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RELATÓRIO e

CONTAS 2006
Versão submetida à
aprovação da Tutela
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

ÍNDICE

Introdução ..........................................................................................................................................3
Governo da Sociedade .....................................................................................................................9
Enquadramento Macroeconómico .................................................................................................21
Actividades 2006 ..............................................................................................................................24
1. Gestão de Infra-estruturas....................................................................................................27
1.1 Conservação e Manutenção......................................................................................33
1.2 Exploração ..................................................................................................................38
2. Investimento em Infra-estruturas de Longa Duração (ILD´s) ................................................42
3. Actividade: - Outras .............................................................................................................52
Ambiente..........................................................................................................................................55
Património.........................................................................................................................................58
Segurança........................................................................................................................................61
Recursos Humanos ...........................................................................................................................64
Participações da REFER ....................................................................................................................67
Situação Económica e Financeira ...................................................................................................70
Proposta de Aplicação de Resultados .............................................................................................80
Demonstrações Financeiras .............................................................................................................82
Anexo Balanço e Demonstração dos Resultados ............................................................................88

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Introdução
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Introdução
Introdução

O ano de 2006 assinala a passagem de 150 anos do caminho-de-ferro em Portugal, que


representou um marco na História do nosso país, a primeira viagem inaugural de comboio, que
ligou Lisboa – Estação de Santa Apolónia ao Carregado.

A REFER, enquanto empresa de gestão da infra-estrutura ferroviária, apesar da sua curta existência
de nove anos, é herdeira de um importante legado histórico.

É neste sentido que a REFER tem vindo a consolidar ano após ano a sua Missão de proporcionar
ao mercado uma infra-estrutura de transporte competitiva, gerindo e desenvolvendo uma rede
ferroviária eficiente, segura e no respeito pelo meio ambiente.

Foi neste sentido também, que o Conselho de Administração levou a cabo durante este ano
uma reorganização profunda da empresa, tendo presente os objectivos estratégicos, quer numa
óptica da actividade, quer na perspectiva do cliente, surgindo assim, quatro Direcções Gerais:
1. A Direcção – Geral de Organização e Desenvolvimento, com o objectivo de enquadrar um
conjunto de áreas funcionais de carácter corporativo, nomeadamente, Secretário-Geral,
Recursos Humanos, Desenvolvimento Organizacional, Jurídico e Contencioso,
Contratualização e Procurement, Sistemas e Tecnologias da Informação e Segurança do
Trabalho e das Instalações, visando um aumento de eficácia organizacional,
racionalizando a gestão e simplificando processos e procedimentos de trabalho.
2. A Direcção – Geral de Planeamento e Controlo Estratégico, reuniu numa única Direcção
Geral a anterior Direcção de Planeamento Estratégico e o Departamento do Plano e
Controlo. No cumprimento da missão REFER é de realçar por um lado, a importância do
controlo corporativo executado pelo Plano e Controlo e por outro, a importância do
Planeamento Estratégico na elaboração do Plano Director Ferroviário e a necessária
articulação deste com a contratualização das missões REFER por parte do Estado.
Ficou igualmente inserida nesta Direcção Geral, a Direcção de Gestão e Atravessamentos e
Passagens de Nível com o objectivo de promover acções que visem a redução de
sinistralidade nos atravessamentos de nível, através da sua supressão, da melhoria das
condições de segurança no seu atravessamento e de campanhas de sensibilização e
educação cívica, através da elaboração do Plano de Supressão e Reclassificação de
Passagens de Nível, assegurando a gestão integrada de todas as passagens de nível da
rede ferroviária.
3. A Direcção – Geral de Exploração de Infra-estruturas, visa melhorar a eficiência produtiva no
âmbito da exploração da infra-estrutura ferroviária e responder com maior eficácia às
necessidades e desafios do mercado, a implementação da nova estrutura organizativa

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que tem vindo a ser desenvolvida de forma faseada dado afectar um número expressivo
de meios humanos e abranger o núcleo duro operacional de toda a rede ferroviária
nacional.
A concepção do novo modelo de estrutura orgânica, pressupõe maior racionalidade de
recursos, maior flexibilidade de gestão e melhor adequação à sua missão, privilegiando na
sua concepção as seguintes vertentes:
• Acesso à infra-estrutura com segurança e qualidade,
• Gestão da capacidade num mercado liberalizado,
• Relação com os clientes e seu grau de satisfação,
• Oportunidades de negócio e rentabilização de activos
4. A Direcção – Geral de Engenharia e Construção, na prossecução da sua missão,
actividade de investimentos, criou estruturas dedicadas à materialização de todas as
intervenções na infra-estrutura ferroviária, quer de modernização quer de renovação e
reabilitação, garantindo um planeamento adequado aos objectivos globais traçados, não
só no controlo de custos e prazos de execução, mas também na optimização dos meios e
recursos necessários.
É de realçar a importância da Direcção de Engenharia, enquanto sede abrangente do
saber ferroviário, na coordenação e realização dos projectos ferroviários, quer de
modernização quer de reabilitação, na inspecção e caracterização da infra-estrutura
ferroviária, na produção de normativos técnicos, bem como inovação através do estudo e
aplicação de novas tecnologias à infra-estrutura.

A REFER, enquanto prestadora do serviço público de gestão da infra-estrutura apresentou, em


2006, uma variação positiva dos níveis de serviço prestados aos Operadores atingindo Índices de
Pontualidade REFER da ordem dos 94% nos comboios Pendulares, 93% nos comboios Regionais e
97% nos comboios Suburbanos. Prosseguiu igualmente o esforço iniciado em exercícios anteriores
em disponibilizar aos operadores uma infra-estrutura equipada com sistemas que proporcionam
acréscimos de segurança e fiabilidade.
No final de 2006, na via larga, em cerca de 55% da sua extensão (onde circulam cerca de 90%
dos comboios), estavam instalados sofisticados sistemas de segurança de comando e controlo
da circulação que incluíam, além da sinalização automática de elevado nível de segurança, o
sistema de Controlo Automático de Velocidade (CONVEL) e o sistema de Frenagem Automática
(ATS), bem como o equipamento fixo do sistema de Rádio Solo-Comboio.

No âmbito da sua actividade de investimento em Infra-estruturas de Longa Duração (ILD’s), a


REFER prosseguiu, por conta do Estado, a execução dos projectos de investimento de
modernização e desenvolvimento da Rede Ferroviária Nacional e de supressão de Passagens de
Nível, neste particular, a REFER suprimiu 66 passagens de nível e reclassificou 87, durante o ano de
2006.

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No âmbito dos investimentos de modernização da Rede Ferroviária Nacional, destacam-se a


conclusão da empreitada geral de modernização do troço Azambuja – Vale de Santarém que
permite assim circular integralmente em linhas renovadas entre Vila Franca de Xira Norte e Vale
de Santarém, numa extensão superior a 30 km; a conclusão da empreitada de construção do
viaduto ferroviário em Santana do Cartaxo e dos trabalhos de modernização dos sistemas de
telecomando de energia e de vídeo vigilância na Subestação de Vila Franca de Xira e
Entroncamento; a Conclusão dos trabalhos de instalação do sistema de controlo automático da
velocidade dos comboios nos troços Campanhã / Contumil e Santo Tirso / Guimarães e a ligação
à Linha do Douro da Plataforma Logística da Sociedade Portuguesa de Contentores (SPC) em
Valongo.
Em 2006, o volume de investimentos realizado pela REFER situou-se nos 313 milhões de euros, as
intervenções em ILD’s inscritos no PIDDAC (Programa de Investimento Desenvolvimento Da
Administração Central) representam 85% deste total, no montante de 266 milhões de euros,
correspondendo os restantes 15% (47 milhões de euros) a investimentos realizados fora do âmbito
do PIDDAC, que dizem respeito a investimentos correntes em infra-estruturas (41,1 milhões de
euros), estudos de âmbito genérico (4,6 milhões de euros) e a investimentos de funcionamento
(0,9 milhões de euros).
No âmbito da cobertura desses investimentos, as contribuições do Estado, tendo em conta o
período de restrição que se atravessa, têm sido diminutas sofrendo uma redução ao longo dos
anos, pelo que em 2006, o Cap. 50º representou cerca de 1,7% (4,5 milhões de euros), os
Fundos Comunitários 33% (87,8 milhões de euros) e Outras Fontes de Financiamento situaram-se
nos 65,3% (173,5 milhões de euros), salientando-se que, à semelhança dos anos anteriores, as
contribuições do PIDDAC e dos Fundos Comunitários têm vindo a diminuir, pelo que o recurso ao
endividamento representa a maior parcela da cobertura financeira dos investimentos, com o
resultante impacto negativo em termos de encargos financeiros.

No domínio dos Sistemas e Tecnologias de Informação, o ano de 2006 foi marcado pelo forte
investimento na actualização tecnológica do parque de servidores e respectivo software de
gestão.
De destacar igualmente, ao nível da infra-estrutura tecnológica, a instalação de um sistema de
base de dados espaciais que irá suportar o próximo desenvolvimento do projecto de
implementação de um sistema de informação geográfica para a infra-estrutura do caminho-de-
ferro – o projecto SIGRAIL – onde se perspectiva que 2007 venha a assistir a progressos
significativos nesta área.
Em 2007 prevê-se, igualmente, a desmaterialização da facturação, reconhecido como um
marco importante a atingir, obtendo ganhos significativos na melhoria dos processos, envolvendo
os fornecedores e clientes da REFER.

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A REFER concretizou no segundo semestre, uma operação de refinanciamento num montante de


global de 1,1 mil milhões de euros. O valor em causa permitiu a consolidação da totalidade da
divida de curto prazo.
A operação de refinanciamento dividiu-se em duas tranches, sendo a primeira no montante de
600 milhões de euros a 20 anos com o aval do Estado e a segunda de 500 milhões a 15 anos,
emitida pela REFER com base no seu rating. Esta operação insere-se numa estratégia de gestão
profissional da dívida da REFER, utilizando os instrumentos adequados a uma racionalização do
custo associado e uma redução do risco da taxa de juro.

Ao nível da Política de Ambiente definida pela REFER, prossegue o trabalho de desenvolvimento


do Sistema de Gestão Ambiental (segundo a norma ISO 14001), tendo o Conselho de
Administração aprovado um lote de procedimentos transversais à Organização.
No que toca à Gestão do Ruído, há a destacar a conclusão do mapa estratégico de ruído da
Linha de Cascais, encontra-se em curso a elaboração do mapa de ruído da Linha de Sintra (será
concluído no final do primeiro trimestre de 2007), bem como da cartografia Digital da Linha do
Norte (troço Lisboa Azambuja) e Linha de Cintura, base essencial para o desenvolvimento dos
respectivos mapas e planos (a executar ao longo de 2007).
Em matéria de Gestão de Resíduos, prossegue o trabalho que visa diminuição da dispersão de
Resíduos fora dos locais de concentração, realçando-se o sucesso obtido na valorização
energética de travessas de madeira, que permitiu anular a maior concentração destes materiais.
Implementou-se a aplicação e-resíduos e tem-se alargado a rede de recolha selectiva de
materiais, destacando em 2006, a recolha de óleos, baterias e consumíveis informáticos, este
último no âmbito do protocolo firmado entre a REFER e a Fundação AMI.
Estão também em curso os Planos de Monitorização das Linhas do Minho, Ramal de Braga, e
Linha do Sul, prevendo-se a sua conclusão para o final do primeiro trimestre de 2007.
É ainda de destacar que durante o ano de 2006, se desenvolveu um trabalho intenso de
preparação das empreitadas a consignar no início de 2007, designadamente na instrução dos
necessários procedimentos de licenciamento prévios, bem como na organização do
acompanhamento ambiental em obra.

No âmbito da Segurança, é fundamental garantir aos operadores de transporte ferroviário níveis


elevados de segurança no transporte dos seus passageiros. Diariamente a REFER, recolhe e trata
toda a informação estatística resultante da actividade ferroviária, o que permite conhecer a
tipologia das anomalias ocorridas na Rede Ferroviária Nacional, facilitando a promoção de
medidas de eliminação e controlo de risco de acidente ferroviário.

Em 28 de Outubro de 2006, a propósito das comemorações dos 150 anos do caminho de ferro,
foram apresentadas pela Tutela, as orientações estratégicas para o sector ferroviário que

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identificaram quatro objectivos estratégicos de suporte às metas e acções prioritárias


identificadas para o horizonte 2015:
• Melhorar a acessibilidade e a mobilidade, de modo a que daí decorra um aumento
relevante da quota de mercado;
• Garantir padrões adequados de segurança, de interoperabilidade e de
sustentabilidade ambiental;
• Evoluir para um modelo de financiamento sustentável e promotor da eficiência, e;
• Promover a investigação, desenvolvimento e a inovação.

A adequação do plano de investimentos da REFER, para a integração da rede convencional


com a rede de alta velocidade e a articulação com a rede nacional de plataformas logísticas e
melhoria das ligações aos portos foram consideradas acções prioritárias para o gestor da infra-
estrutura.

A REFER tem vindo a prosseguir no seu objectivo de apresentação ao Estado do Contrato –


Programa no qual se estabelece, com base em princípios transparentes de relacionamento na
autonomização financeira e contabilística, as obrigações por parte da Empresa no
desenvolvimento das suas actividades e, por parte do Estado, o compromisso em assegurar o
apoio financeiro através de dotações anuais pré-estabelecidas, contemplando o Investimento e
a Gestão de Infra-estruturas.

E por último, mas não menos importante, é de referir a aprovação pelo Conselho de
Administração do primeiro Código de Ética e de Conduta REFER, com o qual se pretende reforçar
os padrões éticos de actuação da Empresa, na expectativa de que este Código constituirá um
pilar fundamental da politica de responsabilidade social desenvolvida pela REFER.

A REFER, no final do ano, contava com um número médio de colaboradores na ordem dos 3654,
os quais colaboram empenhadamente com o Conselho de Administração na prossecução dos
objectivos e respondendo aos grandes desafios que se perspectivam para o Futuro da REFER e
do Sector Ferroviário.

Cabe ainda reconhecer a colaboração prestada pela Comissão de Fiscalização, bem como o
nosso agradecimento às Instituições Financeiras, ao Instituto Nacional do Transporte Ferroviário e
aos Ministérios Tutelares, pelo indispensável apoio na concretização dos objectivos traçados.

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GOVERNO DA
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Missão, Objectivos e Politicas


Governo da Sociedade
da empresa

A REFER, de acordo com o instituído no Decreto-Lei n.º 104/97, tem como missão proporcionar ao
mercado uma infra-estrutura de transporte competitiva, gerindo e desenvolvendo uma rede
ferroviária eficiente e segura, no respeito pelo meio ambiente.

Para o desenvolvimento da sua actividade, a REFER estruturou-se diferenciando as duas vertentes


da sua missão, mas considerando que o seu objecto principal se centra na prestação de serviço
público de gestão de infra-estrutura. No entanto, toda a estrutura corporativa e administrativa
serve indiferentemente as duas actividades.
Para além das actividades desenvolvidas no âmbito das missões, gestão da infra-estrutura e
gestão de investimento, a REFER no desenrolar do seu normal funcionamento, desenvolve ainda
outras actividades complementares.

A REFER, de acordo com o seu objecto social, actua em duas áreas de negócio que se
complementam:

• Gestão e Exploração da Infra-estrutura, enquanto prestadora do serviço público de


gestão da infra-estrutura integrante da Rede Ferroviária Nacional, que engloba a
gestão da capacidade, conservação e manutenção da infra-estrutura bem como a
gestão dos respectivos sistemas de comando e controlo e de segurança,

• Investimento na construção, instalação e renovação da infra-estrutura, actividade


desenvolvida por conta do Estado (os bens integram o domínio público ferroviário).

O quadro seguinte ilustra os objectivos estratégicos para ao ano de 2007 definidos pela REFER
no Plano de Actividades / Orçamentos:

Perspectivas de análise Objectivos Estratégicos

1.Assegurar a Sustentabilidade Económico – Financeira


Financeira 2.Reduzir os custos dos serviços prestados
3.Aumentar a contribuição das actividades Extra – Exploração

4. Melhorar os níveis de serviço da rede


5. Melhorar e modernizar a infraestrutura da rede
Cliente 6. Melhorar os Serviços prestados aos clientes finais
7. Assegurar elevados níveis de segurança
8. Promover a sustentabilidade ambiental

9. Aumentar a produtividade da Organização


Interna / Procesoso 10.Optimizar a gestão e controlo dos Investimentos / Contratos
11. Fomentar a uniformização de Processos e promover a normalização

12. Reforçar as competências Técnicas e de Gestão


Aprendizagem Organizacional
13. Fomentar o desenvolvimento profissional

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Regulamentos e Regulamentação
internos e externos

Neste capítulo pretende-se elencar os regulamentos externos e internos a que a REFER está
sujeita:

• Lei de Bases do Sistema de Transportes Terrestres, Lei n.º 10/90 de 17 de Março, o sistema de
transportes terrestres compreende as infra-estruturas e os factores produtivos afectos às
deslocações por via terrestre de pessoas e de mercadorias no âmbito do território português
ou que nele tenham término ou parte do percurso e rege-se pela presente lei, seus
decretos-leis de desenvolvimento e regulamentos.

• A 29 de Abril de 1997 foi publicado o Decreto-Lei 104/97 que cria a REFER, E.P.

A REFER é uma empresa cujo capital estatutário é 100% do Estado, sendo tutelada
conjuntamente pelos Ministérios das Finanças e das Obras Públicas.

Compete-lhe desenvolver as actividades pertinentes ao seu objecto, de acordo com


princípios de modernização e eficácia de modo a assegurar o regular e contínuo
fornecimento do serviço público da gestão de infra-estrutura integrante da rede ferroviária
nacional.

De acordo com o estabelecido a REFER:

9 pode praticar todos os actos de gestão necessários ou convenientes à


prossecução do seu objecto;

9 conserva os direitos e assume as responsabilidades atribuídas ao Estado


relativamente ao Domínio Público Ferroviário nas disposições legais e
regulamentos aplicáveis.

• O Decreto-Lei 299-B/98 publicado a 29 de Setembro de 1998, cria o Instituto Nacional do


Transporte Ferroviário (INTF) que tem por finalidade regular e fiscalizar o sector ferroviário,
supervisionar as actividades desenvolvidas, assim como intervir em matéria de concessões
de serviço público.

• O Decreto-Lei n.º 568/99, de 23 de Dezembro, procede à revisão do Regulamento de


Passagens de Nível, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 156/81, de 9 de Junho, e estabelece a
obrigatoriedade da elaboração de planos plurianuais de supressão de passagens de nível.
É alterado pelo Decreto-Lei n.º 24/2005, de 26 de Janeiro.

• O Decreto-Lei n.º 93/2000, de 23 de Maio, estabelece as condições a satisfazer para


realizar no território nacional as condições de interoperabilidade do sistema ferroviário
transeuropeu de alta velocidade (transpõe a Directiva n.º 96/48/CE, do Conselho de 23 de

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Julho de 1996). É alterado pelo Decreto-Lei n.º 152/2003, de 11 de Julho, que procede à
supressão de omissões detectadas na transposição da Directiva nº 96/48/CE, do Conselho,
de 23 de Julho, operada pelo Decreto-Lei nº 93/2000, de 23 de Maio que estabelece as
condições a satisfazer para realizar no território nacional a interoperabilidade do sistema
ferroviário transeuropeu de alta velocidade.

• Em Outubro de 2003 é publicado o Decreto-Lei 270/2003 de 28 de Outubro que transpõe


para o direito nacional as Directivas nos 2001/12/CE, 2001/13/CE e 2001/14/CE, normalmente
designadas por “Pacote Ferroviário I” visando abrir o mercado do transporte ferroviário à
participação dos agentes económicos privados, garantindo um conjunto de critérios de
capacidade técnica, financeira e de segurança. (Alterado pelo Decreto-Lei n.º 146/2004,
de 17 de Junho.)

• O Decreto-Lei n.º 276/2003, de 4 de Novembro, estabelece o novo regime jurídico dos


bens do domínio público ferroviário, incluindo as regras sobre a sua utilização,
desafectação, permuta e, bem assim, as regras aplicáveis às relações dos proprietários
confinantes e população em geral com aqueles bens, autorização legislativa concedida
pela Lei n.º 51/2003, de 22 de Agosto.

Na sequência do estabelecido neste diploma legal a REFER preparou e publicou, logo


neste ano, a primeira edição do Directório da Rede que visa fornecer às empresas de
transporte ferroviário a informação essencial de que necessitam para o acesso e utilização
da infra-estrutura ferroviária nacional, gerida pela REFER e aberta ao transporte ferroviário.

• O Decreto-Lei n.º 24/2005, de 26 de Janeiro, altera o Regulamento de Passagens de Nível,


aprovado pelo Decreto-Lei n.º 568/99, de 23 de Dezembro.

• Em Março de 2005 foi publicado o Regulamento 21/2005 do INTF que versa sobre o regime
geral de tarifação dos serviços prestados aos operadores pelo gestor de infra-estrutura.

• O Decreto-Lei n.º 156/2005, de 15 de Setembro, estabelece a obrigatoriedade de


disponibilização do livro de reclamações a todos os fornecedores de bens ou prestadores
de serviços que tenham contacto com o público em geral.

• Em termos de contratação a REFER está abrangida pela aplicabilidade do Decreto-223/01,


no caso especifico das empreitadas, em tudo nele não regulado, fica abrangida pelo
Decreto-lei nº 59/99.

• Relativamente a deveres de informação enquanto emitente de valores mobiliários a REFER


deve publicar toda a informação exigida no Código dos Valores Mobiliários, bem como os
Regulamento da CMVM nº 4/2004, e 11/2005 que se refere à adopção das IFRS.

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Informação sobre transacções


relevantes com entidades
relacionadas

O quadro seguinte ilustra os Contratos mais relevantes com empresas do Grupo REFER, durante o
ano de 2006:

Contratos mais relevantes com empresas do Grupo REFER


Ano 2006
euros

Empresa Contrato Valor


CPCOM Contrato para exploração de publicidade 395.589
Concessão Espaços Comerciais 902.903
Publicidade 515.476
1.813.968

REFER TELECOM
Concessão REFER Telecom 874.628
Antenas de Operadores de Redes Móveis 680.987
Infra-estruturas da Radimóvel 3.375
1.558.990

INVESFER
INVESFER - BRAGA 25.068
INVESFER - CASCAIS ( MDC) 11.431
INVESFER - COIMBRA 1.924.904
INVESFER - LAGOS 17.921
INVESFER - CASCAIS (LINHA VIVA) 18.204
INVESFER - PORTO CAMPANHÃ 116.317
INVESFER - PORTO BOAVISTA 9.163
INVESFER -ROSSIO 128.315
INVESFER - SINES 121.194
INVESFER - VILA REAL STO ANTONIO 89.444
INVESFER - ALCÂNTARA 177.632
INVESFER - ENTRECAMPOS : Revogação 1.034.333
Suprimentos 18.782.000
22.455.926

Os empréstimos à INVESFER vencem juros à taxa Euribor 12M + 0,5% e serão reembolsados entre
2007 e 2009. Para o exercício de 2006, foram reconhecidos 1.590.267 euros de juros pelo
financiamento prestado.

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Informação sobre outras 2006
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transacções

euros
Valores
Fornecedor
Facturados 2006
Mota - Engil, Engenhar e Construção 51.610.804
Ferrovias e Construções, S.A. 31.291.759
Alcatel Transport Solutions 26.157.901
Alcatel Portugal SA 25.163.873
Dimetronic SA 18.963.746
SOMAGUE Engenharia SA 14.234.907
FERBRITAS-Empreend. Ind.Comércio SA 12.022.951
Refer Telecom Serv Telecomunic SA 11.936.412
Em termos de contratação a REFER está
Neopul - Soc Estudos Construções SA 11.183.360
Socied.de Const. Soares da Costa SA 10.813.167 abrangida pela aplicabilidade do Decreto – lei
SOPOL-Soc Geral de Construções e 10.219.127
nº 223/01, no caso especifico das
Teixeira Duarte-Eng. Construções SA 9.973.613
INVESFER-Prom.Com.Terr.Edifícios SA 8.333.452 empreitadas, em tudo nele não regulado, fica
BRISA Engenharia e Gestão, SA 7.199.297
CP-Caminhos Ferro Portugueses, EP 7.158.720
abrangida pelo Decreto-lei nº 59/99.
Bento Pedroso Construções SA 7.078.532
EFACEC - Sistemas de Electronica SA 5.667.541
Futrifer-Indústrias Ferroviárias SA 4.902.321 A REFER adoptou procedimentos internos para
Somafel-Eng.e Obras Ferroviárias SA 4.575.460
a contratação de prestação de serviços de
TECNOVIA-Sociedade de Empreitadas 4.449.317
EDP Distribuição Energia SA(Lisboa) 4.425.592 valores inferiores a 400 mil euros,
Bombardier Transportation Portugal, 4.363.159
Geofer -Prod Com Bens Equipament SA 4.229.898
estabelecendo minutas de contratos e caderno
Fergrupo - Const Tecnicas Ferrov SA 4.100.191 de encargos tipo.
Promorail - Tecnologias de 3.970.972
Satepor-Indústria de Travessas de 3.654.567
Grupo 8-Vigilância Prev Electr Lda 3.569.007
Opca-Obras Publicas Cim Armado SA 3.509.663
INTF - Instituto Nacional 3.439.023
Obrecol - Obras e Construções SA 3.138.401
Metropolitano de Lisboa EP 3.071.861
Siemens,S.A. 2.713.535
Consulgal-Consult Engenh Gestão, SA 2.654.037
Azvi, S.A,-Sucursal em Portugal 2.423.463
Arcelor Espanã, S.A. 2.333.601
GESFIMO-Espírito Santo Irmãos, 2.069.813
EDP Comercial 1.901.884
Manuel Rodrigues Gouveia SA 1.830.114
TPF Planege - Consultores Eng 1.785.913
DHV FBO - Consultores S.A. 1.783.798
Ws Atkins(Portugal)Consultores 1.770.892
Efacec - Servicos Manut Assist SA 1.621.226
AVS-Corretor Seguros , SA 1.547.843
COBA - Consult Ob Barrag Planeam SA 1.488.891
João Mata Lda 1.462.771
GIL - Gare Intermodal de Lisboa SA 1.402.034
LNEC-Laborat. Nac. Engenharia Civil 1.386.948
Accenture, Consultores de Gestão, 1.381.140
TECNASOL-FGE Fundações Geotecnia SA 1.351.110
PORSOL - Materiais de Soldadura,Ldª 1.330.230
CME - Construção e Manutenção 1.301.677
Petróleos de Portugal-Petrogal-SA 1.296.189
FITONOVO Portugal Deservagens 1.249.675
ISQ - Inst de Soldadura e Qualidade 1.188.588
Maranhão - Soc de Construções Lda 1.170.022
EMEF -Emp Manutenc Equip Ferrovº SA 1.140.293

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Relatório e Contas
Órgãos Sociais

De acordo com os Estatutos a REFER tem como órgão de gestão o Conselho de Administração e
como órgão de fiscalização a Comissão de Fiscalização.
As áreas de responsabilidade do Conselho de Administração da REFER são as que se apresentam
a seguir:

Direcção Geral de Engenharia e Construção;


Presidente do Conselho de
Administração Direcção Geral Organização e Desenvolvimento;
Luís Filipe Melo e Sousa Pardal, Eng.
Ambiente

Economia e Finanças
Vice-Presidente do Conselho de
Administração Direcção Geral de Planeamento e Controlo Estratégico

Alfredo Vicente Pereira, Dr. Património Imobiliário

Relações Internacionais

Fundos Comunitários
Vogal do Conselho de
Administração Auditoria
Romeu Costa Reis, Dr.
Comunicação e Imagem

Vogal do Conselho de Direcção Geral de Exploração de Infra-estruturas


Administração
Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro,
Eng.º

DGEI:

Tarifação de Acesso à Infra-estrutura

Vogal do Conselho de Administração Direcção de Gestão de Contratos Comerciais


Carlos Alberto João Fernandes, Eng.º
Articulação com o Contrato de Concessão da FERTAGUS

Contratualização com o Estado

14
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

As contas da REFER são auditadas pela empresa internacional de auditoria


PricewaterhouseCoopers & Associados – Sociedade de Revisores Oficiais de Conta, Lda., de
acordo com o estabelecido no Contrato nº 01/05/CA/EF – Prestação de Serviços Auditoria Externa
Grupo REFER Apoio à Comissão de Fiscalização.

15
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Remuneração dos membros


dos órgãos sociais

Informação a que se refere a Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2005 de 8 de Setembro


de 2005:
2006 2005

Descontos Descontos
Regime da Remunerações Remunerações Remunerações Remunerações
Patronais para Patronais para
Segurança Social Principais Acessórias Principais Acessórias
a SS a SS

Conselho de Administração (de 01/01/2005 a 26/10/2005)


José de Sá Braamcamp Sobral Presidente Regime Normal 52.767,00 48.716,00 18.024,00
José Osório da Gama e Castro Vice Presidente CGA 53.391,00 37.742,00 17.611,00
Luís Miguel dos Reis Silva Vogal Regime Normal 48.845,00 40.262,00 16.749,00
José Roque de Pinho Marques Guedes Vogal Regime Normal 47.239,00 37.748,00 16.367,00
Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho Vogal Pensão de Velhice 53.857,00 72.044,00 11.729,00

Conselho de Administração (de 27/10/2005 a 31/12/2005)


Luís Filipe Melo e Sousa Pardal Presidente Regime Normal 68.223,00 30.084,00 18.607,00 10.139,00 10.663,00 4.098,00
Alfredo Vicente Pereira Vice Presidente Regime Normal 64.641,00 26.786,00 17.757,00 9.593,00 5.344,00 2.864,00
Romeu Costa Reis Vogal CGA 60.546,00 25.497,00 0,00 8.969,00 9.257,00 0,00
Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro Vogal Regime Normal 60.546,00 26.430,00 16.784,00 8.969,00 10.127,00 3.690,00
Carlos Alberto João Fernandes Vogal CGA 60.546,00 25.481,00 0,00 8.969,00 9.257,00 0,00

TOTAL 314.502,00 134.278,00 53.148,00 302.738,00 281.160,00 91.132,00

Nas remunerações acessórias do Conselho de Administração estão incluídos o subsídio de


acumulação de funções previsto na Resolução do Conselho de Ministros nº 29/89 de 26 de
Agosto, nº 17.

A Comissão de Fiscalização é composta por três membros, nomeados por despacho conjunto
do Ministro das Finanças e do Ministro da Tutela. O terceiro elemento, Revisor Oficial de Contas, é
independente, auferindo honorários e não remunerações.

2006
Remunerações Descontos Patronais
Principais para a SS

José António Coelho Alves Portela Presidente C.F (Até Agosto 2006) 8.713

Hilário Manuel Marcelino Teixeira 11.406 2.709

20.119 2.709

16
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Análise de sustentabilidade da empresa nos domínios


económico, social e ambiental

Este capítulo está inserido no Relatório de Sustentabilidade 2006.

17
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Avaliação sobre o grau de cumprimento dos Princípios


de Bom Governo

Este capítulo está inserido no Relatório de Sustentabilidade 2006.

18
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Código de Ética e Conduta

A REFER, numa atitude pioneira no sector, é uma das primeiras empresas ferroviárias a aprovar um
Código de Ética e respectiva Comissão, tanto a nível nacional como internacional, assumindo
perante todos, colaboradores e comunidade em geral, os valores e os princípios que a regem, e
procurando, desta forma, fortalecer o carácter e as convicções dos colaboradores, no âmbito de
uma cultura de coerência e responsabilidade.
Dada a importância de que se reveste para a actividade da Empresa, o Código de Ética e de
Conduta REFER foi distribuído a todos colaboradores da Empresa.
Todos os colaboradores, clientes e fornecedores da REFER, assim como quaisquer entidades
publicas representantes da comunidade em geral e cidadãos a título individual podem aceder
Código de Ética e de Conduta REFER através do site da REFER. www.refer.pt e dirigirem-se
directamente à Comissão de Ética para colocarem qualquer dúvida, solicitar esclarecimentos e
reportarem qualquer ocorrência, reclamação ou situação irregular que possa constituir violação
das normas constantes do Código, com garantias de total sigilo.
Qualquer pessoa ou entidade pode dirigir-se à Comissão de Ética através do endereço de
correio electrónico: comissao.etica@refer.pt ou dirigir correspondência escrita para:
Comissão de Ética da REFER
Estação de Santa Apolónia
1100 – 105 LISBOA

19
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

ENQUADRAMENTO
MACROECONÓMICO
20
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Enquadramento Macroeconómico
Enquadramento Macroeconómico

De acordo com as projecções para 2006-2007 do Banco de Portugal para a economia


portuguesa, a actividade económica registou em 2006 uma recuperação moderada, após um
crescimento de 0.3%, em 2005, o PIB aumentou em termos reais 1,2% em 2006 e prevê-se um
aumento de 1,5% em 2007.
Ao nível da composição da despesa é de salientar que a aceleração da actividade económica
reflecte o contributo positivo da procura externa líquida, decorrente de uma evolução positiva das
exportações. O ritmo de crescimento de Portugal é bastante inferior ao dos principais mercados
de destinos das exportações portuguesas, um país de pequena dimensão e com elevada
dependência energética sofre naturalmente, mais que outros com a escalada do preço do
petróleo.
Relativamente ao consumo privado, este sofreu uma desaceleração em termos médios anuais,
estimando-se para 2006 o valor de 1,1%, o que corresponde ao prolongamento da tendência
observada ao longo de 2005, o que associado ao crescimento do serviço da divida (resultante
do aumento da taxa de juro e a instabilidade do mercado trabalho, vem implicando uma
redução da taxa de poupança das famílias.

Taxa de
CENÁRIO MACROECONÓMICO 2006
crescimento (E)

Consumo Privado 1,1

Consumo Público -0,2

FBCF -3,2

Exportações 9,0

Importações 4,0

PIB 1,2

Balança Corrente + Balança de Capital (% PIB) -7,6

Índice Harmonizado de Preços de no Consumidor 3,0

Fonte: Banco de Portugal

A Formação Bruta de Capital Fixo tem apresentado um comportamento globalmente negativo


ao longo dos últimos anos, traduzindo-se numa redução contínua e acentuada do investimento,
atingindo este ano de 2006, -3,2%, seguida de um crescimento previsto para 2007 de 0,5%. Esta
evolução negativa é extensiva ao investimento público, investimento em habitação e
investimento empresarial.

21
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

As necessidades de financiamento externo da economia portuguesa agravaram-se em 2006 e


deverão continuar a agravar-se em 2007. O efeito do preço do petróleo é claramente visível na
evolução do défice da balança de bens e serviços. Para o saldo negativo da balança de
rendimentos, contribui a deterioração da posição de investimento internacional da economia
portuguesa e a subida das taxas de juro.
O emprego estagnou prevendo-se uma aceleração para o próximo ano, em linha com a
recuperação moderada da actividade económica, este crescimento é suportado
exclusivamente pelo emprego no sector privado.
A taxa de inflação subiu de 2,1% no ano de 2005 para 3% no ano de 2006, prevendo-se para
2007, 2,1%.
A REFER exerceu assim a sua actividade no ano de 2006 numa conjuntura globalmente
desfavorável, tendo ainda como agravante a subida das taxas de juro que se reflecte
desfavoravelmente nos resultados da empresa.
Nas duas vertentes em que a REFER actua, é particularmente notório o efeito negativo das
restrições orçamentais do Estado Português. Quer as contribuições para o financiamento da
actividade de investimento, quer a compensação nos custos de exploração pela prestação de
um serviço público. Em 2006 essas compensações ficaram muito aquém dos níveis necessários,
tal como aconteceu nos anos anteriores, aumentando assim, a pressão do endividamento e
acentuando o desequilíbrio estrutural da empresa.

22
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

ACTIVIDADES EM 2006
23
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Actividades em 2006
Actividades 2006

A REFER, enquanto prestadora do serviço público de gestão da infra-estrutura integrante da Rede


Ferroviária Nacional, compete-lhe desenvolver as actividades pertinentes ao seu objecto, de
acordo com princípios de modernização e eficácia, actuando essencialmente em duas áreas
de negócio:

• Gestão de Infra-estruturas, compreende a gestão da capacidade, a conservação e


manutenção da infra-estrutura ferroviária e a gestão dos respectivos sistemas de
comando e controlo da circulação, incluindo a sinalização, regulação e expedição, por
forma a assegurar condições de segurança e qualidade indispensáveis à prestação do
serviço público de transporte ferroviário.

• Investimento, consiste na construção, instalação e renovação da infra-estrutura,


actividade desenvolvida por conta do Estado (os bens integram o domínio público
ferroviário).

24
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Para além das actividades desenvolvidas no âmbito das missões, gestão da infra-estrutura e
investimento, a REFER no desenrolar do seu normal funcionamento, desenvolve ainda outras
actividades complementares, visando a rentabilização dos seus activos, conforme se evidencia a
seguir, nas Demonstração de Resultados por Actividades:

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR ACTIVIDADES


(10^6 euros)

Gestão Infra-estruturas
Investimento Outras Total Empresa
Conservação Exploração Total

Proveitos 53,88 48,80 51,43 100,24 96,29 250,41

Vendas 0,00 0,00 0,00 0,00 20,20 20,20

Prestação de Serviços 0,25 28,76 29,04 57,80 4,91 62,97

Variação da Produção 0,00 0,00 0,00 0,00 -15,41 -15,41

Proveitos Suplementares 0,52 0,77 4,15 4,93 10,97 16,41

Subsídios à Exploração 0,00 15,27 13,73 29,00 0,00 29,00

Trab. p/ Própria Empresa 50,09 0,03 0,00 0,04 0,00 50,13

Outros Prov. Operacionais 0,44 0,00 0,00 0,00 1,31 1,75

Proveitos Operacionais 51,29 44,84 46,93 91,77 21,98 165,04

Custos 55,01 181,75 138,84 320,59 42,95 418,56

Materiais 17,95 6,09 0,29 6,38 0,80 25,12

Fornecimentos e Serviços Externos 7,86 71,30 16,72 88,02 7,97 103,85

Impostos e Taxas 0,04 1,62 0,68 2,30 3,95 6,29

Pessoal 22,12 27,31 56,11 83,42 4,76 110,30

Outos Custos Operacionais 0,12 1,85 1,67 3,52 0,01 3,65

Amortizações 2,94 4,01 1,75 5,76 0,47 9,17

Provisões 0,00 1,73 0,34 2,07 4,27 6,34

Custos Operacionais 51,04 113,91 77,56 191,47 22,21 264,72

Resultado Operacional 0,26 -69,08 -30,63 -99,71 -0,23 -99,68

Resultado Financeiro (inclui Enc Financ


-59,45 -26,88 -11,92 -38,80 -98,26
Não Capitalizados no Inv.)

Resultados Extraordinários 0,07 -3,31 -2,07 -5,38 1,67 -3,63

86-Imposto s/Rendimento 0,00 0,06 0,05 0,11 0,02 0,13

RESULTADO LÍQUIDO -59,12 -99,33 -44,68 -144,01 1,43 -201,70

Os proveitos decorrentes de prestação de serviços são imputados às actividades responsáveis


pela sua execução ou gestão. Assim, a actividade de Exploração inclui a receita decorrente de
serviços prestados aos operadores ferroviários, nomeadamente manobras de material circulante.
O valor da taxa de utilização, igualmente contabilizada como prestação de serviços, é repartida
entre Exploração e Conservação, à semelhança do que sucede com as Indemnizações
Compensatórias incorporadas nos Subsídios à Exploração.

25
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Os proveitos suplementares da actividade de Exploração consistem na venda de energia para


tracção. Os cadernos de encargos são imputados à missão de Investimento. Em relação aos
restantes elementos desta rubrica, são fruto de actividades não reguladas.
Os trabalhos para a própria empresa englobam o conjunto de materiais, mão-de-obra,
equipamentos e encargos de estrutura directamente imputados à missão de Investimento.
Apenas a valorização do trabalho efectuado em armazém foge a este conceito, tendo sido
repartida pelas actividades de Gestão da Infra-Estrutura proporcionalmente ao consumo de
materiais armazenáveis de cada uma.
As Vendas (tal como a Variação da Produção) consistiram no produto da transacção de um
imóvel, sendo como tal uma actividade não regulada.
No que concerne aos custos operacionais e extraordinários, a sua distribuição pelas Missões e
Actividades da REFER é feita fundamentalmente através das chaves de repartição que traduzem
a afectação de recursos de cada unidade organizacional da empresa às funções que
constituem o seu negócio. Porém, algumas verbas são especificamente associadas a
actividades concretas, em termos de Gestão da Infra-Estrutura, é o caso dos custos de
manutenção da infra-estrutura (nomeadamente a manutenção subcontratada), os encargos
com estações, telecomunicações, comboio-socorro, gestão da capacidade e energia para
tracção. Os trabalhos realizados para terceiros são encarados como uma actividade não
regulada.
O Resultado Financeiro decorre da repartição dos custos e proveitos que o compõem pelas
actividades que materializam o défice da empresa, em função do contributo de cada uma.
Apenas os encargos financeiros não capitalizados como “Investimento” são submetidos a uma
análise específica, tendo em conta a estrutura da dívida da REFER.
Os Impostos sobre o Rendimento foram repartidos consoante o peso relativo dos custos
operacionais de cada actividade.

26
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

1. Gestão de Infra-estruturas
A missão da Gestão de Infra-estruturas engloba essencialmente duas actividades:
• Conservação e Manutenção da infra-estrutura ferroviária;
• Exploração, (gestão do comando e controlo da circulação e gestão da capacidade da
infra-estrutura ferroviária)

Real Homólogo Variações

%
(1) (2)
(1)/(2)

Proveitos 91,73 92,13 -0,4%

Taxa de Uso 53,77 55,37 -2,9%

Subsídios à Exploração 29,00 27,10 7,0%

Outros Proveitos 8,96 9,65 -7,2%

Custos 173,13 163,52 5,9%

Materiais 6,39 7,89 -19,0%

Subcontratos 67,90 52,37 29,6%

Outros FSE's 14,76 14,52 1,6%

Pessoal 77,23 81,70 -5,5%

Amortizações 2,99 3,20 -6,7%

Outros Custos 3,86 3,83 0,8%

Resultado Operacional
-81,40 -71,39 14,0%

Custos DGOD, DGPCE e


Direcções de Apoio
18,31 16,78 9,1%

Total -99,71 -88,17 13,1%

Efectivo
3.135 3.474 -9,8%

Proveitos Operacionais
O total dos proveitos operacionais da actividade Gestão de Infra-estruturas registado no final de
2006 é de 91,7 milhões de euros, o que correspondeu a uma ligeira diminuição (0,4%),
comparativamente com o período homólogo do ano anterior.
Salienta-se as variações que influenciaram os proveitos:
• A rubrica com maior peso nos proveitos desta actividade é a taxa de utilização (59%)
tendo registado o montante de 53,8 milhões de euros, o que correspondeu a um decréscimo
de 2.9% comparativamente com o período homólogo do ano anterior. De salientar que

27
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

nesse montante está incluído um ano completo de cobranças à FERTAGUS o que não
acontecia nas receitas de taxa de
utilização de anos anteriores.
E VO L UÇÃ O TU SE RVIÇO S E SSE NCIA IS
O P E RA DO RE S CP + FE RTA G US
80.000
Para efeito comparativo deveria fazer-se

60.000 a harmonização entre o ano de 2006 e


2005, ou seja, reflectir em 2005 o
40.000
impacto de uma anuidade completa
20.000 do operador FERTAGUS o que nos

0
projectaria para proveitos pela
2002 2003 2004 2005 2006 prestação dos serviços essenciais de
57,7 milhões de euros nesse ano, (o que
significava uma descida de 7%).
A evolução dos proveitos dos serviços essenciais para os dois operadores é evidenciada
neste gráfico, sabendo que, em anos anteriores a 2005, o operador FERTAGUS usufruía de
um regime especial.

E VO L UÇÃ O TU SE RVIÇO S E SSE NCIA IS


Analisando a evolução das receitas O P E RA DO R CP

com o Operador CP, que é o 80.000


detentor da quase totalidade do
60.000
tráfego que circula na rede
40.000
ferroviária nacional, representa
96% dos CK’s realizados, torna mais 20.000

evidente a evolução anual dos 0


proveitos relativa aos serviços 2002 2003 2004 2005 2006

essenciais.

As tarifas publicadas no Directório da Rede de 2006 foram as primeiras a serem


calculadas de acordo com as regras fixadas no Regulamento n.º 21/2005. Por esse facto
e porque havia diferenças regulamentares entre as regras desse Directório e as aplicadas
ao que lhe antecedeu, reforçado pela circunstância de ter ocorrido um período de forte
investimento, foi entendido pela REFER que as tarifas desse primeiro ano, relativas à
prestação dos serviços essenciais, deveriam constituir o referencial tarifário para
aplicabilidade do incentivo à eficiência de gestão em anos seguintes. Dentro deste
princípio, as tarifas dos serviços essenciais relativas ao Directório de 2006 não deveriam
estar sujeitas ao “price cap”.
Interpretação diferente teve a Entidade Reguladora ao considerar que, neste âmbito, o
regulamento era de aplicação imediata e como tal os preços dos serviços essenciais
estavam sujeitos a limitações de crescimento abaixo da inflação. Esta decisão teve fortes

28
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

reflexos, conforme comprovam as tarifas divulgadas na 1.ª Adenda ao Directório de


2006, o que originou uma quebra drástica nas receitas, na ordem dos 27%, em relação
às expectativas iniciais avaliadas com base nas tarifas que tinham sido publicadas no
Directório.
• Os serviços prestados aos Operadores envolvem também a prestação de serviços
conexos com a actividade ferroviária, designados por serviços adicionais e serviços
auxiliares, com o tarifário publicado no Directório.
Na rubrica outros proveitos verificou-se um decréscimo de 7,2% comparativamente com
o ano anterior, salientando-se nesta rubrica a contabilização dos serviços adicionais,
repartidos em 3,43 milhões de euros de venda de energia de tracção, 2,2 milhões de
euros da actividade manobras de comboios, 1,8 milhões de euros em estacionamento
do material circulante e 1,4 milhões de euros de comboios suprimidos, ou seja os
proveitos resultantes da capacidade pedida e não utilizada que fica sujeita ao
pagamento de uma tarifa, variável em função do tempo de antecedência com que é
suspenso o pedido.
• O valor das indemnizações compensatórias atribuídas à REFER pelo Estado a título de
normalização de contas foi de cerca de 29 milhões de euros, o que correspondeu a um
incremento de 7% relativamente ao recebido em 2005.

Custos Operacionais

Nos custos da actividade de gestão da infra-estrutura existem duas grandes rubricas


dominantes, os fornecimentos e serviços externos, com destaque para os subcontratos, e os
custos com pessoal.
Os custos operacionais da actividade gestão de infra-estruturas registaram um valor de 173,1
milhões de euros, o que correspondeu a um crescimento de 6%, comparativamente com o
período homólogo.
Destaca-se as variações das rubricas principais:
• O aumento de 29,6% da rubrica subcontratos, as causas dessa evolução são várias,
designadamente, um grande incremento de novos activos, alguns dos quais inexistentes
num passado recente, redução do número de frentes de investimento, uma nova filosofia
de manutenção apostada em conferir maior fiabilidade às infra-estruturas e novas
disposições legais que influenciam o planeamento do trabalho.
• Em contrapartida, assistiu-se a uma redução dos custos com pessoal na ordem dos 5,5%.
A evolução do efectivo no âmbito da missão de gestão das infra-estruturas ferroviárias,
continua a evidenciar uma redução progressiva de pessoal, decorrente da
modernização tecnológica operada na rede ferroviária que proporciona uma filosofia de
exploração mais centralizada e, da racionalização dos processos produtivos.

29
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

A evolução dos encargos com pessoal, fruto da redução do efectivo e da racionalização


do trabalho, manteve a tendência decrescente dos últimos anos.
Em termos de efectivo médio, assiste-se a uma diminuição de 9,8%, o que correspondeu
a uma redução de 339 colaboradores.

Do total de custos operacionais desta actividade 91% (158 milhões de euros) são elegíveis para
efeito de cálculo da tarifa, 5% (8,1 milhões de euros) correspondem ao Anexo I, os restantes 4%
(7 milhões de euros) são Outras actividades de Gestão de Infra-estrutura não elegíveis para o
cálculo da tarifa.
Em relação ao período homólogo as percentagens mantêm-se.

O Resultado Operacional da Missão Gestão de Infra-estruturas é agravado pelo acréscimo da


actividade de manutenção, com reflexos no nível dos custos operacionais e em particular nos de
fornecimento e serviços externos, é em grande parte resultante da modernização da rede que
colocou em serviço uma quantidade significativa de novas instalações, muitas delas inexistentes
anteriormente e outras substituindo sistemas muito rudimentares, com introdução de novas
tecnologias na exploração das infra-estruturas e maior adequação às necessidades da procura.

As novas infra-estruturas conferem maior segurança, fiabilidade e flexibilidade, mas requerem


uma manutenção mais exigente e mais eficiente, com tempos de resposta mais rápidos pelos
reflexos na exploração dado tratar-se, frequentemente, de sistemas de concepção centralizada.

Para a qualidade do serviço ferroviário concorre de forma muito directa a fiabilidade da infra-
estrutura, sendo fundamental para minimizar ocorrências que o conceito de conservação evolua
para uma metodologia de actuação preventiva em detrimento de práticas que visam apenas
actuações correctivas.

30
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Caracterização da Rede Ferroviária Nacional

A Rede Ferroviária Nacional apresentava, no


final do ano de 2006, uma extensão de 3.613 27%
km, mas somente 2.839 km da rede registava 35%
Rede Secundária
tráfego ferroviário.
As linhas actualmente em exploração, quanto Rede Principal

à sua extensão, assumem uma distribuição por Rede Complementar


Rede Principal, Rede Complementar e Rede
Secundária com o seguinte peso: 38%

Apresenta-se a sua caracterização, de forma


sucinta, no seguinte quadro:

CARACTERIZAÇÃO DA REDE FERROVIÁRIA NACIONAL

Sem Tráfego Rede Ferroviária


Com Tráfego Ferroviário
Ferroviário Nacional

Electrificada Não
TOTAL TOTAL TOTAL
Electrificada
25.000V 1.500V Sub-Total

Via Larga 1.411 25 1.436 1.211 2.648 325 2.972


Via Única 844 - 844 1.196 2.040 - 2.040
Via Dupla 534 25 559 15 575 - 575
Via Múltipla 33 - 33 33 - 33
Via Estreita 0 0 0 192 192 449 640
Via Única - - - 192 192 449 640

TOTAL 1.411 25 1.436 1.403 2.839 774 3.613

As linhas electrificadas totalizam 1.436 km, o que corresponde a 51% da rede com tráfego
ferroviário, sendo que 531 km entraram ao serviço nos últimos 5 anos.

20%
51%
30%
Via Única Electrificada
25.000V 1%

Via Múltipla
Electificada
Electrificada 25.000V
Não Via Única Electrificada
Electrificada 15.000V
49% Não Electrificada
49%

Na Rede Ferroviária Nacional, a primeira linha a dispor de tracção eléctrica foi a Linha de
Cascais, onde se instalou um sistema em corrente continua a 1.500 Voltes, inaugurado no ano de
1926. Apenas em 1956, ou seja 30 anos depois, entram em serviço novas electrificações, sendo

31
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

a opção técnica em corrente alterna a 25.000Volt/50 Hertz. Esta circunstância justifica o facto de
anteriormente a Linha de Cascais dispor de um sistema de electrificação distinto do observado
na restante rede.
A electrificação a 25.000 Volt atinge, nos primeiros 39 anos, uma extensão de 462 km de linha.
Esta extensão é superada pelas colocações em serviço ocorridas nos últimos 5 anos, o que
demonstra o esforço de investimento que está a ser feita nesta área, conforme evidencia o
gráfico seguinte:

LI N HA E LE CTRI FI CAD A

1.600
1.400
1.200
Km de Linha

1.000
800
600
400
200
0
1990 1992 1994 1996 1998 2000 2002 2004 2006
Ano

No final de 2006, na via larga, em cerca de 55% da sua extensão (onde circulam cerca de 90%
dos comboios), estavam instalados sofisticados sistemas de segurança de comando e controlo
da circulação que
incluíam, além da
SISTEMAS DE SEGURANÇA E CONTROLO DE COMANDOS
(Km) sinalização automática
Convel 1.404 de elevado nível de
segurança, o sistema
ATS (Frenagem Automática) 25
de Controlo
Rádio Solo/Comboio 1.400
Automático de
Rádio Solo/Comboio Velocidade (CONVEL) e
25
s/ Transmissão de Dados
o sistema de
Frenagem Automática (ATS), bem como o equipamento fixo do sistema de Rádio Solo –
Comboio.
Quanto à cobertura actual da rede com os sistemas evidenciados no quadro, será de salientar
que 72% do sistema de controlo de velocidade foi instalado nos últimos 5 anos e, no mesmo
período, entrou ao serviço 69% dos quilómetros de linha equipadas com o sistema rádio solo
comboio.
Estes números são expressivos do esforço da REFER em procurar disponibilizar aos operadores
uma infra-estrutura equipada com sistemas que proporcionam acréscimos de segurança e
fiabilidade.

32
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

1.1 Conservação e Manutenção

A actividade Conservação da Infra-estrutura inclui, as seguintes tarefas:


• Conservação da via, sinalização, telecomunicações e outras instalações fixas;
• Planeamento da actividade de gestão da conservação;
• Controlo dos parâmetros operacionais de qualidade, segurança, fiabilidade e economia;
• Gestão de acidentes e incidentes com implicações na infra-estrutura.

(10^6 euros)

Real Homólogo Variações

%
(1) (2)
(1)/(2)

Custos

Materiais 6,10 7,68 -20,6%

Subcontratos 64,29 43,67 47,2%

Outros FSE's 4,29 4,51 -5,0%

Pessoal 22,96 22,53 1,9%

Amortizações 1,77 1,70 4,4%

Outros Custos 1,84 1,94 -5,3%

Subtotal 101,25 82,03 23,4%

Custos Estrutura 0,94 0,89 5,6%

Custos DGOD, DGPCE e


11,72 10,84 8,1%
Direcções de Apoio

TOTAL 113,91 93,76 21,5%

Efectivo 944 988 -4,5%

Custos Operacionais

Os custos da actividade conservação e manutenção da Infra-estrutura incluem:


• Custos de conservação;
• Custos de conservação das linhas do Anexo I;
• Custos de estrutura da conservação;
• Outros custos operacionais;

33
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Os custos da actividade conservação cresceram 21,5%, face ao realizado no ano anterior, para
esta variação há a salientar essencialmente o aumento de 47,2% na rubrica de subcontratos,
cerca de 20,6 milhões de euros.
As causas dessa evolução centram-se essencialmente numa nova filosofia de manutenção
apostada em conferir maior fiabilidade às infra-estruturas e novas disposições legais que
influenciam o planeamento
(10^6 euros)
do trabalho, recorrendo à
Real Homólogo Variações
subcontratação das diversas Especialidades %
(1) (2)
(1)/(2)
especialidades.
Via 21,53 16,43 31,0%
Destacando, os subcontratos
Sinalização 13,80 11,23 22,9%
de via que cresceram 31%,
Catenária 8,44 4,50 87,3%
os da sinalização
Construção Civil e Baixa
9,07 5,90 53,7%
apresentaram um acréscimo Tensão
Telecomunicações 6,99 2,71 157,7%
22,9%, os da catenária
Subestações 2,45 1,89 29,9%
cresceram 87,3%, os da
construção civil e baixa Pontes 1,89 1,45 30,1%

tensão aumentaram 53,7%, Outros Subcontratos 0,12 -0,45 -127,1%

os das telecomunicações
Total 64,29 43,67 47,2%
cresceram 157,7%, os das
subestações cresceram 29,9%, e os subcontratos das pontes aumentaram 30,1%.

Os custos com pessoal cresceram 1,9% relativamente ao período homólogo. O número médio
de efectivos afectos a esta actividade reduziu 4,5%, (44 colaboradores). O decréscimo do
efectivo não é acompanhado por uma redução dos custos com pessoal, esse facto é justificado
pelo reajustamento do efectivo da REFER que teve reflexos nos níveis de qualificação profissional
e na preparação para os desafios decorrentes da inovação tecnológica associada ao sector
ferroviário, verificando-se um acréscimo do peso relativo dos Quadros e uma diminuição de
Profissionais Não Qualificados, nomeadamente na área de sinalização.

É de referir que para o crescimento dos custos desta actividade, relativamente ao período
homólogo, contribui também o aumento dos custos das Direcções Gerais (DGOD e DGPCE) e
Direcções de Apoio imputados à actividade de Conservação, 8,1%.

Do total de custos operacionais desta actividade 93% (81,9 milhões de euros) são elegíveis para
efeito de cálculo da tarifa, 4% (3,1 milhões de euros) correspondem ao Anexo I, o restante são
Outras Actividades de Conservação (3,3 milhões de euros).

Em relação ao período homólogo as percentagens são 92% (65,1 milhões de euros) e 4% (3,1
milhões de euros) respectivamente.

34
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Acções de Conservação e Manutenção da Rede Ferroviária

Com o objectivo de melhorar as condições de disponibilidade da infra-estrutura, foram realizadas


um conjunto de acções, destacando-se:

• Manutenção da superestrutura de via através do


ataque mecânico pesado em vários locais da rede
ferroviária, designadamente, nalguns troços da L.
Norte, L. Douro, L. Tua, L. Oeste, L. Algarve, L. Leste e R.
Cáceres.
• Linha do Minho – Nine/Valença – Substituição de
travessas de madeira, ataque de nivelamento de
AMV’s e desactivação da estação de Midões.
• Linha do Minho – Estabilização de talude entre o km
60+000 e 60+250, construção de muro de suporte e
órgãos de drenagem.
• Linha do Minho – Apeadeiro de Durrães – Reabilitação
do revestimento de talude de escavação.
• Linha do Minho – Beneficiação da superstrutura de Via entre Âncora e Senhora da Agonia
km’s 97+190 – 103+991.
• Colocação ao serviço da sinalização electromecânica em
Vila Nova de Cerveira, Linha do Minho.
• Colocação ao serviço da sinalização electromecânica na
estação do Juncal, Linha do Douro.
• Colocação ao serviço das PN’s automáticas 50,163 e
51,126 linha do Minho e seu comando a partir da
sinalização eléctrica da estação de Barcelos, Linha do
Minho.
• Deservagem química na Rede Ferroviária Nacional.
• Desmatação dos terrenos marginais e limpeza de
órgãos hidráulicos em toda rede ferroviária, nos seus
troços mais vulneráveis, para prevenção de incêndios.
• Reforço e reparação do caneiro de Alcântara na
intercepção com a Linha do Sul ao km 0.530
• Construção de vedações junto a zonas urbanas, na L.
Norte entre o PK 312/325, na L. Oeste na zona
envolvente das estações de Marinha Grande, Leiria e
Monte Real, na L. Beira Alta na área da estação de

35
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Celorico, na L. Sul entre o PK 25 e 26 e na L. Algarve. Vedado o domínio ferroviário em


alguns caminhos alternativos a PN´s e junto a passagens
desniveladas, de forma a impedir o acesso a peões ao
canal ferroviário com repercussões na segurança.
• Reabilitação da via para levantamento de afrouxamento na
L. Norte do km 107,000 ao km 107,700.
• Linha Algarve e L. Oeste, troço Louriçal / B. Lares- substituição
de travessas de madeira por betão.
• Realização da manutenção integrada nas linhas de forte tráfego ferroviário localizadas na
zona da Grande Lisboa, na L. Sul e na L. Alentejo, envolvendo em simultâneo serviços das
especialidades de via e geotecnia, construção civil, baixa tensão, catenária, estruturas
especiais (pontes, aquedutos e túneis) e serviços complementares conexos, com
introdução de uma nova abordagem de manutenção, mais vocacionada para uma
actuação preventiva, dando prossecução ao objectivo de melhoria continua na
qualidade de serviço oferecido.
• Intervenção de urgência imperiosa na reabilitação de talude ao Km. 60,045/60,085 na L.
Beira Alta.
• Intervenções de emergência para
reparação do talude ao kmº
260,500 e para a reparação da
via ao kmº 255,500 na L. Sul,
devido aos danos na infra-
estrutura ferroviária provocados
pelas intensas chuvadas que
ocorreram em finais de 2006.
• L. Norte PK 281.690 – realizada a estabilização do
talude que, por condições climatéricas adversas,
sofreu um deslize de terras, provocando o
arrastamento do caminho de cabos de
sinalização e deixando os referidos cabos sob
tensão, podendo originar outros problemas na
infra-estrutura ferroviária.

• Linha do Norte – Trabalhos de via


realizados a norte e a sul do Túnel
de Fátima para repor a
normalidade da exploração que
tinha sido afectada pelos graves

36
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

danos ocorridos na infra-estrutura ferroviária devido às


fortes chuvas, particularmente anormais e adversas, que
caíram em Novembro nesta região.
• Linha de Vendas Novas, PK 29,370 – 29,400 – Devido às
grandes chuvadas ocorridas e consequente
concentração de águas no local, verificou-se o colapso
do talude de aterro tendo sido realizados trabalhos de
urgência face à destruição da plataforma da via. Procedeu-se à desmontagem e
montagem de via.

37
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

1.2 Exploração

A actividade de Exploração engloba:


• Gestão do comando e controlo da circulação;
• Gestão do pessoal operacional afecto à circulação;
• Gestão de aspectos relacionados com segurança, incluindo a gestão operacional de
ocorrências;
• Autorização e controlo dos condicionamentos da infra-estrutura
• Análise da capacidade;
• Atribuição da capacidade aos operadores;
• Planeamento dos condicionamentos da infra-estrutura;
• Medição, controlo, facturação e cobrança da capacidade utilizada.

(10^6 euros)

Real Homólogo Variações


%
(1) (2)
(1)/(2)

Custos

Materiais 0,29 0,21 41,2%

Subcontratos 3,60 8,70 -58,6%

Outros FSE's 10,18 9,91 2,7%

Pessoal 53,21 58,36 -8,8%

Amortizações 1,07 1,14 -6,4%

Outros Custos 2,02 1,84 -209,7%

Subtotal 70,38 80,17 -12,2%

Custos Estrutura 0,55 0,42 31,5%

Custos DGOD, DGPCE e


6,63 6,30 5,2%
Direcções de Apoio

Total 77,56 86,90 -10,7%

Efectivo 2.118 2.411 -12,2%

38
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Custos Operacionais

Os Custos da actividade de exploração incluem:

• Custos de exploração;
• Custos de exploração das linhas do Anexo I;
• Custos de estrutura da exploração;
• Outros custos operacionais.

Os custos desta actividade apresentaram uma redução de cerca de 10,7% face ao período
homólogo.
A redução dos custos com o pessoal contribuiu para estas variações, reduzindo cerca de 5
milhões de euros em relação ao período homólogo do ano anterior. O número de efectivos
médio reduziu 12,2% (menos 293 colaboradores) em relação a Dezembro de 2005.

Outra rubrica que sofreu um decréscimo foi a dos subcontratos, redução de 58,6% em relação a
2005. A especialidade telecomunicações apresenta uma redução na ordem dos 94% face ao
(10^6 euros) período homólogo do
Real Homólogo Variações
ano anterior.
Especialidades %
(1) (2) Do total de custos
(1)/(2)
operacionais desta
Telecomunicações 0,28 4,76 -94,0%
actividade 90% (76,1
Telecomando 0,00 0,00
milhões de euros) são
Comboio Socorro 1,41 2,25 -37,5%
elegíveis para efeito de
Passagens de Nível 1,26 1,15 9,8% cálculo da tarifa, 6% (4,9
Outros Subcontratos 0,64 0,54 19,2% milhões de euros)
correspondem ao Anexo
Total 3,60 8,70 -58,6%
I, o restante são Outras
Actividades (3,7 milhões de euros).
Em relação ao período homólogo as percentagens são 90% (81,7 milhões de euros), 5% (5
milhões de euros) respectivamente.

Directório de Rede

O Directório da Rede, é um documento fulcral na actividade ferroviária por ser nele que a REFER
estabelece as condições técnico-comerciais de prestação do serviço de disponibilização da
infra-estrutura ferroviária e serviços conexos aos operadores. Nele são fixadas as regras que

39
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

garantem um acesso à rede de forma transparente e não discriminatória no respeito pelos


princípios da concorrência.

O Directório da Rede de 2006, publicado em Setembro de 2005, foi o primeiro directório a ser
elaborado à luz das regras fixadas no Regulamento n.º 21/2005. Após a sua publicação, os
Operadores interpuseram recursos o que obrigou a REFER a apresentar os processos devidamente
instruídos à Entidade Reguladora e a disponibilizar, no decurso de 2006, várias informações
adicionais em complemento aos elementos disponibilizadas aquando da fundamentação da
tarifação, com vista à tomada de decisão por parte do INTF.

Decorrente dessa decisão foi publicada em 2006 a 1.ª Adenda ao Directório de 2006.

Gestão da Capacidade

No acesso à infra-estrutura, os CK’s percorridos pelos operadores nas linhas da rede ferroviária
nacional, situaram-se nos dois últimos anos na ordem dos 39 milhões de CK’s (comboios
quilómetro).

RE D E GE RAL
E VOLUÇÃO D OS CK's RE ALI ZAD OS
45.000
40.000
35.000
30.000
10^3

25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
2001 2002 2003 2004 2005 2006
Ano
Operador CP Operador Fertagus Total CK's

As medidas adoptadas tendentes à liberalização


DISTRIB UIÇÃ O DO S CK ' s P O R O P E RA DO R
progressiva do mercado, a iniciar pelas mercadorias,
4%
ainda não teve impacto na procura em 2006,
continuando a existir apenas dois Operadores, a CP,
que assume 96% do tráfego na rede, e a FERTAGUS
Fertagus
com 4% confinando a sua exploração ao transporte
CP
de passageiros no eixo Norte/Sul.

96%

40
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

A distribuição do tráfego nas várias linhas da Rede é bastante heterogénea incidindo na Rede
Principal, que em extensão representa 39% da rede com tráfego, 73% do tráfego total.

CK's NA REDE GERAL DISTRIB UIÇÃ O DÕ S CK' s P O R TIP O L O G IA DA


RE DE
Rede Principal 28.392.178 7%

Rede Complementar 7.769.685 Rede Principal

Rede Secundária 2.877.119 Rede 20%


Complementar
TOTAL 39.038.982 Rede Secundária 73%

Em 2006 manteve--se encerrado à exploração o túnel do Rossio continuando o tráfego a rebater-


se sobre a Linha de Cintura.

Índice de Pontualidade

O objectivo da manutenção preventiva é proporcionar uma infra-estrutura mais fiável de modo a


reduzir o número de falhas ou avarias que perturbem a normal exploração.
Durante o ano de 2006, verificou-se, na generalidade, uma variação positiva dos níveis de serviço
prestados aos Operadores. Assim, no que se refere aos Índices de Pontualidade por causas
imputáveis à REFER (IPR), verificou-se a seguinte evolução:

100%

80%

60%

40%

20%

0%
Pendulares Internacionais Intercidades Inter-Regionais Regionais Suburbanos Mercadorias

2005 2006

Salienta-se a evolução positiva verificada nos comboios Pendulares (+5,1%), atingindo um IPR
0,94, nos comboios IC (+ 1,32 %), demonstrando mais uma vez a prossecução do objectivo da
REFER em proporcionar uma infra-estrutura mais fiável de modo a reduzir o número de falhas ou
avarias que perturbem a normal exploração.

41
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

2. Investimento em Infra-estruturas de Longa Duração (ILD´s)

A missão Investimento engloba, para além dos custos e proveitos incorridos por cada uma das
Direcções directamente relacionados com o investimento, uma quota-parte da estrutura dos
restantes Direcções da empresa, materiais, mão-de-obra e equipamentos aplicados no
desenvolvimento desta actividade.
(10^6 euros)

Real Homólogo Variações

%
(1) (2)
(1)/(2)

Custos

Materiais 17,97 17,65 1,8%

Subcontratos 0,23 0,24 -0,8%

Outros FSE's 4,72 4,73 -0,4%

Pessoal 15,95 17,02 -6,3%

Amortizações 0,91 1,06 -14,7%

Outros Custos Operacionais 0,02 0,02 -11,9%

Outros Custos/Proveitos 0,50 2,18 -76,8%

Subtotal 40,31 42,90 -6,0%

Custos DGOD, DGPCE e


10,90 8,58 27,1%
Direcções de Apoio

Total 51,21 51,47 -0,5%

Efectivo 519 550 -5,6%

Durante o exercício de 2006 o valor imputado em trabalhos para a própria empresa ascendeu a
50,1 milhões de euros, repartido da seguinte forma:

• 23,37 milhões de euros de encargos de estrutura,


• 17,96 milhões de euros de materiais,
• 7,82 milhões de euros de custos de funcionamento,
• 0,93 milhões de euros de mão-de-obra e equipamentos.

É de referir também que o Resultado desta actividade deverá corresponder apenas aos encargos
financeiros, que por imposição de regras contabilísticas não seja possível a sua capitalização,
mas que sejam directamente relacionados com a insuficiência financeira da actividade de
investimento.

42
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Os custos da actividade gestão de investimento apresentam um ligeiro decréscimo relativamente


ao período homólogo.
Os custos com pessoal reduziram 6,3% face ao realizado em 2005. O efectivo médio em 2006 é
de 519, no período homólogo contava-se com 550 colaboradores, verificou-se uma redução de
5,6%, menos 31 colaboradores.

Valor do Investimento Global

Em 2006, o volume de investimentos realizado pela REFER situou-se nos 313 milhões de euros,
traduzindo-se numa taxa de realização de 41% face ao previsto. As intervenções em ILD’s inscritos
no PIDDAC representam 85% deste total (266 milhões de euros), correspondendo os restantes 15%
(47 milhões de euros) a investimentos realizados fora do âmbito do PIDDAC, que dizem respeito a
investimentos correntes em infra-estruturas (41,1 milhões de euros), estudos de âmbito genérico
(4,6 milhões de euros) e a investimentos de funcionamento (0,9 milhões de euros).
O quadro abaixo ilustra os investimentos realizados no ano de 2006, em comparação com o
programado bem como a respectiva forma de financiamento.

43
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Orçamento de Investimentos - Execução e Fontes Financiamento


a 31 de Dezembro de 2006 (milhares de euros)

Cobertura Financeira (*)


Orçamento
Realizado
PROGRAMAS / PROJECTOS 2006 Financ.
PIDDAC Outras (b)/(a)
Comum.
(a) (b)

Integração dos Corredores Estruturantes do Território na


279.607 161.126 2.221 82.862 76.043 58%
Rede Transeuropeia de Transportes

Projecto Integrado da Linha do Norte 164.276 107.830 1.511 68.811 37.508 66%
Projecto Int.da Linha Algarve, incl.Itinerário Graneis Sol. 46.844 15.718 350 4.797 10.571 34%
Linha Norte - Nova Estação de Espinho 43.331 12.421 230 12.191 29%
Ligação Ferroviária Porto de Sines - Espanha 25.156 25.156 130 9.253 15.773 100%

Desenvolvimento de Acessibilidades Urbanas 249.793 84.355 1.365 3.407 79.583 34%

Linha Sintra, R.Alcântara e Linha Oeste (até Sabugo) 73.272 22.437 420 22.017 31%
Linha Cascais 10.135 3.898 50 3.848 38%
Eixo Ferroviário Norte Sul (Chelas-Fogueteiro) 2.526 1.447 6 1.441 57%
Eixo Ferroviário Norte Sul (Braço de Prata-Chelas) 30.579 816 145 671 3%
Eixo Ferroviário Norte Sul (Coina-Pinhal Novo) 14.299 7.856 65 7.791 55%
Eixo Ferroviário Norte Sul (Barreiro-Pinhal Novo) 20.743 4.020 110 3.910 19%
Eixo Ferroviário Norte Sul (Pinhal Novo-Setúbal) 17.171 4.360 120 1.727 2.513 25%
Linha do Minho (Porto - Nine) 36.866 16.623 190 620 15.813 45%
Linha de Guimarães 5.966 5.705 30 660 5.015 96%
Linha do Douro ( Ermesinde - Marco) 33.836 13.962 200 13.762 41%
Ramal de Braga 4.400 3.232 30 400 2.802 73%

Coordenação Intermodal 4.050 2.245 20 0 2.225 55%

Terminal Cacia e Ligação Porto de Aveiro 3.391 1.777 18 1.759 52%


Linha de Leixões e Concordância de S.Gemil 660 469 2 467 71%

Desenvolvimento de Acessibilidades Regionais e


106.855 11.281 802 1.081 9.397 11%
Interregionais
Projecto Integrado da Linha Beira Baixa 86.500 9.750 800 1.081 7.869 11%
Projecto Integrado da Linha Oeste 18.747 105 0 105 1%
Modernização Linha Algarve 1.608 1.426 2 1.424 89%

Segurança, Qualidade e Eficiência do Sistema de


23.238 6.865 100 443 6.322 30%
Transportes
Segurança Rodoviária - Supr.e Reconversão de PN 23.238 6.865 100 443 6.322 30%

Total Investimento em ILD's 663.543 265.872 4.508 87.794 173.571 40%

Estudos e Projectos 14.405 4.620 4.620 32%


Investimentos Correntes de Infraestruturas 74.066 41.143 41.143 56%
Investimentos de Funcionamento 2.501 874 874 35%
Total Investimento - EAG's (**) 90.973 46.638 0 0 46.638 51%

Total de Investimentos REFER 754.516 312.510 4.508 87.794 220.208 41%

(*) - A cobertura financeira dos investimentos está na óptica da realização da despesa


(**) - inclui 47.627 milhares de euros aprovados ao abrigo da Deliberação 25/05

Após analise do quadro destaca-se as diferenças, entre o valor realizado e o valor orçamentado
para o ano 2006, mais significativas:

• Projecto Integrado Linha Algarve, incluindo Itinerário dos Granéis Sólidos,


Este projecto PIDDAAC apresenta uma realização de 34% - A principal razão para a baixa
realização prende-se com o facto das Obras da Variante de Alcácer (23.500.000 euros)
terem sido atrasadas pela reformulação do projecto de execução. Além desta, a

44
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Implementação dos Normativo , a Eliminação dos Estrangulamentos, sofreram atrasos na


início da execução. Finalmente as Passagens Desniveladas, a estabilização de Taludes e
outras pequenas obras, não foram iniciadas (7.000.000 euros) .

• L.Sintra, Ramal Alcântara e Linha Oeste (até Sabugo)


Na elaboração do orçamento deste projecto PIDDAC foram incluidos o Emprrendimento da
Linha de Sintra (32.450.000 euros), o Empreendimento do Túnel do Rossio (32.750.000 euros)
e uma obra de Implementação do Normativo (3.700.000 euros).
O grau de realização é 31%, o baixo grau de realização está relacionado com o facto da
Obra de Barcarena (29.000.000 euros) não ter sido iniciada como estava previsto, devido a
problemas surgidos no decorrer do Concurso da Empreitada, tendo havido posteriormente
reformulação de alguns aspectos do faseamento da Obra.
A obra de implementação do Normativo também não foi iniciada em 2006. A empreitada
do Túnel do Rossio não teve a realização prevista em virtude da rescisão do contrato.

• Eixo Ferrovoviário Norte Sul (Troço B.Prata-Chelas)


A realização deste projecto depende das definições traçdas na RAVE, tendo sido adiadas
todas as intervenções previstas para 2006 (aprox. 28.000.000 euros).

• Projecto Integrado Linha Beira Baixa


A principal razão para a diferença encontrada, entre o valor previsto e a realização, está
relacionada com o facto deste empreendimento ter sofrido durante o ano transacto de
mudanças de orientação ao nível da estratégia da abordagem das Obras, quer no que se
refere ao troço Mouriscas A/Castelo Branco como ao troço Castelo Branco/Covilhã.
Parte da realização financeira deve-se à execução dos Edif. Técnicos (3.500.000 euros) no
troço Cast. Branco / Covilhã, e o restante, essencialmente, à conclusão de obras e
regularizações financeiras no troço Mouriscas / Cast. Branco (obra:2.450.000 euros +
fiscalização:1.700.000 euros).

45
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Cobertura Financeira Investimentos

O financiamento dos investimentos em ILD’s inscritos no PIDDAC foi assegurado pelo Orçamento
de Estado – Cap. 50º, por
Fundos Comunitários e
COBERTURA FINANCEIRA DO INVESTIMENTO PIDDAC EM
2006
Outras Fontes de
Financiamento.
65% A estrutura da cobertura
financeira dos investimentos

Fundos Comunitários PIDDAC em 2006, teve o


Cap. 50º seguinte comportamento: o
Outras Fontes
Cap. 50º representou cerca
33%
de 1,7% (4,5 milhões de
2%
euros), os Fundos
Comunitários 33% (87,8
milhões de euros) e Outras Fontes de Financiamento situaram-se nos 65,3% (173,5 milhões de
euros).
Salienta-se que no ano de 2006 a contribuição do PIDDAC e dos Fundos Comunitários diminuiu à
semelhança do que aconteceu nos anos anteriores, pelo que o recurso ao endividamento
representa a maior parcela da cobertura financeira dos investimentos, com o resultante impacto
negativo em termos de encargos financeiros.

COBERTURA FINANCEIRA DOS INVESTIMENTOS

600.000

500.000
Milhares de euros

400.000

300.000

200.000

100.000

0
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006
Investimento Realizado

PIDDAC Fundos Comunitários Out. Fontes Financ.

46
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Acções de Modernização da Rede Ferroviária

No âmbito da sua actividade investimento a REFER realizou, por conta do Estado, projectos de
investimento, tendo em vista a modernização e desenvolvimento da Rede Ferroviária Nacional,
dos quais se destacam as acções de:

• Linha do Norte
Empreitada geral de modernização do troço Azambuja – Vale de Santarém que permite
assim circular integralmente em linhas renovadas entre Vila Franca de Xira Norte e Vale de
Santarém, numa extensão superior a 30 kms;
Empreitada de construção do viaduto ferroviário em Santana do Cartaxo e dos trabalhos de
modernização dos sistemas de telecomando de energia e de vídeo vigilância na
Subestação de Vila Franca de Xira e Entroncamento;
A continuação da empreitada de instalação de sinalização e telecomunicações entre
Alhandra e Vale de Santarém e dos estudos para protecção da Estação de Azambuja
contra as cheias do rio Tejo;
Reiniciou-se o estudo prévio da Variante de Santarém e da modernização do subtroço Setil
– Entroncamento que permitirá que a Linha do Norte fique integralmente modernizada
numa extensão de cerca de 170 kms;

• Linha do Minho
Construção do viaduto rodoviário de acesso à passagem superior ao Km 11+476, que
viabilizaram o encerramento da passagem de nível do Leandro, no concelho da Maia,
bem como os projectos de execução respeitantes à supressão das passagens de nível a
Norte do concelho de Viana de Castelo;
Instalação do sistema de controlo automático da velocidade dos comboios nos troços
Campanhã / Contumil e Santo Tirso / Guimarães e a ligação à Linha do Douro da
Plataforma Logística da Sociedade Portuguesa de Contendores (SPC) em Valongo;
Para melhoria das actuais condições operacionais da Linha do Minho e cumprimento do
tempo de percurso fixado para a ligação Porto – Vigo, foi aberto, em Dezembro de 2006,
concurso público internacional para a adjudicação do túnel da Variante da Trofa, com
1.404 m de extensão;
No que se refere ao sistema de informação ao público na área do Centro de Comando
Operacional do Porto, prosseguiram os trabalhos para a sua utilização em regime semi-
automático, tendo sido possível disponibilizar o funcionamento e a instalação deste
equipamento na Estação de Ermesinde;

47
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

• Linha de Sintra
Relativamente à Reabilitação do Túnel do Rossio, em Outubro de 2006 foi rescindido o
contrato com o Consórcio Teixeira Duarte/EPOS existente desde Julho de 2006, com base
em incumprimentos contratuais quer do ponto de vista técnico, quer de prazo. Até aquela
data tinham sido executados apenas cerca de 30% dos trabalhos do contrato inicial. Em
Dezembro de 2006, foram adjudicados dois novos contratos para execução dos trabalhos
de Suporte Primário entre a Estação do Rossio - km 0+573 e o km 0+869 – km 0+934 e
para a execução dos restantes trabalhos de Construção Civil e Especialidades, necessários
à conclusão da Reabilitação do Túnel;
A conclusão das intervenções na Passagem Inferior do Papel, Posto de Catenária e
Diagonais do Cacém e instalação de Barreiras Acústicas (2ª fase);

• Ligação Sines – Elvas


Renovação Integral da Via e Plataforma da Linha de Évora – Troço Casa Branca – Évora (P.k.
89.900/116.100), correspondente à 1ª fase. De salientar, como aspecto inovador desta
intervenção, a aplicação de travessas de betão monobloco para 3 carris. A acompanhar
esta intervenção, foi alterado o sistema de Exploração de RES (Regime de Exploração
Simplificado) para Cantonamento Telefónico;
No troço Sines – Casa Branca foi iniciado e concluído o programa base;
No troço Évora – Elvas foi concluído o programa base e iniciado o estudo prévio, a decorrer
em coordenação com a RAVE;
Empreitada de adaptação/alteração de sinalização, Convel, telecomunicações, catenária,
via e implementação de medidas provisórias do normativo RCT+TP (Retorno de Corrente de
Tracção - Terras de Protecção) na Linha de Sines;

• Linha do Sul – Grande Variante de Alcácer


Foi adjudicada em Dezembro de 2006 a empreitada da 1ª Fase construção da Variante
de Alcácer que se irá desenrolar por 3 fases, correspondendo essencialmente às
terraplanagens e drenagens, e foi publicado, em Novembro, o anúncio da 2ª fase
correspondendo ao Atravessamento Ferroviário do Sado – Ponte e Viadutos;
A construção desta grande Variante permitirá, além da redução do tempo de percurso
entre Lisboa e Faro em cerca de 10 minutos, o reforço da capacidade com separação
dos tráfegos de passageiros e de mercadorias entre a Variante e o troço existente, a
harmonização das condições de operação com a dos padrões dos troços adjacentes e a
eventual integração no itinerário Sines / Espanha;
Relativamente à modernização da Ligação ao Algarve, destaca-se a empreitada das
Barreiras Acústicas entre Ermidas e Funcheira e a consignação das Barreiras Acústicas entre
o Pk 94 e Ermidas, e os Projectos de Execução relativos às Passagens Desniveladas a
construir na zona de Alcácer do Sal, estando os mesmos em fase de revisão.

48
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

• Prossecução da construção do edifício do Centro Comando Operacional (CCO’s) de


Lisboa, concebido com vista à optimização da exploração da Rede e da gestão
operacional da circulação ferroviária, de forma a obter elevados padrões de fiabilidade,
disponibilidade, eficiência, qualidade e segurança.

Passagens de Nível
A promoção de acções com objectivo de redução da sinistralidade nos atravessamentos de
nível, através da sua supressão, melhoria das suas condições de segurança e de campanhas de
sensibilização, foi a missão da anterior Direcção de Atravessamentos e Gestão de Passagens de
Nível.
No referente à supressão e reclassificação de passagens de nível (PNs) foram realizadas em 2006,
em colaboração com a Direcção de Construção e Renovação (CR) e a Delegação da REFER no
Norte (DN), as seguintes acções:

49
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

PASSAGENS DE NÍVEL

PNs Suprimidas PNs Reclassificadas

Planeado Realizado Planeado Realizado

DELEGAÇÃO NORTE (DN) 1)


21 17 --- 2
DIR. DE INVESTIMENTOS (IV) /
DIR. CONSTRUÇÃO E RENOVAÇÃO (CR)
Empreendimento Linha da Beira Baixa (BB) 4 --- --- ---
Empreendimento Área Metropolitana de Lisboa (ML) 3 2 --- ---
Empreendimento Ligação Sines Elvas (SE) 1 1 --- ---
REFER

IV/CR - Total 8 3 0 0
DIR. DE ATRAVESSAMENTOS E GESTÃO DE PNS (PN)

Dep. de Supressão e Reclassificação de PNs (SRPN) 71 19 23 20


Dep. de Gestão de PNs (GTPN) 9 25 101 63
PN - Total 80 44 124 83
REFER - TOTAL 109 64 124 83
2)
6 --- --- ---
Autarquias 3) 3)
15 1 1 ---
ENTIDADES
EXTERNAS

EP - Estradas de Portugal, E.P.E. 1 --- --- ---

AENOR --- 1 --- 1


ENTIDADES EXTERNAS - TOTAL 22 2 1 1

TOTAL 131 66 125 84


1) Inclui as acções cometidas ao Empreendimento Linha do Norte Plano 2006
2) Obras anteriormente realizadas, PN's a suprimir em cumprimento do nº 2 do artº 4º do Regulamento de PN's - DL 588/99 de 23/12
3) Obras com Protocolo estabelecido entre a REFER e as Autarquias

Os trabalhos realizados que proporcionaram a supressão ou reclassificação destas PNs foram:

PNs PNs
Obra
Suprimidas Reclassificadas

Passagem Desnivelada (25 PD's) 25 1

Caminho Alternativo 17 1

Automatização --- 10
(1)
Alt. Automatização --- 27

Visibilidade --- 35

Outras 24 13

TOTAL 66 87

1)
Dotação de meias barreiras em PN's automatizadas

50
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Em resultado, no universo das Linhas com Tráfego da rede ferroviária, atingiu-se em 31.12.2006 a
quantidade de 1297 PNs, a que corresponde a densidade média de 0,457 PNs/km, com a
seguinte distribuição:

Tipo de PN Quantidade

Com Guarda 97

Automatizadas

Com meias barreiras 371 398

Sem meias barreiras 27

PN's Públicas Sem Guarda

Tipo D 307 492

5ª catª 185

Peões 174

Subtotal 1161

PN's Particulares 136

TOTAL 1297

Foram ainda desenvolvidas, em colaboração com a Direcção de Conservação e Manutenção /


Direcção de Gestão de Operações, diversas acções de beneficiação das condições da
segurança dos atravessamentos de nível, quer através da melhoria dos pavimentos das PNs, quer
mediante a colocação de sinalização de obrigatoriedade de utilização de sinais sonoros à
aproximação de PNs com visibilidade reduzida.

Acident es em P assagens de Nivel - 1990 a 2005

250
A conjugação de todas
225
200 estas acções tem
175
possibilitado a diminuição
Nº de acidentes

150
125 progressiva dos acidentes
100
em Passagens de Nível,
75
50 observando-se num
25 horizonte de 5 anos a
0
1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 redução de 113 para 68
TOTAL 234 218 198 205 182 166 147 144 144 154 119 123 113 105 102 78 68
o número total de
Colhidas 35 45 38 34 22 18 18 22 17 25 15 17 18 15 18 19 11
Colisões 199 173 160 171 160 148 129 122 127 129 104 106 95 90 84 59 57 acidentes.

51
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

3. Actividade: - Outras

A actividade Outras inclui:


• Recuperação Materiais e Gestão Resíduos;
• Prestações de Serviços, nomeadamente: Telecomunicações, Conservação Ramais,
Atravessamento Via Aéreos e Subterrâneos, Atravessamento Via – Passagens Nível,
Reparações Responsabilidade Terceiros, Concessão de Espaços Comerciais e Outros
Serviços Secundários;
• Trabalhos para Existências em Armazém, nomeadamente creosotagem de travessas.

(10^6 euros)

Real Homólogo Variações


%
(1) (2)
(1)/(2)

Proveitos 13,66 13,80 -1,1%

Outros Proveitos 13,66 13,80 -1,1%

Custos 5,81 5,82 0,0%

Materiais 0,20 0,36 -42,7%

Subcontratos 0,77 1,02 -24,1%

Outros FSE's 3,79 3,31 14,4%

Pessoal 0,90 0,97 -7,0%

Amortizações 0,15 0,16 -8,6%

Outros Custos 0,00 0,00 -195,9%

Resultado Operacional 7,84 7,99 -1,8%

Custos DGOD, DGPCE


4,74 7,37 -35,6%
e Direcções de Apoio

Total 3,10 0,62 -399,3%

Efectivo 73 75 -2,7%

Os proveitos operacionais desta actividade decresceram 1,1% face ao realizado no período


homólogo do ano anterior.
É de referir que a conta concessão e licenças diversas registou em 2006 o montante de cerca de
3 milhões de euros, dos quais, 1,8 milhões de euros correspondem ao valor do contrato com a
CPCOM publicidade e concessão de espaços comerciais nas estações.
Nos contratos de rentabilização de instalações, assumem em 2006 especial relevância os
acordos estabelecidos com a CP para a exploração do Terminal de Mercadorias de Tadim
(Braga) no valor de 10 mil euros/mês (iniciou-se em Março 2006, totalizou em 2006 98,5 mil euros)

52
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

e a cedência de instalações para o Entreposto de Mercadorias em Elvas (no montante de 16 mil


euros/ ano em 2006).
A rubrica de Venda de Sucata, registou em 2006 o montante de 2,2 milhões de euros, os
materiais que assumem maior peso são o carril e os aparelhos de mudança de via (amv’s).
Esta actividade terminou o exercício de 2006 com um Resultado Operacional positivo.

53
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

AMBIENTE
54
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Ambiente
Ambiente

As actividades na Direcção de Ambiente encontram-se agrupadas segundo quatros áreas


principais:
• Gestão Ambiental;
• Avaliação e Monitorização Ambiental;
• Acompanhamento Ambiental e
• Especialidades Técnicas.

Ao nível da Gestão Ambiental, há a elencar a elaboração e aprovação, pelo Conselho de


Administração, dos primeiros 7 procedimentos transversais à organização, que se vieram juntar ao
que estava em vigor em matéria de gestão de resíduos. No contexto particular da gestão de
resíduos, foram elaboradas e aprovadas duas instruções de trabalho para resíduos específicos
(óleos e pneus usados) numa prática que se pretende manter e alargar para outros tipos de
resíduos. Destaca-se também a primeira abordagem à definição de objectivos estratégicos no
domínio do ambiente, bem como, os respectivos indicadores de controlo a serem considerados
em evoluções futuras do Balance ScoreCard.
No que diz respeito à Avaliação e Monitorização Ambiental, realça-se o trabalho de preparação
e as diligências prévias ao início da construção das principais empreitadas, cujos concursos
foram lançados em 2006, preparando e instruindo os processos de licenciamento, conduzindo
estudos prévios e clarificando medidas de minimização perante as entidades oficiais da Tutela do
ambiente. Destaca-se ainda, a elaboração dos procedimentos para a condução futura de tais
processos de licenciamento. Ao nível da Monitorização Ambiental, foram lançados os dois
primeiros planos de monitorização (Linha do Minho/Ramal de Braga e Linha do Sul) dando assim
sequência às obrigações da REFER em matéria de Pós-Avaliação.
No contexto do Acompanhamento Ambiental a actividade centrou-se em três áreas
fundamentais, isto é, o acompanhamento particular de uma selecção de obras de especial
relevância para a REFER (destacando-se a empreitada de Casa Branca / Évora, Túnel do Rossio,
construção do Centro Comando Operacional (CCO) do Porto e supressão de Passagens de Nível
no Troço Caíde Marco), o acompanhamento e auditoria das actividades de Conservação
Integrada, bem como, a realização de formação.
Prosseguindo a estratégia delineada para o Ruído, é de realçar a revisão do Plano de Gestão de
Actividades Ruidosas (antecipando as alterações legislativas que ocorreram a meio do ano e já
em 2007, sendo que a REFER foi voz activa na formulação de tais diplomas) no seio do Grupo de
Trabalho Permanente para o Ruído (GTR), bem como, o lançamento dos Mapas Estratégicos de
Ruído e respectivos Planos de Acção para as linhas de Cascais e Sintra. Foram ainda lançados os
concursos para a obtenção da cartografia digital da Linha do Norte (Lisboa / Azambuja), Linha de
Cintura e Linha do Minho, tendo os dois primeiros sido adjudicados em 2006. Ficará, assim,

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2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

completa a base cartográfica necessária à elaboração dos Mapas e Planos, para todo o
universo de linhas com mais de 60.000 marchas por ano, cujos Planos deverão estar concluídos
em Fevereiro de 2008.
No domínio dos resíduos, para além da progressiva ampliação da rede de recolha selectiva
estruturada, assim como, das instruções técnicas particulares para a gestão de determinadas
famílias de resíduos, merece ênfase a operação de gestão de travessas de madeira
deterioradas. Culminando todo um trabalho de investigação da REFER, foi desencadeado, com
grande sucesso, o processo de valorização energética de cerca de 10.000 toneladas de
travessas de madeira, em unidade de produção de cimento devidamente habilitada para o
efeito pela entidade administrativa da Tutela, por substituição do combustível fóssil habitualmente
utilizado. Mantiveram-se em curso os processos de valorização material já desencadeados no
ano anterior. Outra área que tem vindo a ganhar notoriedade diz respeito à caracterização de
passivos ambientais, tendo-se realizado dois trabalhos de avaliação prévia de áreas
potencialmente contaminadas.

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2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

PATRIMÓNIO
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2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas
Património
Património
No âmbito das actividade desenvolvidas por esta Direcção e integrada no âmbito do Plano
Estratégico das Ecopistas, apresentado às Autarquias abrangidas por canais ferroviários
desactivados, foram protocolados durante o corrente ano cerca de 45 km de plataformas de via
com vista a instalação de Ecopistas, estando de momento já concessionados cerca de 300 Km
num total de perto de 700 km.

Também no âmbito das atribuições desta Direcção de defesa e salvaguarda do Património sob a
Responsabilidade do Gestor da Infra-estrutura ferroviária, tem procurado esta Direcção dotar-se
dos meios humanos e técnicos necessários para o cumprimento do estipulado em legislação
tendo em vista o a emissão de pareceres a entidades públicas e privadas.

Nessa perspectiva é de destacar a implementação de um modelo de funcionamento integrado


na aplicação de gestão documental em funcionamento na empresa, que visa dotar a Direcção
de uma ferramenta indispensável ao controlo das solicitações recebidas.

Por fim no âmbito das atribuições desta Direcção merece especial realce a área de
Estacionamento Automóvel, estando actualmente disponíveis cerca de 20.500 lugares de
estacionamento junto a Estações de Caminho de Ferro e ao dispor dos utentes do modo
ferroviário, através de 82 parques de estacionamento, dos quais 2, Aveiro e Castanheira do
Ribatejo com capacidade de 600 lugares de estacionamento, sido inaugurados em 2006. Do
total dos parques indicados 27 (incluindo os parques sob a responsabilidade da FERTAGUS na
travessia Norte-Sul) são tarifados ao público.

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2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

No quadro seguinte sintetiza-se de forma quantitativa as principais realizações ao nível do


Património no ano em análise:
euros
Valor previsto para
Descrição Valor Real
2006

Estacionamento Automóvel
N.º de lugares de estacionamento(1) 7.132 7.132
Receita de Estacionamento 655.047 645.484
Outras Receitas 735 1.205
(6)
Recebimentos extraordinários 0

Informação Geográfica e Cadastro


Levantamentos aerofotogramétricos(2) 0
(2)
Domínio gerido em SIG 0
Estudos Dominiais(2) 43
Pareceres finais 291
Receita 10.052 22.222

Gestão e Valorização
Casas operacionais 252
Receita 235.700 189.392

Edifícios e terrenos concessionados 124


Receita 609.503 546.414

Ecopistas concessionadas 17
Receita 36.900 33.576
Outras receitas(5) 9.844

Avaliações efectuadas 56
DUP 5

Condomínio sob gestão(3) 5.669 5.669

Receita Total 1.547.937 1.448.137


Custo de Funcionamento 2.971.115 2.256.039

(1) Lugares tarifados


(2) Em quilómetros de via ou canal
(3) Área em metros quadrados
(4) Sempre que nada se diga em contrário, os indicadores são expressos em unidades
(5) Outras receitas do espaço canal
(6) Recuperação da dívida da SIENT

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2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

SEGURANÇA
60
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Segurança
Segurança

A Segurança é uma vertente fundamental de qualquer sistema de transportes e, no caso do


transporte ferroviário, esta vertente é beneficiária de um vasto conjunto de abordagens por parte
da REFER, capaz de garantir aos operadores de transporte ferroviário níveis elevados de
segurança no transporte dos seus passageiros.

Desde logo, no plano da modernização da infra-estrutura ferroviária, têm vindo a ser


desenvolvidos sistemas tecnológicos que têm por objectivo central aumentar a segurança das
circulações, tais como, cartas de risco geotécnico, sistema de detecção de obstáculos em
passagens de nível, sistema de detecção de rodas e caixas de eixo dos veículos ferroviários
anormalmente quentes, sistema de monitorização das circulações no que respeita ao controlo
do peso real dos veículos e impacto mecânico das rodas na via.

Por outro lado, a REFER recolhe e trata diariamente toda a informação estatística resultante da
actividade ferroviária, o que permite conhecer a tipologia das anomalias ocorridos na Rede
Ferroviária Nacional, facilitando a promoção de medidas de eliminação e controlo dos factores
de risco de acidente ferroviário. No mesmo sentido, os acidentes e incidentes com repercussões
na circulação ferroviária são objecto de análise criteriosa, com vista à determinação e superação
das respectivas causas.

Complementarmente, a REFER tem promovido acções de inspecção de segurança focalizadas


quer nos aspectos internos do sistema ferroviário (estrutura, regulação e operação do tráfego
ferroviário), quer em vários outros domínios que, não pertencendo ao sistema ferroviário, podem
vir com ele a interagir.

Uma área que tem merecido uma particular atenção da REFER relaciona-se com os
atravessamentos das linhas de caminho de ferro pelos riscos que implicam quer para a
segurança das pessoas que fazem o atravessamento, quer para a segurança da circulação dos
comboios. Em tal contexto, a REFER, em articulação com as autarquias, tem desencadeado
uma vasta acção no âmbito das passagens de nível, promovendo a supressão das que são
dispensáveis e a modernização das restantes e sensibilizando as populações para a sua correcta
utilização e para os riscos associados à circulação de pessoas ao longo das linhas.

Uma outra área que, em articulação com outras entidades, vem merecendo acção relevante da
REFER relaciona-se com a prevenção de riscos de incêndios florestais que possam atingir as linhas
de caminho de ferro, através de campanhas de divulgação junto dos agentes ferroviários, dos
utentes do transporte ferroviário e dos confinantes do caminho-de-ferro, tendo em vista o controlo

61
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

dos comportamentos de risco e a minimização de potenciais fontes de ignição e de materiais


inflamáveis no domínio ferroviário.

Serão ainda de evidenciar os sistemas que a REFER tem constituído para fazer face a situações
críticas do ponto de vista da segurança ferroviária. Neste contexto, os cenários de acidente
ferroviário são analisados e enquadrados em planos de emergência das linhas de caminho de
ferro e através da promoção de exercícios de socorro, criando-se, assim, rotinas de
procedimentos, em articulação com os agentes da protecção civil, que garantam condições
operacionais de intervenção e de protecção das pessoas em situações críticas de emergência.
No mesmo contexto de cenários críticos, a REFER dispõe de Planos de Contingência que
garantem a operacionalização de meios de socorro ferroviário e de alternativas ao transporte de
passageiros.
Para além das linhas, as estações ferroviárias e os edifícios administrativos têm vindo a ser
dotados de planos de emergência internos que garantem adequada eficácia na gestão de
qualquer ocorrência que possa gerar uma situação crítica para os seus ocupantes (internos e
externos). Tais planos definem ainda procedimentos em articulação com as forças de socorro
externo.

Por outro lado, nas estações e instalações de maior movimento têm vindo a ser alargados e
modernizados sistemas de vigilância humana e de vídeo-vigilância, com cobertura de vinte e
quatro horas, que garantem o normal funcionamento das instalações e a adequada protecção
do património ferroviário e do público utente de tais espaços.

Refira-se, por fim, toda a vasta acção que tem sido desenvolvida no âmbito da segurança e
saúde dos trabalhadores, através de uma acção sistemática de avaliação de riscos profissionais
e de adopção de regulamentos e medidas de segurança específicas nos locais de trabalho e
nos modos operatórios, secundada por uma acção permanente e programada de
monitorização da saúde dos trabalhadores.

62
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

RECURSOS HUMANOS
63
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Recursos Humanos
Recursos Humanos

A continuada política de
NÚME RO DE TRA B A L H A DO RE S
rejuvenescimento dos recursos
5500
humanos da REFER, e consequente
valorização das qualificações, 5000

permitiu que a média etária continue


4500
a baixar em 2006 para os 44 anos.
Verifica-se mais uma vez o aumento 4000

do nível das habilitações literárias, 3500


enquanto que no ano anterior o
3000
número de trabalhadores com
2002 2003 2004 2005 2006
habilitações literárias equivalentes ao
Média Dezembro
3º ciclo ou superior atingiu o
patamar dos 50%, em 2006 este valor chegou aos 56,7%.

Em 2006 o número médio de trabalhadores situou-se nos 3654, resultado de 113 entradas e de
366 saídas, 87% das quais através de rescisão por mútuo acordo. Ao nível das categorias
profissionais registou-se um aumento de jovens técnicos licenciados.

A Estrutura da Massa Salarial não sofreu alterações significativas relativamente a anos anteriores,
verificando-se um ligeiro
12%
1% decréscimo do peso do “Trabalho
2% Suplementar”.
6%
5%
Aliás, a taxa de trabalho

3% suplementar teve um decréscimo


5% de 5,8%, sendo a média mensal
3%
56% em 2007 de 6,5%. A taxa de
7%
absentismo teve o mesmo
Venc. Base Outros Fixos
comportamento, com um
Subs. Escala / Turno Trabalho Suplementar
Trabalho Nocturno / Compensado Prémios decréscimo de 4,4%, para uma
Subs. Refeição Deslocações média mensal de 4%.
Subs. Férias + 13º Remun. Adicionais

64
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Formação e Educação

A aposta na formação tem sido um aspecto chave no processo de valorização profissional do


efectivo.

A descida do número de
formandos, relativamente ao ano 70 5.000

anterior deveu-se ao facto de 60 3.935


4.000
2005 ter sido um ano 3.486
50

N.º Formandos
excepcional no que respeita a 2.700 3.000

N.º Horas
40

três factores: 30
2.000
23
20
20
a) ter ocorrido um grande 14
1.000
10
número de concursos
0 0
internos para mudança de 2004 2005 2006

categoria;
Horas de Formação por Trabalhador
Formandos
b) ao grande número de
recrutamentos externos de pessoal operacional aos quais é necessário ministrar a respectiva
formação inicial;

c) ter sido decidido ministrar a todas as trabalhadoras Guardas de PN (na altura cerca de 300)
uma reciclagem de matérias de segurança ferroviária.

No entanto, é de salientar que, apesar de ter sido inferior o número de trabalhadores envolvidos,
aumentaram significativamente o número de horas de formação ministradas, passando de 14
horas em 2005 para 20 horas de formação em 2006 (conforme se observa no gráfico).

Os resultados mais relevantes prendem-se com a cada vez maior percentagem de Quadros com
formação complementar em gestão, ao que não é alheio o facto de a REFER financiar os
encargos inerentes às propinas de mestrados e pós-graduações. Os dados de 2006 indiciam
alguma estabilidade nesta matéria.

65
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

PARTICIPAÇÕES REFER

66
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Participações da REFER
Participações da REFER

A REFER tem participações num conjunto de empresas criadas no


âmbito da reorganização do Sector Ferroviário, que se iniciou na
década de 80, ainda antes da criação da própria REFER, e que,
pela natureza da sua actividade complementam a actividade da
gestão de infra-estruturas ferroviárias.

REFER – Rede Ferroviária Nacional, EP

TELE- GESTÃO FORMAÇÃO ACTIVIDADES GESTÃO DOS


COMUNICAÇÕES ESPAÇOS
IMOBILIÁRIA PROFISSIONAL FERROVIÁRIAS COMERCIAIS

REFER
TELECOM, SA INVESFER, SA FERNAVE, SA FERBRITAS, SA CP COM, SA

100% 99,33% 10% 98,43% 80%

GIL, SA
33%

RAVE, SA
40%

METRO
MONDEGO, SA
2,50%

Empresas Afiliadas e Principais Actividades

Das Participações REFER destacam-se as empresas que são detidas em mais de 50% pela
Empresa mãe.

O estabelecimento, gestão e exploração de infra-estruturas e sistemas de telecomunicações, a


prestação de serviços de telecomunicações, bem como o exercício de quaisquer actividades que
sejam complementares, subsidiárias ou acessórias daquelas, directamente ou através de constituição
ou participação em sociedades.

Promoção e comercialização de terrenos e edifícios, gestão de empreendimentos


imobiliários, aquisição e venda de bens imóveis, bem como a constituição de direitos
sobre os mesmos bens.

67
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Prestação de serviços de consultoria e assistência técnica, industrial e comercial, no domínio


dos transportes e outros, realização de empreitadas de obras públicas e de construção civil,
exploração industrial e comercial de pedreiras e actividade de gestão da qualidade em
empreendimentos da construção.

Promoção e comercialização das lojas e espaços comerciais existentes ou a criar nas


estações e gares dos caminhos-de-ferro portugueses, existentes ou futuras.

A actividade das empresas afiliadas e o seu volume de negócio com a empresa mãe – REFER e
com o mercado externo, em 2006, é apresentado no Relatório de Consolidação de 2006 do
Grupo REFER.

68
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

SITUAÇÃO ECONOMICA E
FINANCEIRA
69
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Situação
Situação Económica
Económica e Financeira
e Financeira
Económica e Financeira

Resultado Operacional
Os Resultados Operacionais atingiram o valor negativo de 99,68 milhões de euros, o que
representa um agravamento de 8% (7,5 milhões de euros), comparativamente com o ano de
2005.
A síntese destes resultados consta do quadro seguinte:
(10^6 euros)
Real Homólogo Variações
%
(1) (2)
(1)/(2)
Proveitos Operacionais 165,04 159,09 3,7%

20,20 0,00 100,0%


Vendas
62,97 65,28 -3,5%
Prestação de Serviços
-15,41 0,00 100,0%
Variação da Produção
16,41 16,72 -1,8%
Proveitos Suplementares
29,00 27,12 6,9%
Subsídios à Exploração
50,13 49,24 1,8%
Trab. p/ Própria Empresa

Outros Prov. Operacionais 1,75 0,74 137,2%

Custos Operacionais 264,72 251,26 5,4%

25,12 26,33 -4,6%


Materiais
103,85 86,66 19,8%
Fornecimentos e Serviços Externos
6,29 4,41 42,6%
Impostos e Taxas
110,30 116,16 -5,0%
Pessoal
3,65 3,72 -1,9%
Outos Custos Operacionais
9,17 10,34 -11,3%
Amortizações

Provisões 6,34 3,65 73,8%

Resultado Operacional -99,68 -92,17 8%

Este agravamento é resultado da política de conservação que a REFER tem levado a cabo,
visando a disponibilização ao operador de uma infra-estrutura com maior segurança, fiabilidade
e flexibilidade, através da modernização da rede, colocando em serviço uma quantidade
significativa de novas instalações, muitas delas inexistentes anteriormente e outras substituindo
sistemas muito rudimentares, com introdução de novas tecnologias, origina um crescimento
acentuado da rubrica de subcontratos, uma vez que as novas infra-estruturas conferem uma
manutenção mais exigente e mais eficiente, com tempos de resposta mais rápidos pelos reflexos
na exploração dado tratar-se, frequentemente, de sistemas de concepção centralizada, que
internamente não é possível dar resposta, (de acordo com o referido no Resultado Operacional
da actividade Gestão de Infra-estruturas).

70
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Resultados Financeiros

Os resultados financeiros de 2006 são evidenciados no quadro seguinte:


(10^6 euros)

Real Homólogo Variações

%
(1) (2)
(1)/(2)

Proveitos Financeiros 70,41 19,52 260,7%

Juros Obtidos 66,86 7,68 770,4%

Ganhos Empresas do Grupo e Associadas 3,52 3,99 -11,6%

Outros Proveitos Financeiras 0,03 7,86 -99,6%

Custos Financeiros 168,67 72,20 133,6%

Juros Suportados 162,46 61,91 162,4%

Perdas Empresas do Grupo e Associadas 2,50 0,39 535,5%

Outros Custos Financeiros 3,71 9,89 -62,5%

Resultado Financeiro -98,26 -52,68 86,5%

Os Proveitos Financeiros evidenciam um crescimento de cerca de 50 milhões de euros (260,7%),


em relação ao período homólogo, resultante fundamentalmente de uma alteração da
metodologia de contabilização dos swaps associados aos empréstimos, que passaram a ser
contabilizados autonomamente, e não só o saldo da operação como aconteceu nos exercícios
anteriores.
A conta ganhos empresas do grupo e associadas sofreu um decréscimo de 11,6%, a REFER
valoriza as participações nas empresas do Grupo através do método de equivalência
patrimonial, nesta conta foram contabilizados os ganhos das empresas REFER TELECOM, 3,4
milhões de euros e CPCOM 95 mil euros.

Os Custos Financeiros apresentam igualmente um crescimento bastante acentuado, 134% (96,5


milhões de euros), em relação ao período homólogo do ano anterior, justificado pela alteração
na metodologia de contabilização dos swaps associados aos empréstimos, bem como resultado
pelo aumento do recurso ao endividamento associado ao aumento das taxas de juro.
Na conta de perdas empresas do grupo e associadas estão valorizados através do método de
equivalência patrimonial, as perdas das empresas, FERBRITAS 2,4 milhões de euros, RAVE 18 mil
euros, FERNAVE 18 mil euros e METRO MONDEGO 104 mil euros.

71
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

O Resultado Financeiro agravou-se face a igual período do ano anterior, devido ao aumento do
endividamento e das taxas de juro associadas.
A REFER tem vindo a recorrer ao endividamento, por um lado, para fazer face à cobertura dos
investimentos em ILD’s e por outra devido ao crescente défice de exploração. A agravar esta
situação ao longo do exercício de 2006 recorreu-se à utilização de elevados níveis de crédito
curto prazo, reflectindo um agravamento em termos de taxa de juro, só no ultimo trimestre do
deste ano é que se concretizou a operação de refinanciamento a longo prazo, no montante de
1,1 mil milhões de euros, consolidando a totalidade da divida de curto prazo.

72
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Resultados Extraordinários

O quadro a seguir ilustra os Resultado Extraordinários:

(10^6 euros)

Real Homólogo Variações

%
(1) (2)
(1)/(2)

Proveitos Extraordinarios 14,96 20,49 -27,0%

Proveitos de Exercicios Anteriores 13,83 10,98 26,0%

Outros Proveitos Extraordinários 1,13 9,52 -88,2%

Custos Extarordinários 18,59 35,95 -48,3%

Custos de Exercicios Anteriores 10,70 19,35 -44,7%

Outros Custos Extraordinários 7,89 16,60 -52,5%

Resultados Extarordinários -3,63 -15,46 -76,5%

Traduzindo os esforços desenvolvidos no âmbito da gestão, reflectindo num reconhecimento e


planeamento atempado dos custos e proveitos, o Resultados Extraordinários apresenta uma
melhoria de 7%, face ao período homólogo do ano anterior.

73
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Resultado Líquido

O presente exercício apresenta um Resultado Líquido negativo de cerca de 201,57 milhões de


euros, conforme é evidenciado no quadro seguinte, o que representa um agravamento face ao
período homólogo do ano anterior.
(10^6 euros)

Real Homólogo Variações

%
(1) (2)
(1)/(2)

Total Proveitos 250,41 199,11 25,8%

Total Custos 451,98 359,41 25,8%

Resultado Líquido -201,57 -160,30 25,7%

A situação económica e financeira da REFER tem-se vindo a agravar ao longo dos anos. Este
facto é explicado por:

• Um agravamento do défice de exploração. Para exercer a actividade de gestão da infra-


estrutura ferroviária, a REFER cobra aos operadores uma taxa de utilização que deveria
tender, progressivamente, para a cobertura total dos custos de gestão da rede ferroviária,
até, e de acordo com o estabelecido no art.º 8º do citado Decreto-Lei nº 104/97,
deveriam ser atribuídas, a título de indemnizações compensatórias, as verbas necessárias
ao equilíbrio financeiro das suas contas, na lógica da titularidade dos direitos sobre a rede
ferroviária pertencer ao Estado, o que na realidade não tem sucedido.
• A determinação do cálculo das tarifas considera toda a capacidade potencial de venda,
mas a receita obtida corresponde à utilização efectiva, que em 2006 correspondeu
apenas a 42%. Um outro factor que condiciona a receita é o facto das tarifas terem o
crescimento condicionado a um “price cap” definido regulamentarmente.
• Uma diminuição das contribuições do Orçamento de Estado, quer sob a forma de
dotações de capital, quer ao abrigo do PIDDAC Capitulo 50, o que implicou um sistemático
recurso ao endividamento, consequentemente um incrementos dos juros de
financiamento.
• Uma redução da capitalização dos encargos financeiros relativos ao investimento,
provocada pela redução do investimento ocorrido nos últimos dois exercícios e pela
conclusão de alguns projectos de investimento. Os encargos financeiros que lhe estavam
associados passarão a sobrecarregar o défice de exploração.

74
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

BALANÇO

1. O valor do Activo apresentado no final do exercício de 2006 é de 6.914 milhões de euros,


correspondendo a um crescimento de 7% (cerca de 413,9 milhões de euros)
comparativamente com o final do exercício de 2005.
Destacam-se as variações mais significativas, em comparação com os valores do final do
exercício de 2005:
• O imobilizado corpóreo aumentou 5% (cerca de 305,5 milhões de euros),
correspondendo uma parte ao valor do Investimento em ILD’s inscrito no PIDDAC (266
milhões de euros) realizado no corrente ano.
• A rubrica existências sofreu um decréscimo de 48% (21,1 milhões de euros), justificado
pela redução de 14 milhões de euros na conta 35 – Trabalhos em curso, Os Trabalhos em
curso à data de 31.12.2005 respeitavam à construção do edifício Interrepública, que foi
vendido em Dezembro de 2006.
• Acréscimo de 18% na rubrica dívidas de terceiros – curto prazo justificado essencialmente
pelo incremento de 25% (9,3 milhões de euros) da conta outros devedores. Nesta conta
estão incluídos 6,3 milhões de euros (correspondente a 12% do saldo) a favor dos
Tribunais, para fazer face aos processos de Expropriações. A INFERVISA com um saldo de
8,7 milhões de euros, a O2 com o montante de 1,8 milhões de euros, a Parque EXPO
com 888 mil euros e a FERNAVE com um saldo de 1,1 milhões de euros, perfazem cerca
de 24% do saldo.
• Acréscimo de 54 milhões na rubrica títulos negociáveis, respeitantes a uma aplicação
financeira de curto prazo, não utilizada em amortização de empréstimos por razões de
prazo.
• Acréscimo de 461% (46 milhões de euros) na rubrica Acréscimos e Diferimentos relativos a
especializações de proveitos relativos às operações de swaps, de especializações de
facturações de Manobras dos comboios (1,9 milhões euros), de Energia Tracção (488 mil
euros), de Serviços Auxiliares CP (1 milhão de euros), do Metro Sul do Tejo (163 mil euros),
da Renda de Concessão da REFER TELECOM (874 mil euros), dos Comboios Suprimidos
(646 mil euros).
2. O valor do Capital Próprio de 2.317 milhões de euros, apresenta uma variação negativa de
5% (123,8 milhões de euros) face a Dezembro de 2005, devido aos resultados líquidos do
período (-201,57 milhões de euros) e ao incremento das Outras Reservas 77,8 milhões de
euros, repartidas por 4,5 milhões de euros referentes a Cap. 50º – PIDDAC e 73,3 milhões de
euros de Fundos Comunitários/ Fundo de Coesão.
3. O valor do Passivo ascendeu a 4.597 milhões de euros, cresceu 13% cerca de 537,8 milhões
de euros, relativamente a Dezembro de 2005. Este acréscimo explica-se pelo crescimento
das dívidas a instituições de crédito.

75
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

O recurso ao endividamento é crescente ao longo dos anos, por um lado para a cobertura
dos investimentos em ILD’s, por outro para fazer face ao crescente défice de exploração.
As contribuições para o financiamento da actividade de investimento, quer por parte do
Estado, através do Capitulo 50, quer por financiamento comunitário têm vindo a decrescer,
totalizando em 2006 o montante de 92,3 milhões de euros (35% do valor do investimento), o
valor remanescente do investimento teve que ser coberto pelo recurso ao endividamento,
este facto tem – se repetido ao longo da existência da REFER.
Em consequência do decréscimo do investimento que se tem verificado nos últimos dois
anos, tem associado em simultâneo uma redução da capitalização dos encargos financeiros
que lhe estão associados, passando assim a sobrecarregar o défice de exploração. A
acrescer a estes factos, existe um défice operacional que resulta do facto das indemnizações
compensatórias ficam sistematicamente aquém do diferencial entre as receitas provenientes
da prestação de serviços aos operadores e os custos que essa mesma prestação de serviços
envolve.
Neste enquadramento, e numa estratégia de gestão profissional da divida da REFER, através
da utilização dos instrumentos adequados a uma racionalização do custo associado e
redução do risco da taxa de juro, a REFER concretizou no ultimo trimestre de 2006 uma
operação refinanciamento em duas tranches num montante de 1.100 milhões de euros,
adequando assim, o prazo de financiamento à duração dos investimentos em ILD’s. O valor
em causa possibilitou a consolidação da totalidade da divida de curto prazo.

A estrutura do Activo não sofreu alterações significativas em comparação com o ano anterior, o
valor do Imobilizado representa 96% do total do Activo.
A estrutura do Passivo alterou o seu peso, a rubrica do Passivo de Médio e Longo Prazo aumentou
o seu peso representando neste período 60% do valor do Activo, o valor do Capital Próprio
representa 34% do Activo e o Passivo Curto Prazo representa 6%.

E STRUTURA DO B A L A NÇO

4,4%
95,6% 34%

60%

6%

Realizado + Disponivel Imobilizado Capital Próprio Passivo M/L Prazo Curto Prazo

76
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Indicadores

No quadro seguinte apresentam – se um conjunto de indicadores ilustrativos da actividade


desenvolvida nas diferentes vertentes da gestão: cliente, financeira e recursos humanos:

Principais Indicadores

2006 2005 2004 Variações Variações

% %
(1) (2) (3)
(1)/(2) (1)/(3)

Comboio quilómetro (CK) (10 3) 39.039 39.232 37.899 -0,5% 3%

Proveitos Utilização da Rede (€000) 53.771 55.373 55.755 -3% -4%

Investimentos Longa Duração (ILD's) (€000) 307.016 415.030 484.344 -26% -37%

Endividamento
61,90 57,30 54,39 8% 14%
(Passivo Remunerado/Activo Liquido) X100

Efectivo médio 3.654 4.024 4.362 -0,09 -16,2%

Custos com Pessoal (€000) 110.296 116.159 120.512 -0,05 -0,08

Extensão da rede (km) 3.613 3.613 3.613 N/A N/A

Com tráfego ferroviário 2.839 2.839 2.839 N/A N/A

Via Larga 2.648 2.648 2.648 N/A N/A

Electrificada 1.436 1.436 1.359 N/A N/A

Não electrificada 1.403 1.403 1.477 N/A N/A

Via estreita 192 192 188 N/A N/A

Sem tráfego ferroviário 774 774 774 N/A N/A

Densidade média PNs por km 0,46 0,48 0,52 N/A N/A

O indicador comboios quilómetro percorridos pelos operadores em 2006, registam um


crescimento de 3% face a 2004 e uma ligeira diminuição relativamente a 2005. A REFER não
controla esta variável, ela é influenciada apenas pelos operadores CP e FERTAGUS.
Os proveitos da taxa de utilização da rede, serviços essenciais, apresentam em 2006 um
decréscimo de 3% face a 2005 e 4% em relação a 2004. • A determinação do cálculo das
tarifas considera toda a capacidade potencial de venda, mas a receita obtida corresponde à
utilização efectiva, que em 2006 correspondeu apenas a 42%. Um outro factor que condiciona a
receita é o facto das tarifas terem o crescimento condicionado a um “price cap” definido
regulamentarmente.

Os investimentos em infra-estrutura de longa duração têm sofrido uma redução desde o exercício
de 2004. Apesar do abrandamento dos investimentos, as contribuições do Estado através do

77
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Capitulo 50 também reduziram drasticamente, (em 2006 recebemos 4,5 milhões de euros contra
18,1 milhões em 2005), bem como as comparticipações do financiamento comunitário (87,8
milhões de euros em 2006 e 131,8 milhões de euros – 2005), pelo que o aumento do
endividamento é inevitável.

O efectivo médio registou um decréscimo de 9% e 16,2%, relativamente a 2005 e 2004


respectivamente.
Os custos com pessoal apresentaram uma diminuição de 5% em relação a 2005 e 8% face a
2004.

As características da rede com tráfego ferroviário evidenciam de 2004 para 2006 um aumento
da rede electrificada. O crescimento de linhas electrificadas corresponde a ter de se manter
novas infra-estruturas de tracção eléctrica inexistentes até essa data, nas quais naturalmente se
inscrevem também as subestações de tracção para alimentação da catenária. A REFER
decorrente da modernização da rede, têm sido colocadas ao serviço uma quantidade
significativa de novas instalações e feita a remodelação e a reconversão tecnológica de muitas
outras que conferem à exploração ferroviária maior segurança, maior fiabilidade e flexibilidade,
maior adequação às necessidades da procura e melhor mobilidade entre modos de transporte.

78
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

PROPOSTA DE APLICAÇÃO
DE RESULTADOS

79
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Proposta
Proposta de de Aplicação
Aplicação de de Resultados
Resultados

Nos termos das disposições em vigor, propõe-se que o Resultado Líquido do Exercício – défice de
201.701.575 euros –, seja transferido para a Conta de Resultados Transitados.

Lisboa, de Março de 2006

O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PRESIDENTE Luís Filipe Melo e Sousa Pardal

VICE-PRESIDENTE Alfredo Vicente Pereira

VOGAL Romeu Costa Reis

VOGAL Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro

VOGAL Carlos Alberto João Fernandes

80
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
81
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Demonstrações Financeiras
Demonstrações Financeiras

BALANÇO
a 31 de Dezembro de 2006 (euros)
2006 2005

Código ACTIVO Notas Amortizações e


Activo bruto Activo líquido Activo líquido
Ajustamentos

IMOBILIZADO:
Imobilizações incorpóreas: 10
431 Despesas de Instalação 154.561 154.561 0 10.807
432 Despesas de Invest. e Desenv. 14.435.820 12.645.315 1.790.505 8.501.103
433 Propriedade e Outros Direitos 2.704.085 1.812.700 891.385 1.782.771
443 Imob. Incorp. em curso 6.786.132 6.786.132 5.346.983
24.080.598 14.612.576 9.468.022 15.641.664
Imobilizações corpóreas: 10
421 Terrenos e recursos naturais 148.339.011 148.339.011 139.231.805
422 Edifícios e outras construções 3.719.517.463 6.124.177 3.713.393.286 3.485.550.646
423 Equipamento básico 49.477.098 9.354.094 40.123.004 40.481.462
424 Equipamento de transporte 7.500.129 6.947.214 552.915 800.111
425 Ferramentas e utensílios 480.044 463.878 16.166 23.538
426 Equipamento administrativo 20.681.830 16.852.887 3.828.943 2.198.002
429 Outras imobilizações corpóreas 439.731 285.932 153.799 200.607
441/2/4 Imobilizações em curso 11 2.618.558.674 2.618.558.674 2.550.144.553
448 Adiantamento por conta de imobilizações corpóreas 13.490.673 13.490.673 14.299.600
48.12 6.578.484.653 40.028.182 6.538.456.471 6.232.930.324
Investimentos financeiros:
411 Partes de Capital 10 0
4111 Empresas do Grupo 16 18.881.151 18.881.151 17.859.098
4113 Outras Empresas 16 91.369 45.188 46.181 104.031
413 Empréstimos Financiamento 16
4131 Empresas do Grupo 16 54.454.625 54.454.625 35.672.625
4133 Outras Empresas 16 0 1.882.869
73.427.145 45.188 73.381.957 55.518.623
CIRCULANTE:
Existências: 34
36 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 41e22 23.204.884 248.736 22.956.148 28.913.537
35 Trabalhos em curso 0 14.375.186
32 Mercadorias 22 25.976 25.976 726.691
37 Adiantamentos p/conta compras 148.340 148.340 287.015
23.379.200 248.736 23.130.464 44.302.429

Dívidas de terceiros - Curto Prazo


21 Clientes 48.1 52.509.192 52.509.192 52.476.646
24 Estado e outros entes públicos 28 43.756.327 43.756.327 47.625.959
22/261/2/8 Outros devedores 48.5e23 47.405.550 28.888 47.376.662 38.005.504
23 143.671.069 28.888 143.642.181 138.108.109
Títulos Negociáveis
18 Outras Aplicações de Tesouraria 48.15 54.000.000 54.000.000
Depósitos bancários e caixa:
12 Depósitos bancários 15.934.195 15.934.195 3.715.395
11 Caixa 21.535 21.535 21.571
15.955.730 0 15.955.730 3.736.966

ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS:
271 Acréscimos de proveitos 48.16 46.692.486 46.692.486 4.214.771
272 Custos diferidos 9.461.794 9.461.794 5.799.415
56.154.280 0 56.154.280 10.014.186
Total de amortizações 54.640.758 47.109.802
Total de ajustamentos 21 322.812 247.704
Total do Activo 6.969.152.675 54.963.570 6.914.189.105 6.500.252.301

82
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

BALANÇO
a 31 de Dezembro de 2006 (euros)

Código CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Notas 2006 2005

CAPITAL PRÓPRIO: 40
51 Capital 35 305.200.000 305.200.000
55 Ajustamentos Partes de Capital -37.167 -40.556
575 Outras reservas 3.334.470.524 3.256.622.139
59 Resultados Transitados -1.120.895.363 -960.525.882
Subtotal 2.518.737.994 2.601.255.701

88 Resultado líquido 40 -201.701.575 -160.369.481


Total do Capital Próprio 2.317.036.419 2.440.886.220

PASSIVO:
Provisões 34
293 Processos Judiciais em curso 48.4 18.509.143 18.187.589
296 Riscos e Encargos - Participadas 13.787.558 10.272.398
299 Provisão Pré Reformas 48.13 3.781 85.883
32.300.482 28.545.870
Dívidas a terceiros-Médio e Longo prazo: 29
231/2 Dívidas a instituições de crédito 48.6 4.056.222.280 2.891.871.885
261 Fornecedores de leasing 4.371 19.746
4.056.226.651 2.891.891.631

Dívidas a terceiros - Curto prazo:


12/231 Dívidas a instituições de crédito 223.383.902 832.942.071
221/3 Fornecedores, c/c 48.076.698 39.925.045
228 Fornecedores - Facturas em recepção e conferência 16.850.872 16.797.042
229 Adiantamentos a Fornecedores 17.839 17.839
261 Fornecedores de imobilizado, c/c 95.076.113 157.401.584
24 Estado e outros entes públicos 28 3.338.285 3.338.443
262/3/5+267/8/9 Outros credores 48.14 23.778.508 34.288.264
410.522.217 1.084.710.288

ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS:
273 Acréscimos de custos 48.16 96.760.670 54.026.572
274 Proveitos Diferidos 1.342.666 191.720
98.103.336 54.218.292

Total do Passivo 4.597.152.686 4.059.366.081

Total do Capital Próprio e do Passivo 6.914.189.105 6.500.252.301

DIRECTOR FINANCEIRO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PRESIDENTE Luís Filipe Melo e Sousa Pardal

Dr. Alberto Manuel Diogo


VICE-PRESIDENTE Alfredo Vicente Pereira
TECNICO OFICIAL DE CONTAS

VOGAL Romeu Costa Reis

Dra. Isabel Rasteiro Lopes


VOGAL Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro

VOGAL Carlos Alberto João Fernandes

83
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006 (euros)

Código CUSTOS E PERDAS Notas 2006 2005

61 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas:


Matérias Subsidiárias 41 25.123.052 26.333.312

62 Fornecimentos e serviços externos 103.854.000 86.658.084

Custos com o pessoal:


641+642 Remunerações 83.460.565 87.880.058
Encargos sociais:
645/7/8 Outros 26.835.593 110.296.158 28.278.841 116.158.899

662+663 Amortizações do imobilizado corpóreo e incorpóreo 10 9.139.927 10.150.897


666+667 Ajustamentos 21 29.920 186.704

67 Provisões 34 6.338.290 15.508.137 3.646.269 13.983.870

63 Impostos 6.291.996 4.411.476

65 Outros custos e perdas operacionais 3.646.451 9.938.447 3.715.579 8.127.055


(A) 264.719.794 251.261.220
683+684 Amortizações e ajustamentos de aplic. e inv. financeiros 45 381.985
681/2+685/8 Juros e custos similares 45 168.285.807 168.667.792 72.197.917
(C) 433.387.586 323.459.137
69 Custos e perdas extraordinários 46 18.588.310 35.948.488
(E) 451.975.896 359.407.625

86 Imposto s/ Rendimento Exercício 133.393 70.071


(G) 452.109.289 359.477.696

88 Resultado líquido do exercício 40 -201.701.575 -160.369.481

250.407.714 199.108.215

84
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006 (euros)

CÓDIGO DAS
PROVEITOS E GANHOS Notas 2006 2005
CONTAS

71 Vendas 20.200.000

72 Prestação de Serviços 48.1 62.966.785 65.282.830

Variação da Produção 42 -15.410.253

75 Trabalhos para a própria empresa 48.3 50.126.557 49.238.286

73 Proveitos suplementares 16.412.048 16.715.581

74 Subsídios à exploração 48.2 28.997.806 27.120.753

76 Outros proveitos e ganhos operacionais 656.988 736.073

77 Reversões de amortizações e ajustamentos 1.089.271


(B) 165.039.202 159.093.523

7812/5/6+783 Rend. de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras


Outros 136.081 6.798.611
7811/8+782/5/6/8 Outros juros e proveitos similares:
Outros 45 70.276.328 70.412.409 12.723.831 19.522.442
(D) 235.451.611 178.615.965

79 Proveitos e ganhos extraordinários 46 14.956.103 20.492.250

(F) 250.407.714 199.108.215

Resumo:
Resultados operacionais: (B) - (A) = -99.680.592 -92.167.697
Resultados financeiros: (D - B) - (C - A) = -98.255.383 0 -52.675.475
Resultados correntes: (D) - (C) = -197.935.975 0 -144.843.172
Resultados antes de impostos: (F) - (E) = -201.568.182 0 -160.299.410
Resultado líquido do exercício: (F) - (G) = -201.701.575 0 -160.369.481

DIRECTOR FINANCEIRO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PRESIDENTE Luís Filipe Melo e Sousa Pardal

Dr. Alberto Manuel Diogo


VICE-PRESIDENTE Alfredo Vicente Pereira
TECNICO OFICIAL DE CONTAS

VOGAL Romeu Costa Reis

Dra. Isabel Rasteiro Lopes


VOGAL Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro

VOGAL Carlos Alberto João Fernandes

85
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMOSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006 (euros)

2006 2005

Vendas e Prestações de Serviços 83.166.785 65.282.830


Variação da Produção -15.410.253
Custo das Vendas -25.123.052 -26.333.312
Resultado Bruto 42.633.480 38.949.518

Outros Proveitos e Ganhos Operacionais 97.282.670 93.810.693


Custos de Distribuição
Custos Administrativos -235.950.291 -221.212.329
Outros Custos e Perdas Operacionais -3.646.451 -3.715.579
Resultados Operacionais -99.680.592 -92.167.697

Rendimentos de participações de capital


Relativos a empresas interligadas
Relativos a outras empresas

Rendimentos de títulos negociáveis e de outras aplicações financeiras


Relativos a empresas interligadas 3.522.976 3.965.931
Outros 136.081 6.798.611

Outros Juros e proveitos similares


Relativos a empresas interligadas 1.590.267 597.736
Outros 65.163.086 8.160.164

Amortizações e provisões de aplicações e investimentos financeiros -381.985

Juros e custos similares


Relativos a empresas interligadas -2.504.312 -394.090
Outros -165.781.496 -71.803.828
Resultados Correntes -197.935.975 -144.843.173

Proveitos e Ganhos extraordinários 14.956.103 20.492.250


Custos e Perdas extraordinários -18.588.310 -35.948.487
Resultado Antes de Impostos -201.568.182 -160.299.410

Imposto sobre o rendimento do exercício -133.393 -70.071


Resultado Líquido do Exercício -201.701.575 -160.369.481

DIRECTOR FINANCEIRO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PRESIDENTE Luís Filipe Melo e Sousa Pardal

Dr. Alberto Manuel Diogo


VICE-PRESIDENTE Alfredo Vicente Pereira
TECNICO OFICIAL DE CONTAS

VOGAL Romeu Costa Reis

Dra. Isabel Rasteiro Lopes


VOGAL Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro

VOGAL Carlos Alberto João Fernandes

86
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

ANEXO AO BALANÇO E
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS
87
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Anexo Balanço e Demonstração dos Resultados


Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados

Nota Introdutória

A Rede Ferroviária Nacional – REFER, E.P., abreviadamente designada por REFER, E.P. é uma
entidade pública empresarial, dotada de autonomia administrativa e financeira e de património
próprio, sujeita à tutela dos Ministérios das Finanças e do Equipamento Social, com sede na
estação de Santa Apolónia em Lisboa e foi constituída pelo Decreto-Lei nº 104/97 de 29 de Abril
tendo como actividade principal a prestação de serviço público de gestão da infra-estrutura
integrante da rede ferroviária nacional e ainda tem como atribuição a construção, instalação e
renovação das Infra-estruturas ferroviárias.

Nota 1. Derrogações ao POC

As demonstrações financeiras da empresa foram elaboradas, nos seus aspectos mais


significativos, em conformidade com o Plano Oficial de Contabilidade (POC), aprovado pelo
Decreto-Lei n.º 410/89, de 21 de Novembro, assim como com as alterações que lhe foram sendo
introduzidas, nomeadamente as do DL 35/2005 de 17 de Fevereiro.

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano Oficial de


Contabilidade. As notas cuja numeração se encontra ausente deste anexo não são aplicáveis à
Empresa ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras.

Os bens imobilizados de domínio público não são objecto de amortização (ver nota 3.1.2)

Todos os valores estão expressos em Euros (Eur), salvo indicação em contrário.

Nota 2. Comparabilidade do conteúdo das contas

No exercício de 2006, a REFER não procedeu a alterações de práticas ou políticas contabilísticas.

Em relação à FERTAGUS, até Novembro de 2005 não era efectuada qualquer facturação, visto
que de acordo com o contratualmente estabelecido, o tráfego encontrava-se abaixo da banda
mínima de referência, para poder ser facturada. Nos termos do Dec-Lei nº 189-B/200, de 2 de
Junho, cabia ao Estado a compensação à REFER dos montantes em dívida daquela taxa, valor
incluído no montante de Indemnizações Compensatórias recebidas.

De acordo com a alínea b) do nº IX da Directriz Contabilística nº 28/01, de 6 de Junho, a


empresa optou por não reconhecer, os activos e passivos por impostos diferidos, relativos à
primeira aplicação da referida Directriz.

88
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Quanto a impostos diferidos Activos, atendendo que existem Prejuízos Fiscais por utilizar, no valor
total de Eur 746.354.369 (ver nota 6) que dada a actual conjuntura económica e os orçamentos
dos próximos anos, não se espera que venham a existir lucros fiscais no futuro que possibilitem a
recuperação das diferenças temporárias activas.

Em relação a impostos diferidos Passivos, não existem situações que os originem.

Nota 3. Bases de apresentação e principais critérios valorimétricos

As Demonstrações Financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações,


a partir dos livros e registos contabilísticos da empresa, mantidos de acordo com os princípios
contabilísticos geralmente aceites em Portugal.

Os critérios valorimétricos utilizados em relação às várias rubricas do Balanço e da Demonstração


dos Resultados foram os seguintes:

Nota 3.1. Imobilizações


O Imobilizado é constituído, essencialmente, por Infra-estruturas Ferroviárias de Longa Duração
(ILD´s), e engloba património dos Gabinetes extintos, património transferido da CP e investimento
realizado pela REFER.

Nota 3.1.1. Imobilizações Incorpóreas


As Imobilizações Incorpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição e são amortizadas
pelo método das quotas constantes durante um período de 3 anos.

Nota 3.1.2. Imobilizações Corpóreas


Estão evidenciadas pelos valores de aquisição e/ou transferência e amortizados anualmente, em
relação aos imobilizados que não constituem bens de domínio público.

Em relação aos bens de domínio público e de acordo com o instituído pelo nº4 do artigo 22 dos
estatutos da REFER, EP, os subsídios ao Investimento são considerados em Reservas,
consequentemente a REFER E.P. não procede à amortização dos mesmos. (ver nota 3.4)

As amortizações, para os bens que não são de domínio público, são calculadas pelo método
das quotas constantes, para que o valor dos bens seja reintegrado durante a sua vida útil
estimada.

As taxas de amortização utilizadas são as previstas pelo Decreto Regulamentar 2/90, de 12 de


Janeiro e respectivas actualizações e que se resumem:

89
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Taxas

Edifícios 2% a 100%

Equipamento básico 3,33% a 100%

Ferramentas e utensílios 12,5% a 100%

Equipamento de transporte 4% a 100%

Equipamento administrativo 12,5% a 100%

Outras imobilizações corpóreas 12,5% a 100%

Os encargos financeiros inerentes à aquisição das Infra-estruturas de longa duração são


capitalizados em imobilizado em curso, até à data da sua conclusão (ver nota 11).

Nota 3.1.3. Investimentos Financeiros

Os Investimentos Financeiros dizem respeito a participações nas seguintes empresa:


• GIL – Gare Intermodal de Lisboa, SA
• FERBRITAS – Empreendimentos Industriais e Comerciais, SA

• INVESFER – Promoção e Com. de Terrenos e Edifícios, SA


• REFER TELECOM – Serviço de Telecomunicações, SA
• RAVE, SA
• FERNAVE – Formação Técnica, Psicologia Aplicada e Consultoria em Transportes e Portos, SA
• METRO MONDEGO, SA
• CPCOM – Exploração de Espaços Comerciais da CP, SA

Encontrando-se valorizadas de acordo com a Directriz Contabilística nº9 as participações das


filiais e associadas. As restantes participações encontram-se registadas de acordo com os critérios
valorimétricos do POC para os investimentos financeiros. (ver nota 16)

Nota 3.2. Existências


As existências são constituídas por matérias-primas, subsidiárias e de consumo e encontram-se
valorizadas ao custo de aquisição, utilizando-se o custo médio como método de custeio.

A Provisão à data de 31 de Dezembro de 2005 era de Eur. 247.704 tendo sido reforçada em Eur.
1.032, após a inventariação de stocks, apresentando assim um saldo de Eur. 248.736.(ver nota
21)

Os Trabalhos em curso à data de 31.12.2005 respeitavam à construção do edifício Interrepública,


que foi vendido em Dezembro de 2006.

90
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 3.3. Acréscimos e Diferimentos


A conta dá expressão ao princípio contabilístico da especialização (ou do acréscimo) do
exercício.

Nota 3.4. Subsídios atribuídos para financiamento de imobilizações corpóreas


Os subsídios atribuídos à Empresa a fundo perdido, para financiamento de imobilizações
corpóreas, são registados em reservas, conforme previsto nos estatutos da REFER, uma vez que as
ILD´s não são objecto de amortização (ver notas 3.1.2 e 40).
Em 2006 foram recebidos os seguintes subsídios:

Subsídios Recebidos 2006 2005

PIDDAC 4.508.401 18.053.705

FEDER/IOT 27.102.526 20.243.101

DGVII 478.500

FUNDO DE COESÃO 46.237.458 116.896.634

77.848.385 155.671.940

Nota 3.5. Provisões


As provisões constituídas correspondem às necessidades previstas e atendem ao PCGA (Princípios
Contabilísticos Geralmente Aceites) da Prudência (ver nota 34).

Nota 4. Activos e passivos registados em moeda estrangeira

Todos os activos e passivos expressos em moeda estrangeira, em 31 de Dezembro de 2006,


foram convertidos para Euros utilizando-se as taxas de câmbio vigentes naquela data. As
diferenças de câmbio foram contabilizadas em resultados.

Moeda Cotação

Francos Suíços 1,6069

Dólar 1,3170

Coroa Sueca 9,0404

As diferenças de câmbio, favoráveis e desfavoráveis, originadas pelas diferenças entre as taxas


de câmbio em vigor na data das transacções e as vigentes na data das cobranças ou
pagamentos, foram registadas como proveitos e custos na demonstração de resultados do
exercício.

Nota 6. Impostos Diferidos

91
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Conforme mencionado na nota 2, a REFER não reflectiu nas suas contas o valor de impostos
diferidos, porque o valor de resultados transitados fiscais dos últimos seis anos, são os seguintes:

Exercício Montante

2000 88.572.597
2001 124.998.468
2002 118.234.573
2003 110.760.838
2004 144.237.869
2005 159.550.024

746.354.369

Nota 7. Número médio de pessoal

O número médio de pessoas ao serviço da empresa, no presente exercício foi de 3.654


empregados, (4.024 empregados em 2005).

Nota 8. Despesas de instalação, de investigação e desenvolvimento e propriedade industrial


As Despesas de Instalação incluem custos com a constituição da REFER.

As Despesas de Investigação e Desenvolvimento reportam-se a custos com estudos e projectos


relacionados com a actividade da empresa, bem como despesas com o desenvolvimento de
aplicações genéricas. Em relação aos activos com o desenvolvimento das aplicações genéricas,
a partir de 2006 passaram a ser consideradas na rubrica de Imobilizado Corpóreo
correspondente, atendendo ao critério valorimétrico para as imobilizações, preconizado no POC.

Nota 10. Movimento do Activo imobilizado


O movimento ocorrido na rubrica de imobilizações e as respectivas amortizações que constam
do balanço estão discriminados nos mapas 10.1 e 10.2. As transferências entre contas
correspondem para além da passagem de imobilizado em curso para definitivo, a correcções
na classificação de alguns bens.

Nota 11. Custos financeiros capitalizados

Durante o exercício foram imputados a Imobilizações em Curso custos financeiros relacionados


com empréstimos contraídos para as financiar. Deste modo, foram capitalizados Eur 37.790.005,
dos quais Eur. 35.332.899 são juros dos empréstimos do BEI, do Banco Berlim, do Banco ABN e do
Banco WestLB, sendo o restante referente às Taxas de Aval dos financiamentos referidos. (ver nota
14b)

92
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 14. Caracterização das Imobilizações Corpóreas e em Curso:


a)
• Não existem Imobilizações em poder de terceiros
• A totalidade das Imobilizações estão afectas à actividade da empresa
• Imobilizações implantadas em propriedade alheia:
As Imobilizações Corpóreas implantadas em propriedade alheia ascendem a Eur
127.393 e referem-se a Edifícios situados na Av. Fontes Pereira de Melo, nº3-10ºEsq,
no Terreiro do Paço, na Av. Columbano Bordalo Pinheiro, nº108 a 108c, na Rua Diogo
Couto, nº1 – 1ºao 6º e no Parque das Nações (Edifício ART’s) – Av. D. João II, lote
1.18.0-bloco A. Existem ainda Imobilizações em Curso no valor de Eur 508.682
referentes a estas instalações.
• Não existem Imobilizações localizadas no estrangeiro

b) Encargos Financeiros Capitalizados

Aumentos do
01.01.2006 31.12.2006
Ano

Encargos Financeiros
Juros 160.534.131 35.332.899 195.867.030
Taxa de Aval 8.043.985 2.457.317 10.501.302

168.578.116 37.790.216 206.368.332

NOTA 15. LOCAÇÃO FINANCEIRA


À data de 31.12.2006 existiam os contratos de Locação Financeira com as seguintes locadoras
em relação a veículos e equipamentos:

Valor Valor
Locadora Equipamento Amortizações
Contrato em divida

SGALD Veiculos 431.724 130.421 301.303


Rentilusa Veiculos 248.435 231.934 16.501
Classis Renting Veiculos 694.748 345.788 348.960
Lease Plan Veiculos 808.352 488.165 320.187
Europcar Veiculos 135.952 69.925 66.027
RICOH Fotocopiadoras 241.358 153.852 87.506
Fax 106.888 23.528 83.360
Impressoras 107.151 27.021 80.130
2.774.608 1.470.634 1.303.974

Nota 16. Empresas do grupo, associadas e participadas

93
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Capitais Resultado Valor de


Empresas Participação %
Próprios Exercício Balanço
Do Grupo
FERBRITAS 98,43% 4.224.035 -2.522.619 4.157.717
Empreend. Industriais e Comerciais, AS
Rua José da Costa Pedreira nº11 - Lisboa
INVESFER 99,33% -5.060.508 -4.274.715
Promoção e Com. De Terrenos e Edif., AS
Palácio de Coimbra - Rua de Santa Apolónia nº 51 - Lisboa
REFER TELECOM 100,00% 13.319.759 3.427.241 13.319.759
Serviços de Telecomunicações, AS
Estação de Santa Apolónia - Lisboa
RAVE 40,00% 2.234.233 -44.772 893.693
Av D.João II Lote 1.07.2.1, 1º Piso- Parque das Nações - Lisboa
CPCOM - Exploração de Espaços Comerciais da CP, AS 80,00% 637.477 119.669 509.982
Av. Da República, 90 Galeria Fracção 4 - Lisboa

18.881.151
Associadas
GIL 33,00% -26.548.352 -2.733.102
Gare Intermodal de Lisboa, AS
Av.Marechal Gomes da Costa, nº 37 - Lisboa

Outras Empresas
FERNAVE 10,00% 461.801 -1.538.198 64.494
Formação Técnica, Psicologia Aplicada e Consultoria
em Transportes e Portos,AS
Rua Castilho nº 3 - Lisboa
METRO MONDEGO 2,50% -445.316 -790.739 26.875
Praça 8 de Maio, 38 - Coimbra
91.369
18.972.520

As informações supra referidas relativas às empresas participadas foram extraídas das respectivas
demonstrações financeiras relativas ao exercício em aprovação, sendo que as referentes à
empresa GIL são definitivas e as das restantes empresas foram-nos apresentados os dados
provisórios.

As participações financeiras que detemos sobre as empresas do grupo e associadas são


valorizadas pelo método da Equivalência Patrimonial.

A REFER constituiu uma provisão para participadas para retractar as suas responsabilidades
decorrentes da participação nos capitais próprios das entidades GIL e Invesfer. (ver nota 34).

Em relação à FERNAVE e ao METRO MONDEGO, foi constituída uma Provisão para Investimentos
Financeiros, para fazer face à perda de valor de mercado verificado a 31.12.2006. (ver nota 45),
no montante de Eur.45.188.

94
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Os empréstimos às empresas do Grupo – FERBRITAS e INVESFER concedidos em anos anteriores,


não foram objecto de reembolso, tendo-se reforçado em 2006 o valor à INVESFER no montante
de 18.782.000 euros.
O empréstimo da FERNAVE foi utilizado na cobertura de prejuízos conforme explicitado na nota
45.
Os referidos empréstimos estão repartidos do seguinte modo:

Empresa 2006 2005

Empresas do Grupo
Ferbritas 997.861 997.861
Invesfer 53.456.764 34.674.764
Outras Empresas
Fernave 1.882.869

54.454.625 37.555.494

Os empréstimos à INVESFER vencem juros à taxa Euribor 12M + 0,5% e serão reembolsados entre
2007 e 2009. Para o exercício de 2006, foram reconhecidos Eur. 1.590.267 de juros pelo
financiamento prestado. (ver nota 45).

Nota 21. Ajustamentos


O movimento ocorrido nas rubricas do activo circulante, foi o seguinte:

Saldo Saldo
Contas Aumentos Reversão
Inicial Final

Investimentos Financeiros
Outras Empresas 45.188 45.188
0
Existências 0
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo 247.704 1.032 248.736
0
Outros Devedores
Devedores Cobrança Duvidosa 28.888 28.888

247.704 75.108 0 322.812

Nota 22. Mercadorias


Em 31.12.2006 esta rubrica decompõe-se do seguinte modo:

2006 2005

Mercadorias em trânsito 25.976 121.751

Mercadorias em poder de terceiros 604.940

25.976 726.691

95
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

O valor referente a Mercadorias em Trânsito refere-se a Aparelhos de Mudança de Via (AMV’S),


cujos desenhos não estão aprovados, não podendo ser criada a respectiva nomenclatura. Estes
AMV’s transitaram nesta rubrica do exercício anterior.

Nota 23. Dívidas de Cobrança Duvidosa


No presente exercício existiu a necessidade de constituir provisão para devedores de cobrança
duvidosa, num montante de Eur. 28.888, repartidos do seguinte modo: (ver nota 21)

Valor

Benaterras 6.818

Aetur 22.070

28.888

O saldo da Benaterras data de 2001 a 2003 e o saldo da Aetur vem de 2003 até Janeiro de
2006.

Nota 25. Dívidas activas e passivas com o pessoal

2006 2005

Saldos Credores 1.329.995 732.685

Saldos Devedores 1.039.816 617.566

Nota 28. Estado e Outros Entes Públicos


À data de 31 de Dezembro de 2006, não existiam dívidas em situação de mora com o Estado e
Outros Entes Públicos. O valor desta rubrica é decomposto por:

2006 2005

Activo Passivo Activo Passivo

IVA 41.985.190 46.842.596 45.790


Imp. S/ Rendimento 1.451.725 1.038.873 355.866 985.228
Segurança Social 319.412 1.988.351 427.497 2.104.169
Outros 311.061 203.257

43.756.327 3.338.285 47.625.959 3.338.444

Do valor de IRC devedor, o valor de Eur. 20.000 refere-se a um erro aritmético originado na
declaração modelo 22 , de Fevereiro 2000, tendo sido objecto de pedido de reembolso, o qual
já foi deferido em Fevereiro de 2006, mas ainda não foi reembolsado; Eur. 354.490 é referente

96
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

aos pagamentos especiais por conta desde 2000 até 2006 e o valor restante é referente às
retenções efectuadas na fonte, em 2006, por entidades devedoras de rendimentos prediais e
financeiros e que irá ser deduzido ao pagamento do IRC do ano 2006.

O saldo devedor a Segurança Social justifica-se por a REFER ser empresa centralizadora e, neste
âmbito, substituir-se temporariamente à Segurança Social, pelo pagamento devido aos
trabalhadores na situação de baixas/licenças médicas.

A rubrica Outros refere-se ao Imposto de Selo, pago no mês de Janeiro 2007.

Nota 29. Dívidas a terceiros a mais de cinco anos


As dívidas a Médio e Longo prazo encontram-se repartidas do seguinte modo:

Descrição Valor Data Fim Taxas

Dívidas a Instituições bancárias a mais de 5 anos


BEI - Travessia Ferroviária do Tejo 89.783.621 15.09.2016 3,650%
BEI - Projecto Linha do Douro 39.504.793 15.09.2016 3,650%
BEI - Travessia Ferroviária do Tejo - B 66.506.386 15.09.2017 3,650%
BEI - CPIII Linha do Norte - B 49.879.790 15.06.2022 3,650%
BEI - CPIIE 11.782.224 15.06.2012 3,700%
BEI - Linha do Minho - A 58.351.102 15.09.2018 3,650%
BEI - Travessia Ferroviária do Tejo - C 76.640.358 15.09.2018 3,650%
BEI - CPIIB 7.980.766 15.09.2011 3,298%
BEI - CPIII Linha do Norte - D 25.937.491 15.09.2020 3,650%
BEI - Ligação ao Algarve - A 90.000.000 15.09.2021 3,650%
BEI - Ligação ao Algarve - B 30.000.000 15.03.2022 3,650%
BEI - Linha do Minho - B 59.855.748 15.09.2021 3,650%
BEI - CPIII2 Linha do Norte A 100.000.000 15.03.2022 3,650%
BEI - CPIII2 Linha do Norte B2 200.000.000 15.06.2022 3,650%
BEI - Suburbanos 100.000.000 16.06.2024 3,650%
BEI - Suburbanos B 100.000.000 15-09-2025 3,615%
ABN 300.000.000 11.04.2011 3,574%
WESTLB 200.000.000 08.10.2012 3,604%
Eurobond 05-15 600.000.000 16-03-2015 4,000%
Eurobond 06-21 500.000.000 13-12-2021 4,250%
Eurobond 06-26 600.000.000 16-11-2026 4,047%
3.306.222.281

Empréstimo Logo < 5 anos 250.000.000 30-01-2008 4,32%


Empréstimo Logo < 5 anos 250.000.000 30-01-2009 4,37%
Berlin 250.000.000 04.08.2010 3,335%
4.056.222.281

Os empréstimos do BEI, ABN, Berlin e Westlb foram contraídos exclusivamente para financiamento
de projectos de investimento. Os juros são pagos trimestral, semestral ou anualmente e
postecipadamente. Com excepção dos empréstimos do ABN, do Berlin, do WestLB,do Eurobond
06/26, Eurobond 06/21 e do Logo Securities que serão pagos de uma só vez, nos restantes o capital
é reembolsado em anuidades iguais e consecutivas, após o período de carência. Todos os

97
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

empréstimos, com excepção do Logo Securities, o JP Morgan e o Eurobond 06/21, têm Aval do
Estado (ver nota 48.6)

Nota 32. Garantias prestadas


Em 31 de Dezembro de 2006 a REFER tinha assumido responsabilidades por garantias prestadas,
como segue:

Garantias Bancárias Prestadas a Tribunais 116.669


Outras Garantias· 2.731.333

Livranças prestados pela REFER 75.000.000

Estas livranças estão associadas às linhas de crédito obtidas.

Nota 34. Movimento ocorrido nas provisões


O desdobramento das contas de Provisões acumuladas e respectivo movimento do exercício foi
o seguinte:

Contas Saldo Inicial Aumentos Redução Saldo Final

293 - Proc. Judiciais em curso 18.187.589 1.083.025 761.470 18.509.144

296 - Provisões Participadas 10.272.398 5.255.265 1.740.105 13.787.558

299 - Prov. Pré Reformas 85.883 82.102 3.781

28.545.870 6.338.290 2.583.677 32.300.483

A Provisão dos Processos Judiciais em curso inclui os processos cíveis e processos de relações de
trabalho. (ver nota 48.4)

A Provisão para Participadas destina-se a retractar a responsabilidade da REFER decorrente da


participação nos capitais próprios da GIL – Gare Intermodal de Lisboa, SA e Invesfer, SA os quais
apresentam valores negativos, deste modo o valor apresentado refere-se a Eur. 8.760.956 e Eur.
5.026.602, respectivamente.

A Provisão para Pré Reformas diz respeito a pessoas que transitaram da CP em situação de Pré
Reforma, pelo que foi constituída a respectiva provisão, sendo utilizada nos exercícios a que
dizem respeito. Esta provisão termina em 2007.

98
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 35. Movimento ocorrido no capital


O Estado Português detém 100% do capital da REFER. O Capital Estatutário no presente exercício
não sofreu qualquer alteração.

Nota 40. Variação das outras rubricas de capital próprio


O movimento ocorrido nas rubricas de Capitais Próprios, das rubricas constantes no balanço, foi o
seguinte:

Contas Saldo Inicial Aumentos Regularizações Saldo Final

51 - Capital Estatutário 305.200.000 305.200.000


55 - Ajustamentos de Partes de Capital -40.556 3.389 -37.167
57 - RESERVAS
575 - Subsídios
Transferidas:
dos extintos GNFL, GNFP, GECAF 678.085.773 678.085.773
da CP ( Anexo III e 2º Semestre) 128.604.887 128.604.887
da CP (Anexo IV e V) 716.452.794 716.452.794
Subsidios obtidos:
PIDDAC 630.890.756 4.508.401 635.399.157
FEDER/IOT 390.326.885 27.102.526 417.429.411
F COESÃO 657.842.782 46.237.458 704.080.240
DGTREN 1.725.185 1.725.185
DGVII 10.259.003 10.259.003
Expo 98 31.147.349 31.147.349
UE - Feder 7.101.823 7.101.823
AP Lisboa 949.736 949.736
INTF 158.713 158.713
SETEP 8.479 8.479
REN 2.418.465 2.418.465
PRODOURO 67.338 67.338
COPÉRNICOS 9.572 9.572
AP Aveiro 373.529 373.529
3.256.423.069 77.848.385 0 3.334.271.454
576 - Doações 199.070 0 199.070
57 - RESERVAS 3.256.622.139 77.848.385 0 3.334.470.524
59 - Resultados transitados -960.525.882 -160.369.481 -1.120.895.363
Resultado do exercício -160.369.481 -201.701.575 160.369.481 -201.701.575
2.440.886.220 -284.219.282 160.369.481 2.317.036.419

Nota 41. Custo das mercadorias vendidas e matérias consumidas


Demonstração do custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas:

2006 2005

Existência Inicial 29.161.241 23.642.600


Compras 18.165.321 29.942.583
Regularizações Existências 1.001.374 1.909.370
Existências Finais -23.204.884 -29.161.241

Custos no exercício 25.123.052 26.333.312

99
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Estes custos correspondem a material vendido e consumido, material incorporado no


Investimento e na regeneração de Aparelhos de Mudança de Via.

Nota 42. Variação da Produção


No presente exercício a REFER procedeu à alienação do edifício Interrepublica, pelo que a
variação da produção é a seguinte:

Valor

Existência Inicial 14.375.186


Aumentos 1.035.067
Existências Finais 0

Aumento/redução no exercício -15.410.253

Nota 43. Remunerações dos membros dos Órgãos sociais

Informação a que se refere a Resolução do Conselho de Ministros n.º 155/2005 de 8 de Setembro de 2005:
2006 2005

Descontos Descontos
Regime da Remunerações Remunerações Remunerações Remunerações
Patronais para Patronais para
Segurança Social Principais Acessórias Principais Acessórias
a SS a SS

Conselho de Administração (de 01/01/2005 a 26/10/2005)


José de Sá Braamcamp Sobral Presidente Regime Normal 52.767,00 48.716,00 18.024,00
José Osório da Gama e Castro Vice Presidente CGA 53.391,00 37.742,00 17.611,00
Luís Miguel dos Reis Silva Vogal Regime Normal 48.845,00 40.262,00 16.749,00
José Roque de Pinho Marques Guedes Vogal Regime Normal 47.239,00 37.748,00 16.367,00
Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho Vogal Pensão de Velhice 53.857,00 72.044,00 11.729,00

Conselho de Administração (de 27/10/2005 a 31/12/2005)


Luís Filipe Melo e Sousa Pardal Presidente Regime Normal 68.223,00 30.084,00 18.607,00 10.139,00 10.663,00 4.098,00
Alfredo Vicente Pereira Vice Presidente Regime Normal 64.641,00 26.786,00 17.757,00 9.593,00 5.344,00 2.864,00
Romeu Costa Reis Vogal CGA 60.546,00 25.497,00 0,00 8.969,00 9.257,00 0,00
Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro Vogal Regime Normal 60.546,00 26.430,00 16.784,00 8.969,00 10.127,00 3.690,00
Carlos Alberto João Fernandes Vogal CGA 60.546,00 25.481,00 0,00 8.969,00 9.257,00 0,00

TOTAL 314.502,00 134.278,00 53.148,00 302.738,00 281.160,00 91.132,00

Nas remunerações acessórias do Conselho de Administração estão incluídos o subsídio de


acumulação de funções previsto na Resolução do Conselho de Ministros nº 29/89 de 26 de
Agosto, nº 17.

Remunerações da Comissão de Fiscalização:


2006
Remunerações Descontos Patronais
Principais para a SS

José António Coelho Alves Portela Presidente C.F (Até Agosto 2006) 8.713

Hilário Manuel Marcelino Teixeira 11.406 2.709

20.119 2.709

100
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 45. Demonstração dos Resultados Financeiros


A demonstração dos resultados financeiros é como segue:

2006 2005

Custos e perdas Financeiras


681 - Juros suportados 162.458.197 61.913.629
682 - Perda Emp.Grupo e Assoc. 2.504.312 394.090
684 - Ajustamentos Aplicações Financeiras 381.985
685 - Diferenças de câmbio desfavoráveis 7.412 25.778
688 - Outros custos e perdas financeiras 3.315.886 9.864.420
Resultado Financeiro -98.255.383 -52.675.475
70.412.409 19.522.442
Proveitos e ganhos Financeiros
781 - Juros Obtidos 66.860.830 7.681.205
782 - Ganhos Emp.Grupo e Assoc. 3.522.976 3.965.931
785 - Diferenças de câmbio favoráveis -774 2.934
786 - Descontos de pronto pagamento 28.954 16.912
788 - Reversões e outros prov. e ganhos financ. 423 7.855.460
70.412.409 19.522.442

Dos juros suportados, cerca de 27% dizem respeito a juros de empréstimo obrigacionista, cerca
de 31 % a empréstimos de MLprazo, perto de 22 % dizem respeito a juros suportados com os
SWAP’s e os restantes 20% referem-se a juros das Linhas de Crédito, a Papel Comercial e a
Descobertos Bancários.

As Perdas em Empresas do Grupo e Associadas, referem-se ao ajustamento das participações na


FERBRITAS e na RAVE.

O valor de Ajustamentos de Aplicações Financeiras diz respeito às empresas FERNAVE e METRO


MONDEGO, em Eur. 355.110 e 26.875, respectivamente. O valor respeitante à FERNAVE
decompõe-se em dois, cerca de Eur. 336.796 referem-se à perda que a REFER teve que quinhoar
na proporção da sua participação na cobertura dos prejuízos para reforço da cobertura do
capital daquela empresa, efectuado em Novembro de 2006. A parte restante, Eur. 18.314,
refere-se ao ajustamento pela perda de valor de mercado a 31.12.2006.

A rubrica, Outros Custos e Perdas Financeiras, é composta do seguinte modo:

2006 2005

Serviços Bancários 901.685 1.578.118


Gastos c/Emissão Obrigações 19.595 3.528.733
Taxa Aval 1.245.691 1.509.061
Diferenças arredondamentos 27 3
Outros não específicados 1.148.888 3.248.504

3.315.886 9.864.419

101
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

A Taxa de Aval diz respeito aos empréstimos BEI, ABN, Berlin e WestLB tendo sido capitalizada
adicionalmente em Eur 2.457.317. (ver nota 14 b)

O valor dos Outros não especificados diz respeito às despesas com os empréstimos Logo
Securities I e II, contraídos em 2003 e que estão a ser diferidas por 5 e 6 anos, respectivamente.

Cerca de 97% dos juros obtidos referem-se a ganhos com os Swap’s. Encontram-se também
registados nesta conta Eur. 1.590.267 referentes a juros cobrados à Invesfer pelos Suprimentos
concedidos. (ver nota 16).

Os Ganhos em Empresas do Grupo referem-se à Equivalência Patrimonial efectuada em relação


à REFER Telecom e CPCom.

Nota 46. Demonstração dos Resultados Extraordinários


A demonstração dos resultados extraordinários é como segue:

2006 2005

Custos e perdas Extraordinárias


691 - Donativos 36.383 27.000
693 - Perdas em Existências 95.297 258.944
694 - Perdas em Imobilizações 62.902 67.745
695 - Multas e penalidades 38.354 11.201
696 - Aumentos de Amortizações 3.096 218.524
697 - Correcções Exercícios Anteriores 10.698.234 19.348.278
698 - Outros custos e perdas extraordinários 7.654.044 16.016.797
Resultado Extraordinário -3.632.207 -15.456.239
14.956.103 20.492.250

Proveitos e ganhos Extraordinários


791 - Restituição Impostos 595 2.608
793 - Ganhos em Existências 139.022 343.622
794 - Ganhos em Imobilizações 79.009 6.146.533
795 - Benef. Penal. Contratuais 63.507 37.822
796 - Reduções de Provisões 843.573 2.948.250
797 - Correcções Exercícios Anteriores 13.829.961 10.999.232
798 - Outros proveitos e ganhos extraordinários 436 14.183

14.956.103 20.492.250

Cerca de 23% do saldo da rubrica Custos e Perdas – Correcções Exercícios Anteriores,


corresponde a correcções efectuadas na rubrica de Imobilizado, pois foram consideradas nesta
indevidamente em 2005; cerca de 11% referem-se a custos de manutenção na Linha do Minho
de Julho a Dezembro de 2005 não reconhecidos na devida altura e 6% refere-se a valores de

102
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Imposto de Selo de 2003 a 2005 sobre Operações Financeiras que não foram reconhecidos em
custos nos respectivos exercícios.

Em Outros Custos e Perdas Extraordinários cerca de 95% da conta referem-se às Indemnizações


de Rescisões por mútuo acordo do ano corrente, os restantes 5% dizem respeito às Pré Reformas
(ver Nota 48.12).

Na rubrica Reduções de Provisões, cerca de 10% diz respeito à utilização da Provisão para Pré
Reformas e 90% está relacionado com os Processos Judiciais resolvidos. (ver nota 34)

Na rubrica Proveitos e Ganhos - Correcções de Exercícios Anteriores perto de 30%, diz respeito à
alienação de uma parcela de terreno em Julho de 2005 e cujo registo contabilístico só foi
efectuado em 2006, cerca de 21% refere-se à correcção da Provisão de Férias e Subsídio de
Férias de 2005 e cerca de 10% referem-se a facturações de exercícios anteriores pela utilização
da Infra-estrutura, decorrentes das alterações ao Directório de Rede.

Nota 47. Informações exigidas por diplomas legais


Nota 47.1. Informação a que se refere o Despacho do Secretário de Estado do Tesouro,
de 25 de Junho de 1980:
• Encargos com estruturas representativas dos trabalhadores
Para os trabalhadores envolvidos a tempo inteiro - Dirigentes Sindicais e
Comissão de Trabalhadores - foram determinados encargos para a estrutura
representativa dos trabalhadores, no exercício de 2006 no montante total de
Eur. 177.259 discriminado do seguinte modo:

Montante

Retribuição Mensal 101.027


Diuturnidades 9.426
Sub. Férias e Décimo Terceiro mês 20.029
Contribuição Patronal 33.621
Outros 13.156

177.259

• Número de trabalhadores envolvidos


A tempo parcial (nº médio):
Dirigentes sindicais 130
Comissão e Subcomissões 17
A tempo inteiro:
Dirigentes sindicais 8

103
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 47.2. Informação a que se refere o Decreto – Lei nº 411/91 de 17 de Outubro:


A dívida à Segurança Social – T.S.U. ascende a Eur 1.988.351, não se encontrando
qualquer valor em situação de mora.

Nota 48. Informações adicionais


Outras informações consideradas relevantes para melhor compreensão da posição financeira e
dos resultados:

Nota 48.1. A REFER começou no exercício de 1999 a fase de exploração das suas infra-estruturas
e consequentemente a cobrança da taxa de uso aos operadores ferroviários – CP e FERTAGUS,
bem como outros serviços.

À data de 31.12.2006 a dívida daquelas duas entidades está repartida do seguinte modo:

2006 2005

CP 49.361.367 48.351.938
Fertágus 3.147.825 4.124.708

52.509.192 52.476.646

Neste exercício foi facturado à CP e à FERTAGUS, referente a taxa de uso o total de Eur 51.317.514
e Eur. 2.453.940, respectivamente, que representam 85 % do valor de Prestações de Serviços.

Nota 48.2. Durante o presente exercício foram contabilizados Eur 28.997.806 a título de
Normalização de contas (RCM 557/2006 e 158/2006), isto é, Indemnizações compensatórias
recebidas do Estado.

Nota 48.3. Os Trabalhos para a Própria Empresa englobam os custos com os materiais, mão de
obra e equipamentos aplicados no investimento, os custos de funcionamento dos órgãos
directamente relacionados com o investimento e parte dos custos de estrutura dos restantes
órgãos da empresa, no valor de Eur 50.085.573.

Nota 48.4. No final do exercício de 2006, os processos judiciais, em curso, referentes a


expropriações, atingem o valor de Eur 3.624.105. Os processos judiciais objecto de provisão
referem-se a acidentes e pedidos de indemnização por estragos, por ocupação de terreno, etc,
que ascendem a Eur 9.154.627, dos quais Eur. 6.800.000 são do Grupo Dragados SA, e a
processos das relações do trabalho que atingem o montante de Eur 9.354.514.

104
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 48.5. A rubrica Outros Devedores é composta por:

2006 2005

Fornecedores 7.496.641 1.226.298


Pessoal 1.039.816 617.566
Valores a Regularizar 4.860.399 4.651.505
Outros devedores e credores 33.912.960 31.420.795
Outros 95.734 89.340

47.405.550 38.005.504

Cerca de 30% do valor da rubrica Valores a Regularizar, referem-se a IVA de facturas que tinham
mais de um ano e como tal não podia ser deduzido.Com a alteração que se verificou no CIVA,
já se pode deduzir IVA de facturas até 2 anos de antiguidade, pelo que estes valores vão ser
recuperados. Perto de 52% referem-se a facturas da REFER TELECOM que aguardam repartição
dos órgãos quer por centro de custo, quer por PEP.

Na rubrica Outros Devedores, encontram-se Eur. 6.253.494 (correspondente a 12% do saldo) a


favor dos Tribunais, para fazer face aos processos de Expropriações. A Infervisa, a O2, a Parque
Expo e a FERNAVE perfazem cerca de 37% do saldo.

Nota 48.6. Existem Eur 2.491.871.885 referentes a Avales prestados pelo Estado, pelos
empréstimos do BEI, dos Empréstimos dos Bancos Berlin, ABN e WestLB.

Nota 48.7. À data de 31 de Dezembro de 2006 existem Eur 201.256.166 de Garantias Bancárias
Recebidas de Fornecedores, e Eur 35.569.338 referentes a Outras Garantias Recebidas de
Fornecedores.

Nota 48.8. Em relação a Garantias Bancárias Recebidas de Clientes/Devedores, existem, à data


de 31.12.2006, Eur 2.529.376.

Nota 48.9. Com a aquisição das acções da FERBRITAS, a REFER assumiu em 1999 integralmente
as obrigações daí decorrentes, o que origina que a REFER passou a ser responsável pelas cartas
de conforto subscritas a favor do Banco Mello relativas a Leasings Imobiliários / Financiamentos de
Médio e Longo Prazo até aos montantes de Eur 4.239.782 e Eur 498.798, respectivamente.

Nota 48.10. Em relação à Invesfer, a REFER é responsável pelas cartas de conforto que foram
subscritas a favor do BPI, relativas a crédito de curto prazo, Médio e Longo prazo e leasing de
viaturas, até aos montantes de Eur 274.339, Eur 39.904 e Eur 67.116, respectivamente.

105
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Nota 48.11. Para a FERNAVE, a REFER é responsável pela carta de conforto subscrita a favor do
Banco Espírito Santo, relativa a um financiamento de curto prazo até ao montante de Eur
2.743.388.

Nota 48.12. Cerca de 98,59% do total de Imobilizações Corpóreas, correspondem a Imobilizado


de conta do Estado (ILD`s). Assim, esta rubrica atingiu em 31.12.06 Eur 6.485.462.753, dos quais
Eur 2.607.161.456 respeitam a Imobilizado em Curso.

Nota 48.13. Com a transferência de cerca de um milhar de trabalhadores pré-reformados


anteriormente à constituição da REFER que exerciam a sua actividade em áreas transferidas para
esta Empresa em 1998 e 1999, a REFER teve necessidade de constituir provisões de Eur
25.285.517, as quais estão a ser utilizadas nos exercícios a que dizem respeito. Esta provisão
termina em 2007.

Nota 48.14. A rubrica Outros Credores é composta por:

2006 2005

Credores diversos 8.425.936 10.153.717


Pessoal 1.329.995 732.685
Adiantamentos p/ vendas 13.984.750 21.743.727
Outros 37.826 1.658.135

23.778.507 34.288.264

Na rubrica Credores Diversos, a entidade Estação Viana-Centro Comercial, S.A perfaz 37% do
saldo.

Na rubrica Adiantamentos p/ vendas as firmas Visabeira e El Corte Inglês perfazem cerca de 85%
do Saldo.

Nota 48.15. A 31.12.2006 foi efectuada uma Aplicação Financeira de curto prazo no Banco
Santander de Eur. 54.000.000, com vencimento a 2 de Janeiro de 2007.

Nota 48.16. Cerca de 87% do saldo da conta Acréscimos de Proveitos diz respeito a
especializações relacionadas com os SWAP’s, assim como cerca de 75,5% da rubrica de
Acréscimos de Custos diz respeito a juros a liquidar do empréstimo obrigacionista, dos SWAP’s e
outros.

Nota 48.17. Em 2004 foi assinado um Contrato Promessa de Compra e Venda de acções da
Ecosaúde – Educação, INVESTIGAÇÃO E Consultoria em Trabalho, Saúde e Ambiente, SA,

106
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

celebrado entre a FERNAVE, a CP e a REFER, onde a FERNAVE irá alienar à CP e à REFER, na


proporção de 50% / 50% a totalidade das acções que a FERNAVE detêm da Ecosaúde. Ainda
não foi celebrado o contrato definitivo.

O DIRECTOR FINANCEIRO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PRESIDENTE Luís Filipe Melo e Sousa Pardal

Dr. Alberto Manuel Diogo


VICE-PRESIDENTE Alfredo Vicente Pereira
O TÉCNICO OFICIAL DE
CONTAS
VOGAL Romeu Costa Reis

Dra. Isabel Rasteiro Lopes VOGAL Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro

VOGAL Carlos Alberto João Fernandes

10.1 MOVIMENTO OCORRIDO NAS RUBRICAS DO ACTIVO IMOBILIZADO


Rubricas Saldo Inicial Transf/Reg Aumentos Abates Saldo Final

Imobilizações Incorpóreas
Despesas de Instalação 154.561 0 0 0 154.561
Despesas de Investigação e Desenvolvimento 24.911.506 -10.475.686 0 0 14.435.820
Propriedade Industrial e Outros Direitos 2.704.085 0 0 0 2.704.085
Imobilizações em Curso 5.346.983 -84.375 1.523.524 0 6.786.132
(1) 33.117.136 -10.560.061 1.523.524 0 24.080.599
Imobilizações Corpóreas
ILD`s (Estado)
Terrenos e Recursos Naturais 138.604.132 7.279.784 478.219 0 146.362.136
Edificios e Outras Construções 3.461.128.623 226.894.118 157.068 0 3.688.179.809
Equipamento Básico 30.268.679 0 0 0 30.268.679
Imobilizações em Curso 2.540.286.593 -239.011.385 305.886.248 0 2.607.161.456
Adiant. P/conta de Imob.Corpóreas 14.299.600 -9.145.496 8.336.568 0 13.490.673
6.184.587.628 -13.982.978 314.858.104 0 6.485.462.753
REFER
Terrenos e Recursos Naturais 627.673 1.728.771 268.194 -647.763 1.976.875
Edificios e Outras Construções 29.424.344 1.903.172 10.139 0 31.337.654
Equipamento Básico 18.196.465 646.796 367.697 -2.538 19.208.420
Equipamento de Transporte 7.495.473 943 36.289 -32.576 7.500.129
Ferramentas e Utensílios 472.605 0 7.440 0 480.044
Equipamento Administrativo 11.463.184 9.306.971 382.351 -470.676 20.681.830
Outras Imob. Corpóreas 439.325 0 405 0 439.731
Imobilizações em Curso 9.857.960 -2.712.804 4.252.060 0 11.397.216
77.977.028 10.873.849 5.324.575 -1.153.553 93.021.899
(2) 6.262.564.655 -3.109.130 320.182.679 -1.153.553 6.578.484.652
(1) + (2) 6.295.681.791 -13.669.191 321.706.203 -1.153.553 6.602.565.251
Investimentos Financeiros
Partes de Capital
Empresas do Grupo 17.859.098 -2.500.923 3.522.976 0 18.881.151
Empresas Associadas 0 0 0 0 0
Outras Empresas 104.031 0 64.494 0 168.526
Emprestimos Financiamento
Empresas do Grupo 35.672.625 0 18.782.000 0 54.454.625
Outras Empresas 1.882.869 -2.141.394 258.525 0 0
55.518.623 -4.642.317 22.627.995 0 73.504.302

107
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

10.2 MOVIMENTO OCORRIDO NAS AMORTIZAÇÕES DAS RUBRICAS

Rubricas Saldo Inicial Transf/Reg Aumentos Abates Saldo Final

Imobilizações Incorpóreas
Desp de Instalação -143.754 0 -10.807 0 -154.561
Desp Invest e Desenvolvimento -16.410.403 5.764.472 -1.999.384 0 -12.645.315
Prop Indust e Outros Direitos -921.314 0 -891.386 0 -1.812.700
-17.475.470 5.764.472 -2.901.577 0 -14.612.575
Imobilizações Corpóreas
Edificios e Outras Const -5.002.320 0 -1.121.856 0 -6.124.177
Equipamento Básico -7.983.682 -64.708 -1.306.843 1.140 -9.354.094
Equipamento de Transporte -6.695.362 0 -284.427 32.576 -6.947.214
Ferramentas e Utensílios -449.067 0 -14.812 0 -463.878
Equipamento Administrativo -9.265.182 -4.591.944 -3.466.294 470.533 -16.852.887
Outras Imob Corpóreas -238.718 0 -47.214 0 -285.932
-29.634.332 -4.656.652 -6.241.446 504.248 -40.028.182
-47.109.802 1.107.819 -9.143.023 504.248 -54.640.757

108
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMONSTRAÇÃO DE ORIGEM E APLICAÇÃO DE FUNDOS


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006

ORIGEM DOS FUNDOS APLICAÇÃO DOS FUNDOS

Internas Aumentos de imobilizações


Resultado Liquido do Exercício -201.701.575 Imobilizações Incorpóreas
Amortizações 7.653.301
Variação de provisões 3.754.612 Imob. Em Curso 1.523.524
Outros Credores -190.293.662 1.523.524

Externas Imobilizações Corpóreas


Aumentos dos capitais próprios Terrenos 746.413
Ajustamentos de Capital 3.389 Edificios e Outras Construções 167.207
Aumentos de reservas 77.848.385 Equipamento Básico 367.697
77.851.774 Equipamento de Transporte 36.289
Ferramentas e Utensilios 7.440
Movimentos financeiros a médio e longo prazo Equipamento Administrativo 382.351
Aumento das dívidas a terceiros Outras Imob. Corporeas 405
Empréstimos Obtidos 1.164.350.395 Imobilizações em Curso 296.469.121
Fornecedores Leasing -15.375 Adiantamentos 8.336.568
1.164.335.020 306.513.491

Diminuições de Imobilizações Investimentos Financeiros 17.985.678


Imobilizações Corpóreas
Terrenos 647.763
Equipamento Básico 2.538
Equipamento Transporte 32.576 Aumento dos Fundos Circulantes 727.023.992
Equipamento Administrativo 470.676
1.153.553

1.053.046.685 1.053.046.685
0

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109
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMOSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES DOS FUNDOS CIRCULANTES


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006

1. Diminuições das dívidas a terceiros a curto prazo 1. Diminuição das existências


Instituições de Crédito 609.558.168 Mat. Primas, subsidárias e de consumo 5.957.389
Estado e Outros Entes Públicos 158 Trabalhos em curso 14.375.186
Fornecedores de Imobilizado 62.325.471 Mercadorias 700.715
Outros Credores 10.509.757 Adiantamentos p/ compras 138.675
682.393.554 21.171.965
2. Aumento das dividas de terceiros
Clientes 32.546 2. Diminuição das dívidas de terceiros a curto prazo
Outros Devedores 9.371.158 Estado e Outros Entes Públicos 3.869.632
9.403.704
3. Aumentos das dívidas a terceiros a curto prazo
3. Aumento Aplicações Tesouraria 54.000.000 Fornecedores c/c 8.151.653
Fornec. Recep. E conferência 53.830
4. Aumento das disponibilidades 8.205.483
Dep. à Ordem 12.218.800
4. Variação dos acréscimos diferimentos
5. Variação dos acréscimos diferimentos Aumento de Acréscimos de Custos 42.734.098
Aumento dos Custos Diferidos 3.662.379 Aumento dos Proveitos Diferidos 1.150.946
Aumento dos Acréscimos de Proveitos 42.477.715 43.885.044
46.140.094 5. Diminuição das disponibilidades
Caixa 36

Aumento dos Fundos Circulantes 727.023.992

804.156.152 804.156.152

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110
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMOSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Método indirecto


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006

2006 2005

Actividades Operacionais :
Resultado do Exercício -201.701.575 -160.369.481
Ajustamentos:
Amortizações e Ajustamentos 7.653.301 10.132.261
Provisões 3.754.612 -1.694.809
Aumento das dívidas de terceiros -9.403.704 -21.851.812
Diminuição das dívidas de terceiros 3.869.632 3.978.656
Aumento das Existências -11.165.552
Diminuição das Existências 21.171.965 207.794
Aumento das dívidas a terceiros 8.205.483 20.212.666
Diminuição das dívidas a terceiros -682.393.554 -153.738.791
Aumento das Aplicações de Tesouraria -54.000.000
Aumento dos acréscimos de custos e proveitos diferidos 43.885.044 14.862.722
Aumento dos acréscimos de proveitos e custos diferidos -46.140.094 13.198.281
Diminuição dos acréscimos de proveitos e custos diferidos
Fluxo das actividades operacionais (1) -905.098.890 -286.228.065
Actividades de Investimento :
Investimentos financeiros 17.985.678 32.097.309
Imobilizações corpóreas 305.359.938 420.083.816
Imobilizações incorpóreas 1.523.524 4.091.351
Fluxo das actividades de investimento (2) 324.869.140 456.272.476
Actividades de Financiamento :
Empréstimos obtidos 1.164.350.395 578.985.774
Fornecedores -15.375 19.746
Aumento de capital
Ajustamentos de Partes de Capital 3.389 65.872
Reservas 77.848.385 155.753.010
Resultados Transitados
Fluxo das actividades de financiamento (3) 1.242.186.794 734.824.402

Variação de caixa e seus equivalentes 0


(4)=(1)-(2)+(3) 12.218.764 -7.676.139
Caixa e seus equivalentes no fim do periodo 15.955.730 3.736.966
Caixa e seus equivalentes no inicio do periodo 3.736.966 11.413.105
Variação de caixa e seus equivalentes 12.218.764 -7.676.139

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111
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

DEMOSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - Método directo


Periodo findo em 31 de Dezembro de 2006

2006 2005

Actividades Operacionais
Recebimentos de clientes 99.546.287 61.900.639
Pagamentos a fornecedores -797.403.412 -257.475.279
Pagamentos ao pessoal -110.296.158 -116.158.899

Fluxo gerado pelas operações -808.153.283 -311.733.539

Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento -133.393 -70.071


Outros recebimentos/pagamentos relativos à actividade operacional -160.581.463 27.055.758

Fluxos gerados antes das rubricas extraordinárias -160.714.856 26.985.687

Recebimentos relacionados com rubricas extraordinárias 13.431.776 14.964.468


Pagamentos relacionados com rubricas extraordinárias -20.074.936 -35.967.123

-6.643.160 -21.002.655
Fluxo das actividades operacionais (1) -975.511.299 -305.750.507
Actividades de Investimento
Recebimentos provenientes de:
Investimentos financeiros
Imobilizações corpóreas
Imobilizações incorpóreas
Subsidios de investimento
Juros e proveitos similares 70.412.409 19.522.442

70.412.409 19.522.442
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos financeiros 17.985.678 32.097.309
Imobilizações corpóreas 305.359.938 420.083.816
Imobilizações incorpóreas 1.523.524 4.091.351

324.869.140 456.272.476
Fluxo das actividades de investimento (2) 254.456.731 436.750.034
Actividades de Financiamento
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos 1.164.350.395 578.985.774
Fornecedores 19.746
Reservas 77.848.385 155.753.010
Outros

1.242.198.780 734.758.530
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos
Amortização de contratos
Juros e custos similares
Dividendos
Resultados Transitados
Outros -11.986 65.872
-11.986 65.872
Fluxo das actividades de financiamento (3) 1.242.186.794 734.824.402
Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)-(2)+(3) 12.218.764 -7.676.139

Efeito das diferenças de câmbio


Caixa e seus equivalentes no fim do periodo 15.955.730 3.736.966
Caixa e seus equivalentes no inicio do periodo 3.736.966 11.413.105
Variação de caixa e seus equivalentes 12.218.764 -7.676.139

DIRECTOR FINANCEIRO O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

PRESIDENTE Luís Filipe Melo e Sousa Pardal


Dr. Alberto Manuel Diogo

TECNICO OFICIAL DE CONTAS VICE-PRESIDENTE Alfredo Vicente Pereira

VOGAL Romeu Costa Reis


Dra. Isabel Rasteiro Lopes

VOGAL Alberto José Engenheiro Castanho Ribeiro

VOGAL Carlos Alberto João Fernandes

112
2006
REFER, E.P.
Relatório e Contas

Anexo à Demonstração dos Fluxos de Caixa

Descrição 2006 2005


Numerário 21.535 21.571
Depósitos bancários 15.928.744 3.715.395
Disponibilidades constantes no Balanço 15.950.279 3.736.966

As notas cuja numeração se encontre ausente deste anexo não são aplicáveis
2. Descriminação dos componentes de caixa e seus equivalentes

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