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Influenciando

Influenciadores
O MARKETING NA ERA DA SOCIAL MEDIA

JC RODRIGUES

I NFLUENCIANDO I NFLUENCIADORES

Sobre o autor
JC Rodrigues (www.jcrodrigues.net) é publicitário,
graduado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing
(ESPM), pós-graduado em e-Business e Tecnologia Internet
pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com MBA
em Gestão de Marketing Digital pela ESPM; trabalha em meios
digitais e interativos desde 1996, tendo atuado em projetos de
comunicação digital e e-commerce para empresas como
Hewlett-Packard (HP) - nos escritórios de São Paulo, Miami e
no Silicon Valley -, Intel, Bridgestone, Samsung e Ford, e
agências de publicidade como Euro RSCG (grupo Havas) e
J.Walter Thompson (JWT), entre outras.
Por 11 anos foi professor de Comunicação Digital e Mídias
Sociais na ESPM, em São Paulo e do Bootcamp de
Planejamento de Mídia da Miami AdSchool; atuou por 7 anos
como Diretor da Disney Interactive Brasil - operação
responsável por todos os projetos digitais e relacionados a
Games -, tendo previamente sido responsável pela operação da
Disney Interactive Worlds para América Latina na The Walt
Disney Company. É especialista em marketing digital e
comunicação interativa, e autor dos livros "Brincando de deus Criação de mundos virtuais e experiências de imersão digitais" e
“Amores Online - Relacionamentos amorosos em um mundo
conectado”.

I NFLUENCIANDO INFLUENCIADORES

Introdução

A digitalização da vida e o comportamento
humano vivem uma relação redundante. À
medida que novas tecnologias surgem para
atender a anseios e expectativas das pessoas,
também são subvertidas em novas utilizações e
adaptações, impactando o sistema de valores e
a relação entre indivíduos e,
consequentemente, entre estes indivíduos e
marcas que os cercam.
A conectividade através de ferramentas
tecnológicas, que tem seu ápice no que hoje
conhecemos como Internet, foi de fato uma

revolução que, permito dizer, inaugurou uma
nova era histórica.
Se olharmos as ocorrência que caracterizam as
distintas eras históricas como, por exemplo, a
passagem da idade média para idade moderna,
ou da moderna para a contemporânea,
perceberemos que, apesar de serem elencados
fatos pontuais de forma simbólica para
identificar o ano de transição, o que houve, na
verdade, foi um grande conjunto de mudanças
que impacta três pilares: economia, relação de
poder e comunicação.
A popularização da Internet teve papel
fundamental na troca de valores, que passou a
ser cada vez mais intangível, fundamentada em
bits e bytes que trafegam entre contas (não
necessariamente bancárias); catalisou a
propagação de produtos virtuais (digitais) e
rompeu como cadeias de valor consolidadas ao
permitir eliminação de intermediários e alcance
global.
As relações hierárquicas foram afetadas ao
permitir o agrupamento de indivíduos com
ideias comuns dentro de um espaço onde a
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geografia é irrelevante; da mesma forma, o
acesso direto a qualquer ponto da rede
conectada colocou todas as pessoas em um
nível comum de contato (qualquer consumidor
pode contatar diretamente o presidente de uma
multinacional para questionar algo, por
exemplo).
E, como terceiro pilar, a comunicação foi
afetada não somente na ampliação dos canais,
mas também na aplicação massiva do princípio
da Cauda Longa, dando voz a milhões de
pequenos canais de mídia, ou melhor, pessoas,
que consomem e compartilham conteúdo
constantemente e simultaneamente, cunhando
então o termo "prosumer" (producer +
consumer).

Estas três abordagens da nova Idade da
Conectividade, trabalham em conjunto para
criar demanda relativamente nova para
profissionais de marketing e comunicação; um
universo onde todos são (somos) veículos de
mídia, capazes de transmitir informações
(verdadeiras ou não, positivas ou não) e, mais
importante ainda, influenciar decisões de
consumo.
O "novo" marketing, assim aclamado, trata
fundamentalmente da utilização das pessoas
como mídia ou, iconicamente falando, Social
Media.
Neste cenário, redesenha-se o papel do
"Influenciador", indivíduo ou entidade com
capacidade e vontade de modificar
comportamentos e padrões de consumo,
direcionando positiva ou negativamente um
conjunto de outros indivíduos ou entidades à
revelia de planos corporativos e/ou de
marketing das detentoras dos produtos e
serviços.
A ideia por trás deste livro é explorar possíveis
estratégias para influenciar esta, inicialmente
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autônoma, cadeia de informações de maneira
benéfica à marca e seus produtos, entendendo,
porém, antes disso, as reconfigurações
necessárias na gestão das marcas em função
desta conectividade onipresente e da já citada
quebra da hierarquia, também refletida na
relação consumidor - empresa.

1
O primeiro capítulo identifica as questões
fundamentais no comportamento humano que
levaram à ascensão e fortalecimento das redes
sociais digitais e a nova visão dos modelos de
comunicação adotada por agências de
publicidade e anunciantes

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O segundo capítulo aborda as formas de
utilização dos meios sociais por marcas e
empresas, trazendo boas e más práticas no
meio.

3
O terceiro e último capitulo aborda diretamente
a relação com distintos tipos de influenciadores
e abordagens possíveis para anunciantes e
agências influenciarem positivamente o
universo social digital através deles.

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