade. Modalidade de ensino: classificação dada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). inclusão e qualidade social da educação básica. de modo a contribuir para o desenvolvimento do conhecimento científico. no artigo 44.. da LDB. no dia seguinte. com o mesmo conteúdo cobrado nos vestibulares tradicionais. reflete uma visão positivista da ciência. o resultado já é divulgado. a universidade especializada “por campo de saber”. o incentivo ao trabalho de pesquisa e investigação científica. de oito horas aulas semanais. que apresentam entre seus objetivos a melhoria da educação básica. As universidades gozam de autonomia didático-científica. os vestibulandos são submetidos a uma prova específica para verificar se eles estão aptos a ganhar a vaga. o Distrito Federal. além de promover a inclusão social. administrativa e de gestão financeira e patrimonial.]. dependendo do curso escolhido. Pode-se entender." Outros aspectos importantes apontados pela autora fazem referência à redução de exigências nos critérios para a criação de Instituições de Educação Superior (ISE). Nas Provas de habilidade específica. no entanto. A política de inclusão que considera as diferenças vai além do aspecto social. A vantagem desse tipo de seleção é que.

Por modalidade de ensino.394/96). a partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB .1 Educação de Jovens e Adultos – EJA Figura 9: Educação de  Jovens e Adultos Fonte: Disponível em <http://www. de modo a atender as suas especificidades. no Brasil. como direito. 3. houve a inclusão da educação escolar quilombola como modalidade da educação básica. o Ensino Fundamental de nove anos e o Ensino Médio. bem como os processos educativos ocorridos fora do ambiente escolar.UAB/Unimontes . e o ensino médio. educação especial. Conforme o Parecer CEE/MG 1132/97. entende-se: “variação da educação regular é uma forma de organização de educação e ensino. segundo o supracitado Parecer.4. a Educação Básica pode ser oferecida no ensino regular e nas modalidades de educação de jovens e adultos(EJA). que aliasse a articulação entre os níveis e modalidades de ensino. na modalidade Normal. educação indígena. A Educação Básica. através do Parecer CNE/CEB 07/2010 e da Resolução CNE/CEB 04/2010. O art. ocorrida em Brasília. nos diversos momentos da prática social. posta pelo artigo 1º do Decreto 5622/2005: Para os fins deste Decreto. todos são diferentes. a partir da lei 5. 208. inciso I. determina que 32 .] na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação.” Adita-se às modalidades acima descritas a Educação a Distância.. proposta pela Nova República. É importante ressaltar que cada uma dessas modalidades requer estrutura e organização diferenciada. Acesso em 29 nov. Na realidade. Hoje o sistema educacional brasileiro é dividido em Educação Básica e Ensino Superior. Ressalta-se ainda que.692/71 e com a Fundação Educar. passou a ser estruturada por etapas e modalidades de ensino. Historicamente.atividadeseducativas.4º Período O grande desafio está em desenvolver uma postura ética de não hierarquizar as diferenças e entender que nenhum grupo humano e social é melhor do que outro. sendo que esta última pode ser também uma modalidade da educação superior. com o Mobral (Movimento brasileiro de alfabetização). Sua relevância se acentua com os movimentos de cultura popular dos anos 60. englobando a Educação Infantil.net. A educação de jovens e adultos vem ganhando reconhecimento. desde a década de 1930. independentemente da idade. currículos. educação rural e educação profissional. a partir das discussões na Conferência Nacional de Educação (CONAE) em 2010. Tal constatação e senso político podem contribuir para se avançar na construção dos direitos sociais. A partir da Constituição Federal de 1988.br/ atividades-educativas-eja-cadernos-1-a-5/>.. carga horária e metodologias. caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional [. entre essas: calendários.9. ampliou-se o dever do Estado com as pessoas que não têm a escolaridade básica. com o ensino supletivo apresentado no governo militar. de modo a atender a grupos diferenciados de alunos. o que se deu a partir de 1985. 2011. numerosos movimentos sociopolíticos colaboraram para a construção de uma percepção ampla de educação. com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.

• O Parecer CNE/ CEB nº 41/2002. transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 33 . habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. Este autor ainda acrescenta que “A nova LDB vem complementar este movimento de transformar a educação de pessoas jovens e adultas em uma educação de segunda classe” (BRZEZINSKI. com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades”. uma lei (a LDB 9394/96) que disciplina a política educacional no país. que compreenderão a base nacional comum do currículo. a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino. porém em detrimento das etapas da educação básica. para os efeitos desta Lei. composta por 92 (noventa e dois) artigos.” O conceito de Necessidades Educacionais Especiais (NEE) só foi assumido e redefinido a partir da Declaração de Salamanca (UNESCO. porém alteram-se as idades mínimas para a conclusão do ensino fundamental para jovens a partir de 15 (quinze) anos e para o ensino médio acima de 18 (dezoito) anos.4. A educação especial. além das crianças de rua ou em situação de risco. .Letras Espanhol .132/97).Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos.Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos e a Resolução CNE/ CEB nº 01/2000 . que tem início com a educação infantil. de maneira geral. 2011. bem como populações remotas ou nômades.com/ensino-especial/>. passou a envolver tanto as crianças em desvantagem como as tidas como sobredotadas. “entende-se por educação especial. no artigo 208.692/71. a LDB trata da Educação de Jovens e Adultos. 1994). destine apenas dois para disciplinar uma modalidade de ensino. p. Acesso em 29 nov. o Parecer 1. pertencentes a minorias étnicas ou culturais. inciso III: “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. 117). 3.132/97 entende que o atendimento a EJA. Dessa forma. para educandos com deficiência. pode “abranger todas as etapas de ensino” (Parecer CEE/MG 1. É de se notar que. assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. wordpress.Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação a Distância na Educação de Jovens e Adultos e para a Educação Básica na etapa do Ensino Médio. a lei 5. preferencialmente na rede regular de ensino” e nos artigos 58 e 60 da LDB 9394/96. Em contrapartida. passando a envolver todas as crianças e jovens cujas necessidades abarquem deficiências ou dificuldades de aprendizagem.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio o ensino fundamental seja obrigatório e gratuito.2 Educação Especial Dica Leia os documentos que legislam sobre a EJA: • Parecer CNE/CEB nº 11/2000 . retrata a “importância do direito à educação e o dever do Estado de garantir a oferta de educação escolar regular para jovens e adultos. Segundo Haddad. por parte dos dispositivos legais. 2000. Prevista na Constituição Federal (1988).” Esta determinação do artigo 38 já era prevista pela Lei de Reformulação do Ensino. entre outras. que trabalham. ◄ Figura 10: Educação Especial Fonte: Disponível em <http://paaabelheira. Os artigos 37 e 38 preveem que esta modalidade de educação se destina “àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria” e que os jovens e adultos poderão concluir o ensino fundamental e médio através de “cursos e exames supletivos. citado por Brzezinski (2000). No art. 58.

UAB/Unimontes - 4º Período

Dica
Sobre a Educação
Especial, conheçam a
legislação pertinente e
vigente:

Lei nº 10.098/2000
- Estabelece
normas gerais e critérios básicos para
a promoção da
acessibilidade das
pessoas portadoras
de deficiência ou
com mobilidade reduzida, e dá outras
providências.

Decreto nº
3.956/2001
(Convenção da
Guatemala) - Promulga a Convenção Interamericana
para a Eliminação
de Todas as Formas
de Discriminação
contra as Pessoas
Portadoras de
Deficiência.

Lei nº 10.436/2002
- Dispõe sobre a
Língua Brasileira de
Sinais - Libras e dá
outras providências.

Portaria nº
1.793/1994 –
Dispõe sobre a
necessidade de
complementar os
currículos de formação de docentes
e outros profissionais que interagem
com portadores de
necessidades especiais e dá outras
providências.

Parecer CNE/CEB nº
17/2001 - Diretrizes
Nacionais para a
Educação Especial na Educação
Básica.

Resolução CNE/
CEB nº 02/2001 Institui Diretrizes
Nacionais para a
Educação Especial na Educação
Básica.

A Resolução CNE/CEB/MEC 2/2001, art. 5º e incisos, reconhece educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem:
I. dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares,
compreendidas em dois grupos:
aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica;
aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
II. dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos,
demandando a utilização de linguagens e códigos aplicáveis;
III. altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os
leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.

Para o MEC, a Educação Especial é uma modalidade de educação escolar, considerada como
um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo alternativas diferentes de atendimento.
E o Parecer 1.132/97 orienta que a escola de ensino regular precisará dispor de serviços de
apoio especializado para atender às peculiaridades da clientela da educação especial na qual os
alunos em condições específicas serão atendidos em classes, escolas ou serviços especializados.
Determina também que:
Os sistemas de ensino assegurarão aos alunos com necessidades educativas especiais, currículos, recursos e organização adequados ao atendimento de suas
especificidades. A proposta pedagógica da escola deverá explicitar métodos,
técnicas e procedimentos compatíveis com o atendimento aos portadores de
necessidades educativas especiais.
Os professores deverão possuir capacitação adequada para o atendimento especializado necessário.

3.4.3 Educação Indígena

Figura 11: Educação 
Indígena
Fonte: Disponível em
<http://educacaoecultura.synthasite.com/vdeos-motivacionais.php> .
Acesso em 29 nov. 2011.

Esta modalidade de ensino está prevista na Constituição Federativa do Brasil (1988) com um
capítulo específico destinado à população indígena. É um capítulo composto apenas por dois artigos;porém, é resultado de grandes lutas travadas por esse povo em busca da conquista de seus
direitos. A partir dessa constituição, a política nacional indigenista, que tinha caráter homogeneizador e integracionista, direciona-se para novos valores a partir dos quais os povos indígenas
passam a ser considerados sujeitos de direito. O art. 231 da Constituição define:

34

São reconhecidos aos Índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e
tradições e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,

Letras Espanhol - Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio
competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens
(Constituição Federativa do Brasil ,1988).

Outros artigos da Constituição brasileira reforçam o novo paradigma adotado pelas políticas
públicas nacionais em relação à modalidade de educação indígena:
Art. 210, § 2º - o ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem;
Art. 215, §1º - o Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional;
Art. 242 § 1º - o ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das
diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.

Como representação da política educacional nacional, a LDB, 9394/96, ratifica o disposto na
Constituição através de seus artigos 78 e 79, respectivamente:
O sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos índios, desenvolverá programas integrados
de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilingüe e intercultural aos
povos indígenas, [...]
A União apoiará técnica e financeiramente os sistemas de ensino no provimento
da educação intercultural às comunidades indígenas, desenvolvendo programas
integrados de ensino e pesquisa.

Dica
Conheçam a legislação
que regulamenta a modalidade de Educação
Indígena:
Parecer CNE/CEB nº
14/1999 - Diretrizes
Nacionais para o funcionamento das escolas
indígenas.
Resolução CEB nº
3/1999 - Fixa Diretrizes
Nacionais para o funcionamento das escolas
indígenas e dá outras
providências.

O Parecer 1.132/97 define a educação indígena como:
uma modalidade destinada a populações específicas. Respeita uma cultura tradicional ainda viva e fortemente atuante. Essa modalidade de ensino será diferenciada para garantir as características estruturais da cultura, a manutenção de
seus valores e costumes e a língua do respectivo povo indígena.

De acordo com o Parecer CNE/CEB 14/99, os progressos implementados na prática pedagógica, própria para a educação indígena, demandam "vontade política e medidas concretas para
sua efetivação", porém novas possibilidades surgem a partir de ações de grupos indígenas e não
indígenas pertencentes a "organizações da sociedade civil e universidades”. Esse parecer reconhece as dificuldades a serem enfrentadas para que haja uma educação de qualidade para essa
população.
Há ainda muito a ser feito e construído no sentido da universalização da oferta
de uma educação escolar de qualidade para os povos indígenas, que venha ao
encontro de seus projetos de futuro e de autonomia e que garanta sua inclusão
no universo dos programas governamentais que buscam a "satisfação das necessidades básicas de aprendizagem", nos termos da Declaração Mundial sobre
Educação para Todos (BRASIL, 1999).

3.4.4 Educação Rural

◄ Figura 12: Educação do
Campo
Fonte: Disponível em
<http://www.canoinhas.
net/noticias/17973-calendario_escolar_2011_secretaria_municipal_de_
educacao.html>. Acesso
em 29 nov. 2011.

35

UAB/Unimontes - 4º Período
A implementação de uma modalidade de ensino específica para a Educação Rural, tratada na legislação pertinente como Educação do Campo, representa, ainda que tardiamente, um
avanço significativo das políticas públicas educacionais.
Segundo Hage (2005), há uma diferença paradigmática em relação aos conceitos de educação do campo e educação rural. Diferença esta não levada em conta pela legislação pertinente.
Conforme o autor, a expressão educação do campo é própria e originária dos/nos movimentos
sociais que se expressam na/pela luta desse povo, e a expressão educação rural nasceu da organização da elite agrária. A diferença posta entre essas duas expressões se funda no fato de que o
entendimento de campo para a elite rural é a de que o campo é o lugar de atraso econômico e
intelectual onde o desenvolvimento está posto de forma inferior ao desenvolvimento da cidade
e, na perspectiva da educação do campo, este é percebido como espaço de produção econômica e intelectual, de vida, de produção material e simbólica das condições de existência e construção de identidade de um povo que luta pelos seus direitos.
De acordo com o Parecer CNE/CEB 36/2001,
A educação do campo, tratada como educação rural na legislação brasileira, tem
um significado que incorpora os espaços da floresta, da pecuária, das minas e da
agricultura, mas os ultrapassa ao acolher em si os espaços pesqueiros, caiçaras,
ribeirinhos e extrativistas. O campo, nesse sentido, mais do que um perímetro
não urbano, é um campo de possibilidades que dinamizam a ligação dos seres
humanos com a própria produção das condições da existência social e com as
realizações da sociedade humana (BRASIL, 2001).

De acordo com a Resolução CNE/CEB 1/2002, art. 2º, Parágrafo único, a identidade da escola
do campo é definida
pela sua vinculação às questões inerentes à sua realidade, ancorando-se na temporalidade e saberes próprios dos estudantes, na memória coletiva que sinaliza
futuros, na rede de ciência e tecnologia disponível na sociedade e nos movimentos sociais em defesa de projetos que associem as soluções exigidas por essas
questões à qualidade social da vida coletiva no país.

O seu art. 3º determina:
O Poder Público, considerando a magnitude da importância da educação escolar
para o exercício da cidadania plena e para o desenvolvimento de um país cujo
paradigma tenha como referências a justiça social, a solidariedade e o diálogo
entre todos, independente de sua inserção em áreas urbanas ou rurais, deverá
garantir a universalização do acesso da população do campo à Educação Básica
e à Educação Profissional de Nível Técnico.

A LDB 9394/96, no art. 28, diz que, na oferta de educação básica para a população rural, os
sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da
vida rural e de cada região, especialmente:
I. conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural;
II. organização escolar própria, incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas;
III. adequação à natureza do trabalho na zona rural.
Parágrafo único. O fechamento de escolas do campo, indígenas e quilombolas
será precedido de manifestação do órgão normativo do respectivo sistema de
ensino, que considerará a justificativa apresentada pela Secretaria de Educação,
a análise do diagnóstico do impacto da ação e a manifestação da comunidade
escolar.

Dica
Conheça a Resolução e
o parecer que regulamentam a Educação
Rural no Brasil: Parecer
CNE/CEB 36/2001 e
Resolução CNE/CEB
1/2002.

36

A organização desta modalidade de ensino se pauta no confronto de seus conhecimentos,
que são próprios e muito peculiares, situação que importa à organização e estrutura escolar ressignificarem os conhecimentos da prática social desse povo, de modo a construir conhecimentos
em condições de possibilitar a transformação social e política do sujeito do campo. Esta concepção entende que a educação do campo deve considerar os aspectos da formação geral, da qualificação social e profissional, de gestão, dos processos produtivos e da organização do trabalho e
da produção.

no cumprimento dos objetivos da educação nacional. A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar.6 Educação a Distância ◄ Figura 13: Educação a Distância Fonte: Disponível em <http://telecentromarioalves. • Resolução CNE/CEB nº 01/2005 . a partir da LDBEN. A educação profissional é posta pela LDB/96 como um tipo de formação que permeia a vida do sujeito em idade produtiva. 1º da LDB. Dispõe também sobre os tipos de curso que a educação profissional e tecnológica envolverá: formação inicial e continuada ou qualificação profissional.] o texto final. inclusive ao trabalho.Inclui novo dispositivo à Resolução CNE/CEB 01/2005. Tanto que “[. a partir desta data.154/2004. integrada às diferentes formas de educação. Nesse caso. em razão da diversidade de interesses e ideologias que envolvem essa temática.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio 3. integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho. • Resolução CNE/CEB nº 4/2005 . especializar e aperfeiçoar jovens e adultos em seus conhecimentos tecnológicos. está diretamente em consonância com o art. dentro do processo formativo. como forma de atualizar. As instituições de educação profissional deverão oferecer. abertos à comunidade.Inclusão da Educação de Jovens e Adultos. nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. pode ser considerado o mais fragilizado e débil no sentido de apontar para uma formação profissional mais definida e articulada com os demais itens do Sistema nacional de Educação (artigos 39-42)” (PEREIRA e TEIXEIRA 2000.Institui.478/2005.5 Educação Profissional A educação profissional. incorporam o texto da lei propõem a integração da educação profissional aos diferentes níveis. nas instituições de ensino e pesquisa. esta modalidade de ensino. permanente.blogspot.4. mas à capacidade de aproveitamento do aluno. 3.Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5. assim como ao trabalhador em geral. técnica de nível médio.154/2004 – Conjuga a oferta de Ensino Técnico Profissional de Nível Médio ao Ensino Médio Regular e revoga o Decreto nº 2. quando este articula a educação à sociedade de maneira geral.. 2011. deve constituir-se em um direito. atrelados ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia. lamentavelmente. como alternativa para a oferta da Educação Profissional Técnica de nível médio de forma integrada com o Ensino Médio. a partir de 2008. Diante da importância assumida pelo trabalho na sociedade neoliberal globalizada. em instituições especializadas ou no próprio ambiente de trabalho. e tecnológica de graduação e pós-graduação. no trabalho. com/2010/05/nt-educacao. o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos PROEJA. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. • Parecer CNE/CEB nº 20/2005 . ou em qualquer outro momento histórico. Esta modalidade de educação.4. As modificações que. 39 da supracitada lei.html>. à ciência e à tecnologia.208/1997. cursos especiais. que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5. a educação profissional e tecnológica.478/2005 . na convivência humana.Letras Espanhol . 37 .154/2004. Essa nova organização política estabelece a educação continuada. p. ao trabalho. O disposto nesse artigo implica que a educação profissional. etapas e modalidades da educação. tramitação e aprovação da LDB 9394/96. O acesso à educação profissional é possível ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. da ciência e da tecnologia. passa a ser considerada complementar à educação básica e pode ser desenvolvida em escolas. no âmbito das instituições federais de educação tecnológica. Acesso em 29 nov. médio e superior. a matrícula não deverá ser condicionada necessariamente ao nível de escolaridade. A educação profissional foi um dos assuntos mais polêmicos no processo de elaboração. além de seus cursos regulares. • Decreto nº 5. Dica Leia a legislação pertinente ao Ensino Técnico Profissional: • Decreto nº 5. 104-105).. De acordo com o art. prevista no Decreto nº 5.

§ 1º A educação a distância. os profissionais específicos demandados pelas peculiaridades da modalidade. os meios usados para veicular o conhecimento e a organização técnico-administrativa responsável pelos programas e pelos cursos. concessão ou permissão do poder público. 18). A educação a distância é a modalidade de ensino que permite o rompimento da barreira física e cronológica. tais como: carta. CD-ROM. é importante considerar que se trata de um processo de ensino-aprendizagem com características específicas. avançando rumo à comunicação instantânea de dados de voz e imagem via satélite ou por cabos de fibra ótica. em todos os níveis e modalidades de ensino. Assim. será oferecida por instituições especificamente credenciadas pela União. CASTRO. as atribuições do professor. de modo que os sujeitos envolvidos no processo não precisem estar fisicamente presentes em um ambiente formal de ensino-aprendizagem. controle e avaliação de programas de educação a distância e a autorização para sua implementação. 1º do Decreto nº.reserva de tempo mínimo. que regulamenta o Art.UAB/Unimontes . O Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância. 38 . A interação entre professor e aluno ocorre por meio de tecnologias. a estrutura..custos de transmissão reduzidos em canais comerciais de radiodifusão sonora e de sons e imagens e em outros meios de comunicação que sejam explorados mediante autorização.622/2005: [. entre tantos outros. Para entender um pouco mais sobre esta modalidade. vídeo. Diferenciam-se. § 4º A educação a distância gozará de tratamento diferenciado. organização e funcionamento dos cursos são sempre os mesmos aprovados para os cursos convencionais. 1979.394/96 (LDB). rádio. Essa modalidade de educação tem uma longa história de sucessos e fracassos. a relação professor-aluno. que organiza sua própria aprendizagem.concessão de canais com finalidades exclusivamente educativas. várias experiências foram desenvolvidas com relativo sucesso (GUARANYS. § 2º A União regulamentará os requisitos para a realização de exames e registro de diplomas relativos a cursos de educação a distância.4º Período A modalidade de educação a distância é caracterizada pelo art. mas também podem ser utilizados outros recursos de comunicação. desde os impressos a redes de computadores. desde a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor. podendo haver cooperação e integração entre os diferentes sistemas.622. 80. telefone. ipod. 80 da Lei 9. Importa ainda acrescentar que a modalidade educação a distância se constitui em uma tática. televisão. principalmente as telemáticas como a internet e as hipermídias. Faz referência também à distância cronológica ou espacial entre professor e aluno.494/9). Sobre esta modalidade de ensino a LDB 9394/96 apresenta: Art. fax. e de educação continuada. e depois do Instituto Universal Brasileiro. sem ônus para o Poder Público. A educação a distância ressalta o papel do aluno. apenas.] a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação. No Brasil. organizada com abertura e regime especiais. de modo a desenvolver sua autonomia. A Educação a Distância é uma modalidade de ensino que se consolida cada vez mais no cenário educacional. em 1939. assim como também permite que o aluno estude autonomamente e em horários condizentes com sua disponibilidade. que incluirá: I . Esta definição está presente no Decreto 5. de 19 de dezembro de 2005 que revoga o Decreto 2. 5. Conforme avançam as tecnologias de comunicação virtual. empregando formas diferenciadas de interação e interatividade entre os sujeitos típicos desta modalidade. III . Na atualidade utiliza multimeios. com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. pelos concessionários de canais comerciais. celular. § 3º As normas para produção. p. em 1941. A regulamentação desse artigo abriu perspectivas para que seja traçada uma política nacional de educação a distância e também para que se fixem diretrizes gerais para os sistemas de ensino. Sua origem recente está nas experiências de educação por correspondência iniciadas no final do século XVIII. caberão aos respectivos sistemas de ensino. II . uma metodologia de ensino a serviço da educação.. o conceito de presencialidade também se altera.

entretanto. enquanto política de Ação Afirmativa. É uma política destinada não apenas às minorias. Esta prática encontra dificuldades de diferentes naturezas. estabelecendo a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana na educação básica. as experiências históricas dos países em que foram desenvolvidas. No campo político faz-se mister lembrar outra conquista histórica para a população negra no Brasil.4. A expressão Ação Afirmativa tem ampla distinção de sentidos porque reflete. § 2º Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar. a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Praticado em várias universidades brasileiras desde 2003.google. mas aos menos favorecidos que. Fonte: Disponível em <https://www. em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras. com. o sistema de cotas tem sido objeto de grandes debates. a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional. torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. bem como as demais orientações e resoluções do CNE voltadas para a educação nacional. ao mesmo tempo. enquanto garante. ainda que seja muito polêmico. no ano de 2010. Posteriormente. resgatando as suas contribuições nas áreas social.Letras Espanhol . 10. a principiar pela discussão acerca de sua própria definição. tiveram ou têm seus direitos civis. A instituição dessa modalidade de ensino teve início a partir de temas transversais que buscavam dialogar com a pluralidade cultural. de alguma forma. principalmente em relação à definição de grupos a serem beneficiados. é a reserva de cotas raciais que traz maior debate entre defensores e oponentes. Esse debate resultou na inclusão da educação escolar quilombola como modalidade da educação básica no Parecer CNE/CEB 07/2010 e na Resolução CNE/CEB 04/2010 que instituem as Diretrizes Curriculares Gerais para a Educação Básica. 39 . pelo menos em parte. em especial. pertinentes à história do Brasil. no que se refere à educação básica. Acesso em 01 out. especificidades da realidade das comunidades quilombolas do país. as cotas nas universidades. 2014. A legislação educacional brasileira determina que a prática social na educação básica tenha em vista o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais.639 de 2003 que altera a LDBEN em seus artigos 26A. deverá ser concretizada no país e cumprir uma organização curricular comum.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio 3. políticos e sociais afetados pela discriminação. Essa modalidade de ensino deverá adotar também as determinações do Parecer CNE/CP 03/2004 e Resolução CNE/CP 01/2004 que instituem a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana nos currículos das escolas públicas e privadas da Educação Básica. econômica e política. realizou um debate sobre a diversidade no campo da política educacional. públicos e privados.  Figura 14: Educação Quilombola. a partir desses dois grupos étnicos. 26-A.639/2003 tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Africana e Afro -brasileira nas escolas. Art. § 1º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira. 79A e 79B.br/?gws_rd=ssl#q=e duca%C3%A7%C3%A3o +quilombola>. a partir da Lei 10. A Lei n.7 Educação Quilombola A Conferência Nacional de Educação (CONAE) ocorrida em Brasília. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio. tais como o estudo da história da África e dos africanos. Essa lei avigora a discussão acerca da importância de uma educação multicultural e da implementação de novas práticas de ensino alusivas à inclusão da temática racial no ambiente escolar. Esse novo contexto determina que a regulamentação da Educação Escolar Quilombola nos sistemas de ensino. O tema das políticas de Ações Afirmativas não é recente no domínio da sociedade brasileira. as políticas de ações afirmativas.

que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. projeto político-pedagógico. que dispõe sobre o exercício das funções de regulação. de 20 de dezembro de 1996. a escola deverá se tornar um espaço educacional que realize a conversa “entre o conhecimento escolar e a realidade local.059.273. espaços.800. supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e sequenciais no sistema federal de ensino. que dispõe sobre o Sistema Universidade Aberta do Brasil . Parecer CNE/CEB 07/2010 sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. que dispõe sobre os procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade a distância. nos exercícios de 2008/2009.394. e dá outras providências. Portanto.622. e 5. Lei nº 11. que altera dispositivos dos Decretos nos 5. de 29 de dezembro de 2004. históricos e econômicos das comunidades quilombolas. de 4 de junho de 2008. de 20 de dezembro de 1996. de 10 de janeiro de 2007. Essa discussão precisa fazer parte da formação inicial e continuada dos professores. Assim.622. que valorize o desenvolvimento sustentável. a serem pagas pelo FNDE a partir do exercício de 2009. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. o trabalho. Parecer CNE/CP 03/2004 que define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. de 6 de fevereiro de 2006. Resolução CD/FNDE Nº 24. que permite a oferta de 20% da carga horária total dos cursos na modalidade a distância. Resolução CD/FNDE nº 26. vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).773. culturais. de 10 de dezembro de 2004. (BRASIL 2011). Fonte: Elaborado pelas autoras a partir da legislação vigente. de 8 de junho de 2006.394. (BRASIL. inicial e continuada no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).4º Período A educação quilombola deve ter como referência valores sociais. 80 da Lei no 9.UAB/Unimontes . Resolução CNE/CEB 04/2010 que define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. calendários e temas adequados às características de cada comunidade quilombola para que o direito à diversidade se concretize. a cultura. BOX 2 A legislação pertinente à Educação a Distância e à Educação Quilombola Portaria nº 4. que autoriza a concessão de bolsas de estudos e de pesquisa a participante de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica. Portaria nº 4.UAB. de 19 de dezembro de 2005. que estabelece orientações e diretrizes para o apoio financeiro às instituições de ensino participantes do Sistema Universidade Aberta do Brasil. 2011). Portaria Normativa nº 02. vinculado à CAPES e à Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação. Decreto Nº 5. que estabelece orientações e diretrizes para o pagamento de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes da preparação e execução dos cursos dos programas de formação superior. que trata sobre os processos de credenciamento e reconhecimento de cursos. a escola precisa de currículo. de 19 de dezembro 2005. de 12 de dezembro 2007. que regulamenta o art. de 9 de maio de 2006. para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. a luta pelo direito à terra e ao território”.361.303. Decreto nº 6. Lei 10. 40 . tempos. de 5 de junho de 2009. Decreto nº 5.639 de 2003 que altera a Lei no 9. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Resolução CNE/CP 01/2004 que institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

quando então foi instituído o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (FUNDEB).º 53/2006 não revogou todos os dispositivos da lei n. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. da receita resultante de impostos. A Constituição Federal de 1988 garantiu. pela Lei 11. e os Estados. surgiram vários outros instrumentos legais que propuseram reformas para o setor educacional incluindo seu financiamento.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio 3. nos artigos 212. no mínimo. Até o 14º (décimo quarto) ano a partir da promulgação desta Emenda Constitucional.424/96. 213 e no artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. o Distrito Federal e os Municípios destinarão parte dos recursos a que se refere o caput do art. os Estados e seus Municípios é assegurada mediante a criação.. os Estados. compreendida a proveniente de transferências. Ater-nos-emos às questões atuais dos recursos financeiros destinados à educação brasileira. Estes dispositivos versam.proporção não inferior a 60% (sessenta por cento) de cada Fundo referido no inciso I do caput deste artigo será destinada ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício.º 9. nunca menos de dezoito. no financiamento da educação básica. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988. São eles: a Lei do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (11.Letras Espanhol .494/2007 – FUNDEB) e em 2001. de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação . Sua regulamentação se deu primeiramente através de medida provisória (MP) nº 339/2006 e em seguida através da Emenda Constitucional nº.. vinculados a impostos e transferências e também contribuições sociais como recursos adicionais. Art.A União aplicará. da Constituição de 1988 e o artigo 60. O parágrafo 5º deste mesmo artigo determina que “a educação básica pública terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação recolhida pelas empresas [. 2006). 211 e 212. na manutenção e desenvolvimento do ensino (Constituição Federativa do Brasil. que dela poderão deduzir a aplicação realizada no ensino fundamental de seus empregados e dependentes. A Emenda Constitucional Nº 53 de 19 de dezembro de 2006 deu nova redação ao art. respeitadas as seguintes disposições: I . Assim. os Estados. 212 da Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento da educação básica e à remuneração condigna dos trabalhadores da educação. 208. 2º O art..]”.005 de 13 de junho de 2014. A partir daí. sobre as de Plano de Carreira e Remuneração do 41 . a melhoria da qualidade de ensino. 30.FUNDEB. também desta Constituição. além dos direitos inerentes à educação tratados nas unidades anteriores.a distribuição dos recursos e de responsabilidades entre o Distrito Federal. Continuam ainda em vigor os artigos do 9 ao 12. O FUNDEB alterou os artigos 7º. O FUNDEF. 206. 60. 1998). a melhoria da qualidade de ensino.172/2001) que foi revogada pela Lei 13. 212 da Constituição Federal.494/2007 e pelo Decreto 6253/2007. 14 e 15. os recursos financeiros para a manutenção e desenvolvimento do ensino. (BRASIL. Art. anualmente. entre outras matérias. 53/2006. Expirou em 2006. instituído em 1996. [. de forma a garantir padrão mínimo definido nacionalmente”. no financiamento da educação básica. que dispõe sobre o FUNDEF. conforme o Inciso XII do artigo 2º e no § 1º deste mesmo inciso os Estados. de forma a garantir padrão mínimo definido nacionalmente.] XII . o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. Vale lembrar ainda que a EC n. o Plano Nacional de Educação (Lei 10.. o Distrito Federal e os Municípios destinarão não menos de 60% (sessenta por cento) dos recursos a que se refere o caput do art. o Distrito Federal e os Municípios deverão assegurar. com vigência de dez anos. 23. de natureza contábil. § 1º A União. “ao pagamento dos profissionais do magistério da educação básica em efetivo exercício” de modo a “assegurar.5 Financiamento da Educação A temática que vamos discutir neste item trata das bases legais do financiamento da educação. 212 . já citado.

competência dos Tribunais de Contas para estabelecer mecanismos adequados à fiscalização do cumprimento pleno do disposto no art.edunet.UAB/Unimontes .33% 20% IPI-EXP 16. um sério planejamento de sua estrutura física e de recursos humanos. na quase totalidade. que anteriormente não eram contempladas pelo processo de distribuição de recursos do FUNDEF.5 bilhões de reais em 2009.33% 20% Outras Origens Rendimentos financeiros das aplicações dos recursos do FUNDEB. ainda compõe o FUNDEB. DF e Municípios. cumprimento do art. de: • 16.0 bilhões de reais em 2007.0 bilhões de reais em 2008. Observe a composição dos recursos do FUNDEB no quadro 1.33% 20% FPM 16. sobre: • Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações – ITCMD • Imposto sobre Propriedade Veículos Automotores – IPVA • Quota Parte de 50% do Imposto Territorial Rural devida aos Municípios – ITR • Receitas da dívida ativa e de juros e multas. seguramente incentivarão o aumento em suas matrículas. 212 da Constituição Federal e sobre o salário-educação. Essas etapas e modalidades educacionais. 42 . Uma das principais características do FUNDEB é a distribuição de recursos com base no número de alunos da educação básica e repasse automático feito pelo Banco do Brasil nas datas de dez. e • 10% do valor total do Fundo a partir de 2010. Distrito Federal e Municípios.33% 20% ITR 6. O Fundo é composto.66 % em 2007.33 % em 2008 e 20 % a partir de 2009. proporcional às exportações – PIexp • Desoneração de Exportações (LC 87/96) • Contribuição de Estados.gov.33% 20% LC 87/96 16.33% 20% FPE 16. a título de complementação.htm>. a fim de que se tornem capazes de oferecer um ensino de qualidade. uma parcela de recursos federais.66% 13.66% 13.4º Período Magistério. Além desses recursos.66% 18.66 % no 1º em 2007. 212 da Constituição Federal. e principalmente dos Municípios. Acesso em 29 nov. Com as modificações postas pelo FUNDEB.66% 18.33% 20% ITCMD 6.33% 20% IPVA 6. por recursos dos próprios Estados. sempre que.br/fundef/sugbapes/comp.33 % em 2008 e 20 % a partir de 2009.66% 18. • 3. o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA).66% 18. incidentes sobre as fontes acima relacionadas. no âmbito de cada Estado. QUADRO 1 Composição dos recursos do FUNDEB IMPOSTOS 2007 2008 2009 ICMS 16. mas também a Educação Infantil. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. sobre: • Fundo de Participação dos Estados – FPE • Fundo de Participação dos Municípios – FPM • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS • Imposto sobre Produtos Industrializados. • 4. DF e Municípios. Essa nova demanda exigirá dos Estados. Complementação da União para os Estados que não atingirem o valor mínimo nacional por aluno. Fonte: Disponível em <http://qese. 2011. 13.66% 18.sp. 18. vinte e trinta de cada mês.66% 13. A complementação da União está definida da seguinte forma: • 2. sendo constituído de: • Contribuição de Estados. de: • 6. este atenderá não apenas o Ensino Fundamental.

2006. podemos concluir que. busca uma das respostas mais esperadas. Constituição da República Federativa do Brasil. 208. BRASIL. de 20 de dezembro de 1996. 26 dez. Brasília-DF. 1996. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. O que é educação. Disponível em <http://www. Texto constitucional de 16 de Julho de 1934. 1993. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério – FUNDEF. no aspecto de Valorização dos Profissionais da Educação. 2011. 20 dez. 7º. destes. de 24 de dezembro de 1996. apesar do FUNDEB representar um avanço em relação ao FUNDEF.planalto. Diário Oficial da União. Carlos Rodrigues. que é a existência de um valor mínimo por aluno. confessionais ou filantrópicas.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao34. 9.htm>. 23. 60% são utilizados na remuneração dos profissionais do Magistério em efetivo exercício na educação básica e 40% em outras ações de manutenção e desenvolvimento do ensino. 213. pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no 9. Constituição (1934). desde que comprovem finalidade não lucrativa e não distribuam resultados. Isso se reflete tanto na percepção das limitações do sistema vigente como nas mudanças administrativas e fiscais promovidas pela Constituição de 1988. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil. participações ou parcela de seu patrimônio sob nenhuma forma ou pretexto. 14. Disponível em <http://www. no seu art. ele não enfrentou o principal problema da política de fundos. Diário Oficial da União.494/2007. Lei n. Foram ampliadas as atribuições dos conselhos. com a implantação do FUNDEB. Frente ao exposto.394. 208. os quais. 28. 43 . Acesso em 11 nov. Diário Oficial da União. 1996. e a LDB 9394/96. terão também a função de supervisionar a elaboração da proposta orçamentária anual.1988/art_212_. Emenda Constitucional n. no art. BRASIL. BRASIL. Dá nova redação aos art. 1996.424. 53. Emenda Constitucional n. BRASIL.gov. Acesso em 11 nov.senado. de 19 de dezembro de 2006. além de supervisionar o Censo Escolar e acompanhar e fiscalizar os gastos com os recursos do FUNDEB.gov. 34. 30. Texto original. ao resgatar o conceito de educação básica e ao fortalecer o controle social. 2011. A Educação Básica.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Dos recursos citados no Quadro 1. dividendos. no que diz respeito ao controle social dos recursos. Referências BRANDÃO. 1988. 2007). Modifica os art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Diário Oficial da União. 206.Letras Espanhol .br/legislacao/const/con1988/CON1988_05. Brasília-DF. suficiente para assegurar um ensino de qualidade e que impeça as disparidades regionais. acompanhar a aplicação dos recursos e a prestação de contas do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e do Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (BRASIL. Brasília-DF. Cabe ressaltar que o FUNDEB representou um irrefutável progresso em relação ao FUNDEF. 23 dez. É importante realçar que a União não pode utilizar o recurso do salário-educação para complementar o FUNDEB. o Distrito Federal e os Municípios. BRASIL. A Constituição Federal. os Estados. 211 e 212 da Constituição Federal e dá nova redação ao art. Lei n. Brasília-DF.10. 9. ed. pela Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/00). pela Emenda Constitucional 14/1996. BRASIL. 100% são investidos na educação básica e.394/96). de 12 de setembro de 1996. 13 set. bonificações. São Paulo: Brasiliense.shtm>. 211 e 212 da Constituição Federal e ao art. pela Emenda Constitucional 53/2006 e pela Lei 11. O financiamento da educação no Brasil é objeto de estudo crescente entre os estudiosos das políticas públicas. com base na gestão compartilhada entre a União. Dispõe sobre as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 77 preveem a destinação de recursos financeiros tanto para as escolas públicas como também para escolas comunitárias.

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• Relacionar a ética profissional com o desempenho e bom andamento da instituição escolar.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Unidade 4 Gestão das Instituições de Ensino 4.1 Introdução A unidade 4. 4. • Reconhecer a importância do Regimento Escolar e do Projeto Político-Pedagógico no exercício da democracia e cidadania na instituição escolar.Letras Espanhol .2 A Escola na sua Dimensão Administrativa e Pedagógica Podemos definir a escola com a seguinte estrutura: ◄ Figura 15: Estrutura organizacional escolar Fonte: Elaborado pelas autoras. • Associar o crescimento na carreira ou a demissão do serviço público com a avaliação de desempenho.2. você deverá ser capaz de: • Compreender a estrutura administrativa e pedagógica da escola. • Compreender o funcionamento e a importância do Colegiado Escolar. Ao final da unidade. intitulada Gestão das Instituições de Ensino. Caixa Escolar e do Conselho de Classe. • Identificar as incumbências da escola e dos professores.1 A Organização Administrativa A organização administrativa da escola é planejada tendo em vista a necessidade do cumprimento do seu papel.pedagógicos e institucionais. está voltada para o conhecimento da gestão das instituições de ensino regulares. 4. pedagógica e financei- 47 . bem como pelos projetos político. A escola apresenta uma estrutura administrativa. norteadas pelos regimentos escolares.

informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. criando processos de integração da sociedade com a escola.para a quantificação de Professor Eventual será considerado apenas o número de turmas dos anos iniciais do ensino fundamental. ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido por lei. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente. são definidas nacionalmente conforme estabelece o art. Mas.UAB/Unimontes . Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. em Minas Gerais.12 e 13 da lei 9394/96 Incumbência da escola Incumbência dos docentes Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. Fonte: Organizado pelas autoras a partir da legislação vigente. sobre a frequência e rendimento dos alunos bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola. para definir os seus recursos humanos.4º Período ra. e. tanto públicas quanto privadas. devendo para tanto envolver a comunidade atendida ou seus representantes bem como o seu corpo docente. 2. os recursos humanos da escola são definidos com base no número de alunos. se for o caso. Informar pai e mãe. Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. o mesmo ocorrendo com os recursos financeiros e os atos administrativos. os responsáveis legais. Zelar pela aprendizagem dos alunos. na rede estadual.12 e 13 da lei 9394/96: QUADRO 2 Organização escolar administrativa da escola a partir da lei art. . à avaliação e ao desenvolvimento profissional.1 . além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento. Elaborar e cumprir plano de trabalho. anualmente são definidos os parâmetros quantitativos para a composição do quadro das escolas estaduais (vejamos parte do anexo II da Resolução SEE nº 1. Prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. cada sistema estabelece suas normas complementares. o que revela claramente uma descentralização administrativa e o exercício de sua autonomia em decisões importantes para o seu funcionamento. Elaborar e executar sua proposta pedagógica. Cabe à escola administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros. de 22 de dezembro de 2010). O Quadro de Pessoal das escolas estaduais observará o número de turmas autorizadas e registradas no Sistema Mineiro de Administração Escolar – SIMADE: 2. notificar ao Conselho Tutelar do Município. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aulas estabelecidas. 48 Nesse sentido. segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. inclusive as de Projetos autorizados pela Secretaria. a escola passa a ter a incumbência de elaborar e executar a sua proposta pedagógica.773.o número de cargos de Professor Regente de Turma ou de Aulas será o necessário para atender às turmas autorizadas para o funcionamento da escola. Ministrar os dias letivos e horas-aulas estabelecidos. Articular-se com as famílias e a comunidade. tendo como eixo norteador a sua missão.2 . As incumbências dos professores e das escolas. conviventes ou não com seus filhos. Por exemplo. Colaborar com as atividades de articulação da escola entre as famílias e a comunidade. Para isso.

o Professor Eventual. Parágrafo único.não haverá Secretário de Escola em escola indígena e escola que funcione em Unidade Prisional e Centro Socioeducativo. O número de alunos também é definido a partir de regras específicas de cada sistema educacional. Para assegurar essa autonomia do sistema de ensino. deve colaborar com a Supervisão Pedagógica nas atividades de reforço de alunos. tais como projeto político. 25: Será objetivo permanente das autoridades responsáveis alcançarem relação adequada entre o número de alunos e o professor. pedagógicos e psicológicos para tal fim.4 . 2. será provido exclusivamente por servidor que comprove habilitação em Técnico de Contabilidade ou Ciências Contábeis.serão consideradas também as turmas dos Projetos: Aluno de Tempo Integral e Aprofundamento de Estudos. a carga horária e as condições materiais do estabelecimento. estabelecer parâmetro para atendimento do disposto neste artigo. a escola tem sua autonomia definida nos limites das legislações específicas do sistema a que estiver vinculada. ATB (Auxiliar de Área Financeira). exceto os detentores do cargo de PEB.Letras Espanhol .pedagógico.os servidores em Ajustamento Funcional são excluídos da quantificação.ASB . exceto em estado de greve ou autorização expressa do órgão central a que a escola estiver vinculada.5 . 49 . O plano de trabalho deve ser elaborado para direcionar o trabalho do professor. além das substituições de docentes. diretrizes curriculares nacionais e conteúdo básico comum/CBC. EEB e AEB. devem ser considerados os documentos de referência do sistema ao qual esteja vinculado e outros documentos da escola. acompanhar a sua recuperação. 2. Não basta o professor ministrar o conteúdo da disciplina. no mínimo. é papel do professor zelar pela aprendizagem do aluno. devidamente autorizadas. regimento escolar. enquanto o professor tem o papel de elaborar e executar o seu plano de trabalho. O professor tem responsabilidade pela aprendizagem do aluno. muitos são os deveres da escola. Em relação aos alunos.7 . a enturmação é feita com base nos seguintes quantitativos: QUADRO 3 Orientação de enturmação para o Estado de Minas Gerais Etapa Número de alunos por turma Anos iniciais do ensino fundamental 25 (vinte e cinco) Anos finais do ensino fundamental 35 (trinta e cinco) No ensino médio 40 (quarenta) Na educação especial: 08 (oito) a 15 (quinze) Fonte: Organizado pelas autoras a partir da legislação vigente. buscar todos os recursos didáticos.para a quantificação de Auxiliar de Serviços de Educação Básica . 2. Não são aceitáveis alterações do calendário e dos horários normais de aulas. Cabe à escola assegurar que os alunos tenham.o cargo de Assistente Técnico de Educação Básica. 200 (duzentos) dias letivos e 800 (oitocentas) horas-aulas de forma efetiva. esse é o sentido do seu trabalho e da sua disciplina: a aprendizagem.3 . Cabe ao respectivo sistema de ensino. Já em Minas Gerais. evitando-se assim dispensas antes do horário específico de as aulas terminarem para quaisquer fins.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio 2. além de informar aos pais ou responsáveis sobre sua frequência e rendimento bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. há necessidade de uma avaliação constante do seu trabalho e dos resultados pedagógicos com o aluno. É papel da escola: acompanhar a execução do plano de trabalho do professor. pois é seu papel assegurar as condições para a efetivação de sua aprendizagem nas diversas disciplinas e recuperação dos alunos que apresentarem baixo rendimento escolar.6 . que exercerão funções conforme estabelecido no artigo 5º desta Resolução. Por outro lado. 2. Para elaboração do seu plano de trabalho. Nesse sentido. e não apenas para cumprir um ritual de planejamento no início do ano letivo. isso significa envidar todos os esforços para assegurar a sua aprendizagem. a LBDEN trata do assunto em linhas gerais em seu Art. à vista das condições disponíveis e das características regionais e locais.

um conjunto de regras.4º Período O aluno é a razão da existência da escola e da existência do professor. Sendo que neste documento são definidos: a filosofia. 2011. didática e disciplinar como instrumento legal que organiza e define a escola. os que utilizam o seu serviço ou nela trabalham. 15. O regimento deve abordar os elementos fundamentais indispensáveis ao funcionamento de uma escola.html>. define direitos e deveres de todos que mantêm algum tipo de vínculo com a escola. Os sistemas de ensino assegurarão às unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira. 2011. Art. pedagógica e financeira da escola é montada para atendimento ao aluno no seu processo de aprendizagem e formação. especialista em Educação Básica e demais servidores das outras carreiras que constituem o segmento de profissionais em exercício na escola. Figura 17: Colegiado Escolar Fonte: Disponível em <http://ceomg2009. Acesso em 10 set. O regimento escolar regula as normas de convivência entre a escola e a família entre a escola e a comunidade. de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I . Participam também do colegiado escolar os alunos regularmente matriculados e frequentes no ensino médio e alunos de quaisquer níveis de ensino com idade igual ou superior a 16 anos. o pessoal técnico e o pessoal administrativo.participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. o qual obrigatoriamente deverá ser referendado pelo órgão superior de vinculação da escola. conforme dispositivo da lei 9394/96. toda a superestrutura administrativa. Ele garante a regularidade legal dos atos escolares.com/2010_02_01_archive. É a escola que elabora e aprova seu regimento escolar através do colegiado escolar. os objetivos. Regimento Escolar  Figura 16: Regimento Escolar Fonte: Disponível em <http://ceppindai. Colegiado Escolar A gestão democrática das instituições públicas deve ser assegurada com base na participação dos docentes em conselhos e no direito de participação da elaboração da proposta pedagógica. II . professor de educação básica que exerce outras funções. observadas as normas gerais de direito financeiro público.blogspot. a organização administrativa. O regimento fixa a organização e regula o funcionamento da escola. o colegiado escolar é o órgão representativo da comunidade escolar com a participação de professor de educação básica regente de turmas e de aulas. ou seja. 14. estabelecendo a ordem de funcionamento. Define as atribuições de todos os seus servidores e deve ser elaborado segundo a legislação de ensino e as normas do sistema. ou seja.com/2011/02/posse-do-colegiado-escolar-do-ceomg. Não há participação de alunos nas escolas que funcionam em . entre a escola e as autoridades e os diversos órgãos do sistema de ensino.UAB/Unimontes .html>. O regimento da escola é a sua lei interna.blogspot. Em Minas Gerais. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica. Acesso em 10 set. professores.  50 Art.participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. a governança da escola. entre os alunos. que definem normas de conduta. significa a direção. pai ou responsável por aluno menor de 16 anos regularmente matriculado e frequente no ensino fundamental que constituem a comunidade atendida pela escola. Para sua elaboração. deverão ser levadas em conta as normas estaduais e federais.

registrada no Cartório de Títulos e Documentos de Pessoa Jurídica. no mínimo.  51 . dois terços dos membros titulares ou. A presidência do colegiado é exercida pelo diretor e o colegiado tem funções deliberativa e consultiva nos assuntos referentes à gestão pedagógica. o colegiado escolar é composto apenas por representantes da categoria de profissionais em exercício na escola. considerando-se os seguintes quantitativos: QUADRO 4 Quantitativo para composição do colegiado escolar Número de alunos Número de membros Até 250 alunos 4 membros titulares e 4 suplentes 251 a 1400 alunos 8 membros titulares e 8 suplentes Escolas com mais de 1400 alunos: 12 membros titulares e 12 suplentes Dica Leia o Manual de Instrução das Caixas Escolares quanto à utilização de recursos financeiros e à prestação de contas. com direito à voz. Está inscrita no CNPJ. extraordinariamente. administrativa e financeira. As decisões do colegiado escolar são registradas em ata que. Para isso. ainda. atualizar. sempre que necessário. 2011. sem justificativa.Letras Espanhol . Para realização das reuniões. a convocação dos membros será feita por escrito. tais como: declarar anualmente Imposto de Renda. relativas à sua atividade. substituição do presidente da referida Caixa Escolar. fiscais e tributárias.com/2009/02/ uma-escola-publica-pode-cobrar-uniforme. no mínimo. Elaborar escrituração contábil nos termos da legislação vigente. obedecendo às dotações orçamentárias. é obrigatória a presença de.br/ component/docman/ doc_details/1174-manual-caixa-escolar>.educacao. em eleição convocada especialmente para esse fim. por solicitação da comunidade escolar ordinariamente a cada mês. Caixa Escolar A caixa escolar é uma associação civil com personalidade jurídica própria para fins não econômicos. referentes às ações financeiras. respeitada a norma legal.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio penitenciárias. Nesse sentido é responsável pela aquisição de bens de consumo e permanentes. elaborar Relação Anual de Informações Sociais – RAIS. A reunião do colegiado escolar é feita pela convocação de seu presidente ou por. negativa ou com vínculos. elaborar declaração de débitos e créditos tributários federais – DCTF. depois de aprovada e assinada pelos presentes. Os representantes do colegiado são eleitos pelos seus pares. de acordo com a lei vigente à época. através do voto secreto.html> Acesso em 11 set. Fonte: Organizado pelas autoras a partir da legislação vigente. blogspot. Nas reuniões. sendo de livre acesso de todos os interessados. A Caixa Escolar administra os recursos próprios e transferidos pela União. quando se tratar de recurso público. A composição do colegiado escolar é feita segundo o número de alunos na escola. garantindo em suas aquisições e contratações a realização de processo de escolha da proposta mais vantajosa para a utilização dos recursos públicos disponíveis. na Receita Federal do Brasil ou responsável pelo CNPJ. É previsto o desligamento do membro titular que faltar a três reuniões consecutivas ou alternadas. acesse o sítio: <https://www. sendo permitido o livre acesso de interessados. não podendo permanecer no recinto da reunião no momento da votação. metade mais um dos membros titulares. Fonte: Disponível em <http://amambaieduca.gov. mas sem direito a voto. além de outras obrigações instituídas por lei ou por norma da Secretaria de Estado de Educação à qual a escola esteja vinculada. Figura 18: Caixa Escolar. deve ser divulgada à comunidade escolar. Estados e Municípios no cumprimento dos objetivos pedagógicos da escola. A Caixa Escolar se sujeita ao cumprimento de todas as obrigações legais. elaborar declaração de imposto de renda retido na fonte – DIRF. cujo objetivo é o de gerenciar recursos financeiros necessários à realização do processo educativo escolar.mg.

4º Período As caixas escolares são compostas de associados efetivos e associados colaboradores devidamente qualificados em sua ata de constituição.. daí a importância de seus profissionais refletirem sobre seu papel e como uma conduta profissional ética poderá contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.. É importante fomentar a discussão de que quanto mais o professor desempenhar com zelo o seu trabalho mais contribuirá para o grupo de pessoas que ajudou a formar. Isso implica a busca do alto aperfeiçoamento.com/2011/03/codigo-de-etica-profissional-do. são os dez mandamentos. do saber ser do Professor. 2011. Esses princípios devem ter características universais e precisam ser válidos para todas as pessoas e para sempre. não é ético. não é comprometido. A ética profissional pode ser entendida como um trabalho competente desenvolvido no dia a dia do trabalho pedagógico. cristã. A ética é parte integrante da competência do professor. Acesso em 27 nov.UAB/Unimontes . não roubarás. Abordar a ética na escola possibilita pensar sobre a sua missão. com atuação na caixa escolar. Para Herbert de Souza (1994. mas pelas possibilidades que constrói para que as pessoas possam aprender. p. mudando às vezes até seus sonhos. 2003.blogspot. pois neles deixam sequelas de forma irreversível. Os sócios colaboradores podem ser ex-diretores do estabelecimento de ensino. O primeiro código de ética de que se tem notícia. desejar o sucesso do aluno e ainda construir oportunidades de aprendizagens dinâmicas que favoreçam o desenvolvimento de habilidades cada vez mais complexas. pais e responsáveis. é a ação moral. Toda profissão. do gosto daquilo que faz. que a docência mal exercida pode causar prejuízos que ultrapassem o tempo e as paredes da escola. ex-alunos maiores de 18 anos de idade. 52 Quanto mais o professor for incompetente em seu desempenho mais contribuirá para manter a sociedade como está. solidária e humanizada. que exerce o papel de auxiliar de área financeira. mas pela mobilização da sociedade. do ponto de vista de uma pessoa ou sociedade. para um mandato de dois anos. quando mal desempenhada. são apresentadas como propostas fundadoras da civilização ocidental e cristã. pela boa vontade dos governantes. mas. A caixa escolar conta também com uma comissão de licitação. alunos maiores de dezoito anos. ex-professores e servidores da escola. não é competente. sem dúvida. A mobilização da sociedade depende em . Ética Profissional Trata-se da conduta do profissional no desempenho de suas atribuições consignadas em lei. A educação é a alavanca principal de aperfeiçoamento da sociedade. conviver e viverem melhor (GADOTT. Regras como: não matarás.35). Professores que adotam uma didática ineficiente prejudicam os alunos de diversas formas. O presidente da caixa escolar é o diretor da escola e dela podem fazer parte professores e demais servidores da escola. muito menos de lecionar. mecanizar. pais ou responsáveis de ex-alunos. É de fundamental importância que o professor envide esforços para assegurar a aprendizagem dos alunos. desumanizar o processo educativo é não ser ético. Vale ressaltar que as mudanças não ocorrerão de cima para baixo. pode trazer danos. Seu objeto de estudo é a conduta. html>.  Figura 19: Ética Fonte: Disponível em <http://hamiltont. os valores que devem orientar as condutas dos profissionais no interior do exercício das diversas funções. Não se pode educar sem um sonho. Isso significa que um professor que não tem um sonho. principalmente para quem possui formação católica. Ensinar por ensinar. passível de qualificação do bem ou do mal. ter a vaidade de ser um bom professor. eleita em assembleia. A competência do Professor não se mede pela sua competência de ensinar. Sua finalidade é a felicidade. membros da comunidade. e conta também com um Assistente Técnico da Educação Básica com formação em contabilidade.13): A ética é um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. p. não desejarás a mulher do próximo. ou seja. uma utopia. Ética A ética pode ser conceituada como a reflexão acerca da razão de ser de determinada conduta em detrimento de outras.

todas as oportunidades e facilidades.educacao.A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana. sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei. Disponível no sítio <http://crv.detenção de seis meses a dois anos. abrangendo a preservação da imagem. Já foram abolidos da prática educacional os castigos e humilhações de quaisquer naturezas. humilhantes. cor. II . autorizado ao exercício da profissão. é vedado ao professor assediar.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Art. a vexame ou a constrangimento: Pena . não é permitido aos professores tecer comentários sobre o desempenho do aluno. ideias e crenças. a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico. 53 . Dica Leia o Decreto 43885/2004 de 04/10/2004 . assim. da autonomia. psíquica e moral da criança e do adolescente.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio parte da formação de pessoas mais bem preparadas e que compreendem o processo de exploração a que estão submetidos e o mundo em vivem. dos espaços e objetos pessoais. V . Art. Ao docente.direito de organização e participação em entidades estudantis. 1990). por lei ou por outros meios. 3º .3. Parágrafo único. III . A criança e o adolescente têm direito à educação. da identidade. assegurando-se-lhes. é vedado expor o aluno a castigos físicos. Submeter criança ou adolescente. realiza conselhos de classe e faz avaliação individual e especial de todos os servidores que nela trabalham.Dispõe sobre o Código de Conduta Ética do Servidor Público e da Alta Administração Estadual. 1990).2 Dimensão Pedagógica Toda organização administrativa da escola tem como fundamento principal assegurar as condições pedagógicas necessárias para a aprendizagem dos alunos. discriminá-lo por razões religiosas. assegurando-se-lhes: I .br/sistema_crv/ banco_objetos_crv/%7B4534077C-ACDF466F-A270-51F7941E5B5%7D_ECA%20 lei8069_02.069. eficácia e que se preocupa em manter-se atualizado e bem preparado para o exercício do seu papel.direito de contestar critérios avaliativos. IV . responsabilidade.Letras Espanhol . mg. Art. opções sexuais. (ECA): O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física. espiritual e social. não podendo de nenhuma forma medir forças com o aluno. O desrespeito ao aluno é considerado uma conduta criminosa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente no Art. segundo a Lei 8069/1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O professor licenciado. 53. Estatuto da Criança e do Adolescente. bem como participar da definição das propostas educacionais (BRASIL. preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa. recebeu uma formação que certamente lhe preparou para enfrentar as situações do cotidiano da escola. ou seja. Nesse sentido a escola elabora e aprova o seu projeto pedagógico. devendo o professor manifestar-se de forma respeitosa sobre o aluno nos conselhos de classes realizados especialmente para esse fim.direito de ser respeitado por seus educadores.pdf> Então. perseguir ou apelidar o aluno. Dica Leia a Lei nº 8. nível intelectual em outros ambientes ou para outras pessoas. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico. podemos concluir que uma conduta profissional competente é aquela em que o profissional cumpre as suas atribuições com zelo. sob sua autoridade guarda ou vigilância. condições econômicas ou político-partidárias. sujeitando-se. dos valores. Nesse sentido. de 13 de julho de 1990. 17.acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. devendo ter postura madura e equilibrada diante das circunstâncias naturais da escola e dos problemas atuais que afligem a sociedade moderna.gov. Projeto Político-Pedagógico O projeto político-pedagógico foi introduzido no cenário educacional brasileiro a partir da lei de diretrizes e bases da educação brasileira como meio de assegurar a gestão democrática da instituição pública. moral. podendo recorrer às instâncias escolares superiores. não sendo uma conduta ética a que despreza essas determinações. nesse sentido. em condições de liberdade e de dignidade (BRASIL. mental. às penalizações previstas na legislação vigente. O aluno deve ser tratado com respeito pelos seus educadores. 4. 232.

em esfera mais ampla. definir sua finalidade. definir as formas de realização da recuperação dos alunos de baixo rendimento escolar. quando consultados.infoescola. A expansão dos conselhos de classes foi ocorrendo com base em orientações dos Conselhos Estaduais de Educação que. o tempo escolar. a organização dos alunos. sua estrutura organizacional. Tem como finalidade possibilitar uma avaliação integral do aluno e da prática docente.jpg> Acesso em 27 nov. Conselho de Classe Figura 20: Conselho de  Classe Fonte: Disponível em <http://static. O conselho de classe é composto por professores da turma e especialistas da educação envolvidos no processo de ensino-aprendizagem cujo objetivo é avaliar a aprendizagem dos alunos e apresentar sugestão coletiva para os problemas de aprendizagem diagnosticados pelos diversos profissionais que atuam diretamente na turma avaliada. devendo participar dessa elaboração os docentes da instituição. a elaboração do projeto político-pedagógico passou a ser obrigatória na escola. com o objetivo de realizar o trabalho interdisciplinar em classes experimentais. as estratégias de trabalho. 2011 54 O conselho de classe. essa ideia de criação do conselho de classe. Desde 1986. as atividades culturais e comemorações cívicas que farão parte do calendário escolar. e o conselho departamental. 5692/71. as relações de trabalho. com/wp-content/uploads/2010/01/conselho-escolar. no âmbito da turma. os conteúdos curriculares. Conselho de Classe é uma reunião que envolve professores. produziram resoluções e pareceres que encaminhavam os problemas para instâncias coletivas de avaliação. no Brasil. os procedimentos didáticos. Foram criados três tipos de conselho de classe: o conselho de classe. os processos de decisão. na vigência da lei de reformulação do ensino nº. sendo formalmente implantados pelos regimentos escolares. fomentando um momento de análise sobre o trabalho pedagógico que está sendo realizado e possibilitando a definição de estratégias para a solução dos problemas conhecidos e diagnosticados. O Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais traça algumas diretrizes para a elaboração do PPP da escola nos pareceres 1132/97 e 1158/98. . o conselho de orientação.4º Período Dica Leia os pareceres 1132/97 e 1158/98. segundo Dalben. no âmbito de orientação. por volta de 1945. no âmbito do estabelecimento. estratégias de avaliação. O projeto político-pedagógico ou proposta pedagógica estabelece as diretrizes pedagógicas da instituição escolar que significa definir a identidade pedagógica da escola. cujo objetivo era organizar um sistema escolar fundado na observação sistemática e contínua dos alunos. foi de dez educadores brasileiros estagiários em Sèveres. (1994) originou-se na França. Segundo Rocha (1986). sendo sua implantação no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. a concepção metodológica da ação pedagógica. sendo aprovado pelo colegiado escolar e referendado pela Superintendência Regional de Ensino ou órgão superior a que a escola estiver vinculada. em 1958.UAB/Unimontes . especialistas da educação e o diretor da instituição cujo objetivo é analisar a aprendizagem dos alunos e o processo de ensino.

A avaliação de desempenho individual de Minas Gerais apresenta a seguinte fundamentação legal: § 3º do Art. Portanto. no segundo momento. da escola. Lei Complementar nº 71. Não basta o conselho de classe se reunir apenas para cumprir um ritual. de modo integral. as reuniões do conselho de classe não devem ter somente os momentos de “fechar as notas”. com base na autonomia do estado para baixar normas complementares para o seu sistema de ensino. A avaliação de desempenho individual pode ser conceituada como o processo de avaliação do desempenho dos servidores públicos estáveis. aferir o desempenho do servidor no 55 . a apresentação de alternativas para solucionar os problemas detectados coletivamente e. sem avaliar a própria prática educativa da escola. Decreto nº 43. A finalidade primeira dos conselhos de classe é diagnosticar problemas e apontar soluções tanto em relação aos alunos e turmas quanto aos docentes. No Estado de Minas Gerais. que seja uma reunião participativa e democrática para apontamento das dificuldades dos alunos. Normalmente. Na prática. de 22/03/2004 e Resolução SEPLAG nº 23. 31 da Constituição Estadual. os professores acabarão acentuando apenas seus pontos negativos. Se não for bem conduzido. a realização de reunião de pais para informação se o aluno atingiu a média do bimestre ou não. Resolução SEPLAG nº 15. A avaliação de desempenho individual se aplica a todos os servidores públicos. o conselho de classe acabará atendendo somente a questões dos alunos e suas notas e comportamentos. inclusive os ocupantes de cargos comissionados. O serviço de supervisão pedagógica deve. feita às pressas para passar adiante em outras turmas. profissionais da instituição de ensino. diferenciando-se em termos dos objetivos e do período avaliatório. pois cabe ao professor observar. Em vez de discutir o aluno. Para tanto.Letras Espanhol . uma exigência. Quando necessário. de 30/07/2003. coletivamente. dos professores. o conselho de classe acaba por avaliar alguns alunos e/ou turmas e a própria prática pedagógica da escola. Tanto uma avaliação quanto a outra apresenta as mesmas características. a fim de definir as estratégias adequadas para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. o conselho de classe desempenha o papel de avaliação dos alunos e de auto-avaliação de suas práticas com o objetivo de diagnosticar a razão das dificuldades dos alunos e apontar as mudanças necessárias nos encaminhamentos pedagógicos para superar tais dificuldades. ocupantes de cargo de provimento efetivo e dos detentores de função pública em exercício na Administração Pública Direta. quando são discutidos encaminhamentos pedagógicos.672.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio A reunião do conselho de classe deve ter três momentos. em que cada professor recite as notas dos alunos para um registro coletivo do serviço de supervisão pedagógica e. traçar as metas a serem atingidas para a melhoria do processo de ensino-aprendizagem bem como estabelecer os prazos e acompanhar e supervisionar o trabalho a partir das alternativas apresentadas. os conselhos acontecem nos fins de bimestres. Para isso. como condição para o crescimento na carreira. São objetivos da avaliação de desempenho individual: aprimorar o desempenho do servidor e dos órgãos e entidades do Poder Executivo Estadual. sobretudo. mas. é necessário que os alunos estejam sendo constantemente observados pelos professores e demais especialistas. Não pode ser uma reunião para os professores apontarem os defeitos dos alunos de forma coletiva. de 22/04/2004. Em uma escola em que a gestão democrática prepondera. Autárquica e Fundacional do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais. trimestres ou semestres. foram implantadas duas modalidades de avaliação de desempenho: a avaliação de desempenho individual e a avaliação de desempenho especial. O conselho de classe é um momento coletivo de construção de alternativas para o desenvolvimento da instituição de ensino e das estratégias para o atendimento aos alunos que nela estudam. o conselho de classe decide se um aluno será retido ou não. que define o seu desempenho e aponta as suas dificuldades. sendo o primeiro o diagnóstico da turma. posteriormente. no terceiro momento. com os envolvidos no conselho de classe. notas e comportamento de alunos. diagnosticar e registrar o desempenho do aluno nas suas diversas dimensões. uma reunião com os pais ou responsáveis para discussão dos resultados práticos do desempenho dos alunos e desenvolvimento curricular das disciplinas da série. Avaliação de Desempenho A Avaliação de desempenho dos profissionais da educação foi introduzida a partir da lei de diretrizes e bases da educação nacional. e a avaliação de desempenho especial aos ocupantes de cargos públicos em período de estágio probatório. de 04/12/2003. a avaliação deve ser contínua.

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o Ministério Público. tem como objetivo principal a formação básica do cidadão. • A educação básica “tem por finalidade desenvolver o educando. ainda. • A Constituição Federal de 1988 determina que os sistemas de ensino brasileiro sejam organizados em regime de colaboração entre a União. etapa intermediária da educação básica. acionar o poder público para exigi-lo. etapa inicial da educação básica. • A educação superior tem como finalidades: estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo e incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica. • A Constituição Federal evidencia a preocupação com o papel da educação em promover a integração nacional. cabendo aos Municípios atuar prioritariamente no ensino fundamental e no ensino infantil. aos Estados e ao Distrito Federal compete atuarem no ensino fundamental e médio. • A educação infantil é oferecida em creches. • A Educação de jovens e adultos é destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. educação de jovens e adultos e educação escolar quilombola. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”. e pré -escolas. • A Educação especial deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino.Letras Espanhol . jovem ou adulto (art. é obrigatório e gratuito na escola pública.394/96) divide a educação escolar brasileira em dois grandes níveis: educação básica e educação superior. • A oferta do ensino fundamental também é gratuita àqueles que não tiveram acesso ao ensino na idade própria.º 9. para educandos portadores de necessidades especiais. • O ensino fundamental. 211. • São modalidades de ensino: educação profissional. integrada às diferentes formas de educação.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Resumo Unidade I • A legislação educacional brasileira é marcada pelo caráter flexível. visando formação básica comum e respeito a valores culturais e artísticos. § 1 a 4): • A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. além da preservação das peculiaridades regionais. educação especial. ensino fundamental e ensino médio. 29). entidade de classe ou outra legalmente constituída e. • O ensino médio visa à consolidação e aprofundamento dos objetivos adquiridos no ensino fundamental. associação comunitária. para crianças de quatro a cinco anos. a organização dos sistemas de ensino sustenta-se na definição de áreas prioritárias de atuação e na preocupação em instituir um regime de colaboração entre eles. • A educação infantil. complementando a ação da família e da comunidade” (art. Tem a duração mínima de três anos. nacionais e regionais. a partir dos seis anos de idade. tem por finalidade “o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade. • No Brasil. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. considerando-se a autonomia atribuída aos sistemas de ensino e às suas respectivas redes. 39). mediante previsão de conteúdos mínimos para o ensino fundamental. intelectual e social. • A educação básica é dividida em três etapas: educação infantil. em seus aspectos físico. grupo de cidadãos. ao trabalho. tem duração de nove anos. visando ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura. • O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo. à ciência e à tecnologia. 59 . É destinada ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. podendo qualquer cidadão. com ingresso a partir dos quinze anos de idade. médio e superior. • Educação profissional: que. organização sindical. para crianças de zero a três anos de idade. bem como ao trabalhador em geral. psicológico. os Estados e o Distrito Federal (art.

• A LDB 9394/96. perpassadas pelas relações sociais. o Distrito Federal e os Municípios. na competência e em outros critérios. da perspectiva social. exigida pelas características regionais e locais da sociedade. que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos. da economia e da clientela. do ensino fundamental como ensino obrigatório e do ensino médio como etapa e espaço de culminância de um processo que se baseia na articulação entre suas partes. • Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum. • Entende-se a universalização do ensino para as diferentes fases da vida. a luta pelo direito à terra e ao território. em seu art. determina a educação escolar bilíngue e intercultural para as comunidades indígenas. • A educação escolar prima pela promoção da igualdade. se junta à Constituição Federal de 1988 e às orientações gerais do Plano Nacional de Educação (Lei 13. ou por forma diversa de organização. pode constituir-se num caminho de acesso à plenitude da democracia através de uma concepção educacional que se paute na intenção de formar sujeitos conscientes de sua inserção social e de suas possibilidades no espaço social. proposta pela LDB. alternância regular de períodos de estudos. competências e diretrizes para a educação infantil. fundamentos e procedimento da educação básica. a diversidade cultural das populações infantis. nas relações produtivas e na construção de sua vida particular e coletiva. com base na idade. o ensino fundamental e o ensino médio. articulação.394/96) que. sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. 78. seu grau de desenvolvimento. por uma parte diversificada. a cultura. • A ideia de formação comum pode ser entendida como um todo integral e integrado de conhecimentos em condições de aprimorar a habilidade de cada um de se colocar no espaço social. da cultura. • As DCN. expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. a partir da possibilidade de formação do sujeito de modo a garantir-lhe o acesso ao desenvolvimento e ao conhecimento. são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios. • A formação comum se viabiliza por meio de uma base comum de conteúdos e de aprendizagem. de modo a assegurar formação básica comum. grupos não seriados. documentos com caráter de obrigatoriedade por força de Lei. • A recente estrutura e funcionamento da educação brasileira provêm da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 7/04/1998).4º Período • A educação quilombola.005/2014) bem como às respectivas Emendas Constitucionais em vigência. através da educação infantil.UAB/Unimontes . como primeira etapa da educação básica. educação escolar quilombola posta pelo Parecer CNE/CEB 07/2010 e pela Resolução CNE/CEB 04/2010. valorize o desenvolvimento sustentável. em colaboração com os Estados. desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas (CNE: Resolução/CEB nº 2. integrado inclusive ao ensino superior. Unidade III • A estrutura e a organização da educação nacional não dispensam a legislação como fio condutor como institucionalização lícita das políticas oficiais. a ser complementada. os conhecimentos 60 . • A Educação Básica deve ser oferecida em séries anuais. por sua vez. • A organização da proposta curricular deve assegurar o entendimento de currículo como experiências escolares desdobradas em torno do conhecimento. ciclos. culturais. que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização. • O percurso formativo deve ser aberto e contextualizado.º 9. históricos e econômicos dessas comunidades. Unidade II • A União deve estabelecer. • A proposta pedagógica da educação infantil deve considerar o bem-estar da criança. deve ter como referência valores sociais. em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar. no espaço de trabalho. a escola deverá se tornar um espaço educativo que efetive o diálogo entre o conhecimento escolar e a realidade local. períodos semestrais. e pela universalização do ensino. Para tal. o trabalho. • A relação trabalho e educação.

médio e superior. A LDB 9394/96. 28. ao longo do tempo. O acesso à educação profissional é possível ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. com o Mobral (Movimento brasileiro de alfabetização). proposta pela Nova República. A educação de jovens e adultos vem ganhando reconhecimento. o que se deu a partir de 1985. bem como a condição de permitir o acesso à educação profissionalizante. Esta etapa da educação básica. O acesso à educação superior ocorre a partir dos 18 anos. assim como ao trabalhador em geral. considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos. que apresenta como maior objetivo a formação básica do cidadão. à ciência e à tecnologia. que tinha caráter homogeneizador e integracionista. através de processo seletivo. com o ensino supletivo. de 06 de fevereiro de 2006). cursos especiais. lhe é delegada a função propedêutica. O ensino médio tem a finalidade de preservar o caráter unitário da educação. a modalidade de educação escolar. tem por objetivo materializar e radicar os objetivos e habilidades construídas e consolidadas no ensino fundamental. incluindo adequação do calendário escolar às fases do ciclo agrícola e às condições climáticas e na adequação à natureza do trabalho na zona rural. com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades. cursos de graduação. A educação a distância é a modalidade de ensino que permite o rompimento da barreira física e cronológica. etapa final da educação básica. segunda etapa da educação básica. pode abranger todas as etapas do ensino (Parecer CEE/MG 1. O Parecer 1.274. abertos à comunidade. oferecida preferencialmente na rede regular de ensino para educandos portadores de necessidades especiais. Para o MEC. O Parecer 1. desde a década de 1930. de modo que os sujeitos envolvidos no processo não precisem estar fisi- 61 . uma vez que. de pós-graduação e de extensão.132/97 orienta que a escola de ensino regular precisará dispor de serviços de apoio especializado para atender às peculiaridades da clientela de educação especial na qual os alunos em condições específicas serão atendidos em classes. A partir da Constituição de 1988. especialmente. como direito. vem buscando sua identidade. para os efeitos desta Lei. oferecendo alternativas diferentes de atendimento. seja ele técnico ou no nível superior. no art. O art. e com a Fundação Educar.Letras Espanhol . a partir dos seis anos de idade. a política nacional indigenista. em instituições especializadas ou no próprio ambiente de trabalho. apresentado no governo militar a partir da lei 5.692/71. O ensino médio. Esta modalidade de educação. que tem início com a educação infantil. A educação profissional. a educação especial é uma modalidade de educação escolar.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio • • • • • • • • • • • • • • • a serem universalizados e o regime de atendimento a ser oferecido pelas instituições educacionais (tempo integral ou parcial). a partir dos quais os povos indígenas passam a ser considerados sujeitos de direito. os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação às peculiaridades da vida rural e de cada região. ao trabalho. O ensino fundamental. na organização escolar própria. na oferta de educação básica para a população rural. direciona-se para novos valores.132/97 entende que o atendimento a EJA. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. noutro momento o atendimento ao mercado de trabalho. A educação especial. e é obrigatório e gratuito na escola pública. num momento da história. 58 da LDB9394/96 entende por educação especial. diz que. além de seus cursos regulares. Sua relevância acentua-se com os movimentos de cultura popular dos anos 60. As instituições de educação profissional deverão oferecer. a partir da proposta de educação geral e desempenha a função de colaborar para que a juventude aprofunde e solidifique os conhecimentos até então adquiridos.132/97). sua natureza e sua complexidade. passa a ser considerada complementar à educação básica e pode ser desenvolvida em escolas. e o número de anos de estudo varia de acordo com os cursos. nos conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural. tem duração de nove anos (Lei 11. retrata a importância do direito à educação e o dever do Estado de garantir a oferta de educação escolar regular para jovens e adultos. a partir da LDB/96. escolas ou serviços especializados. por parte dos dispositivos legais. integrada às diferentes formas de educação. A educação superior abrange cursos sequenciais nos diversos campos do saber.

pedagógica e financeira. para fins não econômicos. cujo objetivo é avaliar a aprendizagem dos 62 . deverão ser levadas em conta as normas estaduais e federais. as estratégias de avaliação. • A Caixa Escolar administra os recursos próprios e transferidos pela União. desejar o sucesso do aluno e ainda construir oportunidades de aprendizagens dinâmicas que favoreçam o desenvolvimento de habilidades cada vez mais complexas. Estados e Municípios no cumprimento dos objetivos pedagógicos da escola. • Na sua organização administrativa pedagógica e financeira. o tempo escolar. Essa nova demanda exigirá dos Estados. estabelecendo a ordem de funcionamento. • A organização administrativa. conselho de classe. o colegiado escolar é composto apenas por representantes das categorias profissionais em exercício na escola. registrada no Cartório de Títulos e Documentos de Pessoa Jurídica. no gosto pelo que faz. assim como também permite que o aluno estude autonomamente e em horários condizentes com sua disponibilidade. • O conselho de classe é composto por professores da turma e especialistas da educação envolvidos no processo de ensino-aprendizagem. as atividades culturais e comemorações cívicas que farão parte do calendário escolar. este atenderá não só o Ensino Fundamental. • Possui os seguintes conselhos: colegiado escolar. Unidade IV • A escola apresenta em sua organização uma estrutura administrativa. sua finalidade e sua estrutura organizacional. professor de educação básica que exerce outras funções. especialista em educação básica e demais servidores das outras carreiras que constituem o segmento de profissionais em exercício na escola. os processos de decisão. a fim de que se tornem capazes de oferecer um ensino de qualidade. Isso implica na busca do alto aperfeiçoamento.UAB/Unimontes . • O colegiado escolar em Minas Gerais é o órgão representativo da comunidade escolar com a participação de professor de educação básica regente de turmas e de aulas. significa a direção. caixa escolar e comissão de avaliação de desempenho. projeto político-pedagógico e estatuto da caixa escolar. • Não há participação de alunos nas escolas que funcionam em penitenciárias. ou seja. os conteúdos curriculares. a escola possui os seguintes documentos: regimento escolar. um sério planejamento de sua estrutura física e de recursos humanos. a governança da escola. • A ética profissional pode ser entendida como um trabalho competente desenvolvido no dia a dia do trabalho pedagógico. tendo em vista a necessidade do cumprimento do seu papel. definir as formas de realização da recuperação dos alunos de baixo rendimento escolar. pedagógica e financeira da escola é planejada. vinte e trinta de cada mês. • A caixa escolar é uma associação civil com personalidade jurídica própria. Está inscrita no CNPJ. • Com as modificações postas pelo FUNDEB. pai ou responsável por aluno menor de 16 anos regularmente matriculado e frequente no ensino fundamental que constituem a comunidade atendida pela escola. • O projeto político-pedagógico ou proposta pedagógica estabelece as diretrizes pedagógicas da instituição escolar que significa definir a identidade pedagógica da escola. as relações de trabalho. mas também a Educação Infantil.4º Período camente presentes em um ambiente formal de ensino-aprendizagem. as estratégias de trabalho. o Ensino Médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para a sua elaboração. • Participam também do colegiado escolar os alunos regularmente matriculados e frequentes no ensino médio e alunos de quaisquer níveis de ensino com idade igual ou superior a 16 anos. a organização dos alunos. em ter a vaidade de ser um bom professor. os procedimentos didáticos. cujo objetivo é o de gerenciar recursos financeiros necessários à realização do processo educativo escolar. um conjunto de regras que definem normas de conduta. e principalmente dos Municípios. • Uma das principais características do FUNDEB é a distribuição de recursos com base no número de alunos da educação básica e o repasse automático feito pelo Banco do Brasil nas datas de dez. a concepção metodológica da ação pedagógica. • O regimento da escola é a sua lei interna.

foram implantadas duas modalidades de avaliação de desempenho: a avaliação de desempenho individual e a avaliação de desempenho especial. com base na autonomia do estado para baixar normas complementares para o seu sistema de ensino.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio alunos e apresentar sugestão coletiva para os problemas de aprendizagem diagnosticados pelos diversos profissionais que atuam diretamente na turma avaliada.Letras Espanhol . No Estado de Minas Gerais. • A avaliação de desempenho dos profissionais da educação foi introduzida a partir da lei de diretrizes e bases da educação nacional como condição para o crescimento na carreira. 63 .

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( ) Prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento. e. garantindo a regularidade legal dos atos escolares. ( ) Informar pai e mãe. e. m. c. c. ( ) Articular-se com as famílias e a comunidade. ( ) Ministrar os dias letivos e horas-aulas estabelecidos. obrigatoriamente. ou seja. ( ) Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aulas estabelecidas. ( ) Para a elaboração do regimento escolar. 3) Qual a finalidade da caixa escolar? 4) Numere (01) para incumbência da escola e (02) para incumbência do professor: a.AA 1) Conceitue as diretrizes curriculares nacionais. n. 71 . ( ) É a escola que elabora e aprova o seu regimento escolar. ao juiz competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação dos alunos que apresentem quantidade de faltas acima de cinquenta por cento do percentual permitido em lei (incluído pela Lei nº 10. define as atribuições de todos os seus servidores e deve ser elaborado segundo a legislação de ensino e as normas do sistema. conforme dispositivo da lei 9394/96. se for o caso.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio Atividades de Aprendizagem . ( ) Notificar ao Conselho Tutelar do Município. a. o qual . os responsáveis legais. um conjunto de regras que definem normas de conduta. ( ) O regimento fixa a organização e regula o funcionamento da escola. sobre a frequência e rendimento dos alunos bem como sobre a execução da proposta pedagógica da escola (Redação dada pela Lei nº 12. segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. de 2009). j. b. ( ) Elaborar e executar sua proposta pedagógica. f. d. i. ( ) Participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino.013. g. ( ) Informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica. além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento. Marque se a afirmativa está correta ou incorreta. estabelecendo a ordem de funcionamento. 5) Marque ( F ) para as questões falsas e ( V ) para as verdadeiras. criando processos de integração da sociedade com a escola. significa a direção. à avaliação e ao desenvolvimento profissional. e. o. conviventes ou não com seus filhos. através do colegiado escolar. 2) Fale sobre a educação na perspectiva da Constituição Federal do Brasil. ( ) Estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento. d. b. não se deve levar em conta as normas estaduais e federais. k. 6) A gestão democrática das instituições públicas deve ser assegurada com base na participação dos docentes em conselhos e no direito de participação da elaboração da proposta pedagógica.287. ( ) Colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. h. de 2001). l. a governança da escola. ( ) Zelar pela aprendizagem dos alunos. deverá ser referendado pelo órgão superior de vinculação da escola. ( ) Elaborar e cumprir o plano de trabalho. ( ) O regimento deve abordar os elementos fundamentais indispensáveis ao funcionamento de uma escola. ( ) Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros.Letras Espanhol . ( ) O regimento da escola é a sua lei interna. ( ) Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente.

( ) A Lei que levou o ex-presidente Collor ao impeachment. ( ) O conselho de classe tem como finalidade possibilitar uma avaliação integral do aluno e da prática docente. e o terceiro momento é uma reunião com os pais ou responsáveis para discussão dos resultados práticos do desempenho dos alunos e desenvolvimento curricular das disciplinas da série. marque a alternativa INCORRETA. no Rio de janeiro. 9) Na LDB. e.UAB/Unimontes . cujo objetivo é analisar a aprendizagem dos alunos e o processo de ensino. ( ) A reunião do conselho de classe deve ter três momentos. ( ) b) A afirmativa está incorreta. o ensino obrigatório é “direito público subjetivo. 72 . sendo o primeiro o diagnóstico da turma que define o seu desempenho e aponta suas dificuldades. foi determinado pela legislação pertinente. fomentando um momento de análise sobre o trabalho pedagógico que está sendo realizado e possibilitando a definição de estratégias para a solução dos problemas conhecidos e diagnosticados. d. Isso se reflete tanto na percepção das limitações do sistema vigente como nas mudanças administrativas e fiscais promovidas pela legislação vigente. especialistas da educação e o diretor da instituição. ( ) Com as modificações postas pelo FUNDEB. “O que é direito público subjetivo? Assinale a alternativa CORRETA. ( ) O objetivo do FUNDEB é proporcionar a elevação e a distribuição racional dos recursos destinados à educação. b. possibilidades de flexibilidade da legislação educacional vigente. ( ) 7) Com relação ao Conselho de Classe. d. mas a toda a Educação Básica. modalidades e tipos são atribuídos anualmente ao mesmo fator de ponderação. ( ) Para efeito de distribuição de recursos do FUNDEB. é possível perceber. a. para cada uma das etapas. c. de forma a levar em conta a autonomia conferida aos sistemas de ensino e às suas respectivas interligações. ( ) Conselho de Classe é uma reunião que envolve os professores. b. no colégio aplicação. ( ) Um decreto que regulamenta o Ensino Fundamental de 09 anos. a. ( ) O conselho de classe se originou no Brasil e foi implantado por volta de 1945 com o objetivo de realizar trabalho interdisciplinar em classes experimentais. quais são os níveis da educação? b. apesar das limitações ainda presentes. todas as afirmativas estão corretas. em cada um dos níveis e modalidades de ensino propostos. o segundo momento é o de apresentação de alternativas para solucionar os problemas detectados coletivamente. ( ) O conselho de classe é composto por professores da turma e especialistas da educação envolvidos no processo de ensino-aprendizagem cujo objetivo é avaliar a aprendizagem dos alunos e apresentar sugestão coletiva para os problemas de aprendizagem diagnosticados pelos diversos profissionais que atuam diretamente na turma avaliada. a criação de conselhos instituídos para esse fim. 8) De acordo com a CF/88 e com a LDBEN (9394/96). b. ( ) Para o acompanhamento e o controle social do FUNDEB. Sobre o FUNDEB. ( ) É o direito pelo qual o titular de um direito pode exigir direta e imediatamente do Estado o cumprimento de um dever e de uma obrigação. este atenderá não só ao ensino fundamental. c. EXCETO. c. Quais são as etapas de cada nível? 10) O financiamento da educação no Brasil é objeto de estudo crescente entre os estudiosos das políticas públicas. ( ) Uma emenda constitucional. De acordo com a LDBEN. 9394/96. a. d. a.4º Período a) A afirmativa está correta.