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MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS

NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

Módulo VI
Recursos didácticos na Formação
e as Novas Tecnologias da

Informação
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F ICHA T ÉCNICA

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ÍNDICE:

F I C H A T É C N I C A ................................................................................................................... 2
1. A SELEÇÃO, ELABORAÇÃO E EXPLORAÇÃO DE AUDIOVISUAIS NA FORMAÇÃO .... 4
1.1 INTRODUÇÃO............................................................................................................................................................4
1.1.1 O que são os audiovisuais? ............................................................................................... 4
1.1.2 Porquê os audiovisuais? ..................................................................................................... 5
1.1.3 Escolha do audiovisual ........................................................................................................ 7
1.2 PRINCIPAIS MEIOS AUDIOVISUAIS ..................................................................................................................9
1.2.1 Meios visuais não projetáveis........................................................................................... 9
1.2.2 Meios visuais projetáveis ................................................................................................. 18

2. CRIAÇÃO DE CONTEÚDOS E APRESENTAÇÕES .............................................................. 22
2.1 CRIAÇÃO DE CONTEÚDOS PARA AS AÇÕES DE FORMAÇÃO .................................................................... 22
2.2 REGRAS PARA A CRIAÇÃO E APRESENTAÇÃO DE DIAPOSITIVOS .......................................................... 22

3. AS NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO .................................................................... 24
3.1 ENSINO ASSISTIDO POR COMPUTADOR ...................................................................................................... 24
3.1.1 Introdução ............................................................................................................................. 24
3.1.2 A auto-formação assistida por computador .............................................................. 27
3.2 ENSINO À DISTÂNCIA ........................................................................................................................................ 38

BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ 47

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1. A Seleção, Elaboração e Exploração de Audiovisuais na Formação
1.1 Introdução
1.1.1

O que são os audiovisuais?

A palavra “audiovisual” foi empregada pela primeira vez, pelos pedagogos americanos por volta
de 1930 (“audio-visual aids”, “audio-visual media”) fruto do desenvolvimento da reprodução sonora
e da radiodifusão, logo seguida do cinema sonoro.

Foi, no entanto, no decorrer dos últimos anos da 2ª Guerra Mundial, que os meios audiovisuais
ganharam um maior incremento, ao serem utilizados na Formação acelerada de soldados sobre
novos equipamentos e novas técnicas.

De então para cá, a expressão passou a ser aplicada, com certa incorreção, a novos meios, só
visuais ou só sonoros ou a meios que associam som e imagem.
O termo “audiovisual” encontra-se em todo o lado e não há nenhum domínio onde não se venha a
encontrar este tema.

Agora tudo é audiovisual. Isto é tão verdade que aceitamos ambiguamente como meios
audiovisuais aqueles que são só visuais ou só auditivos.

Não há uniformidade quanto ao que se deva considerar meio audiovisual, no entanto, damos esta
definição:
“Meios audiovisuais são um conjunto de documentos e ou aparelhos desenvolvidos
pela tecnologia moderna para facilitar a aprendizagem e a informação, através de
experiências sensoriais, sonoras e ou visuais"

Segundo esta definição, os meios audiovisuais podem obedecer à seguinte classificação:

Auditivos
 Gira Discos; Guarda Som;
 Qualquer Sonorização.

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 Maquete.DFRH. eletrónico).111/00 .1.  Máquina de Ensinar (livro mais fita ou disco ou programa de computador).  Filme Sonoro.  Montagem audiovisual (diaporama).MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Com Projeção Animados: Filme Mudo Fixos  Episcópio.  Quadros (preto. verde. Porquê os audiovisuais? O Formador deve procurar todos os meios e técnicas que facilitem aos Formandos a aquisição dos conhecimentos ou das atitudes que lhe vão ser transmitidas.  Flanelógrafo. porcelana.  Filme Fixo.  Diapositivos. de papel.  Gravuras.  Computador.2  Desenhos. Visuais Sem Projeção Audiovisuais 1. 5 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod.  Cartazes. magnético.  Televisão.  Retroprojetor.  Modelo.

Comunicar. A linguagem oral. É ser capaz de recorrer à tecnologia tanto para emitir como para receber mensagens. se pensarmos numa “ecologia da aprendizagem” deveremos criar um ambiente que permita estimular o maior número de sentidos possível. Ao estudarem os cinco sentidos. os cientistas concluíram que a visão é o que apresenta maior possibilidade percentual de aprendizagem.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO O ambiente que cerca o aluno cria aspetos de grande importância para a aprendizagem. o nosso cérebro recorre a todos os cinco sentidos de que dispõe. pode ser apoiado por outros recursos que estimulem outros sentidos. recurso de ensino mais utilizado pelo professor.5% Através do Tato 11% Através da Audição 83% Através da Visão 20% do que escutamos 30% do que vemos 50% do que vemos e escutamos 70% do que dizemos e discutimos 90% do que dizemos e realizamos Estes números demonstram. que a palavra não é só por si suficiente para uma aprendizagem efetiva. é ser capaz de utilizar criteriosamente o conjunto de meios de que o homem moderno dispõe. Os sentidos são a ligação entre o homem e o mundo exterior e.111/00 . 1% Através do Gosto 1. 6 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. para a apresentação de ideias e novos conceitos. Se pensarmos nesse conjunto de contingências que influem no processo de aprendizagem. Na verdade. assim. hoje em dia. Nessa “ecologia” ocupam lugar de destaque os recursos audiovisuais.DFRH. poderemos até falar de “ecologia da aprendizagem”.

em maior número possível. JUSTIFICAM O 4. Aumentam o interesse e a atenção dos participantes. ou recurso. 7 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. sejam estimulados para absorver as informações. A eficácia de um Formador assenta na forma como associa a imagem à Palavra. mas. Facilitam a troca de ideias entre os participantes pois os dados são apresentados a todos simultaneamente.  Precisa. 1. a combinação simples que oferece as melhores contingências para a aprendizagem. a que o monitor deita mão para melhorar a eficácia do seu ensino. será um precioso auxiliar se for cuidadosamente selecionado e elaborado e corretamente utilizado. É importante levar em conta a participação da pessoa que aprende. Ela não deve ter uma atitude passiva. fazendo com que os sentidos. A combinação do oral e visual permite uma alta retenção e. Grande impacto no auditório. MOTIVOS QUE 3. uma facilidade muito maior na aprendizagem.111/00 . Facilitam a retenção na memória. Facilitam a atividade do monitor no que diz respeito à apresentação da comunicação e ao cumprimento do programa que se propôs.DFRH. Salientemos também outros motivos que justificam o uso dos meios audiovisuais: 1.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO A imagem torna-se pois um complemento fundamental da palavra em virtude de poder ser:  Permanente. Os recursos audiovisuais formam. 6. 2. Permitem economia de tempo na sessão. portanto. USO DOS AUDIOVISUAIS 5. portanto. ativa.1.3 Escolha do audiovisual O audiovisual é um apoio.  Concreta.

A duração prevista para a sessão e o local onde ela se realiza.  Elaboração. 8 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. à idade e ao nível intelectual dos participantes e estar perfeitamente integrado no tema que vai ser abordado. Os custos envolvidos Perante estes fatores será errado dar “receitas” ou exemplos que poderiam afetar ou condicionar o critério do formador. O Objetivos da sessão e o assunto a ilustrar. expressão e comunicação. 3. 6. Vários são os fatores que condicionam e influenciam a escolha do apoio a utilizar pelo monitor: 1. cada grupo de participantes. a eficácia ou ineficácia de um apoio audiovisual depende da sua:  Escolha. cada sessão. O tempo e a capacidade que o monitor tem para preparar a sua sessão e elaborar os respetivos apoios audiovisuais. tem as suas características próprias que têm de ser consideradas ao estruturar uma sessão de Formação.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Deve ser adaptado ao currículo.111/00 . FATORES QUE INFLUENCIAM 4. O importante é saber utilizar pedagogicamente os meios audiovisuais fazendo deles instrumentos de criação.  Exploração. Assim. 5. Os meios audiovisuais de que o monitor dispõe.DFRH. 2. Cada monitor. A funcionalidade do meio e o conhecimento que dele tem o monitor.

imagens. de papel. cartazes. notícias técnicas. Flanelógrafo. palavras.  São de fácil preparação e utilização. OS DOCUMENTOS GRÁFICOS Estes meios de comunicação.DFRH.2. MEIOS VISUAIS  Recursos do meio ambiente: Modelos e Maquetes. Etc. eletrónico.111/00 . Nesta categoria englobamos um conjunto de documentos bastante diversificados. no momento atual. etc. NÃO PROJECTÁVEIS  Não são caros.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO 1.2 Principais Meios Audiovisuais Os meios de maior divulgação. 9 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod.1 Meios visuais não projetáveis Os meios visuais não projetáveis compreendem todos os estímulos visuais que não necessitam de nenhum equipamento especial (ótico ou eletrónico) para serem observados e ou analisados pelos Formandos. oferecem enormes possibilidades ao formador e oferecem as vantagens seguintes: São documentos utilizados para comunicar factos. gráficos.  Quadros: quadro preto. ideias. tais como:  Documentos gráficos: fotografias. mensagens de uma maneira simples e precisa – graças à disposição ou utilização de desenhos. branco ou de aderência. são os seguintes e podem agrupar-se em dois grandes grupos: 1.

no entanto devem possuir um certo número de qualidades a fim de assegurarem a sua eficácia:  A. Os Cartazes Dentre os meios de comunicação visual. Assim. DOCUMENTOS  Colagem. o cartaz aparece como um dos mais utilizados em virtude da sua versatilidade e por atrair o olhar do espectador e transmitir-lhe imediatamente a ideia desejada. Os documentos gráficos propriamente ditos apelam a técnicas variadas:  Desenhos.  Letragem.DFRH. os cartazes utilizados para o ensino podem ser de três tipos  Motivadores  Instrutivos  Divulgadores TIPOS DE CARTAZES 10 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod.  Aplicação da cor.111/00 .MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Podemos utilizá-los sempre que tenhamos necessidade de ilustrar uma informação de carácter descritivo. TÉCNICAS A TER EM ATENÇÃO NOS Os documentos gráficos não são necessariamente obras de arte. GRÁFICOS  Recorte.  Fotografias.

 Ilustração.DFRH. nem todas as pessoas têm habilidade para o fazer. COMPÕEM UM CARTAZ  Tema  Consiste basicamente na mensagem que se pretende transmitir.  Ilustração  Refere-se à figura ou desenho que dá vida ao cartaz. Neste caso. produz um grande impacto. 11 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. Um cartaz desenhado.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO O cartaz caracteriza-se por apresentar através de ilustrações.  Letragem. através de colagens de recortes ou fotografias desde que os motivos sejam suficientemente bons para cumprir os objetivos. aconselhamos a utilização de outra técnica de ilustração de cartazes. textos. etc. Os elementos que compõem um cartaz são: ELEMENTOS QUE  Tema.  A utilização de símbolos facilita a memorização do tema e permite uma economia de palavras do texto. no entanto.  A ilustração pode ser desenhada ou “montada”. uma mensagem clara e direta do tema escolhido. quando bem feito.  Para cada cartaz o tema deve ser único a fim de possibilitar uma assimilação rápida.111/00 .

pois esses tipos causam confusão na leitura.DFRH.  “Dymo”.  Compositora. 12 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod.  Letra de INSTRUMENTOS OU PROCESSOS PARA LETRAGEM decalque / auto-adesiva. devemos escolher sempre tipos de letras simples e fáceis de serem lidas. Quando as letras são desenhadas ou colocadas manualmente há que evitar o erro de as separar por espaços iguais.  Tamanho.  Dactilografia.  Escantilhão.111/00 . Na letragem não se deve utilizar letras grossas e baixas ou finas e altas. o que devido à diferença das áreas ocupadas pelas diferentes letras pode causar espaço estreitos entre umas e demasiado largos entre outras.  Computador. Qualquer que seja o processo utilizado para a letragem.  Cor.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  Letragem A letragem pode ser feita através dos seguintes:  Mão livre. O destaque de uma palavra dentro de uma frase ou de uma frase dentro do texto pode ser feito através do:   Estilo. A Cor Os estudos sobre a utilização das cores e o seu efeito sobre as pessoas têm sido cada vez mais aprofundados em virtude do seu poder em despertar a atenção. Um projeto de elaboração dum documento gráfico pode ser destruído por uma letragem mal feita.

Para que um cartaz seja efetivamente comunicativo e consiga atingir os objetivos propostos é necessário que todos os elementos que acabámos de ver sejam levados em consideração. Não utilize cores em demasia. as combinações apresentadas na tabela da página seguinte. utilizando. a harmonia e forma geral. Legibilidade das cores O contraste é um fator determinante da legibilidade e do efeito que pode produzir a imagem. podemos obter uma legibilidade satisfatória e um efeito estimulante.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO A cor é um factor importante na comunicação visual gráfica. ALGUMAS  A combinação de uma cor escura com uma cor clara acentua a qualidade de cada uma das cores.  As cores parecem mais escuras sobre um fundo claro e viceversa. REGRAS SOBRE O CONTRASTE Para um documento opaco.  A maior parte das cores dão bem com o preto. deve-se estudar minuciosamente as cores a serem utilizadas. Ao planear um cartaz. um cartaz excessivamente colorido prejudica a mensagem a ser transmitida.DFRH.  A justaposição de uma cor suave e duma viva tornam mais apagada a primeira e aumenta o brilho da segunda. 13 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. Use no máximo 3 cores além da cor de fundo.111/00 . É o ensaio. as grandes linhas que permitem avaliar rapidamente algumas qualidades tais como o equilíbrio. Aconselhamos a feitura de um borrão ou esboço do documento a realizar.

verde. amarelo Vermelho claro Verde. castanho.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO COR DE FUNDO COR DAS LETRAS OU SIMBOLOS Branco Vermelho. preto. amarelo Castanho claro Verde. preto  B. branco. preto. prateado. violeta Amarelo Vermelho. branco.111/00 . azul. amarelo. azul. branco. amarelo Castanho-escuro Vermelho alaranjado. azul-escuro. violeta. castanho. 14 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. dourado. azul-escuro. verde. vermelho. vermelho escuro. branco. preto. castanho. preto Cinzento claro Azul-escuro. branco Verde-claro Dourado. preto Preto Dourado. azul claro. verde Azul claro Amarelo. preto. prateado. vermelho. preto. vermelho. verde-claro. azul Vermelho escuro Verde. verde Azul-escuro Vermelho. vermelho Verde-escuro Preto. dourado. tem-se mantido atual apesar de ser o mais primitivo dos audiovisuais. Os Quadros Tipos e Características Este apoio visual pelas suas qualidades e pela resposta que dá a uma grande variedade de situações comuns em Formação. castanho.DFRH.

do escurecimento da sala. lápis de cera ou outros.  São de uso muito simples. 15 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. em plena sessão.111/00 . têm a vantagem de permitir a preparação prévia de documentos. frente aos participantes o monitor deve ter o cuidado de sintetizar a mensagem focando somente os pontoschave. pequenos objetos e documentos. antes pelo contrário. bem como o seu arquivo mantendo-os acessíveis. A realização da escrita tem lugar.  Não necessitam.  Permitem o uso de grandes áreas. os quadros:  São muito económicos e pouco suscetíveis de avarias.  Quadro de flanela ou Flanelógrafo para suportar velcro ou cola com areia. Os cuidados a ter na elaboração ou escrita da mensagem nos quadros aplicam-se a qualquer tipo de quadro.DFRH.  Quadros brancos (ou de porcelana) para escrita a marcador de água.  “Copyboard” (ou quadro com fotocopiadora acoplada). podem ser magnéticos. na maior parte dos casos. permitindo a fixação de objetos e documentos com o auxílio de pequenos ímans.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Atualmente existem uma grande variedade de quadros:  Quadros negros (ou verdes) para escrita a giz.  Interativos ou estações interativas TIPOS DE QUADROS De um modo geral. álcool ou secos.  Quadros de papel (ou cavalete de papel) para escrita ao marcador.

16 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. o ideal é começar a sessão com cada apoio no seu lugar para evitar que a sessão seja interrompida. Pode haver necessidade de dispor de um foco de luz orientável para iluminar convenientemente a zona do quadro. Características dos Quadros: Fixos ou permanentes (de água ou álcool) que serão utilizáveis quer no quadro branco quer no de papel. o que permite mantê-los arrumados.111/00 . No cavalete de papel aconselhamos o uso de lápis de cera que têm a vantagem de não ser “bebidos” pelo papel o que permite a utilização do verso das folhas. Consoante as dimensões da sala. cansaço e consequente desinteresse dos participantes. os quadros encontram-se fixos na parede por detrás do monitor e a sala é montada tendo em atenção a necessidade da sua visualização. A má iluminação provoca perda de contraste e má legibilidade O que muitas vezes se traduz num excesso do esforço.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Para além do giz e do lápis de cera para a escrita nos quadros há ainda dois tipos de marcadores. No entanto e desde que não estorvem. e pelas suas dimensões. azul.  Iluminação e localização dos quadros Os quadros necessitam de estar num sítio particularmente bem iluminado. se for caso disso. Tanto uns como outros aparecem no mercado nas quatro cores básicas preto. desimpedindo a zona de quadro até à sua utilização. Normalmente.DFRH. verde e vermelho. o grupo de participantes e a sua distribuição física. Secos: para uso no quadro branco e apagáveis com um pano seco ou apagador de papel. Os cavaletes de papel estão normalmente montados em suporte facilmente deslocáveis.

 Quando registar uma opinião procure compreendê-la e resumi-la.  Escreva frases breves e simples.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO A localização mais adequada é do lado esquerdo do monitor desde que bem visível para os participantes.111/00 .  Destaque os detalhes mais importantes sublinhando ou usando a cor. Dimensão dos caracteres A maior parte dos utilizadores faz um tipo de letra corrente e muito pequena. apague o quadro ou vire a folha do cavalete para entrar num assunto novo. Para os auxiliar a desenhar são sugeridos os desenhos por perfuração e o uso dos projetores de opacos ou o episcópio. 17 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. O desenho causa problemas a muitos Formadores que pretendem não ter talento para o fazer. A letragem deve ser relativamente grande e simples tendo em atenção a distância a que vai ser lida.  Utilize abreviaturas e aspas sempre que possível.  Utilização e exploração Quando utilizar o quadro tenha em atenção os seguintes aspetos:  Proceda de forma a evitar quebras na comunicação com os participantes enquanto escreve no quadro.  O cavalete de papel (quadro de papel ou conferência) O cavalete de papel embora possa ser utilizado para quase todas as situações ele tem uma utilização bem distinta devido à sua característica principal – possuir folhas de papel que se podem virar nos dois sentidos: para obter uma nova e para recuperar um assunto já tratado.  Quando tiver acabado e depois de ter verificado a total compreensão.DFRH.

1. Este aparelho permite. o que seria um motivo de quebra de ritmo e de distração. 18 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod.  Esquemas ou desenhos que pela sua complexidade devem ser feitos antes da sessão. Por fotocópia (através de máquinas especiais – Termo copiadores ou através de copiadores normais.DFRH. 3.111/00 . Por impressão (através de impressoras de jato de tinta ou laser. Como tem um grande poder luminoso pode ser utilizado em condições de luz ambiente muito próximas das normais. o que dá grande mobilidade ao monitor pois não necessita de escurecer a sala antes de cada utilização.2 Meios visuais projetáveis PROJECÇÂO FIXA A. usando acetatos). O Retroprojetor O retroprojetor é um aparelho que permite projetar apoios visuais realizados em filme transparente (acetatos ou transparências). para um ecrã que se encontra por detrás dele. 2. Escrita direta no acetato (utilizado para o efeito marcadores ou lápis especiais.  Registo de conclusões ou decisões. letra set.). por sobre o ombro do Formador.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Assim aconselha-se a sua utilização como complemento ao quadro branco para:  Sumário. que o monitor faça uso dele sem deixar de estar voltado para a audiência. assim. etc. usando acetatos adequados). Documentos para retroprojetar Há basicamente três processos de elaboração de transparências: 1.2.

paisagens. mesmo assim. as condições de projeção mas. Por isso a comunicação monitor/Formandos tem de ser reforçada durante a projeção para evitar uma quebra de rendimento e da atenção. o interesse e atenção dos participantes diminui muito.DFRH. O Projetor de Diapositivos Este apoio audiovisual permite “transportar” para a sala de aula desde uma célula a um computador. relativamente económica e fácil de conseguir. Cada sessão não deve ultrapassar os 20 minutos pois. etc. a sequência lógica da apresentação. O monitor deve preocupar-se de sobremaneira com o planeamento da sessão estudando a ordem. O diaprojetor pode ser explorado de uma forma diferente e que tem grande aplicação em situações de Formação – é a sequência de narração sincronizada versão muito simplificada do diaporama. para além deste tempo. a fotografia (neste caso dispositivo) é uma boa solução.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Qualquer que seja o processo escolhido para realizar uma transparência. substancialmente. No dispositivo mais do que no acetato os “ruídos visuais” podem prejudicar ao ponto de destruir o objetivo da comunicação.111/00 . B. 19 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. b) Legibilidade do documento. c) Forma de realização. Quando não é possível apresentar o objeto real. a sala tem de ser total ou parcialmente escurecida. Com os ecrãs metalizados melhora-se. há alguns aspetos que precisam de ser cuidados: a) Conteúdo da mensagem. O diaprojetor é um apoio audiovisual de grande impacto mas a sua utilização requer moderação.

111/00 . VideoProjetor O videoprojector é um dos equipamentos mais utilizados nas ações de formação. O Episcópio (Projetor de Opacos) Embora este aparelho possa ser utilizado nas sessões de Formação especialmente pelo tipo de documentos que ele permite projetar. diagramas. gráficos. normalmente estão disponíveis diferentes ligações. Dependendo do videoprojector. Este equipamento tem um fraco poder de iluminação o que implica grande escurecimento da sala é muito pesado. das quais se destacam as seguintes:  HDMI para ligação digital a televisores de alta definição  VGA IN para ligação da entrada  Monitor OUT para ligação de um monitor adicional para duplicação 20 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. pouco flexível o que limita as suas possibilidades de exploração. manuscritos. Feito o esboço bastará completá-la colorindo-a ou legendado se for caso disso. PROJECÇÃO ANIMADA A. que para além da locução. etc. desenhos. esquemas. tem gravado sinais sonoros (não audíveis) que são traduzidos em impulsos elétricos. textos.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Consta de um grupo de dispositivos. o qual é comandado por uma gravação em cassete. a imagem ampliada e. C. que por sua vez. dispostos em sequência num diaprojetor especial. cuja variedade é quase ilimitada e não necessitam de nenhuma preparação particular. O seu poder de ampliação pode servir também para reproduzir. A transmissão de informação do computador para o videoprojector pode ser feita recorrendo a um cabo ou a tecnologias mais recentes sem fios. jornais. Recorrendo ao videoprojector é possível reproduzir os conteúdos presentes num computador ou noutro equipamento informático. Qualquer documento impresso pode ser projetado: imagens de revistas.DFRH. com o auxílio de marcadores decalcar a figura. fazem avançar o diaprojector: desta forma é garantida a correspondência entre o som e a imagem (sincronismo). livros. num cavalete de papel ou no quadro.

Estes quadros apresentam apesar de tudo algumas desvantagens. B. 21 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. A sua utilização permite melhorar significativamente o processo de ensino/aprendizagem. Apenas funcionam juntamente com um computador de apoio o que aumenta significativamente o custo total desta solução. Quadros interativos Os quadros interativos. impulsionado pela redução de preços destes equipamentos. recorrendo às ferramentas desenvolvidas pelos fabricantes. As estações interativas podem ser utilizadas como um simples videoprojector.DFRH. Este tipo de quadro está claramente a substituir os restantes quadros.  Duplicar. mas as suas verdadeiras capacidades podem ser exploradas recorrendo a ferramentas e aplicações desenvolvidas especificamente para cada quadro interativo. mas a principal desvantagem é o grande número de fabricantes com tecnologias incompatíveis entre si. Qualquer conteúdo elaborado para um tipo de quadro interativo não é compatível com ferramentas de outro fabricante.  Expandir (modo preferencial para as apresentações)  Só projetor. também designadas de estações interativas. começam a ser fortemente utilizadas das ações de formação..MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  S-Video e Vídeo Composto para ligação a equipamentos de TV mais antigos Associados aos videoprojectores estão diferentes modos de visualização:  Só computador.111/00 .

1 Criação de conteúdos para as ações de formação Para a elaboração de conteúdos multimédia. é importante destacar algumas dicas essenciais. Como na grande maioria das sessões é ministrada recorrendo a recursos elaborados em Powerpoint. torna-se ainda mais importante a utilização de diferentes recursos. 2. entre outros.111/00 . existem várias ferramentas que podemos utilizar. o formato de eleição é o pdf.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO 2. tornando-os mais atrativos e melhorando o processo de ensino. Tipo de conteúdo Ferramenta gratuita Ferramenta comercial Criação de documentos OpenOffice Writer Microsoft Word Criação de PDF's PrimoPDF Adobe Acrobat Professional Criação de apresentações OpenOffice Impress Microsoft Powerpoint Edição de imagens Gimp Adobe Photoshop Folha de cálculo e gráficos OpenOffice Calc Microsoft Excel Equações matemáticas OpenOffice Math Microsoft Equation Para a disponibilização de conteúdos aos formandos.2 Regras para a criação e apresentação de diapositivos Um dos recursos mais utilizados nas ações de formação são a apresentação de diapositivos recorrendo a ferramentas como o Microsoft Powerpoint. Este formato já é universalmente aceite e apresenta a vantagem dos ficheiros não estarem num formato editável. Estes ficheiros permitem ainda a introdução de mecanismos de segurança que possibilitam a proibição de copiar os conteúdos. Com o surgimento do ensino à distância.DFRH. 22 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. Este tipo de conteúdos favorecem a interação entre aluno e formador e devem ser utilizados sempre que se justificar. de permitir ou não a impressão.  Manter o texto curto em cada slide: colocar alguns tópicos sobre o assunto. mas não um texto completo que precise ser lido. Criação de conteúdos e apresentações 2. Na tabela seguinte é apresentada um resumo das principais ferramentas utilizadas para a criação e elaboração de alguns conteúdos.

devem ser usadas muito pouco e apenas se for estritamente necessário para entendimento do contexto!  Máximo de 6 palavras por linha. o aluno verá no canto da tela “1/76” e em seguida “2/76” e sucessivamente. O número de página serve essencialmente para visualização da progressão da apresentação.  De preferência devem ser usadas as Fontes Helvetica ou Arial (Times New Roman pode ser interessante no monitor.  O Powerpoint é um apoio da aula. no Slide-mestre. máximo de 6 linhas por slide  Fundo escuro com letras claras. Uma dica é. Desse modo.  O Powerpoint pode apresentar a numeração do slide no canto inferior direito. colocar um “/xx” neste campo. na aula. onde “xx” é o número final de slides que compõem a apresentação. sempre superiores a 18. . É um instrumento fundamental para o formador.DFRH.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  O importante da apresentação é falar. 23 de 47 | P á g i n a CURSO: FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B-LEARNING Mod. e não ler o que está escrito no computador ou equipamento de projeção.  Optar por tamanhos de letra grandes. devendo optar por cores para o texto e para o fundo com muito contraste.Evitar o uso de animações! Se muito. A escolha das cores deve ser muito cuidada. mas numa projeção o efeito não é o mesmo.  Não usar somente maiúsculas.111/00 .

1 Introdução A auto-formação assistida por computador é uma situação pedagógica original e muito diferente das situações clássicas de Formação. em termos de saber e poder perante os seus alunos. aluno e instrumentos audiovisuais. poder-se-á perguntar se o papel do Formador na situação tradicional que nos encontramos a descrever.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO 3. As Novas Tecnologias na Formação 3.LEARNING 24 de 47 | P á g i n a Mod. Caricaturando um pouco. É um estatuto de facto e de direito. aprendiz.1 Ensino Assistido Por Computador 3. sobre a matéria que domina. Situação pedagógica entre Formador e aluno. Daí os termos utilizados como sinónimos de aluno. B. mais conhecidas e portanto mais bem dominadas pelos especialistas. O Aluno – É aquele que quer ou que deve aprender aquilo que o mestre sabe. são as seguintes: A. discípulo. Tradicionalmente ele encontra-se em posição de dependência do mestre.  O Papel e os Estatutos dos Parceiros na Situação A O Formador – É essencialmente aquele que sabe e aquele que fala O seu estatuto de mestre apoia-se na diferença que ele tem. não é um pouco “subsidiária”: o seu papel não é outro senão ajudar os alunos CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.DFRH. tais como. A sua posição é de recetor. As situações de Formação mais frequentes.111/00 . Toda a conceção clássica do ensino repousa neste estatuto. Situação pedagógica entre Formador.1. A Formação do mestre consiste simplesmente em adquirir o saber que pretende e em seguida distribuir pelos seus alunos.

O feedback tem pois o papel de regulador essencial na comunicação pedagógica. etc. o que ele sabe e os outros que não sabem. dúvidas. o emissor recebe sempre uma informação difundida pelo recetor (aluno) quer seja passiva (atenção.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO a atingir o seu próprio nível. Note-se que o estatuto de receção do aluno não corresponde à totalidade do tempo de Formação. trabalhos de grupo e trabalho pessoal que acaba por completar grande parte do tempo de informação magistral e contribuem também para uma boa parte da assimilação da matéria. talentos e gostos do Formador. A forma como o Formador transmite a matéria está. com a condição de que estejam em presença uns dos outros. muito eficaz para o Formador adaptar o seu discurso ao seu público e em tempo real. sonolência. O Aluno – recebe. A Informação de Retorno (feedback) – desde que se estabeleça uma situação de comunicação entre o emissor (Formador) e o recetor (aluno). qualidade do silêncio. Quer a informação seja passiva ou ativa.DFRH.). sabendo interpretar todos os sinais de feedback. exercícios. mas também à cultura. O bom Formador tal como o bom comediante tem a capacidade de sentir o seu auditório. o feedback é um meio.) quer seja ativa (questões. etc.  O Papel e o Estatuto dos Parceiros na Situação B CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. armazena e utiliza imediatamente ou em diferido a informação recebida.LEARNING 25 de 47 | P á g i n a Mod. ligada à matéria propriamente dita. sabendo que o seu estatuto vive justamente baseado na diferença entre.111/00 . bem entendido.  A Relação Pedagógica O Formador – constitui o veículo de transmissão de conhecimento e tem por objetivo fornecer aos alunos uma certa forma de comportamento e de atitude. interrupções. pois existem trabalhos práticos. através de documentos. embora possa tomar diferentes formas: exposição magistral. etc.

etc. entre o Formador e o aluno. Já não é aquele que sabe. pois passa a ser uma relação entre o aluno e a matéria. Este deixa de ser o que sabe tudo. para ser o que ajuda o aluno a se apropriar da matéria. O aluno – neste caso o aluno é um duplo recetor. trabalhos de grupo. trabalhos pessoais. Esta rutura é de importância variável e está diretamente ligada à intervenção da ferramenta audiovisual na ação de Formação. e o seu estatuto de mestre é ligeiramente abalado. O Formador pode ser substituído. de ferramentas audiovisuais que tornam mais eficaz o seu próprio discurso. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. Uma intervenção da sua parte seria uma inabilidade. Recebe por um lado o discurso formalizado e distribuído pelo Formador e por outro lado recebe as mensagens distribuídas pelos utensílios audiovisuais utilizados. A modificação produzida no papel do Formador e em paralelo acompanhada por uma modificação simétrica no papel do aluno. diaporamas. interpretada como uma incongruência. E se a introdução de uma ferramenta audiovisual provoca uma brecha no estatuto do Formador.DFRH. Os instrumentos audiovisuais – estes instrumentos (videocassetes. amplia-se por contrapartida. o campo de ação do aluno e outros instrumentos surgirão. ainda que parcialmente.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO O Formador – neste caso o Formador perde a exclusividade e deixa de ter o monopólio do saber. De qualquer maneira é um fator de alteração no estatuto do Formador.) quando intervêm numa ação de Formação. etc. É esta auto-suficiência aparente destes instrumentos que faz muitas vezes esquecer que por detrás da sua escolha e da sua utilização existe o Formador que os utilizou como estratégia pedagógica e após cuidada análise sobre como utilizá-los e quando. sem dependência total do formador tais como leituras.LEARNING 26 de 47 | P á g i n a Mod. filmes. O Formador perde poder e modifica a sua imagem. Estabelece-se então. estabelecem uma relação exclusiva entre eles e os alunos ficando o Formador totalmente esquecido e mesmo excluído. uma relação que já não passa pelo Formador. mas aquele que pode ajudar a aprender dispondo quando oportuno.111/00 .

o essencial.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO A Segurança O aluno perante todos os meios colocados à sua disposição. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. Auto-formar é correr o risco de uma certa independência. deve utilizá-los o melhor possível. necessidade de novos conhecimentos para efeitos de promoção.1. 3.) Ele garante ainda segurança no êxito do percurso a percorrer pelo aluno. materiais disponíveis. a auto-formação utiliza-se em situações de exceção. os meios de a fazer. Por vezes os Formadores de Formação clássica. Ele garante também o bom funcionamento do sistema (organização. gerindo nós próprios. Por outro lado o papel do Formador (que continua a ser aquele que sabe.2 A auto-formação assistida por computador A auto-formação não é uma situação nova nem original. como por exemplo: isolamento com utilização de tele-ensino. complemento de formação opcional. necessidade de adquirir conhecimentos em matérias raras. Formar-se sozinho.) será o de garantir a qualidade da informação e a evolução do trabalho a desenvolver pelos alunos. E nesta situação. sendo o restante.LEARNING 27 de 47 | P á g i n a Mod. No entanto. etc.. A isto o Formador acrescenta um papel importante e fundamentalmente pedagógico o garantir a segurança da assimilação do seu saber pelo aluno. sempre existiu e designa-se por auto-didatismo..DFRH. Este por sua vez passará de uma atitude irresponsável para uma atitude responsável e autónoma. consideram o auto-didatismo de uma forma depreciativa. o Formador tem também um papel de educador.111/00 . ou seja. capaz de se auto-formar com os meios colocados à sua disposição. assegurado pelos meios de Formação tradicionais.

A. a primeira reação do aluno é sentir uma total liberdade na condução da sua Formação. através de uma ligação telefónica. “Bom dia”.C. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.111/00 . “Como está a correr o dia”. É para atenuar esta ausência. liberdade de se enganar e recomeçar. liberdade de experimentar e de escolher.  A dimensão afetiva. mas dependerá dos casos. que a voz e os diálogos do E. são exemplos de textos nos ecrãs. O aluno perde também a segurança pedagógica que o ajuda a avançar na assimilação da matéria. E perde enfim. são estudados para recriar artificialmente uma relação simpática com a máquina. será oportuno. Com efeito o aluno perde a segurança quanto à matéria: o mestre “que sabe” não está presente e não pode ser interrogado para corrigir. Deste modo na falta da presença física do Formador. uma espécie de “HELP”.DFRH. Sendo a máquina passiva. completar ou reformular.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO A Ausência do Formador O aspeto essencial das situações de auto-formação assistida por computador é a ausência do Formador e em consequência a perda de dois elementos importantes na relação Formador/aluno:  A segurança. Relação Aluno/Computador A ausência do Formador reduz a situação pedagógica a uma relação computador (ecrã/teclado) e aluno. permitir ao aluno um meio de se desembaraçar no caso de algum acidente. para evitar uma situação de pânico. liberdade para trabalhar ao seu ritmo. liberdade quanto ao início.LEARNING 28 de 47 | P á g i n a Mod. A dimensão afetiva da relação Formador/aluno é bem mais difícil de substituir. a segurança técnica assegurada pelo Formador.

neste caso não é mais do que. pois o objetivo a atingir pode não ser esse.  Etapas para a Realização de um Produto Didático Informático Produzir um produto desta natureza é uma tarefa apaixonante e complexa. perguntas.111/00 . escolhe e decide.  Os periféricos audiovisuais mostram imagens e difundem frases. O diálogo. e faz desfilar os ecrãs. respostas e pedidos e o seu número varia em função da riqueza do produto informático e da análise pedagógica que esteve na sua conceção. neste caso é imposto e o sistema fica à espera de uma resposta que muitas vezes tarda a vir.A. O diálogo. As improvisações dão sempre origem a um conjunto de trabalhos realizados que mais cedo ou mais tarde poderemos vir a abandonar e recomeçar tudo de novo. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. responde.DFRH. Nalguns casos têm a aparência de diálogo:  O ecrã afixa mensagens. sem espontaneidade nem riqueza e sem o feedback da comunicação inter-pessoal.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO O Diálogo Computador – Aluno A palavra diálogo é um pouco enganadora e significativa do muito sustentado sobre o E.  O computador analisa as respostas e reage em função da sua análise. e evitar que o entusiasmo nos ponha a improvisar ecrãs. totalmente artificial.  O aluno é solicitado.LEARNING 29 de 47 | P á g i n a Mod. A liberdade do aluno está limitada e foi fixada pelo autor do produto informático quando o definiu e preparou. Mas trata-se de um diálogo organizado e codificado. Em virtude da sua complexidade é fundamental seguir um método de trabalho. com efeitos especiais.C.

DFRH.C.  A compatibilidade pedagógica entre o sujeito a tratar e a utilização das tecnologias do E.  Qualificação pedagógica. Os estudos pedagógicos. Esta grande decisão supõe resolvidas algumas questões. B.  A. Os Estudos Pedagógicos A fase dos estudos pedagógicos começa com a decisão de fazer um Produto Didático.  Realização do produto. A criação do produto didático. A Conceção do Produto Esta etapa que se situa a jusante da utilização do computador constitui uma etapa essencial do trabalho do autor.111/00 . e que enunciamos a seguir:  A escolha e disponibilização dos materiais. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. Cada uma destas fases deve ser analisada com um rigor exaustivo.A. e divide-se em duas fases: A.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Apresentação de um Método de Trabalho A produção de um produto didático faz-se em 3 etapas distintas:  Conceção do produto.  A disponibilidade dos meios em homens que uma primeira aproximação já permitiu estimar. pois uma lacuna provocada por um erro de análise pode comprometer a qualidade do produto e o respetivo investimento.LEARNING 30 de 47 | P á g i n a Mod.

rigor e eficácia. mesmo num determinado domínio os conhecimentos alteram-se e os programas informáticos também. Os Objetivos do Produto Didático São de dois tipos:  A quem se dirige o produto? (Constitui a definição da população-alvo). CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. As escolhas e a estratégia pedagógicas.  Pretende-se obter que resultados? (Constitui a definição dos objetivos propriamente ditos). Bem entendido.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO O principal objetivo desta frase é analisar e concretizar os parâmetros fundamentais do produto didático a desenvolver. No 1º caso.LEARNING 31 de 47 | P á g i n a Mod. O nível de entrada exigido pela população-alvo. Um produto definido para alunos do 5º ano não deve poder ser utilizado para adultos em Formação permanente. A-2. a população-alvo deve ser definida de modo preciso e exaustivo. Contudo. Os objetivos do produto didático. para maior clareza.DFRH. será necessário estudá-los um após outro. A-4.111/00 . e que são: A-1. A definição exata do conteúdo temático. todos estes parâmetros encontram-se mais ou menos misturados uns com os outros. Por outro lado. A-3. O conjunto destes parâmetros rigorosamente definidos constituirá o “Caderno de Encargos” do produto didático. A – 1.

111/00 . bases de dados. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. etc.). documentação.  Definição das relações. Determinam-se as ligações que unem os conceitos entre eles. Os conceitos e itens devem ser todos listados. e futuramente no produto didático. ou seja os conhecimentos que se devem considerar como adquiridos pela população-alvo. O Nível de Entrada A definição do nível de entrada não é mais do que caracterizar os pré-requisitos.DFRH. A – 2. Conteúdo Temático Pretende-se definir.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO No 2º caso. deve-se responder à questão: “Que diferença se pretende obter entre a população definida antes e a população definida depois da utilização do produto didático? “ As diferenças devem ser expressas em termos de saber. O não respeito pelos pré-requisitos que definem o nível de entrada pode pôr em causa a garantia do produto didático quanto à qualidade. para se definir o resultado que se espera de um produto. saber-fazer e as de modificações ao nível do comportamento (saber-ser).LEARNING 32 de 47 | P á g i n a Mod. A lista permitirá determinar em qualquer momento o que deve ser introduzido no produto didático. antes da utilização do produto didático. A – 3. analisar e concretizar toda a matéria que é necessário ensinar. de forma ordenada ou não. e as ligações lógicas que unem os conceitos do produto didático aos conceitos que são tratados noutros sistemas de apoio (dicionários. Duas aproximações permitem ajudar a efetuar esta inventariação:  Definição em extensão.

111/00 . não é mais do que tentar fornecer uma resposta precisa à questão seguinte: “Como se vai utilizar a informática neste produto didático para que responda a objetivos precisos?” Não é ainda possível nem desejável estabelecer uma tipologia sobre as diferentes utilizações possíveis do computador face às diferentes situações pedagógicas habituais.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Este segundo ponto. apenas irão traduzir as opções pedagógicas em factos. A – 4. também designados autores. a definição das escolhas e portanto da estratégia pedagógica. sem sobrecarregar o produto didático em desenvolvimento. Subsiste ainda uma grande dose de empirismo e de especialidade. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. organiza e financia a Formação.  Exercícios utilizados como medida e ou sanção ou como meio de investigação ou de aprofundamento (utilização pedagógica dos erros). As escolhas e a estratégia pedagógica A definição da adequada Estratégia Pedagógica é da responsabilidade da empresa que encomenda. com as escolhas pedagógicas que devem ser realizadas e colocadas no produto didático. De qualquer forma a utilização pedagógica do computador situa-se entre os seguintes extremos possíveis:  Ensino diretivo ou não diretivo. Em termos práticos. Os responsáveis pelo desenvolvimento do produto didático. permitirá estabelecer “pontes” com outras fontes de informação e Formação.LEARNING 33 de 47 | P á g i n a Mod.  Processo de Transmissão de Informação ou Aquisição através de um processo estritamente ativo. e dos Formadores que a ministram em função da população-alvo. Assinalaremos aqui um obstáculo perigoso e frequentemente encontrado: confundem-se muitas vezes a lógica própria de uma matéria.DFRH.

LEARNING 34 de 47 | P á g i n a Mod. numa coleção de elementos que designaremos por “atómicos” por analogia com os elementos mais ínfimos à face da terra. Assim é fácil compreender que um produto didático desta natureza é bastante complexo de conceber.C. O resultado da estruturação propõe aos alunos um ou vários caminhos possíveis em função das respetivas respostas e escolhas. cada etapa será desenvolvida até à unidade mínima de diálogo.A. teremos que atender aos seguintes aspetos:  Numa 1ª etapa estruturar e ordenar logicamente e cronologicamente todos os componentes da matéria. e exigirá suportes informáticos de razoável dimensão.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO B.  Em seguida. Este elemento “atómico” do diálogo designa-se segundo os autores ou os diversos sistemas desenvolvidos para E. Uma vez fixadas as grandes linhas do percurso.  Item.  Unidade de Interação. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.DFRH. segue-se a ligação entre cada componente e todos os outros. por:  Passo.C.A. Deste modo.111/00 . não se deve perder de vista que as imagens dos ecrãs constituem o primeiro e muitas vezes o único contactos dos alunos com o sistema E. Nesta fase de criação do produto didático e tendo em atenção que a sua aplicação está orientada para uma utilização autodidática. a estrutura deve ser rica e com um leque de opções variado.  Etc. A Criação do Produto Didático Nesta fase. Como já vimos anteriormente a matéria é organizada em função da estratégia pedagógica escolhida.

CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. visuais e sonoros.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Uma qualidade pedagógica deficiente ou imagens de ecrã pouco cativantes podem provocar por parte dos alunos uma rejeição ao produto didático desenvolvido. Delphi. Ou então  Dispõe de um “Sistema-Autor” No 1º caso será necessário assegurar que a programação do sistema seja realizada por um programador já especialista neste tipo de sistemas.DFRH. Deste modo é necessário nesta fase do projeto ter em atenção as seguintes questões:  Análise dos diálogos que constituem a cadeia de perguntas e respostas. por muito potente que seja a tecnologia informática de suporte ao desenvolvimento do sistema. Pilot etc. assim como os elementos gráficos.LEARNING 35 de 47 | P á g i n a Mod.111/00 . Isso acontece. Forstran.  Escolha de casos mais apropriados. cujo trabalho será validado pelo responsável do projeto. etc. A Realização do Produto Nesta etapa o autor encontra-se numa das duas situações seguintes:  Dispõe de linguagens informáticas standard. formal e pedagógico. Tutor. tais como: Visual Basic. ou linguagens mais orientadas para a formação tais como: Can 8. No 2º caso trata-se apenas de escolher no mercado o produto didático que melhor se adeque aos nossos objetivos.  Redação dos textos e precisão da sua localização no ecrã. Cobol. e ter em atenção o nível de qualidade sob o ponto de vista lógico. o autor.  Definição dos “comparadores” a utilizar para a correção das respostas dos alunos às questões.

CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. deve por outro lado. isto é.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Alguns cuidados a ter na seleção de um produto didático informático:  A qualidade dos ecrãs. No entanto.  Não se deve colocar tudo em relevo. O autor necessita nesta fase de uma equipa de trabalho. ser suficientemente precisa para que a forma de resposta dada pelo aluno. este deve ser cuidadosamente validado do ponto de vista pedagógico. Relativamente às questões. em que o sistema aguarda uma resposta ao aluno. Uma equipe de pessoas são fundamentais para medir a qualidade da questão e a amplitude das possibilidades de resposta. tem-se tendência a subestimar a abertura e dificuldade da questão.DFRH. Não há nesta matéria regras absolutas.  Não se deve abusar das cores.  Deve-se evitar carregar os ecrãs com texto. quando estão abertas. No que se refere às respostas dos alunos. o sistema deve estar preparado também para se defender das respostas “aberrantes” dos alunos.  As inversões de vídeo devem ser evitadas. a análise destas respostas constitui também uma das tarefas mais difíceis e meticulosas do autor do produto. devem ser cuidadosamente planeadas.LEARNING 36 de 47 | P á g i n a Mod. Este trabalho consiste em prever o maior número de respostas possíveis. entre nas hipóteses de análise previstas pelo autor. a redação. pois quando se conhece a resposta exata a determinada questão. se por um lado deve ser suficientemente aberta para não induzir a resposta.  A qualidade dos textos. quando se encontram totalmente livres no seu posto de trabalho. estas.111/00 . A Qualificação Pedagógica Quando se conclui o desenvolvimento do produto e antes de se entrar na fase de exploração regular.  Não se deve contrariar os hábitos clássicos de leitura (de cima para baixo e da esquerda para a direita).

111/00 .  Mudança de estratégia pedagógica. através de:  Novos exames dos objectivos e pré-requisitos (mal formulados. ou seja. Características É sem dúvida neste último ponto que residirá o maior esforço. sendo muitas vezes necessário trabalhar por aproximações sucessivas.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Trata-se de medir sobre uma população teste. No caso de constatação de deficiências do produto. analisarse a modificação do saber e do comportamento. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. se o resultado obtido está de acordo com os objectivos fixados na fase dos estudos iniciais.DFRH. utilizando um subconjunto da população-alvo. demasiados ambiciosos).  Novo exame ao alcance da matéria. o estudo pedagógico deverá ser retomado. ambíguos.LEARNING 37 de 47 | P á g i n a Mod.

MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO 3.2 Ensino à Distância  Separação Professor / Aluno.  Descentralização geográficas.  Facilita a Formação contínua ao ritmo mais ou menos individual.111/00 .DFRH. áudio.  Atinge um maior número de Alunos. do ensino / ultrapassando barreiras  Oferta de grande variedade de cursos.  Utilização dos Professores mais qualificados. quase permanente  Existência de uma estrutura organizacional que planeia e prepara os materiais pedagógicos e apoia os alunos Vantagens  Utilização de meios técnicos (escritos. vídeo ou informático). CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.LEARNING 38 de 47 | P á g i n a Mod. para a ligação Professor / Aluno  Ensino mais individual do que em grupo.

Desvantagens  Para muitos Formandos. para uma situação de ensino à distância. que torne difícil manter a motivação durante períodos longos de tempo.  Muitos Formandos sentem que têm hábitos de estudo que não conduzem a uma aprendizagem independente eficaz.111/00 .MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  Pode ser uma tarefa solitária.LEARNING 39 de 47 | P á g i n a Mod.DFRH. O Formando é muitas vezes resistente a esta ideia.  Meios Pedagógicos Componentes  Sistema de gestão do curso e de apoio aos Alunos  Sistema de avaliação dos Alunos CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. a transição da Formação tradicional. pelo menos até adquirir a autoconfiança necessária. Sofrem do “síndroma do isolamento”.  Muitos Formandos sentem a necessidade de um apoio psicológico para continuar a estudar. é demasiado violenta. presencial. com a presença permanente do Formador.

A sua atividade pode desenvolver-se através da organização de:  Sessões de curta duração ou jornadas de trabalho no fim-de-semana. Cassetes áudio.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  Manuais para ensino à distância.DFRH.LEARNING 40 de 47 | P á g i n a Mod.  Acessibilidade para o Aluno.  Diapositivos. ou seja.  Testes de auto – avaliação. A escolha dos meios pedagógicos é condicionada por:  Custo.  Emissões de televisão.  Teleconferência.  Domínio do meio pedagógico pelo Professor.  Sistema de apoio aos alunos:  Tutor – é essencialmente um “ facilitador “. potenciando as capacidades de cada um.  Outros livros já existentes.111/00 .  Tempo disponível para produção. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. Meios Pedagógicos  Cassetes vídeo.  Software informático.  Vídeo interativo.  Troca de correspondência. ajuda o aluno ou grupo de alunos a colaborar entre si.

O círculo de aprendizagem pode ser uma das soluções para ultrapassar o “síndroma do isolamento”. Deve atribuir-se ao Tutor um papel importante na avaliação contínua.  Centros de Apoio – são locais onde os Alunos podem encontrar apoio ou condições de estudo. o Tutor ou os próprios materiais pedagógicos desempenham o papel de perito. o que pode revelar-se decisivo. Não é necessário que esse outro membro da Organização – a chefia direta – seja perito no conteúdo do curso. um outro membro da Organização (Chefia direta por exemplo) e por um especialista em Formação. pode tirar partido das grandes potencialidades do trabalho de grupo. que intervirá apenas em momentos específicos.  O Círculo de Aprendizagem em Ead – um círculo de aprendizagem é Formado por um grupo de Formandos com os mesmos objetivos. está intimamente ligada à forma como o seu esforço é visto e reconhecido pela hierarquia.LEARNING 41 de 47 | P á g i n a Mod. ainda. na medida em que fortalece a relação Professor / Aluno.  Como Funciona um Círculo de Aprendizagem em Ead CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.  Apoio das Chefias – está provado que a motivação dos Alunos. permitindo a troca de conhecimentos e experiências entre colegas.111/00 .DFRH. Podem.  Apoio de outros Alunos – um sistema de comunicações bem arquitetado.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  Comunicações telefónicas (help-line).  Teleconferência. revestir formas de “ workshop “ ou outros tipos de ações.

DFRH. planeamento de tempo. O especialista faz normalmente uma curta introdução sobre teoria da aprendizagem e convida os membros a observar as suas próprias tendências no processo de aprendizagem e experimentar novas formas. Em seguida. o Supervisor acorda com os membros. “hardware”. um “contrato” que passa ao papel os acordos a que chegou em termos de: Objetivos. salas disponíveis. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.111/00 . procurando o estilo mais eficaz para cada indivíduo. o círculo faz então uma listagem dos recursos que possui: conhecimentos e experiência relevantes de alguns dos membros e acesso a materiais e informação. O círculo discute então qual a parte do trabalho que pode ser feita em conjunto e qual a que deve ser feita individualmente. então.. plano de trabalho (de grupo e individual). listando-os e acordando em prazos para os atingirem.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO A primeira tarefa dos membros do círculo é definirem os seus objetivos individuais. discutindo-os depois com o grupo. identificando assim um determinado número de objetivos que possam ser trabalhados em conjunto. uso dos recursos existentes. O círculo produz. é feita uma lista de recursos adicionais que sejam julgados necessários e que podem ser de variadíssimos tipos: pessoas.essa lista é discutida com o Supervisor. tempos livres. Com o auxílio do Supervisor.LEARNING 42 de 47 | P á g i n a Mod. A concluir esta primeira fase.. observarem o processo de aprendizagem durante a vida do círculo. lista de recursos que o Supervisor acordou em facilitar-lhe.

a usar a sua própria experiência e a sentir motivação para estudos no futuro. portanto. A um nível mais individual os membros do círculo são encorajados a refletir sobre o seu sucesso em “aprender a aprender” e a identificar práticas que os ajudarão a aprender organizadamente no futuro. A intervalo regular. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. Encontram-se periodicamente com o Supervisor para sessões. todo o círculo se reúne para rever o processo.LEARNING 43 de 47 | P á g i n a Mod.DFRH. deu um toque e um suporte humano e ajudou os indivíduos a superar o medo de se envolverem num processo desconhecido. O círculo de aprendizagem funcionou. O foco desta reunião é os resultados do “contrato” redigido no início: os objetivos atingidos ou não e o modo como as pessoas trabalharam em conjunto para facilitar a aprendizagem.111/00 . como “rede de segurança” para os iniciados em EAD. conforme estabelecido no plano.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Os membros do círculo começam então a trabalhar com os materiais individualmente ou em pequenos grupos. No final do período de estudo o círculo reúne-se novamente para rever toda a experiência vivida. nas quais o foco de interesse é normalmente a relação entre a teoria e a prática. O Supervisor partilha a sua experiência de como o que está a ser aprendido é aplicável na prática diária e debate-se a organização dos recursos que serão necessários nas fases seguintes.

LEARNING 44 de 47 | P á g i n a Mod. Custos do Ensino à Distância  Estudos elaborados permitem concluir que.. pois permitem uma maior objetividade e uma rápida correção.DFRH. haverá decerto uma maior facilidade na transição para métodos de aprendizagem altamente individualizada e portanto tornará mais reais as vantagens do EAD..  As perguntas mais utilizadas são as de escolha múltipla.111/00 . SISTEMA DE AVALIAÇÃO DOS ALUNOS  A avaliação deve ser formativa. o estabelecimento de um ritmo de trabalho. permitindo. em termos médios. estabelecendo-se. o Ensino à Distância custa cerca de 30% a 50% do ensino presencial. periodicamente. um sistema de avaliação sumativa. Estes tipos de avaliação podem ser feitas pelos próprios Alunos e/ou pelo Tutor. adequado a cada Aluno. Foi adicionado o “toque humano” que faltava. no entanto. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Dada a natureza da experiência. assim.  No Ensino à Distância a avaliação deve ser tendencialmente contínua.

LEARNING 45 de 47 | P á g i n a Mod. capacidades.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO O elevado número de Alunos diminui os custos fixos.  Torna-se um reservatório fantástico de experiência e portanto uma fonte de aprendizagem. os custos totais diminuem com o aumento do número de Alunos. um sistema que pretenda efetivamente adotar uma perspetiva de desenvolvimento pessoal e encorajar uma aprendizagem independente.111/00 . Considerações Finais  Seguir um determinado programa de formação é. por amortização do investimento inicial na criação do curso. Como tal.DFRH. deve: CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B. valores e atitudes.  Passa a ter uma visão da aprendizagem orientada para a resolução de problemas e não para muitos dos conceitos. um processo de desenvolvimento pessoal. como é o caso do Ensino à Distância. através do qual o indivíduo adquire novos conhecimentos. Depois dos custos fixos amortizados.  Dizem alguns teóricos que à medida que o indivíduo amadurece:  O conceito de si próprio evolui da dependência para a independência.  A sua aptidão para aprender é cada vez mais o produto das exigências dos papéis sociais que desempenha. ou deveria ser.

LEARNING 46 de 47 | P á g i n a Mod. CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.111/00 .  Encorajar uma aprendizagem orientada para a resolução de problemas.  Dar aos Alunos a possibilidade de envolverem a sua própria experiência e usá-la como fonte de aprendizagem.  Adequar os programas às reais necessidades dos Alunos.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO  Encorajar os Alunos a ser mais responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem.DFRH.

a Síndroma da Solidão Teresa Lopes Revista FORMAR nº 9 Formação à Distância e Outras Formações Luís Filipe Faria Vieira CURSO: : FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DE FORMADORES B.111/00 .DFRH.MÓDULO: RECURSOS DIDÁTICOS NA FORMAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO Bibliografia Formação Aberta / Formação à Distância Manuel Ferreira Revista FORMAR nº 16 -EAD ou...LEARNING 47 de 47 | P á g i n a Mod.