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UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE PAVIMENTAÇÃO TYAGO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL CURSO DE ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA DE PAVIMENTAÇÃO

TYAGO SÁ RODRIGUES

LISTA DE EXERCICIOS DE PAVIMENTAÇÃO

BOA VISTA – RORAIMA MARÇO / 2016

CAPÍTULO 3

  • 1 – Quais são os equipamentos de construção utilizados no preparo do subleito? Os equipamentos mais empregados neste tipo de serviço são: a motoniveladora (escavação), carro-pipa (umedecimento do solo), grades de disco e compactadores estáticos ou vibratórios (compactação da superfície).

  • 2 – Quando é necessária a remoção e substituição do subleito?

A remoção e substituição do subleito é necessária quando este não apresenta condições de aproveitamento, estando passível de sofrer adensamento (solo mole) ou saturado (material brejoso) e não aceitando compactação, o que acarretaria na ocorrência de recalques posteriores.

  • 3 – Quais é o equipamento de construção utilizado na remoção de um subleito mole? Para a remoção de subleito mole são utilizadas escavadeiras mecânicas.

  • 4 – Quando é necessário o emprego de uma camada de reforço do subleito e onde é disposta esta camada?

Pode-se adotar uma camada de reforço nas ocasiões em que o subleito apresenta baixa capacidade de suporte. O material do reforço é importado de jazidas ou de cortes, apresentando características de melhor qualidade que do subleito.

  • 5 – Quais os tipos de agentes estabilizantes que podem ser utilizados em um subleito de alta plasticidade?

Para a estabilização de subleito de alta plasticidade é possível se utilizar da adição de cal ou cimento em baixos teores (até 3% em peso).

  • 6 – O que é o preparo de caixa de um pavimento urbano?

É a escavação de solo dentro de um limite, obedecendo as ocupações lindeiras urbanas, de forma a realizar um corte no terreno existente, para então realizar a pavimentação da via urbana.

CAPÍTULO 4

  • 1 – Qual é a diferença entre uma base estabilizada granulometricamente e uma base de brita graduada?

A base estabilizada granulometricamente é a mistura de materiais naturais, solos, agregados, cascalhos, areias rochas alteradas, etc, cuja mistura resulte em uma composição que atenda as certas faixas granulométricas estabelecidas, e que após compactadas apresentem a estabilidade necessária para resistir aos esforços.

A base de brita graduada é a base granular composta de pedra ou pedregulho britado cuja mistura apresenta uma curva granulométrica que atende certos limites.

A grande diferença entre as duas bases é que a camada de brita graduada é só composta por materiais britados.

  • 2 – O que é base corrida e como é empregada?

A base corrida é uma camada de material pétreo britado, mas não separado em frações granulares intermediárias, e estocado em uma única pilha. A sua principal vantagem é o menor preço em relação à brita graduada, e a desvantagem é a possibilidade de sua granulometria ser uniforme. Sua principal utilização em sub-bases.

  • 3 – Descreva o processo construtivo do macadame hidráulico.

O material graduado (macadame) é levado à pista e espalhado através de caminhões basculantes com distribuidores de agregados e então compactado. Os vazios são então preenchidos com uma ou mais distribuições de agregado miúdo, seguido de operação de varredura que promove o completo preenchimento dos vazios do material graúdo. Promove-se nova compactação, que deve continuar até não mais se perceber o movimento de partículas graúdas da base. Em geral o melhor entrosamento entre miúdos e graúdos é obtido por irrigação da camada. Quando não se utiliza a água a camada é denominada de macadame seco.

  • 4 – Por que a seleção de solos para uma base de solo arenosa fina deve ser na ordem A, B e C?

Por se tratar de uma utilização recente, as características necessárias para a aplicação e utilização do solo arenoso fino laterítico são especificadas através das ordens de

classificação do solo, por esse motivo sua somente através de sua classe obtida pelos ensaios é possível seu correto uso com boas técnicas e baixo custo.

  • 5 – Descreva o processo construtivo do macadame betuminoso.

A construção da camada é iniciada com a distribuição do material sobre pista com caminhões basculantes equipados com distribuidores de agregado, para o material então ser comprimido com rolos compactadores lisos. A primeira aplicação do CAP é feita com caminhão espargidor através de barra distribuidora. Distribui-se então uma camada de agregado miúdo e logo em seguida procede-se a sua compactação. Segue-se a nova aplicação de CAP e a distribuição de outra camada de agregado miúdo e a compressão final.

  • 6 – Descreva o processo construtivo do pré-misturado a frio.

De forma simples, a mistura dos agregados e da emulsão asfáltica é feita na usina e transportada para a pista, onde é espalhada e compactada. A espessura da camada acabada compactada não deve ser superior a 5,0 cm.

  • 7 – Analise as diferenças construtivas entre o macadame betuminoso e o pré-misturado a frio.

A camada de macadame betuminoso é composta por agregado graúdo e duas camadas de agregado miúdo distribuídos e compactados sobre camada de cimento asfáltico, já a camada de pré-misturado a frio é constituída por agregados misturados com emulsão asfáltica em geral catiônicas, numa usina.

A grande diferença entre eles é que a pré-misturada a frio, por se tratar de uma mistura usinada, apresenta menor variação de qualidade e menor capacidade de resistir aos sucessivos ciclos provocados pelo tráfego, em relação ao macadame betuminoso.

  • 8 – Que tipo de produto asfáltico é utilizado numa base de solo-betume?

Na base de solo-betume pode ser utilizado emulsão asfáltica de ruptura lenta ou de ruptura média.

Imprimadura impermeabilizante, utilizada quando a superfície acabada da base apresenta muitos vazios.

Imprimadura ligante, utilizada para garantir uma perfeita ligação entre superfície imprimada e impermeabilizada e o revestimento asfáltico sobrejacente.

  • 10 – Descreva o processo construtivo de um tratamento superficial triplo invertido.

O material asfáltico é distribuído de forma uniforme sobre a superfície subjacente, então caminhões basculantes, operados em marcha-ré e equipados com distribuidores de agregados, vão os espalhando, de forma que seus pneus transitem sobre o agregado. Após o espalhamento inicia-se a compactação da camada. Como o tratamento é triplo, repete-se todo o processo mais duas vezes.

  • 11 – Qual é a máxima espessura de uma camada compactada de CBUQ?

O concreto betuminoso só pode ser utilizado como camada única com uma espessura compactada máxima de até 7,5 cm, acima deste valor utiliza-se duas camadas.

  • 12 – Qual o ensaio mais utilizado no Brasil para controle de uma mistura asfáltica?

No Brasil, o ensaio mais utilizado para controle de mistura asfáltica é o método Marshall, que determina o teor ótimo do asfalto na mistura.

  • 13 – Descreva as partes principais de uma usina de asfalto.

Na usina de asfalto os agregados são estocados em silos, que descarregam numa correia transportadora que leva o agregado até o secador e aquecedor, que tem uma forma cilíndrica e é inclinado, girando a mistura de agregados, que é aquecido e seco por um maçarico. O agregado é então passado em peneiras vibratórias e estocado em um depósito aquecido, onde o asfalto é adicionado e então a mistura é processada e armazenada no silo de estocagem, que posteriormente descarrega em caminhões basculantes.

  • 14 – Quais são as utilizações mais comuns do concreto betuminoso?

O concreto asfáltico pode ser usado como camada de revestimento, camada intermediária (“binder”) ou como camada de regularização.

  • 15 – Qual é o intervalo de temperatura indicado para o espalhamento de concreto

betuminoso? A temperatura do concreto asfáltico para espalhamento de estar entre 107°C e 177°C.

  • 16 – Como é feito o controle de uma camada compactada de concreto betuminoso?

O controle é feito em várias fases, inicialmente nos materiais constituintes da mistura através dos ensaios: abrasão “Los Angeles”, durabilidade (sulfato de sódio e sulfato de magnésio), equivalente de areia, adesividade e granulometria (tabelado). Na usina com a determinação da temperatura e com a coleta de amostras da mistura dentro dos caminhões basculantes, que são ensaiadas para se verificar o teor do ligante asfáltico e a granulometria do agregado. Na pista a temperatura da mistura é novamente medida e novas amostras são colhidas para moldagem de corpos de prova para ensaios Marshall.

O controle final da compactação é feito com a retirada de corpos de prova da camada acabada com extrator de sondas rotativas, que permitem a execução de ensaios para determinação da massa específica aparente da mistura. O corpo de prova extraído também permite a verificação de espessura da camada de concreto asfáltica.

  • 17 – O que é lama asfáltica e como é constituída?

A lama asfáltica é um revestimento flexível de consistência fluida no momento da aplicação, composto por agregado, filler mineral emulsão asfáltica. Esse revestimento é principalmente utilizado em pavimentos oxidados para rejuvenecê-los (recapeamento).

É constituída de uma mistura de agregados de pequena graduação, composto por areia e pó de pedra, com boa adesividade, abrasão Los Angeles menor que 50% e equivalente de areia maior que 40%. O filler mineral a ser utilizado pode ser cimento Portland ou cal, desde que atenda os requisistos granulométricos definidos pela norma. A emulsão asfáltica deve ser adequada a esta aplicação específica (LA-1 ou LA-2, emulsões aniônicas; LA-1C e LA-2C, emulsões catiônicas).

CAPÍTULO 5

1 – Descreva dois tipos de bases rígidas. Em que situações considera-se o emprego destas bases?

A base rígida de solo-cimento é a mistura homogênea de solos selecionados com cimento, que quando endurecida apresenta alta resistência. Este tipo de base é indicada

para locais com tráfego pesado e/ou seja necessário melhorar o solo (para uma melhor resistência) ou ainda para diminuir a camada de solo.

A base rígida de macadame cimentado é uma camada onde alguns agregados graúdos são rejuntados com argamassa de cimento e então comprimidas. Sua utilização é antiga e destinada para recuperação de pequenas áreas danificadas de pavimentos com bases tratadas com cimento. Atualmente sua aplicação é dedicada a recuperação de pavimentos históricos e/ou onde não seja possível a remoção da pavimentação antiga.

  • 2 – Descreva a sequência construtiva do solo cimento.

Inicialmente é necessário que o solo utilizado apresente frações com diâmetro inferior a 4,8 mm e granulometria específica para a aplicação. Se não seguido o critério de solo é necessário estabilizá-lo, em usina ou na própria pista de aplicação.

Após a

verificação da granulometria do solo, através de ábacos, estima-se a

porcentagem de cimento para o solo e preparam-se corpos de prova com as dosagens para ensaios, com dosagens próximas à estimada. Após os ensaios, com a ruptura à compressão aos 7 dias de cura, encontre-se o teor de cimento e a umidade ótima da

mistura.

Se a mistura entre solo e cimento é feita na pista, após o espalhamento e a pulverização do solo, distribuem-se os sacos de cimento ao longo do trecho, espaçados de forma a que se obtenha o teor de cimento definido em laboratório. Abertos os sacos e, espalhado o cimento, procede-se uma homogeneização do solo e do cimento, o umedecimento da mistura e a sua compactação por rolos pé-de-carneiro e de pneus. Após a compactação da camada e a fim para evitar-se a evaporação da água durante a cura do cimento, é necessário cobrir-se o solo-cimento com solo arenoso, capim ou com pintura asfáltica.

Se a mistura é processada em usina, as proporções de solo e cimento são mais controladas. A mistura é trazida para a pista e espalhada sobre a superfície acabada da camada inferior do pavimento, e então umedecida e compactada, também aplicando a camada protetora da cura.

  • 3 – Como é feito o controle tecnológico de uma camada de solo cimento?

O controle tecnológico é feito através de ensaios de granulometria, limites de liquidez e índice de plasticidade dos solos e do grau de compactação da mistura, do seu peso específico aparente seco e ainda da resistência à compressão do solo-cimento.

O solo-cal é a mistura homogênea de solo com granulometria especificada e cal, produzindo uma camada que pode ser utilizada como base ou sub-base.

O teor de cal é determinado em laboratório através dos ensaios de granulometria, limite de liquidez e plasticidade e do CBR do solo a ser utilizado na mistura e depois repetir os ensaios com vários teores de cal adicionados ao solo além da determinação da resistência à compressão simples aos 7 dias, escolhendo o que apresentar os melhores resultados de acordo com a aplicação do solo-cal.

A mistura do material é usualmente feita na pista (embora possa ser feita em usina), com o espalhamento de sacos de cal sobre o solo gradeado, procede-se a mistura do solo com cal com maquinário e após a homogeneização segue-se o umedecimento. Novamente é processada a mistura e homogeneizada para então ser compactada por rolos pé-de-carneiro e de pneus.

A cura da cal ocorre entre 5 e 7 dias, e neste período a camada deve ser umedecida ou recoberta com pintura betuminosa.

  • 5 – Em que consistem as bases tratadas com cimento?

São misturas de agregados com cimento cuja resistência da camada resultante possa desempenhar a função de base rodoviária, com alta resistência ao tráfego, mínima deformação e longa vida útil.

  • 6 – Descreva o processo construtivo de um pavimento rígido.

O pavimento rígido de concreto desempenha simultaneamente a função de base e de revestimento, podendo ser de concreto simples, armado ou protendido.

O concreto deve ser dosado pelo método racional de forma que sua resistência à compressão simples e à compressão de tração à flexão satisfaça os valores definidos pelo projeto.

O concreto deve ser misturado em usinas centrais misturadoras gravimétricas. O concreto fluido é lançado e espalhado por distribuidoras de concreto vibroacabadoras e é lançado sobre a película impermeabilizante que cubra a sub-base e contido lateralmente por formas metálicas em forma de trilhos. Segue-se o seu adensamento por réguas vibratórias e vibradores de imersão. Após a cura de 6 horas, se o concreto se mostrar endurecido, inicia-se então a serragem das juntas, caso seja este o processo escolhido para a execução de juntas (é possível posicionar juntas de dilação de isopor já previstas, durante ou anterior à concretagem). Durante a cura o pavimento deve ser protegido com estopas e sacos de juta.

As juntas dos pavimentos de concreto são longitudinais (paralelas ao eixo da via, em geral espaçadas com a largura das faixas da pista) e transversais (ortogonais ao eixo da via e podem ser dos tipos para contração, expansão e de construção). As juntas transversais, algumas vezes, apresentam barras de transferência que permitem a transferência perfeita de carga solicitante de uma para outra placa. Quando o pavimento não é confinado lateralmente por guias e sarjetas e outras estruturas costuma-se usar barras de ligação nas juntas longitudinais para evitar-se a abertura excessiva destas juntas. As juntas transversais são sempre do tipo seção enfraquecida, de modo a induzir a ruptura por retração da placa na junta.

Após a cura, as juntas são seladas com produtos específicos, tais como selantes como mastiques elásticos, compostos de asfalto com areia ou filler, resinas epóxi, silicone, borrachas sintéticas, etc.

  • 7 – Para que serve o indutor de trincas?

O indutor de trinca tem a função de garantir que a ruptura do pavimento rígido ocorra na junta cortada, oferecendo uma maior segurança no pavimento.

  • 8 – Mostre através de croquis os detalhes das juntas em pavimentos rígidos.

As juntas dos pavimentos de concreto são longitudinais (paralel as ao eixo da via, em geral
As juntas dos pavimentos de concreto são longitudinais (paralel as ao eixo da via, em geral
CAPÍTULO 6 1 – Por que é importante o sistema de drenagem de pavimentos? O sistema

CAPÍTULO 6

  • 1 – Por que é importante o sistema de drenagem de pavimentos?

O sistema de drenagem de um pavimento é o que impede que a água se mantenha no corpo da estrada, o que poderia causar sérios danos à estrutura do subleito, dos materiais das bases rodoviárias e sobre os revestimentos flexíveis e rígidos, podendo levar a estrutura viária a completa ruína.

  • 2 – Do que se compõe o sistema de drenagem de pavimentos?

O sistema de drenagem pode ser dividido em drenagem superficial e drenagem subterrânea. A superficial se destina a coletar as águas transversais das pistas de rolamentos, através das sarjetas, caixas coletoras, bueiros, valetas de crista de corte, etc. Enquanto que a subterrânea tem por objetivo a coleta das águas do subsolo, que possam aflorar na superfície da plataforma e é constituída por drenos interceptantes, camadas drenantes, etc.

  • 3 – O que é bombeamento de uma base granular?

É o carregamento dos finos das camadas granulares do pavimento, ocasionado pela expulsão das águas presentes nos vazios das camadas granulares através da transferência de carga oriunda das solicitações do tráfego no pavimento.

  • 4 – Que requisitos tem que satisfazer uma camada drenante?

A camada drenante é composta por material granular exclusivamente com areia e pedregulho ou pedra britada, com curva granulométrica satisfazendo as condições de faixas abertas.

Para evitar a interpenetração do solo do subleito, a granulometria da camada drenante deve atender a seguinte restrição:

D camada drenante

  • 5 D solo do subleito

Caso o material da camada drenante não satisfaça esta condição é possível intercalar entre eles uma manta geotêxtil.

5 – Por que é necessária uma manta geotêxtil envolvendo o material filtrante de um dreno?

Para que o material do subleito, que é de graduação muito fina, não seja carregado pelos drenos e ocasione erosão à camada granular do pavimento.

6 – Quando são utilizados tubos nos drenos?

Quando a vazão coletada é grande os drenos não são capazes de transportar a água sem sofrer erosão, para isto não acontecer é necessário instalar tubos coletores perfurados, que possam conduzir as águas rapidamente até o ponto de descarga.