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1º Trabalho Prático

Tratamentos Térmicos No Aço 1045
CEFET/RJ - Professor José Claudio Teixeira
Turma: 5BMEC Grupo: A/B
Integrantes: Juliana Ferreira, Leonardo Blunk, Lucas Gomes e Luis Felipe Meira
Introdução
Tratamento Térmico dos Aços:
Tratamento térmico é o conjunto de operações de aquecimento e resfriamento a que são
submetidos os aços, sob condições controladas de temperatura, tempo, atmosfera e velocidade
de resfriamento. Os principais objetivos dos tratamentos térmicos são os seguintes:
• Remoção de tensões (oriundas de esfriamento desigual, trabalho mecânico ou
• Outra causa);
• Aumento ou diminuição da dureza;
• Aumento da resistência mecânica;
• Melhora da ductibilidade;
• Melhora da usinabilidade;
• Melhora da resistência ao desgaste;
• Melhora das propriedades de corte;
• Melhora da resistência à corrosão;
• Melhora da resistência ao calor;
• Modificação das propriedades elétricas e magnéticas.
Os principais fatores a serem considerados num tratamento térmico são: primeiramente os
objetivos e o tipo de material e em seguida na execução do tratamento, o aquecimento, tempo de
permanência à temperatura e resfriamento, além da atmosfera do recinto, que possui grande
influência sobre os resultados finais.A velocidade de aquecimento, embora na maioria dos casos
seja fator secundário, apresenta certa importância, principalmente quando os aços estão em
estado de tensão interna ou possuem tensões residuais devidas a encruamento prévio ou ao
estado inteiramente martensítico, porque, nessas condições, um aquecimento muito rápido pode
provocar empenamento ou mesmo aparecimento de fissuras. A temperatura de aquecimento é
mais ou menos um fator fixo, determinado pela natureza do processo, e dependendo, é evidente,
das propriedades e das estruturas finais desejadas, assim como da composição química do aço,
principalmente do seu teor de carbono. Quanto mais alta essa temperatura, acima da zona crítica,
maior segurança se tem da completa dissolução das fases no ferro gama; por outro lado, maior
será o tamanho de grão da austenita. As desvantagens de um tamanho de grão excessivo são
maiores que as desvantagens de não se ter total dissolução das fases no ferro gama, de modo
que se deve procurar evitar temperaturas muito acima da linha superior (A3) da zona crítica. Na
prática, o máximo que se admite é 50 ºC acima de A3 e assim mesmo para aços hipoeutetóides.
Para os hipereutetóides, a temperatura recomendada é inferior à da linha Acm. A influência do
tempo de permanência do aço à temperatura escolhida de aquecimento é mais ou menos idêntica
à da máxima temperatura de aquecimento, isto é, quanto mais longo o tempo à temperatura
considerada de austenitização, tanto mais completa a dissolução do carboneto de ferro ou outras
fases presentes (elementos de liga) no ferro gama. Entretanto maior o tamanho de grão
resultante. Procura-se utilizar o tempo necessário para que a temperatura seja uniforme em toda a
seção da peça. O resfriamento é o fator mais importante de um tratamento térmico, pois ele que
determinará definitivamente a estrutura, e consequentemente, as propriedades finais dos aços.
Cuidados devem ser tomados para que os resfriamentos não sejam demasiadamente lentos,
resultando estruturas com baixa resistência mecânica e baixa dureza, ou então resfriamentos
bruscos demais, causando empenamento ou até mesmo ruptura da peça, devido às tensões
causadas pelas diferenças de temperatura da peça. Os meios mais comumente utilizados são:
soluções aquosas, água, óleo e ar. E estes meios podem estar em repouso ou em agitação. As
soluções aquosas são os meios mais drásticos de resfriamento, seguido pela água, óleo e ar,
menos drásticos.

no resfriamento lento posterior. seguindo de um resfriamento lento.. Um aço hipereutetóide apresenta menor quantidade de carbonetos em rede ou massivos. durante o tempo necessário e suficiente para se ter solução do carbono ou dos elementos de liga no ferro gama. Para estes aços. é indicado normalmente para homogeinização da estrutura após o forjamento antes da têmpera ou revenimento. o que usamos neste trabalho foi o Recozimento Total ou Pleno no qual falaremos logo abaixo. cementita e perlita para aços hipereutetoídes e perlita para os aços eutetóides. Se compararmos a estrutura normalizada com a recozida tem-se: Num aço hipoeutetóide. e distribuição mais uniforme dos carbonetos resultantes. ao ser atravessada novamente essa linha. • Modificar as propriedades elétricas e magnéticas • Ajustar o tamanho de grão. Os microconstituintes que resultam do recozimento pleno são: perlita e ferrita para aços hipoeutetóides. Este tratamento térmico. não se deve ultrapassar a linha superior Acm porque. .linha A3 .linha A1 . ductilidade mais baixa e similar resistência ao impacto. podendo-se citar dentre elas: • Refino de grão e homogeinização da estrutura visando obter melhor resposta na têmpera e revenimento posterior. A temperatura para recozimento pleno é de mais ou menos 50ºC acima do limite superior da zona crítica . Em termos de propriedades mecânicas. têm-se na estrutura normalizada. conferindo-lhe melhores propriedades do que o recozimento. devido a dissolução provocada pela normalização. forma-se nos contornos dos grãos um invólucro contínuo e frágil de carboneto. a dureza e a resistência mecânica mais elevada. A normalização tem várias aplicações. regularizar a textura bruta. Recozimento Total ou Pleno: Constitui no aquecimento do aço acima da zona crítica.para os hipereutetóides. ductilidade etc. menor quantidade de ferrita pro-eutetóide e perlita mais fina do que no aço hipoeutetóide de mesma composição e resfriado no forno. Tem por objetivo refinar e homogeinizar a estrutura do aço.. Há vários tipos de Recozimento.para aços hipoeutetóides e acima do limite inferior .Recozimento de uma Forma Geral: Em geral é o tratamento térmico realizado com o fim de alcançar um ou vários dos seguintes objetivos: • Remover tensões devidas aos tratamentos mecânicos a frio ou a quente • Diminuir a dureza para melhorar a usinabilidade do aço • Alterar as propriedades mecânicas como resistência. seguida de resfriamento ao ar. remover gases • Produzir uma microestrutura definida • Eliminar enfim os efeitos de quaisquer tratamentos térmicos ou mecânicos a que o aço tenha sido submetido. Normalização: A normalização consiste na austenitização completa do aço.

devido a redução na dureza. salmoura. temperatura e transformação (TTT) e também.Aço SAE 1045 . Diagrama TTT . óleo ou ar). Têmpera: A tempera consiste em resfriar o aço. de forma a evitar as transformações da austenita em perlita e/ou bainíta. a partir de uma temperatura de austenitização. a uma velocidade suficientemente rápida (água. Figura Abaixo.• Melhoria da usinabilidade do aço. A estrutura resultante deste tipo de resfriamento é a martensita (tetragonal de corpo centrado). • Refino de estruras brutas de fusão (peças fundidas) • Obtenção de propriedades mecânicas desejadas. A velocidade de resfriamento que resultará na formação da martensita dependerá da posição das curvas em “C” do diagrama tempo. do tipo de aço e da forma e dimensões da peça sob tratamento.

Como Recebida Amostra 2 . tirando o corpo de prova do forno e o jogando na água. E depois disso fomos observar as microestruturas resultadas dos tratamentos termicos efetuados. E assim como no lixamento. Com os tratamentos térmicos realizados. Para o aquecimento da peça foi usado um forno de câmara elétrico. a fim de revelar as microestruturas presentes no mesmo. a granulometria ia reduzindo. basicamente foi o modo de resfriamento. o resfriamento foi brusco. Em seguida foram feitos teste de dureza em cada corpo de prova.Depois da têmpera com a formação da martensita. com o ensaio de dureza. Fase Experimental: Nesta parte colocamos nosso conhecimento teorico em pratica e investigamos como um determinado aço reage a diversos tratamentos termicos. é preciso que essas tensões sejam aliviadas ou eliminadas. O lixamento foi dividido em duas partes: • Grosseiro: no qual usamos lixas de 80. a preparação dos corpos de prova. 3µm e ¼ µm. no qual aquecemos a temperatura ate a casa do 850º C durante um tempo que foi calculado em função da menor dimensão do corpo de prova. Ataque químico: Após o lixamento. As granulometrias usadas foram: 9µm. Ao fim desta etapa a superfície da peça deve estar espelhada. de dureza. e só podendo passar para a próxima lixa quando pudesse ser visto riscos somente em um sentido. devido ao resfriamento drástico e pela brusca mudança de fases. passamos a fase de polimento. No ensaio mecânico. 120. E eles foram identificados de acordo com uma numeração adotada: Amostra 0 .Temperada em Água Amostra 4 . foram obtidos os seguintes resultados: .Normalizada Amostra 6: Recozida Plenamente Na execução do tratamento foram observados alguns cuidados que tivemos que tomar. • E envolver o corpo de prova em carvão (empacotamento) a fim de protege-lo da oxidação e da descarbonetação. podendo. O material usado durante o procedimento todo foi o Aço SAE 1045. 180 (quanto maior o valor mais fina é a lixa) • Fino: no qual usamos lixas de 220. em alguns casos. Após aquecidos. o que diferenciou cada tratamento. a fim de resfria-lo rapidamente. O tratamento térmico utilizado para este fim é o revenimento. O tempo de ataque é de 2 a 10 segundos e deve ser interrompido com um jato de álcool etílico. o material apresenta níveis de tensões internas muito elevados. e o recozido foi resfriado lentamente ao forno. No polimento usamos pasta de diamante. uma solução de 1% acido nítrico e álcool etílico. 6µm. e esses valores serão vistos e discutidos mais a frente. de forma a devolver ao aço o equilíbrio e a estabilidade necessários à sua aplicação. apresentar trincas. imediatamente após a têmpera. Face a isto. Feito o lixamento. com o ensaio metalográfico. No temperado em água. o normalizado foi resfriado ao ar (nao tão brusco quanto a tempera). Utilizamos o Nital 1. 320. 400 e 600. seguimos para o próximo passo. 100. sempre no sentido perpendicular aos riscos da lixa anterior. Resultados: Os resultados de cada tratamento térmico forma analisados de duas formas: mecanicamente. e metalograficamente. são eles: • Amarrar o corpo de prova com um arame recozido para tornar possível o “resgate” posterior do mesmo. atacamos o corpo de prova quimicamente.Nessa etapa pegamos os corpos de prova e executamos primeiramente o lixamento. Foram usados 4 corpos de prova.

00 67. não foi feito nenhum tipo de tratamento térmico.00 Ensaio 3 58. .00 Ensaio Metalográfico: No ensaio metalografico. .00 52.00 54.00 54. observamos as microestruturas através de um microscopio.50 45. de acordo com suas morfologias pudemos comparar com os resultados do ensaio de dureza.00 54. com isso a sua microestrutura não foi alterada.73 Média Gráfico: Amostra 0 Amostra 4 Amostra 2 Amostra 6 Ensaio 1 Ensaio 2 Ensaio 3 0 22.00 79.50 80. Amostra 0 .33 52.00 53.00 53.20 Ensaio 2 58.00 58.Tabela: AMOST RA 0 ENSAIO AMOST RA 2 AMOST RA 4 AMOST RA 6 Ensaio 1 59.00 81.50 80.50 90.00 51.Como Recebida: Nesta amostra.

Tempera em Água: Nesta amostra foi-se aplicada o tratamento térmico de tempera com o resfriamento em água. Amostra 4 . podemos observar que a microestrutura mudou em relação a Amostra 0. os microconstituintes aqui são: Perlita (Fina) e Ferrita. . Ao observamos esta imagem vemos que sua microestutura difere das apresentadas acima.Normalização: Nesta amostra o Tratamento Térmico feito foi a Normalização.Amostra 2 . pois podemos ver o surgimento da Martensita.

devido a formação da martensita.Recozimento Pleno: Nesta amostra o Tratamento Térmico aplicado foi o Recozimento Pleno. que foi submetida a Tempera em Água. Discussao: Com base no que aprendemos em sala. pois o processo de fabricação da barra de aço da qual as amostras foram retiradas foi laminada a quente. os microconstituintes aqui são: Perlita (Grosseira) e Ferrita. onde pudemos observar que houve essa formação devido ao ensaio metalográfico. vemos coerência nos resultados. e os resultados obtidos nos ensaios dos corpos de prova tratados termicamente. cuja característica é de aumentar a dureza do material. como recebida possui uma estrutura bem próxima das amostras 4 e 6. A maior dureza obtida foi na amostra 2. Ao observamos esta imagem vemos que essa microestrutura se parece em relação a da Amostra 4. o que lhe conferiu características semelhantes as demais. A amostra 0. porém vemos que esta tem um grão mais grosseiro. Porem sua dureza foi um pouco maior devido .Amostra 6 .