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Concepção e Automatização de Sistemas Passivos e Activos


para uma Escola Net Zero Energy Building

Artur Ribeiro 1, João Ramos 2 e José Baptista 3


1
Instituto Nacional de Engenharia, Sistemas e Computadores de Coimbra, INESCC, Coimbra, Portugal.
2
Deptº Engenharia do Ambiente, Instituto Politécnico de Leiria, Leiria, Portugal.
3
Deptº Engenharia, Univ. de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal.
E-mail: artur.ribeiro.eng@sapo.pt

Resumo
O enquadramento bioclimático e disposição dos espaços favoreceu a integração de cada um dos sistemas
passivos e activos, do novo edifício escolar em estudo. A utilização de técnicas passivas em edifícios
escolares, das quais se destaca a incorporação de energias renováveis, complementadas por técnicas activas,
confere a esses edifícios, um elevado potencial de auto-sustentabilidade [1]. A sua automatização através de
gestão técnica centralizada, com a integração de actuadores com perspectivas inovadoras nos sistemas de
ventilação natural e de sistemas de produção de energia renovável numa Escola, torna possível a
classificação desses edifícios como NZEB (Net Zero Energy Building) [2], a qual se traduz pelo saldo anual
entre a procura e oferta energética no edifício igual a zero e “Zero” Carbono.
Deu-se particular atenção às componentes da iluminação natural e sua articulação com a minimização da
iluminação artificial, bem como sistemas de arrefecimento ou aquecimento através de ventilação por
permutador de calor ar-solo, colector de ar, efeito cruzado ou efeito chaminé, garantindo uma excelente
qualidade do ar e conforto interior. A integração de sistemas auxiliares nos processos de aquecimento
ambiente (AQP), águas quentes sanitárias (AQS) e arrefecimento, visam garantir, em situações limite
extraordinárias, onde a componente passiva não consiga suprir as necessidades, que sejam mantidos os
parâmetros para um funcionamento eficiente. A qualidade da energia disponível no edifício NZEB é de
extrema importância para que no contexto global aquele tenha uma elevada eficiência energética. Tendo em
atenção estes aspectos foi implementada no QG, uma bateria de condensadores automática anti-harmónicas,
contribuindo também para uma redução da factura energética.

Palavras chave: Eficiência energética, iluminação natural, ventilação natural, permutador de calor ar-solo,
colector de ar, ventilação cruzada, efeito chaminé, sistemas activos, sistemas passivos, gestão técnica
centralizada, Solar térmico, solar fotovoltaico, PV, CO2 e NZEB.

Implementação balanço energético do edifício utilizando técnicas


No presente trabalho efectuou-se o estudo da passivas, das quais se destaca a incorporação de
implantação de um novo edifício escolar na energias renováveis, complementadas por técnicas
localidade de Alcobaça, em Portugal. Fez-se um activas e gestão técnica centralizada, analisando-se

Figura 1: Esquema de vegetação em perfil para protecção dos ventos dominantes


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assim, o potencial de auto-sustentabilidade do


edifício [1]. A análise da acção do vento é
preponderante para a caracterização da ventilação
natural. Utilizou-se, nesse sentido os valores
recolhidos na estação meteorológica de Alcobaça
[3]. Para definição da protecção aos ventos
dominantes e diminuição da temperatura radiante
foi utilizada vegetação de folha persistente,
formando uma sebe viva, conforme esquema da
Figura 1. A Tuia, da família das Cupressaceas,
possui um alto débito de evapotranspiração, a qual
regulariza e equilibra as condições climáticas
extremas, criando um microclima. Foi a espécie
nativa escolhida, devido à baixa porosidade
conseguida na implementação de uma sebe viva,
diminuindo a velocidade do vento até 90% [4] [5]
[6]. O edifício tem como espaço principal, uma zona
com salas de aula, com 56 m2 cada. Aí existe um
sistema de ventilação natural, composto por um
colector de ar na fachada com quatro aberturas
(registos de fachada automatizados) em cada secção
de sala de aula, duas no nível inferior a 20 cm do
pavimento e duas no nível superior a 50 cm do tecto
falso. O colector, esquematizado na Figura 2, é
ainda composto por 6 módulos PV, montados sobre
uma estrutura em alumínio, dispostos no sentido N-
S, distanciados de 10 cm da parede.
Os registos de fachada aqui implementados foram
desenvolvidos por [7], no edifício Solar XXI, tendo
neste edifício apenas actuação manual, deixando ao
critério dos utilizadores a sua manipulação. Neste
estudo automatizou-se o funcionamento dos
registos, através de dois actuadores, um linear e
outro rotacional, em cada registo, optimizando a sua
utilização.
Para se efectuar a ventilação cruzada foi colocada
uma bandeira de lamelas de vidro orientáveis sobre Figura 2: Registos de fachada em colector de ar PV em
corte
a porta de cada sala de aula, as quais são abertas ou
fechadas em função da temperatura, humidade e saliência na cobertura, na qual são implantadas as
qualidade do ar interior, em comparação com a grelhas de ventilação na sua face Sul (Figura 3). A
temperatura e humidade exterior, medidas por colocação de um revestimento nos últimos 2 m do
sensores aí instalados. O efeito da ventilação ducto, em chapa de alumínio polido, permite elevar
cruzada pode ser complementado com o efeito de a temperatura nessa zona, potencializando o efeito
chaminé, utilizando os corredores de circulação de chaminé.
adjacentes, os quais têm um ducto que os interliga É ainda incorporado um permutador de calor ar-solo
na vertical em todo o comprimento e formando uma que utiliza manilhas de betão enterradas à
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sendo unicamente permitido aos utilizadores


modificarem alguns parâmetros durante um curto
período de tempo, fim do qual a gestão assume o
controlo.
O sistema solar térmico projectado é composto por
colectores interligados pela rede de tubagem
primária, na cobertura. Este é composto por
colectores parabólicos compostos (CPC) [9], com
uma área de 1,99m2, dispostos segundo a orientação
E-W em suporte metálico de montagem em
cobertura plana e com uma inclinação de 60º, de
modo a obter o máximo rendimento para o período
Figura 3: Sistema integrado de ventilação e iluminação
natural com sistemas de fachada PV em colector de ar e de Inverno e minimizar os ganhos nos meses de
permutador de calor ar-solo. Julho e Agosto. Neste período as necessidades de
profundidade de 3 m. Este possibilita a introdução água quente são praticamente nulas. Os 64
de ar novo na sala de aula para aquecimento ou colectores serão alinhados com o azimute Sul, em
arrefecimento, conforme a estação do ano, uma vez paralelo de canais, formando baterias de 4, com uma
que as condições de temperatura ao nível do solo interdistância mínima de 2,5m, para que no dia mais
são praticamente constantes. Obtêm-se daí desfavorável, 21 de Dezembro, às 12horas,
vantagens evidentes tanto para o processo de nenhuma área do colector esteja com
aquecimento como de arrefecimento, sendo sombreamento. Este sistema será a fonte principal
controlado por actuadores sobre registo de condutas de aquecimento ambiente e AQS do edifício. No
circulares de ventilação. A difusão é efectuada por aquecimento foram utilizados dois sistemas
um ventilador, montado axialmente numa conduta distintos, piso radiante na zona das salas de aula e
metálica circular, com eixo a 65 cm acima do termoventilação com baterias de água quente na
pavimento (Figura 4), servindo unicamente como zona de serviços e ginásio do piso 2. Esta
meio complementar para assegurar a qualidade do termoventilação é executada em dois patamares. A
ar interior, nas situações de inexistência de vento no primeira na unidade de tratamento de ar novo
exterior ou quando o nível de CO2, estiver para (UTAN) [10], ao nível da cobertura, onde se efectua
atingir os valores limites regulamentares [8]. um pré-aquecimento para uma temperatura de 18ºC.
Toda esta manipulação é efectuada A segunda com pós-aquecimento em espaços de
automaticamente pela gestão técnica centralizada, controlo individual, onde se permite um salto de
+3ºC. Esta medida, por si só gera economia no
consumo energético associado ao funcionamento da
UTAN, bem como a utilização de baterias de água
quente, cuja energia térmica provem
primordialmente do sistema solar térmico, torna o
sistema de aquecimento extremamente económico.
O apoio às AQS e AQP é efectuado, num primeiro
nível em funcionamento de tarifa bi-horária, por
uma resistência eléctrica de 9kW em cada um dos 3
depósitos, e no último nível uma caldeira de
condensação com potência de 85 kW e rendimento
de combustão de 109% [11], ligada ao depósito de
Figura 4: Pormenor com vista frontal (esq.) e corte AQS, na parte superior do mesmo e directamente à
(dir.), do ducto e difusão de ar do sistema de permutador saída para o aquecimento, no primário do separador
ar-solo no piso 0
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Figura 5: Esquema solar térmico.


hidráulico [12]. Este evita interferências entre contribuição, os ganhos solares térmicos
circuitos pelo funcionamento dos circuladores, introduzidos nos sistemas de aquecimento, piso
tornando-os independentes, pois o diferencial de radiante e termoventilação, ganhos brutos do
pressão entre colectores de ida e retorno é permutador de calor ar-solo e ganhos pelo colector
praticamente nulo. O sistema de arrefecimento de ar na fachada.
activo prevê-se de utilização esporádica e destina-se A protecção solar dos envidraçados é conseguida
às zonas do piso 2 e auditório no piso 1. É pela utilização de estores exteriores com lamelas
conseguido pela instalação de uma bateria de água orientáveis [15], permitindo a modulação da luz
fria [13] na UTAN, a qual é alimentada por um natural para o interior sem criação de
chiller de compressor com bomba simples, vaso de encandeamento, minimizando os ganhos solares no
expansão e depósito de inércia [14]. Esta verão, através do seu factor g=0,09, quando na
termoventilação é executada em dois patamares, o posição de fechado.
primeiro na unidade de tratamento de ar novo Na simulação PV foi utilizando o programa de
(UTAN), onde se efectua um arrefecimento para cálculo, “Sunny Design” [16], disponibilizado pelo
uma temperatura de 23ºC e o segundo, com pós- fabricante do inversor, a SMA, na localização de
aquecimento em espaços de controlo individual, Lisboa, local mais perto existente na base de dados
onde se permite um salto de +3ºC. A potência de (Figura 8). Para este sistema foram utilizados dois
arrefecimento do chiller é de 22,5kW, com uma tipos de montagem, um em colector de ar na
potência absorvida de 8,74kW e um EER de 2,57 fachada, com uma inclinação de 90º e outro sobre a
[14]. Nos ganhos passivos brutos, podem ser cobertura do ginásio, onde cada linha tem uma
contabilizados todos os sistemas passivos capazes interdistância de 2,5m e uma inclinação de 30º.
de contribuir para as necessidades de aquecimento. Nesta última tipologia aproveitou-se a disposição
Neste caso foram considerados como possíveis de zenital da cobertura, para na face Sul se efectuar a
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montagem PV e na face Norte a introdução de Na simulação da iluminação natural e integração


iluminação natural a esse espaço. com a iluminação artificial, foi utilizado o programa
A qualidade da energia disponível no edifício de cálculo “Dialux” [21] e efectuada a avaliação de
NZEB é de extrema importância para que no energia segundo a EN 15193 [22]. Além do cálculo
contexto global aquele tenha uma elevada eficiência luminotécnico onde se determinou o
energética. Foram seleccionados equipamentos posicionamento das luminárias de modo a se
eléctricos de elevada eficiência na concepção de um conseguir um nível médio de lux, correspondente a
edifício escolar, tendo sido dada particular atenção à cada tipologia de espaço e sua utilização, foi
UPS, utilizando uma unidade “On-Line” de dupla avaliada a energia dos sistemas intervenientes, a
conversão com “Super Eco Mode” [17], variadores qual é obtida pela ponderação das horas de
de velocidade dos motores das unidades de AVAC e utilização diurnas e nocturnas anuais, conjugadas
Elevador, com estes a terem a classe EFF1 de com os factores de regulação, manutenção,
eficiência energética em motores [18]. Assim o grau presença, ausência, eficiência, abastecimento de luz
de tolerância às harmónicas num sistema de do dia, controlo da luz artificial e transmissão
alimentação depende da susceptibilidade da carga. luminosa dos envidraçados [23] [24].
Tendo em atenção estes aspectos foi implementada A regulação “Daylight” [25] [26] [27], que foi
no QG, uma bateria de condensadores automática implementada nas salas de aula, irá permitir um
anti-harmónicas de 50kVAr, que em três patamares ajuste automático na iluminação artificial,
injecta de forma progressiva, energia reactiva na maximizando a componente natural através da
rede, para que o sistema tenha um cosϕ próximo de interacção do controlo solar nos estores de lamelas
1 e elimina as harmónicas através de filtros. Este de lâminas orientáveis [15], nos dois primeiros
sistema é de compensação passiva e a sua escolha espaços.
deveu-se, por um lado à tipologia da instalação não Na Figura 6, apresentam-se os resultados obtidos
necessitar de um equipamento sofisticado para a pelo cálculo no programa “Dialux” [21], numa sala
compensação do factor de potência, tal como o de aula tipo. Os valores correspondem a uma
existente em compensadores activos, por outro, a utilização a 100% de iluminação natural e a uma
sua escolha deveu-se às menores perdas do sistema utilização da iluminação artificial a 100%,
passivo comparativamente com um activo, as quais complementada pela iluminação natural. Se
são respectivamente de 15W e 2100W. [19] [20] considerarmos isoladamente os valores energéticos

Resultados
O funcionamento do sistema de permuta será
controlado pela gestão técnica centralizada, segundo
critérios que evitem um sobre-aquecimento ou
sobre-arrefecimento no interior do espaço servido,
mediante as necessidades actuais. Tirando partido
da amplitude térmica entre o exterior e o solo à
profundidade de enterramento da tubagem, que em
média ronda os 10ºC, o fluxo de ar fresco
introduzido no interior do edifício pelo permutador
de calor ar-solo, e a sua difusão por efeito térmico
com arrastamento por ventilação cruzada para o
ducto no corredor ou colector de ar na fachada, cria
as condições de conforto interiores, sem
Figura 6: Resultados do cenário 1 – 100%
necessidade de utilização de sistemas mecânicos de
iluminação artificial e cenário 2 – 100% iluminação
arrefecimento. natural [21]
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calculados pela avaliação energética do programa


“Dialux”, pelas áreas iluminadas e não iluminadas,
temos respectivamente, 139,62kWh/ano e
180,99kWh/ano, com o LENI [22] respectivo a ser
de 3,93kWh/ano.m2 e 9,08kWh/ano.m2, sendo as
áreas de cálculo, respectivamente de 35,51m2 e
19,93m2, para cada sala de aula. O LENI [22]
global é de 5,78 kWh/ano.m2, muitíssimo inferior
ao limite de 38,1 kWh/ano estabelecido para esta
tipologia. Com a disposição final da cobertura,
conseguiu-se que a iluminação natural do ginásio
fica-se com uma melhor uniformidade.

Figura 8: Resultado inicial da simulação do sistema


PV na fachada pelo Sunny Design da SMA [16]
(kgep/m2.ano) e um IEE=-0,01. A previsão do
consumo de energia para os restantes equipamentos
foi efectuada através da elaboração de um padrão de
funcionamento de equipamentos (climatização,
tomadas e equipamentos diversos), numa base anual
em folha de cálculo, onde se prevê por sectores o
respectivo consumo energético. Essa previsão em
projecto é de importância extrema e de grande
Figura 7: Configuração da cobertura PV do
dificuldade para, como é o caso, se atingir o
ginásio
objectivo de ter um edifício com a classificação
E além disso, fosse possível a disposição de NZEB [2].
módulos na superfície orientada a Sul, com uma
inclinação ideal de 30º, sem obstruções (Figura 7). Conclusões
Estes módulos além da componente No presente trabalho efectua-se o estudo da
electroprodutora, favorecem ainda o edifício, na implantação de um novo edifício escolar na
componente térmica, pois com um U menor, existe localidade de Alcobaça, em Portugal. Fez-se um
uma consequente redução das perdas térmicas pela balanço energético do edifício utilizando técnicas
cobertura. Esta solução é também mais vantajosa, passivas, das quais se destaca a incorporação de
pelo aumento da produtividade energética e também energias renováveis, complementadas por técnicas
pela diminuição das perdas nos inversores, que se activas e gestão técnica centralizada, analisando-se,
traduziu numa produção energética global de 84372 assim, o potencial de auto-sustentabilidade do
kWh/ano. edifício. A utilização do permutador de calor ar-solo
O cálculo do RSECE [28] na tipologia monozona, tanto para o processo de aquecimento como de
baseou-se no método simplificado do factor global arrefecimento, o qual é controlado por actuadores
de conversão, tendo para isso sido estimadas as sobre registo de condutas circulares de ventilação,
horas de funcionamento de cada equipamento a não permite substituir um sistema de climatização
instalar no edifício, onde com as respectivas de ar convencional, mas pode fornecer a maioria da
potências, foi determinado consumo energético energia de aquecimento ou arrefecimento da zona
anual, convertidas para energia primária. Neste principal do edifício. A chaminé solar é um sistema
cálculo obtiveram-se os valores de Cei=-0,01 extremamente útil, ainda mais quando aplicada na
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face Norte dos espaços de maior utilização, verifica neste estudo, conseguindo-se a classificação
nomeadamente as salas de aula. Esta consegue NZEB [2] para o edifício escolar, é a demonstração
satisfazer tanto os processos de ventilação como os prática da aplicação, “Na Natureza nada se cria,
de iluminação natural. No sistema de ventilação, nada se perde, tudo se transforma”, solução que
principalmente no arrefecimento, esse efeito cada vez mais devemos e teremos de prosseguir
substitui com eficácia a aplicação de sistemas para um Mundo Sustentável.
activos. O sistema de piso radiante presente nos
pisos 0 e 1, foi escolhido, por funcionar com um Referencias
[1] Ribeiro, Artur; Concepção de Edifícios Energeticamente Eficientes
sistema de baixas temperaturas. Só assim é possível com Incorporação de Energias Renováveis (Dissertação de
a integração com a produção de energia pelo Mestrado); UTAD; Vila Real; 2008;
sistema solar térmico, a custos rentáveis, além de [2] Voss, Karsten; Towards net zero energy buildings; University
Wuppertal - CYTED - Os Edifícios Bioclimáticos a integração das
que numa situação de necessidade de apoio pela Energias Renováveis e os Sistemas Energéticos; Lisboa; 2008;
caldeira o seu consumo também será menor, pois [3] Solterm 5.0 - Análise de desempenho de sistemas solares térmicos e
fotovoltaicos; INETI;
não necessita de atingir uma temperatura tão
[4] Brandle, James R.; Zhou, Xinhua; Hodges, Laurie; How windbreaks
elevada. A termoventilação foi considerada work - EC1763; University of Nebraska; Lincoln; 2005;
unicamente para o piso 2, face à tipologia de [5] D. L. 565/99, Introdução na natureza de espécies não indigenas da
flora e fauna; Diário da República; I série; 21/12/1999;
utilização com necessidades de ventilação [6] Farmstead windbreaks: Planning; Iowa State Univ.; Amnes; 1997;
superiores aos pisos 0 e 1. O sistema de pré e pós [7] Gonçalves, H.; Edifício Solar XXI - Um edifício energeticamente
tratamento do ar, tanto no aquecimento como no eficiente em Portugal; INETI; Lisboa; 2005;
[8] EN13779 - Ventilation for non-residential buildings - Performance
arrefecimento, mostrou ser uma medida eficiente de requirements for ventilation and room-conditioning systems; 2003;
gestão dos recursos existentes face às previsíveis [9] Ficha técnica CPC 3E+ (Consultada em 09/04/2008); www.aosol.pt;
[10] Catálogo ventilação e tratamento de ar (Consultada em
reduzidas necessidades térmicas nesse piso.
12/06/2007); www.sandometal.pt;
A qualidade da energia na rede do edifico foi [11] Ficha técnica caldeira condensação Power HT 85 (Consultada em
também uma preocupação desde início deste estudo. 06/09/2008); www.roca-aquecimento.com;
[12] Catálogo geral (Consultada em 04/10/2007), www.caleffi.pt;
Para tal, foi introduzido a montante uma bateria de [13] Catálogo ventilação 2008 (Consultada em 18/09/2008);
condensadores automática cujo objectivo é garantir www.france-air.com/pt;
um factor de potência igual a 1. Neste campo, [14] Ficha técnica chiller (Consultada em 06/06/2007); www.daikin.pt;
[15] Ficha técnica estores "Warema" (Consultada em 29/06/2007);
também se conseguiu que a UPS seleccionada, www.cruzfer.pt;
fornecesse à rede socorrida energia com um factor [16] Sunny Design v1.46; SMA Solar Tecnology AG, 2008;
[17] Ficha técnica UPS - SitePro 30kVA (Consultada em 10/11/2008);
de potência igual a 1.
www.lcpower.com.pt;
A redução de produção eléctrica, resultante do [18] Motor efficiency labelling scheme; Brook Crompton; West
sistema fotovoltaico ter sido instalado na vertical Yorkshire; 2002;
[19] Ficha técnica de Alpimatic - Bateria de condensadores automática
nas fachadas foi contrabalançada, em termos anti-harmónicas (Consultada em 2008); www.nemotek.pt;
energéticos, com a melhoria dos ganhos térmicos [20] Ficha técnica de compensador activo de harmónicas (Consultada
internos das salas de aula, através do colector de ar em 2008); www.mgeups.com;
[21] Dialux, 4.5 (Consultada em 23/04/2008)); www.dialux.com;
associado a essas estruturas na fachada. A utilização [22] EN15193, Energy Performance of Buildings - Energy
de equipamentos com elevada eficiência, conjugada Requirements for Lighting; (2006);
[23] Calumen 2.3.1 - Programa de cálculo de performances dos vidros;
com a utilização de técnicas passivas de
Saint-Gobain Glass;
aquecimento e arrefecimento, controladas pela [24] Manual do vidro; Saint-Gobain Glass; Santa Iria de Azoia; 2000;
gestão técnica centralizada, foram fulcrais para a [25] Catálogo Luxmate (Consultada em 17/09/2007);
www.zumtobel.com;
concretização da classificação NZEB [2]. [26] Daylighting in buildings; Directorate-General for Energy
Conseguiu-se uma produção eléctrica global (DGXVII) - The European Commission; Dublin; 1995;
superior aos consumos do edifício. [27] The lighting handbook; Zumtobell Staff; Lemgo; 2004;
[28] D.L. 79/2006, RSECE - Regulamento dos sistemas energéticos de
A 1ª lei da termodinâmica, designada como climatização em edifícios; Diário da República; I série; 04/04/2006.
“Princípio da Conservação de Energia” e a lei de
Lavoisier, têm uma relação intrínseca. O que se
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