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Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

•1
851
14 abril 2016

Ano 15
quinta-feira
 0.70 iva incluído
Diretor: Luís Baptista-Martins

COVILHÃ

Vítor Pereira
perde Nelson
Silva no executivo
Vereador independente que tinha
funções a meio tempo com o pelouro do Planeamento Estratégico
bateu com a porta por considerar
que política local da Covilhã se
baseia «em ataques de carácter
que não resultam em nada para
aqueles que nos elegeram» ___ 5

POLÍTICA

«“Bluff” foi José
Igreja que não
conseguiu ganhar
a Câmara nem foi
oposição»
Concelhia do PSD reage à entrevista de antigo vereador do PS a O
INTERIOR e estranha que «quem
pediu a suspensão do mandato
em abril de 2015 por não ter vocação em ser oposição continue a
opinar sobre a gestão autárquica
e a dizer que Álvaro Amaro anda
a gastar o IMI nas rotundas» __ 4

Salas de cinema
fecham na Guarda
A Vivacine vai fechar definitivamente no final de maio e a Widerproperty, que gere desde
novembro o centro comercial “La Vie”, continua à procura de um novo operador Pág.20

Derrocadas ameaçam Castro
do Jarmelo
Associação local fala em abandono do património, que não
é alvo de intervenções desde
2012, após parte da muralha ter
ruído na semana passada Pág.5

BELMONTE

Quatro
homenageados no
feriado municipal
Lurdes Afonso, António José Melo,
Dario Gonçalves e o pároco José
Registo vão ser distinguidos pela
Câmara a 26 de abril________ 10

DESPORTO

Sp. Covilhã à beira
do precipício na
IIª Liga _______________ 15
Sp. Sabugal deixa
último lugar no
Campeonato de
Portugal_ ____________ 15
SOCIEDADE

Kayzer Balet
na final do “Got
Talent”
Da Covilhã para a “caixinha
mágica”, a primeira companhia
de bailado jovem em Portugal
foi à procura da notoriedade e
conquistou o reconhecimento
do júri do programa televisivo _______________________ 6

SOLIDARIEDADE

GUARDA

Movimento que quer acabar com
o desperdício de alimentos preparados conta com 100 voluntários,
que iniciaram na segunda-feira a
recolha e distribuição por cerca
de 25 pessoas _________________ 7

Executivo aprovou, por unanimidade, a alienação em hasta
pública do espaço adquirido
junto ao parque industrial porque projeto do Ministério da
Administração Interna nunca
saiu do papel________________ 7

Refood já tem
centro de
operações na
Guarda

Câmara vende
terreno destinado
ao quartel da GNR

no

fio

da

navalha

2•

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

ENTRE
VISTA

Câmara da Guarda
Os socialistas fecharam o Cibercentro
em 2012 por acharem que já não tinha utilidade. Quatro anos depois, Álvaro Amaro
reabriu um espaço público de acesso livre
à Internet no mesmíssimo Solar dos Póvoas, na Praça Velha, para onde transferiu
o Espaço Internet existente nas piscinas
municipais. O que mudou entretanto? Apenas que o atual executivo, ao contrário dos
antecessores, considera este serviço útil
aos munícipes e já tem previstas ações de
formação e outras iniciativas.

Kayzer Ballet
Da Covilhã para um país inteiro a primeira companhia de bailado jovem portuguesa
dá-se a conhecer no programa de televisão
Got Talent. A Kayzer Ballet já garantiu um
lugar na final do concurso e dá provas que no
interior também existe cultura, arte e talento.
Ainda à procura de conquistar um lugar no
mundo do ballet clássico e da dança contemporânea a jovem companhia já conseguiu o
reconhecimento do júri.

Estrela de Almeida
Um golo de Pimentel, ainda na primeira
parte, foi suficiente para o Estrela de Almeida
conquistar a Taça da IIª Divisão Distrital. O
recém-promovido ao escalão principal da AF
Guarda derrotou o Desportivo de Foz Côa
na final disputada no estádio municipal da
Guarda, no domingo.

Castro do Jarmelo
Faz parte de uma lenda portuguesa
e é património de interesse público, mas
nem por isso tem merecido a atenção necessária à sua manutenção. O património
do Castro do Jarmelo tem-se degradado ao
longo dos anos e na última semana ruiu
parte da muralha medieval. É caso para
dizer que a maldição de D. Pedro continua
a devastar o Jarmelo.

CARA A CARA

«Precisamos
aumentar a
sede, que é
muito pequena
para as nossas
atividades e
necessidades»
P- Quais os objetivos para este
mandato?
R - Queremos continuar com as
atividades que temos tido e melhorálas tanto quanto possível. Eu e a atual
vice-presidente somos cofundadoras
da delegação da Cruz Vermelha na
Covilhã há 14 anos. Estivemos sempre nas anteriores direções e agora
pretendemos continuar com o trabalho que temos feito até aqui, além de
modificar algumas coisas e melhorar
tanto quanto possível o que tem sido
feito, nomeadamente na parte social. Estamos a ajudar famílias
carenciadas na distribuição de
alimentos e queremos aumentar esses apoios. Temos casos
pontuais que aparecem e
tentamos sempre solucionar. Também temos a parte
da saúde que continuamos
a apoiar e a desenvolver.

P- Que projetos têm
em mãos e quais esperam concretizar?
R - O projeto da distribuição de alimentos, com peditórios
de alimentos duas
vezes por ano no
hipermercado
Continente. Tem o s u m p ro j e to “ Rev ive ” n o
estabelecimento
prisional da Covilhã
e a juventude da Cruz Vermelha com
inúmeras atividades. Na passada semana estivemos presentes na Semana
Académica da UBI, da meia-noite às
6 horas, com uma equipa de saúde
e voluntários da juventude, e pontualmente participamos em atividades
que se vão fazendo no concelho, nomeadamente desportivas e culturais.
Acompanhamos ainda um grupo de
250 peregrinos do nosso concelho
a Fátima e este ano é o décimo ano
que fazemos este acompanhamento,

que nem sempre é fácil. Prestamos
cuidados de saúde aos peregrinos no
final do dia, mas também os acompanhamos durante o dia.

P- Quais são as principais dificuldades da delegação?
R - As principais dificuldades
são financeiras, pois temos poucos
sócios, é necessário aumentar. Outra
dificuldade é termos uma sede tão pequena. Atualmente funcionamos num
espaço cedido pela Câmara Municipal
e daí esperarmos que, brevemente, o
senhor presidente nos receba e pos-

P

E

R

F

I

L

Maria Clara Saraiva
Presidente da Delegação da Cruz
Vermelha da Covilhã
Idade: 68 anos
Profissão: Enfermeira - aposentada
Naturalidade: Covilhã
Livro preferido: “O amante japonês”,
Isabel Allende
Hobbies: Voluntariado

samos fazer este pedido de aumentarmos o espaço, que é de facto muito
pequeno para a nossas atividades e
necessidades.

P- At u a l m e n te c o n t a m c o m
quantos voluntários? Quem pode
ser voluntário?
R - Temos cerca de 50 voluntários.
Podem ser voluntárias todas as pessoas bem formadas. Usar o distintivo
da Cruz Vermelha é algo de muita responsabilidade e, por isso, pode ser
voluntário quem quiser fazer
bem e ser solidário. Todos nós
podemos ser, desde que queiramos ajudar os outros. Mas
há algo que se exige, que é o
respeito por esta instituição,
que tem 150 anos no nosso
país e é muito credível não só
em Portugal, mas no mundo
inteiro, por isso há uma
certa exigência nessa parte:
pessoas bem formadas e que
estejam na disponibilidade
de ajudar os outros. Na delegação da Cruz Vermelha
da Covilhã todos somos
voluntários, ninguém
recebe dinheiro.

P- Quais as principais áreas de intervenção?
R - A área social e
a área da saúde. Infelizmente, o panorama
socioeconómico não
é agradável, há muita gente no desemprego e até alunos
da universidade,
que estudam na
Covilhã, têm muitas necessidades e
procuram-nos. Ainda há muita pobreza
e nve rg o n h a d a e , p o r
vezes, as pessoas não chegam até nós
por vergonha, outras chegam através
de terceiros. Neste momento não fazemos recolha de roupa porque não
temos capacidade de armazenamento,
mas era algo que gostaríamos.
P- Quantas pessoas apoia a Cruz
Vermelha da Covilhã?
R - Apoiamos 43 famílias, mas
temos possibilidades de aumentar e
existem sempre casos pontuais que
aparecem de pessoas não inscritas.

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

editorial

•3

Luís Baptista-Martins
baptista-martins@ointerior.pt

Por vezes, o que parece é

1

opinião
André Barata

Em geral, é claro que todos sabíamos o que os
offshores em paraísos fiscais significavam. Nada surpreendem, nesse sentido, os “Panama Papers”. O que
não sabíamos era o que revelavam em particular, quem
expunham em concreto, com nomes e rostos, alguns
muito notórios mundialmente. Às vezes quase sabemos,
mas permitimos que a ilusão continue, para não tirarmos
todas as consequências. É como saber muito bem que
alguém anda a enganar-nos mas preferirmos não aprofundar muito. A não ser que alguém seja apanhado em
flagrante e nos obrigue a tomar posição. O que o maior
“leak” da História fez foi não dar mais à escolha enfiar a
cabeça na terra. Pelo contrário, obrigou todo o cidadão
que paga impostos a ver a realidade com os olhos que a
terra há de comer. O flagrante apanha tubarões à escala
mundial como tubarõezinhos nacionais. Entre estes, um
empresário que diz que não, mas que uma investigação
jornalística confirma que sim – Ilídio Pinho. E também
um outro Pinho, que foi ministro da República. Um ano
depois de ter sido notícia por reclamar ao BES milhões
de “reforma”, Manuel Pinho consegue assim regressar
às notícias nacionais. E depois dos corninhos, teima em
não ser por boas razões. Mas há uma responsabilidade
que nos cumpre a todos, peixe miúdo que paga impostos,
não conhece offshores nem outra realidade senão a do
rendimento obtido do seu próprio trabalho. Simplesmente
não tornar a olhar para o lado e exigir que se escrutinem
estas práticas.
Até porque o offshore panamaniano, apesar de um
verdadeiro canal de rendimentos, é, na verdade, apenas
a quarta maior firma de advogados offshore do mundo.
Todas juntas, andarão pela centena, muitas também em
território europeu. Se não é apenas a ponta do iceberg,
perto disso se tratará. Precisamos, pois, de mais “leaks”
PUB

O canal do Panamá
e de mais análise, até porque também um “leak” pode
ser manobrado, por exemplo procurando denunciar mais
uns do que outros.
Também sabemos que autocratas têm ambientes
políticos bem mais propícios à formação de fortunas
inconfessáveis do que representantes políticos em democracias providas de uma forte e atenta esfera pública.
Por isso, talvez evitar pagar impostos seja a última preocupação dos primeiros e, no entanto, a que mais motiva
os segundos. Os primeiros porque do nada aparecem
com fortunas que são verdadeiros orçamentos de estado,
os segundos porque fogem, mesmo que legalmente, ao
pagamento de impostos que não podem deixar de exigir
aos seus concidadãos. Mas, em ambos os casos, o que
realmente se revela de forma tão ironicamente concreta
é que recorrem a uma mesma firma offshore e a uma
mesma lógica de ocultamento de riqueza. E isto não
sabíamos ainda de forma tão cristalina. Apesar de todas
as diferenças, elites políticas por todo o mundo estão
colonizadas por um poder financeiro global, de que a
Mossack Fonseca é apenas a quarta potência. A questão é
mesmo geopolítica. Será que o mundo ainda se divide em
autocracias e democracias, em blocos assim e assado?
Ou, pelo contrário, mais facilmente dividiremos o mundo
entre os financeiramente colonizados e os outros. Ou não
tão facilmente porque a divisão, podendo ser real, é realmente ocultada e apenas operante pela captura venal de
elites políticas que naturalmente não deixarão, podendo,
de fazer a sua parte na legalização do encobrimento e
na promoção da globalização deste poder. Justifica-se,
pois, uma suspeita e é sistémica: who (and what) rules
the world? Não seria de procurar estabelecer correlações
entre países assim colonizados e alianças nas relações
internacionais, até nas intervenções militares?

A “contratação” de Francisco Lacerda Machado emergiu
de surpresa nos últimos dias e, em entrevista, António
Costa quis explicar o assunto, antecipando-se a eventuais polémicas, esclarecendo que era o seu “melhor amigo”
e excelente negociador, por isso o nomeara representante do
Estado. Aparentemente, para o primeiro-ministro, a representação do Estado pode ser entregue ao seu “melhor amigo”,
mesmo antes de ter qualquer contrato que o habilite para
tal. Pior, com esta contratação, António Costa parece querer
tratar dos assuntos do Estado como se estivesse a gerir a
sua própria casa, o que é inadmissível: nem Costa é o dono
do Estado, nem a nomeação de um representante da “coisa
pública” pode ser feita por mera amizade.
É inacreditável que o primeiro-ministro ache normal que o
Estado seja representado por alguém sem enquadramento legal
para o fazer e de forma graciosa. A falta de transparência e o conflito de interesses na contratação do seu padrinho de casamento
são evidentes e inaceitáveis. O escrutínio público tem de ser feito.
Há muitos políticos em Portugal que se sentem os donos
da “coisa pública” e, por isso, fazem o que querem, como
querem e quando querem, de acordo com o seu livre arbítrio e
à revelia das regras democráticas e da obrigação moral e legal
de prestarem contas publicamente. A transparência, em todos
os atos de gestão pública, nos governos como nas câmaras
municipais ou empresas públicas, devia ser normal e natural.
Infelizmente continua a haver imensa opacidade e sombras
nas decisões e contratações públicas, e consequentemente,
desconfiança sobre o poder político, os políticos e os partidos.

2

A mais difícil missão da imprensa é, precisamente, a denúncia da falta de transparência, da corrupção e do amiguismo.
E, por isso, há um constante conflito entre o poder, todo o
tipo de poder, e a liberdade de expressão. Todos põem na lapela
o autocolante a dizer “Je suis Charlie”, mas, à primeira crítica,
à primeira pergunta, ao primeiro comentário ou opinião mais
incisiva ou pungente, todos os que têm algum tipo de poder,
esquecem o “Je suis Charlie” para se vitimizarem e partirem
para a ameaça. Por “dá cá aquela palha”, atacam, processam
e perseguem. A demissão de João Soares foi uma vitória da
Liberdade de Opinião. Foi uma vitória da Liberdade. E foi uma
vitória da Democracia. Os que não perceberam isso continuam
lá atrás, encerrados na sua ignomínia, na sua ignorância, no seu
obscurantismo a perseguir quem opina, quem pergunta ou quem
critica. São como João Soares, não valem nada!

3

A forma como a Europa continua a lidar com o problema
dos refugiados é uma vergonha. O exemplo do Papa
Francisco, que visitou Lesbos, a ilha sobrelotada de
migrantes, devia inspirar governos e organizações para de
forma mais célere procurarem soluções humanitárias. Como
salientou Marisa Matias, num fórum em que participou no
passado sábado na Covilhã, apenas três países europeus
asseguraram disponibilidade para receberem refugiados,
inclusive mais do que as “quotas” europeias, a Alemanha, a
Grécia e Portugal. Os demais, estranhamente, estão a colocar cada vez mais entraves para acolherem quem precisa de
ajuda. Nada pode fazer mais mal à Europa que esta forma de
desunião, de falta de solidariedade, de fim de um dos valores
fundadores da União.

4•

EmFoco

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

«“Bluff” foi José Igreja que não
conseguiu ganhar a Câmara
nem foi capaz de ser oposição»
Concelhia do PSD reage à entrevista de antigo vereador do PS a O INTERIOR
AR

Luis Martins

«Quem foi um “bluff” foi o
candidato do PS que não conseguiu
ganhar a Câmara, nem agora foi
capaz de ser oposição», considera a
concelhia da Guarda do PSD numa
reação à entrevista de José Igreja
publicada na última edição de O
INTERIOR.
Num comunicado com oito
pontos, assinado pelo líder da secção, Luís Aragão vem a terreiro defender Álvaro Amaro sustentando
que «já fez mais este executivo para
conseguir pôr a Guarda no mapa
em dois anos e meio de mandato
que os anteriores três ou quatro
mandatos de desgoverno autárquico socialista». O social-democrata
admite que a dívida da autarquia
«ainda não está resolvida», mas
realça que o executivo presidido
por Álvaro Amaro «conseguiu que
ficasse controlada». E exemplifica
recordando que a despesa total da
Câmara era de «uns expressivos
65.370.329 euros» em 2013, sendo
a previsional para o ano corrente

«Afinal, tem ou não vocação para ser oposição?», perguntam sociais-democratas a José Igreja

«da ordem dos 42.360.265 euros»,
o que representará no final de 2016
«uma descida superior a 35 por
cento, ou seja, mais de 23 milhões
de euros», contabiliza Luís Aragão.
A propósito, o dirigente e deputado municipal não esquece que,
na última Assembleia Municipal, o

PS «absteve-se» na votação da renegociação de um empréstimo que
permitiu à Câmara «uma grande
poupança» em juros. Uma posição
que, na sua opinião, significa que
«para o PS da Guarda dever mais
ou menos é indiferente». O presidente da concelhia devolve ainda a

José Igreja as críticas às «festinhas,
festas, festins e festarolas», dizendo
que foram os socialistas que prometeram o regresso das festas da
cidade se fossem eleitos. No mesmo
documento, o social-democrata sublinha também que, «ao contrário
do que é afirmado na entrevista»,

Revogada cativação de verbas
a universidades e politécnicos

com o apoio da Câmara da Guarda
foram criados «até agora cerca de
250 postos de trabalho na plataforma logística e no contact center,
entre outras empresas».
Quanto ao saneamento e
abastecimento de água, o líder
do PSD da Guarda conclui que as
obras feitas pelo executivo PSD/
CDS-PP nas freguesias significam
que, «afinal não estava tudo feito
nas aldeias como se apregoava,
sendo agora paulatinamente intervencionadas no sentido de as
requalificar». Finalmente, Luís
Aragão estranha que «quem pediu
a suspensão do mandato em abril
de 2015 por não ter vocação em
ser oposição continue a opinar
sobre a gestão autárquica e a dizer
que Álvaro Amaro anda a gastar o
IMI nas rotundas». «Afinal, tem ou
não vocação para ser oposição?»,
questiona o dirigente, para quem
o PS da Guarda tem «de resolver
os problemas internos e, depois de
estar reorganizado como oposição
credível, é que pode vir a terreiro
dar o seu contributo para o desenvolvimento da Guarda».

No IPG estariam em causa 87 mil euros e «oito postos de trabalho», afirma Constantino Rei
As instituições de ensino superior foram, na passada sextafeira, autorizadas, através de um
despacho da Direção-Geral do
Orçamento, a utilizar o montante
que tinha sido cativado pelo Governo ao abrigo do Orçamento de
Estado de 2016.
No despacho assinado pelo
secretário de Estado João Leão, a
que O INTERIOR teve acesso, pode
ler-se que está autorizada «a utilização das dotações sujeitas a utilização condicionada (…) sempre
que se trate de despesa financiada
por receitas próprias». A revogação
surgiu dois dias depois de reitores e
presidentes dos politécnicos terem
contestado a medida, afirmando
tratar-se de uma decisão «absurda
e até ilegal», segundo Constantino
Rei, presidente do Instituto Politécnico da Guarda (IPG). Contactado
por O INTERIOR antes da anulação
da cativação, o responsável afirmou
que, mesmo que esta chegasse a ser

AR

Orçamento do IPG para 2016 mantém-se na ordem dos 15 milhões de euros

aplicada, «não deixaria de fazer nada
do que estava previsto», acrescentando que «se fosse necessário deixaria
de pagar os descontos à Segurança
Social». No caso do IPG, a cativação

incidia sobre o Politécnico e o serviço
de Ação Social e rondaria os 87 mil
euros, «colocando em causa o posto
de trabalho de cerca de oito pessoas», quantificou Constantino Rei.

Segundo o presidente do Politécnico, o ministro da Ciência,
Tecnologia e do Ensino Superior,
Manuel Heitor, «alertou e acompanhou» as entidades nas preo-

cupações com este assunto. Com a
anulação da cativação, o orçamento
do IPG para 2016 mantém-se no
valor aproximado de 15 milhões
de euros. No passado dia 5, universidades e politécnicos foram
surpreendidos com o anúncio de
que haveria uma percentagem do
seu orçamento que não poderia ser
usado, a não ser com autorização
específica do Ministério das Finanças. A cativação previa um corte de
57 milhões de euros nas dotações
financeiras das universidades
(cerca de 44 milhões de euros) e
institutos politécnicos (cerca de
13 milhões de euros). O INTERIOR
tentou falar com responsáveis da
UBI, que não estiveram disponíveis até ao fecho desta edição. No
entanto, o reitor António Fidalgo
mostrou-se, também, «confiante»
de que a medida seria anulada,
uma vez que «não seria suportável
para as instituições», referiu o reitor
da UBI.

EmFoco

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

•5

DR

COVILHÃ

Nelson Silva renuncia ao mandato

DR

No passado mês de dezembro Nelson Silva surpreendeu tudo e todos ao assumir funções a meio tempo
na Câmara da Covilhã como
vereador do Planeamento Estratégico. Quatro meses depois
o independente eleito pelo
“Movimento Acreditar Covilhã”
(MAC) bateu com a porta.
A decisão foi apresentada
ao presidente Vítor Pereira
a 31 de março e tornada pública na passada quinta-feira
em conferência de imprensa.
Sem grandes justificações, o
independente disse apenas
que «não estão reunidas as
condições para continuar no
executivo». Na altura em que
assumiu funções Nelson Silva
dizia que apenas o faria «numa
situação de “força maior”» e
considerava então ser esse o
momento, tendo defendido a
necessidade de «uma gestão
municipal assente na cooperação». Enquanto este em
funções, o vereador disse ter
evitado «ao longo do tempo
querelas e disputas políticopartidárias que colocassem em
causa a estabilidade governa-

GUARDA

tiva». O que já não será o caso
atualmente, em que a política
local da Covilhã se baseia «em
ataques de carácter que não
resultam em nada para aqueles
que nos elegeram».
Neste contexto, Nelson
Silva lamentou que fique para
segundo plano «o debate, a
preparação e implementação
de políticas de apoio ao desenvolvimento económico e social
do concelho». E criticou: «O
exercício de cargos políticos
deve estar assente no respeito
por valores éticos e morais,
algo que não se verifica no
atual cenário político covilhanense». Para esta saída terão
contribuído os acontecimentos
da última reunião pública do
executivo, em que Joaquim
Matias colocou o lugar à disposição após uma acesa troca de
palavras com Carlos Martins,
mas também o fim do acordo
de incidência governativa que
existia entre o PS e o PSD. Há
hora do fecho desta edição
ainda não era conhecido o
elemento da lista do MAC que
vai render Nelson Silva no
executivo covilhanense.

Guardanet renasce nas instalações
do extinto Cibercentro
Os socialistas chamaramlhe Cibercentro, mas Joaquim
Valente fechou-o em outubro de
2012 porque a sua finalidade já
«estava esgotada». Quatro anos
depois, com Álvaro Amaro na
Câmara da Guarda, o espaço
internet está de volta ao Solar
dos Póvoas, na Praça Velha, e
chama-se Guardanet.
Este espaço público de
acesso livre à Internet entrou
em funcionamento na segunda-feira, no brasonado edifício
que acolhe a Junta de Freguesia
da Guarda. Ali há 12 computadores e rede wireless para
utilizadores de portáteis ou
tablets em toda a zona da Praça
Luís de Camões. O serviço
funciona de segunda a sextafeira, entre as 9 e as 17h30,
e, segundo a autarquia, vai
realizar ações de formação e
outras iniciativas. O Guardenet
destina-se a toda a população,
acrescenta o município, adiantando que a sua abertura
resulta da deslocalização de

algum equipamento do espaço
Internet existente nas piscinas
municipais, onde permanecem
dois computadores. Ora, em
2012, o executivo de Joaquim
Valente optou por fechar o
Cibercentro e rescindir os
contratos de trabalho dos três
funcionários face à reduzida
utilização dos meios e recursos
disponibilizados.
Na altura foi também extinta a associação criada em
2001 para promover e difundir
as novas tecnologias da informação numa parceria com a
ANACOM e a Fundação para
Difusão das Novas Tecnologias
da Informação (FDTI) – que
saíram de cena em 2008 e
2011, respetivamente. A Câmara ficou então como sócia
única, mas a finalidade da dita
associação há muito que estava
esgotada, já que o Cibercentro,
entidade sem fins lucrativos,
dedicava-se exclusivamente
a cobrar rendas no edifício
municipal do Solar dos Póvoas.

Troço da muralha do Jarmelo que ruiu

Património
do Castro

do Jarmelo
em perigo

Parte da muralha ruiu na semana passada e associação local
fala em abandono do património que não é alvo de intervenções
desde 2012
Ana Eugénia Inácio

A Associação Cultural e
Desportiva (ACD) do Jarmelo
está preocupada com o estado
de degradação do património
do Castro do Jarmelo, na Guarda,
e alertou esta semana para a
situação.
Numa nota enviada à comunicação social, a coletividade
adianta que «parte do troço
das muralhas do castro voltou
a ruir na semana passada».
O conjunto patrimonial está
classificado como imóvel de
interesse público desde 1953 e
contempla vários pontos de interesse turístico. Isidro Almeida,
responsável da associação, diz
não querer com esta denúncia
«forçar» as autoridades competentes a tomarem medidas, mas
tão só «alertar para essa necessidade». A queda da muralha «é
natural, até por causa do tempo,
mas é preciso tomar medidas,
pois há património que tem de
ser preservado», além de se evitar mais derrocadas, considera
o dirigente. Por questões de
segurança, Isidro Almeida lembra que por agora é necessário

«assinalar» a zona, até porque é
um local «visitado com alguma
frequência».
Por esse motivo a associação aproveita para lembrar «a
falta de sinalética e de painéis
informativos que permitam um
conhecimento mais profundo
deste património por parte dos
visitantes». O presidente da
ACD do Jarmelo pretende que
este caso «não caia no esquecimento», pois há pedidos que
já vêm sendo feitos há algum
tempo. Por ocasião das festas
do Jarmelo é habitual que a autarquia visite o local, que «tem
um especto abandonado», e fale
na necessidade de «melhorar as
condições». Mas nada muda. Já a
Direção Regional de Cultura do
Centro «nunca foi formalmente
informada» desta situação.
Questionado por O INTERIOR,
o vereador da Cultura na Câmara da Guarda garante que o
município «está atento a estas
situações» e está «constantemente em articulação com as
autoridades locais», garantido
que há uma equipa de arqueólogos e técnicos com «a missão de
observar o património».
Quanto à queda de pedras

da muralha, Victor Amaral desvaloriza, alegando que «é apenas
um muro de apoio ao casario, é
pedra miúda, e, por vezes, existem situações de derrocada».
Já a sinalização pedida pela
associação poderá estar «para
breve» com a intenção de criar
percursos pedestres na zona.
Em 2007, a Câmara da Guarda
avançou com o projeto “Patrimonium, estudo e valorização
do património da Guarda”, que
representou um investimento
de cerca de um milhão de euros,
comparticipado pelo FEDER em
663 mil euros, tendo o Castro
do Jarmelo sido alvo de intervenções. De fora «ficou parte
da muralha e de algumas estruturas edificadas contiguas»,
refere a associação. Em fevereiro
de  2009 verificou-se a derrocada de parte da muralha anteriormente recuperada, sendo
reposta em 2012. Desde essa
altura não existiu mais nenhuma intervenção no Castro que
visasse a sua preservação, valorização e conservação, lamenta
a associação, sublinhando que
«conhecer, preservar e divulgar
património também é promover
o Turismo».

6•

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

S

Sociedade
JUSTIÇA

Santinho Pacheco
questiona ministra
sobre tribunal
administrativo e
fiscal na Guarda
Santinho Pacheco questionou a ministra da Justiça sobre
a possibilidade da criação de um
tribunal administrativo e fiscal
na área do distrito da Guarda.
Num requerimento divulgado na semana passada, o
deputado do PS eleito pelo
círculo da Guarda recorda que
Assembleia Municipal da Guarda aprovou, no final de fevereiro,
uma moção que exige a criação
urgente da secção de família e
menores no Tribunal da Guarda
e que, em artigos de opinião publicados na comunicação social
regional, há «quem defenda antes» um tribunal administrativo
e fiscal. Para o parlamentar, a
eventual criação de uma secção
de família e menores no Tribunal da Guarda «pode pôr em perigo o movimento de tribunais
em vários concelhos e, assim, a
prazo, pôr em causa a sua existência». Quanto à criação de um
tribunal administrativo e fiscal,
«seria um sinal para uma região
que quer acreditar na aposta de
valorização do interior», considera Santinho Pacheco.

POESIA

Concurso “As Mãos
no Mundo” no
Sabugal
Está a decorrer o prazo de
candidaturas ao concurso de poesia “As Mãos no Mundo” organizado pela Câmara do Sabugal e o
Centro Local de Aprendizagem
da Universidade Aberta.
O desafio, que já vai segunda edição, destina-se a «estimular a criatividade, valorizar
a produção literária, fomentar
hábitos de escrita e de leitura
nos mais jovens, e premiar
a produção de originais de
poesia», adiantam os promotores. Podem concorrer todos
os cidadãos, sendo que há três
categorias a concurso: geral
(maiores de 18 anos), revelação
juvenil (entre os 14 e 18 anos) e
infantil (até aos 14 anos). O prazo de entrega das obras termina
a 30 de junho.

Kayzer Ballet chega à
final do “Got Talent”
Da Covilhã para a “caixinha mágica”, a primeira companhia de bailado jovem
em Portugal foi à procura da notoriedade e conquistou o reconhecimento do júri
do programa televisivo

DR

Ana Eugénia Inácio

A Kayzer Ballet, a primeira
companhia de bailado jovem em
Portugal , sedeada na Covilhã,
ainda está a dar os primeiros
passos mas já deu um salto
de gigante. A participação no
programa televisivo de talentos
nacional (“Got Talent Portugal”)
já lhe valeu o reconhecimento
por parte dos quatro jurados do
concurso e notoriedade pública.
«Quisemos dar mais visibilidade ao nosso trabalho,
aos artistas, num palco nacional», começa por explicar
o diretor artístico. Ricardo
Runa e mais quatro bailarinas, Oxana Grenkova (russa),
Julia Bengtsson (sueca), Maria Aparicio (espanhola) e
Martina Di Riccio (italiana),
garantiram no domingo a chagada à final do concurso. O
também bailarino e coreógrafo
da companhia confessa que
«não esperávamos chegar tão
longe», uma vez que se trata
de «um trabalho mais artístico
e pouco visto em televisão»,
mas o grupo acabou por ser
o eleito do júri. Se já é pouco
habitual ver ballet clássico ou
dança contemporânea neste
tipo de concursos, menos será
que estes artistas cheguem de
uma academia do interior, o
que também não terá sido indiferente ao júri. Para Ricardo
Runa, isso prova que «temos
talento em todo o país e o interior não pode ser esquecido».
Atualmente, a falta de
apoios financeiros é uma re-

GNR

Companhia covilhanense está na final, que se realiza a 1 de maio

alidade na Kayzer Ballet, que
conta apenas com «apoios logísticos» de várias entidades
locais. De resto, as receitas dos
espetáculos dão apenas para
a manutenção da companhia e
para investir em novas produções. Uma realidade que Ricardo
Runa espera ver mudar com esta
participação no “Got Talent Portugal”: «Queremos chegar a mais
pessoas, para que surjam novos
convites dentro e fora do país.
Precisamos que elas nos apoiem,
mas nem sempre é fácil», refere
o responsável pela companhia,
exemplificando que «até mesmo
na Covilhã havia muita gente
que não nos conhecia». Agora,
depois desta participação no
programa da RTP, «houve muita
gente a falar em nós», nas redes
sociais multiplicaram-se as
partilhas do vídeo da atuação e

“Censos Sénior” em curso
A GNR está a levar a cabo
este mês mais uma edição dos
“Censos Sénior” em todo o país.
A operação destina-se a identificar a população idosa que
vive sozinha e/ou isolada atualizando os registos anteriores e
identificar novas situações.
Este ano, pela primeira vez,
será também feito um levantamento das pessoas portadoras
de deficiência para posterior
informação das entidades competentes das situações de potencial perigo. Tal como nos anos
anteriores, as patrulhas vão
sensibilizar e informar os idosos
para a adoção de comportamen-

tos de segurança de forma a
evitarem burlas ou outros tipos
de crimes. A GNR fará ainda a
divulgação do programa “Residência Segura”, que permite a localização georreferenciada das
residências para uma atuação
mais célere das autoridades em
casos de urgência. Nos “Censos
Sénior” de 2015 foram sinalizados 3.236 idosos a viverem
sozinhos ou isolados no distrito
da Guarda, mais 256 que no ano
anterior. Era a terceira região do
país com mais casos, a seguir a
Beja (3.914) e Viseu (3.755). No
total nacional foram sinalizadas
39.216 pessoas.

dos pedidos de voto. «E a Covilhã votou em massa», constata,
satisfeito.
Pode ser que este seja o
primeiro passo para «produções mais arrojadas», espera
Ricardo Runa, segundo o qual
«todos os nossos pedidos foram
atendidos, o que dá logo outra
imagem ao nosso espetáculo».
Condições que não têm nada ver
com as que dispõem atualmente
no Teatro Municipal da Covilhã,
onde a Kayzer Ballet atua com
alguma frequência. «É o espaço
disponível, mas que limita o
nosso trabalho porque não tem
condições técnicas», lamenta
o mentor da companhia que já
atuou no TMG. Apesar desses
contratempos, o diretor artístico
quer continuar a dar a conhecer
o seu trabalho à cidade e nos dia
27 e 28 de maio estreará um

PINHEL

novo espetáculo, “Cinderela”, no
Teatro Municipal.
Ricardo Runa é natural da
Covilhã e decidiu criar a companhia na sua cidade após uma
passagem por Atlanta, nos Estados Unidos da América. «O meu
projeto não estaria completo
sem uma escola de formação de
bailarinos», afirmava a O INTERIOR em novembro de 2014.
A Kayzer Ballet tinha nascido
em setembro desse ano e, além
de proporcionar experiência a
jovens bailarinos que pretendam ingressar em companhias
profissionais, tem também uma
escola para crianças e adultos
que queiram aprender a dançar.
A grande final do “Got Talent
Portugal” será transmitida a 1 de
maio na RTP1, dia em que Ricardo Runa espera ter o «apoio de
todos os covilhanenses».

Município entrega cadeira de rodas
adaptada a jovem
O município de Pinhel entregou no passado dia 5 um equipamento adquirido com as verbas
angariadas graças à recolha de
tampinhas de plástico.
A terceira campanha teve início em dezembro do ano passado
e tinha como objetivo separar e
recolher 12 toneladas de tampinhas de plástico para conseguir
2.250 euros para a aquisição de
uma cadeira de rodas adaptada
destinada a uma criança pinhelense de 10 anos portadora de
multideficiência. A iniciativa
ainda está a decorrer, tendo já
sido angariado metade do valor

necessário, mas devido à necessidade urgente do equipamento, o mesmo foi adquirido pela
Unidade de Apoio a Alunos com
Multideficiência e pelo município
com as verbas já angariadas e com
a receita do espetáculo solidário
“Numa Bola de Sabão”, realizado
em dezembro, a favor da Unidade.
Os interessados ainda podem
entregar as suas tampinhas na Câmara Municipal, no Agrupamento
de Escolas de Pinhel, nas Juntas
de Freguesia ou na Rádio Elmo.
O município assegura a recolha
noutros locais (inclusive fora do
concelho), caso seja necessário.

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

Refood abre centro de
operações na Guarda

GUARDA

Câmara vende terreno previsto
para quartel da GNR

Movimento conta com 100 voluntários, que já iniciaram a recolha
e distribuição de alimentos pela cidade
PG

«Todo o trabalho é concretizado apenas através da boa vontade dos colaboradores e parceiros», afirma Hunter Halder

“Aproveitar para Alimentar”
é o lema do projeto voluntário
Refood, que pretende acabar com
o desperdício de alimentos preparados para suprimir a fome dos
mais carenciados, contando para
tal com a ação de cidadãos a nível
local. Na Guarda, a delegação local
inaugurou no domingo a sua sede.
Desde outubro de 2014, um
grupo de guardenses trabalhou
ativamente para conseguir colocar em funcionamento um espaço
do movimento. O 30º centro de
operações da Refood situa-se na
Rua do Amparo, na zona de S.
Vicente, e ocupa instalações cedidas graciosamente por privados,
revelou o fundador do projeto

em Portugal. «Todo o trabalho
é voluntário, concretizado apenas através da boa vontade dos
colaboradores e dos parceiros»,
recordou Hunter Halder durante
a cerimónia. Nesta fase de arranque, a iniciativa conta com 100
voluntários, que iniciaram a recolha e distribuição de comida na
segunda-feira. Os alimentos são
recolhidos em vários restaurantes e pastelarias da cidade para
serem posteriormente entregues
às famílias mais carenciadas.
«Para já, vamos servir cerca
de 25 pessoas, mas queremos
crescer mediante as nossas possibilidades e alcançar cada vez mais
famílias», referiu Pedro Santos, ges-

tor da Refood Guarda, acrescentando que uma parte dessas pessoas
«bateram à porta» da Refood e os
restantes já estavam referenciados
por outras instituições parceiras ou
foram indicadas por guardenses. Os
interessados em ajudar ou ser ajudados devem entrar em contacto
com os colaboradores do projeto,
que conta atualmente com cerca
de 50 parceiros como fontes de
alimentos e cerca de 150 parcerias
de apoio comunitário, de forma a
que os voluntários garantam ao
final do dia uma refeição a quem
mais precisa. Para além da Guarda,
a Refood tem outro núcleo na Covilhã que está a funcionar desde
junho do ano passado.

Marisa Matias falou sobre “Europa
e os refugiados” na Covilhã

A Câmara da Guarda vai
vender o terreno que estava
destinado ao novo quartel da
GNR, na zona do parque industrial, e que nunca chegou a sair
do papel.
Na segunda-feira, o executivo aprovou, por unanimidade,
a alienação do espaço em hasta pública. Segundo adiantou
Álvaro Amaro aos jornalistas,
«estamos em contactos com
uma empresa de cariz comercial
que estará interessada em vir
para a Guarda». O presidente
acrescentou que a Câmara não
podia «ficar à espera» que a
tutela decidisse se faz ou não o
quartel da GNR, mas comprometeu-se, «se for caso disso»,
a comprar um novo terreno
para o efeito. Por sua vez, Joaquim Carreira concordou com
a venda mas apresentou uma
declaração de voto em que
sugere a imposição no caderno
de encargos «de uma cláusula
de salvaguarda da execução
temporal do investimento que
ali vier a ser feito». Ao contrário do inicialmente agendado
ainda não foi nesta sessão que
o executivo retificou uma alínea
do novo regulamento de taxas e
outras receitas.

O assunto já tinha sido retirado da agenda da reunião do
final de março por causa de uma
«subida exagerada» das taxas a
cobrar aos comerciantes com
toldes. Desta vez foi o facto dos
eleitos do PS não terem recebido
atempadamente o documento
com os valores corrigidos, pelo
que a retificação vai ser votada
na última reunião de abril. Até
lá, Joaquim Carreira já avisou
que os comerciantes podem
preparar-se para pagar «cinco
vezes mais do que a taxa atual».
Na segunda-feira a Câmara da
Guarda apresentou o programa
das comemorações do 25 de
abril, que incluem uma homenagem e a inauguração da Avenida
Dr. António Almeida Santos, primeiro presidente da Assembleia
Municipal da Guarda entre 1977
e 1985, no troço da VICEG entre
a ponte pedonal de S. Miguel e
o parque industrial. Está ainda
agendada uma sessão comemorativa do 25 de Abril dedicada
aos “40 anos do Poder Local”
em que participam Vítor Cabeço,
primeiro presidente da Câmara
da Guarda, e Antónia de Almeida
Santos, atual deputada do PS na
Assembleia da República e filha
de Almeida Santos.

LAMEGAL

Ação de recolha e reciclagem de pneus
“Lamegal Green” é o nome
da ação de sensibilização que
consiste na recolha e reciclagem
de pneus e vai ser promovida
segunda-feira pelo Centro Social
Cultural e Recreativo local. A ini-

PUB_GAZETAS_2015.qxd

23-01-2015

5:15

ciativa tem início pelas 10 horas
no picadeiro desta localidade do
concelho de Pinhel e envolve
diversas instituições do município e de Almeida, bem como
o núcleo da Guarda da Quercus.

Page 45

PUB

Eurodeputada falou sem medos e acusou UE de «violação
sistemática dos direitos humanos»
Ana Eugénia Inácio

Numa sala repleta e perante
uma plateia maioritariamente
jovem, Marisa Matias esteve na
Covilhã, no sábado, para falar sobre a “Europa e os Refugiados”. A
eurodeputada foi convidada pela
Coolabora.
A bloquista considerou que
se tem assistido a uma «criminalização da emigração para justificar
a falta de capacidade da Europa
em resolver um problema», tendo
sublinhado que «suspender os
acordos de Schengen não é uma
solução». As condições dos centros
de acolhimento dos refugiados
também foram alvo das críticas
de Marisa Matias, que assinalou a
ausência de espaços adequados às
mulheres e mães. «A União Europeia tem capacidade para receber
mais refugiados», assegurou a
eurodeputada, que acredita que

AEI

«Tem-se assistido a uma
criminalização da emigração para
justificar a falta de capacidade da
Europa em resolver um problema»,
disse Marisa Matias

está «para breve» a chegada de
refugiados a Portugal. «Estamos
apenas dependentes de questões
meramente burocráticas», disse. A
antiga candidata à Presidência da
República declarou que o futuro
da Europa «tem de passar por
assumir os direitos humanos»,
contrariamente ao que tem sido
feito até aqui pela União Europeia,
«com uma violação sistemática
dos direitos humanos», sustentou

•7

Marisa Matias.
Por agora, a eurodeputada
considerou que deve haver um
«efetivo combate ao terrorismo»,
alertando que não se devem usar
os refugiados «como desculpa
para fazer distinções estre os
cidadãos europeus». Na sua opinião, a Europa corre o risco de
«enfrentar uma crise identitária»
e lamentou que algumas medidas
atuais «cheirem demasiado ao
passado», como o Holocausto ou a
criação de muros. «Eu não entendo como é chumbada a proposta,
várias vezes apresentada no Parlamento Europeu, de embargo à
compra de armas e petróleo para
grupos terroristas», disse, constatando que «não há vontade política em resolver este problema,
mas interesse económico». Nesta
passagem pela Covilhã, Marisa
Matias trocou ideias durante mais
de duas horas com uma plateia
bastante participativa.

Caixa Geral de Depósitos patrocina

Prémios Gazeta
de Jornalismo 2015
> Prémio Gazeta de Imprensa
> Prémio Gazeta de Televisão
> Prémio Gazeta de Rádio
> Prémio Gazeta de Fotojornalismo
> Prémio Gazeta Revelação
> Prémio Gazeta Multimédia
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> Prémio Gazeta de Mérito

> Troféu

> Troféu

O prazo limite para entrega de originais termina a 30 de Abril de 2016
Ver regulamento em: www.clubedejornalistas.pt
Clube de Jornalistas
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PRESS
CLUB

8•

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

ALDEIA DE S. SEBASTIÃO

Associação comemora 25 anos com dois
concursos
A Associação Desportiva
Cultural e Social (ADCS) de Aldeia de S. Sebastião (Almeida)
comemora este ano o 25º aniversário e para assinalar a efeméride
está a organizar dois concursos
para trabalhos sobre a coletividade e/ou sobre a localidade.
Um concurso será de artes
visuais e destina-se a obras
de design, pintura, escultura,
cerâmica, gravura, artesanato,
fotografia, vídeo, arquitetura e
cinema e outros, caso de espólio fotográfico sobre histórias,
tradições ou outro material
de interesse para a memória
coletiva de Aldeia de S. Sebastião. Serão atribuídos prémios
monetários aos três primeiros
classificados, respetivamente

FUNDÃO

200; 125 e 75 euros. O segundo desafio premiará com 200
euros o projeto mais criativo e
inovador com vista ao desenvolvimento e sustentabilidade
futura da ADCS. Os interessados
devem entregar os seus trabalhos até 30 de setembro e serão
posteriormente avaliados por
um júri a nomear. Segundo a
direção da coletividade, os 25
anos serão comemorados com
vários eventos ao longo do ano
para «dar a conhecer e lembrar
o trabalho que, de forma abnegada e desinteressada, esta Casa
desenvolve no âmbito da promoção social, desde a juventude
à terceira idade, e no atendimento e acompanhamento dos mais
desfavorecidos».

Provere iNature novamente em marcha
O contrato de consórcio da
Estratégia de Eficiência Coletiva Provere iNature – Turismo
Sustentável em Áreas Classificadas foi assinado no sábado,
no Fundão.
O objetivo deste pacto é tornar o interior Centro no «maior
destino turístico de natureza do
país e um dos maiores da Europa», sublinhou Paulo Fernandes,
presidente da Câmara do Fundão e da agência de desenvolvimento Gardunha XXI, que lidera
o consórcio que vai apresentar
uma candidatura ao Centro2020
– Programa Operacional Regional do Centro. O contrato tem
ainda por objeto a definição das

SERRA DA ESTRELA

contribuições, atribuições, relações, responsabilidades e meios
das consorciadas com vista à
execução do referido projeto. O
consórcio abrange 12 áreas classificadas do centro do país, sete
comunidades intermunicipais
e 16 grupos de ação local num
total 224 entidades. Segundo
os promotores, a maioria (141)
destes parceiros são privados
que têm sinalizados projetos
num valor global e 41 milhões
de euros. Há ainda iniciativas âncora do iNature, com 7 milhões
de euros, e empreendimentos
complementares que implicam
um investimento de 34 milhões
de euros.

PAN denuncia maus-tratos e venda ilegal
de cães

DR

O PAN - Pessoas-AnimaisNatureza denunciou junto do
Ministério Público da Comarca
da Guarda alegadas situações
de maus-tratos a animais, nomeadamente cães, numa zona
de acesso ao maciço central da
Serra da Estrela.
Em comunicado, o PAN
adianta que remeteu para o Ministério Público provas de que,
«junto à estrada que dá acesso
à Torre da Serra da Estrela, se
encontram inúmeros casos
de venda ilegal de animais».
Segundo o partido, os donos e
vendedores dos cães «acabam
por deixá-los expostos ao frio e
chuva durante dias inteiros no
inverno e a temperaturas muito
elevadas no verão». Além disso,
os animais «ficam permanentemente presos, dia e noite, sendo
a sua alimentação deficitária e
não tendo qualquer período de
recreio», lê-se no documento.
Por outro lado, o PAN denuncia

ainda que no ato da venda «não
são emitidos recibos comprovativos, o que levanta a suspeita de
não estarem a ser pagos os devidos impostos, existindo inclusive a dúvida de que os referidos
comerciantes tenham atividade
registada que lhes legitime a
criação e venda de animais».
Face às situações descritas, o
Pessoas-Animais-Natureza pede
a intervenção das entidades
competentes «em mais um caso
que viola os direitos destes seres
sensíveis».

Formação levou jovens
de oito países da UE a
Vila Nova de Foz Côa
Durante nove dias 26 participantes debateram e colocaram
em prática dicas sobre a atual crise de desemprego jovem
DR

Estiveram envolvidos jovens de Portugal, Espanha, Itália, Croácia, Hungria, Roménia, República Checa e Polónia

”Youth Unemployment - realities and solutions” foi o tema
da formação que levou jovens de
oito países da União Europeia a
Vila Nova de Foz Côa. A atual crise
de desemprego jovem, nomeadamente nos países que fizeram
parte do projeto, foi o mote que
deu origem à iniciativa.
Entre os dias 1 e 9 deste
mês, a atividade promovida pela
Associação Juvenil Gustavo Filipe
(AJGF) deu oportunidade aos 26
participantes de debaterem e
porem em prática algumas dicas
sobre a «realidade de cada país
no que se refere ao desemprego
jovem», referiu o presidente da
AJGF. Participaram jovens de
Portugal, Espanha, Itália, Croácia,

GARDUNHA

Hungria, Roménia, República
Checa e Polónia, aos quais foram
fornecidas «ferramentas úteis e
inovadoras, através da apresentação dos melhores locais para
a pesquisa de anúncios, como
utilizar os contactos pessoais para
ser informado sobre vagas de
emprego, como construir um bom
CV ou uma carta de apresentação
apelativa, entre outros assuntos»,
acrescentou Rui Pedro Pimenta.
Além da teoria, os participantes
realizaram «entrevistas de rua
sobre desemprego jovem para
perceberem a realidade local e a
refletirem sobre possíveis soluções», referiu o dirigente.
Houve ainda tempo para uma
noite intercultural, onde cada

equipa apresentou o seu país, gastronomia e tradições, e um “peddy
paper” para conhecer melhor a
cidade. Rui Pedro Pimenta acredita que a atividade foi «bastante
positiva» para Vila Nova de Foz
Côa, pois «a saída dos jovens tem
vindo a agravar-se e a presença de
participantes oriundos de vários
países trouxe uma nova vida à
terra». A seleção dos participantes teve em conta indicadores
atuais dos seus países, como
desemprego jovem, crise económica, falta de iniciativa juvenil e
reduzido movimento associativo.
A atividade contou com o apoio do
ERASMUS + - Juventude em Ação,
Câmara Municipal e do Synergia
de Braga (associação juvenil).

Sábado é dia de limpeza na Portela
No sábado realiza-se o segundo “Gardunha sem lixo!”, uma
atividade que visa limpar a zona
da Portela, junto à EN18 entre o
Alcaide e Vale de Prazeres.
A iniciativa organizada pelos
Caminheiros da Gardunha tem
início pelas 16 horas e é aberta
à participação de todos os interessados – que devem apenas
comparecer na Portela há hora
marcada e devidamente equipados. Segundo os promotores, o

GOUVEIA

objetivo é alertar a opinião pública para o problema das descargas
ilegais de lixo na Serra da Gardunha, chamando também a atenção
das entidades responsáveis para a
necessidade de mais fiscalização
no futuro. «A zona da Portela é
um exemplo claro do impacto que
o desleixo e a irresponsabilidade
têm no meio ambiente, agravado
pelo facto de se tratar de um local
de paragem habitual para quem
viaja pela EN18 e de oferecer

uma vista belíssima da Cova da
Beira», consideram os Caminheiros, que lembram que a Portela
é local de passagem de um dos
recentes percursos pedestres da
Gardunha. A novidade deste ano
é que a recolha será uma ação
CITO, uma iniciativa de “Geocaching”, o jogo mundial de caça ao
tesouro cujos participantes se
reúnem espontaneamente num
determinado local para remover
o lixo aí existente.

Junta quer parque para autocaravanas na cidade
A Junta de Freguesia de
Gouveia defende a instalação na
cidade de uma área de serviço
para autocaravanas.
«O autocaravanismo é uma
emergente atividade de turismo
itinerante que se encontra em
crescente expansão e, por isso,
ganha uma importância especial»,
justifica o autarca local. Segundo

João Amaro, este é «um nicho
de mercado turístico importantíssimo, que Gouveia não pode
perder», pelo que propõe a instalação de uma área de acolhimento
para estes veículos. Trata-se de
espaços de estacionamento adequados às dimensões das autocaravanas que possibilitam, como
refere a Federação Portuguesa de

Autocaravanismo, «o despejo das
águas sabonetadas e das sanitas,
náuticas ou portáteis, e ainda de
abastecerem de água potável»,
refere o presidente da Junta que
sugere a Rua Dr. Fernando Rebelo,
que fica próxima do centro da
cidade, «por isso com fácil acesso
pedonal ao comércio local e aos
locais a visitar».

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

•9
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Novo Classe E na Finiclasse.
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10 •

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

PATRIMÓNIO

BELMONTE

Quatro homenageados no feriado
municipal
Lurdes Afonso, António
José Melo, Dario Gonçalves e
o pároco José Registo vão ser
distinguidos pela Câmara de
Belmonte no Dia do Concelho,
a 26 de abril.
A primeira homenageada
destacou-se na área da cultura,
integrando grupos como as
Cantadeiras de Caria e os Toca
da Moura, enquanto António
José Melo será homenageado
pela sua ação como mestre da
banda filarmónica da vila. Já
o professor Dario Gonçalves
foi escolhido pela forma como
desenvolveu a presidência do
Centro de Cultura Pedro Álvares Cabral e também como
dirigente dos bombeiros. Fi-

PINHEL

nalmente, José Registo será
distinguido por ser um dos
padres mais antigos da Diocese
ainda em atividade, sendo atualmente pároco em Belmonte
e no Colmeal da Torre. «São
escolhas justas, uma vez que
todas estas personalidades desempenharam funções em prol
do desenvolvimento do concelho e tiveram muito sucesso, por
isso o município tem a obrigação
de reconhecer esse trabalho»,
justificou António Dias Rocha.
Além destas homenagens, o feriado municipal ficará marcado
pela inauguração de um hotel
“kosher” e dos trabalhos de
requalificação e ampliação do
quartel dos bombeiros locais.

Recolha de embalagens de vidro
para apoiar bombeiros
A Resiestrela vai promover, com o apoio do município
de Pinhel, uma campanha de
separação e recolha de embalagens de vidro com o objetivo
de apoiar os bombeiros locais.
A iniciativa, que é hoje apresentada no quartel da corporação pinhelense, vai prolongar-

se durante o ano e tem como
objetivo apoiar a corporação
na aquisição de equipamentos
de proteção individual para os
voluntários e de equipamentos
para as ambulâncias. Para a
recolha haverá a partir de hoje
um ecoponto/vidrão junto ao
quartel.

Monumentos e Sítios celebrados na região
Os municípios de Vila Nova
de Foz Côa e Carrazeda de Ansiães organizam no domingo um
passeio pedestre, inserido nas
comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
A caminhada terá um percurso entre o castelo de Numão
e o castelo de Ansiães com o
objetivo de promover e divulgar o vasto património militar
existente no vale do Douro, bem
como estreitar relações entre
os dois monumentos nacionais
com processos históricos semelhantes. A atividade tem início
às 8 horas, com uma visita ao
Centro Interpretativo do castelo
de Numão, seguindo-se de uma
visita ao castelo. Para o final do
dia (16h15) está reservada uma
visita ao castelo de Ansiães. A
iniciativa conta com a colaboração da Direção Regional de Cultura do Norte, da Junta de Freguesia de Numão e do Atlético
Clube do Tua. A participação na
caminhada requeria inscrições
prévias, que terminaram ontem.
Também no âmbito do Dia
Internacional dos Monumentos
e Sítios, o município de Pinhel
preparou uma caminhada “À
descoberta dos patrimónios
concelhios” a realizar no sábado
(8h30), com início junto à Casa

DR

Castelo de Numão (Vila Nova de Foz Côa)

da Cultura. A atividade vai ligar
Pinhel e Lameiras, com passagem pela necrópole medieval
de Vascoveiro e pela barragem.
Já a Câmara de Almeida vai
promover, na segunda-feira, a
iniciativa “Conheça o Património
a pedalar”, proporcionando aos
interessados dois pequenos percursos pela fortaleza. Um deles
será feito pelo interior do centro
histórico e outro pelo exterior
(pela via que circunda a fortaleza). Também na segunda-feira,

mas na Covilhã, o Museu dos
Lanifícios programou palestras
entre as 16 e as 18h30 e inaugura a exposição documental
“Sporting Clube da Covilhã e os
lanifícios” na Real Fábrica Veiga.
Este ano, o Dia Internacional dos
Monumentos e Sítios é subordinado ao tema “Desporto, um
património comum”, proposto
pelo ICOMOS Internacional,
com a coordenação nacional da
Direção-Geral do Património
Cultural (DGPC).
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Publireportagem

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

• 11

RE/MAX PORTUGAL REFORÇA NOTORIEDADE
E APOSTA NO GRUPO CASAS DO INTERIOR
GUARDA / CASTELO BRANCO E PORTALEGRE
O Grupo Casas do Interior é o
mais recente projeto da RE/MAX
Portugal para garantir a prestação
de um bom serviço ao cliente que
pretende adquirir ou colocar o
seu imóvel no mercado.
Este grupo surge da sensibilidade dos sócios João Gaio,
Miguel Fino e Nuno Pires em criar
uma estrutura sólida, a trabalhar
de uma forma sistematizada,
rentabilizando assim da melhor
forma os principais ativos, os seus
recursos humanos.
O objetivo deste projeto é
a criação de uma RE/MAX 2.0
a trabalhar para um serviço de
qualidade no interior de Portugal,
mais concretamente nos Distritos da Guarda, Castelo Branco e
Portalegre.
A estrutura do Grupo Casas
do Interior para além dos 3 administradores conta com uma
equipa composta por 25 comerciais, 2 diretoras de agência, 2
coordenadoras e 1 diretora de
recrutamento.
Nuno Pires, responsável pelas operações e expansão do
Grupo Casas do Interior, afirma
estar bem definido o caminho até
2020, em que a estratégia assenta
em 3 pilares:
1. A sustentabilidade das
Agências RE/MAX Altitude na
Guarda e RE/MAX Portalegre;
2. A implantação da nova
agência RE/MAX Albi em Castelo
Branco;
3. O reforço do posicionamento da marca em Elvas / Es-

consultores mais determinados
obtêm neste negócio rentabilidades muito, muito interessantes.
Miguel Fino lança um desafio
às pessoas com ambição empresarial no Distrito da Guarda, a
juntarem-se ao Grupo Casas do
Interior e a concretizarem assim
o sonho de ser empresário.

O Grupo Casas do Interior, conta com 3 agências
da Rede RE/MAX
• Portalegre desde 2001;
• Guarda desde 2007;
• Castelo Branco a partir do 1º trimestre de 2016;

tremoz e Ponte de Sôr;
João Gaio, responsável pelo
desenvolvimento comercial do
Grupo, afirma que pretende contribuir para que, quem trabalhe
no Grupo Casas do Interior sinta
alegria e paixão pela atividade

que desenvolve, para isso, afirma
estar determinado na criação de
sistemas e procedimentos que
contribuam para que os consultores imobiliários do Grupo Casas
do Interior sejam os melhores
profissionais do setor.

Miguel Fino, responsável
pelo departamento financeiro,
afirma que no interior de Portugal, não serão muitas as empresas
que permitem a liberdade de trabalho que a filosofia RE/MAX permite, não tendo dúvidas que os

Alda Santos, diretora da
Agência na Guarda reforça esse
desafio relembrando o slogan
que a RE/MAX PORTUGAL vem
utilizando nas suas campanhas publicitárias “SONHAR DE
OLHOS ABERTOS”.
Alda Santos lidera uma
equipa de 10 comerciais que
trabalham no distrito da Guarda, uma equipa de sucesso que
conseguiu no Ano 2015 garantir
o MELHOR ANO DE SEMPRE!
A RE/MAX Altitude registou
no final de 2015 um crescimento
de 67% em volume de negócios,
37% em nº de proprietários que
entregaram os seus imóveis
para venda e 23% em nº de
imóveis transacionados.
A RE/MAX Altitude é uma
empresa atenta às necessidades e tendências do mercado e
com valores e princípios bem
definidos entre os quais, a honestidade, responsabilidade,
credibilidade e sobretudo o
profissionalismo. A sua missão é
garantir a total satisfação dos seus
clientes, satisfazendo as necessidades imobiliárias e prestandolhe um serviço de excelência.

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

12 •

MÚSICA

Desidério Lázaro
n’A Moagem
A Moagem, no Fundão,
acolhe no sábado (22 horas)
o concerto “Subtractive Colors”, de Desidério Lázaro. O
projeto surge da junção do
trabalho e liderança do saxofonista e da interpretação de
mais cinco músicos reconhecidos no panorama musical português: João Capinha
(saxofone tenor e alto, flauta),
Paulo Gaspar (clarinete soprano e baixo), Mário Franco
(contrabaixo), João Hasselberg (contrabaixo e baixo
elétrico) e Luís Candeias
(bateria). O repertório deste concerto varia do jazz à
música clássica, passando
pelo rock.

Contacte-nos!
Tel: 271212153
Tlm: 964246491

Agostinho da Silva
recordado na BMEL
A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) assinalou na quinta-feira os 22 anos
da morte do filósofo, poeta e
ensaísta Agostinho da Silva
(1906-1994) com uma conferência de Maurícia Teles.
A investigadora da cultura
e do pensamento português
conviveu e desenvolveu projetos
com o pensador que nasceu em
Barca d’Alva (Figueira de Castelo
Rodrigo) e coordena o boletim
“Folhas à Solta”, da Associação
Agostinho da Silva, da qual é
presidente. A oradora revelou
que Agostinho da Silva falava
de Barca d’Alva como «o lugar
que o conduziu para o mundo»,
adiantando que o pensador teve
desde cedo «um entusiamo pelas
letras». Mais tarde assumiu-se
como professor, «a sua verdadeira
vocação», pois era «de professar
que Agostinha da Silva gostava»,
disse Maurícia Teles. «Um homem versátil, capaz de escrever
sobre diversos temas», o filósofo
defendia que a educação deveria
chegar a todos como «uma dádiva
para todos». Talvez por isso tenha

AEI

«O saber era a própria vida para Agostinho da Silva», disse Maurícia Teles (à direita na foto)

dedicado parte da sua vida a
ensinar os outros. Maurícia Teles
recordou que o ensaísta percorria
as aldeias com seus cadernos de
informação cultural, pequenos
livros com diversos temas desenvolvidos por si.
A investigadora lembrou
também um episódio da década
de 40 do século passado, quando
Agostinho da Silva viu toda a sua

biblioteca confiscada pela PIDE
por escrever sobre liberdade, nomeadamente que «as liberdades
essenciais são três: liberdade de
cultura, liberdade de organização
social e liberdade económica».
Aliás, para o filósofo, «a liberdade
era a mais importante qualidade
do ser humano». Contudo, nessa
época ficou sem emprego por
causa das suas ideias e acabou

por rumar à América. Anos mais
tarde estabeleceu-se no Brasil,
onde criou o Centro Brasileiro de
Estudos Portugueses. Descrito
como uma pessoas «extremamente versátil, que aprofundava
qualquer tema com a mesma
capacidade», Agostinho da Silva
passou por vários países «e trabalhou imenso», pois «o saber é
a própria vida».
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Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

Opinião

BELMONTE

OVO DE COLOMBO

Judaica decorre entre hoje e sábado

Audiofiili #19
DR

João Gonçalves
O décimo nono Audiofiili
é diferente dos anteriores. Pela
primeira vez, hoje fala-se de um
álbum que é um marco no mundo pop de 2016 mas que ainda
assim não é algo que valha a pena
recordar daqui a um ano. Trata-se
de Kanye West e do seu “The Life
Of Pablo”.
Existem várias opiniões sobre
o homem, que é um génio, um
“poser”, uma farsa e um pouco de
tudo. A minha opinião sobre Kanye
West escreve-se com uma curva
sinusoidal, dependendo da época
em que estamos a falar de uma
das pessoas mais reconhecidas no
mundo do hip-hop internacional.
Depois de um certo atenuar
da versatilidade, nem sempre boa,
da sonoridade de Kanye West, hoje
olho para este autoproclamado
Deus como um génio da sonoridade e das trilhas do mundo do
hip-hop moderno. Alguma desta
genialidade também se deve à
boa escolha de círculos de amigos
produtores mas o elogio mantémse presente.
“The Life Of Pablo” inicia-se
então com “Ultralight Beam”, um
apontamento mais R&B sobre
bases de gospel e rap que é como
uma antítese do que está para a
frente mas que dá início ao mote
de forma genial. Contudo, genial
é uma palavra que não se voltará
a repetir neste texto porque no
geral, Mr. West tem o hábito de nos
mostrar trilhas fantásticas mas que
em cima apenas têm rimas vazias,
demasiado infantis e de temáticas
que ou são de falar para cima,
trazendo a sua relação com Deus
para o disco, ou de falar acerca de
temáticas tão materialistas como
as 4 referências a carros de luxo,
as 11 referências a sexo fútil, as 3
referências a quantidades pornográficas de dinheiro e as 6 referências a roupa de luxo que não está
ao alcance de toda a gente. Kanye
é hoje considerado um exemplo no
mundo do hip-hop, mas pouco ou
nada tem de exemplo.
O álbum tem momentos em
que se pode nutrir alguma vergonha alheia, como a referência a
Taylor Swift em “I feel like me and
Taylor might still have sex. Why? I
made that bitch famous”.

• 13

Por vezes, sente-se a iminência de uma boa música como
em “Low Lights”. “Highlights”, na
qual se sente a influência basilar
de “I Know There’s Gonna Be Good
Times”, de Jamie XX, e “Young
Thug”, este último em parceria
nesta faixa que merece atenção por
apontamentos líricos melhores do
que a média do álbum.
“I Love Kanye” é uma tentativa
frustrada de trazer humor para o
álbum que passa completamente
ao lado, humor é na realidade
quando um verso sentencia “I
ain’t scared to lose a fistfight” na
faixa “Waves”, que conta com a
participação de nada mais, nada
menos que Chris Brown.
“Real Friends” é outro momento em que a consagração
musical tanto sonora e lírica quase
chega, mas o extremismo das
situações extravasam o contexto,
tendo o seu zénite em mais uma
referência de compra de um MacBook que tinha sido roubado por
um primo.
“Wolves” e “Fade” são “showcases” de auto-tune vazios que têm
pelo meio interludes pretensiosamente artísticas das quais ninguém
se irá lembrar no fim do disco.
Felizmente, nem tudo se
perde graças a “No More Parties
In LA”, em parceria com Kendrick Lamar, que ainda assim
também é arrastado para mais
uma temática que nada interessa
ao ouvinte a não ser para recriar
novelas californianas na cabeça.
Contudo, esta faixa ainda leva a
recomendação para casa.
No final de contas, “The Life
Of Pablo” não merece o “hype” que
tem. Aliás, uma das coisas que o
bom hip-hop mostra disco após
disco é a humildade do interlocutor. Kanye West tem pouca, ou
nenhuma. E isso mostra-se nas
suas autoproclamações de Deus ao
longo do último par de discos. Por
agora apenas sabemos que para
ele próprio, a receita de um Kanye
West é agarrar numa posta de Steve Jobs e regar com “Stone Cold”
Steve Austin qb. É uma mania da
grandeza que sendo, por vezes,
cómica e por estar tão exposta ao
vício público torna Kanye numa
personalidade. Uma personalidade
que cada vez mais se distancia da
música em si.

Depois de Lisboa e Cascais,
a Judaica – Mostra de Cinema
e Cultura chega a Belmonte.
Entre hoje e sábado, é possível
ver filmes, ouvir música, assistir
à apresentação de livros e de
tradições culturais, entre outras
atividades, no Museu Judaico e
no auditório municipal.
Um dos momentos de maior
destaque está reservado para o
Colóquio Internacional “Inquisição, Cripto-Judaísmo, Marranismo”, que reúne participantes
estrangeiros de reconhecido

HUMOR

prestígio como Herman Prins
Salomon, Jaime Contreras, Carsten Wilke e Peter Nahon. Nos
documentários de salientar a
exibição de “Jerusalém Oriental/
Jerusalém Ocidental”, co-realizado pelo jornalista Henrique
Cymerman, que acompanha a
gravação de um álbum de David
Broza intitulado “East Jerusalem/West Jerusalem”. Haverá
ainda uma sessão de cinema
para escolas e outra para famílias
com os filmes “Uma Turma Difícil”
e “Na Fila Por Anne Frank”. Fora

do ecrã, o concerto “SefarditaKlezmer: Uma viagem musical”
será protagonizado sábado à
noite pelos alunos da Escola de
Música de Belmonte, em diálogo
com a Orquestra Internacional de
Clarinetes Príncipes das Astúrias,
sob a direção do maestro António
Saiote. Já com o objetivo de divulgar a cultura judaica realizar-se-á
a tertúlia “O que nos ensina o
Shabbat”. A mostra inclui ainda
visitas guiadas para escolas e
público em geral, bem como uma
feira do livro.

Saxofones desbragados no TMG
Humor e música são a inspiração do quarteto de saxofonistas Les Désaxés, que atua
sábado à noite (21h30) na caixa
de palco do TMG.
Intitulado “Saxophonissimo”, neste espetáculo o virtuosismo destes instrumentistas
franceses vai surpreender tanto
quanto os “gags” que os temas,
as situações e o público vão
proporcionar. Trata-se de uma
compilação dos seus melhores
“sketchs”, onde nada resiste à
sua irreverência. Dos clássicos
de Vivaldi, Bach, Brahms, Khatchatourian, Debussy, Ravel,
Pachelbel e Bizet, passando
pelo jazz, rock, funk, flamenco,
samba, reggae, R&B ou mesmo
o rap, tudo é partitura para a sua
comédia musical. Em português,
“Les Désaxés” significa “os desa-

GUITARRA

DR

justados”, mas também pode ser
“os tontos” num sentido mais
popular, e é o que são neste concerto Michel Oberli (saxofone
tenor), Guy Rebreyend (saxofones soprano e alto), Samuel
Maingaud (saxofones alto e
soprano) e Frederic Saumagne
(saxofone barítono).

GUARDA

O grupo começou a formarse em 1994 e desde então já realizou mais de 2.000 performances por todo o mundo. Vencedor
de múltiplos prémios, o quarteto
ganhou no prestigiado Festival
do Humor em Saint-Gervais
(França) o prémio especial do
júri e ainda o prémio do público.

Dominique Phillot
no café-concerto

Poesia é tema de concurso
literário para estudantes

Há guitarra clássica para ouvir esta noite no
café-concerto do TMG e com um grande intérprete, o suíço Dominique Phillot.
Entre outros galardões, o guitarrista foi premiado pelo Instituto de Ribaupierre (Lausanne) e
é professor deste instrumento no Conservatório da
cidade suíça de Fribourg desde 1981. Aperfeiçoou
os seus conhecimentos de guitarra junto de grandes
instrumentistas espanhóis como Jorge Cardoso e
José Tomas. Em 1996 foi nomeado diretor artístico
do Festival Internacional da Guitarra de Fribourg e
mais recentemente foi diretor artístico do Festival
Internacional de Guitarra da Guarda. Atualmente
toca sobretudo compositores espanhóis pósromânticos, temas do folclore da Argentina e do
Brasil e música contemporânea suíça. Com início
pelas 22 horas, o concerto tem entrada livre.

A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço,
na Guarda, e o centro comercial La Vie, em parceria com os Agrupamentos de Escolas da Sé e
Afonso de Albuquerque, estão a promover o Iº
Concurso Literário La Vie/ A Terra da Escrita.
O desafio, que será anual, destina-se a promover e consolidar hábitos de leitura e de escrita
nos alunos do terceiro ciclo do ensino básico do
concelho da Guarda, sendo que nesta primeira
edição será dedicado à poesia. Os prémios a
atribuir serão duas bolsas de estudo, de 300 e
200 euros em vouchers de livros escolares da
Livraria Bertrand do La Vie Guarda. As obras a
concurso devem ser apresentadas até 13 de maio.
O júri será constituído por representantes dos
Agrupamentos de Escolas, da BMEL/CMG, do La
Vie e por um escritor.

CINEMA

Biblioteca de Almeida dedica ciclo a Manoel de Oliveira
A Biblioteca Municipal Maria
Natércia Ruivo, em Almeida, está
a evocar o realizador Manoel de
Oliveira através da exibição de
alguns dos seus filmes.
Este pequeno ciclo começou no passado 19 de março
e prossegue no sábado à tar-

de (15h30) com a projeção
do filme-ópera “Os Canibais”
(1988). A sessão tem entrada
gratuita. Para 21 de maio está
agendado o mítico “Non ou a
Vã Glória de Mandar” (1990),
onde o realizador passa em
revista histórica as maiores ca-

tástrofes militares de Portugal.
Considerado um dos maiores
cineastas portugueses, Manoel
de Oliveira (1908-2015) foi um
dos realizadores lusos mais
premiados internacionalmente pela sua maestria técnica
e formal.

14 •

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• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

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Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

• 15

Sp. Covilhã em zona de perigo
Serranos perderam nos descontos com o Porto B, líder da IIª Liga, e estão novamente muito próximos
da linha de água
O Sp. Covilhã deu luta, mas
acabou por perder nos descontos frente ao líder da IIª Liga. No
domingo, a equipa B do FC Porto
venceu por 2-1 e complicou a
vida dos serranos, que estão
novamente muito próximos da
zona de despromoção.
A partida da 40ª jornada
começou bem para os visitantes,
que conseguiram jogar de igual
para igual com os locais, embora
o primeiro sinal de perigo tenha
sido protagonizado pelos portistas na sequência de um cruzamento de Gleison aos 10’. Depois
deste aviso, o Porto adiantou-se
no marcador aos 21’, quando
Leonardo aproveitou bem uma
oferta do central Victor Massaia
num lance em que bola parecia
estar ao alcance do guardaredes Igor. O Covilhã manteve-se
unido e determinado e reforçou
a sua ambição na segunda parte,
período em que pressionou mais
e obrigou os líderes do campeonato a trabalho redobrado
para segurar a vantagem. Aos
75’, os portistas ficaram em
inferioridade numérica após a
expulsão de Omar, que viu o segundo cartão amarelo, seguido
de vermelho.
Os covilhanenses aproveitaram e passaram a ter mais bola,
lançaram ataques sucessivos e
três minutos depois conseguiram empatar por Zé Tiago, na
sequência de uma assistência
de Eder Díez, que intercetou

DR

E. Santos Pinto,
Covilhã

FC Porto B................... 2
José Sá, Victor Garcia, Verdasca,
Rui Moreira, Rodrigo, Omar, Gleison
(Cláudio,70’), Tomás, Graça (Sérgio
Ribeiro, 85’), Ismael e Leonardo
(Ruben Macedo, 80’)
Treinador: Luís Castro

Sp. Covilhã................. 1
Igor, Tiago Moreira, Victor Massaia,
Joel, Soares, Gilberto, Traquina (Elenilson, 70’), Fabinho (Eder Díez, 66’),
Davidson, Zé Tiago e Diogo Ribeiro
(Medarious, 86’)
Treinador: Francisco Chaló
Golos: Leonardo (21’), Zé Tiago (78’)
e Ruben Macedo (92’)
Ação disciplinar: Cartão amarelo
para Victor Massaia (20’), Omar (34’
e 75’), Traquina, (36’), Cláudio (79’),
Elenilson (88’) e Zé Tiago (91’).
Cartão vermelho por acumulação de
amarelos para Omar (75’).
Covilhanenses deram boa réplica aos portistas na 40ª jornada do campeonato

um mau atraso de Tomás. A
igualdade repunha alguma verdade na partida, mas o Porto B
não se conformou e aos 92’ fez
o 2-1 final, numa jogada ente
dois jogadores recém-entrados.
Cláudio insistiu pela direita,
aproveitou uma oposição macia
e cruzou para Ruben Macedo
finalizar com êxito, para gáudio
da equipa e dos adeptos. Ontem,

CAMPEONATO DE PORTUGAL

Sabugal deixa último lugar
O Sp. Sabugal recebeu e
derrotou o Oliveira do Hospital
por 2-1 no passado domingo, em
jogo da nona jornada da série E,
fase de manutenção, do Campeonato de Portugal.
Esta foi a segunda vitória dos
comandados de Nando Ribeiro,
que deixaram o último lugar da
classificação em troca com o Oliveira do Hospital. Os visitantes
foram os primeiros a marcar, na
transformação de um penálti, mas

ENDURO

Márcio repôs a igualdade ainda no
primeiro tempo. O golo da vitória
foi obtido por Cláudio Leitão na
etapa complementar. Foi um resultado motivador para o Sabugal,
que é penúltimo com 19 pontos e
está a cinco dos antepenúltimos,
Pampilhosa e Tourizense, quando
faltam disputar cinco jornadas
para o final da competição. No
domingo, os raianos recebem o
Nogueirense, segundo classificado da série.

Gouveia acolhe etapa do Mundial
Os melhores pilotos de enduro do mundo e de Portugal estão confirmados entre amanhã e
domingo, em Gouveia, para mais
uma etapa do Mundial.
As especiais da prova vão
realizar-se nas proximidades do
Parque da Senhora dos Verdes,
em Cativelos, onde se concentrarão o parque-fechado e o “paddock”, permitindo ao público

Ficha de Jogo
Rui Silva (Vila Real)
Árbitros auxiliares: Nuno Fraguito e
Bruno Pereira

acompanhar sem dificuldades o
desenrolar dos acontecimentos.
Amanhã, ao final da tarde, discute-se a Super Especial, enquanto
nos dois dias seguintes os pilotos vão enfrentar três voltas
a um circuito com cerca de 40
quilómetros. A “cidade-jardim”
acolhe uma etapa do Mundial
de Enduro pelo segundo ano
consecutivo.

já depois do fecho desta edição,
o Sp. Covilhã recebeu um adversário direto na classificação,

o Atlético, e estava obrigado a
ganhar para poder “respirar”
novamente. Na passada quarta-

feira os comandados de Francisco Chaló empataram a zero na
receção ao Leixões.
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• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

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NOTÁRIO
José Carlos Travassos Relva

Com longos anos de experiência

CERTIFICO que, por escritura de 07 de Abril de 2016, exarada a fls. 118 e seguintes
do livro de notas para escrituras diversas número 318 - P, do Notário José Carlos
Travassos Relva, com instalações na Rua Mouzinho de Albuquerque, nº 8, na
Guarda, EDMUNDO PEREIRA MARQUES, casado sob o regime da comunhão de
adquiridos com Maria Fernanda Lopes Marques, natural da freguesia de Ribeira dos
Carinhos e residente no lugar do Toito, freguesia de Jarmelo São Miguel, ambas
deste concelho, com exclusão de outrem declarou-se dono e legítimo possuidor
do seguinte bem móvel:
Velocípede com motor de marca “Mopede”, de matrícula 15 - 11, lª Série, (motor
Casal) ao qual atribui o valor de cinquenta euros.
Que possui este bem em nome próprio, convicto de que lhe pertence, há mais de
dez anos, por o ter adquirido pelo ano de mil novecentos e noventa e cinco, por
doação verbal feita por Porfírio Fidalgo Lopes e mulher Branca dos Santos Lopes,
que o haviam adquirido pelo ano de mil novecentos e oitenta e três, por compra
verbal a José Gabriel Lourenço e mulher Cármen Maria Fontoura Lourenço, com
última residência conhecida na freguesia do Alvendre, concelho da Guarda e desde
então e ininterruptamente o utiliza, posse que sempre exerceu com conhecimento e
à vista de toda a gente, sem oposição de quem quer que seja, sendo, por isso uma
posse pacifica, contínua, pública e de boa fé, pelo que o adquiriu por usucapião,
não tendo todavia, dado o modo de aquisição, documento que lhe permita fazer
prova do seu direito de propriedade.

Trata inveja, mau olhado, espiritual, estudos, negócios,
empresas, amor, problemas familiares, saúde, etc.
Sempre pronto a dar resposta aos seus problemas.
Saiba tudo sobre o seu futuro e o porquê que tudo
corre mal em sua vida?
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Guarda, 07 de Abril de 2016.
O Notário
(José Carlos Travassos Relva)

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Fotojornalista

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Cine-Teatro São Luís - Pinhel - 15 e 17 de abril - 21:30
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Cinema - Vila Nova da Foz Côa - 16 e 17 de abril - 21:30
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Cine-Teatro - Seia - 15, 16 e 17 de abril - 21:30

O Panda do Kung Fu 3 (VP)

Manteigas Cine - 15 de abril - 21:30
*

Gouveia - Teatro Cine - 16 de abril - 21:30

O Panda do Kung Fu 3 (VP)

Centro Cultural Raiano - 15 e 16 de abril - 21:30
*

* Até ao fecho da edição não era conhecida a programação • a) - Estas sessões só se realizam no
sábado e domingo • b) - Estas sessões só se realizam aos domingos e feriados • c) - Estas sessões só se
realizam às sextas, sábados e vésperas de feriado • d) - Estas sessões só se realizam ao Fim-de-Semana
A programação é fornecida pelas entidades responsáveis pelas salas de espectáculo. Por razões
de última hora, a programação pode sofrer alterações estando “O INTERIOR” alheio às mesmas.

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

DESPORTO ESCOLAR

Classificações

Manteigas e Afonso de Albuquerque apuradas
para Regional de Multiatividades de Ar Livre
A final da prova de “Multiatividades
de Ar Livre” do desporto escolar do distrito da Guarda decorreu na passada quintafeira, em Manteigas, com 18 equipas.
A modalidade carateriza-se pela prática de aventura e exploração da natureza
tendo como base um percurso de orientação, mas em que o trabalho de equipa é
fundamental, refere o professor António
Sá, elemento da organização. De resto,
cada equipa é obrigatoriamente mista,
num total de quatro a seis elementos. O
desafio é fazer o percurso certo no menor tempo possível (máximo permitido
são 2h30m) para encontrar as balizas
com os respetivos códigos solicitados no
cartão de controlo, realizando pelo meio

FUTEBOL DISTRITAL

• 17

Primeira Liga

atividades como escalada, BTT, “slackline”, tiro com arco e provas ambientais. O
Agrupamento de Manteigas arrebatou os
primeiros lugares nos escalões de infantil
B e iniciados, sendo segundo em juvenis, categoria ganha pelo Agrupamento
de Escolas de Afonso de Albuquerque
(Guarda). Estes dois Agrupamentos vão
representar a Zona Escolar da Guarda
na prova regional, agendada para 27 e
28 de maio em Castro Daire (Viseu). Em
juniores foi melhor o Instituto de Gouveia. A competição foi organizada pelos
professores responsáveis pelo Clube de
Multiatividades de Ar Livre, com o apoio
da Câmara de Manteigas, GNR, bombeiros
locais e empresa Glaciar.

Almeida vence Taça da IIª Divisão

Nacional de Seniores - Série E

Iª Divisão de Futsal

DR

IIª Liga

Um golo de Pimentel ainda na primeira
parte foi suficiente para o Estrela de Almeida conquistar, no domingo, a Taça da IIª
Divisão Distrital. O recém-promovido ao
escalão principal da AF Guarda derrotou o
Desportivo de Foz Côa na final disputada
no estádio municipal da Guarda.
Já na Iª Divisão jogou-se a 23ª jornada que ficou marcada pela surpreendente
derrota em casa do Trancoso, segundo
classificado, na receção ao Soito por 2-1.
Apesar deste desaire, a equipa da “cidade
de Bandarra” continua na mesma posição, com 46 pontos, mas a dez do líder. O

Gouveia soma e segue e registou a sua 22ª
vitória na prova ao vencer 1-0 na receção
ao Celoricense, penúltimo classificado. O
Sp. Mêda não foi além de um empate (11) no terreno dos Pinhelenses e mantém
o terceiro lugar da geral, com 42 pontos.
Nesta jornada realce também para as
vitórias do Aguiar da Beira frente ao Manteigas por 2-0 e do Vilar Formoso (2-1)
sobre o “lanterna vermelha” Vila Franca
das Naves. Nos restantes jogos o Fornos
de Algodres venceu em Vila Cortês do
Mondego por 2-1, enquanto Figueirense
e Vilanovenses empataram a zero.

“Final four” em Pinhel

Sérgio Henriques
vence no Open de Lisboa
de veteranos

FUTSAL

ADA Foz Côa, Sabugal, Gouveia
e Casal de Cinza jogam, em Pinhel, a
“final four” em futsal da Associação
de Futebol da Guarda (AFG). A competição decorre no Pavilhão Multiusos
e começa no sábado, a partir das 15
horas, com as meias-finais GouveiaCasal de Cinza e Sabugal-Foz Côa. No
domingo os vencedores destes jogos
disputam a final, agendada para as 15
horas. A competição tem entrada livre
e organizada pela AFG com o apoio do
município de Pinhel.

NATAÇÃO

JUDO

Sérgio Henriques, do Clube de Judo da
Guarda, teve uma estreia auspiciosa nos
veteranos.
O judoca venceu a categoria de -73 quilos (M1) no Open de Lisboa de Veteranos,
que decorreu no passado fim-de-semana.
Sérgio Henriques foi o único representante
da zona Norte e já está a preparar a participação no Nacional do escalão que se realiza
sábado, também em Lisboa.

CNG com cinco pódios no Inter-Regional de Velocidade
Cinco atletas do Clube de Natação
da Guarda (CNG) subiram ao pódio no
Torneio Inter-Regional de Velocidade,
disputado no sábado em Campo Maior.
Margarida Moreira foi segunda nos
100 metros estilos, o mesmo resultado
obtido pelo quarteto formado por Rita
Pereira, Oriana Pinto, Inês Alves e Margarida Moreira Prata nos 4x50 metros

Iª Divisão Distrital da Guarda

estilos. Já Oriana Pinto e Pedro Tavares
terminaram as respetivas provas dos 50
metros bruços na terceira posição. Por
sua vez, Pedro Cruz, Simão Dias e Marco
Costa conseguiram melhorar os respetivos tempos pessoais. A competição
contou com a participação de 15 clubes
num total de 121 atletas. O CNG fez-se
representar por oito nadadores.

TODO-O-TERRENO

Mário Patrão vitorioso na abertura do Nacional
Mário Patrão (KTM) venceu a classe
TT3 e foi segundo da geral do Raide Paraíso Todo- o-Terreno, a primeira prova
do Nacional de Todo-o-Terreno.
A competição foi organizada pelo Góis
Moto Clube nos concelhos de Arganil e Góis,
num percurso total de 211 quilómetros
cronometrados. No sábado, o piloto de
Paranhos da Beira (Seia) foi o mais rápido
na primeira “especial”, deixando o segundo
classificado a 17 segundos. No domingo,
Mário Patrão perdeu algum tempo para os
principais adversários após partir na frente
mas terminou com a vitória na classe reservada a motos de maior cilindrada e foi o
segundo classificado na categoria absoluto.
«Foi uma prova bastante difícil, o piso estava muito escorregadio e ao mínimo deslize

DR

poderia ditar o fim antecipado. Saímos de
Góis com um resultado positivo, sendo esta
a primeira prova do ano depois da participação no Dakar», declarou o piloto no final.
O Nacional regressa no final do mês, com a
Baja TT Reguengos de Monsaraz, mas este
fim-de-semana Mário Patrão vai competir
no Mundial de Enduro, em Gouveia.

18 •

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

agoradigoEU
Jorge Noutel *

crónicaPOLÍTICA

Offshores, perfumes,
liberdade e coisas
que tais
O recente escândalo dos “Panama Papers” veio trazer de
novo à liça a questão dos offshores e da iniquidade na divisão
do esforço fiscal entre uma pequena elite muito rica e uma
maioria de remediados e desenrascados.
Não sou especialista em questões económicas, financeiras
e muito menos fiscais. Mas pertenço à imensa mole de escravos modernos que se arrastam toda uma vida para sobreviver
com alguma dignidade, à sombra de injustiças de que tantas
vezes nem sequer percebemos a dimensão. Essa dor crónica
teve o condão de me aguçar a sensibilidade para estas coisas,
compensando a minha ignorância sobre os pormenores e os
tecnicismos fiscais com uma elevada atenção à mímica corporal
e à demagogia de certos agentes políticos que sobre o assunto
agora se pronunciaram.
Por exemplo, alguns políticos criticaram a putativa
violação do segredo bancário que surgiria como inevitável
consequência de quaisquer medidas efetivas para acabar com
estes autênticos antros de criminalidade económico-financeira.
Curiosamente são os mesmos políticos que já não se importaram com a violação do mesmo tipo de segredo quando, há
algum tempo, se discutiu a alegada prática de algumas fraudes
no âmbito da atribuição de prestações do rendimento social de
inserção inferiores a 200 euros/mês…
Este tipo de reação, altamente cínica, é mais uma acha
para a fogueira que consome o mundo moderno, acicatando
conflitos a partir de uma cada vez maior desigualdade e injustiça
à escala mundial. É intuitivo que a intenção desta gente é que
nada mude. E que se tiver mesmo de mudar, que seja ao ritmo
de um passo para a frente e dois para trás. E é aqui que surge a
expressão “arbitragem fiscal” como contraponto à proposta de
exterminação dos offshores. Para eles não se pode acabar com
os offshores, mas apenas com as atividades criminosas que
por lá se praticam, uma vez que também existem coisas boas e
legítimas, como se pretende que seja a tal “arbitragem fiscal”.
A mim, cidadão simples e sofredor, parece-me que “arbitragem fiscal” é mais uma eufemística forma de se permitir a
fuga aos impostos a partir de chico-espertices suportadas em
leis feitas à medida das necessidades dos ricos e poderosos.
Determina o bom senso que quando uma empresa pratica a
sua atividade num país, é nesse país que deveria pagar os
seus impostos. Não é certamente no Panamá, nas Antilhas
Holandesas ou na Ilha de Man. Por isso, para mim, os offshores
deveriam simplesmente acabar, obrigando toda a gente a pagar
os seus impostos da mesma forma como eu pago os meus.
Bem sei que para os ricos deste mundo o dinheiro não
tem cheiro nem cor. Mas de alguma forma tratam-no como um
perfume muito caro, escondendo-o da criadagem em que tornaram
o resto do mundo que os sustenta. Como aquilo que se esconde
dificilmente se vê, os “Panama Papers” tiveram o condão de se
transformar numa espécie de cirurgia que devolveu aos cegos que
nós somos alguma visão da realidade que nos rodeia.
Aquilo que se deseja é que desta vez as coisas mudem
mesmo. Mas temo que daqui a uns anos ainda andemos a discutir o assunto e que entretanto os donos disto tudo inventem
novas modalidades bem mais refinadas para manter a canga
sobre o exército de escravos que os sustenta. Entretanto vamos
assistir a muita histeria sobre o prejuízo que esta busca pela
justiça fiscal vai causar à zona franca da Madeira, uma espécie
de bordel da fiscalidade aonde se pratica terrorismo económico,
como lhe ouvi chamar há minutos durante um debate num
canal de televisão.
O falecido Agostinho da Silva dizia que «a liberdade que
há no capitalismo é a do cão preso de dia e solto à noite». Para
mim, quando falamos de capitalismo em offshores, é a do cão
preso de dia e de noite. Ou, recordando o Zeca Afonso, «Daqui fala
o monopólio/Daqui fala o capital/Diga cá senhor ministro/Quanto
custa Portugal?». Portugal, hoje, custará menos do que a soma
das contas correntes do offshore mais rasca que por aí haja. Ou,
quando muito, custará tanto como o perfume que por lá há...

opinião
Albino Bárbara *

Cinismo e hipocrisia

Olhando para aquilo que, aos poucos, se vai conhecendo
da recente descoberta jornalística do legal ou ilegal esquema
vigarista e burlão dos Panamá Papers, uma verdade evidente
salta-nos de imediato à vista: O sermão de Frei Tomás.
Independentemente do que ele diz e do que faz, desta vez
o caso tem contornos de oportunismo, malvadez, mentira,
cinismo e hipocrisia.
Se por um lado os grandes e poderosos deste mundo
condenam o tráfego de droga, a indústria do armamento que
coloca nas mãos dos terroristas armas cada vez mais sofisticadas, o apoio da banca a múltiplos financiamentos imorais,
por outro, no revés da medalha, fruto das influências que a
posição social e política aporta, do dinheiro, tantas vezes
sujo, de que se vão apropriando, permitem passivamente
um apoio consentido, encapotado, despreocupado e perfeitamente imoral ao crime organizado, ao terrorismo, ao tráfico
de influências, de droga, em suma, a todos os esquemas
mafiosos desta terra, gerando conflitos entre povos sujeitos
a situações particulares de pobreza onde a desigualdade e
exclusão política e social é uma realidade explorando de
forma baixa, vil e miserável os sentimentos dos intervenientes
acicatando a crença em Deus, em Alá, num misto de ódio,
inveja e raiva. Forma atual e capaz de continuarem sempre na
mó de cima, com todos os proveitos que lhe vão permitindo,
e de que maneira, continuar arredondar a pança e a bolsa.
A bola de neve de todo este esquema demoníaco, consentido por bancos e entidades reguladoras, pode muito bem
começar num modesto político ou empresário, num príncipe
ou jogador de futebol de uma qualquer freguesia, engrossa
substancialmente ao longo da encosta, atingindo dimensões
até agora inimagináveis. Recorde-se que, em 2010, Julian
Assange, revelou no seu “Wikileaks” a ponta de um iceberg
de tamanho indefinido para presentemente verificarmos que o
poder associado ao vil metal arrasta consciências, arredando

opinião
José Carlos Lopes

Hoje, sexta-feira, enquanto escrevo estas linhas, está um
belo dia solarengo e primaveril. Não me apetece nada falar
do estado das coisas, mas também não posso deixar passar.
O mundo está louco, corrupto, egoísta, vigarista, agressivo,
invertido, dominado por lóbis, economicamente desigual. Os
políticos legislam em benefício próprio. O poder são eles e
os mestres banqueiros que os manietam. “Off-shores”? Não
interessa nada acabar com eles. É lá que estão os dinheiros
roubados aos estados por políticos e os empresários que eles
ajudaram, legislando; por traficantes de droga e oligarcas; e
pelos filhos da Putin que governam este nosso mundo e que
não querem, nem nunca quiseram, realmente, saber de nós.
Mas o Estado somos nós, o povo trabalhador supercarregado
de impostos. Legislar contra os paraísos fiscais seria condenar toda uma elite europeia, e mundial, que tem grupos de
pressão nos centros de decisão; seria condenar, por exemplo,
o Luxemburgo, onde diariamente entram malas carregadas
de dinheiro dos quatro cantos da Europa, a menos que PIG.
Mas é claro que o seu ex-presidente Juncker, que “por acaso”,
também é presidente da Comissão Europeia, não vai deixar
isso acontecer e muito poucos dos, principescamente pagos,
deputados europeus se lhe irão opor.
Em consequência deste “status quo” nós, assalariados,
pequenos e médios empresários e profissionais liberais
(sem ligação a redes mafiosas nacionais e internacionais),
continuaremos a ser sugados até ao tutano com impostos,
a nível nacional, e também local, e pagaremos, sem pestanejar, 15, 20, 35, 50, 60% do produto do nosso suor aos
agiotas que nos governam, e que estupidamente elegemos
e reelegemos. Em troca deste esforço, continuaremos a
pagar o acesso à educação, à saúde, à justiça, entre outras
obrigações que deveriam ser do Estado. Mas o este nunca
tem dinheiro suficiente porque anda a arrebanhar cêntimos
aos pobres enquanto permite a fuga de milhões aos ricos.
Assim, iremos sempre continuar a pagar duas vezes – por via
dos impostos, mas também por via das taxas e outros custos,

princípios e valores de pessoas com responsabilidades ao
mais alto nível, que se esquecem, ou não lhes interessa saber
ou conhecer, que a condução dos destinos da Humanidade,
segundo Santo Agostinho, é uma missão quase divina. Estes
senhores que nos dirigem não prestam. Estão podres. Têm
de ser imediatamente substituídos.
Razão tinham os gregos quando situações destas
aconteciam. É que nem os grandes conseguiam segurar os
mais valentes, poderosos e inteligentes. Basta ver o exemplo
do grandioso mestre quando este foi acusado de corromper
a juventude e introduzir na cultura outros e novos deuses.
A sentença foi quase unânime e instantânea. Morrer pela
ingestão de cicuta. A seguir, Atenas teve de imediato novos
protagonistas como Ésquines, Hermógenes, Isócrates, estabelecendo, todos eles, novas regras, novos métodos, novos
horizontes e novas fronteiras.
John Kennedy, no discurso que proferiu na convenção
do Partido Democrático, em 1960, que o nomeou candidato
oficial à presidência dos Estados Unidos, estabeleceu com
o povo americano uma série de compromissos, também designados como “Novas Fronteiras” onde a palavra Verdade foi
convictamente pronunciada e muito bem ouvida. Curiosamente,
o lema da maior universidade americana, Harvard, onde se
licenciou John Kennedy e o atual presidente Barack Obama, é
Veritas (Verdade) e é em função dessa mesma Verdade e no
respeito que é devido à pessoa humana que futuramente temos
de definir conceitos, excluindo os mentirosos, cínicos e hipócritas, cultivando os princípios da ética e da moral, encontrando
sempre, mas sempre, o seu fundamento na razão.
Estes, felizmente, já começaram a cair e tal como os
velhos gregos venha de imediato o julgamento, concluindo-se
pela urgente necessidade de se arranjarem, de se inventarem,
de se descobrirem outros e novos políticos. Outras e novas
políticas, outras e novas fronteiras…

“La petite politique”
introduzidos no sistema para obviar a défices sistémicos dos
vários organismos do Estado.
Com tudo isto, os meses ficam sempre muito longos
para os salários e a grande maioria fica sem dinheiro no bolso
para viver, ter, viajar, educar e educar-se.
E, assim, com um povo deseducado, deprimido, económica e socialmente oprimido, e ainda por cima, estupidificado, convencido e manietado pelos “mass media”, os papéis
do Panamá não passarão de um “fait divers”. Gerarão uma
enorme onda de indignação no povo e, consequentemente,
nalguns partidos mais à esquerda. Estes tentarão fazer aprovar projetos-lei de extinção dos paraísos fiscais, mas serão
chumbados nos respetivos parlamentos pelos deputados que
fazem parte deste sistema corrupto que chega às mais altas
esferas detentoras do poder económico e que não estão mesmo nada interessadas em pagar impostos, logo, a contribuir
para a qualidade de vida do povo em geral.
Assim tudo irá tentar mudar para depois ficar na mesma.
Como o comum mortal acha que não tem qualquer forma de
dar a volta a este estado das coisas, virar-se-á para as lambadas oferecidas por um ministro da Cultura boçal, mal-educado
como o pai e pertencente a uma das elites supracitadas que
nos tem tão mal governado desde sempre, e que, enquanto
escrevo estas linhas, acabou de apresentar a demissão.
Por cá, as árvores de “grande porte” são já uma realidade
na Avenida Cidade de Salamanca, pena é que não deixem de
ser pequenas nas próximas décadas; muitas outras continuarão a ser decepadas e eliminadas. Entretanto vem aí uma
nova FIT, uma “cidade-Natal”, uma escultura numa rotunda,
principescamente paga com o meu e o vosso, aumentado,
IMI. Mas também haverá foguetes com fartura, seguidos de
umas larachas, mais uns discursos para graúdos e outros
para as criancinhas (quando for conveniente), e nós, os “tristes da política” iremos ficar, cada vez mais, tristes e pobres
com a política, os pequenos políticos e as suas pequenas,
mas caras, prioridades políticas.

Quinta-feira • 14 de abril de 2016 •

ESPAÇO
PÚBLICO
opinião
José Ramos Pires Manso*

Programa Nacional de Reformas,
seus Pilares e Metas fundamentais
e o Interior
Foi apresentado no passada 29
de março pelo primeiro-ministro,
António Costa, o Programa Nacional
de Reformas 2016-2020. Serão estas
as reformas que a UE, BCE e FMI
querem ou exigem? E serão estas as
medidas que o interior precisa para
a sua revitalização.
Segundo a Lusa, o Programa
Nacional de Reformas (PNR) a implementar de 2016 a 2020, envolve
um investimento global de cerca de
12.500 milhões de euros, 10.500
milhões dos quais provenientes do
Programa Portugal 2020 e 2.000
milhões do Plano Juncker. Este programa vai ser objeto de discussão
pública a curto prazo, com o envolvimento entre outros dos partidos
políticos e da concertação social –
sindicatos e associações patronais
–, pois tem que ser entregue em
Bruxelas até ao fim do corrente mês
(abril), conjuntamente com o Programa de Estabilidade – documento
congénere da vertente orçamental.
Os objetivos deste PNR são
em muito coincidentes com os
referidos no Programa de Governo
(PG) e no Orçamento Geral do
Estado (OGE2016) recentemente
promulgado pelo novo Presidente
da República. Mas tem também
algumas novidades.
Os 6 pilares fundamentais do
programa são qualificar os portugueses, promover a inovação na
economia, valorizar o território,
capitalizar as empresas, modernizar
o Estado e reforçar a coesão e igualdade social. Vejamos um pouco de
cada um deles.
Qualificar os portugueses: os
grandes objetivos do pilar são combater o insucesso escolar no até ao
9.º ano de escolaridade reduzindo a
sua taxa de 10% para 5%; reduzir
para 10% a taxa de abandono escolar precoce (P. europeu Horizonte
2020), e universalizar a frequência
do pré-escolar aos três anos até
2019 (PG); modernizar o ensino,
com a produção e disseminação de
conteúdo digitais, e o aumento da
participação de adultos em ações
de aprendizagem ao longo da vida
(PG) – será Programa Novas Oportunidades renascido naquilo que
tinha de bom?
Promover a Inovação: promover a inovação é outro dos seis
eixos prioritários do PNR (cf. PG),
estimular o empreendedorismo e a
criação de emprego, nomeadamente
apoiando 1.500 novas empresas
através de medidas de apoio ao
empreendedorismo; promover a
digitalização da economia, incentivando as empresas a integrarem a
revolução digital assente na informatização e na conectividade de
ideias, de processos e produtos, a

nova revolução industrial como lhe
chamou o Ministro da Economia.
Valorização do Território apostando na reabilitação urbana, dando
prioridade à criação de programas
de forte incentivo à reabilitação urbana e à recuperação do património
histórico português (PG e OE2016);
prevê-se também um investimento
em 1.193 quilómetros de ferrovia já
previsto no Plano de Investimentos
Ferroviários 2016-2020, apresentado pelo Governo em fevereiro e
a construção de 214 kms de nova
ferrovia. Será a vez do troço CovilhãGuarda da Linha da Beira Baixa ver
finalmente a luz?
Modernização do Estado: Retoma do programa Simplex de boa
memória como via para simplificar a
legislação e a administração pública
(PG); redução de 30% dos prazos
médios de licenciamento ambiental;
redução de 25% dos custos das
taxas de licenciamento; redução de
tempo consumido pelas empresas
na interação com a Autoridade
Tributária (AT) e a Segurança Social
(SS): 15%; número de decretos-leis
aprovados sem a regulamentação
neles prevista, a partir de 2016:
zero; estabelecer 2 datas fixas por
ano para a entrada em vigor de
legislação que altere o quadro jurídico das empresas: 1 janeiro e 1 de
julho; redução de 20% do número
de pendências na ação executiva
cível até 2020.
Capitalização de empresas:
o PNR prevê o reforço da criação
de um fundo de capitalização de
empresas financiado por fundos europeus e a diversificação das fontes
de financiamento (PG), capitalizando
até 9.300 empresas até 2020, e
introdução de medidas, como a
harmonização de procedimentos das
decisões tomadas entre os credores
públicos no âmbito dos processos de
reestruturação, principalmente entre
a AT e a SS.
Reforço a coesão social e
igualdade social: pretende-se
aumentar os rendimentos dos
portugueses, em particular das
populações mais abrangidas pela
pobreza e exclusão social, bem
como restabelecer os mínimos
sociais, objetivos também já previstos no PG, abrangendo 200.000
idosos pelo Complemento Social de
Idosos (CSI) e atribuindo o Abono
de Família (AF) a 1,1 milhões de
crianças e jovens (OE2016). Na
saúde, o PNR propõe-se manter
o nível de acesso aos cuidados de
saúde, reduzindo o valor global
das taxas moderadoras (OE2016),
e reduzir os encargos para as
famílias e garantindo maior qualidade do SNS-Serviço Nacional de
Saúde (PG).

Mas será isto um verdadeiro
Plano de Reformas? Serão estas
as reformas que todos os partidos e
instâncias internacionais reclamam
como absolutamente indispensáveis,
mas que poucos sabem realmente
o que são? Até agora as oposições
dizem que não, os partidos do governo e que o apoiam inclinam-se para
acenar que sim… Mas nós perguntamos: e aquelas reformas dolorosas
que se anunciavam com apoio da
troika para reduzir ou fundir repartições de finanças, concelhos (como
se fez com as freguesias), tribunais,
hospitais, centros de saúde, escolas,
politécnicos e universidades…,
essas não aparecem? A questão é
que as medidas anunciadas têm o
condão de ser todas elas simpáticas, mas o nosso grande problema
é arranjar onde cortar na despesa
e ou muito nos enganamos ou as
medidas gizadas estão quase todas
associadas a aumentos de despesa
e, portanto, não vão resolver os
problemas que deviam resolver…
O Programa Nacional de Reformas
e o Interior
De alguma forma à margem
destas questões o que interessa ao
interior do país e às suas populações é saber o que é que o PNR lhe
reserva, é ver os seus problemas
resolvidos, é criar empresas e criar
empregos para que esta parte do
país não desapareça do mapa num
horizonte de médio prazo. E aqui
teremos de concordar que alguma
parte do bolo previsto no PNR lhe
irá calhar em sorte caso ele venha
a ser implementado como foi
anunciado e se espera. Qualificar
os portugueses é sobretudo um
problema do interior; promover
a inovação e valorizar o território
são imperativos nacionais, logo do
interior; modernizar o Estado, em
particular as administrações públicas nacionais e regionais da saúde,
s. social, escolas, universidades e
i. politécnicos, tribunais, finanças,
câmaras municipais e juntas de
freguesias são tarefas inadiáveis
no interior menos desenvolvido do
país; capitalizar as poucas e descapitalizadas empresas geralmente de
pequena dimensão e muitas vezes
obsoletas do inland não é sequer
discutível tal a sua urgência para
assegurar a sua sobrevivência e
os poucos postos de trabalho que
ainda resistem; e, por fim, reforçar
a coesão e a igualdade sociais são
acima de tudo urgentes nestas regiões mais afastadas dos grandes
centros do litoral porquanto aqui
vivem mais reformados, muitos
desempregados e a maior parte
dos beneficiários do Rendimento
Social de Inserção.

DO LEITOR

• 19

A propósito da crónica de
David Santiago*
Esta carta surge como comentário à opinião do colunista Daniel
Santiago na crónica “Povoar o interior
com elefantes brancos”, publicada
na edição de 31 de março de O
INTERIOR.
Parece-me desajustada a opinião
contida na crónica de Daniel Santiago
sobre duas questões referentes ao
burgo de Trancoso, em que a presente
e a passada administração autárquica
são referidas. Isto a propósito do
atual edifício dos Paços do Concelho
e do destino futuro do Paço Ducal
existente na vila.
Vindo ele a ser restaurado, o
edifício dos Paços do Concelho não
tem o espaço indispensável para
albergar o volume de serviços municipais de hoje. E o Paço Ducal, que foi
readquirido pela atual administração,
livrou-se de mais bolandas, depois
das peripécias passadas, referidas
pelo jornalista. Voltou às únicas
mãos que têm capacidade para lhe

dar um destino adequado, nem se
veem mãos privadas com capacidade
e interesse nisso.
Uns novos Paços do Concelho
encontrariam nele espaço suficiente
(um quarteirão inteiro) e edifício
compatível. É uma questão de projeto, previsão e correta execução. A
restauração dos Paços antigos será
sempre indispensável para lhes evitar
a ruína. E não é conciliável com “pequenas obras de atualização”. Sendo
propriedade da autarquia, poderiam
vir a ser um espaço museológico...
Um abrigo para obras da pintora
Eduarda Lapa... e outras atividades
de interesse municipal. Pelo menos à
vista desarmada, não se vislumbram
na paisagem os elefantes brancos
referidos pelo cronista.
* Título da responsabilidade da
redação
Jorge Carvalheira, Trancoso
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Vendedor de Automóveis Volkswagen
para a zona da Guarda

A Gavis SA, é o Grupo que gere as marcas Volkswagen,
Audi, Škoda e Volkswagen Comerciais nos distritos de Viseu
e Guarda. Estamos há mais de 40 anos no sector automóvel
e somos empresa líder nos distritos de Viseu e Guarda.
- Temos uma vaga para vendedor de Automóveis novos,
para a marca Volkswagen no distrito da Guarda.
- Idade entre os 25 e 45 Anos;
- Com ou sem experiência na área comercial/vendas,
com vontade de aprender;
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Condições:
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Alimentação + Viatura serviço + Telefone de serviço
Contacto: Sr. Carlos Carriço
email: carlos.carrico@gavis.pt – tel: 919 590 342

Diretor: Luís Baptista-Martins
Redação: Luis Martins (Chefe de Redacção) e Ana Eugénia Inácio.
Conselho Editorial: António Ferreira, Nuno Amaral Jerónimo, Cláudia Quelhas, João Canavilhas, José Carlos
Alexandre, Diogo Cabrita e Maurício Vieira.
Colunistas e Colaboradores: Albino Bárbara, Américo Brito, António Ferreira, António Costa, António Godinho,
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Manso, Júlio Salvador, Marcos Farias Ferreira, Miguel Sousa Tavares e Norberto Gonçalves. Desporto: António
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6300-825 Guarda N.I.P.C. – P-504847422. Nº de registo no ICS: 123436 Depósito Legal:146398/00 Tiragem desta
edição: 7.200 exemplares Periodicidade: Semanário Edição Internet: O Interior Propriedade: JORINTERIOR
- Jornal • O Interior, Ldª. Detentores de mais de 10% do capital da empresa:José Luís
Carrilho Agostinho de Almeida e Luís Augusto Baptista-Martins.
Guarda - Redacção/Publicidade: 271212153 www.ointerior.pt •
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20 •

• Quinta-feira • 14 de abril de 2016

rua da corredoura, 80 - R/C Dto - C 6300-825 Guarda
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GUARDA

Cinemas Vivacine fecham em maio
As salas de cinema Vivacine vão fechar definitivamente na Guarda no final
de maio, quando cessarem os contratos
dos oito trabalhadores.
A empresa que explorava a exibição
cinematográfica nos antigos centros
comerciais Vivaci confirmou no início
deste mês que vai dispensar e indemnizar os seus 29 funcionários na Guarda,
Caldas da Rainha e Maia através de um
processo de despedimento coletivo. A
Widerproperty, que gere desde novembro o “La Vie”, insígnia que sucedeu ao
Vivaci, continua à procura de um novo
operador e espera retomar as exibições
de cinema o quanto antes. Em março,
quando O INTERIOR noticiou os problemas da Vivacine, fonte oficial adiantou
que a empresa estava «a trabalhar numa
alternativa de qualidade, caso se coloque,
para assegurar aos guardenses o acesso a
sessões de cinema beneficiando das infraestruturas únicas e de grande qualidade
existentes no centro comercial». Se estas
negociações chegarem a bom porto, tudo

IPG

EMPRESAS

DR

indica que os trabalhadores dispensados
pela Vivacine deverão ser reintegrados.
Não é a primeira vez que a cidade fica
sem cinema, já aconteceu durante vários
anos após o fecho do Cineteatro, em meados da década de 80, e posteriormente
com o encerramento do Cine-Estúdio Oppidana em 2006, que voltou a funcionar
no ano seguinte. Em 2008 abriu o então
centro comercial Vivaci com quatro salas
de cinema geridas pela Vivacine, do grupo
FDO, entretanto insolvente. Atualmente, o
“shopping” guardense é propriedade da
ECS Capital, uma sociedade gestora de
fundos de capital de risco, e gerido pela
Widerproperty.

Sete empresas “Gazela” na região
Um estudo realizado pela Comissão
de Coordenação e Desenvolvimento
Regional do Centro (CCDRC) concluiu
que, atualmente, existem 57 empresas
“Gazela” na região centro.
Trata-se de um conceito assumido
internacionalmente que corresponde a
empresas jovens e com elevados ritmos
de crescimento. Entre as entidades reconhecidas cinco são da Guarda: Bigriver
- Transportes e Armazenagem; D-Log
Organização de Transportes - Atividades
de Consultoria, científicas, técnicas e
similares; Olano - Logística de frio (pelo
terceiro ano consecutivo); Partidas &
Chegadas - Transportes e Armazenagem;

CICLISMO

e Muito Menos - Comércio e Distribuição (Seia). Na Covilhã conseguiu este
estatuto a Estrela Nevada - Comércio
de Produtos Alimentares, enquanto no
Fundão foi a José Manuel Rodrigues Fortunato – Comércio por grosso e a retalho
e reparação de veículos. Segundo Ana
Abrunhosa, presidente da CCDRC, «estas
empresas são especiais e decisivas para o
desenvolvimento da região Centro, pois,
num contexto de grande concorrência,
conseguem colocar no mercado global
produtos e serviços inovadores». Em jeito
de reconhecimento do mérito destas empresas, a CCDRC organiza no dia 20 a IIª
Gala das Empresas Gazela, em Coimbra.

Guardenses vencem Gentlemen’s Race

DR

Semana Académica de 2 a 9 de maio
Dengaz, David Carreira, Mikkel
Solnado e Tom Enzy são os cabeças-decartaz da Semana Académica da Guarda,
que já tem data marcada. A festa dos estudantes do IPG vai decorrer de 2 a 9 de
maio no pavilhão do estádio municipal,
numa organização da Associação Académica da Guarda (AAG).
Tudo começa a rigor com o tradicional jantar e Baile de Gala na Quinta do
Adelino, realizando-se no dia seguinte
o “Enterro do Caloiro”. Para 4 de maio
está programada a monumental serenata na escadaria da Sé com o grupo
de fados Magina Pedro, antes da atuação das tunas académicas do Instituto
Politécnico da Guarda (Egitúnica e
Copituna D’Oppidana) no pavilhão do
estádio. A noite de 5 de maio é de Dengaz, que subirá ao palco após os 100
Ensaios e antes dos DJ’s Kimo e Overule.
Mikkel Solnado e Tom Enzy serão os
protagonistas da noite seguinte, sendo
antecedidos pelos guardenses “The

VINHOS

Wine Masters Challenge
premeia Quinta dos
Termos

Quatro vinhos do produtor Quinta
dos Termos (sediada em Belmonte),
foram reconhecidos no Wine Masters
Challenge 2016.
O concurso, que decorreu entre 23
e 27 de março no Estoril, contou com
3.600 vinhos de todo o mundo. Entre os
nove distinguidos com ouro está o Quinta dos Termos Tinto Seleção DOC Beira
Interior 2013. Do mesmo produtor, mas
com medalha de prata, foram também
premiados o Quinta dos Termos Tinto
Reserva Vinhas Velhas 2013, o Quinta dos
Termos Tinto Reserva do Patrão 2012 e
Quinta dos Termos Tinto DOC 2013. A
Beira Interior alcançou o sétimo lugar no
“ranking” da competição.

Undercovers” e os “Sons do Minho”. A
7 de maio atuam David Carreira, “Os
Red”, DJ Set e DJ Rita Mendes e no dia
seguinte realiza-se a Missa de Finalistas
no campus do Instituto Politécnico. À
noite a festa prossegue no Bar da AAG,
que acolhe o incontornável arraial da
cerveja animado por Dj Left. A Semana
Académica termina com o tradicional
cortejo dos estudantes pelas ruas da
cidade no dia 9 e uma “Sunset Color
Party”, mas a despedida vai fazer-se
ao som do DJ Sopi & Friends no bar
“Bacalhau”, da Associação Académica.

Dezoito equipas de todo o país participaram no fim-de-semana na Guarda
Gentlemen’s Race, uma prova de ciclismo
que percorreu as estradas do distrito.
Trata-se de uma competição com um
formato inédito, já que alterna zonas de cronometragem com zonas de ligação, tendo
sempre pontos de passagem obrigatórios.
No sábado, o percurso levou os ciclistas até
Trancoso, Celorico da Beira, Folgosinho,
Manteigas, Poço do Inferno, Valhelhas e
Guarda, num percurso ideal de 160 qui-

lómetros e altimetria de 3.500 metros de
acumulado positivo. Contudo, uma forte
trovoada na zona de Manteigas dificultou a
vida aos participantes. No domingo houve
uma crono escalada com 15,5 quilómetros,
entre a ponte da Misarela e a Guarda, que
também foi prejudicada pela chuva, granizo e alguma neve. No final, a Marques &
Pereira/Garbike/Btt Gardunha 1 venceu a
Guarda Gentlemen’s Race, seguida da
Carochas Power Team e da equipa 2 da
Marques & Pereira/Garbike/Btt Gardunha.
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