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MANUAL DE PROJETOS HIDROSSANITÁRIOS

Normas e apresentação de projetos hidrossanitários

MANUAL DE PROJETOS HIDROSSANITÁRIOS Normas e apresentação de projetos hidrossanitários Abril de 2014

Abril de 2014

SAAE – Serviço Municipal de Saneamento Básico Autarquia Municipal criada pela Lei nº 504, de

SAAE – Serviço Municipal de Saneamento Básico

Autarquia Municipal criada pela Lei nº 504, de 27.11.67 – Unaí – Minas Gerais

APRESENTAÇÃO

A cidade de Unaí está em constante desenvolvimento, acompanhado,

consequentemente, pelo crescimento demográfico e urbanístico, com a expansão e

surgimento de loteamentos ou conjuntos habitacionais responsáveis pelo atendimento à nova demanda populacional. Esse crescimento deve ser realizado de forma controlada e sua execução deve ser planejada, a fim de harmonizar espaço, conforto, saúde ambiental e

infraestrutura com o meio ambiente. Os projetos devem ainda, ser elaborados para que se adequem aos sistemas públicos de água e esgoto já instalados, sem prejuízo ao atendimento das atuais demandas.

A fim de auxiliar na execução desses novos empreendimentos, este

documento apresenta o roteiro para elaboração de projetos hidrossanitários na cidade de Unaí e localidades onde o SAAE detém a concessão do serviço, assim como todos os procedimentos necessários para execução, aprovação e recebimento das novas construções.

O SAAE coloca-se a disposição para futuros esclarecimentos e/ou suporte

técnico necessário.

Samuel Issamu Tanaka Engenheiro Sanitarista

Rodrigo Borges Kazmirczak Engenheiro Civil Chefe do Departamento Técnico

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Sumário

1. REFERÊNCIAS

6

1.1. Legislação Federal

6

1.2. Decreto Municipal

6

1.3. Do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

6

1.4. Do DER

6

1.5. Da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

6

2. DEFINIÇÕES

7

2.1. Caixa alimentadora

7

2.2. Carta compromisso

7

2.3. Carta de Liberação de Projeto (CLP)

7

2.4. Documento de Análise do Projeto (DAP)

8

2.5. Documento de viabilidade técnica e Diretriz Técnica Básica – DVT e DTB

8

2.6. Formulário de Consulta Prévia (FCP)

8

2.7. Incorporador

8

2.8. Instrumento Particular de Doação (IPD)

8

2.9. Interceptor

8

2.10. Ligação predial condominial

8

2.11. Ligação predial definitiva

8

2.12. Ligação predial individual

8

2.13. Ligação provisória

8

2.14. Linha alimentadora

8

2.15. Linha secundária

9

2.16. Rede alimentadora

9

2.17. Rede de distribuição

9

2.18. Sub-adutora de alimentação

9

2.19. Rede secundária

9

3. APLICABILIDADE DO MANUAL

9

4. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA

10

5. REQUISITOS PARA A ELABORAÇÃO DOS PROJETOS HIDROSSANITÁIOS

10

5.1. Abrangência do projeto

11

5.2. Utilização de áreas especiais

11

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5.3. Utilização de área de terceiros

11

5.4. Projeto estrutural

11

5.5. Projeto elétrico

11

5.6. Planilha de quantitativos e preços de serviços de materiais

12

5.7. Descrição topográfica das áreas de servidão ou de pleno domínio

12

6. CRITÉRIOS PARA PROJETOS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

12

 

6.1. Requisitos básicos

12

6.2. Utilização do lote para passagem do ramal domiciliar

13

6.3. Parâmetros de dimensionamento

13

6.4. Determinações construtivas

13

6.4.1.

Materiais empregados

14

6.5.

Projeto hidráulico

14

6.5.1. Memória técnica

14

6.5.2. Plantas de projeto

15

6.6. Caixas de gordura

19

6.7. Estação Elevatória de Esgoto

19

7. REQUISITOS PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO DE SISTEMA DE

DISTRIBUÇÃO DE ÁGUA

19

 

7.1. Parâmetros de dimensionamento

19

7.2. Materiais empregados

20

7.3. Projeto hidráulico

20

7.3.1. Memória técnica

20

7.3.2. Plantas de projeto

21

7.4. Rede de distribuição

22

7.5. Reservação

23

7.6. Estação elevatória

23

7.7. Fontes alternativas de abastecimento de água

23

7.8. Órgãos acessórios

23

8.

DISPOSIÇÕES COMPLEMENTARES

24

8.1. Necessidade de ligação provisória

24

8.2. Entrega do projeto

24

8.3. Análise e aprovação do projeto

24

8.4. Acompanhamento e aprovação da obra

24

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9.

DISPOSIÇÕES FINAIS

25

ANEXOS ANEXO I – FORMULÁRIO DE CONSULTA PRÉVIA

26

ANEXO II – SOLICITAÇÃO DE FISCALIZAÇÃO DE OBRA

27

ANEXO III – CARTA DE COMPROMISSO

28

ANEXO IV – INSTRUMENTO PARTICULAR DE DOAÇÃO

29

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1. REFERÊNCIAS

Na aplicação deste manual pode ser necessário consultar:

1.1.

Legislação Federal

a)

Lei n o 9785 de 29 de janeiro de 1999, que dispõe sobre o parcelamento do solo urbano.

1.2.

Decreto Municipal

a)

Decreto n o 4.169 de 1° de abril de 2014 – Regulamento dos serviços públicos de água e esgoto, drenagem pluvial e irrigação de áreas públicas prestadas pelo Serviço Municipal de Saneamento Básico do Município de Unaí-MG.

1.3.

Do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes

a)

Manual de ordenamento de uso de faixa de domínio - item 3 (antigo DNER).

1.4.

Do DER

a)

RT 01.49 - Ocupação de faixa de domínio.

1.5.

Da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas

a)

NBR 7675 - Conexões de ferro fundido;

b)

NBR 12211 - Estudos de concepção de sistemas públicos de abastecimento de água;

c)

NBR 12212 - Projeto de poço para captação de água subterrânea;

d)

NBR 12213 - Projeto de captação de água de superfície para abastecimento público;

e)

NBR 12214 - Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público;

f)

NBR 12215 - Projeto de adutora de água para abastecimento público;

g)

NBR 12216 - Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento público;

h)

NBR 12217 - Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público;

i)

NBR 12218 - Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público;

j)

NBR 12244 - Construção de poço para captação de água subterrânea;

k)

NBR 12266 - Projeto de execução de valas para assentamento de tubulação de água, esgoto e drenagem urbana;

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l) NBR 13133 - Execução de levantamento topográfico.

m) NBR 5645 - Tubo cerâmico para canalizações;

n) NBR 7362 - Tubo de PVC rígido com junta elástica, coletor de esgoto;

o) NBR 7367 - Projeto e assentamento de tubulações de PVC rígido para sistemas de esgoto sanitário;

p) NBR 7663 - Tubo de ferro fundido dúctil centrifugado para canalizações sob pressão;

q) NBR 8409 - Conexão cerâmica para canalização;

r) NBR 8889 - Tubo de concreto simples, de seção circular, para esgoto sanitário;

s) NBR 8160 – Sistemas prediais de esgoto sanitário – Projeto e execução;

t) NBR 8890 - Tubo de concreto armado de seção circular para esgoto sanitário;

u) NBR 9648 - Estudos de concepção de sistemas de esgoto sanitário;

v) NBR 9649 - Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário;

w) NBR 9814 - Execução de rede coletora de esgoto sanitário;

x) NBR 9914 - Tubos de aço ponta e bolsa para junta elástica;

y) NBR 12207 - Projeto de interceptores de esgoto sanitário;

z) NBR 12208 - Projeto de estações elevatórias de esgoto sanitário;

aa)NBR 12209 – Projeto de estações de tratamento de esgoto sanitário;

2. DEFINIÇÕES

2.1. Caixa alimentadora Órgão acessório à rede de distribuição que interliga a linha alimentadora à secundária. Contém dispositivos redutores de pressão, registros de controle, peças e conexões necessários à operação de setores específicos de sistema.

2.2. Carta compromisso Documento assinado pelo incorporador, solicitando ligação de água provisória para execução de projeto de edificação e se comprometendo com prazo de entrega do Projeto Hidrossanitário.

2.3. Carta de Liberação de Projeto (CLP) Documento que atesta que os projetos apresentados pelo incorporador estão de acordo com as diretrizes e exigências do SAAE.

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2.4. Documento de Análise do Projeto (DAP)

Documento que estabelece as adequações necessárias ao projeto para fins de aprovação, caso o mesmo não esteja de acordo.

2.5. Documento de viabilidade técnica e Diretriz Técnica Básica – DVT e DTB

Informação prestada pelo SAAE, quanto à disponibilidade do sistema em atender à demanda de abastecimento de água do empreendimento e as diretrizes e parâmetros técnicos a serem atendidos na elaboração do projeto.

2.6. Formulário de Consulta Prévia (FCP)

Formulário com informações básicas do projeto e do incorporador, o qual servirá de base para a análise de viabilidade técnica para atendimento ao empreendimento.

2.7. Incorporador Pessoa física ou jurídica responsável pela implantação do empreendimento.

2.8. Instrumento Particular de Doação (IPD) Documento que estabelece os termos para doação dos bens patrimoniais ao

SAAE após a conclusão das obras.

2.9. Interceptor Canalização que recebe e transporta esgoto, caracterizada pela defasagem

das contribuições e amortecimento das vazões;

2.10. Ligação predial condominial Ligação predial externa para atendimento coletivo das economias internas de

um empreendimento.

2.11. Ligação predial definitiva É a ligação predial permanente.

2.12. Ligação predial individual Ligação individual para atendimento individual por edificação.

2.13. Ligação provisória

É a ligação executada em caráter provisório, para utilização em construção e que pode ser transformada em ligação definitiva após a obra, condicionada à

liberação do projeto hidrossanitário.

2.14. Linha alimentadora Tubulação da rede de distribuição cuja finalidade é suprir, através de caixas

Também é denominada linha principal ou

alimentadoras, as linhas secundárias. linha tronco.

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2.15. Linha secundária

Tubulação da rede de distribuição, cuja função é a de permitir a derivação do ramal predial. Também é denominada envoltória ou anel de distribuição.

2.16. Rede alimentadora Conjunto de tubulações constituído pelas linhas alimentadoras.

2.17. Rede de distribuição

Conjunto de tubulações e órgãos acessórios destinados à distribuição de água potável aos consumidores.

2.18. Sub-adutora de alimentação

Tubulação

derivada

da

rede

existente,

ou

de

outra

fonte

de

produção,

destinada a abastecer a rede de distribuição do empreendimento.

2.19. Rede secundária Conjunto de tubulações constituído pelas linhas secundárias.

3. APLICABILIDADE DO MANUAL

O

manual

de

Projeto

Hidrossanitário

se

aplica

aos

enquadrados nas seguintes classificações:

empreendimentos

3.1. Condomínios horizontais com ligação condominial ou individual;

3.2. Loteamentos e conjuntos habitacionais;

3.3. Edificações de qualquer natureza ou utilização que se enquadrem nas

condições a seguir:

a) Três ou mais pavimentos;

b) Área total construída igual ou superior a 600 m²;

c) Qualquer edificação com três ou mais economias;

d) Serviços de saúde;

e) Comércios geradores de resíduos graxos, como postos de combustível e oficinas;

f) Comércios do ramo alimentício, como restaurantes ou lanchonetes;

g) Supermercados e açougues;

h) Matadouros;

i) Indústrias;

3.4. Qualquer situação em que as instalações hidrossanitárias do empreendimento possam interferir nos serviços prestados ou sistemas instalados do SAAE.

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4. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICA

Caso o empreendimento se enquadre em alguma das classificações do item 3, para aprovação do projeto, o SAAE deverá realizar um estudo de viabilidade técnica, onde serão avaliadas a possibilidade e as condições de atendimento ao projeto. Para o estudo de viabilidade, o incorporador deverá apresentar os seguintes dados:

a) Planta de localização do empreendimento face à malha urbana e/ou sistema viário local, em escala 1:25000 ou 1:10000. Devem ser indicados os limites da área de projeto, o sistema de coordenadas, o norte verdadeiro e norte magnético;

b) Preenchimento do Formulário de Consulta Prévia, conforme Anexo I;

4.1. Após análise, o SAAE informará formalmente sobre a viabilidade técnica do projeto, através do DVT e DTB no prazo máximo de 15 dias. 4.2. O DVT e a DTB terão validade máxima de um ano, a partir da data de sua

emissão. Caso os projetos não sejam apresentados nesse período, o estudo de viabilidade técnica deverá ser refeito.

5. REQUISITOS PARA A ELABORAÇÃO DOS PROJETOS HIDROSSANITÁIOS

Os projetos deverão atender às referências citadas no item 1 e aos documentos DVT e DTB. Para a elaboração dos projetos são necessários os seguintes documentos

a) DVT e DTB anexos aos projetos;

b) Projeto urbanístico aprovado pelo SAAE, na escala disponível. Neste documento deve constar o nome do Incorporador, denominação, localização, área, número de unidades e tipo de ocupação do empreendimento;

c) Levantamento topográfico planialtimétrico em escala 1: 2000, com curvas de nível de metro em metro, com destaque para as curvas de nível a cada 5 metros, malha de coordenadas com indicação do norte verdadeiro e do norte magnético e localização das referências de nível (RN);

d) Comprovação do licenciamento ambiental a que o projeto possa estar sujeito por força da legislação vigente;

e) Para o projeto de sistema de distribuição de água, no caso de fonte de produção de água própria para o empreendimento, o SAAE deve ser consultado para orientações específicas e deve ser obedecido o item 7.7.

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5.1. Abrangência do projeto

Os projetos devem ser elaborados para toda a área do empreendimento, mesmo que seja implantado em etapas.

5.2. Utilização de áreas especiais

Caso haja a necessidade de utilização de áreas de preservação ambiental (municipais, estaduais, federais) ou de áreas de domínio de Órgãos Públicos (DER, DNIT e outros) para a passagem das tubulações ou instalação de outras unidades do sistema, os projetos devem atender às imposições da legislação vigente, e às normas específicas dos Órgãos, devendo ser aprovado pelos mesmos.

5.3. Utilização de área de terceiros

Nos casos onde o projeto indicar a execução de rede ou demais unidades do sistema em terrenos de propriedade particular, o incorporador deve, às suas expensas, providenciar junto ao proprietário, a doação ou a compra da área de servidão ou de pleno domínio correspondente. A titularidade do terreno deverá ser transferida ao SAAE para a devida incorporação ao seu patrimônio, conforme Anexo IV.

5.4. Projeto estrutural

Devem ser integrantes do projeto estrutural os seguintes documentos:

a) memória técnica, com cálculo estrutural das unidades do sistema e relatórios de sondagem do terreno;

detalhes

b) desenhos

de

fôrma

e

armação

das

estruturas,

fundações

e

construtivos elaborados de acordo com diretrizes fornecidas pelo SAAE;

c) detalhamento

dos

métodos

executivos

das

unidades

do

sistema,

observando-se as condições geotécnicas dos locais de implantação.

5.5. Projeto elétrico

Devem ser integrantes do projeto elétrico os seguintes documentos:

a) memória técnica com descrição e dimensionamento das instalações elétricas das estações elevatórias e estações de tratamento. Dimensionamento dos padrões de entrada de energia, quadros de comando, motores elétricos e projeto de iluminação interna e externa. Devem ser previstos dispositivos de proteção da sucção e automatização do recalque.

b) desenhos, com detalhamento, em planta, cortes e detalhes, dos padrões de entrada de energia elétrica, da iluminação interna e externa, e dos dispositivos de proteção e automatização. Os desenhos devem ser

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elaborados de acordo com as normas da ABNT e das concessionárias de energia elétrica.

c) Declaração de viabilidade de fornecimento de energia elétrica emitida pela concessionária (CEMIG).

5.6. Planilha de quantitativos e preços de serviços de materiais

O orçamento deve ser elaborado conforme a itemização, códigos e preços

estabelecidos pela planilha de preços de insumos e serviços do SINAPI, SETOP,

etc. Os serviços, materiais e equipamentos constantes do mesmo devem ser especificados de forma a permitir a sua correta execução e aquisição.

5.7. Descrição topográfica das áreas de servidão ou de pleno domínio

A descrição topográfica e desenhos devem conter todos os elementos

necessários à perfeita caracterização da área, com a finalidade de legalização por servidão ou pleno domínio. Estes elementos compreendem, basicamente, a materialização do ponto de partida, o transporte de amarrações, a descrição de

divisas e a identificação de proprietários.

6. CRITÉRIOS PARA PROJETOS DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO

Os critérios apresentados a seguir referem-se a projetos de redes coletoras e interceptoras de esgotos sanitários. Caso sejam previstas estações elevatórias e estações de tratamento no sistema de esgotamento sanitário do empreendimento, deve ser solicitada ao SAAE a definição dos critérios específicos de projeto.

6.1. Requisitos básicos

A concepção urbanística do empreendimento, determinante para elaboração

do projeto de esgotamento sanitário, deve proporcionar:

a) o escoamento dos esgotos integralmente por gravidade;

b) o lançamento da rede coletora preferencialmente nas vias públicas, e atendendo aos lotes pela via em frente aos mesmos (exceções deverão ser plenamente justificadas e aceitas pelo SAAE);

c) o lançamento dos esgotos no corpo receptor, excepcionalmente sem tratamento, com o acordo prévio formalizado entre a Prefeitura Municipal, o órgão ambiental e o SAAE. Caso autorizado, o lançamento deverá ser efetuado em um único ponto;

d) que não haja lançamentos em talvegue seco.

e) que não haja em hipótese alguma o lançamento de águas pluviais na rede de coleta de esgotos ou o lançamento de esgoto nas galerias de águas pluviais.

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Nota: Comprovada a possibilidade de soluções de esgotamento sanitário tecnicamente mais adequadas que as permitidas pelo projeto urbanístico apresentado, o SAAE poderá exigir a sua alteração.

6.2. Utilização do lote para passagem do ramal domiciliar

Nos casos onde o esgotamento sanitário do lote superior de uma quadra do loteamento somente puder ser feito através do lote inferior da mesma quadra, o incorporador deve anexar ao projeto declaração informando que irá constar, em todos os instrumentos de compra e venda devidamente registrados em cartório, a autorização do proprietário do lote inferior, permitindo a passagem pelo seu terreno, do ramal domiciliar proveniente do lote superior.

6.3. Parâmetros de dimensionamento

Devem ser considerados na elaboração do projeto:

população atendida

conforme

DTB;

consumo per capita de água

conforme

DTB;

índice de atendimento

100%

coeficiente do dia de maior consumo

(k

1 )

1,2

coeficiente da hora de maior consumo

 

(k

2 )

1,5

coeficiente de mínima vazão horária (k 3 )

 

0,5

taxa de retorno água / esgoto (Tr)

0,8

taxa de infiltração

0,00033

l/(s x m) ou 0,05 l/(s x ha)

vazão mínima

1,5

l/s

0,013(MBV,

concreto, F o F o , PVC)

coeficiente de rugosidade (Manning) taxa de contribuição linear mínima

0,002

l/(s x m)

tensão trativa mínima

1,0

Pa

diâmetro mínimo

150

mm

velocidade máxima

5,0

m/s

lâmina d’água máxima (y/D)

75%

lâmina d’água máxima (y/D), para

velocidade final superior à velocidade crítica

50%

declividade máxima

condicionada

pela veloc. máxima

declividade mínima

condic.

pela tensão trativa mínima

contribuição puntual mínima para áreas de expansão

0,3

l/(s x ha), incluindo infiltração

6.4. Determinações construtivas

Devem ser observadas as seguintes determinações:

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a)

recobrimento mínimo de 1,00 m acima da geratriz superior das tubulações;

b)

a

profundidade máxima da rede deve ser de 5,00 m;

c)

distância máxima entre PV’s deve ser de 100 m;

d)

para diferenças de lâminas superiores a 1,2 cm, ou nas mudanças de diâmetro, o degrau mínimo a ser adotado nos PV’s é de 5 cm;

e)

deve ser previsto tubo de queda nos PV’s (para D < 350 mm), para desníveis superiores a 0,5 m entre as cotas de chegada e de saída;

f)

deve ser previsto um único coletor locado no terço mais desfavorável da via (exceto em situações impostas por interferências ou pelo tipo de ocupação), para largura da mesma inferior a 20 m. No caso dessa ser superior a 20 m, deve ser previsto um coletor de cada lado da via, locado a 1,5 m do meio-fio;

g)

devem ser previstos coletores auxiliares, paralelos às canalizações que apresentem material ou profundidade que não permitam a execução de ligações prediais;

h)

devem ser previstas placas de ancoragem em concreto, a cada bolsa, para tubulações com declividades superiores a 20%.

6.4.1.

Materiais empregados

As

redes

coletoras

e

seguintes materiais:

interceptores

devem

ser projetados

utilizando

os

a) manilha de barro vidrado, com junta elástica para D < 200 mm, ou com junta asfáltica para D > 200 mm;

b) tubo de PVC com junta elástica;

c) tubo de ferro fundido dúctil;

d) tubo de concreto para esgoto, simples ou armado, com junta elástica;

e) tubo PEAD.

O material utilizado deve ser aprovado pelo SAAE.

6.5. Projeto hidráulico

6.5.1. Memória técnica

A memória técnica do projeto hidráulico deve conter:

a) descrição geral do empreendimento e do SES proposto;

b) critérios e parâmetros de projeto, conforme DTB e item 6.3;

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c) cálculo das vazões de projeto (mínima, média e máxima), incluindo as contribuições de montante;

d) síntese do sistema proposto, com apresentação das características principais das unidades projetadas e descrição das particularidades do projeto;

e) dimensionamento hidráulico da rede coletora (inclusive da rede existente que receba a contribuição da rede projetada), com apresentação das planilhas de cálculo;

f) dimensionamento hidráulico dos interceptores, com apresentação das planilhas de cálculo e do esquema de vazões de contribuição;

g) dimensionamento hidráulico das estações elevatórias e estações de

tratamento, conforme normas da ABNT, diretrizes fornecidas pelo SAAE e

6.7.

6.5.2. Plantas de projeto

No projeto do sistema de esgotamento sanitário do empreendimento devem ser apresentados os seguintes desenhos:

a) A planta de localização deve ser conforme item 4, alínea a.

b) A planta do projeto urbanístico deve ser conforme item 5, alínea b.

6.5.2.1. A planta geral do SES deve ser apresentada em escala adequada, e conter:

a) delimitação da área de projeto e das áreas do entorno, contribuintes ao SES do empreendimento (com identificação);

b) identificação dos cursos d’água;

c) delimitação e identificação das sub-bacias de esgotamento sanitário;

d) indicação dos pontos de lançamento de esgotos e dos dispositivos de esgotamento sanitário existentes ou projetados, que receberão as contribuições;

6.5.2.2. O plano de escoamento deve ser apresentado em planta na escala 1:2000, com malha de coordenadas e curvas de nível de metro em metro, e conter:

a) identificação dos cursos d’água;

b) arruamento, com nome das ruas e logradouros;

c) delimitação e numeração dos lotes e das quadras;

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d) traçado da rede nos arruamentos, com indicação do sentido de escoamento e da posição, numeração, profundidade dos PV’s e representação dos tubos de queda;

e) indicação das normais críticas, com as respectivas cotas;

f) indicação de interferências relativas aos dispositivos de infra-estrutura urbana, com cotas e dimensões;

g) indicação das vazões concentradas;

h) indicação do ponto de lançamento final dos esgotos;

i) indicação de travessias, estações elevatórias e estações de tratamento;

j) legenda com as convenções adotadas.

6.5.2.3. A planta construtiva deve ser apresentada na escala 1:2000, com malha de coordenadas, e conter:

a) identificação dos cursos d’água;

b) arruamento, com o nome das ruas e logradouros;

c) traçado da rede nos arruamentos, com indicação do sentido de escoamento;

d) posição e numeração dos PV’s, com representação de tubos de queda;

e) cota de terreno, cota de soleira das tubulações de chegada e saída e profundidades dos PV’s;

f) extensão, declividade, diâmetro e material de cada trecho;

g) legenda com as convenções adotadas.

6.5.2.4. As plantas e perfis da rede coletora devem ser apresentados na escala horizontal 1:2000 e vertical 1:200, e conter:

a) planta;

identificação dos cursos d’água,

arruamento, com nome das ruas e logradouros,

traçado da rede nos arruamentos, com indicação do sentido de escoamento e da posição e numeração dos PV’s, com representação de tubos de queda,

profundidade e cotas de PV’s, que não constarem no perfil,

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indicação de interferências relativas a dispositivos de infra-estrutura urbana, com cotas e dimensões, indicação
indicação de interferências relativas a dispositivos de infra-estrutura urbana, com
cotas e dimensões,
indicação de normais críticas, com as respectivas cotas,
indicação de lançamentos em cursos d’água (com Na máx ) ou em PV’s existentes.
b)
perfil;
perfis de terreno natural, do greide projetado e do coletor, desenhados por rua e
não pelo sentido de escoamento,
indicação de interferências relativas a dispositivos de infra-estrutura urbana, com
cotas e dimensões,
indicação de normais críticas, com as respectivas cotas,
indicação de lançamentos em cursos d’água (com NA MÁX ) ou em PVs existentes.
c)
grade do perfil;
numeração de PV’s,
cota de terreno, cota de soleira das tubulações de chegada e saída, alturas de
rebaixos ou de tubos de queda e profundidades dos PV’s,
extensão, declividade, diâmetro e material de cada trecho.

Nota: Deve ser apresentada a legenda com as convenções adotadas.

6.5.2.5. As plantas e perfis dos interceptores devem ser apresentados na escala horizontal 1:1000 e vertical 1:100, e conter:

a) planta;

identificação dos cursos d’água, malha de coordenadas e faixa de levantamento planialtimétrico semi-cadastral (nos
identificação dos cursos d’água,
malha de coordenadas e faixa de levantamento planialtimétrico semi-cadastral
(nos casos em que o interceptor esteja fora do arruamento),
traçado do interceptor, com indicação do sentido de escoamento e da posição,
da numeração e das coordenadas dos PV’s,
profundidades e cotas de PV’s, que não constarem no perfil,
indicação de interferências relativas a dispositivos de infra-estrutura urbana, com
cotas e dimensões,
indicação de normais críticas, com as respectivas cotas, no caso do interceptor
receber ligações prediais,
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indicação

de

lançamentos

em

cursos

d’água

(com

existentes,

Na máx )

ou

em

PV’s

locação de sondagens, caso tenham sido realizadas.

b) perfil;

perfis de terreno natural, do greide projetado e do interceptor,

indicação de interferências relativas a dispositivos de infra-estrutura urbana, com cotas e dimensões,

indicação de normais críticas, com as respectivas cotas, no caso do interceptor receber ligações prediais,

indicação de lançamentos em curso d’água (com Na máx ) ou em PV’s existentes,

resultados de sondagens, caso tenham sido realizadas.

c) grade do perfil;

estacas e numeração dos PV’s,

cota de terreno, cota de soleira das tubulações de chegada e saída, alturas de rebaixos ou de tubos de queda e profundidades dos PV’s,

extensão, declividade, diâmetro, vazão máxima e mínima de cada trecho e vazões concentradas.

Nota: Deve ser apresentada a legenda com as convenções adotadas.

6.5.2.6. Os desenhos das travessias aéreas e subterrâneas devem incluir plantas, cortes e detalhes, elaborados em escala e nível de detalhamento que permitam a adequada estimativa de custos e a perfeita execução das obras. As travessias sob rodovias e vias férreas devem ser detalhadas de acordo com as normas específicas dos órgãos envolvidos.

6.5.2.7. Os desenhos de estações elevatórias e estações de tratamento devem conter:

a) plantas gerais de situação, locação, terraplenagem, urbanização e paisagismo, arquitetura, drenagem pluvial, água potável e interligações;

b) plantas,

e

cortes

e

detalhes

de

montagem

de

peças,

tubulações

equipamentos;

c) plantas, cortes e detalhes dos projetos arquitetônico e de instalações hidráulico-sanitárias das edificações.

Nota: As propostas que consideram a implantação de estações elevatórias e estações de tratamento devem ser discutidas com o SAAE, inclusive para

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definição dos critérios e parâmetros de dimensionamento e dos aspectos relativos ao detalhamento e apresentação.

6.6. Caixas de gordura

6.6.1. Todos os empreendimentos que apresentarem resíduos gordurosos devem adotar caixas de gordura;

6.6.2. As caixas de gordura deverão receber esgoto exclusivamente de pias de cozinha e/ou outras fontes de gordura;

6.6.3. As caixas de gordura devem ser instaladas no lado interno do alinhamento predial. Não serão permitidas, sob hipótese alguma, caixas de gordura no passeio.

6.7. Estação Elevatória de Esgoto

6.7.1. Se o projeto necessitar de instalação de estação elevatória, o poço desta deverá ter um volume mínimo capaz de armazenar a vazão máxima diária correspondente a 20 (vinte) minutos;

6.7.2. Deverá ser previsto sistema de tratamento preliminar, composto por, ao menos, gradeamento. Para estações com diâmetro de adução, conforme

projeto, superior à DN 150, o sistema de tratamento preliminar deverá conter também caixa de areia.

6.7.3. As instalações das estações devem permitir a manutenção das elevatórias após seu término, como limpeza e acesso para inspeção interna.

6.7.4. Os desenhos de estações elevatórias devem obedecer ao disposto no item

6.5.2.7.

7. REQUISITOS PARA

A ELABORAÇÃO

DISTRIBUÇÃO DE ÁGUA

DO PROJETO DE SISTEMA DE

Os critérios apresentados a seguir referem-se a projetos de redes de distribuição de água. Caso sejam previstas estações elevatórias, deve ser solicitada ao SAAE a definição dos critérios específicos de projeto.

7.1. Parâmetros de dimensionamento

7.1.1. Os seguintes parâmetros devem ser considerados na elaboração do projeto:

população atendida

conforme

DTB;

consumo per capita de água

conforme

DTB;

índice de atendimento

100%

capacidade de reservação

conforme

DTB

coeficiente do dia de maior consumo (k 1 )

1,2

coeficiente da hora de maior consumo (k 2 )

1,5

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perda de carga na rede de distribuição menor ou igual a

8

m/km

recobrimento mínimo da sub adutora de alimentação

1,2

m

recobrimento mínimo da rede alimentadora

1,20 m

recobrimento mínimo da rede secundária da rua

0,8 m

recobrimento mínimo da rede secundária no passeio

0,5 m

recobrimento máximo

2,5 m

diâmetro mínimo da sub adutora de alimentação

100 mm

diâmetro mínimo da linha alimentadora

100

mm

diâmetro mínimo da linha secundária

50

mm

pressão estática máxima da rede secundária

50

m.c.a.

pressão dinâmica mínima da rede secundária

10 m.c.a.

diâmetro mínimo da descarga

100 mm

classe de serviço mínima da tubulação da rede secundária

20

7.1.2. Recomenda-se o cálculo da perda de carga pela “Fórmula Universal”, mas aceita-se também a de Hazem-Williams.

7.2. Materiais empregados

7.2.1. As

redes

de

distribuição

seguintes materiais:

PVC-PBA; PVC-DEFoFo; Ferro fundido;

de

água

devem

ser

projetadas

utilizando

os

7.2.2. A sub-adutora de alimentação deve ser do mesmo material e ter a mesma classe da tubulação da rede existente da qual deriva, exceto a de produção própria que deve seguir as recomendações do item 7.7.

7.2.3. Os materiais utilizados devem ser aprovados pelo SAAE.

7.3. Projeto hidráulico

7.3.1. Memória técnica

A memória técnica do projeto hidráulico deve conter:

a) critérios e parâmetros de projeto, conforme DTB;

b) cáculo das vazões de projeto (mínima, média e máxima);

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c) síntese do sistema proposto, com apresentação das características principais das unidades projetadas e descrição das particularidades do projeto;

d) dimensionamento hidráulico da rede coletora, com apresentação das planilhas de cálculo;

e) dimensionamento hidráulico das estações elevatórias e estações de tratamento e aparelhos hidráulicos, conforme normas da ABNT;

f) cálculo dos empuxos;

7.3.2. Plantas de projeto

7.3.2.1. No projeto do sistema de abastecimento de água do empreendimento devem ser apresentados os seguintes desenhos:

a) A planta de localização deve ser conforme item 4, alínea a.

b) A planta do projeto urbanístico deve ser conforme item 5, alínea b.

7.3.2.2. A planta geral da rede de distribuição em escala 1:2000 com curvas de nível de metro em metro com as indicações:

a) Posição (lay out) da rede no arruamento;

b) Nome de ruas e logradouros;

c) Distância e diâmetros dos trechos;

d) Delimitação das zonas de pressão;

e) Numeração dos nós;

f) Vazões em marcha;

g) Localização das áreas de servidão;

h) Localização dos reservatórios e linhas de descarga;

i) Localização das elevatórias;

j) Localização das interferências.

7.3.2.3. A planta construtiva deve ser apresentada na escala 1:2000 e conter:

a) Posição da rede no arruamento;

b) Distância dos trechos;

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c) Classe e diâmetro do material por trecho;

d) Detalhamento das peças em cada nó;

e) Esquemas isométricos;

f) Posição das caixas de manobra;

g) Identificação, localização e cálculo dos blocos de ancoragem;

h) Quadro de materiais com especificações e quantitativos.

7.3.2.4. A planta construtiva das demais unidades do sistema compreendidas por reservatórios (inclusive sistema de drenagem sub superficial e linha de descarga ou extravasão), elevatórias, caixas de manobra e de macromedição (inclusive com sistema isométrico); travessias rodovias e interferências. A menor representação aceita é a escala de 1:50 e deve conter:

a) Urbanização;

b) Indicação da cobertura vegetal existente;

c) Desenho de montagem das peças e tubulações;

d) Cortes, níveis, vistas de frente e laterais;

e) Detalhes construtivos.

7.4. Rede de distribuição

7.4.1.

Para a rede alimentadora devem ser observadas as seguintes condições:

a)

A derivação para a rede secundária será feita exclusivamente através das caixas alimentadoras;

b)

Não é permitida a derivação da caixa alimentadora para ramal;

c)

Podem ser adotadas pressões estáticas máximas superiores àquelas recomendadas para a rede secundária. Nesse caso, devem ser instaladas válvulas redutoras de pressão na derivação para as linhas secundárias (redução para 50 m.c.a.);

d)

O material a ser empregado é o ferro fundido. Admite-se, entretanto, o emprego de PVC DEFoFo, quando a tubulação partir de reservatório setorial de montante ou quando derivada de tubulação de PVC DEFoFo, desde que garantidas condições estáveis de operação (piezométricas estáveis).

7.4.2.

Para a rede secundária devem ser observadas as seguintes condições:

a)

Destina-se exclusivamente à conexão do ramal;

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b) Na ligação, não se permite a travessia de vias públicas pelo ramal predial;

c) O diâmetro mínimo deve ser de 50 mm;

d) Os cavaletes devem ser projetados na área interna do alinhamento predial.

7.5. Reservação

A necessidade e o volume de reservação devem ser definidos pela DTB. Para o caso de reservatório com finalidade específica de automação de elevatórias, seu volume não deve ser inferior ao volume correspondente à 2h de bombeamento considerando a hora de maior consumo.

7.6. Estação elevatória

7.6.1. Se o projeto necessitar de instalação de recalque dotado de poço de sucção, este deverá ter um volume mínimo capaz de armazenar a vazão máxima diária correspondente a 20 (vinte) minutos. Para instalações de recalque em linha (booster) a pressão dinâmica de sucção deve ser, no mínimo, igual a 15 mca;

7.6.2. Os desenhos de estações elevatórias devem obedecer ao disposto no item

7.3.2.4;

7.7. Fontes alternativas de abastecimento de água

Caso seja adotada alguma fonte alternativa privada para abastecimento de água, como poços artesianos, uso de água da chuva, entre outras, deve-se atentar para os seguintes itens:

a) Na liberação das ligações, a outorga emitida por órgão competente será exigida, quando pertinente;

b) Não será permitida a mistura das águas de ambas as fontes;

c) Os pontos de utilização de água de fontes não potáveis deverão estar identificados adequadamente, em local de fácil visibilidade, para prevenção de usos indevidos;

d) O SAAE deverá ser consultado sobre possíveis necessidades específicas.

7.8. Órgãos acessórios

7.8.1. Compreendem as caixas subterrâneas, as peças, conexões e aparelhos nelas contidos (caixas alimentadoras, de descarga, de manobra, poço seco - entre outras) e devem ser projetadas atendendo as seguintes condições:

a) as estruturas devem ser conforme padrões do SAAE;

b) os projetos específicos devem prever espaços e acessos adequados às atividades de operação e manutenção;

c) as peças, conexões e aparelhos devem ser em ferro fundido e ter as juntas flangeadas.

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8. DISPOSIÇÕES COMPLEMENTARES

8.1. Necessidade de ligação provisória

Havendo necessidade de ligação de água provisória para a execução do projeto, a critério do SAAE, a mesma só será executada após apresentação da Carta de Compromisso CC, conforme Anexo III, na qual o incorporador se compromete a apresentar o projeto hidrossanitário no prazo máximo de 60 dias.

8.2. Entrega do projeto

O projeto deve ser entregue em conformidade com as normas do SAAE, da forma seguinte:

a) 01 (um) original (texto encadernado);

b) 02 (duas) cópias completas encadernadas;

c) 01 (uma) cópia em meio magnético (CD ou disquete).

No projeto deve constar o nome e assinatura do projetista e o respectivo número de registro no CREA.

8.3. Análise e aprovação do projeto

Após análise dos projetos, havendo necessidade de correção, o responsável receberá o Documento de Análise do Projeto (DAP), indicando as correções necessárias, emitido no prazo máximo de 10 dias úteis, a partir da data de entrega dos documentos. Atendidas as condições estabelecidas na presente Norma e as solicitações dos laudos de análise elaborados pelo SAAE, o projeto será considerado como aprovado, na oportunidade, será emitida a Carta de Liberação do Projeto (CLP), comunicando formalmente esta condição ao incorporador. A CLP terá validade de 01 (um) ano, devendo ser revista, caso o início das obras do empreendimento não ocorra neste prazo.

8.4. Acompanhamento e aprovação da obra Antes do início da obra, com antecedência mínima de 5 dias úteis, o incorporador deverá solicitar ao SAAE a fiscalização das obras, com o preenchimento da Solicitação de Fiscalização de Obras - SFO (Anexo II). O SAAE deverá então acompanhar a aplicação da norma e demais recomendações solicitadas durante o processo. Após a conclusão da obra, o SAAE deverá realizar as fiscalizações, análises e testes necessários para recebimento da obra. Caso não haja mais nenhum contratempo, as redes dos condomínios, loteamentos e conjuntos habitacionais devem ser doadas ao SAAE, conforme modelo do Anexo IV – Instrumento Particular de Doação (IPD).

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9. DISPOSIÇÕES FINAIS

Esta Norma entra em vigor a partir desta data, revogadas todas as disposições em contrário.