Você está na página 1de 4

Momento da vida real - As peripécias de um jovem adulto quando a

namorada o decide apresentar à família

Personagens:
Apresentadores - Guilhermo Rossini e Emanuela Rubi
Namorado - Sérginácio
Pai/Irmão da namorada - Godofredo

um casal de namorados, muito apaixonados, sente a necessidade, ao
fim de algum tempo, de criar as condições necessárias para poderem
passar tempo juntos num ambiente, entendia-se mais familiar e que
passaria, actualmente, pela frequência das respetivas casas e claro, o
necessário conhecimento e eventual convívio com os familiares
próximos, designadamente pais e irmãos/irmãs.
a dado ponto da relação, o casal de namorados, como que decide
quebrar as regras ou saltar etapas, consoante a perspectiva e decide
antecipar o frequentar das respectivas casas, sem aquilo a que
poderemos (e devemos?) chamar uma adequada e "formal"
apresentação entre os pais e os respectivos dos filhos(as).
tudo se deu numa noite chuvosa, fria, num daqueles períodos
primaveris precoces em que o calor ou as temperaturas amenas e
agradáveis teimam em aparecer em todo o seu esplendor. fruto
dalgum cansaço e procurando algum conforto e querendo fugir à
sempre inevitável rigidez própria de um veículo automóvel, eis que
um dos membros do casal decide, sem pré-aviso, levar o respectivo
até sua casa, isto numa altura em que a meia-noite já tinha dado há
muito.
ora, como seria de esperar, o respectivo viu-se invadido por uma,
mais do que natural timidez e até uma certa apreensão, já que, afinal
de contas estava +prestes a entrar nos aposentos da namorada. mas
o desejo e a vontade eram mais fortes e superaram qualquer tipo de
timidez, até porque olhando à hora da noite, fora lhe prometido que
todos os membros da família estariam a dormir pelo que o mesmo era
dizer: perigo nenhum!
e assim fez: entrou na casa da respectiva e seguiu corredor fora,
direitinho ao quarto, sem efectuar qualquer desvio, nem sequer para

sente necessidade de beber água. para passar lá a noite com a maior das latas. iria culminar na destruição de uma qualquer peça decorativa existente nalgum móvel.. em sentido figurado. era imperioso que a saída matinal corresse ainda melhor.. não revela a atenção necessária e esbarra num móvel preenchido com porcelanas e o resultado dá-se na destruição duma peça com imenso valor estimativo para a mãe da namorada.. note-se que a saída matinal poderia dar-se a uma hora em que nenhum dos familiares se mostrasse acordado. o pior é que é precisamente nesse momento que se dá a "morte do artista". por motivos.verter águas. iria ressurgir mais uma vez. o respectivo opta por fazer o trajecto quarto ..quarto.casa de banho . o decidissem cortar em pequenos pedaços.quarto. qual autêntico primata.casa de banho . mas não em modo ninja porque decide enfiar o carapuço do casaco e por-se a caminho. bem.) o dia seguinte ou a manhã seguinte poderia ser o verdadeiro caos. é que esta coisa de estar nervoso por ir a casa da namorada. estrategicamente colocado junto à porta do wc. iria revestir-se de muitos perigos. nada disso! havia que aguentar para não ser visto. ou comer uma maçã pela fresquinha! como tal. mas nunca se sabe dos rituais que cada um tem logo pela manhã. ou se alguém. se o ambiente já estaria . se considerarmos urinar da janela para a rua como algo de pouca importância.porta de casa de forma encoberta. precisamente por colocar o carapuço na cabeça e efectuar o trajecto cabisbaixo.. a detalhar mais à frente. aguardaria por uma de duas eventuais soluções e que passariam forçosamente por urinar nalgum recipiente que a namorada tivesse no seu quarto.. até porque entrar "em modo ninja" e fazer o percurso quarto . fazer chá.. teria de abrir a janela do quarto e urinar para a rua. para além disso. há constrangimentos igualmente significativos a ter em conta: vamos supôr que o pernoitar até se dava sem incidentes de maior (isto claro. claro está. sem estes saberem de tal visita às 2h da manhã. a não ser que os familiares da namorada. algo que se estava a manifestar necessário. de poder ser "apanhado em flagrante". mas. ou ao invés. por força do nervosismo que envolvia a própria situação. sem conhecer os pais previamente. com vergonha. é que o nervosismo existente à entrada ou na hipotética viagem quarto . até porque se a entrada nocturna tinha corrido bem.. ou então. os quais nem para iogurte serviriam.

sendo que nesse preciso momento. está. na maior das latas. daí não haver modo ninja para ninguém! o respectivo fica atarantado com tudo o que aconteceu e esbarra na parede ao lado da porta e tem de ser um dos irmãos a abrir a porta e a empurrá-lo para fora de casa. literalmente ao empurrão! em seguida. ficamos sempre com a sensação que cada vez que fazemos merda. "loja dos chineses".. de manhã. o melhor será tentar redimir-se e comprar uma peça decorativa para oferecer à mãe da namorada. decide oferecer a peça decorativa à mãe da namorada. caso para dizer. ou seja. as outras pessoas lembram-se de outras coisas que mós queremos a todo o custo evitar ." como se não bastasse o sucedido até então. em jeito de substituição da que foi destruída. sentindo-se fendida. com o gesto de querer redimir-se através da oferta duma peça. mas mais uma vez não lhe corre bem: em primeiro lugar. pelo simples facto do respectivo achar que podia substituir uma peça tradicional. o respectivo pensou para si mesmo: " isto está a correr bem! está a correr muito bem. questão conclui que se trata duma peça comprada em lojas.. vulgo qualquer parolice serve! as expressões que a sra dirigiu ao respectivo não foram agradáveis de se escutar. diga-se que apesar duma reacção a inclinar para o positivo. sem nada combinado para ser devidamente apresentado aos familiares. como que a achar ou dar a entender que a mãe da namorada não teria qualquer gosto. se é que o tive.. o respectivo mediata sobre o sucedido e conclui que para tentar amenizar os estragos... pior ficaria depois de partir a porcelana. e acabo a ofender as pessoas com uma peça comprada nos chineses! isto está bonito. vulgarmente designadas. de tanto querer esconder e passar despercebido.. a senhora é invadida por um ataque de fúria que a deixa com o rosto avermelhado e com a jugular aos saltos. tento recuperar algum crédito. depois urina da janela do quarto para a rua. sem nada combinado.. entra aqui de noite à socapa.. mais uma vez. a juntar a tudo isto. sobretudo depois do infeliz episodio registado durante a manhã.tenso por se perceber que o respectivo tinha lá pernoitado sem conhecer os pais da namorada. por algo adquirido nos chineses. primeiro.. na maior das latas. até ser posto na rua. logicamente. que belo primeiro impacto! depois disto.. depois de examinar exaustivamente a peça e. destruo uma peça de valor e ainda me esbarro contra a parede. o respectivo volta a entrar em casa da namorada. eis que vai tudo pelo cano abaixo quando a mãe da namorada.

Godofredo.e com isto. da porrada que levei! fui barbaramente agredido pelos familiares da minha respectiva. formam uma ofensiva asfixiante. muito boa tarde/noite! Bem-vindo ao nosso programa/rúbrica! diga-nos.. encabeçada pelos progenitores. com os irmãos como guardas a vigiarem os movimentos para evitar uma fuga prematura e até que disparam logo de imediato: "então passaste cá a noite? e dormiste no quarto da minha filha? na cama da minha filha? com a minha filha?!" é que nem davam tempo de responder e ainda por cima. Godofredo! Godofredo: boa tarde/boa noite! ainda bem que me convidaram. tenho um olho completamente pisado. mas aviso já que não há perdão nenhum! .. G. nesta altura e já antevendo a mais do que natural possibilidade de ser atirado pela janela ou escorraçado porta fora.: pois e precisamente para termos um feedback do que se passou. o que é que lhe aconteceu à cara? . Sr. temos como convidado o sr. (irmão/pai da respectiva). porque não passamos às apresentações? em vez de estarem com essa cara de quem pensa. Boa tarde/noite sr. em primeiro lugar. quando comparado com o que estão a pensar fazer-me. a horas decentes e tal. quais os instrumentos de tortura que vamos utilizar?" o carro afinal não era assim tão desconfortável.R.serginácio: como podem ver. todo roxo. o respectivo só pensava "Já que estamos na sala de estar. o respectivo conseguia tirar a expressão de intimidado e que dizia sim a tudo o que lhe perguntavam." pensa o respectivo. Sérginácio.

Interesses relacionados