Você está na página 1de 41

Módulo I

Formador: Sistema,
Contextos e Perfil

MÓDULO: SISTEMAS, CONTEXTO E PERFIL

Sub-módulo 1.2
Aprendizagem, Criatividade
e Empreendedor

CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING

2 de 41 | P á g i n a
Mod.DFRH.111/00

MÓDULO: SISTEMAS, CONTEXTO E PERFIL

F ICHA T ÉCNICA

Título:
Autoria:
Coordenação:
Edição:
Composição Gráfica:
Direitos de Autor: este artigo não pode ser reproduzido, no todo ou em
parte, qualquer que seja o modo utilizado, sem previa autorização dos
autores.

CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING

3 de 41 | P á g i n a
Mod.DFRH.111/00

MÓDULO: SISTEMAS, CONTEXTO E PERFIL

Í NDICE

INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 5
UNIDADE I .................................................................................................................................... 7
Teorias e Modelos Explicativos do Processo de Aprendizagem .................................................. 7
1.1 – O CONCEITO DE APRENDIZAGEM ......................................................................................... 7
1.2 – TEORIAS DA APRENDIZAGEM ............................................................................................ 11
1.2.1. Teorias Comportamentalistas (Behavioristas) ......................................................... 12
1.2.2.Teorias Humanistas ................................................................................................... 15
1.2.3.Teorias Cognitivistas ................................................................................................. 16
1.3 – TEORIAS DA APRENDIZAGEM; PRINCÍPIOS PSICOPEDAGÓGICOS; TÉCNICAS DE ENSINO ........ 19
1.3.1 Teorias Comportamentalistas / Princípios Psicopedagógicos .................................. 19
1.3.2. Teorias Cognitivistas / Princípios Psicopedagógicos ............................................... 20
1.3.3.Teorias Humanistas / Princípios Psicopedagógicos/Técnicas de Ensino ................. 21
1.4 – MODOS, TIPOS E MODELOS DE APRENDIZAGEM ................................................................. 22
1.4.1. Modelo do Processamento da Informação ............................................................... 22
1.4.2. Modelo de Ausubel – Aprendizagem Significativa versus Aprendizagem Automática
............................................................................................................................................ 24
1.4.3. Pedagogia Diferenciada e Diferenciação Pedagógica ............................................. 26
1.4.4. Aprendizagem através da Programação Neurolinguística (PNL) ............................ 27
UNIDADE II ................................................................................................................................. 30
Fatores e Condições Facilitadoras da Aprendizagem ................................................................ 30
2.1 – PROCESSOS DE APRENDIZAGEM........................................................................................ 30
2.2 – OBJETIVOS E DOMÍNIOS DA APRENDIZAGEM ....................................................................... 31
2.3 – FATORES FACILITADORES DA APRENDIZAGEM .................................................................... 33
2.4 – FONTES E MÉTODOS DE MOTIVAÇÃO ................................................................................. 36
2.4.1. Conceitos e Características da Motivação ............................................................... 36
2.4.2. Estratégias de Motivação ......................................................................................... 37

CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING

4 de 41 | P á g i n a
Mod.DFRH.111/00

Isto quer dizer que deve ser capaz de criar situações que favoreçam a aprendizagem.DFRH. ou seja. aprende-se sempre da mesma maneira.  Reparar uma avaria elétrica em casa.  Primeira questão que nos surge: O que é a aprendizagem? A aprendizagem é a capacidade de que quotidianamente necessitamos para responder adequadamente às diferentes solicitações e desafios que se nos colocam na nossa interação com o meio.111/00 . Todos os dias confrontamo-nos com as mais diversificadas situações que exigem de nós respostas adequadas.  Segunda questão: Como aprendem as pessoas? Será que existe um único tipo de aprendizagem. etc. CONTEXTO E PERFIL INTRODUÇÃO No módulo Teorias.  Ajudar um amigo a resolver um problema. independentemente do objetivo da aprendizagem? Por exemplo. O Formador é um Facilitador de Aprendizagem por isso tem como tarefa principal levar os Formandos a aprender.  Preparar uma sessão de Formação. como por exemplo:  Organizar um curso de Formação.  Ajudar um Formando a resolver uma dificuldade.  Que a partir dos conceitos teóricos transmitidos resolvam um problema. Fatores e Processos de Aprendizagem pretende-se que os utilizadores/futuros Formadores reflitam sobre o que é a Aprendizagem e os conceitos que lhe estão associados.MÓDULO: SISTEMAS. durante um curso de Formação quando se solicita aos Formandos:  Que reproduzam um determinado conceito teórico. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 5 de 41 | P á g i n a Mod.  Conduzir um automóvel.  Que façam uma demonstração prática.

Para que o Formador consiga cumprir a sua tarefa de Facilitador de Aprendizagem é necessário que compreenda o que se passa na cabeça do “sujeito que aprende”. provavelmente. Processos. o presente módulo vai abordar um conjunto de conceitos e reflexões sobre:  Conceitos e características da Aprendizagem. Teorias.MÓDULO: SISTEMAS. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 6 de 41 | P á g i n a Mod. Esta análise pode ajudá-lo a planificar a Formação de modo a rentabilizar os processos internos intervenientes na aprendizagem. existem vários tipos de aprendizagem e diferentes processos cognitivos.111/00 . Com o intuito de auxiliar os utilizadores/futuros Formadores a atingirem estes objetivos. modos/modelos/mecanismos de aprendizagem. CONTEXTO E PERFIL Será que nas três situações apresentadas está presente o mesmo tipo de aprendizagem e serão os mesmos os processos cognitivos (mentais) em jogo? Para se conseguir realizar as diferentes tarefas constatamos que. etapas e fatores psicológicos da aprendizagem. Fontes e métodos de motivação.DFRH.

DFRH. tem como finalidade ajudar a desenvolver nos indivíduos as capacidades que os tornem capazes de estabelecer uma relação pessoal com o meio em que vivem (físico e humano).111/00 . já antes do início deste século existiam explicações para a aprendizagem. de acordo com as diversas correntes da Psicologia. e com as diferentes perspetivas que cada uma defendia.1 – O CONCEITO DE APRENDIZAGEM A aprendizagem no seu todo encarada como ação educativa. 1. de forma mais ou menos elaborada e organizada e. mas o seu estudo está intimamente ligado ao desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência. o Formando deverá ser capaz de: .MÓDULO: SISTEMAS. CONTEXTO E PERFIL UNIDADE I T EORIAS E M ODELOS E XPLICATIVOS DO P ROCESSO DE A PRENDIZAGEM OBJETIVOS: No final da unidade. servindo-se para este efeito. das suas estruturas sensório-motoras. O estudo da aprendizagem centrou-se em aspetos diferentes. Destas teorias as que adquiriram maior relevo foram:  As comportamentalistas (behavioristas) – a aprendizagem é vista como a aquisição de comportamentos expressos. cognitivas. Desde sempre se ensinou e aprendeu. à sua construção enquanto ser social com capacidade de adaptação a novas situações. afetivas e linguísticas.Identificar conceitos. teorias e modelos explicativos do processo de aprendizagem. Contudo. este estudo não se processou de forma uniforme e concordante. através de relações mais ou menos CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 7 de 41 | P á g i n a Mod. A aprendizagem está inevitavelmente ligada à História do Homem.

MÓDULO: SISTEMAS. sendo o sujeito relativamente passivo neste processo. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 8 de 41 | P á g i n a Mod. CONTEXTO E PERFIL mecânicas entre um estímulo e uma resposta.DFRH.111/00 .

Todos os indivíduos à sua maneira e tendo em conta as suas características pessoais são capazes de “aprender a aprender”. estas diferenças não devem ser encaradas como um problema. CONTEXTO E PERFIL  As cognitivistas – a aprendizagem é entendida como um processo dinâmico de codificação. interativo. Atualmente a aprendizagem é vista como um processo dinâmico e ativo. O sujeito que aprende tem um papel ativo neste processo. mas sim processadores ativos da informação. mas a aprendizagem é vista muitas vezes como algo espontâneo. de aquisição de conhecimentos. mas antes como uma vantagem. O indivíduo é visto como um ser que interage com o meio e é graças a essa interação que aprende. já que possibilita uma visão mais abrangente.111/00 . em função das suas experiências únicas e pessoais. o que se pretende dizer é que a ação de aprender não é fugaz nem momentânea. Estas diferentes perspetivas sobre a aprendizagem conduziram a diferentes abordagens e conceitos. interagimos com os estímulos (situações e problemas) Podemos assim considerar que: de uma forma pessoal. em que os indivíduos não são simples recetores passivos. dinâmico. quer mobilizando conhecimentos de experiências anteriores em situações idênticas. processamento e recodificação da informação. A Aprendizagem é um processo de construção pessoal. Ao considerar-se a aprendizagem como um processo. É uma construção pessoal. capazes de encontrar respostas para situações ou problemas. quer projetando no futuro uma “ideia” ou “solução” que temos no presente. condiciona a atuação no presente e possibilita ao indivíduo reestruturações cognitivas sociais e afetivas.MÓDULO: SISTEMAS. isto é. não reduzindo a explicação da diversidade deste processo a uma única teoria. No entanto. que apela às experiências passadas.  As humanistas – a aprendizagem baseia-se essencialmente no caráter único e pessoal do sujeito que aprende. O estudo da aprendizagem centra-se nos processos cognitivos que permitem estas operações e nas condições contextuais que as facilitam.DFRH. mas que se realiza num tempo que pode ser mais ou menos longo. porque se considera que nada se aprende CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 9 de 41 | P á g i n a Mod.

DFRH.111/00 . CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 10 de 41 | P á g i n a Mod.MÓDULO: SISTEMAS. se o que se pretende aprender não passar pela experiência pessoal de quem aprende. numa procura de equilíbrio entre o adquirido e o que falta adquirir. CONTEXTO E PERFIL verdadeiramente.

mas igualmente rigorosa. As diferentes perspetivas de cada uma das teorias apoiadas em metodologias de trabalho diferentes. 1. CONTEXTO E PERFIL Caracteriza-se ainda por ser um processo:  Intencional – é necessário existir predisposição do indivíduo para aprender. A teoria difere sempre da realidade porque a reduz e a simboliza. uma descrição. Uma teoria é ainda um conjunto de “ferramentas” que nos permite intervir e compreender a realidade. vamos abordar as teorias que. da sua experiência pessoal. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 11 de 41 | P á g i n a Mod.  Subjetivo – depende das características do indivíduo que aprende. Passa-se algo semelhante com as teorias. não conseguimos resolver todos os problemas com as mesmas ferramentas. ou seja. mas revelam-se no entanto. é importante não esquecer que as ferramentas têm limites. em função dos aspetos que cada corrente considerou mais importantes.  Dinâmico – só há aprendizagem quando os participantes atuam e interagem. com as teorias da aprendizagem. mas ser for um automóvel. não deixam de ser úteis. antes de mais. conduziram a diferentes modelos de compreensão da realidade. valores.  Contínuo – em cada momento acrescentamos algo ao que já conhecemos. muito insuficientes.DFRH. dos conhecimentos anteriores. crenças.  Gradativo – aprende-se do simples para o complexo.da sua personalidade. De uma maneira geral podemos dizer que a teoria está para a realidade. com o objetivo de a tornar mais percetível e menos complexa. Uma chave de parafusos e um alicate provavelmente resolvem a maioria dos problemas que possam surgir com uma bicicleta. Seguidamente. no estudo da aprendizagem adquiriram maior relevo. Contudo. das expectativas. pela sua contribuição no aperfeiçoamento da prática pedagógica. como o mapa está para o terreno que representa. Estes modelos são o que normalmente se chama de Teorias.  Cumulativo – o saber e as atividades associam-se no sentido da aquisição de novos comportamentos. Constatamos que a aprendizagem é um campo demasiado vasto e complexo para ser compreensível através de uma única teoria.. Uma Teoria é.2 – TEORIAS DA APRENDIZAGEM Os grandes quadros conceptuais da Psicologia interessaram-se pela inteligibilidade e explicação da aprendizagem.111/00 . É uma forma de representar uma realidade em termos simbólicos.. nomeadamente. de forma diferente.MÓDULO: SISTEMAS.

Uma mesma “família” ou corrente engloba várias teorias com diferentes autores. proceder a uma abordagem exaustiva e detalhada das teorias da aprendizagem. Tentar-se-á sintetizar. Cognitivistas e Humanistas.111/00 . e Thorndike com a sua Lei do Efeito. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 12 de 41 | P á g i n a Mod. puramente objetivo do comportamento humano. no plural e não no singular. focando apenas o que cada “ família” de teorias tem em comum. suscetíveis de serem reforçados até à otimização. todos estes autores pertencem à corrente Behaviorista. Consideram assim. no entanto. Para os behavioristas o homem é fundamentalmente um organismo que responde a estímulos exteriores de um modo mais ou menos automático e fortuito. entre um Estímulo e uma Resposta (E-R). considerou como o seu objeto de estudo particular. 1.DFRH. é de salientar que não se pretende com este manual. que no fundo é a súmula do que cada teoria dentro de uma mesma corrente. que a aprendizagem é uma aquisição de comportamentos expressos através de relações mais ou menos mecânicas. É uma forma de condicionamento resultante de uma associação entre estímulos e respostas específicas. ou seja. o que em Psicologia se designa por correntes.2. porque este não é de maneira nenhuma um trabalho acabado. está antes. do contexto. em permanente evolução. “O Homem é aquilo que o meio fizer dele”. Contudo. mas que apesar das diferenças (que muitas vezes são apenas o estudo de aspetos diferentes de uma mesma problemática). que se preocupou em estudar o condicionamento clássico. vão sofrendo alterações. E isto porquê? Porque as teorias podem agrupar-se em “famílias”.MÓDULO: SISTEMAS. em função da época. refletem linhas de pensamento comum. se afastarem o educando dessa finalidade. Teorias Comportamentalistas (Behavioristas) Por behaviorismo entende-se um estudo científico. “Todos os Homens sujeitos aos mesmos estímulos apresentam comportamentos iguais”. dos novos conhecimentos. sendo o sujeito relativamente passivo neste processo. há diferenças significativas entre a Teoria de Watson. até porque não são estanques. O mesmo acontece com as outras. ou ignoradas até à extinção. Por exemplo.1. ou Albert Bandura com a sua Teoria da Aprendizagem Social e. se estiverem na linha da aprendizagem desejada. CONTEXTO E PERFIL Constatar-se-á que se fala em teorias Comportamentalistas/Behavioristas. “A situações idênticas correspondem comportamentos idênticos”.

É como se o sujeito que aprende contivesse em si apenas a matéria prima (o comportamento) que se vai especificando através da aprendizagem.Como se considera que o sujeito é passivo face à aprendizagem.A aprendizagem é entendida como associações que se vão complexando progressivamente. então é porque se aprendeu. 5.111/00 . 4. 3. não apenas da meta a atingir (comportamento terminal). Isto quer dizer que. Na sequência de uma resposta e em função do seu resultado deve ser fornecido um estímulo. pelo contrário. A tónica é colocada nos resultados finais. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 13 de 41 | P á g i n a Mod. CONTEXTO E PERFIL Estas teorias realçam o “saber-fazer”.MÓDULO: SISTEMAS.O reforço é considerado um dos principais motores da aprendizagem.DFRH. 6. Exemplo: se o problema está certo. em futuras situações idênticas ou aumenta a probabilidade da resposta ou. na medida em que aquilo que indica a ação é o estímulo e/ou o que dirige a ação é o reforço. 2. mas também das capacidades do indivíduo no início da aprendizagem (comportamento inicial) e baseia-se numa sequência lenta e programada de atividades a realizar para percorrer o caminho entre o comportamento inicial e o comportamento final.A aprendizagem é sinónimo de um comportamento expresso. sem considerar os processos mentais que esse percurso envolve. Assenta num processo mecanicista que perde frequentemente a noção da atividade no seu conjunto. Este processo corresponde à motivação externa ao sujeito. Pressupõem uma análise minuciosa da estrutura da tarefa a aprender e uma determinação precisa. Tal como uma porção de barro é moldada pelo oleiro. Os princípios básicos destas teorias são: 1. é preciso “forçá-lo“ a aprender através da criação de uma situação externa ( que não pertence nem é controlado pelo sujeito ). observável e mensurável do sujeito.A aprendizagem é vista como a “modelagem” de um indivíduo para determinados objetivos. o comportamento exterior. Consequentemente. teoricamente. provoca a sua extinção.A aprendizagem é concebida como respostas passivas a estímulos ou a reforços. o indivíduo que aprende não precisa de conhecer os objetivos e os fins da aprendizagem.

Assim. considerando-se por isso que todas as formas de comportamento podem ser aprendidas. Reforço – é um estímulo que aumenta a probabilidade de resposta. nomeadamente: 1. CONTEXTO E PERFIL 7. nos resultados obtidos. Podem explicar tipos simples de aprendizagem. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 14 de 41 | P á g i n a Mod.  LIMITES As teorias Comportamentalistas/Behavioristas/ não excluem inteiramente os fenómenos da aprendizagem. Centram a sua atenção nos comportamentos externos. Condicionamento – processo segundo o qual determinadas respostas ou reações são associadas a determinados estímulos. 2. de conhecer os seus interesses e necessidades. mas não as que impliquem processos cognitivos heurísticos (ou de pesquisa) que decidiram não estudar por não serem mensuráveis. Perdem a visão de conjunto da aprendizagem. 3. despersonalizando-o. Estímulos – elementos que atuam sobre o organismo desencadeando em seguida uma resposta ou uma possibilidade de resposta. não existe a necessidade de diferenciar os indivíduos. IDEIAS A RETER: Respostas – são reações físicas ou comportamentais a uma estimulação externa ou interna. considerandoo como um ser passivo e moldável. na estruturação e sequencialização da informação. Desde que as condições sejam as mesmas todos os indivíduos devem obter o mesmo resultado na aprendizagem.111/00 . desvalorizando a importância dos processos internos. A aprendizagem é uma questão de condições externas.MÓDULO: SISTEMAS. Assim estas teorias apresentam alguns limites no seu estudo da aprendizagem. através de uma influência direta que exerce sobre ele. dependente do educador que o leva a atingir um fim previamente estabelecido. Relegam o educando para um plano inferior.DFRH. segundo esta teoria. A ênfase é posta nos reforços.

No entanto. onde o educador desempenha um papel de moderador/facilitador de aprendizagem. "Tornar-se Pessoa" é realmente a chave do processo de aprendizagem na perspetiva Humanista. quer ao nível da conceptualização. O sujeito que aprende. e nos seus motivos e interesses. Esta teoria centra o seu estudo na especificidade do ser humano. adotando os princípios da pedagogia não diretiva:  Aprende-se: . sente e vive. que pensa.Quando se quer. algo espontâneo. A aprendizagem é essencialmente uma aquisição de competências de desenvolvimento pessoal num clima de liberdade total.111/00 .O que se quer. que passa pelo interior da pessoa com as suas experiências e a imagem que tem de si próprio e dos outros. riqueza e singularidade da pessoa humana. para estes autores a aprendizagem seja. não podemos deixar de reter alguns aspetos importantes. É a descoberta do significado pessoal do conhecimento.2. acentuando a complexidade.2. dado que considerar cada ser humano como único e específico. no centro do qual está a pessoa como “ser”. muitas vezes. É um processo pessoal. CONTEXTO E PERFIL 1. as Teorias Humanistas baseiam-se na convicção de que os sujeitos devem ter mais responsabilidade para decidirem o que querem aprender. .DFRH.Teorias Humanistas No que diz respeito à aprendizagem.MÓDULO: SISTEMAS. tem neste contexto um papel ativo embora. de índole vivencial. .Como se quer. que podem contribuir positivamente para a eficácia da aprendizagem. Em relação à aprendizagem esta teoria confrontou-se com alguns problemas. dificultou o estabelecimento de leis gerais. nomeadamente: a) A aprendizagem é um sistema relacional que visa desenvolver capacidades de:  Autoaprendizagem  Autorrealização  Autoavaliação  Criatividade CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 15 de 41 | P á g i n a Mod. quer ao nível da sua aplicabilidade prática.

deixando por isso a aprendizagem ao livre arbítrio do educando. O estudo da aprendizagem centra-se nos CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 16 de 41 | P á g i n a Mod. Dificuldades em relação à educação das crianças e jovens em contextos de ensino escolar formal. 2. 3. Exige educadores excecionais. Tem como preocupação principal tentar explicar o que se passa na “cabeça do sujeito” na resolução de uma tarefa. Assim. condições curriculares e institucionais adaptadas a um ensino flexível. “ ninguém ensina nada a ninguém “. bastante usada mas por vezes mal compreendida.111/00 .  LIMITES Embora contribuindo com alguns princípios importantes.3. Prescrevendo uma atitude não diretiva do educador. esta teoria confrontou-se com alguns problemas e limites: 1. seleciona e organiza os objetos e os acontecimentos e lhes atribui significado. 1. processamento e recodificação da informação. a aprendizagem é entendida como um processo dinâmico de codificação. que Processos Mentais (cognitivos) (PM) estão presentes e funcionam como mediadores entre o Estímulo e a Resposta (E-PM-R). não invalida que o contexto criado para o desenvolvimento desses processos não seja importante.MÓDULO: SISTEMAS. CONTEXTO E PERFIL b) A aprendizagem é um processo individual na medida em que é essencialmente uma tarefa de representação e reestruturação cognitiva. na forma como ele percebe. isto é. e defendem que a aprendizagem é algo mais complexo do que simples associações do tipo Estímulo – Resposta (E-R). Esta abordagem permite uma melhor compreensão da afirmação. pode resultar numa preparação académica insuficiente ou incorreta. ser pessoal.2. de tipo individual ou grupal. Consiste numa mudança da estrutura cognitiva do sujeito.DFRH. O facto de a aprendizagem enquanto finalização de um processo.Teorias Cognitivistas Estas teorias são contemporânea das teorias behavioristas. podendo também conduzir a um individualismo extremo.

7. 8. Um insight ocorre quando um indivíduo ao tentar resolver um problema vê novas maneiras de utilizar elementos do meio ou dos seus próprios conhecimentos (pode no entanto ser verdadeiro ou falso). A experiência anterior ajuda a prever boas respostas. mas sobretudo pela significação. A memorização pode ser implementada pela prática. Síntese dos princípios da aprendizagem segundo as teorias Cognitivistas: 1. A linguagem é um instrumento de aprendizagem. é a “luz que de repente se acende”.111/00 . A aprendizagem tanto pode ser intencional como incidental (momentos de insight).DFRH. Um dos conceitos chave é o insight – cuja definição corresponde aproximadamente a uma “intuição de solução de um problema”. A aprendizagem confunde-se. 9. O indivíduo é visto como um ser que interage com o meio e é graças a essa interatividade que aprende. Os exercícios podem facilitar a aprendizagem por serem uma estratégia que remete para representações mentais. 4. 10. por instrução. 5. A transferência da aprendizagem aumenta quando há similaridade entre as tarefas. por vezes com a própria compreensão. fazendo. CONTEXTO E PERFIL processos cognitivos que permitem estas operações e nas condições contextuais que as facilitam. Os incentivos sociais (reforço social) podem ser mais ou menos eficazes. 6. Aprende-se a fazer. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 17 de 41 | P á g i n a Mod. utilizando imagens de execução ou observando os outros a fazer. 3. dependendo das características de personalidade.MÓDULO: SISTEMAS. 2.

a sua curiosidade.DFRH. as estratégias de aprendizagem podem variar de indivíduo para indivíduo. O que leva os indivíduos a aprender são sobretudo as suas necessidades internas. em função quer das capacidades de cada um e/ou do modo como as situações de aprendizagem são apresentadas.MÓDULO: SISTEMAS. são um avanço em relação às teorias comportamentalistas. transferência de conhecimentos. que se traduziu na descrença e até no horror à aprendizagem decorada e memorizada. têm sido amplamente explorados.111/00 PROCESSOS COGNITIVOS: são fenómenos psicológicos que intervêm entre o estímulo e a manifestação da resposta. E ainda. 13. à força de insistirem nos processos cognitivos. não tanto pela quantidade. aquisição de conceitos. Contudo. implicados na formação e utilização de símbolos e conceitos associados a atividades tão diversificadas como pensar. porque ocorre devido a motivações intrínsecas.  Limites Estas teorias ao atenderem aos processos mentais (cognitivos) envolvidos na aprendizagem. raciocinar e resolver problemas. 14. A aprendizagem por descoberta adquire maior significado e valor. A reforço é importante mas nem sempre é necessário. CONTEXTO E PERFIL 11. Assim a Motivação é concebida como a antecipação dos resultados a obter – isto funcionará como reforço. A repetição é importante. 12. IDEIAS A RETER: CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 18 de 41 | P á g i n a Mod. 15. . Os mecanismos de memorização e conservação da informação estão ainda longe de serem satisfatoriamente explicados. isto é. continuam alguns aspetos por explicar: Não está ainda claro como acontece o conhecimento intuitivo. Deve prestar-se particular atenção aos modos individuais de aprendizagem. do que a derivada de estimulações externas. com vista a melhorar a resposta seguinte. mas na medida em que uma nova resposta seja precedida de uma análise e compreensão do que não funcionou. é visto mais como fator de feedback do que como fator de motivação. Aspetos como a motivação. as sua expectativas. tiveram uma influência negativa no ensino.

Destas diferentes perspetivas surgem os princípios psicopedagógicos. As Cognitivistas dirigiram a sua atenção para os processos cognitivos. e procuraram saber quais as leis que presidiam ao estabelecimento desta relação.111/00 . tendo por isso dificuldade em estabelecer leis gerais. CONTEXTO E PERFIL Todavia. e as técnicas de ensino que cada corrente considerou adequadas tendo em vista a eficácia da aprendizagem. Técnicas de Ensino: CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 19 de 41 | P á g i n a Mod. Análise cuidada da estrutura das tarefas de modo a determinar os objetivos do percurso. 5. Apresentar estímulos capazes de suscitar as reações adequadas às aprendizagens desejadas. conduzindo-o através de experiências positivas de aprendizagem. Definir com maior exatidão possível os objetivos finais da aprendizagem. 1. 1.3. 3. Exercitação. TÉCNICAS DE ENSINO Como se verifica. 2. Recompensar. em função da relação entre o comportamento expresso e a aprendizagem desejada. este efeito responsabilidade dos negativo não cognitivistas. 6. as correntes da psicologia não foram consensuais no que concerne ao estudo da aprendizagem. focaram sobretudo a relação Estímulo-Resposta. As teorias Comportamentalistas. isto é.MÓDULO: SISTEMAS. Reforçar as reações desejadas. para o que se passa na cabeça do sujeito entre a receção de um estímulo e a execução de uma resposta.3 – TEORIAS DA APRENDIZAGEM.DFRH.1 Teorias Comportamentalistas / Princípios Psicopedagógicos 1. 7. 8. As Humanistas acentuaram sobretudo o caráter único da experiência de cada um. retirar a recompensa ou punir. 4. Proporcionar o conhecimento dos resultados da aprendizagem como forma de retro alimentação do processo. PRINCÍPIOS PSICOPEDAGÓGICOS. foi mas propriamente sim daqueles da que interpretaram de uma forma exagerada as suas teorias. Apresentação da matéria em sequências curtas de forma a permitir um melhor condicionamento do sujeito.

(partir do geral para o particular que devem ser relacionados com o conjunto). 6. Fornecer informações. organização e retenção dos conhecimentos.MÓDULO: SISTEMAS.DFRH. Ensino pela descoberta. Valorização da experiência anterior. Memorização. a experimentação de novos conhecimentos. 6. Valorização da compreensão em detrimento da memorização. Sistematização. a novas situações. 2. 3.111/00 . Introduções. CONTEXTO E PERFIL 1. 2. ajudar os sujeitos a relacionar conhecimentos e habilidades novos com conhecimentos e habilidades anteriormente adquiridos. Demonstrações para imitação. fornecer pistas que facilitem a compreensão. 1.2. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 20 de 41 | P á g i n a Mod. 5. não equacionar a prática como repetição mas concebê-la como uma série de tentativas sucessivas e variadas que facilitem a transferência de habilidades e conhecimentos. Exercícios de repetição. Estratégias de ensino adaptadas ao nível de desenvolvimento dos sujeitos. Ensino individualizado. Teorias Cognitivistas / Princípios Psicopedagógicos 1. Esquemas. indicar factos.3. reconhecer que a estrutura cognitiva do sujeito depende da sua visão do mundo e das suas experiências anteriores. 5. 4. relacionando as suas necessidades pessoais com os objetivos da própria aprendizagem. 7. 2. Apresentação dos objetivos. 4. Sumários. tipo programado. 4. Motivação. Valorizar a prática.  Técnicas de Ensino 1. iniciar cada unidade de ensino apresentando conjuntos significativos e descer gradualmente ao pormenor. 3. motivar o sujeito para aprendizagem. Questionários orientados para a compreensão. 8. 3. Relacionar o novo com o adquirido.

2. mas sim com a aprendizagem numa perspetiva de desenvolvimento da pessoa humana. Centrar a aprendizagem em atividades e experiências significativas para o educando. Resolução de Problemas. 7. Desenvolver no indivíduo a responsabilidade pela autoaprendizagem e incutir-lhe o espírito de autoavaliação. Centrar a aprendizagem no sujeito e nas suas necessidades. 5. 4. Painéis. Debates.111/00 . 4. 8. CONTEXTO E PERFIL 7. na sua vontade e nos seus sentimentos. Discussões. Ensinar a aprender. Ensinar também a sentir e não apenas a pensar. autónomos e refletidos. Debates. estudo de casos. A preocupação central não deve ser com o ensino. Promover a aprendizagem ativa. Ensino individualizado. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 21 de 41 | P á g i n a Mod. 9. Desenvolver no seio do grupo relações interpessoais baseadas na empatia.3.DFRH. Jogos de Papeis. 3. Simulações.  Técnicas de Ensino 1. 3. 2. 7. 1. Criar no seio do grupo uma atmosfera emocional positiva que ajude o educando a integrar novas experiências e novas ideias. 5. 6.3. orientada para processos de descoberta. 6.Teorias Humanistas / Princípios Psicopedagógicos/Técnicas de Ensino 1.MÓDULO: SISTEMAS. discussões.

deve atender-se à importância da Motivação. para que a Apreensão dos conhecimentos se processe. “para que é isto me serve?”. 1. com o objetivo de desenvolver métodos de ensino eficazes.MÓDULO: SISTEMAS. quer para a eficácia da formação. alguns autores desta corrente preocuparam-se em estudar a aprendizagem escolar. de processamento da informação. TIPOS E MODELOS DE APRENDIZAGEM No que concerne ao estudo da aprendizagem.4. e de como esta está diretamente ligada com as expectativas. devido não só à sua extensão. O Formador deve saber que: CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 22 de 41 | P á g i n a Mod. a proposta apresentada por este modelo. hierarquicamente dependentes: da eficácia de umas depende o êxito das seguintes.1. uma outra perspetiva vigente. são necessárias duas condições: a Atenção e a Perceção. Apesar da aprendizagem ser considerada como um todo. as estratégias de ensino. a aprendizagem resulta na modificação do comportamento produzida pela ação educativa. analisando as implicações da sua teorização. não porque ela não seja importante.111/00 . mas porque neste contexto não se justifica. é sabido existirem diferentes correntes teóricas subjacentes aos modelos explicativos com repercussões no desenvolvimento das práticas pedagógicas. As teorias cognitivistas. Não se pretende uma abordagem exaustiva desta questão. mas também à especificidade de alguns conceitos. Numa segunda fase. sustenta que a aprendizagem se processa por fases. Numa primeira fase.DFRH. CONTEXTO E PERFIL 1. as estruturas do conhecimento. com o que os formandos esperam da formação “estou aqui para aprender o quê?”. apresentando propostas de tipos e modelos de aprendizagem. Vão ser abordados os que adquiriram maior importância pela contribuição. Modelo do Processamento da Informação Este modelo integra diversas linhas de trabalho sobre a aprendizagem e visa chamar a atenção dos Formadores para algumas questões importantes. Segundo as teorias comportamentalistas. isto é.4 – MODOS. nomeadamente em termos da resolução de problemas. Assim. transferência da aprendizagem a novas situações. quer para o papel do formador enquanto facilitador (entre o saber já existente e as novas aquisições). estudaram primordialmente os processos cognitivos.

as suas experiências de vida. obtendo informações sobre as suas capacidades e a sua aprendizagem. durante a execução da resposta. as suas crenças.  Fase do Feed-Back: Reforço. a importância de falar da aplicabilidade prática do que se está a aprender e aproveitar as experiências dos Formandos para as situações de ensino aprendizagem. isto é. a capacidade de armazenar informação – quer na Memória a Curto Termo (MCT). Daí. etc. vai alternando entre momentos de alta e de baixa. o formador deve estar consciente que aquilo que diga ou faça está sujeito a diferentes interpretações. o que é muito importante para futuras aprendizagens. Nas últimas fases.  Fase da Generalização: Transferência ( Gerador de Resposta ). ou após o seu termo o formando pode observar a sua ação e estabelecer o processo de Feed-Back. isto é. isto é. 2.MÓDULO: SISTEMAS. CONTEXTO E PERFIL 1. é importante que o Formador saiba que o Formando memoriza melhor aquilo que está relacionado com as suas necessidades e os seus interesses. Por isso. A Atenção é descontínua. Nas fases seguintes que estão relacionadas com a capacidade de memorização. ou que tenha a ver com a suas experiências.  Fase da Performance: Resposta.  Fases do Processamento da Aprendizagem:  Fase da Motivação: expectativas. os seus valores. o indivíduo perceciona o meio de acordo com as suas características de personalidade. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 23 de 41 | P á g i n a Mod.  Fase da Recuperação: Recuperação ( MCT – MLT ). Perceção Seletiva.  Fase da Aquisição: Codificação.DFRH.  Fase da Retenção: Armazenamento / Memória (MLT). quer na Memória a Longo Termo (MLT) – e com a capacidade de recuperação dessa mesma informação.111/00 .  Fase da Apreensão: Atenção. Armazenamento/ Entrada (MCT). A Perceção é seletiva.

deve relacioná-la com os conhecimentos que este já possuí de modo que ele possa perceber o que está a aprender e a integrar os novos conhecimentos. CONTEXTO E PERFIL 1. significativa e compreendida. não são completamente dicotomizados. No caso da aprendizagem recetiva automática o formador não tem a preocupação de a tornar significativa:  Apresenta a matéria de tal forma que o Formando só tem de a decorar. Este deve ser apresentado de forma a tornar-se compreensível e acessível em utilizações futuras. Além disso ambos os tipos de aprendizagem podem ocorrer em conjunto ou em alternância na mesma tarefa de aprendizagem. porque a aprendizagem de nomes.MÓDULO: SISTEMAS.2. tornando-os assim significativos.DFRH. Modelo de Ausubel – Aprendizagem Significativa versus Aprendizagem Automática Ausubel é um representante das teorias cognitivistas. chegando assim à identificação de dois modos ou tipos de aprendizagem – Aprendizagem por Receção e Aprendizagem por Descoberta. Embora estes dois tipos de aprendizagem sejam qualitativamente diferentes. Para que a aprendizagem por receção se torne significativa o Formador deve:  organizar a matéria a ensinar de uma forma lógica. Eles são sobretudo descontínuos. Na aprendizagem por receção (que tanto pode ser automática como significativa). todo o conteúdo que vai ser aprendido é apresentado ao aluno/formando sob forma final. memorizada ou mecânica.4. conceitos. regras. pode ter simultaneamente características de aprendizagem automática e significativa. Espera-se somente que interiorize ou incorpore o novo material. A característica essencial da aprendizagem por descoberta (seja a formação de conceitos ou a solução automática de um problema) é que: CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 24 de 41 | P á g i n a Mod.  ao apresentá-la ao formando. Deste modo. dele não se espera qualquer descoberta independente. que discorda da opinião bastante generalizada de que o ensino tipo expositivo se associa a uma aprendizagem recetiva. enquanto que o ensino pela descoberta corresponde a uma aprendizagem dinâmica.111/00 .

 Reorganizar e transformar a combinação efetuada de forma a originar um produto final. ela acontece a partir de preposições já conhecidas que são redescobertas de forma inovadora. não esteja relacionada diretamente com a automática e recetiva. envolvem efetivamente processos diferentes. A aprendizagem por descoberta e a aprendizagem por receção.DFRH.  Integrá-las na estrutura cognitiva. a maioria das vezes.  O aluno/formando descobre o conhecimento por si próprio. frequentemente é estabelecida confusão entre elas. enquanto que os problemas do quotidiano são na sua maioria solucionados através de aprendizagem por descoberta. e por sua vez estas experiências também facilitam novas aprendizagens por receção. ideias. CONTEXTO E PERFIL  O conteúdo essencial do que vai ser aprendido. mas é descoberto pelo aluno/formando antes de ser significativamente incorporado na sua estrutura cognitiva. Deve ainda salientar-se que a aprendizagem por descoberta raramente acontece no vazio. já que o que é adquirido por receção é utilizado na resolução de problemas diários e nas descobertas.  Atributos comuns entre diferentes objetos. não é dado. Em geral.111/00 . chega à solução de um problema. “Será que poderemos considerar estes dois modos de aprendizagem antagónicos ou complementares?” Parece-nos que a resposta mais adequada será. Exemplo:  Qual das passagens do labirinto conduz ao objetivo. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 25 de 41 | P á g i n a Mod. grande parte da aprendizagem realizada em contextos formais é recetiva. Embora a distinção entre aprendizagem recetiva e por descoberta. Na aprendizagem por descoberta o Formando deve:  Reagrupar informações.MÓDULO: SISTEMAS. ou a conduzir à descoberta de uma relação que estava perdida ou ignorada. complementares. etc.

e a por descoberta é significativa.DFRH. Não aprendemos todos o mesmo da mesma forma. No entanto.4.111/00 . tal como elas são propostas ao Formando. aprendizagem de séries. Em ambos os casos a aprendizagem significativa ocorre quando a tarefa de aprendizagem implica relacionar de forma não arbitrária e não linear uma nova informação com outras com que o aluno/formando já esteja familiarizado e/ou quando adota uma estratégia para cumprir esse fim.3. dependendo das condições em que ocorrem. Pedagogia Diferenciada e Diferenciação Pedagógica Todas as pessoas possuem características únicas. existem outros indivíduos que. Como podemos constatar a mesma situação de aprendizagem pode gerar tipos de aprendizagem diferentes. de que a aprendizagem recetiva é invariavelmente automática. 1. necessário para tornar a tarefa potencialmente significativa. é possível reunir grupo de aprendizagem. no domínio da aprendizagem. Todavia seria simplista demais imputar isto apenas ao aluno/Formando. para a natureza e tipo de tarefas. etc. Existem características que são comuns aos indivíduos e. (Ex: quebracabeças. Correto será afirmar que tanto a aprendizagem recetiva como a aprendizagem por descoberta podem ser automáticas ou significativas. sem ter em conta as situações externas de aprendizagem. A forma como o Formador organiza as sessões de formação vai favorecer preferencialmente um ou outro tipo de aprendizagem. o que nos torna indivíduos distintos de todos as outros.). A aprendizagem automática. não só para a compreensão dos processos cognitivos em jogo.MÓDULO: SISTEMAS. por sua vez ocorre quando:  A tarefa consiste em estabelecer associações puramente arbitrárias. CONTEXTO E PERFIL A responsabilidade desta confusão deve-se à ideia muito generalizada. porque se assim fosse todos os alunos/formandos presentes numa mesma sala aprenderiam o mesmo. mas também. mas pouco fundamentada. por possuírem algumas CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 26 de 41 | P á g i n a Mod. associações de palavras.  E ainda. se para estabelecer associações adota uma estratégia apenas para memorizá-las como se fossem uma série arbitrária e linear. este facto remete-nos para a questão: será que aprendemos todos da mesma maneira? A resposta é seguramente não.  Falta ao aluno/ Formando o conhecimento prévio e relevante. Tendo em conta o modelo apresentado o Formador tem vantagens se conseguir interrelacionar todo o conjunto de fatores importantes. Assim. por isso.

DFRH. com os objetivos que foram traçados para si.  Processos . materiais e recursos. sentimentos. facilitando a comunicação. Estes alunos são alvo deste tipo de pedagogia.estabelecem-se objetivos e competências a atingir para os alunos que necessitam de adaptações curriculares. essencialmente. a educação baseada na diferenciação pedagógica valoriza as competências que mais se evidenciam nos alunos. são alvo de intervenção pedagógica diferenciada. 1.4. ou seja. a forma como se aprende depende das especificidades de cada indivíduo. A Diferenciação Pedagógica pode acontecer a três níveis:  Conteúdos . recorrendo a diversas estratégias. a diferenciação pedagógica é mais abrangente e pode ser fundamental para a inclusão social de grupos em risco e é uma opção para promover a aprendizagem por entre indivíduos que provém de contextos diferentes e que evidenciam diferentes interesses e estilos de aprendizagem. como criamos os nossos pensamentos.  Produtos .MÓDULO: SISTEMAS. O que se aprende está dependente das características dos alunos. associada a alunos com necessidades educativas especiais. a Programação Neurolinguística também estuda a influência da linguagem que estimula o cérebro e ativa o sistema nervoso dos outros. Neste contexto surgem os conceito de Pedagogia Diferenciada e Diferenciação Pedagógica. Pedagogia Diferenciada . de forma a colocar cada aluno perante a situação mais favorável".a mesma lição e os mesmos exercícios para todos ao mesmo tempo . A Diferenciação Pedagógica surge.mas é sobretudo uma maneira de pôr em funcionamento uma organização de trabalho que integre dispositivos didáticos.a avaliação do aluno vai ser coerente com as suas características e. Para Perrenoud diferenciar é "romper com a pedagogia magistral .existe uma adaptação de estratégias e atividades em função do perfil dos alunos.consiste em adequar os estilos de ensino aos estilos de aprendizagem.é uma pedagogia de processos em que as aprendizagens são identificadas e explicitadas de forma a que os alunos construam o seu próprio percurso de aprendizagem. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 27 de 41 | P á g i n a Mod. Desta forma. Diferenciação Pedagógica . no senso comum. CONTEXTO E PERFIL características específicas.4. Aprendizagem através da Programação Neurolinguística (PNL) A Programação Neurolinguística estuda a forma como o cérebro funciona. estados emocionais e comportamentos. porém. Para além disso.111/00 .

Estes mapas cognitivos são construídos por influência da linguagem e através da apreensões que cada pessoa faz da realidade usando todos os seus sentidos. falar e usar gestos adequados e dar atividades que estimulem os diferentes sentidos. A PLN tem um contributo importante neste domínio ao alertar que todos os sistemas sensoriais intervêm no processo de aprendizagem e. o conhecimento da forma como apreendemos e organizamos a informação é essencial para tornar o processo de aprendizagem mais eficaz. a PNL pode ser usada para melhorar as relações e a eficiência do ensino. em contexto formativo é importante usar imagens. por isso.DFRH. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 28 de 41 | P á g i n a Mod. CONTEXTO E PERFIL Face ao domínio de atuação da PNL compreende-se que esta procure compreender a forma como se aprende e forneça indicações sobre as melhores formas de aprender. A aprendizagem acontece através de um ciclo os mapas cognitivos e as experiências são agregados em sistemas maiores que conduzem a um melhor desempenho. ligando-os a observações do ambiente e respostas comportamentais. A compreensão do processo de aprendizagem.MÓDULO: SISTEMAS. Na PNL considera-se que a aprendizagem acontece porque a pessoa constrói mapas mentais no seu sistema nervoso. Assim.111/00 .

CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 29 de 41 | P á g i n a Mod. Teorias Humanistas  A aprendizagem é essencialmente um processo de descoberta do significado pessoal do conhecimento.MÓDULO: SISTEMAS.  A contrapartida exterior da aprendizagem. processamento e recodificação da informação. Princípios Psicopedagógicos – Teorias Cognitivistas  Preocuparam-se sobretudo em tornar a aprendizagem significativa. mas apenas nos seus efeitos. traduz-se em ações que o sujeito não era capaz de realizar antes. CONTEXTO E PERFIL IDEIAS A RETER: Aprendizagem  A aprendizagem tem um caráter pessoal. produzido pela ação educativa. mas estas só se revelam se no interior do sujeito tiver ocorrido um processo de transformação e mudança.O indivíduo interage com o meio e é essa interação que lhe permite aprender. valorizando a compreensão em detrimento da memorização tendo em conta.111/00 .  Que o formando tenha uma atitude positiva. as suas experiências anteriores e as sua motivações.  É através das manifestações exteriores que se vê se o sujeito aprendeu. as características do sujeito. nas modificações que opera no comportamento exterior.  A aprendizagem resulta na modificação observável e mensurável do comportamento do sujeito.  A aprendizagem não se vê em si mesma. Princípios Psicopedagógicos – Teorias Comportamentalistas  Preocuparam-se essencialmente com a operacionalização dos objetivos e com as metodologias de ensino. Teorias Cognitivistas  A aprendizagem é um processo dinâmico de codificação. isto é que esteja motivado  Que o formando possua conhecimentos prévios suficientes.DFRH. observável do sujeito. Teorias Comportamentalistas  Todo o comportamento pode ser aprendido. Princípios Psicopedagógicos – Teorias Humanistas  Preocuparam-se essencialmente em criar um clima de aprendizagem baseado nas relações empáticas que conduzisse ao desenvolvimento integral da pessoa humana. . ou seja.  É essencial conhecer os processos cognitivos que possibilitam estas operações e as condições contextuais que as facilitam. e que passa a conseguir depois do período de aprendizagem. que lhe facilitem abordar a nova informação.

conhecer os processos cognitivos. O conhecimento dos processos cognitivos envolvidos na resolução das diferentes tarefas de aprendizagem ajuda quer o Formando.Identificar os principais fatores e as condições facilitadoras do processo de aprendizagem 2. ajuda-o a escolher os tipos de aprendizagem mais úteis e ajustados aos objetivos pretendidos e a criar condições de aprendizagem que facilitem a realização destas mesmas tarefas.1 – PROCESSOS DE APRENDIZAGEM A função de qualquer teoria de ensino/Formação é dar a conhecer que diferentes tipos de aprendizagem implicam: diferentes processos cognitivos. O Formador é. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 30 de 41 | P á g i n a Mod.111/00 . quer o formador a otimizarem o seu trabalho.MÓDULO: SISTEMAS. ajuda-o a encontrar as estratégias e as soluções adequadas às diferentes tarefas de aprendizagem. pressupõem diferentes capacidades e exigem níveis de resposta diferenciados. Para o Formando. ao Formador. Como se constata no quadro seguinte aprendemos de várias formas.DFRH. antes de mais. o Formando deverá ser capaz de: . Estes constituem aspetos facilitadores ou inibidores das aprendizagens em jogo. um Facilitador de Aprendizagem funcionando como mediador entre os saberes que o Formando já tem e os que necessita de adquirir. e as diferentes formas como aprendemos implicam processos de aprendizagem diferentes. CONTEXTO E PERFIL UNIDADE II F ATORES E C ONDIÇÕES F ACILITADORAS DA A PRENDIZAGEM OBJETIVOS: No final desta unidade.

Skiner.  Memorizando. Contudo. Lewin. Bruner. o desenvolvimento de um.  Reestruturando / Contextualizando  Estruturação ou elaboração da informação. Modelagem ou Thorndike. Köhler.111/00 . para adotar os procedimentos adequados e criar as condições necessárias à realização das tarefas propostas:  Domínio Psicomotor (saber – fazer) – Domínio das atividades motoras ou manipulativas.  Transferindo. Condicionamento ou Aquisição Comportamentalistas /  Com o erro. Chomsky …). Bloom). (Modelling). (Wertheimer.  2. Apesar desta multiplicidade podemos dividi-las em três grandes grupos ou domínios de aprendizagem (divisão proposta B.2 – OBJETIVOS E DOMÍNIOS DA APRENDIZAGEM Como foi referido no início deste módulo.  Descobrindo. é importante para o Formador saber qual é o domínio predominantemente visado pelos objetivos de aprendizagem. esta divisão não significa que estes domínios se excluam.  Estruturando.MÓDULO: SISTEMAS. Conduzem ao desenvolvimento e aplicação das atividades motoras.  Analisando.  Repetindo. de automatismos. Piaget.  Associando/Dissociando. pressupõem o desenvolvimento dos outros.  Com o problema. Koffka. Behavioristas ( Watson. antes pelo contrário.  Intuição ou descoberta. Reprodução de Aprendizagem Social  Imitando. (Albert  Reproduzindo o modelo. Modelos. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 31 de 41 | P á g i n a Mod.  (Insight) Cognitivistas  Com a situação. as tarefas de aprendizagem são múltiplas. ). Ausubel. CONTEXTO E PERFIL Aprendemos Processos de Aprendizagem Teorias / Principais Representantes  Fazendo/Experimentando. Ela justifica-se por uma questão de sistematização e ainda porque.  Com o grupo.DFRH. Bandura).

/da capacidade de trabalhar em grupo. atitudes e valores. Como se pode ver no quadro resumo da página seguinte.MÓDULO: SISTEMAS.111/00 . CONTEXTO E PERFIL  Domínio Cognitivo (saber-saber) – Domínio da atividade mental ou intelectual. ao desenvolvimento de capacidades e estratégias cognitivas e à sua aplicação a situações novas. os processos implicados na aprendizagem variam consoante os objetivos de aprendizagem visados: Processos de Objetivos Visados Aprendizagem Condicionamento ou Aquisição de Automatismos Domínios da Aprendizagem  Desenvolvimento da memória reprodutora  Psicomotor (saber-fazer). atitudes). Diz respeito à aquisição de informações.  Domínio Afetivo (saber-estar/ser/atitudes) – domínio dos fenómenos da sensibilidade.  Desenvolvimento da memória organizativa /do pensamento lógico Estruturação ou Processamento da Informação /da capacidade de organização  Cognitivo (saber -saber) /estruturação /da capacidade de análise e síntese /da capacidade para a autoformação Afetivo (saber estar Reprodução do Modelo capacidade de /atitudes) ou Modelagem observação/da memória afetiva Psicomotor (saber e reprodutora fazer) CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 32 de 41 | P á g i n a Mod.saber). Envolvem interesses. / da tomada de decisão. Intuição ou Descoberta /da capacidade de resolução de  Afetivo (saber estar/ problemas. /da autonomia.  Aquisição de automatismo /gesto / destreza /performance  Desenvolvimento da intuição /da criatividade.DFRH.  Cognitivo (saber .

CONTEXTO E PERFIL /capacidade de reprodução rápida do “ modelo “ 2. na medida em que a aprendizagem adulta é substancialmente diferente da aprendizagem da criança e por isso. o Formador não pode ter o mesmo tipo de abordagem perante estes dois públicos distintos. (é um ser em atualização).  Como ensinar (estratégias).  Perceciona-se como  Perceciona-se como estudante trabalhador. constituído por adultos.DFRH. Existem fatores internos e externos ao próprio indivíduo.MÓDULO: SISTEMAS. é de criar situações que favoreçam a aprendizagem. que podem facilitar ou inibir o processo da aprendizagem.3 – FATORES FACILITADORES DA APRENDIZAGEM Uma das preocupações que o Formador deve ter quando planifica sessões de Formação. Autónomo. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Serve-se das suas 33 de 41 | P á g i n a Mod.  A quem ensinar (público alvo).  É um ser com pouca  experiência (é um ser em experiências para aprender devir). o que implica procedimentos necessariamente diferenciados. tendo em conta três variáveis:  O que vai ensinar (objetivos/domínios da aprendizagem).111/00 . normalmente. Alguns destes fatores estão relacionados com características das pessoas a quem se destina a Formação. O público alvo da Formação profissional é. A Criança e o Adulto em Aprendizagem Criança Imagem de Si Experiência Adulto  Perceciona-se como ser  Perceciona-se como ser dependente.

pelas suscitadas situações (está centrado na resolução de problemas) Estas diferenças implicam alguns cuidados que o Formador deve ter.  É muito importante a informação sobre os resultados obtidos e reforçar positivamente (reduz a insegurança).MÓDULO: SISTEMAS. mas devem ser feitas em forma de sugestão. quer das suas características físicas:  Fatores intrínsecos condicionantes da aprendizagem CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 34 de 41 | P á g i n a Mod.DFRH. pois os adultos possuem uma fraca resistência ao fracasso em situações de ensino aprendizagem. Outro tipo de fatores que podem condicionar a aprendizagem são os internos ao próprio indivíduo. crenças e valores acerca do mundo e dos outros.  As correções necessárias não devem assumir a forma de crítica destrutiva. Possuem uma dada experiência de vida.  O Formador deve garantir a resolução mínima dos exercícios por todos os participantes. para que a prática pedagógica conduza ao sucesso da aprendizagem. seu papel social  Estuda para se preparar  Estuda para responder às para aplicações futuras(está necessidades centrado nas matérias). e pôr em causa os seus desempenhos. conduzindo à autodescoberta e à autotransformação. Assim.111/00 . para evitar situações de insucesso e frustração. é pô-los em causa a eles enquanto pessoas. CONTEXTO E PERFIL Predisposição para aprender Orientação para a Aprendizagem  Aprende segundo as fases  de aprender evolui consoante o desenvolvimento O seu interesse para fisiológico/psicológico. ou de incentivo ao debate. deve estar ao alcance de todos. que fazem parte quer das suas características de personalidade. o Formador deve ter em conta o seguinte:  O nível de dificuldade das atividades propostas.

A aprendizagem deve situar-se relativamente a um quadro de referência .MÓDULO: SISTEMAS.Genéticos.apelo às experiências e vivências dos formandos.  Fatores emocionais .Comunidade. em relação aos quais o Formador tem um papel importante. o “estilo” de relações psicossociais que se estabelecem durante a formação.DFRH. assim: A aprendizagem deve processar-se num clima de confiança e abertura que propicie: a partilha de experiências e vivências. . . CONTEXTO E PERFIL  Fatores cognitivos Perceção .  Fatores biológicos Neurofisiológicos . A aprendizagem deverá ser dirigida para o aqui e agora dos acontecimentos – as finalidades devem ser explícitas.“Estados de espírito”. A aprendizagem não deve ser estanque mas negociada – os objetivos devem ser explícitos e partilhados. .Memória. A Aprendizagem é favorecida pelos processos interativos que se estabelecem.Sociedade (valores.  Fatores socioculturais Família . representações e estereótipos). CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 35 de 41 | P á g i n a Mod. visando um enriquecimento mútuo.111/00 . Considerando-se que os seguinte procedimentos funcionam como fatores externos facilitadores da aprendizagem:  Definir objetivos e dá-los a conhecer. na medida em que depende dele o “clima”.Atenção. no sentido de os motivar e implicar.Grupos de pertença.

 Utilizar os meios técnicos e práticos disponíveis (vídeo. a motivação de cada sujeito pode ser condicionada por três fatores:  expectativas – antecipação subjetiva do que irá acontecer.  “Terá sempre o indivíduo consciência daquilo que o leva a agir?”  “Porque razão os indivíduos se envolvem mais numas atividades do que noutras?”  “Porque mudam as pessoas de atividade.DFRH.  Fazer sínteses parcelares e conclusões. Motivação Humana é a força geradora do comportamento. Assim. CONTEXTO E PERFIL  Avaliar pré-requisitos.  Explicitar as estratégias. como por exemplo.  Exercícios práticos.111/00 .  Discussão dos resultados. dormir. pode optar por não se esforçar).4 – FONTES E MÉTODOS DE MOTIVAÇÃO 2. etc. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 36 de 41 | P á g i n a Mod. Depende do objetivo e do valor que cada sujeito atribui ao resultado final e à satisfação proporcionada  Instrumentalidade – é a relação causal entre o esforço intermediário e o resultado final (se o sujeito verificar que o resultado final não depende do esforço a fazer. conversar.MÓDULO: SISTEMAS. que todas as pessoas desenvolvem no seu quotidiano. trabalhar.4. 2.1. retroprojetor e outros). É possível mesmo realizar várias atividades em simultâneo. Conceitos e Características da Motivação Ao comportamento humano estão inerentes múltiplas e diferenciadas atividades.  Motivação (situar num contexto). é o que predispõe o indivíduo para uma determinada atividade  Valências – cada indivíduo revela tendências para valorizar um determinado tipo de resultados.  Fazer a avaliação da aprendizagem. andar.  Manter o grupo ativo e participante (proporcionar trabalhos de grupo e de investigação).  Todo o comportamento tende para a consecução de objetivos. no decurso da vida?” Porque:  Todo o comportamento é uma atividade dirigida.

 Função energética: a pessoa intensifica a sua atividade. o que equivale a dizer. pois sem motivação não há aprendizagem..  Função direcional: a pessoa orienta os seus atos em direção à meta que pretende atingir. para que a aprendizagem seja significativa. Para os que estão motivados o Formador tem que arranjar estratégias para os manter motivados... tem de estar motivado para acrescentar o que está a aprender ao que já conhece. A relação entre a motivação e a aprendizagem é evidente. Neste contexto pode-se afirmar que os incentivos têm um valor motivacional relativo. 2. que a motivação é condição necessária para haver aprendizagem. e mesmo. ou seja. para os outros. O que falta a estes indivíduos não é a capacidade.4. Como se motivam os adultos para a aprendizagem? Motivar é.  E ainda os desmotivados (que é sinónimo de estarem contra a Formação).  Aqueles cuja motivação é nula. não encontrar eco em alguns Formandos. e aprende-se aquilo que corresponde a uma necessidade ou a um interesse. terá de encontrar estratégias para os motivar. A Aprendizagem acontece quando o indivíduo está realmente interessado em aprender. Num curso de Formação podem surgir três tipos de Formandos:  Os que estão motivados.DFRH. para atingir os fins a que se propôs. o Formando deverá ter uma atitude positiva e favorável. A motivação desempenha três funções no processo de aprendizagem:  Função seletiva: a atenção da pessoa centra-se no campo específico do interesse dominante.  Criar vontade de.111/00 . CONTEXTO E PERFIL Há muitos indivíduos que apesar de revelarem uma boa capacidade intelectual e de aprendizagem. É o mesmo que dizer que um mesmo incentivo pode provocar distintas respostas. É desta forma que se modificam as estruturas cognitivas já existentes. Estratégias de Motivação O Formador deverá ter sempre em conta que.  Predispor para… CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 37 de 41 | P á g i n a Mod.. mas sim a Motivação. obtêm resultados muito baixos no seu desempenho escolar. aumentando a sua energia e poder de concentração.MÓDULO: SISTEMAS.2.

Usar o humor – desde que usado moderadamente e devidamente contextualizado. facilita a evocação do assunto que estava a ser tratado..DFRH. . estrangeirismos ou expressões muito técnicas. funcionando também como estratégias de motivação dos Formandos: CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 38 de 41 | P á g i n a Mod. saber o que esperam aprender. a linguagem deve ser bem técnica. 4. Ser expressivo – capacidade de comunicação. 5. isto implica: mostrar domínio do assunto (autoconfiança e segurança). se pelo contrário o grau de escolaridade for elevado. 7. Algumas sugestões: 1. Para além disto. mas também dos mecanismos neles intervenientes. 2. Apelo à participação – implica e responsabiliza os formandos pela sua própria aprendizagem. haver sintonia entre a expressão verbal e a não verbal (palavras e gestos).MÓDULO: SISTEMAS... a voz com inflexão. 6. começam agora a emergir teorias de ensino-aprendizagem baseadas não só no conhecimento de que estes dois processos estão intimamente ligados. saber das suas experiências anteriores.. ao mesmo tempo que demonstra interesse por saber o que pensam ou sabem sobre o assunto. Distribuir o olhar por todos os participantes (troca de olhares) – o olhar não deve ser nem persistente nem fugidio. CONTEXTO E PERFIL  Chamar a atenção para. 3.111/00 . As novas perspetivas sintetizam uma série de princípios psicopedagógicos comuns a todas as tarefas de ensino-aprendizagem.. deve olhar mostrando mais interesse na pessoa do no que ela diz. Estes princípios básicos são um esforço de conciliação entre as várias teorias. Motivação inicial – mostrar interesse pelos motivos que levaram os formandos a frequentarem aquele curso. Estar motivado – ninguém consegue motivar se não estiver motivado. e chamam a atenção para a existência de diferentes tipos de aprendizagem consoante a natureza da tarefa a aprender. A linguagem usada deve ser adequada aos destinatários – se o grau de escolaridade for baixo a linguagem deve ser simples e com alguns cuidados no uso de siglas.

Criar condições que desenvolvam a capacidade de transferência de conhecimentos e habilidades a novas situações. CONTEXTO E PERFIL 1. Decidir quais os conhecimentos ou habilidades de base que os sujeitos já devem possuir para poderem iniciar a tarefa de aprendizagem. Sequenciar a aprendizagem para que os sujeitos sintam que estão a fazer progressos. Relacionar os conhecimentos e as habilidades a adquirir com os já adquiridos. 2. 2. a estrutura da tarefa e o tipo de aprendizagem exigida por estes dois fatores.111/00 . 6. 4. 5. tendo em conta a estrutura do sujeito. Nos primeiros momentos da aprendizagem orientar os Formandos.  Os processos cognitivos presentes na realização das tarefas de aprendizagem dependem da natureza dessa mesma tarefa. a fim de permitir que se responsabilizem pela sua própria aprendizagem. IDEIAS A RETER:  As diferentes formas como se aprende implicam por sua vez diferentes processos de aprendizagem.DFRH. 9. Esta definição deve ser suficientemente flexível de modo a permitir a ocorrência de aprendizagens não previstas nos objetivos. Desdobrar os objetivos gerais em objetivos específicos. Pensar em algumas atividades que Formador e Formando possam desenvolver no decurso da sessão. 4. 3. Dar feedback desenvolvendo nos formandos a capacidade de se auto – avaliarem. Avaliar as aprendizagens dos Formandos e a eficácia do desempenho do Formador. 3. 5. 8. Definir os objetivos gerais de aprendizagem. Fomentar a participação dos Formandos. 7. isto é. do domínio visado pelos objetivos. Orientar a atenção dos Formandos para os elementos novos da tarefa a aprender. Assim a planificação das sessões de formação deve obedecer aos seguintes princípios: 1.MÓDULO: SISTEMAS. mas retirar progressivamente essa orientação. Criar um clima afetivo conducente à aprendizagem. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 39 de 41 | P á g i n a Mod. Estabelecer a ideia de conjunto da tarefa a aprender.

CONTEXTO E PERFIL CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 40 de 41 | P á g i n a Mod.MÓDULO: SISTEMAS.111/00 .DFRH.

E. 1975. Psicologia da Aprendizagem. Editora Estante. Teorias da aprendizagem. Programação Neurolinguística Aplicada ao Ensino e à Aprendizagem..111/00 .Paulo. Porto.DFRH. Martins Pontes. FACHADA. Lisboa. J. 1980. E. MANCILHA. São Paulo. Jairo.P. ROCHA.F. 1998 (2ª edição). Ensinar Adultos. MALGRAVE. M. 1995. 1988.MÓDULO: SISTEMAS. E.U. Richard I. David K. Conceções. HILGARD. RIDING. J. Teorias e Processos. CONTEXTO E PERFIL B IBLIOGRAFIA : ALARCÃO. PINTO Jorge. BERTO. Aprendizagem Escolar – Mecanismos e Processos. Livros Horizonte. Correntes Pedagógicas Contemporâneas. Coleção Ciências da Educação.. Coleção Aprender. “O Processo da Comunicação”. Porto Editora. Gerard. ARENS. Lisboa. Almedina. Tavares... 1995. 1989. S. Instituto de Neurolinguística Aplicada. Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem.McGRAW-HILL. CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING 41 de 41 | P á g i n a Mod.Odete.P. Aveiro. Psicologia das Relações Interpessoais. Filipe. Lisboa. Coimbra. I. Rumo.. 1985. Aprender a Ensinar.