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A Influência da Reavaliação de Ativos e Diferimento de Despesas no Market to Book

Luciene Laurett Rangel


Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças

Flávia Zóboli Dalmácio


Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças

Nelson Seixas dos Santos


Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças

Aridelmo José Campanharo Teixeira


Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças

Resumo
Este artigo tem por objetivo buscar evidências empíricas da prática da reavaliação de ativos e
diferimento de despesas na contabilidade das companhias brasileiras por ser este ponto
relevante para o mercado de capitais. Para tanto, testa-se, neste estudo, o indicador Market to
Book, onde se verifica se este índice é, significativamente, influenciado pela prática da
reavaliação de ativos e diferimento de despesas. Os dados, para análise, foram coletados do
Banco de Dados Economática, focando todas as empresas com ações negociadas na Bolsa de
Valores de São Paulo – Bovespa, no período de 1998 a 2001. Este estudo suporta a hipótese
de que essas empresas não praticam o conservadorismo. Uma explicação seria que as normas
contábeis brasileiras permitem a reavaliação de ativos e o diferimento de despesas. No
entanto, verifica-se que, apesar da prática da reavaliação de ativos e diferimento de despesas,
por algumas empresas, o índice Market to Book, após a exclusão desses critérios, não
apresenta diferença significativa. Apesar da rejeição da hipótese nula (H0), ainda faz-se
necessário outros testes, como por exemplo análise entre os setores da economia, para que se
possa chegar a uma maior evidência quanto a utilização destas duas regras.

1. Introdução
Atualmente no mercado de capitais, o valor econômico é de extrema importância no
processo de avaliação de uma empresa, uma vez que é a partir deste que começa todo o estudo
para chegar-se a uma melhor relação investimento/retorno para o investidor.
Conforme citado por Kothari (2001, p. 04) “acionistas, investidores e credores, têm
um óbvio interesse no valor da empresa”. Porém, o valor econômico de uma empresa, por sua
vez, é influenciado por diversos fatores. Neste estudo os fatores abordados são a reserva de
reavaliação e o ativo diferido, sendo a prática destes dois critérios conflitantes com princípio
do conservadorismo.
Tome-se o princípio do conservadorismo como colocado por Hendriksen & Breda
(1999, p.175): “os contadores devem divulgar o menor dos vários valores para ativos e
receitas e o maior dos vários valores possíveis para passivos e despesas, sendo as despesas
reconhecidas mais cedo e receitas reconhecidas mais tarde”. Logo, o valor contábil será
sempre inferior aos diversos valores alternativos.
Conforme citado por Lopes (2002: 42) “o conservadorismo é uma das características
mais importantes do corpo de práticas e procedimentos da contabilidade e está presente nas
2

estruturas contábeis do Fasb, do Iasc, ASB, no modelo brasileiro e em todas as orientações


contábeis que se tem notícia”.
Lopes (2000, p. 42) acrescenta que

o exato montante do conservadorismo e seu impacto no conteúdo


informativo da contabilidade são áreas que ainda carecem de estudo.
O valor de livro (book value) abaixo do valor de mercado é um
excelente indicador de conservadorismo na contabilidade, já que o
mercado normalmente atribui valor à empresa mais rapidamente do
que o patrimônio pode incorporar às boas notícias.
O valor de livro por ação consiste na relação entre o valor do patrimônio líquido
contábil (PL) e o número de ações, e significa a fatia do patrimônio atribuível a cada ação da
empresa. Já o valor de mercado por ação é a cotação da ação da empresa no mercado. A
relação entre o valor de mercado e valor de livro (Market to Book) é encontrada por meio da
divisão do valor da cotação de mercado da ação pelo valor de livro da ação.
Segundo Braga e Marques (2000, p.6), em condições normais

o valor de mercado supera o patrimonial por diversos motivos:


expectativas de bom desempenho futuro da empresa e/ou de seu setor;
ativos subavaliados pela Contabilidade (imobilizado não reavaliado,
goodwill não registrado); passivos superavaliados (excesso de
provisões contingenciais); etc. Um índice de 1,30, por exemplo,
significa que, por alguma razão, o mercado reflete expectativas
favoráveis em ralação à organização. Por outro lado, um valor de 0,7
expressa uma reação desfavorável quanto à sociedade, inclusive
derivada de possíveis passivos subavaliados (por exemplo; provisões
trabalhistas e fiscais e dívidas de arrendamento mercantil não
contabilizadas ou adequadamente divulgadas no balanço) ou ativos
superavaliados.
Conforme citado, diversos fatores podem fazer com que o valor de livro por ação
supere o valor de mercado, no entanto, esta pesquisa se limitará na busca de evidências
empíricas da prática da reserva de reavaliação e do ativo diferido, nas empresas brasileiras
listadas na Bovespa.
Diante do exposto, apresenta-se um questionamento: A prática da reavaliação de
ativos e diferimento de despesas influencia, significativamente, o índice Market to Book?
Em resposta a esta questão, este artigo busca evidências empíricas da prática do
princípio do conservadorismo, em sua essência, na contabilidade das companhias brasileiras,
por ser este ponto relevante para o mercado de capitais.
Para tanto, testa-se, neste estudo, a influência da reavaliação de ativos e diferimento de
despesas no índice Market to Book.
Com isso, espera-se contribuir para o debate em torno da reavaliação de ativos e o
diferimento de despesas, como a variação cambial, pesquisa e desenvolvimento de produtos,
etc.
Os dados, para análise, foram coletados do Banco de Dados Economática, limitando-
se às empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo no período de 1998 a
2001.

2. Estrutura Conceitual
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A principal função da contabilidade, segundo Iudícibus (2000, p. 20), é prover aos


usuários informações úteis para tomada de decisões. Ele acrescenta que a contabilidade pode
ser o principal sistema de informações da entidade.
Lopes (2002, p.7) complementa, ao mencionar que, “o mercado financeiro, de forma
geral, é um dos maiores usuários da informação contábil por intermédio de analistas,
corretoras, investidores institucionais e individuais, bancos e investimentos, etc”.
Diante disto, fica evidenciado o relevante papel que exerce a contabilidade no mercado
de capitais, levando-se a buscar critérios que melhor enquadrem-se com a realidade do
mercado.
Neste sentido, serão contextualizados a seguir alguns tópicos envolvidos no objetivo
central deste trabalho: princípio do conservadorismo, registro pelo valor original, reavaliação
de ativos e ativo diferido.

2.1. Princípio do Conservadorismo


“Entre conjuntos alternativos de avaliação para o patrimônio, igualmente válidos,
segundo os Princípios Fundamentais, a Contabilidade escolherá o que apresentar o menor
valor atual para o ativo e o maior para as obrigações”. (FIPECAFI, 2000, p. 62).
De acordo International Accounting Standards Board – IASB (2001, p. 51), o
conservadorismo “consiste na inclusão de certa dose de cautela na formulação dos
julgamentos necessários na elaboração de estimativas em certas condições de incertezas, no
sentido de que ativos ou receitas não sejam superestimados e passivos ou despesas não sejam
subestimados”.
Contudo, a própria Fipecafi (2000, p. 62) assume que o conceito do princípio do
conservadorismo pode trazer interpretações variadas, ao mencionar que esse entendimento

não deve ser confundido nem desvirtuado com os efeitos da


manipulação de resultados contábeis, mas encarado à luz da vocação
de resguardo, cuidado e neutralidade que a Contabilidade precisa ter,
mormente perante os excessos de entusiasmo e de valorizações por
parte da administração e dos proprietários da entidade. Não nos
esqueçamos de que, principalmente no caso das companhias abertas,
sua principal obrigação é perante o mercado e os investidores.
Mesmo que as empresas disponham-se a abrir cada vez mais seu capital, somente irão
investir nessas companhias se elas apresentarem-se capazes de propiciar, em sentido de
avaliação, retornos compensadores sobre outras aplicações.
Por isso, os modelos contábeis e de evidenciação exercem um papel importante no
fortalecimento do mercado de ações. Demonstrações contábeis, levantadas segundo os
parâmetros da relevância e evidenciação, com a máxima objetividade e consistência, bem
como clareza, contribuem positivamente para o fortalecimento e a expansão das empresas.
Segundo Hendriksen & Breda (1999, p. 106)

o conservadorismo é, na melhor das hipóteses, um método muito


pobre para lidar com a existência de incerteza na avaliação de ativos
e passivos e na mensuração de lucro. Pode levar a uma distorção
completa dos dados contábeis. O principal risco é o de que, como o
conservadorismo é um método muito grosseiro, seus efeitos são
caprichosos.
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Entretanto, é sabido da inexistência de um outro método que possa substituir o


conservadorismo, sendo este ainda instrumento de utilização das companhias. Deste modo, os
registros contábeis, para atender a lei das sociedades anônimas, deveriam estar produzindo
balanços conservadores.
Entre os métodos conservadores mais utilizados na contabilidade, estão: a regra do
custo ou mercado dos dois o menor para os estoques e o reconhecimento de perdas
contingentes. A prática destes dois métodos faz com que as demonstrações contábeis possuam
valores inferiores aos de mercado.

2.2. Registro pelo Valor Original


O custo original/histórico é definido segundo Hendriksen & Breda (1999, p. 306)
“pelo preço agregado pago pela empresa para adquirir a propriedade e o uso de um ativo,
incluindo todos os pagamentos necessários para colocar o ativo no local e nas condições que
permitam prestar serviços na produção ou em outras atividades da empresa”.
Segundo IASB (2001, p. 63) “os ativos são contabilizados pelos valores pagos, em
dinheiro ou equivalentes a dinheiro ou pelo valor justo para adquiri-los, do que é entregue na
época da aquisição”.
A premissa subjacente ao custo original é que o preço acordado entre o comprador e o
vendedor seja a melhor expressão de valor econômico do ativo, no ato da transação. Logo, o
custo original é, na melhor das hipóteses, um valor mínimo.
No âmbito do mercado de capitais e na sociedade como um todo, o custo original,
como base de valor, é do mais alto interesse, por resultar na unificação de metodologia de
avaliação, fator essencial na comparabilidade dos dados contábeis e na qualidade da
informação gerada, impossibilitando critérios alternativos de avaliação.
De acordo com o IASB (2001, p. 568),

na maioria dos países, as demonstrações contábeis básicas são


preparados na base do custo histórico, sem levar em consideração as
mudanças no nível geral dos preços ou os aumentos nos preços
específicos dos ativos das entidades, exceto na extensão em que o
ativo imobilizado e os investimentos possam ser reavaliados (grifo
nosso).
Em resumo, o custo original com base de valor é, conseqüentemente, mais um dos
critérios da contabilidade que evidencia o valor da contabilidade inferior ao valor de mercado.
Porém, como grifado na citação acima, a reavaliação dos ativos faz com que este critério seja
desvirtuado.

2.3. Reavaliação de Ativos


Conforme citado pela Fipecafi (2000, p. 279) “a Lei 6.404/76 introduziu a
possibilidade de avaliarem-se os ativos de uma companhia por seu valor de mercado,
chamando isso de Reavaliação”. Na reavaliação, abandona-se o custo original como base de
valor e registra-se o bem na contabilidade pelo seu valor de mercado.
A Lei das Sociedades por Ações1 menciona que a Reavaliação pode ser feita para os
“elementos do ativo”. Porém, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em sua Deliberação
nº 193/952, restringe a reavaliação basicamente aos bens do ativo permanente e desde que não
esteja prevista sua descontinuidade. Isso se deve ao fato de ser esse grupo o que mais tende a
sofrer grandes defasagens entre seus valores de custo e de mercado.
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É de notar que reavaliar significa avaliar de novo, o que implica a deliberação de


abandonar os valores antigos.
Segundo a Fipecafi (2000, p. 280)

O uso da Reavaliação altera drasticamente o conceito tradicional de


lucro, pois, depreciar o valor reavaliado faz com que o resultado
passe a ficar mais próximo da idéia de contraposição entre receita e o
investimento a ser feito para repor o ativo consumido. Trata-se de
uma alteração do conceito tradicional de lucro e de uma mudança
dos princípios fundamentais de contabilidade (por isso, muitos países,
como os Estados Unidos, não admitem as Reavaliações).
O anteprojeto da Lei 6.404/76 prevê a obrigatoriedade da prática da reavaliação
somente para casos em que houver cisão, incorporação ou fusão de empresas constituídas sob
a forma de sociedades por Ações. Em outras situações, a Reavaliação estará proibida,
voltando a ser utilizado o custo histórico para a valorização dos Ativos.
Conforme citado por Rodrigues (2002, p. 02) o custo histórico “possui menor poder
informativo” do que a reavaliação de ativos. Porém, em contraposição a ele Iudícibus (2000,
p. 55) menciona que, “a contabilidade baseada em custos históricos e em todos os demais
princípios é muito mais sofisticada, do ponto de vista do relacionamento entidade-mundo
exterior do que pode parecer à primeira vista”.
A Fipecafi (2000, p. 280), ainda acrescenta que:

muitas empresas têm feito uso de Reavaliação para reduzir,


deliberadamente, distribuição de dividendos, mesmo quando de
imobilizados que não serão repostos. Outras empresas têm adotado a
reavaliação quando sentem que seu patrimônio líquido está abaixo e
os índices de debt equity são comprometedores, em face da simples
análise, ou por exigências de empréstimos etc. [...] A reavaliação, de
tão bons propósitos, acaba por se transformar, no Brasil, em
procedimento que mais tem trazido dificuldade para os leitores
externos do que utilidade; e seu mau uso, às vezes, tem feito com que
boa parte da comunidade contábil esteja hoje questionando a
manutenção da Reavaliação.
Por conseguinte, para o estudo em questão, tal reavaliação deverá ser expurgada das
demonstrações contábeis mostrando a realidade dos registros, custo pelo valor original.

2.4. Ativo Diferido


O item V do art. 179 da Lei das Sociedades por Ações define que, no Ativo Diferido,
serão classificadas

as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a


formação do resultado de mais de um exercício social, inclusive os
juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que
anteceder o início das operações sociais.
Conforme a Fipecafi (2000, p. 199) “os Ativos diferidos caracterizam-se por serem
ativos intangíveis, que serão amortizados por apropriação às despesas operacionais, no
período de tempo em que estiverem contribuindo para a formação do resultado da empresa”.
6

No entanto, com a mudança na política cambial do Brasil resultando em uma


desvalorização do Real em relação às moedas estrangeiras, a CVM, em sua Deliberação n°
294/993 determinou que o registro da,

variação cambial, decorrente de financiamento de bens integrantes do


ativo imobilizado em construção ou de estoques de longa maturação
em produção, deve ser registrada em conta destacada, que evidencie
a sua natureza, e classificada no mesmo grupo do ativo que lhes deu
origem, em consonância com o disposto na Deliberação CVM nº 193,
de 11 de julho de 1996, até o limite do valor de mercado ou de
recuperação desses ativos, dos dois o menor.
Essa mesma Deliberação n° 294/99 facultou às companhias abertas –
excepcionalmente em relação à variação nas taxas de câmbio ocorrida no trimestre findo em
31-3-99 – registrar no ativo diferido a variação cambial líquida negativa que exceder a esses
limites estipulados.
Entretanto, conforme colocado pela Fipecafi (2000, p. 202) “tal procedimento não tem
sustentação na boa técnica contábil”, ou seja, entra em desacordo com os Princípios
Fundamentais da Contabilidade, que requerem que essas despesas sejam tratadas como
despesas daqueles exercícios.
O IASC (2002, p. 903) complementa que,

não é possível avaliar com confiança o valor passível de recuperação


de uma ativo intangível gerado internamente, a menos que seu valor
justo possa ser apurado tomando por referência um mercado ativo;
assim, o reconhecimento de um ativo intangível gerado internamente,
para o qual não existe mercado ativo a um valor que não zero, pode
ser enganoso para os investidores.
Desta forma, o ativo diferido será mais um dos itens a ser tratado no Balanço das
empresas em análise, visto que, em alguns casos, o diferimento das despesas pode ocasionar
distorções significativas nas demonstrações contábeis, podendo, com isto, mascarar o valor de
livro por ação.
Sendo o valor de livro por ação o objeto de estudo deste artigo, será feita também a
reclassificação das contas do ativo diferido.

3. Hipótese
Com o intuito de verificar se as empresas brasileiras utilizam-se das regras do
princípio do conservadorismo, que é de fornecer informações mais prudentes aos investidores
e aos demais usuários das informações contábeis, ou aproveitam-se da Lei 6.404/76 que
também permite a reavaliação de ativos e diferimento de despesas, foi testada a seguinte
hipótese:
H0: O índice Market to Book apresenta diferença significativa após a eliminação dos
efeitos da reavaliação de ativos e diferimento de despesas nos balanços das empresas
brasileiras listadas na Bovespa.
Caso a hipótese (H0) não seja rejeitada, pode-se pressupor que as empresas brasileiras,
não utilizam a prática da reavaliação de ativos e diferimento de despesas com moderação,
alterando, com isto, significativamente, o valor de livro por ação.

4. Tratamento Contábil das Informações


7

Os dados, para análise, foram coletados do Banco de Dados Economática, a partir de


demonstrativos contábeis e de mercado de todas as empresas brasileiras, negociadas na Bolsa
de Valores de São Paulo - Bovespa no período de 1998 a 2001, com Patrimônio Líquido
superior a R$100 milhões de reais e cujas ações possuíam cotações para o último dia do ano
em análise, perfazendo-se uma amostra de 124 empresas.
O objetivo desta pesquisa é buscar evidências empíricas da prática da reavaliação de
ativos e diferimento de despesas nas empresas. Para tanto, eliminaram-se os efeitos positivos
do balanço: reavaliação de ativos e o ativo diferido.
Para análise dos dados, utiliza-se o índice Market to Book antes da reclassificação do
balanço, e o Market to Book após as reclassificações, ou seja, depois de eliminar os efeitos da
reavaliação de ativos e o diferimento das despesas.
Foram extraídos do bando de dados da economática os balanços patrimoniais, valor
total de mercado e o total de quantidade de ações. A partir destes, foram calculados os índices
de valor de livro e valor de mercado por ação para então se chegar ao indicador Market to
Book, antes das reclassificações dos balanços. Em seguida, foram realizadas as
reclassificações das contas:

ƒ A reserva de reavaliação (patrimônio líquido), foi lançada contra o ativo imobilizado;


ƒ O ativo diferido foi lançado contra a conta de lucros acumulados (patrimônio líquido).
Tabela 1 – Índice Market to Book antes e depois das reclassificações dos Balanços
Market to Book Market to Book Market to Book Market to Book
Empresa 1998 1999 2000 2001
Antes Depois Antes Depois Antes Depois Antes Depois
Ambev PN 2,6919 2,9506 5,6159 6,0208 5,8830 5,8830 5,3112 5,3112
Embraer PN 1,6436 10,2300 5,2873 8,2008 6,1598 7,3789 3,2322 3,9350
Souza Cruz ON 1,7836 1,7953 2,9076 2,9229 2,1922 2,2008 3,4353 3,4418
Comgas PNA 1,5384 2,1600 2,0957 3,0412 1,6312 4,9037 1,3227 3,4354
Itaubanco PN 1,3895 1,5361 2,8895 3,1388 3,0526 3,9947 2,3419 3,1673
Nord Brasil PN 0,3581 0,4143 0,2819 0,3153 0,1979 0,2144 2,9030 3,0683
Pao de Acucar PN 1,5689 2,2941 2,5185 3,0345 2,7883 3,3734 1,7876 2,3051
Amazonia ON 0,1730 0,2037 0,3761 0,4188 0,2473 0,2722 2,1563 2,2071
Eletropaulo Metrop PN 0,8904 1,9821 1,7617 3,2249 1,4722 2,9030 1,0990 2,1564
Weg PN 1,0322 1,0704 1,7248 1,7767 1,7870 1,8314 2,0898 2,1295
Itautec ON 0,6616 0,6745 6,9010 6,9010 3,2926 3,2926 2,0028 2,0028
Telemig Celul Part PN 1,1127 1,1127 1,2553 3,1791 3,0470 3,0470 1,9742 1,9742
Tele Centroeste Cel PN 0,7479 0,7479 1,3649 1,9862 2,7521 2,7521 1,9341 1,9341
EBE PN 0,6731 1,0286 0,7015 1,2154 1,1307 1,8606 1,9059 1,9059
Bradesco PN 1,0917 1,1475 2,2825 2,3983 2,5142 2,6266 1,8497 1,9012
Petrobras PN 0,6815 0,7192 2,8293 2,9182 1,9685 2,0196 1,8698 1,8962
Sudameris ON 0,4307 0,4618 0,7817 0,9018 1,2418 1,4746 1,6446 1,8364
Paul F Luz ON 1,0043 1,0070 0,4349 1,1711 0,3998 1,0592 0,7198 1,8346
Vale Rio Doce PNA 0,6001 0,6238 1,8499 1,9909 1,6237 1,6237 1,7733 1,7733
Tele Nordeste Celul PN 0,9690 0,9690 4,4107 4,4107 2,3151 2,3151 1,7358 1,7358
Aracruz PNB 0,4464 0,4587 2,1672 2,2098 1,2568 1,2719 1,7167 1,7306
Telemig Celular PNC 1,4300 1,4300 1,9545 1,9545 2,5884 2,5884 1,7051 1,7051
Enersul PNB 0,5252 0,5252 1,5297 1,5297 0,9924 0,9924 1,5841 1,5841
Petroquimica Uniao PN 0,2702 0,4380 0,8721 1,3370 1,1338 1,6294 1,0286 1,5133
Tele Celular Sul PN 1,2044 1,2044 3,5513 3,5513 2,2331 2,2331 1,4803 1,4803
Copesul ON 0,6390 1,1306 1,2744 2,1220 1,6620 2,5734 0,8503 1,4782
Sid Nacional ON 0,4211 0,5966 0,8325 1,6614 0,7178 1,3751 0,5081 1,4327
8

Telesp Cel Part PN 2,6444 2,6444 4,7203 4,7203 2,4263 2,4263 1,4206 1,4206
Tele Norte Celular PN 1,0146 1,0146 1,4578 2,4955 1,6841 1,6841 1,3896 1,3896
Fosfertil PN 0,8298 1,0375 1,8509 2,2541 1,1186 1,3344 1,1935 1,3885
Telemar PN 0,5479 0,5479 1,4136 1,7924 1,5166 1,5166 1,3774 1,3774
Globex PN 0,5949 0,6065 1,9457 1,9593 3,3413 3,3632 1,3503 1,3581
Tele Sudeste Celula PN 1,8291 1,8291 4,8674 4,8674 1,6611 1,6611 1,3548 1,3548
Metal Leve PN 0,3511 0,3551 1,3522 1,3671 1,0834 1,0992 1,2652 1,2878
Banespa PN 0,4518 0,4556 0,5738 0,5778 1,1045 1,1337 1,2135 1,2768
Unibanco PN 0,8391 0,9616 1,5084 1,6376 1,2650 1,3290 1,1833 1,2646
Votorantim C P PN 0,2685 0,2765 1,6021 1,7408 0,9091 0,9763 1,1888 1,2551
Marcopolo PN 0,4589 0,4597 0,8548 0,8579 0,8750 0,8797 1,2244 1,2258
Caemi Metal PN 0,1470 0,1478 0,7144 0,7180 1,1308 1,1321 1,2139 1,2151
Itausa PN 0,6569 0,6768 1,5776 1,6043 1,3232 1,3405 1,1892 1,2011
Petroquisa PN 0,1903 0,1947 0,6916 0,7036 0,6270 0,6365 1,1189 1,1595
Bemge PN 0,9044 0,9055 3,1842 3,1887 1,3534 1,3545 1,1548 1,1554
Telepar Celular PNB 0,9397 0,9413 2,1241 2,2676 1,2833 1,6899 0,9917 1,1491
Brasil Telecom PN 0,4045 0,4045 1,1801 1,1819 1,1736 1,2908 1,0244 1,1161
Acesita PN 0,2608 0,2608 0,5829 1,0827 0,6011 0,9784 0,4466 1,0759
Electrolux PN 0,3903 0,4149 0,7443 0,7898 0,6448 0,6927 0,9832 1,0671
Brasil T Par PN 0,6857 0,6857 1,7358 2,0873 1,2571 1,2571 1,0538 1,0538
Brasil PN 0,8699 0,9469 1,0625 1,1371 0,6454 0,6766 1,0085 1,0445
Tele Leste Celular PN 0,8740 0,8740 2,9604 2,9604 1,3790 1,3790 1,0438 1,0438
Klabin PN 0,1509 0,1664 1,1022 1,2315 1,0921 1,1920 0,6991 1,0148
Suzano PN 0,0898 0,0992 0,8518 0,9248 0,7352 0,7614 0,9693 1,0127
Telesp Operac PN 0,8172 0,8180 1,4787 1,4787 0,8866 0,8964 0,9889 1,0012
Perdigao PN 0,6853 0,6853 1,4027 1,4027 1,1981 1,1981 0,9955 0,9955
Makro ON 0,6649 0,6723 0,8614 0,8749 0,8462 0,8665 0,9803 0,9803
Embraco PN 0,5209 0,5240 1,1362 1,1408 1,1423 1,1466 0,9544 0,9601
Petrobras Distrib PN 0,3121 0,3217 1,0180 1,0180 0,8219 0,8219 0,9355 0,9355
Albarus ON 1,0349 1,0355 1,1724 1,1760 1,3924 1,3966 0,9146 0,9166
Copel PNB 0,5339 0,5339 1,0349 1,0349 0,8827 0,8827 0,9112 0,9112
Petroflex PNA 0,0848 0,1113 0,6930 0,8557 0,5252 0,6665 0,6952 0,9044
Gerdau PN 0,2818 0,2855 1,3202 1,3311 0,8201 0,8244 0,8597 0,8629
Ipiranga Dist PN 0,3823 0,3823 1,1918 1,1918 1,0973 1,0973 0,8500 0,8500
Merc S Paulo PN 0,3456 0,4010 0,5120 0,5898 0,6160 0,6956 0,7517 0,8475
Randon Part PN 0,1817 0,1817 0,5512 0,5512 0,6382 0,6382 0,8370 0,8370
Duratex PN 0,4640 0,6238 0,7870 1,0574 0,7871 0,9603 0,6668 0,8065
Sadia SA PN 0,5740 0,6054 1,3040 1,4677 0,8356 0,9777 0,7068 0,8009
Oxiteno PN 0,2779 0,3312 0,6691 0,7598 0,7060 0,7198 0,7896 0,8002
Confab PN 0,3724 0,4019 0,6164 0,6587 0,4232 0,4521 0,6808 0,7788
Sabesp ON 0,3038 0,5250 0,7292 1,2235 0,5993 0,9758 0,4701 0,7630
Cemig PN 0,4564 0,4566 0,8485 0,8488 0,5736 0,5737 0,7602 0,7604
Coteminas PN 0,6119 0,6291 0,8049 0,8245 0,7315 0,7462 0,7429 0,7566
Iven PN 0,3018 0,3018 0,3469 0,3469 0,3548 0,3548 0,7437 0,7437
Bunge Alimentos ON 0,2613 0,2651 0,5967 0,6068 0,5834 0,5944 0,7186 0,7234
Tractebel PNB 0,3537 0,3537 0,4798 0,4804 0,7080 0,7087 0,7223 0,7227
Ipiranga Pet PN 0,3904 0,3904 1,0538 1,0538 0,8570 0,8570 0,7226 0,7226
Brasmotor PN 0,4552 0,4552 0,9976 0,9976 0,5487 0,5487 0,7050 0,7050
Ipiranga Ref PN 0,3890 0,3968 0,8688 0,8849 0,8310 0,8456 0,6879 0,7023
Brazil Realt PN 0,7519 0,7592 0,9828 0,9847 1,0250 1,0263 0,7002 0,7008
Multibras PN 0,4780 0,4795 1,0050 1,0072 0,4345 0,4350 0,6402 0,6406
Alfa Holding PNB 0,7194 0,7194 0,5485 0,5485 0,5764 0,5764 0,6213 0,6213
Eternit ON 0,4926 0,4929 0,8909 0,8959 0,9092 0,9134 0,6190 0,6212
Embratel Part PN 1,0013 1,0013 2,6868 2,6868 1,6025 1,6025 0,6192 0,6192
9

Vigor PN 0,1289 0,2894 0,2210 0,5034 0,3280 0,7404 0,3246 0,6100


Celpe PNA 0,5693 0,5717 0,8958 0,9004 1,0466 1,0529 0,6070 0,6089
Coelce PNA 1,0468 1,0468 0,6485 1,6730 0,7758 0,7787 0,5951 0,6013
Peve Predios PN 0,2525 0,5760 0,1878 0,3377 0,4168 0,6068 0,4088 0,5896
Alfa Financeira PN 0,3968 0,3972 0,5254 0,5279 0,4619 0,4646 0,5727 0,5760
Ripasa PN 0,0482 0,0538 0,5126 0,5956 0,4626 0,5051 0,5231 0,5557
Unipar PNB 0,1405 0,1405 0,5087 0,5087 0,5775 0,5775 0,5538 0,5538
Alfa Investimentos PN 0,5565 0,5588 0,6061 0,6114 0,5397 0,5440 0,5433 0,5463
Belgo Mineira PN 0,1626 0,1872 0,5194 0,6151 0,4682 0,5110 0,4945 0,5330
Polialden PN 0,1427 0,1628 0,7315 0,7968 0,4161 0,4435 0,5075 0,5285
Bahia Sul PNA 0,1435 0,1460 0,7543 0,7718 0,5361 0,5442 0,5222 0,5281
Alpargatas PN 0,3642 0,3729 0,6123 0,6208 0,6315 0,6416 0,5038 0,5176
F Cataguazes PNA 0,4448 0,4448 0,6010 0,6013 0,5215 0,5224 0,4997 0,5008
Gerdau Met PN 0,2346 0,2350 0,9073 0,9083 0,5867 0,5870 0,5001 0,5001
Escelsa ON 0,3927 0,3929 0,5796 0,5802 0,7040 0,7040 0,4978 0,4978
Alfa Consorcio PNF 0,6561 0,6561 0,4950 0,4950 0,5264 0,5264 0,4847 0,4847
Inepar Construcoes PN 0,4559 0,4683 0,7463 0,7582 0,4435 0,5169 0,3496 0,4801
Pronor PNA 0,6334 0,6339 0,4852 0,5441 0,5922 0,6206 0,2806 0,4780
Guararapes PN 0,3576 0,3576 0,7682 0,7682 0,4865 0,4865 0,4595 0,4595
Trikem PN 0,0441 0,0472 0,3765 0,4029 0,8436 0,9340 0,3542 0,4543
Merc Brasil PN 0,1427 0,1536 0,2963 0,3179 0,4198 0,4546 0,4096 0,4502
Iochp-Maxion PN 0,1183 0,1197 1,0679 1,0783 0,5537 0,5563 0,4472 0,4472
Copene PNA 0,1269 0,1413 0,5140 0,5570 0,4742 0,5075 0,3847 0,4438
Usiminas PNA 0,1872 0,1886 0,6576 0,6602 0,5661 0,5676 0,4347 0,4347
Forjas Taurus PN 0,1818 0,1999 0,3732 0,4020 0,2393 0,2537 0,4117 0,4302
EMAE PN 0,0492 0,0563 0,1846 0,2120 0,2264 0,2596 0,4202 0,4202
Sid Tubarao PN 0,0832 0,0855 0,4028 0,5486 0,2854 0,3785 0,2977 0,3882
Inds Romi PN 0,1857 0,2442 0,2238 0,2889 0,2596 0,3247 0,3072 0,3722
Ferbasa PN 0,1055 0,1126 0,4399 0,4399 0,3885 0,3885 0,3588 0,3588
Bardella PN 0,3288 0,3289 0,4496 0,4496 0,4187 0,4188 0,3534 0,3536
Magnesita PNA 0,1961 0,1961 0,4158 0,4158 0,4093 0,4093 0,3524 0,3524
Avipal ON 0,2616 0,2640 0,3903 0,3931 0,3342 0,3363 0,3485 0,3505
Celesc PNB 0,3113 0,3115 0,5790 0,5794 0,3904 0,3906 0,3350 0,3351
Bombril PN 0,2564 0,2590 0,7397 0,7397 0,8362 0,8362 0,3308 0,3308
Inepar Energia PNA 1,0199 1,0216 0,5542 0,5550 0,7838 0,8016 0,2447 0,3227
Politeno PNB 0,1438 0,1766 0,4457 0,5088 0,3208 0,3444 0,3059 0,3154
CEB PNA 0,3030 0,3030 0,4356 0,4356 0,3777 0,3777 0,2558 0,3085
Polipropileno PN 0,3576 0,3576 0,9833 0,9833 0,3516 0,3516 0,3046 0,3046
Rossi Resid ON 0,2901 0,2996 0,4342 0,4527 0,3722 0,3867 0,2664 0,2751
Eletrobras PNB 0,2078 0,2079 0,3653 0,3653 0,2881 0,2881 0,2382 0,2383
Bunge Brasil ON 0,5788 0,5788 0,8144 0,8144 0,7454 0,7454 0,2141 0,2141
Cesp PN 0,1536 0,1541 0,0979 0,0979 0,1569 0,1569 0,1420 0,1420
Sultepa PN 0,3267 0,5623 0,1808 0,2695 0,0862 0,1530 0,0568 0,0964
Média 0,5642 0,6857 1,2293 1,3931 1,0574 1,1812 0,9582 1,0650
Nota: as empresas foram classificadas em ordem decrescente em relação ao índice Market to Book, tomando
como base o período de 2001.
Os resultados obtidos, conforme mostrados na Tabela 1, evidenciam que mais de 50%
das empresas não são prudentes quanto às informações contábeis, tendo o valor de livro maior
do que o valor de mercado por ação, ou seja, o índice Market to Book inferior a 1 (um).
Entretanto, observa-se que na média o índice, após a reclassificação das contas, apresentou
uma melhor performance.
Porém, ainda não se pode afirmar que a prática da reavaliação de ativos e diferimento
de despesas influenciou, significativamente, o índice Market to Book. Para responder esta
10

questão, aplica-se neste trabalho o teste F ANOVA fator único para verificar a existência ou
não das diferenças entre as médias no ano, conforme demonstrado na Tabela 2.

Tabela 2 – Teste F ANOVA: Fator único para diferenças nas médias aritméticas
Ano - 1998
Fonte da variação SQ gl MQ F valor-P F crítico
Entre grupos 0,9145 1 0,9145 1,4811 0,2248 3,8795
Dentro dos grupos 151,8921 246 0,6174

Total 152,8066 247

Ano - 1999
Fonte da variação SQ gl MQ F valor-P F crítico
Entre grupos 1,6645 1 1,6645 1,0711 0,3017 3,8795
Dentro dos grupos 382,2864 246 1,5540

Total 383,9509 247

Ano - 2000
Fonte da variação SQ gl MQ F valor-P F crítico
Entre grupos 0,9507 1 0,9507 0,8990 0,3440 3,8795
Dentro dos grupos 260,1396 246 1,0575

Total 261,0902 247

Ano - 2001
Fonte da variação SQ gl MQ F valor-P F crítico
Entre grupos 0,7079 1 0,7079 1,1761 0,2792 3,8795
Dentro dos grupos 148,0643 246 0,6019

Total 148,7722 247

Para esses dados, a estatística do teste F, igual a 1,4811, 1,0711, 0,8990 e 1,1761, para
os anos de 1998, 1999, 2000 e 2001 respectivamente, apresentou valores inferiores aos
valores críticos de F de 3,8795 para todos os anos, de modo de que a hipótese de diferenças
entre as médias pode ser rejeitada. Como alternativa, a hipótese da diferença entre as médias
pode ser rejeitada, uma vez que o valor-p de todos os anos é superior ao nível de significância
de 0,05, utilizado no teste , caindo, portanto, na região de não rejeição.
Logo, pode-se dizer que a reserva de reavaliação e o diferimento de despesas não
fizeram com que o índice Market to Book apresentasse significativa diferença dentre os anos.

5. Considerações Finais
Os resultados obtidos, nas duas análises, demonstram o quão importante é a
padronização destas regras na contabilidade, pois, partindo-se destas é que se obtêm
11

informações relevantes para o mercado, visto que, a principal função da contabilidade é


prover os usuários de informações úteis para tomada de decisões.
Diante dos resultados, rejeita-se a hipótese nula (H0), ou seja, o índice Market to
Book não apresentou diferença, significativa, após a eliminação dos efeitos da reavaliação de
ativos e diferimento de despesas nos balanços, das empresas brasileiras listadas na Bovespa.
Apesar da rejeição da hipótese nula (H0), ainda faz-se necessário outros testes, como
por exemplo análise entre os setores da economia, para que se possa chegar a uma maior
evidência quanto a utilização destas duas regras.
Entretanto, verifica-se que apesar das empresas não estarem praticando, de forma
exagerada, a reavaliação de ativos e o diferimento de despesas, não se pode afirmar que as
empresas estão apresentando balanços conservadores para seus usuários, pois o valor de livro
por ação, na médias, está praticamente igual ao valor de mercado por ação, ou seja, Market to
Book igual a 1 (um).

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1
§ 3° do art. 182 e letra c do art. 176.
2
Deliberação nº 183, de 19.06.1995, aprova Pronunciamento do IBRACON sobre Reavaliação de Ativos
(publicada no DOU de 22.06.95 - pg. 9157/58 - Seção I).
3
Deliberação n° 294, de 26.03.1999, dispõe sobre o tratamento contábil dos ajustes de ativos e passivos em
moeda estrangeira (publicada no DOU de 30.03.99 - pg. 205 - Seção I).