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Índice

Capítulos

IIIIII-

O Livro das Sombras Batalha das Sombras Segredo das Sombras

IV- Árvore da Vida VDeusa Mãe

VI- Noite Negra VII- Mensageiro VIII- Caduceu de Hermes IX- Bastão de Asclépius XEremita

XI- Esfinge XII- Teurgia XIII- Aliados
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Prefácio

É muito estranho que um índio velho como eu esteja escrevendo um livro para crianças brancas, mas quando vocês souberem o meu nome vão entender que este é o meu destino, sim alguns índios acreditam em destino, principalmente os pajés que tem uma visão especial para as coisas do espírito. Durante muito tempo me chamou a atenção o fato das mães brancas assustarem, de várias maneiras as crianças muito arteiras e ativas, para terem o devido respeito e o controle em casa, porém o medo, a desolação e a escuridão, imprimem na mente juvenil, um procedimento negativo, dando origem às formas de pensamento escuras e sombrias. Em um conceito científico, sombra é uma região escura formada pela ausência parcial da luz, proporcionada pela existência de um obstáculo. Uma sombra ocupa todo o espaço que está atrás de um objeto com uma fonte de luz em sua frente. A imagem projetada pela sombra é uma silhueta bidimensional e uma projeção invertida do objeto que bloqueia a luz. Neste momento uma sombra está a ditar o que aqui escrevo, me limito a escrever apenas, e peço desculpas por erros de concordância de português, jamais fui à escola e não entendo nada sobre este tipo de lógica psicológica de gente branca, pessoalmente eu não sei quem foi Peter Pan, e qual o problema que ele teve com a sua sombra, e quais as implicações psicológicas e simbólicas das sombras na mente humana. As sombras dizem que as crianças do futuro são muito inteligentes, este pequeno livro é para elas, pois as crianças do passado já sabem a verdade: “Todos somos sombras errantes permeadas de luz refletida pelo céu”. Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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Introdução
O pensamento pode percorrer o espaço, irradia-se de nós e pode ser transmitido, o pensamento se manifesta como um fluxo de energia que parte da mente do ser humano, os pensamentos geram energia mental e podem ser positivos ou negativos. Somos o resultado dos nossos pensamentos. Os pensamentos negativos afetam a aura humana, alterando a sua cor e a sua densidade, podemos sentir os pensamentos negativos da mente de uma outra pessoa, ao penetrarmos no campo de sua aura, conforme se pode ver os pensamentos negativos: com um aspecto inicial de bolhas oleosas, que se manifestam da mente de uma pessoa não se expandem para além de sua aura, permanecendo gravitando na periferia do seu corpo astral. “Somos as pessoas mais próximas dos nossos próprios pensamentos negativos”.

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Existem muitos tipos de pensamentos, mas o pensamento místico é o mais ativo de todos e pode influenciar um circulo vasto e produzir um maior efeito e isso ocorre inteiramente fora da consciência. São poucas as crianças que aproveitam de forma inteligente o poder dos pensamentos. A imaginação é uma força espiritual com poder criativo, a força do pensamento combinada com a fé pode fazer qualquer coisa. Lamentavelmente aquelas crianças que foram assustadas ou traumatizadas na infância, jamais terão controle total do poder bem dirigido do pensamento positivo. Se escondendo atrás de uma possível falta de fé em si mesmos, e sem controle dos seus próprios pensamentos negativos, sucumbem em direção a terra com os joelhos vergados pelo peso das incontáveis formas de pensamento-negativo que abrigam e alimentam como parasitas de sua força vital, desta forma estes pensamentos negativos se alimentam e se reproduzem, influenciando e envolvendo o ser humano até formar uma concha

hermeticamente fechada, neste caso é difícil o tratamento e a cura, os índios da minha tribo simplesmente dizem que seu espírito foi embora. Segundo o livro dos mortos egípcio (2000 a.C.) o indivíduo era constituído de várias partes: físicas, mentais e espirituais. E durante os rituais de embalsamar os mortos, oferendas de manjares e bebidas eram destinadas ao Ka do morto. Este Ka deve ser traduzido como duplo (corpo de desejos ou Peri espírito). Era uma personalidade abstrata, desfrutava de todos os atributos humanos e movia-se a vontade, se bem que o seu lugar lógico era a tumba, ao lado do cadáver. O jaibit ou sombra nutria-se também com os alimentos do Ka e como ele, sua existência era independente do corpo e movimentava-se a vontade.

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Sombra, em psicologia analítica, refere-se ao arquétipo que é o nosso ego mais sombrio. É a parte mais primitiva da personalidade humana. Para Jung, esse arquétipo foi herdado das formas inferiores de vida através da longa evolução que levou ao ser humano. A sombra contém todas aquelas atividades e desejos que podem ser considerados imorais e violentos, aqueles que a sociedade, e até nós mesmos, não podemos aceitar. Ela nos leva a nos comportarmos de uma forma que normalmente não nos permitiríamos. E, quando isso ocorre, geralmente insistimos em afirmar que fomos acometidos por algo que estava além do nosso controle. Esse "algo" é a sombra, a parte primitiva da natureza do homem. Mas a sombra exerce também um outro papel, possui um aspecto positivo, uma vez que é responsável pela espontaneidade, pela criatividade, pelo insight e pela emoção profunda, características necessárias ao pleno desenvolvimento humano. A sombra é freqüentemente projetada em outra pessoa, que aparece ao indivíduo como negativa. Devemos tornar a nossa sombra mais clara possível. Procurando um trabalho partindo do interior para o exterior, este é o objetivo deste pequeno livro, aliando ciência, psicologia, misticismo, xamanismo e teosofia nós pretendemos estabelecer um método seguro de clareamento das sombras, mas deixo claro a princípio que esta idéia partiu das próprias sombras.

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Inferno é a eterna repetição (Stephen King)

A repetição (ad infinitum) de um pensamento negativo é extremamente mais fácil, pois este vibra a taxas que facilitam o hábito e influenciam todo o corpo mental, é um tipo de reprodução alimentada pelo medo que se origina inicialmente pela imposição materna e posteriormente alimentado pelo lixo cultural ocidental (músicas, filmes, livros...) que provocam emoções fortes. Certos tipos de pensamento provocam a emoção e deste modo o pensamento constrói qualidades no ego (influi) de modo permanente sobre o corpo e a aura e em volta (envolve) do próprio homem que originou o pensamento. Todo pensamento negativo dá origem a uma ondulação que se irradia, podendo ser simples ou complexa, segundo a natureza de pensamento de onde partirem as vibrações podem sob certas condições repercutirem nos mundos que ficam acima e abaixo, se o pensamento for de natureza espiritual e estiver impregnado de desejos pessoais, suas oscilações imediatamente tenderão a descer e ao aumentar a densidade iniciando um processo de materialização. Todo pensamento negativo produz uma forma, um objeto definido, distinto, que é dotado de energia e vitalidade de determinada espécie, e que em muitos casos mais ou menos se movimenta como uma criatura viva (Sombra). A maioria dos pensamentos negativos gravita em torno do ser humano, somos as pessoas mais próximas dos nossos próprios pensamentos.

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O chamado pensamento mau ou impuro (ódio ou inveja) com relação a outro ser humano irradia uma onda de pensamento tendente a provocar paixões similares nos demais e assim sucessivamente influenciando outros de forma aleatória e sem direção. A forma flutuante aguarda a oportunidade para a entrada no receptor e ficará pairando sobre ele e logo principiará a repetir-se a fim de nele (receptor) reproduzir o pensamento negativo. Cada pensamento produz uma forma. Quando visa uma outra pessoa, viaja em direção a essa. Se é um pensamento pessoal, permanece na vizinhança do pensador. Se não pertence nem a uma, nem a outra categoria, anda errante por um certo tempo e pouco a pouco se descarrega, desfazendo se no éter. Cada um de nós deixa atrás de si por toda parte onde caminha, uma série de formas-pensamentos. Nas ruas flutuam quantidades inúmeráveis. Caminhamos no meio deles. Quando o homem momentâneamente fica com a mente vazia, os pensamentos que lhe não pertencem o assaltam; em geral, porém, o impressionam fracamente. Algumas vezes, todavia, um pensamento surge e atrai a sua atenção de um modo particular. O homem comum apodera-se dele e o considera como coisa própria, fortifica-o pela ação de sua própria força, e, por fim, o expele em estado de ir afetar outra pessoa. O homem não é responsável pelo pensamento que lhe atravessa a mente, porquanto pode não lhe pertencer. Porém, torna-se responsável quando se apodera de um pensamento e o fixa em si e depois o reenvia fortalecido. A paisagem que pode ser vista por quem tem a capacidade de perceber é tenebrosa, vou descrever pra vocês: muitos homens estão rodeados por uma concha dessas formas pensamento negativas e com freqüência sentem a sua pressão que aparentemente representa uma constante sugestão externa, mas os pensamentos ruins são todos de sua própria criação.

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Quando o pensamento é mau, a própria pessoa que o gerou pode considera-lo como obra de um demônio tentador, quando, de fato, essa pessoa é o seu próprio tentador. Em geral pode-se dizer que cada pensamento produz uma nova forma-pensamento. Porém, sob o império de certas circunstâncias e a repetição constante de um mesmo pensamento, em lugar de produzir uma nova forma, funde-se com a primeira forma-pensamento e a fortifica. De sorte que o assunto, através de continuada meditação gera, muitas vezes, uma forma-pensamento de um poder formidável. Quando é má, pode-se tornar mais maléfico e durar muitos anos. Formas-pensamento deste tipo possuem a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva. Podem ser facilmente confundidas com outras entidades astrais, pois possuem uma forma e um movimento que lembra um ser vivo. Muitas religiões primitivas (xamanistas, umbandistas, espiritistas) falam a respeito de tentações malignas ou maus espíritos ou ainda confundem com a ação de espíritos desencarnados, muitas destas alegorias fazem parte da fé das pessoas humildes, como sou um índio, vivo também limitado dentro do meu mundo mágico, a sombra diz que o pensamento do homem é tão forte que o que ele passar a acreditar assim será. Caminhamos pelas ruas e vamos atravessando um oceano de

pensamentos negativos largados ao acaso por outras pessoas e os atraímos e damos vitalidade e animação como se fossem parasitas, atraídos por nossas vibrações mais baixas, pode-se ver melhor ao entardecer estes densos aglomerados negativos seguindo para as cidades, a procura de energia vital. O quadro mais tenebroso a meu ver são as crianças brancas tão novas e já abrigam estes parasitas em suas auras. Inicialmente a partir de algo criado pela mãe, controle através de sustos sucessivos dos mais variados tipos: “o bicho - papão do escuro vem para pegar as crianças rebeldes”.

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Estes sustos aparentemente sem importância aliados aos filmes de terror mais os problemas familiares comuns são os responsáveis pelo medo que se fixa na mente humana, assim derivam os adultos neuróticos doentes e depressivos. As bolhas oleosas iniciais se juntam formando uma sombra de proporções maiores e residente no corpo astral da pessoa, muitas crianças carregam a sua sombra em seu corpo astral, ela sempre acompanha se movimentando um pouco mais devagar que a criança, porém em certas ocasiões podem se movimentar mais rapidamente ou imitar uma entidade furtiva se escondendo em lugares escuros. Quando a criança esta dormindo, algumas pessoas podem ver a sombra, pairando, próximo a sua cabeceira como se estivesse velando seu hospedeiro precioso, algumas crianças ao acordar de súbito podem vislumbrar a sombra que se esconde rapidamente no escuro. Algumas pessoas podem ver estas sombras em determinados momentos e as confundem com espíritos desencarnados ou entidades mágicas, frequentemente as batizam como: “monge” (por estar de hábito).

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Adolescentes drogaditos frequentemente em viagens induzidas pelo uso das drogas descrevem terem visto ou conversado com suas sombras que se escondem nos lugares mais escuros. A forma de pensamento negativa (entidade) inicia a sua reprodução formando uma tríade por sobre a cabeça do corpo astral do hospedeiro certas religiões dizem que a pessoa está com um dragão ou serpente com três cabeças sobre a cabeça.

Apartir da tríade pode ocorrer duas situações: se forma um casúlo hermético que prende a pessoa lá dentro, dificultando a comunicação e sem que esta possa perceber estímulos vindos de fora, se reduz muito as capacidades cognitivas da pessoa, deste ponto em diante a situação pode ficar bem difícil com depressões constantes que levam ao suicídio. A própria pessoa tem que ter força de vontade e reagir lá do interior.

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A sombra passa a ter um poder maior sobre a pessoa quando ela tem filhos, pois o fio do espírito passa para o filho no momento do nascimento e a pessoa fica vazia na altura do abdomen ficando um vazio mais escuro no corpo astral, quando o buraco fica do lado esquerdo do estômago a criança é do mesmo sexo se for do lado direito é de sexo diferente. Se tiver dois filhos de sexos diferentes forma esta barra que separa o corpo astral em duas partes ficando bem menos luminoso e mais sujeito a influência da sombra. Existem vários meios da pessoa adquirir o fio do espírito de volta ou remendar o buraco na luminosidade e voltar a ser uma pessoa astral completa.

Diferente situação são aqueles que se adaptam e procuram benefícios desta forma adquirido o carma negativo (Abrigando) dando guarida a estas formas de pensamento, quando por vontade abrigamos e mantemos estas formas para benefício próprio estamos iniciando o processo para a magia do mal.

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Através de continuada repetição gera, muitas vezes, uma formapensamento de um poder formidável. Quando é má, pode-se tornar mais maléfica e durar muitos anos. Formas-pensamento deste tipo possuem a aparência e os poderes de uma entidade realmente viva." Podem ser facilmente confundidas com outras entidades astrais, pois possuem uma forma e um movimento que lembra uma entidade viva. Por parecer se tratar de uma mágica poderosa aos olhos de uma criança pequena muitas pessoas inteligentes se tornam escravos das sombras por vontade própria assim surgem os magos negros, que dizem ter feito um pacto com as sombras, sim existe um exército das sombras se movimentando na escuridão e dia após dia ele aumenta; o fim do universo é a morte térmica, é o fim de toda a luz desta dimensão só restando a matéria escura. A luz é um milagre único e momentâneo na imensidão cósmica. A sombra pode ser controlada ou coagida a ajudar seu hospedeiro, aprendendo alguns truques mágicos que parecem extremamente poderosos para as crianças, mas, lhes asseguro que trata-se de uma ilusão momentânea, pois o custo benefício desta situação não é calculado para o hospedeiro, toda sua energia vital é perdida ou dissipada e a sombra assume uma forma mais funcional. Apartir deste ponto não existe mais retorno e a simbiose não pode mais ser desvinculada, para sempre a sombra seguirá atrelada ao seu mentor. Um manto de escuridão e maldições paira sobre aquele que mecher com as sombras. Pois desde a noite dos tempos o homem tem mergulhado na sombra e intuído a luz para encontrar a verdade, e a verdade é que a vida é uma sombra errante. As sombras se espreitam e reluzem no escuro por entre a fluída noite, prontas para pegar mais um e transformar também em sombra. A realidade é também uma sombra que com uma pequena porção de imaginação, se vai para sempre nas asas da sombra da morte...

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Ainda existe tempo, quando estamos nas fases iniciais deste sistema, os pensamentos negativos ainda podem ser transmutados ou sofrer um processo de clareamento sempre em direção a luz. É um processo parecido com a fotólise (influência da luz) a luz dissipa ou quebra as sombras e transforma a obscuridade em luminosidade. A luz violeta é a que mais se presta a este tipo de transformação.

As crianças que podem ver mais facilmente ao amanhecer a forma pensamento positiva (em trasmutação) pairando próximo a cama chamam de “ velho cinza”. Todos os tipos de sombras são formadas por um pouco de luz difusa refletida pelo céu. Após a fotólise com a chama violeta a sombra ainda pode sofrer mais transformações sucessivas aumentando os índices de

luminosidade sempre em uma escala crescente. A imaginação constitui o elemento de base da visualização, faculdade impar que quando é utilizada para uma finalidade precisa e com método, permite materializar a maior parte dos nossos desejos na criação consciente de formas pensamento positivas.
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O primeiro passo é eliminar de nossos corpos e cérebros, toda vibração desarmoniosa, precisamos afastá-las uma a uma, à medida que ás descobrirmos. Todo ato, pensamento, emoção e medo desnecessários precisam ser eliminados.

O caminho está dentro de nós, ninguém pode fazer-nos mal e nem mesmo promover nosso progresso senão nós mesmos,

precisamos nos dar ao trabalho de prestar atenção aos mínimos pensamentos, pois a forma – pensamento não só reage sobre o

pensador, mas tambem influência todos ao seu redor é preciso ter o máximo cuidado com os pensamentos que nós nos permitimos interiormente. Incluindo as emoções, temos que nós esforçarmos muito para dominar uma emoção, quando a sente surgir em si, a criança se deixa subjugar por ela considerando - a coisa natural, é de seu interesse e seu dever opor-se à sua invasão e antes de entregar-se a tal sentimento, examinar se ele é ou não prejudicial a sua evolução e á do próximo. Em vez de deixar os seus pensamentos crescerem livremente, como hervas daninhas deveria te-los sob domínio absoluto, exercite o controle do seu pensamento, a mente não é o homem mas um instrumento que o homem deve aprender a usar.

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Uma estratégia que sempre da certo é procurar jamais deixar a mente vazia, não formar vácuo na mente, deste modo ocupar a mente com vários projetos organizados em diferentes etapas de construção testando diferentes hipóteses e chegando ao objetivo a longo prazo, objetivos estes que visem o benefício de todos. Existem, pensamentos elaborados intencionalmente com o fim de auxiliar os outros. São peculiares aos benfeitores da humanidade. Pensamentos vigorosos, dirigidos inteligentemente, podem constituir um grande socorro para quem os recebe. São verdadeiros anjos da guarda; protegem contra a impureza, a doença, a irritabilidade e o medo. A sombra do início já não existe mais, se transformou em um guardião de luz, saúde, vitalidade, vida e amor. Existe poder infinito nestas palavras...

Índio sombra que surge

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Sombra
Na verdade, embora eu caminhe através do vale da Sombra… Vós que me ledes por certo estais ainda entre os vivos; mas eu que escrevo terei partido há muito para a região das sombras. Por que de fato estranhas coisas acontecerão, e coisas secretas serão conhecidas, e muitos séculos passarão antes que estas memórias caiam sob vistas humanas. E, ao serem lidas, alguém haverá que nelas não acredite, alguém que delas duvide e, contudo, uns poucos encontrarão muitos motivos de reflexão nos caracteres aqui gravados com estiletes de ferro. E mergulhando fundamente a vista nas profundezas do espelho de ébano cantava em voz alta e sonorosa as canções do filho de Teios. Mas, Pouco a pouco, minhas canções cessaram e seus ecos, ressoando ao longe, entre os reposteiros negros do aposento, tornavam-se fracos e indistintos, esvanecendo-se. E eis que dentre aqueles negros reposteiros, onde ia morrer o rumor das canções, se destacou uma sombra negra e imprecisa, uma sombra tal como a da lua quando baixa no céu, e se assemelha ao vulto dum homem: mas não era a sombra de um homem, nem a de um deus, nem a de qualquer outro ente conhecido.

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E, tremendo um instante entre os reposteiros do aposento, mostrou-se afinal plenamente sobre a superfície da porta de ébano. Mas a sombra era vaga, informe, imprecisa, e não era sombra nem de homem, nem de deus, de deus da Grécia, de deus da Caldéia, de deus egípcio. E a sombra permanecia sobre a porta de bronze, por baixo da cornija arqueada, e não se movia, nem dizia palavra alguma, mas ali ficava parada e imutável. Os pés do jovem Zoilo, amortalhado, encontravam-se, se bem me lembro, na porta sobre a qual a sombra repousava. Nós, porém, os sete ali reunidos, tendo avistado a sombra no momento em que se destacava dentre os reposteiros, não ousávamos olhá-la fixamente, mas baixávamos os olhos e fixávamos sem desvio as profundezas do espelho de ébano. E afinal, eu, Oinos, pronunciando algumas palavras em voz baixa, indaguei da sombra seu nome e lugar de nascimento. E a sombra respondeu: “Eu sou a SOMBRA e minha morada está perto das catacumbas de Ptolemais, junto daquelas sombrias planícies infernais que orlam o sujo canal de Caronte”. E então, todos sete, erguemo-nos, cheios de horror, de nossos assentos, trêmulos, enregelados, espavoridos, porque o tom da voz da sombra não era de um só ser, mas de uma multidão de seres e, variando suas inflexões, de sílaba para sílaba, vibrava aos nossos ouvidos confusamente, como se fossem as entonações familiares e bem relembradas dos muitos milhares de amigos que a morte ceifara. (The Raven -1845) Edgar Allan Poe

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE II “A BATALHA DAS SOMBRAS”

Eu sou... Não há outro. Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, não há outro. Eu formo a luz, e crio as sombras; eu faço a paz, e crio o mal. Eu sou o Senhor, que faço todas estas coisas (Isaías 45:7).

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O mundo mudou, todas as coisas mudam, mas o mundo do homem branco muda muito rápido, o homem branco esquece rápido demais, esquecer é como uma forma de proteção, a realidade pode ser bem intolerante, mas com um pouco de coragem pode-se lembrar outra vez; Neste momento eu (índio “sombra que surge”) estou sentado em um penhasco, ao entardecer, com uma pequena fogueira crepitando, aos poucos as sombras vão chegando ao meu lado, quando estamos todos reunidos, lembramos em conjunto, lembrar é como sonhar, e quando se sonha em conjunto , o sonho se reveste de realidade. Neste momento eu visto a minha sombra, preciso me proteger, para entrar no mundo da escuridão e ser aceito pelas sombras que dominam esta região do escuro, o que pode ser mais uma iniciação para um índio velho, apenas saltar do penhasco, despencando por entre as rochas, percebo que meu corpo ainda esta sentado ao lado da fogueira e é a minha sombra que carrega a minha conciência através do sonho, para um outro tipo de realidade, além desta, iniciando uma viagem mental rumo a registros esquecidos da “Batalha das sombras”. Ao chegar ao fundo do penhasco encontrei um rio infinito, o barqueiro já me esperava, as margens, Caronte é o barqueiro cego que ruma para o inferno, ele ri , e diz: “-Jamais tinha visto alguem vestido com a sua própria sombra. - Você deve ter muito medo, da escuridão. Deve estar sabendo sobre a “batalha das sombras” para vir camuflado ao inferno...”

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Só quem morre uma segunda vez em vida, adquire a propriedade de manipular sua sombra, e entrar em contato com as outras, deixar de ser, é bem difícil para quem é ... muito apegado ao seu corpo material, o guardião do portal do inferno Cérbero, não deve permitir a minha entrada, mesmo vestido de sombra, pobre índio ignorante e burro, sem pintura no rosto, quantas vezes foi lhe explicado que as palavras tem poder, mesmo manejando bem as palavras, quando fala com uma pessoa, você leva a luz ou trás a sombra, (sua voz tão calma e fria, penetrou tão lentamente, congelou o meu orgulho, embaçou a , minha mente). No tribunal de justiça quando o sua cosciência for pesada e medida, o que você pode dizer da sua alma? Tem certeza que quer morrer índio velho? O que você fez da sua existência? Trouxe a luz ou trouxe a sombra? Aos outros que estão ao seu lado, neste momento a dúvida e o medo, assolam a existência, e uma retrospectiva completa e assustadora da relidade tem início, eu sempre manejei bem as palavras mas agora não sei o que dizer... De repente acordo do lado da fogueira já apagada, as sombras já se foram, apenas a minha permanece ela diz : “-Tem muitas coisas ainda para eu te dizer, mas tu não pode suportar.” Por eu ter medo de ouvir o que as sombras tem a dizer, sempre mudo a cada contato, elas me causam aflição e medo, mas também trazem uma idéia de outras realidades, sempre dizem que as sombras são sorrateiras e peritas na arte de falsear e manipular o fracasso e o sucesso, seu poder aumenta muito quando ocorre o entardecer, e elas se juntam formando uma “Egrégora de sombras”.

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Mas é infinita a luz quando nasce o sol, carregamos a luz do sol no brilho dos olhos, esta luz jamais se apaga, enquanto existir vida e esperança na alquimia da transmutação, a noite mais escura (noite negra) da existência pode ser transformada... Portanto sempre vai existir esperança para a tua reintegração.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

A eternidade do peregrino é como o piscar do olho da autoexistência, as coisas do caminho são somente para quem caminha, quando se esta despertando de seu sono, a luz encomoda, mas com o tempo os olhos e o coração começam a se acostumar com a luz.; Como escolher o caminho certo? -Se o caminho tiver um coração, é este o caminho certo... Os pensamentos são coisas e coisas muito poderosas é o que há de mais poderoso na face da terra, todo o pensamento criado pela mente humana é um poder mais ou menos considerável, conforme a intensidade da força emitida, essas vibrações exercem a sua influência sobre cada pessoa com quem nos relacionamos, ou que de nós se aproxima. Por outro lado, os pensamentos de outras pessoas exercem em nós, influência muito maior do que supomos.

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Quando alguem projeta intensamente um pensamento na direção de um certo objeto, é sobretudo nesse ponto que a influência dessa força mental se fará sentir. Todos os tipos de pensamentos emitidos, e as suas consequentes vibrações, influênciam os outros com maior ou menor intensidade, e de acordo com o esforço propulsivo que os move. Assim podemos imaginar a intensidade de uma força gerada por um grupo de pessoas, emitindo um mesmo pensamento com um determinado propósito. Quando um grupo se reúne com um propósito comum, desenvolve o que comumente denominamos de consciência grupal, todos os pensamentos individuais se reúnem ao pensamento coletivo do grupo, formando uma cadeia ou corrente, que, misticamente é considerada como algo maior do que os pensamentos individuais dos seus integrantes, de um certo modo, podemos comparar isso com a idéia de que o todo é maior que as partes que o compõem . Na esfera do pensamento os opostos se repelem e os semelhantes se atraem. Bons pensamentos atraem bons pensamentos, enquanto maus pensamentos atrairão seus iguais. Por isso somos orientados para mantermos sempre em mente pensamentos positivos de paz, amor, harmonia e saúde. Assim fazendo, atrairemos pensamentos similares, bem como, pessoas que vibram nessa faixa superior. O pensamento é como energia eletromagnética ele se acumula, se organiza e se condensa podendo converter-se em algo que parece ter vitalidade e existência própria , pode ser considerado um campo energético vivo formado pela idéia que condensa a força do pensamento daqueles que a emitiram, esta energia mental viva, pulsante, vibrante, com existência própria, é o que chamamos de egrégora.

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Egrégora

é uma assembléia de personalidades terrestres e

supraterresres que constituem uma unidade hierarquizada e ativada pela energia do pensamento, cristalização ou condensação particular da divina essência, para uma finalidade definida, qual seja, a evolução e a proteção individual e coletiva do ser humano. A egrégora se realimenta das mesmas emoções que a criaram, como energia pulsante, viva não quer morrer e cobra alimento dos seus integrantes, induzindo-os a produzir repetidamente, as mesmas emoções assim, a egrégora gerada por sentimentos de revolta e ódio, exigirá de seus integrantes mais revolta e ódio. Quando os pensamentos são vulgares egoistas, desarmônicos, vão nutrir correntes mentais semelhantes, prejudicando outros seres. Como no estágio evolutivo atual da humanidade predominam mais sentimentos e idéias más do que boas, entende-se o porquê de determinadas pessoas mais sensíveis, não se sentirem bem em aglomerações, onde a tônica é constituída de sensações fúteis, mesquinhas, maledicentes,

intolerantes, de recentimentos e exclusivistas.

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Em contrapartida, a egrégora criada com intensões nobres, tende a induzir seus membros a continuarem agindo com nobreza e dignidade em todas as suas atitudes, o sentimento de bem estar, leveza, calma e paz interior, é o que predomina neste tipo superior de coletividade. Os bons pensamentos dão origem a bons atos. Estes vão se tornando em hábitos, fortalecendo o caráter e refinando os sentimentos de todos os seus integrantes, a mente possui força criadora que deve ser educada e dirigida, como instrumento útil sob o comando do eu superior. O pensamento é uma espécie de vibração e, a vibração é energia, e a energia, matéria. Por isso, é cientificamente correto afirmar que os pensamentos são “coisas”, pois a vibração de pensamento é energia e a energia realidade. A ciência proporcionou comprovação sobre os ensinamentos dos antigos místicos de que tudo, no Universo, encontra-se em constante movimento e se manifesta por meio de graus variados e constantes e, de freqüências vibratórias. Conseqüentemente, a vibração cósmica, também, ela está sujeita a alterações nos índices de vibração, por força dos pensamentos de muitos. Precisamos que todos vibrem na mesma escala. As vibrações se transformam em impulsos significativos, capazes de produzir imagens mentais de fatos e o que desejamos vai nos proporcionar mais meios de ajudarmos aos outros. Existem pensamentos elaborados

intensionalmente por egrégoras poderosas com a finalidade de auxiliar os outros, são pensamentos vigorosos, dirigidos de forma inteligente, são condensados na forma de guardiões, com o objetivo de proteger e curar os peregrinos no caminho da luz maior... Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE III “SEGREDO DAS SOMBRAS”

Livro das Sombras – Todo estudante sincero deverá ter, uma espécie de “diário mágico” onde registrará todos os seus conhecimentos, lembranças e descobertas no ramo do misticismo mágico. Quando o estudante sofre a transição, seu livro ou é entregue aos familiares ou é escondido ou queimado, para resguardar os segredos da arte mágica.

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A sombra me fala que o rei dos pássaros viria ter comigo, e que o grande espírito me acompanharia através da grande batalha, e diz que no mundo racional temos que raciocinar, e no mundo irraciocinal temos que agir irracionalmente, a pena da águia já está no meu braço, agora só falta coragem para pular no abismo, nos braços do grande espírito.... O homem branco encara seu mundo como um quebra – cabeças totalmente fragmentado de sentido, estudando minuciosamente suas diferentes partes separadas em diferentes unidades com suas

respectivas funções lógicas, perde a visão do todo e o drama da iluminação, a beleza verdadeira está na soma de todas as partes e de como elas se relacionam harmonicamente entre si, percebemos então, que perceber (sentir) é o único objetivo para a existência do homem, o homem é o coração desta dimensão, neste sentido os índios levam vantagem... Existem váriadas formas de um índio velho voltar a lembrar do passado, pode-se sonhar alto e forte acometido de febres da floresta, podemos encontrar alguns aliados para nos ajudar a sonhar, mas na arte de lembrar através de sonhos nada melhor que conversar com a a sua própria sombra em um entardecer onde somos levados até o portal dos sonhos, descendo pouco a pouco a escadaria, degrau por degrau da escala da consciencia e entrando em contato com um universo interior infinito, a máquina do tempo da alma “os registros Akáshicos”.

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O caminho para chegar até o portal dos sonhos é guardado por um exército de sombras eternas e perfiladas, é intransponível a passagem, a única forma que encontrei foi me fazendo passar tambem por sombra, este processo de ilusão, causou – me alterações de percepção tão grandes, que, não sei mais se ainda sou um ser vivente ou uma sombra errante, a ilusão foi por assim dizer perfeita e atingiu o seu objetivo imediato, que era atravessar o portal dos sonhos e chegar nos registros esquecidos.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

A tempos, nas terras altas, a neblina densa assistia uma batalha sombria, dois clâs lutavam pelo controle das terras, ao norte do

território, as espadas resplandeciam como relâmpagos em meio a tempestade e o samgue encharcou a floresta de pinheiros. Os homens do clâ Baddock, destruiram o clâ McMorn, porém um grupo ainda resistia, seu lider, levou os sobreviventes que restaram para as ruínas do velho castelo no alto da colina, cercado pelo lago negro, onde encontrariam um breve refúgio, devido a certas lendas antigas, contavam que o lugar era lar de um monstro enorme.

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Os homens do clâ Baddock eram supersticiosos e não seguiriam no ataque ao castelo, Baddock pediu ajuda a um antigo druída, que ensinou uma magia para despertar o monstro do lago, em troca de ouro puro, a magia consistia em tocar um certo acorde de gaita-de-foles a meia noite, na margem do lago, Baddock assim procedeu. O monstro acordou e destruiu a muralha externa do castelo dos McMorn, estes em sua defesa usaram catapultas, flechas e óleo fervente, praticamente nada adiantou, quando não existia mais esperança, o ancião do clâ McMorn falou: - O unico jeito de deter o monstro é “cortando sua cabeça, com uma espada embebida em úrzes silvestres”. Então, um guerreiro do clâ McMorn, afiou sua espada nas pedras passou sobre as úrzes e foi lutar, contra o dragão monstruoso, subindo na torre mais alta do castelo, desferiu um golpe, que cortou a coluna vertebral do monstro, a chuva fina se misturava com o sangue verde da criatura morta aos pés da muralha do castelo. O jovem McMorn foi aclamado como herói e logo partiu atrás de Baddock, trazendo sua cabeça em um estandarte, os sobreviventes se unificaram, sob suas ordens e este fato marcou o controle das terras altas do norte pelo clâ McMorn, ainda hoje o brasão da família McMorn, é um dragão atravessado por uma espada, muitas lendas ainda são contadas, mas, hoje em dia, não se toca gaita-de-foles a meia noite, as margens de lagos nas terras altas.

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Em contrapartida, toda alegoria sempre encontra simbolismos dentro da consciência de uma pessoa, em um universo onde praticamente tudo está em mudança, porém, o conceito de Deus, para o homem, é algo de muito arraigado e tradicional, tanto quanto as organizações que intermediam a relação do homem com Deus, de forma reducionista ou de forma generalista o ser humano não tem saída ao tentar entender as emanações da sua própria divindade. A busca do autoconhecimento é algo pessoal, particular e intransferível, e ao mesmo tempo um objetivo de toda a matéria cósmica do universo em todas as dimensões de existência, nas palavras das próprias sombras: “Praticamente tudo neste mundo são sombras, a luz é apenas uma sombra altamente clareada pela chama da transmutação alquimica...

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE IV “A ÁRVORE DA VIDA”

O Olho de Hórus era um amuleto muito usado, pois seu olhar era considerado mágico, tendo o olho direito ou Olho de Rá (representa o sol) o poder de curar, de neutralizar o mal, de ler os pensamentos, de ver o futuro, de materializar os desejos; Pretendiam os que o usavam que ele trouxesse as bênçãos: de força, vigor, proteção, segurança e saúde. Essa convicção era tão forte que esse olho foi venerado e ainda em nossos dias é conhecido como símbolo da onisciência (Livro Egípcio dos Mortos - 2000 a.C.).

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Um animal de poder é um importante aliado para a vitória em um combate com as sombras, é o animal de poder que escolhe o xamã, através de sonhos repetitivos e simbólicos, é um processo pessoal e que leva tempo, o estudo e o conhecimento do animal de poder leva ao controle de certos poderes únicos e pessoais que este tipo de relação trás, tal como uma projeção de ilusões, só que com um impacto no mundo real. A projeção é a etapa final da transmutação, onde o metal vil é transformado em ouro puro, ou em termos espirituais a alma se torna una com o princípio divino e a essência imortal do homem volta para o lugar de onde veio. Todo índio velho sabe que no centro da floresta existe uma árvore bem antiga, a árvore da vida, esta árvore é formada por dez emanações a essência de todas é a mesma (ser supremo), mas cada uma possui uma propriedade particular. A essência é universal, o que muda é a emanação. Essas emanações se manifestam em quatro diferentes planos interconectando em camadas cada vez mais densas,

expressando os degraus da escada das formas vivas. O eterno círculo de transmutações geraria a natureza e o próprio homem, que também seria constituído pela vida e pela luz transformadas em alma e intelecto. “A mudança dos corpos em luz e da luz em corpos, esta perfeitamente de acordo com as leis da natureza, pois a natureza parece encantada com a transmutação”.

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A egrégora das sombras mostra a origem do conceito de transmutação e a sua função básica na arquitetura do universo, sendo apenas questão de conceitos que são sinônimos (transmutação, mutação, evolução, reintegração).

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

A origem da transmutação remonta o período pré-dinástico egípcio (3.000 a.C.) marcado pela observação do mundo natural, do crescimento de todas as coisas vivas, da maturação e decadências graduais. O fluxo constante de transformação e mudanças graduais é relacionado com as enchentes periódicas do rio Nilo, que deixam as margens do rio repleto de húmus negro, na língua egípcia “Khemi” (negro), o que lembra o nigredo alquímico e o processo de renovação. A base da alquimia egípcia era o culto aos deuses (Mítica Politeísta) e o culto aos mortos (Decomposição e Mumificação) objetivando a imortalidade e a divinização dos mortos. Na religião Atoniana, “culto ao deus Aton” (1348 a.C.) cuja simbologia era o círculo do sol ou disco solar (1° hieróglifo) era regido pela lei da serpente, a lei das metamorfoses incessantes.

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Na realidade Aton, não se exprime pelo disco solar, mas pelo globo do olho do sol, é no olho sagrado que se encontra a medida de todas as coisas e o segredo de todas as construções vivas, quando Aton assume a forma do olho do sol, detém a chave da harmonia universal, e o homem, para compreender a sua sabedoria, deve abrir seu olho interior. Vários autores atribuem o “culto a Aton” como o início do monoteísmo e do conceito de ser supremo e único. Os egípcios acreditavam que o ouro era o sol trazido à terra e, portanto sagrado, tendo nascido do deus sol (heliolatria – culto ao sol) e o seu movimento gradual pelo céu e a relação dos outros astros com os metais culminam na transmutação dos elementos alquímicos em um momento astral favorável (Kairos), segredo revelado pela deusa Ísis que obteve, de um anjo a técnica de transmutação dos metais. Na mítica egípcia o amuleto do escaravelho era o símbolo do deus Khepera (aquele que rola), o deus da ressurreição, o poder invisível da criação, que impulsionava o sol através do céu. O fato de o inseto voar durante a parte mais quente do dia fez com que este, fosse identificado com o sol, o escaravelho era considerado o protetor do coração das múmias e da força vital.

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O olho de Rá era o símbolo da casa da vida, onde se estudava medicina, e o escaravelho era o símbolo da casa da morte, onde se estudava a decomposição a taxidermia e a mumificação, ainda crianças os neófitos eram escolhidos durante a iniciação, para ambas as casas, através de aruspicia (leitura das vísceras de um animal de poder sacrificado). A casta dos sacerdotes egípcios, mais poderosa e privilegiada eram os aruspíces, estes escolhiam os outros e eram escolhidos somente por Rá, quando ainda bebês, tinham o olho esquerdo totalmente cego, marcado, vazado e ferido ou horrivelmente deformado pelos próprios pais, além de estimular a visão clara, a prática era um ritual de proteção contra o poder maléfico do mau – olhado. Os sacerdotes egípcios aruspíces, responsáveis pela ritualística nos templos e pelas decisões mais importantes eram uma casta de sacerdotes deficientes visuais, portadores de baixa visão ou visão subnormal.

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Se o pensamento pode chegar até o céu, deixem-no lá morar, pois se o pensamento receber medo, terror e poder de descer ao inferno; a desolação e a escuridão de tua mente, desconcertam e fustigam a moradia que tu deixaste para trás. Observem a linguagem técnica: "Coloca o teu crisol sob a luz polarizada, ó meu Filho! Lava as escórias com água tri destilada!" (pensamento alquímico). Algumas pessoas podem ver, o que já foi, outras o que é, e

algumas especiais podem ver o que será... E elas podem alterar o que será? Com seus atos de bondade e piedade podem governar o destino de muitos. Quem tem o dom da profecia, sofre da síndrome de Cassandra, é a maldição de não ser capaz de alterar suas predições negativas, não sendo capaz de convencer as pessoas dos infortúnios prestes a acontecer em suas vidas. Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. São os olhos a luz do corpo, se teu olhar é são, todo o teu corpo será

luminoso, se porém, os teus olhos estiverem doentes, todo o teu corpo será sombras, portanto, caso a luz que existe em ti sejam sombras, como estas sombras podem ser profundas (Mt 6: 23).

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE V “A Deusa Mãe”

A Bruxaria é uma religião de origem Xamânica e forte tradição mágica, Xamanismo e Magia são técnicas espirituais antigas, obtidas a partir de uma revelação cosmológica pessoal em linguagem simbólica, se entendida, abriria as portas dos segredos da natureza e do universo. Deusas da Fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos, que observavam maravilhados uma mulher dando a luz a uma criança, portanto todo o universo deveria ter sido criado por uma grande mãe. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a noite eterna. “Eu sou o que é, o que será e o que foi.” Entretanto ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte, a noite negra.

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De tempos em tempos todos os xamãs das tribos se encontram para um combate espiritual, onde os competidores devem trazer seus aliados, suas plantas de poder e seus objetos mágicos para um combate único, “brujos” e “brujas” se encontram para uma convenção (coven). Os chamados “diableros” levam vantagem por possuírem as sombras como aliados, estas formam escudos impenetráveis, mas como toda competição mágica tem seu princípio na destruição espiritual de seu adversário, é muito difícil sair de um combate sem cicatrizes profundas, os escudos de sombras são tão impenetráveis que impedem até mesmo a própria evolução do “brujo”. É muito importante ser um guerreiro completo para poder competir sem medo da destruição, ser completo é ter uma aura de energia formando um escudo que envolve completamente o corpo do guerreiro a busca por ser completo depende unicamente de si mesmo, pois o “brujo” nunca sabe se é realmente um ser completo. A bruma da manhã se dissipa, no local escolhido vários competidores “brujos” já com o corpo pintado aguardam, muitos aprendizes assistem o embate espiritual, o fogo já está aceso, o mediador da competição avisa que maldições mortais são de responsabilidade única dos competidores.

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A competição inicia com a dança dos guerreiros no centro do local escolhido, a dança tem objetivo de atrair para o local do embate o (aliado) “o animal de poder” do “brujo”. Entre povos que dependem da caça, o culto ao Deus dos animais é de grande importância para os caçadores e suas famílias, ele promove a boa sorte nas caçadas e nas guerras. Quando chegou a hora do meu combate, algo estava errado pois, não tive sucesso em minha dança de guerreiro, meu aliado não apareceu para a batalha, fui ferido mortalmente em combate, meu espírito me abandonou, meu corpo ficou em coma por meses seguidos, concluí que eu não era um ser completo. Os xamãs mais velhos cuidam do meu corpo inerte e empregam uma cantoria ritual para meu espírito encontrá-lo novamente, existem vários níveis de consciência, em estado de coma profundo a minha consciência, ligada ao corpo por uma fita branca (corda) o acompanha por um tempo, depois perde o interesse e é atraída pelas sombras. Sempre tive dúvidas sobre de onde vêm as almas, chegou o momento das sombras ensinarem a ver, percebi que as mulheres não criam, mas procriam a vida, e o nascimento constitui na verdade de um renascimento, pois corresponde a um retorno, de uma alma que já viveu antes.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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Nenhuma origem de vida espiritual sobrepuja a do homem, pois não existe, nenhuma criatura mais antiga, na natureza, somos mais antigos que as rochas e nossa vida corporal é, em muitos casos, uma vida de privação e lutas. A alma que habita o éter, depois de certo tempo, desce em direção a uma região por ela escolhida, escolhendo a família, no final do terceiro mês de gravidez, já acompanha a mãe, o nascimento é um momento penoso para a alma, pois corresponde a uma forma de aprisionamento, ela deixa seu estado espiritual para se introduzir num corpo material que está sujeito às contingências terrestres. A alma flutua ao redor da mãe, como uma luz difusa ou uma forma enevoada praticamente invisível, na verdade é uma sombra em transmutação na direção da luz maior, ela é guiada pelo modo como a mãe havia se preparado para recebê-la (vibrações da mãe). Os antigos mestres acreditavam que se a mãe tinha mantido pensamentos puros, construtivos e positivos durante toda a preparação do corpo que ia nascer atraía uma alma mais adequada, pura e evoluída ao seu filho, assim a mãe participava da evolução. Do contrário, pensamentos baixos principalmente medo,

asseguram um carma negativo e pesado chamado maldição do nascimento esta é a origem do chamado maleficium, a maior parte das pessoas atravessa a vida sem saber sobre sua origem ou sobre os fatos a cerca de seu nascimento.

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Na verdade a alma tem grande curiosidade pela matéria e por conhecimento, esta volta é na verdade mais uma chance para, aperfeiçoar-se pela provação e purificar-se na dor, uma alma celestial numa efígie terrena, uma imortalidade que vem se mortificar No momento da primeira inalação ocorre o sopro da vida, a alma perde a lembrança do que já vivenciou e esquece a trama de suas vidas passadas. A visão das coisas se estreita consideravelmente, é com tristeza que se volta para o corpo físico, pois no estado espiritual tem um sentimento de paz e liberdade. A mãe, portanto não é a única a sofrer, a alma quando penetra no corpo por ela escolhido, sofre a primeira prova de sua vida terrena, é um sentimento de defasagem entre o estado espiritual e a condição limitada que vivencia ao penetrar no seu novo veículo material. É difícil explicar este sentimento por meio de palavras, podemos compará-lo à sensação que temos quando somos bruscamente acordados no meio de um sonho, deixa uma sensação desagradável durante alguns minutos, paralela a esta impressão, ocorre uma tristeza por ter deixado o mundo espiritual. Durante toda nossa existência terrena, essa tristeza permanece a certo nível do nosso subconsciente e se transforma em uma saudade que nos impele inconscientemente a buscar nossa identidade real ou, quem sabe, a querer compreender de onde viemos e para onde iremos.

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Isso constitui o impulso básico das aspirações místicas que todo indivíduo sente em determinado momento da sua evolução. A maldição do nascimento, onde se está vinculado à mãe, na altura do umbigo é a ligação é o ponto mais frágil da teia de energia que envolve o corpo, é o buraco no escudo é a origem do maleficium, de muitas formas de mal é onde devemos buscar a resposta para a construção de um guerreiro completo. As sombras dizem que já é hora de voltar, meu corpo me espera e ele não vai esperar por mais tempo, a fita branca pode se partir, conclui que todos somos guerreiros incompletos buscando a perfeição. Não existe uma proteção perfeita, um escudo perpétuo, um casulo hermético, estas coisas são alegorias em um mundo em perpétua transmutação. Portanto meu aliado obedeceu à dança do guerreiro e veio ter comigo, meu aliado são as sombras, meu adversário na competição o outro guerreio xamã, não fez nada, ficou perplexo olhando a minha queda. Cai nos braços de uma mulher, a mãe do mundo, a mãe das sombras, a mãe das almas, de repente em um vislumbre entendi o mecanismo do grande espírito: “Se o pensamento pode chegar ao paraíso, deixem-no lá morar, se o pensamento receber medo, terror e poder de descer ao inferno; a desolação e as sombras da tua mente desconcertam e fustigam a moradia que tu deixaste para trás.”

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Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE VI “Noite Negra”

A morte é feminina, mesmo tendo variadas formas sempre será a senhora da morte, a noite negra, é uma fase na qual tudo entra em desarmonia, parece que afundamos num abismo sem fim. Perdemos o mais importante ou perdemos tudo ao mesmo tempo. É o momento em que perdemos até a fé em tudo e em todos. Pois os caminhos parecem fechar-se e nos sentimos acuados. Tomados por medos e terrores imaginários ou reais. É chamada de Noite por não se revelar completamente, por ser um momento em que não conseguimos enxergar as coisas de forma clara. Negra, pois adentramos nas trevas, as sombras não atingem somente o ego, mas o mais profundo de nosso ser (a alma).

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Adentramos nas sombras e conhecemos as masmorras onde permanecemos acorrentados por um tempo. Tempo suficiente para acabar com nossas crenças e filosofias. Passamos a conhecer a parte de nós que se escondia por traz de nossas faces generosas. Como se deparássemos com nossos demônios internos em forma de grandes dragões. A Noite passa a ser iluminada pelo fogo de um inferno interior, onde o mal ganha espaço na revolta que cresce dentro de nós. Reagimos a tudo e a todos, passamos a não acreditar que um dia voltaremos a ver o Sol. O sol de nossas vidas, passando a habitar os reinos inferiores da depressão, da falência, do desespero, da raiva passiva, que se instalam como emoções sem nome. A Noite Negra é o mais duro teste de nossas vidas, é o fogo lançado pelos dragões de nossa existência. É o apego a matéria, o bloqueio da desintegração (transmutação).

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O xamã da tribo passa a ser considerado poderoso, quando encontra seu verdadeiro nome índio, isso ocorre depois que ele morre uma segunda vez, a segunda morte é algo terrível para um índio, pois este fica preso ao seu corpo em decomposição e assiste sem nada poder fazer os vermes corroerem seu corpo, inerte, até não restar mais veículo algum. O encontro de um índio com a noite negra é histórico e inédito pois o beijo da morte é algo contado e recontado a muito tempo ao pé das fogueiras: -“A sombra da morte sempre acompanha, vem se aproximando pela esquerda e toca seu ombro, quando você se volta ocorre o beijo gélido.” Parece ser o fim, para um índio velho, mas na verdade é o início de um pesadelo ainda pior, é uma aula completa de desintegração, decomposição, tendo como experiência prática a observação em primeiro plano da lenta destruição de seu próprio corpo. O xamã, procedendo desta forma, pode ver, e saber quando a morte se aproxima para o encontro final, portanto sabendo o momento exato, não se preocupa com o medo, e usa a sombra da morte como aliada, pois esta é sua única amiga nos momentos de solidão total, está sombra nunca vai se afastar, seguindo sempre ao seu lado neste plano.

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A analogia é bem simples, estando uma vez em batalha, um condutor avança em uma carroça atrelada ao seu melhor cavalo, o ser inteiro se compõem do corpo físico, do envoltório plástico e da alma. O condutor é a alma, a carroça é o corpo físico e o cavalo o envoltório plástico. Se a carroça quebra, o condutor ainda pode montar no cavalo e continuar sua jornada. É o que acontece na morte. É óbvio que a carroça (corpo físico) tem sua função, mas trata-se apenas de um veículo momentâneo para o condutor, é um erro quando o cavaleiro pega o cavalo, que é colocado atrelado na carroça, e esta dirige as ações do cavalo aí está uma concepção materialista, na verdade é o condutor (alma) que deve conduzir e não a carroça. Assim o cavaleiro cavalga até que seu cavalo fique velho e fatigado. Depois disso o cavaleiro deve continuar a pé, com a sua armadura e o escudo até encontrar sua espada e receber o velho código de conduta: - Um cavaleiro jura bravura. - Seu coração só tem virtudes. - Sua espada defende o oprimido. - Seu poder apóia os fracos. - Sua palavra só fala a verdade. - Sua fúria destrói a maldade.

Create PDF with PDF4U. If you wish to remove thisÍndioplease click here to purchase the full version line, sombra que surge (Maio de 1971)

Durante o renascimento o criacionismo era a idéia predominante para explicar a origem e a biodiversidade da vida, com a revolução francesa reduz-se a autoridade do rei e da igreja, nos países europeus o que possibilitou o ressurgimento e a divulgação de teorias consideradas hereges. Ao longo dos séculos, XVIII e XIX, outras interpretações ganhavam adeptos, uma delas chamada de Vitalogia ou Vitalismo, caracterizada por postular a existência de uma força ou impulso vital sem a qual a vida não poderia ser explicada. Trata-se de uma força específica, distinta da energia estudada pela Física e outras ciências naturais, que atuando sobre a matéria organizada daria como resultado a vida. Esta postura opõe-se às explicações mecanicistas que

apresentam a vida como fruto da auto-organização dos sistemas materiais que lhe servem de base. Para os mecanicistas seres vivos eram sistemas mecânicos bastante complexos, mas que em essência não se distinguiam dos demais sistemas do universo, e a chave do desenrolar da vida estava no desvendamento de como funcionam estes sistemas reduzindo-os a unidades básicas.

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Uma das características principais dos organismos vivos é que são distintos das entidades inertes por possuírem um ciclo vital dividido em 4 partes básicas (nascimento: crescimento: reprodução: morte). Os vitalistas estabelecem uma fronteira clara entre o mundo vivo e o inerte. A morte, diferente da interpretação dada pela ciência, não seria efeito da deterioração da organização do sistema (perda do equilíbrio – Entropia), mas o resultado da perda do impulso ou força vital ou da sua separação do corpo material. Assim a desintegração ou decomposição da matéria resulta do fim das atividades das forças coesivas. As formas da matéria só estão sujeitas a decomposição porque a força vital ao se retirar abandona a matéria ás suas condições caóticas. Imagine que prótons possuem cargas elétricas de sinais iguais e, portanto, se repelem como essas partículas se mantêm estáveis no núcleo de um átomo? As forças de coesão nuclear foram propostas primeiramente com base em vários modelos integrantes da chamada "cola nuclear". Os modelos atômicos mais recentes explicam que a força forte mediada por partículas chamadas glúons (glue=cola) atua ao nível atômico mantendo o núcleo coeso, mantendo a união pois, a força forte é mais forte que a força eletromagnética de repulsão. Equilibrando por sua vez, toda a estrutura da matéria, sem essas condições tudo de divide e se destrói sob nossos olhos.

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Essa união enfraquece se o átomo for muito grande ou muito velho (meia-vida) tornando-se instável perdendo partes, processo chamado de desintegração radioativa. A estabilidade da matéria é uma ilusão em nosso universo, devido a entropia (3° lei da termodinâmica). No mundo da física a vida nos é apresentada como um diagrama de sombra, a sombra do meu cotovelo se apóia na sombra da mesa, assim como a sombra da tinta corre sobre a sombra se um papel. Nada na terra é real. Há somente aparências. A vida é uma sombra errante. E assim como a ilusória realidade de tal visão de desvaneceu, hão do mesmo modo, de esvaírem-se as torres que se elevam às nuvens, os palácios soberbos, os templos e até o próprio globo com o quanto nele existe. Nós somos feitos do mesmo estofo dos sonhos, e a nossa vida está envolta num sonho. Não devemos considerar unicamente a morte temporal e a decomposição do corpo, mas também a morte eterna a morte da alma.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE VII “Mensageiro”

No papiro antigo chamado “A profetiza Ísis para seu filho”. Ísis revela como obteve de um anjo o segredo da transmutação alquímica e da obtenção do ouro alquímico através da união dos opostos, no momento favorável. O lema escrito no portal do Oráculo de Delfos (ãí ù èé óåáõôï í ) “Conhece-te a ti mesmo”. Esta incompleto e poucas pessoas sabem que a frase inteira é uma pergunta e uma resposta: Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses. Mas como vou conhecer a mim mesmo? Entrando em contato com o mensageiro.

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Introdução
O grande xamã sabe que cedo ou tarde teria que empreender uma grande jornada em busca do conhecimento, encontrando um caminho de poder, atravessando, desertos e florestas imensas em busca do grande espírito, o xamã sabe que sem a ajuda das forças superiores (aliados) jamais retornaria com vida desta demanda. Um dia cheio de coragem, munido de uma tocha e um bastão afundou-se na parte mais densa da floresta. Passaram-se muitos dias e noites e avistou uma clareira e achou um caminho, o caminho até a morada dos deuses. Para compreender a linguagem do caminho é necessário uma viagem semelhante, uma tocha, um bastão, um homem de vontade e a ajuda de forças superiores (aliados). Para chegar ao “outro lado” é preciso caminhar dias e noites, afundar-se no bosque e conhecer seus obstáculos. O caminho é cheio de esfinges, anagramas e códigos, as árvores tornam-se enigmas, a matéria é única e está por toda parte, conhecida de todos e por todos desconhecida. Os pássaros transformaram-se em estranhos alfabetos.

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Antigos construtores e outros que outrora cruzaram este caminho de poder deixaram escritos nele suas contribuições pessoais. Escrita falada desenhada ou moldada, na linguagem do bosque, linguagem verde não mostra, ela revela, é alegórica e teatral, porque seus atores personificam o inanimado, como o sonhador imita a realidade ou a criança vive a fantasia. Inscrições rupestres em pedras cravadas no solo estão presentes por todo o caminho, círculos de pedra, obeliscos, estátuas, portais e ruínas de castelos medievais. Mestres de luz e sabedoria têm passagens através da terra em todas as direções, compreendendo a estrutura da matéria, não sentiria que isso é algo tão incrível, pois os mestres ao caminhar usam certos raios e deixam à abertura atrás deles e o caminho permanece, são grandes seres que fizeram brilhar os caminhos para a humanidade até a luz. Por isso a linguagem do caminho é chamada a linguagem do coração, linguagem muda a linguagem dos anjos, ela pode ser meticulosamente estudada, mas sua chave é recebida somente quando procurada com vontade, as coisas do caminho são somente para quem caminha.

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Existem quatro caminhos de grande importância para os homens que buscam a fé: caminho de Jerusalém, caminho de Roma, e o caminho de Santiago. O caminho de Roma, é a via que leva ao túmulo de São Pedro, são assim chamados romeiros, o caminho de Jerusalém, é a via que leva ao túmulo de Jesus Cristo (Santo Sepulcro), são chamados palmeiros, e o caminho de Santiago ou rota Jacobea, é a via que leva ao túmulo do apóstolo Tiago, são chamados peregrinos. Após a primeira cruzada, a Igreja percebeu a necessidade de fundar ordens de monges militares, eram cavaleiros encarregados da segurança dos peregrinos, contra saqueadores e assaltantes, com o objetivo único de manter os caminhos da fé abertos a todos. Para defender o caminho de Jerusalém, o Papa Honório II, autorgou a condição de ordem em 1127, “A ordem dos pobres cavaleiros de Cristo”, concedendo um hábito branco com uma cruz templária vermelha no peito, os membros fizeram votos de pobreza pessoal, obediência e castidade. A ordem desenvolveu uma estrutura básica e se organizou numa hierarquia composta de sacerdotes, soldados e burgueses, passaram a se chamar “Cavaleiros templários” inicialmente o seu sustento provinha de doações dos nobres.

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Para a defesa da peregrinação no caminho de Santiago, o Papa Honório III, juntamente com a ajuda de doações de nobres espanhóis, autorgou em 1170, “A ordem de Santiago da espada” originada da necessidade de proteger os peregrinos que se dirigiam ao túmulo de Santiago, com o objetivo de auxiliar os pobres e fazer guerra aos muçulmanos, concedeu um hábito branco e uma cruz espatária ou espada crucífera como símbolo da ordem.

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Durante um período de quase dois séculos, as Ordens de cavaleiros foram a maior organização Militar-Religiosa do mundo. Suas atividades já não estavam restritas aos objetivos iniciais. Os soldados templários recebiam treinamento bélico; combatiam ao lado dos cruzados na Terra Santa; conquistavam terras; administravam

povoados; extraíam minérios; construíam castelos, catedrais, moinhos, alojamentos e oficinas; fiscalizavam o cumprimento das leis e intervinham na política européia. Construíram uma rede de castelos e fortalezas pelas vias dos quatro caminhos, todas elas eram interligadas por mensageiros especializados, as mensagens eram enviadas em códigos postais com selos e carimbos. Houve até mesmo a criação de um sistema semelhante ao dos bancos monetários atuais. Ao iniciar a viagem para a Terra Santa, o peregrino trocava seu dinheiro por uma carta de crédito nominal que lhe era restituída em qualquer posto templário. Assim, seus bens estavam seguros da ação de saqueadores. Mantendo uma força de mais de cinco mil cavaleiros combatentes, além dos 20 mil em funções não-militares e de 100 mil dependentes e auxiliares. O ingresso nas Ordens era muito procurado, sobretudo pelos nobres e pessoas que desejam dedicar suas vidas à ciência, além de aprimorarem o conhecimento em medicina, astronomia e matemática. Sua força armada é principalmente uma plataforma de testes para o desenvolvimento de novas tecnologias militares.

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Mesmo

cavaleiros

combatentes

tendem

a

ter

sólidos

conhecimentos de física e química, além de engenharia militar. Entre os não-combatentes há também astrônomos, historiadores e professores. Com o passar do tempo desenvolveram uma ritualística particular independente, o poder dos “Cavaleiros” tornou-se maior que a Monarquia e a Igreja.

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Os combates eram sempre freqüentes e na juventude temos muita coragem pra combater, mas ainda não sabemos lutar. Depois de muito esforço aprendemos a lutar, mas já não temos mais coragem para combater. Imensa alegria esta no coração de quem está lutando, porque para os guerreiros não importa nem a vitória e nem a derrota, importa apenas combater e por conta do medo, e da falta de adversários à altura nos voltamos contra nós e combatemos a nós mesmos, passamos a ser nosso pior inimigo.

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Existem duas forças espirituais bem próximas de um guerreiro estas forças têm entre elas uma relação própria e pessoal (o anjo e o mensageiro). O anjo é a sua armadura e o mensageiro é a sua espada, uma armadura protege em qualquer circunstância, mas uma espada pode cair em meio ao combate, matar um amigo ou voltar-se contra o próprio dono. “Uma espada serve para quase tudo, menos para sentarse em cima dela.” O anjo guardião protege e não existe necessidade de uma invocação direta, o mensageiro também é um anjo e é responsável pela ligação entre você e as esferas superiores e inferiores, é uma força livre e rebelde, representado por Hermes (o mensageiro dos deuses). Quando o deixamos solto sua tendência é dissipar-se, quando mandamos embora perdemos ensinamentos importantes, quando ficamos fascinados pelo seu poder, ele nos afasta do combate. Quando ainda não reconhecemos o mensageiro ele costuma manifestar-se na pessoa mais próxima, são sempre três as clássicas tentações: ameaça (medo), promessa (interesse) e sensibilidade (pena). A solidão do caminho é a principal arma, pois vai obrigar a materialização do mensageiro. A maneira certa de proceder é entrar em contato com o mensageiro tentando fazer amizade, através de sonhos, visões, ou do ritual do mensageiro. Pedindo sua ajuda quando necessário e ouvindo seus conselhos, mas nunca deixando que ele dite as regras do jogo. Portanto é necessário que você tenha um objetivo específico (dúvida ou pergunta) e que você conheça seu rosto e seu nome, este nome é secreto e não deve jamais ser conhecido por ninguém.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)
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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE VIII “Caduceu de Hermes”

Somos transportados à noite para a terra dos sonhos com a ajuda de Hipnos, Morfeu e Hermes, Segundo a mitologia grega, Zeus o pai dos deuses, auxiliado por Hipnos, o deus do sono, e seu filho Morfeu, o deus dos sonhos, enviava conselhos inspirações e profecias à humanidade por meio de Hermes, seu mensageiro alado. Quando Hipnos nos tranqüiliza para dormir e caímos nos braços de Morfeu, quem sabe que revelações nossos sonhos nos farão e para que região longínqua do universo viajaremos, com asas nos calcanhares, acompanhados de nosso guia astral, Hermes?

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O grande Pagé da tribo presta grande atenção em seus sonhos, pois são usados principalmente para invocar poderes especiais dos deuses, cujo propósito é receber suas instruções. A promoção de sonhos que invoquem poderes especiais é chamada de incubação. Define-se como incubação de sonho o ato de dormir num santuário ou em um local de poder, com a intensão de receber para uma pergunta um sonho-resposta, tendo antes cumprido os rituais recomendados, tais como: abster-se de sexo, comer carne e beber bebidas alcoólicas, somente um copo de água pura. O Pagé sabe interpretar sonhos e receber as mensagens divinas reveladas por meio de uma série de sonhos, não somente os seus próprios sonhos, mas os de toda tribo em conjunto. “Sonho que se sonha só é só sonho, sonho que se sonha em conjunto é realidade”. A maioria dos sonhos é compreendida como uma advertência ou uma profecia, uma simples advertência significava que o aborrecimento poderia ser evitado se agisse de acordo com a sua mensagem, mas nada podia ser feito se o sonho fosse profético. Para saber em que categoria o sonho se enquadrava usa-se o método conhecido como os Portais dos Sonhos:

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Existe, portanto, dois Portais de sonhos, um de marfim e outro de osso. Se um sonho atravessasse o Portal de Marfim era um sonho de advertência, mas se atravessasse o Portal de Osso era profético. A mente sonhadora criou estes portais simbólicos a partir de um jogo de palavras. Essas palavras representam aquilo que pode ser evitado e o que é inevitável. Os índios reconhecem quando os sonhos os ajudavam a conviver pacificamente, realizam festas regulares de sonhos que duram vários dias ou até semanas. Ao partilharem seus sonhos, emergia um padrão distinto, era comum toda tribo ter um sonho semelhante, que era usado para elaborar uma futura política tribal. Entre os índios existe a crença que durante o sono a alma deixa o corpo e aventura-se num mundo especial de sonho. E acham muito perigoso acordar alguém repentinamente, por que o espírito pode não ter tempo de retornar ao corpo, e assim, ficar preso para sempre do outro lado. Os sonhos trazem sinais, símbolos e arquétipos do inconsciente coletivo. O sinal é sempre inferior ao conceito que representa, ao passo que o símbolo sempre representa algo mais do que o seu significado óbvio e imediato. Aos remanescentes arcaicos, chamamos de arquétipos ou imagens primordiais. A fonte da qual tudo isso derivou é o inconsciente coletivo: “É a base que os povos antigos chamam de harmonia de todas as coisas”. Deste reservatório universal flui uma nascente de recordações cósmicas intensas com as quais entramos em contato, ou, pelo contrário, que talvez entrem em contato conosco por meio de nossos sonhos. Algumas pessoas consideram como lembranças de Akasha.

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No intercâmbio da civilização grega com a egípcia, o deus Thoth da mitologia egípcia foi assimilado a Hermes e, desse sincretismo, resultou a denominação de Hermes egípcio ou Hermes Trismegistos (três vezes grande), dada ao deus Thoth, representado por um homem com cabeça de íbis, na simbologia egípcia o íbis representa o pássaro sagrado. Está relacionado à morte, ao julgamento e ao registro das almas e à espiritualidade, está também associado à lua (tentava dissipar as trevas com a sua luz). Considerado o inventor da escrita (hieróglifos) e o deus da sabedoria (patrono da alquimia).

Entre o século III a.C. e o século III d.C. desenvolveu-se uma literatura esotérica chamada hermética, em alusão a Hermes

Trismegistos. Esta literatura versa sobre ciências ocultas, astrologia e alquimia. O sincretismo entre Hermes da mitologia grega com Hermes Trismegistus resultou no emprego do caduceu como símbolo deste último, tendo sido adotado como símbolo da alquimia, da alquimia o caduceu teria passado para a farmácia e desta para a medicina.
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Hermes, na mitologia grega, é considerado um deus desonesto e trapaceiro, astuto e mentiroso, deidade do lucro e protetor dos ladrões. Seu primeiro ato, logo após o seu nascimento, foi roubar parte do gado de seu irmão Apolo, negando a autoria do furto. Foi preciso a intervenção de Zeus, que o obrigou a confessar o roubo. Para se reconciliar com Apolo, Hermes presenteou-o com a lira, que havia inventado, esticando sobre o casco de uma tartaruga, cordas fabricadas com tripas de boi. Inventou a seguir a flauta que também deu de presente a Apolo. Apolo, em retribuição, deu-lhe o caduceu. Caduceus, em latim, é a tradução do grego kherykeion, bastão dos arautos, que servia de salvo-conduto, através das esferas conferindo imunidade ao seu portador quando em missão de paz. O caduceu consiste em um cajado bem trabalhado, com duas serpentes dispostas em espirais ascendentes, simétricas e opostas, e com duas asas na sua extremidade superior.

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O valor de um símbolo não está no seu desenho, mas no que ele representa. As serpentes enroladas formando esferas que aumentam de tamanho e complexidade conforme ocorre a elevação simbolizam a transmutação o transformismo e o movimento através da árvore da vida. As asas são alusão a transcendência da matéria e a partida para outros planos, este seria o objetivo e o sentido da existência da vida na terra. O símbolo é ao mesmo tempo um mapa e uma chave para o controle das energias visando uma elevação, despertando a serpente de fogo que leva as energias das esferas inferiores, até o cérebro. O método é conhecido como “a árvore do conhecimento” objetivando uma explosão de iluminação cósmica, sendo a base da organização hermética, através de graus herméticos, não é por acaso que a árvore da vida é idêntica as árvores evolutivas biológicas modernas. Com a conquista da Grécia pelos romanos, estes assimilaram os deuses da mitologia grega, trocando-lhes os nomes: Hermes passou a chamar-se Mercúrio. Segundo os filólogos, a denominação de Mercúrio dada a Hermes pelos romanos provém de merx, mercadoria, negócio. O metal hydrárgyros dos gregos passou a chamar-se mercúrio por sua mobilidade, que o torna escorregadio e de difícil preensão. É o único metal líquido. O planeta Mercúrio, por sua vez, deve seu nome ao fato de ser o mais veloz do sistema planetário.

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Hermes tinha a capacidade de deslocar-se com a velocidade do pensamento e por isso tornou-se o mensageiro dos deuses do Olímpo. Hermes foi consagrado como o deus do comércio e o deus dos viajantes e peregrinos. Portando o caduceu tinha livre acesso através das esferas da árvore da vida. Outra tarefa a ele atribuída foi a de transportar os mortos à sua morada subterrânea (Hades).

“O homem é apenas o sonho de uma sombra.” (Ode a Apolo, 8). Existem influências externas, causadoras dos pesadelos

apavorantes, quando o campo protetor a nossa volta fica enfraquecido, pode ser facilmente violado, e a conseqüência são pesadelos terríveis conhecidos como ataques psíquicos ou de íncubus, a que as crianças são especialmente vulneráveis. Geralmente, incluem formas escuras aterrorizantes, sombras e coisas nojentas rastejantes que se insinuam no caminho. Com isso em mente as crianças devem aprender a importância dos sonhos desde muito cedo e devem ser encorajadas a enfrentar seus pesadelos a fim de dominá-los antes que cresçam. O resultado disso é que serão virtualmente capazes de prever dificuldades e problemas antes que se manifestem. A manipulação dos sonhos leva ao entendimento de que os sonhos são fragmentos da personalidade que se compõem de forças psíquicas dissimuladas como formas físicas, embora vejamos nisso sombras dos arquétipos, individual e coletivo. Os sonhos lúcidos são auxiliares no desenvolvimento de poderes psíquicos e mentais, é preciso se tornar consciente durante o sonho, e então aprender a manipulá-lo. O principal traço característico de um
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sonho lúcido é que sabemos, sem a menor sombra de dúvida que estamos sonhando. O próximo passo é controlar o próprio sonho, se pudermos fazer isso, então seremos capazes de começar a controlar nossa própria vida e alterar o curso de nosso destino.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE IX “Bastão de Asclépius”

No Egito antigo existia um sacerdote chamado Imhotep (2800 a.C.) médico negro e construtor da primeira pirâmide, os gregos o associaram com Asclépio, pois como Imotep este era um simples mortal e pelo prestígio adquirido ao longo de sua vida veio a ser uma divindade da medicina, em cuja honra e culto foram construídos templos que faziam parte do complexo conhecido pelos gregos como Asclepionions. Os enfermos faziam grandes peregrinações aos Asclepionions, na entrada do templo em Epidauro, uma inscrição epigráfica diz: “Puro deve ser aquele que entra neste templo”. Pois uma vez lá dentro podiam sonhar, na esperança que Asclépio (Deus da Medicina) lhes aparecesse durante o sono, quando ele surgia em sonhos dava um conselho eficaz, sob a forma de remédios á base de ervas, e algumas vezes até concedia cura imediata (Panacéia Universal).

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Atualmente foram identificados muitos tipos de energia: a energia solar, radioativa, indutiva, elétrica, atômica, térmica, luminosa, plásmica, cósmica, vital e outras. Também foi descoberto que toda ou qualquer energia é manipulável, ou seja, você pode direcioná-la e transformá-la. Uma fonte de energia luminosa pode ser canalizada por um cristal e se transformar num lazer com aptidões e características diferentes da primeira. O interesse se restringe ao estudo de dois tipos de energia: a vital (ki) e a cósmica (rei). A primeira é a energia responsável pela manutenção da vida. E a segunda é o que muitos chamam de energia onírica, espacial, Cósmica ou Chi do Céu (para os chineses). A energia vital na sua camada mais densa pode ser vista através das fotos Kirlian. O grau vibracional humano varia de 6 à 7 hertz. Quando alguma desarmonia ocorre nos campos energéticos somente uma intervenção (interna – autocura, ou externa, terapia) de uma energia equilibradora ou de grau vibracional sutil (Reiki, Chi Kung Avançado) poderá harmonizá-la novamente e com esta interferência é que se da a cura. Nesta energia cósmica de alta vibração (acima de 20 Hertz). Para cada problema existe uma forma ideal de trabalho. Você necessitará de energias mais densas para tratar de falta de energia ou causar alteração nas camadas mais densas e utilizará energias mais sutis para trabalhos de reequilíbrio nas camadas mais externas dos seres. Também existem outras características que diferenciam as curas como a forma de canalização ou ativação.

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A Energia Vital é única, chamada por diversos nomes conforme as localidades que as empregam. "Prana" para os Indus, "Ki" para os Japoneses, "Chi" para os Chineses, "Baraka" para os Islâmicos, "Orgônio" para Wilhelm Reich, "Energia Cósmica" para os Brasileiros, "Energia Bioplasmática" para os Russos, "Mana" para os Kahunas, "Ruach" para os Judeus, "Elan Vital" pelos Franceses, "Pneuma" pelos Gauleses, "Orenda" pelos Índios da América do Norte, "Ka" pelos antigos Egípcios e assim sucessivamente. Embora seja a mesma, existem diversas formas de canalizá-la, dai a Cura Prânica, Johrei (Igreja Messiânica), Passe Espírita e Magnetismo (Religião Espírita) e outras. O Reiki se distingue dessas todas pela forma de canalizar a energia para as pessoas, de forma única, momento em que você se torna Reikiano e, além disso, trabalha não só com a energia "Ki", mas com uma mescla resultante da Energia Universal "Rei" + a Energia "Ki". Outro aspecto a destacar, nas outras formas de canalização, você trabalha com a sua própria energia "Ki", diferença essa, fundamental do Reiki que você trabalha com a fonte "Rei" que é Inesgotável e nas aplicações, você se alimenta também dela, sendo na realidade sempre um auto-tratamento. Um número infinito de forças emana de nosso Sol, mas três delas são independentes e chegam ao nosso planeta: Fohat ou eletricidade, Prâna (Ki) que é a Energia Vital e Kundalini ou Fogo Serpentino. Sob o nome de Fohat estão incluídas todas as energias físicas conhecidas e conversíveis entre si, como a eletricidade, o magnetismo, a luz, o calor, o som, etc. Vamos destacar aqui, a que está diretamente ligada ao Reiki que é o Prâna (Ki). Como no Reiki a origem da redescoberta é Japonesa, só utilizaremos a palavra "Ki".

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O nosso Sol é o reservatório da força vital "Ki" e dele emanam as correntes vitais que vibram através de todos os organismos vivos sobre a face de nosso planeta Terra. Uma pequena parcela de "Ki" é absorvida diretamente dos alimentos que ingerimos e uma outra diminuta parcela vem geneticamente através do DNA quando nascemos. É o "Ki" que dá aos órgãos físicos a atividade sensorial e que transmite as vibrações externas aos centros sensórios situados no campo energético próximo à pele chamado campo etérico ou corpo etérico do homem. Assim, o "Ki" segue os nervos do corpo que atuam como transmissores, não só dos impactos exteriores, como da energia motora que provém do interior de nosso organismo. O "Ki" emanado do Sol penetra nos átomos físicos que flutuam na atmosfera terrestre e que, em virtude de seu brilho e de sua extrema atividade, podem esses glóbulos de energia ser vistos difundidos na atmosfera, por qualquer pessoa que se dê ao trabalho de olhar para o ar, principalmente em dias ensolarados. A melhor maneira de discernilos é desviar o olhar do Sol e fixar o foco visual a alguns metros de distância, num fundo livre de céu. Os glóbulos são brilhantes e incolores podendo ser comparáveis a luz branca. Quando o Sol brilha, a vitalidade se renova sem cessar e os glóbulos de "Ki" são gerados em quantidades incríveis.

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No antigo Egito o sacerdote médico era chamado de sunu, palavra equivalente a doutor, na realidade os sunus se dividiam em três grupos de terapeutas. Em primeiro lugar existiam os sacerdotes da terrível deusa Sekhmet, acusada de ser a principal causadora de todos os males. Com estes sacerdotes, conviviam os magos que acreditavam que a doença não era um simples castigo da deusa e sim influência de maus espíritos, os quais eles tentavam exorcizar. Finalmente a terceira categoria era a dos sunus propriamente ditos, pessoas que recebiam instrução médica na chamada Per Ank (casa da vida). A casa da vida era a faculdade de medicina da época, onde se podia aprender todos os princípios conhecidos sobre o funcionamento do organismo humano. Esses sunus por sua vez, trabalhavam junto com os uts, como eram chamados os enfermeiros.

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Na prática, porém, todo sunu era também sacerdote da deusa Sekhmet à caça de maus espíritos, atendiam em consultórios, com endereço fixo e eram especializados em diferentes partes do corpo humano, mesmo assim, essa combinação não bastava e a maioria dos médicos ou sunus exerciam paralelamente outras funções, como a de administrador, arquiteto ou escriba. Imhotep médico sunu foi o primeiro arquiteto monumentalista construtor da “pirâmide dos degraus”, situada nas proximidades da antiga Mênfis (atual cidade de Saqqara), no Egito. É esta a mais antiga das pirâmides egípcias, pirâmide escalonada (em degraus). A vida de Imhotep esta pontilhada de muitos feitos, na maior parte deles ele é lembrado pelos seus poderes de cura, que as lendas elevam a categoria de mágica. Durante os tempos Ptolomaicos, chegou ele a ser divinizado como filho do grande deus Ptah e até como o próprio deus da medicina. Os gregos identificaram (associaram) Imhotep (Imouthes) a Asclépio o seu deus da medicina, alguns manuscritos antigos falam que Imhotep aconselhou o Faraó Djoser (2800 a.C,) a construir a pirâmide escalonada para apaziguar os deuses depois de uma série de sete anos de inundações mal sucedidas do Nilo e assim sete anos de fome, miséria e doenças. Segundo a mitologia grega, Asclépio era filho de Apolo com a bela ninfa Coronis, desde pequeno, foi criado pelo centauro Quiron, que lhe ensinou o uso das plantas medicinais. Asclépio tinha duas irmãs também filhas de Apolo: Hygiéia (divindade que intervinha na prestação da saúde e na prevenção das doenças, de quem deriva o termo higiene) e Panacéia (relacionada com o tratamento e a cura das doenças).

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A representação tradicional da figura de Asclépio associa-se a um cajado em que está enrolada uma serpente, segundo a mitologia um homem foi atingido na cabeça por um raio, e teriam trazido morto para Asclépio. Aparentemente uma serpente entrou no local onde Asclépio observava o morto, surpreendido Asclépio matou o réptil com um bastão, mas ficou intrigado quando surgiu outra serpente que ao colocar algumas ervas na boca da primeira morta, a fez renascer. Asclépio ao proceder exatamente da mesma forma com o morto, restituiu a vida. Em sinal de respeito Asclépio adotou como seu símbolo a serpente enrolada em um bastão, além da serpente que simbolizava a prudência e a eternidade, o conjunto era completado por um galo, como símbolo da vigilância. Assim Asclépio teria adquirido o poder de curar (Panacéia universal) e de ressuscitar os mortos Tornou-se um médico famoso e além de curar os doentes que o procuravam, passou a ressuscitar os que ele já encontrava mortos, ultrapassando todos os limites da medicina.

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Hades (rei dos infernos) ao ver que o seu império estava em risco pelo despovoamento teria convencido Zeus a se livrar de Asclépio, fulminando-o com um raio na cabeça. Os primeiros médicos gregos consideravam-se descendentes de Asclépio e membros de um grupo de sacerdotes “os Asclepiades”. Hipócrates considerado pai da medicina orgulhava-se de ser um Asclepíade. É atribuído a Hipócrates o famoso juramento onde se definia os deveres éticos médicos.

Juramento de Hipócrates
Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higia e Panacéia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto á meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

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Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo longe dos prazeres do amor, com mulheres ou com homens livres ou escravizados. Aquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça. O culto a Asclépio foi continuado por Roma (com a adaptação do nome para Esculápio), após a conquista dos territórios gregos. Atualmente o símbolo é conhecido como bastão de Esculápio e se relaciona na origem com o caduceu de Hermes.

Aparece cheio de beleza no horizonte do céu, disco vivo que iniciaste a vida. Enquanto te levanta no horizonte oriental, enche cada país da tua perfeição. Mas na aurora, enquanto te levantas sobre o horizonte, e brilha, disco solar, ao longo da tua jornada, rompe as trevas emitindo teus raios (Hórus). É formoso, grande, brilhante, alto em cima do teu universo. Teus raios alcançam os países até o extremo de tudo o que criaste. Porque é Sol, conquistaste-os até aos seus extremos, reunindo-os para teu filho amado. Por longe que esteja teus raios tocam a terra (Rá).

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Estás diante dos nossos olhos, mas o teu caminho continua a sernos desconhecido. Quando te pões, no horizonte ocidental, o universo fica submerso nas trevas e nas sombras como morto. Ninguém conhece a face oculta de (Aton). Os homens dormem nos quartos, com a cabeça envolta, nenhum deles podendo ver seu irmão. Se te levantas, vive-se; se te pões, morre-se. Tu és a duração da própria vida; vive-se de ti. Os olhos contemplam, sem cessar, tua perfeição, até o ocaso; todo o trabalho pára quanto te pões no Ocidente. Enquanto te levantas, fazes crescer todas as coisas, e a pressa apodera-se de todos desde que organizaste o universo, e o fizeste com que surgisse para teu filho, saído da tua pessoa, que vive de verdade, filho de Rá, que vive da verdade, Senhor das coroas. Que seja grande a duração de sua vida! Que lhe seja dado viver e rejuvenescer para sempre, eternamente...

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE X “O Eremita”

“Quem olha para fora, sonha... quem olha para dentro, acorda” (Carl Jung )

Na noite escura um homem idoso caminha lentamente, sobre as águas, segurando na mão direita uma lanterna com três chamas, que iluminam sua comprida barba branca. Na mão esquerda, apóia-se em um bastão de madeira, onde podemos ver três nós. O velho viajante veste-se com um manto, que forma três dobras. Apesar da escuridão e da expressão de seriedade, a atmosfera não é pesada, mas sim respeitosa.

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Entre os índios existe a crença de que durante uma batalha a posição do guerreiro é muito importante, existe um ponto onde o guerreiro é invencível, localizado no centro do círculo mágico impenetrável, pode-se assim vencer qualquer adversário, a grande questão é como encontrar esta posição? Existem muitas técnicas para aprender a ver este ponto de equilíbrio, com o tempo o aprendiz ganha prática para encontrá-lo, em qualquer circunstância de combate. Com o tempo, depois de muitos combates, o aprendiz-guerreiro percebe que o círculo é infinito e o ponto esta em si mesmo, ser vencido ou vencer é uma escolha (desejo) pessoal e particular do Shaman. Já no fim da vida, quando a morte se aproxima, para o combate, o Shaman deve sair do ponto invencível, e entregar as armas, assim profere a última entoação ao grande espírito: - Meu coração paira como um falcão, vou morrer em breve.... Há um infinito suprimento de homens brancos, mas, ouve sempre um número limitado de seres humanos, meu coração fica triste, um mundo sem seres humanos não tem centro. Heeey Heeeeey Heeeeeeey hey heeeee Saia aqui pra fora e lute, esta um lindo dia pra morrer...

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“Grande espírito obrigado por ter feito de mim um ser humano, obrigado, por ter ajudado a me tornar um guerreiro, obrigado pelas minhas vitorias e pelas minhas derrotas, obrigado pela minha visão e pela cegueira, com a qual vi mais longe. Você que fez todas as coisas e me dirigiu para os respectivos caminhos, vou morrer agora a menos que a morte queira lutar, e te peço pela ultima vez que me conceda o meu velho poder de fazer as coisas acontecerem, e cuide aqui do meu filho, providencia para que ele não enlouqueça”.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

Sobre a origem da Tábua de Esmeralda existem vários mitos sendo, o mais conhecido deles um que deve ser entendido num sentido simbólico. Esse mito diz: “Antes de ser criada a Terra, o chefe dos anjos do Altíssimo, antes de se tornar o chefe dos anjos caídos, tinha uma esmeralda na testa localizada na posição do “terceiro olho”. Contudo, quando ele rebelou-se contra Deus aquela esmeralda partiu-se em 3 partes. Uma dessas partes permaneceu lá, mas como havia se rompido desde então aquele ser deixou de ter visão clara. A jóia rompida passou a dar-lhe uma visão deformada e que é a única que lhe resta até hoje”.

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Um outro pedaço que caiu criou os mundos do Caos, e a meio caminho entre o Céu e o Inferno caiu na Terra. O terceiro pedaço caiu no Astral, que os Iniciados costumam denominar de Caos Filosofal, criando o Caos dos Sábios, que para os puros é o céu, o potencial da criação de todas as coisas, e que, para os que têm a visão impura, é o fogo do Inferno, e a Geena. Diz a Tradição que no terceiro pedaço foi escrito o texto fundamental de todos os ensinamentos herméticos, base de todo esoterismo e ocultismo antigo e que, segundo a Tradição Ocultista Ocidental, foi escrita por Hermes Trismegisto: (1) É verdade, é o certo é toda a verdade; (2) O que está em baixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo, para realizar os milagres de uma única coisa; (3) E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação; (4) O Sol é o pai, a Lua é a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua ama; (5) O Pai de toda Telesma do mundo está nisto; (6) Seu poder é pleno, se é convertido em Terra; (7) Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia; (8) Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores; (9) Desse modo obterás a glória do mundo; (10) E se afastarão de ti todas as trevas; (11) Nisso consiste o poder poderoso de todo poder; Vencerás todas as coisas sutis e penetrarás em tudo o que é sólido;

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(12) Assim o mundo foi criado; (13) Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas; (14) Por esta razão fui chamado de Trismegistus, pois possuo as três partes da filosofia universal; (15) O que eu disse da Obra Solar é completo. A Tábua de Esmeralda se trata de uma lápide, pedra sepulcral, repleta de hieróglifos e símbolos, sob a qual jazia intacto o corpo de Hermes Trismegisto. As primeiras palavras gravadas na lápide são: “É Verdade! É certo! É a Verdade toda... Não é fácil se chegar a níveis de conhecimentos herméticos sem que se tenha uma idéia sobre os Sete Princípios. Compreendendo-os fica mais fácil se penetrar em outros ensinamentos mais elevados. Todo aquele que estuda e medita sobre os Sete Princípios logo percebe a existência de mais alguns inerentes à natureza da criação, à Natureza Cósmica e que não são mencionados entre os sete, razão pela qual não são diretamente descritos na literatura hermética e nem diretamente ensinados, pois é ao discípulo que cabe descobri-los. Chegar ao entendimento dos Princípios Herméticos que

transcendem aos sete clássicos deve ser uma descoberta pessoal e, podemos dizer, bem enriquecedora. Descobri-los é algo como receber uma Iniciação de elevado nível, um vasto portal é aberto ao “Peregrino”.

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É dentro de nós mesmos que estão os princípios de nosso desenvolvimento espiritual, pois o verdadeiro conhecimento é impessoal e só é alcançado através de nossa experiência individual, nos lembra também que somos livres com relação aos nossos atos e que assumimos sozinhos, nossas responsabilidades, por eles, em silêncio, isolamento e prudência. Sabendo que o grande objetivo da evolução é chegar ao seu estado supremo de consciência (Assim, nos tornamos

CADOSH=sagrados). Dá mesma forma como a palavra Cadosh é usada para definir um dos nomes do inominado, quando nos tornamos Cadosh, recuperamos a nossa proximidade da natureza divina pela imagem e semelhança. Cadosh é também um nome código para determinar algo que se eleve para além da superfície e consiga vencer toda prisão da fisicalidade. Para tanto é preciso superar alguns aspectos da natureza animal e instintiva de nossa alma, tais como: a incoerência, a injustiça, a mentira; a calúnia, e o mal contra o outro.

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É importante lembrar que a palavra Cadosh está relacionada também ao conceito de "estar separado". Esta alma peregrina que vem a ser o corpo de nossas emoções deve ser preservada e preenchida de cuidados, como está escrito: O peregrino representa o homem sobre a "terra", ou seja, o Mundo Físico. O peregrino é aquele que busca o "lugar" ideal dentro da existência. Representa o caráter transitório de qualquer situação, mas também o desprendimento interior, em relação à fisicalidade. A peregrinação é também uma representação dos ritos de iniciação. O Eremita (homem de desejo) precisa percorrer um caminho pedregoso envolto em seu longo manto, leva ele uma lanterna acesa. O estudo a que ele se propõe é justamente indicado pela luz velada que leva em todas suas peregrinações, no périplo que efetua através do conhecimento, ele se retira para a solidão, levando consigo a luz, a lanterna simboliza na realidade a centelha da luz aprisionada no caos da natureza é a busca da qual o filósofo se consagra “sob o manto” essa centelha emana do sol, da estrela dos sábios que brilha para o vidente e se mantém, invisível aos olhos do mundo. Um caminho só tem sentido, pra quem caminha, inicialmente devemos vencer o medo e ter a coragem de avançar, um caminho só existe se tiver uma direção, mantendo a concentração na trilha, não podemos carregar a culpa do abandono, do que ficou pra trás, ai está a vitória do chamado e o início da caminhada.

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Chegando à encruzilhada, avaliamos nossos motivos e objetivos, aqui venceremos a vergonha e a decepção, entre as pedras e os espinhos, a justiça e a misericórdia são as colunas do pórtico de entrada, o peregrino deve se manter entre os pilares simbólicos, em atitude intermediária (neutralidade) em relação a verdade e a mentira, só a verdade verdadeira leva a compreensão da diferença entre: ilusão, sabedoria, discernimento e desapego. Finalmente aqui encontramos a realização, a luz maior, a consciência cósmica, a paz profunda

“Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; Assim para que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente. Deus expulsou o homem e no lado leste do paraíso, pôs querubins e uma espada de fogo, para que ninguém chegasse perto da árvore da vida”. (Gênesis3: 22-24). Segundo um papiro egípcio (Nesi Amsu) descoberto em Tebas em 1860, a origem do cosmos parecia ser o resultado de certas emanações ou fluxos eferentes, Havia dez dessas emanações, ou desses aspectos, e suas denominações procuravam denotar sua ascendência relativa. Fala o deus Ra: -“Eu estava só, pois, nada havia sido produzido, Eu me desdobrei... emiti de mim mesmo os deuses Shu e Tefnut e, de Um, Tornei-me Três: eles emanaram de mim e passaram a existir na terra... Shu e Tefnut geraram Seb e Nut, e Nut gerou Osíris, Hórus, Set, Ísis e Nephthys, em um só nascimento”.

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Para o ser nunca ouve começo, pois o nada não poderia dar origem a alguma coisa, a luz é um atributo do ser, pois o ser é sempre luminoso, a luz não tinha calor assim o ser era insensível, a luz não tinha reflexo assim o ser não tinha forma, o ser em seu eterno movimento e progresso expandiu-se inúmeras se tornaram as suas formas e múltiplas sua natureza.

(Artifex caminus et cordis peregrinum)

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE XI “ESFINGE”
A esfinge é uma estátua composta do corpo de um leão e uma cabeça humana, situada no norte do Egito no planalto de Gizé. A grande esfinge é uma das maiores estátuas lavradas numa única pedra em todo o planeta, foi construída talvez pelos antigos egípcios. Existe um grupo de pesquisadores que afirma que a esfinge seria muito mais antiga, datando de, no mínimo, 10.000 a.C. baseando-se na análise do calcário e sinais de erosão provocados por chuvas e posteriormente tempestades de areia, seguramente é a construção humana mais antiga e misteriosa do mundo.

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Totem é qualquer objeto, animal ou planta que seja cultuado como deus ou equivalente por uma sociedade organizada em torno de um símbolo ou por uma religião, a qual é denominada totemismo. Por definição religiosa podemos afirmar que é uma etiqueta coletiva tribal, que tem um caráter religioso. É em relação a ele que as coisas são classificadas em sagradas ou profanas. Totem é na verdade um desenho que corresponde aos emblemas heráldicos das nações civilizadas Européias e que cada pessoa é autorizada a portar como prova da identidade da família à qual pertence. É o que demonstra a etimologia verdadeira da palavra, derivada de 'dodaim', que significa aldeia ou residência de um grupo familiar. Totem é uma palavra dos índios Peles Vermelhas e designa simplesmente o “Brasão” ou as “Armas” da família. O “Brasão” era pintado ou gravado na maioria dos objetos usados pelo proprietário. As famílias dos Peles Vermelhas da América mandavam esculpir os seus Totens, em um ritual sagrado. Geralmente, eram altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no elmo e em geral era um animal selvagem (de poder), ave ou peixe. Os índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia (Guardião - Aliado).

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Índio sombra que surge (Maio de 1971)

A palavra esfinge deriva do grego sphingo, querendo dizer estrangular ou devorar. Foi criada na Antigüidade clássica baseando-se numa criatura da mitologia grega formada pelo corpo de um leão, a cabeça de uma mulher e asas de águia, embora as estátuas egípcias tenham a cabeça de um homem. A Grande Esfinge foi esculpida em pedra calcária, tendo 20 metros de altura, tornando-a a maior estátua esculpida em apenas um bloco de pedra. A esfinge olha para o leste (oriente) e tem um pequeno templo situado entre suas patas.

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Após o abandono da necrópole, a esfinge foi soterrada até seus ombros por areia e a primeira tentativa de "desenterrá-la" ocorreu já por volta de (1400 a.C.). A palavra "esfinge" derivada do grego, do verbo "estrangular" é uma indicação da sua função, pois estrangulava todos que não conseguissem decifrar seus enigmas (decifra ou devoro-te).

Esfinge é uma imagem icônica de um leão estendido com a cabeça de um falcão ou de uma pessoa, A esfinge egípcia é uma antiga criatura mística usualmente tida como um leão estendido — animal com associações solares sacras — com uma cabeça humana, usualmente a de um faraó. Vistas como guardiãs na estatuária egípcia, esfinges são descritas em uma destas formas:

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*Androsfinge (Sphinco Andro)- corpo de leão com cabeça de pessoa;

*Hierocosfinge (Sphinco Oedipus Rex)- corpo de leão com cabeça de falcão. A inscrição em uma estela na esfinge de Gizé, datada de mil anos após a esfinge ser esculpida, revela os três nomes do sol: Kheperi - Ra - Aton. O nome arábico da esfinge de Gizé, Abu al-Hôl, é traduzido como “Pai do Terror”. Pois ela estrangulava ou devorava qualquer inábil que não tinha a resposta, para o seu enigma. Este é o enigma mais famoso da história, conhecido como o enigma da esfinge: Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três? Resposta: o homem - engatinha como bebê, anda sobre dois pés na idade adulta e usa um cajado quando é ancião. Furiosa com a resposta certa, a esfinge teria cometido suicídio, autodevorando-se ou

estrangulando-se a si própria.

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Durante incontáveis séculos esta estátua de pedra que simboliza a evolução do homem e o triunfo do espírito humano sobre o animal, observou o homem primitivo cair e começar de novo a civilização (trigo no Egito, arroz na Ásia e milho nas Américas) incontáveis vezes a esfinge foi encoberta pelas areias do deserto e desenterrada novamente. Existe uma tradição ou teoria que a Esfinge é um grande e complexo hieróglifo, ou um livro em pedra que contém a totalidade do conhecimento antigo e se revela à pessoa que puder decifrar esta estranha cifra que está engastada nas formas, correlações e medidas das diferentes partes da Esfinge. A esfinge diz: Quem vai ousar, desvendar o mistério: querer, ousar, saber e calar? Tudo é trevas antes de surgir a luz, o mistério da luz é o maior mistério da natureza, a luz se revelará a alma humana, é a matriz da nossa inteligência superior. O pensamento que criou e que mantém este universo é a causa maior da sustentação da existência em perpétua mudança. Além disso, a consciência cósmica é uma só que brilha por todo o universo, mas ao brilhar ela projeta a ilusão de uma multiplicidade de consciências, sem esta devida compreensão de nada adianta a sabedoria. Então as coisas serão resgatadas à luz da compreensão que nos trás o portador do archote, quando isso acontece o homem conhece a si mesmo, e o anjo da noite terá passado com seu licor sombrio. Quando Deus disse: Faça se a luz, a inteligência foi feita e a luz apareceu. A inteligência tomou a forma de um anjo esplêndido e o céu o saudou com o nome de Lúcifer.

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O Deus Rá, diz: Eu estava só, pois, nada havia sido produzido, Eu me desdobrei e emiti de mim mesmo os deuses Shu e Tefnut e, de Um, Tornei-me Três. Deus disse: Faça-se a luz! E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. O anjo da luz ilumina as trevas do abismo da subconsciência (abismo hermético). O portador da luz está sempre a iluminar o caminho, é este o anjo que nos resgata das sombras. A luz é um atributo do ser, pois o ser é sempre luminoso, sendo a luz verdadeira, não podemos ver, devido ao seu intenso esplendor, esta esfera que serve de envoltório é uma luz incomparável, estes diversos aspectos da realidade continuaram deste modo a evoluir, um do outro, e a envolver-se um no outro. Érebo ou Erebus era a personificação da escuridão; precisamente o criador das Trevas. Tinha seus domínios demarcados por seus mantos escuros e sem vida, predominando sobre as regiões do espaço conhecidas como “Vácuo” logo acima dos mantos noturnos de sua irmã Nix, a personificação da noite.

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Na medida em que o pensamento mítico dos gregos se desenvolveu, Erebus deu seu nome a uma região do Hades por onde os mortos tinham de passar imediatamente depois da morte, para entrar no Hades. Após Caronte tê-los feito atravessar o rio Aqueronte, entravam no Tártaro, o submundo propriamente dito. Érebo era também, freqüentemente, usado como sinônimo de Hades, atualmente é chamado “vale das sombras”. Os gregos chamavam dâimon às duas entidades, o bom (Agathodemon) e o maléfico (Kakodemon) que acompanham todo ser humano na eterna disputa pelo previlégio da nossa vontade (livrearbítrio). Lúcifer não é um anjo maldito e fulminado, é o anjo que ilumina e que regenera, o portador da luz (sabedoria). Muitas vezes lúcifer é confundido com Baphomet, figura panteística e mágica do absoluto. A palavra "Baphomet" em hebraico: Beth-Pe-Vav-Mem-Taf. obtém-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletrase Sophia, palavra grega para "sabedoria". O facho representa a inteligência equilibrante do ternário e a cabeça de bode, reunindo caracteres de cão, touro e burro (esfinge) representa a responsabilidade apenas da matéria e a expiação corporal dos pecados. As mãos humanas mostram a santidade do trabalho e fazem o sinal da iniciação esotérica a indicar o antigo aforismo Hermético "o que está em cima é igual ao que está embaixo". O sinal com as mãos também vem a recomendar aos iniciados nas artes ocultas dos mistérios. Os crescentes lunares presentes na figura indicam as relações entre o bem e o mal, da misericórdia e da justiça. A figura pode ser colorida no ventre (verde), no semicírculo (azul) e nas penas (diversas cores).

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Possuindo seios, o bode representa o papel de trazer à Humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, os quais são signos redentores. Nos braços está a inscrição: "Solve et Coagula" ou seja, concentra e dispersa tuas energias de acordo com a situação. Na fronte e embaixo do facho encontra-se o signo do microcosmo a representar simbolicamente a inteligência humana. Colocado abaixo do facho o símbolo faz da chama dele uma imagem da revelação divina. Baphomet deve estar assentado em um cubo e tendo como estrado uma bola apenas ou uma bola e um escabelo triangular.

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A origem da palavra Baphomet ficou perdida, e muitas especulações podem ser feitas, desde a impossível derivação (corruptela, deformação) de Mahomet (Maomé), até Baph+Metis do grego "Batismo de Sabedoria". Outra teoria nos leva a uma composição do nome de três deuses: Baph, que seria ligado ao deus Baal; Pho, que derivaria do deus Moloc; e Met, advindo de um deus dos egípcios, Set. A história em torno de Baphomet foi intimamente relacionada com a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo do Templo de Salomão, também conhecida como Ordem do Templo, fundada no ano de 1118. A Igreja acusou os templários de satanismo, de adorar a figura de Baphomet, este se tornou o bode expiatório do julgamento (inquisição), condenação e do posterior extermínio na fogueira. Praticamente tudo neste universo caminha rumo a luz, de onde o Todo proveio. Nesta perspectiva, inclusive as hierarquias das sombras, em algum remoto tempo futuro que só a sabedoria e a misericórdia Divina conhece, deverão também ser elevados e por sua vez retornar a luz. “A mudança dos corpos em luz e da luz em corpo está perfeitamente de acordo com as leis da natureza, pois a natureza parece encantada com a transmutação” (NEWTON, Opticks. London, 1704).

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTREDAS SOMBRAS PARTE XII “TEURGIA”
Teurgia é a magia divina, também chamada alta magia. Em outras palavras é o uso do conhecimento mágico na busca pelo divino. A teurgia gira em torno das núpcias místicas da alma com o Santo Anjo da mesma forma que a mística devocional (adoração). A principal diferença entre elas é que o teurgo dispõem da técnica mágica, que permite que ele estabeleça uma relação não só emocional e espiritual, mas também intelectual com o seu anjo. A técnica principal é a oração, é basicamente a concentração em um determinado grupo de símbolos e palavras que despertem e inflamem a aspiração pelo divino, essa técnica simples é capaz de levar o praticante ao fim da jornada onde o fogo da devoção arde no silêncio. Vidência, desdobramento e divinização são elementos importantes na teurgia. Por meio deles a mente é educada a entender o universo por meio de símbolos dinâmicos, capazes de expressar realidades não racionais, tal como a matemática da complexidade, que trabalha com símbolos dinâmicos, capazes de expressar realidades intuitivas.

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Xamã (pronuncia-se shaman) é um termo de origem tunguska (povo nativo da Sibéria) define os portadores de função religiosa, que podem “voar” para outros mundos, entrar em um estado especial e ter acesso e contato com seus aliados (animais, vegetais, minerais), seres de outras dimensões e espíritos ancestrais. Xamã é o sacerdote ou sacerdotisa do xamanismo, que entra em transe durante os rituais xamânicos, manifestando poderes

sobrenaturais e invocando espíritos da natureza, chamando-as a si e incorporando-os em si. Este contato permite a recepção de orientações e ajudas dos espíritos para resolver ou superar situações que desafiem as pessoas e seus grupos sociais. Variações culturais são muitas, em geral o xamã pode ser homem ou mulher, e muitas vezes há na história pessoal desse indivíduo um desafio, “atrapalho” tal como uma doença física ou mental, que se configura como um chamado, uma vocação. Depois disto há uma longa preparação, um aprendizado sobre plantas medicinais e outros métodos de cura, e sobre técnicas para atingir o estado alterado de consciência e formas de se proteger contra o descontrole. O xamã é tido como um profundo conhecedor da natureza humana, tanto física como psíquica, pela tradição, os dons xamânicos, costumam passar de avô para neto, pois o filho ocupa-se em prover as necessidades do pai. Os xamãs independentes seguem a sua própria vocação, o reconhecimento só pode ser feito pela comunidade inteira depois de uma prova iniciática de grande demonstração de poder.

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O grande espírito (Ghost Song/Sioux - Espírito da dança entoada) recebeu uma mensagem, durante um ritual Indígena em 1889, sobre a morte do ultimo índio, nas palavras do grande Xamã: Eu tive uma visão: “Quando o sol entrou na sombra, eu estava ali morrendo e na minha morte eu vi o céu do homem branco, e é assim como eles descrevem, estavam lá meus filhos e todos os índios que já viveram nesta terra. Todos os nossos ancestrais que foram levados pelas doenças do homem branco. Não sofram por eles, eles querem que vocês saibam que eles estão felizes. O homem branco também, logo não existirá mais. Não devem odiar o homem branco, isso apenas adiará o fim deles. Mas devem fazer a dança que vou ensiná-los e assim todos os ancestrais retornarão e os búfalos reaparecerão e todos eles viverão para sempre na liberdade que nós índios conhecíamos”. ‘Muito em breve, a terra inteira se cobrirá com uma neblina muito espessa, e uma nova terra vai nascer todas as nações índias já a muito extintas, voltarão à vida, o homem branco desaparecerá e o búfalo voltará a correr pelas pradarias’.

“Dentro de mim existem dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois estão sempre brigando. Mas, quem ganhará a briga? Simples, ganha aquele que eu alimento mais freqüentemente”.

(Provérbio dos índios)

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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Maleficium, designa o ritual de feitiçaria, que tem como objetivo, fazer mal ao próximo (Male facere) quando a operação é feita a distância e o seu efeito é: controlar (imperius), enfraquecer, envelhecer (senescere), causar dor (cruciatus), fazer definhar ou morrer o maleficiado. O envolvimento é a ação de “pegar” ou “segurar” alguém, envolvendo num voto, em uma vontade formulada. Em todos os casos o objeto de encanto não é senão a matéria sacramental do malefício, e o encantador é a forma. No envolvimento (envoltman), a matéria toma o nome de volt (vultus) ou efígie e a forma chama-se execração mágica. A efígie do enfentiçamento clássico é a imagem da pessoa a ser condenada, pode ser modelada em cera, quanto mais perfeita for à semelhança, mais o malefício tem a possibilidade de ser bem sucedido. Se na composição do volt, o feiticeiro puder adicionar materiais íntimos, tais como: unhas, dentes, cabelos ou sangue da vítima, mais forte será o malefício. Se puder obter alguma roupa que a vítima tenha usado muito, poderá vestir a figura de cera, o mais possível à semelhança do modelo (voodoo doll) a tradição prescreve administrar a esse boneco ridículo, todos os sacramentos que tenha podido receber o destinatário do sortilégio: batismo, eucaristia, confirmação, sacerdócio e até extremaunção, se for o caso.

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A execração é praticada enfiando nessa obra de arte alfinetes envenenados, gritando-lhes injúrias para excitar o ódio ou ainda maltratando-a em certas horas fatídicas por meio de cacos de vidro, ou espinhos venenosos, pingando sangue deteriorado. Um sapo ou lagarto, ao qual se dá o nome da pessoa a ser enfeitiçada, substitui ás vezes o volt de cera ou boneco vodu; mas as cerimônias imprecatórias permanecem as mesmas; outra receita manda amarrar com cabelo o sapo vivo, depois de cuspir sobre o desagradável embrulho ele é enterrado na porta do inimigo ou em qualquer lugar que ele freqüente diariamente. Aparentemente o espírito elementar do sapo adere à vítima, daí em diante acompanha até a morte. A menos que a vítima tenha o bom senso de mandá-lo de volta ao enfeitiçador, o maleficiado desmancha a manobra se trouxer consigo um sapo vivo, dentro de uma caixa (o sapo é uma esponja de venenos).

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Os rituais de envolvimento multiplicam-se de muitas maneiras mais ou menos pitorescas. Como pregar no chão em forma de cruz, aquele que se deseja atormentar, usa-se pregos de cabeça grande, consagrados ás obras do ódio por fumigações mal cheirosas e invocações aos maus gênios. O agente oculto e devastador do vodu, o incompreensível (nescio quid) chamado (mandingoes). A seita vodu é culto trazido da África, o que confirma a semelhança extraordinária dos vocábulos: obim, obivah, obeah. O “Ob” dos hebreus e seus espíritos (oboth), palavra de origem egípcia e talvez etiópica. O deus vodu, cujo poder parece sem limites, é uma serpente sagrada seu culto liga-se aos arcanos da Incuba, seus adeptos, reúnem-se com grande poder em torno do grande sacerdote, ministro onipotente das vinganças ocultas, constituindo terrível sociedade secreta.

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A serpente do vodu é em resumo, o mesmo poder tortuoso de destruição, que Goetia do antigo Egito, evocava: “Ó tu que odeias porque foste expulsa, eu te invoco, todo poderoso soberano dos deuses, destruidor e despovoador, tu que abalas tudo que não é derrotado. Eu te evoco, ó Typhon-Seth! Olha: realizo os ritos prescritos pela magia, é por teu verdadeiro nome que te intimo. Vem a mim francamente, por que não me podes recusar... E eu também detesto tal casa que é próspera, tal família que é feliz: Vai por cima dela e derruba, por que ela me injuriou” (papyrus Anastasi –1290 a.C.). Qualquer que seja a substância própria desse agente formidável, do qual a serpente sempre foi um dos emblemas hieráticos, é certo que ela se adapta a realização de todas as obras misteriosas, os que pensam em dirigir as energias, têm uma idéia inexata e distante em todos os sentidos, dos poderes que poderá desenvolver em si o homem que souber penetrar a natureza essencial desse agente.

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A primeira vista, o mago negro parece revestir-se das mesmas prerrogativas que o mago da luz, chegam até a confundi-los. É um erro de ótica, por efeito de miragem infernal, que o homem devotado à serpente chega a se dar ares de príncipe. O feiticeiro nada tem no mundo: é, pelo contrário, o espírito impessoal do mal que dispõem de sua pobre pessoa, e dela zomba. O feiticeiro não realiza seus prestígios por meio do inferno; é o inferno que os realiza por meio do feiticeiro, que o arrasta em seu turbilhão de demência fantástica de perversão fatal e de desordem universal. Nenhum criado é menos livre que o mago negro títere infortunado do invisível, marionete inconsciente do mal, abdicou de toda personalidade verdadeira; afoga seu livre arbítrio no triste oceano, do qual vai se tornar uma vaga. Mas, em compensação, ele será esta vaga, e o grande poder oculto agirá dentro dele, daí em diante; depois por seu intermédio, agirá fora dele.

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Este poder se manifesta em todos os aspectos do mal e da desordem é por ele que vimos o último dos escravos, revestidos de aparente superioridade, influenciando a distância os seres vivos, abatendo-os pela morte, pela consumação ou pela loucura. Portanto são de sua influência: Amarrações, entorpecimentos, imobilidade, pestes, contágios, miséria, má sorte, pragas diversas, mortes e também cataclismos, como tempestades, ciclones, erupções vulcânicas e tremores de terra. Na alta magia operativa, é muito fácil se perder na esfera da ilusão, pois é bem difícil equilibrar a interação entre o intelecto (lógica) e a intuição, em operações profundas de alta magia, o teurgo deve unir esses dois até que se tornem um só, desenvolvendo o estudo profundo dos símbolos, obtendo a compreensão e o conhecimento dos diversos planos. Assim se permite, desenvolver, aperfeiçoar e purificar certos aspectos da mente tornando-a mais translúcida ao chamado do anjo, em outras palavras, se dispondo a oração. Esta oração simples é na verdade uma invocação teurgica de alta magia e indica um caminho através da árvore da vida: *Pai nosso que estás no céu: corresponde ao mais alto, ao que esta além, aponta o lugar (no céu), a prece é dirigida ao sol, (Ra–kether) a primeira sephira, santificada seja a tua (coroa–kether). *Santificado seja teu nome: o inominado tem em seu nome, a manifestação (emanação), o segredo da origem de tudo, no pensamento e na ação (glória–hod). *Venha a nós o teu reino: segundo pedido equilíbrio, o que sustenta, o (fundamento–yesod) e a harmonia (beleza–tifereth) das formas do universo, no coração de quem ora (reino–malkhuth).

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*Seja feita a tua vontade no céu e na terra: terceiro e quarto pedidos, à vontade. O homem de desejo e a queda, a criação mental em manifestações éticas (kether–malkhuth). *Pão nosso de cada dia daí-nos hoje: quinto pedido, da possibilidade de conhecer a vida através do caminho, das experiências de cada dia, nas escolhas do caminho (livre-arbítrio) (sabedoria–hockmah). *Perdoa as nossas faltas: sexto pedido, aplicar a nós mesmos o princípio da sabedoria expansiva, significa perdoar-se a si próprio (justiça–geburah). *Assim como nós perdoamos aos nossos devedores: sétimo pedido, misericórdia para nossos semelhantes (misericórdia–hesed). *e não nos deixeis cair em tentação: oitavo pedido, livrai-nos dos encontros freqüentes com as incertezas do caminho, e das escolhas erradas (vitória–netzach). *mas livrai-nos do mal: nono pedido, se possível auxilia nas nossas escolhas que poderiam atrair-nos à senda negativa, o mal é simplesmente uma personificação da tendência de deturpar ao infinito os reflexos do absoluto (compreensão–binah). Adquirir tal conhecimento, não é dado senão a poucas pessoas, existe uma característica que infalivelmente os identifica, sempre em todo o lugar, usam um cajado (cetro) mágico, para o bem geral ou pelo menos coletivo; em nenhum momento, para interesses pessoais ou mesquinha ambição.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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MESTRE DAS SOMBRAS PARTE XIII “Aliados”

Conta uma antiga lenda, que no princípio viviam dois povos na terra. O povo do ocidente era bom e o povo que vivia no oriente era mau. O povo mau enviou aos homens doenças e morte. Para aliviar o sofrimento das pessoas, os Deuses enviaram uma Águia para transmitir poderes medicinais. A Águia foi até os homens, mas estes não entendiam a sua linguagem, e assim, ela não conseguiu transmitir-lhes a ciência e o dom da medicina. A Águia, voando e com a firme decisão de cumprir a sua missão, viu das alturas uma bela mulher, dormindo nua, nas sombras de uma árvore. A águia pousou, fez amor com a mulher e como fruto deste ato, nasceu o primeiro xamã na terra.

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A metáfora acima ilustra bem a ligação do xamã com o reino animal (animais de poder). Todas as plantas de poder são professoras e não devem ser usadas de maneira imprópria. Sua utilização deve ser rigorosamente restrita ao uso sacramental, dentro da ritualística estabelecida por quem conhece e domina a sua essência. A atividade xamânica é essencialmente ligada a processos de cura: física, mental, emocional e espiritual. O Xamanismo, venera a Vida que permeia a rede universal, desde as células até os astros - atua através de forte consciência ecológica, procurando preservar as condições ambientais do planeta Terra. Toda planta de poder é uma aliada sagrada e só é consumida ritualmente, sendo a chave que abre as portas do Divino. Dentre as várias etnias americanas, do Canadá até a Terra do Fogo, podemos destacar as seguintes aliadas:
•Peyotl- o cacto das visões luminosas (Lophophora williamsii) •Ololiuhqui- a erva da serpente •Tlitliltzen- as sementes da virgem •Mescal beans- as sementes das danças visionárias •Teonanácatl- a carne de Deus (Pcilocybe mexicana) •Pipiltzintzintli- a sálvia dos adivinhos •Datura- a aliada dos pajés (Estramônio – Datura inoxia) •Tabaco- a erva exorcista (Nicotiana tabacum) •San Pedro- huachuma ou Don Pedrito, cacto abre as portas do céu •Virola e Paricá- Rapé da inspiração - o pó sagrado dos feiticeiros •Coca- a folha do jejum e da vigília (Eritroxillum coca) •Ayahuasca- a bebida das viagens prodigiosas •Sophia- princesa da beleza e da poesia (Cannabis sativa) •Jurema- a bebida sagrada da caatinga (Mimosa hostilis)

Índio sombra que surge (Maio de 1971)
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A Paleoantropologia revela indícios que nos mostram que o homem (Homo sapiens sapiens) há aproximadamente 13.000 anos atrás, começou a consumir cereais selvagens em grandes quantidades e a desenvolver utensílios destinados á colheita de cereais, como foices de pedra. Com o tempo, estes coletores sistemáticos começaram a plantar as sementes, e a selecionar as variedades de trigo e cevada que mais se prestavam para o cultivo, resultando em uma seleção artificial que originou as primeiras espécies vegetais domesticadas. Assim ao redor de 10.000 anos atrás aparecem os primeiros agricultores propriamente ditos na região do Oriente Médio, conhecidos como povos Neolíticos. Nesta região desenvolveu-se o cultivo do trigo, cevada, ervilhas e lentilhas, entre outros. Outros dois focos importantes e independentes de desenvolvimento da agricultura são conhecidos. Aproximadamente 7.000 anos atrás na china, ao longo do rio Yangtze. Domesticou-se o arroz, soja e chá, entre outros, e 5.000 anos atrás na Mesoamérica o milho, feijão, abóbora, tomate, pimentões e cacau entre outros. É importante notar que o aparecimento da agricultura foi um processo complexo, a domesticação das plantas ocorreu em etapas, sem se abandonar imediatamente os hábitos de caça e coleta, e a sedentarização ocorreu, ás vezes antes da agricultura em locais entre rios ricos em diversidade e alimento.

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Por

causa

das

indiscutíveis

conseqüências

históricas

do

aparecimento da agricultura, este evento é tradicionalmente visto como um avanço nas condições de vida das populações pré-históricas. No entanto, a morfologia dos povos Neolíticos mostra que, devido a uma dieta menos rica e variada que a de caçador-coletores, estes primeiros agricultores vivenciaram o aparecimento de uma série de deficiências nutricionais, anemias e uma diminuição do tamanho corporal médio da população (todos índices de níveis baixos de nutrição). Mas foi principalmente, a sedentarização que levou a um aumento significativo da densidade demográfica o dos grupos, de criando as condições infecciosas

necessárias

para

estabelecimento

doenças

transmissíveis, como lepra, sífilis e tuberculose que aparecem no registro Paleopatológico neste período. O fator que levou o homem pré-histórico a domesticar algumas das plantas que colhia tem que ser visto sob o ponto de vista evolutivo das pressões de seleção do período pós-glacial. Sob tais condições, uma adaptação favorecendo estabilidade e previsibilidade com base em recursos em alta quantidade, mas baixa qualidade (alimentação baseada em carboidratos) foi relativamente melhor sucedida em termos demográficos do que uma adaptação favorecendo adaptabilidade e flexibilidade comportamental com base em recursos de alta qualidade, mas baixa previsibilidade (alimentação baseada na caça e coleta). A opção por estas duas estratégias alternativas repete-se ao longo da evolução dos hominídeos, cada uma delas representou sucesso evolutivo em diferentes circunstâncias e por períodos diferentes de tempo, mostrando o caráter circunstancial e localizado do processo evolutivo.

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A evolução por seleção natural não possui direção ou trajetória. Durante os cinco milhões de anos da evolução do homem, cada espécie de hominídeo que existiu (hoje contamos aproximadamente 15 espécies extintas de hominídeos) ocupou um espaço evolutivo único sem mostrar uma tendência ou projeção em direção ao homem atual. Os dados genéticos mostram que o homem moderno sofreu um gargalo demográfico no inicio da sua diferenciação que provavelmente reduziu o número dos nossos ancestrais a menos de 10.000 pessoas. No entanto, os nossos ancestrais não eram os únicos hominídeos vivos no mundo aquela época. Poderia ser perfeitamente possível que tivessem sido os nossos ancestrais que se extinguissem durante o processo, e que os sobreviventes escrevendo a história hoje fossem os neanderthais. Um dos fatores que participaram e foram decisivos para o sucesso evolutivo e diversificação das angiospermas (plantas com flores e frutos) diz respeito a evolução bioquímica. Certos grupos de angiospermas desenvolveram substâncias vegetais secundárias, tais como alcalóides, que as protegem da maior parte dos herbívoros, este exemplo constitui uma indicação segura de que ocorreu um amplo padrão de interação evolutiva entre tais plantas e animais (coevolução); parecendo provável que as angiospermas primitivas também receberam proteção, devido á propriedade que possuem de produzir certas substâncias químicas que atuam como venenos para os herbívoros. Algumas destas substâncias, no entanto não são simplesmente venenos, mas sim imitam neurotransmissores, (substâncias químicas que intermediam as sinapses entre um neurônio e outro), estes neurotransmissores artificiais elaborados pelas plantas alteram o padrão das sinapses provocando estados alterados de comportamento em mamíferos que se aventurem a alimentar-se de certas plantas.

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Provavelmente esta confusão temporária no sistema nervoso central dos herbívoros é suficiente para causar uma desorientação deixando o animal a mercê dos seus predadores. Segundo o registro dos fósseis os Homo sapiens neanderthalensis foram os primeiros do gênero Homo, a desenvolver rituais funerários, xamanismo e o uso e cultivo de plantas de poder isto a aproximadamente 60.000 anos atrás. A nossa espécie Homo sapiens sapiens (Cro - Magnom), só viria a surgir 10500 anos depois, posteriormente convivemos durante 15000 anos com os Neanderthais, estes se extinguiram a 30.000 anos atrás, é provável que durante esta convivência eles tenham nos ensinado os ritos funerários, xamanismo e o cultivo de plantas de poder.

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As espécies de plantas de poder têm sido usadas há muito tempo pelos indígenas e pelos povos antigos, durante milênios o homem cultivou e usou para cura tanto do corpo como da alma, através dos anos com a seleção artificial feita pelo homem às plantas de poder aumentaram em muito a sua concentração de substâncias secundárias psicoativas. O uso ritual destas plantas de poder reside um mistério que se perde no tempo, rituais que passaram de pai para filho, para se conseguir uma dádiva (cura), ou um “aliado”, deste modo os pagés classificam as plantas de uma forma diferente da botânica sistemática, indo bem além da classificação morfológica floral. A classificação xamânica engloba determinandos estágios no crescimento da planta onde existe ou não alta concentração de substâncias psicoativas em determinadas partes da planta tais como: flor, fruto, folhas, raízes ou sementes. Há evidências de que em algumas culturas as plantas de poder constituem os únicos vegetais domesticados, é possível que em tal etnobotânica se tenha desenvolvido uma relação simbiótica entre plantas e seres humanos, aquelas que por acidente contém os psicodélicos desejados são cultivadas preferencialmente.

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Tal

seleção

artificial

pode

exercer

profunda

influência

subseqüente na evolução (tanto das plantas quanto dos homens) em períodos de tempo relativamente curtos (dezenas de milhares de anos). Trabalhos científicos recentes comprovam que substâncias psicodélicas funcionam como congêneres químicos próximo as substâncias naturais (neurotransmissores) produzidas pelo cérebro, que inibem ou reforçam a transmissão neural, e que podem ter entre outras funções psicológicas a de induzir alterações endógenas em matéria de percepção ou disposição. É difícil compreender por que a evolução teria selecionado cérebros humanos predispostos a tais experiências sensoriais, através de substâncias secundárias de plantas, provavelmente tais alterações na percepção do mundo produzidas e artificialmente provocadas, influem na adaptação evolutiva da espécie humana. É provável que o desenvolvimento da arquitetura neural dos cérebros humanos (inteligência) foi influenciada por experiências psicotrópicas, tendo em vista conceitos humanos, tais como símbolos do inconsciente coletivo, comuns e universais em religiões ocidentais e orientais de Deuses, vida após a morte, céu e inferno. Existem muitas outras substâncias elaboradas por fungos, plantas, insetos e anfíbios com o objetivo de defesa na terrível batalha pela vida, já testadas através de milhões de anos de evolução, a biodiversidade das florestas tropicais consiste no maior patrimônio que a humanidade tem, pois nas florestas estão os fármacos, para a cura das doenças do futuro.

Índio sombra que surge (Maio de 1971)

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Estes escritos foram Psicografados, qualquer dúvida entre em contato gsalgado@bol.com.br

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