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MODELO OSI

Para satisfazer requerimentos de clientes para a capacidade de computação remota, fabricantes de


computadores de grande porte desenvolveram uma variedade de arquiteturas de redes. Algumas
destas arquiteturas definem o inter-relacionamento de fornecedores de hardware e software, em
particular, para permitir o fluxo de comunicações através da rede para fabricantes de computadores
em geral.

Com a finalidade de padronizar o desenvolvimento de produtos para redes de comunicação de


dados, foi elaborado um modelo aberto, que teve como referência o OSI - Open System
Interconnection pela ISO (International Organization for Standardization).

Este modelo estabelece sete camadas para as funções de comunicação de dados:

Camada de Aplicação
A camada de aplicação dentro do processo de comunicação é representada pelo usuário final para o
modelo OSI. Ou seja, baseado em pedidos de um usuário da rede. Esta camada seleciona serviços a
serem fornecidos por funções das camadas mais baixas.

Esta camada deve providenciar todos os serviços diretamente relacionados aos usuários.

Alguns destes serviços são:


• Identificação da intenção das partes envolvidas na comunicação e sua disponibilidade e
autenticidade
• estabelecimento de autoridade para comunicar-se
• acordo sobre o mecanismo de privacidade
• determinação da metodologia de alocação de custo
• determinação de recursos adequados para prover uma qualidade de serviços aceitável
• sincronização de cooperação para aplicações
• seleção da disciplina de diálogo
• responsabilidade da recuperação de erros de estabelecimento
• acordo na validação de dados
• transferência de informações

A intercomunicação entre entidades de aplicação ocorre de acordo com protocolos específicos. Estes
protocolos podem ser de três categorias:

Administração do sistema

Este protocolo refere-se à administração dos vários recursos e seus estados através dos níveis da
"arquitetura OSI”. Algumas funções deste tipo de protocolo são:
• administração da ativação/desativação
• monitoração
• controle de erros
• recuperação

Somente a administração de atividades que implicam comunicações entre entidades remotas é


considerada neste tipo de protocolo, outras atividades de administração do sistema local estão fora
do ambiente OSI.

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Administração das aplicações

Este protocolo refere-se à administração dos processos de aplicação. Os protocolos deste tipo
incluem:
• inicialização/manutenção de processos de aplicação
• encerramento de processos de aplicação
• controle de acesso
• recuperação de deadlock

Aplicação do usuário

Estes protocolos habilitam RJE (Remote Job Entry) e acesso a arquivos. Protocolos adicionais deste
tipo podem ser criados para suportar aplicações específicas, tais como transferência eletrônica de
fundos, correio eletrônico, etc.

Camada de Apresentação
Esta camada é responsável pela representação da informação para entidades de aplicação,
comunicando-se em um determinado caminho, e preservar o sentido em determinado espaço de
tempo resolvendo diferenças de sintaxe. Para esses objetivos, esta camada pode prover as seguintes
funções:
• transformação de dados
• formatação de dados
• sintaxe de seleção.

Camada de Sessão
O objetivo desta camada é prover os mecanismos necessários para organizar e sincronizar o diálogo
e o gerenciamento da troca de dados entre entidades de apresentação. Para tal, a camada de
sessão entre duas entidades de apresentação é o suporte para ordenar a troca de dados.
Como suporte a esses objetivos, a camada de sessão providencia os seguintes serviços para
a camada de apresentação:

estabelecimento de conexão de sessão


liberação de conexão de sessão
troca normal de dados
gerenciamento de interação
reporte de condições de exceção
mecanismos para sincronização de conexão de sessão

Camada de Transporte
Esta camada existe para realizar a transferência transparente de dados entre entidades em sessão.
Protocolos de transporte são empregados para estabelecimento, manutenção e liberação de
conexões de transporte que representam um caminho duplo para os dados entre dois
endereços de transporte. O modelo OSI define três fases de operação dentro da camada de
transporte:

Fase de estabelecimento

O objetivo desta fase é o estabelecimento de conexões entre funções de serviços das camadas mais
altas. A qualidade dos serviços de conexão pode ser negociada durante esta fase. Os serviços
providenciados incluem:
• seleção de serviços de rede, como funções de parâmetros, por exemplo: throughput, ajuste do
tempo de transmissão e características de erros.

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• gerenciamento de conexões de transporte para conexões de camadas mais baixas
• estabelecimento de tamanho apropriado para pacotes de dados
• seleções de funções empregadas na transferência de dados
• transporte de dados de camadas mais altas

Fase de transferência

Esses serviços têm como objetivo a transferência de dados de acordo com a qualidade dos serviços
descritos na fase de estabelecimento. Os serviços providenciados incluem:

• blocagem
• concatenação
• segmentação
• multiplexação de conexões providenciadas pelas camadas mais baixas
• controle de fluxo em uma sessão orientada fim a fim
• manutenção de uma unidade de dados retida da camada de sessão
• manutenção de conexão entre duas funções de transporte atuando entre duas entidades em
conversação
• detecção de erros para: perda, danos, duplicação, ou desordem nas unidades de dados
• recuperação de erros de endereços detectados por esta camada ou assinalados pelas
camadas mais baixas
• transporte de dados que empregam mecanismos normais de controle de fluxo

Fase de terminação

Esses serviços permitem encerrar uma sessão terminando a conexão, sendo notificadas ambas as
partes. Esses serviços incluem:

• notificação da razão do encerramento


• identificação da conexão terminada
• informações adicionais como requerido

Camada de Rede
A função básica desta camada é providenciar a transferência transparente de todos os dados
submetidos pelo nível de transporte. A estrutura e conteúdo detalhados dos dados submetidos serão
determinados exclusivamente pelas camadas acima da camada de rede. O propósito é permitir que
as camadas mais altas tenham independência para rotear e comutar considerações associadas com
o estabelecimento e operação de uma conexão. O estabelecimento, manutenção e terminação de
conexões das entidades comunicando-se são inclusos nos serviços executados por esta camada.
Essas funções e serviços são:

• endereçamento da rede e identificação do ponto final


• multiplexação da rede de conexões acima das conexões da camada de enlace providenciadas
pela próxima camada mais alta
• segmentação e/ou blocagem para facilitar a transferência de dados
• serviços de seleção quando diferentes serviços estão disponíveis
• seleção da qualidade de serviços baseados em parâmetros como: erros residuais,
disponibilidade, confiabilidade, fluxo de tráfego, tempo gasto no estabelecimento da conexão e no
trânsito
• detecção e recuperação de erros para atingir a qualidade de serviços desejada
• notificação de erros para as camadas acima quando a qualidade dos serviços não pode ser
mantida

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• entrega seqüenciada de dados, se disponível, para uma implementação em particular
• controle de fluxo, isto é, suporte de indicadores de controle do fluxo providenciados pela
camada de transporte
• transferência de dados como um serviço opcional
• rearranjo de conexão quando ocorre perda de rota de retorno de dados e notificação para o
usuário
• serviços de terminação quando solicitados por parte do usuário

Camada de Enlace
A camada de enlace providencia maneiras funcionais e procedimentos para estabelecimento,
manutenção e liberação de enlaces de dados entre as entidades da rede. Os objetivos são
providenciar a transmissão de dados para a camada de rede e detectar, e possivelmente corrigir
erros que possam ocorrer no meio físico. As características funcionais desta camada são:

• conexão dos enlaces, ativação e desativação. Estas funções incluem o uso de facilidades
multiponto físico para suportar conexões entre funções da camada de rede
• mapeamento de unidades de dados para a camada de rede dentro das unidades do protocolo
de enlace para transmissão
• multiplexação de um enlace de comunicação para várias conexões físicas
• delimitação de unidades de transmissão para protocolos de comunicação
• detecção, notificação e recuperação de erros
• identificação e troca de parâmetros entre duas partes do enlace

Camada Física
A camada física provê características físicas, elétricas, funcionais e procedimentos para ativar,
manter e desativar conexões entre duas partes. Uma entidade de dados de serviço neste nível
consiste em um bit em transmissão serial e de n bits em transmissão paralela.
As funções dentro deste nível são:

• ativação e desativação da conexão física entre duas entidades do nível de ligação de dados,
inclusive concatenação e circuitos de dados quando solicitado pelo nível de ligação
• transmissão de unidades de dados de serviço (bits), que pode ser executada de modo
síncrono ou assíncrono
• controle de erros

MODELO TCP/IP

O modelo TCP/IP é constituído basicamente por duas (02) camadas: a camada de rede e a camada
de transporte. Tanto a camada de aplicação quanto à camada de interface de rede não possuem uma
norma definida, devendo a camada de aplicação utilizar serviços da camada de transporte, a ser
definida adiante, e a camada de interface de rede prover a interface dos diversos tipos de rede com o
protocolo (promovendo em conseqüência a interoperação entre as diversas arquiteturas de rede —
Ethernet, Token Ring, ATM,etc).

Camada de Interface de Rede


Também chamada camada de abstração de hardware, tem como função principal à interface do
modelo TCP/IP com os diversos tipos de redes (X.25, ATM, FDDI, Ethernet, Token Ring, Frame
Relay, sistema de conexão ponto-a-ponto SLIP,etc.). Como há uma grande variedade de tecnologias
de rede, que utilizam diferentes velocidades, protocolos, meios transmissão, etc. , esta camada não é
normatizada pelo modelo, o que provê uma das grandes virtudes do modelo TCP/IP: a possibilidade
de interconexão e interoperação de redes heterogêneas.

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Camada de Rede (IP)
A camada de rede é a primeira (normatizada) do modelo. Também conhecida como camada Internet,
é responsável pelo endereçamento, roteamento dos pacotes, controle de envio e recepção (erros,
bufferização, fragmentação, seqüência, reconhecimento, etc.).
Dentre os protocolos da Camada de Rede, destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol), além do
ARP, ICMP, RARP e dos protocolos de roteamento (RIP ,IGP, OSPF, Hello, EGP e GGP). A camada
de rede é uma camada não orientada à conexão, portanto se comunica através de datagramas.

Camada de Transporte
A camada de transporte é uma camada fim-a-fim, isto é, uma entidade desta camada só se comunica
com a sua entidade-par do host destinatário. É nesta camada que se faz o controle da conversação
entre as aplicações intercomunicadas da rede.

A camada de transporte utiliza dois protocolos: o TCP e o UDP. O primeiro é orientado à conexão e o
segundo é não orientado à conexão. Ambos os protocolos podem servir a mais de uma aplicação
simultaneamente.

O acesso das aplicações à camada de transporte é feito através de portas que recebem um número
inteiro para cada tipo de aplicação, podendo também tais portas ser criadas ao passo em que novas
necessidades vão surgindo com o desenvolvimento de novas aplicações.

A maneira como a camada de transporte transmite dados das várias aplicações simultâneas é por
intermédio da multiplexação, onde várias mensagens são repassadas para a camada de rede
(especificamente ao protocolo IP) que se encarregará de empacotá-las e mandar para uma ou mais
interface de rede. Chegando ao destinatário o protocolo IP repassa para a camada de transporte que
demultiplexa para as portas (aplicações) específicas.

Camada de Aplicação
É formada pelos protocolos utilizados pelas diversas aplicações do modelo TCP/IP. Esta camada não
possui um padrão comum. O padrão estabelece-se para cada aplicação. Isto é, o FTP possui seu
próprio protocolo, o TELNET possui o seu próprio, bem como o SNMP, GOPHER, DNS, etc.

É na camada de aplicação que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de


formato de dados. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas
para comunicação com a camada de transporte. Para cada aplicação existe uma porta
predeterminada.

COMPARAÇÃO ENTRE OS MODELOS OSI E TCP / IP

A primeira diferença entre as arquiteturas OSI e TCP está no número de camadas, enquanto no
modelo OSI são definidas 7 camadas, no TCP são apenas 4. Os níveis físicos, de enlace e aspectos
do nível de rede do OSI, relativos a transmissão de dados em uma única rede, não são abordados no
TCP, que agrupa todos esses serviços na camada de internet, o TCP limita-se apenas a definir uma
interface entre os níveis de internet. O serviço de rede relativa à conexão de redes distintas é
implementado pelo protocolo IP na arquitetura TCP. No nível de transporte, o TCP/IP oferece duas
escolhas: o TCP e o UDP. Tais protocolos equivalem aos protocolos orientados e não orientados a
conexão no nível de transporte do modelo OSI. Por fim, as camadas de sessão e apresentação no
modelo OSI são implementadas em cada aplicação de modo particular na camada de aplicação na
arquitetura TCP/IP. Na arquitetura OSI, definindo-se as camadas de sessão, apresentação e alguns
serviços genéricos no nível de aplicação, é mais razoável, no sentido em que permite uma maior
reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas.

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CONTROLE DE DETECÇÃO DE COLISÃO

"Existiam dois padrões de placas de rede, as 10/10 e as 10/100. As placas 10/10 transmitiam a
apenas 10 megabits por segundo, enquanto as 10/100 podem tanto transmitir a 100 (caso
conectadas a outras placas e hubs 10/100) quanto a 10 (se conectada a placas 10/10).
Esta velocidade, é dividida entre todos os micros da rede. Se estiverem sendo feitas duas
transferências de arquivos ao mesmo tempo por exemplo, cada transferência ficará com metade da
velocidade"

As placas Ethernet não permitem a comunicação de duas ou mais estações ao mesmo tempo, ou
seja, há a colisão, IEEE 802.3 (CSMA/CD), a não ser no caso do 100 BaseT full duplex, mas no caso
de envio e resposta. Inclusive no 100 BaseT normal o cabeamento é o mesmo: 4 fios. Como fica esta
contradição?"

Todos os sistemas operacionais atuais são multitarefa, ou seja, podem rodar vários aplicativos "ao
mesmo tempo". Porém, geralmente usamos apenas um processador por PC, também parece uma
contradição não é? Na verdade os programas não são exatamente "processados ao mesmo tempo",
mas como a mudança é muito rápida, a impressão do usuário é essa.

No caso das redes temos algo parecido. Várias estações podem transmitir arquivos ao mesmo
tempo, dividindo a velocidade permitida pela rede, o que não pode acontecer é duas estações
transmitirem seus pacotes ao mesmo tempo.

Acontece algo parecido com os programas num sistema multitarefa: a estação A envia um pacote de
dados, a estação B envia outro, A estação Z envia mais um, a estação A transmite um novo pacote e
assim por diante. Como cada pacote tem poucas centenas de bytes, este chaveamento é muito
rápido, dando a impressão de que tudo está sendo transmitido ao mesmo tempo.

Nas redes Ethernet, existe o famoso problema de colisão de pacotes, que acontece sempre que duas
estações tentam transmitir dados ao mesmo tempo. Antes de transmitir seu pacote, a estação
"escuta" o cabo, para verificar se outra estação já está transmitindo. Caso o cabo esteja ocupado ela
espera, caso esteja livre ela transmite.

Como o sinal demora algum tempo para atingir todas as estações, existe uma possibilidade
considerável de que outra estação "escute" o cabo antes do sinal chegar até ela, pensa que o cabo
está livre e também transmite dados.

Neste caso os dados colidirão em algum ponto do cabo. A estação que estiver mais próxima, a
primeira a detectar a colisão, emitirá um sinal de alta freqüência que anula todos os sinais que
estiverem trafegando através do cabo e alerta as demais estações sobre o problema.

Ao receberem o sinal, todas as estações param de transmitir dados por um período de tempo
aleatório. Com isto, os dados voltam a ser transmitidos, um pacote por vez.

Como apenas uma estação pode falar de cada vez, antes de transmitir dados a estação irá "ouvir" o
cabo. Se perceber que nenhuma estação está transmitindo, enviará seu pacote, caso contrário,
esperará até que o cabo esteja livre. Este processo é chamado de "Carrier Sense" ou sensor
mensageiro.

Mas, caso duas estações ouçam o cabo ao mesmo tempo ambas perceberão que o cabo está livre e
acabarão enviando seus pacotes ao mesmo tempo. Teremos então uma colisão de dados.

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Dois pacotes sendo enviados ao mesmo tempo geram um sinal elétrico mais forte, que pode ser
facilmente percebido pelas placas de rede. A primeira estação que perceber esta colisão irradiará
para toda a rede um sinal especial de alta freqüência que cancelará todos os outros sinais que
estejam trafegando através do cabo e alertará as demais placas que ocorreu uma colisão.

Sendo avisadas de que a colisão ocorreu, as duas placas "faladoras" esperarão um número aleatório
de milessegundos antes de tentarem transmitir novamente. Este processo é chamado de TBEB
"truncated exponencial backof". Inicialmente as placas escolherão entre 1 ou 2, se houver outra
colisão escolherão entre 1 e 4, em seguida entre 1 e 8 milessegundos, sempre dobrando os números
possíveis até que consigam transmitir os dados. Apesar de as placas poderem fazer até 16 tentativas
antes de desistirem, normalmente os dados são transmitidos no máximo na 3º tentativa.

Veja que apesar de não causarem perda ou corrupção de dados, as colisões causam uma grande
perda de tempo, resultando na diminuição do desempenho da rede. Quanto maior for o número de
estações, maior será a quantidade de colisões e menor será o desempenho da rede. Por isso existe o
limite de 30 micros por segmento numa rede de cabo coaxial, e é recomendável usar bridges para
diminuir o tráfego na rede caso estejamos usando topologia em estrela, com vários hubs interligados
(e muitas estações).

Outro fator que contribui para as colisões é o comprimento do cabo. Quanto maior for o cabo (isso
tanto para cabos de par trançado quanto coaxial) mais fraco chegará o sinal e será mais difícil para a
placa de rede escutar o cabo antes de enviar seus pacotes, sendo maior a possibilidade de erro.

Usar poucas estações por segmento e usar cabos mais curtos do que as distâncias máximas
permitidas, reduzem o número de colisões e aumentam o desempenho da rede. O ideal no caso de
uma rede com mais de 20 ou 30 micros, é dividir a rede em dois ou mais segmentos usando bridges,
pois como vimos anteriormente, isto servirá para dividir o tráfego na rede.

Veja que todo este controle é feito pelas placas de rede Ethernet. Não tem nada a ver com o sistema
operacional de rede ou com os protocolos de rede usados.

PROTOCOLO IP

O protocolo IP define a unidade básica de transmissão, que é o pacote IP. Neste pacote são
colocadas as informações relevantes para o envio deste pacote até o destino.

O pacote IP possui o formato descrito abaixo:

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Os campos mais importantes são descritos abaixo:

VERSION - Informa a versão do protocolo IP sendo carregado. Atualmente a versão de IP é 6

HEADER LENGTH - Informa o tamanho do header IP em grupos de 4 bytes

TYPE OF SERVICE - Informa como o pacote deve ser tratado, de acordo com sua prioridade e o tipo
de serviço desejado como Baixo Retardo, Alta Capacidade de Banda ou Alta Confiabilidade.
Normalmente este campo não é utilizado na Internet

IDENTIFICATION - Identifica o pacote IP unicamente entre os outros transmitidos pela máquina. Este
campo é usado para identificar o pacote IP no caso de haver fragmentação em múltiplos datagramas

FLAGS (3 bits) - um bit (MF - More Fragments) identifica se este datagrama é o último fragmento de
um pacote IP ou se existem mais. Outro bit (DNF - Do Not Fragment) informa aos roteadores no
caminho se a aplicação exige que os pacotes não sejam fragmentados.

FRAGMENT OFFSET - Informa o posicionamento do fragmento em relação ao pacote IP do qual faz


parte.

TIME-TO-LIVE - Este valor é decrementado a cada 1 segundo que o pacote passa na rede e a cada
roteador pelo que ele passa. Serve para limitar a duração do pacote IP e evitar que um pacote seja
roteador eternamente na Internet como resultado de um loop de roteamento.

PROTOCOL - Informa que protocolo de mais alto-nível está sendo carregado no campo de dados. O
IP pode carregar mensagens UDP, TCP, ICMP, e várias outras.

HEADER CHECKSUM - Valor que ajuda a garantir a integridade do cabeçalho do pacote IP

SOURCE ADDRESS - Endereço IP da máquina origem do pacote IP

DESTINATION ADDRESS - Endereço IP da máquina destino do pacote IP

OPTIONS - Opções com informações adicionais para o protocolo IP. Consiste de um byte com a
identificação da opção e uma quantidade de bytes variáveis com as informações específicas. Um
pacote IP pode transportar várias opções simultaneamente.

Opções IP

O formato das opções IP é descrito no quadro abaixo:

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As opções IP que podem ser utilizadas são:

Classe Código Composição Descrição


0 0 -- Fim da Lista de Opções
0 1 -- Nenhuma Operação
0 3 variável LOOSE SOURCE ROUTING
0 7 Variável RECORD ROUTE
0 9 Variável STRICT SOURCE ROUTING
2 4 variável INTERNET TIMESTAMP

As opções IP são utilizadas basicamente como forma de verificação e monitoração de uma rede IP.
As opções que especificam a rota até o destino não são utilizadas normalmente pois o IP é baseado
na técnica de Next-Hop routing. Ainda assim, estes mecanismos são pouco utilizados como
ferramenta de testes e verificação, sendo raros os programas que os implementam.

Fragmentação
Um pacote IP pode ter um tamanho de até 64 Kbytes. Entretanto o nível de rede geralmente tem um
tamanho máximo menor que 64K. Por exemplo, uma rede Ethernet pode transmitir uma mensagem
de até 1500 bytes. Este valor é chamado de MTU - Maximum Transmission Unit - para este tipo de
rede. A camada IP deve então ser capaz de dividir um pacote IP maior que 1500 bytes em diversos
fragmentos de até 1500 bytes cada um.
A fragmentação do pacote IP pode ocorrer na máquina origem ou em algum roteador que possua
uma rede com MTU menor que o tamanho do pacote IP sendo roteado. Note que durante o percurso
até o destino, um fragmento pode ser novamente fragmentado se o MTU da rede seguinte for ainda
menor que o tamanho do fragmento. A remontagem do pacote só é realizada pela máquina destino,
baseado nas informações de FRAGMENT OFFSET e bit MF. A perda de um fragmento inutiliza o
datagrama inteiro.
O campo FRAGMENT OFFSET identifica a posição em Bytes do fragmento face ao pacote IP
completo conforme pode ser visto na figura abaixo.

A figura abaixo mostra a fragmentação de um pacote quando este passa para uma rede com MTU
menor que o tamanho do pacote IP.

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Resumidamente pode – se concluir o protocolo IP como:

• Não confiável: entrega não garantida, sem controle de sequenciamento, não detecta erros
nem informa o transmissor.
• Orientado a pacote - "connectionless": cada pacote é tratado independentemente dos outros.
• "Bem intencionado": os pacotes só são descartados quando todos os recursos são exauridos.
• Unidade básica: datagrama - que é quebrado em fragmentos para se adequar ao MTU do
hardware.
• Time-to-live: Cada datagrama tem um campo que diz que após determinado tempo o
datagrama pode ser descartado. Cada gateway decrementa 1 ao recebê-lo e a cada segundo.
TTL = 0 , datagrama é retornado.

O endereçamento IP
• Distribuídos pelo SRI-NIC.
• Representados em notação decimal.
• Intervalo de 0.0.0.0 a 255.255.255.255.
• Máscara separa parte "rede" da parte "máquina" e segue o mesmo padrão numérico do
número IP.
• Endereço de rede e de máquina com valor 0 são inválidos.
• 127.0.0.0 é reservado para teste de loopback.
• Qualquer porção do endereço formada por 1's é considerada um broadcast.

Importante lembrar que:


• Como os endereços IP codificam a rede e a máquina dentro da rede, eles não especificam
uma máquina, mas sim uma conexão á rede.
• Problema: se uma máquina muda de uma rede para outra o seu endereço IP deve mudar.
• O endereço IP broadcast é mapeado ao broadcast do hardware.

ARP e o ICMP
Dois outros protocolos na família TCP/IP tem importantes funções, embora essas funções não
estejam diretamente relacionadas com a transmissão de dados: ARP (Address Resolution Protocol,
ou Protocolo de Resolução de endereços) e ICMP (Internet Control Message Protocol, ou Protocolo
de Controle de Mensagens da Internet). O ARP e o ICMP são protocolos de manutenção que mantêm
a estrutura do IP e usualmente são invisíveis aos usuários e às aplicações.

Os cabeçalhos do IP contém tanto o endereço IP da origem quanto do destino, mas o endereço do


hardware também tem de ser conhecido. O IP obtém um endereço de hardware de um determinado
sistema difundindo pela rede um pacote especial de requisição (um pacote ARP de requisição)
contendo o endereço IP do sistema com o qual está tentando se comunicar. Todos os nós da rede
local que tiverem o ARP habilitado detectam essa difusão, e o sistema que tem o número de IP em
questão envia um pacote (do tipo ARP reply, ou resposta ARP) contendo seu endereço de hardware
para o computador que o solicitou. O endereço de hardware e o endereço IP do computador estão é

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armazenado no cache do ARP para uso futuro. Como a resposta ARP também é feita na forma de
difusão, é normal que outros nós usem essa informação para atualizar seus caches ARP.

O ICMP permite que 2 nós em uma rede IP compartilhem o status do IP (protocolo) e informação de
erros. Esta informação pode ser usada por protocolos de alto nível para tratar problemas de
transmissão ou para administradores de rede para detectar problemas na rede. Embora estejam
encapsulados em pacotes IP, o ICMP não é considerado um protocolo de alto nível (ele é necessário
em toda implementação do TCP/IP). O utilitário ping faz uso do ICMP para determinar se um certo
endereço IP na rede está operacional. Isto é útil para diagnosticar problemas em redes IP ou falhas
em gateways.

ICMP
• Internet Control Message Protocol.
• ICMP permite que gateways enviem mensagem de erro ou de controle para outros gateways
ou máquinas.
• Provê comunicação entre o protocolo Internet (IP) em uma máquina e o IP em outra.
• Muitas vezes não ajuda a localizar onde está o erro, pois ele responde apenas à máquina que
originou o pacote errôneo e o erro pode estar em algum gateway no caminho.
• Pode ser perdido como qualquer outro pacote IP.
• PING : pacote ICMP do tipo "echo request" e "echo reply " .
• Determinação da rota que datagramas IP seguem de um computador a outro.
• Baseado sobre os protocolos UDP e ICMP.
• Modificação do campo TTL .
• Pontos intermediários: ICMP Time Exceeded.
• Destino: ICMP Port Unreachable.

RARP

Um computador que não tem um disco permanece deve contatar um servidor ou mais servidores para encontrar
seu endereço IP antes de poder se comunicar usando TCP/IP.

O mecanismo RARP fornece o endereço de físico de hardware da máquina para identificar o processador
requisitor e manda a requisição RARP por broadcast. Os servidores da rede recebem a mensagem, olham na
tabela de mapeamento e retornam ao requisitor. Quando o requisitor recebe seu endereço IP na memória ele
não necessita usar RARP até ele rebootar.

O computador manda uma mensagem RARP especificando ele mesmo como destino.

As máquinas autorizadas a usar o serviço RARP respondem para A.

O que é um Hub ?
Também conhecido como “repetidor” ou “concentrador”, sua função primária é receber e enviar sinais
entre os nós conectados a ele. Em uma LAN, um hub é o centro de uma rede Ethernet em estrela.

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Um hub pode ser ativo ou passivo. Sua capacidade de gerenciamento isola os nós no caso de uma
ruptura na rede.

Qual a função do Switch ?


O switch é um componente fundamental para a expansão de redes, como a combinação de um
bridge e um hub, porque ele divide uma grande rede em segmentos menores. A adição de um switch
sempre melhora a velocidade de uma rede que ficou atolada e super usada, além de ajudar a eliminar
os erros da rede.

O que é um Roteador ?
Um dispositivo de rede complexo, usado para conectar duas ou mais redes entre si. Um roteador lê
as informações enviadas ao longo da rede e determina o seu destino correto.

BIBLIOGRAFIA

• Site: http://www.ufc.br/rmav/treina/m_osi.htm
• Arquiteturas de Redes de Computadores OSI e TCP/IP - BRISA - Organização e coordenação

12
Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho - Makron Books – 1994.
• http://www.guiadohardware.net/dicas/2001/05/1105.asp
• http://www.napoles.hpg.ig.com.br/tutorial/tcpip-160.html
• http://www.napoles.hpg.ig.com.br/tutorial/tcpip-90.html
• http://www.vanquish.com.br/site/020608
• http://pucmgmt.metropoa.tche.br/mgmt/ip/rarp.htm
• http://www.zfredes.com.br/hp/pages/faq.html

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