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11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:22 Página 1 PUB PUB H UGO S ILVA F AIALENSE DÁ CARTAS

HUGO SILVA FAIALENSE DÁ CARTAS NO MUNDO DO FUTEBOL

PÁGINA 08

Tribuna das Ilhas

DÁ CARTAS NO MUNDO DO FUTEBOL PÁGINA 08 Tribuna das Ilhas DIRETOR: MARCO MATOS FERNANDES 4
DIRETOR: MARCO MATOS FERNANDES 4 NÚMERO: 713 11. MARÇO.2O16 SAI ÀS SEXTAS-FEIRAS 1 Euro
DIRETOR: MARCO MATOS FERNANDES 4 NÚMERO: 713
11. MARÇO.2O16
SAI ÀS SEXTAS-FEIRAS 1 Euro
HOSPITAL E UNIDADE DE SAÚDE DE ILHA VÃO FUNCIONAR JUNTOS NO MESMO ESPAÇO PÁGINA 03
HOSPITAL E UNIDADE DE SAÚDE DE
ILHA VÃO FUNCIONAR JUNTOS NO
MESMO ESPAÇO
PÁGINA 03
8 DE MARÇO
DIADAMULHER
Herman José e
Dengaz na
ASSINALADO
Semana do Mar
NAHORTA
2016
PÁGINAS 04/05
PÁGINA 03
Portaria Regional regulamenta
reembolsos dentários
PÁGINA 02

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do Mar NAHORTA 2016 PÁGINAS 04/05 PÁGINA 03 Portaria Regional regulamenta reembolsos dentários PÁGINA 02 PUB

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O2 EM DESTAQUE 11 DE MARÇO DE 2016 T r i b u n a
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SOBE
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BTL Mais uma vez os Açores fize- ram brilharete na Bolsa de Turismo de Lisboa. O stand dos Açores, de acordo com os comentários que ouvimos,

manteve a sua linha orienta- dora, priveligiando as ilhas como um todo e não cada uma per si. Isso é algo que nos apraz e que não podemos deixar pas- sar em branco. Cada vez mais este “cantinho

no meio do Atlântico” tem que

ser promovido como um pro- duto único.

EMPREENDEDORISMO

É com regozijo que vemos

que cada vez mais existem jovens faialenses a querer

fazer algo pela sua terra.

A abertura da nova guest

house do Faial é exemplo disso e é exemplo, passe a redundância, de que “filho de peixe sabe nadar”, ou não

fosse a sua proprietária, fami- liar de grandes empresários

da nossa terra.

Ver jovens, que regressam à ilha, a procurar dinamizar o nosso tecido económico e empresarial é algo que nos deixa agradados e cujo exem- plo deve ser seguido.

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AIRHELP E SATA Um estudo recente da Airhelp

veio trazer a lume a notícia de que as companhias aéreas portuguesas estão no fundo do "ranking" da Airhelp, que mede a qualidade de serviços

e gestão de reclamações. A

SATA é a pior classificada e a TAP está quatro lugares acima. Trata-se de um estudo inter- nacional baseado nas recla- mações dos passageiros por uma start-up fundada em 2013, em Silicon Valley, nos EUA, já com colaboradores em todo o mundo e a operar

em Portugal. Será que o alarido que foi feito em torno deste assunto

é válido? Será que, e apesar

de todos os problemas que temos tido com a SATA, a devemos considerar a “pior do mundo” com base em recla- mações? Não existirão outros critérios?

Reembolsos de medicina dentária na USIF efetuados de acordo com portaria regional

O TRIBUNA DAS ILHAS (TI) recebeu de uma utente da Unidade de Saúde da Ilha do Faial (USIF), uma queixa relacionada com os reembolsos de medicina dentária. A paciente mostra a sua indignação quanto à realização da “junta médica” levada a cabo por esta unidade de saúde antes de proceder ao respetivo reembolso e remeteu mesmo à Secretaria Regional da Saúde (SRS) uma reclamação. A fim de apurar como são processados os reembolsos, este semanário ouviu o Conselho de Administração (CA) da USIF.

Susana Garcia

susana.tribunadasilhas@gmail.com

Relativamente ao funciona- mento dos pagamentos de medicina dentária, o CA da USIF esclareceu que “os reem- bolsos aos utentes do Serviço Regional de Saúde (SRS) são efe-

tuados na USIF de acordo com a Portaria n.º 52/2014 de 30 de julho, que prevê qual o número máximo de atos reembolsáveis

num período de 12 meses, por utente, bem como a percenta- gem de reembolsos a que os utentes têm direito, de acordo com o rendimento médio men- sal por membro do seu agrega- do familiar”. “No âmbito da saúde oral os reembolsos são efetuados até um número máximo por código e por dente, de acordo com os limites definidos na tabela anexa à Portaria n.º 52/2014 de

30 de julho”, esclarece o CA.

Na reclamação a que o TI teve acesso, a utente confrontava a

SRS com o facto de os utentes que recebem tratamentos em clí- nicas dentárias particulares, em algumas situações, ficarem sujeitos a uma “junta médica” por parte dos médicos dentistas afetos à unidade de saúde de ilha. A utente expôs ainda o facto de os clínicos de medicina

dentária que trabalham na USIF, exercem também atividade nas suas clínicas e neste contexto questiona quem efetua as “jun- tas medicas” dos utentes desses clínicos. Na reclamação, a uten- te, põe ainda em causa o valor do reembolso. Em resposta à utente, a SRS esclareceu que “o normativo regulador dos reembolsos aos utentes do Serviço Regional de

Saúde é a Portaria n.º52/2014, de

30 de julho, que não se refere a

nenhuma "junta médica", nem à obrigatoriedade do utente a ela se sujeitar, no circuito do reem-

bolso e para que tenha direito a este”. Neste sentido, informa ainda que não “existindo legalmente”

DR
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a figura da "junta médica" no âmbito do sistema de reembol- sos, naturalmente “não poderão, administrativamente, algumas Unidades de Saúde (USI) criá- las, pois estariam a atuar para além da lei, isto é, ilegalmente”. A este respeito a SRS dá “à utente total razão”, salientando que “havendo suspeitas, quem deve ser fiscalizado é o presta- dor e não a utente”. No entanto, esclarece que “as USI, devendo zelar pelo cumprimento da lei, podem instituir mecanismos de controlo interno dos atos sujei- tos a reembolso, sobretudo quando se verifiquem indícios de fraude”.

JUNTAS MÉDICAS PARA EFEITOS DE REEMBOLSO CESSARAM EM 2015 Ao TI a USIF adiantou que as juntas médicas para efeitos de reembolsos no âmbito da saúde oral foram implementadas em 2013, à semelhança do que acon- teceu noutras Unidades de Saúde da Região, e atuam “segundo orientações constan- tes do Programa Regional de Saúde Oral da Direção Regional de Saúde, onde se encontram expressamente previstas como um dos indicadores de monito- rização, no âmbito da saúde oral (cf. capítulo 7 do Programa

Regional de Saúde Oral da Direção Regional de Saúde (DRS) - PRS 2009-2012)”, clarifi- ca. No entanto, “em outubro de 2015 foi emitido um parecer pela Direção Regional de Saúde no sentido de fazer cessar as referi- das “juntas médicas”, pelo que, desde essa data a USIF deixou de realizar as mesmas para efei- tos de reembolsos. No que se refere à fiscalização dos serviços prestados pelos médicos afetos à USIF, que tam- bém realizam consultas no pri- vado, essa fiscalização “foi desde sempre assegurada pela Diretora Clínica da USIF”, garante Helena Reis, presidente do CA desta unidade.

PRAZO PARA REEMBOLSO É DE 90 DIAS No que ao prazo de reembolso

dos procedimentos diz respeito

o CA da USIF, informa que “o

prazo limite para os utentes poderem efetuar o pedido de reembolso é de 90 dias contados consecutivamente, nos termos da alínea b), n.º1 do artigo 7.º da Portaria n.º 52/2014 de 30 de julho”. Ainda em relação aos reem- bolsos, a presidente do CA acrescenta que “de acordo com

o n.º2 do artigo 3.º da Portaria

n.º 52/2014 de 30 de julho o ren- dimento para efeitos de cálculo da percentagem de reembolso é avaliado pela Unidade de Saúde nos termos da declaração de IRS dos membros do agregado, rela- tiva ao ano civil imediatamente anterior. No entanto, e atenden- do a que o prazo de entrega da declaração de IRS só decorre normalmente a partir de março, presentemente “aceita-se a declarações de rendimentos relativa ao ano de 2015 até 31 de maio de 2016”. A finalizar, Helena Reis confir- ma que “todos os pedidos de reembolso relativos à prestação de cuidados de saúde em servi- ços privados são processados na USIF em estrito cumprimento da legislação em vigor, nomea- damente, a Portaria n.º 52/2014 de 30 de julho”. Para a responsável, o objetivo de toda a equipa da USIF “é con-

tribuir para que todos os servi- ços sejam prestados de forma cortês e profissional, com rigor e qualidade técnico-científica, uti- lizando as boas práticas e as nor- mas de ética e deontologia pro- fissionais e zelando pelo cum- primento das orientações ema- nadas por quem tutela a área da saúde”, termina.

pro- fissionais e zelando pelo cum- primento das orientações ema- nadas por quem tutela a área

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LOCAL 11 DE MARÇO DE 2016 O3 T r i b u n a d
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UMAR assinala Dia Mundial da Mulher

Tatiana Meirinho

tatiana.tribunadasilhas@gmail.com

A UMAR todos os anos realiza

uma ação para assinalar o Dia

MundialdaMulher,esteanoainsti-

tuição decidiu realizar uma tertúlia

com as instituições da ilha do Faial que trabalham em conjunto com UMAR.

O tema escolhido para esta tertú-

lia foi a violência doméstica. A ses- sãofoiabertacomumfilmeedepois debateram acerca dos pontos con- vergentes e divergentes relativa- mente à violência doméstica, o que se pode fazer e como cada institui- ção vê como está a questão da vio- lência. Carla Mourão responsável e psi- cóloga da UMAR/Faial explicou

que a principal frente de batalha

contraaviolênciadomésticaéapre-

venção, e o objetivo é as instituições parceiras com a UMAR mostrarem também o seu ponto de vista em relação à violência doméstica.

DR
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Aresponsável salienta que apesar do papel da mulher na sociedade estar melhor continuam haver dife- renças na distribuição de tarefas e dos papéis, resultado dos muitos anos de uma cultura focada no acu- mular de várias tarefas e papéis às mulheres sem haver entreajuda, sendo necessário continuar a atuar neste sentido e a evoluir. Carla Mourão diz que continua haver emancipação por parte das

mulheres,masqueénecessáriocon-

tinuar com prevenção, muitas das vezes são questões da matriz fami-

liar ou traços psicológicos, ou ainda

o grupo de amigos que permitem

ou não a emancipação da mulher,

ou que a aceitar ou não a violência doméstica. A UMAR neste momento está a acompanhar cerca de 61 casos de violência doméstica em atendimen-

to permanente na ilha do Faial.

Hospital da Horta e Unidade de Saúde de Ilha do Faial vão unir-se no mesmo espaço

O Hospital da Horta e a Unidade de Saúde da Ilha do Faial, vão passar funcionar juntos.

A segunda fase das obras no Hospital da Horta, prevê a centralização dos serviços de saúde num só

espaço, ou seja, a integração dos Cuidados de Saúde Primários com os Serviços Hospitalares, com o objetivo de tornar mais eficiente e rápido o recurso aos mesmos.

DR
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Susana Garcia

susana.tribunadasilhas@gmail.com

A segunda fase das obras do

Hospital da Horta (HH) e Unidade de Saúde da Ilha do Faial (USIF), orçada em 5.175.000€, foi lançada a concurso. O anúncio foi feito na manhã de quarta feira pelo SecretárioRegionaldaSaúde,numa cerimónia que teve lugar no HH e que contou com a presença de enti- dades locais e funcionários. Esta segunda fase das obras do HH, como já tinha sido anunciado, vai possibilitar a integração dos Cuidados de Saúde Primários no edifício hospitalar, ou seja, “a passa- gem dos Serviços do Centro de Saúde da Horta, também para a nova ala a construir”, revelou na

ocasião Luís Cabral. O responsável da tutela, adiantou tambémqueestafasedasobrasvisa

a “adaptação da parte antiga do

hospital”, inclui a “construção de uma nova Unidade de Cuidados Intensivos, a ampliação dos Serviços de Urgência, de Diálise e da Consulta Externa”. O realoja- mento do serviço de Medicina Hiperbárica e de outros serviços considerados essenciais ao bom funcionamento e melhoria dos cui- dados prestados também são con- templados neste investimento. “Com esta transição, vamos

garantirmelhorescondiçõesdefun-

cionamento e uma interação efetiva entre os Cuidados de Saúde Primários e os Cuidados Hospitalares com grandes vanta-

gens para os utentes”, reforçou o secretário. Cabral defendeu que esta obra não representa “apenas do cumpri- mento de um compromisso”, ou a “conclusão de uma importante empreitadadeobraspúblicas”,mas sim, “mais uma infraestrutura, moderna e funcional, que é coloca- da ao serviço de todos aqueles que necessitem de recorrer a este hospi- tal”, ao mesmo tempo que “vem garantir melhores condições de tra- balho aos profissionais que nela desenvolvem a sua ação em benefí-

cio da saúde dos seus utentes”, des- tacou. Para o governante a melhoria das

condiçõesdefuncionamentodeser-

viços e a sua disponibilização aos açorianos constitui o “objetivo que norteou o Governo dos Açores nesta intervenção”, que vai de encontro ao previsto na Carta Regional das Obras Públicas. A finalizar o secretário reforçou que a intenção do executivo é sem- pre a melhoria do atendimento dos serviços públicos de saúde, e daí a

necessidade de “juntar as duas uni- dades, hospital e unidade de saúde de ilha para criar melhores cuida- dos de saúde aos utentes”. Neste contexto, Luís Cabral espe- raqueestauniãocorrespondaainda

às necessidades da Região, no que

aos cuidados de saúde diz respeito,

de forma a que, este modelo possa ser também aplicado noutras ilhas doArquipélago.

[aconteceu]

[vai acontecer]

EXTENSÃO DO FESTIVAL

CINE’ECO|SEIA NA ILHA DO FAIAL

O Cine’Eco|Seia – Festival

Internacional de Cinema Ambiental da

Serra da Estrela, o único festival de

cinema em Portugal dedicado à temá- tica ambiental, vai ter uma extensão na Horta, ilha do Faial, Açores. Segundo a organização, esta iniciativa conjunta do Observatório do Mar dos Açores e do festival Cine’Eco|Seia,

com a colaboração da Biblioteca

Pública e Arquivo Regional João José

da Graça, arrancou na quinta-feira.

Estão ainda agendadas sessões sema-

nais, com entrada livre, à quinta-feira,

pelas 21:00, no auditório da biblioteca

até ao dia 09 de junho. “A programa- ção será apresentada também na Terceira e em São Miguel”, adianta a organização.

AÇORES CANDIDATAM 39 ZONAS

BALNEARES E MARINAS AO GALARDÃO BANDEIRA AZUL

2016

A Direção Regional dos Assuntos do

Mar, entidade que coordena nos

Açores o programa Bandeira Azul para este ano, validou 34 candidaturas de zonas balneares costeiras distribuídas

pelas ilhas de Santa Maria, São

Miguel, Terceira, Graciosa, Pico e Faial,

além

de cinco candidaturas de mari-

nas.

Estas

39 candidaturas açorianas foram

também validadas pelo Júri Nacional Bandeira Azul, aguardando-se agora a homologação pelo Júri Internacional.

As candidaturas das zonas balneares à

Bandeira Azul são voluntárias e apre-

sentadas anualmente pelas entidades gestoras, nomeadamente pelos muni-

cípios ou, em alguns casos, pela Direção Regional dos Assuntos do Mar.

A Bandeira Azul é um galardão inter-

nacional que distingue as zonas bal- neares que cumprem, com um nível de excelência, requisitos ligados à qualidade da água balnear, aos servi- ços e segurança dos utentes, à dispo- nibilização de informação útil e à ges- tão e educação ambiental.

Esta distinção tem um grande enfoque na educação ambiental, sendo incen- tivada a participação ativa do público nas seis atividades que, no mínimo, têm que ser realizadas em cada zona

balnear. Nesse sentido, está prevista a realiza- ção, este ano, nos Açores, de mais de

duas centenas de atividades de edu-

cação ambiental promovidas pelas

entidades gestoras.

UTENTES DE JARDIM DE INFÂNCIA VISITAM “MESTRE SIMÃO” NA HORTA Na passada sexta-feira, dia 4, o ferry “Mestre Simão”, da Atlânticoline, S.A., recebeu, na Horta, a visita dos alunos do Jardim de Infância da EB1/JI da

Praia

do Almoxarife.

Nesta

visita participaram 11 crianças,

que estão a trabalhar na escola o

tema

“As Profissões e Transportes”.

Com

a ajuda da tripulação e sob a

orientação do Mestre Luís Tavares, os pequenos visitantes ficaram a conhe- cer melhor o navio e puderam visitar

alguns dos seus espaços, como a

“ponte”, e vestir os coletes salva- vidas.

Num

comunicado remetido às reda-

ções,

a empresa pública açoriana refe-

re que “é sempre com muito gosto que recebe a visita das escolas da Região”, o que tem revelado ser uma “importante forma de estreitar laços com a comunidade onde a empresa se insere”.

“O PINTOR EXCESSIVO”

Manuel Tomás vai lançar o seu livro

“O Pintor Excessivo” no dia 11 de

março na Biblioteca Pública e Arquivo

Regional João José da Graça.

A obra será apresentada por Victor

Rui Dores no auditório da Biblioteca

pelas 21h00.

“MÚSICA NO MONTE DA GUIA”

A Casa dos Dabney e o Aquário do

Porto Pim recebem no próximo sába-

do, dia 12 de março, alunos do Ensino

Artístico/ Conservatório EBI da Horta

para uma tarde musical.

A iniciativa intitulada “Música no

Monte da Guia”, é do Governo Regional dos Açores e do Parque

Natural do Faial com a parceria da EBI

da Horta.

Durante a tarde vai ser possível ouvir

os sons da flauta, clarinete, violino,

violoncelo e guitarra e ainda ouvir canto e ver ballet. A iniciativa tem iní-

cio às 14h00.

“BARAFUNDA NA ESCOLA”

Depois da estreia da peça “Barafunda na Escola”, o Grupo de Teatro ChamaRir leva a cena a sua mais recente peça à freguesia do Salão.

No próximo dia 12 de março, vai estar

em cena, no polivalente do Salão

pelas 21h00.

3.ª EDIÇÃO DO URBAN TRAIL MATRIZ

A Junta de Freguesia da Matriz, orga-

niza a “3.ª Edição do Urban Trail Matriz” em parceria com o CIAIA e AJIFA, numa extensão de 7,5 Km, que decorrerá no dia 12 de Março de

2016.

São 2h00m para percorrer 7,5Km e colocar à prova as tuas pernas.

PINTA COMIGO Está agendado para amanhã, sábado,

a primeira edição do “Pinta Comigo”. Este evento decorre no Banco de

Artistas e consiste numa pintura feita

por várias mãos. A atividade, organi-

zada pelo município e pela Urbhorta, será coordenada por Ana Correia e tem início marcado para as 14h00.

“PÁSCOA NO PARQUE”

Páscoa no Parque assim se denomina

a atividade que o Parque Natural do

Faial está a organizar e que decorrerá amanhã, sábado, no Complexo do Monte da Guia.

REDE REGIONAL DE CUIDADOS CONTINUADOS INTEGRADOS TEM PÁGINA INFORMATIVA NA INTERNET

A Rede Regional de Cuidados

Continuados Integrados da Região Autónoma dos Açores já dispõe de uma página informativa na Internet, acessível no endereço eletrónico rrcci.azores.gov.pt. Neste endereço é possível consultar toda a informação sobre o funciona- mento da Rede, nomeadamente

sobre os processos de referenciação,

as unidades de internamento disponí-

veis e o apoio domiciliário.

Esta página disponibiliza ainda infor- mação relevante para os cuidadores formais e informais, como os manuais

de apoio ao cuidador ou a legislação

mais recente, além de contatos úteis.

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O4 NOTICIAS 11 DE MARÇO DE 2016
O4
NOTICIAS
11 DE MARÇO DE 2016

Os Açores e o Faial na BTL 2016

Alexandra Figueiredo

tribunadasilhas@gmail.com

O TRIbUNA DAS ILHAS, à semelhança

de anos anteriores, participou na bolsa de Turismo de Lisboa (bTL)

2016, que se realizou de quarta 2 até domingo 6 março na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

A Feira Internacional de Turismo é

um ponto de encontro dos profissio- nais ligados à área turística e o espaço onde as últimas tendências deste mercado são expostas, é também uma oportunidade para encontrar compradores profissionais, para conhecer a concorrência e para posi- cionar a sua oferta de uma forma ino- vadora e competitiva. Agências de viagem, operadores turísticos, escri-

tórios de promoção turística de diver- sos países, turismo gastronómico e empresas de produtos e serviços turísticos em geral reúnem-se a cada ano na bTL para apresentar as suas ofertas ao mercado e ao público em geral.

O evento conta também com uma

ampla programação de workshops,

espaçosdenetworkingparaosprofis-

sionais e atividades culturais para o

público em geral.

Paraopúblico,constituiaoportuni-

dade de conhecer novos destinos e soluções, de comparar propostas e comprar a preços altamente competi-

tivos. Tudo isto num ambiente espetacu- lar onde a música e a gastronomia são uma constante. Este ano os Açores voltaram a estar representados nesta importante Feira, destacados pelo azul do seu Stand no pavilhão 1 da bTL.

A promoção dos Açores como um

todo é objetivo concreto, no entanto, é no interior do Stand dosAçores que a individualidade de cada uma das nossas 9 ilhas é marcada. A divulga- ção das caraterísticas singulares da cada ilha, que de formas diferentes cultivam o interesse dos visitantes, mas de um modo geral partilham o seu bem mais comum, precioso e

atrativo: a natureza. Nas apresentações a que pudemos assistir, foi notório o crescimento das nossas ilhas que agora não só se divulgam pela sua natureza, mas também pelas atividades que se podem realizar, tornando as férias daqueles que escolhem os Açores como destino muito mais ativas. Atividades como passeios pedes- tres, observação de cetáceos e natação com golfinhos, golfe, mergulho, geo- turismo, passeios de bicicleta e bTT, canyoning, observação de aves, surf e bodyboard, pesca desportiva, vela, canoagem e caiaques, parapente, pas- seios a cavalo, enfim…um mundo de atividades que torna o destinoAçores muito mais apetecível. Agastronomia não ficou esquecida no Stand dos Açores, tendo o público profissional e privado direito a degustações de produtos regionais como o queijo, a manteiga, o atum, vinhos e licores.

O stand dosAçores na bTLfoi tam-

bém palco para a apresentação das várias provas desportivas internacio-

nais que decorrerão em 2016 no arquipélago, como é o caso do Red

bull Cliff Diving, do Azores Airlines Rally, do Azores Trail Run, do Canyoning International Meeting in Azores ou do ISA World Junior Surfing Championship, entre outras. Apesar do óptimo trabalho realiza- do, as opiniões também descreveram

a sua insatisfação pela repetição da imagem do stand açoriano de há já alguns anos.

O

EMPRESÁRIO FAIALENSE
QUEHÁMAISANOSPARTI-

CIPA NA BTL

Carlos Morais é empresário na ilha

do Faial e presidente da Câmara do Comércio e Industria da Horta

(CCIH),ehácercade25anosquepar-

ticipa na bTL, dos 28 em que ela já se realiza.

O empresário, em declarações aos

jornais locais, não deixou de mencio-

nar a fraca participação das empresas faialenses: “não verifico muitas empresas do Faial na bTL”, disse, jus- tificando “mas penso que também terá um pouco a ver com a data da bTL deste ano, foi em março e muito próximo da Páscoa, portanto não vimos promover nesta altura esta parte das férias da Páscoa e o verão que também já tem muitas reservas,

ou pode dever-se simplesmente ao facto de que as empresas preferirem promover-se de outra forma”, expli- cou. Carlos Morais, no papel de empre- sário, falou também das acessibilida- des aéreas que continuam a ser um

entrave à entrada de turistas no Faial. “Este ano temos uma situação dife- rente em relação ao ano passado, em que tínhamos a saída de uma compa- nhia aérea e entrada de outra, onde houve alguma confusão, entre aspas, sobre essa situação e este ano está mais estabilizado. Contudo, conti- nuamos a achar que a Horta quer 14 voos da SATA durante os meses de julho e agosto. Não dizemos isto por acaso, dizemos porque a taxa de ocu- pação da hotelaria tradicional nos meses de julho e agosto rondou os 72% em 2015, o que significa que ainda tínhamos cerca de 28% de ocu- pação disponível e isto é importante” constou o empresário. “O ano passado tínhamos 10 voos, este ano passámos para os 12, portan- to melhoramos em relação a 2015, mas continuamos a achar que temos capacidade para os 14 voos diretos com Lisboa como tínhamos anterior- mente, ou então porque não um novo destino, um voo direto da Horta para

o Porto?” afirmou Morais, realçando

que seria abrangido um grande mer- cado de turistas das ilhas do Triângulo e das Flores.

O presidente da CCIH disse ainda:

“vamos continuar a reivindicar essas situações porque achamos que tam- bém tem que haver algumas preocu- pações em relação a outras ilhas mais

CARLOS

MORAIS

-

DR
DR

pequenas, com mais dificuldades e por vezes com menos promoção” salientou. Em relação ainda às acessibilidades

o empresário considera que o preço é

outro entrave, “sei que em relação à

SATAhá um aumento de frequências essencialmente para a Horta, mas esse aumento não se verificou nos voos para Lisboa e o preço elevado também é uma condicionante, a rela- ção preço qualidade é muito impor- tante”. Carlos Morais considera que a bTL

é uma feira muito importante pois “é

onde existe a maior concentração de operadores nacionais e estrangeiros e nós, empresários, nesse sentido con- seguimos, sem sair daqui da bTL, encontrar todos os nossos parceiros de negócio e conseguimos resolver e promover algumas situações. A bTL

no fundo é isto, é tentar promover as nossas empresas, tentar encontrar novos parceiros de negócio, mas não

é fácil por vezes, a não ser que haja novos operadores a entrar na área

porque aqueles que já existem, tem já o seu canal de receção e por vezes é difícil alterar essas situações” expli- cou.

JOSÉ LEONARDO SILVA

APRESENTOU DEGUSTA-

ÇÃO

TRIANGULO

José Leonardo Silva, presidente da Associação de Municípios do Triangulo (AMT) deu voz á apresen- tação de uma degustação que apre- sentou aos presentes uma série de produtos regionais, confecionados especificamente nas ilhas do Triângulo: Faial, Pico e São Jorge. Em declarações à comunicação social faialense o presidente revelou:

DO

DE

PRODUTOS

“esta nossa presença simbólica marca uma nova realidade da AMT e uma nova realidade para o Triângulo. “AAMT esteve algum tempo estag- nada e os seis municípios neste man- dato optaram por reativar e marcar de uma maneira diferenciadora a promoção do Triângulo”.

A degustação dos produtos destas três ilhas teve por objetivo chamar a atenção do público para o incentivo à visita do Triângulo, pois para além das paisagens, a gastronomia é um dos grandes fatores de influência no turismo. José Leonardo Silva considera que “um dos melhores locais para apare- cermos é a bTL, e por isso esta demonstração de produtos, nesta que é a maior feira do país. Os objetivos da AMT não se limitam apenas a esta degustação”, confidenciou, anun- ciando ainda que para o ano preten- dem marcar presença não só na bTL, como em outras feiras, “com o intuito de promover fortemente o Triângulo, dentro do contexto dos Açores, mas referenciando aquilo que são as mais- valias destas três ilhas, que são as úni- cas com noção de Arquipélago no sentido de proximidade, com acessi- bilidades marítimas que penso que por um preço muito reduzido nos transportamporestastrêsilhasmuito diferentes mas que no fundo se com-

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mar a

tivo à

plementam” disse o responsável.

“A promoção do Triângulo passa

por mostrar o potencial diferenciador das outras ilhas, no sentido da deslo- cação ser mais acessível entre Faial, Pico e São Jorge, e em mais ilha nenhuma se ter tanta noção de Arquipélago como no Triângulo” salientou José Leonardo. Em relação ao Stand dos Açores na bTL, o presidente da Câmara da Horta revelou ter gostado, apesar da imagem já “gasta” salientando “a minha única apreciação é que nós temos que nos promover enquanto

Açores”.

SATA TEM NOVA IMA- GEM: AZORES AIRLINES

No ano em que comemora o seu 75.º aniversário a SATA apresentou, na bolsa de Turismo de Lisboa 2016 (bTL), a sua nova imagem, designada agora por Azores Airlines. Paulo Menezes, Presidente do Grupo SATA, falou aos presentes da nova imagem da SATA, revelando que a nova imagem da companhia aérea já tinha sido apresentada em New bedford em janeiro. Aimagem agora usada é a barbata- nacaudaldeumabaleia,imagemque considera “um símbolo identitário indiscutível dosAçores”, onde preva- lece a cor verde ao azul já utilizado pela SATA, no intuito de incluir o verde presente nas paisagens açoria- nas. Ao que acrescentou “a baleia, tal como nós, cruza oceanos e conhece o arquipélago”.

3.ª EDIÇÃO DO AZORES

TRAILRUN2016APRESEN-

TADA NA BTL

Aprova que tem vindo a dar cartas nos últimos dois anos no circuito mundial de trail running também foi apresentada na bTL na passada semana: o Azores Trail Run 2016. Quem deu o mote a esta apresenta- ção foi Mário Leal, o diretor de prova e o principal responsável pelo ATR. Aficionado deste desporto há vários anos, foi com entusiasmo que falou das novidades para a 3ª edição

além deste grande evento.

é um

ia no

Mário Leal revelou que a prova

será realizada a 28 de maio e que para além das já conhecidas provas de 22 e

a

que

48 km, “trilho dos 10 Vulcões” e

pare-

“Faial Costa a Costa”, e do “Family

 

esta

Trail”, um percurso de 10km para

a

que

todos aqueles que queiram participar

tivos

com a sua família num percurso mais

a

esta

acessível até para as crianças, o

nun-

Azores Trail Run integrará o Trail Ilha

eten-

Azul, uma prova com 70 km que

bTL,

pontuará para o Monte branco 2017.

tuito

O

evento desportivo nasceu no

gulo,

Faial em 2014 e na 1ª edição, com 200

mas

atletas de 14 nacionalidades, oAzores

mais-

Trail Run mostrou que teria “pernas

s

úni-

para andar”.

o

no

Em 2015, na 2ª edição, ultrapassou

cessi-

os 500 inscritos e a prova passou a

 

que

fazer parte dos circuitos mundiais de

nos

ultra trail, pontuando para o Ultra

muito

Trail de Monte branco, uma das mais

com-

prestigiadas provas a nível interna-

cional. Em 2015 surge também a prova Triangle Adventure, composta por três ilhas, como o próprio nome indi-

ca as ilhas do Triângulo, Faial Pico e São Jorge. Ilhas que com a particulari- dade de serem bem próximas e com trilhos distintos deram origem a mais uma prova incrível. Os atletas que participaram na prova Triangle Adventure mostra- ram-se maravilhados por correrem por sítios como o Vulcão dos Capelinhos no Faial, a montanha e a paisagem da Cultura da Vinha na Ilha do Pico, classificada como Património Mundial pela UNESCO e

a Caldeira de Santo Cristo em São Jorge.

A 3.º edição deste evento já conta

com 550 inscritos, de 17 nacionalida- des e promete pôr novamente o Faial na “boca do mundo”.

HERMAN JOSÉ E DENGAZ NA SEMANA DO MAR 2016

À semelhança de anos anteriores, o

presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH), José Leonardo Silva, apresentou na bolsa de Turismo de Lisboa, dois dos nomes que farão

parte do cartaz do festival náutico da Semana do Mar.

A grande novidade foi ter um dos

cabeça de cartaz nessa apresentação. Herman José visitou o stand dos Açores na bTLe ao lado do presiden-

te da CMH deu o pontapé de saída

para a grande festa da ilha do Faial. José Leonardo Silva salientou o facto de Herman José ser uma figura incontornável, com grande presença nos meios de comunicação social, que fará uma forte promoção da Semana

do Mar, para além do espetáculo que considera “muito adequado”. Outro nome anunciado, foi Dengaz, um grupo de grande rele- vância neste momento nos top’s nacionais e que considera abranger as faixas etárias mais jovens, lembrando que a CMH se empenhou para pro- porcionar entretenimentos adequa- dos a todas as faixas etárias. José Leonardo Silva adiantou que o

resto do cartaz será apresentado no início de abril, lembrando que a cons- tituição dos cartazes conta sempre com a vertente económica que tem por norma “fazer algum investimen- to, não um gasto de milhões, mas que tenha algum retorno económico”. O edil disse ainda que este ano colocaram à disposição dos empresá- rios a gestão da tenda no parque da Alagoa, onde pretendem ter pelo menos dois DJ’s de nome internacio- nal,comintuitodechegaràscamadas mais jovens da população faialense e

visitantes.

O presidente revelou que no ano

passado, em relação à tenda, “houve coisas que correram menos bem, as expetativas em relação às entradas no local eram grandes e assim não acon- teceu”, nesse sentido serão reunidos esforços para concretizar algumas mudanças e proporcionar à juventu-

de noites de muita animação.

Núcleo da Liga Portuguesa Contra o Cancro promove “Comer bem dá saúde”

O Núcleo Regional da Liga

Portuguesa Contra o Cancro, vai a

associar-seà3.ªediçãodacampanha

nacional “Comer bem dá Saúde” e

vaiimplementarnosestabelecimen-

tos de ensino do 1.º ciclo da Região

estaaçãocomvistaafomentarhábi-

tos saudáveis na alimentação.

“A Liga Portuguesa Contra o

Cancro (LPCC), acompanhando as preocupações da atualidade, está empenhada em fomentar hábitos saudáveis na alimentação, tendo como objetivo iniciar uma campa-

nha para as crianças do 1º Ciclo do

Ensinobásico,ouseja,entreos6eos

10 anos de idade”, lê-se na nota enviada às redações.

Neste sentido, durante cinco

quintas-feiras de Fevereiro a Março

o Núcleo Regional dos Açores vai

apoiar 1075 crianças de três ilhas,

DR

dos Açores vai apoiar 1075 crianças de três ilhas, DR quefrequentamo1ºCiclodoEnsino básico, oferecendo-lhes no

quefrequentamo1ºCiclodoEnsino

básico, oferecendo-lhes no refeitório opções de alimentação saudável. Para dar continuidade à campa- nha, a LPCC conta com a colabora- ção das escolas, que nas quintas fei- ras em que decorre a ação deverá disponibilizar os alimentos progra- mados e o docente responsável pelo grupo de alunos deve alertá-los, para a importância do alimento em

causaeverificarquealunosoconso- António José D’Ávila e envolve 72

mem.

OKsemprequeforconsumidooali-

figuram quadrados para marcar o

Os alunos envolvidos nesta Campanha recebem o cartão onde

mentododiaeumímancomaroda dosalimentoseaquelesquetiverem cumprido o programa no fim do mês recebem o Diploma de “Herói Saudável”. No Faial a campanha irá decorrer na Escola básica e Integrada

alunos.

SG

Governo dos Açores investe 160 mil euros na proteção ao

acesso do Porto do Salão

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, através da Direção Regional dosAssuntos do Mar, iniciou os procedimentos de contratação de uma empreitada

para a proteção e a reabilitação do acesso ao porto do Salão, na ilha do Faial. Segundo o Diretor Regional dos Assuntos do Mar, que visitou hoje

o local, "as intervenções previstas,

que correspondem a um investi- mento na ordem dos 160 mil euros, consistem na construção de um passadiço com guarda corrida do lado da falésia, para ligação ao início da rampa com as escadas laterais".

"Será também levada a cabo a

DR
DR

demolição e a reconstrução da escada existente, atualmente dani- ficada, e a construção de um muro de vedação em betão-armado, que tem o propósito de limitar o aces- so de pessoas a uma zona onde existem episódios de queda de

material da encosta", adiantou Filipe Porteiro. Esta obra, prevista na Carta Regional das Obras Públicas, terá um prazo de execução de 90 dias após a consignação. MJS

Cadeia da Horta pode ter apoio para reabilitação

Estáemabertoapossibilidadede intervenção na cadeia da Horta, a

garantia foi dada pelos deputados do PS/ Açores na Assembleia da República, e reafirmaram o com- promissoeadecisãopolíticadedar inícioaoprocessoparaaconstrução do novo estabelecimento prisional

dePontaDelgadaaindanestalegis-

latura. As declarações feitas por Carlos César, quando visitou a delegação regional da Ordem dos Advogados, mantêm-se sendo que na altura disse “o Governo da República já decidiu iniciar o pro- cessodeconstruçãodanovacadeia de Ponta Delgada nesta legislatu- ra”.

Os deputados socialistas lem-

bramqueaspreocupaçõesdoante-

rior Governo, do PSD, não passa- ram disso mesmo “preocupações”, esalientamqueoanteriorGoverno nada fez pelo estabelecimento pri- sionaldePontaDelgada,constando que não houve nenhuma iniciativa

em relação a este assunto por parte do Ministério da Justiça (MJ) do Governo PSD/CDS.

O PS/Açores na República diz

estranhar a súbita preocupação do PSD/Açores acerca deste assunto,

quer em Ponta Delgada que com o Estabelecimento Prisional da

Horta, uma vez que nada fizeram para contrariar a situação atual.

Os deputados socialistas susten-

taram que a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, informou, aquando do debate na especialida- de do Orçamento do Estados para 2016, que para Ponta Delgada “ prevê a programação imediata de intervenção,anunciandooiníciodo processo para encontrar terreno e elaboração do projeto, visando a construção do novo estabelecimen- to prisional”.

No que diz respeito à cadeia da Horta, e apesar de esta obra não estarinscritanoPlanoeOrçamento, FranciscaVanDunem,registouesta necessidade e deixou em aberto a possibilidade de intervenção ser realizada através do fundo de

modernização existente no MJ.

11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 6

O6 NOTICIAS 11 DE MARÇO DE 2016 T r i b u n a d
O6
NOTICIAS
11 DE MARÇO DE 2016
T r i b u n a
d a s
I l h a s
11 DE MARÇO DE 2016 T r i b u n a d a s I

Tatiana Meirinho

tatiana.tribunadasilhas@gmail.com

“Casa da baía” abriu portas na passada sexta-feira, dia 4 de

março, e é a primeira guest house

a abrir na ilha do Faial, um concei-

to novo na ilha e “um pouco dife-

rente”, é assim que a proprietária Ana Marisa Goulart classifica o seu projeto. A casa onde nasceu este projeto

já pertencia a Ana Marisa que

decidiu apostar na reorganização

do espaço e criar “algo direciona-

do para os turistas”, a proprietária

contou que este projeto surgiu

pelo facto de gostar de lidar com

as pessoas “de fora” e ter gosto em

mostrar a terra e assim ter uma ligação com o exterior, a quem visita a ilha do Faial. Ana Marisa Goulart é a mentora deste projeto e proprietária da “Casa da baía”, explicou que a guest house oferece ao público um

A primeira guest house do Faial

DR

oferece ao público um A primeira guest house do Faial DR alojamento mais barato que um

alojamento mais barato que um hotel, mas que também não é uma pensão. Aproprietária diz que procurou um conceito diferente para a sua guest house quis criar um sítio calmo e “clean” e simples, apos- tou no conforto, e tirou proveito

da belíssima paisagem sobre a baía da Horta.

A “Casa da baía” tem quartos

de banho com quarto de banho

privativo, durante a época média

e alta há pequeno-almoço, na

época baixa só é feito a pedido do hóspede, no entanto a cozinha

DR

só é feito a pedido do hóspede, no entanto a cozinha DR está completamente equipada com

está completamente equipada com eletrodomésticos onde é pos- sível cada hospede fazer o seu pequeno-almoço, almoço ou jan- tar, e é um espaço comum a todos

os hospedes. Outro espaço comum a todos os hóspedes é a sala de estar, com televisão e uma

biblioteca com predominância sobre os livros ligados ao mar e à região.

Ana Marisa revela que as expe- tativas para o seu negócio são altas e que vai ter aceitação por ter uma oferta diferente, por enquan- to a proprietária aproveita as redes sociais e sites de turismo para publicitar o novo espaço mas revela que brevemente vai ter o site da “Casa da baía” onde será possível conhecer o espaço e reali- zar pré-reservas.

O SPORTING GANHOU! Coisasqueacontecemnamúsica emMarço

Em 2015, durante 33 dias conse- cutivos, benjamim e outros com-

varandas, esplanadas, coretos,

ções sobre isso”. É neste mundo real que benjamim quer estar,

Música Vadia, promovem e que, por serem especiais, são, acres-

panheiros de viagem tocaram Auto Rádio em todo o lado:

perto das pessoas, onde há espaço e liberdade para escrever canções que chegam a elas: “nós fomos

centa energicamente benjamim, “absolutamente essenciais!”. “O facto de virmos aqui tocar

cafés, festivais de música, auditó-

este Verão que nem loucos por

encheu-nos de felicidade! É

mas não

em cima de um calhau, no meio

rios, janelas de casas

todo o país para levar música às pessoas, para ‘nós’ falarmos com

essencial para mim, enquanto músico, que haja um sítio assim,

do mar. Aconteceu sábado passa-

as

pessoas e para as conhecermos.

porque isto também forma a

do, no Sporting Clube da Horta.

E,

portanto, o único sítio onde eu

minha música. Eu espero que

O

primeiro concerto da segunda

quero chegar é onde estou agora,

continue a haver espaços destes,

edição da MúMa – Temporada de Música em Março trouxe ao Faial

um rapaz novo, de olhar inquieto

e profundo, com um caminho ao

contrário das tendências domi- nantes – talvez por isso, a maioria das pessoas que foram ao concer-

to mal o conheciam. benjamim,

que já foi Walter benjamin (o filó- sofo) e na verdade é Luís Nunes,

trocou a cidade grande (Londres) pela vila (Alvito, no Alentejo). Trocou porque queria escrever e cantar canções em português, “uma experiência absolutamente transformadora e libertadora”, que se entranhou na sua vida e na sua música. As canções de

benjamim falam de coisas que não podem ser escritas em inglês:

histórias do Ultramar, pessoas como o Quinito, que encontra todos os dias no café e todos os dias lhe fala da Guiné. Então, Auto Rádio (Pataca Discos, 2015)

é um disco político? “Eu acho que

é um disco de consciência, tem a

ver com a nossa identidade, com aquilo que nós somos. Ainda hoje há não-sei-quantos ‘quinitos’ espalhados por aí e não há can-

é onde posso fazer isso”. No

“agora” da MúMa, benjamim, acompanhado por António Dias,

criou um ambiente de salão de baile dos tempos modernos, com canções densas e notas de ternu-

ra, num concerto em que mistu-

rou doses cáusticas de electrónica com rasgos quase românticos de guitarra, para afirmar, sem pre- conceitos, a raiz urbana da sua música mas tam- bém para construir o tal espaço de proximidade que lhe permite comuni- car com as pessoas – coi- sas tão importantes e necessárias como “a ver- gonha política absoluta- mente aterradora que se está a passar na Europa”, de que fala Terra Firme, uma canção inédita sobre

o problema dos refugia-

dos, que benjamim ofere-

ceu ao público, na primei-

ra das 5 noites da MúMa

2016. Coisas raras, que projectos como este, nas- cido no Faial pela mão da

Associação Cultural

não só aqui mas por todo o país”.

O Sporting (da Horta), que é

como quem diz o Faial, ganhou

na liga MúMa - um campeonato

em que só joga a boa música por-

tuguesa e em que ganham todos

os que forem capazes de abrir o

coração (e a cabeça) ao que é

novo.

DR

de abrir o coração (e a cabeça) ao que é novo. DR Extensão do festival TREMOR

Extensão do festival TREMOR – SARA CRUZ e KING JOHN

A MÚMA – MÚsica em Março

- é uma temporada de música

organizada pela Associação Cultural Música Vadia (MV) que quer contribuir para a dinâ- mica cultural da cidade da Horta e do Faial, quer por as gentes despertas, activas e feli- zes. Tudo isto contornando o

espírito taciturno da época baixa, claro está! O TREMOR é uma festa de música que invade anualmente a Ilha de São Miguel, e todo o Centro Histórico de Ponta Delgada, maior cidade dos Açores. Este ano, as duas iniciativas ocorrem no mês de Março e com as dife-

renças e semelhanças que as unem, não podiam ficar de cos- tas voltadas (aliás, a MV tem por hábito promover encontros entre grupos de trabalho e enti- dades – por isso temos a Associação cutlural FAZENDO como co-produtor e o Sporting Club da Horta como parceiro desta temporada de música). Neste contexto, criámos conver- gências, que se querem maiores em edições futuras, que resulta- ram na vinda de dois projectos musicais bandeira do TRE- MOR, que concretizaram uma tour recentemente por Lisboa, Porto e Londres. Estou a falar da Sara Cruz e do King John. Dela dizem assim “Sara Cruz tem 20 anos - baterista, guitar-

rista e cantora e compositora,

tocou um pouco por todos os Açores desde 2013. As suas can- ções reflectem a sua experiência com amores e desamores, reple- tas de leveza e humor. Afolk é o chão para a sua voz de veludo que suavemente se impregna nas nossas cabeças com ternura e juventude” e dele afirmam “King John surge como um solo que percorre o braço da guitar- ra até ao coração de quem o ouve. Alter ego de António Alves, cantor, escritor e multi- instrumentalista que interpreta e dá alma aos temas de blues e Rock’n’Roll. O sentimento e honestidade impostos nas letras demonstram que o cami- nho de King John é traçado através da descoberta com os valores do passado, não como um Rei mas como uma Voz do povo.” Depois, quando parti- rem, levarão eles um pouco da MÚMA até Ponta Delgada, completando-se assim a parti- lha desejada. Perante isto, coloca-se a ques- tão: não se sentem curiosos e com vontade de ir à MUMA, no Sporting Club da Horta, no pró- ximo Sábado, dia 12, pelas

23horas?

Estamos lá à vossa espera. A SARA e o KING JOHN tam- bém.

Miguel Machete (MV)

11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 7

D E S P O R T O 11 DE MARÇO DE 2016 O7 T
D E S P O R T O
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O7
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BASQUETEBOL

 

TÉNIS

 

Sub14doAtléticosagra-se

 

MaurícioBrancovence

 

campeãdaABIFP

 

TorneioTénissub14

 

DR

do FSC.

 

Decorreu, no passado

DR
DR

com Rodrigo Costa. O Clube de Ténis do

sub18, no fim de semana de 11 a 13 de Março.

 

O

plantel alvi-negro é

fim de semana, o 1º tor-

orientado por Ana Filipa Teixeira e tem como dire- tor Joel Francisco. beatriz Freitas, Catarina

orientado por Ana Filipa Teixeira e tem como dire- tor Joel Francisco. beatriz Freitas, Catarina Pereira, Carolina Albardeiro, Carolina Neves, Daniela Martins, Fabiana Jorge, Gabriela Silveira, Inês Morais, Laura Dutra, Marisol Garcia, Raquel Melo, Rafaela Ramos e Verónica Cabral são as magníficas

sub14.

neio de ténis da presente época, no escalão sub14, nas instalações do Clube

de

Ténis do Faial.

O torneio contou com a presença de sete partici- pantes, todos eles alunos da escola de ténis do clube: Rodrigo Costa, João Mendonça, Filipe Sousa, Rui brum, Marta Cameirão, Isabel Rosa e Maurício branco. Na final, a vitória sorriu

Maurício branco, tendo disputado o jogo decisivo

a

Faial terá novo torneio, desta vez na categoria de

 
 

As basquetebolistas do

Associação de basquetebol

Em maio o AAC disputa o Campeonato regional de

MJS

Angústias Atlético Clube (AAC), sagraram-se cam-

da

das Ilhas do Faial e Pico. Esta prova foi disputada pelas equipas do AAC e

basquetebol. A prova decorrer na ilha do Faial. MJS

 

JoséBaptistaeAndreaMota

 

peãs

do

campeonato

DR MarcoMedeiros Sandro Laranjo vencem VII Rali do Canal
DR
MarcoMedeiros
Sandro Laranjo
vencem
VII Rali do Canal
 

vencemIITrailNoturnodo

MontedaGuia

 

José Baptista do CIAIA e Andrea Mota foram os grandes vencedores Trail Noturno do Monte da Guia, que reuniu quase uma centena de atletas divididos entre as modalidades de trail running e caminhada. Com condições climatéricas ótimas para a prática da modalidade, a prova teve início junto à Escola Secundária Manuel de Arriaga (ESMA) e terminou junto à Casa dos Dabney, no Monte da Guia.

No serão de sexta feira, 4 de fevereiro, realizou-se a segunda edição do Trail Noturno do Monte da Guia, organizado pelo Clube Independente de Atletismo da Ilha Azul (CIAIA), em parceria com o Parque Natural. Dos cerca de 100 partici-

DR
DR
 

A

dupla Marco

Canal e para o Troféu Paulo Jorge Raposo. Marco Silva e Sandro

diferença. Para recuperar o segundo

lugar, Paulo Silva forçou o andamento na última pas-

pantes, 44 atletas alinharam

Medeiros/Sandro Laranjo, em Citroen Saxo CUP, ven- ceu, o VII Rali do Canal – Além Mar, beneficiando da

partida na prova de trail

running nos trilhos do Monte da Guia e Monte Queimado, num total de cerca de 11 kms, e os restan- tes integraram a “Caminhada Noturna do

à

Laranjo completaram os

sagem

pelo

lão. Entre os femininos, Andrea Mota, destacou-se vencendo com larga vanta- gem as outras atletas em

velmente satisfeitos, na ceri- mónia de entrega de pré- mios, que contou com a pre- sença do diretor do Parque Natural do Faial, João Melo, que também realizou a

desistência, logo no início da prova, de José Paula/Miguel Ribeiro, em Mitsubishi Lancer EVO IX,

quatro troços do VII Rali do Canal – Além Mar (duas passagens entre Vulcão dos Capelinhos e o Varadouro e outras duas em sentido

inverso), em 17 minutos, 22 segundos e 5 décimas. Em segundo lugar, nesta prova, organizada pelo CAF (Clube Automóvel do Faial), ficou a dupla faialen- se Paulo Silva/Luís Lisboa, em Toyota Yaris, a 25,3 segundos dos primeiros, vencendo também a Classe 2, para viaturas até 1.400 centímetros cúbicos de cilindrada. Paulo Silva protagonizou uma acessa luta pelo 2º lugar da classificação com outra dupla faialense, Carlos Oliveira/Flávio Mota, em Opel Corsa, que

no início do último troço estava no segundo posto da geral, lugar que acabaria por perder, por apenas 3 segundos e 6 décimas de

Varadouro/Capelinhos, sendo mesmo mais rápido que Marco Medeiros, o ven-

cedor do Rali, que terminou a prova com um amortece- dor partido.

4º lugar da geral ficou

Luís Fialho e Daniel Rodrigues, em Toyota Yaris, com o tempo total de 18 minutos, 9 segundos e 5 décimas, e em 5º lugar, Mário Rui Nunes e Carlos Rodrigues, em Nissan Micra, que regressaram este ano à competição. Sérgio Rosa/Rui Correia, em Renault Clio, José Salgado/Emanuel Silva, em Suzuki Swift, e Viviana Azevedo/Fátima Silveira, em Opel Corsa, completam por esta ordem, a classifica- ção do VV Rali do Canal – Além Mar. Dos dez pilotos inscritos nesta prova, apenas oito ter- minaram. MJS/CAF

No

 

Monte da Guia – pais e filhos”, que decorreu em simultâneo, promovida pelo Parque Natural e pela Associação de Pais da ESMA. Os atletas masculinos do CIAIA destacaram-se nesta

prova. José baptista não teve dificuldades em vencer. Foi

competição. Lina Nunes foi

o

principal favorito à vitó-

a

segunda classificada e

prova. Ao Tribuna das Ilhas, o responsável pelo Parque Natural, mostrou-se satisfei- to pelo número de partici- pantes, adiantando que “a prova correu bem”. Segundo o diretor, esta prova decorreu no âmbito do Parque Aberto com “vista a promover o Parque Natural do Faial junto da população em geral”. No entender de João Melo “existem cada vez mais pes- soas a fazer caminhadas e a praticar desporto de nature- za e a disfrutar dos trilhos, ido ao encontro ao objetivo principal que é a promoção do Parque Natural do Faial”, afirmou.

SG

ria. O piloto picoense, que neste rali beneficiava da ausência de Marco Silva, o

bi-campeão do Troféu de Ralis do Canal, tinha o caminho aberto para uma

Raquel Franco ocupou o último lugar do pódio. As atletas do CIAIA,

Carla Pereira e Susana Garcia, ocuparam o 1.º e o 2.º lugar do escalão F40, res- petivamente. Margarida Maria Pereira ocupou a ter-

previsível vitória no Rali do Canal, mas acabou por desistir, devido a avaria mecânica, ainda no decor- rer do primeiro troço.

primeiro da geral e o

melhor no seu escalão. Roberto Duarte, com dorsal 35, foi o segundo classifica- do da geral e segundo do escalão. Albino Pinho, fechou o pódio da geral e foi primei-

o

ceira posição do pódio neste escalão. Em M50, Francisco Salgueiro, foi o melhor, secundado por Vítor André. António Manuel Campos

aproveitou o azar

de José Paula foi o piloto micaelense Marco Medeiros, que faz dupla

Quem

foi

Aurora Azevedo termi- nou a prova em primeiro no escalão F50. Apenas com uma desis- tência entre os atletas que iniciaram a prova, não fal- tou a boa disposição e os atletas encontravam-se visi-

terceiro.

com o faialense Sandro

ro

no escalão M40, seguido

Laranjo, que acabou por ser

de perto por Carlos Garcia, que foi o quarto classificado da geral e segundo desta classe. João Paulo Pires clas- sificou-se em quinto da geral e foi o 3.º do seu esca-

o

mais rápido em três dos

quatro troços que compu- nham esta prova, a primeira desta temporada, a contar para a Troféu de Ralis do

11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 8

HUGO SILVA Faialense a dar cartas no mundo empresarial do futebol Hugo Silva é natural
HUGO SILVA
Faialense a dar cartas no mundo
empresarial do futebol
Hugo Silva é natural da ilha do Faial, começou a sua
carreira no mundo do futebol como jogador e mais tarde
como árbitro da Associação de Futebol da Horta.
Para seguir a carreira e o seu sonho foi para Lisboa na
época de 2006/2007, depois de 15 anos ligado à
arbitragem Hugo Silva envergou por outra área do mundo
do futebol.
O faialense dedica-se agora à sua empresa HS World que
agencia jogadores de futebol, treinadores e oferece ainda
uma panóplia de serviços ligados ao futebol e à luxury life.
Hugo Silva conversou com o TRIBUNA DAS ILHAS contou a sua
história e falou-nos da sua empresa e dos serviços que
tem ao dispor.

Tatiana Meirinho

tatiana.tribunadasilhas@gmail.com

- Como começou a sua vida no mundo do futebol? Começou em criança, sendo

certo que o futebol é o desporto favorito na maioria dos jovens,

e eu não fugi à regra.

- Foi jogador de futebol e só

depois passou a arbitrar. Porquê essa opção? Na altura fui convidado para tirar o curso de árbitro, e como no futebol as oportunidades eram limitadas, vi na carreira de árbitro uma oportunidade de continuar ligado à modali- dade.

- Está há 20 anos no mundo do

futebol. Como surgiu a oportu- nidade de sair da pequena ilha

do Faial e integrar o mundo do futebol na capital portuguesa? Foi a minha determinação alia- da á minha vontade de evoluir

e vencer, tanto a nível nacional

como internacional. Quero fazer história e ser motivo de orgulho para aqueles que me viram nascer.

- Foi para Lisboa para seguir a carreira de arbitragem, no entanto é empresário de joga-

dores de futebol? Como surgiu esta oportunidade?

Muito simples

que existem fui forçado a tomar decisões e prefiro não me alar-

gar mais relativamente a este assunto, mas não posso deixar

de referir que a arbitragem foi durante 15 anos uma grande escola de aprendizagens, uma “bíblia” enorme para a vida, como sempre amei o futebol quis marcar a diferença, segui uma carreira diferente, aliei a minha experiência em negócios

e optei por esta área. Como

os lobbies

com

tenho varias empresas, só juntei o útil ao agradável: futebol, pai-

xão, carreira.

- É presidente executivo da HSWorld, conseguiu formar esta empresa?

A HS World é um grupo em que

está a International Foot Agency

e a International Luxury Life.

Nasce do meu nome, HS: Hugo Silva e World significa o Meu Mundo. O segredo está no saber administrar, na capacidade de liderança e no saber consolidar

uma empresa. Sei muito bem o que quero e muito melhor o que não quero. A partir daí o cami- nho faz-se naturalmente, com determinação, humildade, ver- dade e perseverança. A implan- tação da minha empresa é baseada nos longos anos de futebol e na resolução e procura de soluções para as necessida- des e carências do mercado.

- A HS World agencia jogado- res de futebol e treinadores mas tem outros serviços. Quais são? Como já referi a HS World tem dois segmentos de negócio. A

IFA-International Foot Agency:

Agenciamento e gestão de car- reiras de jogadores e treinado- res, a internacionalização de jogadores, abrange outras ver- tentes do futebol, disponibili- zando uma panóplia enorme de serviços que vão uma vez mais

de encontro ao mundo do fute- bol. A aposta na formação da

pré-época realizando estágios nacionais e internacionais, jogos particulares durante a época, organização de torneios a nível nacional e internacional, traba- lha toda a comunicação, consul-

toria e marketing, tanto para o clube como para o atleta, tem a sua equipa de reportagem foto-

gráfica, gravação de jogos, edi- ção dos melhores momentos do jogador durante a época, elabo- ra os currículos para os jogado- res em vídeo, dispõe de todo o material desportivo para clubes

e atletas, tem um vasto leque de

opções em brindes e merchandi- sing, incluindo botas e canelei- ras personalizadas, desempenha um papel fundamental na for- mação e reciclagem, direciona formação personalizada às diversas posições em campo, como os observadores de jogos, mais conhecidos por “scou- tings”. Além desses trabalhos a International Luxury Life dis- põe de outro segmento aonde se podem encontrar disponíveis um conjunto de serviços tais

como: nutricionistas, médicos, advogados, psicólogos, Coaching, entre outros de forma

a oferecer o bem-estar e tranqui-

lidade direcionada a cada joga- dor, treinador, e seus familiares, acompanhando os e apoiando os em tudo o que for necessário no seu dia-a-dia.

- Como é gerir uma empresa

desta dimensão? É gratificante. Estou acompa- nhado de uma equipa dinâmica bem estruturada na área do Foot Agency e na área da Luxury Life, assim como no acompa- nhamento legal/financeiro. A competência das pessoas que

me acompanham nesta empresa tem sido de constante rigor e dedicação, levando ao sucesso de qualquer empresa. O segredo está na liderança, na vontade e motivação de todos os que tra- balham na HS World.

- Quais são os seus projetos

para o futuro? Criar uma empresa de referên- cia a nível mundial, em que todos nós, colaboradores, joga- dores e treinadores possamos realizar os nossos sonhos e ver alcançadas as nossas mais singe- las aspirações. A nível pessoal desejo apenas

poder ajudar os meus jogadores, treinadores, colaboradores, a chegar onde sempre sonharam. Fazer com que os seus sonhos se realizem, é a minha realização pessoal.

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11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 9

O P I N I Ã O 11 DE MARÇO DE 2016 O9 T r
O P I N I Ã O
11 DE MARÇO DE 2016
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RETALHOS DA NOSSA HISTÓRIA - CCXIX

Fernando Faria
Fernando Faria

E spírito culto e apaixonado da museologia e da etno- grafia, o professor

Manuel Dionísio foi, como vários dos seus colegas, um dos alunos formados na Escola Normal da Horta (1900-1926) que teve notó- ria participação na vida cultural e científica das comunidades em que trabalhou, em especial na ilha do Faial. Nasceu na actual freguesia da Ribeirinha, concelho das Lajes do Pico a 23 de Agosto de 1886, sendo filho de Manuel Quaresma Pimentel e de Maria de Jesus. Concluiu o curso de habilitação para o magistério primário em

1909 com a elevada classificação de 19 valores. Jovem docente, começou o exercício da profissão no distante concelho de Nordeste, ilha de São Miguel, transferindo- se depois – e sucessivamente - para escolas das freguesias faia- lenses de Cedros, Flamengos e Conceição da cidade da Horta. Escreveu muito, sendo colabora- dor de vários jornais, especial- mente do “Correio da Horta” e de “O Telégrafo” abordando, nos seus inúmeros artigos, assuntos de relevante interesse para as gentes das ilhas do Faial e Pico, neles sobressaindo os de carácter etno- gráfico e de história natural.

O professor Manuel Dionísio – no testemunho de quem o conhe- ceu – por ser “muito dado ao estu- do e perito em trabalhos de taxi- dermia”, cedo se ocupou “na organização de um Museu Escolar com finalidade pedagógica” 1 que rapidamente ampliou imprimin-

Professor Manuel Dionísio – etnógrafo e museologista

do-lhe uma feição regional. Ele era, de facto, um autodidac-

ta, que dando largas à sua natural curiosidade conseguiu reunir exemplares de história natural, recordações históricas, e, porque dotado de rara habilidade manual manifestada tanto na preparação

de

animais para o museu, como

na

feitura de modelos de vestuá-

rio, alfaias agrícolas, barcos e modelos de instrumentos, viu reconhecido o seu trabalho pelas entidades oficiais que lhe compra- ram as principais coleções da his- tória natural e etnográfica, as quais viriam a constituir o Museu

Municipal da Horta.

Localizado num acanhado 1.º andar de um edifício situado na

rua D. Pedro IV, abriria oficial- mente ao público em 11 de Agosto

1943 e teria como responsável

o seu criador, ou seja o professor Manuel Dionísio que, entretanto, havia sido “colocado na situação de inactividade em 3 de Março de 1940, sendo contados para a sua aposentação 22 anos de serviço” 2. Apesar da exiguidade das instala- ções e da escassez de recursos financeiros, aquele espaço que se anunciava sob a designação comum de “museu de história natural, etnográfica e folclore”, era devidamente apreciado por quem lá se deslocava, a avaliar pelos testemunhos exarados no respectivo “Livro de Visitantes”. Recorrendo ao conceituado jor-

nalista Raul Xavier- que as publi-

cou na edição de “O Telégrafo” de

de

que as publi- cou na edição de “O Telégrafo” de de 28 de Setembro de 1954

28 de Setembro de 1954 - aqui se reproduzem as apreciações de dois ilustres açorianos, o cardeal

D. José da Costa Nunes e o profes- sor doutor Vitorino Nemésio. Escreveu o eminente purpurado:

“Levo desta visita uma óptima impressão. Com tão poucos recur- sos, conseguiu o Sr. Professor Dionísio reunir no seu Museu uma interessante colecção de arti- gos regionais e aparelhos científi- cos, que revelam uma grande força de vontade digna de nota (…) Aqui deixo consignada a minha admiração pelo esforço, tenacidade e competência do organizador desta obra de cultura regional”.

Por sua vez, o celebrado autor de “Mau Tempo no Canal” deixou

o seguinte registo: “Este Museu é

um mundo abreviado. Quem o fez, se não possui completamente os métodos de antropologia e de

etnografia (apreciação que excede

a minha competência), tem sem

dúvida a profunda intuição das formas da vida humana na sua génese e evolução, e, sobretudo um raro talento para relacionar toda a extensão da morfologia da terra e do homem, a par de uma forte vocação para pôr o seu amplo e rico saber ao serviço da pedagogia e da vulgarização. Esta breve visita encantou-me”.

A par do desvelo com que se entregava ao seu Museu, Manuel Dionísio foi, como se disse, assí- duo articulista da imprensa faia- lense e autor do livro “Costumes Açorianos”, editado em 1937. Prefaciada pelo escritor Florêncio Terra, esta obra, é na opinião deste grande contista, “a descrição viva, minuciosa e fiel, de costumes, prá-

ticas, usanças, cancioneiro e dan- ças populares destas ilhas, realça- do o descritivo por algumas pági- nas entusiásticas referentes à nossa admirável história e pelo apuro e relevo literário que soube imprimir-lhe o autor, que junta, deste modo, qualidades distintas de escritor aos seus méritos já comprovados como preparador e sabedor de assuntos de História Natural, o que o seu ‘Museu’, notável sem dúvida, devidamente atesta”.

O director do Museu da Horta, Dr. Luís Menezes, numa das várias comunicações apresenta- das no 1.º Encontro das Instituições

Museológicas dos Açores realizado na cidade de Ponta Delgada em 1994 – e de que foi editado livro em 1996 – historiou detalhada- mente a evolução do património

museológico faialense. Com natu- ral conhecimento do assunto, o Dr. Luís Menezes, na sua interes- sante e longa comunicação, não deixou de referir o contributo pio- neiro de dois museus particulares que, na década de 40 do século XIX, existiram na ilha do Faial devidos à iniciativa e ao saber de “dois curiosos, um sargento da guarda-fiscal, Caetano Augusto Moniz, e um professor de instru- ção primária, Manuel Dionísio” informando que “as principais colecções de história natural e etnográfica do Museu Manuel Dionísio” estão guardadas no Museu da Horta. As primeiras são “essencialmente constituídas por espécies endémicas dos Açores, incluindo conchas, flora marinha, parte de esqueletos de animais

terrestres e marinhos, répteis, aves, ovos, fetos e má formações de diversos animais”, ao passo que as etnográficas são “colecções de moedas, armas, artesanato, diversos utensílios domésticos, modelos de embarcações e apetre- chos de pesca artesanal, em gran- de número de réplicas e na maior parte miniaturas, no que diz res- peito às tecnologias tradicionais do linho, lã e agrícola, e caixas ou tabuleiros construídos com meca- nismos de relojoaria ligados a bonecos que expressavam pela vestimenta e movimento o folclo- re regional”.

O Museu Municipal da Horta, com Manuel Dionísio a desempe- nhar o papel de “conservador”, apesar de se definir como elemen- to de cultura e factor de turismo, jamais conseguiu ter a vitalidade desejada pelo seu criador, acaban- do por encerrar definitivamente as suas instalações em finais da década de sessenta 3 . Entretanto, o professor Manuel Dionísio já não assistiu ao desapa- recimento do “seu” museu, pois falecera a 28 de Agosto de 1954 na sua casa do lugar das Fontainhas, Flamengos, vitimado por uma “miocardite reumatismal”. Tinha 68 anos e era casado com D.ª Maria Pinheiro Dionísio. 4

1 O Telégrafo, 28 Setembro 1954

2 Ibidem, 16 Maio 1940

3 Vd. Menezes, Luís, 1.º Encontro das

Instituições Museológicas dos Açores, P. Delgada 1994, pp. 40 a 48

4 Livro de Óbitos n.º 44, ano de 1954 concelho da Horta.

Sofia Ribeiro
Sofia Ribeiro

Esta semana foi aprovado por larga maioria, na Comissão do Emprego e Assuntos Sociais, o meu relatório sobre as prioridades Sociais e do Emprego do Semestre Europeu de 2016. Na próxima semana este relatório sobe a ple- nário, para apreciação por todos os Eurodeputados, e espero que obtenha a mesma aprovação, para que possa, então, condicionar as decisões do Conselho e da Comissão no que concerne ao Semestre Europeu, cuja fase de implementação iniciar-se-á de seguida. Nesta fase do Semestre Europeu definem-se as prioridades econó- micas e sociais europeias, a partir da qual são desenhadas e imple- mentadas as políticas dos Estados Membros. Perceberá, assim, o lei-

INVESTIR NO CAPITAL HUMANO

tor, a importância deste meu rela-

tório. Expressa as minhas priori- dades para a Europa na área social, que foram adaptadas, sem perderem a sua linha de orienta- ção, para cobrirem as propostas dos meus colegas representantes dos restantes grupos políticos, após intensas negociações que decorreram nas últimas semanas. Para mim, tem sido um trabalho muito estimulante e interessante, na medida em que tenho estado a debater e a negociar, ao mais alto nível, de que forma devem ser conduzidas as políticas europeias com o intuito de se valorizar as pessoas e de lhes conferir mais

oportunidades e um maior desen- volvimento. Um processo que é, em si mesmo, conexo com a minha anterior experiência e dedicação à vida sindical.

O desafio que se coloca no

Semestre Europeu é o de encon-

trarmos melhores soluções para uma maior estabilidade e para podermos alcançar um desenvol- vimento mais sustentado. A Europa social, que se encontra plasmada nos Tratados, tem que ter uma efectiva expressão nos Estados Membros. Mas não há Europa nem Estados verdadeira- mente sociais sem uma efectiva consolidação interna que maximi- ze o nosso potencial, de forma a podermos encontrar as correctas soluções para os cidadãos euro- peus. O desenvolvimento econó- mico e financeiro deve ter como primeiro e último objectivo o desenvolvimento do capital humano, mas tal não é possível sem uma forte consolidação, tam- bém económica e financeira que confira aos Estados Membros e à União Europeia a autonomia

necessária para o desenvolvimen- to das suas políticas sociais.

Temos que criar as condições necessárias para promover o emprego e isso passa em primeiro lugar por reformas estruturais nos domínios da educação e do mer- cado de trabalho, capacitando os nossos jovens para as necessida- des das empresas, em especial das micro, pequenas e médias empre- sas, e introduzindo reformas labo- rais adequadas às necessidades dos cidadãos e, também, das empresas, no respeito pela flexis- segurança. Temos, igualmente, de promover as necessárias condi- ções para o desenvolvimento das respostas sociais ao nível dos Estados Membros, ao longo de todas as gerações, mas em espe- cial na primeira infância e na ter- ceira idade. O desafio demográfi- co que se coloca actualmente à UE constitui, por sua vez, um desafio de sustentabilidade dos sistemas de segurança e de providência

social não apenas no presente, mas essencialmente no futuro, o que implica, por um lado, a rede- finição dos regimes de pensões e dos salários, que embora consti- tuindo uma competência exclusi- va dos Estados Membros, tem cada vez maior pertinência no contexto global europeu. Por outro lado, devemos também pro- mover o futuro através de investi- mentos bem orientados e devida- mente sustentados que permitam não apenas a potenciação do capi- tal público, como do privado. Pelo exposto, o meu relatório assenta no equilíbrio entre a eco- nomia social e de mercado firma- do em três pilares, nomeadamen- te as reformas estruturais, a con- solidação fiscal e os investimen- tos, em que o capital humano assume um papel transversal e prioritário.

11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 10

1O OPINIÃO 11 DE MARÇO DE 2016 T r i b u n a d
1O
OPINIÃO
11 DE MARÇO DE 2016
T r i b u n a
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Jorge Costa Pereira
Jorge Costa Pereira

1 . Na minha última crónica apresentei um conjunto de preocupantes conclusões

tiradas pelo Tribunal de Contas após a Auditoria que realizou às contas da SATA. E, que eu saiba, aquele Tribunal não é um partido da Oposição. É uma instituição independente e isenta. As suas conclusões são, por isso, passíveis de todo crédito e atenção. Quando aquele Tribunal diz coi- sas tão profundamente preocupan- tes como os membros do Conselho de Administração da SATA desco- nhecerem “o fundamento das deci- sões estratégicas tomadas entre 2009 e 2013”, pouco se pode dizer de mais grave sobre a sua competência. No fundo, o que o Tribunal de

Contas afirma é que a SATAdecidiu operar num conjunto de rotas alta- mente deficitárias e o seu Conselho de Administração não sabe porquê, nem sabe explicar porque tomou tal decisão.

2 . O mistério foi, depois, esclarecido, imaginem por quem – Vasco Cordeiro, o

A SATA, A AUTONOMIA E O FUTURO

Secretário Regional que tutelava a SATA. Explicou o agora Presidente do Governo, que na altura foramdadas “instruções à SATA para efetuar ligações aéreas deficitárias com o

objetivo de impedir que a crise no turismo açoriano tivesse maior dimensão”. “Foi por causa da SATA que há hotéis, restaurantes e empre- sas de rent-a-car abertos e foramsal- vos muitos postos de trabalho”, afir- mou Vasco Cordeiro. Em conclusão, e no fundo, o que Vasco Cordeiro quis explicar foi que colocou a SATA no precipício e no caos financeiro para salvar hotéis, restaurantes e rent-a-cars dos Açores, e respetivos funcionários…

3 . A gravidade destas justifi- cações praticamente passou sem comentário nem análise

nesta nossa sociedade açoriana cada vez mais alheada e amorfa. E a gravidade está, desde logo, no significado imediato das declara- ções de Vasco Cordeiro: a confissão de que a ingerência e as ordens dire- tas que o Governo dá à SATA atin- gem uma dimensão tal que nem os Administradores da empresa as sabem justificar nem explicar os

seus fundamentos! Depois, são afirmações graves porque, na prática, significam que Vasco Cordeiro escolheu afundar económica e financeiramente a SATA, uma empresa regional estra-

tégica e essencial a todas as ilhas dos Açores, a troco da eventual sobrevi- vência de hotéis, restaurantes e rent- a-cars. Mais: Vasco Cordeiro escolheu “salvar” emprego privado (do qual não é responsável direto) e “amea- çar” emprego público (do qual é diretamente responsável)!

4 . Mas as justificações de Vasco Cordeiro são ainda profundamente preocupan-

tes porque são bem reveladoras sobre o entendimento que existe hoje no poder político instituído sobre o que é essa realidade social e política que se chama Açores. Com efeito, Vasco Cordeiro (e a grande maioria dos políticos atuais) teima em usar o coletivo “Açores” para servir de chapéu protetor a decisões que nada tem a ver com a realidade das nossas nove ilhas. Aliás, cada vez mais, e com tristeza,

vemos esse coletivo que nos devia unir na diversidade, ser capturado

por interesses particulares e por uma visão distorcida do que é a nossa realidade múltipla. Com efeito, quando Vasco Cordeiro afirma que usou a SATA para salvar o Turismo nos Açores e que foi por causa da SATA que há hotéis, restaurantes e empresas de rent-a-car abertos e que foram sal- vosmuitospostosdetrabalho, natu- ralmente e com propriedade, ele

não se refere aos Açores – refere-se quase exclusivamente a uma ilha e, se quisermos ser simpáticos, pon- tualmente, a duas ilhas das nove que compõem a nossa Região. 5. E a questão é mesmo essa: justi- fica-se, tem sentido, é aceitável,

hipotecar-seumaempresaestratégi-

ca e essencial para a nossa Região, como a SATA, que é o garante das nossas ligações internas e externas, a troco da sobrevivência pontual de hotéis, restaurantes e rent-a-cars de quase só uma ilha dos Açores? É que nem sequer preocupação houve do Governo em possibilitar que esse eventual fluxo que viria dessas novas rotas fosse distribuído pelas demais ilhas dos Açores.

Mais: não é a primeira vez que dinheiros públicos avantajadíssi-

mos são usados em transportar

turistas para encher hotéis numa ilha dos Açores, esquecendo-se

sempreapossibilidadedasuaredis-

tribuição interna – quem não se recorda, no passado recente, das operações “charter” com os países nórdicos? 6. Aminha leitura desta e de mui- tas outras opções governativas des- tas últimas décadas, infelizmente, só me tem feito reforçar a ideia de que se desistiu de conciliar a reali- dade “ilha” com a realidade “região”, o crescimento rápido de uns com o direito ao crescimento dos outros, as realidades demográ- ficas e estatísticas com a dimensão humana e social do desenvolvimen- to. Também por causa disso, a nossa Autonomia está a perder a sua alma, está a perder as pessoas e é cada vez menos um desígnio que une todos osAçorianos. Porque esta Autonomia só terá futuro enquanto nela todas as ilhas se sentirem trata- das com justiça e equidade. Não nos esqueçamos nunca que a História nos ensina que houve ilhas dos Açores que, quando tiveram de escolher entre centralismos, não escolheram o mais próximo…

07.03.2016

Ricardo Cunha Teixeira
Ricardo Cunha Teixeira

A s bordadeiras que traba-

lham em crivo usam teci-

dosdesfiadosnahorizontal

Os bordados de crivo da Dona Salomé Vieira (Parte I)

DR
DR

ção dos “Novos Desafios”, iniciativa da Câmara Municipal da Horta. Essa edição decorreu na freguesia dos Cedros e reuniu cerca de 25 forman- das. Salomé Vieira recorda também muitas das exposições de artesanato em que participou ao longo dos anos:

“Para além do Faial, já estive em S. Miguel, Terceira, S. Jorge, S. Maria e Pico. Participei na Feira Internacional deArtesanatonoParquedasNaçõese no Festival Nacional de Gastronomia de Santarém. Também já fui convida- da para expor os meus trabalhos nos EUA, nos estados de Rhode Island e Massachusetts. Em Massachusetts, estive em boston, New bedford, Fall River e Taunton.”. Salomé Vieira explica em traços gerais as diferentes fases de execução deumapeça: “Primeiro, deve-semar- car o tamanho do tecido a trabalhar consoante o tipo de peça que se pre- tende. Pode ser um pano de pão, um pano de tabuleiro, um naperon, uma

toalha,umlençol,etc.Depois,puxam-

se os fios nas zonas onde se pretende trabalhar o tecido.” Esta é a fase do

desfiar – vazar o tecido separando os

fiosecortandoparafazerosquadradi- dos com linha para produzir o dese-

dobordar–preencheralgunsquadra-

o desenho pretendido.” Esta é a fase

nhodesejado(Fig.3).“Depoisdeestar

o bordado pronto, retira-se a cartolina

efaz-seorematefinalàvolta,recortan-

do-seoexcessodepanoforadorema-

te.” Esta é a fase do casear – fazer o acabamento nas bordas para que o

tecidonãodesfie.NaFig.4,vemosum

trabalho finalizado. De notar que os bordados de crivo feitos em linho têm mais valor: “O fio

émaisresistenteeconferemaiordura-

Departamento

de

Matemática

taqueestiveramostrabalhosemrecor- ra@uac.pt

enavertical,queseparecemcomuma

peneiradearame,daíadesignaçãode

crivo. Os bordados sobre tecidos des- fiados são conhecidos desde longa data em quase todos os países da

Europa.Otrabalhoemcrivotemalgu-

matradiçãonosAçores.Contudo,esta arte está em perigo de desaparecer nãosónoArquipélago,comotambém além-fronteiras, nomeadamente no brasil, que acolheu esta tradição por mãosdeemigrantesaçorianasapartir

de1692.Foinossaintençãoexploraras

simetrias de alguns destes trabalhos. Neste contexto, estivemos à conversa

com a Dona Salomé Vieira, artesã e formadora dos bordados de crivo. Salomé Vieira é natural da ilha do

Faial.Aos18anos,começouaajudara

suasogra,MargaridadoVale,apuxar fios e a fazer bordados de crivo. A nossa artesã recorda com nostalgia os longos serões de trabalho: “bordei e puxeimuitosfiosapenascomaluzde um cadeeiro de petróleo! É um traba- lho que exige muita paciência e con-

centração.”. Aos 21 anos, Salomé começou a dar cursos de formação. Desdeentão,jádinamizounumerosas formações sobre bordados, costura, retalhos loucos e crivo: “Tive tantas formandas que já perdi a conta! Certamente várias centenas.”. Recentemente, em2013, Salomé dina- mizou nas Lajes do Pico umatelier de costura,patchworketrabalhosloucos.

Em2015,participouemmaisumaedi- o tecido quadriculado, de acordo com

nhos (Fig. 1). “O número de fios a puxar depende da grossura do linho. Em seguida, coloca-se a zona com os quadradinhos sobre um pedaço de cartolina azul, para fazer contraste, e coze-se a cartolina ao pano. Faz-se entãoorepasse.”Estaéafasedourdir – reforçar os lados dos quadradinhos comlinha(veradiagonaldotecidona Fig. 2). “Terminada esta fase, borda-se

bilidade à peça, para alémde ser mais fácil de executar. Noutro tipo de teci- do, os fios rebentamcomfacilidade.” Numa próxima oportunidade, ana-

lisaremosassimetriasdealgunstraba-

lhosdesenvolvidospelaDonaSalomé Vieira. No passado dia 8 de março, a fre-

guesia da Matriz celebrou mais um aniversário. A freguesia já conta com

502anosdeexistência.Asessãosolene

destacelebraçãodecorreupelas20h30,

naSociedadeAmordaPátria.Emdes- UniversidadedosAçores,ricardo.ec.teixei-

da

te de papel, da Dona Maria de Lourdes Pereira, as rendas tradicio- nais, da DonaAna baptista, os borda- dos de palha de trigo sobre tule, da DonaIsauraRodrigues,eosbordados de crivo, da Dona Salomé Vieira. Todos estas artesãs já viram os seus trabalhoscontempladosemartigosdo TRIbUNA DAS ILHAS ao longo dos últi- mos anos.

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INFORMAÇÃO 11 DE MARÇO DE 2016 11 T r i b u n a d
INFORMAÇÃO
11 DE MARÇO DE 2016
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A N O S S A G E N T E

Grupo Desportivo da Feteira Direção Presidente: Rui Manuel Melo Bulcão Castro Vice-Presidente: Tomás Manuel Goulart Silva Tesoureiro: Nuno Miguel Furtado Carvalho Secretária: Adenoalda Maria Melo Fortuna Diretores Desportivos - Ciclismo: Nilzo Alberto Fialho; Helder Manuel Soares Medeiros; Paulo Jorge Costa Ramos. Diretores Desportivos – Futebol: Dário Manuel Gonçalves Faria; Fábio Moules. Assembleia Geral Presidente: Hélio Paulo Soares dos Santos 1º Secretário: Joana Catarina Medeiros Santos 2º Secretário: Rui Pedro Furtado Carvalho Conselho Fiscal Presidente: Vitor José Câmara Andrade 1º Secretário: Elmano Valdemar Pereira Silva 2º Secretário: Elnora Maria Silva Amaral

A G E N D A

EVENTOS

INSCRIÇÕES - ARTE PARA TODOS TERÇA, 1 DE MARÇO, 00:00 – SEXTA, 29 DE ABRIL, 23:30

“A exposição «Arte para Todos» é um projeto que visa incentivar e promover

a inclusão dos artistas, independentemente do seu estado biopsicossocial, nas diferentes áreas artísticas, servindo de base para uma coesão comunitária e

social”

Regulamento e mais informações: www.accessazores.org Organização: Access Azores

OFICINA DE MODELAÇÃO TERÇA, 1 DE MARÇO, 00:00 – TERÇA, 15 DE MARÇO, 23:30 Museu da Horta Turmas: Pré escolar, 1.º e 2.º ciclos Marcações: Margarida.MA.Barreto@azores.gov.pt., 292 202 573 e 2920202 550 Organização: DR Cultura

OFICINA TEMÁTICA – CAROLINA BEATRIZ ÂNGELO – A PRIMEIRA MULHER A VOTAR EM PORTUGAL TERÇA, 1 DE MARÇO, 09:00 – SEXTA, 18 DE MARÇO, 16:00 Casa Manuel de Arriaga (mapa) Turmas: 3.º e 4.º ano do ciclo, 2.º e 3.º ciclo Marcações: Museu da Horta, e-mail: museu.horta.info@azores.gov.pt ou tele- fone: 292 202 576 Esta oficina pretende, entre outros aspetos, assinalar o dia da Mulher, que se celebra a 8 de Março e, fazer referência à história e ao papel de Beatriz Ângelo na primeira república, o seu desejo e luta pelo direito de votar, bem como ao movimento de mulheres republicanas Organização: DR Cultura

PINTA COMIGO - 1.ºEDIÇÃO SÁBADO, 12 DE MARÇO, 14:00 – 17:00 Uma só pintura feita por várias mãos Organização: Câmara Municipal da Horta e Urbhorta

“PÁSCOA NO PARQUE”

SÁBADO, 12 DE MARÇO, 15:00 – 16:30

O Parque Natural convida-o a usufruir de uma tarde

repleta de música nos centros ambientais do Monte da

Guia, Casa Dabney e Aquário do Porto Pim Organização: Parque Natural do Faial Parceria: Conservatório da Horta

BAILE DA VELHA - AFAMA SÁBADO, 12 DE MARÇO, 22:30 – 23:30 Pavilhão da JF da Feteira Grupo “Turma do Rodeio” As receitas revertem para os animais do canil Organização: AFAMA

U T IL ID A D E S

 

FARMÁCIAS

 

EMERGÊNCIAS -FAIAL

HOJE E AMANHÃ Farmácia Corrêa 292 292 968

i

Número Nacional de Socorro 112

DE 6 A 13 DE MARÇO Farmacia Ayres Pinheiro

DE 6 A 13 DE MARÇO Farmacia Ayres Pinheiro

 

h

Bombeiros Voluntários Faialenses

292 292 749

292

200 850

p

PSP - 292 208 510

 

o

Polícia Marítima 292 208 015 Telemóvel: 912 354 130

 

TRANSPORTES -

FAIAL

~

Proteção Civil 295401400/01

 

m

Linha de Saúde Pública 808211311

 

i

Unidade de Saúde da Ilha do Faial

jSATA - 292 202 310 292 292 290 Loja

A. de Taxistas da Ilha do Faial 292 391 300/ 500 oAtlanticoline 292 200 380

v

i

292

207 200

Hospital da Horta

292

201 000

C IN E M A

DR
DR

O CASO SPOTLIGHT

SEXTA-FEIRA, 11 DE MARÇO, 21H30 Teatro Faialense

De: Tom McCarthy Com: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, Stanley Tucci, John Slattery Género: Drama Outros dados: EUA, 2015, Cores, 129 min.

Sinopse:

A equipa “Spotlight” do jornal “Boston Globe” era formada por um conceituado grupo de jornalistas de investigação. Em finais de 2001, vêem-se a braços com um caso em que vários padres da Igreja Católica são acusados de abusos sexuais a crianças da comunidade. Ao investigarem a fundo, dão-se conta de décadas de encobrimento que envolve os mais altos níveis das instituições da cidade de Boston, seja a nível religioso ou mesmo político. Decididos a mostrar a verdade e a levar os responsáveis a tribunal, a equipa de jornalistas empenha-se em encontrar provas irrefutáveis. Para isso, entrevista vítimas, procura dados de arquivo e contrapõe testemunhos ao mesmo tempo que se vê obri- gada a fazer frente ao sigilo da instituição eclesiástica. Este caso de pedofilia, que chegou às primeiras páginas dos jornais de todo o Mundo, abalou profundamente a Igreja Católica. Desde então, vários casos similares foram tornados públicos, muitas vítimas contaram as suas histórias e muitos padres foram condenados. Com esta investigação, o jornal “Boston Globe” venceu o Prémio Pulitzer por serviço público.

Vencedor dos Oscar Awards 2016, na categoria:

Melhor Filme Melhor Argumento Original

2016, na categoria: Melhor Filme Melhor Argumento Original T r i b u n a d

T r i b u n a

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DIRETOR:

COLABORADORES EVENTUAIS:

Marcelino Lima 9900-122 Angústias Horta

REGISTO: nº 123 974 do Instituto de Comunicação Social

REGISTO: nº 123 974 do

Instituto de Comunicação Social

Esta publicação é apoiada pelo

Marco Matos Fernandes

 

Humberto Rosa,Victor Rui Dores, Raul

PROMEDIA - Programa Regional de Apoio à Comunicação Social Privada

diretor.tribunadasilhas@gmail.com CHEFE DE REDAÇÃO:

Marques, José Azevedo, António Caetano, Vanessa Silva, David Marcos.

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Telefone: 292 292 145 Telemóvel: 961 520 086 E-MAIL: tribunadasilhas@mail.tele- pac.pt/ tribunadasilhas@gmail.com

Maria José Silva

EDITOR

 

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REDAÇÃO:

César Lima

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00015/011017 (Horta) - Porte Subsidiado GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES

Centro Associativo Manuel de Arriaga - Rua

11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 12

11.março.2016_27. AGO.10 09-03-2016 15:23 Página 12 PUB ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA HORTA Edital FERNANDO MANUEL
PUB ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA HORTA Edital FERNANDO MANUEL MACHADO MENEZES, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA

PUB

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA HORTA

Edital

FERNANDO MANUEL MACHADO MENEZES, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA HORTA:

FAZ SABER, nos termos do disposto no artigo 56.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, que a Assembleia Municipal reunida no dia 22 de fevereiro, pelas 14h30, no Salão Nobre dos Paços do Município, deliberou:

- Aprovar o Voto de Congratulação do PS – Certificação da Qualidade do Centro de Saúde da Horta;

- Aprovar o Voto de Recomendação do PSD/CDS/PPM – Desratização no Faial;

- Aprovar o Voto de Recomendação da CDU – Utilização de Glisofato em espaços públicos;

- Aprovar a alteração ao Regimento da Assembleia Municipal da Horta;

- Aprovar o Orçamento Participativo da Ilha do Faial – Normas de Participação 2016;

- Aprovar a aquisição de serviços de auditoria às contas do Município da Horta para o ano de 2016. Para constar e devidos efeitos se publica este e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares de estilo. E eu, Carmen Isabel de Vargas Freitas Furtado, assistente técnica o redigi e subscrevo. Assembleia Municipal da Horta, 22 de fevereiro de 2016

O Presidente da Assembleia Municipal da Horta,

Fernando Manuel Machado Menezes

Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura de vinte e três de Fevereiro de dois mil e dezasseis, lavrada de folhas setenta e cinco a folhas setenta e seis verso do Livro de Notas para Escrituras Diversas número Quarenta e Um – A do Cartório Notarial de Santa Cruz das

Flores,acargoda2.ªajudanteemexercício,AnaGabrielaCoelhoBeato

Gomes Vieira, em virtude do lugar de Notário se encontrar vago, foi feita uma escritura de justificação em que:

NATALINA AVELAR COELHO, NIF 203.846.010, divorciada, natural da freguesia de Ponta Delgada, concelho de Santa Cruz das

Flores,residentenaEstradaRegionaln.º17,titulardocartãodecidadão

n.º 12132552 0ZY5, válido até 21/06/2017, emitido pela República Portuguesa.

Edeclarouque,comexclusãodeoutrem,édonaelegítimapossuido-

ra, do seguinte:

1–Prédiorústico,compostodeterradesemeaduraepartedecultivo,

sito na Fajã, freguesia de Cedros, concelho de Santa Cruz das Flores, com a área de mil quatrocentos e cinquenta e dois metros quadrados, a confrontar a Norte e Sul com Ribeira, do Nascente com a Rocha e do

Poente com Herdeiros deAna Mendonça, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 777.º em nome do justificante, com o valor patrimonial, de 30.42€, omisso na Conservatória do Registo Predial, ao qual atribui o valor de duzentos euros.

2 – Prédio rústico, composto de terra de cultivo, sito no Miradouro,

freguesia de Cedros, concelho de Santa Cruz das Flores, com a área de trezentosesessentaetrêsmetrosquadrados,aconfrontardoNortecom

José Luís Teves, do Sul com o Caminho, do Nascente com a Rocha e do Poente com a Estrada Regional, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1291.º em nome da justificante, com o valor patrimonial de 11,82€, omisso na Conservatória do Registo Predial, ao qual atribui o valor de cem euros.

3 – Prédio rústico, composto de terra de cultivo, sito no Miradouro,

freguesia de Cedros, concelho de Santa Cruz das Flores, com a área de trezentosesessentaetrêsmetrosquadrados,aconfrontardoNortecom José Luís Teves, do Sul com o Caminho, do Nascente com a Rocha e do Poente com a Estrada Regional, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1292.º em nome do justificante, com o valor patrimonial de

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11,82€, omisso na Conservatória do Registo Predial, ao qual atribui o valor de cem euros. 4 – Prédio rústico, composto de terra de cultivo, sito na Terrinha, freguesia de Cedros, concelho de Santa Cruz das Flores, com a área de novecentos e sessenta e oito metros quadrados, a confrontar do Norte com a Ribeira (Grota), do Sul com o Caminho, do Nascente com a RochaedoPoentecomCaminhoPúblico,inscritonarespectivamatriz

soboartigo1298.ºemnomedajustificante,comovalorpatrimonialde

8.67€, omisso na Conservatória do Registo Predial, ao qual atribui o valor de cem euros. Que adquiriu os referidos prédios, por sisa n.º 14 de 6 de Fevereiro de 1991 por compra verbal a José Lúcio da Silveira, já falecido, a qual não consegue titular. Que desde então, e por conseguinte há mais de vinte anos, está no uso, fruição e posse das fracções dos identificados prédios, colhendo e aproveitando todos os seus frutos e utilidades, com exclusão de outrem ecomoquemusa,fruiepossuicoisasuaprópria,semviolênciaouforça de qualquer espécie, sem interrupção, sem oposição de ninguém e por forma a que tais actos pudessem ser vistos e conhecidos por quaisquer interessados. Que assim vem ostentando uma posse de mais de vinte anos, exclu- siva e em nome próprio, pacífica e contínua, pública e de boa fé, pelo que adquiriu a propriedade dos referidos prédios por usucapião, não tendo todavia, dado o modo de aquisição, documentos que lhe permita fazer a prova do seu direito de propriedade perfeita pelos meios nor- mais.

Está conforme o original. Cartório Notarial de Santa Cruz das Flores, 23 de Fevereiro de 2016 Aajudante em exercício Ana Gabriela Coelho Beato Gomes Vieira

Conta:

Art.º 20.º - 4.5: €23,00 Conta registada sob o n.º24

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NOTÁRIO LIC. MARIADOCÉUPRIETODAROCHAPEIXOTODECQMOTA

CARTÓRIO NOTARIAL

Rua da Conceição, nº 8 r/c – 9900-080 Horta Tel 292292719

Fax 292292813

Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura lavrada aos sete de Março de dois mil e dezasseis, de folhas quarenta e duas e seguintes, do Livro de Notas para escrituras Diversas número Cento e Vinte e Sete - E, do Cartório Notarial, a cargo da Notária Licenciada Maria do Céu Prieto da Rocha Peixoto Decq Mota, com Cartório na Rua da Conceição, nº 8 r/c, cidade da Horta se encontra exarada uma escritura de JUS- TIFICAÇÃO NOTARIAL na qual César Manuel Garcia Peres NIF 215 382 757, solteiro, maior, natural da freguesia da Matriz, residente na freguesia dos Cedros, ambas do concel-

ho da Horta, na Rua de Cima, Janalves,

n.º 14, declara:

Que é actualmente e com exclusão de outrem, dono e legítimo possuidor dos seguintes prédios, sitos na freguesia dos Cedros, concelho da Horta:

Primeiro: Rústico, na Rocinha, terra lavradia e pasto com a área de dezanove ares e trinta e seis centiares, a confinar a norte com Júlia Oliveira do Val, sul Manuel Silveira do Val, leste Caminho e

oeste Grota, inscrito na matriz no artigo 4013, com o valor patrimonial tributário

de 23,25 €; Segundo: Rústico, no Val Dutra, terra

lavradia e pasto com a área de sete ares

e vinte e seis centiares, confinando a

norte com José Mariano de Escobar, sul

e leste Caminho e oeste Custódio

Correia da Rosa, inscrito na matriz no artigo 1637, com o valor patrimonial tributário de 12,20 €; Terceiro: Rústico, em Janalves, terra lavradia com a área de nove ares e sessenta e oito centiares, confinando a norte e leste com Custódio Pereira Escobar, sul Francisco Garcia de Sousa

e oeste com Caminho, inscrito na matriz

no artigo 3521, com o valor patrimonial tributário de 20,74 €; Nenhum destes prédios se encontra

descrito na Conservatória do Registo Predial da Horta. Que adquiriu estes prédios por com- pras feitas por volta do ano de mil nove- centos e noventa e dois, o prédio men- cionado em primeiro a António Herberto Brum do Val e cônjuge Maria Celestina da Silva Laranjo do Val, resi- dentes na mencionada freguesia dos Cedros e os restantes a José da Rosa Rodrigues e cônjuge Maria de Lurdes, que foram residentes nos Estados Unidos da América. Que pagou o preço devido na altura das aquisições mas não outorgou as respectivas escrituras de compra e venda. Que desde essa altura até hoje está na posse destes prédios, sem a menor oposição de ninguém, posse que sempre exerceu sem interrupção e ostensiva- mente, com conhecimento de toda a gente e a prática reiterada dos actos habituais de um proprietário, tendo-os ocupado, feito sementeiras e colheitas, procedido ao seu arranjo e limpeza, tendo retirado deles todas as utilidades normais, com ânimo de quem exercita direito próprio, sendo por isso uma

posse pacífica, contínua e pública. Adquiriu assim os referidos prédios por usucapião e, dado o modo de

aquisição, não possui título, estando impossibilitado de comprovar estas

aquisições pelos meios normais. É certidão-narrativa que fiz extrair e vai conforme o original. Horta, sete de Março de dois mil e dezasseis.

A Colaboradora,

(Sónia de Fátima Brasil Machado Bettencourt) Inscrito na Ordem dos Notários sob o número 99/3 em 26/02/2013

(Sónia de Fátima Brasil Machado Bettencourt) Inscrito na Ordem dos Notários sob o número 99/3 em
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