Você está na página 1de 25

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SOROCABA – FATEC-SO

Disciplina: ECONOMIA E FINANÇAS
Curso: ANÁLISE E DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS – NOTURNO
Professor: FRANCISCO RIBEIRO

Matemática Financeira
Capitalização

Figura 1 – Matemática Financeira - Extraído de Noé, 2012.

Marcelo Trontino AN091345
Paulo R. Allonso AN101351

Fatec Sorocaba

Economia e Finanças

Matemática Financeira
Capitalização

Índice
Matemática Financeira .................................................................................................................0
Capitalização ................................................................................................................................0
Lista de Figuras ............................................................................................................................2
Lista de Abreviaturas e Siglas ......................................................................................................3
Introdução ....................................................................................................................................4
Capitalização ................................................................................................................................6
Capitalização Simples ......................................................................................................6

1.

1.1 Juros Simples .................................................................................................................6
1.2 Taxas Proporcionais .......................................................................................................8
1.3 Descontos Simples Comerciais ou Bancário ..................................................................9
1.4 Equivalências de Capitais a Juros Simples. ..................................................................11
Capitalização Composta .................................................................................................13

2.

2.1 Juros Compostos ..........................................................................................................13
2.2 Convenção Linear e Convenção Exponencial...............................................................15
2.3 Taxas Equivalentes .......................................................................................................16
2.4 Taxa Nominal ou Aparente e Taxa Efetiva ...................................................................17
2.5 Descontos Compostos ..................................................................................................18
2.6 Equivalência de Capitais a Juros Compostos ................................................................20
2.7
2.8

Aplicabilidade dos Descontos de Juros Compostos ....................................................21
Conveniências no uso do Desconto Composto .......................................................22

Bibliografia ................................................................................................................................23

Página 1

Extraído de Noé.4 Página 2 .. 2012......... .........0 Figura 2 Tábua que relatava o sistema de escrita dos sumérios – Extraído de Noé....................... 2012... ..................Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Lista de Figuras Figura 1 – Matemática Financeira .......

PV = Valor presente. valor data zero. Desconto simples comercial. parcela igual. valor a prazo. Db = Desconto simples bancário.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Lista de Abreviaturas e Siglas J = Juros. montante de aplicação. valor a vista. capital inicial. valor final. K = Número de capitalizações para um período da taxa nominal. valor de aquisição. Remuneração obtida pelo uso de um capital por um intervalo de tempo. i = Taxa de juros expressa em %. PMT = Valor do pagamento. valor inicial. série uniforme. PA = Parcela Adicional. Desconto simples por fora. p /q = Parte fracionada do Prazo c = Período de Carência Dc = Depreciação Linear R = Valor Residual A = Amortização TDM = Taxa de Desvalorização Monetária JAC = Taxa acumulada de Inflação r = Taxa real CM = Correção Monetária Página 3 . Desconto simples por dentro. FV = Valor futuro. valor da prestação. Deverá sempre estar expresso para o período de capitalização definido no “n” número de períodos. valor atual. Dr = Desconto simples racional. n = Número de períodos referentes à taxa de juros.

inversos multiplicativos. escrituras de vendas e endossos. operações de crédito. Algumas tábuas matemáticas se caracterizavam pela organização dos dados e textos relatavam o uso e a repartição de insumos agrícolas através de operações matemáticas. As situações de acúmulo de capital e desvalorização monetária davam a ideia de juros. A essa diferença damos o nome de juros. cubos e exponenciais. pois isso acontecia em razão do valor momentâneo do dinheiro. aplicações financeiras. Após a colheita. os agricultores realizavam o pagamento através de sementes com a seguida quantidade proveniente dos juros do empréstimo. A forma de pagamento dos juros foi modificada para suprir as exigências atuais. e as de inverso eram utilizadas na redução da divisão para a multiplicação. entre outras situações. Os sumérios registravam documentos em tábuas. Figura 2 Tábua que relatava o sistema de escrita dos sumérios – Extraído de Noé.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Introdução Segundo Noé (2012) a Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual sistema econômico. Todas as movimentações financeiras são baseadas na estipulação prévia de taxas de juros. os agricultores realizavam transações comerciais com as quais adquiriam sementes para as suas plantações. quadrados. isto é. compras a crediário ou com cartão de crédito. 2012. No caso dos agricultores. recibos. Ao realizarmos um empréstimo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais acrescidas de juros. A figura 2 é um exemplo de destas tábuas. juros simples e compostos. As exponenciais com certeza estavam diretamente ligadas aos cálculos relacionados a juros compostos. notas promissórias. como faturas. Noé (2012) afirma que o conceito de juros surgiu no momento em que o homem percebeu a existência de uma afinidade entre o dinheiro e o tempo. Algumas situações estão presentes no cotidiano das pessoas. realizações de empréstimos. como financiamentos de casa e carros. era lógico que o pagamento Página 4 . Havia tábuas para a multiplicação. investimentos em bolsas de valores. Essas tábuas retratavam documentos de empresas comerciais e algumas eram utilizadas como ferramentas auxiliares nos assuntos relacionados ao sistema de peso e medida. o valor de quitação do empréstimo é superior ao valor inicial do empréstimo. Noé (2012) ainda afirma que nessa época os juros eram pagos pelo uso de sementes e de outros bens emprestados. hipotecas.

nas transações de empréstimos. Página 5 . o tempo é preestabelecido pelas partes negociantes.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização seria feito na colheita seguinte. Atualmente. A relação tempo/ juros foi se ajustando de acordo com a necessidade de cada época.

1. portanto. no entanto. resultando de um juro e. no regime de capitalização simples. a utilização de capitalização simples só é recomendada para aplicações de curto prazo. em países com alto índice de inflação ou custo financeiro real elevado. O regime de capitalização simples é muito utilizado em países com baixo índice de inflação e custo real do dinheiro baixo. conseqüentemente. Os juros não são capitalizados e. PUCCINI (2004) apresenta as seguintes fórmulas: Valor do juro simples . os juros de cada período são sempre calculados em função do capital inicial (principal) aplicado. enquanto na modalidade de desconto bancário a base de cálculo é sempre o valor nominal do título (FV). por conseguinte de um montante. os juros são calculados sempre sobre o valor inicial. apenas o principal é que rende juros. Os juros do período não são somados ao capital para o cálculo de novos juros nos períodos seguintes.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Capitalização Segundo a Wikibooks. 1. estamos querendo saber o resultado da capitalização do valor atual. logo. Capitalização é o processo de aplicação de uma taxa de juros sobre um capital. não ocorrendo qualquer alteração da base de cálculo durante o período de cálculo dos juros. no regime de juros simples. Capitalização Simples De acordo com KUHNEN (2008).1.J Página 6 . a base de cálculo é sempre o Valor Atual ou Valor Presente (PV). Quando queremos saber qual o valor de um montante. uma equação aritmética. é indiferente se os juros são pagos periodicamente ou no final do período total. seguindo uma reta. 1. Assim. não rendem juros. Pode ser de dois tipos: Simples ou Composto. O regime de capitalização simples representa.1 Juros Simples Segundo PUCCINI (2004).1Fórmulas Para a realização dos cálculos de juros simples. sendo que o capital cresce de forma linear. a exemplo do Brasil. Na modalidade de juros simples.

Logo. Sendo que o mês segue o número de dias do calendário. ou seja. já para calcular o número total de dias de um ano ou mês. e o ano civil possui 365 dias ou 366 em ano bissexto.1.1.3 Juros Simples Exatos PUCCINI (2004) afirma que os juros simples exatos apóiam-se no calendário civil para calcular o número de dias entre duas datas. ou seja. 1. em juros comerciais todos os meses têm 30 dias e o ano têm 360 dias. denominado juros pela regra dos banqueiros. calendário civil. utiliza-se o conceito de juros comerciais. PUCCINI (2004) comenta que nos juros simples comerciais ou ordinários. 1. não importando o calendário civil.2 Juros Simples Comerciais. um mês têm 30 dias e um ano Página 7 . utiliza-se o conceito de juros exatos.4 Juros Simples pela regra dos banqueiros Segundo PUCCINI (2004) os bancos geralmente utilizam uma combinação entre os conceitos de juros comerciais e exatos. para estabelecer a conformidade entre a taxa e o período utilizam-se o ano comercial. Sendo que para calcular o número de dias entre duas datas.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Valor do montante simples . ordinários ou bancários.1.FV Valor Presente – PV Cálculo da taxa de juros simples – i Cálculos do período em juros simples – n 1.

2 Taxas Proporcionais Segundo ASSAF NETO (2001). b) O montante. forem uma proporção. Este conceito é geralmente empregado em transações financeiras de curto prazo.1 Exemplo ASSAF NETO ( 2001) exemplifica como calcular a taxa anual proporcional: a) 6% ao mês.000.5 Exemplo Segue um exemplo adaptado de CESAR (2000): Se R$ 3. reduzidos a uma mesma unidade. determine: a) Os juros recebidos. b) 10% ao bimestre. 1. Página 8 . Solução: a) b) 1.2. 1.1.00 foram aplicados por cinco meses à taxa de juros simples de 4% ao mês. e (2) o prazo de capitalização (ocorrência) dos juros. para se compreender mais claramente o significado destas taxas deve-se reconhecer que toda operação envolve dois prazos: (1) o prazo a que se refere à taxa de juros.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização têm 360 dias. PARENTE (1996) classifica Taxas Proporcionais quando duas (ou mais) taxas de juros simples apresentam seus valores e seus respectivos períodos de tempo.

Este modelo consiste em calcular o Valor Presente descontando do Valor Futuro (Valor de Face) uma parcela igual ao produto do Valor Futuro pela “taxa de juros” e pelo número de períodos até o vencimento do título negociado. Este é o modelo utilizado na modalidade de desconto e também por empresas de factoring.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Solução: a) b) 1.3 Descontos Simples Comerciais ou Bancário KUHNEN (2008) afirma que um dos modelos de juros simples mais utilizados no mercado financeiro é o chamado juro antecipado.3. juro adiantado. inclusive para cálculo de preço de venda. desconto de títulos ou simplesmente desconto bancário.1 Fórmulas Para a realização de cálculos para descontos simples. bem como em transações de curto prazo quando o pagamento for efetuado em uma única parcela. 1. KUHNEN (2008) apresenta as seguintes fórmulas: Valor do Desconto Simples Comercial Valor Presente com Desconto Simples Comercial Valor Futuro com Desconto Simples Comercial Página 9 .

Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Número de Períodos com Desconto Simples Comercial Taxa de Desconto Simples Comercial 1.3.00 vai ser descontado à taxa de 2.2 Exemplo CRESPO (2002) exemplifica o calculo de desconto simples: Um título de R$ 6. b) O valor atual comercial. Faltando 45 dias para o vencimento do título. Solução: a) b) Página 10 .000. determine: a) O valor do desconto comercial.1% ao mês.

2 Exemplo PARENTE (1996) apresenta um exemplo para o uso de suas fórmulas: Um empresário tem os seguintes compromissos a pagar:    R$ 3. podem ser equivalentes.000. No regime de juros simples. A data para a qual os capitais serão transportados é chamada data focal. nessa data.00 daqui a 12 meses Página 11 .Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização 1. a escolha da data focal influencia a resposta do problema.1 Formulas Para a realização de cálculos de equivalências de capitais PARENTE (1996) apresenta as seguintes fórmulas: Para vencimentos anteriores a data focal Para vencimentos posteriores a data focal 1. se transportados para outra data. dois capitais diferentes. são ditos capitais equivalentes quando. transportados para uma mesma data.000.4 Equivalências de Capitais a Juros Simples. 1. Isto significa que definida uma taxa de juro.00 daqui a 8 meses R$ 12. com datas de vencimento diferentes.000. valores iguais. mesmo mantendo-se todas as outras condições do problema. dois (ou mais) capitais. a mesma taxa. Segundo PARENTE (1996).4. e a forma de calculo (se racional ou comercial).00 daqui a 4 meses R$ 5.4. produzirem. em datas diferentes.

e a data focal no 270° dia. Solução: Fluxo de caixa Página 12 . Considerando a taxa de juros simples de 5% a. um para daqui a 6 meses e outro para daqui a 9 meses.m.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização O empresário propõe trocar esses débitos por dois pagamentos iguais. calcular o valor de cada pagamento.

1. logo. A capitalização composta caracteriza-se por uma função exponencial. (KUHNEN. 2.1 Juros Compostos BRANCO (2002) afirma que o regime de juros compostos é o mais comum no sistema financeiro e. Os juros gerados a cada período são incorporados ao principal para o cálculo dos juros do período seguinte. em que o capital cresce de forma geométrica. portanto. sendo que o “n” (número de períodos) represente sempre o número de períodos de capitalização. o mais útil para cálculos de problemas do dia-a-dia. que em regime de capitalização composta se utilize a chamada “taxa equivalente”. portanto. se a capitalização for mensal. significa que a cada mês os juros são incorporados ao capital para formar nova base de cálculo do período seguinte. os juros produzidos num período serão acrescidos ao valor aplicado e no próximo período também produzirão juros. O intervalo após o qual os juros serão acrescidos ao capital é denominado “período de capitalização”. 2008). devendo sempre a taxa estar expressa para o período de capitalização. pois a aplicação de capitalização simples poderá produzir distorções significativas principalmente em aplicações de médio e longo prazo. Matematicamente. e em economia com altos índices de inflação produz distorções mesmo em aplicações de curto prazo. Capitalização Composta No regime de capitalização composta. Em economia inflacionária ou em economia de juros elevados.1 Fórmulas BRANCO (2002) apresenta as seguintes fórmulas para cálculos de juros compostos: Calculo do valor do juro em capitalização composta Cálculo do valor futuro em capitalização composta Página 13 . é recomendada a aplicação de capitalização composta. 2.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização 2. É fundamental. o cálculo a juros compostos é conhecido por cálculo exponencial de juros. formando o chamado “juros sobre juros”.

000. a uma taxa de juros compostos de 2% ao mês? Solução: ou Página 14 . LOG = Logaritmo Decimal.2 Exemplo TOSI (2002) apresenta um exemplo de cálculo de juros compostos: Quanto uma pessoa deve aplicar hoje. 2.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Cálculo do valor presente em capitalização composta Cálculo da taxa de juros em capitalização composta Cálculo do período de aplicação em capitalização composta Glossário: LN = Logaritmo Neperiano. para ter acumulado um montante de R$ 100.00 daqui a 12 meses.1.

2. adotando fórmulas de juros compostos na parte inteira do período e uma formação de juros simples na parte fracionária.000. em essência. sendo considerada tecnicamente mais correta por empregar somente juros compostos e taxas equivalentes para os períodos não inteiros.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização 2.2.2 Convenção Linear e Convenção Exponencial Segundo ASSAF NETO (2001). Esta convenção é mais generalizadamente usada na prática.2 Exemplo HAZZAN (2007) apresenta um exemplo de calculo de convenção: Um capital de R$ 1. Já a convenção exponencial adota o mesmo regime de capitalização para todo o período.00 foi aplicado a juros compostos.m.1 Fórmulas ASSAF NETO (2001) apresenta as seguintes fórmulas para cálculos de convenção: Cálculo do montante pela convenção Linear Cálculo do montante pela convenção Exponencial 2. uma mistura de regime composto e linear. durante três meses e meio. a) Qual o montante pela convenção exponencial? b) Qual o montante pela convenção linear? Página 15 .2. Esta convenção é. a taxa de 8% a. utiliza capitalização composta tanto para a parte inteira como para a fracionária. Ou seja. a convenção linear admite a formação de juros compostos para a parte inteira do prazo e de juros simples para a parte fracionária.

Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Solução: a) b) 2. ao contrario do que acontece no sistema de capitalização simples. por um período equivalente de tempo. num certo período de tempo. duas taxas equivalentes não são necessariamente proporcionais entre si. PARENTE (1996) afirma que no sistema de capitalização composta. 2. Daí a necessidade de obtermos uma relação que nos permita calcular a taxa equivalente.3.1 Fórmula PARENT (1996) apresenta a seguinte fórmula paro calculo de taxas: Página 16 .3 Taxas Equivalentes Segundo SHINODA (1998) duas taxas são consideradas equivalentes. a uma dada taxa de juro composto. a juros compostos. gerando montantes iguais. se aplicadas sobre um mesmo capital.

00 a juros compostos por três meses à taxa de 70% ao ano. Para tanto. aplica-se R$ 1. calcula-se a taxa proporcional à dada. efetivamente. a remuneração do capital se dá em termos mensais.1 Fórmula Para o cálculo de taxa efetiva. Taxa nominal: é aquela cuja unidade do período a que se refere não coincide com a unidade do período de capitalização. Por exemplo. posteriormente.000.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização 2. TEIXEIRA (1998) apresenta a seguinte fórmula: Cálculo da taxa Efetiva Página 17 . relativa à unidade de tempo mencionada para a capitalização. Isto implica estarmos utilizando uma taxa nominal anual quando. isto é. e. por convenção. faz-se necessária a distinção entre taxa nominal e taxa efetiva. Taxa Efetiva: é aquela que efetivamente grava uma operação financeira.4 Taxa Nominal ou Aparente e Taxa Efetiva Segundo TEIXEIRA (1998).2 Exemplo TOSI (2002) exemplifica o calculo: Qual a taxa anual equivalente a 5% ao mês? Solução: 2. Dada uma taxa de juros nominal procede-se. existe algumas situações em que a taxa utilizada na operação não coincide com o período de capitalização.4. de maneira igual a do sistema de capitalização simples. para o cálculo da respectiva taxa de juros efetiva. apura-se exponencialmente a taxa efetiva à nominal. apesar da taxa ser expressa em termos anuais.3. Note que. capitalizados mensalmente. 2. a capitalização se dá em termos mensais.

É obtido em função de cálculo exponenciais e praticamente não é utilizado em nenhum país do mundo.5. capitalizada mensalmente? Solução: 2.a. para n períodos unitários. No caso de desconto simples. Tem importância meramente teórica. o desconto composto “por fora” caracteriza-se pela incidência sucessiva da taxa de desconto sobre o valor nominal do título. a taxa de desconto incide. no terceiro período. no primeiro período. a taxa de desconto incide somente sobre o valor futuro dos títulos. o qual é deduzido.2 Exemplo PARENTE (1996) exemplifica o uso de taxa efetiva: Qual a taxa efetiva relativa à taxa nominal de 24% a.1 Desconto Composto Comercial (bancário) ou por fora Segundo ASSAF NETO (2001).. deduzido dos descontos acumulados até o período imediatamente anterior. no segundo período. em cada período. Já no caso do desconto composto. sobre o valor futuro do título menos o valor do desconto correspondente ao primeiro período. sobre o valor futuro do título. Página 18 . 2.5 Descontos Compostos Segundo VIEIRA SOBRINHO (2000). Raramente se toma conhecimento de um caso em que esse critério tenha sido aplicado. desconto composto é aquele em que a taxa de desconto incide sobre o montante ou valor futuro. dos descontos obtidos em períodos anteriores.4. e assim sucessivamente até o enésimo período. sobre o valor futuro do título menos os valores dos descontos referentes ao primeiro e ao segundo período. tantas vezes quantos forem os períodos unitários.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização 2.

2.2 Desconto Composto Racional ou por dentro Segundo ASSAF NETO (2001).3 Fórmulas ASSAF NETO (2001) apresenta as seguintes fórmulas para cálculos de desconto composto: Cálculo do desconto composto racional ou por dentro Cálculo do desconto composto comercial (bancário) ou por fora Cálculo do valor atual de um título a desconto por dentro Cálculo de valor atual de um título a desconto por fora Cálculo de valor nominal de um título a desconto por fora Cálculo de valor nominal de um título a desconto por dentro 2.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização 2.5.5. o desconto composto racional é a diferença entre o valor nominal e o valor atual de um título.4 Exemplo KUHNEN (2001) exemplifica o cálculo de desconto composto: Página 19 . quitado antes do vencimento. Assim sendo.5. o desconto composto “por dentro” (ou racional) é aquele estabelecido segundo as conhecidas relações do regime de juros compostos.

000. 2.00 descontado um ano antes do vencimento à taxa de desconto bancário composto de 5% ao trimestre.000. PARENTE (1996) apresenta as seguintes fórmulas: Para vencimentos anteriores a data focal Para vencimentos posteriores a data focal 2. a equivalência de capitais a juros compostos se da de maneira semelhante à de juros simples.6. sabendo-se que o banco em questão adota. Solução: 2. a taxa composta de 9% a. com vencimento para 5 meses. com vencimento daqui a 2 meses.6 Equivalência de Capitais a Juros Compostos Segundo PARENTE (1996). nesse tipo de operação. diferenciando-se pelo regime de capitalização e o fato de que a escolha da data focal no sistema composto ser irrelevante. e o critério do desconto racional? Página 20 . capitalizável trimestralmente.1 Fórmulas Para os cálculos de vencimentos.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Calcular o valor atual de um título de R$ 20. Qual o valor nominal do novo título.2 Exemplo O mesmo apresenta um exemplo: Uma pessoa deseja substituir um título de valor nominal de R$ 85.00.m. por outro título.6.

Para uma melhor compreensão. então: D = VF – VF (1+i)-n D = VF.[1-(1+i)-n] O melhor estudo que se pode fazer com o desconto racional composto é considerar o Valor Atual ou presente (VP) como o capital inicial de uma aplicação e o Valor Nominal ou Futuro (VF) como o montante desta aplicação. Como D = VF .Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Solução: 2. Página 21 . Este tipo de desconto é muito utilizado no Brasil. com base nos juro composto. ficará: VP = VF/(1+i)elevado a n ---------ou---------VP=VF(1+i)elevado a n-1 O Desconto Comercial Composto (por fora) não é usado costumeiramente no Brasil e é análogo ao cálculo do Juro composto. Desta forma a fórmula para cálculo do Valor Atual ou Valor Presente.7 Aplicabilidade dos Descontos de Juros Compostos Em finanças. O desconto corresponde à quantia a ser abatida do valor nominal e. podemos dizer que o desconto racional composto passa a ser sinônimo de juro composto. levando em consideração que as taxas e os tempos funcionam de forma similar nos dois casos. o valor descontado é a diferença entre o valor nominal e o desconto. chama-se Desconto Racional Composto (por dentro) ou Desconto Composto Real ao desconto obtido pela diferença entre o Valor Nominal ou Valor Futuro (VF) e o Valor Atual ou Valor Presente (VP) de um compromisso que seja saldado “n” períodos antes do seu vencimento. O que se faz é calcular a diferença entre o valor nominal (valor futuro) e o valor atual (valor presente) do compromisso na data em que se propõe seja feito o desconto.VP e como VF = VP (1 + i)n.

Quando os vencimentos têm prazos longos. = 0. não é conveniente transacionar com esses tipos de descontos.000 Como vemos.a.00 i = 36% a. SOLUÇÃO: Fórmula: d = N i n N = R$ 100. adotamos o regime de regime de juros compostos. o desconto comercial. bancário composto ou por fora e o desconto racional ou por dentro. à taxa de 36% ao ano. n= 5 anos d = 100. Como no desconto simples.000. geralmente inferiores a 1 ano.a. o valor do desconto é superior ao valor nominal do título. Página 22 .Fatec Sorocaba 2.36 a.8 Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Conveniências no uso do Desconto Composto O desconto simples racional ou comercial são aplicados somente aos títulos de curto prazo.000 x 0.00 com resgate para 5 anos.0000. que jamais darão resultados desse tipo. em casos como o apresentado. Observe o exemplo a seguir: Calcular o desconto comercial de um título de R$ 100. temos duas formas de desconto composto.36 x 5 = 180. porque podem conduzir a resultados que ferem o bom senso. o que é um absurdo!!! É por esse motivo que.

brasilescola. 7. Ed. JOSÉ DUTRA. 13.br/emedio/finan.C3. Matemática Financeira: Objetiva e Aplicada.com. ABELARDO DE LIMA. 2. Capitalização Simples. 2002. PUCCINI.br/capitaliza%C3%A7%C3%A3o% 20simples/>. Data de acesso: 22 de agosto de 2012. 2. Capitalização Composta. ASSAF NETO. Matemática Financeira: teoria e 800 questões. Ed.C3. 2004. ALEXANDRE. Data de acesso: 20 de agosto de 2012.C3. Página 23 . 2008.A7.com. 2000. CRESPO.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização Bibliografia Noé.htm>. Matemática Financeira – Conceitos Básicos.com. São Paulo: Saraiva.A3o>. Disponível em: <http://www.php>. VIEIRA SOBRINHO. 6.webnode.com/matematica/matematica-financeira. Matemática Comercial e Financeira Fácil. Data de acesso: 22 de agosto de 2012. Finanças Empresariais.webnode. ANTÔNIO ARNOT. 2001. Ed.somatematica. Matemática Financeira. Disponível em: <http://matematicafinanceira. São Paulo: Atlas.org/wiki/Matem%C3%A1tica_financeira/Conceitos_b%C3 %A1sicos#Capitaliza.A3o_e_Descapitaliza. OSMAR LEONARDO. Disponível em: <http://matematicafinanceira. Disponível em: <http://pt.br/capitaliza%C3%A7%C3%A3o% 20composta/>. Data de acesso: 20 de agosto de 2012. Matemática Financeira / Conceitos Básicos. Marcos – Matemática Financeira. Ed. São Paulo: Atlas. São Paulo: Saraiva. Data de acesso: 22 de agosto de 2012. São Paulo: Atlas.A7. Ed. KUHNEN.wikibooks. Ed. Matemática Financeira e suas Aplicações. Disponível em: <http://www. 2000. CESAR. BENJAMIN. 7.C3. Rio de Janeiro: Impetus.

CARLOS. SAMUEL. 6. SHINODA. EDUARDO AFONSO DE MEDEIROS. 1998. Matemática financeira. São Paulo: FTD. São Paulo: Atlas.Fatec Sorocaba Economia e Finanças Matemática Financeira Capitalização PARENTE. 3. ed. Matemática Financeira para usuários do Excel. JAMES. HAZZAN. Ed. Ed reform.0. São Paulo: Makron Books. 2. Matemática Financeira aplicada e Análise de Investimentos. São Paulo: Atlas. 2001. KUHNEN. 1998. ANÍSIO COSTA CASTELO. São Paulo: Atlas. 2002. TEIXEIRA. TOSI. 7. Ed. 1996. Matemática Financeira com utilização do Excel 2000: aplicável também às versões 5. BRANCO. São Paulo: Saraiva. 2002 Página 24 . OSMAR LEONARDO. ARMANDO JOSÉ. Matemática Financeira. Matemática Comercial e Financeira. Matemática Financeira aplicada. 2007. São Paulo: Pioneira Thompson.0 e 97.