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Uma crítica ao dispensacionalismo

Dispensacionalismo, o que é?

O dispensacionalismo é um sistema teológico que ensina que haverá sete dispensações na

história humana. Dispensações são maneiras pelas quais Deus interage com o homem.

1 Inocência (Gênesis 1:1 - Gênesis 3:7)

2 Consciência (Gênesis 3:8- Gênesis 8:22)

3 Governo Humano (Gênesis 9:1 – Gênesis 11:32)

4 Promessa (Gênesis 12:1 – Êxodo 19:25)

5 Lei (Êxodo 20:1 – Atos 2:4)

6 Graça (Atos 2:4 – Apocalipse 20:3)

7 Reino Milenar (Apocalipse 20:4 – Apocalipse 20:6)

20:3) 7 Reino Milenar (Apocalipse 20:4 – Apocalipse 20:6) Origem complicada e doutrinas estranhas O dispensacionalismo

Origem complicada e doutrinas estranhas

O dispensacionalismo com sua visão pré-tibulacionista surgiu em meados do século XIX. Foi John

Darby que elaborou a doutrina de que a Vinda de Jesus Cristo seria em duas fases, a primeira delas seria antes da Grande Tribulação para arrebatar a Igreja em um evento secreto. Mas a esperança da Igreja não é um evento secreto, não visto pelo Mundo. A esperança cristã é o aparecimento visível da glória de Deus, no retorno de Cristo (Tt 2.13), a revelação ao mundo de Jesus como Senhor, quando ele vier com os anjos do seu poder (2Ts 1.7). Importante notar que nenhum texto tem sido encontrado em apoio a esse ponto de vista, nem nos escritos dos primeiros séculos, nem em escritos posteriores, até 1830, quando Darby ficou impressionado com

uma visão de uma adolescente chamada Margaret McDonald, que, naquela época, era uma profetiza membro de uma Igreja Católica Carismática. Portanto, tal conceito não é fruto de estudo bíblico, mas de uma profecia particular. Em toda a história da Igreja, ninguém chegou a tal conclusão baseado única e tão somente nas Escrituras Sagradas.

Após estes sete anos de Grande Tribulação, os dispensacionalistas ensinam que ocorrerá a batalha do Armagedom que culminará com a segunda etapa da Segunda Vinda de Cristo que virá com sua Igreja sobre as nuvens dos céus. E, contrariando os diversos textos bíblicos que ensinam que, na Segunda-vinda, haverá ressurreição geral de salvos e perdidos para o Juízo Final, afirmam os dispensacionalistas que apenas os salvos ressuscitarão nesta ocasião (lembrando que, segundo eles, a grande maioria dos redimidos já teria sido ressuscitada antes da Grande Tribulação por ocasião do arrebatamento). Afirmam ainda que os perdidos ressuscitarão apenas mil anos mais tarde, pois os ensinam que a Segunda Vinda de Cristo não trará o imediato Juízo Final, mas que este terá de esperar mil anos exatos de reinado de Cristo na terra, tal milênio se faz necessário para cumprir as profecias do Antigo Testamento referentes a Israel que, segundo eles, precisam se cumprir literalmente na nação de Israel e não para o Israel espiritual de Deus que é a Igreja, o povo de Deus.

O dispensacionalismo ensina que há dois povos distintos de Deus: Israel e a Igreja. “O

dispensacionalismo crê que através dos tempos Deus tem dois distintos propósitos: um relativo à terra, com pessoas terrestres e envolvendo objetivos terrestres, que é o judaísmo; enquanto o outro está relacionado ao céu, com um povo celestial, envolvendo objetivos celestiais, que é o cristianismo” ( Chafer, L.S. Dispensationalism. Dallas Seminary Press, 1951, p. 107). Afirma, ainda, que a Igreja é um parêntesis no plano de Deus, pois ensina que o relógio profético parou devido à rejeição de Israel o que possibilitou, segundo eles, o surgimento da Igreja, fazendo do período da Igreja, um período de intervalo no “jogo” da história de Deus com Israel, no mundo. Mas as Escrituras não apóiam tal invenção. Pois a Igreja não é um instrumento temporário de

Deus, não é um arranjo temporário e de caráter secundário devido à rejeição de Israel e nem é um parêntesis no plano de Deus. Pois Paulo deixa claro que a Igreja faz parte do plano eterno de Deus (Ef 1.22,23). Nada existe no A.T. e no N.T. que indique um intervalo de tempo (em que o relógio profético fica parado) entre a penúltima e a última semana da profecia de Daniel, antes o

contrário (Cl 1.13). Jesus disse que há "um só rebanho e um só pastor"

é a manifestação do remanescente de Israel. Notar

Cornélio. O que vale dizer que a

remanescentes de

acrescentados nesta mesma Oliveira, pois não há duas oliveiras, duas noivas,

dois povos distintos de Deus). Neste sentido, há muito mais

descontinuidade (Ef 2.18-20; 3.6; Gl 3.6-29). Não houve

mas revelação progressiva (Gl 6.16;

Messias. Cristo é a

verdadeiro herdeiro de Abraão é o que tem fé no Messias prometido (Gl 3.1s).“Verdadeiro

é aquele que é circuncidado no coração” (Rm 2.28,29 ). “Porque nós é que

circuncisão…” (Fl. 3.3);E não é sem propósito que o número de apóstolos

número de tribos de Israel. A Igreja é denominada e

de Deus” (Gl 6.16; 3.6-16; 1 Pe

tratada pelos apóstolos como sendo o “Israel

(Jo 10:16), pois a Igreja

que o primeiro gentio a se converter foi

Igreja era composta originariamente de crentes judeus, pelos

Israel (Rm 2.28,29; 3.3,4; 9.6-8,27,29; 11.15), os gentios foram

duas esposas,

continuidade do que

mudança no plano de Deus (Ef 1.3-4),

judeu

3.13,14). O Verdadeiro Israel é aquele que possui o

Videira verdadeira (Jo 15.1), a videira é símbolo notório de Israel. O

somos a da Igreja é idêntico ao

2.6s comparar com Ex 19.5,6; Rm 2.11, 28, 29; Jo 15.1; Rm

11.17-24; Ef

2.12-22; 3.6; 4.4; Jo 10.16; Rm 9.24, 25 comparar com Os 2.23.).

O dispensacionalismo diz que, no final do reinado milenar, Satanás será solto e convencerá as

nações da terra a fazerem guerra contra Jesus. Tal idéia é absurda, pois que chance de vitória poderiam ter as nações armadas contra o Cristo glorificado e seus súditos com os corpos ressurrectos e indestrutíveis? Tal crença é resultado de uma interpretação literal de Apocalipse 20 que contraria todo o ensino de Cristo e seus Apóstolos a respeito do Reino de Deus. Por conta disto, o dispensacionalismo para ser coerente consigo mesmo, acaba sendo forçado a concluir também que, quando Jesus estiver cercado por exércitos inimigos, ele precisará ser socorrido por um fogo vindo do céu. Mas, o Cristo glorificado não precisa da ajuda de um fogo que vem do céu, pois ele mesmo é aquele que vem sobre as nuvens dos céus com labaredas de fogo para salvar o

seu povo e destruir os inimigos de Deus (2 Ts 1.6-10 e Is 66.15-16). Concluindo, os dispensacionalista afirmam que é somente após o milênio que haverá a ressurreição dos perdidos e o Juízo Final, o que contariz dezenas de textos bíblicos do Antigo e Novo Testamentos que ensinam que haverá um única ressurreição geral de todos por ocasião da Segunda-vinda de Cristo que vem para julgar os vivos e os mortos e trazer os novos céus e terra (Dn 12.2; Ap 1.7; Mt 25.31-34 e 26:63-64; Ap 20.11-15; 2Pe 3.10-12).

A respeito da Ressurreição e do Juízo Final, o dispensacionalismo ensina:

Que haverá 3 Ressurreições físicas

1. ressurreição para a Igreja, na ocasião do Arrebatamento;

2. a ressurreição para aqueles que virão a crer e morrer durante a Grande Tribulação de sete anos (ressurreição esta que ocorrerá na segunda etapa da Segunda Vinda de Jesus, no final da Grande Tribulação);

3. e a ressurreição dos incrédulos no final do Milênio.

3 Julgamentos

1. Tribunal de Cristo

2. Julgamento das Nações (o julgamento dos judeus e gentios convertidos no final da Grande Tri- bulação)

3. Juízo Final ou Juízo do Grande Trono Branco (dos incrédulos no final do Milênio).

Para complicar mais ainda, a Bíblia Scofield ensina que haverá 7 juízos finais

Quadro comparativo entre o que diz o dispensacionalismo e o que diz a Bíblia

O DISPENSACIONALISMO DIZ

MAS A BÍBLIA DIZ

que Deus tem dois povos distintos: Israel e igreja

que há "um só rebanho e um só pastor" (Jo10:16), pois a Igreja é a manifestação do remanescente de Israel. Notar que o primeiro gentio a se converter foi Cornélio. O que vale dizer que a Igreja era composta originariamente de crentes judeus, pelos remanescentes de Israel (Rm 2.28,29; 3.3,4; 9.6-8,27,29; 11.15), os gentios foram acrescentados nesta mesma Oliveira, pois não há duas oliveiras, duas noivas, duas esposas, dois povos distintos de Deus). Neste sentido, há muito mais continuidade do que descontinuidade (Ef 2.18-20; 3.6; Gl 3.6-29). Não houve mudança no plano de Deus (Ef 1.3-4), mas revelação progressiva (Gl 6.16; 3.13,14). O Verdadeiro Israel é aquele que possui o Messias. Cristo é a Videira verdadeira

(Jo 15.1), a videira é símbolo notório de Israel.

O

verdadeiro herdeiro de Abraão é o que tem

no Messias prometido (Gl 3.1s).“Verdadeiro

judeu é aquele que é circuncidado no coração” (Rm 2.28,29 ). “Porque nós é que somos a circuncisão…” (Fl. 3.3);E não é sem

propósito que o número de apóstolos da Igreja

é

idêntico ao número de tribos de Israel. A

Igreja é denominada e tratada pelos apóstolos como sendo o “Israel de Deus” (Gl 6.16; 3.6-16; 1 Pe 2.6s comparar com Ex 19.5,6; Rm 2.11, 28, 29; Jo 15.1; Rm 11.17-24; Ef 2.12-22; 3.6; 4.4; Jo 10.16; Rm 9.24, 25 comparar com Os 2.23.

que há dois planos de salvação, um para Israel

que o Evangelho é a única esperança de salvação para os judeus, assim como para os gentios. Pois Deus não faz acepção de pessoas (Rm 2.11). Os judeus só podem ser salvos se aceitarem a Cristo como único e suficiente Salvador durante a era presente. Pois só há um caminho (Jo 14.6) e um único nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos (At 4.12). Após o soar da última trombeta não haverá segunda oportunidade de salvação para ninguém, tanto incrédulos judeus como gentios se lamentarão naquele dia (Ap 1.7), clamarão para que as pedras caiam sobre eles e buscarão a morte sem que a possam encontrar. Sendo enganosa a idéia de uma segunda oportunidade de salvação após o arrebatamento da Igreja (Mt 25.1-13) e também é falsa a idéia de um plano de salvação distinto para Israel. Paulo usa 14 capítulos em Romanos para provar que nunca existiu um plano de salvação para judeus e outro para os gentios, mas, ao contrário, sempre houve um único plano eterno incluindo judeus e gentios (Gn 17.5; Rm 4.11, 12, 16, 17, 23, 24).

e

outro para a Igreja.

que a Segunda-vinda de Cristo pode acontecer

que o Evangelho deveria ser pregado a todo mundo antes da Segunda-vinda (Mt 26.13; At 1.8; 9.15; 22.15; 26.2); que primeiro ocorreria a apostasia e o aparecimento do Homem da Iniquidade (2 Ts 2.2,3).

a

qualquer momento sem prévios sinais

que a Igreja não passa pela Grande Tribulação.

que a Igreja passa pela Grande Tribulação (Ap 1.9; 2.3-13; 6.9s; 7.9-17; 11.1-10; 12.11, 17; 13.7,8; 14.1-5,13).

que a Segunda-vinda acontecerá antes da Grande Tribulação.

que a Segunda-vinda será “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.29-31). E que o Arrebatamento não acontecerá antes da manifestação do Iníquo (2Ts 2.1-8).

que a esperança cristã é um arrebatamento secreto

que a esperança cristã é o aparecimento visível de Cristo sobre as nuvens do céu, revelando-se como Senhor a todo mundo e que não há nada de secreto e silencioso nos relatos que descrevem o arrebatamento da Igreja. (Tt 2.13; 2Ts 1.7 e Ap 1.7; At 1.11; 1Ts 4.16-17; Mt 24.31; Lc 22.25-28). “Virá, entretanto, como ladrão, o dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados” (2Pe 3.10).

que o templo judaico será reconstruído para ser profanado novamente pela Besta no período da Grande Tribulação e para que também possam ser celebrados sacrifícios no templo no período do milênio

Não existe um único versículo no Novo Testamento que prometa a reconstrução do

templo judaico. Jesus profetiza a destruição do templo e deixa claro que ela se daria naquela mesma geração (Mt 23.36). O que se cumpriu na íntegra no ano de 70 d.C. quando, o príncipe de um povo que havia de vir ou o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel (Mt 24.15), General Tito, profanou o templo e destruiu a cidade e o templo. O que concorda bastante com a profecia de Daniel que aponta para uma nova destruição do templo e da cidade de Jerusalém como resultado da rejeição e morte do Ungido:

 

“Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e

santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas” (Daniel 9:26). Deus não habita em templos construídos por mãos humanas (At 7.48; 17.24). O tabernáculo ou o templo do Antigo Testamento eram sombra da realidade que se manifestou em Cristo e na sua Igreja (Hb 9.9-10.14). Pois, templo, no Novo

o

Testamento, passa a significar Jesus e a Igreja, como Corpo de Cristo (1 Co 3.16; Ef 2.22). Notar que até mesmo o corpo físico dos crentes é chamado de templo no Novo Testamento (2 Co 6.16-19). Em João 4, falando

à

mulher samaritana, Jesus anunciou a

chegada do tempo em que a verdadeira adoração não estaria mais confinada ao templo de Jerusalém, mas que se tornaria universal, realizada em espírito e em verdade.

Aqueles que defendem a necessidade da reconstrução do templo estão regredindo ao sistema sacrificial do período pré-cristão. Sistema este que foi anulado, tornando-se obsoleto, por ter sido substituído e superado pelo sacrifício definitivo de Cristo na Cruz. Pois, o sacrifício do verdadeiro Cordeiro de Deus não permite mais lugar para outros sacrifícios. O retorno à prática destes sacrifícios em um templo construído por mãos humanas, ainda que em caráter de celebração simbólica, é algo descabido que revela um descaso para com o sacrifício supremo realizado por Cristo na cruz.

que a morte física continuará a existir após a Segunda-vinda de Cristo,

que a morte é destruída pela vitória na Segunda-vinda de Cristo (1Co 15.54)

que a criação natural continuará sujeita à maldição da Queda mesmo após a Segunda- vinda de Cristo

que a criação natural é libertada da escravidão da corrupção na Segunda-vinda (Rm 8.21);

que os Novos Céus e Nova Terra não serão estabelecidos na Segunda-Vinda, mas apenas 1.000 mais tarde.

que os Novos Céus e Nova Terra são introduzidos imediatamente após a Segunda-vinda (2Pe 3.10-12);

que homens e mulheres descrentes ainda terão a oportunidade de abraçar à fé salvadora em Cristo na Grande Tribulação após o Arrebatamento e também pelo período de mil anos após sua Segunda-vinda.

que toda oportunidade de salvação termina na Segunda-vinda (Mt 24.14 e 37; 25.1-13; Mc

13.33);

que os incrédulos não serão finalmente ressuscitados até pelo menos 1000 anos subseqüentes ao retorno de Cristo.

que a ressurreição dos incrédulos irá ocorrer com a Segunda-vinda (Dn 12.2; Ap 1.7; Mt 25.31-34 e 26:63-64).

que os incrédulos não serão finalmente julgados na Segunda-vinda, mas somente mil anos mais tarde.

que o juízo final dos incrédulos irá ocorrer com a Segunda-vinda (Dn 12.2; Mt 25.31-34; Ap 20.11-15;).

Algumas contradições dos dispensacionalistas

Os dispensacionalistas gostam de dizer que interpretam a Bíblia de maneira literal, mas, contraditoriamente, quando Jesus disse que os redimidos ressuscitarão no "último dia” (João 6.40), eles afirmam que Jesus quis dizer mil e sete anos antes do último dia. Porque o dispensacionalismo ensina que a ressurreição dos que morreram em Cristo acontecerá antes do Início da Grande Tribulação que, segundo eles, durará 7 anos. Ainda segundo este ponto de vista, haveria um segundo momento de ressurreição de pessoas que se converteram e morreram durante o período da Grande Tribulação, ressurreição esta que se daria por ocasião da Segunda- Vinda de Cristo. Mas este ainda não seria o último dia, visto que eles ensinam que depois disto ainda haveria um período de mil anos de história sobre a face da terra. Por isto é que os dispensacionalistas precisam interpretar último dia de maneira bem figurada. Para eles existem múltiplos "ultimo dia".

E quando Jesus disse que chegará "a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a

sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados” (João 5:28,29), eles negam o sentido normal do texto e afirmam que ele quis dizer que por "a hora" Jesus teria intencionado dizer pelo menos tres horas distintas separadas por sete anos e mais outros mil anos, e que, quando Jesus diz que naquela hora todos ressuscitarão, eles dizem que “todos" não significam todos, mas uns agora e outros depois e outros mais tarde ainda.

No episódio em que Jesus diz que o sumo-sacerdote e seus comparsas ali presentes o veriam vindo sobre as nuvens do céu (Mateus 26:63-64), os dispensacionalistas afirmam que Jesus não quis dizer bem isto, pois segundo a sua cronologia escatológica, os perdidos não ressuscitarão na Segunda-Vinda, mas apenas mil anos mais tarde. O resultado disto é que eles são forçados a apelar para a alegorização, dizendo que o sumo-sacerdote não ressuscitará para contemplar a vinda do Senhor, pois que ele ali representa a comunidade judaica. Jesus apenas estaria querendo dizer que haverá judeus vivos por ocasião da Segunda-vinda.

E também que, quando Apocalipse 1.7 ensina que "todos, até os que o traspassaram", verão

Jesus regressando sobre as nuvens dos céus, ensinam eles que o termo "todos" não deve ser interpretado literalmente como "todos" e que de maneira alguma os que o traspassaram na cruz ressuscitarão para ver a Segunda-vinda de Cristo, pois ensinam que apenas os salvos ressuscitarão na Parusia.

Eles também recusam-se em concordar com a afirmação de Jesus de que a ressurreição dos salvos ninivitas se dará no dia do juízo final juntamente com a geração de judeus que rejeitou o testemunho de Cristo (Mateus 12.41), simplesmente porque isto contraria seus pressupostos pré-milenistas.

Bispo José Ildo Swartele de Mello

Estudo mais completo sobre o Milênio em

Estudo completo sobre a Segunda-vinda de Cristo e a Grande Tribulação em