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Cap.

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HIPOTERMIA EM PREMATUROS Rafaela Galli SUMÁRIO Epidemiologia 1 Fisiopatologia 1 Etiologia 1 Referências
HIPOTERMIA EM
PREMATUROS
Rafaela Galli
SUMÁRIO
Epidemiologia
1
Fisiopatologia
1
Etiologia
1
Referências Bibliográficas
2
Neonatologia
Ponta Grossa
2015

1

1 Fisiopatologia 1 Etiologia 1 Referências Bibliográficas 2 Neonatologia Ponta Grossa 2015 1 NOME DO CAPÍTULO

NOME DO CAPÍTULO

1 Etiologia 1 Referências Bibliográficas 2 Neonatologia Ponta Grossa 2015 1 NOME DO CAPÍTULO

Neonatologia

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1 N

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A

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EPIDEMIOLOGIA

Em 2006, foram registrados 2.944.928 nascidos vivos, sendo que destes 6,6% eram prematuros. Dentre estes nascidos vivos, a mortalidade abaixo de 1 ano foi 16%o, sendo que metade dos óbitos são prematuros. Dos prematuros que vem a óbito, 68% falecem nos primeiros 7 dias (óbito neonatal precoce). A sobrevivência destes bebês está muito relacionada ao atendimento que recebem.

FISIOPATOLOGIA

Manutenção da temperatura corpórea:

I

Produção de calor fetal: 33 a 47cal/kg/min

Gradiente de temperatura arterio-venoso: 0,45 a 0,5ºC

Dissipação de calor: aproximadamente 85% pela placenta e 10 a 20% pela pele.

A pele de prematuros que nascem com idade gestacional abaixo de 30 semanas não é capaz de realizar a função de isolamento térmico pois a camada córnea é muito fina. Nesses casos, a queda de temperatura corpórea pode chegar a 0,1ºC/min e a queda da temperatura cutânea 0,3ºC/min. Além disso, o sistema vasomotor destes bebês é imaturo, gerando uma vasodilatação periférica ao invés da vasoconstrição que ocorre com o sistema vasomotor maduro quando exposto ao frio.

Outro fator que predispõe a hipotermia em prematuros é que a superfície corporal é muito maior proporcionalmente, do que a de um adulto, quando é comparada ao peso. Por fim, a quantidade de gordura marrom em prematuros é inferior daquela existente em bebês que nascem a termo. Essa gordura marrom produz 3x mais calor do que a gordura normal e se forma durante o terceiro trimestre da gestação.

Outros fatores que interferem na hipotermia além da prematuridade são: asfixia (demanda mais tempo no seu manejo, o que aumenta a redução de temperatura), restrição do crescimento intrauterino, anomalias congênitas (hidrocefalia, meningocele, onfalocele, gastrosquise).

(hidrocefalia, meningocele, onfalocele, gastrosquise). Figura 1 – Variações da temperatura axilar. ETIOLOGIA

Figura 1 Variações da temperatura axilar.

ETIOLOGIA

Patologias estabelecidas na hipotermia:

Cardíaca: taquicardia;

Pulmão: surfactante e enzimas perdem sua função, expansibilidade se reduz;

SNC: hemorragia intracraniana originada na matriz germinativa (se localiza nos ventrículos laterais e é extremamente vascularizada), sistema simpático e parassimpático não funcionam tão bem;

Rins: hipoperfusão renal, piora da secreção dos hormônios, insuficiência renal (oligúrica ou não oligúrica);

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HIPOTERMIA EM PREMATUROS

Circulação: plaquetas e fatores de coagulação não tem sua função adequada, grande variação na secreção de hormônios do TGI (ex: insulina);

Gastrintestinal: hipomotilidade é fator de risco para enterocolite necrosante;

Acidose metabólica ou respiratória.

Resumindo: Se a TC for menor que 36,4 se estabelece uma acidose metabólica, hipoglicemia, coagulopatia, hemorragia intracraniana, insuficiência renal aguda, sepse tardia, hipóxia e enterocolite necrosante.

Prevenção: temperatura da sala deve ser >26 a 28ºC, os campos devem ser pré-aquecidos antes do contato com o bebê, a secagem deve ser rápida (começar pelas fontanelas), fornecer calor radiante. Se o prematuro tiver um peso <1500g, colocar em saco plástico de polietileno mesmo antes de secá-lo. Sempre colocar touca, de preferência de lã. Se possível, usar colchão produtor de calor.

Referências Bibliográficas

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Tricia Gomella, M. Cunningham, Fabien G. Eyal (Editor). Neonatology / Edition 7.