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Guarda Nacional

Republicana
Comando Territorial dos Açores

Regime Jurídico da Detenção de Animais


Perigosos e Potencialmente Perigosos
enquanto Animais de Companhia:
Enquadramento Legal

SEPN
A

Portaria nº 81/2002, de 24 de Janeiro (Programa Nacional de luta e


vigilância epidemiológica da raiva animal e outras zoonoses –
obrigatoriedades);

Decreto-Lei nº 309/2002, de 16 de Dezembro (licenciamento de


espectáculos);
Legislação

Portaria nº 899/2003, de 28 de Agosto (Boletim Sanitário de cães e


gatos);

Decreto-Lei nº 313/2003, de 17 de Dezembro (Sistema de Identificação


de Caninos e Felinos – SICAFE);

Decreto-Lei nº 314/2003, de 17 de Dezembro (Programa Nacional de luta


Enquadramento Legal

Decreto-Lei nº 9/2007, de 17 de Janeiro (Regulamento Geral do Ruído);


SEPN
A

Decreto-Lei nº 74/2007, de 27 de Março (consagra o direito de acesso de


pessoas com deficiência acompanhadas de cães de assistência a locais,
transportes e estabelecimentos de acesso público);

Decreto-Lei nº 259/2007, de 17 de Julho (lojas);


Legislação

Lei nº 49/2007, de 31 de Agosto (altera o regime jurídico de detenção de


animais perigosos e potencialmente perigosos, identificação e registo de
caninos e felinos e de aplicação de convenção Europeia para a protecção
de animais de companhia;

Despacho nº 17402/2008, de 27 de Junho (taxas);

Portaria nº 968/2009, de 26 de Agosto (regras a que obedecem as


deslocações de cães, gatos, em transportes públicos, rodoviários,
D. L. 315/2009 - Âmbito de
Aplicação
SEPN Animais de Companhia
A
Não prejudica a aplicação das disposições
legais especificas reguladoras da protecção
dos animais de companhia;
Disposições Legais

Cães de Assistência
Não prejudica a aplicação das disposições legais
especificas reguladoras do D. L. nº 74/2007, que
consagra o direito de acessibilidade das pessoas
com deficiência sensorial, mental, orgânica e
motora, acompanhadas de cães de assistência, a
locais, a transportes e estabelecimentos de
acesso público, bem como as condições a que
estão sujeitas estes animais.
Excluem-se
SEPN
A

Os espécimes de
espécies de
Disposições Legais

fauna selvagem
indígena e não
Os cães pertencentes às Forças
Armadas e às Forças e Serviços de
Emergência e de Segurança do
indígena
Estado. e seus
descendentes
criados em
Animal de Companhia

Qualquer animal detido ou destinado a ser detido pelo homem,


designadamente na sua residência, para seu entretenimento e
companhia.
Animal Perigoso
SEPN
A Qualquer animal que se encontre nas
seguintes condições:

a) Tenha mordido, atacado ou ofendido o corpo ou a saúde de uma

pessoa;
Disposições Gerais

b) Tenha ferido gravemente ou morto um outro animal, fora da

esfera de bens imóveis que constituem a propriedade do seu

detentor;

c) Tenha sido declarado, voluntariamente, pelo seu detentor, à

junta de freguesia da sua área de residência, que tem um

carácter e comportamento agressivos;

d) Tenha sido considerado pela autoridade competente como um


Animal Potencialmente
Perigoso
SEPN Qualquer animal que, devido:
A

- Às características da espécie,

- Ao comportamento agressivo,

- Ao tamanho ou à potência de mandíbula, possa causar lesão ou


Disposições Gerais

morte a pessoas ou outros animais, nomeadamente os cães


pertencentes às raças previamente definidas como
potencialmente perigosas em portaria do membro do
Governo responsável pela área da agricultura;

- Bem como os cruzamentos de primeira geração destas, os


cruzamentos destas entre si ou cruzamentos destas com outras
raças, obtendo assim uma tipologia semelhante a algumas das
raças referidas naquele diploma regulamentar.
Raças de Cães Perigosos ou Potencialmente Perigosos
(Raças definidas pela Pª nº 422/2004, que será revogada aquando da entrada em vigor do
diploma, a ser publicado brevemente e que irá substituir a actual Pª 422/04.)

SEPN
A

Dog Argentino Fila Brasileiro PittBull


RAÇAS

Rottweiller Staffordshire Staffordshire Tosa


terrier terrier americano
Autoridade Competente
SEPN A Direcção-Geral de Veterinária (D.G.V.), enquanto autoridade Sanitária
A
Veterinária Nacional;

A Direcção Regional dos Serviços de Veterinária, [DRSV] enquanto


autoridade Sanitária Veterinária das Regiões Autónomas;

Os Médicos Veterinários Municipais, enquanto autoridade sanitária


Disposições Gerais

veterinária local;

As Câmaras Municipais;

As Juntas de Freguesia;

A Guarda Nacional Republicana;

O SEPNA da GNR (vide D.L. 22/2006; Portaria nº 798/2006 e D.L.


09/2009 –

[São conjuntamente com a DGV, DRSV e com os médicos


Centro de Recolha

SEPNA

Qualquer alojamento oficial


onde um animal é hospedado
por um período determinado
pela autoridade competente,
Disposições Gerais

nomeadamente o canil e o gatil

Osmunicipais.
Centros de Recolha, carecem
de licença de funcionamento a
emitir pelo director-geral de
Veterinária, sob parecer da DRA da
área de localização e do médico
veterinário municipal. [D. L.
276/2001, de 17/10].
Detentor
Qualquer pessoa singular, maior de 16 anos, sobre a qual recai o
dever de vigilância de um animal perigoso ou potencialmente
perigoso para efeitos de criação, reprodução, manutenção,
acomodação ou utilização, com ou sem fins comerciais, ou que o
tenha sob a sua guarda, mesmo que a título temporário.
Disposições Gerais

Restrições à Detenção

Só podem ser detidos como animais de companhia aqueles

que não se encontrem abrangidos por qualquer proibição

quanto à sua detenção.


Detenção de Cães Perigosos ou
Potencialmente Perigosos
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

Carece de licença emitida pela junta de freguesia da área de


residência do detentor.

Entre os três e os seis meses de idade

A licença referida no número anterior é obtida pelo detentor


após a entrega na junta de freguesia respectiva dos seguintes
Perigosos

Licença

elementos,
a. Boletim Sanitário Animal;
b. Comprovativo de que o animal está identificado com microchip;
c. Comprovativo do registo no SICAFE;
d. Termo de Responsabilidade (Modelo anexo ao D.L. 315/2009);
e. Pedido de Certificado do Registo Criminal, (Certifique que o seu
detentor não foi condenado por sentença transitada em julgado, há
menos de cinco anos, por crimes dolosos contra a vida, integridade
física, saúde pública ou paz pública);
f. Comprovativo de esterilização (quando aplicável).
g. Comprovativo de que o Cão tem a vacina anti-rábica válida.
h. Seguro de Responsabilidade Civil, (mínimo € 50.000,00);
Portaria nº 585/2004, de 29/5 – “Define o capital mínimo e outros critérios qualitativos necessários para a celebração do contrato de
seguro referido no presente diploma, e que aprovou as normas da detenção de animais perigosos e potencialmente perigosos
enquanto animais de companhia.”
Detenção de Cães Perigosos ou
Potencialmente Perigosos
SEPN
A
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

É Obrigatório
Licença
Perigosos

É obrigatório que o detentor de Cão Perigoso ou Potencialmente


Perigoso, se faça acompanhar Licença emitida pela Junta de
Freguesia da Área de Residência, aquando da circulação destes na
via publica ou em espaços públicos.
Sistema de Identificação e Registo de
Caninos e Felinos
SEPN
A
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

SICAFE-
Perigosos

Perfil de Acesso:
qDirecção Geral de Veterinária;
qDirecção Regional dos Serviços Veterinários;

qCâmaras Municipais;

qJuntas de Freguesia;

qMédicos Veterinários ;

q Forças de Segurança.
Detenção de Cães Perigosos ou
Potencialmente Perigosos
SEPN
A
Permanência Temporária em Território Nacional
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

sem Qualquer Fim Comercial (Inferior a 4 meses)


Cidadãos de Outros Países

Acompanhados de Animais

Apresentar Comprovativo do Registo no País de Origem ;


Subscrever um Termo de Responsabilidade;
Perigosos

Permanência Temporária em Território Nacional


(Duração Igual ou Superior a 4 meses)

ü Apresentar-se ao veterinário municipal da área onde se


encontra o qual procede:
q Registo no SICAFE;
q Procede à Esterilização do Animal, quando aplicável
(15 dias);
Detenção de Outros Animais Perigosos ou
Potencialmente Perigosos
SEPN
A
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

Carece de licença emitida pela junta de freguesia da área de residência do


detentor.
Espécies Diferentes

Detentores Ficam Sujeitos


Perigosos

Mudança de Instalações

Junta de Freguesia
Comunicar

Morte

Desaparecimento de Animal

Cedência de Animal
Registo de Animais
SEPN
A Cães (domésticos e não abrangidos por
este diploma)

Excepto
Gatos
Detenção de Animais Perigosos ou

Juntas de Freguesia
Potencialmente Perigosos

SICAFE
Animais Perigosos e

A identificação da espécie e, quando possível, da


raça do animal
Potencialmente
Base de Dados

Identificação Completa do Detentor


Perigosos

O local e o tipo de alojamento do animal

Incidentes de agressão

Deve estar disponível para consulta das


Autoridades
Registo de Animais
SEPN
A
O SICAFE deve estar actualizado, devendo as juntas de
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

freguesia registar no mesmo todos os episódios que


Actualização de Dados [SICAFE]

determinem a classificação do cão como animal perigoso


nos termos do presente decreto-lei.
Perigosos

Devem, igualmente, ser registadas no SICAFE todas as decisões


definitivas proferidas em processo criminal ou contra-
ordenacional, no qual esteja em causa o julgamento dos
factos referidos no número anterior, e que fundamentem a
eliminação da classificação do canídeo como animal perigoso.
Seguro de Responsabilidade
O detentor de qualquer animal perigoso ou potencialmente
SEPN
A perigoso fica obrigado a possuir um seguro de
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

responsabilidade civil destinado a cobrir os danos causados


por este, sendo os critérios quantitativos e qualitativos do
seguro definidos por portaria conjunta dos membros do
Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da
agricultura.
Perigosos

Portaria nº 585/2004, de 29/5 – “Define o capital mínimo e outros critérios


qualitativos necessários para a celebração do contrato de seguro referido no
presente diploma, e que aprovou as normas da detenção de animais perigosos e
potencialmente perigosos enquanto animais de companhia.”
Dever Especial de Vigilância
SEPN
A
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

O detentor de animal perigoso ou potencialmente perigoso fica obrigado


ao dever especial de o vigiar, de forma a evitar que este ponha em risco
a vida ou a integridade física de outras pessoas e de outros animais.
Perigosos
Medidas de Segurança Reforçada nos
Alojamentos
SEPN
A
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

O detentor de animal perigoso ou potencialmente perigoso fica obrigado a


manter medidas de segurança reforçadas, nomeadamente nos alojamentos,
incluindo aqueles destinados à criação ou reprodução.

q Apresentar Condições que não permitam a fuga dos animais;


q Acautelar de forma eficaz a segurança das pessoas e de outros animais e
Alojamentos devem
Perigosos

de bens;

q Vedações com, pelo menos, 2 m de altura em material


resistente, que separem o alojamento destes animais da via ou
Possuir

espaços públicos ou de habitações vizinhas;


q Espaçamento entre o gradeamento ou entre este e os portões
ou muros que não pode ser superior a 5 cm;
q Placas de aviso da presença e perigosidade do animal,
afixadas de modo visível e legível no exterior do local de
alojamento do animal e da residência do detentor.
Medidas de Segurança Reforçada na
Circulação
SEPN Os animais considerados perigosos e potencialmente perigosos, ou seja os
A
animais abrangidos por este diploma, não podem circular sozinhos na via
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

pública, em lugares públicos ou em partes comuns de prédios urbanos,


devendo sempre ser conduzidos por detentor.
Quando o detentor necessite
de
q Circular na via pública; Fazê-lo com meios de contenção

Deve
q Circular em lugares públicos; adequados à espécie e à raça ou
Perigosos

q Ou em partes de prédios cruzamento de raças.


urbanos

Nomeadamente
q Caixas; Seguro por coleira ou trela curta até 1
q Jaulas; metro.
q Cães
Gaiolas. Açaimo funcional que não permita
comer/morder.
Medidas de Segurança Reforçada na
Circulação
SEPN
A
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

Aquando da utilização de cães potencialmente perigosos em actos


Terapia Social
Perigosos

de terapia social realizados em local devidamente delimitado para o

efeito, ou durante os actos venatórios, estes são dispensados da

utilização dos meios de contenção previstos no presente diploma.


Medidas de Segurança Reforçada na
Circulação
As Câmaras Municipais,
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

podem:
Interdição de Circulação de Animais nas

Regular as condições de autorização de circulação e permanência

de animais potencialmente perigosos e animais perigosos nas :


Perigosos

Ruas, parques, jardins e outros locais


Ruas,…

públicos,

Podendo determinar

Por razões de segurança e ordem pública, as zonas onde seja


proibida a sua permanência e circulação e, no que se refere a cães,
também as zonas e horas em que a circulação é permitida,
estabelecendo as condições em que esta se pode fazer sem o uso
de trela ou de açaimo funcional.
Procedimentos em Caso de Agressões
Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

Recolha para Centro de Recolha Oficial

O animal que tenha causado ofensa ao corpo ou à saúde


de uma pessoa é:

Pela autoridade competente, (Médico


Veterinário Municipal).
Perigosos

obrigatoriamente
recolhido

Centro de recolha oficial, a expensas


do detentor.
Procedimentos em Caso de Agressões

As ofensas causadas por animal ao corpo ou à saúde de pessoas de


Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

Ofensas Causadas por Animal ao Corpo ou à

que tenham conhecimento:


São imediatamente
Médicos Veterinários Comunicadas
Médico Veterinário
Autoridades Judiciais
Municipal
Saúde de Pessoas

Autoridades Proceder à Recolha do


Animal
Perigosos

Administrativas
Câmara Comunica no
Autoridades Policiais
Municipal Prazo de 8 dias
Unidades de Junta de
SICAFE
Cuidados de Saúde Freguesia
Quando a junta de freguesia tenha (Canídeos/Felino
conhecimento de uma ofensa ao corpo ou à s)
Base de Dados
saúde de uma pessoa causada por animal ou
(Agressor de Outra
de que um animal tenha ferido gravemente ou J.Freguesi
Espécie)
morto outro, de forma a determinar a a
Notific Licença
ü do Cão (Junta de
classificação deste como perigoso nos termos
a Freguesia)
do presente decreto-lei. Seguro de Responsabilidade
ü

Detentor do Animal para, no prazo de 15 dias consecutivos,


Civil
apresentar:
Procedimentos em Caso de Agressões

O animal que cause ofensas graves à


Detenção de Animais Perigosos ou Potencialmente

integridade física
Decisão do Médico Veterinário
Municipal
Devidamente comprovado através de
Destino de Animais Agressões

Relatório Médico É Isolado/sequestrtado

Entregue ao detentor, após cumprimentos das obrigações impostas


na lei
Provas de
Perigosos

Socialização
Requisito o
Obrigatório u
Treino de
Obediência

O animal que apresente comportamento agressivo e que constitua, de


imediato, um risco grave à integridade física e que o seu detentor não consiga
controlar pode ser imediatamente eutanasiado pelo médico veterinário municipal ou
sob a sua direcção, nos termos do disposto no n.º 1, sem prejuízo das normas vigentes
em matéria de isolamento e sequestro dos animais agressores e agredidos em caso de
suspeita de raiva.

É Abatido por Sem qualquer direito de indemnização para o


Eutanásia detentor do animal.
Entrada em Território Nacional
SEPN
A
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

É Proibida ou
Condicionada Compra

A entrada de Animais Potencialmente Perigosos, em Território Cedência


Nacional
Potencialmente Perigosos

Troca Directa
(Ver Portaria prevista na al.c) do artº 3º)
Cruzamentos de
Restrições

Raças

É Obrigatório

Esterilizar nos termos do artº 19º do Decreto-Lei 315/2009, de 29/10, todos cães das
raças consideradas potencialmente perigosas e que não estejam inscritos em livro de
origens oficialmente reconhecido, bem como os cruzamentos daquelas raças entre si ou
com outras, provenientes de outros Estados membros ou de países terceiros, que
permaneçam em território nacional por mais de quatro meses.
Entrada em Território Nacional
SEPN
A
Direcção Geral de Veterinária
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

Autorizações Entidade Reconhecida para Autorizar

Direcção Regional de Serviços de


Veterinária
Potencialmente Perigosos

Compra
Introdução no T.N.
Restrições

Cedência Reprodução
por
Troca Directa
Comprovativo da inscrição em livro de origens oficialmente
reconhecido
Acompanhada
Indicação do alojamento de hospedagem, devidamente
autorizado
Entrada de Cães em T.N. sem autorização
Reexpedição imediata ao país de
implica a:
origem
Despesas
Abate do animal no caso o detentor não opte pela reexpedição, no
a cargo do
prazo de 5 dias.
detentor
Locais Destinados à Criação e Reprodução
SEPN
Criação ou Reprodução de Cães Potencialmente
A Só é Permitido
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

Centros de Hospedagem com fins lucrativos com licença de funcionamento emitida


pela DGV.
Os centros de hospedagem com
Potencialmente Perigosos

fins lucrativos que procedam à


Encerramento Compulsivo dos Centros de criação ou reprodução de cães
Hospedagem potencialmente perigosos
Perigosos

dispõem do prazo de 180 dias


para se adaptarem às medidas de
segurança reforçadas, previstas no
presente decreto-lei, sob pena de
encerramento.

Os locais nos quais se proceda à criação ou reprodução de cães potencialmente


perigosos, nomeadamente dos das raças constantes da portaria prevista na alínea c)
do artigo 3.º, sem que possuam licença de funcionamento, nos termos do número
anterior, são encerrados compulsivamente.
Condições para a criação e reprodução
SEPN
A Testes de Aptidão
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

Os cães potencialmente perigosos utilizados como reprodutores ficam obrigados a testes de


aptidão para tal a realizar pelos respectivos clubes de raça.
Potencialmente Perigosos

Registo de ninhadas

Os centros de hospedagem com fins lucrativos devem manter actualizado, por um período de
cinco anos, um registo de todas as ninhadas nascidas e destino de cada um dos animais.

Livro de Origens

As ninhadas descendentes de cães potencialmente perigosos, nomeadamente aqueles cujas


raças constam da portaria prevista na alínea c) do artigo 3.º, só podem ser inscritas em livro de
origem se tiverem sido cumpridas as disposições do presente decreto-lei.
Reprodução de Cães Potencialmente
Perigosos
SEPN
A Comportamento Agressivo
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

Os cães perigosos, ou que demonstrem comportamento agressivo, não podem ser


utilizados na criação ou reprodução.

Esterilização dos Animais


Proibição de Reprodução

Os cães referidos no número anterior devem ser esterilizados, devendo os seus


Potencialmente Perigosos

detentores, sempre que solicitados pelas autoridades competentes, apresentar o


respectivo atestado emitido por médico veterinário.

Inscrição no Livro de Origens

Os cães das raças constantes da portaria prevista na alínea c) do artigo 3.º que não
estejam inscritos em livro de origens oficialmente reconhecido, bem como os
resultantes dos cruzamentos daquelas raças entre si e destas com outras, devem ser
esterilizados entre os quatro e os seis meses de idade.

Prazo para a Esterilização

A DGV pode determinar a esterilização obrigatória de um ou mais cães, no prazo


máximo de 30 dias após a notificação do seu detentor, sempre que esteja em risco a
segurança de pessoas ou outros animais, devendo a mesma ser efectuada por médico
veterinário da escolha daquele e a suas expensas.
Cães Potencialmente Perigosos
SEPN
A Comercialização ou Cedência
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

Os cães potencialmente perigosos só podem ser comercializados ou cedidos ao detentor


final em centros de hospedagem com fins lucrativos com licença de funcionamento
emitida pela DGV nos termos da legislação aplicável.
Potencialmente Perigosos

Comercialização

Requisitos

A entrega pelos criadores após venda, ou cedência, de cães potencialmente perigosos


está sujeita ao cumprimento dos seguintes requisitos:
a) Identificação electrónica do animal e inscrição do mesmo no SICAFE, tendo como
titular o detentor final;
b) Comprovativo de registo prévio em livro de origens;
c) Apresentação da licença de detenção prevista no artigo 5.º
Cães Potencialmente Perigosos
SEPN
A Centros de Hospedagem – Registo de Movimentos
Criação, Reprodução e Comercialização de Cães

Além dos requisitos exigidos em legislação própria, os centros de hospedagem com fins
lucrativos referidos no número anterior que vendam animais potencialmente perigosos
devem manter, por um período mínimo de cinco anos, um registo com a indicação das
espécies, raças e número de animais vendidos, bem como a identificação do comprador
Potencialmente Perigosos

ou cessionário.
Comercialização

Proibição de Comercialização e
Publicidade

É proibida a comercialização e publicidade de animais perigosos, excepto os destinados a


fins científicos e desde que previamente autorizada pela DGV
Obrigatoriedade de Treino
SEPN
A

Os detentores de cães perigosos ou potencialmente perigosos ficam obrigados a promover o


Treino de cães perigosos ou potencialmente

treino dos mesmos, com vista à sua socialização e obediência, o qual não pode, em caso
algum, ter em vista a sua participação em lutas ou o reforço da agressividade para pessoas,
outros animais ou bens.
perigosos

Regime de excepção

Exclui-se do âmbito de aplicação do presente capítulo o treino de cães subsequente ao treino de


obediência referido no artigo anterior, nomeadamente aqueles destinados a:
q cães-guia ou outros cães de assistência,
q os cães para competição e para actividades desportivas
Locais destinados ao Treino
SEPN
A O treino de cães perigosos ou potencialmente perigosos previsto no artigo 21.º só pode ser
realizado em:
Treino de cães perigosos ou potencialmente

q Escolas de treino;
q Terrenos privados próprios para o efeito;
Nota:
O treino de cães perigosos ou potencialmente perigosos pode, ainda, ser realizado em escolas de
treino oficial criadas, individualmente ou em conjunto, por câmaras municipais ou juntas de
freguesia.
perigosos

Medidas de segurança

Devendo ser garantidas, em ambos os casos, medidas de segurança que impeçam a fuga destes
animais ou a possibilidade de agressão a terceiros.
Treinadores
Quem pode treinar cães perigosos ou potencialmente
perigosos?
SEPN
A O treino de cães perigosos ou potencialmente perigosos previsto no artigo 21.º só pode
ser ministrado por treinadores certificados para esse efeito.
Treino de cães perigosos ou potencialmente

Quem certifica os treinadores?


Certificação dos Treinadores

A certificação dos treinadores é da competência da DGV ou de entidades às quais seja


reconhecida a capacidade para proceder a tal certificação por despacho do director-
geral de Veterinária publicado no Diário da República, 2.ª série.
perigosos

Condições de acesso à certificação:


O candidato à certificação como treinador de cães perigosos ou potencialmente
perigosos deve reunir, cumulativamente, os seguintes requisitos:
a) Ser maior de idade e não estar interdito ou inabilitado, por decisão judicial, para gerir
a sua pessoa e os seus bens;
b) Ter como habilitação mínima o 12.º ano de escolaridade ou equivalente;
c) Ter formação específica ou experiência comprovada como treinador ou condutor de
diversos cães em provas;
d) Apresentar certificado do registo criminal do qual resulte não ter sido o candidato à
certificação de treinadores condenado, por sentença transitada em julgado, há menos
de cinco anos, por crimes dolosos contra a vida, integridade física, saúde pública ou paz
pública.
Treinadores
Os treinadores certificados devem comunicar
trimestralmente à D. G. V.:
SEPN
A
a) A identificação dos animais submetidos a treino, com a indicação do motivo, das
datas de início e conclusão do treino e respectivos resultados;
Treino de cães perigosos ou potencialmente

b) A identificação dos seus detentores, com indicação dos nomes e moradas;


Obrigações dos Treinadores

c) A identificação dos animais submetidos a treinos de manutenção.

Emissão de documento comprovativo da frequência de


treino.
A cada animal treinado é emitido um documento que ateste a realização do treino,
perigosos

quando este tenha sido concluído com aproveitamento.

Publicidade da frequência dos treinos.

O treinador é obrigado a publicitar, em local visível ao público, a sua certificação como


treinador de cães perigosos ou potencialmente perigosos.

Cessação da actividade de treinador.

Sempre que um treinador certificado cesse a sua actividade, ou a interrompa por


período superior a um ano, deve comunicar este facto à DGV.
Treinadores
Determinam a suspensão ou o cancelamento da certificação como treinador quando se
SEPN verifique:
Suspensão ou cancelamento da certificação de
A
Treino de cães perigosos ou potencialmente

q A violação dos princípios e disposições do presente decreto-lei;

q A violência contra os animais e agressividade para com estes e seus detentores;

q A condenação do treinador certificado, por sentença transitada em julgado, aquando

da posse de certificado como treinador de cães perigosos ou potencialmente


treinador

perigosos, por crimes dolosos contra bens jurídicos pessoais puníveis com pena de
perigosos

prisão igual ou superior a 3 anos ou crimes contra a paz pública, implica o

cancelamento do respectivo certificado.


Princípios gerais relativos aos crimes e às contra-ordenações

A fiscalização das normas previstas no presente diploma compete:


SEPN
A

Direcção Geral de Veterinária


Direcção Regional dos Serviços de
Veterinária
Câmaras Municipais Médicos Veterinários Municipais
Regime Sancionatório

Polícia Municipal
Serviço de Protecção do Ambiente e da
Fiscalização

Guarda Nacional Republicana


Natureza
Polícia Marítima q D. L. nº 22/2006,

Polícia de Segurança Pública


q Portaria 798/2006;
q D. L. 9/2009 (Preâmbulo)
ASAE q D. L. 211/2009.

Para efeitos do disposto no número anterior, a GNR, a PSP e a polícia municipal devem
proceder à fiscalização sistemática dos cães que circulem na via e locais públicos,
nomeadamente no que se refere à existência de identificação electrónica, ao uso de
trela ou açaimo, registo e licenciamento e acompanhamento pelo detentor.
No caso de criação de obstáculos ou impedimentos à fiscalização de alojamentos ou de
animais que se encontrem em desrespeito ao previsto no presente decreto-lei, é
solicitada a emissão de mandado judicial, ao tribunal cível da respectiva comarca, que
permita às autoridades referidas no n.º 1 aceder ao local onde se encontram alojados os
animais e proceder à sua remoção
Luta entre animais
Quem promover ou participar com animais em lutas ente estes é punido com pena de prisão até
1 ano ou com pena de multa.
SEPN
A
CRIMES

Crime Público (artº 31º do DL 315/2009)


Ofensas à integridade física dolosas

SEPN
A Quem, servindo-se de animal por via do seu incitamento,
ofenda o corpo ou a saúde de outra pessoa é punido com
pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

Se as ofensas provocadas forem graves a


pena é de 2 a 10 anos.
CRIMES

A tentativa é punível.

Crime Semi –Público (Artº 32º do DL 315/2009, conj. Com artºs 143º a 148º do C.P.)
Ofensas à integridade física negligentes

SEPN
A Quem, por não observar deveres de cuidado ou vigilância, der azo a que um animal
ofenda o corpo ou a saúde de outra pessoa causando-lhe ofensas graves à
integridade física é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240
dias.
CRIMES

Crime Semi –Público (Artº 32º do DL 315/2009, conj. com artºs 143º a 148º do C.P.)
Termo de Responsabilidade
(Artº 5º do D.L. 315/2009)
Modelo
SEPN
A
Eu, abaixo assinado, declaro conhecer as disposições do Decreto-Lei n.º ... / ..., de
... de ..., declaro não ter sido privado, por decisão transitada em julgado, do
direito de detenção de cães perigosos ou potencialmente perigosos, bem como
declaro assumir a responsabilidade pela detenção do animal infra-indicado nas
Medidas Preventivas

condições de segurança aqui expressas:


Nome do detentor ..., bilhete de identidade n.º ..., arquivo de ..., emitido em ... /...
/..., morada ...
Espécie animal ..., raça ..., número de identificação do animal (se aplicável) ...,
local do alojamento ..., tipo de alojamento (jaula, gaiola, contentor, terrário,
canil, etc.) ...
Condições do alojamento (*) ...
Medidas de segurança implementadas ...
Incidentes de agressão ...
... de ... de ... (data).
... (assinatura do detentor).
“Cuidado com o cão." Está em vigor desde o dia 1 a nova lei da criação, reprodução e detenção de
animais perigosos e potencialmente perigosos. Uma das novidades, entre várias outras, do novo regime
jurídico (Decreto-Lei 315/2009, de 29 de Outubro) é a punição da luta de cães.
 
O agravamento da punição a esta prática estende-se também a quem não cumpra os requisitos quanto
ao registo e licenciamento destes animais.
E se até agora quem não cumprisse a lei sujeitava-se a uma multa (que poderia oscilar entre 500 e
3740 euros para particulares e 44 mil euros no caso de pessoas colectivas), agora a legislação é mais
SEPN severa. Uma das justificações para este endurecimento da lei é dada, precisamente, no preâmbulo do
A diploma agora publicado, com chancela do Ministério da Agricultura, que reconhece que a contra-
ordenação das ofensas corporais causadas por animais de companhia "não é factor de dissuasão
de sete raças de cães perigosas -(In DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 4
Criminalização e regras mais apertadas para donos

suficiente", pelo que, estes comportamentos, passam a ser crime.


 
Luta de cães em Portugal? Há muito que deixaram de ser ficção. Os casos conhecidos, ocorrem, na
maioria das vezes, em zonas problemáticas, onde o controlo da polícia é mais difícil. Há ainda quem, na
franja da marginalidade, use o cão para fazer assaltos.
Atente-se à lei: O dono de um destes animais é obrigado a ter um seguro de responsabilidade civil para
cobrir eventuais danos causados pelo animal e é obrigado ao "dever especial" de vigilância para que o
seu cão não ponha em risco a vida ou a integridade física de outras pessoas. No capítulo do alojamento,
a lei agora é mais exigente.
Segundo dados conhecidos, há mais de dez mil cães potencialmente perigosos em Portugal e ultrapassa
o milhar o número de casos em que os cães têm comportamentos agressivos. Sem trela nem açaime,
são uma ameaça.
 
As autoridades têm promovido campanhas de sensibilização. Uma delas decorreu na área do
Destacamento de Coimbra da GNR. Segundo o responsável do Serviço de Protecção da Natureza e
Ambiente, capitão João Fernandes, "os donos estão receptivos às novidades", sendo que, para quem
está de boa-fé, "já sabe que os cães devem ser adquiridos em espaços licenciados e os cães têm de
estar inscritos no Livro Oficial Português". A criação ilegal, é, pois, uma das vertentes que as
autoridades vão fiscalizar com maior acuidade.
 Medidas obrigatórias
Devem ser efectuados na junta de freguesia da área de residência, entre os três e os seis meses do
cachorro.
Contempla a responsabilidade civil, para cobrir eventuais danos causados pelo animal.
 Obrigatoriamente, têm de existir vedações com, pelo menos, dois metros de altura em material
resistente, que separem o alojamento destes animais da via ou espaços públicos, ou de casas vizinhas.
Devem existir, ainda, placas de aviso da presença do animal.
 
› Serve para a socialização e obediência do cão. Deve ser ministrado por treinadores certificados para
este efeito (esta medida apenas entra em vigor a 14 de Abril deste ano).
 
Animais

SEPN
A "Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com

ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão
Bem Estar Animal e Estado Sanitário

vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais

merecem nosso respeito e nossa protecção, pois em determinado ponto eles são

nós e nós somos eles."

Philip Ochoa
Obrigado pela Vossa
Atenção

Comando Territorial dos Açores da G. N. R. <> Apresentação elaborada pelo Sargento. Ajudante, José Luís de Melo
Santos (SEPNA), em 03/12/2009