GERAÇÕES / BRASIL

BOLETIM DA SOCIEDADE GENEALÓGICA JUDAICA DO BRASIL
Maio 1999

Semestral

Volume 5 nº 1/2

Veja nesta edição
Uma Teia Familiar:

Cristãos-Novos Portugueses
Nobilitados no Século Passado
As Raizes Judaicas da Família Leão
(do Porto e Minas Gerais)
Perfís Portugueses:

Capitão Artur Elias da Costa
E mais:
a visita de um intelectual russo,
“D. Pedro II na Terra Santa”,
”Os Judeus na Obra de Trindade Coelho”,
“Metellos de Portugal, Brasil e Roma”,
Obituário, Endereços Úteis, etc.

“Quatro Irmãos”,

um shtetl na geografia gaúcha
David Faiguenboim, 1862-1924

Editorial
SGJ/ Br completou cinco anos. Podemos resumir assim nossas atividades: reuniões e atendimentos aos sócios e outros interessados,
A
publicação deste boletim e a organização de um Dicionário de Sobrenomes Sefaraditas. Nosso boletim Gerações/Brasil já está no seu oitavo
número. Quase sempre publicando material inédito. Os trabalhos aqui impressos buscam retratar a complexidade histórica da formação da
comunidade judaica nacional.
Em vista das muitas pessoas que nos procuram, cabe aqui um esclarecimento sobre nossos objetivos: somos apenas uma sociedade que busca
identificar, reunir, catalogar o material genealógico dos judeus e seus descendentes que escolheram viver no mundo da língua portuguesa. Não
pesquisamos genealogias por encomenda, nem fornecemos certidões de ascendência judaica para nenhum fim. Apesar de nosso yiddishkeit, somos
uma sociedade laica, interessada somente em história e em orientar os interessados.
Neste número, a matéria de capa, é a história de Quatro Irmãos, um shtetl encravado em pleno Rio Grande do Sul. Alí aconteceu um episódio
desconhecido de nossos historiadores, mas que está na gênese de um capítulo importante de nossa história política. Em 1924, o shtetl foi saqueado por
revolucionários que formariam a Coluna Prestes. Um colono judeu desarmado foi assassinado. Marcos Feldman que prepara um livro sobre o tema é
quem nos conta esta história.
Outro trabalho, “Uma teia familiar: Cristãos-novos portugueses nobilitados no século passado”, conta a história de um grupo de famílias cristãsnovas de Portugal, que enriquecidas no comércio, recebem títulos de nobreza e passam a fazer parte do establishment nacional, atenuando a satanização
que pesava sobre esta minoria etnica.
E finalmente, Rubens R. Câmara, mostra a sua genealogia, que começa no judeu Isaac Rua, na cidade de Barcelos, durante a Grande Conversão,
prospera em Portugal, atravessa o Atlântico, corta as serras, até chegar ao autor do artigo. Além deste material inédito, há pequenas notas, que
pretendem introduzir o leigo no mundo da genealogia.
Finalmente informamos que nosso co-irmão, o Arquivo Histórico Judaico Brasileiro mudou-se para a rua Prates, 790 (Bom Retiro) em São
Paulo, CEP 011 21-000. Com certeza o novo endereço tornará o seu precioso acervo disponível ao maior número de pesquisadores.
Por uma opção momentânea, estamos levando estas histórias unicamente no velho idioma de Camões, no mesmo em que se expressou
Pessoa, o mesmo que deu o último Prêmio Nobel de Literatura a José Saramago.

Boa Leitura!

“Quatro Irmãos”, um shtetl na geografia gaúcha
“Quatro Irmãos”: a Shtetl in the gaucho territory
Marcos Feldman
Abstract. The story of a shtetl in the hinterland of Brazil. A group of immigrants from Bessarabia who
settled in Rio Grande do Sul and dedicated themselves to agriculture in an “ICA” (Jewish Colonization
Association). In 1923 they were attacked by a group of military rebels who murdered a settler and thus
hastened the end of this experiment of Jews in agriculture.

M

eu nome é Marcos Feldman e nascí a 16 de setembro de 1923,
em Quatro Irmãos (RS). Minha família pertence a um grupo de
judeus da Ucrânia que vieram para o sul do Brasil, num projeto
idealizado pelo Barão Maurice de Hirsch, fundador da ICA (Jewish
Colonization Association), que pretendia tirar as massas ashkenazitas
da miséria e opressão czarista, levando-as para serem agricultoras no
Novo Mundo.
A família Feldman é originária de Kalisz, próxima ao rio Dniester,
e a de minha mãe, de Wilhovitz, também na mesma região. Ambas
famílias cultivavam “tetim” (fumo) para o governo. Fugindo do terror
czarista, do recrutamento obrigatório para o exército e da falta de perspectivas futuras, meus avós, com as suas famílias, migraram para a
América. Os Feldman fixaram-se em Quatro Irmãos, enquanto meu
avô materno Benito (Bension) Oxman, que era hazan e vidraceiro de
profissão, foi para a Colônia 19 de Abril, no Uruguai, passando antes
pelo Colônia Quatro Irmãos .
Quatro Irmãos, na região de Erechim, tem o seu nome inspirado
nos seus antigos proprietários, os irmãos Santos Pacheco: Clementino;
David (mais tarde Barão dos Campos Gerais); José Gaspar e António. Em 1856, Clementino dos Santos Pacheco sua família e escravos foram alí massacrados pelos índios. A ICA1 comprou 93.850
hectares destas terras em 1909 e a partir de 1912 (ou 13) começou a
2 • GERAÇÕES / BRASIL, Maio 1999, vol. 5, nº 1/2

Freimeleie
(Luiza) Feldman,
que deu nome a
“rua da Freimeleie”
sua colonização com imigrantes bessarabers (chamados de “Zechtziger
Momeligues”, ou seja, “os sessenta [número de famílias] comedores
de polenta”), da Colonia Phillipson e também da Argentina, que vieram
para instalar a infraestrutura local. Posteriormente outros grupos de

O banho era no rio. nº 1/2 • 3 . modisque (costureira)12. no final da tarde. stolher (carpinteiro)6. As casas eram de madeira. do amendoim e da mandioca e da batata. Não havia dentifrícios. o soichet4 e mohel (magarefe e circuncisador). “dos Carrapichos”. katzev (açougueiro)7. Nas ruas chamadas. shornek (seleiro)9. plantar e cuidar do milho. como o shames (zelador da sinagoga). dois personagens importantes da história judaica. balgule (carroceiro). tirando dela o seu sustento. fixouse a terra. os meios de transportes eram primitivos e não se tinha muitos produtos manufaturados para consumir. passaram a transitar personagens. o sabão era feito de soda cáustica e sebo. de. lerer (professor)5. ainda íamos trabalhar na roça. Lá aprendíamos as disciplinas básicas e mais ídiche e hebraico. “dos Cachorros (ou da Fremeleie)”. colaborador de Chaim Weizmann no Plano Balfour e que mereceu extenso verbete na Enciclopaedia Judaica 17. um dos primeiros rabinos a viver no Brasil neste século. que num determinado momento chegou a reunir 350 famílias judias. Porém com a construção da escola. mas quando chegávamos em casa. Mesmo assim tínhamos nossos momentos de brincadeiras. o rabino Marcos (Mordecai) Guertzenstein (1868-1949). “dos Granfinos”. sherer (barbeiro)13. 5. guechefztzman (negociante)10. O destino destes imigrantes era a agricultura. a maioria deles. jogávamos “nica” (bola de gude). docter (médico)16. Quando criança eu ia a pé e descalço para escola. “da Guinendel” (ou do “Chaper”).imigrantes vieram compor a Colônia. transplantara-se um “shtetl” (cidadezinha da Europa Oriental habitada por judeus) para o espaço gaúcho. Passávamos o dia inteiro na escola. kowel (ferreiro)11. Vestíamos camisa de xadrez e calça de brim arranca-toco feitos em casa. A vida na Colônia tinha todas as dificuldades de se viver no mundo rural no começo deste século. estabelecimento das casas comerciais e do moinho3. bube (parteira)15. brincávamos de “bara” e as meninas de GERAÇÕES / BRASIL. A produção era somente para a subsistência. o gabai (secretário da mesma). Pastorear o nosso gado que trazia como marca um “aleph” nas ancas. A distância era de quatro quilômetros. da sinagoga2 e do cemitério. e o agrônomo Akiva Jacob Ettinger (1872-1945). Maio 1999. shister (sapateiro)8. Não havia eletricidade. shnaider (alfaiate)14. Junto a estes. vol.

onde fundaram a Colônia 19 de Abril em Paissandú23. em 5 de julho de 1927. Mariem Chotguies. Isaac Sochatzewski. São comerciantes. Isaias Raskin e o farmacêutico Maurício Meyer Sas. Simão Nagelstein. 269. David Tzvi. para incorporá-los à força no exército russo. retribuindo com os seus talentos. 18 Khapers eram homens que em troca de recompensa iam de aldeia em aldeia procurando judeus. Benjamin Rosemberg. Salomão e Bernardo Mattone. pois somente nos últimos registros deste grupo revolucionário. que estava acompanhado por Gregório Ioschpe. todos estão perfeitamente integrados a vida nacional. Porém. Nadávamos e iamos ver as corridas de cavalos. Camilo Sroulevich. preso. José Blacher. 953. “Pretinho” assassinara o gaiteiro. Eva Brochman. Mauricio e Tulio Kautz. Leizer Mattone. Nathan Feder. Bernardo Mattone. Apolinário. Francisca Mermelstein. O objetivo dos fascínoras era o levantamento de recursos para a Revolução. e teremos algumas das explicações para o fim desta experiência agrícola. Favorino Pinto faleceu em Paso de los Libres (Argentina). a Colonia Quatro Irmãos foi invadida pelo bando comandado pelo “coronel” Favorino Pinto e seus filhos. 20. 270. Paulina Zelmanovitz (Kwitko). 196. pelo colono Uscher Galodnik. que aproveitou o momento para incorporar-se a Coluna Prestes que se formava. e depois a coluna de Leonel Rocha. David Faiguenboim foi degolado na estrada que levava de sua gleba a Quatro Irmãos e escondido num capão de mato. 6 Marcos Nagelstein. Itchoc Blazer Etkim. que pertenceram as hostes do general Portinho. Jacob Sirotsky. 11 Leão Bernardo Kwitko e Maurício Wainer. Jacob Leib Levin. Zulmine (Der Kaprechter) Moscovitch (avô do sociólogo Maurício Tragtenberg). fora solto pelo grupo do pai. Awrum Raskin e Nussen Feder. Bernardo Caplan. p. Habib Illoz. Leão Bernardo Kwitko. Marcos Nagelstein. Jacob Sirotsky. a queda dos preços agrícolas. Marcos Pereira. Israel Mayo (Meyer). Samuel Schwartzman. a convite da família Zatz. vulgo “Lulú”. onde meu pai foi ser “clientelchick”. 1991). Adolpho Zamkov. Elie Saltiel. Daniel Henkin. Jacob Massis. os descendentes dos colonos estão espalhados pelo Brasil. A relação das barbaridades cometidas em Quatro Irmãos por estes desordeiros. e onde colocaria-se no destacamento do tenente João Alberto Lins e Barros19. Marcos Frankental. Jacob Scarcinski e Israel Liberman. tanto que o chefe dos saqueadores chegou a deixar um recibo do saque para a direção da ICA21. Marchas e Combates” (São Paulo. 12 Guinendel (Guilhermina) Lechtman. Gregório Ioschpe. Izidoro Eizemberg. 4 • GERAÇÕES / BRASIL. Isaac Iochelovich. para.). Foi este bando que invadiu Quatro Irmãos. ministro do STJ). . Frida Zibenberg. David Proushan. onde levaram até roupas. Manuel Karacic. Maximiliano Leon. Heráclides.o Ed. 3 De Chaim e Abrão Melnick. Fremeleie (Luisa) Feldman Antebi.“amarelinha”. por aqui não havia khapers18. Bernardo Bernstein. Ary Parglender. Hugo Baruch. fazem parte da elite econômica do país. Marc Leitchik. inspetor da ICA. roubo de gado e cavalos. Abram Parglender. de Anita Leocádia Prestes. Miguel Dlugach. 15 Miriam Bresniak. Awrum Guinsberg. Ione Taibque Iochelovitz (Levin). 17 Vol. Samuel Altschuler. De minha família. Leib Kuperman. Samuel Rochelson. Isaac Cohen (?). Eusébio Lapine. Maio 1999. Nuchem Tavejnanski. Paulo Parglender (pai do Dr. quando já não interessava mais aos seus dirigentes. José Kruker. Kiva Ianovitz. Adicione a estes fatores. O seu corpo foi encontrado. Alexander Waldemar Sirkis. Shpsel Schwartzman. Outros. Mattone. 9 David Krumholtz 10 Os donos das vendas e lojas: Jacob Huberman. José Zatz. Baruch Raskin. ocupam altos cargos na burocracia estatal. conseguiu montar a sua própria loja. Hersch Chaim Schukster. 7 Marcos Plavnick. Kopel Kasinski. minha esposa Guilhermina Agranionik. Manoel Davidson. Nós saimos de Quatro Irmãos. Moisés Ioschpe. 266. David Rudner. Zalman Schwartzman. apenas o meu filho James vive no Sul. 4 Moische Ber Raskin. num baile na região. Felipe Lambert (músico). Mesmo longe dos pagos gaúchos. Hoje. Efraim Zeltzer. A declaração sobre o estado em que se encontrava a vítima foi prestada pelo filho Maurício. em várias páginas (218. é que tomou-se providências contra o Favorino Pinto22. eu me casei na Colônia. Abiazar Mudjelip e Adolpho Mosberg. na página 135. Sarah Ioschpe (Teruchkin). Nathan Cohen (músico). pois estes além de se mudarem para as terras de seus cônjuges. Chaim Melnick e os irmãos Schmidt. Há uma fotografia de Favorino Pinto em “A Coluna Prestes” (São Paulo. e culminam no ignóbil assassinato do sexagenário David Faiguenboim20. 8 Henrique Stivelman. Hélio Galbinski. Otto Goldberg. outro fator de esvaziamento. o terror provocado pela pilhagem do “coronel” Favorino Pinto. vol. A decadência da colônia começou com a migração. 6. David Krumholz. José Pontremoli. em 1936. 2 Os assuntos religiosos foram da responsabilidade do rabino Mordecai Guertzenstein. Jayme (Chaim) Melnick e Zalman Mermelstein. Aron Schrir. vivermos em Baurú. 16 Drs. mesmo assim. em 1914 (ou 15). Havia muito trabalho. a “Casa Bóris”. levaram as autoridades. 1979). Ida Chostak. advogados e professores. 539 e 540). 13 Simão (Tzomke) Huberman 14 Nute Bresniak. porém. Gregório (Gojo) Kruker. Teve no casamento dos filhos dos colonos com judeus de outras cidades e estados. um inventário dos prejuízos causados pelos desordeiros. 5. Abrão Nagelstein. Samuel Kotlarenko. Outros. Moische Ber Raskin. de 45 famílias para o Uruguai. 5 Louis Carolinski. Aron Wainstein. médicos. p. vendendo gravatas na rua. Isaac Scop e Hertz Gens. é filha de Jacob (Yankel) Agranionik e Rosa (Rivka) Melnick. 19 A participação do “coronel” Favorino Pinto e de seus filhos na Coluna Prestes está registrada no livro “A Coluna Prestes. Nomes como os de Sirotsky. e também em “O Cavaleiro da Esperança” (São Paulo. Melbert. Raphael Witenberg. Este comportamento rapace não foi reprimido pela direção da Coluna. Raphael Palma. Abraão e Leão Agranionik. nos dias 3 e 4 de dezembro de 1924. ainda era melhor que a vida na Europa. por intermédio de David Sevi. Dora Melnick (Kwitko). vulgo “Pretinho”. nem pogroms. Testemunharam no inquérito policial as vítimas: Ichie Schrir. Sabatai B. Birmann. David Sevi. extorsões. nº 1/2 Notas 1 Foram diretores e funcionários da ICA: Akiva Jacob Ettinger. de Jorge Amado. a confiança que o país deu a este grupo de imigrantes. depredações das lavouras. antigos “maragatos” (opositores do governo de Borges de Medeiros). Natan Bresniak. Zeidel Davidson. Sansão (Schepsel) e Salomão (Zalman) Schwartzman. Herbert Schall. Marcos e Manoel Wainstein. 247. a partir dos 12 anos. Isaac Cohen. Luiz Brochmann. de Lourenço Moreira Lima. Isaac Pustilnik. intentada por ashkenazim na América. Guilherme Brochmann. Dias antes da invasão. e. vão do assalto as casas. depois de muita procura. e que depois de algum tempo. acabavam por levar também os seus pais. Abram Chagui. Schepsel Schwartzman. Pedro Birmann. Ioschpe.

22 O “Boletim Reservado nº 3”. Velvel. Rubens Schwartz Jairo Bergel Cohen c. Fany Iampolski Isaias c. Marcos Sobelman Alberto c. Yakov Antebi Rivke (Rosa) c. além de jóias de valor. esse oficial. em 2 de fevereiro de 1927. Simone Bension Flora Mara c. de acordo com a sentença. (Arquivo Edgard Leuenroth..000) a título de empréstimo de Guerra. Pola Bergel Fany c. David Levensteinas Elisabeth Leia Feldman Marcos Feldman c.. Isaac Cohen Freimeleie (Luiza) c. Isaac Jaime Levi Meri Silvia c.Ilan Fabio Bernardo Brayn James Feldman c. apreenderam. Marta Serder Marcos c. vol. registra: “ (. GERAÇÕES / BRASIL. Liliane Bauer Isaac Sabrina Ariel Andre Valeria Marina Rafael Adriana Marcos Ida Clarisse Miriam 21 “Empréstimo de Guerra. Era casado com Sarah Leah Bick.210 P. O valor de cinco contos foi entregue ao Cel. 23 Meu primo Ramon Oxman. com farta descendência espalhada pelo Brasil. foi dividida entre os feridos. Cecília Mario Aquiles Dina Silvia Eduardo Aron Feldman c. Julieta Chamartz Eige Perl (Idalina) c. que como se dizia havia sido obtida por meios ilícitos. Adonis Camargo Doris c. juntamente com a acusação feita ao Cel.CL. por pertencer a terceiros e estar somente sob a sua guarda”. Ver “La Colonia 19 de Abril. Yara Aizenstein Fany Claudio c. Eva e Moishe.. Hersch Friedman Guita c. Abrão Rauchfeld Hinde Baruch (Boris) Velvel (Guilherme) c. Israel Kaplan Hobe (Alberto) c. de certo não teria sido obtida de fonte digna. em 1862. Comandante em chefe das forças revolucionárias em operação no norte do Estado recebi da Jewish Colonization Association. Favorino de possuir. Una Experiencia de Colonización Agraria Judia en el Uruguai” (Montevideo. pelo general Miguel Costa. escreveu a história destes migrantes. e chegou ao Brasil em 1913. Rebeca. Tem-se notícias que ele puxou as rezas de Rosh Hashaná e Yom Kippur em Campinas. representada na pessoa do seu diretor David Sevi a importância tres contos de reis (3:000. pois os revolucionários nunca receberam vencimentos e com certeza a fonte para a acumula-ção de sua fortuna.Procedida a busca. Alberto Leão Fuerte Herbert Samuel c. Charles Gelfond Lisabete c.3). Gilhermina Agranionik Guilherme c. que permaneceram em poder do referido oficial. Fany Berger Laura Israel c. Wolf Spach Maria c. Acampamento na fazenda do Quatro Irmãos. (assignado) Favorino Pinto Coronel comandante”. que nasceu nela. Foi seu neto. Henrique Waksman Simão Israel Antebi c. com quem teve nove filhos: Arthur. Universidade Estadual de Campinas. De ordem do Sr. Olga. Tema Tenenboim José Zilda c. Quantia esta que. Jenny. Isaac Zatz Aquiles Hugo Perez Kaplan Sarah c. a quantia de dezenove contos e novecentos mil réis. Sila Ostronoff Aquiles Guitel c. Chaia. Isaias Rotband Maria c. 1987). avultada quantia em dinheiro. Ligia Kertzman Sure (Sara) c. Tania Taranto Bruno Ida Sergio Alberto c. quatro de Dezembro de mil novecentos e vinte e quatro. o professor Simão Faiguenboim (1916-1991). redigido em Baia Bela. Salomão Levi Ana Lea c. Emílio. nasceu em Shargorod.) veio ao conhecimento deste comando.. Anita Crochick Claudia Daniel c.3 e CL. LML. nº 1/2 • 5 . 5. Acredita-se que ele tenha sido hazan e também soichet. criador do Anglo Vestibulares.209 P. Yara Warchawski Edna c. Rachel Punski Sara Perlman Bentzion (Benito) Oxman Tube Gitel Ichil Feldman 20 O colono David Faiguenboim. Favorino. Maio 1999.

e que a este. governador de Francisco Antônio de Campos de-les é o do “Barbadão de Veiros”. Muitas O primeiro deles foi em 1671. cristã-nova ou judia mesmo. O segundo destes titulares foi Manuel José da Maternidade da Na nobreza podemos citar também os descendentes de D. cuja filha única casou-se com um fidalgo. foi elevado a Conde de Barbaque foi afastado da luta pelo trono. vol. agregara o nome de Início: Os Mestiços sua propriedade solarenga. Engrácia”. porém origem judaica. herejes ou penitenciaJoão III. ministro de Afonso VI e a poderosa família Saldanha. pavezes esta “ascendência infecta” era utilizada como ra um eficiente funcionário do Estado. oitavo e último Correio-mór garida de Granada. e os mais conhecidos deles. 1771-1828) . nº 1/2 . afastando as lendas da realidade. após demonstrações de de uma hostilidade silenciosa. Marcos de Noronha e Brito. mesmo que ninguém admitisse isto em voz alta. refletindo até a diluição do elemento semita na poúltimo Vice-rei brasileiro. de origem moura e judaica. Maio 1999. ou de D. 1700-58). seriam os MarMarcos José de Noronha e Brito. em Lisboa. “El Bocanegra” Os “Puritanos” gabavam-se da “ascendência limpa”. sabe-se que formavam três Vice-reis do Brasil: o décimo Conde de Atouguia (D. cristão-novo que fazia parte do séquito de D. cristã-nova “que dançava nas ruas”. não se casavam entre si. cuportuguesa1. nificava não ter ascendentes judeus. e o oiO segundo grupo. mulheres desta estirpe. antepassado da Minas Gerais durante a Inconfidência (Barão de Vila Nova de Fozcôa) Casa de Bragança2. Mineira. Isabel Caiado. mouros. Prior do Crato. pois vezes por casamentos posteriores a concessão do título. Ele descendia do riquíssimo Este ensaio conta a história da penetração sejudeu Castro do Rio que prestara servifaradita. 1636-1720). de Valença e os Condes de Vila Maior. na maioria das vezes por uniões a carreiras nobres. e foi um século seguinte. MarMata de Sousa Coutinho (1782-1859). que tornou-se o prijure” com esta distinção. 5. esposa de D. Porém o general Afonso Furtado de Castro do em 1773. A group of conversos managed to break that barrier bt marrying among themselves. conde de Barbacena. Os dois casos Mesmo porque esta insersão semita dera-se muitas seguintes diferenciam-se destes. através dos cristãos-novos. Noronha Ribeiro Soares. podemos relacionar altado de Castro do Rio de Mendonça e guns destes casos para ilustração. a 1675. arma nas lutas políticas entre grupos rivais. dos que possuiam “reparo de judaísmo”. na aristocracia ços inestimáveis a realeza lusitana. Quinta do Estudando cuidadosamente a genealogia da noRio de Sacavém4. mas que não fora usada contra eles. era o tavo Conde de Arcos (D. mas conviviam na administração do Estado. muita lealdade a Coroa destes súditos. pois era filho de cena em 1816. timbrou-os com esta condição3. Catarina. António. do cozinheiro espanhol Francisco Idasquez. Until 1773 there was an apartheid in Portugal that segregated the Old Christians from the New Christians (descendants of converted Jews of the 15th Century) whose access to nobility was barred. Ele descendia da família Coronel de Segóvia5 inevitável entrada de alguns descendentes de judeus na aristocracia portuguesa. o sexto Conde de Arcos [de Valdevez] (D. reunido na “Confraria do Santíssimo da Igreja de Santa grino de Ataíde. chamados “Noronhas Periquitos”. 1712-1768) e seu ramo familiar. A dividiu esta nobreza em dois grupos distintos: o dos “Puritanos” e os 6 • GERAÇÕES / BRASIL. O mais conhecido Faro (1754-1830). e deles descendem dos. o primeiro Marquês de Pombal acabou “de Rio de Mendonça. Luís António Furpeneirando o joio do trigo. foi dado o título para uma varonia de A relação entre os dois grupos era tensa. Um tetraneto do Visbreza portuguesa. Esta expressão “reparo de judaísmo” era de natureza Estes casos são uma amostra desta jurídica. Luiz Pereum grupo. os queses de Angeja. gerou dois filhos. permitindo assim que no meiro Visconde de Barbacena. a “Pelicana”. Não se tem dados de quantos eles seriam. que trocou estes direitos hereditários pelo título de Conde um membro da familia real. tomando a palavra “reparo” como “defeito penetração étnica na nobreza portuguefísico ou moral” e que impedia legalmente o acesso as sa. o que sig. já tivéssemos vários titulares de asGovernador-geral do Brasil entre 1671 cendência judaica pelos quatro costados. Ou de Penafiel em 1798. mais numeroso. e que do fidalgo Rui Fernandes de Almada. também. jo nome original era Crasto. pulação nacional. e de quem descendem o terceiro Conde de Castelo Melhor (Luiz de Vasconcelos e Sousa. modificado.Uma Teia Familiar: Cristãos-Novos Portugueses Nobilitados no Século Passado A Familiar Web: Noble Portuguese New Christians in the 19th Century Paulo Valadares Abstract. E que possuiam um “reparo de judaísmo”. que ao casar-se com do Reino. Violante Gomes.

É o que fazemos nas linhas seguintes. De Onde Eles Vieram A primeira pista do parentesco entre eles é o sobrenome comum.que passara a Portugal. mas que já são frutos de casamentos mistos7. a ponto de serem conhecidos como os “Gemêlgos” (gêmeos). Baronesa da Silva. Barão e Visconde de Vila Nova de Fozcôa. Estas famílias estão espalhadas entre a Beira e o Trásos-Montes.1843). esta família foi uma das que sofreram. filho de Álvaro Carneiro Henriques de Sá Vargas e Luisa Angélica da Costa. e que somente uma de suas propriedades. Não sabemos se eles descendem de apenas um tronco comum. apelidado o “Rei João”. 1846). “a Barbuda”. os Navarros e os Castros. a sogra. Mas para encontrá-lo é necessário identificar família a família. dum trabalho exagerado. 1850). é o que tem por tronco. e em 1894. Quem é Quem na Nobreza Cristã-Nova Esta nobreza cristã-nova emergente é formada por titulares recrutados em seis famílias diferentes. Gracia Nassi. 1929). com o título brasileiro de Barão de Inhomirim (1826. médico da Imperial Câmara. junto aos seus parentes Lopes Cardosos e Antunes Navarros17. A figura central desta Campos Henriques família foi Francisco António de (Vila Nova de Fozcôa) Campos [Henriques] (1780-1873). foram crescendo espantosamente em bens. Porém o ramo mais conhecido. eram donos de aparatosas vivendas e vastas quintas” 14. São elas : os Sás. da família Campos e também casado na mesma familia9. sem mestiçagem. Apesar de ocuparem cargos importantes na administração pública e no Exército não receberam títulos de nobreza11. onde o médico e coronel Luís António de Sá Macias Teixeira (1904-1970).Lisboa. com o pogrom comandado pelo Padre Leite. onde se acham divididos em vários ramos: os Sás Leão. Presidente do Tribunal do Tesouro Público. com Maria Joaquina Rosa de Campos. muitas vezes recorrente. 1765 . passando a exercer a usura em larga escala. Já em nossos dias. oficial do Exército. filho de Luís de Campos Henriques e de sua prima e esposa Angélica Maria da Silva (que pertencia aos Navarros) 15. famílias descritas a seguir. muitos deles fizeram parte da Sinagoga “Shaaré Pidion” da Rua Direita. colocado a disposição dos Liberais. Podemos relacionar como titulares desta origem. em 1824. filha do “Rei João”. Visconde e depois Conde de Castro e Solla. foi dos seus dirigentes. Porém são eles que abrem o precedente para que um núcleo de cristãosnovos trasmontanos e beirões recebam os seus títulos no final do século XIX6. 1776 . Logo a seguir temos um grupo. Maria Cândida casou-se com o Barão de Vila Nova de Fozcôa ele. Pedro I. Rodrigo Navarro de Andrade (Guimarães. Os Sás vivem em Bragança há muito tempo. foi feito Barão de Vila Sêca . Passado anos. pertencente a “Obra do Resgate”. Como se percebe este parentesco é um puzzle que vai sendo desvendado a medida que se estuda a história delas. Ministro da Fazenda. a mercados. que casou-se em 1801. os Sás Carneiro. e que era neto de Maria da Glória de Sá Leão Pimentel. XVI. respectivamente). Presidente da Câmara de Deputados. recebeu o jurista Aires Frederico de Castro e Solla. através de alianças matrimoniais eles são aparentados. filho de Francisco Mendes Furtado13 e Brites Lopes da Silva. pois o primeiro deles a merecer estudo mais extenso. um dos bravos do Mindelo. elevada a Baronesa da Silva no mesmo ano. 1761 . que recebeu o título de Barão de Sande. Viscondessa da Covilhã. cuja origem é obscura. casados com sobrinhas. recompensado pela lealdade à Pedro IV. levando o seu negócio às portas. 1860 . Durante o Período Inquisitorial eles foram violentamente reprimidos pelo Santo Ofício. XVI. Outro de seus expoentes. Grão-mestre da Maçonaria do Sul. foi João da Silva Mendes12 ( ? . 5. que pelo talento militar. mas cuja genealogia combinada forma uma teia comum. GERAÇÕES / BRASIL. Margarida Cândida Pereira Navarro [de Andrade]. de D. recebe o título de Visconde e m 1888 e de Conde de Pinhel em 1893. Maio 1999. em 1823. e em 1866. endereço de seu palácio em Viseu. Sabe-se que eles estão na cidade desde o séc. produzia sessenta moios de milho. mas que na hora do casamento se encontram. os Sás Vargas. comandou negociações na Inglaterra e na França Ele casou-se com Maria Cândida da Silva Mendes. A endogamia entre os Campos foi tão exagerada. os Mendes. que igualou a aparência física deles. que em 1859. pois são eles primos em graus indefinidos uns dos outros. João VI. A sua fortuna começou pela aquisição das melhores propriedades urbanas e rústicas de Bragança. O industrial Francisco Joaquim da Silva Campos Melo (1824-1876). mas é muito antiga. e trocara o sobrenome original por um que lembrava a Quinta da Mata das Flores em Loures. Nenhum destes titulares é judeu. Visconde de Coriscada. os Campos. a feiras. Estas fileiras serão engrossadas com a nobilitação de António José Antunes Navarro. Outra família é a dos Mendes da rua da Regueira. e que exerceu várias atividades públicas: Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. detentor de rendas da Mitra. repetiram-se tantos casamentos entre primos. apenas possuem um remoto avô ou avó desta origem. tornou-se Visconde. tornou-se o Barão e depois Visconde de Francos (em 1847 e 1854. vol. Há outros destas mesmas linhagens. os Sás Pereira e os Sá Pilão. que prosseguiu através dos irmãos.Paris. vendedores ambulantes de azeite e vinagre a retalho e outras miudezas que adquiriam. Estes Campos que são de Vila Nova de Fozcôa tiveram um princípio modestíssimo e como outras famílias da alta burguesia cristã-nova vieram de Castela durante o séc. um grupo de onze titulares. Ele casou-se com a sobrinha Eugênia Cândida da Fonseca da Silva Mendes. “Eram activos. José de Sá Carneiro Vargas. ou ao Liberalismo8: Francisco António de Campos [Henriques].1802). O último título dado a este grupo. em 1862. em 1837. primeiro Presidente da Associação Comercial de Lisboa. opulentíssimo comerciante. Mesmo comportando-se como católicos extremados16. nº 1/2 • 7 . Mas não há documentação que prove esta assertiva. mas não teve geração. isto em 1889. A tradição oral afirma que eles são aparentados a família de D. quando da extinção dos morgadios. Pedro I). Barão de Vila Nova de Fozcôa. judaizante ou mesmo cristãonovo. Eugênia Cândida da Fonseca da Silva Mendes ( ? . transformada em solar da família. poupados até a avareza” — escreve um inimigo político sobre a família —“Tendo iniciado a vida como bufarinheiros. diplomata responsável pelo pedido de casamento de D. um legítimo Campos e também Navarro. sócio da Academia Real de Ciências. D. uma senhora pertencente a esta família bragantina. os Pessoas. porém. O farmacêutico Manuel António de Almeida (Fundão. Ministro e Secretário dos Negócios da Guerra. em 1834. em 1870. foi Luis José de Bivar Sousa Leão Pimen- tel Guerra (1904-1979)10. Físico-mór do Reino. e a filha do casal. o maior especialista em genealogia dos cristãos-novos em todos os tempos.Baden bei Wien. dois deles. Fernando da Fonseca Mesquita e Solla (1795-1857). 1839). Maria Leopoldina para D. O primeiro deles a ser nobilitado foi o médico João de Campos Navarro de Andrade (Guimarães. onde comprara por setenta mil cruzados os direitos do Correio-mór. e Vicente Navarro de Andrade (Guimarães.Porto. Conde de Lagoaça. Seus outros dois irmãos. entre tios e sobrinhas. compran-doas de seus herdeiros. a Quinta de Cabanões.

Adelaide Basto Artur Alberto de Campos Henriques Ministro da Justiça Adelaide Julia c. Jose Antonio de Campos Henriques c. Aires Frederico de Castro e Solia 1º Conde de Castro e Solla Acacio Antonio Manoel Poppe Lopes Cardoso Adido Cultural em Israel Alvaro Eurico Artur Alberto Camacho Lopes Cardoso Ministro da Justiça Julio Cesar João Antonio Antonio Jose Antunes Navarro Conde de Lagoaça Manoel Jose Antunes Luiza Lopes Navarro c. Francisco de Almeida Navarro Antonio Dias Pereira da Paz . Jose Henriques de Castro Pereira e Solla 3º Visconde de Francos Antonio Poppe Lopes Cardoso Ministro da Agricultura Alberto Eduardo de Castro Pereira Valado Navarro 3º Visconde da Trindade Alberto de Castro Pereira de Almeida Navarro Candida Ernestina c. vol. 5.g. José Antunes Amadeu Telles da Silva de Afonseca Mesquita de Castro e Solla 2º Conde de Castro e Solla Ministro da Justiça Antonio Julio c. Augusto Antonio Lopes Cardoso Pereira da Silva Luiza Maria de Santiago Josefa Maria de Castro Antonio Santiago Pereira do Lago Jose Antonio de Castro Pereira Salvador Mendes Pereira Ana Luisa Pereira da Paz Ermelinda Amalia c. Navarro de Andrade da Fonseca Pascoal Teresa Maria Antunes Navarro Pereira da Silva Helena Teresa Lopes Antunes Fortunata Augusta c.g. Maria C. Elisa Amelia de Castro Pereira Lopes da Silva Emilia Augusta c. Diogo Albino de Sá Vargas c. nº 1/2 Maria Eduarda Adelaide Augusto Cesar Antonio Jose Dias de Castro Pereira Daniel Jose Dias de Castro Pereira Gabriel Dias Mendes Joaquina de Castro Pereira Eduardo Ernesto de Campos Henriques Visconde de Vila Nova de Fozcoa c. Jose Henriques de Castro e Solla 2º Visconde de Francos Antonia Margarida Antunes Navarro Julio Cesar 2º Visconde de Lagoaça c.8 • GERAÇÕES / BRASIL. Maio 1999.

e também nove arruelas. O ramo Navarro de (Lagoaça) Andrade. destacada na vida portuguesa. 2º Visconde de Lagoaça. comendador da Ordem de Cristo e exercera mandato de deputado da nação. Já o que ficou na província. filho de um primo de seu pai31. neto paterno de António Dias Pereira da Paz e Ana Luisa Pereira da Paz e materno de António Santiago Pereira do Lago e Luisa Maria de Santiago. saques e destruição de propriedades. Esta linhagem começou no início do séc. por volta de 1819. todos eles. diz apenas que era moço). Era Fidalgo-cavaleiro da Casa Real30. com Francisco de Almeida Navarro33. pioneiro da mecanização em Portugal. tanto que o ramo Nunes Navarro fugiu para a Inglaterra. 5. 1.Outra família cristã-nova importante é a dos Pessoas de Amorim. em sua maioria. a 4 de janeiro de 1849 (Os necrólogios não registram a sua idade. também se casaram dentro desta aristocracia cristã-nova. filho de Francisco de Castro Almeida e Violante de Mesquita26. que se casou com Margarida Cândida Pereira Navarro. que ao casar-se com o riquíssimo comerciante braganção José António de Castro Pereira. que também possuem um passado acidentado em virtude das perseguições inquisitoriais. deputado e presidente da Câmara Municipal do Porto por nove anos consecutivos e que Camilo retratou assim : “o tipo semita mais plasticamente caracterizado que ainda ví. escárnio e muitas vezes até a exclusão de carreiras importantes. Os que ficaram. e a sua irmã. nº 1/2 • 9 . seus aparentados. e sua irmã. A família foi muita perseguida no Período Inquisitorial. Fortunata Augusta (1835—1928) casou-se com José Henriques de Castro e Solla. O Manuel Pessoa de Amorim. que se casou com Maria Adelaide da Silva Campos Melo. também possuem vários ramos conhecidos: são os Nunes Navarros. Maio 1999. Alguns deles frequentavam uma sinagoga privada em Lisboa. Alexandre Augusto (1837-1911) com Guilhermina Augusta Urbana da Silva. Mantinha relações financeiras e de amizade com o Barão Rothschild. das famílias já mencionadas neste ensaio. negociante de grosso trato. Mesmo sabendo os prejuízos que esta origem etnica lhes trouxera. como foi o caso do médico Jacob de Castro Sarmento (1691-1762). Juiz-conselheiro do STJ. O seus filhos e filhas.o gate ancestor José António de Castro Pereira. nasceram duas filhas. Eles são chamados os “das treze arruelas” (figura heráldica que está nos brasões das várias famílias Castro em quantidades diferentes: há quem os possua seis. a escolhida foi Antonia Margarida Antunes Navarro. a Margarida e Maria Dorotéia. Possuia o Palácio brasonado de Santa Catarina na cidade do Porto. o segundo Visconde de Francos e o Conde de Castro e Solla. no oficialato do Exército e na política. Tanto que alguns membros desta familia fugiram do país e foram acolhidos na sinagoga londrina. os Castros de Bragança. O que permite dizer que alguns deles continuavam criptojudeus como os ancestrais imediatos. aparentemente todos eles são católicos romanos. com Luís Nunes Navarro. depois do seu sucesso econômico. 1706). como Albert Dürer o fantasia em uma das suas telas do Homem das Dores”25. nasceu em Bragança. Antónia Margarida Antunes Navarro (1801-1876). em Castela. com farta descendência. que se casou com José António de Almeida Morão. ocupando altos postos na magistratura. antes do casamento entre Luís de Solla Teles27 e Leonor Teresa de Castro. Eduardo e Augusto César não tiveram geração. cujo tronco é Sancho Pessoa da Cunha Amorim. que é Campos pelo lado materno. Já os Antunes Navarro. o gate ancestor da nobreza cristã-nova portuguesa. Cândida Ernestina (1843—1918). que surgiram do casamento entre Manuel José Antunes e sua tia materna e esposa Helena Teresa Lopes Navarro. manteve-se endogâmico e deixou transparecer alguns indícios que ainda mantinha velhos costumes ancestrais19. Emília Augusta casou-se com Diogo Albino de Sá Vargas. O ramo que foi para Lisboa gerou a Fernando António Nogueira Pessoa (1888-1935 ). E Amália Ermelinda. 2º Visconde de Francos34. um comerciante inglês que viveu na capital portuguesa. não sabemos com certeza a verdadeira crença de nenhum destes titulares. José António de Castro Pereira . onde voltou ao Judaísmo público22. também de origem cristã-nova. casou-se com o comerciante António José Dias de Castro Pereira. Viscondessa da Covilhã. unificou em sua descendência quase todas as famílias titulares desta aristocracia cristã-nova. mas já estudada entre os cristãos-novos de origem modesta. Os seus pais eram primos. Ultrapassara as fronteiras impostas a sua condição étnica29. e a sua origem judaica. os Navarros de Andrade e os Antunes Navarro. Visconde e Conde de Lagoaça24. eles tiveram doze filhos. casou-se com Leonor Luisa Pereira da Silva. casassem nesta família. cujos dois netos José Henriques e Aires Frederico de Castro e Solla. Aires Frederico de Castro e Solla. da mesma estirpe. Dois filhos casaram-se exogamicamente: Júlio César (1836-1899). narra um episódio interessante36: “LemGERAÇÕES / BRASIL. com José António de Campos Henriques (sobrinho do Barão de Vila Nova de Fozcoa)32. o poeta nacional de Portugal18. sem contar a riqueza fundiária. já mencionado. É possível que os Castros da Covilhã já pertencessem ao clã. filha de Francisco Joaquim da Silva Campos Melo. respectivamente. que são as dos Castros do Rio). respeitados entre os criptojudeus como sendo de casta levítica21. em Braga. casou-se com o irmão de José. Parecia-se muito com o tetrarca da Galiléia Herodes Ântipas. Apesar de ter morrido cedo. assassinatos. destacam-se dois deles: António José Antunes Navarro (1803-1867). natural do Fundão ou de Montemor-o-Velho. António Júlio (1840-1882) casou-se com Maria Conceição Navarro de Andrade da Fonseca Pascoal. casou-se com Silvério de Campos Henriques. ganharam importância Antunes Navarro cultural e política. Uma Misteriosa Visita a Sinagoga da “Travessa do Corpo Santo” Apesar de conhecermos minuciosamente a genealogia de todos eles. filho de Salvador Mendes Pereira e Joaquina de Castro Pereira. e o seu casamento também foi endogâmico. formou uma dinastia médica de importância23. apenas em moeda sonante. e teve o filho António. Adelaide Júlia (1838 . com Adelaide Henriqueta de Souza Basto. Visconde de Coriscada20. XVII.o Visconde e 1º Conde de Castro e Solla35. Porém a figura central desta linhagem foi o comerciante José António de Castro Pereira. Mas há um episódio que pode levar a uma realidade oculta. Os Navarros. A mais velha. Deste casamento. e a segunda. vol. numa família de comerciantes abastados cujo tronco foi um tio do médico Jacob de Castro Sarmento28.. e teve o filho António Pessoa de Amorim (1806-68). industrial de lanifícios. Ermelinda Amália (1829-1903) casou-se duas vezes: a primeira. na vila de Alcañices. Israel Salomon. Ele amealhou no comércio uma fortuna estimada em oitenta contos de réis. 9478. A relação conjugal foi extremamente fértil. condenado pela Inquisição de Coimbra (Proc. E por último desta lista. netos de Luís de Solla Telles. exílios. originário de Travassos. Maria Eduarda (1827-1886). e. as duas famílias que fazem a ligação entre todas já citadas. com geração até os nossos dias E por último nesta relação.? ) casou-se com Augusto António Lopes Cardoso Pereira da Silva (filho de sua tia materna Teresa Maria Antunes Navarro). como nas armas do Visconde da Corte [da mesma família que os Queridos de Amsterdã].

neto do 2º Visconde de Vila . Nuno A Pereira”. Abraham Furtado (1756-1817). e seus filhos. 1. que viveu na Guarda. adotou o nome de Fernan Perez Coronel. que viveu no Brasil-holandês. e ao mesmo tempo chamar a atenção para o impacto positivo desta entrada no cotidiano português. O desaparecimento deste rei português provocou reações diferentes entre os judeus: os cristãos-novos transformaram a sua espera em movimentos messiânicos. da Bélgica. secretário do Sinédrio napoleônico (1807). p. da Inglaterra. O seu filho. etc. ou José Severiano da Silva Mendes Vilas-Boas e Galvão de Melo. um destes descendentes. Em 6-8-1713. onde morreu D. de Portugal. mais 387 prédios rústicos espalhados por Torre de Moncorvo. a grande mata do Carrascal. e de joelhos orando ardentemente.Nova de Fozcoa. durante a “Obra do Resgate”. as quintas das Capelas e da Torre. o político e diplomata José Mascarenhas Relvas (1858-1929).. casada com Ruy de Niza. oficial do Exército e comerciante no Porto. O poeta Mário de Sá-Carneiro (Lisboa. outubro de 1994. da Terrincha em Torre de Moncorvo. 71. “Navarro de Andrade . vol. Tanto que “as antigas famílias de criptojudeus. Luís Afonso de Solla Soares de Lacerda. 2. Uma bisneta sua. Ele tentou reconhecer o corpo real. E no caso de um amigo de Salomon. Pedro I (ou IV em Portugal) contra os Miguelistas foi financiada pelo banqueiro cristão-novo espanhol Juan de Dios Alvárez y Méndez. “Parentes açoreanos do Condestável D. primeiro Duque de Bragança (1377-1461). 2. foi o avô materno de Afonso.Subsídios para a genealogia da família Campos”. correspondente do Imperador Francisco José. Martim de Castro do Rio. enquanto os judeus toshavim (autóctones) de Fêz. em primeiro de Elul. quanto a rainha Victória. “Fidalgos e Morgados de Vila Real e seu Termo”. que utilizou como mecanismo de defesa e até de ascenção social uma endogamia exagerada. etc. Paulo Valadares. ancestral dos Barbacenas. Pedro I”.Gerações/Brasil. tecelão. p. uma notável coleção de brilhantes. 3. Anna. 61 anos. . Analisando as informações disponíveis. Vila Nova de Fozcôa e Meda. José Relvas foi um dos proclamadores da República Portuguesa e Ministro da Fazenda. 465-472. outra. no segundo as dos Vargas. em el-Qsar el-Kebir (Alcácer-Quibir). pela cessão de uma cópia do último título. agosto de 1924. Gabriel Henriques de Sá . No momento não sabemos qual o seu parentesco. que continha os rolos do Pentateuco. chegando um sábado à noite para assistir um minyan (oração comunitária) na casa de Simão Cohen37. Haviam chegado de Trás-os-Montes.Vários ramos desta família retornaram depois ao Judaísmo. passaram a comemorar a sua derrota num novo dia festivo. 296. vol. solares e casas nobres. descendem deste personagem. 12. o polonês Philip Samuel. a biblioteca do Barão de Vila Nova de Fozcôa. David Senior Coronel. Benjamin Disraeli. as pp. vol. no terceiro as dos Henriques e no quarto as dos Costas”. e dos Leões em Lisboa. José Silvério de Campos Henriques Salgado de Andrade (1902-1959). 1916). lutou na “batalha dos Três Reis”. mãe da realeza contemporânea. tornou-se “Conde de Pereire” em 1889. Paulo Valadares. o “Rei João”. “Barão de Samuel” em 1855. ele “foi convidado a passar umas férias no campo com essas famílias de criptojudeus. Gerações/Brasil. Diogo de Crasto converteu-se ao catolicismo. Mem Esteves ou Pero Esteves. Prostaram-se no chão ante o arco. ler o “Subsídios para a genealogia dos Navarros. 11-2. Conde de Beaconsfield. quase ptolomaica. do livro “Biografia e Vida Pública do 1º Visconde e 1º Conde de Lagoaça (António José Antunes Navarro). em 4 de agosto de 1578.V. da Noruega. Manuel. um judeu ou cristão-novo espanhol. de um segundo casamento.. 214 em diante. descendente dos Rodrigues Pereira . pp. Morgados de Lordelo. Sá Vargas. tratante. vol. não conseguimos encontrar os frequentadores da sinagoga lisboeta. pela primeira vez . alguns membros desta família brigantina: Belchior de Sá Vargas. de Eugenio de Andrea da Cunha e Freitas e para a genealogia dos Nunes Navarros.bro-me perfeitamente de dois cavaleiros. por este estar desfigurado. dos Paises Baixos. da Bulgária. ancestral de soberanos da Alemanha. filho de Carlos Augusto Mascarenhas Relvas de Campos e Margarida Amélia Mendes de Azevedo e Vasconcelos. que ganharia novos fôlegos com a vitória dos Absolutistas. onde se destacam o Palácio do Conde-Barão em Lisboa e a Casa de Campos Henriques em Vila Nova de Fozcôa. o “Purim Sebastiano” . Gerações/Brasil. no livro “A Quadrilha dos Marçais”. 5. e alí em Lisboa queriam saber a data para celebrar a festa do Kippur (o Dia do Perdão)” . II”. da Dinamarca. António Ferreira de Serpa.. é ancestral dos Nizas da Mesquita. de Francisco Navarro. neto e bisneto de oficiais do Exército. nº 1/2 10 11 12 Alguns judeus estrangeiros que mantiveram relações com Portugal também foram nobilitados: o banqueiro inglês Isaac Lyon Goldsmid (1778-1859). 6 7 8 9 Notas 1 2 3 4 5 Para a biografia e genealogia dos titulares mencionados neste ensaio procurar os verbetes correspondentes na Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. mas não pode fazê-lo. V. em Vila Real. pertence a mesma família. do Brasil. e foi ele quem emprestou caravelas e cem mil cruzados para a defesa de Mazagão. em Pinhel. cujo objetivo pessoal era enfraquecer a Inquisição portuguesa. foi casada com o citado Diogo de Crasto. de Luxemburgo. Lembrando que tanto o poderoso Carlos V.recebiam os seus correligionários de braços abertos. apelidado o “Barbadão de Veiros”. Paulo Valadares. patriarca da família israelense Koren. 8. novembro e abril de 1997. “Genealogistas Portugueses: Luís de Bivar Guerra”. nas quais havia um juiz”. de Lagoaça”. maio de 1996. com condecorações de nobreza. Eugéne Pereire (l83l-1908). por “culpas de judaísmo”. trocou correspondência com o “Rei João”. José de Sá Carneiro Vargas já possuia brasão: “um escudo esquartelado: no primeiro as armas dos Sás. e o sobrenome é grafado Bivar. vol. Neill Macaulay. Palácio dos Mendes. Sebastião. 1890 – Paris. “Flávio Mendes Carvalho (1954-1996)”. Passado um século. o “Velho” . durante o reinado de D. em “O Instituto” (Coimbra). tecelão. 1 e 2. foi casado com Rebeca Mendes Furtado. do Porto. pp. Maio 1999. 21 anos.13/4]. tornou-se “Barão da Palmeira”em 1846. José de Sá Vargas. Ele casou-se com a prima e riquíssima herdeira. II. talmudista. “Príncipes de Granada em Minas Gerais ?”. 14 Rafael Marçal. O seu neto. p. prejudicando assim um projeto liberal para toda a Península Ibérica. V. 491 a 548. 1. Agradeço ao Sr. da Espanha. filho. conhecido por Mendizábal (1790-1853). de Luís Filipe Marques da Gama. “Os Marçais de Foscoa” (1934). era filho de um Mendes Furtado. p. Júlio António Teixeira. foragidos de Bragança com a Inquisição. de Mônaco. Lopes Cardoso e Castro Pereira. uma coleção de porcelanas da Companhia das Índias. A campanha militar de D. da Itália. Campos Henriques. 12. se é que há. Vila Flor. Luísa de Campos Henriques. com os Silvas Mendes de Viseu. refuta muitas informações do adversário e apresenta uma versão de sua família. vol. da Romênia. Segundo este informante as relações entre judeus que chegavam ao país e cristãos-novos eram de plena confiança. Mas este é um assunto para outro trabalho de pesquisa. 10 • GERAÇÕES / BRASIL. sem acentuação. Este escudo foi lhe passado em 1814. Corrija-se dois erros: ele nasceu em 14 de maio. da Rússia e da Suécia. para quem confluiu a fortuna dos Campos: títulos. descendem do rabino Abraham Senior. trineto materno de João da Silva Mendes. Pois o que pretendíamos mesmo era registrar esta aristocracia cristã-nova. ajudando os pobres comerciantes”. em 1492. José Vilas-Boas. n. Temos nossas suspeitas. ações. no oued El-M’Khazen. que ao converter-se ao Catolicismo. p. colateral da família cearense Saraiva Leão. Viseu 13 Benjamin Disraeli (1730-1816). “D. E também o rabino Nachman Nathan Coronel (1810-1890). etc. Merece registro. tomou parte em várias diretorias da Sinagoga Kadoorie Mekor Haim. pratarias. da Grécia. sairam num auto-de-fé.. 24 anos. destacando-se dentre outros. Brites Vaz Coronel. Dinis Samuel (1782-1852). Alguns ramos contemporâneos da família Coronel.

31 Adelaide. teve os filhos: o Barão de Inhomerim. que foi Ministro da Justiça. V. O CD “Victims of the Holocaust” (1997) nomeia oito vítimas. na avenida Brig. mulheres e crianças. de Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal). pp. foi preso pela Inquisição de Coimbra ( Proc. como “vélhos ódios. ao casar-se com Ana Luísa de Campos Pereira. governante comunal) em Navarra. Barão de Sendal. 1830). almocreve. pp.15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 Nela. IV. in “Revista da Faculdade de Letras” (Lisboa.. 32 O casal teve: Eduardo Ernesto de Campos Henriques. V. lá tornou-se a ancestral da aristocracia judaica local (Emma Lazarus. foi aprisionado aos trinta anos. n. 600 Genealogies. Um deles que possuia um “tipo vagamente de judeu português”. “Nassi” (príncipe.1913). 63-74. meirinho do assentista de Bragança. análise desta viagem. e que hoje encontra-se espalhada pelo mundo. A entrada das tropas napoleônicas em território português. Ele foi o bisavô de José António de Castro Pereira. Malcolm H. 1654-1988”. neta do casal. nascido em Vilarinho de Galegos. Leonor Thereza Chacon. família que expatriada para os EUA. 1846 – Lisboa. por Sousa Costa. Ischac Ibn Daud. que também foi Ministro da Justiça. O médico Sebastião Navarro de Andrade. Cavalheiros. 1913 . Portugal e Gibraltar. Brica de prata com farpão de verde”. o prof. conhecido por “Don Bartolomé”. formam hoje uma família muito grande. leia-se as “Memórias ArquelógicoHistóricas do Distrito de Bragança. Navarros. “Etnografia Portuguesa”. pp. e na segunda as armas dos Navarros: em campo azul dois lobos de oiro possantes e orla vermelha com oito aspas dêste metal” 25 No ensaio “Os Ratos da Inquisição”. Timbre o dos Pereiras. XI. 1917.Broadway. entre dois cotos de azas de oiro. as dos Castros. ela. p. V. o Barão de Sande e o Barão de Vila Seca. 1859. quando velhos ódios incubados retornaram com toda a violência e o anti-semitismo tomou formas de agressão. recolhida e anotada por Alexandre Cabral. october 1997. Visconde de Vila Nova de Fozcôa. 608-9). nascido em Agrochão (c. Ministro da Justiça. manteve na sua casa da Travessa do Corpo Santo. 488-491. Sua avó paterna. onde a população cristã-nova era numerosa e visível. e na segunda. foi queimada pela Inquisição (Proc. Sécs. 5. as armas dos Pereiras. Pedro II na Terra Santa”. 7-B. 1896 – Lisboa. em “Páginas de Sangue. vol. aberto. a disputa pelo trono nacional entre Miguelistas e Liberais. in “Correio Popular”. p. pp. com sobrinhas.de raça !” (p. Os Nunes Navarros. casou-se com o primo Artur Alberto Camacho Lopes Cardoso. publicado numa antologia camiliana. 1. Reuven Faingold. Os distúrbios anti-semitas. membro da família Campos. ele busca descaracterizar o caráter anti-semita das agitações locais no séc. Alberto Eduardo Valado Navarro. Ele pertencia ao antigo clã dos Sollas. 166-7). vol IX — Jul/Dez/1989. avô da cantora Eugenia de Melo e Castro. Em Vila Nova de Fozcôa. e que no EUA formou uma dinastia rabínica de grande importância. in “Brigantia”.760$540 reais). foi um dos filhos do casal. de autoria de um dos nossos editores. em campo de oiro treze arruelas de azul postas em fachas. Um recurso literário criado por Fernando Pessoa para a elaboração de diferentes discursos poéticos. II. 10-04-1994. Inq. XVII a XX”. 1711). “Genealogia Hebraica. 2º Conde de Castro e Solla. Benjamin Nathan Cardozo e Arthur Ochs Sulzberger). 30 O seu brasão foi descrito assim: “partido em pala: na primeira. Augusto da Silva Carvalho. era um Navarro de Andrade pelo lado paterno. Paulo. porém explica a sua rivalidade com os Marçais. Uma excepção foi o Dr. José Maria Abecassis. António de Vasconcelos Simão. 28 Para a genealogia destes Castros. que foi queimado pelo Santo Ofício em 1723 após um longo processo e considerado o mais caro de todos (1. O livro possui duas partes. Ele é o avô de Angélica Maria da Silva. n. Stern. 37 Simão ou Shemaya Cohen (Gibraltar. 3º Visconde da Trindade. a sinagoga mencionada. GERAÇÕES / BRASIL. á voz do Padre José Maria Leite fossem espancados e trucidados. 9584. 1911). foi um importante industrial têxtil na Covilhã. vicepresidente da “Comunidade Judeo-marana de Lisboa (Kehilath Israel Bené Anussim Belisboa)”. “Solares e Casas Nobres do Concelho de Pinhel. Ele foi passado em 1843. Casa Simões Ferreira” ( Lisboa. Leite de Vasconcelos. 1940). Foi seu neto. “Trial of Leonor Thereza Chacon”. tudo do mesmo metal. São identificados os locais por onde D. cujos empreendimentos iam da antiga Estação Rodoviária paulistana ao jornal Folha de S. IX. 1973). Pois os Marçais seriam “beduínos” (???). que usavam este sobrenome em Amsterdã e mais 108 da família Lopes Cardoso. 17 em diante. n. Margaridos. espalhada entre Amsterdã e Londres. Pedro II passou. “Páginas Quase Esquecidas” (II. pela Inquisição de Coimbra (Proc. pelo envio deste material. o livro “D. levou o nome de uma destas famílias já citadas. A Livraria Editora Sêfer já está vendendo o livro. de 1934 a 1936. J. João Luís da Silva Ramos (Lisboa. 36 Frank I. 1768 . de Coimbra). deu-se até um pogrom.Lisboa. 1636 e 9666). em Guimarães. se lhe apossassem dos bens e lhes queimassem as casas” (p. caso dos Campos Henriques. David Cohen de Castro e Lara (1839 ? . “First American Jewish Families. Malcolm H. apesar da repressão governamental. 25. capitão-mor de Castelo Rodrigo. Stern “First American Jewish Families. José e Manuel). ou estropiados em Nunes Nabarros. Faria Lima. a origem judaica é minimizada. Saraivas e os Tavares. “Algumas Considerações a Propósito de Uma Notícia Genealógica Inquisitorial”. Foi lançado no último 25 de março. os persongens com quem ele manteve relações.III” . pp. a do meio com cinco e as das ilhargas quatro em cada uma. neto materno de Mariana Júlia Baltazar Barreto de Campos e Almeida (Coimbra. é Álvaro de Campos. Que foi resumido assim. Foram saqueadas as casas dos Campos (Joaquim. 34 José Henriques de Castro Pereira e Solla. Almeidas. O mais célebre desta família. é um trabalho de identificação.Campinas. 183). The JGS of Great Britain”. que casou-se com a prima Elisa Amélia de Castro Pereira Lopes da Silva (filha de Adelaide Júlia). de João Carlos e Jorge Metello de Nápoles. Francisco de Sá e Mesquita. 1973). 195). é o diário da viagem que o monarca brasileiro escreveu no Eretz Israel em 1876. Agradeço aos autores o envio deste trabalho. “An Unfamiliar Aspect of Anglo-Jewish History”. homens e mulheres. grande proprietário em Arreigada. 1724. 235. Luís Filipe Campos. guarnecido de oiro. Agradeço ao Prof. comerciante. oriunda do ramo Campos Pereira – o mesmo dos Navarro de Andrade – e dos Mendes Seixas. in “Publications of the American Jewish Historical Society”. senhor da Casa da Rua das Lajes. Arqueologia e Etnografia”. 3. 1665). O seu brasão era “partido em pala: na primeira as armas dos Antunes: em campo vermelho uma cidade de prata murada em roda. no cenário da época. 1997. uma família judia de origem davídica que teria começado no séc. Ele casou-se por duas vezes. 2. foi um dos filhos do casal. Schechter. a primeira delas.. foi “sir” Gerald David Nunes Nabarro (Londres. “Algumas Famílias de Vila Flor e seu Termo . vol. 570 em diante. com Baruch b. Elmo de prata. “knighted” em 1963. perduraram por toda a primeira metade do século passado. cujas semelhanças biográficas levam a crer que ele foi inspirado no poeta e engenheiro covilhanense Ernesto de Campos Melo e Castro (Covilhã. “À Procura de Álvaro”. V. p. 59-62. uma cruz florida vermelha. Maio 1999. nº 1582. Marçais & Cia” : “os judeus de Fozcôa. Julian Kemper. e a segunda. 600 Genealogies. nº 1/2 • 11 . 1976-7. 1654-1988”. O Visconde de Coriscada. pp. foi o pai do primeiro Visconde de Francos e de José Henriques de Castro e Solla. fora de Portugal. político inglês. O lançamento do livro serviu também para a inauguração do Espaço Cultural BancoCidade. por quem prosseguiu a sua descendência. de Coimbra. in “Shemot. com uma porta a frente. cristã-nova inteira. filhas de pais diferentes. p. Rui Bebiano. Brandões. IV Série. 33 Foi neto do casal. Paulo Valadares.O empresário santista Carlos Caldeira Filho (1913-1993). extorquiram 800 arrobas de lã de José Lopes Cardoso e desterraram as famílias cristãs-novas proeminentes da cidade. 26 Irmã do Dr. foi a criação do personagem heteronímico. sendo os dois primeiros médicos importantes. XIX. 6. 29 João de Castro Pereira do Lago. “Notícias Sobre Alguns Médicos Judeus do Alentejo” 27 Luís de Solla Telles. provocou a eclosão de violentos conflitos nas províncias. casado com Luisa Lopes. vol 5. O “Handleiding bij de index op de Ketuboth van de Portugees-Israelietische Gemeente te Amsterdam van 1650-1911” registra 49 noivos e 26 noivas com este sobrenome composto. Francisco Rodrigues Navarro. V. Lopes Cardoso. e Artur Alberto de Campos Henriques. 3º Visconde de Francos. em 1695. 35 Amadeu Teles da Silva de Afonseca Mesquita de Castro e Solla.

Domingos de Leão. especificamente na rua das Congostas. por ser seu neto. milhares de judeus foram batizados. filho de seu irmão Luís Gomes de Leão. filho de Francisco Fernandes. Isaac Rua e sua mulher Velida. nasceu naquela rua. sempre ávidos por novas fontes de pesquisas. cedendo à pressão dos Reis de Castela. também judia. folheando a livro. Mas outras circunstâncias também levam a essa conclusão. ao que tudo indica. realizado na Freguesia de N. batizou o padre Francisco Pereira a Domingos. sendo filho de Antônio Dias e Filipa Mendes. Quanto ao outro filho. indicativo de que o pai de Antônio de Leão teria origem judaica. portanto. ele e alguns de seus filhos foram processados pela Inquisição. genealogista português. O médico Lopo Dias já constava de meu banco de dados em razão de seu nome aparecer no registro de batismo de meu antepassado Antônio de Leão. Chamava-se. já casado com Maria Alves. realizar-se. moradores na rua das Congostas e foi padrinho Ascêncio Dias . nº 1/2 No assento de batismo de Antônio de Leão. nenhum deles recebeu a pena máxima. mulher de Manoel Luís. mas seu batizado foi realizado “em casa do doutor Lopo Dias. um cristão-novo marido de Maria da Paz. barbeiro / Isabel Jorge [parteira]” Apesar de notório cristão-novo. Antônio de Leão. juntamente com seus filhos. casou-se. sendo. se é que de fato realizavam – os ritos católicos em suas próprias casas oficiados por sacerdotes da mesma progênie. Luís Gomes de Leão foi qualificado como cristão-novo num raro registro católico de 1591: “Em sete dias do mês de novembro de quinhentos e noventa e um anos. S. De fato. tanoeiro. ao ser batizado passou a se chamar Jorge Lopes. Antônio Dias. Antônio de Leão. Mathias de Leão. sob o título “Um Caderno de Cristãos Novos de Barcelos”. uma alusão à tribo de Judá ou à cidade e província de León de onde centenas de judeus fugiram em direção a Portugal. Antônio Gomes. Um deles. vol. foi batizado aos vinte de agosto do mesmo de seiscentos e onze foram padrinhos Antônio Gomes. De fato. Conforme consta dos autos do processo de Inquisição contra o médico Lopo Dias. Não se encontraram indícios que ele tenha sido importunado pelo Santo Ofício. foram padrinhos Luís Gomes de Leão (cristão-novo) e comadre Ana André. dada a possibilidade. da Vitória. trineto de Isaac Rua. de sorte que essa amostragem de nomes é insignificante perante o universo de judeus que foram batizados àquela época. Contudo. filho de Mathias de Leão e de sua mulher Maria Gonçalves da rua das Carpas desta freguesia. por ser seu neto”. identifiquei à pagina 54. antiga viela do centro da cidade. A filha de Luís Gomes de Leão também foi processada pela Inquisição acusada de judaísmo. lê-se: “Antônio. determinou a expulsão dos judeus em 1496. Noticiam-se dois filhos do casal. cujo nome original era Jacob. depois de perderem seus bens e observarem algumas penitências. Antônio de Leão era filho de Mathias de Leão e Maria Gonçalves. não identificado nominalmente. Thus he managed to link the documents and go all the way back to the Jewish ancestors who converted during the turbulent years of the expulsion and Inquisition in Portugal. batizei a Francisco. ele era natural de Lamego. concedeu a estes a oportunidade de continuar no país mediante o batismo cristão.As Raizes Judaicas da Família Leão (do Porto e Minas Gerais) Jewish roots of the Leão family (from Porto to Minas Gerais) Rubens R. Um dos raros documentos referente a esse evento foi comentado e publicado por Luís Bivar Guerra. Câmara* Abstract. e Maria Antônio mulher de Manoel Pinto e eu Bartholomeu de Sousa batizei” Observa-se que os pais de Antônio de Leão residiam na rua das Carpas. 5. da edição de 1960. mas vivia na cidade do Porto. Mas as indicações mais seguras da origem semítica da família Leão são as ligações de Mathias e Antônio de Leão com a família do doutor Lopo Dias. Rubens Câmara put together documents on the origin of one of the branches of his family. O filho. Era praxe entre cristãos novos. 12 • GERAÇÕES / BRASIL. provável parenta do doutor Lopo Dias. no Porto. aquele filho de Isaac Rua cujo nome não foi mencionado na lista de Barcelos. há uma observação dizendo que o mesmo era pai do médico Lopo Dias da cidade do Porto e que este fora preso pela Inquisição. criou seus filhos e faleceu na cidade do Porto. O próprio sobrenome Leão era de uso comum entre os judeus. seria tio do padrinho. corruptela de Mathatias. Inês Henriques. Barcelos era uma pequena vila. Uma pista nesse sentido é o fato de Luís Gomes de Leão e Maria da Paz terem tido um filha a quem deram o mesmo nome da esposa de Lopo Dias. em casa do doutor Lopo Dias. O prenome Mathias é hebraico. ao final. não se encontrou processo da Inquisição contra Luís Gomes de Leão. então. Maio 1999. Já o pai. passando a serem conhecidos por cristãos-novos. e Isabel Duarte sua mulher. Mencionam-se na obra vários chefes de família e seus agregados com os nomes cristãos que receberam ao serem batizados. absolvidos. dada a vida religiosa dupla que mantinham. No entanto. onde se aglomeravam as “boticas” dos judeus. Q uando o Rei de Portugal. A obra é importantíssima para os genealogistas. ou seja. acusados de “judaísmo. mãe de Antônio de Leão. seria. filha do doutor Lopo Dias. como se passa a demonstrar. Maria Gonçalves. filho de Antônio de Leão e de sua mulher Maria Alves. estabeleceu-se com o ofício de sapateiro. de se identificar os nomes hebraicos originais de alguns antepassados. conforme consta no assento de batismo: “Aos 9 dias do mês de abril de 1645. quase impensável antes. apostasia e heresia”. Mas como eram pessoas pessoas influentes na cidade do Porto. O doutor Lopo Dias era casado com Inês Henriques. nascido no Porto em 1611. nasceu em 16 de agosto de 1611. mercador. nascido em 1590.

nº 1/2 • 13 . filho de Domingos Leão e de sua mulher Páschoa Luis. João da Silva Leão embarcou para o Rio de Janeiro pouco depois da morte de seu pai. foi “eleito” para ser o padre da família. implacável. Nesse documento.Em setembro de 1680. solteiro. foi para o Seminário em Mariana. Paulo e do Fundo Comunitário da Federação Israelita do Estado de S.sgeocities. Severiano. Foi vigário de várias paróquias e fazendeiro. chairman of Academic Board do Moscow Center for University Teaching of Jewish Civilization. sendo que a maior parte delas veio a ser julgada. o casal teve Severiano Antônio da Silveira Leão nascido aos 25 de janeiro de 1790. nasceu a sua filha Violante do Sacramento. Kaplanov. restou apenas uma pálida memória transmitida oralmente na família. procurassem se afastar do foco de atenção do Santo Ofício. fiz este assento que assino. a exemplo de vários outros parentes tanto do lado paterno. embarcaram-se para Lisboa cerca de noventa pessoas. com Páschoa Luis aos 7 de dezembro de 1679: “Domingos de Leão e Páschoa Luis. todos desta freguesia. Em 1716. 808 Leninsky prospekt. GERAÇÕES / BRASIL. Severiano Antonio da Silveira Leão 1790-1866 morador na dita rua e Pantaleão Rebello abade desta Santa Sé. Por essa época. moradores em Bomjoins. foi padrinho Paulo Vieira Aranha. de alcunha “o Judeu”. Faleceu aos 29 de outubro de 1866. o português. filho de Manoel Aranha. Em Minas Gerais. Entre outros filhos. bldg. àquela época. João da Silva Leão e Ignácia da Rosa Vieira.apc. autor de “A Grande Família. como da lado materno. em 24-08. os quais fez herdeiros de seus bens. É de admitir-se que pessoas que se sabiam descendentes de judeus. tomaram o rumo das Minas Gerais. nasceu o filho do casal João da Silva Leão: Velida Isaac Rua “João. desta freguesia. recebendo as ordens sacerdotais aos 20 de maio de 1815. ele filho de Antônio de Leão e de sua mulher Maria Alves. que se casaria com João Antônio da Silva e seriam os pais do Capitão Joaquim da Silva Leão. Moscow. deu uma palestra no auditório do jornal sobre os judeus que viviam na extinta URSS. Paulo. médico de Catarina II. apt. Maio 1999. Pantaleão Rebello” Domingos de Leão casou-se na freguesia de Campanhã. dentre outros filhos. dispensados em parentesco de afinidade em 4º grau. Kaplanov é uma pesquisa sobre portugueses na Corte russa. o reverendo Paulo Vieira Aranha. ele já se casava na Igreja da Candelária. notadamente António Nunes Ribeiro Sanches. A Inquisição. Joaquim da Silva Leão casou-se com Mariana Francisca da Silveira aos 22 de julho de 1786 na Freguesia de São João Batista. Ao que tudo indica. 5. vol. livrando-se de eventual acusação. cujos detalhes tenho me empenhado em resgatar. o nome da mulher que os gerou. Homenagem aos 75 anos de Luíza Soares de Jesus”(1996). Portanto. mal acabaram-se as comemorações das bodas e os recém-casados. Paulo Vieira Sobrinho. Russia – sefer@glas. que a convite da Folha de S. Não foi possível precisar a data em que eles deixaram o Rio de Janeiro. entre eles. rua das Congotas e ela filha de Bartholomeu Gonçalves. contudo. Um dos trabalhos do Dr. deixando testamento. viviam-se momentos de grande apreensão para pessoas de origem cristã-nova. morador em Sao Miguel de Matos de cima do Douro e por verdade fiz este assento que assinei aos 15 de setembro de 1680. sem mencionar. que já vivia em Lisboa onde. mandava prender e extraditar pessoas acusadas de judaísmo. condenada e executada pelo Santo Ofício. B. Mantém várias homepages na INTERNET falando de genealogia [www. e o meu último antepassado a usar o sobrenome Leão. * Rubens Rodrigues Câmara. com acento lusitano [32A. com/heartland//1074] Visitou a SGJ/Br. moradores na Freguesia de Bomjoin. Vila de São José (Tiradentes). O historiador russo fala trinta idiomas. moradores na cidade do Porto. Antônio José da Silva. fazia sucesso com suas óperas cômicas. advogado e genealogista. o historiador russo Rashid M. De fato. batizei eu Francisco Fernandes. Bispado do Porto. Minas Gerais. Entre essas pessoas.” Antônio Dias Dr. se receberam nesta Igreja com minha presença e testemunhas Capitão João Aranha Coutinho. Lopo Dias Mathias de Leão Maria Gonçalves Antonio de Leão Domingos de Leão Imigram Para o Brasil João da Silva Leão Manuel da Silva Leão Gerou o ramo dos Leões Bahianos Violante do Sacramento Cap. 117334. encontravam-se os parentes do mais famoso brasileiro queimado em suas fogueiras. jovem ainda. que merecerá uma mesa-redonda unicamente sobre a sua figura neste ano em Lublin. Joaquim da Silva Leão Pe. Severiano Antônio da Silveira Leão foi o trisavô de minha avó Ana Amélia de Mello (1906-1992). e de sua mulher Anna Luis. Feitas todas diligências sem impedimento. defuntos. Por volta de 1715. reconheceu vários filhos naturais. defunto. No que se refere à origem judaica. die 7 de dezembro de 1679” Domingos de Leão faleceu na freguesia de Campanhã em 1700. no Rio de Janeiro.org].

através da empresa “Feffer & Cia”. que tinha a nacionalidade portuguesa. de Jacob Hazan e Rachel Moron. não terminou o primário. de Quatro Irmãos). Ele pertenceu ao grupo dos primeiros cooperativistas de origem sefardi no país. Foi um homem de bastidores.1924. 6 bilhão. filho de Isaac Raphael Levy e Djamila Algranati.. o frade carmelita Oswald (“Daniel”) Reufeisen.m. ao Clube A Hebraica. retornou à pátria em 31 de dezembro de 1940. pp. Ajudou refugiados durante a II Guerra Mundial. 78-87). netos. nas revistas Shalom e A Hebraica. Menuhim foi uma criança prodígio. Lívio e Lucila. sua posição de importador para exportador. desde 1954. em 21-02-1910. o comerciante Samuel Algran[a]ti Levy. Ele descendia de uma família radicada no Império Otomano. Sua primeira fábrica começou a funcionar em 1941. na UNICAMP e na PUC de S. • • • • Sam Levy (1912-1998) • Faleceu em New York (04-07). trabalhava com experiências epileptógenas e histaminógenas.p. n. Ucrânia. que ainda guardava como relíquia. bairro paulistano onde concentrou-se a população judaica por décadas. antes da Expulsão. Faleceu em S. falava dez idiomas e escrevia em cinco alfabetos diferentes. o sociólogo Maurício Tragtenberg. descendente pelo lado paterno do RASHI. o violinista e diretor de orquestra Yehudi Menuhin. Paulo. Casado com Beatriz Tragtenberg. Era casado com a prima Victoria Hodara. o jornalista gaúcho Marcos Faerman. de Haim e Anna Moussatché. Uma Reportagem em Três Tempos” (Cidade. o banqueiro Adolfo Safdié. Paulo (07-02). 24-7).m. em 27-11-1902. foi salvo pelos carmelitas. Humanista. por definir “quem é judeu”. Paulo (12-02). Ele nasceu numa família de judeus de Cracóvia. com quem teve dois filhos. sexto-neto de Shnieur Zalman de Lialdi. Onde desenvolveu uma nova tecnologia para a obtenção da celulose a partir do eucalipto. fundador da dinastia rabínica Schneersohn e primo do filósofo “sir” Isaiah Berlin. que daria origem ao “Grupo Suzano” (papel. fundou a Cooperativa Mayo.. nascido em 14-11.. o industrial e ativista comunitário Leon Feffer. Paulo (17-11). em 1995. a Associação Universitária de Cultura Judaica. Sua área de pesquisa estava na farmacodinâmica. 301. na década de sessenta. nº 1/2 • de Nissim Isidor Moussatché e Sarina Moussatché. abr/jun. de Moshé Levy e . (Rocha). Erudito. do Rabino Haim Aaron Algranati e Sultana Ventura. com quem teve dois filhos: Max e Fanny. e deles. de 55 anos. convertendo-se ao Catolicismo. Leon Feffer casou-se com Antonietta Teperman em 1925. para trabalhar na distribuição de papel. que ele presidiu por uma década. com um patrimônio de US$ 1. que deu origem ao Banco Mayo. na Fundação Getúlio Vargas. Faleceu em S. 5. lendo bastante e frequentando grupos de intelectuais. e ele. Casa de Cultura de São Paulo e a Federação Israelita do Estado de S. em 04-111929. adquiriu os seus títulos acadêmicos por “notório saber”. e deles. O seu principal trabalho foi a tese “Burocracia e Ideologia”. tanto em Portugal. Faleceu em Haifa (02-08-98). desde o nascimento. celulose. e uma pequena história do Bom Retiro. nascido em Kolki. quanto na Espanha. Em paralelo as atividades industriais dedicou-se à comunidade judaica de São Paulo. Ele trabalhou no Jornal da Tarde. pp. Este grupo. Paulo. de 1994. nascido em New York em 22 –04-1916. o cientista Haity Moussatché. estabelecendo-se no Brás. vol. n. Segundo a revista ”Forbes”. o Hospital Albert Einstein.p. Buscou tirar do gambá um soro que neutralizasse o veneno da jararaca. Faleceu em Berlim (12-03). “Oh ! Bom Retiro. o Centro Hebreu-Brasileiro. . Revista do Patrimônio Histórico n. deixa os filhos Marcelo. filho de Moshe e Marutha (Sher) Menuhin. aos 76 anos. 3 . conhecido como Sam Levy. • Faleceu no Rio de Janeiro (24-07). Ele nasceu em Erexim. ora como incentivador. filho de Jacob Tragtenberg e Hinde Moscovitch (filha de Zulmine Moscovitch. Durante a última guerra. Participou de vários episódios importantes da vida judaica. Foi nomeado Cônsul Geral Honorário de Israel em 1955.Falecimentos • Faleceu no início do ano passado. ora como fundador. n. nove anos depois. ativista na comunidade argentina. que lhe foi negada num julgamento célebre. Cooperativa de Seguros Avellaneda e o Alef Network – o primeiro canal de televisão judaico da América Latina. Era membro da Acadêmia Brasileira de Ciências.. Dois escritos se destacam em sua obra literária: o ensaio autobiográfico “No dia em que vim embora” (Shalom n. invertendo para o Brasil. netos e bisnetos. Faleceu em S. nascido em Ismirna (1-5-1912). Lecionou nas principais universidades do país. O seu pai chegou ao Brasil em 1912. do Instituto Cultural Argentino Israelí. Teve os direitos políticos cassados em 1970. Sem ter completado a educação formal. Levy. nascido em Ourla. ao Colegio Renascença. o “Tanya”. a chave de sua casa em Portugal. por mais de trinta anos. pois aos 12 anos já gravava os clássicos e desenvolveu depois uma carreira que levou a ser considerado um dos maiores instrumentistas do século. Foi também um dos fundadores do Bené Sion. Esteve ligado. Maio 1999. Baseado na “Lei do Retorno” pediu a cidadania israelense. confiança e alegria”. ele era o quinto brasileiro mais rico. próxima a Izmirna. Era filho 14 • GERAÇÕES / BRASIL. preocupava-se com o destino dos mais fracos e acreditava que por meio da música era possível criar “um clima de esperança. petroquímica e telecomunicações). Foi um dos criadores da Universidade de Brasília e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). 1995. filho de Shimshon e Bertha Feffer. n.

na cidade do Rio de Janeiro. 1720 – Vilna. RS. e a biblioteca é a mais bonita do país. a sua mãe. 5º Andar * Centro de Estudos Judaicos. que relaciona todos os descendentes já documentados. Foi também um interlocutor do padre Vieira e de Manuel Fernandes de Vilareal. 685 páginas). tanto que ele é mais conhecido como o “Gaon de Vilna” [título concedido apenas ao superior de uma academia rabínica]. morreu aos quarenta anos. 6º Esq. João Paulo Alberto Coelho Barreto. Avotaynu (leia-se avôteinu). de António Manuel Ramos Pimenta de Castro. Atende de Segunda a Sexta-feira. Florência Cristóvão dos Santos Barreto. os Rodrigues (de Bragança). nome retirado da frase “elohay v’elohay avotaynu” (nosso D’us. Morto precocemente. Portugal]. Nele. ela é publicada trimestralmente em inglês. onde tem recolhido orações das velhas “rezadeiras”. USP. 1995). Ela funciona como um instrumento de divulgação e também de centralização do conhecimento genealógico judaico. registra e estuda como a numerosa colônia judaica mogadourense aparece na obra do grande escritor e político local. é seu. 1595 – Antuérpia. o colecionador Joseph Hirshhorn e centenas de rabinos estão entre alguns dos mais famosos). 1797). a editora da revista. o líder comunista Andrei Zhdanov. O outro livro. A homenagem é das mais felizes. judaísmo e genealogia. tanto de genealogia.. Quinta-feira das 15 às 20 horas e Sexta-feira das 18h30 às 21 horas. Rua Antonio Carlos. resolveu homenageá-lo. mas oriundo do Crato). Por exemplo. Tel. ou pelo acrônimo HA-GRA. ele registra Leah Kogan nascida em Zatishye. Box 900. o estudo “As Religiões no Rio”(1906). João do Rio. Tel. Criada e dirigida por Sallyann Amdur Sack (Editor) e Gary Mokotoff (Publisher). 1678) foi um ativo “homem de negócios”. GERAÇÕES / BRASIL. compondo um catálogo de importância. Encontramos também algumas famílias de cepa judaica que se uniram a esta estirpe de aristocratas: os Campos Henriques. tanto pela importância do personagem. foi um rabino de excepcionais conhecimentos. “Os Judeus na obra de Trindade Coelho”. D’us de nossos pais/ancestrais). Visite esta biblioteca. que foi casada com Morris Rissin. Sugestão as Editoras Duarte da Silva (Lisboa. Rua Luís de Camões. ou melhor.: 292-1022. em 1899.: 814-2277. No livro há um capítulo sobre os judeus cariocas. que financiaram o movimento libertador. Nela é encontrado o que de melhor a inteligência portuguesa já produziu: livros e livros sobre todas as áreas do conhecimento. identifica. 1316. muito acima de seus contemporâneos. é a principal revista de genealogia judaica. foi editado pela Câmara Municipal de Mogadouro. 2430. The Descendants of the Vilna Gaon and his Family” (Avotaynu. Congregação Israelita Paulista. que é um dos melhores documentos sobre a presença israelita nesta cidade. Segunda-feira das 17 às 22 horas. que se casaram nas melhores famílias judias da época.. Rua Chabad. Merece uma publicação. nº 1/2 • 15 . Avenida Francisco Morato. o autor. Teaneck. vol. foi editado pela Associação Portuguesa de Genealogia [Av. Uma filha casou-se com um Ibn Yachia (Donchin). Todas elas são abertas ao público geral. do Douro e do Priorado do Crato) e o brasileiro (de S. Com o interesse despertado pelo assunto. Alguns Locais de Pesquisas. 30. enriqueça-se na leitura. Este trabalho estuda em profundidade algumas famílias de sobrenome Metello. Lembrando os duzentos anos de sua morte. 1070 Lisboa. Maio 1999. onde retrata com maestria o fenômeno religioso na Cidade Maravilhosa. lançou o livro “Eliyahu’s Branches. 653. chefe de um “partido” que aglutinou esta etnia. deleite-se com a sua arquitetura interna. P. possivelmente a ultima rezadeira judaica de Vilarinho dos Galegos”. a leitura destes dois trabalhos. e também por ser um texto fluente e agradável. Entre os seus descendentes identificados ou não-identificados estima-se que cheguem a 150 mil pessoas (O premier israelense Benjamin Netaniahu. no Real Gabinete Português de Leitura (fundado em 14-05-1837). na página 230. Acrescente-se que Duarte da Silva é o ancestral da elegante família Silva Solis de Philadelphia. Rio de Janeiro]. Autor de uma obra multifacetada. Departamento Genealógico da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mormóns) . das 9 às12 horas e das 13 às 16 horas. Bibliotecas Judaicas de S. perto de Brest na BieloRússia. com quem teve uma filha de nome Clara. passando pelos três principais ramos portugueses (da Beira. óbito e casamento dos cartórios e paróquias de quase todo o mundo. Teve oito filhos. ele foi um dos principais banqueiros. Estação Bresser do Metrô. Centro Histórico do Imigrante – Arquivo com os nomes dos imigrantes que entraram em São Paulo entre 1888 a 1968. o genealogista israelense e seu descendente. outra com um Abravanel (Chinitz). mas o cristão-novo. 1000 * Biblioteca Alfred Hirschberg. Tudo parecia ir bem para si. passou também a editar livros de referência. “tia Olívia Tabaco. obedecendo sempre ao calendário judaico. com descendência até os nossos dias.Lançamentos Recebemos dois livros recentemente lançados em Portugal. António Pimenta de Castro é um estudioso da permanência criptojudaica na região. Sala 105 * Beit Chabad. em 1921. Esta história é contada com maestria por Denise Helena Monteiro de Barros Carollo na dissertação “A Política Inquisitorial na Restauração Portuguesa e os Cristãos-Novos” (USP. já nascida no Brasil. que agiu em Portugal. Rossano Garcia . desde janeiro de 1985. 45. Rua Visconde de Parnaíba. Elijah ben Solomon (Seltz. rua Hungria. pois João do Rio era um apaixonado pela Santa Terrinha. A expressão “homem de negócios” significa aqui não apenas o negociante. da oração “Amidah”. no Brasil e em outros paises. Cidade Universitária. Na “Restauração”. sendo tratado com a fidalguia lusitana [Real Gabinete Português de Leitura. Paulo Barreto. O primeiro deles. 5. Brasil e Roma”. quando Portugal retomou a sua autonomia política. NJ 07666. 60. no centro do Rio. Chaim Freedman. neste caso. criando a Biblioteca Paulo Barreto. Cumprimentamos os autores e recomendamos sinceramente aos nossos leitores que tenham interesse por estes dois temas. Prédio de Letras. Paulo. No começo deste século ele chegou a ser considerado o maior jornalista de sua época. quanto pela qualidade da pesquisa. Neste período chegou a propor a construção de uma sinagoga no país.. A Hebraica. [Avotaynu. quanto de onomástica. Sua principal característica doutrinária foi opor-se ao hassidismo. de Manuel Dejante Pinto de Magalhães Arnao Metello e João Carlos Metello de Nápoles.Possui microfilmes de certidões de nascimento. começando pela “gens Caecilia” romana. USA]. os Castro e Solla e os Cardoso de Bethencourt. É um substancioso livro que começa por uma bela capa e reune as inúmeras famílias deste tronco espalhadas pelo mundo. Fica a pergunta: quem serão os outros descendentes brasileiros do Gaon de Vilna ? Informações a nossa Redação. “Metellos de Portugal. o líder deles. Gabriel. porém a Inquisição prendeu e processou a Duarte da Silva. principalmente de uma delas. Butantã.. Inc.O.

Blank. Libmoff. com quem teve a filha Maria Ermelinda Salaviza Elias da Costa (1920). Segal. Chargorodsky. o médico Carlos Manuel de Melo Elias da Costa (que é casado com a profa. o direito. Fichman. Ferman. Pieprzyk. Ribenboim. numa família de estirpe puramente judaica. falando do influência cristã-nova na cidade. procurou dentro das comunidades pesquisadas informantes idôneos para que lhe fornecessem estas informações etno-culturais. Rabinovitsch. envie este cupom preenchido. Messinger (orig. Bromberg. que são: Aron. Volkovitz. Scharff. Heine. Datysgeld. Potasznik. Apesar de ser coetâneo do capitão Barros Basto e da “Obra do Resgate”. Rabinovitch (orig. Capelhuchnik. Miklos. o da Vila Mariana e o do Butantã.” Artur Cap. Steinbruch. Gerson. 1594. temos também um número razoável de famílias Levitas : Becker. vol. Em dezembro de 1996. nº 1/2 E-mail . O Capitão Artur Elias da Costa Paulo Valadares Quando J. de Szarvas). o capitão Artur Elias da Costa. Kupfer. Cymerman. Honisgman.coordenação Alfredo P. Artur Elias da Costa (1894-1956) expediente GERAÇÕES / BRASIL é uma publicação semestral da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil (organização sem fins lucrativos) filiada à Association of Jewish Genealogical Societies (AJGS/USA) Editores Guilherme Faiguenboim Reuven Faingold Alain Bigio Layout e diagramação Paulo Valadares . Maio 1999. Rabinovich. presente nas melhores bibliografias sobre Portugal. ele não filiou-se à Sinagoga Kadoorie Mekor Haim (Porto). de Frankfurt). “Os Fundamentos da Ética” (1932) e “O Espírito da Matemática” (1934).Clã Sacerdotal em S. Fridman. Seu trabalho maior foi o primeiro título. etc. Gorentzvaig. Leopold. Meerson. Meister. Carmeli. ele valeu-se de um deles. um sobrinho. tema ainda considerado tabu.00 Nome Endereço Completo Telefone ( ) 16 • GERAÇÕES / BRASIL. pois ao ser publicado. Lessing. Gandelman. juntamente com um cheque nominal de R$ 20. Baumann. Greif. Martinho da Covilhã. Kocinas. Elias da Costa nasceu em S. que segundo Pinharanda Gomes. 5. Goichman. Zemel. a estética. Waitman. Dalman. Malamud. Helena Maria Valadares Moreira). Leite de Vasconcellos recolheu material para escrever o monumental livro “Etnografia Portuguesa”. Serson. Rappaport. kus. Gersztein. Lukower. Wrona.diagramação Endereços para correspondência Caixa Postal 1025 Campinas . Condecorado. Waissmann. Elman. e que também lhe trouxe maiores dissabores. atingindo o posto de capitão em 1931. ele publicou “A Covilhã no Trabalho” (1928). Dystyler. Zatz e Zimbarg. sofreu perseguições que o obrigaram a se mudar para Abrantes. O capitão Elias da Costa casou-se com Leonor Afonso Salaviza. a educação. em 10 de março de 1894. o trabalho. Schattan. podemos registrar o nome de algumas familias de cohanim. Vainer. judeu praticante. Kanner. Kraitzmann. Reisman (orig. Waisman. Meyer. MarBrasão da Família Rappaport. Marx. que lembrou o quinto centenário da publicação do édito de Expulsão dos Judeus de Portugal. Keisman. Santana .net Filie-se à Sociedade Genealógica Judaica do Brasil Para tornar-se um membro da Sociedade Genealógica Judaica do Brasil. pois também era um escritor. Steinitz. Mandelsberg. Szajner. era oficial da Ordem Militar de Aviz e recebera a Medalha Militar de Prata da Classe de Comportamento Exemplar. Kutas.São Paulo 13001-970 E-mail: faiguen@ibm. “versou os temas mais diversos. Schreier. foi um dos doze membros do conselho executivo do evento “Memória e Reencontro”. Entre os cristãos-novos trasmontanos e beirões. pois representa apenas um pequeno grupo de túmulos por nós observados. Rosenberg. entre 1916 a 1946. preferindo continuar praticando a religião familiarmente. Como escritor. Faleceu em 11 de dezembro de 1956. Katz. de Odessa). Esta relação não é completa. Teiman. Paulo Observando a epigrafia tumular dos cemitérios israelitas da cidade. Completando o clã sacerdotal. Nudelman. militar de atividades múltiplas. Kaufman. Fez carreira militar no Exército Português. a lingüística.

vol. Maio 1999. nº 1/2 • 17 .GERAÇÕES / BRASIL. 5.

Maio 1999.18 • GERAÇÕES / BRASIL. nº 1/2 . vol. 5.

vol. Maio 1999.GERAÇÕES / BRASIL. nº 1/2 • 19 . 5.

Maio 1999. vol.20 • GERAÇÕES / BRASIL. 5. nº 1/2 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful