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Dirce Efigênia Brito Lopes
Éllen Cássia Esteves Costa Santa Rosa
Silvana Diamantino França
2ª edição atualizada por
Ana Paula Mota França
Silvana Diamantino França

Fundamentos da
Educação Especial

2ª EDIÇÃO

Montes Claros/MG - Setembro/2015

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Atualmente. Universidade Estadual de Montes Claros. presidente do Comitê Local de Acompanhamento (CLAA) do Programa de Educação Tutorial da Unimontes.Unimontes Éllen Cássia Esteves Costa Santa Rosa Pedagoga. Formação de Professores. Atualmente é servidora efetiva da Universidade Estadual de Montes Claros. atuando principalmente nos seguintes temas: Inclusão. Ensino aprendizagem. Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG). Coordenadora Institucional do PIBID/DEB/CAPES. e Gestão Educacional. Alfabetização.Fundamentos Teóricos da Prática Pedagógica pela Faculdade de Educação São Luís (1996). Professora de Educação a Distância e Professora Conteudista da UAB/ Unimontes Silvana Diamantino França Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros (1992) Doutora em Ciências da Educação UTAD (2014) Mestrado em Linguística aplicada a alfabetização pela Universidade Federal de Uberlândia (2003).Autores Ana Paula Mota França Graduação em Letras Português. possui experiência em elaboração e orientação de projetos na área de Educação Inclusiva. Acadêmica Ana Paula da Mota França Pesquisadores da Unimontes no Projeto Inclusão na Universidade . COLABORADORES: Professor José França Neto. Pós-graduada em Educação Infantil pela Unimontes e Pós-graduanda em Mídias pela Unimontes. Educação Especial. graduanda em Direito. Interlocutora do PET. atualmente é Professora da Universidade Estadual de Montes Claros. Professora do Departamento de Métodos e Técnicas Educacionais . Supervisora de Ensino da Rede Pública Municipal de Montes Claros. com ênfase em Educação Especial. Supervisor Educacional . EAD.Rede Municipal de Ensino de Montes Claros-MG. dos cursos de Graduação e Pós-graduação. Dirce Efigênia Brito Lopes Graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros (1994) e especialização em Didática. na área de Educação. Faculdades Santo Agostinho. Pósgraduada em PROEJA.

. . . . . 11 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 Atividades de Aprendizagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .um Novo Olhar para a Educação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 3. . 20 Referências . . . . . . . . . . . 49 . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 A Atenção às Pessoas com Deficiência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 Unidade 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Capacidades e Talentos: Conhecendo a Superdotação . . . . . . . . . . . . . . . . . . Complementares e Suplementares . . . . . .2 Integração Versus Inclusão: Preparando-se para Novos Debates . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Formação do Professor para a Educação Inclusiva . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Condutas Típicas . . 35 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 2. . . . . . . . 18 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 As Deficiências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26 2. . . . . . . . . . . . . . . . 35 3. . . . . . 41 Resumo . . . . . . . . 23 2. . . . . . . . . . .Adequações Curriculares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 A Escola para a Diversidade Humana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .AA . . . . . . . . . . . . . .3 A Escola como um Canal de Mudança . .Concepções. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Referências Básicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 O Compromisso com a Construção de Sistemas Educacionais Inclusivos . .5 O Ensino Regular como Melhor Opção para os Alunos com Necessidades Educacionais Especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 2. . . . . . . . . . . . . . . . . 23 As Necessidades Educacionais Especiais . . . . . . . . . . . . . . . 9 Unidade 1 . . . .1 Introdução . 21 Unidade 2 . .Sumário Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . 35 Diversidade . . . . . . . . . . .2 A Educação Especial no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 Referências . . . . . . . . . . . Princípios e Políticas Públicas . . . . . . . . .

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• Analisar os conceitos de integração e inclusão. Desejamos sucesso no estudo. no novo século. • Identificar aspectos importantes sobre as condutas típicas. na rede regular de ensino e para educandos com necessidades educacionais especiais. • Identificar aspectos importantes sobre a escola como canal de mudança. Por fim. na Unidade I. você encontrará o conteúdo das três unidades propostas para essa disciplina . trabalhamos os tipos de deficiências. Assim sendo. as altas habilidades. As autoras 9 . • Analisar se o ensino regular é a melhor opção para os alunos com necessidades educacionais especiais e refletir sobre a formação do professor que atuará com tais alunos. UNIDADE II: As Necessidades Educacionais Especiais. bem como as diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. Fundamentos da Educação Especial constitui-se em uma das disciplinas que compõem os cursos de formação de professores da UAB/Unimontes. Adiante. a partir da referida disciplina. bem como as adequações curriculares que nortearão o ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais.Fundamentos da Educação Especial. dessa maneira. enfatizamos que foi feita. refletindo sobre a sua implicação nas escolas. Neste Caderno Didático. Objetivos Específicos: • Analisar as concepções. princípios e políticas públicas. identificando técnicas de percepção das capacidades e talentos dos alunos. é oferecida. a refletir acerca do processo educativo de inclusão escolar. conhecendo suas características básicas.Um novo olhar para a educação. • Identificar os aspectos jurídicos. abordagem sobre os elementos necessários à reflexão acerca da Educação Especial. além do mais. onde as mesmas atuarão como canais de mudança para que haja realmente a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. a qual fará uma abordagem sobre a formação do professor e a sua contribuição no processo da educação especial. • Conhecer a superdotação.Fundamentos da Educação Especial Apresentação Caro(a) acadêmico(a). UNIDADE III: Diversidade . princípios e diretrizes para um sistema educacional inclusivo. Convidamo-lo (a). além de propor um estudo sobre os alunos que apresentam dificuldades acentuadas de aprendizagem. abordando. bem como suas implicações no processo de ensino-aprendizagem. UNIDADE I: A atenção às pessoas com deficiência . três aspectos básicos: trata-se de uma modalidade de educação escolar. Faz-se necessário dizermos que a nossa escrita foi norteada por princípios que compõem todo o processo de ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. na Unidade III.Letras Espanhol . fazendo alguns apontamentos sobre o papel das escolas. na Unidade II. preferencialmente. este trabalho foi fortalecido com o estudo crítico-reflexivo.concepções. os nossos objetivos nesta disciplina são: Objetivo Geral: • Possibilitar aos futuros profissionais da educação reflexões sobre a prática educativa inclusiva que atendam às demandas atuais da sociedade e do estudante com necessidades educacionais especiais. • Analisar as concepções das deficiências. Nesse sentido.

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simplesmente. blogspot. vamos refletir: quem são os alunos com necessidades educacionais especiais? O que é a necessidade especial e qual a sua relação com a deficiência? Conforme Delou (2008).com/2011/02/ somos-todos-iguais-na-diferenca_05. é oferecida. estava fora dos padrões considerados aceitáveis e era encaminhado para a classe especial. onde todos os alunos precisavam se adaptar ao mesmo método pedagógico e eram avaliados da mesma forma. para a escola especial ou. quem não se enquadrasse. preferencialmente. cada um de seus alunos tem características diferentes. a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1996 foi a primeira a apresentar um capítulo sobre a Educação Especial.1 Introdução O nosso objetivo principal consiste em possibilitar aos futuros profissionais da educação reflexões sobre a prática educativa inclusiva que atendam às demandas atuais da sociedade e do estudante com necessidades educacionais especiais. oferecemos elementos necessários à reflexão acerca da Educação Especial. demandando a utilização de linguagens e códigos apli- Figura 1: Somos todos iguais na diferença Fonte: Disponível em <http://mamyrene. dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos alunos. A Educação Inclusiva vem para substituir a escola tradicional. 2011. na rede regular de ensino. durante o processo de ensino-aprendizagem. as seguintes necessidades: dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares. compreendidas em dois grupos: aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica. sabemos que na Escola Inclusiva não existem classes especiais. acabava desistindo de estudar. conforme apresentado abaixo: 1. abordando três aspectos básicos: trata-se de uma modalidade de educação escolar. todas as classes e todos os alunos são muito especiais para seu professor. o estudo proposto nesta unidade encontra-se organizado. já as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica foram instituídas pelo Parecer 17/2001 do Conselho Nacional de Educação (BRASIL. dialogaremos sobre as concepções. Assim. aquelas relacionadas a condições.html>.  11 . Ou melhor.Letras Espanhol . acentuamos e corroboramos a ideia de que. 2004). Hoje. na primeira unidade. na escola inclusiva. bem como a identificação de alguns aspectos jurídicos concernentes à legislação da educação escolar inclusiva na educação básica. limitações ou deficiências.Fundamentos da Educação Especial unidade 1 A Atenção às Pessoas com Deficiência .2 A Educação Especial no Brasil Para começo de conversa. definindo como alunos com necessidades educacionais especiais aqueles que apresentam. princípios e diretrizes para um sistema educacional inclusivo. Para tanto. é também oferecida para educandos com necessidades educacionais especiais. Acesso em 15 jan. Nessa medida. disfunções. Princípios e Políticas Públicas 1. Ademais.Concepções.

a saber: É uma modalidade de educação escolar. oferecendo alternativas diferentes de atendimento. a desigualdade na distribuição da renda produz um nível básico de exclusão econômica que se alastra por diversas outras áreas. ainda. De acordo com Delou (2008). art. devem ser acolhidas pelas escolas. independentemente de suas condições físicas. mas todos sabem que a maioria dos alunos que fracassam na escola são crianças que não vêm do ensino especial. por organizações específicas para atender às necessidades específicas dos alunos. e não ser considerada uma catástrofe.­ Figura 2: Os desafios da inclusão-Revista Nova Escola.º). segundo Delou (2008).bp. São alunos que se diferenciam por seus ritmos de aprendizagem. além da exclusão econômica. com/_eYUKTHS5q58/SmFQU1TWZBI/AAAAAAAABNo/7H-Q_VQkIVI/s1600-h/ inclusao. Portanto. segundo a autora. peri ou pós-natal. sejam mais lentos ou mais acelerados. Resolução nº 2/2001. Carvalho (2001) ressalta “a importância da Educação Inclusiva no sentido de buscar formas de superar situações de exclusão. Para refletir sobre a Educação Inclusiva. preconiza que não se pode concebê-la como um fenômeno universal independente do tempo. por métodos.5º Período Dica Vamos analisar o conceito de Educação Especial. 2011. que nenhum médico. Como surgiu a Educação Especial? E a Educação Inclusiva? Como você acha que tudo começou? A Educação Especial. estudos teóricos e práticas que tiveram a participação e o apoio de organizações de pessoas com deficiência e educadores. em situação de aprendizagem escolar. grande facilidade de aprendizagem do­minando rapidamente conceitos.blogspot. Acesso em 15 abr. Já a Educação Inclusiva se caracteriza como uma política de justiça social que alcança alunos com necessidades educacionais especiais. do espaço e das variáveis inerentes a uma sociedade. 5. “os alunos com deficiências constituem uma grande preocupação para os educadores inclusivos. intelectuais. alunos deficientes são aqueles que manifestam comportamentos particulares que impeçam procedimentos rotineiros das práticas pedagógicas em sala de aula. que é o da Declaração de Salamanca (1994). abordando três aspectos.bmp>. são alunos que necessitam de sinais e códigos apropriados para se comunicar (linguagem de sinais) ou para ler e escrever (Braille). na rede regular de ensino. psicólogo ou fonoaudiólogo conseguiu identificar qualquer causa orgânica ou relacionada às características orgânicas como as síndromes. Ela é o resultado de muitas discussões.­ É oferecida. sociais.­ É oferecida para educandos com necessidades especiais. por recursos educativos e. é uma modalidade de educação escolar considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos. mas de todos os alunos que se sentirem favorecidos pelo currículo. que deve ser vencido emocional e pedagogicamente. reconhecendo o direito de ser diferente e envolvendo toda a sociedade no atendimento às pessoas com deficiências”. Este conjunto de recursos pode facilitar a vida educacional não só dos alunos identificados com necessidades educacionais especiais. altas habilidades/superdotação. tomando-se aqui o conceito mais amplo. Conforme Mantoan (2003). a permanência na escola não terá qualquer significado. lesões neurológicas por falta de oxigenação pré. conhecer as deficiências é o primeiro passo para lidar com as mesmas. pois. preferencialmente. no Brasil e no mundo. como na maioria das vezes se observa através dos comentários dos professores e funcionários que atuam nas escolas. De acordo com Delou (2008). E ainda. a deficiência é muitas vezes vista como um desafio. onde o princípio fundamental é que as crianças. pois. sem elas.  12 cáveis. mas que possivelmente acabarão nele. Apresentam dificuldades de aprendizagem. linguísticas ou outras. já que não poderão compartilhar os resultados de suas aprendizagens. Enfim.UAB/Unimontes . procedimentos e atitudes (CNE/CEB/MEC. necessitam de adaptações nas condições materiais de ensino. . Julho 2009 Fonte: Disponível em <http://1. são pessoas que. ao analisar o conceito de deficiência.” A mesma autora. A autora ainda comenta que. na opinião da autora. é fundamental que levemos em consideração que não se trata de um modismo. emocionais.

à liberdade.Declaração de Sapporo. realizada pela UNESCO. marginalizadas do processo educacional. 3 mil pessoas. Washington DC. Tailândia) e o Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem.DPI insta os governos em todo o mundo a erradicar a educação segregada e estabelecer política de educação inclusiva. contribuindo assim.condena qualquer discriminação. que estavam sendo.estabelece os direitos de todas as pessoas com deficiência. • 1975 . dentre outros. para uma sociedade realmente inclusiva.Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes (ONU) . Ao longo da história.conferência mundial sobre necessidades educativas especiais. exigindo que a escola se modernize e que os professores aperfeiçoem suas práticas pedagógicas. Estados Unidos. tendo em vista os altos índices de exclusão escolar. tendo sua origem nos Estados Unidos. como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).Representantes dos 50 países participantes do encontro “Perspectivas Globais em Vida Independente para o Próximo Milênio”. na 6ª Assembleia Mundial da Disabled Peoples International .Carta para a Década de 80 (ONU) . Japão. percebeu-se que as escolas estavam ferindo estes direitos. É também fruto de um contexto histórico em que se resgata a educação como lugar do exercício da cidadania e da garantia de direitos. • 1983-1992 .constitui a Rede Iberoamericana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias como instância para promoção.Declaração Universal de Direitos Humanos (ONU) .2. organização e coordenação de ações para defesa dos direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas com deficiência e suas famílias. populações mais pobres. resultado dos movimentos sociais de pais e alunos com deficiência que reivindicavam acesso de seus filhos com necessidades educacionais especiais às escolas de qualidade. embasado por diversos documentos e movimentos.aprova a Declaração Mundial sobre Educação Para Todos (Conferência de Jomtien.estabelece metas dos países membros para garantir igualdade de direitos e oportunidades para as pessoas com deficiência. • 1971 . elencamos os principais documentos internacionais que nortearam a Educação Inclusiva no Brasil e no Mundo: • 1948 .Letras Espanhol . Todas as pessoas devem ter respeitados os seus direitos humanos: direito à vida. • 1990 . Carvalho (2001) ressalta a importância de estimular a participação social e plena de todos os grupos que se encontram excluídos. em sua maioria com deficiência.Conferência Mundial sobre Educação para Todos (ONU) . • 1994 . • 2002 .Declaração de Caracas . sem qualquer discriminação. cada vez mais. • 1999 -Declaração de Washington . em 1994.Fundamentos da Educação Especial a Educação Inclusiva vem sendo divulgada por meio da Educação Especial. que preconiza uma sociedade mais justa em que valores fundamentais são resgatados como a igualdade de direitos e o combate a qualquer forma de discriminação. 1. em 1990 e a Declaração de Salamanca.Década das Nações Unidas para as Pessoas com Deficiência para que os paísesmembros adotassem medidas concretas para garantir direitos civis e humanos. exclusão ou restrição por causa da deficiência que impeça o exercício dos direitos das pessoas com deficiência.1 Documentos Internacionais Segundo Mazzillo (2008). à dignidade e à educação. de 1975. A seguir.Guatemala . inclusive a educação. pessoas com deficiência.Declarações de Salamanca na Espanha .Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas (ONU) . É um novo paradigma que desafia o cotidiano escolar. que promove a universalização do acesso à educação. à integridade física. à igualdade.proclama os direitos das pessoas com deficiência intelectual.192.estabelece que os direitos humanos sejam os direitos fundamentais de todos os indivíduos. representando 109 países.Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência . a Educação Inclusiva tem sua história influenciada por dois grandes marcos: a Conferência Mundial de Educação para Todos. É uma prática inovadora que está enfatizando a qualidade de ensino para todos os alunos. • 2002 . quando da Lei Pública 94. reconhecem a responsabilidade da comunidade no fomento à educação inclusiva e igualitária. • 1999 . 13 . • 1980 .

segundo Mazzillo (2008).5º Período Dica Para saber mais sobre os objetivos da Educação Inclusiva. baseando-se em dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o Censo Demográfico 2000.com.escolaespecial. 2003. Figura 3: Educação ► Inclusiva: espaço para todas as diferenças Fonte: Disponível em <http://www. no Brasil. chegou-se à conclusão de que a melhor resposta para o aluno com deficiência e para todos os demais alunos é uma educação que respeite as características de cada estudante. As demandas dos movimentos sociais confluíram para a elaboração de uma Constituição Federal que incorporasse os anseios que se desenvolviam em relação à Educação para todos (SEE-MG. atividades esportivas e de lazer.9% da população sem instrução .americanos.Anos Ibero-americanos da Pessoa com Deficiência. Assim. Acesso em 15 jan.Congresso Europeu de Pessoas com Deficiência . as crianças e os adolescentes com qualquer tipo de deficiência. bens e serviços ao consumidor). realizada na Bolívia.mec. A partir desses estudos e documentos.UAB/Unimontes . novas tecnologias.gov. sobretudo na década de 1980. 2005). através da Declaração de Salamanca. da qual o Brasil é membro . Relatório da Situação da Infância e Adolescência Brasileiras. 32. • 2003 . serviços sociais e de saúde. 2011. onde todos possam conviver e aprender com as diferenças.br/especial/ fotos/>. Diversidade e Equidade. fortalecendo as instituições e as políticas públicas direcionadas à inclusão das pessoas com deficiência. A partir daí. um elemento de fundamental importância para a compreensão do surgimento da ideia de inclusão refere-se aos dados alarmantes observados sobre o fracasso escolar. têm o dobro de chance de estar fora da escola. proclamados na última reunião da Cúpula dos Chefes de Estados dos Países ibero. 1. o aumento da demanda pela criação de classes e escolas especiais. 14 No Brasil. Assim. acesse o site: <http://portal.2 No Brasil. principalmente das crianças pobres. diversas organizações da sociedade civil e associações de pessoas com necessidades especiais passaram a apresentar demandas que reivindicavam modificações nas políticas educacionais. como Caminhou a Educação Inclusiva? Glossário UNICEF: Fundo das Nações Unidas para a Infância. • 2004 . tem veiculado matérias sobre os excluídos da participação social.Anos Europeus das Pessoas com Deficiência – estabelece oportunidades iguais e acesso aos recursos da sociedade (educação inclusiva. Tudo isso levou ao questionamento e a propostas de reformulação dos sistemas de ensino. desde 1990.2. a necessidade de refletir sobre uma sociedade e uma escola inclusiva manifestou-se nesses encontros internacionais. Segundo Mantoan (2003).proclama 2003 o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência para conscientizar sobre os direitos de mais de 50 milhões de europeus com deficiência. A mídia.pdf> • 2002 . a evasão e a repetência. que ofereça alternativas pedagógicas que atendam às necessidades educacionais de cada aluno: uma escola que ofereça tudo isso num ambiente inclusivo e acolhedor. em comparação com as crianças e os adolescentes sem deficiência. br/seesp/arquivos/pdf/ salamanca.define a questão da deficiência como prioridade. abrangendo as pessoas com necessidades educacionais especiais. entre os 7 e 14 anos. com a participação de muitos grupos.

quando a CF garante educação para todos. preparando as escolas para atender todos os alunos. Porém. • 1999 . • 1998 . significa que é plural. De acordo com Mantoan (2003). raça. • 1857 . A seguir. inspiradas na Constituição Federal de 1988. limites e potencialidades. Foi a primeira instituição de educação especial da América Latina. Esse direito deve visar ao desenvolvimento da pessoa.O Decreto 3. • 1989 . ao concretizar as leis. preferencialmente na rede regular de ensino. idade ou deficiência.A Lei 7. Lei 8. uma forma de repensar suas bases. ou aqueles que apresentam deficiência mental têm quatro vezes mais possibilidade de estar fora da escola do que os adolescentes sem nenhuma deficiência. institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos das pessoas com deficiência. define crimes e dá outras providências.298 regulamenta a Lei n. classe social. por D. O desafio. determinam que o aluno com deficiência tenha direito e deve receber. • 1988 .853 cria a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) e dispõe sobre o apoio às pessoas com deficiência. pois só assim se é capaz de atingir o pleno desenvolvimento humano e preparar as pessoas para o exercício da cidadania. deficiência. em um mesmo ambiente. Os alunos aprendem até o limite em que conseguem chegar. que apresentam paralisia. A Constituição Federal trata nos artigos 205 e seguintes do direito de todos à educação.Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9. 1. estaduais e federais foram feitas para defender o direito das pessoas com deficiência e diversas Leis Orgânicas (uma espécie de Constituição dos municípios) e Constituições Estaduais. a inclusão não prevê a utilização de métodos e técnicas de ensino específicas para esta ou aquela deficiência. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho em sua plenitude. origem. Portanto. sua integração social. • 1990 .º 7. é que haja a participação e colaboração de professores.Estatutos da Criança e do Adolescente (ECA.Institutos Nacionais de Educação de Surdos (INES) fundado no Rio de Janeiro-RJ. 15 . fazendo com que os professores tomem novos posicionamentos e aperfeiçoem suas práticas. no Brasil: • 1854 . Onze milhões de pessoas com deficiência.estabelece o direito das pessoas com necessidades especiais de receberem educação. raça. O que a autora sugere é uma inclusão como uma inovação na escola. seja ela de cor. não têm nenhuma ou têm uma baixíssima escolaridade.Instituto Benjamin Constant (IBC) fundado no Rio de Janeiro-RJ. Observe que muitas leis municipais. • 1996 . relacionamos as leis e ações mais significativas sobre o assunto. que deve ser o mais diversificado possível. recursos educativos e organização específicos para atender às suas necessidades específicas.assegura aos alunos com necessidades especiais currículos. Ao longo da história educacional brasileira. III) . disciplina a atuação do Ministério Público. como todos.Letras Espanhol . independentemente de cor. com 15 anos ou mais. religião.3 Os Labirintos/ as Leis . No Art. Uma questão que se coloca é de saber se a escola realmente foi feita para acrescentar conhecimento e fazer com que todos os alunos aprendam.2. muitas ações foram exercidas para que a educação para alunos com necessidades educacionais especiais fosse uma realidade.Legislação Nacional Carvalho (2001) enfatiza que a Constituição Federal deixa bem clara a garantia de acesso à escola e à educação por parte de todos sem qualquer tipo de exclusão. ainda em funcionamento. 208. preferencialmente na rede regular de ensino.Fundamentos da Educação Especial ou com até três anos de estudo possuem alguma deficiência.853/89 que trata da Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência e estabelece a matrícula compulsória em cursos regulares em escolas públicas e particulares de pessoas com deficiência. pais e demais envolvidos no processo educacional.069). ou amputação de algum membro. 53 assegura a todos o direito à igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e atendimento educacional especializado. Pedro II . todo o atendimento específico que necessitar. métodos. entre 12 e 17 anos.Parâmetros Curriculares Nacionais (Adaptações Curriculares) do MEC .394/96) . condição de saúde e outros. mas sim sujeitos que possuem capacidade própria e que possuem. os alunos não são receptáculos vazios que irão ser preenchidos pelos conhecimentos transmitidos pelos professores (conceito em que se apoiam os modelos psicopedagógicos hegemônicos: comportamentalismo / construtivismo). com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. na classe comum da escola comum.fornecem as estratégias para educação de alunos com necessidades educacionais especiais.ainda em funcionamento.Constituição Federal (Art. Os adolescentes com deficiência. sexo.

de 19 de dezembro de 2000 que estabelecem normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade em vários âmbitos. em sua maioria. no mobiliário urbano. na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. vamos nos reportar ao conceito de igualdade. 1. em certos casos. segundo Oliveira (2008).5º Período • 2000 .O Plano Nacional de Educação explicita a responsabilidade da União.098. justiça. igualdade corresponde a um princípio universal abstrato relativo ao ser humano. Devido a eles. pois oferecem alternativas para a solução do dilema relacionado à aplicação eficaz do princípio da igualdade. dos Estados e Distrito Federal e Municípios na implantação de sistemas educacionais que assegurem o acesso e a aprendizagem significativa a todos os alunos. • 2001 . é o mesmo que Equidade. criando condições apropriadas ao desenvolvimento de suas potencialidades. Assim. reafirmando o direito de todas as pessoas com deficiência à educação inclusiva. fundamental. como é o caso do Brasil. • 2001 . relação entre os indivíduos em virtude da qual todos eles são portadores dos mesmos direitos fundamentais.UAB/Unimontes . mesmo com esses aprimoramentos. Significativos avanços puderam ser percebidos a partir daí. infelizmente. mesmo havendo a constante garantia nas Constituições em geral em relação à igualdade. a história da humanidade é prova inequívoca de que eles não foram suficientes. igualdade moral. no campo jurídico. pois o grande dilema é saber em qual hipótese se deve tratar igualmente o igual e desigualmente o desigual.4 Educação Especial no Campo Jurídico Como aplicar eficazmente o princípio da igualdade. começaram a surgir convenções e tratados internacionais. que provêm da humanidade e definem a dignidade da pessoa humana (AURÉLIO. 915). para saber se um tratamento diferenciado é válido ou é uma forma de discriminação. Mas. de tratados e convenções internacionais já ratificados pelo Brasil: . 16 Para aplicar tal princípio. de oito de novembro de 2000 e 10. reafirmando o direito de todos os seres humanos à igualdade e dando especial ênfase à proibição de discriminação em virtude de raça.098 .Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica – este documento endossa a necessidade de que todos os alunos possam aprender juntos em uma escola de qualidade. o que pode configurar.048 . sexo. Para Carvalho (2001). médio e profissional. • 2001 . uma conduta discriminatória. Nesse cenário. que reconhece o texto da Convenção Interamericana para a “Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência” (Convenção da Guatemala).estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida mediante a eliminação de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos.O Decreto 5296 de 02 de dezembro que regulamenta as Leis 10. Oliveira (2008) enfatiza que a política nacional para a Educação Especial está fundamentada em vários documentos legais.estabelece a prioridade de atendimento às pessoas com deficiência e determina que os veículos de transporte coletivo a serem produzidos devam ser planejados de forma a facilitar o acesso a seu interior das pessoas com deficiência.Lei 10. Essa não é uma tarefa simples. uma das principais preocupações é se alcançar a justiça. religião e deficiência. • 2000 . à análise das razões e proporcionalidade de determinado tratamento diferenciado.Lei 10. p. pois as situações de exclusão de direitos ainda são muito graves.O Parecer 17 do CNE (Conselho Nacional de Educação) /CEB (Câmara de Educação Básica) aponta os caminhos da mudança para os sistemas de ensino nas creches e nas escolas de educação infantil. Como está no dicionário. a doutrina e jurisprudência existentes oferecem como solução o imperativo de tratamento igual para todos.NEE. conforme citados acima e objetiva orientar o processo global de educação das pessoas com Necessidades Educacionais Especiais . com tais documentos.048. no campo jurídico? Primeiramente. quase exclusivamente. • 2001 . admitindo-se os tratamentos diferenciados apenas como exceção e desde que eles tenham um fundamento razoável para sua adoção. 1986. da Presidência da República do Brasil. Assim.Decreto 3.2. basta que apliquemos os seguintes critérios que foram extraídos. • 2004 .956. não precisamos mais nos ater.

necessária. lanchonetes. ainda. percebemos que isso é o ideal e nossa realidade está muito longe de atingi-lo. num ambiente onde pessoas em cadeiras de rodas ou pessoas cegas e surdas circulam de maneira autônoma e segura. origem nacional. os juristas. salas de aula. mais ou menos completos. etc. parques. sexo. uma vez que o simples fato de se referir a pessoa com deficiência e seu direito à educação. faz com que surja de imediato. língua. Atividade Reflita sobre como a escola pode se preparar para receber um aluno com deficiência? Poste suas considerações no fórum. Até porque. d. pois dizem respeito apenas à interdição. caixas de correio. bebedouros. postes. apesar de sua importância e relevância são insuficientes. muito. o impedimento. e não a sua negação. religião. travessia de pedestres sinalizada. por exemplo. possam usar o mobiliário (cadeiras.). com base direta ou indireta em atributos subjetivos do ser humano (raça. O espaço tem que ser acessível. que tenham por objetivo ou resultado a anulação. é preciso que as pessoas com deficiência. laboratórios. a análise da razão da medida. Necessidade de que tais medidas sejam razoáveis. mesas.3. gozo ou exercício de direitos humanos e liberdades fundamentais. Dessa forma. Eles fazem isso com frequência em relação a tratamentos diferenciados que dizem respeito. implica também encarar um verdadeiro desafio. opinião política. equipamentos. bibliotecas. Os conhecimentos teóricos. e. a qualidade dos recursos humanos e do espaço físico de aprendizagem contribuirá e. Muitas vezes nem percebemos. entre outros. para que o ambiente da escola seja propício a um ensino eficaz. ou seu responsável. deficiência. não esteja obrigado a aceitar tal tratamento diferenciado ou mesmo a preferência e que eventuais medidas afirmativas sejam temporárias. Perceber se há guias rebaixadas para pessoas em cadeira de rodas. semáforos sonoros para cegos. se valem de critérios semelhantes a esses. Necessidade de identificação do fator adotado como motivo da diferenciação. que a pessoa interessada. não significa que devemos desistir de buscar o que for o possível para o aluno. etc. quadras. desde que possam ser identificadas objetivamente. entre outros). o entorno da escola. à forma de remuneração de servidores públicos. Confira os pontos mais significativos no item 1. pontos de ônibus que permitam o embarque seguro e calçadas conservadas e livres de canteiros de flores. b. c.Fundamentos da Educação Especial a. inclusive aquelas que usam cadeira de rodas. Portanto. de acordo com Sassaki (2003). 17 . Assim.Letras Espanhol . a noção de que é uma diferenciação mais que válida. quando confrontados com as exigências do processo de ensino-aprendizagem. o prejuízo ou a restrição do reconhecimento. Dessa forma. desde que não sejam relacionadas à religião ou crença e que visem à facilitação do gozo ou exercício do direito. No entanto. Possibilidade de adoção de medidas especiais (discriminação positiva). orelhões e bancas de jornal mal posicionados. conforme enfatiza Morina (2008). segundo Oliveira (2008). que não impliquem manutenção de direitos separados. tudo se constitui em aspectos importantíssimos para a acessibilidade. Analisando tais situações. todos se beneficiam porque se locomovem com menos esforço e mais conforto. O MEC disponibiliza os aspectos facilitadores da acessibilidade. o percurso que o aluno faz para chegar à escola. sanitários. crença. nesse último caso. de tão acostumados que todos estão a identificar tais pessoas como titulares de um ensino especial. a quotas em vestibulares. Admissão de exceções a essa regra. pátios. sempre que se deparam com alguma forma de tratamento diferenciado. quadros de avisos. Não admissão de tratamentos desiguais. o meio de transporte utilizado pelo aluno. se movimentar por todo o edifício (entrada principal. mas estes obstáculos podem representar uma verdadeira “olimpíada” para as pessoas com deficiência. enfim. cabendo. para saber se estão diante de um tratamento discriminatório.) e pela vizinhança. em caso de pessoas com deficiência e à proteção do direito à vida. ou proporcionais. filiação. as ruas. balcões. discutir um tratamento diferenciado para a Educação Especial ou para o Atendimento Educacional Especializado para pessoas com deficiência implica levar em conta até que ponto esse tipo de tratamento diferenciado é válido perante nosso ordenamento jurídico.

estimule a comunidade escolar. • acervo em braile. • sanitários que permitam entrar e fazer a volta com a cadeira de rodas. etc. com pias que permitam o encaixe da cadeira de rodas e manuseio confortável da torneira. • salas de vídeo com televisores com sistema de legendas ocultas para seus usuários surdos. • acesso virtual (via computador e Internet).5º Período 1. através do qual tudo o que é dito aparece legendado na tela. Devem ser instalados sinais de alerta com luz para avisar os usuários surdos sobre eventuais emergências. 1. não têm bibliotecas ou salas de leitura. Sabemos que muitas escolas. A comunicação visual existente nas escolas deve ser compreendida por pessoas com todos os tipos de deficiência.3 O Compromisso com a Construção de Sistemas Educacionais Inclusivos a) Adaptações arquitetônicas • portas e corredores mais largos (de 80 cm). sempre que possível. Os quadros de avisos e placas de sinalização e orientação de usuários devem ter textos curtos. • serviço de orientação estimulante e adequado às necessidades dos diversos tipos de usuários. • mesas onde se encaixam cadeiras de rodas. acompanhados de símbolos e devem ser colocados no nível dos olhos de uma pessoa em cadeira de rodas. • lupas ou lentes de aumento. quando for possível. infelizmente. • assistentes para leitura (ledores de livros para cegos). de fácil reconhecimento e com tamanho bem visível. b) Biblioteca escolar ou sala de leitura As bibliotecas são verdadeiros portais para o conhecimento e para a aventura. A maioria dos novos modelos de TV já sai de fábrica com esse dispositivo de acionamento opcional chamado “closed caption”. fitas cassete e CD-ROM. com corrimãos e mureta para impedir que a cadeira caísse. • prazo prolongado para devolução. mas outras têm. • assistentes para acesso ao acervo. ainda não são todas as emissoras de TV que oferecem o serviço de legendagem em sua programação. • cartões de autorização para que terceiros retirem e devolvam livros. com vaso sanitário da altura da cadeira de rodas. com a porta sem mola que abre para fora e com indicação de feminino e masculino de cor contrastante.UAB/Unimontes . • intérprete de Língua Brasileira de Sinais. desníveis de um brinquedo para outro. com letras grandes.). a Associação de Pais e Mestres ou a Biblioteca Pública da cidade a se adaptar para acolher a criança e o jovem com deficiência. • pisos antiderrapantes.3. é preciso que tenham: • acesso físico sem desnível ou catracas. Para que elas sejam também acessíveis às pessoas com deficiência. É importante que o professor fique atento sobre a importância que a leitura tem para a criança com deficiência e. • elevadores. O ideal é que todos os brinquedos sejam acessíveis a todas as 18 . areia fofa em todo o solo.1 Parques Infantis Acessíveis a todas as Crianças Não deve haver barreiras arquitetônicas que possam dificultar o acesso de alunos usuários de cadeiras de rodas ou com locomoção reduzida (degraus. Porém. • construção de rampas com a inclinação adequada (segundo as Normas da ABNT).

O corredor de acesso. a reconhecer as necessidades e competências dos colegas. 2003. os alunos com deficiência aprendem: • melhor e mais rapidamente. podem ser combinados. trazendo os recursos e as possibilidades necessários para que esse processo ocorra. se houver. puxadores e torneiras. se necessário. existem poucos brinquedos desse tipo no mercado. Mas alguns critérios da NBR 9050[1] podem ser adotados nos banheiros escolares infantis. pois encontram modelos positivos nos colegas. deve respeitar a largura de uma cadeira de rodas para facilitar a mobilidade e evitar acidentes. a responsabilidade educacional passa pelo respeito que devemos ter com os limites e possibilidades de desenvolvimento de cada aluno. • Armários: as prateleiras mais baixas devem ser reservadas para os alunos em cadeira de rodas. aprendem: a compreender e aceitar os outros. Conforme Vygotsky (1987). uma estrutura específica do organismo e da personalidade. tamanho do Box acessível. Um caixote que mantenha um ângulo de 90º de flexão no quadril e nos joelhos pode ser a solução. Diversidade e Equidade. afinal. no entanto. Relatório da Situação da Infância e Adolescência Brasileiras. para manter o quadril posicionado. • os alunos sem deficiência aprendem: • a lidar com as diferenças individuais. • Banheiros acessíveis: não existem especificações para a construção e adaptação de banheiros infantis no Brasil. como almofadas. Dica UNICEF . • Pátios: devem estar livres de degraus e demais obstáculos à circulação de pessoas em cadeira de rodas. algumas adaptações são necessárias para facilitar o uso por alunos com deficiência: • Mesas para usuários de cadeira de rodas: devem ser mais altas para o encaixe da cadeira de rodas. local e tipo de pia. • a respeitar os limites do outro. Estes cintos podem ser horizontais. a preparar uma comunidade que apoia todos os seus membros. com apoio de pés. baseando-se em dados colhidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para o Censo Demográfico 2000. em X e/ou que saiam entre as pernas. a construir uma sociedade mais solidária. vários estudos e experiências realizados no Brasil e no mundo demonstram que a Educação Inclusiva é benéfica para todos os envolvidos. Uma maneira de contornar esse problema é capacitar pessoas para ajudar crianças com deficiência a usarem com segurança os brinquedos existentes. • podem contar com a ajuda e também podem ajudar os colegas.2 Quem Ganha com a Inclusão de Crianças com Deficiência? Segundo Carvalho (2001).Fundamentos da Educação Especial crianças. a respeitar todas as pessoas. tais como: largura de portas. etc.Letras Espanhol . 1. Sendo assim. essas mesas e cadeiras escolares não consideram a existência de estudantes com deficiência. • a partilhar processos de aprendizagem. que também estudou o tema das necessidades educativas especiais. Encostos e assentos adicionais. Podem ser colocados cintos que facilitem a posição ereta ou evitem que o aluno escorregue ou caia para os lados. independentemente da presença ou não de deficiência. • • • • • • • • 19 .Fundo das Nações Unidas para a Infância. Assim. • Apoio para os pés: é importante o aluno ter apoio para os pés quando estiver sentado. da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A fabricação de assentos e mesas escolares no Brasil segue a Norma Técnica NBR 14007 (1997). a desenvolver atitudes de apoio mútuo. a criança com deficiência representa um tipo peculiar. tipos de espelhos. para que fiquem de acordo com a altura da criança. Todos os alunos. a diminuir a ansiedade diante das dificuldades. em cada etapa do desenvolvimento. tipos de maçanetas. a criar e desenvolver laços de amizade.3. • a lidar com suas dificuldades e a conviver com as demais crianças. em cada fase sua. representa uma peculiaridade qualitativa. para garantir um bom posicionamento e não escorregar da cadeira. do mesmo modo que a criança. • Cadeiras: pode-se serrar ou aumentar a altura das pernas das cadeiras. qualitativamente distinto de desenvolvimento. No entanto.

Para Sassaki (2003). contribuindo para criar uma cultura mais favorável à mudança educacional rumo à inclusão. nos comprometendo com uma sociedade justa e humana. respeitando a diversidade e encontrando formas inovadoras para construir o conhecimento e avaliar o desenvolvimento de cada aluno. essa é base da Educação Inclusiva. Quem não se enquadrasse. inclusiva e a escola for realmente realidade para todos. adolescentes jovens e adultos que estão fora da escola são meninos e meninas com deficiência. professores. muitas vezes. segundo a autora. por exemplo. as parcerias e redes de apoio são fundamentais para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva. p. Assim. Coll(1997) nos chama atenção no sentido de que a mudança de cada escola deve partir de sua cultura própria por meio do princípio de sua transformação e que. têm demonstrado por meio de suas pesquisas que a aprendizagem significativa é benéfica para todos os estudantes com e sem deficiência. apesar de a legislação garantir o direito dos alunos com deficiência à educação. É necessário que nos posicionemos frente a tal descrença ideológica. muitas vezes. Se fôssemos nos guiar pela lógica intrínseca deste modelo político. de fato. dentro das suas possibilidades e individualidades. 125). Para Oliveira (2008). o Brasil só vai conseguir colocar todas as crianças na escola quando a educação for. não haveria motivos para investir na educação de uma pessoa. devemos favorecer a construção do conhecimento por meio da aprendizagem significativa e afetiva. e que também entende mais. 2003. escola e comunidade. Portanto. E. consequentemente. como diretriz prioritária e propõe que a operacionalização da inclusão de qualquer aluno no espaço escolar deva resultar de relações dialógicas envolvendo família. podemos inferir que a escola inclusiva não se transforma da noite para o dia. para a escola especial ou. tal lógica é estimuladora da propagação de um estigma para com esta pessoa e revela um imaginário social carregado de preconceitos. este modelo econômico vem dificultando mais ainda às pessoas com deficiência e às demais minorias. “é importante destacar que as transformações exigidas pela inclusão escolar não são utópicas e que temos meios de efetivá-las” (MANTOAN. considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter. Para tal. é fundamental o apoio dos professores e de uma rede colaborativa de parcerias. E você sabe que isso é verdade por experiência própria. todas as classes e todos os alunos são muito especiais para seu professor. segundo ele. acabava desistindo de estudar. Você sabe que um aluno aprende uma palavra muito melhor quando você faz a contextualização do significado da palavra. aumenta a autoestima dos alunos e favorece a construção de uma sociedade inclusiva e que respeita as diferenças. nas Escolas Inclusivas não existem classes especiais. estava fora dos padrões considerados aceitáveis e era encaminhado para a classe especial. 20 1. Ou melhor. além de reduzir os índices de evasão e repetência escolar. cada um de seus alunos tem características diferentes.UAB/Unimontes . é necessário nos conscientizarmos dos objetivos que se tenta alcançar na prática pedagógica. na construção de novos paradigmas que desafiem a recriação do sentido de educar. de fato. bem como a implementação de políticas públicas que visem à construção de uma escola inclusiva e democrática. Nesse sentido. buscando sempre ressignificar o cotidiano do aluno com necessidades educacionais especiais. assim. por isso. Neste sentido. enfatizando o envolvimento das famílias e da comunidade escolar. simplesmente. oferecer uma educação inclusiva de qualidade para todos. é necessária a efetivação de políticas públicas de inclusão que tenham como diretriz prioritária a formação de recursos humanos habilitados para lidar com os alunos com necessidades educacionais especiais. é inclusiva. A Educação Inclusiva vem para quebrar os paradigmas de uma escola onde todos os alunos precisavam se adaptar ao mesmo método pedagógico e eram avaliados da mesma forma. Assim. como improdutiva.4 A Escola para a Diversidade Humana Para Mantoan (2003). tornando-se cada vez mais difícil a manutenção do Estado de bem-estar social. Parafraseando o mesmo autor. Na escola inclusiva. quando você canta uma música inventada para a aula de Ciências. pois. é possível aperfeiçoar a organização do tempo e do espaço. Essas ações devem ser simultâneas. Vários estudiosos na área de educação inclusiva.5º Período Dica Estamos inseridos em uma lógica de modelo econômico neoliberal que surgiu como uma forma de reestruturação do capitalismo. 40% das crianças. pois. nós. empenhemos-nos em fazer valer os preceitos que norteiam a Declaração de Salamanca. no Brasil e no mundo. mas vai se configurando mediante um longo processo de conscientização de todos os envolvidos no sistema educacional. o acesso aos direitos de igualdades de condições. Segundo Mazzillo (2008). Carvalho (2000) nos remete para a reflexão de algumas características interessantes da educação inclusiva. somente a partir da contextualização das condições reais da comunidade escolar. contribuindo para uma discussão séria quanto aos princípios que regem a Educação Inclusiva. Sassaki (2003) salienta que há várias ações possíveis para que a inclusão seja uma realidade. uma vez que a qualidade com a formação reside no movimento de desconstrução do modelo educacional excludente e. o Brasil poderá. que é tida. de modo a . lançando mão de estratégias que potencializem o processo de ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. a escola para a diversidade humana.

br/caops/caop-pd/doutrina/grupo educação inclusiva. APAES. BRASIL. 2001. Disponível em <http//mp. Direito à Educação: subsídios para gestão de sistemas educacionais: orientações gerais e marcos legais. será fundamental para a escola conseguir somar esforços e garantir mais recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a educação inclusiva a todos os seus alunos. etc. 5º. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Educação Especial e a Inclusão no Cenário Brasileiro: Contextualização do Problema . A. Brasília: Diário Oficial da União. escolas de educação profissionalizante. ______.br/revce/2007/02/ a5. MOUTINHO. Secretaria de Educação Especial. MORIÑA. G. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. organizações não governamentais. 2003. T.br/ seesp/legislacao>. A escola da diversidade. In: ______. J. FERREIRA. SÁ. Rio de Janeiro: WVA... Curitiba: IESDE Brasil S. 2008. Visite o site <http://coralx. Declaração de Salamanca e Linha de Ação Sobre Necessidades Educativas Especiais. SÁ. Acesso em 21 jan. Curitiba: IESDE Brasil S. R. A. M. DELOU. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 1986. Ministério da Educação. CNE/CEB/MEC. Psicologia e Currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar.. A. ______.. Brasília. 2011. E..LDB 9394. I. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Todas as crianças são bem . 2004. ______.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.Curitiba: IESDE Brasil S. CARVALHO. Resolução nº 2/2001. E. Curitiba: IESDE Brasil S. 2008. B. Atitudes e Técnicas Facilitadoras da Inclusão. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. In: OLIVEIRA. M. São Paulo: UNICAMP. nº 248 de 20/12/1996. ufsm. B. Acesso em 15 jan.htm> e leia um texto intitulado: “Educação Inclusiva & Educação Especial: propostas que se complementam no conhecimento da escola aberta” BRASIL. C.. OLIVEIRA. M. que inclui a participação da família. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . V. de. Referências Dica Complemente seus estudos sobre a Educação Inclusiva. de. A. 2008. M. Brasília. A. 2008. 1997. Madrid: Síntese. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. 1994. In: _____. dos. Distúrbios de Conduta. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 21 . B.vindas à escola. A nova LDB e a Educação Especial. de H. NAJOS. .htm>.. E. S. O. Acesso em 13 jan. C. S. R. Inclusão Escolar: Dissonâncias entre Teoria e Prática.. Disponível em <http://www. ______. C.Fundamentos da Educação Especial ressignificar a prática pedagógica dos envolvidos neste movimento. K. Disponível em <http://www.gov. centros de reabilitação. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá se desenvolver por meio de redes de apoio e parcerias com as universidades. S. associações comerciais locais. M. 2011. A. A Formação do Professor para Educação Especial. Essa rede de parceiros. M. MAS/CORDE.planalto. SASSAKI. C. E. 2002. C. 2008.Letras Espanhol . M. E. R.gov. FERREIRA. 2003. entidades de pessoas com deficiência.. FERREIRA. MANTOAN. art.gov. ______. MAZZILLO. Rio de Janeiro: WVA. COLL. MARQUES. In: ______.pdf>. 2011. T.mec. M. associações de bairro. G.m. São Paulo: Ática.

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professores. abrigo e segurança. desde a pré-história até hoje. a partir do conceito que a deficiência tem para nós que vamos nos posicionar frente às pessoas com deficiência. observa-se um movimento que tende a aceitar as pessoas deficientes e a integrá-las. bem como suas implicações no processo de ensino-aprendizagem. destacamos a importância da reflexão sobre aspectos importantes das deficiências. Quando pensamos em quem são as pessoas com deficiência. mo. além de propor um estudo sobre os alunos que apresentam dificuldades acentuadas de aprendizagem. a própria deficiência. acessível a todos. como as crianças. identificando técnicas de percepção das capacidades e talentos dos alunos. Num tent/uploads/2010/11/ Escola-acessivel. 2015. 23 . Por isso mesmo. fisiológica ou anatômica. à biologia do ser humano (OLIVEIRA. <http://www. foram fundadas instituições para oferecer-lhes uma educação à parte. deficiência é o substantivo atribuído a toda a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica.br/wp-conse negligenciar e maltratar os deficientes. É. as pessoas sempre tiveram que decidir qual atitude adotar em relação aos membros mais vulneráveis da comunidade que precisavam de ◄ Figura 4: A escola ajuda para obter alimento. isto é. portanto.Fundamentos da Educação Especial Unidade 2 As Necessidades Educacionais Especiais 2. Na discussão sobre aspectos relevantes das deficiências. Ao longo dos tempos.jpg>.noticiasdeiPrimeiramente. a relação entre o estudo dos textos e o seu conhecimento a respeito das necessidades educacionais especiais geradas a partir das deficiências é fundamental. condutas típicas e altas habilidades.55). na sala de aula. na era pré-cristã. Finalmente. • Identificar aspectos importantes sobre as condutas típicas. 2. sabemos da perplexidade e da preocupação que sentimos ao lidar. Esta unidade vem trabalhar os tipos de deficiências.com. portanto. segundo estágio. esperamos oferecer subsídios para sua formação e incentivá-lo (a) a aplicar o conteúdo aprendido em sua prática pedagógica. p. Num terceiro período. na última parte do século XX. Nesta unidade. 2008). obviamente.1 Introdução Apresentamos a você a segunda unidade da disciplina Fundamentos da Educação Especial. as altas habilidades. passou-se a protegê-los e a compadecer-se deles. imediatamente pensamos naquilo que as torna diferentes das demais. os nossos objetivos são: • Analisar as concepções das deficiências. • Conhecer a superdotação. nos séculos XVIII e XIX.Letras Espanhol . a deficiência é tão antiga quanto a humanidade. com a diversidade de características de comportamento e de aprendizagem.2 As Deficiências Segundo Oliveira (2008). Mas e quando essas diferenças são consideradas “anormais”? Ora. tendiatauna. com a difusão do cristianisAcesso em 21 jan. os velhos e as pessoas com Fonte: Disponível em deficiência. conhecendo suas características básicas. 1993. bem como na sociedade em geral. assim como a descoberta de veredas para a inclusão de tais pessoas na escola. Dica Segundo a Organização Mundial de Saúde. todos nós. Refere-se. tanto quanto possível (BUENO. Assim sendo.

eles conseguirão acompanhar os colegas com habilidades muitas vezes surpreendentes. a partir do conceito que a deficiência tem para nós que vamos nos posicionar frente às pessoas com deficiência. com algumas adaptações.blogspot. 2011.2. provavelmente vai sentir pena de uma pessoa com deficiência. paraplegia. É. hemiplegia. É importante saber fazer esta diferença para não ignorar o potencial desses alunos. Muitas pessoas fazem esta confusão.5º Período Atividade O que é deficiência? Quem são as pessoas com deficiência. com/_ibydEMYBJ6E/S7H8s3Qd20I/AAAAAAAAAa4/ npOo56Rmb8s/s1600/01. 2011. 24 . refletiremos sobre as principais deficiências e as necessidades educacionais especiais.UAB/Unimontes . Acesso em 21 jan. na nossa sociedade? Quando pensamos em quem são as pessoas com deficiência. Ter uma deficiência física não significa ter um rebaixamento intelectual.bp. Atividade Quais são os tipos de deficiência que você conhece? 2. mas.bp. se você considerar a deficiência como algo negativo. imediatamente pensamos naquilo que as torna diferentes das demais. Uma pessoa com deficiência pode não conseguir subir uma escada. se houver um elevador ou uma rampa.1 Deficiência Física (DF) Oliveira (2008) define o conceito de deficiência física como alteração completa ou parcial dos membros superiores (braços) e/ou inferiores (pernas). Acesso em 20 jan. com/_GBOYKo9LqVQ/S_xUOlnAQZI/ AAAAAAAAALY/-VFf5faLUEM/s1600/eds006. Segundo Oliveira (2008). jpg>.blogspot. Mas você pode pensar diferente se considerar a deficiência como uma característica como outra qualquer e considerar que as dificuldades que ela enfrenta são resultados do ambiente despreparado para recebê-la. obviamente. ela vai estar em pé de igualdade com as outras pessoas. Fonte: Disponível em <http://1. Geralmente. a própria deficiência. Existem ainda cinco categorias de deficiência física: monoplegia. tetraplegia e amputações. não é mesmo? Figura 5: Na escola ► inclusiva não existem classes especiais. A seguir. portanto. acarretando o comprometimento da função física. A tecnologia moderna é uma prova de que isto é verdade. gif>. isto é. Figura 6: As ► possibilidades do Deficiente Físico Fonte: Disponível em <http://4.

na vida cotidiana e no lazer. que amplificam o som da sala de aula. desde perda leve até a perda total da audição. 2. A surdocegueira não significa. a deficiência é constatada. usando auxílios ópticos (como óculos. variando em graus e níveis. que é uma diadaptados: uma minuição significativa da capacidade de enrealidade possível. saúde e segurança.2. Segundo Oliveira (2008). visual e da sensibilidade aos contrastes e com/showAlbum/257829/ limitação de outras capacidades. É a associação. no último caso. os surdocegos se comunicam rapidamente e com muita eficiência usando esses sistemas. a surdocegueira é uma deficiência única que apresenta as deficiências auditiva e visual juntas. parcial e severa. diminuída. de duas ou mais deficiências primárias (mental/visual/auditivo-física). etc. duas modalidades de surdez. Segundo a definição adotada pela AAMR (American Association off Mental Retardation .3 Deficiência Visual (DV) Abrange desde a cegueira até a visão ◄ Figura 7: Espaços subnormal (ou baixa visão). pode-se trabalhar com os resíduos auditivos nas atividades educacionais.2 Deficiência Auditiva (DA) Constitui-se em uma perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras. sendo que. funcionalidade acadêmica. Manifesta-se antes dos dezoito anos de idade. Muitas pessoas confundem a deficiência mental com a doença mental (esquizofrenia. 2. Acesso em 24 jan. Assim. No entanto. de acordo com Rosa (2008). necessariamente. habilidades sociais. de lazer e trabalho. Existem. conforme Oliveira (2008).4 Deficiência Mental (DM) Tem havido numerosas tentativas no sentido de se definir a deficiência mental. que a pessoa seja totalmente cega ou surda. Para sua autonomia. O aluno com deficiência mental tem um potencial. com redução importante do campo <http://www. autocuidado. Dica Assista ao filme “Meu nome é rádio” e descubra as muitas possibilidades do DM. existem duas formas de classificar a surdo cegueira: 25 . é importante o professor saber a Linguagem de Sinais. autonomia. a pessoa surdocega precisa de um guia-intérprete para sua orientação e mobilidade.5 Surdocegueira Segundo Santo (2008). em caso de diagnóstico da surdez. trata-se de um funcionamento intelectual significativamente abaixo da média. para os DV. ou objetos a pouca distância. para trabalhar o resíduo visual nas atividades educacionais. especialmente quando é usado um aparelho auditivo. A visão se apresenta embaçada. em diferentes graus. o que não é correto.Fundamentos da Educação Especial 2. educação e trabalho.go2album. A pessoa surdocega pode desenvolver diferentes formas de comunicação para entender e interagir com as pessoas. é importante que o professor conheça o sistema Braille de leitura e escrita. coexistindo com limitações relativas a duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas: comunicação. paranoias e outras). que se constitui de pontos em alto-relevo combinados. no mesmo indivíduo. Fonte: Disponível em xergar. com comprometimentos que acarretam consequências no seu desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa. restrita em seu campo visual ou prejudicada de algum modo.Letras Espanhol . 2.Associação Americana de Deficiência Mental). ainda. São fenômenos completamente diferentes.2. através do uso de aparelhos auditivos. De acordo com Ribeiro (2008). Logo que imagens-de-educao-especial>. existem técnicas 2011. participação familiar e comunitária. lupas.2.). As pessoas com baixa visão distinguem vultos. Podem existir resíduos visuais (baixa visão) e resíduos auditivos funcionais. com o meio ambiente e ter acesso a informações e a uma vida social com qualidade.2. que pode ser estimulado na sala de aula e através do convívio com outros alunos. claridade. suficientes para escutar uma conversação.

recusa em verbalizar.a série. Acesso em 23 fev. automutilação. entretanto. O grau de severidade desses comportamentos vai depender de variáveis tais como sua frequência. forem exibidos como padrão. encontramos crianças cujo padrão comportamental encontra-se na segunda categoria. sua intensidade e sua duração. Por outro lado. 2. com/_BUOEwBrstinuado e extenso período de tempo. roubar. • Surdocego pré-linguístico: crianças que nascem surdas e cegas ou adquirem a surdocegueira nos primeiros anos de vida. Se tais comportamentos. maior ou menor do que o esperado para a idade e gênero do aluno.6 Deficiência Múltipla Geralmente.blogspot. ao refletir sobre 2011.. comportamentos voltados para o próprio sujeito. etc. é importante observar que o mesmo foi proposto na tentativa de se evitar outros rótulos. diferentes definições e diferentes tipos de classificação para esses comportamentos. gritar. a variante desse sistema é “escrever” (como se fosse num papel) sobre o braço ou a mão do surdocego. e no outro extremo. tais como locomover-se o tempo todo. anteriormente utilizados. no contexto crianças são especiais geral em que vivem. em seu significado.5º Período Atividade Como se comunicar com as pessoas surdascegas? Reflita sobre esta interrogativa. antes da aquisição de uma língua. o surdocego usa o mesmo método para se comunicar. faltar com a verdade. bem como sinalizar o grau de severidade do problema. Há crianças cujo padrão comportamental encontra-se na primeira categoria. momento em que se encontra explorando o ambiente em que vive. timidez. comportamentos que são altamente inconvenientes. A maioria delas. tais como: fobias. Iremos discutir no fórum. recusa em manter contato visual. 74GKPHU/s320/mundo.. Assim. 2. por exemplo. não é? Assim. no qual se representa. pegando todos os objetos que encontra pela frente. De acordo com Oliveira (2008). Para os surdocegos que ficaram deficientes depois de terem sido alfabetizados. comportamentos voltados para o ambiente externo. Se não souber falar. Esse mesmo padrão comportamental já se mostra inadequado se for exibida por um aluno de 5. são hoje bastante ouvidas em diversos contextos. vez ou outra na vida. Mas o que significam realmente tais expressões? Segundo Oliveira (2008). alheamento do contexto externo. Todas as pessoas apresentam. uma carga de julgamento e de desqualificação da pessoa a quem eles 26 . Segundo Oliveira (2008). Conforme Santos (2008). bem Figura 8: Todas as ► como o prejuízo para suas relações.3 Condutas Típicas O que você entende por condutas típicas? Conhece alguém que apresenta tais características? As expressões “têm problemas de conduta” ou “isto é um distúrbio de comportamento”. pode ser indicador de conduta típica.bp. apresentando comportamentos voltados para o ambiente exterior. que carregavam. jovens ou adultos que apresentam uma deficiência sensorial primária (auditiva ou visual) e adquirem a outra após a aquisição de uma língua (Português ou Língua de sinais). o que tem dificultado o alcance de consenso em torno de uma só definição. a frequência de um comportamento. ou quando ocorre a aquisição da surdocegueira sem outros precedentes. na literatura. etc. locomover-se o tempo todo. formado pelos dedos. o termo “condutas típicas”. jpg>. falar ininterruptamente. passam a ser 3dU/SOgiPpaid6I/ identificados como condutas típicas e podem indiAAAAAAAAADs/yRKmcar seu grau de severidade. enFonte: Disponível em tretanto. na mão da pessoa com deficiência. por um con<http://3.2.UAB/Unimontes . em um extremo. pode ser representada por um contínuo. tais como: agredir. a pessoa que se comunica com o surdocego forma as palavras. Será ainda mais atípico se for apresentado por um aluno do ensino médio. • Surdocego pós-linguístico: crianças. ou inadequados. apresentando comportamentos voltados para si próprios. dado o dano que podem causar para si mesmos e para os outros. usa-se o alfabeto digital. esperados para uma criança na primeira infância. há comportamentos. encontram-se. letra por letra. o termo “condutas típicas” se refere a uma variedade muito grande de comportamentos.

por exemplo. manifestado antes da idade de três anos. c) Autismo Segundo a Classificação dos Transtornos Mentais. entre estes: transtornos de conduta. também real. superando os obstáculos impostos por uma sociedade que espera que eles se tornem reféns da doença. atividade motora excessiva. desajuste social. A criança hiperativa apresenta. apresentaremos. o dever a fazer.Letras Espanhol . algumas das citadas por Stainback & Stainback (1999) como as mais comumente encontradas no cotidiano da escola.. já que tais comportamentos existem. mas informam ao professor cada vez que um determinado colega se levanta. fundamentalmente. Assim. ou atraso intelectual. olhar para a professora. na sala de aula. distúrbios de comportamento. fobias. o cabelo da colega da frente. etc. a régua do outro colega que caiu.3. escolar e comunitário. por exemplo. Existem diversas condutas típicas. social. da Organização Mundial de Saúde. o que também se torna grande empecilho para seu envolvimento com uma determinada ação ou tarefa.. o transtorno se acompanha comumente de numerosas outras manifestações inespecíficas. tal como a atividade a desenvolver. São alunos que apresentam dificuldade em se concentrar na execução de qualquer atividade. e • uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos três domínios seguintes . profissionais e na vida afetiva. e assim por diante. Geralmente. o que implica prejuízos acadêmicos. a tentativa de se respeitar o politicamente correto não pode impedir que o problema seja focalizado. O que se pode concluir. Outros. de defeito. entre outros. como. Os termos distúrbio. geralmente. são reais e constituem uma questão a ser enfrentada e solucionada no contexto. o autismo se constitui um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: • um desenvolvimento anormal ou alterado. No que se refere ao desempenho acadêmico. com as quais o professor convive na sala de aula. decide proporcionar-lhes uma vida normal. distúrbios emocionais.Fundamentos da Educação Especial eram atribuídos. desequilibradas. as principais características da hiperatividade são: déficit de atenção. Muitos chegam à idade adulta sem que o problema tenha sido diagnosticado. mas vivenciam enorme dificuldade em se adaptar ao contexto familiar. comportamento focalizado e repetitivo. preguiçosas. por exemplo. perturbações de sono ou da alimentação. da sala de aula. como a mosca que passa voando. 27 . Dica Assista ao filme “Uma viagem inesperada da Granada Entertainment”. são crianças que movimentam a cabeça o tempo todo. suas aquisições e desenvolvimento parecem se correlacionar com a intensidade e a frequência do problema que apresentam. quando esta está dando uma explicação. na realidade. impulsividade ou falta de controle. desajuste. Assim. de inadequação humana. crises de birra ou agressividade (autoagressividade). e tratado. a professora que está dando explicações. 2. apresenta uma constante mobilidade e agitação motoras. embora atendam a estímulos relevantes. Muitas das pessoas com TDAH passam a vida inteira sendo acusadas injustamente de mal-educadas. Conta à história de Corrine Morgan que. comportamentos. quando descobre que seus filhos gêmeos são autistas. Além disso. Outros. Pode-se citar.está no fato de que o conhecimento sobre este assunto seja muito pequeno entre a população leiga e até mesmo nas áreas médica e psicológica. não conseguem manter a atenção neles eles pelo tempo requerido pela atividade.interações sociais. crianças que não respondem a mais nada. embora obviamente não abranjam todos os padrões comportamentais denominados condutas típicas. parecem dar ao sujeito assim qualificado. ou comportamental. Talvez o maior problema que ocorre em relação ao TDAH .1 Condutas Típicas mais Comumente Descritas a) Distúrbios de atenção (DA) Podemos observar que há alunos que apresentam dificuldade em atender a estímulos relevantes de uma situação. voltando-se e respondendo a qualquer dos estímulos presentes que estejam concorrendo com o estímulo relevante. Entretanto. olham para qualquer outro estímulo presente. Estas. uma característica de menor valia. selecionam e respondem somente a aspectos limitados da realidade. por outro lado. não apresentam comprometimento. a seguir.como é hoje conhecido . é que todos esses termos têm procurado etiquetar pessoas que apresentam problemas de natureza emocional. cerca de 3% das crianças em todo o mundo apresentam o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). uma inabilidade para controlar seu comportamento motor de acordo com as exigências nas diversas situações. comunicação. b) Hiperatividade De acordo com Oliveira (2008). ainda. como. Demorou-se para que este transtorno fosse reconhecido como um problema neuropsicológico.

o uso inadequado de mecanismos de defesa. As causas mais comuns para tais tipos de comportamento são: • Como “causas biológicas”. esmurrar. as anormalidades bioquímicas. a desorganização social. ameaçar. a associação diferencial. sentimentos. Por outro lado. entre outros comportamentos.3 Alheamento Há crianças que se esquivam. psicoterapia (embora esta seja dificultada pelos distúrbios comunicacionais) e a orientação à família e à escola.3. refletir. encontram-se crianças que não iniciam contato verbal.3. • Seus determinantes são variados. comportamental e/ou social. É importante que o professor. fazer declarações autodestrutivas. seja fisicamente. e interações negativas com outras pessoas. não respondem quando solicitadas. o tratamento desta conduta típica é mais complicado que a do TDAH. aprendizagem de comportamentos não adaptativos e o desenvolvimento de comportamentos não adaptativos por circunstâncias ambientais estressantes. ego e superego). até então. 2. na maioria das vezes.UAB/Unimontes . usar linguagem abusiva. as anormalidades neurológicas. ou mesmo se recusam terminantemente a manter contato com outras pessoas. os familiares.4 Agressividade Física ou Verbal A agressividade física e/ou verbal se constitui de ações destrutivas. o conhecimento equivocado sobre si mesmo. não parando para pensar. as lesões no sistema nervoso central. falar mal. podendo ser de natureza biológica. 2. descrito anteriormente.2 Impulsividade A criança impulsiva apresenta respostas praticamente instantâneas perante uma situação de estímulo. a transmissão cultural. a herança genética. • Como “causas comportamentais”. registre. descrevendo objetivamente como ele se caracteriza. apresentar comportamentos de natureza agressiva. Todas as pessoas podem. 28 . bem como bater. beliscar. ou mesmo que mostram falta de interesse pelos estímulos ou acontecimentos do ambiente. por meio de uma ação motora ou verbal. analisar a situação.5º Período Dica Segundo Oliveira (2008). para tomar uma decisão e então se manifestar. em sua manifestação mais severa. muitos dos comportamentos dos alunos provavelmente já foram conhecidos no contexto familiar. É grande a variedade de comportamentos englobados sob esse rótulo. • Como “causas fenomenológicas”. para que sejam providenciados encaminhamentos para profissionais especializados. Em sua manifestação mais leve. as predisposições herdadas (processos instintivos) e experiências traumáticas na primeira infância. tentando administrar. a rotulação. parecendo desenvolver e viver em um mundo só seu. puxar os cabelos. o professor é a primeira pessoa a observar comportamentos não adaptados apresentados pelo aluno. e solicitar orientação para a equipe técnica e a direção da unidade. geralmente. a convivência com o problema. para lidarem melhor com estas crianças. Geralmente. quando necessário. eventos ambientais. os processos psicológicos. o funcionamento da mente (id. seja em sua verbalização. Segundo Oliveira (2008). ao observar esse tipo de comportamento. não brincam com outras crianças. 2. psicológica. dirigidas a si próprio. Oliveira (2008) nos apresenta. tais como: falha na aprendizagem de comportamentos adaptativos. encontram-se crianças que não fazem contato com a realidade. a comunicação destorcida. Ela inclui gritar. a hiperatividade e a impulsividade encontram-se juntas. nos meandros do cotidiano doméstico. Segundo Oliveira (2008). ou com qualquer outro aspecto do ambiente sociocultural no qual se encontram inseridas. abaixo.3. à parte da realidade. pensamentos e eventos subjetivos. • Como “causas psicológicas”. • Como “causas sociológico-ecológicas”. a outras pessoas ou a objetos do ambiente. “viraram-se” como puderam. num mesmo padrão comportamental. mas utiliza-se medicação. em algum momento ou fase de sua vida. uma síntese das características gerais das condutas típicas: • Não existe um padrão único de comportamento denominado conduta típica. restringir fisicamente.

na comunidade. c. sobre o encaminhamento do aluno e. hiperatividade. 1. com a direção da unidade escolar e todos os procedimentos regulares devem ser explorados antes de se encaminhar o aluno para atendimentos outros. Ao observar tais comportamentos do aluno. d. então. É nessa instância. alheamento. podemos destacar algumas dicas que podem ser úteis ao professor. 3. discriminar. 5.Letras Espanhol . Distanciamento dos padrões de comportamento esperados de uma pessoa daquele sexo. dificuldade de concentração. a prática compreensiva e acolhedora da escola . quando necessário.Fundamentos da Educação Especial • Os indicadores que facilitam sua identificação e a avaliação do grau de severidade são: a. os limites necessários para a convivência num coletivo complexo. assim. É importante que o aluno possa. Frequência muito menor ou maior do que o esperado. frágeis e assustados com as repercussões dos seus comportamentos. É importante que o professor estabeleça claramente. 4. é importante que o professor descreva em que momentos eles são apresentados. com os alunos. embora não exista um “modelo de currículo ideal”. às vezes. 2. Segundo Carvalho (2001). para que possam fazer uma avaliação mais detalhada do problema e nortear os atendimentos especializados necessários. agressividade física. qual foi o resultado de tais intervenções. que se deve decidir. em nada ajudarão esses alunos. b. como necessário. normalmente inseguros. Assim. até sugerir aos familiares que procurem outros profissionais especializados. agressividade verbal. com prazer e com a maior autonomia possível. Exemplos de condutas típicas mais comumente encontradas nas salas de aula são: desatenção. Além das providências organizativas. faixa etária. naquele contexto. por si só. Tais informações. Nesse momento. A previsibilidade de ações e de acontecimentos pode diminuir em muito a ansiedade do aluno que apresenta comportamentos não adaptativos. do espaço. É importante que o ensino seja individualizado. sempre que possível. que as atividades acadêmicas ocorram em um ambiente que. impulsividade. segundo Carvalho (2001). dos materiais e a realização das atividades. É importante. que estratégias de intervenção já foram tentadas. quais as consequências para o aluno e para os demais alunos da classe. em comum acordo com a família. aplicável a todas as condutas típicas. devem ser discutidas com os profissionais da equipe técnica.3. Intensidade muito menor ou maior do que o esperado. tenha significado e estabilidade para o aluno. autismo. com que frequência. as quais se referem a adaptações organizativas que podem auxiliar em sala de aula. é importante que o professor estruture o uso do tempo.5 Estratégias de Intervenção Segundo Oliveira (2008). Outro ponto importante é que a escola deve contar com as informações fornecidas pela família para melhor compreender os comportamentos do aluno e o seu processo de aprendizagem. que.o que não significa ser excessivamente tolerante ou abrir mão dos limites necessários à educação . É fundamental que seja identificada a forma mais adequada de comunicação para cada aluno. castigar e rotular. 6. norteado por um Plano de Ensino que reconheça as necessidades educacionais especiais do aluno e a elas responda pedagogicamente. bem como para seu desenvolvimento e integração social. fazer adaptações em três áreas: 29 . Ela é considerada multidisciplinar porque conta com profissionais que dominam diferentes áreas do conhecimento e. 2. efetiva-se. desamparo. Seus efeitos. de forma a permitir que ele trabalhe com compreensão. a presença de uma equipe multidisciplinar. geralmente são destrutivos para o desenvolvimento e aprendizagem do aluno. podem contribuir com informações diversas e valiosas para o alcance de uma compreensão mais ampla e profunda acerca da natureza do problema e de que ações são necessárias para auxiliar no desenvolvimento do aluno. com as situações de sua própria vida. entre outras informações. relacionar o que está aprendendo na escola. caso o problema não seja abordado.em relação às condutas típicas são essenciais. também. finalmente. o professor que recebe em sua classe um aluno que apresenta esses comportamentais pode ter. de forma a diminuir ao máximo o caos que um ambiente complexo pode representar para esse aluno. bem como orientar o professor. Duração prolongada no tempo. Assim sendo.

2. compreensivo e acolhedor com as condutas típicas. • Programas voltados para o ensino de habilidades de convivência social. no processo de buscar formas eficientes de gerenciar seu ensino em salas de aula. 7.blogspot. Os tratamentos e intervenções adotados são cuidadosamente direcionados para problemas específicos e identificados por uma equipe interdisciplinar. Abaixo. no atendimento às peculiaridades individuais de todos os seus alunos. sejam generalizados e transferidos para o ambiente escolar. O estudo da situação e o monitoramento dos efeitos das ações de intervenção são mantidos continuamente 3.UAB/Unimontes .bmp>. familiar e social. 30 . O programa oferece oportunidades frequentes para os alunos praticarem e usarem as habilidades que acabaram de aprender. com/_JwX7lIaAIiU/TJdhriguqBI/AAAAAAAAAiQ/ S1dqMke8YFQ/s1600/ Uni%C3%A3o. que podem e devem avaliar suas ações de intervenção.bp. direcionados tanto ao aluno como à sua família. 2011.5º Período • Programas voltados para o comportamento de sala de aula. O programa prevê ações que favoreçam com que as habilidades e os comportamentos aprendidos em contexto terapêutico. usando na sala de aula os mesmos procedimentos recomendados pelos terapeutas e usados em casa (quando a família é participante do processo de intervenção). • Cooperar com os pais. e na resposta às necessidades educacionais especiais presentes no grupo. 5. São os seguintes: 1. 6. fica destacada a importância do trabalho conjunto. Portanto. há alguns fatores que permitem identificar se um programa de atenção pedagógica a alunos que apresentam condutas típicas está sendo eficiente e eficaz. 4. Acesso em 23 fev. Figura 9: Dar as mãos ► para a inclusão Fonte: Disponível em <http://2. O programa assume e respeita o compromisso de oferecer continuidade de intervenção para a criança. ou se sentir inseguro. participativo. há também que se mencionar os profissionais da educação. ou jovem que necessite de apoio e cuidado por longo período de tempo. • Programas voltados para a educação acadêmica. As ações de intervenção são apoiadas por dados obtidos através da observação direta e descrição clara e objetiva dos comportamentos focalizados. já que é somente com esta informação que eles podem manter um trabalho eficiente e de qualidade. sempre que necessitar de apoio. listamos alguns cuidados básicos a serem adotados pelo professor. O programa adota tratamentos múltiplos (interdisciplinares) coordenados. Segundo Stainback & Stainback (1999). da qual participam os pais do aluno. • Discutir sempre com a equipe técnica a busca de estratégias que sejam efetivas e realistas para o caso em questão: • Pedir ajuda aos profissionais da equipe técnica.

4 Capacidades e Talentos: Conhecendo a Superdotação Segundo Delou (2008). não são gênios com capacidades raras em tudo com/_IkOTQcvdL. 31 . Acesso em 21 jan. No Distrito Federal. Portanto.blogspot. esses órgãos têm o papel de auxiliar as escolas quando elas reconhecem alunos com esse perfil em suas salas de aula. <http://4.razão pela qual a identificação de jovens com altas habilidades.Letras Espanhol . Assim como os estudantes diagnosticados com algum tipo de deficiência.senão. o que os coloca como parte do grupo que tem de ser incluído na rede regular de ensino. uma boa pista para encontrá-los é reparar no desempenho e no interesse muito maior por um determinado assunto. especialistas ressaltam que nem sempre esses alunos são os mais comportados e explicam que as altas habilidades são divididas em seis grandes blocos: a. Primeiro: esses estuFonte: Disponível em dantes. Ao contrário. antes de alunos precisam de atenção especial tudo.4. até o ano passado. É importante que o professor desconfie de estudantes com vocabulário avançado.bp.1 Onde Buscar Ajuda? De acordo com Delou (2008). eles terem raciocínio rápido não diminui o trajpg>. seja a maior do país. Raramente. trabalhar com ◄ Figura 10: Todos os alunos com altas habilidades requer. O Ministério da Educação montou um formulário com 24 frases que ajudam a identificar estudantes assim. eles precisam de mais estímulo para manter o interesse pela 2011. alta capacidade de desenvolver o pensamento abstrato. Para dar um atendimento mais qualificado a esse público.e encaminhá-lo ao programa oficial de estímulo.4. procure o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação na Secretaria de Educação de seu Estado. escola e desenvolver seu talento . Capacidade intelectual geral Crianças e jovens assim têm grande rapidez no pensamento. os que têm altas habilidades precisam de uma flexibilização da aula para que suas necessidades particulares sejam atendidas. Isso pode ter razões genéticas ou ter sido moldado pelo ambiente em que o aluno vive. Apesar de ainda pouco estruturados. O que o torna diferente é a habilidade acima da média em uma área específica do conhecimento. 2.5 mil jovens e crianças assim. sensíveis a temas mais abordados por adultos e que não gostem de rotina. 2. compreensão e memória elevada. No Brasil. haviam sido identificados 2. muita curiosidade intelectual e um excepcional poder de observação. também chamados de superdotados. derrubar dois mitos. do mais bagunceiro ao braço direito da professora. o superdotado pode ter qualquer perfil. Instituições não governamentais também apoiam professores e familiares que procuram ajuda para desenvolver talentos. Os núcleos têm a obrigação de indicar uma psicopedagoga para avaliar se a criança ou o jovem têm mesmo uma alta habilidade .2 Os Superdotados não são Iguais e se Dividem em Vários Perfis Segundo Delou (2008).Fundamentos da Educação Especial 2. passando pelo tímido. perfeccionistas. podem até se evadir. Segundo: o fato de N7a5A/s1600/especial.só apresentam mais facilidade do que a maioV8/S_MPaUTJR-I/ AAAAAAAAAAM/7-ms6_ ria em determinadas áreas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que pelo menos 5% da população tem algum tipo de alta habilidade. tal serviço existe desde 1976 . embora ainda pequena. contestadores. Se você reconhece um de seus alunos como possível superdotado. O trabalho requer estratégias diversificadas e apoio externo. o Ministério da Educação (MEC) criou em 2005 Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação em todos os Estados. com atividade extraclasse e orientações para o professor e a família. os superdotados têm múltiplas habilidades. balho do professor.

Sol. é capaz de influenciar os outros. Hoje. 12. Primeiro. o que ajuda a entender que nem sempre alunos assim são os mais interessados e bem comportados em sala de aula. etc. 5. alta pontuação em testes e desempenho excepcional na escola. Capacidade de liderança Alunos com sensibilidade interpessoal. Acesso em 22 jan. sensibilidade ao ritmo musical. A facilidade de expressar-se. facilidade para expressar ideias visualmente. 10. e. solo. d. Assim. É provável que encontremos mais do que um estudante em cada item. ninguém duvida de que os quatro eram superdotados. 2. literárias ou cênicas. dramáticas. imaginação. Está sempre bem informado. resistência. capacidade de resolver situações sociais complexas. Pensamento criativo Aqui se destacam originalidade de pensamento. musicais. não convencional. Entende a importância da natureza (tempo.jpg>. se observarmos o histórico escolar de Louis Pasteur. .3 Como Identificar a Superdotação? Vamos reservar alguns minutos para listar os nomes dos alunos que logo nos vêm à mente quando lemos as descrições abaixo? Utilizemos esta lista (preparada pelo MEC) como uma “associação livre” e de forma rápida. inclusive em áreas não comuns.bp. 2011. 2. desenho. O estudante com altas habilidades costuma ter um interesse tão grande por uma das disciplinas que acaba negligenciando as demais. conforme a necessidade educacional de cada aluno. Persuasivo. por exemplo. Dica Para saber mais. porque muda o olhar do professor. a diferença está em: concentração e motivação por uma ou mais disciplinas. Lua. Albert Einstein. com/palestra.com/_MA9GB24csr8/StfEiFRY2zI/ AAAAAAAAAAM/8OElseGxcFM/S1600-R/ bebe+borboleta. durante a infância. 6. Capacidade psicomotora A marca desses estudantes é o desempenho superior em esportes e atividades físicas. leia o MANUAL DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA e os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. poder de persuasão e de influência no grupo. está sempre curioso sobre o como e o porquê das coisas. estrelas. 8. o cientista inglês que primeiro percebeu a gravidade teve de ser educado pela mãe porque foi expulso da escola. etc. Têm muitas habilidades nas artes (música dança. agilidade de movimentos. Figura 11: Altas Habilidades Fonte: Disponível em <http://2.  32 f.). O alemão que elaborou a Teoria da Relatividade fugia das aulas de Matemática. O francês responsável pelas primeiras vacinas era mau aluno. imaginativo. criativo. 9.). reflexões e propõem alternativas práticas a serem implementadas em sala de aula. Walt Disney e Isaac Newton. autodirecionado (faz coisa sem que seja mandado). Aptidão acadêmica específica Nesse caso. Mesmo os mais aplicados dificultam a aula ao monopolizar a atenção. velocidade. capacidade de produção acadêmica. Inquisitivo e cético. força.5º Período Dica Leia o texto de Elizabet Dias de Sá. 4. 11.UAB/Unimontes . uma vez que apresentam discussões. O texto encontrase disponível no site: <http://bancodeescola. capacidade de resolver problemas ou perceber tópicos de forma diferente e inovadora. especialmente em Química.htm>. É original. Muitos não querem trabalhar em grupo por não entender o ritmo “mais lento” dos colegas. pode ser usada para desafiar o professor e os colegas. É persistente. 3.4. Talento especial para artes Alto desempenho em artes plásticas. b.blogspot. O americano que criou um império do entretenimento foi reprovado em Arte. Adapta-se com bastante rapidez a novas situações e a novos ambientes. controle e coordenação motora fina e grossa. 7. atitude cooperativa. podemos perceber que ele costuma chocar quem espera um comportamento “exemplar”. E também porque o próprio jovem passa a aceitar melhor as diferenças. Mostra senso comum e pode não tolerar tolices. c. Pensa de forma incomum para resolver problemas. independente. Quem exibir consistentemente vários dos comportamentos tem fortes chances de apresentar altas habilidades: 1. Aprende fácil e rapidamente. E. É esperto ao fazer coisas com materiais comuns. A descoberta das altas habilidades é o primeiro passo para melhorar esses comportamentos. “Educação Inclusiva no Brasil: sonho ou realidade?” e descubra alguns obstáculos reais sobre as altas habilidades/superdotação.

2. Educação Especial e a Inclusão no Cenário Brasileiro: Contextualização do Problema. A. 19. Á. Tem bom julgamento. 2008.Fundamentos da Educação Especial 13. Segundo Oliveira (2008). receber tratamento punitivo. Aprende facilmente novas línguas. A. E. 1999. Inclusão Escolar: desafios. sim. São Paulo: UNICAMP.com. V. que fazer a sua parte. 16. 2011. onde seu trabalho se efetiva. Todas as crianças são bem . T. Referências BUENO. 1993. 2004. Rio de Janeiro: WVA. 20. C. ed. Cadernos CEDES. In: OLIVEIRA. Desenvolvimento Psicológico e Educação: Transtornos do Desenvolvimento e Necessidades Educativas Especiais. 14. J. Ele tem. 23. Curitiba: IESDE Brasil S. In: ______.br/caops/caop-pd/doutrina/grupo educação inclusiva. V. M. 2008. E. Curitiba: IESDE Brasil S. é verbalmente fluente. A. M. é lógico. 2003.Letras Espanhol .inclusão. S. 2011. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. A.. SASSAKI. 17. Eles não podem. reajustar sua prática pedagógica.. no entanto. E. buscar estratégias pedagógicas diversificadas. ______. Curitiba: IESDE Brasil S. observá-lo. Repensando o fracasso escolar. Dica É importante que o professor dê atenção aos distúrbios de conduta ou condutas típicas. 2008. de. CARVALHO. M Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. que é perceber o problema.. Acesso em 21 jan. MARCHESI. Marília de Fátima C. de. formal e regularmente a ele disponibilizado na unidade escolar e no sistema mais amplo de ensino. Curitiba: IESDE Brasil S. A nova LDB e a Educação Especial.. M. Mostra sacadas e percepções incomuns. Campinas: Papirus. SÁ. Resiste à rotina e à repetição. C. 22. Como a escola pode tornar-se inclusiva? Disponível em <http://www. 18. acompanhar os procedimentos de encaminhamento para profissionais especializados. Integração/Segregação do Aluno Diferente. M.. É versátil. 2008. essencialmente. o professor não pode trabalhar sozinho. 33 . Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. ______. K. É sensível à verdade e à honra. G. M. pois estes facilmente se confundem com problemas disciplinares. São Paulo: Educação. Educação Especial Brasileira. DELOU. R. In: Libras: Língua Materna do Surdo Brasileiro. 2001. implementá-las. descrever as contingências que o cercam. 15. In: ______. Demonstra alto nível de sensibilidade e empatia com os outros. 21. RIBEIRO. OLIVEIRA. p. do suporte institucional sistemático. Curitiba: IESDE Brasil S.m. alguns deles acima da idade cronológica.vindas á escola. Porto Alegre: Artmed.pdf>.htm> Acesso em 19 fev. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. frequentemente de forma argumentativa. E. Anais. In: Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Atitudes e Técnicas Facilitadoras da Inclusão.3. W. 28. G.. Tem vocabulário excepcional. Apresenta excelente senso de humor. 2003. T. que só contribui para agravá-los. S. ESTEBAN. É flexível e aberto. Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Distúrbios de Conduta. Letramento e Surdez. Rio de Janeiro: WVA. F. MANTOAN. 24. G. R. 1997. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Expressa ideias e reações. M.gov. S. 1992. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. Disponível em <http//mp. buscando orientação e o suporte dos profissionais especializados. Trabalhadores independentes. monitorar seu efeito. A. SANTO. 75-86. Mas ele precisa. ______. com o diretor da unidade. discutir com os profissionais da equipe técnica. 2008. descrevê-lo. SÁ. In: _____. pois têm múltiplos interesses.br/index.

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considera a inclusão e integração como formas de inserção social. bem como as adequações curriculares que nortearão o ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. auditiva. Bom estudo! 3. aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos. são: • Analisar os conceitos de integração e inclusão. além daqueles que apresentam condutas típicas e superdotação na rede de ensino comum. a justiça social. a escola seguia o modelo da Integração. assistente social e consultor de reabilitação. ambiente). a inclusão dos excluídos. pela Secretaria de Educação Especial do MEC. • Identificar aspectos importantes sobre a escola como canal de mudança. Enfrentar os mitos. fecharemos a disciplina com uma reflexão crítica. por uma classe especial ou Escola Especial. foi feita. Dessa forma.1 Introdução Apresentamos a você a terceira unidade da disciplina Fundamentos da Educação Especial. Faremos uma abordagem sobre a formação do professor e a sua contribuição nesse processo. qual a diferença entre inclusão e integração? Sassaki (2003). Para isso. uma caracterização que orienta o trabalho com os diferentes tipos de deficiência.Letras Espanhol . independência. • Analisar se o ensino regular é a melhor opção para os alunos com necessidades educacionais especiais e refletir sobre a formação do professor que atuará com tais alunos. servindo de estímulo para novos estudos. Até os anos setenta do século passado. Sabemos que a Política Nacional de Educação Especial dá prioridade para o atendimento de todas as pessoas com deficiência mental. precisava ser “preparado”. Já nos anos noventa. visual. considerava-se que a deficiência era um problema que estava na pessoa e. emprego. essa disposição inclui abraçar condutas e debates que enfoquem os conceitos inclusivistas como autonomia. portanto. debates e realizações. equiparação de oportunidades. Por esse Dica O século XXI avança com desafios visíveis: os novos contornos geopolíticos. inclusão social. educada) para tornar-se apta a satisfazer os padrões aceitos no meio social (família.um Novo Olhar para a Educação 3. Segundo Sassaki (2003). rejeição zero e vida independente. Segundo Sassaki (2003). e múltipla. modelo social da deficiência. as barreiras e os preconceitos é enfrentar as resistências que retardaram o atendimento aos alunos com necessidades educacionais especiais na sociedade brasileira. ou seja. estava consolidado o novo conceito proposto: o da Inclusão. esse modelo começou a ser questionado. onde as mesmas atuarão como canais de mudança para que haja realmente a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais. neste estudo. abordando a hora da virada nas escolas. Quem não estivesse pronto para ingressar imediatamente na escola. escola. mas mostra que são conceitos distintos. Enfim. a partir dos anos oitenta. refletindo sobre a sua implicação nas escolas. física. O estudo proposto nesta unidade encontra-se organizado conforme apresentado abaixo: Esperamos que as discussões iniciadas aqui possam lhe servir no contexto de sua ação pedagógica e que lhe sejam úteis.um novo olhar para a educação. é fundamental reiterar o estímulo a uma disposição humanitária. até ser considerado aceitável. reabilitada. em seu livro “Inclusão: construindo uma sociedade para todos”. Para que as ações em torno desse trabalho aconteçam de forma coerente e sistemática.2 Integração Versus Inclusão: Preparando-se para Novos Debates Para você. Do mesmo modo estão postos os desafios com a educação inclusiva. nesta terceira unidade. o multiculturalismo. que será o ponto de partida para novos estudos e debates: como será o futuro das nossas escolas para que a inclusão realmente aconteça? Os nossos objetivos. 35 . Estaremos. a globalização.Fundamentos da Educação Especial Unidade 3 Diversidade . era a pessoa que precisava ser modificada (habilitada. intitulada Diversidade .

as pessoas com deficiência. No entanto. ainda é biologicamente o mesmo daqueles tempos. pesquisador da educação de crianças surdas. Isso significa que. A Educação Especial é o ramo da Educação. pela discriminação. Sá (2008). A reflexão situa-se agora nas mudanças que é preciso fazer nas escolas regulares e na provisão de recursos para que os alunos com NEE recebam nelas um ensino satisfatório. ou seja. o resultado da incapacidade da sociedade de atender às necessidades dessa mesma pessoa. Um modelo de pensamento é uma espécie de filtro através do qual o mundo pode ser interpretado. etc.) que precisa se tornar capaz de acolher todas as pessoas. Dica A educação inclusiva apoia os deficientes numa educação especial. é a sociedade (escolas. Sabemos que é difícil mudar nossas opiniões. ao analisarmos um modelo. e. ideias e valores. também. A partir do reconhecimento de que temos preconceitos. O modelo da Inclusão exige que abandonemos preconceitos e estereótipos em relação à Educação e às pessoas com deficiência. mas.5% da população brasileira têm alguma deficiência. desde o início da humanidade.. mas não piedosa que percebe o sujeito em sua singularidade e que tem como objetivos o crescimento. Pense: Por que temos preconceitos? Dica Segundo Mantoan (2001). Acesso em 23 jan. modelo. não o fazemos apenas racionalmente. Chegue perto delas e você vai comprovar isso. Certamente. insegurança. mas. Temos dúvidas e perguntas. ambientes físicos. As pessoas com deficiência são pessoas como nós: têm sonhos. a satisfação pessoal e a inserção social de todos. mas sim que esta ocorre desde os tempos mais antigos. raiva. Diante do diferente.. o fazemos emocionalmente. pelas palavras ofensivas ou por atos violentos. a Sociedade para Todos está em processo de construção. por isso ainda estamos convivendo com classes especiais e Escolas Especiais. serviços. O “outro” inspira receio. gif>. que se ocupa do atendimento e da educação de pessoas deficientes. Portanto. Esses sentimentos eram importantes no tempo das cavernas. Esse é um direito intransferível de todas as crianças e ninguém pode negar isso a elas. com/2010/11/educac3a7c3a3o_especial_logo. pelo modelo da inclusão. de acordo com Oliveira. entende que “a integração é o processo que permite aos alunos que habitualmente foram escolarizados fora das escolas regulares. As duas coisas não são e não podem ser consideradas excludentes. essa característica foi selecionada evolutivamente porque ajudava na sobrevivência da espécie. Marchesi (2004).UAB/Unimontes . Mas a Escola Inclusiva e o modelo da Inclusão vieram para ficar porque se baseiam em conceitos teóricos e práticos desenvolvidos pelos melhores educadores em todo o mundo e refletem o nosso momento histórico. Você deve ter ouvido muita gente falar que a Educação Inclusiva é uma ilusão e que ela nunca vai funcionar. O que você pode dizer a essas pessoas é que esse é um falso dilema. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo. esperança. de pessoas com necessidades educativas especiais (Oliveira. Hoje. do “outro”. e muitas vezes não sabemos como fazer de forma diferente. programas.wordpress. Dica Assista ao Filme: ” O Corcunda De Notre Dame” .5º Período Figura 12: Educação ► inclusiva para todos Fonte: Disponível em <http://franciscajoeicc.” Segundo Sassaki (2003). E o homem moderno. 36 É normal ter preconceito. amorosa. Já o Censo Demográfico de 2000 apontou que 14. este é um contingente formado por mais de 24 milhões de pessoas. Por que as pessoas com deficiência quase não são vistas nas ruas? Sassaki (2003) afirma que. sim. As pessoas com deficiência têm direito a uma educação de qualidade e inclusiva. Portanto. quase não são vistas nas . ainda hoje. são constituídos por pessoas com algum tipo de deficiência. ou seja. 2011. desde a década de 80. temor. Este estudo vem justamente tentar abrir o leque das reflexões. a educação inclusiva é uma ação educacional humanística. a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 10% da população de todo país.files. medos. empresas. em tempo de paz. é mais fácil mudar nosso comportamento e perceber que existem muito mais coisas que nos unem do que coisas que nos separam. é normal adotar atitudes defensivas ou de ataque. a deficiência não é um problema da pessoa. neste filme você poderá verificar que a questão da discriminação não é algo novo. O preconceito faz parte da natureza humana. sobretudo. 2008). que se expressam pelo preconceito. vivemos um momento de transição entre modelos e ideias. do desconhecido. esse momento de transição é inevitável porque adotar um novo modelo nunca é fácil. Você deve ter ouvido muitos professores dizendo que uma boa classe especial ou Escola Especial é melhor para as pessoas com deficiência do que uma Escola Inclusiva ruim. quando os homens eram poucos e lutavam bravamente para sobreviver em um ambiente hostil. democrática. serem educados nelas.

Acesso tencial de serem incluídos com sucesso tem aumentado. o termo “deficiente” era vulgarmente aplicado a pessoas portadoras de deficiência(s). mas também de atitudes e perpassa todos os níveis da educação. na política. pelos próprios portadores. E comum ser individualista. seja ele quem for. e o pofessor/Logo-Educacao-Inclusiva_02. Assim. portanto a inclusão de crianças com necessidades especiais na rede regular de ensino pode ser um começo para outras transformações não somente de pensamentos. É importante se discutir esse assunto. Geralmente as pessoas só se dão conta de que estão direta ou indiretamente excluindo o deficiente da sua con- 37 . mas natural. é que vão encontrar um espaço democrático. Atualmente.jpg>. é aceitar o diferente e especializado deve ser visto como um complemento da escolarização e não um substituto.Letras Espanhol . a inclusão traz benefícios tanto acadêmicos quanto sociais. O principal motivo das crianças irem para escola abranger. mas na verdade todos ganham com a inclusão. pois a inclusão é um direito garantido por lei a todas as pessoas com algum tipo de deficiência e incluir crianças deficientes. e raramente aparecem na televisão. A inclusão bem-sucedida não acontece automaticamente. pois aprendemos todos os dias a exercitar a tolerância e o ◄ Figura 13: A Educação respeito ao próximo.br/novo/ Cada vez mais pesquisas têm sido publicadas e o coimagens/artigos/vozpronhecimento sobre as capacidades dessas crianças. Porém. cada vez mais rejeitada pelos especialistas da área e. É trazer para perto. nos restaurantes. Além disso. aconteça é olhando a educação com outros olhos. e vão ficar apreensivos no começo. em 23 jan. pelo que foi.Adequações Curriculares Dica Segundo Oliveira (2008). Existem limitações que os deficientes precisam enfrentar. Muitos professores vão achar a ideia de incluir tais alunos em suas salas preocupante. a atitude da escola como um todo é um fator significativo nesse processo. ducacao. Deste modo. para substituí-la. especiais possa ter uma oportunidade de frequentar uma Fonte: Disponível em <http://www. em especial. surge a expressão: “pessoa especial!. Por que isso acontece? Basicamente. é não deixá-la alienada e despreparada para uma realidade que também é sua. também aprender com Quando se pensa que tipo de benefícios a inclusão pode gerar.com. Existem muitos moEspecial No Sistema tivos para que uma criança com necessidades educacionais Educacional Brasileiro. de fato. A criança com necessidades especiais inclusa na escola de ensino regular tem grandes chances de melhor se desenvolver porque esse ambiente para ela certamente será mais desafiador. O atendimento educacional as mesmas experiências. ao longo dos anos. compreender.3 A Escola como um Canal de Mudança .Fundamentos da Educação Especial ruas.planetaeescola de ensino regular. nos cinemas. nas escolas. essa “invisibilidade” é o resultado de um círculo vicioso: não vemos pessoas com deficiência nas ruas porque a maioria dos ambientes não é acessível e a maioria dos ambientes não é acessível porque quase não vemos pessoas com deficiência nas ruas. esta expressão embarga consigo uma forte carga negativa depreciativa da pessoa. 2011. nos ônibus. mais do que cumprir uma lei. falamos em inclusão de A inclusão faz parte de um grande movimento pela melhoria do ensino. principalmente quando o assunto é deficiência. onde poderão compartilhar o conhecimento e a somar e é nisso que devemos pensar quando experiência com o diferente. a palavra é considerada como inadequada e estimuladora do preconceito a respeito do valor integral da pessoa. e é isso que vai servir de estímulo para que ela se desenvolva. a inclusão não é apenas para crianças receberem atendimento especializado para deficientes. é permitir que ela se insira na sociedade em que mais tarde precisará conviver. dar a ela o direito de ter mas sim para todos os excluídos ou discriminados. e o primeiro passo pessoas com deficiênpara que isso. Carvalho (1997) afirma que a escola é um canal de mudança. mas essas limitações se tornam mais simples para se conviver. É preciso entender que cia. o nosso propósito é trazer à discussão um assunto que é de interesse de todos. etc. surge sempre o pensamento ele. 3. porém Esteban (1992) destaca que pesquisas demonstram: a maioria dos professores tem ferramentas necessárias para garantir o sucesso dos mesmos. até bem recentemente. já Glossário que uma parcela considerável da sociedade sofre com algum tipo de deficiência e ninguém está Incluir: significa totalmente livre de passar por esse problema. do que para os outros alunos sem deficiência. quando as pessoas que vivem ao lado deles aceitam a sua deficiência como algo diferente. para as minorias. de que as pessoas com deficiência têm mais chances de se desenvolver.

implementado nas escolas de ensino regular. Nesse sentido. gradativamente. Embora a ideia de ter uma sociedade mais consciente e com direitos iguais para todos pareça uma utopia. pois as pessoas são diferentes! Alunos diferentes terão oportunidades diferentes para que o ensino alcance os mesmos objetivos. toda campanha de esclarecimento sobre a educação inclusiva. precisa ser interpretada. Contamos atualmente com uma vasta bibliografia sobre a área da educação especial. mas aos poucos se pode ir alcançando os objetivos. defendendo que nenhuma criança deve ser separada das outras por apresentar alguma espécie de deficiência. a maior conquista na inclusão está em conseguir garantir a todos o direito à educação. sérios desafios decorrentes tanto do contexto problemático das reformas propostas para a formação de professores em geral. Em relação aos educadores. um dos elementos centrais a ser estudado é a formação de professores para a educação especial. muito contribuirá para torná-la realidade. que abordam as diversas deficiências. teses. A inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino trará benefícios a essas pequenas cidadãs que aprenderão desde cedo a serem autônomas. revistas. independentes e a saberem viver em sociedade e esse direito não deve ser de maneira alguma negado a elas. A criança com necessidades educacionais especiais aprende num ritmo diferente das outras. livros. Falar sobre inclusão hoje em dia é muito comum. manter crianças com algum tipo de deficiência fora do ensino regular é considerado exclusão.4. em nosso país. para que esse processo possa ser efetivado. mas esse problema poderia ser amenizado. que surgiu mais precisamente na década de 90 no Brasil. se vivêssemos em uma sociedade mais consciente e preocupada com o próximo. Deve evoluir junto e dar a todos o mesmo preparo.5º Período Dica Sabemos que a CONSTIUIÇÃO FEDERAL de 1988 garante o acesso ao Ensino Fundamental Regular a todas as crianças e adolescentes. é necessário antes de tudo uma mudança de pensamento da sociedade em relação a esse problema. Dica Werneck (1993. Segundo Mantoan (2003). Dica Segundo Carvalho (1997). dissertações. e isso leva tempo. mudar o “status quo” exige comprometimento. seja ele quem for e como for. e esse comprometimento deve ser de toda a sociedade a fim de que todos se beneficiem por igual. ela não pode ficar parada no tempo. estamos caminhando devagar. sob o ponto de vista da formação do professor. de 2001.1 Políticas de Formação de Professores para a Educação Especial A preocupação com a inclusão escolar tem preocupado as instituições. divulgada e planejada corretamente. quando se deparam com o problema dentro da sua casa ou família.4 Formação do Professor para a Educação Inclusiva A formação de professores para a educação especial enfrenta. mas isso não significa que ela não vai aprender e. inúmeras são as barreiras que impedem que a política de inclusão. No entanto. com a Declaração de Salamanca. sem exceção. levada a efeito pelos setores público e privado. apesar de orientações legais nesse sentido. Incluir é abandonar estereótipos. p. os pais devem ensinar aos seus filhos o respeito ao próximo. Se a escola prepara seus alunos para o futuro. 3. no entanto. parece haver certa indecisão quanto à real . pois uma das preocupações mais comuns de pais de crianças com deficiência são as discriminações e exclusões que seu filho poderá sofrer por causa da sua deficiência. é uma tentativa de tornar possível a inclusão apregoada no discurso. mesmo que não haja nenhum aluno com deficiência em sua turma. quanto da própria história dessa área específica. 3. Muitos pais se desesperam ao saber que seu filho tem algum tipo de deficiência. O objetivo da inclusão demonstra uma evolução da cultura ocidental. de preferência dentro da escola. seja as de ensino regular como especial. sim. mas é preciso que haja mais do que meros discursos. Assim sendo. mas ainda bastante difícil de ser realizada eficientemente na prática. Estamos passando por um processo de conscientização. A inclusão ganhou reforços com a LDB (Lei de Diretrizes de Bases da educação Nacional) de 1996 e com a Convenção da Guatemala. 38 vivência. que ela necessita de mais estímulos do que as outras crianças para chegar à aprendizagem. aceitar a diversidade evita a exclusão e contribui para o sucesso dos alunos. A ideia é que as crianças com necessidades educativas especiais sejam incluídas em escolas de ensino regular. Pode-se dizer que esta preocupação se coloca como uma questão relevante nas políticas educacionais oficiais e como um dos fatores fundamentais que influenciam a qualidade do ensino. principalmente por não saber como agir em uma situação como essa. Conforme sabemos. e crime. por sua vez. os educadores devem se preparar. junto à sociedade.UAB/Unimontes . se torne realidade na prática cotidiana das nossas escolas. Historicamente o processo de educação inclusiva vem sendo. e a sociedade deve cobrar dos órgãos competentes ações que proporcionem a inclusão. o conceito de educação inclusiva surgiu a partir de 1994. a fim de produzir resultados adequados.56) diz que evoluir é perceber que incluir não é tratar igual. A filosofia da inclusão. as escolas precisam mudar sua postura de querer jogar toda a responsabilidade para as instituições de educação especial.

Assim sendo. A verdade era que a escola não sabia lidar com sua nova clientela. uma enorme carência de materiais que tratam dessa especificidade. pode-se dizer. cujo movimento ação-reflexão-ação traduz-se em transformação que avança na direção de melhores formas de compreensão do fenômeno educacional e da busca de soluções para os problemas encontrados no cotidiano escolar. é relevante realizar um estudo sobre o contexto político. buscamos analisar a política de formação de professores por meio dos documentos que versam sobre o assunto. que esta é fundamental na definição dos rumos da educação inclusiva. qual o papel da escola. art. como também. atualmente. deve ser voltada para a reflexão sobre as concepções que referenciam as práticas pedagógicas.” Todavia.Fundamentos da Educação Especial efetivação na sua prática e. A Declaração de Salamanca também dá conta dessa questão: “Dentro das escolas inclusivas. Nesse sentido. principalmente.Letras Espanhol . e as Propostas de Diretrizes Curriculares para os Cursos de Educação Especial . art. Atividade Como está a política de formação para professores de alunos com necessidades educacionais especiais? Poste suas considerações no fórum.5%. Escola regular. através do senso 2000 . diretrizes nacionais para a formação de professores nesta área.MEC/SEESP 2002. As discussões daquela época nos acompanham até hoje. mas é através dele que reconhecemos a falta de conteúdos político-epistemológicos que deveriam orientar o trabalho nas escolas. novas crenças. a preparação do professor é um dos elementos que tanto facilitaram quanto retardaram a penetração da educação especial no início do século XX nos Estados Unidos. 1994a. o que é ensinar. podemos dizer que a qualidade da formação de professores para a Educação Especial reside no movimento de “desconstrução” do modelo educacional excludente. Lei de Diretrizes e Bases . pelo plural. as crianças com necessidades educacionais deveriam receber qualquer apoio extra para o que possam precisar. para que se lhes assegure uma educação efetiva” (BRASIL. inclusiva ou especial? Escola para o aluno. existem vários obstáculos que impedem a efetivação de uma política de formação de professores para a educação especial. 18. social que tem influenciado a formação de professores para a educação especial.br> 3. entre outros.“A Formação do Professor para Educação Especial” . Tal formação. passou a ignorar esse novo contingente que chegava. capítulo V. A inclusão está aí.5 O Ensino Regular como Melhor Opção para os Alunos com Necessidades Educacionais Especiais Com a meta da universalização do ensino nos fins de 1980.gov. “deve ser de qualidade e focalizar aspectos como: o que é aprendizagem e desenvolvimento. pelo múltiplo. Disponível em <www. 61). Assim. Nesse sentido. chegavam à escola novos conceitos. Afinal. além das questões específicas das necessidades educativas especiais e do seu atendimento. De acordo com Rosa (2008). parágrafo 1º. a escola ficou sem saber como dar conta de tantas novidades! Em muitas situações. teve o percentual de pessoas com deficiência aumentado de 10% para l4.mec. p. O resultado desse processo foram os altos índices de retenção. Dica Assista aos DVDs da TV ESCOLA que tratam da inclusão. é urgente e necessário que a formação de professores para tal público seja incluída nas prioridades governamentais.LDB 9394/96. com ênfase na investigação e no questionamento suscitado pela articulação entre teoria e prática. O caminho é vagaroso. novos personagens. considerando-se que o Brasil. segundo Oliveira (2008). tais como: Declaração de Salamanca (1994) e linha de ação sobre necessidades educativas especiais.OMS. vem acontecendo no Brasil. mesmo havendo uma ampla legislação sobre as políticas de educação inclusiva e. novas tradições. batendo todos os dias à nossa porta. evasão. marcado pela imprevisibilidade. 39 . surgindo a necessidade urgente de busca da causa do fracasso escolar. 59. Pensar numa política de formação de professores para a educação especial que se efetive na prática torna-se cada vez mais preocupante. a Resolução 02/2001 que institui as Diretrizes Curriculares para a Educação Especial na Educação Básica. como mencionado. econômico. Considerando-se que a formação do professor se coloca como um dos fatores fundamentais que influenciam na qualidade do ensino.

5. O aluno com necessidades especiais necessitará sempre de apoio extra-aula. interagindo. solidariamente. o apoio destes nas atividades da escola contribui para um suporte social. No entanto. etc. uma boa organização na sala de aula exige a presença de regras claras. num envolvimento normal. a implementação da inclusão escolar não deve ignorar o funcio- 40 . especialistas concluem que não se tem valorizado suficientemente o papel que as redes de suporte social podem fazer com estas crianças. É uma oportunidade para a construção de relações afetivas.1 O Suporte Emocional Segundo Rosa (2008). será o grande desafio da educação durante os próximos anos. aberta a todos. Assim. redefinindo novas alternativas que favoreçam a todos os alunos. por um processo aberto e dinâmico de negociação onde o aluno se sente responsável e participante. A presença de outros recursos na sala de aula. Estes suportes são bastante importantes no desenvolvimento dos alunos com deficiência mental acentuada. Assim sendo. no caso um segundo professor. o apoio na sala de aula é importante. é inevitável o aperfeiçoamento das práticas docentes. Logo. Esse caminho implica a organização do trabalho. como. o que implica. geralmente mais autônomas e diversificadas. O apoio de especialistas pode ir reduzindo as distâncias entre crianças normais e crianças com deficiência e os professores de apoio que trabalham fora da sala de aula. devemos reconhecer que o contato e o convívio. entre os diversos alunos. podem definir e construir a melhor forma de trabalharem. situações de discriminação. pode constituir uma ajuda importante. é preciso mudar a escola e o ensino nela ministrado.UAB/Unimontes .5. conforme Rosa (2008).4 Inclusão e Suporte Social às Famílias A escola inclusiva.5. como um suporte emocional fundamental na construção da personalidade dos alunos com deficiência. Assim. quer no que diz respeito ao comportamento. os dois professores (normal e de ensino especial). é um meio para que os comportamentos típicos de cada um e/ou de cada deficiência se normalizem. este deve ser alargado a outros espaços/ambientes.3 Cooperação e Organização da Sala de Aula O quadro da diversidade que se apresenta exige que a escola apresente respostas diferentes. No entanto. todo esse processo de organização e funcionamento deve passar pelo respeito mútuo. ao longo dos anos. por exemplo. segundo Carvalho (2008). uma quebra de atenção por parte do aluno durante a realização de uma tarefa. Algumas pessoas entendem que o apoio na sala de aula pode ter algumas consequências negativas nas aprendizagens. com e sem deficiências. Assim. o objetivo fundamental é criar melhores condições de aprendizagem para todos os alunos. mas não é o suficiente. na atualização e desenvolvimento de conceitos em aplicações educacionais compatíveis com esse grande desafio. considerando que é ela quem pode responder à necessidade educativa de seus alunos. com pequenos grupos de alunos. bem como com as suas famílias. segundo Rosa (2008). quer na forma de execução das tarefas e atividades de aprendizagem.5.5º Período Atividade Será que a escola regular é mesmo o melhor caminho para os alunos com necessidades educacionais especiais? Vamos discutir sobre o assunto no fórum? 3. as pessoas com deficiência podem ter um suporte social e/ ou um suporte instruidor. formal e informal.2 Suporte Social e Instrução Diante desses novos posicionamentos educacionais. da aprendizagem por imitação. que podem vir a revelar-se. Faz com que ganhem forças para superar modificações sociais. Nesse sentido. podem passar a dar apoio dentro dela. os alunos ditos “normais” poderão desenvolver uma maior capacidade da aceitação da diferença. No entanto. 3. pela aceitação e compreensão das necessidades do outro. é importante verificarmos como a educação vem sendo submetida a novos parâmetros e como é necessária a revisão de nossas práticas pedagógicas no redimensionamento de nossas ações. 3. Por sua vez. 3. O suporte instruidor deriva da aprendizagem cooperativa. etc. A convivência com colegas.

tais como a ruptura matrimonial. 2004. Assim sendo.5. numa perspectiva que se dê ao longo da vida. do receio de colocarem os seus filhos num envolvimento que consideram “não preparado” para recebê-los e onde estarão “menos protegidos”. consequentemente. • do receio de a integração levar à perda de outros serviços prestados à criança e à família. professores e todos os alunos com dificuldades. A diversidade de apoios sociais. as famílias de pessoas com necessidades educativas especiais. contribuindo assim para a valorização das diferenças e. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais: orientações gerais e marcos legal. parece resultar de vários fatores. como para as contidas na Declaração de Salamanca.5. tornando-a mais receptiva à diferença (mais inclusiva). O fato de crianças com necessidades educativas especiais frequentarem uma escola regular é uma fonte geradora de stress. que tenha qualidade e.6 Uma Escola para todos e para cada um A Escola Inclusiva é peça-chave para que o Brasil dê conta de sua responsabilidade junto aos organismos internacionais tanto quanto às metas do Congresso Mundial da Tailândia. Como já referimos anteriormente. motivado pela decisão da criança com deficiência frequentar uma escola regular. • do sentimento de discriminação. 3. Muito há que se fazer para que tenhamos êxito na concretização deste novo paradigma educacional. etc.5 Stress Familiar e a Escola a Escolher Caminhar em direção às mudanças necessárias a partir da análise crítica e do acolhimento implica entender as famílias como parte do processo educativo. o aumento das dificuldades econômicas. parece reduzir o stress familiar. uma investigação mostrou que as famílias que apresentam menos stress são as que recebem ajudas em vários níveis. são particularmente vulneráveis ao stress. Referências BRASIL. Se esta não se ajustar às expectativas e necessidades das famílias e dos alunos será um fator/fonte considerável de stress e violência para o aluno e para a família.Letras Espanhol . tais como: • do confronto diário com a diferença entre os seus filhos e as crianças ditas “normais”. Dividir a escola em termos de alunos “normais” e alunos “deficientes” não é certamente um princípio inclusivo e o objetivo pretendido. que colabora. num maior isolamento. da pessoa humana. 3. a deficiência influencia as relações familiares a vários níveis. embora consideradas competentes e capazes de responder às necessidades dos seus filhos. Também os profissionais são um apoio importante com que as famílias deverão contar. 41 . os desentendimentos entre pais e filhos. a qualidade da relação entre irmãos. acreditamos que o caminho para termos uma sociedade incluída será. dando-lhes uma educação de qualidade num ambiente comunitário e diverso. Não resta dúvida de que o século XXI será rico em debates sobre questões que possam assegurar a implantação e o desenvolvimento da Educação Inclusiva. (Org. principalmente.Fundamentos da Educação Especial namento das famílias com crianças deficientes. aprofundar o estudo e a prática da Educação Inclusiva. mudar a escola. que convive. “Uma escola para todos e para cada um” é um grande objetivo a cumprir para a inclusão. Assim. Segundo Carvalho (2008). será um bom princípio para combater a exclusão social. é difícil. apoiando pais. Uma escola que acolhe as diferenças. Os parentes e amigos podem desempenhar um papel fundamental no alargamento das relações sociais das famílias com crianças deficientes. O aumento do stress familiar. formais e informais.) Ricardo Lovatto Blattes. Brasília: MEC. • das dificuldades encontradas na adaptação social e escolar dos seus filhos. melhore nossa capacidade de vivermos juntos. Logo. provavelmente.

2008.vindas à escola.UAB/Unimontes . ed. In: _____. E. 2. Curitiba: IESDE Brasil S. Repensando o fracasso escolar. M. Eloíza G. V. Á. Disponível em <http//mp. 2003. K. 2003.. 2004. Acesso em 21 jan.5º Período CARVALHO. de. p. ed. Todas as crianças são bem .pdf>. 28. Rio de Janeiro: WVA. ESTEBAN.. Campinas: Papirus. Trabalhando com o aluno portador de deficiência mental. Porto Alegre: Artmed. Márcia S. V. P.gov. 5. Maria Tereza. 1992. In: Atitudes e Técnicas Facilitadoras da Inclusão. da S.br/caops/caop-pd/doutrina/grupo educação inclusiva. São Paulo: UNICAMP. A. Curitiba: IESDE Brasil S.m. T. Desenvolvimento Psicológico e Educação: Transtornos do Desenvolvimento e Necessidades Educativas Especiais. A.. E.3. S. ROSA. SASSAKI. 2008. 75-86. OLIVEIRA. M. R. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão. MARCHESI. 2011. 2008. Cadernos CEDES. 42 . MANTOAN. Porto Alegre-RS: Mediação. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Educação inclusiva: com os pingos nos “is”. SÁ. R. Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Inclusão.

Fruto também de um contexto histórico em que se resgata a Educação como lugar do exercício da cidadania e da garantia de direitos. Quem não se enquadrasse. A Educação Inclusiva vem para substituir a escola tradicional. para a escola especial ou. é oferecida. • Declaração de Salamanca . que deve ser o mais diversificado possível. a saber: é uma modalidade de educação escolar. raça. em situação de aprendizagem escolar. proclamada na Conferência Mundial de Educação Especial sobre Necessidades Educacionais Especiais. idade ou deficiência.Fundamentos da Educação Especial Resumo UNIDADE 1 Nesta unidade. associações de bairro. • A Declaração Mundial de Educação para Todos (1990). acabava desistindo de estudar. pois é necessário que o professor faça ajustamentos curriculares. seja ela de cor. a Declaração de Salamanca (1994) e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Pessoa Portadora de Deficiência (1999) são alguns dos mais importantes documentos produzidos sobre esse assunto. em um mesmo ambiente. sem elas.Letras Espanhol . vimos que: • As concepções. uma sociedade mais justa em que valores fundamentais são resgatados. na qual todos os alunos precisavam se adaptar ao mesmo método pedagógico e eram avaliados da mesma forma. simplesmente. • Na escola inclusiva. • A Educação Inclusiva não é uma moda passageira. organizações não governamentais. Portanto. Ela é o resultado de muitas discussões. por meio da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). estava fora dos padrões considerados aceitáveis e era encaminhado para a classe especial. reafirma o compromisso com a Educação para Todos e reconhece a necessidade de providenciar educação para pessoas com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino. todas as classes e todos os alunos são muito especiais para seu professor. sem os quais eles não conseguirão realizar as aprendizagens no nível de suas capacidades e potencialidades. escolas SENAI. origem. • Uma das características mais interessantes da Educação Inclusiva é que ela deve envolver também as famílias e a comunidade. pois só assim se é capaz de atingir o pleno desenvolvimento humano e preparar as pessoas para o exercício da cidadania. Ou melhor. sendo assim. Isso acontece quando se preconiza. preferencialmente. • Os alunos com necessidades educacionais especiais são pessoas que. • A Constituição Federal deixa bem claro a garantia de acesso à escola e à educação por parte de todos. já que não poderão compartilhar os resultados de suas aprendizagens. Política e Prática em Educação Especial. etc. APAE. • Consideram-se alunos com necessidades educacionais especiais aqueles que manifestem comportamentos particulares que impeçam procedimentos rotineiros das práticas pedagógicas em sala de aula. Essa é base da Educação Inclusiva: considerar a deficiência de uma criança ou de um jovem como mais uma das muitas características diferentes que os alunos podem ter. Isso significa que a Escola Inclusiva poderá beneficiar-se com parcerias com universidades. significa que é plural. E. no Brasil e no mundo. pois. • Na Escola Inclusiva. centros de reabilitação. sem qualquer tipo de exclusão. não existem classes especiais. ­é oferecida para educandos com necessidades especiais. necessitam de adaptações nas condições materiais de ensino. estudos teóricos e práticas que tiveram a participação e o apoio de: • organizações de pessoas com deficiência e educadores. nos artigos 205 e seguintes. respeitar essa diferença e encontrar formas adequadas para transmitir o conhecimento e avaliar o aproveitamento de cada aluno. princípios e diretrizes para um sistema educacional inclusivo requerem a reflexão sobre quem são os alunos com necessidades educacionais. quando a Constituição Federal garante educação para todos. entidades de pessoas com deficiência. • O conceito de Educação Especial aborda três aspectos.Princípios. associações comerciais locais. • A Constituição Federal de 1988 trata. cada um de seus alunos tem características diferentes. como a igualdade de direitos e o combate a qualquer forma de discriminação. 43 . do direito de todos à educação. a permanência na escola não terá qualquer significado. na rede regular de ensino.

então. olhar para a professora. os velhos e as pessoas com deficiência. Segundo: o fato de eles terem raciocínio rápido não diminui o trabalho do professor. • Trabalhar com alunos com altas habilidades requer. bem como suas implicações no processo de ensino-aprendizagem. de acordo com as exigências nas diversas situações. será fundamental para a escola conseguir os recursos humanos e materiais de que precisa para oferecer a melhor educação para todos os seus alunos. • A deficiência não é um problema da pessoa. UNIDADE 3 Nesta unidade. ou com qualquer outro aspecto do ambiente sociocultural no qual se encontram inseridas. • Há alunos que apresentam dificuldade em atender a estímulos relevantes de uma situação. antes de tudo. Mas a Escola Inclusiva e o modelo da Inclusão vieram para ficar porque se baseiam em conceitos teóricos e práticos desenvolvidos pelos melhores educadores em todo o mundo e refletem o nosso momento histórico. as pessoas sempre tiveram que decidir sobre qual atitude adotar em relação aos membros mais vulneráveis da comunidade que precisavam de ajuda para obter alimento. derrubar dois mitos. • Há alteração completa ou parcial dos membros superiores (braços) e/ou inferiores (pernas). 44 . aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos. Ao contrário. abrigo e segurança. apresenta uma constante mobilidade e agitação motoras.se não. As duas coisas não são e não podem ser consideradas excludentes. Assim. que inclui a participação da família. • As pessoas com deficiência têm direito a uma educação de qualidade e inclusiva. a escola seguia o modelo da Integração. ou mesmo se recusam terminantemente a manter contato com outras pessoas.5º Período • Essa rede de parceiros. Vimos ainda que: • Ao longo dos tempos. vivemos um momento de transição entre modelos e ideias. É importante saber fazer esta diferença para não ignorar o potencial deste aluno. mas o resultado da incapacidade da sociedade em atender às necessidades dessa mesma pessoa. como as crianças. identificando técnicas de percepção das capacidades e talentos dos alunos. por exemplo. Esse é um direito intransferível de todas as crianças e ninguém pode negar isso a elas. ou seja. Até os anos setenta do século passado. também chamados de superdotados. para tomar uma decisão e. • O termo “condutas típicas” se refere a uma variedade muito grande de comportamentos. Muitas pessoas fazem esta confusão. refletir. o que tem dificultado o alcance de consenso em torno de uma só definição. Geralmente. vimos que: • A Sociedade para Todos está em processo de construção. como. quando esta está dando uma explicação. se manifestar. • A criança hiperativa apresenta fundamentalmente uma inabilidade para controlar seu comportamento motor. • Há crianças que se esquivam. a hiperatividade e a impulsividade encontram-se juntas. por meio de uma ação motora ou verbal. vimos as concepções das deficiências e suas características básicas. analisar a situação. Discutimos os aspectos importantes sobre as condutas típicas. Hoje. na sala de aula. não são gênios com capacidades raras em tudo . por isso ainda estamos convivendo com classes especiais e Escolas Especiais. o que também se torna grande empecilho para seu envolvimento com uma determinada ação ou tarefa. podem até se evadir. não parando para pensar. Primeiro: esses estudantes. acarretando o comprometimento da função física. desde a pré­história até hoje. • A criança impulsiva apresenta respostas praticamente instantâneas perante uma situação estímulo.UAB/Unimontes . eles precisam de mais estímulo para manter o interesse pela escola e desenvolver seu talento . UNIDADE 2 Nesta unidade. Conhecemos a superdotação. • Ter uma deficiência física não significa ter um rebaixamento intelectual.só apresentam mais facilidade do que a maioria em determinadas áreas. num mesmo padrão comportamental.

teses. independente e a saber viver em sociedade. 45 . quanto da própria história dessa área específica. há uma vasta bibliografia sobre a área da educação especial. • Considerando-se que a formação do professor se coloca como um dos fatores fundamentais que influenciam a qualidade do ensino. Muitos professores vão achar a ideia de incluir tais alunos. uma enorme carência de materiais que tratam dessa especificidade. apesar de orientações legais nesse sentido. no entanto. em nosso país. mas para todos os excluídos ou discriminados. • A inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino trará benefícios a esse pequeno cidadão que aprenderá desde cedo a ser autônomo. que abordam as diversas deficiências. dissertações. econômico.Fundamentos da Educação Especial • É preciso entender que a inclusão não é apenas para crianças deficientes. para que esse processo possa ser efetivado. livros. para as minorias. um dos elementos centrais a ser estudado é a formação de professores para a educação especial. social que tem influenciado a formação de professores para a Educação Especial. sob o ponto de vista da formação do professor. principalmente. O atendimento educacional especializado deve ser visto apenas como um complemento da escolarização e não um substituto. em suas salas. e vão ficar apreensivos no começo. parece haver certa indecisão quanto à real efetivação na sua prática e. revistas. No entanto. e esse direito não deve ser de maneira alguma negado a ele. que esta é fundamental na definição dos rumos da educação inclusiva. • Atualmente.Letras Espanhol . porém pesquisas demonstram que a maioria dos professores tem ferramentas necessárias para garantir o sucesso dos alunos. • A formação de professores para a educação especial enfrenta. sérios desafios decorrentes tanto do contexto problemático das reformas propostas para a formação de professores em geral. preocupante. • A inclusão bem-sucedida não acontece automaticamente. a atitude da escola como um todo é um fator significativo nesse processo. é relevante realizar um estudo sobre o contexto político.

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Nas alternativas abaixo. ( ) A sociedade (escolas. ambientes físicos etc.AA 1) Até os anos setenta do século passado. b.) é que precisa se tornar capaz de acolher todas as pessoas. d. O preconceito faz parte da natureza humana. Já nos anos noventa. aceitava somente os alunos que tivessem condições de acompanhar os métodos de ensino e o ritmo de aprendizagem da maioria dos alunos. c. ( ) Incluir significa abranger. Podemos dizer que as alternativas abaixo trazem características da inclusão. para substituí-la. amorosa. a satisfação pessoal e a inserção social de todos. O homem desconfia e tem medo de tudo o que é diferente dele mesmo. 49 . é trazer para perto. marque aquela que NÃO corresponde ao modelo da Integração. é aceitar o diferente e também aprender com ele. ( ) Atualmente. c. ( ) A deficiência era um problema que estava na pessoa e. compreender. ( ) Os alunos que não tivessem condições de acompanhar o ritmo de aprendizagem da maioria da turma não eram aceitos na escola. 3) É normal ter preconceito. ambiente). c. por uma classe especial ou Escola Especial. programas. estava consolidado o novo conceito proposto: o da Inclusão. b.Fundamentos da Educação Especial Atividades de Aprendizagem . ou seja. muitas estão construindo rampas de acesso para os cadeirantes. desde o início da humanidade. ( ) É uma ação educacional humanística. do “outro”. Analise as alternativas abaixo e marque aquela que apresenta situações de preconceito: a. ( ) Os alunos surdos já dispõem de uma intérprete de LIBRAS nas escolas para facilitar a comunicação. era a pessoa que precisava ser modificada (habilitada. precisava ser “preparado”. a palavra deficiente é considerada como inadequada e desestimuladora do preconceito. mas não piedosa. ( ) Quem não estivesse pronto para ingressar imediatamente na escola. a escola seguia o modelo da Integração. dar a ela o direito de ter as mesmas experiências. o modelo de integração começou a ser questionado. Deste modo. EXCETO: a. a respeito do valor integral da pessoa. portanto. democrática. emprego. 2) A partir dos anos oitenta. ( ) As pessoas com deficiência quase não saem às ruas porque a maioria dos ambientes não é acessível a elas. educada) para tornar-se apta a satisfazer os padrões aceitos no meio social (família. d. escola. surge a expressão: “pessoa especial”. mas o resultado da incapacidade da sociedade em atender às necessidades dessa mesma pessoa. ( ) As escolas estão se adaptando para receber alunos com necessidades educacionais especiais. serviços. até ser considerado aceitável. somar e é nisso que deve se pensar quando se fala em inclusão de pessoas com deficiência. ( ) Muitas empresas já admitem no seu quadro de funcionários pessoas com necessidades especiais. ( ) A deficiência não é um problema da pessoa. d. empresas. reabilitada. neste período: a.Letras Espanhol . b. que percebe o sujeito em sua singularidade e que tem como objetivos o crescimento.

5) A Constituição Brasileira de 1988 garante o acesso ao Ensino Fundamental regular a todas as crianças e adolescentes. A inclusão ganhou reforços com a LDB (Lei de Diretrizes de Bases da educação Nacional) de 1996 e com a Convenção da Guatemala. e sim que ela necessita de mais estímulos do que as outras crianças para chegar à aprendizagem. Com base na formação de professores para a Educação Especial e Inclusiva. mas isso não significa que ela não vá aprender.5º Período 4) A escola é um canal de mudança. sem exceção. devem receber atendimento especializado complementar. quanto da própria história dessa área específica. a atitude da escola como um todo é um fator significativo nesse processo. no Brasil se torne realidade na prática cotidiana das nossas escolas. é permitir que ela se insira na sociedade em que mais tarde precisará conviver. ( ) A inclusão é um direito garantido por lei a todas as pessoas com algum tipo de deficiência. portanto a inclusão de crianças com necessidades especiais na rede regular de ensino pode ser um começo para outras transformações. podemos dizer que: a. aconteça é olhar a educação com outros olhos. manter crianças com algum tipo de deficiência ou conduta típica fora do ensino regular é considerado exclusão e crime PORQUE. mas para todos os excluídos ou discriminados. b. ( ) A inclusão faz parte de um grande movimento pela melhoria do ensino. sérios desafios decorrentes tanto do contexto problemático das reformas propostas para a formação de professores em geral. de preferência dentro da escola. não somente de pensamentos. d. ( ) A sociedade deve cobrar dos órgãos competentes ações que proporcionem a inclusão. marque a alternativa INCORRETA: a. c. 6) Sobre o ritmo de aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais. mais precisamente. ( ) Os educadores devem se preparar para ensinar os alunos com necessidades especiais. é não deixá-la alienada e despreparada para uma realidade que também é sua. um dos elementos centrais a ser estudado é a formação de professores para a Educação Especial. ( ) a inclusão não é apenas para crianças deficientes. ( ) a inclusão bem-sucedida não acontece automaticamente. ( ) existem muitos motivos para que uma criança com necessidades educacionais especiais possa ter uma oportunidade de frequentar uma escola de ensino regular. Além disso. Historicamente. c. 7) A formação de professores para a Educação Especial enfrenta. 50 . Cada vez mais pesquisas têm sido publicadas e o conhecimento sobre as capacidades dessas crianças. para as minorias. para que esse processo possa ser efetivado. ( ) O principal motivo de as crianças irem para escola é que vão encontrar um espaço democrático. b. e o potencial de serem incluídos com sucesso tem aumentado. onde poderão compartilhar o conhecimento e a experiência com o diferente. o processo de educação inclusiva vem sendo gradativamente implementado nas escolas de ensino regular. marque V para as verdadeiras e F para as falsas: a. mesmo que não haja nenhum aluno com deficiência em sua turma. d. mais do que cumprir uma lei. ( ) A inclusão é um assunto que deve ser de interesse de todos. c. ( ) A criança com necessidades educacionais especiais aprende num ritmo diferente das outras crianças. d. além disso. Sendo assim. mas também de atitudes e perpassa todos os níveis da educação.. e o primeiro passo para que isso. a inclusão traz benefícios tanto acadêmicos quanto sociais. A alternativa que melhor completa o período acima é: a. Analisando as afirmativas abaixo sobre a inclusão. em nosso país. de 2001. ( ) Inúmeras são as barreiras que impedem que a política de inclusão que surgiu. No entanto.UAB/Unimontes . já que uma parcela considerável da sociedade sofre com algum tipo de deficiência e ninguém está totalmente livre de passar por esse problema. na década de 90. ( ) o atendimento educacional especializado deve ser visto apenas como um complemento da escolarização e não um substituto. b. e incluir uma criança deficiente. ( ) Os pais devem ensinar a seus filhos o respeito ao próximo.. seja ele quem for e como for. de fato.

pesquisas têm sido publicadas. o conhecimento sobre as capacidades dessas crianças e o potencial de serem incluídos com sucesso têm aumentado. as pessoas com deficiência podem ter um suporte social e/ ou um suporte instruidor. ( ) Num envolvimento normal. d.Letras Espanhol . ela não pode ficar parada no tempo. ( ) É uma oportunidade para a construção de relações afetivas que podem vir a revelar-se. ( ) A inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino trará benefícios a esse pequeno cidadão que aprenderá desde cedo a ser autônomo. ( ) Uma boa organização na sala de aula exige a presença de regras claras. como um suporte emocional fundamental na construção da personalidade dos alunos com deficiência. b.Fundamentos da Educação Especial b. ( ) A preocupação com a inclusão escolar tem movimentado as instituições. Os parentes e amigos podem desempenhar um papel fundamental no alargamento das relações sociais das famílias com crianças deficientes. que se efetive na prática. d. ao longo dos anos. defendendo que nenhuma criança deve ser separada das outras crianças. etc. quer na forma de execução das tarefas e atividades de aprendizagem. ( ) Existem muitos motivos para que uma criança com necessidades educacionais especiais possa ter uma oportunidade de frequentar uma escola de ensino regular. ( ) Mesmo havendo uma ampla legislação sobre as políticas de educação inclusiva e. ( ) Se a escola prepara seus alunos para o futuro. seja as de ensino regular como especial. 8) Será que a escola regular é mesmo o melhor caminho para os alunos com necessidades educacionais especiais? Analise as afirmativas abaixo sobre este assunto e marque a INCORRETA: a. independente e a saber viver em sociedade e esse direito não deve ser. por um processo aberto e dinâmico de negociação. c. Também os profissionais são um apoio importante com que as famílias deverão contar. Cada vez mais. tem que evoluir junto com eles e dar a todos o mesmo preparo. ( ) A ideia é que as crianças com necessidades educativas especiais sejam incluídas em escolas de ensino regular. atualmente. existem vários obstáculos que impedem a efetivação de uma política de formação de professores para a Educação Especial. Assim.O Suporte emocional 2. todo esse processo de organização e funcionamento deve passar pelo respeito mútuo. No entanto. ( ) Pensar numa política de formação de professores para a educação especial. aceitar a diversidade evita a inclusão e contribui para o sucesso dos alunos. torna-se cada vez mais preocupante. c.Cooperação e organização da sala de aula 4. 51 .Inclusão e suporte social às famílias a.OMS. pela aceitação e compreensão das necessidades do outro. observando os pontos relevantes que a escola regular representa para os alunos com necessidades educacionais especiais: 1. o apoio destes nas atividades da escola contribuem para um suporte social. da aprendizagem por imitação. ( ) A implementação da inclusão escolar não deve ignorar o funcionamento das famílias com crianças deficientes. é urgente e necessário que a formação de professores para tal público seja incluída nas prioridades governamentais. 9) Numere a 2ª coluna de acordo com a 1ª.5%. O suporte instruidor deriva da aprendizagem cooperativa. onde o aluno se sente responsável e participante.Suporte social e instrução 3. c. sejam eles deficientes ou não. quer no que respeita ao comportamento. d. A convivência com colegas. O objetivo da inclusão demonstra uma evolução da cultura ocidental. diretrizes nacionais para a formação de professores nesta área. de maneira alguma. negado a ele. O fato de crianças com necessidades educativas especiais frequentarem uma escola regular é uma fonte geradora de stress. b. teve o percentual de pessoas com deficiência aumentado de 10% para l4. considerando-se que o Brasil através do senso 2000 . Pode-se dizer que esta preocupação se coloca como uma questão insignificante nas políticas educacionais oficiais para a formação de professores e como um dos fatores fundamentais que influenciam a qualidade do ensino.

UAB/Unimontes . ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 52 .5º Período 10) Analise os seus conhecimentos e responda: Qual a diferença entre inclusão e integração? ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ A escola regular é a melhor opção para os alunos com necessidades especiais? Por quê? Você acredita que a inclusão já é uma realidade? Fundamente sua resposta.