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As aventuras de Tric e Séc Omar de Camargo

O MISTÉRIO

- Ufa! Até que enfim – suspira aliviado o professor, juntando


suas anotações.

De volta ao Laboratório nossos amigos só pensam numa coisa


- descansar. Mas, como nem tudo é divertimento, lá estavam os
professores Lang e Munch, ávidos por saberem como haviam se
comportado todas aquelas novidades que eles tinham inventado.

- Digam! Digam! Como foi? A roupa agüentou? O gerador


funcionou?

- Tá tudo bem! Tudo funcionou perfeitamente – respondem


nossos aventureiros saindo o mais rápido possível.

- Nos vemos na sala na próxima semana, não é professor?

- Que remédio – murmura o professor.

- Não entendi, professor – diz Séc.

- Nada não, não foi nada – escapa o professor daquela situação


incômoda.

Finalmente vão todos embora. Cada um para a sua casa.

- Cama. Eu quero cama. Nada como uma cama, gostosinha,


fofinha, cheirosinha. - pensava o professor.

Chegando à sua casa nota algo diferente. Parece que alguém


esteve ali na sua ausência.Entra meio ressabiado, olhando pelos
cantos. As luzes se acendem com sua presença e ele vê que tudo está
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de pernas para o ar. A maior bagunça. Seus livros, CD’s, computador.
Tudo revirado.

Quem estivera ali? Por quê? Perguntas que pareciam girar em


torno do professor atormentado-o. Porém o sono era tanto que ele
resolve deitar ali mesmo no meio daquela imensa bagunça.

RRRRRRRRRR. O som surdo do despertador faz lembrar ao


professor que o dia já raiou. Na estação espacial dia e noite se
confundem, como é necessário manter o ritmo biológico, então o
negócio é levantar.

Vamos lá professor, levante. Eu estou aqui para lhe ajudar –


diz seu pensamento. Relutante ele levanta e a dura realidade se põe à
sua frente.Aquilo não tinha sido um sonho. A bagunça estava todinha
lá.

- Quem será que fez isso? Lá se foi meu fim de semana de


descanso – fala consigo mesmo o professor.

Depois de um café mal engolido começou a arrumação.


Quanta coisa para fazer em tão pouco tempo.

Quando já estava terminando de arrumar tudo aquilo ele


encontrou um envelope estranho com inscrições estranhas. Abriu.
Outra surpresa havia uma carta dentro com dizeres ininteligíveis.
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- O que será isso?
Estranho, nunca vi tal escrita.
Pobre professor não bastasse
o cansaço de ter arrumado
toda aquela bagunça agora
tinha mais esse problema.
Uma carta enigmática.

O mais estranho é que


não haviam levado nada.

- Mas como? Não levaram coisa alguma? – pensava intrigado


o professor. Na primeira oportunidade levarei essa carta para ser
decifrada. Quem sabe alguém conhece esses desenhos.

E assim fez. Contatou o centro de inteligência da estação


espacial e deixou uma cópia da carta para eles tentarem decifrar o que
é que significava aquilo.

- HUUMM ,estranho.

- Nunca vimos algo assim. – dizia um dos agentes.

Deve ser alguma ameaça alienígena - comenta um outro


agente.

- Precisamos tomar cuidado –deduz o primeiro.

O professor deixa a cópia com eles e se dirige para o centro


cultural Terra-Alfa. Chegando lá comenta com Tric e Séc o ocorrido.
Imediatamente os dois querem ver a carta e atormentaram tanto o
pobre professor que ele acabou cedendo a curiosidade daqueles dois.
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- Olhem, mas tomem cuidado. Não rabisquem nem rasguem.

Eles abrem o envelope e começam a olhar a carta.

- Mas, professor isso me parece uma escrita antiga, o


Centurês.Não é Séc?

- Deixa eu olhar. – pede Séc. Huumm , huumm. É parece


mesmo.

- Mas, como é que vocês sabem disso, garotos?

- É que nós vimos algo parecido na aula de história antiga de


Alfa-Centauro. –comenta Tric.

- Mas, porque alguém deixaria uma carta assim em meu


quarto? E porquê?

- Sei lá, professor. Vai ver que foi algum bandido


intergaláctico. –argumenta Tric.

- Que bandido, o quê menino. E eu sou lá de ter alguma coisa


com algum bandido.

- Sei lá, professor. Lá na Terra o senhor .....não sei..... insinua


Tric.

- Ôôô, menino, mais respeito com o seu professor. – reclama


veementemente o professor.E todos caem na gargalhada.

Brincadeiras à parte,a verdade era que aquilo estava estranho


demais. Uma carta escrita em Centaurês antigo,sem assinatura, o
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quarto do professor todo revirado. Ninguém estava entendendo nada.
Séc então tem uma idéia:

- Por que não levamos essa carta para o Museu de Ciências


Estelar. Lá poderemos obter ajuda.

- Isso mesmo. – concorda o professor. E lá foram os três em


busca de resposta para aquele enigma.

Lá chegando encontram o professor Munch que,


reconhecendo-os insiste em saber o que estavam fazendo naquele
lugar.

- Então vocês não vão me dizer o que está acontecendo?

- Sabe o que é professor, nos também não sabemos.- diz Tric


tentando dissimular.

- Meninos, o professor é nosso conhecido podemos confiar


nele. – fala o professor dos garotos. E em seguida apresenta a carta ao
professor Munch.

- Mas o que é isso? Uma carta em centaurês? Onde vocês


encontraram? De quem é?

- Ô, ô, ô, professor uma pergunta de cada vez - reclama Séc.

- Primeiro, a carta foi encontrada na sala do professor, depois


que entraram na casa dele e fizeram a maior bagunça lá.

- Segundo, nós não sabemos ler o que está escrito aqui, por
isso trouxemos aqui para ver se alguém nos ajuda a traduzir.
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- Isso mesmo. Completa o professor.

- Porque não me disseram antes. Eu conheço o diretor do


departamento de línguas antigas e alienígenas, é o doutor Lexhan-arx.
Ele é muito meu amigo. Vamos até lá.

Partem todos em direção ao departamento de línguas antigas e


alienígenas.

Ao chegarem são bem recebidos e começam então a descrever


o acontecido.

Depois de analisar a carta e buscar em seus livros o diretor


conclui:

- É uma carta antiga escrita em centaurês.

- Sério mesmo? Bela conclusão. Isso nós já sabemos – fala


irritado o professor.

- A diferença é que eu sei o que está escrito e vocês não -


conclui o professor Lexhan-arx.

- Se o senhor sabe, então nos diga o que é que está escrito –


pede desesperado o professor.

Bem, eu preciso de um tempo, uns du-nur morcs, ou seja,


vinte minutos, na língua de vocês – esclarece o professor Lexhan-arx.

- Para mim está ótimo – diz o professor em tom de aceitação.

- Então, queiram aguardar lá na entrada.


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E assim fazem. Cada um procurou uma cadeira para sentar e
aguardavam tranqüilamente, quando aparece na porta uma figura
estranha, mal vestida, encapuzada, e com uma cara de poucos amigos.
Os seguranças em seguida ficam de olho naquele estranho que,
disfarça, olha de um lado para outro e resolve sair.

- Ih professor o senhor viu isso? Que camarada esquisito, não


é?- fala Séc, cutucando o professor.

- É verdade. Estranho, não é?- responde o professor

Nisso, chega o professor Lexhan-arx e ao que tudo indica com


a tradução daquela carta.

-Consegui, senhores. Mas,


não sei do que se trata. Aqui está
carta e a tradução dela.

O professor dos garotos


pega a carta e começa a ler:

Eka-bor, Eka-alum, Silect.


Diferentes, colocar em ordem.
Mostrar ao Iva...Nisso aquela figura
estranha que havia estado lá entrou
como se fosse um relâmpago e
arrancou das mãos do professor a carta e a tradução feita por Lexhan-
arx. Imediatamente os alarmes dispararam e os seguranças do local,
em vão, tentam deter o intruso, que desaparece num piscar de olhos.

Atônitos, todos foram perguntar quem era aquele ladrão.


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- É Tork-Han, um traficante de informações. Ele costuma
roubar informações e vendê-las a quem se interesse em comprá-las –
diz o chefe da segurança.

- Mas, que interesse tem ele nisso e porque isso estava na


minha sala? – questiona o professor.

- Isso caro professor, só quando nós conseguirmos pegá-lo.

- Bem, é melhor irmos embora, mesmo porque não adianta


ficarmos aqui – diz o professor de Séc e Tric. - meio chateado com o
acontecimento.

- Mas, esperem vocês não querem saber a tradução da carta? –


pergunta o professor Munch.

- Como? A carta foi roubada, não foi? – questiona Séc.

- É. Foi roubada. Porém, eu fiz uma cópia e ela está bem aqui,
no meu bolso.

- Oba! Então poderemos saber o que estava escrito! – exclama


Tric , juntamente com o professor.

Então, o professor Lehan-arx tira de se bolso suas anotações.


E começa a ler:

Eka-bor, Eka-alum, Silect. Diferentes, colocar em ordem.


Mostrar ao Ivan. Voltar em 1870(tempo terráqueo).

- Bom, meus amiguinhos isso é tudo que temos.

- Não entendi nada, professor. – fala Tric.


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- Nem eu.- complementa Séc.

- Como isso é possível? Não entendo. Como é possível? Essas


informações. Como é que um ladrão de informações iria saber disso?
– o professor parecia incomodado com aquela situação. Todos olham
para ele, que parecia aturdido. Andando de um lado para outro,
procurava respostas e não as tinha.

- Ih, Séc, o professor travou. Vamos ter que reiniciar o


programa.

- Quem sabe instalar novamente, não é Tric? – completa Séc,


rindo da situação em que se encontrava o professor.

- O que é isso? Não tem que instalar de novo nada! Eu não sou
computador! – reclama o professor.

Todos riem, porque realmente o professor parecia que havia


tido um treco. Quando cessam os risos, então olham para o professor e
perguntam, em uníssono:

- O que é que o senhor sabe, que nós não sabemos?

- Isso faz parte, me parece, da história da Terra, dos elementos


químicos, de uma época no passado.

- Passado? Da Terra? E porque alguém aqui iria se interessar


pelo passado da Terra? E esse nome? Ivan, quem foi?

- Bem, meus amigos essa é uma história longa e eu estou


muito cansado. Vamos deixar para amanhã. - pede o professor.
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- Mas, amanhã não temos aula, professor.- falam os garotos.

- De fato, amanhã é dia de descanso. – completa o professor


Lexhan-arx.

- Então estão todos convidados para tomar um café em minha


casa, assim nós poderemos conversar melhor.

Sem mais conversas, todos aceitam. Mesmo porque os


habitantes daquele lugar adoram comer na casa dos outros.

Dia seguinte, lá por volta das 16 horas, estão todos na sala do


professor. Todos comem, bebem e riem. Menos o professor.Com
aparência apreensiva, dá início à conversação.

- Bem, meus amigos, eu não dormi essa noite e fiquei


procurando em meus livros e também na rede intergalaxinet. Num
desses sites encontrei o que talvez, seja a chave para a resolução desse
mistério. Numa das páginas estava lá a : História da química antiga e,
o autor falava de como Ivan Dimitrovich Mendeleev conseguiu prever
o aparecimento de elementos químicos em nosso planeta.

- E esse tal de Ivan, usava computador, professor?

- Que computador que nada Séc. É história antiga, menino.


Ele usava a inteligência.

- E daí? Nós usamos a inteligência e o computador.

- Tá, tá. Vamos deixar isso pra lá e vamos continuar. Como


eu dizia, o professor Ivan conseguiu prever o aparecimento dos
elementos que conhecemos como alumínio, boro. Isso porque ele
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organizou os demais elementos conhecidos na época e verificou
alguns tinham propriedades semelhantes. E esses estavam faltando.
Daí ele deu o nome de Eka aluminum, Eka boro. Isso é bem parecido
com aquilo que o bandido deixou registrado naquele bilhete.

- Mas, qual o interesse dele nisso? - perguntou Tric

- Isso é que teremos que descobrir. E como faremos isso?

- Precisamos encontrar o tal Tork-Han. Não é, professor? E eu


tenho uma idéia. –disse Séc.

- Isso me assusta. - falou o professor.

- Vamos lá professor. Da última vez não foi tão ruim assim.


Minhas idéias até que são boas.

- É, as idéias são boas, porém os resultados é que são


desastrosos.

Não era a toa que o professor estava preocupado, pois da


última vez a “idéia” de Séc resultara em alguns arranhões para o
professor.Mas, enfim parecia que Séc era o único a ter alguma coisa
em mente naquele momento.

- É simples, ouçam com atenção o meu plano. Nós temos que


atrair esse tal de Hork...

- Hork? Não. É Tork – Han. Interrompe Tric.


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- Que seja. Então, como eu dizia, temos que atrair esse sujeito,
mas antes preparamos uma armadilha e quando ele chegar nós o
pegamos.

- Sim, mas qual é a armadilha? – pergunta o professor.

- Caramba. Será que eu tenho que pensar em tudo aqui? Será


que ninguém tem uma boa armadilha? E aí, Tric, me diz uma
armadilha que poderemos usar .

- Se liga ô. Você inventou agora sai dessa.

- Vamos parar de usar a gíria da Terra! – reclama o professor.

Séc disfarça, enrola, mas não consegue desatar o nó que havia


dado.Sem saída pede ao professor que o ajude.

- Então professor o que o senhor achou da minha idéia?

- É Séc, talvez você tenha razão. Devemos achar uma maneira


de atrair o Tork-Han.

Lexhan-arx que até então estivera calado resolve dar sua


contribuição:

- Vamos espalhar a notícia de que foi feita uma grande


descoberta no meio científico e que essa descoberta é um achado
arqueológico com origem na Terra. Daí então mostraremos esse
bilhete que encontramos. Daremos o endereço do local onde esta esse
achado. Como ele é ganancioso irá tentar roubar o bilhete. Quando
fizer isso nós o prenderemos numa gaiola laser-o- matic. Claro, essa
gaiola é fabrica por nós do Centro Tecnológico e custa baratinho.
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- Nossa! Professor Lexhan-arx o senhor tem telepatia? Era
essa a minha idéia. Menos a parte da gaiola baratinha, claro. – diz Séc.

- Fala sério Séc. Você não teve idéia alguma. – interfere Tric.

- Mas, como funciona essa gaiola, professor?

- É simples. São barras de laser que são criadas


eletronicamente quando a pessoa entra no seu campo de ação.
Colocaremos geradores à volta da peça arqueologia e , também em
toda a sala. Isto quer dizer que a pessoa entra, mas não sai.

O professor pensa e, resolve aceitar a idéia do seu colega


Lexhan-arx.

Dois dias depois estava tudo pronto para a divulgação da


notícia. Outdoors, noticiário na rede intergalaxinet, panfletos. Tudo
para chamar a atenção do gatuno.

Passaram-se dois, três dias.No quarto dia, eis que aparece


Tork-Han. Eram duas da madrugada. Ele surge do nada dentro da sala.

- Tolos, pensaram quer esses geradores de laser iriam me


deter? Basta acionar meu desativador de campos e num segundo
estarei livre.

Quando eles percebem que o larápio poderia estar fora em


alguns segundos aionam uma rede eletromagnética que o professor
havia trazido por precaução. E assim, conseguem segurar o bandido.

- Soltem-me! Larguem-me! – gritava o gatuno esperneando


sem parar.
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- Conseguimos! Conseguimos, professor! Ele está preso.
Vamos colocar as algemas sônicas e desativar o teletransporte.

- Pronto. E aí seu ladrão de idéias, pode começar a falar.-


impõe o professor.

- Não vou falar nada! Vocês não podem me acusar de coisa


alguma! Soltem-me! - reclamava o gatuno.

Parecia, talvez, que tanto esforço poderia ter sido em vão, pois
realmente não havia prova de teria sido Tork-Han o autor daquilo
tudo.

- Ih! É verdade, como iremos provar que foi ele?- questiona


Tric.

- Ah, Ah, Ah, Ah. Viu só? Vocês não sabem de nada. – ria
Tork-Han apostando na sorte. É claro, tinha sido ele mesmo , porém
como provar isso?

- Eu nem conheço vocês.E vocês também não me conhecem.


Como é que eu iria saber das coisas da Terra? E mais, eu não tenho
tempo para isso, sou uma pessoa muito ocupada, sou um centauriano
de negócios.– falava Tork-Han na esperança de se ver livre deles.

- Tempo? Quem falou em tempo, aqui? Tempo, tempo , isso


me faz lembrar... Professor, professor. – chama Séc insistentemente.

- Diga, Séc. – responde o professor.

- Eu tive uma idéia!


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- De novo, não.Outra idéia , Séc? O que foi agora?

- Lembra quando nós fizemos a viagem para a Terra e que


vimos o tal Demócrito?

- Lembro, e daí?

- E daí que antes de nós iniciarmos a viagem eu lhe disse que


tinha visto uma sombra e que parecia ter visto alguém. Lembra?

- De fato você disse mesmo. Mas, onde você quer chegar?

- Ô, professor, pense um pouco. E se aquela sombra na


verdade fosse o nosso prisioneiro?

- É ! Já pensou? Que barato? O cara vai ter que explicar muita


coisa. – interrompe Tric.

- De novo falando gíria da Terra? Tric, por favor, corrija-se!

- Tá bom.Tá bom. Não posso falar nada. Que .....

- Olha a boca menino! – interrompe o professor. Mas , vamos


ver se existe alguma ligação então.

- Vocês nunca irão me prender. Não existem provas. – Fala


Tork-Han confiante na sua soltura.

- Professor .- chama Tric.

- Fala Tric o que é dessa vez?


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- Nós não ligamos a câmera de vídeo quando saímos naquela
viagem?Lembra?Até que o senhor pediu para o Séc ligar.Lembra?

- É verdade, Tric. Muito bem lembrado.Muito bem lembrado


Tric.

Imediatamente os dois tiram de suas mochilas seus


biocomputadores e fazem uma conexão com o laboratório, então
começam a vasculhar os arquivos do laboratório em busca das
imagens gravadas naquela viagem.

- Olha! Somos nós. Estamos entrando na cápsula do tempo.Ih!


Sumimos. -todos olham para o monitor, curiosos e apreensivos
quando de repente, surge por de trás dos módulos geradores de
energia uma figura sorrateira, se esgueirando.

- Congela a imagem, Tric! E aumenta. – pede o professor.

- Lá vai. Oops, olha só quem apareceu. Torkinho, meu filho


você se ferrou. – disse Tric para Tork-Han.

- Dessa vez eu deixo você falar na gíria, Tric, pois é


exatamente o que aconteceu. Tork-Han você tem que se explicar, pois
agora temos a prova de que você estava nos seguindo.

Agora as coisas mudaram. Tork-Han ficou preocupado e sem


saída, pois a câmera havia registrado tudo o que ele havia feito.Estava
tudo gravado no computador central do laboratório.Não havia como
escapar.

- Muito bem sr. Tork-Han, comece a falar!


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- É que eu estava procurando por alguma coisa importante lá
no laboratório aquele dia quando eu vi vocês falando da viagem e
então achei que seria interessante se eu pudesse roubar alguma coisa
do passado que fosse importante no futuro. Assim, depois que vocês
voltaram eu também fui para o passado da Terra.Só que eu não fui
para a mesma época que vocês eu estive no ano de 1870
aproximadamente e encontrei um terráqueo chamado Ivan.

- Professor Ivan Dimitri Mendeleev? - pergunta o professor


dos garotos.

- É. Acho que é esse o nome dele. - responde Tork -Han.

- Mas, o que você tem haver com eka-aluminun, eka-boro? –


questiona o professor Lehan-arx .

- Pela primeira vez na minha vida,, eu estava tentando ajudar


alguém. Eu juro! Vi que ele estava ordenando os elementos químicos
que eram conhecidos até então e que faltavam alguns. Como eu não
entendo nada disso fiquei observando e anotei num pedaço de papel.

- Mas como? Você conhece o centaurês antigo? – pergunta


abismado Lehan-arx.

- Bem de onde eu venho é a nossa língua oficial. – reponde


Tork-Han.

- E de onde você é? – questiona Séc.

- De uma colônia que ficou esquecida do governo central de


Alfa-Centauro. Cistron, depois da terceira lua, a uns 2 anos luz daqui.
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- Muito bem. Depois você continua sua história. Agora
queremos saber por que você trouxe para cá o bilhete e porque você
revirou a minha casa.

- Acontece que eu precisava de informações sobre esses


elementos químicos da Terra e como eu sabia que você era da Terra e
é professor então fui até a sua casa, procurei e achei em seus livros as
informações que iria passar à aquele terráqueo. Claro que eu iria
negociar com ele. Mediante pagamento eu passaria as informações
que ele estava precisando, mas aí vocês apareceram e estragaram tudo.

- Seu tolo! O professor Ivan foi suficientemente capaz para


deduzir tudo sozinho. Ele nunca iria negociar com você. – argumenta
o professor.

- Vamos chamar a polícia centauriana para levar esse gatuno. -


sugere Lexhan-arx.

Com a chegada da polícia todos ficaram mais calmos e


puderam, enfim, relaxar.Tork-Han foi preso e ficará um bom tempo
fora de circulação.

Três dias depois, no noticiário, em rede, surge a notícia da


descoberta de novos elementos químicos, fabricados em laboratório
pelo professor Lexhan-arx. O Aluminídio e o Borolix . O primeiro
será utilizado na fabricação de chapas transparentes, muito utilizadas
em naves espaciais e o segundo terá grandes aplicações na lavoura
centauriana.
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- É garotos, não se pode ganhar sempre. Parece que havia
mais coisas escritas naquele pedaço de papel do que não foi nos
contado. -comenta o professor abraçando seus dois alunos.

FIM