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Edição Comemorativa do 70º Aniversário de Organização da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (1913 - 1982) 1ª edição - 1982 2.000 exemplares 2ª edição - 1997 2.000 exemplares

Capa, Montagem e Arte Final: Antônio Carlos Felisberto Composição: Shalom Editoração (Josias Pereira) Impressão e Acabamento: Reproarte Gráfica Ltda.

Editado pelo

DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA E PUBLICAÇÕES DERP

da UNIÃO DAS IGREJAS EVANGÉLICAS

CONGREGACIONAIS DO BRASIL

Rua Visconde de Inhaúma, 134 - Centro - Rio de Janeiro CEP 20091-000 - RJ - Tel.: (021) 283-0205

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

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CAPITULO 1 - UMA PALAVRA DE INTRODUÇÃO GERAL

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CAPITULO 2 - INFORMAÇÃO HISTÓRICA DO CONGREGACIONALISMO

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CAPITULO 3 - DOIS IMPORTANTES LIVROS DE REFERÊNCIA E CONSULTA

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CAPITULO 4 - PRINCÍPIOS CONGREGACIONALISTAS

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I IGREJA

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II AUTONOMIA E SOBERANIA DAS IGREJAS LOCAIS

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III IGREJAS LOCAIS E COMUNIDADES DE IGREJAS

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IV OFICIAIS ECLESIÁSTICOS

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V RECEPÇÃO E DISCIPLINA DE MEMBROS DE UMA COMUNIDADE LOCAL

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VI AS ORDENAÇÕES ECLESIÁSTICAS

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CAPITULO 5 - DA ESCOLA DOMINICAL DE PETRÓPOLIS À ATUAL UNIÃO DE IGREJAS

CONGREGACIONAIS

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I PRIMEIRO PERÍODO MAIO DE 1855 a JULHO DE 1876

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II SEGUNDO PERÍODO 1876 a 1913

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III TERCEIRO PERÍODO 1913 a 1942

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IV QUARTO PERÍODO 1942 a 1969

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V QUINTO PERÍODO 1969 AOS DIAS ATUAIS

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ANEXO

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OS 28 ARTIGOS DA BREVE EXPOSIÇÃO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO

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QUESTÕES PARA ESTUDO

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APRESENTAÇÃO

No livro de Provérbios o autor registra que o havia escrito para que as pessoas que

o lessem tivessem certeza da verdade e para que pudessem responder às perguntas daqueles a quem fossem enviadas.

Muitas vezes nós, os congregacionais, temos sido inquiridos a respeito da razão da nossa fé e das peculiaridades de nossas igrejas. Muitos não temos podido responder, com acerto, a respeito de nossas particularidades, daqueles aspectos que nos tornam diferentes dos demais cristãos. Estas particularidades não salvam, mas identificam e seu conhecimento estimula a uma ação comum mais ativa.

Ao planejar as atividades do Setor de História e Estatística do Departamento de Educação da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil para o biênio 1981/1982 colocamos como objetivo primordial do período a divulgação da doutrina

e da história do congregacionalismo brasileiro. A inexistência de um livro que

apresentasse tais assuntos nos parece uma grande lacuna e a responsável pela falta de identidade denominacional. Esta foi a razão que nos levou a solicitar ao Rev. Manoel da Silveira Porto Filho, insigne escritor, grande professor, maior conhecedor no momento da doutrina congregacional, magnífico pregador, excelente pastor, eficiente líder e mais do que isto, grande servo de Deus e fiel testemunha de Cristo, a escrever esta obra, que temos certeza tornar-se-á tão importante quanto nossa súmula doutrinária, a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo, que aparece nesta edição como apêndice.

Para que este livro se torne um eficiente instrumento de conhecimento de nossa história e doutrina pedimos ao Rev. Deneci Gonçalves da Rocha, atual presidente da Junta Geral, para elaborar perguntas ao texto a fim de facilitar o seu estudo. Elas foram redigidas durante o período em que o Rev. Deneci guardava o leito, em virtude do acidente que sofreu. Apesar da dor, o Rev. Deneci não se esquivou da tarefa e produziu um excelente complemento à obra do Rev. Porto.

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Somos cristãos porque fomos redimidos pelo sangue de Cristo; cristãos evangélicos porque aceitamos apenas a Bíblia como regra de fé e prática; cristãos evangélicos congregacionais porque praticamos o Evangelho tal qual o faziam os primeiros cristãos. Que o conhecimento de nossa doutrina e história nos incentive a uma vida de melhor testemunho e estimule a cada um de nós congregacionais a um maior interesse e esforço evangélico.

Rio de Janeiro, janeiro de 1983.

Domingos Pessôa da Silva Oliveira.

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CAPITULO 1 - UMA PALAVRA DE INTRODUÇÃO GERAL

O nome Congregacional não veio desde o princípio. As igrejas ou comunidades do tipo congregacionalista eram originalmente chamadas independentes, na Inglaterra, no final do século XVI (1501-1600) e princípio do século XVII (1601-1700), ao tempo da implantação da Reforma Inglesa. Pode-se compreender o significado dessa denominação quando se observa o caráter dos grupos eclesiásticos que ali se definiram naquela época, a partir de Eduardo VI e Isabel. De um lado, a Igreja Nacional, Anglicana, que não era mais do que a estrutura eclesiástica romana nacionalizada, tendo o Rei como o Cabeça da Igreja. De outro lado, o movimento Puritano, que cedo se manifestou e assumiu tendências diferentes. Uma grande parte dos puritanos o eram dentro da própria Igreja Nacional, que desejavam mais simples e mais pura, combatendo não só o mundanismo dos costumes vigentes na sociedade e também nos meios eclesiásticos como também o excesso do ritualismo e aparato do clero e das igrejas. Outra parte, mais concordante com os ideais da Reforma Continental e mais próxima dos valores evangélicos dessa Reforma, caracterizava-se nos grupos presbiterianos e independentes. Por influência do sistema de Calvino implantado em Genebra, os primeiros pregavam o modelo presbiteriano, corporativo, para a Igreja Nacional; os segundos, com os antecedentes históricos e nacionais, embora já bem tênues, do movimento de Wycliffe e dos lolardos e dos grupos continentais dos anabatistas e menonitas, defendiam, não o critério de uma Igreja Nacional, mas o de igrejas ou comunidades autônomas, dirigidas pelas próprias assembléias locais, sem interferência legislativa de qualquer outra entidade, civil ou eclesiástica. Daí, o nome de independentes, pelo qual eram conhecidas estas últimas.

Notem-se, aqui, as duas tendências que, no terreno eclesiástico, sempre se exercem na estrutura de uma igreja: uma visando a constituição de uma Igreja organizada, hierarquizada e administrativa, e a outra procurando criar uma comunidade humana flexível que se acomode a todas as diferenças locais e pessoais. Uma, em que o homem, embora necessário na comunidade, é simples

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acidente na economia geral da igreja; outra, em que o indivíduo é a base, o motivo e

o fim dessa comunidade. No círculo de suas formas puras, essas duas tendências produzem os três regimes gerais de estruturação eclesiástica:

- o episcopal, que favorece uma administração centralizada e de caráter totalitário;

- o congregacionalista, que, reconhecendo a autonomia de cada comunidade, deixa

o governo a cargo de seus membros em assembléias democráticas;

- e o presbiterianismo, de cujo governo se encarregam os delegados das comunidades unidas entre si pelo laço federal de conselhos superpostos:

presbitérios, sínodos e Supremo Concílio.

No primeiro sistema, há uma igreja, das quais as comunidades que a formam, embora possam usar esse nome, funcionam estrutural e administrativamente como paróquias. No segundo, o caráter, as atribuições e os poderes eclesiásticos pertencem às congregações locais, autônomas, que se podem inter-relacionar em Associações, Convenções ou entidades de outros nomes que promovam a confraternização e a coordenação de seus interesses e trabalhos comuns. No terceiro, há uma Igreja cooperativa, que legisla, pelos canais e conselhos competentes, sobre as igrejas ou comunidades incorporadas.

II

Tem-se definido o Congregacionalismo como o sistema de governo eclesiástico sustentado por dois princípios fundamentais:

1º) cada comunidade local, formada de crentes unidos para adoração e obediência a Deus, no testemunho público e privado do evangelho, constitui-se em uma igreja completa e autônoma, não sujeita em termos de igreja a qualquer outra entidade senão à sua própria assembléia e assim tomada representação e sinal visível e localizado da realidade espiritual da Igreja de Cristo em toda a terra;

2º) embora independente, em caráter eclesiástico e legislativo, de outras comunidades religiosas ou civis, cada uma delas, por força do espírito cristão de sua natureza, está responsavelmente relacionada com outras comunidades do mesmo

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tipo, com as quais pode e deve estabelecer ligações associativas, de cooperação e consulta, para edificação mútua e realização de tarefas que lhes são comuns.

O caráter democrático do sistema de governo congregacional se verifica tanto nas assembléias locais da Igreja, em relação a seus membros (crentes que a compõem) como nas assembléias e administração da entidade associativa denominacional de que elas participam como membros formadores e corporativos, guardando-se para cada uma dessas assembléias os limites decisórios que, por sua natureza, lhes competem.

Conquanto, na prática expressional de seu governo local, cada comunidade seja uma democracia religiosa, na teoria motivadora dessa democracia, sendo igreja, ela representa, nessa prática, a mais imediata forma de teocracia, em que Deus mesmo é o Senhor e Dirigente de seu povo através de Cristo, Cabeça da Igreja, de seu Espírito e de sua Palavra. Isso faz com que as assembléias locais, para a legitimidade espiritual de suas decisões, não a procurem somente no critério quantitativo de maioria ou minoria das opiniões de seus participantes, mas na harmonia e concordância das decisões tomadas em relação à vontade e aos propósitos de Deus.

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CAPITULO 2 - INFORMAÇÃO HISTÓRICA DO CONGREGACIONALISMO

Durante o curto reinado de Eduardo VI, filho e sucessor de Henrique VIII (1547- 1553), o movimento puritano começou a esboçar-se, em prol da simplicidade do culto e da pureza dos costumes no seio da Igreja Anglicana que o pai fundara. Começou também a ter penetração, nas universidades, a doutrinação das idéias reformistas do continente, principalmente as calvinistas. Maria, irmã de Eduardo, tornada rainha por sua morte (1553-1558), era profunda e fanaticamente católica, como sua mãe espanhola, Catarina de Aragão Procurou, a ferro e fogo e com violentas perseguições contra seus opositores, restabelecer o catolicismo no país. Daí, o nome de "Sangüinária" com que ficou sendo conhecida, em virtude das inúmeras execuções que mandou realizar. Isabel, que a sucedeu no trono e também filha de Henrique (1558-1603), não era católica nem protestante. Seu alvo era fortalecer o reino e restabelecer a ordem no país. Consolidou a Igreja Anglicana, de regime episcopal, reativando o uso do Livro de Oração Comum e o Ato de Supremacia, que apontava o Rei como chefe da Igreja. Promulgou os Trinta e Nove Artigos, pelos quais a Igreja recebia o direito de decretar ritos e cerimónias e estabeleceu um Conselho com inconteste autoridade para julgar as controvérsias sobre a fé. A estrita observância, exigida a todos os súditos, dos ritos e costumes da Igreja, ainda cheia do ritualismo e exterioridades da Igreja Romana, fez com que se fortalecesse o grupo dos puritanos dentro dela própria e começassem a surgir os primeiros dissidentes separatistas, de doutrina. Alguns deles com idéias presbiterianas, pregando o modelo calvinista de Genebra como religião nacional, e outros propugnando por uma Igreja formada de congregações independentes e autónomas. Nestes últimos estava a origem do sistema eclesiástico congregacionalista.

Conquanto a palavra congregacionalismo se aplique a uni tipo de organização político-administrativa e tenha sido, mais tarde, o nome que esse movimento de igrejas independentes recebeu, o congregacionalismo eclesiástico não .exprime tão somente uma estrutura de governo da Igreja. Essa estrutura é a resultante prática de princípios teológicos fundamentais, redescobertos pela Reforma, acerca do

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Sacerdócio Universal dos Crentes, na experiência evangélica da aceitação da doutrina da justificação pela Fé e do seguro e constante acesso a Deus através da exclusiva mediação de Cristo. O desenvolvimento dessa teologia e das expressões práticas que ela assumiu nas igrejas independentes, foi gradual, frutificando no cuidadoso estudo da Palavra de Deus à luz da experiência.

As primeiras manifestações históricas de tais comunidades se verificaram em Londres, na prisão e condenação de grupos que se reuniam naquela cidade, em 1567 e 1568. Já antes, em 1561, aparecera na cidade uma Declaração de Fé com uma Exortação à Reforma da Igreja advogando "a política que nosso Salvador Jesus estabeleceu; com pastores, superintendentes e diáconos, de modo que todos os

que nenhuma igreja

pretenda exercer governo e senhorio sobre outra

e que ninguém, por si mesmo, se

invista de autoridade para governar a Igreja, senão que essa autoridade seja a ele delegada por meio de uma eleição". Richard Fytz é considerado como o mais antigo

pastor de uma igreja desse tipo em Londres, onde, em 1570 e assinando-o com aquela designação, publicou um manifesto sobre As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo.

verdadeiros pastores gozem de igual poder e autoridade

Robert Browne, clérigo anglicano, adotou tais idéias e em 1580, ao lado' de Robert Harrison, fundou em Norwich uma congregação independente, cujo sistema era substancialmente congregacionalista. Tendo que refugiar-se na Holanda por causa da perseguição, ali escreveu alguns tratados, principalmente um sob título de Reformação sem Esperar por Ninguém, no qual expunha suas doutrinas sobre a independência congregacional. Foi o primeiro teórico do movimento e cedo as comunidades independentes passaram a receber o apelido de brownistas. Browne voltou para' a Escócia, onde foi aprisionado pelos presbiterianos; libertado um pouco depois, renunciou às idéias que divulgara e reintegrou-se na Igreja Anglicana em 1591, ali falecendo como cura de uma pequena paróquia em 1633.

Henry Barrowe e John Greenwood, associando-se com "os Irmãos da Separação" em Londres, ali foram presos em 1586 e enforcados em 1593, depois de sete anos de cativeiro. Henry Ainsworth e Francis Johnson tornaram-se líderes naquela congregação desde 1587, o primeiro como mestre e o segundo como pastor, mas tiveram também, com grande número de crentes, que procurar refúgio na Holanda,

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em 1602. Ali os dois se desavieram e a comunidade cindiu-se em dois grupos. Um,

o de Jonhson, com tendências presbiterianas mais radicais, se extinguiu

praticamente depois de sua morte em 1610. O outro, o de Ainsworth, praticando uma teoria mais suave de presbiterianismo, em que os diáconos e os anciãos (presbíteros apontados pela igreja para esse cargo) eram não os legisladores ou diretores da igreja, mas formadores de um Conselho de coordenação e assessoria de suas assembléias. Depois da morte de Ainsworth, ocorrida em 1618, esse trabalho também se dissolveu.

Mais importante, historicamente, foi a experiência das congregações independentes

de Gainsborough, no distrito onde se encontram os condados de Nottingham, York e

Lincoln, em 1602. Cedo, porém, uma parte da congregação começou a reunir-se na Manor-House ou casa senhorial de Scrooby, residência de William Brewster, chefe dos Correios da localidade e responsável pela troca de cavalos utilizados no serviço postal.

Assim formou-se uma nova comunidade independente, poucas milhas além de Gainsborough e plenamente identificada com ela.

Logo, no entanto, as duas congregações tiveram que exilar-se na Holanda, pois o rei Tiago, subido ao trono em 1603, ameaçava com desterro ou prisão aos dissidentes religiosos. Primeiro foi o grupo de Gainsborough, chefiado por John Smyth, em 1606; depois o de Scrooby, em 1608, com Richard Clifton no pastorado, William Brewster como seu assistente e John Robinson como mestre. Três congregações de exilados ingleses se encontram, pois, em Amsterdam: o da Ainsworth, já em vias de presbiterianizar-se, o de John Smyth e o de John Robinson, agora tornado pastor de sua comuni-dade, visto Clifton se haver transferido para a de Ainsworth.

John Smyth entrou logo em choque com o grupo de Ainsworth por causa do seu presbiterianismo. Em 1609, convenceu-se de que o batismo infantil, que todos praticavam, era antibíblico e batizando a si mesmo e depois a seus companheiros, iniciou com o seu grupo, na Holanda, a linhagem histórica dos batistas. O. método usado para o batismo era, naquele tempo, o de afusão; o problema da imersão surgiu mais tarde, lá por 1640, na Inglaterra, para onde o grupo voltou, com Helwys, após a exclusão de Smyth, que se havia passado para a comunidade dos menonitas, em 1611.

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John Robinson era inimigo de contendas. Transferiu sua congregação para Leyden, cidade ao sul da Holanda, sobre o Reno, em 1609. De um cento de pessoas que contava, na chegada, o grupo já se compunha de 300, quando uma parte, sob o comando de Henry Jacob voltou a estabelecer-se em Londres, organizando a igreja de Southwark, em 1616. Os que ficaram na Holanda resolveram emigrar para o Novo Mundo. No começo de 1620 combinou-se que uma parte da congregação viajaria para lá, enquanto Robinson e seus companheiros permaneceriam na Holanda, a eles reunindo-se mais tarde. Dois navios foram fretados: o Speedwell e o Mayflower. Mas o primeiro não apresentou condições de atravessar com segurança o oceano e o Mayflower, com 102 Peregrinos a bordo, se fez á vela, alcançando a 10 de novembro as praias de Cap Cod. A 20 de dezembro mudaram-se para um porto mais abrigado, a que deram o nome de Plymouth, em lembrança do último porto inglês que haviam deixado. A bordo, os Peregrinos haviam assinado um Pacto, relativo à colônia que iriam fundar e à fidelidade com que se conduziriam em relação a Deus e uns aos outros. Na base desse Pacto foi organizada a primeira comunidade congregacionalista na América, como extensão da Igreja de Scrooby, emigrada na Holanda.

II

Em 1628, um grupo de imigrantes anglicanos estabelecia-se em Salem, na costa de Massachussetts, ao norte de Plymouth. Seu comandante era John Endicott. O alvo era organizar uma pequena colônia de pesca, para a qual se havia obtido autorização real. Compunha-se a colônia de 50 habitantes. Não haviam trazido médico. O grupo sofreu terrivelmente de escorbuto e outros males devidos ao desconforto da região e à falta de alimentos. A seu pedido, o Dr. Samuel Fuller, da colônia de Plymouth, os atendeu, e relações cordiais se estabeleceram entre as duas colônias, apesar do antagonismo das igrejas que representavam.

Na primavera de 1629 nova onda de anglicanos chegou à baía de Massachussetts, comandada por John Winthrop; trezentos homens, um cento de mulheres e crianças, farto equipamento de munições e alimento, vestuário e armas. Três ministros anglicanos acompanhavam a expedição, pois o alvo era estabelecer uma colônia de puritanos na América. Ficou célebre a frase com que Francis Higginson, um dos

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ministros, se dirigiu ao litoral inglês quando o navio em que ia alcançava o alto mar:

"Farewell, dear England!" 1 confirmando que não saíam do país como "os separatistas" (os colonos de Plymouth), mas como fiéis e puritanos filhos da Igreja.

Chegando, porém, à América, onde os de Endicott se uniram a eles, e antes que buscassem paragens mais propícias para o estabelecimento definitivo, como em Charleston e Boston, que vieram a fundar, uma importante questão os novos colonos tiveram que resolver, ao organizar em Salem a primeira igreja evangélica em solo americano. Pelo Ato de Conformidade vigente na pátria e pelos processos tirânicos com que o arcebispo Laud tratava os puritanos, não receberiam nenhum apoio da Igreja Inglesa, nem também do Rei. A ordenação episcopal com que os ministros haviam sido investidos pela Igreja, não seria revalidada por ela para a Igreja de Salem. Longe da Inglaterra e com essas dificuldades para o apoio que receberiam do Rei e da Igreja, verificaram que o sistema eclesiástico mais indicado naquela terra do Novo Mundo, onde muito seria requerido do espírito criativo e pioneiro das igrejas que fundassem, era não o sistema compacto da Igreja Anglicana, cuja sede de decisões estava na Inglaterra, mas o sistema flexível e congregacional da vizinha colônia de Plymouth. Apesar de anglicanos, a influência das idéias calvinistas e algumas doutrinas de Browne e de Barrowe sobre a "teologia do povo de Deus" gozavam de simpatia e aceitação em muitos grupos e líderes puritanos e nenhuma dificuldade houve para que os novos colonos escolhessem como sistema das igrejas que fundassem o sistema congregacionalista da colônia de Plymouth. Assim, a igreja de Salém, organizada em agosto de 1629, tomou o nome de Igreja Congregacional, sendo imitada pelas igrejas seguintes. A generalização do nome congregacional por essas igrejas e a importância histórica que elas e a nova colônia, mais próspera que a de Plymouth, alcançaram no desenvolvimento dos Estados Unidos, veio a criar a imagem de que aqueles colonos de Massachussetts foram os representantes e os introdutores do congregacionalismo na América.

Na verdade, o congregacionalismo foi adotado, ali, não por convicção nem por conversão doutrinária, mas por expediente político e administrativo. Tanto que aquela colônia, formada por igrejas que se diziam congregacionais, teve uma

1 Nota de tradução: Adeus, querida Inglaterra!.

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organização peculiar, conhecida como "a teocracia da Nova Inglaterra", onde os direitos civis e políticos dos colonos dependiam de sua filiação ás igrejas. Isso conflitava frontalmente com o espírito e a doutrina congregacional; em que os batistas e os independentes pugnavam por absoluta separação entre a Igreja e o Estado. O clima de intolerância da Igreja estatal tornou-se denso e cruel, tanto no policiamento dos costumes, quanto no problema da liberdade religiosa. Roger William teve que abandonar Boston, expulso dali, e ir para Rhode Island, onde fundou uma igreja batista. Outros aspectos e processos administrativos da colônia, cedo derramando-se por Massachussetts, Maine e Connecticutt, como o Pacto de. Meio-Caminho, o desenvolvimento de uma quase "união orgânica" entre as igrejas dos vários distritos com centralização cada vez maior de poder governativo das assembléias distritais sobre as comunidades locais, assim como uniões sucessivas com outros grupos eclesiásticos permitiram que se introduzissem práticas não compatíveis com a política tipicamente congregacional. A união com os presbiterianos, na marcha para o oeste, celebrada em 1801, fez com que se perdessem, em 50 anos, cerca de 2.000 congregações, que se fizeram presbiterianas. O movimento unitariano, introduzido em Boston por volta de 1776, em 1815 separava da denominação 12 das 14 igrejas da cidade, com todos os seus bens patrimoniais. O mesmo aconteceu no resto de Massachussetts, onde 96 igrejas se passaram para o novo credo e muitas outras, diminuídas de seus membros, tiveram que reiniciar suas atividades com os poucos que restaram.

Só depois do Segundo Grande Avivamento, a partir de 1796 e durante a primeira metade dos anos oitocentos, a denominação se pôde recompor, graças ao melhor preparo teológico de seus líderes nos cursos de Yale e Andover, aos movimentos em prol da libertação dos escravos e da moralização dos costumes públicos, principalmente contra a embriaguez, e, mais precisamente, através dos estudos bíblicos nas Escolas Dominicais e no engajamento denominacional na obra de Missões Estrangeiras e Denominacionais.

Contudo, a política ecumênica, impondo-se às naturais reservas denominacionais internas, levaram os congregacionais americanos a se unirem à Igreja Cristã, em 1871, para formarem o Concílio das Igrejas Cristãs Congregacionais e, recentemente, em 1958, sua fusão com a Igreja Reformada produziu a atual Igreja Unida de Cristo, nome corporativo estranho ao conceito eclesiástico do

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congregacionalismo. Na Inglaterra, a transformação foi mais lenta, pelos motivos óbvios de ali ser a pátria do espírito eclesiástico independente. No entanto, em 1972,

a União das Igrejas Congregacionais da Inglaterra e do País de Gales, fundindo-se com a Igreja Presbiteriana da Inglaterra, passou a formar com esta a United Reformed Church, à semelhança dos Estados Unidos.

Apesar dessas fusões e descaracterizações congregacionalistas, muitas comunidades isoladas, através dos tempos e ainda agora, se tem procurado manter fiéis às suas origens, tanto na América como na Europa.

III

O Doutor Kalley era de origem presbiteriana. Particularmente, era avesso a

organizações legalistas e centralizadas. Seu espírito pastoral e ele se caracterizava exatamente por seu ministério pastoral junto ao rebanho o aproximava extraordinariamente de John Robinson, o celebrado pastor de Scrooby, igreja-mater do congregacionalismo, em sua concepção do "povo de Deus", da Igreja, e na aversão a contendas e dissensões entre cristãos. Assim, ao criar a primeira Igreja Evangélica no Brasil, "Kalley se distanciou da sua tradição

presbiteriana, rígida em matéria de ordem eclesiástica e introduziu uma constituição

de tipo congregacionalista. Com isso ficou expressada a independência da igreja

local de qualquer assembléia superior, a co-responsabilidade de todos os fiéis no governo eclesiástico" (José Carlos Peozzo Coordenador: História da Igreja no Brasil, tomo 11/2, página 243). Ainda que ele haja estabelecido presbíteros e, depois, diáconos, em sua comunidade eclesial, esse grupo de oficiais não recebe autoridade governativa na igreja, senão o ministério de orientar e assessorar a igreja que os elegeu, exatamente como esse corpo de varões e diáconos foi criado por Ainsworth na Holanda e mais tarde estabelecido nas comunidades congregacionalistas.

O nome Congregacional, por causa do liberalismo das igrejas americanas, no último

quartel do século XIX (1876-1900) e princípios do século XX, não gozava de boa reputação, quer com Kalley, de formação teológica e eclesiástica mais achegada ao grupo independente de Scrooby e de Robinson, quer nas igrejas que surgiram de

seu trabalho, no Brasil e em Portugal. Assim é que elas, a partir das igrejas que

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fundou, no Rio em 1858, e em Recife em 1873, chamavam-se simplesmente Evangélicas: Igreja Evangélica Fluminense e Igreja Evangélica Pernambucana. Quando, em 6 de julho de 1913, se reuniram 13 igrejas brasileiras, às quais se juntaram 5 de Portugal, para formarem uma entidade denominacional, esta recebeu o nome de Aliança das Igrejas Evangélicas Indenominacionais, mas já em 1916 era ele mudado para Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras e Portuguesas. Dai por diante, o designativo de Congregacionais estaria sempre presente no nome denominacional, embora as comunidades locais continuassem a se chamar Igrejas Evangélicas.

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CAPITULO 3 - DOIS IMPORTANTES LIVROS DE REFERÊNCIA E CONSULTA

Há dois livros básicos na exposição dos princípios congregacionais em relação tanto à estrutura eclesiástica das comunidades locais quanto a seu relacionamento na associação denominacional de que façam parte: Os Axiomas da Religião, do Dr. E. Y. Mullins, renomado teólogo e presidente, por muitos anos, do Seminário Batista de Louisville, e A Manual of Congregational Principies, escrito pelo Dr. R. W. Dale, a pedido da União Congregacional da Inglaterra e do País de Gales.

O primeiro, em tradução portuguesa do Dr. J. W. Shepard, definido num subtítulo

como "uma nova interpretação da fé batista", examina a teologia congregacional à luz da filosofia e apresenta os seis axiomas em que se expressam as leis espirituais do Reino de Deus segundo as Escrituras: o axioma teológico, o religioso, o eclesiástico, o moral, o cívico-religioso e o social, estabelecendo que "a Igreja é o plano divino para a realização dos propósitos do Reino de Deus" e que ela "é a incorporação, institucional dos princípios do Reino, e a única incorporação adequada". As leis espirituais do Reino, diz o autor, são: a lei da salvação, a lei do culto, a lei do serviço filial, a lei da liberdade, a lei da interdependência e da fraternidade, a lei da edificação e a lei da santidade. O principio fundamental da

religião é a competência da alma humana, sujeita a Deus, no sentido de suas relações pessoais com o Senhor. "Uma competência dependente de Deus, não uma competência no sentido de suficiência humana".

O segundo livro, o do Dr. Dale, não está, infelizmente, traduzido em português. O

Rev. Francisco António de Sousa, cujo centenário de nascimento ocorreu há pouco mais de dois anos, em 28 de outubro de 1979, organizador e mestre de nossa Denominação, começou a traduzir-lhe alguns capítulos, que fez publicar pelo. O Cristão. Sua prematura morte, em 13 de janeiro de 1924, com 45 anos incompletos, impediu que essa tarefa fosse continuada, o que foi verdadeira lástima. Concluída que ela fosse e com os comentários que o Dr. Sousa certamente faria ao nosso tipo de congregacionalíssimo, no Brasil, desde cedo e sob a autoridade de verdadeiro mestre congregacional, teríamos um Manual idóneo para evitar que em gerações

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futuras alguns desvios. viessem perturbar a linha congregacional das igrejas e da Denominação. O livro do Dr. Dale, em roteiro temático diferente do de Mullins, considera a igreja Congregacional em sua estrutura e administração, dividindo-se o texto em duas partes.

Na primeira, trata dos cinco princípios fundamentais e característicos, no seu todo, de uma igreja Congregacional:

1. E vontade de Cristo que todos os que nele crêem se organizem em igrejas;

2. Em cada igreja cristã a vontade de Cristo é a autoridade suprema;

3. É vontade de Cristo que todos os membros de uma igreja cristã sejam crentes;

4. Pela vontade de Cristo todos os membros de uma igreja cristã são diretamente

responsáveis perante ele por manter sua autoridade na igreja;

5. Pela vontade de Cristo cada comunidade de cristãos organizada para adoração,

instrução e companheirismo fraternal é uma igreja cristã, independente de controle externo.

Na segunda parte, o Dr. Dale estuda os problemas acerca dos Oficiais da Igreja, dos Sacramentos, do Culto e de alguns aspectos práticos do congregacionalismo:

Membresia, Relações Mútuas entre Igrejas, Credos e Confissões, Relacionamento com o Estado.

Termina com um Apêndice em que discute o significado neo-testamentário da palavra Igreja, a origem do episcopado e a opinião de eminentes historiadores sobre a primitiva organização da igreja cristã.

Um terceiro livro, muito útil pelas referências que temos lido a respeito, mas infelizmente esgotado, é Nossos Princípios: Um Manual da Igreja Congregacionalista (Our Principles: A Congregationalist Church Manual), pelo Rev. G. B. Johnson, editado em 1884, analisando a Teologia, a Politica, o Culto e a Vida ou a Experiência Cristã numa Igreja Congregacional.

Outra obra de indiscutível valor histórico é Creeds and Plataforms of Congregationalism, escrito por W. Walker em 1893 e recentemente reeditado. Em 1981, The Evangelical Fellowship of Congregational Churches (EFCC), da Inglaterra,

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fez publicar Evangelical & Congregational (The Principies of the Congregational Independents), trazendo em apêndice um texto da Declaração de Savoy, a histórica Declaração de Fé e Ordem em 1658.

O texto do próximo capítulo neste opúsculo está baseado principalmente nos dois primeiros livros já citados e em outros escritos sobre o mesmo assunto. Não é, portanto, interpretação individual ou pessoal, gratuita, do autor, em relação à Eclesiologia Congregacional, mas lições que trazem consigo o peso da História no testemunho dos mestres.

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CAPITULO 4 - PRINCÍPIOS CONGREGACIONALISTAS

I IGREJA

1. Teologicamente, Igreja é a família de Deus, constituída de quantos, independentemente de qualquer confissão religiosa e acima dela, tenham. sido ou serão, pela fé, beneficiados pelo Concerto da Graça em Cristo. Abrange todos os crentes, nas igrejas locais e fora delas. É a palavra em toda a sua plenitude, a comunidade invisível, mas real aos olhos de Deus, de todos os salvos. A Igreja que Cristo, seu Cabeça e Senhor, irá apresentar ao Pai, gloriosa, sem ruga e sem defeito (Ef 5.25-27).

2. Historicamente e no tempo, é a comunidade dos que professam fé em Cristo,

segundo as Escrituras, e se associam, de acordo com os padrões de doutrina por eles tidos como legítimos, para adoração, instrução bíblica, crescimento espiritual, cultivo da fraternidade cristã, testemunho de Cristo e filial serviço diante de Deus e no mundo.

3. Pode também designar o conjunto das igrejas locais existentes numa região,

como quando se diz que a "igreja por toda a Judéia, Galiléia e Samaria tinha paz" (At

9.31) ou quando Paulo confessa ter sido "perseguidor da igreja" (Fp 3.6). A referência não é a uma comunidade estruturada naquelas regiões, mas às comunidades locais da Judéia, Samaria e Galiléia e àquelas que Paulo assolava, como havia feito à de Jerusalém.

4. O modelo bíblico de Igreja é a comunidade local. O conceito congregacionalista

cinge-se a esse modelo neo-testamentário. Não há tal coisa, no Novo Testamento, como uma Igreja Urbana, ou Provincial, ou Nacional em termos de estrutura e organização. Cada comunidade local é uma verdadeira igreja, autónoma, independente administrativamente de suas co-irmãs, embora a elas ligada pela fraternidade da fé e pela participação da mesma vocação em Cristo. Cada uma delas é um microcosmo, uma especializada localização no corpo universal da Igreja. Não são unidades que, somadas, formam a Unidade Maior, mas pontos em que a

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Igreja se manifesta em sua plenitude de significado, natureza e missão (1 Co 1.2; 1 Ts 1.1).

5. Conquanto as comunidades locais se organizem sob critérios humanos de fé e

obediência a Deus e, portanto, com evidentes e naturais imperfeições, o objetivo final de cada uma é alcançar o pleno conhecimento e experiência da revelada verdade das Escrituras e da "boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm 12.1- 8; Ef 4.1-16). Assim, o padrão divino da Igreja superpõe-se, na consciência cristã, aos padrões relativos e atuais de sua experiência pessoal e cultural.

II AUTONOMIA E SOBERANIA DAS IGREJAS LOCAIS

1. Autonomia é a faculdade que uma organização tem de se administrar por suas

próprias leis, de fazer ela própria as leis que a regem; é independência administrativa, governo próprio. Soberania é a situação de quem para dirigir-se e governar-se, não está sujeito e subordinado a qualquer poder coercitivo fora de si mesmo. Quando se diz que uma igreja congregacional é autônoma e soberana é isso mesmo que se diz dela.

2. Sua assembléia de membros, isto é, o povo da igreja reunido em assembléia, na

paridade de todos, é o poder supremo para sua direção. Nenhuma outra igreja, nenhuma convenção de igrejas ou autoridade eclesiástica ou denominacional pode exercer sobre ela qualquer parcela de comando ou poder legislativo.

3. Independência significa a situação de quem não depende de ninguém. O congregacionalismo não usa essa palavra em seu sentido amplo, aplicando-a a suas igrejas. Historicamente elas foram chamadas independentes na esfera de suas relações com o Estado e com a Palavra e não em conformidade com ritos e doutrinas decretadas por aquelas entidades. Independência, no sentido comunitário das igrejas, segundo o congregacionalismo, significa autonomia e não isolamento, liberdade de governo e de consciência e não irresponsabilidade comunitária, democracia em seu mais alto grau e não individualismo egoísta e exclusivista.

4. A presença de Cristo em cada comunidade (Igreja = corpo de Cristo), a direção do Espírito em cada uma e em cada um dos membros que a compõem, fazem que a

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assembléia de uma comunidade congregacional, agindo em espírito de Igreja, sob o princípio neo-testamentário do Sacerdócio Universal dos Crentes, seja a expressão de uma sociedade espiritual cuja autonomia e independência decorrem de sua posição em Cristo e sua obediência a Ele.

5. A legitimidade cristã das decisões de uma assembléia eclesiástica, portanto, não

depende dos votos democráticos de seus membros, mas da concordância daquelas decisões com a vontade de Cristo, cabeça e Senhor da Igreja.

6. Por sua concepção básica da Igreja como povo de Deus, vinculado à soberania

de Cristo e habitação do Espírito que lhe foi prometido por sua divina Cabeça, mas

manifestando-se neste presente século nas limitações e conflitos da carne, o congregacionalismo reconhece que as comunidades eclesiais organizadas podem errar na compreensão da vontade de Cristo em determinadas circunstancias de fraqueza e engano, tal como os crentes individuais.

No entanto, em casos de divergências opinativas, a caridade mútua, vínculo da perfeição e da unidade da fé (Cl 3.12-15), induz-nos a sobrelevar essas divergências em espírito de tolerância e comunhão 2 .

III IGREJAS LOCAIS E COMUNIDADES DE IGREJAS

1. O que caracteriza uma comunidade como igreja é o fato de que ela está dirigida

por Cristo e é obediente a Ele. Nessa obediência a Cristo, como Cristo não está dividido, há um laço inevitável que faz das igrejas uma Igreja. A união de cada uma

2 Esse espírito de tolerância e comunhão entre membros e Igrejas é caracteristicamente congregacional, com a lição e exemplo da Igreja-mater de Scrooby, alimentada pelo ministério pastoral de John Robinson. Em 1616, um grupo de refugiados em Leyden voltou à Inglaterra e, sob o pastorado de Henrique Jacob, organizou uma Igreja em Southwork, próximo a Londres. Em 1633, uma parte da Igreja tornou-se anti-pedobatista, liderada por Samuel Eston. Em 1636, sob o pastorado de Henry Jessey, nova discussão se fez e John Spilbury, então pastor do primeiro grupo dissidente,

aceitou os novos membros vindos do pastor Jessey, com eles formando a primeira Igreja "batista particular", assim chamada por sua doutrina de expiarão limitada. Em 1640, tanto a Igreja de Spilbury quanto a de Jessey chegaram a conclusão de que o batismo por afusão ou aspersão, quer ministrado

a adultos ou a crianças, deixava de ser a forma correta do batismo apostólico, adotando em seu lugar

a forma imersionista. Quatro anos depois, 14 igrejas batistas particulares firmavam uma Declaração de Fé inserindo uma definição do batismo por imersão entre seus 50 artigos. O notável, em todas essas divisões, foi o clima de compreensão e caridosa tolerância em que elas se realizaram: em assembléias cinde cada grupo se despedia um do outro "com orações e muito amor". Quando o pastor Jessey se converteu ao anti-pedobatismo e imersão, rebatizou a muitos membros que o acompanharam em suas convicções, mas por longo tempo continuou pastor da mesma congregação, onde batistas e pedobatistas se toleravam, em aceitação mutua.

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a Cristo faz que todas estejam unidas entre si, não por efeito de subordinação formal de uns aos outros, mas por causa daquela união a Cristo e em Cristo. Unidade e Comunhão expressam melhor o sentido dessa união em Cristo, desvestindo-a do sentido de simples companheirismo e ajuntamento.

2. Assim, na experiência dessa unidade e comunhão, cada igreja congregacional,

por sua natureza, se obriga: (1) a respeitar o caráter e os atos eclesiásticos de suas co-irmãs e a evitar que se desprestigie sua justa autoridade e influencia; (2) a promover o bem-estar e a integridade delas; (3) a fortalecer, em colaboração com elas, as tarefas comuns que a todas incumbe na causa do Evangelho.

3. É, pois, natural e conveniente, que as igrejas locais, na liberdade de sua

autonomia e na experiência e responsabilidade dessas tarefas comuns, constituam

entre si federações e associações pelas quais expressem, cooperativamente, seu espírito de fraternidade e companheirismo.

4. Essa entidade, criada pelas igrejas para coordenação, estudos e promoção de

interesses comuns, não tem caráter eclesiástico no sentido de exercer funções e prerrogativas de igreja: é órgão das igrejas federadas, instrumento de sua vida comum, sem que nenhum poder lhe seja atribuído sobre qualquer comunidade associada no caráter de para ela legislar.

5. Uma Denominação congregacionalista é uma União, uma Associação, uma

Federação, uma Confederação, Concilio ou Convenção de Igrejas, mas nunca uma Igreja em si mesma. Não batiza, não recebe, não disciplina, não exclui membros de igrejas; não dirige assembléias de igrejas locais nem administra os seus bens; não ordena ministros por seu próprio poder para as igrejas, mas a pedido e em colaboração com elas, visto o ministério necessitar de credenciais para todas; não ordena nem instala pastores, presbíteros e diáconos.

6. Quando uma comunidade se organiza e toma o nome comum de uma

comunidade de igrejas, avocando, assim, reconhecimento público como unia delas, torna-se evidente que isso deva ser feito em consulta e informação entre a nova igreja e a comunidade. O ministro, em sua ordenação, ou consagração para o ministério, é um pastor, em exercício ou não. Ainda que não assuma efetivamente a

direção de uma igreja, recebe essa capacidade, ainda que nunca venha a exercer.

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Por isso, a ordenação de um ministro, assim inclusiva em seus efeitos é, na doutrina congregacional, cerimônia sob responsabilidade de uma igreja. Desde nossas primitivas Constituições Denominacionais, consoante o costume congregacional, estabeleceu-se que, na ordenação de ministros, as Juntas ou Convenções deviam agir "a pedido de uma igreja local", exigindo-se que essa ordenação fosse sempre efetivada perante uma igreja reunida ou durante o funcionamento de uma Convenção, reconhecendo .a intima ligação entre essa solenidade e a igreja.

7. Os princípios da democracia congregacional que vigem na administração da igreja

local são transportados para a administração da Convenção ou União, atendendo-se á área especifica de cada uma delas. O crente individual permanece, em sua

autonomia de alma, na responsável comunhão de sua igreja. As igrejas, em sua autonomia eclesiástica, permanecem espontânea e livremente em sua associação denominacional. Essa permanência, por ser livre e espontânea, impõe a responsabilidade de cooperação e companheirismo, não por uma obrigação legal mas como fruto de uma comunhão conduzindo a atitudes voluntárias de participação, ressalvados problemas de consciência que se possam interpor.

8. As relações que unem uma igreja à Denominação são, assim, de companheirismo

responsável, cooperativo e conciliador e não de sujeição impositiva. Quando igrejas autónomas e independentes nessa autonomia se reúnem e se associam para democraticamente definirem assuntos de interesse comum e cooperarem no atendimento deles, é da própria natureza democrática desse encontro que seus resultados sejam válidos para toda a comunidade denominacional. Numa democracia pura, numa democracia de espírito como é e precisa ser uma democracia evangélica, não pode haver complexos de maioria impositiva nem de agastamentos e reservas de minorias dominadas.

IV OFICIAIS ECLESIÁSTICOS

1. Os oficiais de uma igreja congregacional são denominados de pastor, presbítero e

diácono.

2. O pastor exerce precipuamente as funções de presidente da igreja, com a responsabilidade de sua doutrinação, de acordo com as Escrituras, em todos os

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aspectos de sua vida como igreja. Esta pode ter pastor ou pastores auxiliares e associados, definidas as áreas de atuação de cada um. Um pastor deve ser sempre escolhido entre os ministros da Denominação, para efeito de maior largueza e aval comunitário de sua atuação.

3. Presbíteros e diáconos (assim como o ministro em suas funções locais de pastor)

são oficiais de função restrita à igreja que os elegeu e ordenou. A ordenação de uns e outros e sua instalação nos postos a que foram eleitos, é de competência da igreja que os elegeu.

4. A igreja local é livre para consagrar obreiros para atividades especificas em seu

próprio campo de atividades e ministério, além dos oficiais acima citados, sempre que julgar conveniente e útil.

V RECEPÇÃO E DISCIPLINA DE MEMBROS DE UMA COMUNIDADE LOCAL.

1. Membros de uma igreja local são recebidos por batismo e profissão de fé, transferência de outra igreja ou por jurisdição. Esta só se deve verificar na impossibilidade de se obter para o candidato carta de transferência de sua comunidade de origem. Cartas de transferência não devem ser solicitadas pela igreja receptora, mas motivo de entendimento livre entre o candidato e a igreja da qual é membro, para evitar-se proselitismo entre igrejas e manter o prestígio e respeito que as igrejas se devem umas às outras. Em virtude disso, é de todo conveniente não se receber, ainda que por jurisdição, um candidato sob disciplina de outra igreja, a menos que haja reconciliação aceita por esta.

2. A disciplina imposta por uma igreja local sobre seus membros deve ser assunto

de cuidadoso estudo pela igreja e sempre exercida com o objetivo amoroso de

corrigir e restaurar o que incorreu na falta motivadora dela.

3. Quer na recepção quer na disciplina, na transferência ou na reconciliação de seus

membros, o poder de exercê-los compete à assembléia eclesiástica.

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VI AS ORDENAÇÕES ECLESIÁSTICAS

1. As igrejas congregacionais, como as demais igrejas evangélicas não são sacramentalistas. O batismo dos crentes, para sua filiação à igreja, e a Ceia do Senhor, como símbolo da continuidade da comunhão dos crentes com seu Deus e com seus irmãos, não são considerados como sacramentos, no sentido de conferirem, por si mesmo, qualquer graça ao batizando e aos comungantes. São considerados ordenanças de Jesus para sua Igreja, ainda que, pelo reverente temor e obediência daqueles que se beneficiam dessas cerimônias, possam, e por causa desse temor e reverente obediência, se tornar ocasião e motivo de bênçãos pessoais.

2. As igrejas congregacionais da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do

Brasil, embora reconheçam a validade do batismo por imersão e por afusão, e recebam por transferência membros de outra igreja assim batizados, praticam, por motivo de ordem, a forma de batismo por aspersão.

3. O batismo de crianças não é observado nessas igrejas, em virtude de o batismo

significar um sinal de fé adulta e consciente.

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CAPITULO 5 - DA ESCOLA DOMINICAL DE PETRÓPOLIS À ATUAL UNIÃO DE IGREJAS CONGREGACIONAIS

Em 12 de outubro de 1838, acompanhado de sua primeira esposa, D. Margarida, o Dr. Robert Kalley desembarcou em Funchal, capital da Ilha da Madeira, possessão portuguesa no Atlântico norte africano, a oeste das costas de Marrocos. Ali e às suas próprias custas, pois havia cancelado sua inscrição de obreiro na Sociedade Missionária de Londres, pela qual pretendia ser enviado à China, o Doutor desenvolveu um abençoado e pioneiro ministério de evangelização durante oito anos, valendo-se da assistência médica que prestava em seu consultório e no pequeno hospital que fundou, das reuniões de oração e estudos bíblicos que realizava ali e em diversos pontos da ilha nas casas dos crentes, e das escolas que estabeleceu e nas quais, durante os seis anos em que puderam funcionar, mais de 2.000 pessoas puderam escapar do analfabetismo predominante entre os ilhéus.

As perseguições movidas pelo clero católico, com a conivência das autoridades, foram constantes e terríveis. Espancamento, prisões entre as quais uma do próprio Doutor, e até uma pena de morte decretada contra uma crente, foram episódios desses oito anos de grandes tribulações. Em 8 de maio de 1846, o Rev. William Hepburn Hewitson, enviado pela Igreja Presbiteriana Livre da Escócia, fundava em Funchal a primeira Igreja Presbiteriana da Madeira, formada de nativos madeirenses e portugueses alcançados pela pregação do Dr. Kalley, com cerca de 100 membros e um corpo de oficiais composto de 6 presbíteros e 5 diáconos. A perseguição recrudesceu e atingiu o auge na madrugada do dia 9 de agosto de 1846. D. Margarida teve que asilar-se no consulado inglês. O Doutor, pelo perigo de permanecer em casa, dela fugiu, disfarçado de camponês, indo ocultar-se na quinta dos Pinheiros. Uma turbamulta, capitaneada pelo cônego e pelo governador, com civis e soldados armados de tochas, espingardas e varapaus, assaltaram sua residência e, não o encontrando, arrombaram as portas, saquearam a casa e carregaram para a rua móveis, livros e tudo que puderam arrastar, fazendo uma grande pilha a que atearam fogo. Os crentes, apavorados, fugiram para os montes, abandonando suas casas, entregues à sanha dos amotinados. Um grupo corajoso, tendo à frente o irmão João Fernandes da Gama e o Sr. Francisco de Souza Jardim

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(naquele tempo ainda não convertido) rumou para a quinta dos Pinheiros e conseguiu fazer com que o Doutor, disfarçado como uma velha senhora doente, fosse carregado numa rede através da cidade e da multidão dos perseguidores e chegasse até a praia, de onde se transportou para um navio inglês, onde D. Margarida, sua criada e alguns outros crentes já se encontravam. Cerca de 3.000 crentes madeirenses tiveram também que abandonar a ilha, dirigindo-se para as ilhas da Trindade, São Kitts, São Vicente, Antígua e outros pontos das Antilhas, onde passaram a viver com dificuldade. Felizmente os crentes dos Estados Unidos, através da Sociedade Protestante da América do Norte, abriram as portas daquele país aos exilados, que transportados para Illinois, ali fundaram duas igrejas, em Springfield e Jacksonville.

O Dr. Kalley, de volta à Escócia, viajou pouco depois para o Oriente. D. Margarida faleceu durante essa viagem, sendo sepultada na cidade de Beirute, em janeiro de 1852. No final desse mesmo ano, o Doutor conheceu, ali, a jovem Sarah Poulton Wilson, com quem veio a casar-se. Em 1853-54 o casal visitou os madeirenses de Illinois e ali, lendo o livro Reminiscências de Viagem e Residência no Brasil, de Daniel P. Kidder e uma carta em que o autor solicitava à Sociedade Bíblica Americana o envio, para o Brasil, de três casais madeirenses a fim de fazerem o trabalho de colportagem, o Doutor e D. Sarah sentiram nisso "o chamado da Macedônia" e, no ano seguinte, a 10 de maio de 1855, desembarcavam no Rio de Janeiro para iniciarem novo campo de trabalho. Aqui ficaram desde essa época até 16 de julho de 1876, quando partiram definitivamente para a Escócia. De seu trabalho pioneiro resultou, em 1913, 37 anos depois, a organização denominacional, em caráter de Aliança, das igrejas congregacionais dó Brasil e Portugal.

A história congregacional no Brasil, começando com o ministério de Kalley, pode ser apresentada em cinco períodos de desenvolvimento.

I PRIMEIRO PERÍODO MAIO DE 1855 a JULHO DE 1876

Este período corresponde à estada do casal Kalley no Brasil. É o Período da Implantação do Trabalho. Seus episódios centrais são:

Fundação da Escola Dominical em Petrópolis, a 19 de agosto de 1855;

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Convite do Doutor aos madeirenses de Illinois para o virem ajudar no Brasil. No

final do ano, chega William D. Pitt, aluno antigo de D. Sarah, na Inglaterra, e, no ano

seguinte, três casais portugueses: Francisco da Gama, com mulher e três filhos, Francisco de Sousa Jardim, com esposa e três filhos e Manoel Fernandes, com esposa e uma prima. Ficam no Rio de Janeiro os três primeiros, enquanto Manoel vai para Petrópolis.

A casa de Francisco da Gama, na rua Boa Vista, bairro da Saúde, torna-se o

centro do trabalho, no Rio. Ali ele abre uma pequena escola e instala serviços de

cultos domésticos, com orações e estudos bíblicos. A evangelização é realizada através da colportagem, venda de tratados evangélicos e livros fornecidos pelo Doutor, visitações e evangelismo pessoal.

O Doutor colabora intensamente na imprensa, tanto na promoção de livros como

na focalização de assuntos religiosos; trava relações com figuras proeminentes do

Império, inclusive o próprio Imperador, e pessoas de projeção em Petrópolis; numa viagem que faz à Inglaterra, traz dali Mariana, irmã de Pitt; em agosto, chega ao Brasil a jovem Mary Jane, com que este se casou.

Em 8 de novembro de 1857 é batizado o português José Pereira de Sousa Louro

em Petrópolis e, no Rio, em 11 de julho de 1858, o brasileiro Pedro Nolasco de Andrade. Essa é a data inaugural da Igreja Evangélica Fluminense, organizada com14 membros: o casal Kalley, os três casais madeirenses, William Pitt e senhora, Maria Fernandes, prima de Manoel, Mariana, irmã de Pitt, José Pereira de Souza Louro e Pedro Nolasco de Andrade.

O trabalho prossegue com dificuldade. Há perseguições no Rio, em Santa Luzia,

Saúde e São Diogo. Firma-se o trabalho na Praia Grande (Niterói). O Doutor, por seu relacionamento com autoridades e sua pertinácia no buscar o amparo das leis, influi no reconhecimento da liberdade de culto e, depois, no reconhecimento oficial do casamento dos não-católicos, registro civil de seus filhos, óbitos registrados em cartórios e em haver nos cemitérios públicos "um lugar separado para a sepultura dos protestantes".

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Em 17 de novembro de 1861, é publicado Salmos e Hinos, com 50 letras de

cânticos, sendo 18 salmos e 32 hinos, num pequeno volume de 18 páginas. Em

1868 vem a lume a primeira edição com música, a quatro vozes.

O trabalho prossegue, fora do Rio; são visitados Magé, Cantagalo, Porto das

Caixas, Vassouras, Rodeio, fazendas no sul de Minas. Em 1865, Richard Holden liga-se à Igreja Evangélica Fluminense, em que foi pastor auxiliar, dela afastando-se mais tarde por causa de suas convicções darbistas. Em 19 de outubro de 1873 o Dr. Kalley instala, em Pernambuco, a Igreja Evangélica Pernambucana, com 12 membros batizados na ocasião.

Em 31 de dezembro de 1875, foi eleito co-pastor da Igreja Fluminense o Rev.

João Manoel Gonçalves dos Santos, sendo ordenado e empossado no dia seguinte.

Em 10 de julho de 1876, o casal Kalley retira-se definitivamente para a Escócia,

oito dias depois de haver sido aceito pela igreja o texto dos 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo.

II SEGUNDO PERÍODO 1876 a 1913

Este período estende-se da partida do casal Kalley definitivamente para a Escócia, à instalação da Convenção das Igrejas do Brasil e Portugal. É o período do Desenvolvimento Eclesiástico. Fatos marcantes:

Falecimento do Dr. Kalley, em 17 de janeiro de 1888.

Fundação da Sociedade de Evangelização, mais tarde chamada do Rio de

Janeiro e depois Missão Evangelizadora do Brasil e Portugal, por um grupo de irmãos, tendo à frente o Rev. João dos Santos, o presbítero José Luiz Fernandes

Braga e o missionário Henrique Maxwell Wright, em 1890.

Em 1892, funda-se O Cristão, por iniciativa do Sr. José Luiz Fernandes Braga júnior e do Sr. Nicolau Ricardo Soares do Couto Esher.

Em 1892, D. Sarah e o Dr. João Gomes da Rocha, filho adotivo do casal, em

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companheiros fundam em Edimburgo a Help for Brazil Mission, para ajudar as igrejas do campo brasileiro.

Obreiros da Missão Evangelizadora e da Help for Brazil, tanto como o trabalho

dos crentes nas comunidades que vão surgindo, estendem o campo das igrejas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Pernambuco. Em Portugal, os

trabalhos se estabelecem e prosperam em algumas cidades.

Em 6 de julho de 1913, na Casa de Oração da Igreja Evangélica Fluminense,

então na rua Marechal Floriano, 185, graças aos esforços do Rev. Francisco Antônio de Sousa, batizado em 1900 e ordenado em 1911, e do Rev. Alexandre Telford,

obreiro missionário, instala-se a primeira Convenção das Igrejas Evangélicas Indenominacionais. Estão representadas 13 igrejas: Fluminense, Pernambucana,

Niterói, Passa Três, Caçador, Encantado, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Monte Alegre, Paranaguá, Paracambi, Paulistana e Santista. Não puderam comparecer as igrejas de Portugal, em número de 5: Lisbonense, Chelense, Figueirense, Ajudense

e Rossiense. Estavam presentes os ministros brasileiros daquela época: Revs.

Francisco Antônio de Sousa, Pedro Campelo, Leônidas Silva, Manoel Marques, Elias José Tavares, e os representantes leigos das igrejas: presbíteros José Luiz Fernandes Braga, Israel Gallart, Manoel Palmeira, José Elias Tavares e José Elias Martins, e os Srs. Manoel Batista, Domingos Correia Lage, Antônio da Silva Oliveira. Foi presidente da Convenção o Rev. Alexandre Telford. 16 delegados ao todo.

III TERCEIRO PERÍODO 1913 a 1942

Os fatos compreendidos neste período se estendem da Primeira Convenção das Igrejas do Brasil e Portugal à União com a Igreja Cristã Evangélica. E o período da Expansão Nacional.

E instalado o Seminário Evangélico Congregacional em 3 de março de 1914,

tendo como professores os Revs. Francisco de Sousa, Alexandre Telford, Leônidas

Silva e Pedro Campelo, e como alunos os irmãos Jônatas Tomás de Aquino, Bernardino P. Cardoso, José Barbosa Ramalho e Abílio Nogueira (que não pôde

concluir o curso por motivo de enfermidade) e, logo depois, Fortunato Gomes da Luz

e Domingos Correia Lage, todos consagrados ao ministério em 1919. Neste ano,

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matricularam-se 11 alunos, entre os quais Ismael da Silva Jr., Alfredo Pereira de Azevedo, Augusto Paes de Ávila, João Corrêa de Ávila, João Mazotti Jr. e Paulo Hecke, ordenados em 1925, já como alunos do Seminário Unido ou Faculdade de Teologia das Igrejas Evangélicas do Brasil, criada em 1918, com a cooperação dos presbiterianos, metodistas e congregacionais. Em 1921, a União de Igrejas resolveu fortalecer a obra cooperativa e transferiu os alunos de seu Seminário para a Faculdade. Em 1932, voltaram a funcionar as aulas do Seminário Evangélico Congregacional, sob a reitoria do Rev. Alfredo Pereira de Azevedo, na rua do Costa 60, no edifício da Igreja Evangélica Fluminense.

O Cristão, oferecido pelo presbítero José Luiz Fernandes Braga, torna-se o órgão oficial da Denominação.

A Federação Evangélica Congregacional do Brasil, em 1934, em sua 10a Convenção, para conservar a cooperação das igrejas do nordeste, que se haviam constituído em União, divide o campo congregacional em três Uniões federadas: a do Norte, a do Sul e a de Portugal, com as quais coopera a Missão Evangelizadora do Brasil e Portugal.

Faleceram, nesse período, entre outros ministros, os Revs. Francisco Antônio de Sousa (13 de janeiro de 1924), João Manoel Gonçalves dos Santos (20 de junho de 1928), Leônidas P. da Silva (14 de março de 1919), Manoel Marques (1931). Em 16 de março de 1920 falecia o presbítero José Luiz Fernandes Braga, remanescente dos primeiros tempos da Igreja Fluminense, pois fora batizado pelo Dr. Kalley em 6 de dezembro de 1863, quando a Igreja se reunia ainda na rua do Propósito, em casa do presbítero Francisco da Gama.

IV QUARTO PERÍODO 1942 a 1969

Neste período a União das Igrejas Evangélicas do Brasil (Governo Congregacional) e a Igreja Cristã Evangélica do Brasil fundiram-se, num organismo que recebeu o nome de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil. A fusão ocorreu na 13ª Convenção, em Santos, no ano de 1942.

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Com essa reorganização, somavam-se, na União, 89 igrejas (67 congregacionais e 22 cristãs), com 54 ministros em atividade e 15 em disponibilidade. Dos 54, 16 eram missionários e 38 nacionais. Nas igrejas, perto de 8.000 membros.

Dez anos depois, em 1952, foi reconhecida a Brazil Mission dá Igreja Evangélica Irmãos Unidos (United Brethren Church), com sede em Dayton, Estados Unidos, como entidade missionária cooperante com a União, através de convênio semelhante ao que regia a cooperação com a União Evangélica Sul Americana. Esta, fundadora das Igrejas Cristãs, resultara da união da Help for Brazil, em 1911, com duas outras missões britânicas que operavam na América Latina: a Regions Beyond Missionary Union, com trabalhos na Argentina e no Peru, e a South American Evangelization Mission, com trabalhos em São Paulo e Goiás. Diferentemente da U.E.S.A., a missão dos Irmãos Unidos não se ligou à denominação através de Igrejas que fundara. Era trabalho recente no Brasil, focalizando sua cooperação através de colégios, como o Couto Magalhães e o Instituto Bíblico Goiano, em Anápolis, o Álvaro de Melo em Ceres e o Nilza Rizzo, em Cristianópolis.

Em 1944 criou-se o Instituto Bíblico da Pedra, onde mais tarde passou a funcionar o internato do Seminário Congregacional, que funcionava apenas em regime de externato noturno na rua do Costa 60, desde 1932.

Uma nova dimensão se apresentou no campo missionário da União que alcançava os Estados da Guanabara, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba. Remodela-se, em 1958, a Missão Evangelizadora, cada uma das Delegações Regionais responsabilizando-se pelo campo missionário em sua respectiva região administrativa da União, ou Junta Regional, enquanto os campos das áreas ainda não constituídas em regiões eclesiásticas passam a ser superintendidas diretamente pelo Departamento de Missões da União.

Surge, em 1945, o primeiro órgão oficial da Mocidade, O Exemplo.

Em 1953, cria-se a revista Vida Crista, órgão da Confederação das Auxiliadoras Femininas.

Uniões

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Em 1950, segundo trimestre, começam a ser publicadas as Revistas para a Escola Dominical.

Em 1960, com a adesão de 51 igrejas, constitui-se uma ala dissidente da União, que se organizou sob o nome de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, em discordância com os dois modos de batismo praticados na União, diversidade no modo de governo entre as igrejas Cristãs e as Congregacionais e tolerância de opiniões diferentes quanto á segurança da salvação. Como órgão oficial da nova Denominação cria-se o jornal Brasil Congregacional.

Em 1967 encerra-se o convênio de cooperação com a Brasil Mission dos Irmãos Unidos, cuja Igreja se fundiu com a Igreja Metodista dos Estados Unidos.

Em janeiro de 1868 [sic] desfaz-se a União das Igrejas Cristãs e Congregacionais, passando estas a ser representadas, em caráter provisório, pela entidade nomeada Igreja Evangélica Congregacional do Brasil.

Em 1969 os dois ramos congregacionais se reagrupam formando-se a atual UIECB.

Em Portugal, algumas igrejas se passaram para o grupo presbiteriano e outras para o metodista. Somente três, a Chelense, a, de Ponte do Sor e a de Paio Pires permanecem fiéis ao congregacionalismo.

V QUINTO PERÍODO 1969 AOS DIAS ATUAIS

Este pode ser chamado de período da Consolidação Nacional. Começa com a aprovação da Constituição de 1969 e a instituição da atual União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.

Remodelaram-se os quadros administrativos da entidade com 177 igrejas distribuídas em 15 regiões administrativas em 12 Estados.

Adota-se o uso de um Plano Diretor para normalizar o programa denominacional em cada gestão da Junta Geral.

Adquire-se uma sede própria para a Denominação.

Cria-se uma Gráfica da União.

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Grande impulso é dado à obra missionária, com autonomia concedida a vários campos e abertura de outros.

Reativa-se o Seminário em Recife, com aquisição de sede própria e reorganiza-se o Seminário no Rio com uma secção de externato noturno, no Rio, e uma secção de internato, restabelecido em Pedra de Guaratiba.

Conta atualmente a União de Igrejas com 22 Regiões Administrativas e igrejas e congregações espalhadas em 15 Estados e no Distrito Federal.

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ANEXO

OS 28 ARTIGOS DA BREVE EXPOSIÇÃO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO

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HISTÓRICO DA BREVE EXPOSIÇÃO

Durante o período em que Kalley esteve no Brasil, viajou constantemente, em particular do Rio de Janeiro para Petrópolis, a fim de assistir aos crentes dessas duas cidades. Tais viagens extenuaram Kalley que, como sua esposa, sofria do coração. Daí a necessidade de um substituto à altura e que, inclusive, levasse os crentes brasileiros a uma atitude de maior responsabilidade para com a obra. Até então dependiam muito de Kalley. Grandes esperanças depositaram num jovem enviado a estudar em Londres. Era João Manoel Gonçalves dos Santos, que viria a ser o primeiro pastor congregacional.

Kalley amava o seu rebanho e, sempre zeloso, vigiava-o doutrinariamente. Notou que muitos membros não possuíam conhecimentos precisos sobre as doutrinas fundamentais do Cristianismo, principalmente aqueles que se apresentavam para o batismo. Era necessário elaborar-se uma súmula das doutrinas fundamentais, não só para a instrução dos neófitos, mas, também, para os crentes que, filiados à Igreja Evangélica Fluminense, já eram cerca de duzentos. oi com este pensamento que apresentou à igreja reunida em sessão de membros, no dia 2 de outubro de 1874, a necessidade de uns "Artigos de Fé", que resumissem as "doutrinas fundamentais do Cristianismo, ensinados pela Igreja Evangélica Fluminense e aceitas por todos os seus membros".

A 18 de dezembro do mesmo ano o Dr. Kalley reuniu a igreja em sessão extraordinária para ouvir a apresentação dos "Artigos de Fé", preparados desde o dia 7 por ele. Como era um assunto de importância, ficou para ser discutido posteriormente. No primeiro dia o ano de 1875, Kalley fez ver à igreja que muitas pessoas se apresentavam para o batismo desconhecendo doutrinas importantes. Distribuiu, então, cópias impressas da "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo", entre os membros. Eram 27 artigos (o quarto foi incluído depois) e não possuíam as referências bíblicas. Kalley enviou cópias para os crentes da Igreja Evangélica Pernambucana e para pastores de outras denominações.

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O estudo da "Breve Exposição" durou muito tempo. Em 10 de setembro de 1875,

pediu Kalley que os membros apresentassem por escrito, na sessão seguinte, suas observações sobre os "Artigos de Fé". Enquanto não ficava pronta a "Breve Exposição" Kalley preparou um catecismo para o ensino religioso das crianças, que foi apresentado à reunião conjunta dos oficiais da Igreja Evangélica Fluminense, em 30 de setembro. Posteriormente, Sarah Kalley preparou o "Catecismo Histórico", dividido em duas partes, correspondentes ao Velho e ao Novo Testamento.

Em 5 de novembro, por proposta do Dr. Kalley, foi eleita a "Comissão do Exame dos Artigos de Fé". Dela faziam parte João Manoel Gonçalves dos Santos, José Vieira de Andrade, José Luiz Fernandes Braga, Antônio Gonçalves Lopes e outro membro

não mencionado. Realizaram-se muitas reuniões. Estudaram artigo por artigo, "confrontando-os com a palavra de Deus e mencionando as referencias respectivas". Em alguns pontos houve muita discussão. Houve troca de cartas entre o Rev. Kalley

e, pelo menos, os srs. José Luiz Fernandes Braga e Antônio Gonçalves Lopes.

Desejavam introduzir mais alguns pontos como fundamentais, porém finalmente cederam.

Com a "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais" aprovada e eleito pastor da Igreja Evangélica Fluminense o jovem Rev. João Manoel Gonçalves dos Santos, poderia Kalley partir. No domingo, 2 de julho de 1876, o Rev. Kalley presidiu pela última vez, no Rio de Janeiro, à celebração da Santa Ceia do Senhor. Fo nessa ocasião assinada a "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo" pelos pastores e oficiais da Igreja Evangélica Fluminense.

A Igreja Evangélica Pernambucana aceitou também a "Breve Exposição". Mais

tarde, quando surgiu a Aliança das Igrejas Evangélicas Indenominacionais, a "Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo" foi aceita como regra de fé, como aconteceu tempos depois com a União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.

Domingos Pessôa da Silva Oliveira.

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OS 28 ARTIGOS

ARTIGO 1

Do Testemunho da Natureza quanto Existência de Deus

Existe um só Deus, vivo e pessoal; suas obras no céu e na terra manifestam não meramente que existe, mas que possui sabedoria, poder e bondade tão vastos que os homens não os podem compreender; conforme sua soberana e livre vontade governa todas as coisas. 3

Existe um só Deus:

"Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor", Dt 6.4.

"Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus senão um só. Porque ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos, e um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos, e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas e nós por Ele", I Co 8.4-6.

vivo e pessoal:

"E disse Deus a Moisés: Eu sou o que sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu sou me enviou a vós", Ex 3.14.

Mas o Senhor Deus é a verdade. Ele mesmo é o Deus vivo e o I Rei eterno", Jr

10.10.

3 A Breve Exposição foi feita baseada em textos da Bíblia da versão do padre Antônio Pereira de Figueiredo. Como, porém, as nossas igrejas usam, na sua quase totalidade, a de Antônio Ferreira de Almeida, resolvemos adotá-la. Todas as Passagens, portanto, devem ser procuradas na Bíblia de Almeida.

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suas obras no céu e na terra manifestam não meramente que existe, mas que possui sabedoria, poder e bondade tão vastos que os homens não os podem compreender:

"Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas", S1 9.1.

"Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque todas as coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas para que eles fiquem inescusáveis", Rm 1.19-20.

conforme sua soberana e livre vontade governa todas as coisas.

"Tudo oque o Senhor quis, Ele o fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos", 51 135.6.

"Pois diz Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. De sorte que não é do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece", Rm 9.15-16.

ARTIGO 2

Do Testemunho da Revelação a Respeito de Deus e do Homem

Ao testemunho das suas obras Deus acrescentou informações a respeito de Si mesmo e do que requer dos homens. Estas informações se acham nas Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento 4 , nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador e preceitos infalíveis para todo o nosso proceder nesta vida.

Ao testemunho das suas obras Deus acrescentou informações:

"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho", Hb 1.1.

4 Os livros apócrifos não são parte das Escrituras divinamente inspiradas.

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a respeito de Si mesmo:

"E o Senhor desceu de uma nuvem e se pôs ali junto a ele e ele apregoou o nome do Senhor. Passando, pois, o Senhor, perante a sua face, clamou: Jeová; o Senhor Deus, misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares, que perdoa a iniqüidade e a transgressão e o pecado; que o culpado não tem por inocente; que visita a iniqüidade dos pais nos filhos e sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração", Ex 34.5-7.

e do que requer dos homens:

"E que desde a tua meninice soubeste as sagradas letras, as quais podem fazer-te sábio para a salvação pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra", II Tm 3.15-17.

Estas informações se acham nas Escrituras Sagradas do Velho Novo Testamento, nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador e preceitos infalíveis para todo nosso proceder nesta vida:

Quando, pois, vos disserem: Consultai os adivinhos e os encantadores e que chilreando entre os dentes murmurarem: Porventura, não perguntará o povo a seu Deus? ou perguntar-se-á pelos vivos aos mortos? A lei e ao Testemunho que se eles não falarem segundo esta palavra nunca verão a alva", Is 8.19-20.

"Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus que eu vos mando", Dt 4.2.

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro, que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro. E se alguém tirar das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida e da cidade santa e das coisas que estão escritas neste livro", Ap 22.18- 19.

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ARTIGO 3

Da Natureza dessa Revelação

As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus. Seu valor é incalculável e devem ser lidas por todos os homens.

As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus:

"E temos mui firme a palavra dos profetas á qual bem fazeis em estar atentos, como

a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça e a estrela d'alva saia em vossos corações. Sabendo primeiramente isto, que nenhuma profecia da Escritura e de particular interpretação, porque a profecia não foi antigamente produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram pelo Espírito Santo", I Pe 1.19-21.

"Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça", II Tm 3.16.

Seu valor é incalculável:

"Qual é logo a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, em toda a maneira, porque, quanto ao primeiro, as palavras de Deus lhe foram confiadas", Rm 3.1-2.

"A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma. O testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração. O mandamento do Senhor é puro e alumia os olhos. O temor do Senhor é límpido e

permanece eternamente. Os juízos do Senhor são verdadeiros e justos juntamente. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino e mais doces do que

o mel e o licor dos favos", Sl 19.7-10.

E devem ser lidas por todos os homens:

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"Buscai no livro do Senhor e lede. Nenhuma destas coisas faltará, nem uma nem outra faltará, porque a minha própria boca o ordenou e o seu espírito mesmo as ajuntará, Is 34.16.

"Disse-lhe Abraão: tem Moisés e os profetas: ouçam-nos", Lc 16.29. "Examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam", Jo 5.39.

ARTIGO 4

Da Natureza de Deus

Deus, o Soberano Proprietário do Universo, é espírito, eterno, infinito e imutável em sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.

Deus, o Soberano Proprietário do Universo, é espírito:

"Deus é Espirito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade", Jo 4.24.

eterno:

"Porque levantarei a minha mão aos céus e direi: Eu vivo para sempre", Dt 32.40.

infinito:

"Esconder-se-ia alguém em esconderijos que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura, não encho eu os céus e a terra? diz o Senhor", Jr 23.24.

e imutável:

"Porque eu, o Senhor, não mudo. Por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos", Ml 3.6.

em sabedoria:

"Grande é o nosso Senhor e de grande poder. O seu entendimento é infinito" Sl

147.5.

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poder:

"Sendo, pois, Abraão da idade de noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abraão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e se perfeito", Gn 17.1.

santidade:

"Justo é o Senhor em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras", Si

145.17.

justiça:

"Ele é a Rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são. Deus é a verdade e não há nEle injustiça. Justo e reto é", Dt 32.4.

bondade:

"E Ele disse-lhe: porque me chamas bom? Não há bom senão um, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos", Mt 19.17.

e verdade:

"Clamava, pois, Jesus, no templo, ensinando e dizendo: vós me conheceis e sabeis donde eu sou e eu não vim por mim mesmo, mas Aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis", Jo 7.28.

ARTIGO 5

Da Trindade na Unidade

Embora seja um grande mistério que existam diversas Pessoas em um só Ente, é verdade que na Divindade há uma distinção de Pessoas, indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes Pai, Filho e Espírito Santo e pelo uso dos pronomes Eu, Tu e Ele, empregados por Elas, mutuamente entre Si.

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Embora seja um grande mistério que existam diversas Pessoas em um só Ente, é verdade que na Divindade há uma distinção de Pessoas, indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes, Pai, Filho e Espirito Santo:

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", Mt 28.19.

e pelo uso dos pronomes Eu, Tu e Ele, empregados por Elas, mutuamente entre Si:

"E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre: o Espírito da verdade que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece: mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós", Jo

14.16-17.

ARTIGO 6

Da Criação do Homem

Deus tendo preparado este mundo para a habitação do género emano, criou o homem, constituindo-o de uma alma que é espírito, e um corpo composto de matérias terrestres. O primeiro homem foi feito à semelhança de Deus, puro, inteligente e nobre, com memória, afeições e vontade livre, sujeito Aquele que o criou, mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo.

Deus, tendo preparado este mundo para a habitação do gênero humano, criou o homem:

"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança:

e domine, sobre os peixes do mar, e sobre as aves do céu, e sobre o gado, e sobre

toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem

á sua imagem: à imagem de Deus o criou: macho e fêmea os criou", Gn 1.26-27.

constituindo-o de uma alma que é espírito:

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"E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes Àquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo", Mt 10.28.

e de um corpo composto de matérias terrestres:

"E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente", Gn 2.7.

primeiro homem foi feito à semelhança de Deus:

"E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre

toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem

à sua imagem, á imagem de Deus o criou: macho e fêmea os criou" Gn 1.26-27.

puro, inteligente nobre, com memória, afeição e vontade livre, sujeito Aquele que o criou, mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo:

"E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra e sujeitai-a. E dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus e sobre todo

o animal que se move sobre a terra", Gn 1.28.

ARTIGO 7

Da Queda do Homem

O homem assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz; mas tentado por um espírito rebelde (chamado por Deus Satanás), desobedeceu ao seu Criador; destruiu a harmonia em que estivera com Deus; perdeu a semelhança divina; tornou-se corrupto e miserável; deste modo vieram sobre ele a ruína e a morte.

O homem assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz:

"E viu Deus tudo quanto tinha feito e eis que era muito bom", Gn 1.31.

mas tentado por um espírito rebelde (chamado por Deus Satanás), desobedeceu ao seu Criador:

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"E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: de toda a árvore do jardim comerás livremente. Mas da árvore da ciência do bem e do mal, desta não comerás, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás", Gn 2.16-17.

"E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer e agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento: tomou do seu fruto e comeu e deu também a seu marido consigo e ele comeu", Gn 3.6.

destruiu a harmonia em que estivera com Deus; perdeu a semelhança

divina; tornou-se corrupto e miserável; deste modo vieram sobre ele a ruína e

a morte:

"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte,

assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram", Rm

5.12.

ARTIGO 8

Da Consequência da Queda

Estas não se limitaram ao primeiro pecador. Seus descendentes herdaram dele a pobreza, a desgraça e inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda; por consequência todos pecam, todos merecem ser condenados, e de fato todos morrem.

Estas não se limitaram ao primeiro pecador. Seus descendentes herdaram dele

a

pobreza, a desgraça e inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem

o

que Deus manda:

"Eis que em iniqüidade fui formado e em pecado me concebeu minha mãe", S1 51.5.

por consequência todos pecam, todos merecem ser condenas dos, e de fato todos morrem:

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"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram", Rm

5.12.

"Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é dum homem só, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, que é Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para a condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação de vida", Rm 5.15-19.

"Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem", I Co 15.21.

ARTIGO 9

Da Imortalidade da Alma

A alma humana não acaba quando o corpo morre. Destinada por seu Criadora uma existência perpétua, continua capaz de pensar, desejar, lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo; e também de temer o futuro, sentir remorso e horror e sofrer agonias tais que mais quereria acabar do que continuara existir; o pecador pela rebelião contra o seu Criador merece para sempre esta miséria, que é chamada por Deus a segunda morte.

A alma humana não acaba quando o corpo morre. Destinada por seu Criador a uma existência perpétua, continua capaz de pensar, desejar, lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo; e também de temer o futuro, sentir remorso e horror e sofrer agonias tais que mais quereria acabar do que continuar a existir:

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"Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas a porta daquele e desejava saciar-se com as migalhas que caiam da mesa do rico; e até vinham os cães e lambiam- lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão. E morreu também o rico e foi sepultado. E, no inferno, erguendo os olhos, estando em tormentos, viu ao longe Abraão e Lázaro no seu seio. E ele, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: filho, lembra- te de que recebeste os teus bens em tua vida e Lázaro somente males e agora ele é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os daí passar para cá. E disse ele: rogo-te, pois o Pai, que o mandes à casa de meu pai, porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: têm Moisés e os profetas: ouçam-nos. E disse ele: não, Pai Abraão, mas se alguém dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco acreditarão ainda que algum dos mortos ressuscite", Lc 16.19-31.

"E disse-lhe Jesus: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso", Lc

23.43.

"E estes irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna", Mt 25.46.

o pecador pela rebelião contra o seu Criador merece para sempre esta miséria, que é chamada por Deus a segunda morte:

"Mas, quanto aos tímidos e aos incrédulos e aos abomináveis aos homicidas e aos fornicadores e aos feiticeiros e aos idolatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo enxofre, o que é a segunda morte", Ap 21.8.

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ARTIGO 10

Da Consciência e do Juízo Final

Deus constituiu a consciência juiz na alma do homem. Deu-lhe mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos; mas reservou para Si o julgamento final, que será Si harmonia com o Seu próprio caráter. Avisou os homens da pena com que punirá toda a injustiça, maldade, falsidade, e desobediência ao seu governo; cumprirá suas ameaças, punindo todo o pecado em exata proporção à culpa.

Deus constituiu a consciência juiz na alma do homem:

"Porque quando os gentios que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo estes lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e seus pensamentos, ora acusando-se, ora defendendo-se", Rm 2.14-15.

Deu-lhes mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos:

"Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é:

amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas", Mt 22.36-40.

Mas reservou para Si o julgamento final, que será em harmonia com Seu próprio caráter:

"E os céus anunciarão a sua justiça, pois Deus mesmo é o Juiz", S150.6.

"De sorte que Deus, dissimulando os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens e em todo o lugar que se arrependam, porquanto tem determinado um dia em que há de julgar o mundo, com justiça, por aquele Varão que destinou, dando certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos", At 17.30-31.

Avisou os homens da pena com que punirá toda a injustiça, maldade, falsidade e desobediência ao seu governo:

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"Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição, porque escrito está: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las", Gl 3.10.

Cumprirá Suas ameaças punindo todo o pecado em exata proporção à culpa:

"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito no corpo, ou bem ou mal", II Co 5.10.

ARTIGO 11

Da Perversidade do Homem e do Amor de Deus

Deus vendo a perversidade, a ingratidão e o desprezo com que os homens lhe retribuem Seus benefícios e o castigo que merecem, cheio de misericórdia, compadeceu-se deles; jurou que não deseja a morte dos ímpios; além disso, amou- os e mandou declarar-lhes, em palavras humanas, Sua imensa bondade para com eles; e quando os pecadores nem com tais palavras se importavam, Ele lhes deu a maior prova do Seu amor enviando-lhes um Salvador que os livrasse completamente da ruína e miséria, da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no Seu favor.

Deus vendo a perversidade, a ingratidão e o desprezo, coro que os homens lhe retribuem Seus benefícios e o castigo que merecem:

"E não há criatura alguma encoberta diante dEle, antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem tratamos", Hb 4.13.

cheio de misericórdia, compadeceu-se deles; jurou que não deseja a morte dos ímpios:

"Vivo eu, diz o Senhor, Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos, pois por que razão morrereis, é, casa de Israel?", Ez 33.11.

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além disso, amou-os e mandou declarar-lhes, em palavras humanas, Sua imensa bondade para com eles; e quando os pecadores nem com tais palavras se importavam, Ele lhes deu a maior prova do Seu amor:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna", Jo 3.16.

"Mas Deus recomenda o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue seremos por Ele salvos da ira", Rim 5.8-9.

enviando-lhes um Salvador que os livrasse completamente da ruína e miséria, da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no Seu favor:

"E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo, por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação. Porque Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhe imputando os seus pecados e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus", II Co 5.18-20.

ARTIGO 12

Da Origem da Salvação

Esta salvação, tão preciosa e digna do Altíssimo (porque está inteiramente em harmonia com o seu caráter), procede do infinito amor do Pai, que deu seu Unigénito Filho para salvar os Seus inimigos.

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o • seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nEle cré não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nEle não é condenado, mas quem não crê, já

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está condenado, porquanto não cré no nome do Unigênito Filho de Deus", Jo 3.16-

18.

"Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou o Seu Filho Unigênito ao mundo, para que por Ele vivamos", I Jo 4.9.

ARTIGO 13

Do Autor da Salvação

Foi adquirida, porém, pelo Filho, não com ouro, nem com prata, mas com Seu sangue, pois tomou para Si um corpo humano e alma humana, preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem; assim, sendo Deus e continuando a sê-lo, se fez homem. Nasceu da Virgem Maria viveu entre os homens, como se conta nos Evangelhos, cumpriu todos o preceitos divinos e sofreu a morte e a maldição como o substituto dos pecadores, ressuscitou e subiu ao céu. Ali intercede pelos Seus remidos para valer-lhes tem todo o poder no céu e na terra. É nosso Senhor Salvador Jesus Cristo, que oferece, de graça, a todo o pecador, o pleno proveito da Sua obediência e sofrimentos, e o assegura a todos os que, crendo nEle, aceitam-no por seu Salvador.

Foi adquirida, porém, pelo Filho, não com ouro, nem com prata, mas com Seu sangue:

"Sabendo que não com coisas corruptíveis, como prata, ouro, fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado", I Pe

1.18-19.

pois tomou para Si um corpo humano e alma humana:

"E porquanto os filhos participam da carne e do sangue, também Ele participou do mesmo, para que, pela morte, aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o Diabo", Hb 2.14.

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preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem:

"E projetando ele isto, eis que num sonho lhe apareceu um Anjo do Senhor, dizendo:

José, filho de Davi, não temas receber a Maria como tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo", Mt 1.20.

assim, sendo Deus e continuando a sê-lo, se fez homem:

"No princípio, era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era D eus ", J o 1.1.

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e verdade", Jo 114.

Nasceu da Virgem Maria, viveu entre os homens:

"Enquanto a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com virtude, o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com Ele"; At 10.38.

Como se conta nos Evangelhos, cumpriu todos os preceitos divinos:

"Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me este a fazer", Jo 17.4.

"O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano", I Pe 2.22.

e sofreu a morte e a maldição como o substituto dos pecadores:

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós, porque está escrito: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei para faze-las", G13.13.

ressuscitou:

"Mas o anjo, falando, disse às mulheres: vós não tenhais medo, pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia", Mt 28.5-6.

e subiu ao céu:

"Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido acima no céu e sentou-se á direita de Deus", Mc 16.19.

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Ali intercede pelos Seus remidos:

"Portanto, pode também salvar perfeitamente aos que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre a interceder por eles", Hb 7.25.

e para valer-lhe tem todo o poder no céu e na terra:

"E chegando Jesus, falou-lhes, dizendo: é-me dado todo o poder no céu e na terra", Mt 28.18.

É nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

"Deus, com a sua destra, o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados", At 5.31.

Que oferece, de graça, a todo o pecador, o pleno proveito da Sua obediência e sofrimentos, e o assegura a todos os que, crendo nEle, aceitam-no por seu Salvador:

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e vimos a sua glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade", Jo 1.14.

"Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida", I.

5.12.

ARTIGO 14

Da Obra do Espirito Santo no Pecador

O Espírito Santo enviado pelo Pai e pelo Filho, usando das palavras de Deus, convence o pecador dos seus pecados e de sua ruiria, mostra-lhe a excelência do Salvador, move-o a arrepender-se, a aceitar e a confiar em Jesus Cristo. Assim produza grande mudança espiritual chamada nascer de Deus. O pecador nascido de Deus está desde já perdoado, justificado e salvo; tem a vida eterna e goza das bênçãos da salvação.

O Espirito Santo enviado pelo Pai:

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"E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para

sempre

nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito", Jo 14.16,26.

Mas aquele Consolador, o Espirito Santo, que o Pai enviará em meu

"Mas quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai, vos hei de enviar, a saber, aquele Espirito de verdade que procede do Pai, Ele testificará de mim", Jo 15.6.

e pelo Filho:

"Porém, digo-vos a verdade, que vos convém que eu vã, porque se eu não for, o Consolador não virá para vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei", Jo 16.7.

usando das palavras de Deus:

"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito que é a palavra de Deus", Ef 6.17.

convence o pecador dos seus pecados e de sua ruína:

"E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo", Jo 16.8.

mostra-lhe a excelência do Salvador:

"Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vô-lo há de anunciar", Jo

16.14.

move-o a arrepender-se, a aceitar e a confiar em Jesus Cristo. Assim produz a grande mudança espiritual chamada nascer de Deus:

"Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus", J o 1.12-13.

o pecador nascido de Deus está desde já perdoado, justificado e salvo: tem vida eterna e goza das bênçãos da salvação:

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"E porque sois filhos, Deus enviou 'aos vossos corações o Espirito de Seu Filho que clama, Aba, Pai. Assim que já não es mais servo, mas filho. E se és filho, também herdeiro de Deus por Cristo", Gl 4.6-7.

o mesmo Espírito testifica com o nosso espirito que somos filhos de Deus. E se nós somos filhos, somos logo herdeiros também: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se porventura com Ele padecemos para que também com Ele sejamos glorificados", Rm 8.16-17.

ARTIGO 15

Do Impenitente

Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem salvação que lhes está oferecida de graça, hão de levar a punição das suas ofensas, pelo modo e nó lugar destinados para os inimigos de Deus.

Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem salvação que lhes está oferecida de graça, hão de levar a punição das suas ofensas:

"Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, porem, aquele que não crê no Filho não vera a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece", Jo 136.

De modo e no lugar destinados para os inimigos de Deus:

"Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais por castigo, padecerão eterna punição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder", II Ts 1.8-9.

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ARTIGO 16

Da Única Esperança de Salvação

Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação, não existe no porvir além da morte um raio de esperança. Deus não deparou remédio para os que, até o fim da vida neste mundo, perseverarem nos seus pecados. Perdem-se. Jamais terão alívio.

Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação, não existe no porvir além da morte um raio de esperança:

"Por isso, vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes o que eu sou, morrereis em vossos pecados", Jo 8.24.

"Disse, porém, Abraão: filho, lembraste deque recebeste os teus bens em tua vida e Lázaro somente males e agora ele é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tão pouco os dá passar para cá", Lc

16.25-26.

Deus não deparou remédio para os que, até o fim da vida neste mundo, perseveram nos seus pecados. Perdem-se. Jamais terão alivio:

"E qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crerem mim, melhor lhe fora que pusessem ao pescoço uma mó de atafona e que fosse lançado ao mar. E se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor te é entrar na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga", Mc 9.42-43.

ARTIGO 17

Da obra do Espírito Santo no Crente

O Espírito Santo continua a habitar e a operar naqueles que faz nascer de Deus; esclarece-lhes a mente mais e mais com as verdades divinas, eleva e purifica-lhes as afeições adiantando neles a semelhança de Jesus; estes frutos do Espírito são provas de que passaram da morte para a vida, e que são de Cristo.

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O Espírito Santo continua a habitar e a operar naqueles que faz nascer de Deus:

"E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós, Jo 14.16-17.

Esclarece-lhes a mente mais e mais com as verdades divinas:

"Porém, quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas falará tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir", Jo 16.13.

eleva e purifica-lhes as afeições adiantando neles a semelhança de Jesus:

"Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo como u espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor", II Co 3.18.

Esses frutos do Espírito são provas de que passaram da morte para a vida, e que são de Cristo:

"Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei, Gl 5.22-23.

"Porque vós não estais na carne, mas no Espirito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele", Rm 8.9.

ARTIGO 18

Da União do Crente com Cristo e do Poder para o Seu Serviço

Aqueles que têm o Espírito de Cristo estão unidos com Cristo, e como membros do Seu corpo recebem a capacidade de servi-lo. Usando desta capacidade procuram viver, e realmente vivem, para a glória de Deus Seu Salvador.

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Aqueles que têm o Espírito de Cristo estão unidos com Cristo:

"Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à Igreja. Porque somos membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos", Ef 5.29-30.

e como membros do Seu corpo recebem a capacidade de servi-lo:

"Estai em mim e eu em vós: como a vara de si mesmo não pode dar fruto, se :tão estiver na videira, assim nem vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim e eu nele esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer", Jo 15.4-7.

Usando desta capacidade procuram viver, e realmente vi-vem, para a glória de Deus Seu Salvador:

"Porque fostes comprados por preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus", Co 6.20.

"De sorte que, quer comais quer bebais, ou façais outra qual-quer coisa, fazei tudo para a glória de Deus", I Co 10.31.

ARTIGO 19

Da União do Corpo de Cristo

A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma só 5 e compõe-se de todos os sinceros crentes no Redentor, os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade.

5 Nas Escrituras Sagradas, porém, usa-se deste título muitas vezes no plural "As Igrejas" (1) e aplica- se no singular (2) a uma associação de crentes em qualquer cidade como Éfeso, Esmirna ou Rio de janeiro, congregada no nome do Salvador para conduzir-se de acordo com as regras que Ele deixou às suas igrejas. (1) "Que pela minha vida expuseram as suas cabeças, aos quais não só eu agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios", Rm 16.4. "As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Áquila e Priscila, com a igreja que está em sua casa", I Co 16.19. (2) "Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epéneto, meu amado, que é as primícias da Ásia em Cristo", Rm 16.5. Paulo, e Silvano, e Timóteo, igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhores Cristo; Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus

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A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma só:

"Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome", Ef 3.15.

"Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em urna só esperança da vossa vocação", Ef 4,4.

e compõem-se de todos os sinceros crentes no Redentor:

"Porque todos nós fomos também batizados em um Espírito para um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espírito", I Co 12.13.

os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo:

"NEle, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito dAquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade", EL 1.11.

para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade:

"Porque os que dantes conheceu também predestinou, para serem conforme à imagem de seu Filho, para que seja o primogénito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a estes também chamou. E aos que chamou, a estes também justificou e aos que justificou, a estes também glorificou", Rm 8.29-30.

ARTIGO 20

Dos Deveres dos Crentes

É de obrigação dos membros de uma igreja local reunirem-se para fazer orações e dar louvores a Deus, estudarem Suas palavras, celebrarem os ritos ordenados por Ele, valerem uns aos outros e promoverem o bem de todos os irmãos, receberem

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entre si como membros aqueles que o pedem e que parecerem verdadeiramente filhos de Deus pela fé, excluírem aqueles que depois mostram pela desobediência aos preceitos do Salvador que não são de Cristo, -- e procurarem o auxílio e proteção: do Espírito Santo em todos os seus passos.

É de obrigação dos membros de uma igreja local - reunirem-se para fazer orações e dar louvores a Deus, estudarem Suas palavras, celebrarem os ritos ordenados por Ele, valerem uns aos outros e promoverem o bem de todos os irmãos:

"Porque onde estiverem dois ou três congregados em meu nome, ai estou eu no meio deles", Mt 18.20.

"Não deixando a nossa reunião como é costume de alguns, antes, admoestando-nos

uns aos outros, e tanto mais quando virdes que se vai chegando aquele dia", Hb

10.25.

receberem entre si como membros aqueles que o pedem e que parecerem verdadeiramente filhos de Deus pela fé:

"Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não com contendas sobre dúvidas", Rm 14.1.

excluírem aqueles que depois mostram pela desobediência aos preceitos do Salvador que não são de Cristo:

"Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o tal que assim cometeu, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, junto vós e o meu espirito, em virtude de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás, para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus", I Co 5.3-5.

"Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele só: se te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se te não ouvir, porém, leva ainda contigo um ou dois para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E se os

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não escutar, dize-o á Igreja. E se também não escutar a Igreja, considera-o como um gentio e publicano", Mt 18.15-17.

e procurarem o auxílio e proteção do Espírito Santo em todos os seus passos:

"Digo-vos, porém: andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne. E estes opõem- se um ao outro, para que não façais o que quereis. Porém, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei, porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, imundícia, dissolução, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já dantes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra tais coisas não há lei. Porém, os que são de Cristo, crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivermos em Espírito, andemos também em Espirito", G15.16-

25.

"Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne. Mas os

O mesmo Espírito testifica

com o nosso espírito que somos filhos de Deus", Rm 8.5,16.

que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito

ARTIGO 21

Da Obediência dos Crentes

Ainda que os salvos não obtenham a salvação, pela sua obediência à lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo, recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele lhes manifesta Sua vontade sobre o procedimento dos remidos e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se acharem salvos de graça 6 .

6 O tributar culto a qualquer criatura, quer seja homem, anjo, cruz, livro ou imagem, ou, a Deus por meio deles, opõe-se inteiramente a estes preceitos e a todo o gênio do verdadeiro Cristianismo. "Não

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Ainda que os salvos não obtenham a salvação, pela sua obediência à lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo:

"Porque pela graça sois salvos por meio da fé e isto não vem de vós: é dom de Deus. Não vem das obras, para quem ninguém se glorie", Ef 2.8-9.

recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele lhes manifesta Sua vontade sobre o procedimento dos remidos:

"Se me amais, guardai os meus mandamentos", Jo 14.15.

"Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque esta é a caridade de Deus: que guardemos os seus mandamentos e os seus mandamentos não são pesados", I Jo

5.2-3.

e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se acharem salvos de graça:

"Mas, quando apareceu a benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espirito Santo, o qual abundantemente derramou sobre nós, por Jesus Cristo nosso Salvador, para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. Fiel é esta palavra e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras. Estas coisas são boas e proveitosas aos homens", Tt 3.4-8.

terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos cens, nem embaixo da terra, nem nas aguas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito as maldades dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem", Ex 20.3-

5.

"Ninguém vos domine, a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas sue nunca viu; estando debalde inchado no sentido da sua carne; e não estando ligado a cabeça, da qual todo corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus", Cl 2.18-19.

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ARTIGO 22

Do Sacerdócio dos Crentes e dos Dons do Espírito

Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo, que é o Mestre, Pontífice e único Cabeça da sua Igreja; mas como Governador da sua Casa estabeleceu nela diversos cargos como de Pastor, Presbítero, Diácono e Evangelista; para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que Ele quer para cumprirem os deveres destes ofícios, e quando existem devem ser reconhecidos pela Igreja como preparados e dados por Deus.

Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo:

"Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. Pelo que também nas Escrituras se contêm: eis que ponho em Sião a pedra principal de esquina, eleita e preciosa, e quem nela crer não será confundido. Assim que para vós, os que credes é preciosa, mas para os rebeldes a pedra que os edificadores reprovaram essa foi feita a cabeça da esquina. E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo para aqueles que tropeçaram na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz", I Pe 2.5-9.

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racionar, Rm 12.1.

que é o Mestre:

"Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo: e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só e o vosso Mestre, que é Cristo", Mt 23.8-10.

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Pontífice:

"Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, Apóstolo e Sumo Pontífice da nossa confissão", Hb 3.1.

e único Cabeça da sua Igreja:

"E sujeitou todas as coisas a seus pés e sobre todas as coisas o constituiu por cabeça da sua Igreja", Ef 1.22.

mas como Governador da sua Casa:

"Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa, a qual somos nós, se tão- somente retivermos firme a confiança e a glória da esperança até o fim", Hb 3.6.

estabeleceu nela diversos cargos:

"E a uns pôs na Igreja: primeiramente, os apóstolos; em segundo lugar, os profetas; em terceiro lugar, os doutores; depois, os milagres, os dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas", I. Co 12.28.

como de Pastor:

"E Ele mesmo deu uns para profetas e outros para pastores, outros para evangelistas, e outros para mestres", Ef 4.11.

Presbítero:

"Esta uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo (ou presbítero) seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sábio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento, que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia (porque se alguém não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?). Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do Diabo. Convém também que tenha bom testemunho dos estão de fora, para que não caia em afronta e no- do Diabo", Tm 3.1-7.

Diácono:

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"Da mesma sorte, os diáconos sejam honestos, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância, tendo o ministério da fé em pura consciência e também estes sejam primeiro aprovados, depois, sirvam, e se forem irrepreensíveis; da mesma sorte as suas mulheres sejam honestas, não maldizentes, sóbrias e fiéis em todas as coisas. Os diáconos sejam maridos de uma mulher e governem bem a seus filhos e suas próprias casas. Porque os que servirem bem adquirirão para si um bom grau e muita confiança na fé que há em Jesus Cristo", I Tm 3.8-13.

e Evangelista: para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que Ele quer para cumprirem os deveres destes ofícios:

"Para aperfeiçoamento dos santos, para obra do ministério, para a edificação do

corpo de Cristo, até que todos cheguemos á unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo", Ef 4.12-

13.

"Aos presbíteros que estão entre vós, admoesto eu, que sou justamente como eles, presbítero e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: apascentai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer, nem por sórdida ganância, mas de boa vontade", I Pe 5.1-2.

e quando existem devem ser reconhecidos pela Igreja como preparados e dados por Deus:

"E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam. E tende-os em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós", I Ts 5.12-13.

"Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo e tende em oura aos tais", Fl 2.29.

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ARTIGO 23

Da Relação de Deus para com o Seu Povo

O Altíssimo Deus atende as orações que, com fé, em nome de Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens, Lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os seus favores e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus.

O Altíssimo Deus atende as orações:

"Também vos digo que se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus", Mt 18.19.

que, com fé, em nome de Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens, lhe são apresentadas pelos crentes:

"Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem", I Tm 2.5.

entre Deus e os homens, Lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os seus louvores:

"A palavra de Cristo habite em, vós, abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com palavras, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça no vosso coração. E, quando fizerdes por palavras ou obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus dando por Ele graças a Deus Pai", C1 3.16-17.

e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus:

"E respondendo o Rei lhes dirá: em verdade vos digo que, quando o fizestes a um

Em verdade vos digo que,

quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim", Mt 25.4045.

destes meus pequeninos irmãos, a mim o fio testes

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ARTIGO 24

Da Lei Cerimonial e dos Ritos Cristãos

Os ritos judaicos, divinamente instituídos pelo ministério de Moisés, eram sombras de bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram; os ritos cristãos são somente dois: o batismo com água e a Ceia do Senhor.

Os ritos judaicos, divinamente instituídos pelo ministério de Moisés, eram sombras de bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram:

"Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam", Hb 10.1.

"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo", Cl 2.16-17.

os ritos cristãos são somente dois: o batismo com água:

"Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito santo", Mt 23.19.

"Respondeu então Pedro: pode alguém, porventura, impedir a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam Como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em fome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias", At 10.47.

e a ceia do Senhor:

"E quando comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o partiu e o deu aos seus discípulos e disse: tomai, comei, isto é o meu corpo. E tomando o cálice e dando graças, deu-lhes, dizendo: bebei dele todos. Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testam mento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados", Mt 26.26-28.

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"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus na noite em que foi traído tomou o pão e tendo dado graças o partiu dizendo: tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, também depois de cear, tomou o cálice, dizendo: este cálice é o Novo Testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte. do Senhor até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe 'indignamente, come e bebe para si mesmo o juízo, não discernindo o corpo do Senhor", I Co 11.23-29.

ARTIGO 25

Do Batismo com Água

O batismo com água foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo como figura do batismo verdadeiro e eficaz, feito pelo Salvador quando envia o Espirito Santo para regenerar o pecador. Pela recepção do batismo com água, a pessoa declara que aceita os termos do pacto em que Deus assegura aos crentes as bênçãos da salvação.

"E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependi mento, mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu cujas alparcas não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo", Mt 3.11.

"Porque todos nós fomos também batizados em um Espírito para um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres e todos temos bebido de um Espirito", I Co 12.13.

"De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra e naquele dia ajuntaram-se á Igreja quase três mil almas", At 2.41.

70

"Mas como creram em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres", At 8.12.

ARTIGO 26

Da Ceia do Senhor

Na Ceia do Senhor como foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente o corpo que foi morto e o sangue que foi derramado no Calvário 7 ; e participar do pão e do vinho representa o fato que a alma recebeu seu Salvador. O crente faz isto em memória do Senhor, mas é da sua obrigação examinar-se primeiro fielmente quanto à sua fé, seu amor e seu procedimento.

Na Ceia do Senhor como foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente o corpo que foi morto e o sangue que foi derramado no Calvário:

"Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? o pão que partimos não é, porventura, a comunhão do corpo de Cristo?", I Co 10.16.

e participar do pão e do vinho representa o fato que a alma recebeu seu Salvador. O crente faz isto em memória do Senhor, mas é da sua obrigação examinar-se primeiro fielmente quanto sua fé, seu amor e seu procedimento:

"Examine-se, pois, o homem a si mesmo e assim coma deste Pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente come e bebe para si mesmo o juízo, não discernindo o corpo do Senhor", 1 Co 11.28-29.

7 A idéia de que o pão e o vinho tornam-se em Deus e devem ser adorados opõe-se aos sentidos, à razão e às Sagradas Escrituras. Adorá-los é idolatria. "Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha", I Co 11.26.

71

ARTIGO 27

Da Segunda Vinda do Senhor

Nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu como homem, em Sua própria glória e na glória de Seu Pai, com todos os santos e anjos; assentar-se-á no trono da Sua glória e julgará todas as nações.

Nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu como homem:

"Os quais, então, disseram: varões galileus, porque estais olhando para o céu? Esse Jesus que dentre vós foi recebido acima no céu, há de vir, assim como para o céu o viste ir", At 1.11.

em Sua própria glória:

"E quando o Filho do homem vier em sua glória e todos os santos anjos com Ele, então se sentará no trono de sua glória", Mt 25.31.

e na glória de Seu Pai:

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, dará a cada um segundo as suas obras", Mt 16.27.

com todos os santos:

"Então, virá o Senhor meu Deus e todos os santos contigo, Senhor", Zc 14.5.

e anjos:

"E quando o Filho do homem vier em sua glória e todos os santos anjos com Ele", Mt

25.31.

72

ARTIGO 28

Da Ressurreição para Vida ou para a Condenação

Vem a hora em que os monos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão, os mortos em Cristo ressurgirão primeiro; os crentes que nesse tempo estiverem vivos serão mudados, e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor; os outros também ressuscitarão, mas para a condenação.

Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão:

"Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Porquanto como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter a vicia em si mesmo. E deu-lhe o poder de exercer o juízo, porque é o Filho do homem. Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação", Jo 5.25-29.

os mortos em Cristo ressurgirão primeiro:

"Porque 'assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda", I Co 15.22-23.

"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que dormem, para que vos não entristeçais, como também os demais que não tem esperanças. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também, aos que em Jesus dormem, Deus os tomará a trazer com Ele. Dizemo-vos, portanto, isto pela palavra do Senhor:

que nós os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu, com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro", I Ts 4.13-16.

os crentes que nesse tempo estiverem vivos serão mudados:

73

"E aqui vos digo um mistério: na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará e os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados", I Co 1531,52.

e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor:

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo e com trombeta de Deus e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro", I Ts 4.16.

os outros também ressuscitarão, mas para a condenação:

"E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação", Jo 5.29.

A Igreja Evangélica Fluminense reconhece estas doutrinas como indubitavelmente fundadas nas palavras de Deus e, portanto, inabalavelmente fixas; e resolve que ninguém, senão os que aceitam estas doutrinas, como de Deus, terá parte na administração de quaisquer bens que venham a pertencer a esta Igreja, em cujo nome assinamos.

Rio de Janeiro, 2 de julho de 1876.

Pastores:

Dr. Robert Reid Kalley e

João Manuel Gonçalves dos Santos

Presbíteros:

Francisco da Gama

Francisco de Souza Jardim

74

Bernardino Guilherme da Silva

Diáconos:

João Severo de Carvalho

Antônio Soares de Oliveira

Manoel Antônio Pires de Melo

José António Dias França

Manoel Joaquim Rodrigues

Manoel José da Silva Viana

Antônio Vieira de Andrade

75

QUESTÕES PARA ESTUDO

76

CAPITULO 1

UMA PALAVRA DE INTRODUÇÃO GERAL

PARTE I

1. Como eram chamadas originalmente as igrejas do tipo congregacional?

2. Quais são os três regimes gerais de estruturação eclesiástica?

3. Como é o regime congregacional?

PARTE II

1.

congregacionalismo?

Como

se

define

o

congregacionalismo

ou

como

se

tem

definido

o

2. As igrejas congregacionais, por serem independentes, são isoladas umas das

outras? Como e quando elas se unem?

3. As decisões de uma sociedade congregacional se tornam legítimas com uma

maioria de votos ou quando se harmonizam e concordam com a vontade e os

propósitos de Deus?

CAPITULO 2

INFORMAÇÃO HISTÓRICA DO CONGREGACIONALISMO

PARTE

1. Devido à ação de Isabel, rainha da Inglaterra, no que dizia respeito à Igreja,

surgiram grupos dissidentes. De qual desses grupos se originou o sistema

eclesiástico congregacionalista?

2. O congregacionalismo eclesiástico exprime apenas uma estrutura de governo da

Igreja? Essa estrutura se resulta de quê?

77

3.

congregacionalistas?

Onde

se

deram

as

primeiras

manifestações

dessas

comunidades

4. O que prescrevia a "Declaração de Fé" divulgada em 1561?

5. Quando e onde ocorreram as primeiras manifestações históricas de comunidades

congregacionalistas?

6. Quem foi o mais antigo pastor de uma comunidade tipo congregacionalista, em

Londres? Por que é assim considerado?

7. Como se chama o clérigo anglicano que adotou idéias congregacionalistas e fundou uma congregação independente?

8. O que Robert Browne expôs no seu trabalho intitulado "Reformação sem esperar

por ninguém"?

9. Quais foram os primeiros congregacionais enforcados por causa de suas idéias?

Quando e onde ocorreu tal fato?

10. A congregação independente de Scrooby originou-se de qual comunidade e

onde se reunia?

11. Por que os crentes de Scrooby exilaram-se na Holanda? Quando isto ocorreu?

Quem era o pastor?

12. Por que Robinson mudou a localização de sua congregação?

13. O que fez Henry jacob?

14. O que ocorreu em 1620?

15. Os peregrinos que emigraram da Holanda para o Novo Mundo assinaram um

Pacto. O que há de importante neste Pacto?

PARTE II

78

2. O nome da Igreja fundada pelos colonos anglicanos foi adotado por convicção

doutrinária? Por que este nome foi adotado?

3. Por que os congregacionais americanos foram levados a unir-se à Igreja Cristã

em 1871?

4. O que aconteceu com os congregacionais americanos e ingleses nos anos de

1858 e 1872, respectivamente?

PARTE III

1. Eclesiasticamente, qual era a origem do Dr. Kalley?

2. Em suas concepções sobre pastorado e sobre igreja, Kalley se aproximava muito

do fundador da primeira Igreja Congregacional. Devido a isto, o que aconteceu quando ele fundou a primeira Igreja no Brasil?

3. Por que Kalley não adotou inicialmente o nome congregacional?

4. Quando o nome congregacional foi adotado por nossa Denominação? Como se

chamou a Denominação nesta época?

CAPÍTULO 3

DOIS IMPORTANTES LIVROS DE REFERÊNCIA E CONSULTA

1. Quais são os axiomas de que trata o livro "Axiomas de Religião" que examina a

teologia congregacional?

2. Quantos e quais são os princípios fundamentais e característicos do congregacionalismo tratados lio livro do Dr. Dale?

CAPÍTULO 4 PRINCÍPIOS CONGREGACIONALISTAS

79

IGREJA

1. Teologicamente o que é igreja?

2. O que é igreja, historicamente falando?

3. Que modelo de igreja pode ser provado biblicamente: igreja local ou uma Igreja

Nacional em termos de estrutura e organização?

4. Qual é o objetivo final de cada comunidade local? Quais os textos bíblicos que

comprovam isto?

PARTE II

AUTONOMIA E SOBERANIA DAS IGREJAS LOCAIS

1. O que significa autonomia de uma igreja?

2. Onde reside o poder supremo de uma igreja?

3. O que significa a "independência" de uma igreja segundo o congregacionalismo?

4. Quando é que uma decisão de uma assembleia democrática possui legitimidade

cristã?

5. Em casos de divergências ou erros em uma decisão de Assembleia, como devem

agir os congregacionais?

PARTE III

IGREJAS LOCAIS E COMUNIDADE DE IGREJAS

1. O que caracteriza uma comunidade corno Igreja?

2. A que se obrigam as igrejas congregacionais quando se unem para o trabalho

comum?

80

3. Igrejas congregacionais podem unir-se em Federações, Alianças ou Uniões.

Como se chama o grupo denominacional que une as Igrejas Congregacionais do

Brasil ?

4. A ordenação do pastor é feita pela União, mas a pedido de quem?

5. Quais são as relações que unem uma Igreja Congregacional à denominação?

PARTE IV

OFICIAIS ECLESIÁSTICOS

1. Quais são os oficiais de uma igreja congregacional?

2. Quais as funções do pastor?

PARTE V

RECEPÇÃO E DISCIPLINA DE MEMBROS DE UMA COMUNIDADE LOCAL

1. Quais são os modos de recepção de membros em uma igreja congregacional?

2. Um membro disciplinado de uma igreja, nesta condição pode ser recebido por

outra?

3. Com que objetivo uma igreja local deve exercer disciplina?

4. Quem, na igreja, tem o poder de receber ou disciplinar membros?

PARTE VI

AS ORDENANÇAS ECLESIÁSTICAS

1. As ordenanças têm o poder de conferir alguma graça aos que se batizam e aos

comungantes?

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3. Qual o tipo de batismo adotado pelas igrejas congregacionais do Brasil?

4. As igrejas congregacionais do Brasil batizam crianças? Por quê?

CAPITULO 5

DA ESCOLA DOMINICAL DE PETRÓPOLIS À ATUAL UNIÃO

1. Perseguido na Ilha da Madeira, como o Dr. Kalley conseguiu fugir?

2. Como se chamava o livro lido pelo Dr. Kalley e que o despertou para vir para o

Brasil?

3. Em que dia e ano Kalley e Sarah chegaram ao Brasil?

4. Qual foi a data em que eles partiram de volta para a Inglaterra?

5. Em quantos períodos se divide a história do congregacionalismo brasileiro?

OS PERÍODOS DO CONGREGACIONALISMO BRASILEIRO

PRIMEIRO PERÍODO

1. Quais as datas limites do primeiro período?

2. O que aconteceu em 19 de agosto de 1855?

3. Como se chamavam os portugueses que, inicialmente, vieram ajudar ao casal Kalley?

4.

O trabalho no Rio iniciou-se em casa de quem?

 

5.

Como se chamava o primeiro brasileiro batizado pelo Dr. Kalley?

 

6.

Quando foi fundada a Igreja Evangélica Fluminense, a primeira do Brasil?

 

7.

Em

que

lugar,

na

cidade

de

Niterói,

firmou-se

inicialmente

o

trabalho

Congregacional?

82

8. Apesar das perseguições, Kalley consegue muitas vitórias. Aponte algumas

dessas vitórias.

9. Inicialmente, isto, em sua primeira publicação, quantos hinos continha Salmos e

Hinos?

10. Qual foi a data da primeira publicação de Salmos e Hinos?

11. Qual é a data da fundação da Igreja Evangélica Pernambucana?

12. Como se chamava o co-pastor da Igreja Evangélica Fluminense e substituto de

Kalley?

13. Como se chama o esboço doutrinário que Kalley deixou ao se retirar para a Inglaterra?

SEGUNDO PERÍODO

1. Quais as datas-limites do segundo período?

2. Em que data se deu o falecimento de Kalley?

3. O que aconteceu em 1890?

4. O que aconteceu em 1892?

5. O que foi que fizeram D. Sarah e Dr. João Gomes da Rocha em 1892?

6. O que foi que aconteceu, de muita importância, em 6 de julho de 1913?

7. Como

acontecimento ocorrido em 6 de julho de 1913?

se

chamavam

os

dois

obreiros

que

se

destacaram

no

grande

8. Quais foram as igrejas e quais os pastores que estiveram

Convenção de 1913?

9. Onde foi realizada a Convenção de 1913?

presentes na

TERCEIRO PERÍODO

83

1. Como se chama e quando aconteceu o terceiro período?

2. Quando começou a funcionar o Seminário Evangélico Congregacional?

3. Quais foram os primeiros professores e os primeiros alunos deste Seminário?

4. O que aconteceu com O Cristão neste período?

5. O que, de importe aconteceu na 10ª Convenção?

6. Quais foram os líderes do congregacionalismo que faleceram neste período?

QUARTO PERÍODO

1.

Em que data se deu este período?

2.

Neste período os congregacionais se uniram com quem?

3.

Como se chamou esta União?

4.

Quantas igrejas passou a ter esta União, quando de sua organização?

5.

O que aconteceu com a Missão Evangelizadora de 1958?

7.

Por que 1945, 1950 e 1953 são datas ou anos importantes? [sic]

8.

Em 1960 organizou-se uma ala dissidente da União. Como se chamou essa ala e

por que ela se formou?

9. O que aconteceu em 1968 e 1969?

QUINTO PERÍODO

1. Como pode ser chamado o quinto período e quando ele começou?

2. Em quantas Regiões foi dividida a União, inicialmente?

3. Quantas eram as igrejas no início deste período?

4. Qual é o objetivo dos Planos Diretores, que passaram a ser adotados a partir do

início deste período?

84

5. Neste período foram adquiridas a Sede própria e a Gráfica Congregacional. Onde

elas se localizam?

6. O que aconteceu de importante com os Seminários do Rio e do Recife?

7. Quantas regiões possui a União atualmente?

85

Novo e Vivo Caminho (Lições para novos crentes)

Uma revista com um conjunto de estudos que visa auxiliar o irmão em Cristo, iniciante na vida cristã, a adquirir conhecimento sobre as doutrinas básicas do Evangelho. As lições foram elaboradas de forma didática, com exercícios e espaços para preencher, conduzindo o aluno a consultar a Bíblia, a verdadeira fonte do conhecimento a ser adquirido. Houve preocupação, da parte do autor, em apresentar os estudos seguindo uma certa linha lógica, iniciada com a reflexão sobre o homem, passando pelo grande mal que afetou a humanidade inteira -o pecado, a solução divina - a salvação, e concluindo com um estudo sobre a volta de Jesus.

Materiais para secretaria e Escola Dominical:

- Carteira de membro

- Ficha de membro

- Certificado de Batismo

- Manual do Ministro

- Envelopes para contribuições

- Carta de transferência

- Certificado de casamento

- Certificado apresentação de crianças

Pedidos ao:

Departamento de Educação Religiosa e publicações da UIECB Rua Visconde de Inhaúma, 134, sala 1309 Centro 20091-000 Rio de Janeiro RJ Tel. (021) 283-0205

Impresso nas Oficinas da REPROARTE GRÁFICA E EDITORA Tel.: 263-4249 Fax: 253-9721 Rio de janeiro - RJ