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Economia e Ecologia na Vida Pessoal

Componentes:

Camila Navarro Llanes

Ellen Lúcio da Silva

Érika Barbosa do Vale

Fernando Oliveira Nunes de Souza

Marina Ribeiro da Costa Silva

São José dos Campos 01/06/2009


Economia e Ecologia na Vida Pessoal

Trabalho apresentado à professora Paula

Da disciplina de Língua Portuguesa

Turma: 1º ano do Ensino Médio B

Período: Manhã
Sumário
1) INTRODUÇÃO p. 03

2) CARACTERIZAÇÃO GERAL DE CONSUMO p. 04

3) ETAPAS DE CONSUMO p. 05

4) LIXO E GERAÇÃO DE RENDA p. 06

5) ALTERNATIVAS DE CONSUMO CONSCIENTE p. 07

6) CONCLUSÃO p.10

7) BIBLIOGRAFIA p.11

8) ANEXOS p.12
Introdução
Um dos mais importantes assuntos para se discutir no século XXI é a relação
entre o consumo humano e seus efeitos em micro e macro escala. Esse assunto
será abordado nesse trabalho sob o ponto de vista da ecologia e economia na vida
pessoal. Pretendemos aqui justificar as bases para a elaboração de uma cartilha
com orientações para um consumo consciente.
Caracterização geral de consumo

Atualmente, deparamo-nos freqüentemente nos meios de comunicação com


situações relacionadas aos efeitos das atividades humanas no planeta. Geralmente,
esses efeitos são atribuídos às grandes potências econômicas e suas indústrias.
Mas boa parte dos problemas enfrentados é fruto do consumo pessoal.

Interessante é então traçar um panorama das práticas de consumo para que


possamos observar como o home tem se portado quanto a este assunto que, agora,
tornou-se de vital importância. No período antes da Revolução Industrial, a produção
era de cunho artesanal e só em grandes manufaturas de um determinado produto
era feita em maior escala. Isso acarretava em um consumo restrito às cidades e aos
burgos, e a utilização de matérias ainda não conseguia produzir efeitos de
destruição visíveis no ambiente. Após o advento da máquina a vapor, no século
XVIII, possibilitou-se uma nova ordem capitalista que mudaria o consumo humano e
sua relação com o meio ambiente daí em diante.

O cenário atual – voltando-se um olhar particular à economia - pede uma


nova visão sobre o quê e como consumir. Essa nova visão gerou aquilo que se
decidiu nomear de consumo consciente, atitude em que o impacto provocado pelo
consumo é levado em conta i. Essa nova postura se preocupa desde a retirada da
matéria prima para a produção de um produto até em o que depois de ser utilizado
ele pode afetar.
Etapas de consumo

Comumente as primeiras etapas da produção de um produto são


desprezadas e não são levadas em conta na hora de comprá-lo. Mas esse estágio
primário para um consumidor consciente não pode ser excluído. A retirada das
matérias primas causa dano ao meio ambiente? As condições dos trabalhadores
dessas etapas estão de acordo com a lei? Sua extração é regulamentada por órgãos
federais? Essas são perguntas que deveriam ser feitas antes de apenas ir a um
comércio e pagar pelo produto desejado.

O consumo não é apenas comprar algo. Consumo também é pensar o que


consumir, quando, o porquê de consumir algo, como consumir, e de quem consumir.
Sendo uma ferramenta de bem-estar, o consumo interfere não só em uma pessoa e
sim em toda a sociedade, economia e natureza.

Outro ponto também muito esquecido é o que acontecerá após o uso. Em


produtos industrializados, são utilizadas em grande escala embalagens de plásticos,
vidro e metais. Essas embalagens são descartáveis após seu uso e formam o lixo
doméstico em grande parte. O problema é que não são facilmente decompostas
pela natureza e ficam anos e anos em algum aterro sanitário ou lixão. A melhor
alternativa para acabar com esse problema é a separação do lixo orgânico para
serem mandadas para a reciclagem e outra é o uso de embalagens biodegradáveis.

O consumo consciente não se resume apenas ao ato de comprar, mas


também a tudo que consumir interfere.
Lixo e geração de renda

Nos grandes centros urbanos, há uma enorme produção de lixo. Essa produção
como um todo é levada à aterros sanitários e lixões, onde permanecerão por muito
tempo, contaminando o ambiente em volta. O lixo é visto como um retrato de
pobreza e miséria, mas na verdade, pode se tornar gerador de renda e movimentar
a economia da reciclagem.

No lixo residencial, há muita disponibilidade de reaproveitamento de materiais.


São várias as vantagens de se reaproveitar o lixo:

• Redução da retirada de matéria-prima

• Economia de energia elétrica

• Redução da área dos lixões

• Melhora da qualidade de vida e geração de renda

A geração de renda através da reciclagem tem duas formas: a catação de lixo


informal feito por catadores ambulantes e as cooperativas e associações. Em ambas
há valorização desse serviço só começou em meados dos anos 80 no Brasil, com a
difusão de políticas ambientais e conseqüência de falta de emprego. O papel da
catação vai muito além da limpeza, leva renda a famílias e aumenta o setor de
reciclagem.

Entretanto, a marginalização dos catadores ainda é assunto de fóruns sociais


que tentam difundir a importância dessa profissão tanto na economia, como ecologia
e na sociedade. O apoio de iniciativa privada e do poder público tem gerado o
aumento de cooperativas e associações de catadores, contribuindo para o consumo
consciente.
Alternativas de consumo consciente
A) Biodegradáveis

Os biodegradáveis são compostos que, independente do que sejam feitos,


são decompostos por microorganismos comuns na natureza e por processos
químicos naturais. São compostos de grande importância para a ecologia por
perderam suas características nocivas e poderem participar de reações químicas
orgânicas, como respiração celular.

Para um consumo consciente, os biodegradáveis são de grande


importância. Através das pesquisas, surgem novas alternativas para amenizar o
impacto tanto de alguns produtos como de suas embalagens no meio ambiente.
Muitos produtos de limpeza e higiene são biodegradáveis, pois são comumente
usados com água e jogados para os esgotos.

Para as embalagens são comumente usados compostos de grande


durabilidade e que impossibilitam o contato do interior com o exterior, garantindo a
conservação do produto. Por serem não muito reativas e também por não terem
substâncias participantes de reações orgânicas, essas embalagens acabam
acumulando-se e não conseguem se desintegrar facilmente no meio, causando
danos à fauna e flora. Impactos ambientais causados pelas embalagens são muito
comuns nos rios de regiões urbanas de todo o mundo.

A utilização de embalagens biodegradáveis na manufatura já é real e


acontece em pequena escala. São desenvolvidos novos compostos, como
polímeros biodegradáveis, que em vês de demorarem cerca de 100 anos para
decomposição, demoram apenas 60 dias. Economicamente, essas embalagens têm
um custo maior do que as tradicionais, mas alguns países já criaram impostos para
seu uso.

B) Produtos orgânicos

Produto orgânico é todo produto, animal ou vegetal, obtido sem a utilização


de produtos químicos ou de hormônios sintéticos que favoreçam o seu crescimento
de forma não naturalii. Produtos já industrializados como roupas também podem ser
considerados orgânicos caso suas matérias primas não utilizem aditivos químicos.

A agricultura de latifundio, desenvolvida em todo mundo como forma mais


eficiente de produzir grande quantidade de alimentos, usa indiscriminadamente
agrotóxicos. Para o controle de pragas, o DDT está presente em boa parte deles. O
DDT tem efeito comulativo nas cadeias alimentares, ou seja, para cada nível trófico
ele aumenta sua concentração. Os níveis tróficos são os estágios e a classificação
dos seres vivos em uma cadeia ou teia alimentar. Toda cadeia começa com o
produtor. A concentração de DDT no nível dos produtores é pequena e em tese não
causaria danos. Mas a cada aumente do nível, de produtor para consumidor
primário, do primário para consumidor secundário, a concentração aumenta à níveis
prejudiciais.

Para o ser humano, o DDT também oferece rsicos. Alimentando-nos de


produtos de agricultura comum, esse composto vai sendo acumulado no organismo
e não é eliminado. A alimentação de carnes e seus derivados oferece maior risco
caso haja uso de agrotóxicos nas pastagens, pois há concentração maior de DDT.

A grande preocupação da agricultura orgânica é a união de qualidade com a


redução de impacto ao meio ambiente. Sem o uso de agrotóxicos organoclorados, o
solo e o lençol freático não são contaminados. Há também a preocupação com os
efeitos de agrotóxicos nos seres vivos, tanto os consumidores como de toda a
cadeia alimentar.

Nos supermercados e em quitandas, a presença de orgânicos já está cada


vez maior a cada ano que passa. Para a saúde do consumidor e do meio ambiente,
os orgânicos deveriam ser mais procurados. O problema é que os preços dos
produtos são mais caros do que os convencionais, porquê o custo de produção
desse produto é maior em relação aos convencionais. Em uma agricultura sem
agrotóxicos, perdas causadas por doenças e pragas são mais freqüentes,
acarretando na agregação de valor e também por empregar mais funcionários.

Mas não é só nos produtos alimentares que há a presença de orgânicos.


Fármacias já oferecem apenas medicamentos com matérias primas orgânicas. O
setor de vestuário também apresenta tecidos de algodão orgânco para os
consumidores dessa linha, quem vem crescendo a cada ano.

B)1. Orgânicos em tecido

Ao ouvir algo à respeito de orgânicos em tecidos, a ideia que vem a cabeça é


de algo rústico, quase que “selvagem”. Mas na verdade, a realidade desses
produtos é outra. Agora, até grifes utilizam esses tecidos e apostam neles como
tendência.

Algodão, lã, seda são exemplos de tecidos que podem ser feitos de matérias-
primas orgânicas. A agricultura e o manejo de ovelhas orgânico contribuem para
menores impactos na água, solo e ar, e ainda geram empregos e indústrias em todo
o mundo. As fibras de bambu também são uma alternativa, tendo em vista o seu
caráter bactericida e absorvente.
C) Água e Energia

A água é um recurso natual que caracteriza a superfície da Terra e é


indispensável para a vida. De toda água no planeta, apenas 3% é doce, e menos
ainda é possível para o consumo humano. O Brasil detém 14% de toda a água doce
do planeta em seus rios e aquíferos subterrâneos. Em muitos países já há escassez
de água e disputas por controle de rios e manaciais, e tudo aponta que ela será o
“ouro” do futuro.

A poluição da água é um grande problema ambiental, mas que pode, com


pequenas ações individuais, ser controlado. No esgoto doméstico, há grande
quantidade de maéria orgânica. Em propriedades rurais, é comum o despejo desse
esgoto em pequenos cursos d’águas e em fossas. Para aproveitamento da matéria
orgânica e a não-contaminação do lençol freático, um biodigestor é uma grande
estratégia. Transformando os dejetos em metano e outros gases, é possível
conseguir combustível para tratores e afins, ao mesmo tempo, esses gases não são
lançados na atmosfera.

Nas casas, há muitas alternativas para combater tanto o desperdício quanto a


poluição. Eliminar vazamentos, não deixar a torneira pingar, usar a vassoura para
limpar a calçada, escovar os dentes com a torneira fechada e não demorar mais que
cinco minutos no banho são pequenas catitudes que se realizadas diminuem e muito
a conta de água e também economizam litros e litros de substância tão preciosa. Na
cozinha, o óleo já utilizado é geralmente jogado na pia indo para o esgoto. O que
acontece é que poucos litros de óleo contaminam milhares de litros de água. Em
alguns locais é possível a coleta do óleo para cooperativas que o reciclam.

D) Petróleo e carvão mineral

A energia utilizada no mundo atualmente provém de recursos não-renováveis,


como o petróleo e o carvão mineral. Como são muito poluentes e algum dia irão
acabar, essas fontes vem tentando ser substituídas por novas fontes renováveis,
algumas ainda em pesquisa. Energia proveniente de biomassa, eólica, maremotriz
são alternativas para diminuir a emissão de CO² na atmosfera .

A utilização sustentável de energia implica diretamente na vida dos seres


vivos. Com a crescente utilização de energia para movimentação da economia, seus
impactos no meio ambiente são visíveis nitidamente. A diminuição da calota polar e
o aumento da temperatura média do planeta são consequëncias do uso indiscrinado
de combustíveis fósseis
Conclusão
Depois de observar o começo de alterações na natureza, homem está à
procura de novas alternativas. Todo o tipo de consumo carrega consigo algum dano
ou alteração ao meio ambiente, mesmo em pequena escala. Pessoalmente, o
consumo não se deve ser levado sem consideração, pois somos uma sociedade, e
sendo uma sociedade, cada indivíduo tem sua parcela em tudo.

O consumo inconsciente de matéria-prima leva a impactos tanto pós quanto


pré-consumo. Nesse trabalho, foi possível acompanhar novas estratégias para um
consumo consciente. E assim, esperamos ter uma sólida base para a elaboração de
uma cartilha com orientações de consumo, não abordando os temas desse trabalho,
mas sim, pondo-los em prática.
Bibliografia

Material da Internet
• AKATU, INSTITUTO. O que é? Disponível em: http://www.akatu.org.com .
Acesso em : 21 de abril de 2008

• ORGANICO, DOUTOR. Produtos. Disponível em: http://www.dro-


organico.com.br . Acesso em 31 de maio de 2009.

• LIXO. Consiciência sócio-ambiental. Disponível em: http://www.lixo.com.br .


Acesso em 31 de maio de 2009.

• MODA, MODOS DE. Tecidos ecológicos. Disponível em:


http://www.modosdemoda.wordpress.com . Acesso em 31 de abril de 2009.
Anexos
Economia de matéria-prima

MATERIAL RECICLADO PRESERVAÇÃO DECOMPOSIÇÃO


1000 kg de papel o corte de 20 árvores 1 a 3 meses
extração de milhares de
1000 kg de plástico 200 a 450 anos
litros de petróleo
extração de 5000 kg de
1000 kg de alumínio 100 a 500 anos
minério
extração de 1300 kg de
1000 kg de vidro 4000 anos
areia

Tempo de Decomposição de materiais

PAPEL 3 MESES A VÁRIOS ANOS


CASCA DE FRUTAS 3 A 12 MESES
MADEIRA 6 MESES (em média)
CIGARRO 1 A 2 ANOS
CHICLETE 5 ANOS
LATA DE AÇO 10 ANOS
NYLON 30 ANOS
EMBALAGEM LONGA VIDA + DE 100 ANOS
PLÁSTICOS + DE 100 ANOS
PNEUS + DE 100 ANOS
LATAS DE ALUMÍNIO + DE 1000 ANOS
VIDRO + DE 10000 ANOS
Doenças de intoxixação por agrotóxicos

ÓRGÃO/SISTEMA e EFEITO

Sistema nervoso
Síndrome Asteno-vegetativa -Polineurite vegetativa radiculite -Encefalopatias
-Disencefalite -
Distonia vascular vegetativa -
Esclerose cerebral - Neurite retro-
bulbar c/ acuidade visual -Angiopatia
da retina

Sistema respiratório
Traqueíte crônica - Pneumofibrose
inicial - Enfisema pulmonar - Asma
brônquica

Sistema cardiovascular
Miocardite tóxica crônica -
Insuficiência coronária crônica -
Hipertensão -Hipotensão
Fígado

Hepatite crônica - Colecistite -


Prejuízo desintoxicação e outras
Funções

Rins
Albuminúria - Nicturia – Uréia,
Nitrogênio e Creatinina, Clearance

Trato gastrintestinal
Gastrite crônica - Duodenite - Úlcera
-Colite crônica (hemorrágica,
espástica e formações polipóides) -
Hipersecreção e Hiperacidez -
Prejuízo motricidade

Sistema hematopoiético
Leucopenia - Reticulócitos e
Linfócitos -Eosinopenia - Monocitose
- Alterações na hemoglobina

Pele
Dermatites – Eczema

Olhos
Conjuntivite - Blefarite
Fonte: Kaloyanova & Simeonova (1977).

Combustíveis

ADEODATO, Sérgio. É possível viver sem petróleo? Horizonte Geográfico, n. 115, p.


31-41, fev. 2008. (Trechos adaptados)
i
O que é? Instituto Akatu (HTTP://www.akatu.org.br). Página visitada em 21 de abril de 2009.
ii
Produto Orgânico. Wikipédia (HTTP://pt.wikipedia.org). Página Visitada em 21 de abril de
2009.