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FACULDADE DOCTUM- MANHUAÇU

TRABALHO
DIREITO PENAL II

MANHUAÇU, MG
2015
FACULDADE DOCTUM- MANHUAÇU

TRABALHO DIREITO PENAL II MANHUAÇU. MG 2015 .

.......1 Teorias extremadas da pena ................"É melhor prevenir os crimes do que ter de puni-los.................... Introdução . segundo o cálculo dos bens e dos males da vida....................... pois uma boa legislação não é senão a arte de proporcionar aos homens o maior bem estar possível e preservá-los de todos os sofrimentos que se lhes possam causar............ 08 . 06 2................1.................. SUMÁRIO 1..1... 07 2.... Finalidades das penas ......................... 07 2... e todo legislador sábio deve procurar antes impedir o mal do que reparálo...2 Direito penal máximo ................. 05 2......1 Abolicionismo da pena .." (Cesare Beccaria)................................

...................3 Garantismo penal .. Princípios das penas ...... formalmente esta vinculada ao principio da reserva legal.......1...... Sistemas prisionais ..... Para Luiz Vicente Cernicchiario. 09 3.. pois os antigos agrupamentos de seres humanos foram levados a adotar normas de comportamento para possibilitar a convivência em sociedade........................ a pena pode ser encarada sobre três aspectos: substancialmente consiste na perda ou na privação de exercício do direito relativo a um objeto jurídico..INTRODUÇÃO A origem das penas perde-se no tempo................................. ............ e somente é aplicada pelo Poder Judiciário...................... 1. 5........2..... 10 4............................... Cominações das penas .......

Por isso se pode dizer. A razão de um tal interesse e da sua persistência ao longo dos tempos está em que.PIMENTEL. a questão do destino do direito penal e. no decurso desta já longa história. é no fundo toda a teoria do direito penal que se discute e. fundamentação. à sombra dos problemas dos fins das penas. 2. 1. na plena acepção do termo. castigo e defesa social. Ed. São Paulo: José Bushatsky.342. e teleologicamente mostra-se.respeitado pelo principio do contraditório. e. que a questão dos fins da pena constitui. 1983.como pela filosofia do direito). 1970. V.Finalidades das Penas Sabemos que pena é uma espécie de sanção penal. as questões fulcrais da legitimação. concomitantemente. 05 2. Nas palavras de Jorge de Figueiredo Dias: O problema do fins (rectius. vivamente e sem soluções de continuidade. que consiste na privação ou restrição de um bem jurídico ao autor de um fato punível não atingido por causa extintiva de punibilidade. ele tem sido discutido. ao lado da medida de segurança. São Paulo: Revista dos tribunais. das finalidades) da pena criminal é tão velho quanto a própria história do direito penal. pela doutrina do Estado e pela ciência (global) do direito penal. sem exagero. P. 2. do seu paradigma. .Estrutura do Direito penal. P. no fundo. pela filosofia (tanto pela filosofia geral. 2. justificação e função da intervenção penal estatal. 118-119. com particular incidência. O Crime e a pena na atualidade. Manoel Pedro.

Por sua vez.DIAS.Para a teoria absoluta. buscando soluções para o sistema penitenciário. os fins da pena são estritamente preventivos. Coimbra: Coimbra Editora.Abolicionismo da pena O abolicionismo penal. É nesse contexto que nasceu o tema da proporcionalidade (Lei de Talião). caso de muitos estudos. trata de despenalização e da descriminalização. Retribui-se com um mal o mal causado. reunindo retribuição e prevenção. as penas aplicadas hoje poderiam facilmente ser de outras formas voltadas para a reeducação do agente . demonstram que a sociedade teria totais condições de absorver todos os crimes cometidos sem a sua separação. apresenta uma nova forma de penar o direito penal. Temas básicos da doutrina penal. 06 2. 1.  Teoria preventiva (ou utilitarista): a pena passa a ser instrumental (meio para combater o crime e a reincidência).1 .1. O ponto negativo é esquecer a proporcionalidade. há a necessidade de testar novas sugestões no campo penal para solucionar este problema. a pena tem dupla finalidade: retribuitiva e preventiva. pois a reincidência é muito elevada. As Finalidades das penas são explicadas por 3 teorias:  Teoria absoluta (ou retribucionista): pune-se alguém pelo simples fato de haver delinq6uido. fazendo questionamentos das punições e das instituições e também constrói diversas formas de liberdade e justiça. De fato o método usado hoje para penalizar o agente que comete algum crime não está dando certo.Teorias extremadas da pena 2.1. Grande parte dos crimes não seria levada ao judiciário. E. a finalidade da pena é retribuitiva. por isso. para a teoria relativa. Jorge de Figueiredo. 2001. para a teoria mista ou unificadora. p. pois só a privação de liberdade do agente não esta resolvendo.  Teoria mista (ou eclética): une as duas teorias anteriores. 65-66. finalmente.

colocando em foco o sistema penal do presente. Os Estados Unidos vem adotando esse sistema. assim.criminoso pelo modo da descriminalização e da despenalização. o atendimento prioritário à vitima. demonstrando várias situações que devem ser alteradas. o abolicionismo acadêmico. servindo assim de exemplo à sociedade e também buscando evitar que o criminoso venha a cometer outros crimes mais graves . onde busca a mudança de conceitos e linguagem. porém demonstra a análise de vários conceitos. todas as infrações são punidas com severidade. o fortalecimento da esfera pública alternativa. assim. De fato o abolicionismo penal não passa de um sonho. adotando a “tolerância zero”.2 – GARANTISMO PENAL O direto penal máximo é um modelo de direito penal caracterizado pela imensa austeridade. onde diz que é melhor dar dinheiro ao ofendido do que construir prisões. liberando. o poder dos meios de comunicação e também a restauração das responsabilidades dos intelectuais. . garantindo que nenhum agente culpado fique impune. __________________________________________________ 07 2. fala também sobre a guerra contra a pobreza. por incertezas e por ser imprevisível por suas penas e também por suas condenações. Diante dos fatos o abolicionismo traz alguns princípios. valores e afirmações.1. a legalização das drogas.

sendo. antes de alterar qualquer lei. busca também fazer investigações sobre modificações do principio da oficialidade na perseguição dos crimes. busca também trazer novas políticas para a descriminalização da criminalidade menor. dos mais ricos. desenvolver e buscar novas alternativas a prisão. que não há lei penal sem necessidade. que este libera verbas para a cominação de vários programas que tem o intuito de prevenir. ou seja.3 – GARANTISMO PENAL É algo voltado a diminuir a violência e trazer e atribuir a liberdade. . para a formulação de novas leis não basta apenas liberar verba para o combate a criminalidade. que não há necessidade de lei penal sem lesão. os mais pobres.__________________________________________________ 08 2. que não há lesão sem conduta. onde os menos favorecidos são mais atingidos. onde são pouco aplicadas. outro ponto é de realizar uma investigação que venham a demonstrar a criminalidade dos poderosos. Alguns autores citam também algumas soluções do direito penal mínimo. dizendo que não há pena sem crime. busca representar o equilíbrio entre os modelos do abolicionismo e o direito penal máximo. o melhor seria analisar e até mesmo implementar as que já possuímos. seria cabível valorizar e colocar em ação as que já existem. O Garantismo de direto penal dá privilégios a alguns pontos. O melhor antes de criar novas leis de penas. ou seja. punir e recuperar criminosos. que não há acusação sem prova que a fundamente e que não há prova sem ampla defesa. Toda modificação que se faz no legislativo passa no executivo. que não há crime sem lei. não há como houver mudanças políticas se não ter vontade política para isso para assim fazer com que as leis de fato sejam cumpridas. dando limites ao Estado no ato de punir. que não há conduta sem dolo e sem culpa. não por culpa da autoridade judicial e sim pela total falta de estrutura para uma implementação prática.1. que não há processo sem acusação. que não há culpa sem o devido processo legal.

Com o passar do tempo. por meio de um trabalho preciso sobre o corpo. é preciso esclarecer que os sistemas penitenciários não se confundem com os regimes penitenciários. para os detentos de crimes de menor potencial ofensivo. religiosos. o trabalho em comum. em o sentenciado permanecer em isolamento constante (Solitary sistem). O trabalho era proibido. sem trabalho ou visitas. este sistema foi atenuado. tal sistema. apenas. para que a energia e todo o tempo do preso fossem utilizados na instrução escolástica e serviços religiosos. 3 – SISTEMAS PRISIONAIS A forma geral de uma aparelhagem para tomar indivíduos dóceis e úteis. médicos. quando necessitasse de instrução. não é possível criticar o magistrado pela crise da impunidade. permitindo-se. criou-se o sistema de Filadélfia. enquanto aqueles “representam corpos de doutrinas que se realizam por meio de formas políticas e sociais constitutivas das prisões” estes são as formas de administração das prisões e os modos pelos quais se executam as penas. no presídio de Waimut Street Jail. assistia dali mesmo ao ofício religioso e aula. De primeiro. Consistia.Sabemos que o judiciário não tem recursos suficientes para aplicar tudo o que esta previsto na lei penal. . acreditando-se ser esta a forma mais fácil de domínio sobre os criminosos. no estado da Pensilvânia. O primeiro sistema criado foi o sistema da Filadélfia ou Belga que foi iniciado em 1790. passeios pelo pátio celular e leitura da Bíblia como estímulo ao arrependimento. adotando-se o Separate system. em que o preso poderia receber visitas de funcionários do presídio. o sistema evolui no sentido de permitir. logo. obedecendo a um complexo de preceitos legais ou regulamentares. criou a instituição prisão antes que a lei a definisse como pena. Realizava algumas tarefas e. que posteriormente foi adotado na Bélgica. EUA. por um dispositivo especial. Posteriormente. posto que. durante o dia. totalmente em silêncio. com a influência dos Quakers. pastores ou sacerdotes. porém. diretores do estabelecimento.

não só no Congresso Penal e Penitenciário de Praga em 1830. Concepción Arenal e Roeder. higiene deficitária. Consistia em uma tentativa de sistematização da execução da pena privativa de liberdade. E os dois sistemas foram os precursores para o pensamento mais crítico da evolução para o atual sistema penitenciário. Em um momento inicial os presos deviam trabalhar em suas celas. a regra do silêncio absoluto. com a devida licença e em voz baixa. entre outros.PRADO. porém os detentos não podiam falar entre si (comunicação horizontal). adotando. além do trabalho em comum. o Sistema de Filadélfia. Em resumo Luiz Regis Prado destaca que esse sistema. e pela facilidade em manter-se a higiene. O segundo sistema criado foi o AUBURN O sistema de Auburn foi criado nos EUA. que se baseava na segregação e no silêncio. do conluio para as fugas ou movimentos de rebelados. esse primeiro sistema penitenciário visava à organização do caos existente nos estabelecimentos prisionais da época. op. p. Luiz Regis. passou por algumas modificações. que impedia a corrupção dos condenados. e realizavam a segregação noturna. que. destinadas a atenuar o rigor inicial. cit. pelo efeito intimidativo que exercia sobre os delinqüentes e para a coletividade. op. não proporcionava a reinserção social do condenado. fuga. porém. por Elam Lynds.. Apesar de simbolizar um efetivo avanço. entretanto mantém-se a separação noturna. entre outros). calcado na segregação e no silêncio. 42 Esse sistema de isolamento foi elogiado em virtude da separação individual. p. como também insurgiram-se contra ele Ferri. na cidade que recebe este mesmo nome. Ambos proibiam a comunicação entre os condenados. Irene Batista. são muitas as objeções feitas a esse sistema. 81 MUAKAD. Conhecido como Silent system. somente com os agentes carcerários (comunicação vertical). em 1818.1. Não existem grandes diferenças entre os dois sistemas. estabelecido de forma clara suas características. 557. pela dispensa de pessoal técnico e pequeno número de guardas. . foi muito criticado pela sua severidade e porque não levava à readaptação social do condenado. Foi abolido o isolamento absoluto. Em verdade. Apesar disso e além de constituir-se num progresso a vista do que havia até então. com vistas à superação de inúmeros problemas (promiscuidade. 4344. passando posteriormente ao grupo.. rebeliões. cit.

comenta em sua obra a respeito da criação de um alfabeto com as mãos. como não satisfatórios foram muito criticados e repudiados. p. batidas nas paredes ou com canos 86 MUAKAD. mas. com o fim de resultarem produtivos ao sistema. 45 d'água.”87 Neste silêncio absoluto. permitindo que uns poucos controlem a multidão.4 SISTEMA PROGRESSIVO No decurso do século XIX impõe-se definitivamente a pena privativa de liberdade.. p.88 A vulnerabilidade deste sistema encontrase no tocante a imposição do silêncio absoluto. 46. Irene Batista. servir de modelo ideal para a sociedade.. 73. ampliando-se em cada um os privilégios que o recluso pode desfrutar de acordo com sua boa conduta e o aproveitamento demonstrado do tratamento . mais que propiciar a meditação e a correção.A principal diferença está no fato de que o filadélfico. originaram-se nesta época. enquanto que o auburniano permitia que durante algum período do dia os presos trabalhassem em grupo. op. Falência da Pena. Para Lynds. 88 BITENCOURT. a separação dos reclusos ocorria também durante o dia. que continua sendo a espinha dorsal do sistema penal atual. ou sistema celular. ainda que em silêncio.. covardes e incorrigíveis. deve se atentar ao detalhe de que era proibida a visitação ao condenado. de forma que se tornasse menos severo.. 87 Apud BITENCOURT. ininterrupto. os presos eram psicologicamente defeituosos. consciente ou inconscientemente.89 2. cit. Cezar Roberto. Esse silêncio. um microcosmo de uma sociedade perfeita onde os indivíduos se encontrem isolados em sua existência moral. Bem como. O sistema de Filadélfia predominou na Europa (Inglaterra. Alemanha e Bélgica) enquanto que o Auburniano nos Estados Unidos. p. desaparecendo sua forma original em menos de meio século. “selvagens. Após muitas críticas aos dois sistemas surge a idéia de combina-los. é um instrumento essencial de poder.. Cezar Roberto. Falência da Pena. pretende. além da disciplina obreira. o Sistema Inglês ou Progressivo.. Essa reunião de sistemas resultou em um terceiro. cit. Manuel Pedro Pimentel. além de não ser valorizado o lazer e a instrução do recluso. da mesma forma que o fíladélfico. mas são reunidos sob um enquadramento hierárquico estrito. O modelo auburniano... op.90 A essência deste regime consiste em distribuir o tempo de duração da condenação em períodos. Foucault vê uma clara influência do modelo monástico. 73.

.068. cit. 2. em seus diversos matizes. finalmente sendo-lhe concedida a liberdade condicional. Falência da Pena. 91 BITENCOURT. Manoel Pedro.4. 1. 46 trabalho intenso e à alimentação escassa. onde era realizado o trabalho em comum com os outros detentos. São Paulo. então. aprendesse um ofício para que.94 3ª Fase: Liberdade Condicional .. dez. [s/e]. op. durante o dia. p.. em que à medida que o detento obtivesse bom comportamento. 1997. Nessa fase.95 Tal sistema foi considerado um grande sucesso e progresso na evolução da ciência penitenciária da época.2 Sistema Irlandês Os sistemas progressivos. Tratado de Derecho Penal. Anais. Houve grande repercussão desse sistema.92 estimulando-os ao bom comportamento para a reinserção na vida em sociedade.reformador. H. 2007. O advogado e a realidade do Direito Penal. porém em regime de silêncio absoluto. p. vol. jan. ano 4. 2.1 Sistema Inglês ou Mark System Seguindo o modelo idealizado por Alexander Maconochie. estimulando-lhes a emulação que haverá de conduzi-los à liberdade.o condenado recebia liberdade limitada. enquanto que à noite foi mantida a segregação. v.. p. sendo até mesmo. 138. 6. H. seu criador convidado a dirigir outros presídios. 81.4. Poderia ser submetido a 89 PIMENTEL.o sentenciado era recolhido ao chamado public workhouse. Contrariando os sistemas anteriores. recebendo certa quantia de restrições a serem seguidas por determinado período de tempo. Viviane Coelho de Sellos. foi criado um sistema de classes (vales ou marcas). 92 Nesse sentido: GONDLIM. conduzia o comportamento à vontade do recluso para que dessa forma se reeducasse. procuram corresponder ao inato desejo de liberdade dos reclusos. A ressocialização do encarcerado como questão de responsabilidade social. E exatamente aí está a grande diferença com os .93 2ª Fase: Trabalho em comum sob a regra do silêncio . II. evoluía dentre as classes. p. está dividido em três períodos distintos: 1ª Fase: Isolamento celular diurno e noturno — chamado período de provas. com a finalidade de fazer com que o apenado refletisse sobre seu delito. Maconochie.91 Nesta época surge a preocupação com a ressocialização do condenado. até chegar a última. Se não ocorresse nada que desabonasse a conduta do indivíduo./jun. [s/l]. 353-378. finalmente lhe seria concedida a liberdade definitiva. Revista de Ciências Penais. 90 JESCHECK. Cezar Roberto. obtivesse condições morais para voltar a reintegrar a comunidade de onde havia saído. USP. Encontro dos Advogados Criminais.

El Problema Sexual em Lãs Cárceres. Elias. 84.97 Nesse período os detentos eram recolhidos em 'prisões especiais'. 95 GARRIDO GUSMAN. não pela dureza dos 96 BITENCOURT. viviam em barracas desmontáveis.. 84. 1943. sem perder. diretor de uma das prisões na Irlanda. op. Buenos Aires: Criminalia. Derecho Penal. de alguma forma estimular a reforma moral do detento. Como diretor do Presídio de Valência notabilizou-se pêlos dites de liderança disciplinando os detentos. além de poder dispor de parte da remuneração de seu trabalho e conversar com a população livre. “A finalidade altamente moralizadora e humanitária deste regime ficou comprovada ao fazer o recluso compreender que a sociedade que o condenou está disposta a recebê-lo sem reticências. cit.4.sistemas Pensilvânicos e Auburniano que somente pretendiam disciplinar o regime interior das prisões e a eventual correção dos 93 NEUMAN. é claro. Falência da Pena. sempre que demonstre encontrar-se em recuperação. confiança e estímulo dos reclusos. Cezar Roberto. 2. p. tais como: poder abandonar os uniformes. op. Cezar Roberto. em trabalho agrícola. fazendo algumas modificações no modelo Inglês. 1965. mantendo-se sempre aberto ás atitudes que pudessem. Compêndio de Ciência Penitenciária. 1976. Elias. 133. 135..96 Walter Crofton. Falência da Pena. sua condição de apenados. podendo também exercer atividade industrial. na maioria deles. criou o chamado Sistema Irlandês. 47 reclusos no transcurso de tempo prefixado na sentença. p.. Barcelona: Bosch. 98 NEUMAN. Esta fase correspondia a uma prova de aptidão para os reclusos para saber se estariam aptos a vida em sociedade com a liberdade. Valência: Universidad de Valência.99 Procurou dar importância às relações de sentimentos. Egunenio.3 Sistema de Montesinos Manuel Montesinos é considerado um dos precursores do sistema humanitário. Buenos Aires: Criminalia. 314.”98 O sistema irlandês foi adotado em vários países e obteve grande repercussão em razão de sua eficácia.100 As idéias principais de Montesinos baseavam-se: no respeito à .. p. Muitas vezes. p. Luiz. p. p. 48 castigos mas pelo exercício de sua autoridade moral. 94 CUELLO CALON. 97 BITENCOURT. Evolución de La Pena Privativa de Liberdad y Régimnes Carcelarios... sendolhes concedidas várias vantagens. onde implantou a chamada Fase Intermediária. que se encaixava entre a prisão e a liberdade condicional. e o trabalho em comum era executado na parte externa da penitenciária. não haver castigos corporais. 1965.. cit.. 134.

Juan.. Cezar Roberto. p. e o mais pernicioso também e mais funesto a seus progressos de moralidade. cit. n.. 102 BITENCOURT. 1989. apesar de que na sua época fosse desconhecida a prática institucionalizada das licenças de saída.103 Obteve grande êxito em seu sistema. no fim ressocializador da pena: buscar a recuperação do detento. 639. Falência da Pena. uma vez que ao assumir a direção do presídio de valência a reincidência caiu de 35% para 1% pontos percentuais. 104 Ibidem.101 Ainda era contrário ao regime celular.. e na função reabilitadora do trabalho: o trabalho é o melhor instrumento para se conseguir o propósito reabilitador da pena. Cezar Roberto.em uma de suas reflexões dizia: convenceram-me enfim de que o mais ineficaz de todos os recursos em um estabelecimento penal. Sentido Reformador Del Sistema Penitenciario Del Coronel Montesinos. alegando que sua função estaria apenas na mortificação do condenado. são os castigos corporais extremos. admitia a concessão de licenças de saída.. Revista dos Tribunais. Manuel Pedro.dignidade do preso . 101 PIMENTEL. p. p. REP. 100 DEL ROSA. 103 Ibidem. 267.. 91. 87. entendia como benéfica a integração de grupos mais ou menos homogêneos.104 99 BITENCOURT. não via problema em mesclar bons e maus indivíduos com o fim de estimular a modificação. 72.. op. p. op. p. cit.. 91.. . p. Sistemas penitenciários. sendo que até mesmo em alguns períodos chegou a desaparecer.102 Montesinos ainda foi o grande precursor da idéia de prática penitenciária que constituiu no antecedente do regime aberto. Falência da Pena. 1962. 91.