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Vida A27

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O ESTADO DE S. PAULO DOMINGO, 2 DE MAIO DE 2010

ENTREVISTA
DIVULGAÇÃO REPRODUÇÃO
tra o pai. A criança começa a se
Maria Dolores Cunha Toloi, Psicóloga recusar a vê-lo. Isso num nível
leve. No moderado, a mãe co-

‘É possível divórcio
meça efetivamente a impedir a
criança de ver o pai. Diz que ela
está doente, inventa mil descul-
pas. Nos casos mais graves, a
mãe chega a fazer denúncias fal-

sem traumas’
sas de abuso sexual. Isso faz
com que o juiz suspenda as visi-
tas até que a família passe por
uma avaliação psicológica. Mas
isso demora. Seis meses ou um
ano na vida de uma criança é
diciais. Muita chantagem emo- muito tempo. Ela vai se distan-
Especialista revela cional, muita ameaça. Entre os QUEM É ciando do pai. Nesses casos o
em livro que o grau de pais e entre pais e filhos. Foi Judiciário precisa intervir, pois
um descortinar da violência na a mãe tem uma patologia, uma
conflito entre os pais é classe média. Os jovens, como ✽ Psicóloga e psicodramatis- personalidade psicopática.
mais prejudicial aos filhos a maioria das pessoas, associam ta pelos institutos Sedes Sa- Dolores. Há 15 anos ela lida Filhos. Obra aborda efeitos
do que a separação conflito à violência. Mas uma pientiae e de Psicodrama J. ● Quais danos esses conflitos com o tema no Judiciário das crises conjugais
coisa não tem necessariamente L. Moreno. Especialista em podem causar às crianças?
Karina Toledo a ver com a outra. Conflito é Psicologia Clínica e Jurídica Problemas como baixa autoesti-
inerente ao ser humano, todos pelo Conselho Regional de ma, depressão, dificuldade de PARA ENTENDER
Apesar de ser visto como um temos conflitos pessoais e nos Psicologia. Mestre em Psico- confiar em si mesmo são co-
evento inevitavelmente traumá- relacionamentos. A violência é logia pela Universidade de muns. Pais que brigam muito
tico para os filhos, o divórcio
não precisa ser um bicho de sete
a maneira como alguns lidam
com o conflito. Quanto maior a
Michigan, Estados Unidos.
Doutora em Psicologia Clíni-
tendem a brigar mais com os fi-
lhos. Essas crianças acabam
Legislação que ela tenha livre acesso a
ambos. O ex-casal passa a divi-
cabeças, diz a psicóloga Maria relação hierárquica entre as pes- ca pela Pontifícia Universida- com uma visão negativa dos re- prevê guarda dir direitos e deveres relativos
Dolores Cunha Toloi. Como as-
sistente de perícias psicológicas
soas, maior a tendência à violên-
cia. Quando pai e mãe têm rela-
de Católica de São Paulo. É
docente do departamento de
lacionamentos, com medo de
se entregar. Filhos de pais divor-
compartilhada aos filhos e as decisões sobre
sua rotina.
no Tribunal de Justiça de São ções mais igualitárias, o nível Psicodrama do Instituto Se- ciados têm mais chance de se di- Especialistas em Direito de
Paulo, ela vivencia há 15 anos o de violência é menor. des Sapientiae. vorciar também. Outro proble- A lei que criou a possibilidade Família ouvidos pela reporta-
cotidiano das brigas familiares. ma é a perpetuação da violên- de guarda compartilhada en- gem afirmam que, embora a
Em seu doutorado, ela buscou ● É possível para os filhos cia, pois eles reproduzem o mo- trou em vigor em agosto de premissa seja boa, é difícil co-
entender como os “filhos do di- saírem ilesos de um divórcio? emocionais nos filhos. E o di- delo de resolução de conflitos 2008. Esse tipo de tutela é op- locá-la em prática. Só funcio-
vórcio” compreendem e enfren- De um divórcio, sim, mas de nheiro é a principal causa. que aprendem na família. cional e não significa que a na se os pais tiverem um bom
tam esses conflitos conjugais. A uma relação com alto nível de criança deve morar ora com o relacionamento, o que é difícil
pesquisa, com adolescentes en- conflito, não. Antigamente, o di- ● O que significa alto nível de ● Como evitar que as crianças pai ora com a mãe. A ideia é após um divórcio litigioso.
tre 13 e 16 anos, deu origem ao li- vórcio era visto como um even- conflito? sejam afetadas?
vro Sob Fogo Cruzado. Conflitos to sempre traumático para a O conflito começa com a discór- No Judiciário analisamos o di-
Conjugais na Perspectiva de criança, que causava efeitos de- dia verbal, que é normal em to- vórcio em relação aos fatores ção. Drogas podem ser um fa- ria, ela já tem uma ligação afeti-
Crianças e Adolescentes. Mais letérios para o resto da vida. dos os relacionamentos. No ní- de risco e de proteção para os fi- tor de risco, como para qual- va muito forte com esse genitor
que a separação em si, diz ela na Pesquisas sugerem hoje que, vel seguinte vem a violência ver- lhos. A idade da criança, por quer criança. Abandono, maus- e sabe que isso vai mudar, mas
entrevista a seguir, é o alto nível embora o divórcio cause uma bal, depois abuso psicológico, exemplo, pode ser um aspecto tratos, negligência. É preciso não tem controle da situação,
de conflitos entre os pais o gran- série de crises na família – co- violência física e sexual. No Ju- de risco, mas se ela tem uma avaliar quem é a figura de apoio não sabe como vai acontecer.
de causador de danos cognitivos mo declínio econômico, even- diciário, quando o nível de con- mãe maravilhosa, que atende a na casa para a criança. Ser for o Tudo depende de como os pais
e psicológicos nas crianças. tos estressantes, problemas de flito é alto, costuma ocorrer o todas as suas necessidades e pai, por exemplo, não seria conduzem o processo.
saúde dos pais –, em cerca de que chamamos de síndrome da não mistura a conjugalidade aconselhável a guarda ficar com
● O que mais lhe chamou a aten- dois ou quatro anos todos se alienação parental, cada vez com a parentalidade, isso com- a mãe. O ideal seria a guarda ● Há um sistema de guarda mais
ção na pesquisa com os jovens? adaptam ao novo sistema. O mais comum no Brasil. pensa a idade. Esses fatores compartilhada. indicado ou varia caso a caso?
O alto nível de agressividade e problema, na verdade, não é o abrangem questões genéticas, o Varia sempre. Quando os casais
a tolerância existente nas famí- divórcio. As pesquisas sugerem ● O que é essa síndrome? perfil psicológico da criança, os ● Existe uma idade mais crítica? têm baixo ou médio nível de
lias de classe média a essa agres- que o alto nível de conflitos en- Em geral acontece no contexto recursos emocionais que os Sim, entre 6 e 9 anos. Na maio- conflito, o melhor é a guarda
sividade. É o mesmo nível de tre os pais e o padrão de resolu- materno, pois na maioria dos ca- pais possuem para lidar com as ria dos casos, a criança perde o compartilhada. Mas, quando o
violência – psicológica, verbal e ção desses conflitos é a causa sos a guarda fica com a mãe. Ela mudanças, o nível socioeconô- contato com um dos genitores nível de conflito é alto, isso fica
física – que vejo nas perícias ju- de grandes danos cognitivos e vai doutrinando a criança con- mico da família após a separa- após o divórcio. Nessa faixa etá- inviável.

CAMPANHA DE CHAMAMENTO PREVENTIVA


DO COROLLA NOVA GERAÇÃO FABRICADO
A PARTIR DE ABRIL DE 2008.

A Toyota do Brasil convoca os proprietários dos veículos Corolla Nova Geraç


campanha de chamamento:

Veículo Ano de Fabricação Modelo dos Veículos Nº de Série dos Chassis

Corolla Altis/XEi 2.0 a partir de 9BRBD48EXB2500008


Corolla Altis,
XEi 2.0; XEi, A partir de Corolla XEi, SE-G, XLi
SE-G, XLi e GLi abril de 2008 a partir de 9BRBB48EX95000543
e GLi 1.8
1.8; e XLi 1.6
Corolla XLi 1.6 a partir de 9BRBC42E095000511

Data do início do atendimento: 3 de maio de 2010. A primeira fase tem início nesta segunda-feira, 3 de
maio. Recomenda-se o prévio agendamento da visita
Local de atendimento e agendamento do serviço: Rede de junto ao distribuidor Toyota de sua preferência, porém,
Distribuidores Toyota. preventivamente, solicita-se a remoção imediata do tapete do
lado do motorista, não o substituindo até que a verificação
Razões técnicas: Reforçar aos consumidores a informação por um dos distribuidores Toyota tenha sido realizada.
existente relativa aos riscos decorrentes da incorreta colocação
do tapete genuíno Toyota, ou utilização do tapete não genuíno, Segunda fase, a ser anunciada em breve:
nos veículos Toyota Corolla, diante da possibilidade de • Colocação, nos veículos, dos avisos de segurança sobre
interferência do tapete no retorno do pedal do acelerador. uso e fixação de tapetes genuínos;
• Entrega e explicação do encarte especial do manual
A Toyota acredita firmemente que o Corolla produzido no Brasil do proprietário relativo ao uso e à fixação dos tapetes
não apresenta qualquer vício ou defeito que possa colocar genuínos;
a saúde e segurança dos consumidores em risco, além das • Substituição do tapete não genuíno por tapetes genuínos.
razões acima descritas, as quais estão relacionadas ao tapete
do motorista. A Toyota do Brasil lamenta o eventual desconforto que esta
situação possa vir a causar aos proprietários do Corolla Nova
Dessa forma, a Toyota realiza esta campanha de chamamento Geração e envidará seus maiores esforços para que esta
preventiva que terá duas fases. campanha de chamamento atinja seu objetivo o mais rápido
possível.
Primeira fase:
• Para tapetes genuínos: verificação e eventual fixação do tapete; Para informações adicionais consulte:
• Para tapetes não genuínos: esclarecimento sobre a Rede de Distribuidores Toyota
importância de sua não utilização e eventuais riscos de sua ou 0800 703 02 06.
inobservância.