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ANTÓNIO LOURENÇO MARQUES

OUTRAS REFERÊNCIAS E TESTEMUNHOS

Professor Doutor António Gentil Martins (Lisboa, 10-10-1986):


“É com grande satisfação que testemunho que o Dr. António Lourenço Marques Gonçalves foi meu colaborador, na
qualidade de trabalhador estudante, durante cerca de dois anos (finais de 1975 e Outubro de 1977). (...) Em toda a sua
acção demonstrou sempre lealdade, zelo e sentido das responsabilidades. As suas qualidades morais impuseram-no não
só como colaborador mas também como amigo, merecedor de todo o respeito”

António Paulouro, Fundador do Jornal do Fundão (“J.F”, de 15.03.1994):


“Ainda a frequentar o liceu, veio um dia até nós. Iniciou-se a sólida amizade que tem resistido ao tempo e às inevitáveis
diversidades de opinião. Colaborador de visão clara (...). Há dias, em Lisboa, prestou provas de habilitação ao grau de
consultor, perante um júri nacional. E foi, naturalmente aprovado. Não só por ser da família do “JF”, mas pelo que tem
feito e sabe fazer em benefício da comunidade, estamos todos de parabéns”

Dra. Maria Cristina da Câmara, Directora do Departamento de Anestesia dos Hospitais Civis de Lisboa, (Informação
sobre a frequência no Hospital de S. José, 28-02-1986):
“(...) Revelou altas qualidades de trabalho e o maior interesse pela especialidade”.

Dra. Ana Palmeiro, Directora Clínica do Hospital do Fundão, 01-03-1994:


“(...) É de realçar ainda que, além da competência, zelo, sacrifício e organização, o Dr. Lourenço teve o interesse de
organizar e abrir a Unidade da Dor Crónica, onde o aliviar da dor alheia ou mesmo ajudar a morte digna estão
inerentes no seu carácter amistoso e compreensivo”.

Revista da Ordem dos Médicos, N.º de Março – Abril de 2000 (Capa):


“O Hospital do Fundão tem uma Unidade de Dor, graças ao empenho do Dr. Lourenço Marques”

Dr. Fernando Pitté Lema Monteiro, Director do Serviço de Cardiologia do Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco, 24-
04-1984:
“(...) O Dr. António Lourenço Marques Gonçalves demonstrou qualidades técnicas e pessoais de grande valia,
granjeando a consideração e simpatia por parte dos doentes, elementos de enfermagem e colegas, tornando-se assim um
elemento de grande interesse para o Serviço”.

Dr. António Leão Pimentel, Director da UCIP e do Serviço de Urgência do Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco, 22-
9-88:
“O Exmº Sr. Dr. António Lourenço Marques Gonçalves tem regularmente efectuado serviço em escala na Unidade de
Cuidados Intensivos Polivalente e no Serviço de Urgência, chefiando uma Equipa Médica, desempenhando as suas
funções com competência, zelo e assiduidade, pelo que a sua classificação de serviço deve ser: muito bom”.

Dra. Rosete Nunes, Directora do serviço de Anestesiologia do Hospital Amato Lusitano, Castelo Branco, 21-9-88:
“António Lourenço Marques Gonçalves tem prestado serviço no Bloco Operatório, quer em anestesia programada, quer
em urgência, com competência, zelo e assiduidade. Demonstrou ainda grande interesse pelo desenvolvimento do
Serviço, tendo colaborado nomeadamente na elaboração da nova ficha de anestesia e na ficha destinada à consulta de
Anestesia, na reorganização dos meios de reanimação disponíveis no Bloco Operatório e ainda na organização do I
Curso de Anestesia para enfermeiros”

Dr. Joaquim dos Reis Nunes, Director e Director Clínico do Hospital Distrital do Fundão, Fundão, 30-10-97:
“António Lourenço Marques Gonçalves, com funções de Director do serviço de Anestesiologia, desde 12-09-90,
Responsável da Unidade de Tratamento da Dor (U.T.D.) desde o início do seu funcionamento em 18-02-93 e Assessor do
Director Clínico, tem desempenhado com enorme zelo e dedicação profissionais as funções que lhe têm sido cometidas,
contribuindo para o prestígio desta Instituição de Saúde”.

Dr. Francisco Manso, Director do Hospital Distrital do Fundão, 09-01-1996:


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“ Ao Dr. Lourenço Marques, pelo amor, dedicação e competência que sempre tem para com todos os doentes, mas em
especial para aqueles a quem nada mais resta que morrer com dignidade”.

Gazeta do Interior, 16 de Fevereiro 95:


“(...) Em 1992, e por iniciativa sua, é criada a Unidade de Tratamento da Dor, de que é também responsável, e que se
destina ao acompanhamento de doentes terminais. Uma estrutura que se destaca pelo seu elevado sentido humanista ao
acolher e tornar mais dignos os últimos momentos de vida de doentes incuráveis, designadamente do foro oncológico”

Dr. Fernando Paulouro Neves, Jornal do Fundão, 28 de Abril de 1995:


“Põe em tudo o que faz um sentido solidário, que marca decisivamente todo o seu percurso pessoal. (...) A continuada
acção cívica do António Lourenço Marques é um exemplo de cidadania. É nesse universo que eu o vejo desdobrar a sua
actividade de médico, a sua permanente inquietação face aos saberes, a sua humaníssima postura face à humana
condição, às situações limite capazes de gelar os olhos de espanto a quem vê (...)”

Dra. Maria de Lurdes Gouveia da Costa Barata, Professora da Escola Superior de Educação de Castelo Branco (a
propósito do livro. Reunião Breve - Setembro, 1995):
“ (...) O homem-médico emerge com frequência de algumas páginas, nomeadamente em Abandono e desespero. Páginas
cujas descrições têm o poder de não cansar, mas sim de despertar a emoção de uma escrita cuidada e poética, que nos
leva a fruir o prazer da palavra. (...) Alguém a falar de si e do outro perante o outro, o irmão-homem na condição de
sofrimento. (...) De quem (mesmo) a viver noutros lugares (que as narrativas percorrem) nunca se esqueceu do profundo
significado da vida. (...) (Experiências) que foram moldando a sensibilidade dum pensador, onde mora a paixão da
Natureza e a tolerância que deveria ser natural à própria condição humana (...)”
Maria Augusta Silva, Em nome da Vida, Editorial Notícias (1995).
(Prémio Abel Salazar e Gazeta/Reportagem de Imprensa):
“ (...) A Unidade de Tratamento da Dor, criada em 1992, no Hospital Distrital do Fundão, acolhe doentes oncológicos
de patologia avançada ou em fase terminal. Doentes com dor crónica que não podem ser “doentes de ninguém”. (...) O
seu responsável, o Dr. António Lourenço Marques, é uma personalidade voltada para a humanização da vida. Consegue
inventar sempre uma hora mais para ajudar a dinamizar, nas lonjuras das capitais frenéticas, projectos culturais, a
começar pelos Cadernos de Cultura, que dirige, tendo como editor o poeta António Salvado”.

António Tavares, Gazeta do Interior, 31-10-96:


“O clima vivido na enfermaria, apesar da gravidade de alguns doentes, é de uma serenidade absoluta. Para isso muito
conta a confiança transmitida pelas palavras de Lourenço Marques, bem como de toda a equipa da UTD”.

“PERSPECTIVA ÉTICA NO TRATAMENTO DA DOR


Espero que esta minha breve Conferência possa ser eco do grande Encontro sobre o Estudo e o Tratamento da Dor
que o Dr. Lourenço Marques organizou e no qual, ao lado de grandes especialistas, se ouviu a voz do Padre Victor
Feytor Pinto e a palavra do grande jornalista Dr. Fernando Paulouro Neves, hoje o principal responsável do já
mítico Jornal do Fundão. Agradeço ao Dr. Lourenço Marques a oportunidade que me dá e a generosidade com a qual
aceitou a minha impossibilidade de estar presente no Encontro e me ofereceu esta segunda oportunidade. Oxalá o
meu eco esteja à altura do som, vibrante e límpido, que o seu Encontro produziu em 22 de Outubro. (…)”
Prof. Doutor Daniel Serrão – Conferência do encerramento do I Encontro sobre o estudo e Tratamento da Dor da
Unidade de Tratamento da Dor do Fundão. Universidade da Beira Interior, 5 de Novembro de 1999.

Professor Doutor Armando Moreno, O Mundo Fascinante da Medicina, Volume V, Lisboa, 1997, p.p.202-204:
“Restringir a análise da obra deste médico à leitura de alguns dos seus textos conduz a uma falsa, embora agradável,
realidade. O seu trabalho como escritor movimentou toda a sua capacidade na feitura de um trabalho digno e
importante, que se coloca em lugar ímpar entre as publicações da Beira Interior. Os Cadernos de Cultura da Beira
Interior, como modestamente são chamados, pela sua regularidade e pelo cariz rigoroso e emblemático, constituem uma
via única de divulgação e estudo das origens e etnologia de usos médicos, figuras e tradições desta enorme área do
território português.
Salientam-se também os temas ou os trabalhos de sua escrita, de pena fácil e equilibrada, sempre atenta aos problemas
mais íntimos do espirito, abordados de modo singular”.

Professor Doutor António Gentil Martins, 20-03-01:


“Caro Dr. Lourenço Marques: Mais um abraço de parabéns por um trabalho que já conhecia, mas que agora será mais
conhecido através do Noticias Médicas, o que muito me alegra.
Isto só prova que não é só nos grandes Centros e nos grandes Hospitais que há grandes profissionais e se fazem coisas
grandes e válidas”.
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Dr. José Cabeças, Presidente da ARS-Centro, J.F., 04-05-01:


“O Hospital do Fundão dispõe desde há vários anos de uma Unidade de Cuidados Paliativos que é um serviço pioneiro
e exemplar no país e de que a região Centro se deve orgulhar”.

Professor Doutor Luís Taborda Barata – Director do Departamento de Ciências Médicas – Faculdade de Ciências da
Saúde (UBI) – 08-11-01:
“Aproveito para o felicitar, uma vez mais, pela grande qualidade do seu trabalho e a sua Unidade, na área da Dor, o
que muito dignifica toda esta região”.

Dra. Laurinda Lemos, Coordenadora da Unidade de Dor do Hospital Nossa Senhora da Oliveira – Guimarães – In:
Revista do CAR - Boletim Dor N.º8, Junho 2002:
“Gostaria de deixar expresso a sua dedicação e competência para conseguir vencer os obstáculos vários e construir
esta Unidade exemplar”.

Professor Doutor António Gentil Martins, 2003-12-03:


“Não sei se admiro mais o teu trabalho nos Cuidados Paliativos, se no desenvolvimento da Cultura do nosso País”.

Luís Monteiro - Grande Reportagem, 6 de Março de 2004, p. 6:


“De facto, quando entrei para o Curso de Medicina na Universidade da Beira Interior (UBI) tive, no 1.º ano uma
cadeira que se intitula Arte da Medicina (o nome é para reforçar a ideia que a Medicina é uma ciência complexa, mas
também uma arte, que lida com pessoas e não apenas com os seus corpos). E um dos docentes responsáveis por ensinar
noções importantes dos limites da Medicina, relativas aos “gregos da Antiguidade Clássica” referidos por Paula Moura
Pinheiro, é precisamente o Dr. Lourenço Marques, director do Hospital de Dor do Fundão. Este hospital foi pioneiro e
continua a ser um exemplo nacional (ainda que esquecido, dada a sua localização geográfica) de como o objectivo
principal é melhorar a qualidade de vida dos pacientes”.

“THE UNDERGRADUATED TEACHING OF HISTORY OF MEDICINE IN PORTUGAL


In the Faculty of Medical Sciences of Universidade da Beira Interior (2001) the History of Medicine and Ethics are
one discipline since 2001/2002 (1st year, 6 weeks). Dr. Lourenço Marques is the responsible for the teaching of
Medical History”.
Ricon-Ferraz, A. 2005. Relatório sobre o programa, o conteúdo e os métodos do ensino de História da Medicina. Vítor
Moreira, Porto.
http://www.ishm2006.hu/scientific/abstract.php?ID=114

Manuel da Silva Ramos, Escritor – Jornal do Fundão, 12 de Julho de 2002-07-12:


“O meu amigo Dr. Lourenço Marques do Hospital do Fundão, que faz um trabalho extraordinário e precursor na sua
Unidade de Tratamento da Dor, acompanhando o sofrimento dos doentes nos seus derradeiros tempos e que diz que
“combater a dor não é um luxo mas uma exigência e um bom motivo de esperança”, tenta levar cada ser o mais
humanamente possível ao fim”.

“UM EXEMPLO
A Jornalista Maria Augusta Silva publicou no “Diário de Notícias” uma notável e longa reportagem sobre o cancro
em Portugal. É porventura o trabalho jornalístico mais rigoroso e amplo até hoje realizado sobre este tema no nosso
país. Ao longo de semanas, Maria Augusta Silva fez uma paciente radiografia da doença, dos lugares, das pessoas.
Um universo dramático, às vezes a indiferença face àquilo que se julga irremediável, outras a batalha pela
humanização da dor, se assim se pode falar. A jornalista, no seu andar pelos caminhos deste drama, veio ao Fundão.
E fez uma reportagem no Hospital. Recolhemos algumas das suas palavras: “A Unidade de Tratamento da Dor,
criada em 1992 no Hospital Distrital do Fundão acolhe doentes em fase terminal. Doentes com dor crónica, que não
podem ser doentes de ninguém”. Recatada na luz da Beira Interior, é uma referência obrigatória pela iniciativa
pioneira que traduz a nível nacional. Uma referência, ainda, pela humanização de que dá exemplo enquanto
estrutura de saúde pública e distante dos grandes centros do poder”. Justamente, Maria Augusta Silva sublinha o
papel do médico António Lourenço Marques, “alma mater” da Unidade da Dor, “uma personalidade voltada para a
humanização da vida” e que “consegue inventar uma hora ainda mais para ajudar a dinamizar, nas lonjuras das
capitais frenéticas, projectos culturais, a começar pelos Cadernos de Cultura”.
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Fernando Paulouro Neves - Jornal do Fundão, 28-10-94.

Professor José Salvado Sampaio, Jornal do Fundão, 25 de Junho de 2004:


“Não teria hesitado em propor o Dr. Lourenço Marques, inovador nacional da luta contra a dor, criando no Fundão um
serviço que alia a qualidade científica e o calor humano. Superou em Portugal um serviço que faculdades de medicina e
grandes hospitais não efectuavam”

Mário M. de Oliveira, Tempo Medicina, 5 de Julho de 2004:


“Sempre preocupado com o abandono e o desespero, o Dr. António Lourenço Marques põe em tudo o que faz um sentido
solidário; por isso criou no Hospital do Fundão uma Unidade de Dor de que é Director. Os seus interesses estendem-se
também à escrita, de onde sobressaem os Cadernos de Cultura “Medicina na Beira Interior- Da Pré-História ao Século
XXI.”

“O COMBATE DA HUMANIZAÇÃO
António Lourenço Marques tem o seu nome ligado à criação da Unidade da Dor, no Hospital do Fundão, um
trabalho pioneiro que começou a desenvolver há quase doze anos. O que essa aventura hoje representa em termos
sociais e humanos não é contabilizável. Mas ela traduz a dimensão solidária de um médico que fez da problemática
da dor e do universo traumático das doenças terminais um espaço de afecto, um combate pela humanização.”
Jornal do Fundão, 16 de Julho de 2004
“GRANDE REPORTAGEM
HOSPITAL DO FUDÃO: CUIDADOS PALIATIVOS – A PAZ NA ÚLTIMA ESTAÇÃO”
Embebido pelos ares sadiamente misturados das Serras da Estrela e da Gardunha, por fragrâncias de florestas,
matos e pomares – as cerejas, as cerejas… - o Hospital do Fundão sobressai mais cedo na neblina que matinalmente
mergulha a fértil Cova da Beira. Numa encosta vizinha, um surpreendente verde-claro, viçoso, completa a mancha de
verde mais escuro de árvores de maior porte, que resistiram a incêndios passados. A vida, no seu ciclo eterno, vai
triunfando, brota das cinzas. Num pequeno pavilhão, oito doentes esperam a Morte. Incontornável, natural. E em paz.
Estamos na Unidade de Cuidados Paliativos, pioneira no país. E a falar com um médico – António Lourenço
Marques – que teve a coragem e a humanidade de avançar para onde geralmente não queremos sequer olhar. Uma
enfermeira, a dada altura, disse-nos: “Este é o último João Semana”:
Entrevista conduzida por Fernando Correia de Oliveira. Fotos: João Bessone.
Homem Magazine, Ano XVII, Junho de 2005, N.º 195 p. p. 22-29

Doutor António Salvado, Diário de Notícias, 16 de Setembro de 2004 (Grande Entrevista de Maria Augusta Silva –
“Duvido que algum poeta tenha encontrado Deus”)
“Como tem conseguido manter a edição dos Cadernos de Cultura Medicina na Beira Interior?
AS – Aí está um exemplo. Essa revista é, hoje, em Portugal, a única que se publica sobre a história da medicina, da pré-
história e até já ao século XXI. E publica-se em Castelo Branco, com a colaboração de um médico que tem desenvolvido
também um trabalho notável no combate à dor, o Dr. António Lourenço Marques”.

Prof. Doutor Alfredo Rasteiro, Jornal de Coimbra Online:


“Reuniões de História da Medicina há uma por ano, pelo São Martinho, em Castelo Branco e, precisamente na Beira
Interior, António Salvado e António Lourenço Marques editam a única revista de História da Medicina que por cá se
publica, a “Medicina na Beira Interior da Pré-História ao Século XXI, os muito dignos “Cadernos de Cultura de
Castelo Branco”, que já atingiram a maioridade: entraram no 17º ano de publicação!”

“Ministro diz que unidade da dor é uma referência no país” Título Jornal do Fundão, 14-01-2005
“A Unidade de Tratamento da Dor (dirigida por Lourenço Marques) é uma unidade de referência – afirmou o ministro
(da Saúde) reconhecendo publicamente o trabalho dos profissionais que lá trabalham”.

Prof. Doutor Daniel Serrão – Jornal Reconquista – 23 de Dezembro de 2005 - p. 29


“A Unidade de Cuidados Paliativos do Fundão é um exemplo a seguir”
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ESPECIALISTA ELOGIA TRABALHO DE LOURENÇO MARQUES, NA UNIDADE DO FUNDÃO

“Um dos exemplos mais notáveis no País, é o da Unidade da Dor do Fundão, actual Serviço de Medicina Paliativa
do Hospital, criado pelo médico Lourenço Marques. “Num País onde ninguém queria falar nem do tratamento da dor,
de como deve ser tratada, nem do atendimento aos doentes incuráveis, terminais e moribundos, ele foi um percursor.
Daniel Serrão avança que Lourenço Marques “soube, viu e percebeu que era isso que devia fazer e fez”, recordando
que “as pessoas acharam que isso era impossível no Fundão”. Mesmo assim, “ele lutou, persistentemente, com uma
capacidade formidável, pois ele não podia ver os doentes a sofrer”. E sabendo que “havia tratamento para a dor, a
primeira coisa que fez foi tratá-la e a seguir desenvolveu essa Unidade, sendo que hoje tem uma excelente Unidade”.
Palavras do Prof. Daniel Serrão em entrevista a António Tavares
Gazeta do Interior, 22 de Dezembro de 2005, p. 15

Dr. Castelo Branco Silveira (Ex-director do Hospital Amato Lusitano) – Gazeta do Interior, 29 de Março de 2006:

“Serviços temos que são referências nacionais (vide Unidade de Cuidados Paliativos do Fundão) bem como profissionais
conceituados”

REPORTAGENS QUE ABALARAM A INDIFERENÇA DOS DIAS

“Para além da factualidade dramática – o calvário da fase terminal de um homem – a narrativa do caso permitiu pôr
a nu o grau de indiferença e desumanidade que cercam o quotidiano do que só acontece aos outros. Esse mérito da
denúncia social do abandono às circunstâncias, esse lavar de mãos das instituições de saúde relativamente a uma
morte anunciada, contribuiu decisivamente para a criação da Unidade da Dor do Hospital do Fundão, devido
sobretudo à sensibilidade do Dr. Lourenço Marques”

IN: Jornal do Fundão, 60º Aniversário, 2006 – p.10

GAZETA DO INTERIOR – 1 de Novembro de 2006-11-01

“Sanches Pires, director do Hospital Amato Lusitano (HAL), defende que no futuro Centro Hospitalar que vier a ser
constituído na Região, possa integrar uma unidade de excelência em cuidados paliativos, sendo que essa unidade
poderá ser a Unidade de Dor que existe já no Hospital do Fundão, por toda a história que tem. “Não sou influenciado
por qualquer tipo de bairrismo, não podendo esquecer o grande trabalho que Lourenço Marques tem feito dentro deste
âmbito e que já neste momento, a Unidade do Fundão, é uma referência a nível nacional e que já é pequena e que
necessita de uma envergadura maior do que tem”.

“OS LAÇOS SEM-FIM E OS DESAFIOS DA MEDICINA”

“E a dívida que temos a alguns médicos deve ser sublinhada, eu desejo destacar Lourenço Marques do H. D. do
Fundão, Ferraz Gonçalves do IPO do Porto, Galriça Neto do C.S. de Odivelas, Lisboa”.

Prof. Manuel Silvério Marques - Acta Médica Portuguesa 2005; 18, p. 368:

“UMA EQUIPA EXEMPLAR, UM SERVIÇO DE QUALIDADE”

“No Hospital do Fundão, que está integrado no Hospital da Cova da Beira, existe esta ultima vertente, pioneira a nível
do país, os Cuidados Paliativos. Para nós isso é uma honra, até porque os edifícios são nossos e porque a iniciativa
partiu do Dr. Lourenço, senhor de uma grande humanidade, responsável deste Serviço”.

Provedor Manuel Antunes Correia, O Primeiro de Janeiro, 22 de Julho de 2007

“AUTARCAS E DIRECTORES DE HOSPITAIS VISITARAM UNIDADES ESPANHOLAS”


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“Alguns destes hospitais fizeram um caminho de especialização produtiva, com um desempenho muito bom” admitiu
Correia de Campos, apontando como exemplo a Unidade de Cuidados Paliativos do Fundão.

Dora Loureiro, As Beiras, 3 de Março de 2007

NO TEMPO DE MORRER

Com a Unidade de Dor, cujo 14. Aniversário hoje se comemora, o Dr. Lourenço Marques deu provas do amor pelo
outro que sofre. E, ainda que invoque nenhuma motivação transcendental, ao aliviar a dor do seu irmão sofredor, do
sei igual que precisa ajuda, o Dr. Lourenço Marques entrou, em pleno, no mistério da relação humana do cuidado
pelo outro que nenhuma neuro-ciência sabe explicar e só tem sentido no âmbito de uma visão transcendental da vida
humana” O crescimento da Unidade de Dor, até um Serviço de Cuidado Paliativo foi uma evolução natural; porque
fazer o bem tem de ter um bom suporte estrutural”
Prof. Doutor Daniel Serrão

In: Cadernos de Bioética – Revista Portuguesa de Bioética, Ano XVII, Nº 42, Dezembro 2006 – p.321