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UNIVERSIDADE GAMA FILHO CURSO DE HISTÓRIA

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

CADERNO DE RESUMOS

1 a 3 de Agosto de 2012

FICHA CATALOGRÁFICA (Catalogado na fonte pela Biblioteca Central da Universidade Gama Filho)

Encontro de História da Universidade Gama Filho (1: Rio de Janeiro, ago. 1-3, 2012). Cadernos de Resumos do I Encontro de História da Universidade Gama Filho / Organizadores: Carolina Coelho Fortes, Márcia Teixeira Cavalcanti e Wendell dos Reis Veloso. — Rio de Janeiro : Editora Gama Filho, 2012.

99p.

ISBN: 978-85-7444-095-8

1. História – Congressos. I. Fortes, Carolina Coelho. II. Cavalcanti, Márcia Teixeira. III. Veloso, Wendell dos Reis. IV. Título.

CDD – 906

Márcia Teixeira. III. Veloso, Wendell dos Reis. IV. Título. CDD – 906 Capa e Projeto Gráfico

Capa e Projeto Gráfico André Luiz Santos

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

Reitor

Fernando Vieira Braga

Pró-Reitor de Saúde

Gilberto Chaves

Pró-Reitor de Humanidades e Ciências Sociais

Fernanda Pontes Pimentel Fernandes

Pró-Reitor de Ciências Exatas e Tecnologia

Paulo Cesar Dahia Ducos

Pró-Reitor de Administração e Desenvolvimento

Rosa Maria Antunes Cardoso Marques

COORDENADOR DO CURSO DE HISTÓRIA

Prof. Dr. Marcos Guimarães Sanches

COMISSÃO ORGANIZADORA

Profa. Dra. Carolina Coelho Fortes

Profa. Doutoranda Márcia Teixeira Cavalcanti

Prof. Mestrando Wendell dos Reis Veloso

COMISSÃO CIENTÍFICA

Profa. Dra. Cláudia Regina do Amaral Affonso

Prof. Doutorando Guilherme Antunes Jr.

Prof. Dr. Igor Salomão Teixeira

Prof. Dr. Jorge Atílio Silva Iulianelli

Prof. Doutorando Marcello Sena

Profa. Dra. Marilene Antunes

Profa. Dra. Marta Silveira

Prof. Dr. Sérgio Chahon

Profa. Doutoranda Teresa Vitória Alves

Prof. Dr. Thiago dos Reis

MONITORES

Ana Carolina Castro Silva Andrea Delfino Ferraz Cláudia Regina Franco Daniel dos Santos de Oliveira Igor Formagueri de Oliveira Janes Franklin Jefferson Albino Johnny Ribeiro Galocha Leandro Carmo dos Santos Luciane de Araújo Machado Mariana Zignago Melo Max Delis Santos Soares Moreno Carvalho da Silva Neylan Coelho Porto Silva Rafael Sarmento Blanco Raphael Ruvenal Thaise Silva Vasconcelos

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

APRESENTAÇÃO

É com imensa satisfação que apresentamos a programação e os resumos do I Encontro de História da Universidade Gama Filho. O Encontro foi pensado, inicialmente, como uma maneira de

reunir nossos alunos e ex-alunos em torno de suas pesquisas, viabilizando uma oportunidade de trocas acadêmicas. No entanto, entendemos que, para que tal intercâmbio fosse efetivo, teríamos que alargar esse escopo mais restrito e dar espaço a todos os interessados. Nossa mudança de rumo foi bem sucedida, como demonstram os cento e dezessete trabalhos inscritos para comunicação, cujos resumos publicamos aqui.

Nessa primeira edição do Encontro, demos espaço a pesquisadores vinculados, de diferentes formas, à nossa instituição. Todos os conferencistas, coordenadores de sessão e membros da comissão científica são ex-alunos, professores da casa ou interlocutores constantes do Curso de História. Vemos a pronta resposta aos nossos convites, tanto no que se refere a estes como aos pesquisadores inscritos para apresentação de comunicações, como uma prova do vigor da nossa área de conhecimento. No contexto atual, torna-se cada vez mais evidente a necessidade de produzir saber sobre o passado, como uma maneira de garantir identidade e de construir reflexão crítica sobre o mundo em que nos inserimos.

E este mundo, como mostram as pesquisas apresentadas aqui, é enorme e diverso. Os trabalhos versam sobre temas os mais variados, que vão do Egito Antigo à Baixada Fluminense, de mísseis à livros didáticos, de registros inquisitoriais ao cinema. Diante de tamanha riqueza de objetos e abordagens, buscamos organizar as sessões de acordo com critérios que, necessariamente, também foram diferentes. Procuramos, no entanto, montar as sessões de maneira que os vários pesquisadores possam estabelecer diálogo em prol do desenvolvimento de suas reflexões.

Gostaríamos de agradecer àqueles que aceitaram nossos convites e a todos os inscritos, por nos dar um voto de confiança, em sendo esta apenas a primeira edição do Encontro de História da UGF. Agradecemos também ao Reitor Fernando Vieira Braga, ao Pró-Reitor Ducos e ao Coordenador do Curso de História, Prof. Dr. Marcos Sanches, por apoiar nossa iniciativa.

Profa. Dra. Carolina Coelho Fortes

Profa. Doutoranda Márcia Teixeira Cavalcanti

Prof. Mestrando Wendell dos Reis Veloso

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I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SUMÁRIO

19

PROGRAMAÇÃO

SESSÃO 1 Catolicismo no Brasil Colonial

22

AS CONSTITUIÇÕES DOS CONVENTOS FEMININOS DE CLARISSAS E CONCEPCIONISTAS DO PERÍODO MODERNO Amanda Dias de Oliveira

22

NEGROS DO ROSÁRIO: DEVOÇÃO, SOCIABILIDADE E ETNIA NA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII Márcia Cristina Pires (UNIRIO)

23

REDES DE SOCIABILIDADE E A FORMAÇÃO DE UM CLERO DE COR NO BISPADO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII Guilherme da Silva (UNIRIO)

23

PERSEGUIÇÕES INQUISITORIAIS NO BRASIL NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII Jessica Gabrielle de Souza (UGF)

SESSÃO 2 História e Cinema

25

CINEMA E DITADURA MILITAR BRASILEIRA: REPRESENTAÇÕES DOS GUERRILHEIROS E DA LUTA ARMADA NO CINEMA BRASILEIRO PÓS- RETOMADA Neylan Coelho Porto Silva (UGF)

25

HISTÓRIA E CINEMA: A FAVELA VAI AO CINEMA EM “RIO, 40 GRAUS” Fahya Kury Cassins (UDESC)

26

A BARBÁRIE PENSADA A PARTIR DO FÍLMICO: UMA ANÁLISE DO FILME “FESTIM DIABÓLICO” (ROPE) DE ALFRED HITCHCOCH, 1948 Lamartine Gaspar de Oliveira (UPM)

27

VÍCIOS E VIRTUDES NA RELAÇÃO ENTRE ENSINO DE HISTÓRIA E PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA: UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DA CINEMATOGRAFIA SOBRE A IDADE MÉDIA COMO FONTE HISTÓRICA EM SALA DE AULA Cristiano Ferreira de Barros (PPHR/LITHAM/UFRRJ - FAPERJ)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 3 História das Mulheres e Sexualidade

28

CUIDADO COM O ROCIO: O LUGAR DO HOMOEROSTISMO MASCULINO NA CIVILIZAÇÃO QUE SE ALMEJAVA. O RIO NU (1898-1916) Natália Batista Peçanha (PPHR/UFRRJ)

28

REFLETINDO A ATUAÇÃO DA MULHER: NA SOCIEDADE DOS BARÕES DE CAFÉ NO VALE DO PARAÍBA FLUMINENSE Eliane Cahon Leopoldo (USS)

29

QUEM SÃO AS MULHERES PRESENTES NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO ENSINO FUNDAMENTAL? Rachel Luiza Pulcino de Abreu (PUC-Rio)

SESSÃO 4 O Rio de Janeiro como Cenário Histórico

30

UMA VISITA À OFICINA DO ARQUITETO: ETNOGRAFIA DOS LUGARES DE MEMÓRIA DA MAÇONARIA NO RIO DE JANEIRO Tiago César da Silva (UNIRIO)

30

RIO, MODERNIDADE E PRAÇA DE MERCADOS Vitor Leandro de Souza (UFF)

31

“SEMPRE TRAÍDA”? O RIO DE JANEIRO E A CONSTRUÇÃO DA UNIDADE NACIONAL Rafael Lima Alves de Souza (PUC-Rio)

31

A REVISTA DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO: IMIGRANTES NO RIO DE JANEIRO Thaíla Guimarães de Queiroz (UNIVERSO)

SESSÃO 5 Religiosidade e Igreja na Idade Média

32

RELAÇÕES ENTRE IDENTIDADE CRISTÃ E CRITÉRIOS DE HUMANIDADE NA OBRA CONFISSÕES DE AGOSTINHO DE HIPONA Wendell dos Reis Veloso (PPHR/LITHAM/UFRRJ - CAPES)

32

O PECADO NO DISCURSO AGOSTINIANO Joana Paula Pereira Correia (UFES)

33

CONSIDERAÇÕES SOBRE A HAGIOGRAFIA DE SÃO GERALDO André Rocha de Oliveira (UFRJ)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 6 História e Trajetórias Individuais nos Períodos Joanino e Imperial

34

DUARTE DA PONTE RIBEIRO E AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DO IMPÉRIO BRASILEIRO COM AS REPÚBLICAS DO PACÍFICO (1829-1852) Cristiane Maria Marcelo (UFF)

34

O MINISTÉRIO OURO PRETO E O DILEMA DA FEDERAÇÃO Amanda Muzzi Gomes (PUC-Rio - UERJ/FFP)

35

A MOBILIDADE SOCIAL ASCENDENTE DOS HOMENS DE NEGÓCIO COM

A VINDA DA CORTE JOANINA EM 1808: O CASO DO CONSELHEIRO E

COMENDADOR DA ORDEM DE CRISTO ELIAS ANTONIO LOPES (1808-1815)

Nilza Licia Xavier Silveira Braga (UFF)

36

UM PRESIDENTE DE PROVÍNCIA EM AÇÃO: DIÁLOGOS ESTABELECIDOS NO FUNCIONAMENTO DA ESCOLA NORMAL FLUMINENSE (1834-1840) Lívia Beatriz da Conceição (PPGHS/UFRJ)

36

A

CONSTRUÇÃO NACIONAL DE GONÇALVES DE MAGALHÃES

Marina Letti Marcucci (UNIRIO)

SESSÃO 7 Poder Político e Resistência

38

ATUAÇÃO DO LEGISLATIVO EM TORNO DA ANISTIA POLÍTICA (1964-1979) Sandro Héverton Câmara da Silva (FND/UFRJ)

38

A

ATUAÇÃO DE ALBINO MOREIRA DIAS NO MOVIMENTO OPERÁRIO

CARIOCA (1906-1918) Leila Cristina Pinto Pires (PPHR/UFRRJ)

39

A

REPRESENTAÇÃO DA REVOLUÇÃO SOCIAL PELA MILITÂNCIA

ANARQUISTA (1917-1924) Ricardo Ferrini Garzia (PPGHS/UFRJ)

39

GETÚLIO CABRAL: TRAJETÓRIA E MORTE DE UM MILITANTE COMUNISTA NA BAIXADA FLUMINENSE, NA GUANABARA E EM SALVADOR Giselle dos Santos Siqueira (UERJ)

40

PRÁTICAS DISCURSIVAS E IMPRENSA ANARQUISTA EM RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO NA DÉCADA DE 40 E 50 Rafael Viana da Silva (PPHR/UFRRJ)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 8 Aspectos da Administração no mundo luso-brasileiro

41

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL E AS REDES DE PODER: UMA ANÁLISE SOBRE AS AÇÕES COLONIAIS, PESQUISA E FONTES NO ESTUDO SOBRE A PROVEDORIA DE FAZENDA Ana Carolina da Silva (UNIRIO)

41

UM “GOVERNADOR” CONTRA OS HOLANDESES: A ADMINISTRAÇÃO DO 1º CONDE DA TORRE Andréa Delfino Ferraz (UGF)

42

O DEBATE POLÍTICO SOBRE O VALIMENTO EM PORTUGAL NO SÉCULO

XVII

Ligia Castellano Pereira (PPHR/UFRRJ)

43

HISTORICIZANDO A HISTORIOGRAFIA DA ADMINISTRAÇÃO COLONIAL NA AMÉRICA PORTUGUESA Felipe Castanho Ribeiro (Faculdades Integradas Simonsen)

SESSÃO 9 História da Baixada Fluminense

44

“CHEGUEI, OUVI E ANOTEI”: A MEMÓRIA POLÍTICA IGUASSUANA A PARTIR DA COLUNA DE LUIZ MARTINS AZEREDO (1945-1948) Maria Lúcia Bezerra da Silva Alexandre (UFRRJ)

44

A POLÍTICA LOCAL IGUAÇUANA E O CORONELISMO Adriano dos Santos Moraes (UFRRJ/IM)

45

A IGREJA VIGIADA: A VISÃO DA COMUNIDADE DE INFORMAÇÕES SOBRE ATUAÇÃO POLÍTICO RELIGIOSA DE DOM ADRIANO HIPÓLITO 1974-1985 Abner F. Sótenos (PPGHIS/IH/UFRJ)

45

CORONELISMO NA BAIXADA FLUMINENSE – A FIGURA MÍTICA DE TENÓRIO CAVALCANTI Jordan Luiz Menezes Gonçalves (UGF)

SESSÃO 10 O uso de periódicos como documento histórico

46

ÁULICOS E A IMPRENSA FLUMINENSE (1824-1826) Nelson Ferreira Marques Júnior (UERJ)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

47

O DISCURSO E SUA METAMORFOSE: UMA ANÁLISE DA REVISTA CAPICHABA NOS ANOS DE 1930 A 1945 Diego Stanger (UFES)

47

A PROPOSTA DE REFORMA POLICIAL EM 1869: IDÉIAS JURÍDICAS DE JOSÉ DE ALENCAR Adriano Ribeiro Paranhos (UFF)

SESSÃO 11 Militares e Ciências na História do Brasil

48

OBSERVAÇÕES DA NATUREZA E INTERESSE MILITAR: EXPEDIÇÕES CIENTIFICAS PARA O ESTUDO DE ECLIPSES DO SOL E O APERFEIÇOAMENTO DE MISSEIS INTERCONTINENTAIS Heráclio Duarte Tavares

49

A PRÁTICA ASTRONOMICA ENTRE OS MILITARES E O IMPERIAL OBSERVATÓRIO DO RIO DE JANEIRO (1827-1870) Olívia da Rocha Robba

49

A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO MILITAR FRANCÊS NO PÓS PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO EXÉRCITO BRASILEIRO Fábio Neves Luiz Laurentino (UGF)

50

OS MILITARES EM ANGOLA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII:

APONTAMENTOS INICIAIS PESQUISA Ariane Carvalho da Cruz (PPHR/UFRRJ)

SESSÃO 12 História Militar: A arte da guerra no século XIX e na I Guerra Mundial

51

ONDE ESTÁ A HISTÓRIA MILITAR? UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DOS LIMITES DO CAMPO Cesar Machado Domingues (IGHMB e Revista Brasileira de História Militar)

51

REFLEXÕES SOBRE A DOUTRINA MILITAR DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Daniel Albino da Silva (IGHMB/UNIRIO)

52

GUERRA CIVIL NORTE-AMERICANA E GUERRA FRANCO-PRUSSIANA:

ANÁLISE SOBRE O PENSAMENTO MILITAR E A ARTE DA GUERRA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX Ana Claudia de Rezende Costa Dutra e Mello (IGHMB/UNIRIO)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 13 A aplicação de conceitos à pesquisa histórica

54

O CONCEITO GRAMSCIANO DE SOCIEDADE CIVIL: UTILIZAÇÕES PARA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA NOS ANOS 1970-1980 João Paulo de Oliveira Moreira (UFF)

54

NAÇÃO E REVOLUÇÃO NA ESCRITA DA HISTÓRIA DE NELSON WERNECK SODRÉ Rafael José Galozi Soares (PPHR/UFRRJ)

55

CONCEITO DE ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A IMAGEM DO ESCRAVO NEGRO NOS LIVROS DIDÁTICOS: COISA X AGENTE SOCIAL Rejane Ramos Vieira (UGF)

SESSÃO 14 Aspectos do Brasil Império

56

D. PEDRO II E AS VIAGENS PARA O EGITO: O INICIO DA EGIPTOFILIA NO BRASIL Marco Aurelio Neves Junior (UGF)

56

A INSERÇÃO DO PROTESTANTISMO DE MISSÃO NO BRASIL IMPERIAL:

BREVE ANÁLISE SOBRE DISPUTAS NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO DO SEGUNDO REINADO Pedro Henrique Cavalcante de Medeiros (UFRRJ)

57

INFLUÊNCIAS DA NACIONALIDADE NA FORMULAÇÃO DA DOUTRINA DE LIMITES DO IMPÉRIO DO BRASIL Leonardo Moreira Casquilho

SESSÃO 15 História Agrária e Territorialidade

58

NO MEIO DA SERRA: O TÚNEL GRANDE E A EXPANSÃO PARA DENTRO DO IMPÉRIO BRASILEIRO Maísa de Brito Braga (MAST/UNIRIO)

58

PROPRIEDADE, TRABALHO E PRODUÇÃO AGRÍCOLA: O SÉCULO XIX NA PERSPECTIVA DA ZONA DA MATA MINEIRA Jamila Aparecida Silva Câmara (UFF)

59

O SUBÚRBIO DO RIO DE JANEIRO PELO OLHAR DA HISTÓRIA AGRÁRIA:

“CIRANDA DA TERRA - A DINÂMICA AGRÁRIA E SEUS CONFLITOS NA FREGUESIA DE SÃO TIAGO DE INHAÚMA (1850-1915) Rachel Gomes de Lima (UFF)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 16 Escravidão e Alteridade Africana na Época Moderna

60

AS VISITAÇÕES DO SANTO OFÍCIO EM 1591 E 1763: O ESCRAVISMO COLONIAL A PARTIR DAS APROPRIAÇÕES NAS PRÁTICAS MÁGICO- RELIGIOSAS Marcus Vinícius Reis (UERJ – FFP)

60

ENTRE O CUMPRIMENTO DO MUNDO E A SALVAÇÃO DA ALMA:

MARIANNA DE ANDRADE, UMA ESCRAVA NA LEI DE MOISÉS Pollyana Vieira Lopes (UGF)

61

JORGE BENCI: PERCEPÇÕES DE UM MISSIONÁRIO ITALIANO SOBRE A ESCRAVIDÃO NA BAHIA COLONIAL Natália de Almeida Oliveira (FSBRJ)

61

AFRICANIDADE E ESCRAVIDÃO NO PERÍODO MODERNO:

REPRESENTAÇÕES, TENSÕES E FLUTUAÇÕES Thiago Henrique Mota Silva (UFF)

SESSÃO 17 O Discurso Médico em perspectiva histórica

63

IMAGENS DA SAÚDE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: OS HOSPITAIS NA COLEÇÃO AUGUSTO MALTA DO MIS-RJ (1903-1936) Maria Isabela Mendonça dos Santos (UFF)

63

NA ORDEM DO DISCURSO: RASGANDO O CONTRATO FICCIONAL? Edson Silva de Lima (UERJ) e Pedro Henrique Rodrigues Torres (UERJ)

64

A MISCIGENAÇÃO BRASILEIRA NO FINAL DO XIX: A DISCUSSÃO RACIAL SOB AS INFLUÊNCIAS DAS IDEIAS DE GOBINEAU Adriana Gomes (UERJ)

64

“DOS TEMPERAMENTOS”: DISCURSO MÉDICO SOBRE DOENÇAS E ESCRAVOS NO OITOCENTOS Iamara da Silva Viana (UERJ)

SESSÃO 18 Olhares sobre a América Latina

66

CONCEPÇÕES DE DEMOCRACIA NO GOVERNO DE HUGO CHÁVEZ Nilson de Oliveira Pinto Pereira (UGF)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

67

OS DEBATES DIPLOMÁTICOS ENTRE BRASIL E BOLÍVIA SOBRE A REPATRIAÇÃO DOS PRÓFUGOS ESCRAVOS: O CASO DA PROVÍNCIA DE MATO GROSSO (SÉCULO XIX) Jefferson Tenório Barroso (UGF)

68

CIÊNCIA E NATUREZA: A IMPORTÂNCIA DE DIONÍSIO CERQUEIRA NA FRONTEIRA BRASIL-ARGENTINA NO INÍCIO DA PRIMEIRA REPÚBLICA Bruno Capilé (MAST/MCTI) e Moema de Rezende Vergara (MAST/MCTI)

SESSÃO 19 Ensino de História

69

TEATRO PEDAGÓGICO E OUTRAS POÉTICAS EDUCACIONAIS Thiago Luiz da Silva de Assis (UGF)

69

ETNOCENTRISMO VERSUS EUROCENTRISMO: UM ESTUDO ACERCA DOS CONCEITOS NO ENSINO DE HISTÓRIA SOBRE A CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA Carla Magdenier Sobrino

70

ENSINO DA HISTÓRIA NA ERA DIGITAL Raphaella Marques de Carvalho

71

O TEATRO COMO INSTRUMENTO PARA O ENSINO DE HISTÓRIA Gleiner Vinicius Vieira Costa (ArtTude Produções – Projeto EduCart)

SESSÃO 20 Literatura e Leis na Idade Média

72

A SITUAÇÃO LEGAL DOS JUDEUS DURANTE O REINADO DO REI SÁBIO:

UMA ANÁLISE DO DISCURSO RÉGIO Igor Formagueri Cunha de Oliveira (UGF)

72

O MORRER E O TESTAR NA IDADE MÉDIA Aryanne Faustina da Silva (UNIRIO)

73

UMA DISPUTA DE AMOR NAS CANTIGAS DE SANTA MARIA: GÊNERO, SEXUALIDADE E ECLESIÁSTICOS NO SÉCULO XIII Nathália Silva Fontes (UFRJ)

73

UM ESTUDO COMPARATIVO EM HISTÓRIA E LITERATURA: O EPISÓDIO DE INÊS DE CASTRO N’OS LUSÍADAS Raquel Hoffmann Monteiro

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
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UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 21 Perspectivas sobre História da América

75

URBANIDADE, IDEOLOGIA E PROJETO DE DESENVOLVIMENTO: O CASO DA COMISSÃO MISTA BRASIL-ESTADOS UNIDOS (1951-1953) Thiago Reis Marques Ribeiro

76

“AS AVENTURAS DO HOMEM-ARANHA NO DESERTO DO REAL”: UMA DISCUSSÃO DO REAL E IRREAL, HEROICIZAÇÃO E VILANIZAÇÃO NA ÓTICA DE SLAVOJ ŽIŽEK Gustavo Moltavão Freixo

76

O NEW DEAL ATRAVÉS DA ÓTICA DO DARWINISMO Diego da Rocha Conceição (UGF)

77

CARLOS LACERDA E A PROPOSTA UDENISTA DE POLÍTICA ECONÔMICA INTERNACIONAL DO BRASIL COM OS ESTADOS UNIDOS ( 1945- 1965) Karen Garcia Pêgas (UCB)

SESSÃO 22 História Militar: Ações da Marinha do Brasil do Império à República velha

78

A ESQUADRA NO PRATA: UM ESTUDO SOBRE PENSAMENTO POLÍTICO E GUERRA DURANTE O SEGUNDO REINADO (1850-1876) Renato Jorge Paranhos Restier Júnior (IGHMB/ Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha)

78

A ARMADA IMPERIAL NA COSTA DA ÁFRICA: (1827-1830) Marcelo Rodrigues de Oliveira (IGHMB/UNIRIO)

79

RUI BARBOSA E A AMEAÇA GERMÂNICA: A LEITURA DE ANDRÉ CHÉRADAME NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Livia Claro Pires (UERJ)

79

DE NATAL A GIBRALTAR: A DIVISÃO NAVAL BRASILEIRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Valterian Braga Mendonça (UNIRIO)

SESSÃO 23 A Antiguidade e suas reinterpretações contemporâneas

81

EGITO ANTIGO: DUALIDADE E IMAGINÁRIO SOCIAL (1550- 1070 A.C) Marina Rockenback de Almeida (NEA/ CEHAM/ UERJ – ARCHAI/UNB)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

82

A MÉTIS VERSUS A VOZ DAS SEREIAS: UM EMBATE NO XIIº CANTO DA OBRA ODISSÉIA Camila Alves Jourdan (UFF)

82

ENTRE A EXALTAÇÃO DO PRINCEPS E A DIVINIZAÇÃO DO GENIUS: UMA ANÁLISE DO DEBATE EM TORNO DA UTILIZAÇÃO DE CONCEITOS DA REPÚBLICA ROMANA NO INÍCIO DO SÉCULO XX Debora Casanova da Silva (UNIRIO/PPGHS/NERO - CAPES)

SESSÃO 24 Índios, Escravos e Jesuítas na Colônia

83

TRADIÇÃO E ORALIDADE: ETNOSABERES TUPINAMBÁ EM DOCUMENTOS COLONIAIS Ana Paula da Silva (UNIRIO)

83

CONFLITO ENTRE JESUITAS E COLONOS PAULISTA NO PERIODO COLONIAL Miguel Luciano Bispo dos Santos (UGF)

84

SER SENHOR DE ESCRAVOS NO RECONCAVO DO RIO DE JANEIRO:

ESTRATEGIAS DE LEGITIMAÇÃO DO PODER SENHORIAL NA FREGUESIA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE, SECULO XVIII Marcelo Inácio de Oliveira Alvez (UFRRJ)

SESSÃO 25 História da Morte na Colônia

85

A MORTE NO PATÍBULO: AS EXECUÇÕES E SEUS RITUAIS NO RIO DE JANEIRO COLONIAL (1750-1822) Bárbara Alves Benevides (UNIRIO)

85

COMPARAÇÕES ENTRE CEMITÉRIOS DE DESPRIVILEGIADOS NO BRASIL ESCRAVISTA: OS CASOS DE SALVADOR, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO Milra Nascimento Bravo (UNIRIO)

86

A MORTE INDÍGENA COMO OBJETO DE ESTUDO: REFLETINDO SOBRE O COTIDIANO DO MORRER NOS ALDEAMENTOS COLONIAIS DO RIO DE JANEIRO Ana Carolina Santoian Ferreira (UNIRIO)

SESSÃO 26 Baixa Idade Média e Transição para a Modernidade

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
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UNIVERSIDADE GAMA FILHO

87

O

CONCEITO DE CLASSE SOCIAL E A BURGUESIA MEDIEVAL

PORTUGUESA - UMA DISCUSSÃO TEÓRICO-HISTORIOGRÁFICA Bruno Marconi da Costa (PPGHC/UFRJ)

88

O

ESTADO PORTUGUÊS ÀS VÉSPERAS DA MODERNIDADE: TENSÕES E

RELAÇÕES DE PODER EM UMA SOCIEDADE NOBILIÁRQUICA Thaís Silva Félix Dias (UGF)

89

A

IMPORTÃNCIA DA PESTE NEGRA PARA O DECLÍNIO DA ECONOMIA

FEUDAL NO SÉCULO XIV Vinicius Cardoso da Silva (UNIABEU)

89

FATORES IDEOLÓGICOS NO IMAGINÁRIO SOCIAL MEDIEVAL DO SÉCULO

 

XIV

 

Eduardo Correa de Freitas (UNIABEU)

SESSÃO 27 Historiografia e Teoria da História

90

NAS ONDAS DO TEMPO: CONSIDERAÇÕES SOBRE AS IDEIAS DE HISTÓRIA UNIVERSAL NA CONTEMPORANEIDADE Rafael da Cunha Duarte Francisco (PUC-Rio)

90

O

VALOR E O NÃO VALOR DOS ESTUDOS HISTÓRICOS: UMA LEITURA DA “

II

CONSIDERAÇÃO INTEMPESTIVA” DE FRIEDRICH NIETZSCHE

Ana Carolina Pereira Araujo (PUC - Rio)

91

MEMÓRIA, HISTÓRIA E SOCIEDADE: A GUINADA SUBJETIVA E O PAPEL DA

HISTORIOGRAFIA

Bianca Rihan Pinheiro Amorim (UFF)

SESSÃO 28 Diferentes perspectivas sobre o Conhecimento Histórico

92

A AUTOBIOGRAFIA EM BLAISE CENDRARS: O PERSONAGEM ENTRE A HISTÓRIA E A HISTÓRIA Karla Adriana de Aquino (PPGHIS/UFRJ)

92

A

HISTÓRIA EM DEBATE COM AS NOVAS TECNOLOGIAS: ALGUMAS

IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS Marcella Albaine Farias da Costa (UFRJ)

93

O

ARQUIVISTA E O HISTORIADOR/PESQUISADOR

Maria Lucia Valada de Brito

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA

UNIVERSIDADE GAMA FILHO

SESSÃO 29 Entre a África e o Brasil

94

FORMAÇÃO DA TERRITORIALIDADE AFRICANA NAS MINAS DA AMÉRICA PORTUGUESAS: IDENTIDADE E PRESERVAÇÃO DA CULTURA Sergio Antonio de Paula Almeida

94

GÊNERO E APARTHEID: REPRESENTAÇÕES EM MOVIMENTO Valdene Costa Rocha (UnB)

95

O FLANÊUR E OS CULTOS AFRO-BRASILEIROS: CONTRADIÇÕES E PERTINÊNCIAS NA BELLE ÉPOQUE CARIOCA Viviane Fernandes Silva (UERJ)

SESSÃO 30 Visões sobre o Mundo Contemporâneo

96

A CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL: NOTAS TEÓRICAS SOBRE O CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO Andre Franklin Palmeira (UFF)

96

O CINEMA E O ORDENAMENTO URBANO NO RIO DE JANEIRO DO INÍCIO DO SÉCULO XX Veridiana Chiari Gatto (UFF)

97

LIMITES DO CRESCIMENTO: INFLUÊNCIA HISTÓRICA DO CLUBE DE ROMA NA CONSTRUÇÃO DE UMA CONSCIÊNCIA DE MUNDO FINITO Denise Quintanilha

SESSÃO 31 Patrimônio e Memória

98

O PATRIMÔNIO CULTURAL EDIFICADO DE BELO HORIZONTE: UMA DISCUSSÃO SOBRE MEMÓRIA E PATRIMÔNIO André Luiz Galdino da Silva (USS)

98

RUÍNAS DE GONGO SOCO: UM HISTÓRICO DE DESTRUIÇÃO Jonas José de Melo Alves (USS)

99

CINE VAZ LOBO: PRESERVAÇÃO, CULTURA E MEMÓRIA Karen da Silva Barros (IHGBI)

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
UNIVERSIDADE GAMA FILHO

PROGRAMAÇÃO

Dia 1º. de Agosto de 2012 – quarta-feira

07:30 – 08:30: Credenciamento

08:30 – 10:00: Minicurso O Cinema como Fonte Histórica: reflexões e análises – Prof. Mestrando Artur Malheiro (UNIRIO)

10:00 – 10:20: Sessão de Abertura do Encontro

10:20 – 12:00: Conferências

Conferência 1: O Chique em Choque? Os Malabaristas da Subsistência do Pós-Abolição Carioca - Profa. Mestra Marina Vieira de Carvalho (LEDDES/UERJ – FAMATH – CEDERJ/ UNIRIO)

Conferência 2: “Senhor, quem habitará a vossa tenda”? A Submissão do Corpo Escravo no Espaço Monástico da Ordem de São Bento na Corte Imperial – Prof. Mestre Paulo Henrique Silva Pacheco (LEDDES/UERJ - FEUDUC)

14:00 – 16:00: Sessões de comunicação

16:00 – 18:00: Sessões de comunicação

Dia 2 de Agosto de 2012 – quinta-feira

08:30 – 10:00: Minicurso O Cinema como Fonte Histórica: reflexões e análises – Prof. Mestrando Artur Malheiro (UNIRIO)

10:00 – 12:00: Conferência

Conferência 1:

O Rio de Janeiro e o Carnaval das Manifestações Populares: a Vizinha Faladeira Revelando a História da Folia das Escolas de Samba nos Anos 30 – Prof. Mestre Gabriel da Costa Turano (Santa Mônica Centro Educacional)

Conferência 2:

Mundo Antigo e Modernidade: Relações de Poder e Legitimidade por meio dos Usos do Passado – Prof. Dr. Julio Cesar Mendonça Gralha (UFF/PUCG/ESR)

14:00 – 16:00: Sessões de comunicação

16:00 – 18:00: Sessões de comunicação

Dia 3 de Agosto de 2012 – sexta-feira

08:30 – 10:00: Minicurso O Cinema como Fonte Histórica: reflexões e análises – Prof. Mestrando Artur Malheiro (UNIRIO)

10:00 – 12:00: Conferências

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I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO
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A Inquisição no Brasil: História, Historiografia e Possibilidades de Pesquisa – Prof. Mestre Yllan de Mattos (UFF/Cia. das Índias – MANTO - FAPERJ)

Conferência 2: Dominicanos, reino da Sicília, Papa João XXII: grupos de interesse e personagens da canonização de Tomás de Aquino 1274-1323 – Prof. Dr. Igor Salomão Teixeira (UFRGS)

14:00 – 16:00: Sessões de comunicação

16:00 – 18:00: Sessões de comunicação

18:00 – 19:30:

Conferência 1:

Conferência de Encerramento: uma proposta de leitura histórica dos textos e a produção da narrativa historiográfica – Prof.ª Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva

Uma proposta de leitura histórica dos textos e a produção da narrativa historiográfica.- Profa. Dra. Andreia Cristina Lopes Frazão da Silva (UFRJ/PPGHC/PEM)

HORÁRIOS DA SESSÕES

Horário/Data

1º. De Agosto

2 de Agosto

3 de Agosto

14:00 – 16:00

Sessão 1

Sessão 12

Sessão 22

Sessão 2

Sessão 13

Sessão 23

Sessão 3

Sessão 14

Sessão 24

Sessão 4

Sessão 15

Sessão 25

Sessão 5

Sessão 16

Sessão 26

16:00 – 18:00

Sessão 6

Sessão 17

Sessão 27

Sessão 7

Sessão 18

Sessão 28

Sessão 8

Sessão 19

Sessão 29

Sessão 9

Sessão 20

Sessão 30

Sessão 10

Sessão 21

Sessão 31

Sessão 11

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RESUMOS

I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE GAMA FILHO
I ENCONTRO DE HISTÓRIA DA
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SESSÃO 1 Catolicismo no Brasil Colonial

Coordenador: Prof. Mestre Paulo Henrique Silva Pacheco (LEDDES/UERJ - FEUDUC)

AS CONSTITUIÇÕES DOS CONVENTOS FEMININOS DE CLARISSAS E CONCEPCIONISTAS DO PERÍODO MODERNO

Amanda Dias de Oliveira

N este artigo busca-se demonstrar como eram as regras que direcionavam a vida das religiosas, dentro dos Conventos das ordens clarissas e concepcionistas do período moderno. Durante o

artigo, serão destacadas fontes de caráter normativos como o “Concílio de Trento”, “A perfeita religiosa”, “Constituciones generales para todas lãs monjas, y religiosas sujeitas a La obediência de La ordem de N.P.S. Francisco em toda esta família Cismontana, Regra das religiosas do Convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda e Notícia Histórica Da Ordem da Immaculada Conceição da Mãe de Deus e do convento de Nossa Senhora da Conceição da Ajuda do Rio de Janeiro. Tais fontes ajudaram na compreensão do como eram as normas das instituições religiosas das ordens das Clarissas

e Concepcionistas do período moderno, e o que se esperava da conduta das freiras dentro dos claustros.

Palavras-Chave: História, Religião, Mulheres.

NEGROS DO ROSÁRIO: DEVOÇÃO, SOCIABILIDADE E ETNIA NA IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII

Márcia Cristina Pires (UNIRIO)

E sta comunicação terá como referência principal a pesquisa, que está em andamento, sobre a Irmandade do Rosário do Rio de Janeiro, cujo objetivo central é reconstruir a história da referida

irmandade desde a sua criação até o período áureo do oitocentos, quando tornou-se a mais promissora entre os homens de cor da capitania fossem estes escravos ou forros.

A Irmandade do Rosário merece um destaque especial dentre outras confrarias de negros, pois foi a mais popular entre os homens de cor, pois admitia em seu interior tanto irmãos cativos quanto forros. Como

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também foi a primeira irmandade de negros a construir uma igreja própria o que demonstrava poder e prestígio da mesma na esfera social da colônia.

Assim buscaremos precisar o início da Irmandade do Rosário, seus principais articuladores e promotores, seus objetivos centrais enquanto uma associação religiosa de negros, bem como, sua atuação em um dos cenários sociais mais importantes da América portuguesa que é a cidade do Rio de Janeiro.

Também buscaremos compreender a demarcação das diferenças étnicas entre os negros dentro da referida irmandade, que evitavam ser confundidos entre si, buscando assim afirmarem sua etnia sobre os demais grupos existentes no contexto escravista colonial.

Palavras-Chave: Escravidão, Religiosidade, Etnia.

REDES DE SOCIABILIDADE E A FORMAÇÃO DE UM CLERO DE COR NO BISPADO DO RIO DE JANEIRO – SÉCULOS XVII E XVIII

Guilherme da Silva (UNIRIO)

O presente trabalho visa abordar o estudo da ordenação de africanos e seus descendentes como padres seculares na América Portuguesa. Privilegiando o enfoque do processo de mobilidade

social e da estruturação das hierarquias numa sociedade com traços de Antigo Regime, através da formação e discussão do conceito de “redes de sociabilidade”, pretende-se analisar os significados da existência deste segmento clerical para a população de cor e para as instâncias dos poderes secular e religioso na América Portuguesa. Procurar-se-á entender esta mobilidade em um sentido que não se resume à ação individual e sim coletiva, incluindo uma análise mais específica das estratégias que conduziram à ordenação daqueles que possuíam o chamado “defeito da cor”.

Palavras-Chave: Redes de Sociabilidade, Clero de cor.

PERSEGUIÇÕES INQUISITORIAIS NO BRASIL NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XVIII

Jessica Gabrielle de Souza (UGF)

O subprojeto de pesquisa “Perseguições Inquisitoriais no Brasil na primeira metade do século XVIII”, está inserido no projeto “Poder e sociedade no mundo colonial. Estado Colonial: Perfil

institucional, esferas administrativas, adaptações e tensões (1640-1750)”. O presente subprojeto se

orienta para uma análise da ação disciplinadora do Tribunal do Santo Ofício Português nas regiões

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sul e sudeste na primeira metade do século XVIII, dado o expressivo número de prisioneiros brasileiros enviados aos cárceres da Inquisição de Lisboa. Embora não se tenha sido instalados tribunais do Santo Ofício no Brasil, a colônia era subordinada ao Tribunal de Lisboa que da metrópole respondia pelos assuntos coloniais.

O projeto tem como objetivo mapear o perfil dos réus perseguidos no período bem como os mecanismos que tal instituição se utilizava para exercer seu poder na ação de seus comissários e familiares.

Palavras-Chave: Inquisição Portuguesa, Relações de Poder, Brasil colonial.

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SESSÃO 2 História e Cinema

Coordenador: Prof. Artur Malheiro (UNIRIO)

CINEMA E DITADURA MILITAR BRASILEIRA: REPRESENTAÇÕES DOS GUERRILHEIROS E DA LUTA ARMADA NO CINEMA BRASILEIRO PÓS-RETOMADA

Neylan Coelho Porto Silva (UGF)

O presente estudo insere-se no campo das reflexões que buscam um diálogo entre cinema, história e memória. Através de um conjunto de filmes da atualidade, procuro analisar as construções

de memórias acerca do regime militar brasileiro (1964-1985), com ênfase na temática da luta armada existente no período. Destaco a imprescindível necessidade de associar as representações cinematográficas às condições de produção dos filmes, assim como ao contexto social do qual emergem. Busco, neste sentido, observar quais aspectos sobre a luta armada são valorizados e/ou silenciados por esses filmes,

sempre considerando que o cinema pode ser percebido como um operador de memória social e como um lugar privilegiado para o embate de memórias.

Palavras-chave: Cinema, Regime Militar, Guerrilha, Embate de Memórias

HISTÓRIA E CINEMA: A FAVELA VAI AO CINEMA EM “RIO, 40 GRAUS”

Fahya Kury Cassins (UDESC)

O cinema, para o historiador, é uma rica fonte de informações e interpretações da época e do lugar onde foi feito. Na História do Cinema percebemos que alguns filmes são representativos para a

própria produção cinematográfica e podem ser estudados como elementos fundamentais para mudanças e estilos. Tomando como base de pesquisa a relação entre cinema e história e como objeto de análise o filme “Rio, 40 Graus” (1955), de Nelson Pereira dos Santos, pretendemos apresentá-lo como o marco da presença de um estrato do povo brasileiro quase não visto nas telas e como ele, de certa forma, permitiu, anos depois, que outros filmes com o mesmo contexto – a favela – fossem feitos. A produção cinematográfica, neste caso, contou uma história inserida na sua época apropriando-se de personagens e

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dramas de um lugar, a favela, que demorou a se firmar como “realidade” na história do cinema nacional. Ele inaugura uma nova fase e estende seu legado para as gerações futuras.

Palavras-Chave: Rio 40 Graus, Cinema Novo, Favela.

A BARBÁRIE PENSADA A PARTIR DO FÍLMICO: UMA ANÁLISE DO FILME “FESTIM DIABÓLICO” (ROPE) DE ALFRED HITCHCOCH, 1948

Lamartine Gaspar de Oliveira (UPM)

D iscutir Festim Diabólico em tempos de intolerância é pensar a Barbárie pelo viés do trabalho fílmico do diretor Alfred Hitchcock (HOPE) de 1948, o primeiro a cores produzido por ele,

pouco tempo após a Segunda Guerra Mundial.

Assisti-lo nos permite ver já nas cenas iniciais que os nossos atos bárbaros acontecem na escuridão de nossa animalidade. É entender que, quando nossa compreensão de certas preposições não desembocam em luz, certamente nos levam para a escuridão de nossas interpretações egoístas. Nesse sentido entendemos a realidade onde muitas vezes, de acordo com o nosso ego, ou de acordo com aquilo que nos agrada e se ainda estamos nesse sentido sendo guiados pela nossa animalidade interior, aquilo que deveria ser luz se torna em trevas, obscurecendo, portanto o verdadeiro conhecimento, nos levando a agir erroneamente.

O filme nos aponta para o direito, a dignidade e a vida de todo e qualquer indivíduo sem acepção de pessoas. Respeitar o outro é lidar e conviver até com a sua inferioridade.

Não temos como dizer diferente, de fato o cinema é a arte da ilusão. A barbárie não, ela é algo ainda intenso dentro do ser humano. É desejo de muitos. Arte para muitos

Palavras-Chave: História, Arte, Fílmico, Barbárie, Intolerância.

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VÍCIOS E VIRTUDES NA RELAÇÃO ENTRE ENSINO DE HISTÓRIA E PRODUÇÃO HISTORIOGRÁFICA: UMA PROPOSTA DE ABORDAGEM CONSTRUTIVISTA POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DA CINEMATOGRAFIA SOBRE A IDADE MÉDIA COMO FONTE HISTÓRICA EM SALA DE AULA

Cristiano Ferreira de Barros (PPHR/LITHAM/UFRRJ - FAPERJ)

P artindo da constatação da distância existente entre a produção acadêmica no campo historiográfico e sua aplicabilidade na prática do ensino de História, objetivamos apresentar possibilidades para a diminuição entre a realidade acadêmica e o cotidiano escolar por meio da utilização do discurso fílmico como fonte histórica em sala de aula, apoiando-nos nas considerações das teorias

construtivistas da aprendizagem. Tal escopo se torna exequível se considerarmos o papel participativo

e ativo instrumentalizado na colaboração entre o corpo docente e discente, parafraseando palavras

dos Parâmetros Curriculares Nacionais, quando da utilização de fontes históricas em sala de aula,

possibilitando não só a apropriação do instrumental teórico-metodológico da História em salas de aula de níveis fundamental e médio, como também contribuindo para repensar, junto aos alunos,

o posicionamento frente os discursos propagados nas várias formas de mídias audiovisuais. Tais

possibilidades teórico-metodológicas são por nós apresentadas por meio de estudos de caso concernentes

a filmes que abordam a Idade Média, dentre eles O Incrível Exército de Brancaleone, com direção de

Mário Monicelli e o filme Cruzadas, dirigido por Ridley Scott, da mesma forma que pontuamos as possibilidades e limites de tais teorias de construção cognitiva na prática docente do ensino de História.

Palavras-chave: Ensino de História, Prática Historiográfica, Cinema, Idade Média

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SESSÃO 3 História das Mulheres e Sexualidade

Coordenador: Prof.ª Rachel Pulcino de Abreu (PUC-Rio)

CUIDADO COM O ROCIO: O LUGAR DO HOMOEROSTISMO MASCULINO NA CIVILIZAÇÃO QUE SE ALMEJAVA. O RIO NU (1898-1916)

Natália Batista Peçanha (PPHR/UFRRJ)

E m fins do século XIX e princípio do XX a busca pela formação de uma civilização aos moldes europeus pairava sobre as cabeças de grande parte da intelectualidade brasileira e de membros de

algumas instituições (Academias de Medicina, juristas, policiais, dentre outros). Modelos de homens

e mulheres eram criados para serem seguidos por aqueles que pretendiam se adequar a esta nova

civilização. Desta forma, diversos instrumentos foram alçados a esse fim. Para este trabalho elencamos

o jornal O Rio Nu (1898-1916) a fim de analisarmos um material dedicado aos homens, que, por

conseguinte criava modelos a serem seguidos por seus leitores, e, sobretudo, modelos a serem evitados, como o caso dos homossexuais que circulavam no Largo do Rocio e que eram representados de forma pejorativa por este impresso.

Palavras-Chave: O Rio Nu, Civilização, Homoerotismo.

REFLETINDO A ATUAÇÃO DA MULHER:

NA SOCIEDADE DOS BARÕES DE CAFÉ NO VALE DO PARAÍBA FLUMINENSE

Eliane Cahon Leopoldo (USS)

E sta comunicação objetiva apresentar nossas reflexões acerca das atuações da mulher de elite, no contexto da sociedade dos Barões do café no Vale do Paraíba Fluminense. Com base em pesquisas

realizadas em testamentos e inventários disponíveis CDH/USS/Vassouras e documentos pertencentes ao acervo do Museu Casa da Hera/Vassouras, antiga moradia dos Teixeira Leite. Representantes da elite local e historiografia selecionada para estudo. Pretendemos analisar a participação e atuação de algumas mulheres integrantes da sociedade cafeeira fluminense. Grosso modo faremos um contra

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ponto entre Eufrásia Teixeira Leite e outras personagens selecionadas da referida sociedade e período. A rigor, nossas inquietações situam-se em torno das atuações sociais destas mulheres e o quadro forjado quando pensamos a mulher deste período e sociedade. Propomos uma interface, na abordagem de nossas análises e questionamentos, que buscam entender suas inserções e atuações no contexto desta sociedade em meados do XIX e limiar do século XX.

Palavras-Chave: Mulher, Elite, Poder.

QUEM SÃO AS MULHERES PRESENTES NOS LIVROS DIDÁTICOS DE HISTÓRIA DO ENSINO FUNDAMENTAL?

Rachel Luiza Pulcino de Abreu (PUC-Rio)

“Quem são as mulheres presente nos livros didáticos de história do ensino fundamental?” busca através dessa interrogação desvendar o porque as mulheres ainda não são tão presentes no ensino de história.

E sse trabalho se insere num conjunto maior de questões levantadas sobre os problemas enfrentados por nós professores e/ou educadores ao entrarmos nas salas de aula. No caso, a discussão tenta trazer

contribuições para um dos problemas mais frenquentes quando pensamos em ensino de história: quais são os conteúdos ou conhecimentos escolares abordados nos livros didáticos? E mais específico, quem são as mulheres presentes nos livros? Será que elas são contempladas como as agentes sociais que são, ou apenas aparecem de modo ilustrativo?

Assim, essas são algumas das questão que pretendo fazer ao analisar os livros didáticos do ensino fundamental de história. A pesquisa segue em fase inicial, sendo ainda realizado a revisão bibliográfica, que procura identificar nos autores que escrevem sobre o ensino de história e também que analisam os livros de didáticos de história, como a questão do ensino do gênero feminino é abordado.

Palavras-Chave: Ensino de história, Gênero, Livro didático.

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SESSÃO 4 O Rio de Janeiro como Cenário Histórico

Coordenador: Prof. Ms. Tiago César da Silva (UNIRIO)

UMA VISITA À OFICINA DO ARQUITETO:

ETNOGRAFIA DOS LUGARES DE MEMÓRIA DA MAÇONARIA NO RIO DE JANEIRO

Tiago César da Silva (UNIRIO)

O objetivo geral deste trabalho é apresentar a Maçonaria como guardiã de uma memória que transita entre a construção de sua própria identidade e a História do Brasil. Existem no Rio de Janeiro dois

locais que atualmente servem como abrigo para o patrimônio deste grupo, que são o Centro Cultural do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito e o Palácio do Lavradio, localizados nos bairros de São Cristóvão e do Centro, respectivamente. Estes lugares abrigam objetos relacionados principalmente ao século XIX, período em que diversos maçons brasileiros estavam em posições sociais de destaque, sendo força motriz de mudanças sociais que quebraram o paradigma da nação, como por exemplo, a Independência, a emancipação do trabalho escravo e a proclamação da República. Esta “era de ouro” da Maçonaria serve hoje como combustível para legitimar a solicitação da Ordem da busca por seu espaço histórico, pois deste modo podem ser reconhecidos como agentes transformadores e não somente como uma Instituição secundária nestes processos.

Palavras-Chave: Maçonaria, Memória, Patrimônio.

RIO, MODERNIDADE E PRAÇA DE MERCADOS

Vitor Leandro de Souza (UFF)

E sta comunicação pretende abordar as ações do processo de ordenamento do comércio de gêneros de primeira necessidade na Cidade do Rio de Janeiro entre a segunda metade do século XIX e início

do século XX através da constituição e regulamentação das Praças de Mercados. Busca-se através de fragmentos presentes na imprensa, literatura, documentação administrativa e imagens reconstruir como tais mudanças foram sentidas pelos frequentadores dos Mercados e os meios utilizados pela administração

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pública para tornar aquele “equipamento” em conformidade com a “ideologia modernizadora” do início do século XX.

Palavras-Chave: Mercados, Rio de Janeiro, Modernidade, Reformas Urbanas.

“SEMPRE TRAÍDA”? O RIO DE JANEIRO E A CONSTRUÇÃO DA UNIDADE NACIONAL

Rafael Lima Alves de Souza (PUC-Rio)

O presente trabalho parte do princípio de que o Rio de Janeiro, mais do que qualquer outra cidade brasileira, destaca-se por sua estreita relação com a história nacional desde pelo menos 1763,

quando a cidade passou a ser sede do Vice-Reino. Esse entrelaçamento Rio de Janeiro/Nação consolidou- se ainda mais na primeira metade do século XIX, quando a cidade transformou-se em Corte e, com a emancipação política, teve papel decisivo na costura da unidade territorial e na construção da identidade nacional. Pretendemos demonstrar que essa nacionalização do Rio nos idos dos anos 1820, sobretudo via literatura, contribuiu em muito para deixar na penumbra suas facetas locais e, nesse sentido, para gerar constantes equívocos historiográficos que tomam a cidade pela nação.

Palavras-Chave: Rio de Janeiro, Nação, Literatura.

A REVISTA DE IMIGRAÇÃO E COLONIZAÇÃO: IMIGRANTES NO RIO DE JANEIRO

Thaíla Guimarães de Queiroz (UNIVERSO)

E sta comunicação tem como proposta a análise do discurso acerca dos imigrantes desejáveis, assim como a experiência dos indesejáveis entre os anos de 1940 e 1955, no Rio de Janeiro, então capital

do Brasil.

Objetivando o controle e a organização da entrada de imigrantes, sob a influência de intelectuais como Oliveira Vianna, o governo Estado Novista criou em 1938 o Conselho de Imigração e Colonização (CIC). Ainda com esse objetivo, tal órgão publicou entre os anos de 1940 e 1955 a Revista de Imigração e Colonização - nossa principal fonte de análise - cujos autores associando agressividade e didática aos textos, almejavam tornar uma espécie de manual de conduta a ser seguido pela população com relação aos imigrantes. Já na edição inaugural da revista, observamos o tipo de imigrante que era tido como o ideal ou desejável: o europeu. Entretanto, este deveria ser de origem portuguesa, espanhola ou italiana, conhecidos por latinos que estivessem dispostos a se misturarem a população nativa e assumir o Brasil como nação.

Palavras-Chave: Imigração, CIC, Estado Novo, Discurso.

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SESSÃO 5 Religiosidade e Igreja na Idade Média

Coordenador: Prof. Wendell dos Reis Veloso (PPHR/LITHAM/UFRRJ - CAPES)

RELAÇÕES ENTRE IDENTIDADE CRISTÃ E CRITÉRIOS DE HUMANIDADE NA OBRA CONFISSÕES DE AGOSTINHO DE HIPONA

Wendell dos Reis Veloso (PPHR/LITHAM/UFRRJ - CAPES)

O IV século é marcado por esforços de institucionalização do Credo Niceno e é neste contexto que o Bispo Agostinho de Hipona (354-430 d. C.) forja elementos identitários para a crescente

comunidade cristã. As reflexões do bispo hiponense acerca dos elementos constituintes desta identidade reverberaram em reflexões sobre os diferentes estatutos de humanidade que caracterizariam os bons cristãos e também aqueles que, por suposto erro ou desvio, distanciavam-se das projeções escatológicas contidas em sua teologia. Desta maneira, nossa intenção é, por meio de uma Análise de Discurso de trechos da obra agostiniana Confissões (c. 397 d. C.), estabelecer a relação - não existente na obra de maneira explícita – entre o projeto agostiniano de identidade cristã e a condição de humanidade estabelecida por ele para os diversos seres sociais, identificando aí os critérios estabelecidos pelo bispo para as classificações estabelecidas por ele, assim como as consequências destas.

Palavras-Chave: Agostinho de Hipona, Igreja Medieval, Identidade Cristã, Critérios de Humanidade, Confissões.

O PECADO NO DISCURSO AGOSTINIANO

Joana Paula Pereira Correia (UFES)

A pós 9 anos como Ouvinte Maniqueu, Agostinho de Hipona se converte ao Cristianismo e passa a combater sua antiga fé. Neste período, ainda jovem o hiponense escreve várias obras de

combate ao Maniqueísmo. Entre as questões levantadas pelo jovem nestas obras podemos destacar a noção agostiniana de pecado, que se opõe a maniqueísta ponto este que pretendemos analisar em nosso

trabalho.

Palavras-Chave: Agostinho de Hipona, Maniqueísmo, Pecado, Bem e Mal.

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CONSIDERAÇÕES SOBRE A HAGIOGRAFIA DE SÃO GERALDO

André Rocha de Oliveira (UFRJ)

E m nossa comunicação apresentaremos algumas reflexões iniciais relacionadas à pesquisa que tem por objetivo a redação da monografia de fim de curso. Vinculada ao projeto coletivo Hagiografia

e História: um estudo comparativo da santidade, esta investigação é realizada sob a orientação da Profª.

Drª. Andréia C. L. Frazão da Silva, e desenvolvida no âmbito do Programa de Estudos Medievais (PEM) da UFRJ.

A temática central da presente pesquisa é a relação entre a produção hagiográfica episcopal e a cidade medieval de Braga, situada no norte da Península Ibérica e importante sede episcopal. Neste trabalho, apontaremos algumas considerações iniciais sobre os conceitos e metodologias possíveis de serem aplicados no estudo da hagiografia de São Geraldo, que foi bispo da cidade de Braga entre os séculos

XI e XII. Para tal, partiremos dos estudos realizados por Michel de Certeau e Isabel Velázquez sobre a

Hagiografia.

Palavras-Chave: Hagiografia, São Geraldo, Braga.

A CONSTRUÇÃO DO PODER PAPAL NO PONTIFICADO DE GREGÓRIO IX ATRAVÉS DO ÍCONE SÃO FRANCISCO

Victor Mariano Camacho (LITHAM/UFRRJ)

O papado durante a Idade Média procurou de diversas maneiras estabelecer seu controle e poder sobre as práticas religiosas e sociais da sociedade ocidental, a partir do século XIII, com a chamada

Reforma Papal, a Igreja no pontificado de Gregório IX buscou sistematizar de forma mais centralizada o culto, aos santos, neste sentido, o surgimento da Ordem dos Frades Menores no início do século XIII, bem como a figura de seu fundador representaram uma peculiaridade do pontificado deste mesmo papa. Logo, o presente trabalho tem por finalidade analisar a questão do reconhecimento da santidade

na

Idade Média Central como estratégia de dominação papal através do caso específico da canonização

de

Francisco de Assis pelo papa Gregório IX.

Palavras-Chave: Franciscanismo, Papado, Santidade.

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SESSÃO 6 História e Trajetórias Individuais nos Períodos Joanino e Imperial

Coordenador: Prof.ª Nilza Licia Xavier Silveira Braga (UFF)

DUARTE DA PONTE RIBEIRO E AS RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS DO IMPÉRIO BRASILEIRO COM AS REPÚBLICAS DO PACÍFICO (1829-1852)

Cristiane Maria Marcelo (UFF)

O objetivo desta comunicação é fazer uma análise inicial das contribuições do diplomata Duarte da Ponte Ribeiro no processo de consolidação do poder do Império Brasileiro junto às Repúblicas do

Pacífico (Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela e Chile). Desde o período colonial a atenção das autoridades portuguesas eram voltadas apenas para os conflitos políticos ocorridos na região do Rio do Prata (Argentina, Paraguai, Uruguai) devido aos objetivos de contrabando possibilitados pela criação da Colônia de Sacramento (1680). Com o processo de Independência, no entanto, tal preocupação alargou-se à região do Pacífico. O objetivo agora não era apenas comercial, tratava-se, principalmente, de aproximar-se da região a fim de fazer valer o poder daquele Império em construção. É nesse contexto que a figura de Ponte Ribeiro torna-se importante. Ele foi um dos primeiros diplomatas a viajar para aquele lado, até então inexplorado pelo governo brasileiro. Ao longo de suas estadias pôde descrever com maestria a situação política das repúblicas daquela região, os interesses econômicos, os acordos estabelecidos entre elas. Ponte Ribeiro representava os interesses brasileiros naquela parte do continente. Ao longo de sua vida diplomática esteve no Peru, Bolívia, Chile onde procurou estabelecer alguns acordos de comércio, navegação e limites, mas não deixou de retratar o perfil cultural, social, militar e financeira de cada uma das Repúblicas que visitou.

Palavras-Chave: Século XIX, Duarte da Ponte Ribeiro, Repúblicas do Pacífico.

O MINISTÉRIO OURO PRETO E O DILEMA DA FEDERAÇÃO

Amanda Muzzi Gomes (PUC-Rio - UERJ/FFP)

N este trabalho analiso, em um primeiro plano, a atuação política do visconde de Ouro Preto e o seu programa como presidente do último Conselho de Ministros da Monarquia brasileira.

Abordo, num plano de fundo, o contexto de crise do Brasil-Império em que este gabinete se inicia e as

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dissidências partidárias em curso, particularmente em relação à defesa da federação. Portanto, como interpreto, é em torno do debate sobre descentralização e federação que ocorre a última cisão entre os Liberais, fator que minorou a base de apoio ao ministério Ouro Preto.

Palavras-Chave: Visconde de Ouro Preto, Política imperial, Federação.

A MOBILIDADE SOCIAL ASCENDENTE DOS HOMENS DE NEGÓCIO COM A VINDA DA CORTE JOANINA EM 1808: O CASO DO CONSELHEIRO E COMENDADOR DA ORDEM DE CRISTO ELIAS ANTONIO LOPES (1808-1815)

Nilza Licia Xavier Silveira Braga (UFF)

A comunicação tem como objetivo abordar a breve trajetória do negociante de grosso trato Elias Antonio Lopes no período de 1808 a 1815. Ele é um dos mais influentes homens de negócio do

Rio de Janeiro de fins do século XVIII e início do século XIX, pela diversificação de seus negócios, por seus cabedais, bem como pelas mercês conquistadas no período joanino quando ofereceu sua

chácara, localizada na Quinta da Boa Vista em São Cristóvão para residência do príncipe regente. Entre as mercês conquistadas destacam-se a Comenda da Ordem de Cristo, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Conselheiro de Dom João, o lugar de deputado da Real Junta de Comércio. Estas distinções influenciaram negociantes que procuravam pautar suas riquezas e adquirir mercês e honrarias para estarem no topo de uma hierarquia social, sendo atraídos pela vinda da Corte, o que aconteceu no caso de Elias Lopes. Muitos negociantes estabelecidos no Rio de Janeiro, sobretudo nas últimas décadas do século XVIII, tinham origem portuguesa. Estes viveram em uma sociedade pautada pelos valores aristocráticos de Antigo Regime, não se desvinculando deles quando vieram para o ultramar. A mobilidade social ascendente herdeira desta mentalidade amoldou-se no ultramar com suas devidas características e peculiaridades.

Palavras-Chave: Trajetória, Mercês, Homens de negócio.

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UM PRESIDENTE DE PROVÍNCIA EM AÇÃO: DIÁLOGOS ESTABELECIDOS NO FUNCIONAMENTO DA ESCOLA NORMAL FLUMINENSE (1834-1840)

Lívia Beatriz da Conceição (PPGHS/UFRJ)

T emos por objetivo refletir sobre os diálogos estabelecidos por Joaquim José Rodrigues Torres, enquanto presidente da província do Rio de Janeiro, na construção de seus projetos políticos

para a instrução primária provincial. Esta proposta faz parte de um objetivo maior de reflexão que é a construção de uma biografia sobre esse personagem. Trabalhamos aqui, nesse sentido, com uma perspectiva dialógica no entendimento de suas estratégias de ação e mediação para a educação elementar provincial. Idéia esta que se faz uma constante nos estudos que se dedicam à escrita biográfica como aposta historiográfica na atualidade; ao defenderem que para se entender as ações dos sujeitos históricos em sociedade se faz de suma importância que nos preocupemos em perceber e analisar as redes de sociabilidade nas quais um personagem se acha inscrito. A partir disso, os diálogos que foram sendo estabelecidos por Rodrigues Torres com outras províncias do Império na construção de suas propostas para a instrução elementar serão aqui problematizados ao trazermos ao debate o fato de que algumas dessas províncias enviavam seus professores primários para serem “suficientemente instruídos” para o exercício do magistério na escola normal que então estava em efetivo funcionamento na província do Rio de Janeiro.

Palavras-Chave: Biografia, Império do Brasil, Instrução pública.

A CONSTRUÇÃO NACIONAL DE GONÇALVES DE MAGALHÃES

Marina Letti Marcucci (UNIRIO)

D omingo José Gonçalves de Magalhães foi o precursor do romantismo no Brasil e tinha como uma de suas correntes a poesia indianista. Era patriota e assumia a posição de que só era possível

construir a identidade de uma nação através de uma literatura nacional autônoma. Focado na construção desta identidade nacional brasileira, Magalhães desenvolveu seu projeto, uma vez que o símbolo do Brasil era a natureza e seus indígenas. Contudo, o poeta também mantinha uma linha neoclássica. Em seu famoso e épico poema “A Confederação dos Tamoios”, publicado em 1856 exaltou o índio e criticou os portugueses que os consideravam selvagens e os escravizaram. Magalhães também procurava estabelecer uma forte analogia entre os índios e os antigos como forma de valorização dos primeiros. A construção identitária da nação brasileira teve uma de suas vertentes nas artes e, consequentemente na literatura. A ruptura com a Coroa Portuguesa precisava ser ocasionada também no âmbito cultural

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e Magalhães se propôs a realizá-la. Investigando seus escritos e o contexto em que estava presente, é curioso compreender a inovação proposta por Magalhães e os obstáculos que enfrentou para iniciar a literatura autônoma brasileira. O objetivo do presente trabalho é apresentar como se deu esta formação nacional através da literatura de Magalhães.

Palavras-Chave: Romantismo, Gonçalves de Magalhães, Indianismo.

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SESSÃO 7 Poder Político e Resistência

Coordenador: Prof.ª Leila Cristina Pinto Pires (PPHR/UFRRJ)

ATUAÇÃO DO LEGISLATIVO EM TORNO DA ANISTIA POLÍTICA (1964-1979)

Sandro Héverton Câmara da Silva (FND/UFRJ)

E sta comunicação aborda a participação do Congresso Nacional Brasileiro em torno as anistia política aos apenados pelo regime civil-militar. Indo de encontro à historiografia que prioriza a

atuação dos movimentos sociais da década de 1970, situa o debate na esfera da resistência democrática, num recorte temporal que compreende o início do governo Castelo (1964 – 1979), até a promulgação da edição da Lei 6.683/79, enfocando as estratégias, motivações e significados das disputas acerca daquela bandeira para os rumos do processo político.

Palavras-chave: Anistia, Congresso Nacional, Resistência Democrática.

A ATUAÇÃO DE ALBINO MOREIRA DIAS NO MOVIMENTO OPERÁRIO CARIOCA

(1906-1918)

Leila Cristina Pinto Pires (PPHR/UFRRJ)

A organização do movimento operário, na cidade do Rio de Janeiro, contou com a participação de homens e mulheres com orientações ideológicas como a anarquista, socialista e sindicalista

revolucionária. Dentre esses destaca-se o operário e militante de orientação sindicalista revolucionária

Albino Moreira Dias. A sua atuação foi por meio da publicação de sete artigos e um relatório, no jornal de orientação sindicalista revolucionária “A Voz do Trabalhador” (1908-1915). O militante atuou também em duas associações operárias e nas sessões do Congresso Operário Brasileiro, realizados nos anos de 1906 e de 1913. Durante as sessões os militantes participantes decidiram as orientações para o movimento operário. Na atuação do militante destaca-se o seu discurso e ação em prol dos têxteis, ocupando o posto de representante do Sindicato dos Trabalhadores em Fábricas de Tecidos, no ano 1913, e em 1918 como vice-presidente da União dos Operários em Fábricas de Tecidos, associação que teve participação direta na realização da Insurreição Anarquista e greve geral. Diante disso entende-se

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que Albino Moreira Dias, através das experiências adquiridas dentro das fábricas têxteis, nas associações

e congressos operários, atuou buscando mobilizar os têxteis para a luta via sindical e colaborou para a organização do movimento operário carioca.

Palavras-Chave: Movimento operário, Militância, Sindicalismo revolucionário.

A REPRESENTAÇÃO DA REVOLUÇÃO

SOCIAL PELA MILITÂNCIA ANARQUISTA

(1917-1924)

Ricardo Ferrini Garzia (PPGHS/UFRJ)

A o longo da Primeira República, os grupos de militantes anarquistas que gravitavam em torno do jornal A Plebe constituíram a voz de contestação mais radical ao sistema político brasileiro,

pregando, entre a classe operária, a favor de uma sociedade sem leis, governos e livre daquela que era apontada como a origem de todo o mal social, a propriedade. Em seu esforço por inspirar o ânimo transformador dos trabalhadores, a militância se valeu da representação do grande momento redentor,

a revolução social, por meio de poesias e ilustrações. Em nosso estudo pretendemos analisar algumas

dessas representações – tomando, além de folhetos e livros da autoria de militantes, o jornal A Plebe como fontes de investigação –, bem como traçar considerações a respeito dos espaços onde a militância buscava agir sobre a consciência do operariado, isto é, nos festivais de propaganda e no sindicato.

Palavras-Chave: Anarquismo, Movimento operário, Imaginário.

GETÚLIO CABRAL: TRAJETÓRIA E MORTE DE UM MILITANTE COMUNISTA NA BAIXADA FLUMINENSE, NA GUANABARA

E EM SALVADOR

Giselle dos Santos Siqueira (UERJ)

G etúlio de Oliveira Cabral nasceu em 04 de abril de 1942, em Espera Feliz (MG). Segundo seu irmão Vitor Hugo, seu nome foi uma homenagem que sua mãe prestou ao presidente Getúlio Vargas.

Na década de 1950, a família veio morar em Duque de Caxias. Nesse período, Getúlio tinha apenas sete anos de idade. Residiam na Rua Diamantina, que é a atual Avenida Leopoldina. E depois se mudaram para a Rua do Retiro (entre Gramacho, Leopoldina IV e Centenário).

Foi dirigente regional do PCB e dirigente nacional do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Era chefe do Grupo de Fogo, na Guanabara, também chamado de Esquadra Militar. Este foi o último grupo de guerrilha urbana no Rio de Janeiro.

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Getúlio foi morto sob torturas no dia 29 de dezembro de 1972, aos 30 anos, no DOI/CODI-RJ (Departamento de Operações Internas – Centro de Operações de Defesa Internas). Ele foi uma das vítimas do massacre que também vitimou Fernando Augusto da Fonseca, José Silton Pinheiro e José Bartolomeu Rodrigues de Souza.

Palavras-Chave: Militância, Guerrilha Urbana, PCBR, Memória, Ditadura.

PRÁTICAS DISCURSIVAS E IMPRENSA ANARQUISTA EM RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO NA DÉCADA DE 40 E 50

Rafael Viana da Silva (PPHR/UFRRJ)

O presente trabalho tem como objeto a imprensa anarquista produzida durante a década de 40 e 50 nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A análise dos veículos de comunicação dos militantes

anarquistas neste período, muito além de apenas resolver descontinuidades historiográficas, possibilita estender a nossa compreensão para as estratégias destes militantes na conjuntura sindical e política do pós-guerra. No âmbito da cultura política dos círculos anarquistas, a análise de sua prática discursiva e de seus conceitos-chaves, permite compreender as transformações de suas propostas e de suas práticas sociais.

A constituição de mecanismos e práticas textuais anarquistas neste contexto, está inserida numa ordem societária marcada por diversas lutas da classe trabalhadora, que tornam-se rapidamente, o objeto de inúmeros investimentos e disputas políticas. De maneira mais ampla, a imprensa militante teve um papel crucial na difusão ideacional, na construção identitária dos trabalhadores e na formação da sua consciência de classe no período relacionado. Com sua prática textual, os anarquistas intentavam deste modo, interferir discursivamente no domínio público e se posicionarem em relação aos debates vigentes.

Palavras-Chave: Anarquismo, Sindicalismo, Imprensa.

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SESSÃO 8 Aspectos da Administração no mundo luso-brasileiro

Coordenador: Prof. Ana Carolina da Silva (UNIRIO)

ADMINISTRAÇÃO COLONIAL E AS REDES DE PODER: UMA ANÁLISE SOBRE AS AÇÕES COLONIAIS, PESQUISA E FONTES NO ESTUDO SOBRE A PROVEDORIA DE FAZENDA

Ana Carolina da Silva (UNIRIO)

E sta comunicação analisa o funcionamento da Provedoria de Fazenda do Rio de Janeiro com base nas normas que orientavam sua organização e a influência exercida pelos oficiais na efetiva atuação

da instituição, baseado nas normas contidas no Regimento dos Provedores, ou seja, a normatização teórica do funcionamento da instituição, mas na prática era desempenhada a aplicação de outras inúmeras medidas contidas somente no contexto da sociedade colonial. Dessa forma, eram fortes agentes influenciadores e principal elemento de ligação entre os oficiais e a Coroa, já que o seu esforço e empenho eram a única garantia da efetiva arrecadação das rendas. Os funcionários da Fazenda serviram como elos intermediários desta lucrativa relação em que ambas as partes tinham grandes interesses de favorecimento e para isso era interessante que estivesse cada vez mais vivificada. O trabalho, em fase inicial da elaboração da Dissertação de Mestrado, versa sobre a investigação destas relações e conflitos, assim como a possível interface entre a posição dos indivíduos nas diferentes redes sociais e sua atuação na administração. Propomos a análise das relações de poder existentes entre os representantes do governo local e das demais esferas da administração existentes do Rio de Janeiro colonial.

Palavras-Chave: Poder, Administração, Redes.

UM “GOVERNADOR” CONTRA OS HOLANDESES: A ADMINISTRAÇÃO DO 1º CONDE DA TORRE

Andréa Delfino Ferraz (UGF)

O objetivo desse trabalho é discutir a atuação de Fernando Mascarenhas, o 1º conde da Torre, entre os anos de 1638 e 1640, período no qual ele esteve envolvido com a organização e comando da

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armada montada para tentar a restauração dos territórios portugueses na América, que se encontravam então sob o domínio holandês, quando também exerceu o cargo de governador-geral do Estado do Brasil. Momento esse caracterizado por diversos conflitos na América portuguesa, por conta da constante presença estrangeira no território.

Por meio das análises de correspondência entre diversas autoridades administrativas que se encontravam em Portugal, Espanha e América portuguesa, nas quais se trocavam informações e estratégias acerca da armada montada para a restauração das terras sob domínio holandês, buscamos verificar a posição do governador-geral dentro da estrutura administrativa da América Portuguesa no contexto da luta contra os holandeses; Compreender a aplicação das normas contidas nos diversos documentos expedidos no período e sua recepção no corpo social; e também identificar, a partir da articulação entre a esfera institucional e a da prática governativa, o alcance e os limites do poder da Coroa.

Palavras-Chave: Administração Colonial, Governo-Geral, Regimento.

O DEBATE POLÍTICO SOBRE O VALIMENTO EM PORTUGAL NO SÉCULO XVII

Ligia Castellano Pereira (PPHR/UFRRJ)

N a sociedade do Antigo Regime as relações pessoais eram fatores determinantes para a ascensão social, visto que o público e o privado não eram separados, desfrutar da amizade do Rei se torna

fator determinante de prestígio na corte. É nesse contexto que surge a figura controversa do valido.

Em Portugal, o debate político em torno da figura do valido se torna mais notório devido ao reinado de Felipe IV (1621-1665) e seu favorito o conde duque de Olivares. Como protagonista das ações do rei castelhano na coroa portuguesa, e contando com aliados em solo português, a figura de Olivares personificava os impactos governativos do valimento, sendo motivo de grande oposição. O debate sobre o valimento em Portugal volta a tomar corpo com o reinado de D. Afonso VI e seu valido o conde de Castelo Melhor. Após a Restauração e com o crescente medo do retorno da dominação hispânica, as criticas ao governo com validos se tornam mais hostis. O medo de um fracasso na Restauração, por conta do rei tido como doente (caso de D. Afonso VI) e um valido, que poderia estar usurpando o poder do rei preocupava os contemporâneos, além disso, a imagem do desastre do governo com validos dos filipes ainda estava viva no imaginário português.

Dessa forma, com o presente trabalho pretendemos dar conta do debate sobre o valimento em Portugal no século XVII.

Palavras-Chave: Valimento, Portugal, debate político.

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HISTORICIZANDO A HISTORIOGRAFIA DA ADMINISTRAÇÃO COLONIAL NA AMÉRICA PORTUGUESA

Felipe Castanho Ribeiro (Faculdades Integradas Simonsen)

H á muito historiadores escrevem sobre a natureza das relações existentes entre metrópoles e colônias. Não foi diferente com a relação entre Brasil e Portugal nos tempos em que a conexão com estes era

de colonizado e colonizador, de modo que a historiografia sobre o tema é extensa é polêmica, há muito os historiadores procuram entender a dinâmica que pautava a relação entre esses dois países. Muitas explicações permearam o meio acadêmico e o senso comum, entretanto a partir de 1980 vimos ser delineada, historiograficamente, gradativamente uma explicação em que encontrávamos um equilíbrio maior na relação entre o poder central representado pela Coroa portuguesa e o poder periférico que se fazia representar através dos inúmeros órgãos e agentes coloniais, que muita das vezes estavam ligados à própria estrutura do Estado português. Está visão é justamente oposta a anterior em que a explicação de Pacto Colonial predominava.

Esta comunicação possui justamente o objetivo de demonstrar de forma concisa a diferença entre estas duas explicações historiográficas, assim como as influências que levaram a formulação de ambas. Acreditamos ao abordar este tema estarmos contribuindo para uma área controversa e que ainda gera polêmica entre o que se tem no senso comum e na academia.

Palavras-Chave: Historiografia, Império Marítimo Português, Administração Colonial.

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SESSÃO 9 História da Baixada Fluminense

Coordenador: Prof. Allofs Daniel Batista (Memórias Baixada Fluminense - CAPES)

“CHEGUEI, OUVI E ANOTEI”: A MEMÓRIA POLÍTICA IGUASSUANA A PARTIR DA COLUNA DE LUIZ MARTINS AZEREDO

(1945-1948)

Maria Lúcia Bezerra da Silva Alexandre (UFRRJ)

P or meio do projeto “Caminhos de Negros: Vida, Trabalho e Desenvolvimento Urbano no Pós- Abolição”. Nova Iguaçu (1880-1940)”, o presente trabalho tem por desígnio apresentar o

conhecimento adquirido e ampliado sobre a coluna “Cheguei, ouvi e anotei” assinada por Luiz Martins Azeredo, jornalista e filho do fundador do Jornal Correio da Lavoura. Deste modo, desejo contemplar de modo mais especifico a memória política vivenciada e produzida pelo jornalista Luiz Martins Azeredo no município de Nova Iguassu, entre as décadas de 1940 e 1950, por meio da sua trajetória profissional, formação educacional, valores e costumes e, especialmente, sua atuação política no Jornal Correio da Lavoura, do qual foi redator-chefe e jornalista.

Palavras-Chave: Imprensa, Nova Iguaçu, Política.

A POLÍTICA LOCAL IGUAÇUANA E O CORONELISMO

Adriano dos Santos Moraes (UFRRJ/IM)

E ste presente trabalho visa abordar o sistema político denominado coronelismo, discutindo seus conceitos e buscando contextualizar seu momento histórico. Pretende-se, também, como objetivo

principal, analisar a política local de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no período histórico da Primeira República, buscando observar suas particularidades sob a ótica dos conceitos tratados.

Palavras-Chave: Baixada Fluminense, Nova Iguaçu, Coronelismo, Política local.

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A IGREJA VIGIADA: A VISÃO DA COMUNIDADE DE INFORMAÇÕES SOBRE ATUAÇÃO POLÍTICO RELIGIOSA DE DOM ADRIANO HIPÓLITO 1974-1985

Abner F. Sótenos (PPGHIS/IH/UFRJ)

O presente estudo procura fazer uma análise das relações entre a Igreja Católica, o Estado e a sociedade brasileira durante o período da ditadura militar no Brasil (1974-1985), a partir da

documentação produzida pelos órgãos de repressão e/ou informações, tendo como foco o caso da diocese de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro, e a atuação política de seu bispo, dom Adriano Mandarino Hipólito.

Palavras-Chave: Diocese de Nova Iguaçu, ditadura militar no Brasil, dom Adriano Hipólito, órgãos de repressão e/ou informações.

CORONELISMO NA BAIXADA FLUMINENSE – A FIGURA MÍTICA DE TENÓRIO CAVALCANTI

Jordan Luiz Menezes Gonçalves (UGF)

O nosso trabalho aborda uma temática ligada a História Política. O mesmo aborda a temática do Coronelismo, na região da Baixada Fluminense, Rio de Janeiro nas décadas de 50 e 60 do século

XX. Tomamos como base o conceito desenvolvido pelo autor Eul-Soo Pang, coreano que aborda o tema com uma cronologia diferente do teórico Vitor Nunes Leal, que vê o Coronelismo com um ponto inicial (1889) e um ponto final (1930), sendo abordada por Pang como fenômeno vigente até a década de 50. Tomamos como personagem o Deputado Federal Tenório Cavalcanti, que se torna o nome mais forte do sistema coronelista constituído na Baixada Fluminense.

Tenório é conhecido por toda uma mística ligada a sua “imortalidade”, o que o ajuda na figura de Coronel. Sua força política é incontestável, até porque se utiliza da força militarizada, constituída por seus capangas e por sua própria figura, que sempre vem acompanhado com a sua “fiel escudeira”, a metralhadora, que apelidou de Lurdinha. Nosso trabalho é baseado nas fontes impressas da época e também no filme “O Homem da Capa Preta”, esse mesmo conta a trajetória política do mesmo.

Palavras-Chave: História Política, Coronelismo, Baixada Fluminense, Tenório Cavalcanti.

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SESSÃO 10 O uso de periódicos como documento histórico

Coordenador: Profa. Dra. Marilene Sant´Anna (UGF)

ÁULICOS E A IMPRENSA FLUMINENSE

(1824-1826)

Nelson Ferreira Marques Júnior (UERJ)

O s áulicos fluminenses constituem-se um grupo de grande importância no Primeiro Reinado. A apresentação analisa de forma superficial as ideias, propostas e a nova linguagem política que

incorpora no Brasil através dos impressos, e como se configura essa elite política no Primeiro Reinado.

Os áulicos são constituídos por aqueles que apoiavam o imperador d.Pedro I, procurando dar sustentação e visibilidade a seu governo no período pós-independência diante da opinião pública. As principais metas dos áulicos eram defender os ataques perpetrados pelas facções rivais e reafirmar seus postulados políticos, que tinha como ideia basilar a manutenção da ordem pública e de uma monarquia constitucional com forte poder centralizador.

Chama a atenção a falta de estudos a respeito dos diversos jornais de tendência política áulica que tiveram papel decisivo na tentativa de justificar e legitimar o governo e que contribuíram para acender o debate político, contra as facções oponentes, mesmo no período em que a liberdade de imprensa e expressão fora cerceada pela Constituição de 1824.

Palavras-Chave: Áulicos, Imprensa, Projeto.

O JORNAL “A MANHÔ E AS NOTICIAS SOBRE O “SERTÃO”

George Leonardo Seabra Coelho (UFG)

N esta comunicação, nosso interesse será levantar algumas questões sobre o papel da imprensa durante o Estado Novo (1937-1940). Para tanto, nosso objetivo será avaliar como a imprensa

oficial divulgou notícias sobre o interior do Brasil, mais precisamente sobre a região Centro-Oeste do

país. Como fonte histórica principal iremos utilizar o jornal “A Manhã” que circulou – sob a tutela

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estadonovista – no estado do Rio de Janeiro entre 1940 e 1945 tendo como diretor responsável o poeta paulista Cassiano Ricardo. Para o presente trabalho contaremos com o primeiro número de circulação do jornal, onde avaliaremos as notícias sobre a construção da capital goiana, o editorial escrito pelo diretor, além de outros espaços reservados para informes oficiais. Neste sentido, nosso intuito será perceber como o governo estadonovista promovia sua autopropaganda e como esta era construída simbolicamente, ou seja, de que forma as notícias divulgadas pela imprensa pretendiam construir uma sensação de efetiva ação governamental no interior sob o signo da “Marcha para o Oeste”.

Palavras-Chave: Imprensa, Sertão, Estado.

O DISCURSO E SUA METAMORFOSE: UMA ANÁLISE DA REVISTA CAPICHABA NOS ANOS DE 1930 A 1945

Diego Stanger (UFES)

O objetivo deste trabalho é analisar o discurso apresentado na Revista Capichaba, acerca do fascismo e comunismo nos anos de 1930 a 1945, visto que a mesma foi uma importante publicação regional,

que colaborou para a tentativa da construção de uma opinião pública, sobre o fascismo e suas variantes, nazismo e integralismo, e também sobre o comunismo. Pretende-se mostrar como a revista passa por uma mudança de discurso no decorrer do período escolhido como objeto de análise.

Palavras-chave: Espírito Santo, Revista Capichaba, Integralismo, Opinião Pública

A PROPOSTA DE REFORMA POLICIAL EM 1869: IDÉIAS JURÍDICAS DE JOSÉ DE ALENCAR

Adriano Ribeiro Paranhos (UFF)

E sta comunicação tem como objetivo apresentar a maneira como José de Alencar pensou a estrutura, forma como deveria se organizar e função social da polícia. Vigilância, ganha um enfoque maior

devido o contexto em que ele propôs tais idéias.

Palavras-Chave: José de Alencar, Idéias jurídicas; Século XIX.

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SESSÃO 11 Militares e Ciências na História do Brasil

Coordenador: Profa. Ana Claudia de Rezende Costa Dutra e Mello (IGHMB/UNIRIO)

OBSERVAÇÕES DA NATUREZA E INTERESSE MILITAR: EXPEDIÇÕES CIENTIFICAS PARA O ESTUDO DE ECLIPSES DO SOL E O APERFEIÇOAMENTO DE MISSEIS INTERCONTINENTAIS

Heráclio Duarte Tavares

D esde a Antiguidade Clássica, a ocorrência de eclipses do Sol desperta o interesse humano. A partir do final do século XVIII, missões científicas foram enviadas a diferentes locais do mundo

para realizarem observações deste fenômeno. Entre as instituições que organizaram expedições para o estudo de eclipses solares, há duas que mostravam indícios de interesses que as diferenciavam das demais. O National Bureau of Standards (NBS) e a National Geographic Society (NGS) são instituições norteamericanas que formaram parcerias científicas durante os anos 1930 e 1940 para a realização de experimentos científicos durante eclipses do Sol. No imediato pós-Segunda Guerra, as forças armadas dos EUA tinham uma necessidade de dados precisos sobre as distâncias entre os continentes, que podiam ser fornecidos por um experimento realizado pela primeira vez durante o eclipse total do Sol de junho de 1927. A partir do entendimento que a ciência é um produto cultural, utilizarei documentos do NBS, da NGS, do United States American Army e da United States American Air Force para analisar historicamente um projeto secreto para a organização de uma multiexpedição que observou o eclipse anular do Sol de 09 de maio de 1948 e pretendia usar os resultados gerados para aperfeiçoar mísseis intercontinentais.

Palavras-Chave: Eclipse solar, Expedição cientifica, Segunda Guerra Mundial

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A PRÁTICA ASTRONOMICA ENTRE

OS MILITARES E O IMPERIAL OBSERVATÓRIO DO RIO DE JANEIRO

(1827-1870)

Olívia da Rocha Robba

E sta comunicação tem como objetivo discutir a criação do Imperial Observatório do Rio de Janeiro (IORJ) como parte integrante das instalações da Academia Militar da Corte. Ao longo deste trabalho

pretendo discutir a prática de astronomia no Brasil ao longo do século XIX como parte essencial na formação profissional dos militares da corte e a importância destes personagens para a construção e consolidação do IORJ ao longo do século XIX. Durante esses anos, a existência do IORJ foi marcada pela precariedade, estagnação e tentativas frustradas de equipá-lo com instrumentos em um local mais adequado ao seu funcionamento, o que não se encerrou no período em questão, mas se estendeu por

todo o oitocentos até ser transferido para o Morro de São Januário em São Cristóvão, na década de 1920,

já sob a denominação de Observatório Nacional (ON). Serão abordados os primeiros anos de existência

do IORJ, a gestão dos primeiros, a elaboração dos primeiros estatutos, a construção e aquisição de instrumentos para a realização das primeiras atividades de ensino e prática astronômica com o fim de formar uma geração de civis e, sobretudo, militares, que tinham uma formação predominantemente científica, familiarizados com os valores do progresso e da ciência moderna.

Palavras-Chave: Astronômico; Instrução; Militares; Império; Ciência.

A INFLUÊNCIA DO PENSAMENTO

MILITAR FRANCÊS NO PÓS PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO EXÉRCITO

BRASILEIRO

Fábio Neves Luiz Laurentino (UGF)

O presente artigo, de cunho histórico, tem por objetivo com o auxílio das devidas referências historiográficas (fontes primárias, representações iconográficas, etc.), mostrar como se deu

a reformulação do Exército Brasileiro (antecedentes, assinatura do contrato e a Missão Militar) por

ocasião da vinda da Missão Militar Francesa, contratada em setembro de 1919, para orientar a partir de

1920, a modernização do Exército Brasileiro.

A Missão Militar Francesa, contratada pelo Governo brasileiro no final dos anos de 1919, a fim de “combater” as deficiências (teóricas e operacionais) encontradas após as desastrosas campanhas de revoltas internas como a Revolta Federalista em 1893, Canudos em 1896 e Contestado em 1912, na qual

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o Exército Brasileiro foi posto à prova, e mostrava com alguma preocupação uma estagnação e limitação

profissional por parte de alguns líderes militares, influenciados ainda por pensamentos e tecnologias do

Exército Imperial Brasileiro na campanha da Guerra da Tríplice Aliança, contra o Paraguai.

Como objetivo parcial, pretendemos ao analisar as fontes mostrar o porquê da escolha do Governo brasileiro pelo modelo francês (exército este consagrado como grande vencedor da Primeira Guerra Mundial), excluindo os modelos alemão, americano e britânico. E como objetivo final, a mudança de conceitos e mentalidades que perdurou em nosso Exército até a entrada do Brasil na Segunda Guerra

Mundial

Palavras-Chave: Missão Militar Francesa; “La Stratégie de Napoléon”; Exército Brasileiro; Força Expedicionária Brasileira.

OS MILITARES EM ANGOLA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XVIII:

APONTAMENTOS INICIAIS PESQUISA

Ariane Carvalho da Cruz (PPHR/UFRRJ)

O presente trabalho analisa a organização militar em Angola, na segunda metade do século XVIII, momento em que ocorreram grandes mudanças no vasto Império ultramarino português. Os

militares foram parte importante do objetivo de implementar a territorialização, no entanto a realidade africana impôs limites a esse projeto. A própria composição das tropas, com muitos africanos, exigia uma maior flexibilidade a essa proposta, ou melhor, uma readaptação dos moldes propostos, agregando

a organização militar às práticas locais. Igualmente, os africanos souberam se apropriar dos códigos

do Império português para conseguir privilégios. Para além do choque entre duas formas distintas de guerra e organização militar, houve distintas apropriações. Dessa forma, pretende-se demonstrar que a realização de um projeto reformista em Angola esbarrou nos direitos costumeiros africanos e também em forças políticas tradicionais. A análise das nomeações dos cargos militares pode contribuir melhor para observar a apropriação dos serviços militares, ou seja, as apropriações de códigos e exercícios de poder e de hierarquia social, dentre outros aspectos ainda a desvendar.

Palavras-chave: Angola, Militares, Territorialização

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SESSÃO 12 História Militar: A arte da guerra no século XIX e na I Guerra Mundial

Coordenador: Prof. Especialista Cesar Machado Domingues (IGHMB e Revista Brasileira de História Militar)

ONDE ESTÁ A HISTÓRIA MILITAR? UMA BREVE DISCUSSÃO ACERCA DOS LIMITES DO CAMPO

Cesar Machado Domingues (IGHMB e Revista Brasileira de História Militar)

J á vai longe o tempo em que se podia relacionar, sem contestação, a História Militar com um campo de interesse exclusivo de militares profissionais, ou como produção obrigatoriamente associada a

uma história factual, desprovida de análise e alheia a interdisciplinaridade que renovou a produção historiográfica ao longo do século passado. Atualmente, a chamada Nova História Militar se ocupa de muito mais do que apenas com a tradicional “história batalha”. Esta corrente historiográfica, baseada em novos conceitos, ampliou a abrangência do campo da História Militar e atualmente se envolve em temáticas diversas, interagindo com outros campos da História e outras áreas do conhecimento, como a Sociologia, a Antropologia e a Arqueologia, entre outros. Por outro lado, o fenômeno da guerra nem sempre está presente nos trabalhos e pesquisas da chamada “Nova História Militar”, e isso leva a uma discussão sobre os limites desse campo específico da História. Cabendo ressaltar, no entanto, que não se pretende aqui perder de vista o fato da escrita da História ser feita por uma interação de fatores e que, como afirma José D’Assunção Barros, “uma abordagem ou uma prática historiográfica não pode ser

rigorosamente enquadrada dentro de um único campo” (BARROS, 2004, p. 15)

Palavras-Chave: História Militar, “Nova História Militar”, Historiografia Militar Contemporânea

REFLEXÕES SOBRE A DOUTRINA MILITAR DURANTE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Daniel Albino da Silva (IGHMB/UNIRIO)

E sta comunicação tem como objetivo discorrer a respeito das doutrinas militares das principais potências beligerantes (Inglaterra, França, Alemanha) durante a Primeira Guerra Mundial (1914-

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1918). A Primeira Guerra, conflito de natureza total, de motivações imperialistas, representou a falência de um modo de fazer guerra que, com algumas poucas modificações, permanecia inalterado desde as Guerras Napoleônicas. Após um breve comentário sobre as experiências do século XIX que influenciaram o pensamento militar destas potências, será explicitada a forma como esse pensamento militar se chocou com a realidade do front ocidental na Primeira Guerra Mundial e as soluções tentadas para romper o impasse da guerra de trincheiras.

Palavras-Chave: Guerra Mundial 1914-1918, Doutrina Militar, Arte da Guerra

GUERRA CIVIL NORTE-AMERICANA E GUERRA FRANCO-PRUSSIANA: ANÁLISE SOBRE O PENSAMENTO MILITAR E A ARTE DA GUERRA NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

Ana Claudia de Rezende Costa Dutra e Mello (IGHMB/UNIRIO)

E sta comunicação objetiva demonstrar a evolução do pensamento militar e a arte da guerra durante a segunda metade do século XIX. Para tal se realizará a análise de dois fatos históricos do período: A

Guerra Civil Norte-Americana e a Guerra Franco-Prussiana, demonstrando as modificações ocasionadas pela Segunda Revolução Industrial nas questões de guerra tanto na Europa quanto na América do Norte. Através das análises acerca da evolução de armamentos, de táticas, estratégias, emprego da logística e do impulso ao esforço de guerra – este último, visível principalmente no caso norte-americano – será possível compreender o contexto do surgimento do combate moderno, que foi marcado por um começo difícil e trágico.

Palavras-Chave: Guerra Civil Norte-Americana, Guerra Franco-Prussiana, Arte da Guerra, Doutrina Militar

O CONCEITO DE GUERRA IRREGULAR NO CONTEXTO DAS REVOLTAS REGENCIAIS. A SABINADA - UM ESTUDO DE CASO

Ronaldo Lucas da Silva (UGF)

O presente trabalho, em um primeiro momento, discute o conceito de guerra irregular. Ela é entendida então como a ação militar que não se guia por padrões doutrinários rígidos, ou seja, não segue regras de combate pré-estabelecidas. Em um segundo momento, se apropriando desse conceito,

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pretende demonstrar a existência de traços desse tipo de ação militar em revoltas ocorridas no século XIX, durante o Período Regencial brasileiro e, mais especificamente, na Sabinada.

Sabe-se que essa revolta baiana apresentou o aspecto predominante de uma guerra regular, com cerco à cidade de Salvador e combates frontais entre as tropas beligerantes. Verifica-se no entanto, pela análise do conjunto dos documentos oficiais disponíveis referentes à Sabinada, que apesar de terem ocorridos tais combates formais entre o Exército Imperial Brasileiro, apoiado pela Guarda Nacional, contra os revoltosos, ocorreram também ações de caráter irregular, perpetrados por indivíduos que perceberam os benefícios de tais ações nas circunstâncias apresentadas durante aquele conflito.

Palavras-Chave: Guerra irregular, Período Regencial, Sabinada

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SESSÃO 13 A aplicação de conceitos à pesquisa histórica

Coordenador: Prof. Dr. Sérgio Chahon (UGF – Simonsen)

O CONCEITO GRAMSCIANO DE SOCIEDADE CIVIL: UTILIZAÇÕES PARA COMPREENSÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA NOS ANOS 1970-1980

João Paulo de Oliveira Moreira (UFF)

T endo como aporte teórico o corpus da obra “Cadernos do Cárcere”, em que o marxista sardo Antonio Gramsci, desenvolve o conceito de Sociedade Civil, em oposição aos autores contratualistas,

liberais e economicistas, o presente trabalho buscará apresentar a noção deste conceito para o autor, bem como propor a utilização do mesmo para a compreensão da sociedade brasileira nos anos de 1970-1980. Partindo do pressuposto gramsciano, em que o Estado deve se estudado na sua dimensão ampliada, ou seja, Sociedade Civil + Sociedade Política (GRAMSCI, 2006, p.244) tentaremos demonstrar como é válido a sua utilização para a investigação das relações sociais no Brasil deste período e, as transformações ocorridas no Estado capitalista em conexão com as frações de classes atuantes nos Aparelhos Privados de Hegemonia.

Palavras-Chave: Antonio Gramsci, Sociedade Civil, Hegemonia e Aparelhos Privados de Hegemonia.

NAÇÃO E REVOLUÇÃO NA ESCRITA DA HISTÓRIA DE NELSON WERNECK SODRÉ

Rafael José Galozi Soares (PPHR/UFRRJ)

O s conceitos de “Formação” e “Revolução Brasileira” estão presentes de forma marcante na obra de Nelson Werneck Sodré. Este trabalho buscará lançar mão destes conceitos para entender

como tal historiador concebeu tais conceitos. Desta forma nos apoiamos nas categorias de “espaço de experiência” e “horizonte de expectativa”, formulados pelo historiador alemão Reinhart Koselleck para em entender a fluência do tempo histórico. Sendo assim, a análise dos conceitos estará articulada com a ideia de temporalidade, e ligada à noção de “filosofia da história” que abarca a análise marxiana que Sodré estabelece para o Brasil. Entendendo a filosofia da história como resposta para uma carência de

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orientação – que advém de um momento de crise – tornando-se, assim, uma função de orientação – como nos adverte Jörn Rüsen – poderemos entender como a escrita da história de Sodré busca inserir a história do Brasil em uma determinada temporalidade, que não é de forma alguma isenta de uma aplicação prática. A escrita da história de Sodré pretende mudar o futuro, e, para isso, se fez necessário estudar o passado.

Palavras-chave: Historiografia brasileira, teoria da história, Nelson Werneck Sodré

CONCEITO DE ESCRAVIDÃO NO BRASIL E A IMAGEM DO ESCRAVO NEGRO NOS LIVROS DIDÁTICOS: COISA X AGENTE SOCIAL

Rejane Ramos Vieira (UGF)

P retendemos, neste trabalho, discutir o conceito de escravidão no período da Modernidade, mais especificamente a escravidão no Brasil. Para isso nos deteremos nas definições de escravidão

empregadas por Emília Viotti e por Ronaldo Vainfas, explicitando como cada um dos autores aplica este conceito. Também desejamos comparar a figura do escravo traçando um paralelo entre a imagem de escravo coisa e a imagem do escravo como agente social, utilizando como suporte teórico nesta comparação as obras de Fernando Henrique Cardoso e Sidney Chalhoub. Posteriormente, iremos buscar nos livros didáticos selecionados previamente qual a visão que ainda é utilizada neles em relação à escravidão no Brasil. Ao final apresentaremos uma proposta de plano de aula sobre a temática estudada que utilizará o entendimento de que o escravo é um agente histórico, e como esta visão pode ser trabalhada em sala de aula.

Palavras-Chave: Escravidão, Escravo, Livro Didático.

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SESSÃO 14 Aspectos do Brasil Império

Coordenador: Prof. Dr. Marcos Sanches (UGF - UNIRIO)

D. PEDRO II E AS VIAGENS PARA O EGITO:

O INICIO DA EGIPTOFILIA NO BRASIL

Marco Aurelio Neves Junior (UGF)

O Imperador D. Pedro II foi um homem dedicado às ciências e às letras, além de um grande apaixonado pela Arqueologia e, principalmente, pela Egiptologia. Ao viajar duas vezes para o

Egito, produziu um diário que, hoje, se encontra traduzido no site do IHGB (Insitituto Histórico e

Geográfico Brasileiro). Juntamente com a coleção de artefatos Egípcios adquiridas por D. Pedro I, que hoje se encontra na sala Egípcia do Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, suas viagens se tornaram

o marco inicial da Egiptomania - que é a releitura de símbolos do Egito Antigo - e da Egiptofilia - que

é o gosto pelo exotismo e o colecionismo relativos ao Egito Antigo - no Brasil. Com isso, o presente

trabalho objetiva analisar o início da Egiptofilia no Brasil, atendo-se às viagens de D. Pedro II ao país dos faraós.

Palavras-Chave: Egito, Egiptomania, Egiptofilia, D. Pedro II, Egiptologia

A INSERÇÃO DO PROTESTANTISMO DE MISSÃO NO BRASIL IMPERIAL: BREVE ANÁLISE SOBRE DISPUTAS NO CAMPO RELIGIOSO BRASILEIRO DO SEGUNDO REINADO

Pedro Henrique Cavalcante de Medeiros (UFRRJ)

O presente trabalho se propõe a analisar o uso da imprensa como estratégia de divulgação de ideias religiosas protestantes no período do Segundo Reinado. Entendemos que o século XIX foi marcado

por uma complexa relação entre religião e política no Brasil. Relação essa que foi se desgastando ao longo de todo aquele século, e durante o reinado de D. Pedro II ainda sofre com a chegada de missionários

protestantes que procuravam abrir espaço na sociedade para divulgação de sua fé. Sob a perspectiva teórica de Pierre Bourdieu, pretendemos analisar a relação que houve naquele período protestantismo,

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catolicismo e liberalismo. Como se constituía o Campo Religioso brasileiro oitocentista? A relação entre protestantismo e catolicismo pode ser entendida como uma disputa pela gestão dos bens de salvação? E

o liberalismo reformista que relação teve nessa disputa? Essas questões nortearão nossa pesquisa.

Palavras-Chave: Religião, Política, Imprensa.

INFLUÊNCIAS DA NACIONALIDADE NA FORMULAÇÃO DA DOUTRINA DE LIMITES DO IMPÉRIO DO BRASIL

Leonardo Moreira Casquilho

A nalise da influência da nacionalidade construída pela elite política e intelectual do Império brasileiro na formulação da doutrina de limites de fronteira no Segundo Reinado com base no

princípio jurídico do uti possidetis entre 1849 e 1850, na gestão de Paulino José Soares de Souza à frente da pasta de Negócios Estrangeiros. O princípio do uti possidetis foi incorporado à ideia de nacionalidade

e

embasado no mito da Ilha-Brasil. A doutrina defendeu a ideia de nacionalidade do Império brasileiro

e

as posses dos territórios que compreendiam acordo de posse territorial desde o período colonial em

1750, com o Tratado de Madri. Para a aceitação pelas repúblicas limítrofes do princípio do uti possidetis

e do território nacional, e também da manutenção do regime político e social da elite política, foi

utilizado como incentivo a concessão de livre navegação dos rios pertencentes ao Império brasileiro.

Palavras-chave: Fronteiras, Nacionalidade; Segundo Reinado; Diplomacia; Uti possidetis

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SESSÃO 15 História Agrária e Territorialidade

Coordenador: Profa. Ms. Rachel Lima (UFF)

NO MEIO DA SERRA: O TÚNEL GRANDE E A EXPANSÃO PARA DENTRO DO IMPÉRIO BRASILEIRO

Maísa de Brito Braga (MAST/UNIRIO)

O atual projeto compara as diferentes perspectivas acerca dos benefícios, e prejuízos relativos à Estrada de Ferro D. Pedro II de viajantes estrangeiros e os moradores do Rio de Janeiro na

segunda metade do século XIX.

O objetivo da obra é criar um espaço de contextualização dos pensamentos acerca de modernidade tecnológica e avanço social proporcionado pela construção de uma ferrovia ligando os principais centros econômicos brasileiros. A princípio, apenas a linha férrea em si seria o objeto de estudo, contudo o Túnel Grande agora faz parte da pesquisa e o foco está centrado nele e em todas as questões que envolveram sua construção e acesso, sobretudo a partir da segunda seção da Estrada de Ferro.

Foi observado que pouco era o interesse por relatar fatos ou curiosidades sobre a Estrada de Ferro Dom Pedro II e o Túnel 12 (Grande). Talvez pelo receio dos grandes fazendeiros com os custos da construção, ou o descaso dos turistas por uma ferrovia, quando o Rio de Janeiro era atrativo pelas suas belezas naturais. Contudo, a investigação continua, visto que mesmo com pouca fonte, as encontradas são muito estimadas.

Palavras-Chave: Estrada de Ferro D. Pedro II, Túnel Grande, Relatos de Viajantes.

PROPRIEDADE, TRABALHO E PRODUÇÃO AGRÍCOLA: O SÉCULO XIX NA PERSPECTIVA DA ZONA DA MATA MINEIRA

Jamila Aparecida Silva Câmara (UFF)

O presente estudo propõe um olhar sobre o debate historiográfico produzido no interior da academia cujo enfoque analítico esteve voltado para a análise do mundo rural nos oitocentos e que o

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recorte espacial considerasse especificamente a região da Zona da Mata Mineira, observando ainda os instrumentos teórico-metodológicos utilizados pelos autores nas produções aqui destacadas.

Palavras-Chave: História Agrária, História Regional, Zona da Mata Mineira.

O SUBÚRBIO DO RIO DE JANEIRO PELO OLHAR DA HISTÓRIA AGRÁRIA:

“CIRANDA DA TERRA - A DINÂMICA AGRÁRIA E SEUS CONFLITOS NA FREGUESIA DE SÃO TIAGO DE INHAÚMA

(1850-1915)

Rachel Gomes de Lima (UFF)

C om o objetivo de analisar a dinâmica agrária na freguesia rural de São Tiago de Inhaúma no Rio de Janeiro, optamos por esquadrinhar um conflito de reintegração de posse terras em Bonsucesso, no

ano de 1912. Tal objeto permite a percepção de diversas continuidades do Império em um momento de ruptura política da Primeira República, dentre elas a presença do rural em uma onda de urbanização em princípio do século XX e a utilização e debate sobre as legislações coloniais e imperiais ainda presentes nas questões agrárias e civis que regeriam os conflitos até a instituição do primeiro Código Civil brasileiro. Destacaremos aqui o uso do Código Comercial de 1850 e seu Regulamento 737. Abordamos também o estudo das famílias proprietárias na freguesia e suas redes de parentela iniciadas no século XVIII, os mitos de origem da propriedade, as diferentes estratégias para se provar a posse na disputa de uma antiga fazenda que teria, entre os séculos XIX e XX, sua área valorizada pela instalação da linha férrea e aumento populacional que ocorria em Inhaúma, por exemplo. Aborda-se o campo da História Agrária como história econômica e social do mundo rural, e dialoga-se também com a História do Direito.

Palavras-Chave: Conflito de terras, Rio de Janeiro, Brasil Império - República.

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SESSÃO 16 Escravidão e Alteridade Africana na Época Moderna

Coordenador: Prof. Mestre Yllan de Mattos (UFF/Cia. das Índias – MANTO - FAPERJ)

AS VISITAÇÕES DO SANTO OFÍCIO EM 1591 E 1763: O ESCRAVISMO COLONIAL

A PARTIR DAS APROPRIAÇÕES NAS

PRÁTICAS MÁGICO-RELIGIOSAS

Marcus Vinícius Reis (UERJ – FFP)

E mbora possam ser considerados como dois acontecimentos a priori distintos, as visitações inquisitoriais de 1591 e de 1763, Nordeste e Grão-Pará, respectivamente, podem ser encaradas a

partir de uma metodologia comparativa diante da estrutura de crenças religiosas que pairou ao longo do período colonial e que assumiu diferentes formas de apropriações por aqueles que se dispuseram a praticar mediações com o mundo do sobrenatural. Nesse sentido, nosso objetivo se direciona a analisar brevemente alguns casos denunciados nessas visitações referentes às práticas mágico-religiosas relacionadas à presença da escravidão no espaço colonial. Trata-se de percorrer as tramas percorridas por tais indivíduos que foram encarados pela sociedade como sendo capazes de intervir nos destinos individuais e/ou coletivos, mas que, aos olhos da Inquisição, foram por vezes considerados praticantes de atividades ilícitas ao catolicismo vigente.

Palavras-Chave: Inquisição, Práticas mágico-religiosas, Escravidão

ENTRE O CUMPRIMENTO DO MUNDO

E A SALVAÇÃO DA ALMA: MARIANNA

DE ANDRADE, UMA ESCRAVA NA LEI DE

MOISÉS

Pollyana Vieira Lopes (UGF)

A presente pesquisa tem como objetivo analisar o processo de Marianna de Andrade, escrava parda de Domingos Rodrigues Ramires que chegou às malhas do Santo Ofício através da crença nas

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Leis de Moisés. A cativa era natural e residente no Rio de Janeiro. Marianna teve sua sentença, imposta no auto-de-fé de 09 de julho de 1713, com o confisco de seus bens e proibição de se ausentar do Reino, além de excomunhão.

Portanto, este processo servirá como aporte para a compreensão e identificação das práticas judaizantes e do criptojudaísmo existente no América Portuguesa.

Palavras-Chave: Escravidão, Práticas judaizantes, Criptojudaísmo.

JORGE BENCI: PERCEPÇÕES DE UM MISSIONÁRIO ITALIANO SOBRE A ESCRAVIDÃO NA BAHIA COLONIAL

Natália de Almeida Oliveira (FSBRJ)

J orge Benci foi um jesuíta italiano que viveu no Brasil Colonial durante o período de 1683 a 1700 aproximadamente, seguindo os dados do Padre Serafim Leite, durante sua estada foi procurador do

Colégio da Bahia, Professor de Teologia e Humanidades, Secretário Provincial e Visitador Local, como italiano ocupou altos cargos dentro da Companhia.Durante sua estada pregou os sermões “Obrigações dos Senhores para com os seus escravos”, que posteriormente virariam um tratado, a “Economia Cristã dos Senhores no Governo dos Escravos”, que foi publicado em Roma em 1705. Esta obra contém uma introdução e quatro discursos, nos quais o jesuíta orquestra um molde de trato com o cativo, que tinha como escopo os párocos e os senhores de escravos. Propomos aqui uma análise da introdução da obra Benciana, na qual trabalharemos o discurso do autor, analisando suas práticas e representações.

Palavras-chave: Jorge Benci, Discurso, Escravidão.

AFRICANIDADE E ESCRAVIDÃO NO PERÍODO MODERNO: REPRESENTAÇÕES, TENSÕES E FLUTUAÇÕES

Thiago Henrique Mota Silva (UFF)

N esta comunicação, discutiremos os recursos empregados na construção de ideias acerca da África e dos africanos no período Moderno, destacando os usos dados pelos portugueses à conceituação

da alteridade negra. Objetivamos analisar como elementos religiosos, políticos e econômicos foram conjugados em busca da caracterização de um lugar comum nos discursos lusos acerca da natureza dos homens africanos e da possibilidade de sua escravização. O impacto de tais referenciais na formação de uma concepção centrada, por um lado e minoritariamente, em aspectos positivos das sociedades africanas, formada por virtudes como justiça e sabedoria, e, por outro e majoritariamente, na interpretação bíblica

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que associa os africanos à linhagem amaldiçoada de Cam, filho de Noé cuja geração seria destinada à escravidão, mostra-nos as tensões e flutuações no discurso que ora se formava, em busca constante de configurações cabíveis no imaginário católico moderno. Discutiremos tais representações e o uso que delas se fizeram na sustentação dos objetivos e ações desenvolvidas ao longo das expedições rumo à costa africana: pilhagem, contatos comerciais, construção de feitorias, missões religiosas. Finalizaremos analisando o papel proeminente do discurso católico na caracterização e legitimação da escravidão africana, mesmo que, no decorrer do processo, ceda lugar às discussões de ordem econômica.

Palavras-Chave: Escravidão, Representações dos africanos, Discurso religioso.

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SESSÃO 17 O Discurso Médico em perspectiva histórica

Coordenador: Prof. Dr. Adriano Rosa (UGF)

IMAGENS DA SAÚDE NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO: OS HOSPITAIS NA COLEÇÃO AUGUSTO MALTA DO MIS-RJ (1903-1936)

Maria Isabela Mendonça dos Santos (UFF)

E ste trabalho analisa a coleção Augusto Malta do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, e, mais especificamente, as fotografias desta coleção em que se destacam os hospitais da cidade,

entre os anos de 1903 a 1936. Augusto Malta é reconhecido pelo seu trabalho como fotógrafo oficial da

prefeitura da cidade entre as administrações Pereira Passos e Pedro Ernesto. Tendo em vista, portanto, todo o contexto no qual o trabalho de Malta estava inserido, pretendo analisar a preocupação com

a saúde da população e com a higienização da cidade retratadas em sua fotografia. No MIS-RJ, a

Coleção Augusto Malta é constituída por mais de 20 mil fotografias, 20 álbuns fotográficos com imagens selecionadas pelo próprio Malta, 2.400 negativos de vidro e 115 negativos panorâmicos, além de 167 documentos textuais. Dentro deste universo, encontram-se, entre as 20 mil fotografias, 11 pastas intituladas Medicina e Saúde. A partir deste panorama, questões foram levantadas em relação ao lugar que o tema da saúde ocupa nas fotografias oficiais de tal período histórico.

Palavras-Chave: Fotografia, Acervo Iconográfico, Museu da Imagem e do Som.

NA ORDEM DO DISCURSO: RASGANDO O CONTRATO FICCIONAL?

Edson Silva de Lima (UERJ) e Pedro Henrique Rodrigues Torres (UERJ)

N este artigo procuramos identificar o discurso médico presente na narrativa literária, utilizando, para tanto, a obra “O alienista” de Machado de Assis. Buscando não apenas a apropriação da

realidade na ficção, observamos também o diálogo, ora auxiliar, ora complementar entre as narrativas histórica e literária.

Neste sentido, este trabalho tem por objetivo evidenciar a adequação do discurso do saberes científicos

à construção de uma verdade que não se estabelece a partir da oposição polar verdadeiro/falso, antes,

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pelo jogo de forças que se defrontam em torno da noção de normalidade posta pela cientificidade no Século XIX.

Palavras-Chave: Cientificidade, Discurso de Verdade, História e Literatura.

A MISCIGENAÇÃO BRASILEIRA NO FINAL DO XIX: A DISCUSSÃO RACIAL SOB AS INFLUÊNCIAS DAS IDEIAS DE GOBINEAU

Adriana Gomes (UERJ)

G obineau estava inserido nas discussões intelectuais do XIX acerca das raças humanas. Sua ideia central era defender um escalonamento racial. Para tanto, ele elaborou uma teoria classificatória

da humanidade, onde a raça ariana ocupava o topo da hierarquia social. A miscigenação era o fim inexorável da civilização. Ele defendeu no Essai, que todas as grandes civilizações entraram em decadência, porque o algoz propiciador dessa situação havia sido a mestiçagem. Esta maculava as raças

em sua essência, degenerando atributos físicos e morais, conduzindo para a derrocada. Na sua percepção do caos, a mistura racial fundava, desenvolvia e no final destruía as civilizações. Com essas ideias já formuladas, Gobineau, a total contragosto, foi nomeado Ministro da França no Brasil, em 1869,

e passou a conviver com uma população mestiça. Através de correspondências diplomáticas, ele não

poupou palavras preconceituosas para expressar a sua opinião sobre os brasileiros, sobretudo quando se

referia às apreciações de suas qualidades físicas ou morais. Em sua concepção, a única maneira de conter

a degenerescência do Brasil era através imigração. Gobineau construiu o seu pensamento atrelando os

destinos dos homens a uma raça, eliminando a ação política dos cidadãos do processo de mudanças no terreno da História.

Palavras-Chave: Miscigenação, Gobineau, Brasil.

“DOS TEMPERAMENTOS”: DISCURSO MÉDICO SOBRE DOENÇAS E ESCRAVOS NO OITOCENTOS

Iamara da Silva Viana (UERJ)

J ean-Baptiste Alban Imbert, médico francês formado em Montpellier, se dedicou desde sua chegada ao Império do Brasil em 1831 a estudar a prática da medicina popular, apontando por meio de

uma análise densa a importância dos “temperamentos” na aquisição ou desenvolvimento de doenças, segundo as “leis physiológicas”. Opinião compartilhada com médicos brasileiros contemporâneos seus. Estes, ao avaliar o quadro de um doente, informavam inicialmente o seu temperamento descrevendo-o e associando-o a sua constituição física, sua origem e sua moléstia. Supomos que a análise do discurso de

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Imbert sobre as enfermidades que acometiam escravos na primeira metade do século XIX, especialmente no que tange a importância do conhecimento do corpo e dos temperamentos, nos possibilite compreender melhor a constituição da sociedade em questão. Da mesma forma, seu discurso nos aponta uma das possibilidades de controle do corpo escravo, pois a existência física e moral de um indivíduo sob a influência relativa de seu temperamento pode desenvolver características físicas e morais diversas, ambas importantes na constituição do mesmo.

Palavras-Chave: Escravidão, Doenças, Discurso médico.

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SESSÃO 18 Olhares sobre a América Latina

Coordenador: Prof. Dr. Eduardo Scheidt (UGF – USS)

CONCEPÇÕES DE DEMOCRACIA NO GOVERNO DE HUGO CHÁVEZ

Nilson de Oliveira Pinto Pereira (UGF)

M eu projeto de pesquisa encontra-se em fase inicial. Trata das questões referentes a historicidade da Democracia nos âmbitos político-sociais referentes a América Latina,analisando para tal,o governo de Hugo Chávez na Venezuela, que se inicia no ano de 1999, e dura até o presente momento,analisando a concepção que denota a Democracia no governo chavista. Uma característica fundamental da pesquisa é ter como um das suas bases, leituras sobre o conceito de Democracia ao redor do tempo histórico da humanidade, tal como a mudança de significado no qual este conceito é frequentemente submetido, com foco na aplicação da Democracia na América Latina, com uma visão geral do semi-continente, e como uma perspectiva específica na Venezuela chavista.

Palavras-Chave: Democracia, América Latina, Contemporânea, Venezuela, Hugo Chávez.

POR UMA REVOLUÇÃO SEM FRONTEIRAS:

LUTA ARMADA E INTERNACIONALISMO REVOLUCIONÁRIO NA AMÉRICA DO SUL

Izabel Priscila Pimentel da Silva (UFF)

O cenário político da América do Sul foi marcado, ao longo das décadas de 1960 e 1970, pela emergência de ditaduras civil-militares e pela ascensão de diversas organizações revolucionárias,

que se caracterizaram por uma forte desconfiança em relação às formas tradicionais de atuação e representação política, pela valorização da ação e pela defesa da luta armada. Estas organizações da esquerda armada sul-americana, apesar de suas especificidades, também possuíam similitudes teóricas e práticas e, além disso, procuraram estabelecer articulações guerrilheiras, esboçando tentativas (na maioria dos casos, fracassadas) de efetivar um internacionalismo revolucionário na região. O presente artigo visa elucidar uma dessas experiências internacionalistas revolucionárias na América do Sul, através

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da formação da Junta de Coordinación Revolucionaria (JCR), organização que reuniu quatro dos grupos guerrilheiros mais significativos de nuestra América: o Movimiento de Liberación Nacional-Tupamaros (do Uruguai); o Movimiento de Izquierda Revolucionaria (do Chile); o Ejército Revolucionário del Pueblo (da Argentina) e o Exército de Libertação Nacional (da Bolívia).

Palavras-chave: Luta Armada, Internacionalismo, América do Sul.

OS DEBATES DIPLOMÁTICOS ENTRE BRASIL E BOLÍVIA SOBRE A REPATRIAÇÃO DOS PRÓFUGOS ESCRAVOS: O CASO DA PROVÍNCIA DE MATO GROSSO (SÉCULO XIX)

Jefferson Tenório Barroso (UGF)

O processo de conclusão da independência dos países sul americanos, o Brasil optou pela monarquia unitarista como modelo de organização política. Uma diferença sempre apontada pelos

historiadores é o fato de o Brasil ter conseguido manter sua unidade territorial e mesmo expandi-la no período monárquico.

A manutenção da escravidão como garantia da unidade territorial é um dos fatores que possibilitou a vitória do modelo político monárquico. O contraponto ao modelo brasileiro é a República da Bolívia, que aboliu seu regime de trabalho escravo em 1825, data que coincide com a conclusão de seu processo de independência. Neste contexto de abolição e continuação do escravismo, há um intenso debate diplomático entre Brasil e Bolívia, a respeito das fugas internacionais de cativos do território brasileiro em direção ao país andino.

Nesta perspectiva dos debates diplomáticos ocorreram tentativas dos presidentes da província de Mato Grosso, na repatriação dos prófugos escravos do território boliviano. Os mesmos buscavam justificar junto ao governo central, na figura do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, e dos Encarregados da pasta na Bolívia para intercederem aos senhores de escravos, para que o país limítrofe respeitasse o direito da propriedade escrava garantido pela Constituição de 1824.

Palavras-Chave: Unitarismo, Diplomacia, Escravidão.

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CIÊNCIA E NATUREZA: A IMPORTÂNCIA DE DIONÍSIO CERQUEIRA NA FRONTEIRA BRASIL-ARGENTINA NO INÍCIO DA PRIMEIRA REPÚBLICA

Bruno Capilé (MAST/MCTI) e Moema de Rezende Vergara (MAST/MCTI)

A presente comunicação analisa a importância das atividades do diplomata Dionísio Cerqueira na história da demarcação da fronteira entre o Brasil e Argentina. Cerqueira trabalhou em duas das

três comissões demarcadoras de limites entre esses países, atuando como ministro das relações exteriores nesse intervalo, e participou das questões diplomáticas que permearam o estabelecimento desse limite através do arbítrio do presidente norte-americano Grover Cleveland em 1895. Apesar desse tema ter sido estudado na área de relações exteriores, proporemos aqui diferentes abordagens da historiografia

ambiental e da ciência. Para isso, consideraremos os instrumentos, as técnicas e os cientistas, além dos aspectos climáticos e geográficos do ambiente dessa fronteira. Sendo assim, buscaremos refletir de que forma a ciência, tecnologia e ambiente, desempenharam um importante papel na formação territorial brasileira.

Palavras-Chave: História da Ciência, História Ambiental, Relações Exteriores, Fronteira Brasil-Argentina

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SESSÃO 19 Ensino de História

Coordenador: Profa. Ms. Teresa Vitória Alves (UGF)

TEATRO PEDAGÓGICO E OUTRAS POÉTICAS EDUCACIONAIS

Thiago Luiz da Silva de Assis (UGF)

O presente projeto tem como objetivo utilizar o teatro como ferramenta pedagógica, tendo como base o Teatro do Oprimido criado por Augusto Boal a partir do teatro pedagógico de Brecht somado as praticas pedagógicas de Paulo Freire.

Utilizando as técnicas apresentadas do Teatro do Oprimido, adaptando-as para novas gerações, há a possibilidade de discussões e sua aplicação onde há poucos recursos, ou mesmo onde eles existam, mas ainda não há suficiente familiaridade do educador com os mesmos, sendo assim uma alternativa. A proposta do Teatro do Oprimido é ir além do entretenimento. É politizar, conscientizar o seu espectador de seus direitos e deveres e chamá-lo para a ação e transformação. No teatro, a única limitação é a imaginação de seu criador. O aluno, através de textos desenvolvidos por ele e apresentados em sala nos moldes do TO, irão transformar a sala de aula em um fórum de debates. Seus pensamentos, sonhos e idealizações devem ser trazidos a tona, seu pensamento critico desenvolvidos, dessa forma se conscientizando de que eles são necessários para a transformação da realidade a qual está inserido.

Palavras-Chave: Teatro pedagógico, Paulo Freire, Práticas educacionais.

ETNOCENTRISMO VERSUS EUROCENTRISMO: UM ESTUDO ACERCA DOS CONCEITOS NO ENSINO DE HISTÓRIA SOBRE A CONQUISTA DA AMÉRICA ESPANHOLA

Carla Magdenier Sobrino

E ste artigo é um desmembramento referente ao Trabalho de Conclusão de Curso realizado em 2010, que teve como título: Proposta Pedagógica para Ensino e Reflexão da História – A Conquista

da América e a relação entre diferentes culturas. O TCC objetivou algumas revisões conceituais dirigidas

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aos docentes com a finalidade de que estes pudessem ao longo de suas aulas reverem termos de cunho eurocêntrico, tais como: América Pré- Colombiana, Civilização, Descobrimento, Índios, Conquista etc.

Diante destes conceitos trabalhados na visão européia, o artigo enfatiza e traz um breve complemento sobre o processo de transculturação que houve entre ameríndios e espanhóis, destacando a mescla de elementos da religiosidade nativa com a religião Católica, a utilização por parte dos espanhóis de instituições ameríndias (Mita e Coatéquitl) para exploração colonial, além dos métodos de resistência indígena que de alguma forma colaboraram para preservação dos traços culturais dos povos conquistados.

Palavras-Chave: História da América, Colonização, Transculturação.

ENSINO DA HISTÓRIA NA ERA DIGITAL

Raphaella Marques de Carvalho

E m tempos de mundo tecnológico, a sociedade do início do século XXI vivencia diversas experiências em diferentes esferas sociais. A prática da pesquisa e análise de conteúdos são características desde

movimento de colaboração e interação para a construção do conhecimento do indivíduo, e através da Web 2.0, a aprendizagem está encontrando novos rumos. Educadores buscam um novo processo educativo para atender às expectativas da geração digital, no qual, aprende com várias mídias no mesmo ambiente.

O presente relato visa compartilhar as experiências da educação colaborativa e as novas competências do educador através da plataforma educacional, Educopédia- www.educopedia.com.br, que foi construída em 2010 e está em constante crescimento até o momento.

Com o apoio da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro em parceria com o MEC e outras instituições, a Educopédia foi desenvolvida a fim de proporcionar a democratização do conteúdo e uma nova proposta metodológica dentro e fora da sala de aula. É uma plataforma de aulas digitais que favorece um processo de aprendizagem mais dinâmico e interativo através da internet, é construída colaborativamente pelos professores da SME-RJ, proporcionando aos mestres uma capacitação constante das suas práticas pedagógicas. Esse novo ambiente virtual contempla a turmas da Educação Infantil ao 9ºano do Ensino Fundamental, Educação Especial e PEJA.

Palavras-Chave: Educação, História, Novas Tecnologias, Educopédia.

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O TEATRO COMO INSTRUMENTO PARA O ENSINO DE HISTÓRIA

Gleiner Vinicius Vieira Costa (ArtTude Produções – Projeto EduCart)

E m simples palavras, Teatro é a ciência/arte de representar - utilizar um espaço e pessoas para transmitir uma mensagem e o pensamento de uma época e lugar. O teatro é além de uma forma de

entretenimento, e um veículo altamente eficiente e eficaz de transmitir conhecimento.

O Historiador na qualidade de Professor enfrenta vários desafios na função de ensinar. Seja por qual motivo for, é difícil atrair a atenção do aluno mesmo com os esforços de se ministrar uma aula dinâmica. Muitos possuem desinteresse na escola, estando lá por pura obrigação, outros valorizam matérias exatas e acham o estudo de História desnecessário.

Através do dinamismo, utilizando a linguagem do aluno e conseguindo transformar o aprendizado em algo mais atrativo, o teatro na escola, seja através de apresentação teatral por grupos ou peças realizadas com auxilio do professor de educação artística, o teatro consegue despertar o interesse do aluno. A visualização das cenas, auxilia os alunos no momento de aprender. Isto ajuda a fixar na memória o aprendizado. Importante: a apresentação teatral deve sempre ter um objetivo e projeto pedagógico.

Também sempre deve acompanhar atividades com os alunos, para assim fixar e esclarecer o que foi apresentado, debates, exercícios e até em alguns casos explicação possíveis adaptações e diferenças historiográficas.

Palavras-Chave: Teatro, Ensino de História, Educação.

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SESSÃO 20 Literatura e Leis na Idade Média

Coordenador: Prof. Cristiano Ferreira de Barros (PPHR/LITHAM/UFRRJ - FAPERJ)

A SITUAÇÃO LEGAL DOS JUDEUS DURANTE O REINADO DO REI SÁBIO:

UMA ANÁLISE DO DISCURSO RÉGIO

Igor Formagueri Cunha de Oliveira (UGF)

A presente pesquisa tem como objetivo entender as relações entre os cristãos e judeus durante o reinado de Afonso X, o Sábio. Propõe ainda, a apresentação de possíveis disparidades entre a

aplicação da lei no grupo citado. Deste modo, situa-se esse processo dentro de um outro, ainda maior, o de consolidação do poder monárquico em Castela durante o século XIII. Utilizar-se-á como fonte primária o Fuero Real, extenso código jurídico produzido pelo escritório régio como uma tentativa de centralização do poder monárquico. Através do método da análise de discurso, analisaremos o processo de confecção deste códex jurídico, bem como os discursos predominantes por ele enunciados, além de analisar as penalidades impostas a minoria judia dentro deste quadro de forças.

Palavras-Chave: Afonso X, Fuero Real, Judeus

O MORRER E O TESTAR NA IDADE MÉDIA

Aryanne Faustina da Silva (UNIRIO)

D urante a Idade Média, a morte foi encarada por grandes camadas das sociedades como sendo um momento de incerteza. A única convicção que era compartilhada entre todos, era a de que mais

cedo ou mais tarde, se morreria. Em um período da história da humanidade que é muito conhecido por ter sido marcado por mortalidades devido às pestes e às guerras, esse tema ocupou o imaginário dos

indivíduos. No mesmo contexto, a Igreja começou a dedicar sermões, produções de textos e de imagens ligados diretamente à questão da salvação da alma do homem. Para conseguir tal dádiva, acreditava-se que o cristão deveria se preparar previamente para morrer de uma forma “espiritualmente” mais segura. Como consequência de todas essas crenças, o testamento foi tendo agregado em si o papel de um dispositivo para a obtenção da salvação do indivíduo. Esta comunicação visa abordar alguns aspectos que formavam o imaginário medieval cristão a respeito da morte e do “post mortem”. Além disso, busco

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analisar como o testamento tornou-se um forte aliado para que as pessoas fossem, segundo a Igreja, salvas.

Palavras-Chave: Morte, Catolicismo, Alma, Testamentos.

UMA DISPUTA DE AMOR NAS CANTIGAS DE SANTA MARIA: GÊNERO, SEXUALIDADE E ECLESIÁSTICOS NO SÉCULO XIII

Nathália Silva Fontes (UFRJ)

N esta comunicação será apresentado um recorte da minha pesquisa monográfica, na qual analiso, a partir da categoria gênero, poemas que possuem como tema central a relação ilícita entre clérigos e

mulheres, selecionados entre as Cantigas de Santa Maria, compilação de canções mariológicos reunidas na corte castelhana, na segunda metade do século XIII. Este trabalho é desenvolvido sob a orientação da Professora Doutora Andréia Frazão, vinculado ao projeto coletivo Hagiografia e História: um estudo comparativo da santidade, no eixo Discursos de Gênero, realizado o âmbito do Programa de Estudos Medievais da UFRJ.

Neste sentido, será exposta uma interpretação da Cantiga CXXXII (132), pautada na categoria gênero, relacionada com a qualificação das condutas sexuais dos eclesiásticos pela sociedade castelhana e com as normativas da monarquia e da Igreja. A Cantiga CXXXII (132) traz a história de um clérigo que, embora tenha prometido castidade à Santa, casou-se por pressão de familiares. No entanto, a Virgem Maria cobra sua fidelidade por meio de uma visão, impedindo a consumação do casamento, o que faz

o clérigo deixar seus bens e sua mulher para servi-la integralmente.

Palavras-Chave: Sexualidade, Cantigas de Santa Maria, Eclesiásticos, Alfonso X, Castela.

UM ESTUDO COMPARATIVO EM HISTÓRIA E LITERATURA: O EPISÓDIO DE INÊS DE CASTRO N’OS LUSÍADAS

Raquel Hoffmann Monteiro

A comunicação proposta é uma ramificação de trabalho monográfico e intermediária de pesquisa de projeto de mestrado. Tem a intenção de analisar a passagem inesiana n’Os Lusíadas, comparando

a obra de Camões com as fontes históricas e a base historiográfica, para então estabelecer conexões –

tais como as propostas por Roger Chartier – entre a História e a Literatura. A obra épica Os Lusíadas, de Luis Vaz de Camões, tem por tema cantar as proezas do povo lusitano, suas conquistas e lutas

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no estabelecimento e expansão de seu império. Para construir tal epopéia, Camões então estabeleceu uma síntese narrativa consistente da história de Portugal, envolvendo os episódios históricos em uma riquíssima névoa literária de alegoria e lírica.

Entre os episódios escrutinizados por Luís de Camões, a passagem de Inês de Castro chama-nos a atenção por sua discrepância narrativa e nos leva à reflexão sobre sua presença na epopeia camoniana. Entretanto, as sutilezas narrativas camonianas nos permitem estabelecer onde começa a História e onde termina a Literatura n’Os Lusíadas. Para encontrarmos os pontos onde os dois campos do saber se tangenciam se separam, é preciso comparar a visão literária camoniana sobre a Inês de Castro com os registros historiográficos sobre esta personagem histórica.

Palavras-Chave: Península Ibérica, Medieval, Moderna, Mulher, Literatura, História Comparada.

ALÉM DA NARRAÇÃO: COMPARANDO AS REPRESENTAÇÕES FEMININAS EM OS CONTOS DA CANTUÁRIA DE GEOFFREY CHAUCER

Anna Beatriz Esser dos Santos (PPGHC/IH – UFRJ)

O s Contos da Cantuária de Geoffrey Chaucer foram um marco para a Língua Inglesa, pois têm o objetivo de ser um extrato da vida dessa sociedade do final do século XIV. A partir deste, serão

verificadas as transformações sociais ocorridas no período e como os ideais cristãos foram articulados pelo autor da obra.

Para esta análise, será utilizado o conceito de representação social, verificando o ato de interpretar e pensar sobre determinada sociedade e como a constituição desta subjetividade é necessária para operar em discursos de atores sociais inseridos em um determinado tempo e espaço.

Deste modo, será analisado o discurso presente no Conto do Moleiro, no Conto do Mercador, no Conto do Marinheiro, no Conto do Escrivão, no Conto do Clérigo e no Conto de Chaucer, no que diz respeito à atuação da mulher e seu espaço na sociedade medieval e em como a historiografia aborda os valores de conduta femininos presentes nesses Contos, comparando-os com a crítica social presente em Chaucer.

Palavras-Chave: Inglaterra, Medieval, Chaucer, Mulher.

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SESSÃO 21 Perspectivas sobre História da América

Coordenador: Prof. Dr. Eduardo Lucas Parga

URBANIDADE, IDEOLOGIA E PROJETO DE DESENVOLVIMENTO: O CASO DA COMISSÃO MISTA BRASIL-ESTADOS UNIDOS (1951-1953)

Thiago Reis Marques Ribeiro

O nosso trabalho tem por objetivo discorrer sobre o sentido do urbano na ideologia e no projeto de desenvolvimento elaborado no fim da década de 1940 e na década de 1950. Mais especificamente,

trataremos deste tema a partir do caso da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos (CMBEU ), que existiu entre 1951 e 1953. Dada a frequente associação da temática do desenvolvimento – entendido na maior parte dos casos como sendo estritamente crescimento econômico – com a questão da industrialização

e da urbanização, julgamos da maior pertinência o debate sobre o lugar da cidade nos diversos planos

e projetos desenvolvimentistas historicamente elaborados pelo Estado brasileiro, em especial após Segunda Guerra Mundial.

Foram elaborados pela Comissão Mista um conjunto de 42 projetos específicos de investimento (na

maioria em infraestrutura de transporte e de energia), além de um minucioso Relatório Geral em que se analisa brasileira – de extrema importância no que tange à originalidade, abrangência e detalhamento para a época. Nesta documentação – produzida conjuntamente com membros do governo estadunidense

– o urbano aparece de uma dupla forma: tanto como elemento condicionante do processo de crescimento

econômico, como sofrendo radicais impactos pelos projetos de desenvolvimento então levados à cabo.

Palavras-Chave: Desenvolvimentismo, Comissão Mista Brasil-Estados Unidos, Urbanidade.

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“AS AVENTURAS DO HOMEM-ARANHA NO DESERTO DO REAL”: UMA DISCUSSÃO DO REAL E IRREAL, HEROICIZAÇÃO E VILANIZAÇÃO NA ÓTICA DE SLAVOJ ŽIŽEK

Gustavo Moltavão Freixo

E m 11 de Setembro de 2001 ocorreu aquele que muitos acreditam ser o maior atentado terrorista do mundo: dois aviões se lançaram contra as torres gêmeas do World Trade Center, no EUA. O

filósofo esloveno Slavoj Žižek, em sua obra “Bem-vindo ao deserto do real!” analisa os acontecimentos apenas dois anos após o ocorrido e afirma que os atentados trouxeram fatos inéditos à população americana. Como um despertador, eles olharam para seu quintal, e enxergaram o cenário do terceiro mundo, forçando-os a acordarem do sonho idílico do “American Way of Life”. Através da peculiar visão de Žižek, e das reflexões de outros autores das Ciências Sociais, o que é sugerido pela “Nova História Política”, analisamos a revista em quadrinhos “The Amazing Spider-Man 36” publicada nos EUA em dezembro de 2001, apresentando a participação do Homem-Aranha no resgate às vítimas do atentado.

Palavras-Chave: História Geral, História Política, Histórias em Quadrinhos, 11 de Setembro.

O NEW DEAL ATRAVÉS DA ÓTICA DO DARWINISMO

Diego da Rocha Conceição (UGF)

O presente trabalho tem por objetivo estudar um possível Darwinismo social nos Estados Unidos durante o New Deal. Para isso, iremos buscar na historiografia análises que mostram as influências do acordo na sociedade, isto é, em suas esferas, analisando de 1930 até 1939.

Iremos buscar os dois discursos presentes na política norte-americana da época (Republicanos e Democratas) para legitimar uma reestruturação econômica e social do país.

Palavras-Chave: New Deal, Estados Unidos, Darwinismo Social.

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CARLOS LACERDA E A PROPOSTA UDENISTA DE POLÍTICA ECONÔMICA INTERNACIONAL DO BRASIL COM OS ESTADOS UNIDOS ( 1945- 1965)

Karen Garcia Pêgas (UCB)

A partir das propostas lacerdistas de relação econômica do Brasil com os Estados Unidos encontradas em periódicos e em documentos partidários da UDN, esta comunicação tem como objetivo discutir o posicionamento udenista de política econômica exterior. Ao mesmo tempo, visa questionar a alcunha de “entreguista” imputada à União Democrática Nacional pelos varguistas e muito utilizada pelos historiadores até os dias atuais.

Palavras-Chave: Teatro pedagógico, UDN, Relação Brasil – Eua, Economia Internacional.

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SESSÃO 22 História Militar: Ações da Marinha do Brasil do Império à República velha

Coordenador: Prof. Ms. Ricardo Cabral (UGF – UFRJ)

A ESQUADRA NO PRATA: UM ESTUDO

SOBRE PENSAMENTO POLÍTICO E GUERRA DURANTE O SEGUNDO REINADO (1850-1876)

Renato Jorge Paranhos Restier Júnior (IGHMB/ Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha)

N a década de 1850, o Império do Brasil iniciou uma política externa mais intervencionista na região do Prata, chegando a atuar como um gestor subregional. Os diferentes projetos geopolíticos do

Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina resultaram em conflitos armados, cujo principal e mais definitivo foi a Guerra da Tríplice Aliança (1865-1870).

Durante os entreveros na região platina, tendo em vista as especificidades naturais daquela região, cuja navegação das vias fluviais era o meio mais dinâmico para o desenvolvimento das operações, o emprego da Armada Imperial tornou-se imprescindível. Contudo, mesmo ocupando uma posição de destaque no subsistema regional da América do Sul, num cenário de grandes tensões e indefinição territorial, o Brasil encontrava-se muito aquém de suas demandas militares. Tendo em vista que toda programação militar está vinculada a uma política de Estado, pretendemos analisar como as questões relativas à política de armamento e a guerra eram discutidas no Parlamento e no Conselho de Estado.

Palavras-Chave: Estado Imperial; Guerra; Pensamento político.

A ARMADA IMPERIAL NA COSTA DA

ÁFRICA: (1827-1830)

Marcelo Rodrigues de Oliveira (IGHMB/UNIRIO)

O objetivo deste trabalho consiste fundamentalmente em analisar a atuação da Divisão Naval do Leste, base que a Armada Imperial estabeleceu na costa da África em decorrência dos acordos

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diplomáticos realizados em 1826 e 1827 entre o Império do Brasil e a Grã-Bretanha. A questão essencial desses acordos envolvia um interesse especificamente britânico: a extinção do comércio de escravos africanos. Por outro lado, em função da Guerra da Cisplatina (1825-1828), o Brasil necessitava do apoio inglês para manter o bloqueio naval no Rio da Prata.

Buscaremos comprovar que efetivamente a Divisão Naval do Leste, estabelecida no litoral angolano entre 1827 e 1830, para supostamente fiscalizar o intenso comércio de escravos, teria concretizado um duplo objetivo: proteção do comércio transatlântico de escravos, realizado por navios negreiros brasileiros, contra ataques de corsários e de piratas que infestavam o litoral africano e dissuasão da Grã-Bretanha quanto a real cooperação no processo de fiscalização do comércio ilícito de africanos realizado ao norte da linha do Equador e do comércio lícito ao sul deste paralelo, quanto à observância da gradual diminuição do comércio de escravos até a sua supressão definitiva.

Palavras-Chave: Comércio de Escravos, Armada Imperial, Divisão Naval do Leste.

RUI BARBOSA E A AMEAÇA GERMÂNICA:

A LEITURA DE ANDRÉ CHÉRADAME NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Livia Claro Pires (UERJ)

N o ato da leitura, uma relação dual é estabelecida. É o encontro entre o texto e o leitor, ambos agregados a conjunturas anteriores. Obras escritas guardam estratégias de narrativas, estilos

literários, que darão contorno às intenções do autor e do editor. O leitor, por sua vez, também inscreverá sentidos à obra. Segundo Roger Chartier, o ato da leitura configura-se como uma “prática de apropriação”.

Dessa forma, o presente trabalho propõe-se a uma breve reflexão acerca da apropriação de Rui Barbosa da obra do cientista político francês André Chéradame, Le plan pangermaniste démasqué, no contexto do debate intelectual que antecedeu a entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial.

Palavras-Chave: História da Leitura; Primeira Guerra Mundial; Relações intelectuais.

DE NATAL A GIBRALTAR: A DIVISÃO NAVAL BRASILEIRA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Valterian Braga Mendonça (UNIRIO)

O Brasil participou da Primeira Guerra Mundial enviando uma Missão Médica à França, uma equipe de aviadores à Inglaterra e uma Divisão Naval para operar em Gibraltar(a DNOG), além

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de comissões militares para aquisição de material bélico nos Estados Unidos e na Europa, de alugar 32 navios mercantes à França e de fornecer gêneros de primeiras necessidades aos aliados.

Deficiências de toda ordem retardaram a chegada de nossos navios de guerra à Europa e fizeram da travessia de Natal/RN a Gibraltar uma epopéia. Na chegada a Dakar, escala da viagem, a divisão foi acometida pela gripe espanhola, que vitimou centenas de marinheiros. Nas Ilhas de Cabo Verde, nossos navios prestaram ajuda humanitária às populações locais.

Panes frequentes paralisaram nossas belonaves no Atlãntico, o que as vulnerabilizavam a possíveis ataques de submarinos alemães. Em razão deste tipo de contra-tempo, a Divisão Naval brasileira retardou em 24 horas seu encontro com um navio britânico que, enquanto aguardava, sofreu torpedeamento e soçobrou. A DNOG ainda desferiu ataque a um cardume de golfinhos (o “Combate das Doninhas”) e, por engano, disparou contra um navio aliado.

No dia seguinte à chegada da DNOG a Gibraltar, os beligerantes assinaram o armistício que poria fim à guerra.

Palavras-Chave: DNOG, Marinha do Brasil, Primeira Guerra Mundial

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SESSÃO 23 A Antiguidade e suas reinterpretações contemporâneas

Coordendor: Profa. Debora Casanova da Silva (UNIRIO)

EGITO ANTIGO: DUALIDADE E IMAGINÁRIO SOCIAL (1550- 1070 A.C)

Marina Rockenback de Almeida (NEA/ CEHAM/ UERJ – ARCHAI/UNB)

A presente pesquisa visa explorar o imaginário social presente no Egito Antigo, tendo por foco a dualidade estabelecida entre diversos aspectos nessa sociedade. Céu e terra, bom e mau, mundo

dos vivos e mundo dos mortos, a viagem do dia e da noite do sol são símbolos com forte presença na cultura egípcia. Tomando por base essas formas duais, analisaremos o texto do mito de Isis e Osíris, escrito por Plutarco em seu livro Obras Morales y de costumbres (Moral