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Conceitos Fundamentais da Mecânica Técnica

Conceitos Fundamentais da Mecânica Técnica Força As forças são grandezas vetoriais caracterizadas por: direção,
Força As forças são grandezas vetoriais caracterizadas por: direção, sentido e intensidade. y F F
Força
As forças são grandezas vetoriais caracterizadas por: direção, sentido e
intensidade.
y
F
F 1
F 3
1
F 2
F 4
F 1y
F 1x = F 1 . cos θ
F 1y = F 1 . sen θ
θ
F
x
1x
Grupo de Forças
Conjunto de forças aplicadas em um único ponto
de um corpo.
Sistema de Forças
Conjunto de forças aplicadas simultaneamente em
pontos diversos de um mesmo corpo.
F
F
2
1

Eng., M.Sc., Prof., Felipe Ozório Monteiro da Gama

F 3
F 3

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Grandezas Fundamentais

Grandezas Fundamentais Resultante de um Grupo ou Sistema de Forças Resultante de um grupo ou sistema

Resultante de um Grupo ou Sistema de Forças Resultante de um grupo ou sistema de forças, é a força que, atuando sozinha, produz ação idêntica à produzida pelo grupo ou sistema de forças. A resultante pode ser determinada por soluções gráficas (paralelogramo) ou analíticas (decomposição e soma das componentes vetoriais).

Resultante de um Grupo de Forças
Resultante de um Grupo de Forças

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Grandezas Fundamentais

Grandezas Fundamentais Momento de uma Força Momento de uma força é a tendência de uma força

Momento de uma Força Momento de uma força é a tendência de uma força F 1 fazer um corpo rígido girar em torno de um eixo fixo. O Momento depende do módulo e da distância de F 1 ao eixo fixo. Sua unidade no sistema internacional é o newton x metros (N.m), sendo comum o uso de combinações (kgf.mm) e (tf.m).

Momento de uma força Momento de um binário Formam um binário, duas forças que tenham
Momento de uma força
Momento de um binário
Formam um binário, duas forças que tenham o mesmo módulo, linhas de
ação paralelas e sentidos opostos. A soma das componentes das duas forças em
qualquer direção é zero. Apesar de as duas forças não transladarem o corpo no qual
atuam, tendem a fazê-lo girar.
Momento de uma binário de forças

Grandezas Fundamentais

Grandezas Fundamentais Teorema de Varignon - Resultante de um Sistema de Forças O Momento da resultante

Teorema de Varignon - Resultante de um Sistema de Forças O Momento da resultante de um sistema de forças em relação a um ponto é igual ao momento do sistema, ou seja, a soma algébrica dos Momentos de todas as forças componentes em relação ao mesmo ponto O.

Redução de um Sistema de Forças a um ponto Analisando a figura abaixo, podemos afirmar
Redução de um Sistema de Forças a um ponto
Analisando a figura abaixo, podemos afirmar que para reduzir um sistema de
forças a um determinado ponto do espaço, basta transferir todas as forças para este
ponto, acrescentando, para cada uma delas, seu momento em relação a este ponto.
Portanto, um sistema de forças é redutível a uma resultante de força e um
resultante de momento, em relação a qualquer ponto do espaço.
F 1
F 1
F 1
F
1
d
M O
M O = F 1 x d
A
A
O
O
F 1’
F 1 = -F 1’
Redução de um sistema de forças
Redução de um sistema de forças

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Equilíbrio de corpos rígidos

Equilíbrio de corpos rígidos Definição O corpo rígido é um sistema constituído de partículas (átomos, por
Definição O corpo rígido é um sistema constituído de partículas (átomos, por exemplo) agregadas de
Definição
O corpo rígido é um sistema constituído de partículas (átomos, por
exemplo) agregadas de um modo tal que a distância entre as várias partes
que constituem o corpo não varia com o tempo.
Equilíbrio
Um corpo rígido está em equilíbrio quando as forças externas que atuam
sobre ele formam um sistema de forças que não provoquem tendência de
translação nem rotação deste corpo.
Portanto, a condição necessária e suficiente para que um corpo esteja em
equilíbrio, submetido a um sistema de forças, é que estas forças satisfaçam
as equações fundamentais da estática.
ΣF = 0
ΣM = 0

Equações de equilíbrio

Equações de equilíbrio Equações de equilíbrio da estática Decompondo cada força e cada momento em suas

Equações de equilíbrio da estática Decompondo cada força e cada momento em suas componentes cartesianas, encontram-se seis equações para as condições de equilíbrio de um corpo rígido no espaço.

No Espaço ΣF = 0 => ΣFx = 0; ΣFy = 0; ΣFz = 0
No Espaço
ΣF = 0 => ΣFx = 0; ΣFy = 0; ΣFz = 0
ΣM = 0 => ΣMx = 0; ΣMy = 0; ΣMz = 0
No Plano
ΣF = 0 => ΣFx = 0; ΣFy = 0; ΣFz = 0
ΣM = 0 => ΣMx = 0; ΣMy = 0; ΣMz = 0
ΣFx = 0
ΣFy = 0
ΣFz = 0
ΣFx = 0
ΣFy = 0
ΣFz = 0
ΣMx = 0
ΣMy = 0
ΣMz = 0
ΣMx = 0
ΣMy = 0
ΣMz = 0
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Convenção de sinais - Equilíbrio Global

Convenção de sinais - Equilíbrio Global Convenção de Sinais – Forças Externas Forças Sentido positivo do

Convenção de Sinais – Forças Externas

Forças Sentido positivo do eixo de coordenadas (ou “p/ cima ou direita”) => Positivo. Sentido
Forças
Sentido positivo do eixo de coordenadas (ou “p/ cima ou direita”) => Positivo.
Sentido negativo do eixo de coordenadas (ou “p/ baixo ou esquer.”) => Negativo.
Convenção adotada p/ Forças
Eixo de Coordenadas
y
z
Momentos
Anti-horário => Positivo.
Horário => Negativo.
x
Convenção adotada p/ Momentos
A convenção é global! Independe do lado
de “entrada” para análise da estrutura.
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Cálculo das reações de apoio

Cálculo das reações de apoio Exercícios propostos H A = 0 V B = +72,5 kN

Exercícios propostos

H A = 0 V B = +72,5 kN V A = +27,5 kN A
H A = 0
V B = +72,5 kN
V A = +27,5 kN
A
1)
R1
2)
R2
B
A
B
V A = +10 kN
H A = +130 kN
H B = -110 kN
3 m
3)
4)
R3
R4
3,2 m
C
2,5 kN
2 kN/m
B
A
F x = -2,5 kN
F y = +12,4 kN
F z = -7 kN
3 kN
4 kN
6 m
V A = +30,2 kN
H B = -5 kN
V C = +35,8 kN
M x = +51 kNm
M y = -5,3 kNm
M z = -44,4 kNm
IR
A

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C = +35,8 kN M x = +51 kNm M y = -5,3 kNm M z

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Cálculo das reações de apoio

Cálculo das reações de apoio Exercícios propostos Resultantes? 1) 3 m y 3 m R =
Cálculo das reações de apoio Exercícios propostos Resultantes? 1) 3 m y 3 m R =
Exercícios propostos Resultantes? 1) 3 m y 3 m R = 90kN = 15 x
Exercícios propostos
Resultantes?
1)
3 m
y
3 m
R = 90kN = 15 x 6
z
H A
*
A
x
B
V B
V A
Reações de Apoio
∑F x = 0 .: H A = 0
∑M A = - 10 x 2 - (15 x 6) x 3 + V B x 4 .: V B = 290/4 = 72,5 kN

∑F y = 0 .: V A - 10 - 90

+ V B => V A = 100 - 72,5 = 27,5 kN

- 10 - 90 + V B => V A = 100 - 72,5 = 27,5

Cálculo das reações de apoio

Cálculo das reações de apoio Exercícios propostos 2) A H A V A B H B

Exercícios propostos

2) A H A V A B H B Reações de Apoio ∑M A =
2)
A
H A
V A
B
H B
Reações de Apoio
∑M A = +50x6 -40x2 -H B x2 .: H B = 220/2 = +110 kN
∑F x = 0 .: -20 -110 +H A => H A = +130 kN

∑F y = 0 .: -50 +40 +V A .: V A = +10 kN

kN ∑F y = 0 .: -50 +40 +V A .: V A = +10 kN

Cálculo das reações de apoio

Cálculo das reações de apoio R = q x L R = C.G. p h T
Cálculo das reações de apoio R = q x L R = C.G. p h T
Cálculo das reações de apoio R = q x L R = C.G. p h T
R = q x L R = C.G. p h T q L/2 L/3 p
R = q x L
R =
C.G.
p
h T
q
L/2
L/3
p = h T - q
C.G.
Exercícios propostos Resultantes? Trapézio? 3) V C R T = = 27 kN 4m 2
Exercícios propostos
Resultantes?
Trapézio?
3)
V C
R T =
= 27 kN
4m
2 m
R R = 6x9 = 54 kN
3 m
3 m
H B
Reações de Apoio
∑F x = 0 = +5 -H B .: H B = +5 kN
V A
∑M B = -V A x6 +10 +54x3 +27x2 -15x3 .:
V A = 181/6 = +30,17 kN

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∑F y = 0 .: +30,17 +15 -54 -27 +V C .:

V C = +35,83 kN

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Cálculo das reações de apoio

Cálculo das reações de apoio Exercícios propostos 4) 3 m 3,2 m 1,6 1,6 2,5 kN

Exercícios propostos

4) 3 m 3,2 m 1,6 1,6 2,5 kN R = 6,4kN Reações de Apoio
4)
3 m
3,2 m
1,6
1,6
2,5 kN
R = 6,4kN
Reações de Apoio
∑F x = 0 .: F x = -2,5 kN
∑F y = 0 .: -6,4 -6 +F y .: F y = +12,4 kN
∑F z = 0 .: + 3 + 4 + F z .: F z = -7 kN
2 kN/m
∑M x = -3x6 -4x6 -6x1,5 +M x .:
3 kN
4 kN
y
6 m
z
M x = +51 kNm
∑M y = +4x3,2 -2,5x3 +M y .: M y = -5,3 kNm
∑M z = +6,4x1,6 +6x3,2 +2,5x6 +M z .:
F x
M z = -44,4 kNm
A
*
x
M x
Como era de se esperar, constatamos que:
Para => (i = x;y;z) => Forças (F i ), não geram Momentos (M i )!
F z
M z
F y
M y
Deve-se estabelecer a posição (ponto) do Eixo de Referência, principalmente, para cálculo dos momentos de
Deve-se estabelecer a posição
(ponto) do Eixo de Referência,
principalmente, para cálculo dos
momentos de equilíbrio.

Esforços internos

Esforços internos Consideremos o corpo da figura submetido ao conjunto de forças em equilíbrio indicadas. Seccionemos

Consideremos o corpo da figura submetido ao conjunto de forças em equilíbrio indicadas.

Seccionemos o corpo por um plano P que o intercepta segundo uma seção S, dividindo-o
Seccionemos o corpo por um plano P que o intercepta segundo uma seção S,
dividindo-o nas duas partes.
Plano P
Seção ST

Esforços internos

Esforços internos A força resultante “R” e o momento resultante “m” que atuam na parte da

A força resultante “R” e o momento resultante “m” que atuam na parte da inferior é obtido pela redução do sistema de forças dessa parte, em um ponto O, localizado no centróide da seção transversal “S”, e vice-versa (parte superior).

Seção ST
Seção ST

Esforços internos

Esforços internos Os esforços na ST podem ser determinados: (i) pelas resultantes das forças atuantes na

Os esforços na ST podem ser determinados:

(i) pelas resultantes das forças atuantes na parte inferior quando projetadas num único ponto O;
(i)
pelas resultantes das forças atuantes na parte inferior quando projetadas num
único ponto O; ou,
(ii)
pela reação da parte superior a esses esforços resultantes (mesma direção,
sentidos opostos).
Observação: Conforme convenção de sinais (inverte p/ cada lado da ST), embora em
sentidos opostos, o esforço na ST será único (sentido/sinal e valor) nos Diagramas de
Esforços Finais.
É indiferente calcular os esforços simples atuantes numa seção utilizando as forças
da parte superior ou inferior da estrutura, numa ST qualquer. Usaremos as forças
da parte que nos conduzir ao menor trabalho de cálculo.
Seção ST

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Esforços internos

Esforços internos Definição Esforço Seccionais ou Internos são efeitos estáticos que um conjunto de cargas e
Definição Esforço Seccionais ou Internos são efeitos estáticos que um conjunto de cargas e reações
Definição
Esforço Seccionais ou Internos são efeitos estáticos que um conjunto
de cargas e reações de apoio provocam em cada uma das seções
transversais de estudo.
Estrutura em equilíbrio
Resultantes
dos
esforços
de
cada
lado
da
Parte Esquerda –
Equilibrada pelas
resultantes da direita
seção,
são
opostas,
se
equilibram,
pois
a
estrutura como um todo também está em
equilíbrio estático! Opção (ii) slide anterior!
Parte Direita –
Equilibrada pelas
resultantes da esquerda

Esforços internos

Esforços internos Conclusão Os esforços em uma dada seção transversal podem ser determinados considerando as
Conclusão Os esforços em uma dada seção transversal podem ser determinados considerando as forças externas
Conclusão
Os esforços em uma dada seção transversal podem ser determinados
considerando as forças externas atuantes em apenas um dos lados dessa
seção, esquerdo OU direto. Uma vez que a estrutura encontra-se em
equilíbrio, e o sistemas de forças resultantes provenientes de ambos os
lados da estrutura se equivalem, em quaisquer seção ou ponto da
estrutura.
Tipos de esforços
possíveis numa
estrutura, em uma
ST qualquer.
M f ; M T ; V ; N
Esforços internos (Ebeling,2013) Tração Esforço Normal ( N ): soma de todas as forças ligadas

Esforços internos

(Ebeling,2013) Tração
(Ebeling,2013)
Tração

Esforço Normal (N): soma de todas as forças ligadas à seção por um lado OU pelo outro, projetadas na direção do eixo da barra - normal à seção. Positivo na tração (forças “saindo da seção”); Negativo na compressão (forças “entrando na ST”).

Compressão Esforço Cortante (Q): soma de todas as forças ligadas à seção por um lado
Compressão
Esforço Cortante (Q): soma de todas as forças ligadas à
seção por um lado OU pelo outro, projetadas na direção
do transversal ao eixo da barra - paralela à seção
(cisalhamento).
Cortante
Momento Fletor (M): soma de todos os momentos
produzidos pelas forças ligadas à seção por um lado OU
pelo outro, considerando-se apenas as componentes de
momento em torno dos eixos do plano da seção
transversal;
Flexão
Momento Torçor (T): soma de todos os momentos
produzidos pelas forças ligadas à seção por um lado OU
pelo outro, considerando-se apenas as componentes de
momento em torno do eixo ortogonal à seção.
Torção

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Convenção de sinais - Equilíbrio Global

Convenção de sinais - Equilíbrio Global Convenção de Sinais – Forças Externas Forças Sentido positivo do

Convenção de Sinais – Forças Externas

Forças Sentido positivo do eixo de coordenadas (ou “p/ cima ou direita”) => Positivo. Sentido
Forças
Sentido positivo do eixo de coordenadas (ou “p/ cima ou direita”) => Positivo.
Sentido negativo do eixo de coordenadas (ou “p/ baixo ou esquer.”) => Negativo.
Convenção adotada p/ Forças
Eixo de Coordenadas
y
z
Momentos
Anti-horário => Positivo.
Horário => Negativo.
x
Convenção adotada p/ Momentos
A convenção é global! Independe do lado
de “entrada” para análise da estrutura.
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Convenção de sinais - Esforços Internos

Convenção de sinais - Esforços Internos Convenção de Sinais – Esforços Internos Esforço Normal de Tração

Convenção de Sinais – Esforços Internos Esforço Normal de Tração => Positivo (“saindo” da seção). Esforço Normal de Compressão => Negativo (“entrando” na seção). Esforço Cortante => É positivo quando, “entrando” pela lado esquerdo for de baixo p/ cima, ou, provocar “giro” no sentido horário, sendo negativo quando contrário. Evidentemente, “entrando” pelo lado direito, funciona de forma inversa. Momento Fletor => É positivo quando, quando traciona as fibras inferiores (deformação convexa), e negativo quando o contrário; ou, é positivo, quando “entrando” pelo lado esquerdo da seção em análise, esse esforço gira no sentido horário, sendo negativo quando em sentido contrário. Posição do observador => Necessária para definir Esq./Dir. em relação ao referencial.

Lado inferior de cada barra (tracionada) Observador Direita de S S Mf+ Esquerda de S
Lado inferior de cada barra (tracionada)
Observador
Direita de S
S Mf+
Esquerda de S
Mf+
S
Esq.
N+
Dir.
N+
Q+
Q+
Dependem do lado de
“entrada” para análise da
estrutura na seção!

Convenção de sinais - Esforços Internos

Convenção de sinais - Esforços Internos Convenção de Sinais – Esforços Internos (cont.) Momento Torçor =>

Convenção de Sinais – Esforços Internos (cont.)

Momento Torçor => Analogamente ao esforço normal, adotaremos que o momento torçor é positivo, quando
Momento Torçor => Analogamente ao esforço normal, adotaremos que o momento
torçor é positivo, quando o vetor seta dupla que o representa (regra mão-direita),
estiver no sentido da tração (“saindo” da seção), e negativo, se estiver no sentido da
compressão (“entrando” na seção).

(Sussekind,1981)

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Convenção de sinais - Resumo - Esforços

Convenção de sinais - Resumo - Esforços ds ds ds ds N(+) N(-) Q(+) Q(-) +
ds ds ds ds N(+) N(-) Q(+) Q(-) + + S S - - -
ds
ds
ds
ds
N(+)
N(-)
Q(+)
Q(-)
+
+
S
S
-
-
-
+
-
-
-
ds
ds
ds
ds
+
+
Mf(+)
Mf(-)
T(+)
T(-)
-
S
+
S
-
-
-
Momento Fletor
Esforço Normal
+
+
Torçor Esforço CortanteMomento
+
+

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Exercício 1a: Para a viga isostática abaixo, determine os esforços

Exercício 1a: Para a viga isostática abaixo, determine os esforços internos das seções principais, e desenhe seus diagramas.

R = q x L = 20kN H A A C D E B 1m
R = q x L = 20kN
H A
A
C
D
E
B
1m
1m
V
V A
D
Reações de Apoio
∑F x = 0 .: H A = 0
∑M A = 0 .: - 80x1 -20x3 +V D x4 -20x6 .: V D = 260/4 = 65 kN
∑F y = 0 .: V A -80 -20 +65 -20 => V A = 55 kN

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos R = q x L = 20kN A B C 1m
R = q x L = 20kN A B C 1m 1m D E 55
R = q x L = 20kN
A
B
C
1m
1m
D
E
55
65
DMF
B
C
A
D
E
DMF (pela esquerda)
Mf A = 0
Mf B = +55x1 = 55 kNm
Mf C = +55x2 -80x1 = +30 kNm
Mf D = +55x4 -80x3 -20x1 = -40 kNm
Mf E = 0

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos R = q x L = 20kN A B C 1m
R = q x L = 20kN A B C 1m 1m D E 55
R = q x L = 20kN
A
B
C
1m
1m
D
E
55
65
DQ
B
C
A
D
E
DEC (pela esquerda)
Q A = +55 kN = Q B,ant
Q B,dep = +55 -80 = -25 kN = Q C
Q D,ant = +55 -80 -20 = -45 kN
Q D,dep = +55 -80 -20 +65 = +20 kN = Q E

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Como vimos, em Mecânica Sólidos , a geometria da ST ,

Como vimos, em Mecânica Sólidos, a geometria da ST, será objeto fundamental de estudo. Desta forma, preponderantemente, passaremos a representar os elementos estruturais, com todas as dimensões permitidas para cada “vista de corte”, e não mais somente, como uma linha que representa seu eixo longitudinal através do centróide. Desta forma:

H A A C D E B V A V D
H A
A
C
D
E
B
V A
V D
80 kN 10 kN/m 20 kN S 1 b 55 65 h
80 kN
10 kN/m
20 kN
S 1
b
55
65
h

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Diferentemente também do que ocorre nas cadeiras de análise estrutural

Diferentemente também do que ocorre nas cadeiras de análise estrutural, de uma maneira geral, não será mais necessária a determinação dos esforços em todas as seções principais, e sim, nas seções de interesse (nº muito menor de pontos de cálculo (STs))! Desta forma, os diagramas de esforços da estrutura como um todo, não serão tão demandados, mas sim, as resultantes nas ST de interesse.

Com o intuito de obtermos de uma maneira mais direta, os sentidos das resultantes dos
Com o intuito de obtermos de uma maneira mais direta, os sentidos das
resultantes dos esforços nessas seções de interesse, é recomendável agora, que as
resultantes de cada esforço atuante na ST, sejam determinadas pela análise do
equilíbrio global (como nas reações de apoio):
(i) da parte da estrutura (e.g. esq.) em análise (parte que “fica” - cargas, reações
de apoio, ect); com,

(ii) as resultantes de cada esforço, da parte suprimida da estrutura (e.g. dir.), que se opõem as resultantes dos esforços de (i), mantendo a ST em equilíbrio, bem como toda a estrutura. Indo de encontro a convenção dos sinais dos esforços na determinação dos diagramas.

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Exercício 1b: Desta forma, vamos determinar os esforços nas seções de

Exercício 1b: Desta forma, vamos determinar os esforços nas seções de interesse abaixo indicadas.

80 kN 10 kN/m 20 kN S 1 A B C D E S 2
80 kN
10 kN/m
20 kN
S 1
A
B
C
D
E
S 2
55 kN
65 kN
1m
0,5
0,5
1m
1m
2m
m
m
S 1 – Trecho BC
Diagrama de corpo livre
Determinação dos esforços em S 1 (Convenção global dos sinais)
80 kN
V 1
∑F x = 0 .: Não há, vide cálculo das reações de apoio.
S 1
A
B
M
1
55 kN
∑M S1 = 0 .: -55x1,5 +80x0,5 -M 1 .: M 1 = -42,5 kNm
=> invertendo sinal e sentido do esforço => M 1 = +42,5 kNm
1m 0,5
1m
0,5
sinal e sentido do esforço => M 1 = +42,5 kNm 1m 0,5 ∑F y =
sinal e sentido do esforço => M 1 = +42,5 kNm 1m 0,5 ∑F y =

∑F y = 0 .: +55 -80 +V 1 => V 1 = +25 kN

Pela convenção de esforços p/ traçar o diagrama (análise I) é negativo (pela dir.). Confere
Pela convenção de esforços p/ traçar o diagrama
(análise I) é negativo (pela dir.). Confere com DQ acima!

m

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Pela convenção de esforços p/ traçar o diagrama (análise I) é positivo (pela dir.). Confere com DMF acima!

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Exercício 1b: Desta forma, vamos determinar os esforços nas seções de

Exercício 1b: Desta forma, vamos determinar os esforços nas seções de interesse abaixo indicadas.

80 kN 10 kN/m 20 kN S 1 A B C D E S 2
80 kN
10 kN/m
20 kN
S
1
A
B
C
D
E
S
2
55 kN
65 kN
1m
0,5
0,5
1m
1m
2m
m
m
S 2 – Trecho CD
Diagrama de corpo livre
Esforços em S 2 (Convenção global dos sinais)
80 kN
10 kN/m
V
2
M
2
∑F x = 0 .: Não há, vide cálculo das reações de apoio.
A
B
C
S
2
∑M S2 = 0 .: -55x3 +80x2 +10x0,5 -M 2 .: M 2 = 0
55 kN
∑F y = 0 .: +55 -80 -10 +V 2 => V 2 = +35 kN
1m
0,5
0,5
1m
m
m

Eng., M.Sc., Prof., Felipe Ozório Monteiro da Gama

Pela convenção de esforços p/ traçar o diagrama (análise I) é negativo (pela dir.). Confere
Pela convenção de esforços p/ traçar o diagrama
(análise I) é negativo (pela dir.). Confere com DQ acima!
Pela convenção de esforços p/ traçar o diagrama (análise I) é nulo. Confere com DMF
Pela convenção de
esforços p/ traçar o
diagrama (análise I) é
nulo. Confere com
DMF acima!

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Exercício 1c: Obter os valores e os sentidos das resultantes dos
Exercício 1c: Obter os valores e os sentidos das resultantes dos esforços vindo agora pela
Exercício 1c: Obter os valores e os sentidos das resultantes dos esforços vindo agora pela direita
(parte que “fica”) da estrutura. Conferir valores e sentidos com os diagramas e (1b)!
80 kN
10 kN/m
20 kN
S
1
A
B
C
D
E
S
2
55 kN
65 kN
1m
0,5
0,5
1m
1m
2m
m
m
Respostas
S 1 – Trecho BC
S 2 – Trecho CD
V 1 = +25 kN
S
V 2 = +35 kN
S
1
2
M 1 = +42,5 kNm

Eng., M.Sc., Prof., Felipe Ozório Monteiro da Gama

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Exercício 2a: Determinar os valores e os sentidos dos esforços nas
Exercício 2a: Determinar os valores e os sentidos dos esforços nas seções de interesse abaixo
Exercício 2a: Determinar os valores e os sentidos dos esforços nas seções de interesse abaixo
indicadas.
R = q x L = 8kN
R =
= 9 kN
6 kN/m
21 kN
4 kN/m
S
S
1
2
30 kN
H
A
A
2m
1m
B
C
D
1m
E
1m
F
G
S
3
V A
V
E
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
3m
1m
1m
m
m
m
m
m
m
Reações de Apoio
∑F x = 0 .: +H A -30 .: H A = +30 kN
∑M A = 0 .: -9x2 +21x4 -8x6 +V E x6 .: V E = -18/6 = -3kN
=> invertendo => V E = +3kN
∑F y = 0 .: V A -9 +21 -8 -3 => V A = -1kN
=> invertendo => V A = +1kN

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Revisão: Determinação dos esforços internos

S 1 – Trecho BC

Determinação dos esforços internos S 1 – Trecho BC R = = 9 kN 6 kN/m
R = = 9 kN 6 kN/m S 1 V 1 30 kN N 1
R =
= 9 kN
6 kN/m
S 1
V 1
30 kN
N 1
A
2m
1m
B
M 1
1 kN
0,5
3m
m
Determinação dos esforços em S 1 (Convenção global dos sinais = reações de apoio)
∑F x = 0 .: +30 - N 1 .: N 1 = +30kN
∑M S1 = 0 .: +1x3,5 +9x1,5 -M 1 .: M 1 = +17 kNm
∑F y = 0 .: -1 -9 +V 1 => V 1 = +10 kN

Eng., M.Sc., Prof., Felipe Ozório Monteiro da Gama

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos S 2 – Trecho CD R = = 9 kN 6
S 2 – Trecho CD R = = 9 kN 6 kN/m 21 kN S
S 2 – Trecho CD
R =
= 9 kN
6 kN/m
21 kN
S
V
2
2
30 kN
N
2
A
2m
1m
B
C
M
2
1 kN
0,5
0,5
0,5
3m
m
m
m
Determinação dos esforços em S 2 (Convenção global dos sinais = reações de apoio)
∑F x = 0 .: +30 -N 2 .: N 2 = +30kN
∑M S2 = 0 .: +1x4,5 +9x2,5 -21x0,5 -M 2 .: M 2 = +16,5 kNm
∑F y = 0 .: -1 -9 +21 +V 2 => V 2 = -11 kN
=> invertendo => V 2 = +11 kN

Eng., M.Sc., Prof., Felipe Ozório Monteiro da Gama

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Revisão: Determinação dos esforços internos

S 3 – Trecho DE

Determinação dos esforços internos S 3 – Trecho DE R = 4 x 1,5 = 6kN
R = 4 x 1,5 = 6kN 0,75m 0,75m 4 kN/m V 3 30 kN
R = 4 x 1,5 = 6kN
0,75m
0,75m
4 kN/m
V 3
30 kN
N 3
E
F
G
M 3
S 3
3 kN
0,5
1m
1m
m
Determinação dos esforços em S 3 (Convenção global dos sinais = reações de apoio)
∑F x = 0 .: +N 3 -30 .: N 3 = +30kN
∑M S3 = 0 .: -6x0,75 -3x0,5 +M 3 .: M 3 = +6 kNm

∑F y = 0 .: -6 -3 +V 3 => V 3 = +9 kN

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Revisão: Determinação dos esforços internos

Revisão: Determinação dos esforços internos Exercício 2b: Obter os valores e os sentidos das resultantes dos

Exercício 2b: Obter os valores e os sentidos das resultantes dos esforços vindo agora pela direita (parte que “fica”) da estrutura (S 1 e S 2 ); pela esquerda (S 3 ). Conferir valores e sentidos com 2a!

R = q x L = 8kN R = = 9 kN 6 kN/m 21
R = q x L = 8kN
R =
= 9 kN
6 kN/m
21 kN
4 kN/m
S 1
S 2
30 kN
H A
A
2m
1m
B C
D 1m
E 1m
F
G
S
3
V A
V E
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
0,5
3m
1m
1m
m
m
m
m
m
m
Respostas
S 1 – Trecho BC
S 2 – Trecho CD
S 3 – Trecho DE
V 1 = +10 kN
V 2 = +11 kN
V 3 = 9 kN
S 1
S 2
S 3
N 1 = + 30 kN
N 2 = + 30 kN
N 3 = + 30 kN
S 1 S 2 S 3 N 1 = + 30 kN N 2 = +

M 1 = +17 kNm

1 = + 30 kN N 2 = + 30 kN N 3 = + 30

M 2 = +16,5 kNm

+ 30 kN N 3 = + 30 kN M 1 = +17 kNm M 2
+ 30 kN N 3 = + 30 kN M 1 = +17 kNm M 2
+ 30 kN N 3 = + 30 kN M 1 = +17 kNm M 2

M 3 = +6 kNm

Eng., M.Sc., Prof., Felipe Ozório Monteiro da Gama

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Bibliografia: HIBBELER, R. C. Resistência dos Materiais. 5ª ed. Editora Pearson Prentice Hall, 2006. BEER,
Bibliografia:
HIBBELER, R. C. Resistência dos Materiais. 5ª ed. Editora Pearson
Prentice Hall, 2006.
BEER, F. P.; JOHNSTON, E. R. Resistência dos materiais. 3ª ed . Makron
Books, 1995.
SUSSEKIND, J. C. Curso de Análise Estrutural, vol 1, 6ª ed., Ed. Globo:
1981.
materiais. 3ª ed . Makron Books, 1995. SUSSEKIND, J. C. Curso de Análise Estrutural, vol 1,