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Curso Técnico em Eletromecânica

Comunicação Oral e Escrita

Armando de Queiroz Monteiro Neto

Presidente da Confederação Nacional da Indústria

José Manuel de Aguiar Martins

Diretor do Departamento Nacional do SENAI

Regina Maria de Fátima Torres

Diretora de Operações do Departamento Nacional do SENAI

Alcantaro Corrêa

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

Sérgio Roberto Arruda

Diretor Regional do SENAI/SC

Antônio José Carradore

Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC

Marco Antônio Dociatti

Diretor de Desenvolvimento Organizacional do SENAI/SC

Confederação Nacional das Indústrias Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Curso Técnico em Eletromecânica

Confederação Nacional das Indústrias Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Curso Técnico em Eletromecânica

Comunicação Oral e Escrita

Florianópolis/SC

2010

Lilian Elci Claas

É proibida a reprodução total ou parcial deste material por qualquer meio ou sistema sem o prévio consentimento do editor. Material em conformidade com a nova ortografia da língua portuguesa.

Equipe técnica que participou da elaboração desta obra

Coordenação de Educação a Distância Beth Schirmer

Revisão Ortográfica e Normatização Contextual Serviços Editoriais

Coordenação Projetos EaD Maristela de Lourdes Alves

Design Instrucional, Ilustração, Projeto Gráfico Editorial, Diagramação Equipe de Recursos Didáticos SENAI/SC em Florianópolis

Autora Lilian Elci Claasl

Ficha catalográfica elaborada por Luciana Effting CRB14/937 - Biblioteca do SENAI/SC Florianópolis

C613c

Class, Lilian Elci

Comunicação oral e escrita / Lilian Elci Class. Florianópolis : SENAI/SC,

2010.

66 p. : il. color ; 28 cm.

Inclui bibliografias e anexos. Acompanha caderno de atividades.

1. Língua portuguesa – Estudo e ensino. 2. Gramática. 3. Redação. 4. Fala em público. I. SENAI. Departamento Regional de Santa Catarina. II. Título.

CDU 811.134.3

SENAI/SC — Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Rodovia Admar Gonzaga, 2.765 – Itacorubi – Florianópolis/SC CEP: 88034-001 Fone: (48) 0800 48 12 12 www.sc.senai.br

Prefácio

Você faz parte da maior instituição de educação profissional do estado. Uma rede de Educação e Tecnologia, formada por 35 unidades conecta- das e estrategicamente instaladas em todas as regiões de Santa Catarina.

No SENAI, o conhecimento a mais é realidade. A proximidade com as necessidades da indústria, a infraestrutura de primeira linha e as aulas teóricas, e realmente práticas, são a essência de um modelo de Educação por Competências que possibilita ao aluno adquirir conhecimentos, de- senvolver habilidade e garantir seu espaço no mercado de trabalho.

Com acesso livre a uma eficiente estrutura laboratorial, com o que existe de mais moderno no mundo da tecnologia, você está construindo o seu futuro profissional em uma instituição que, desde 1954, se preocupa em oferecer um modelo de educação atual e de qualidade.

Estruturado com o objetivo de atualizar constantemente os métodos de ensino-aprendizagem da instituição, o Programa Educação em Movi- mento promove a discussão, a revisão e o aprimoramento dos processos de educação do SENAI. Buscando manter o alinhamento com as neces- sidades do mercado, ampliar as possibilidades do processo educacional, oferecer recursos didáticos de excelência e consolidar o modelo de Edu- cação por Competências, em todos os seus cursos.

É nesse contexto que este livro foi produzido e chega às suas mãos. Todos os materiais didáticos do SENAI Santa Catarina são produções colaborativas dos professores mais qualificados e experientes, e contam com ambiente virtual, mini-aulas e apresentações, muitas com anima- ções, tornando a aula mais interativa e atraente.

Mais de 1,6 milhões de alunos já escolheram o SENAI. Você faz parte deste universo. Seja bem-vindo e aproveite por completo a Indústria do Conhecimento.

escolheram o SENAI. Você faz parte deste universo. Seja bem-vindo e aproveite por completo a Indústria

Sumário

Conteúdo Formativo

9

Apresentação

11

Sobre o autor

11

12 Unidade de estudo 1

A Linguagem como Expressão Histórica e Cultural

13

Seção 1 - A linguagem

14

Seção 2 - Leitura e realidade

14

Seção 3 - Língua escrita e falada

16

Seção 4 - Estrangeirismo, neologismo, gíria e regiona- lismo

18 Unidade de estudo 2

Sentido e Contexto

19

Seção 1 - O ato de ler

19

Seção 2 - Funções da lingua- gem

21

Seção 3 - Figuras de lingua- gem

22 Unidade de estudo 3

Elementos da

Textualidade

23 Seção 1 - Coerência e coesão textual

26 Unidade de estudo 4

Tipos de Texto

27 Seção 1 - Narração, descri- ção e dissertação

46 Unidade de estudo 8

Reforma Ortográfica

47 Seção 1 - Acordo ortográfico

 

Finalizado

51

 

30

Unidade de estudo 5

Produção de Textos

Referências

53

31

 

Seção 1 - Dissertação

 

32

Seção 2 - Resumo

Anexo 1

55

32

Seção 3 - Relatório

Mapa Conceitual

33

Seção 4 - Parecer

34

Unidade de estudo 6

Anexo 2

57

Compreender e Interpretar Textos

Como fazer Apresenta- ções em 10 Minutos

35

Seção 1 - Análise textual

 
 

Anexo 3

59

35

Seção 2 - Interpretação de textos

 

Gestos e Postura do Apresentador

36

Unidade de estudo 7

Gramática Aplicada

Anexo 4

61

 

Tabela de Verbos Regulares

 

37

Seção 1 - Ortografia

38

Seção 2 - Acentuação

39

Seção 3 - Pontuação

42

Seção 4 - Verbos

43

Seção 5 - Regência verbal e nominal

44

Seção 6 - Tira-dúvidas

Conteúdo Formativo

Carga horária da dedicação

Carga horária: 30 horasConteúdo Formativo Carga horária da dedicação Competências Desenvolver e ampliar a competência linguística de modo

Competências

Desenvolver e ampliar a competência linguística de modo a saber usar adequa- damente as linguagens oral e escrita em diferentes situações ou contextos. Ler, compreender e - damente as linguagens oral e escrita em diferentes situações ou contextos. Ler, compreender e produzir textos de modo proficiente.

Conhecimentos

Linguagem como expressão histórica e cultural.

Língua escrita e língua falada e as especificidades da situação comunicativa.

Texto como unidade de sentido e, consequentemente, como concretização das várias linguagens.

Leitura como construção de sentidos.

Escrita como prática social.

Variação linguística: conhecer e entender a variação como característica ineren- te às línguas.

Norma-padrão e gêneros textuais técnicos.

Habilidades

Utilizar adequadamente as especificidades da língua oral e da língua escrita.

Interpretar diferentes gêneros textuais (literários, opinativos, publicitários, téc- nicos, entre outros).

Interpretar normas técnicas e especificações de catálogos, manuais e tabelas.

Utilizar procedimentos de análise textual.

Produzir textos dissertativos.

Produzir textos técnicos tais como resumos, relatórios, pareceres técnicos, entre outros.

Reconhecer e aplicar recursos linguístico-formais em compatibilidade com a norma-padrão da língua.

Atitudes

Responsabilidade socioambiental.

Adoção de normas de saúde e segurança do trabalho.

Proatividade.

Trabalho em equipe.

Apresentação

Caro estudante!

Ao elaborar este material tive a preocupação de apresentar de forma simples e objetiva os principais aspectos que se relacionam à aplicação correta da Língua Portuguesa no nosso dia a dia. Sei que escrever de forma correta não é uma tarefa fácil para quem não usa a escrita no seu dia a dia, mas você, como futuro técnico, precisa aprender e saber aplicar as principais regras da nossa Língua para comu- nicar de forma eficiente e eficaz o que deseja e o que pensa. Um colega certa vez escreveu que “Duas pessoas na mesma janela têm percepções diferentes” (MOTTA, 2009, p. 4) e é nesse sentido que apre- sento aqui esta proposta de estudo. Este material não tem a pretensão de ser uma gramática aplicada ou somente um caderno de exercício. Preten- do que você reveja o que já estudou, mas de maneira diferente. Portanto, o objetivo deste material é levar você, estudante, a olhar para a Língua Portuguesa com um novo olhar, apresentando as regras de forma sim- ples e como você poderá aplicá-las, sem que isso se torne cansativo. Neste material você encontrará, além das explicações básicas, uma série de exercícios que permitirão fixar o que cada unidade apresenta. Desejo que este material seja fonte de inspiração para a continuação no mundo maravilhoso das letras. Lembre-se de tirar suas dúvidas com o seu pro- fessor em sala de aula.

Faça bom uso deste material. Lilian Elci Claas

de aula. Faça bom uso deste material. Lilian Elci Claas Professora Lilian Elci Claas Lilian Elci

Professora Lilian Elci Claas

Lilian Elci Claas é graduada em Pedagogia com habilitação em

Supervisão Escolar e pós-gradu- ada em Administração de Recur- sos Humanos (FAE/UNERJ) e em Consultoria Empresarial (UFSC/ SENAI). Participou de mais de 1.100 h/aula de capacitações

e treinamentos empresariais

em diversas áreas de formação

técnica profissional e de rela- cionamento interpessoal. Atua desde 1988 com a formação e o desenvolvimento de lideranças, melhoria das relações humanas, resolução de conflitos, melho-

ria

nos métodos de trabalho e

no

ensino correto de um tra-

balho. Atualmente, é instruto-

ra no SENAIsc, em Jaraguá do

Sul, ministrando as disciplinas

de Comunicação Oral e Escrita,

Metodologia Científica, Meto-

dologia da Pesquisa e Gestão de Processos. Desenvolve traba- lhos de Consultoria Empresarial

na área de gestão de pessoas e

treinamento, também orienta TCCs em cursos Técnicos e Tec- nológicos.

Unidade de estudo 1 Seções de estudo Seção 1 - A linguagem Seção 2 -
Unidade de estudo 1 Seções de estudo Seção 1 - A linguagem Seção 2 -
Unidade de estudo 1 Seções de estudo Seção 1 - A linguagem Seção 2 -

Unidade de estudo 1

Seções de estudo

Seção 1 - A linguagem Seção 2 - Leitura e realidade Seção 3 - Língua escrita e falada Seção 4 - Estrangeirismo, neologismo, gíria e regionalismo

A Linguagem como Expressão Histórica e Cultural

SEÇÃO 1

A linguagem

Nesta unidade você conhecerá a

A

escrita passou por uma série

origem da língua e sua influência

de

transformações até chegar ao

sobre o homem e a sua cultura.

nosso sistema atual. Saímos dos

A

transmissão do conhecimento

desenhos nas cavernas, passamos

ocorre porque o homem tem a ca- pacidade de criar formas de lin- guagem. É a linguagem falada e

escrita que possibilita a comunica-

ção e “[

se criou ao criar uma linguagem”

(PAZ, 1982, p. 53). Os primeiros sinais de comunicação são encon- trados nas cavernas: as pinturas rupestres. Essas pinturas queriam reforçar as histórias contadas pe- los homens pré-históricos.

o homem é um ser que

]

para a junção de elementos e para

o sistema de sinais até chegar-

mos à escrita, como a encontra- mos hoje. Enfim, a escrita tem a função de relatar fatos históricos

e culturais ao longo da nossa his- tória. Ao relatarmos, por meio da linguagem, os fatos históricos e as manifestações culturais ao lon- go dos anos, criamos e produzi- mos a nossa cultura. Portanto, a

linguagem é a base da cultura. Vamos adiante!

Portanto, a linguagem é a base da cultura . Vamos adiante! Figura 1 - Pintura rupestre

Figura 1 - Pintura rupestre Fonte: Pistoni (1980)

adiante! Figura 1 - Pintura rupestre Fonte: Pistoni (1980) Forma de linguagem: o uso da palavra

Forma de linguagem: o

uso da palavra articula- da ou escrita como meio de expressão e de comunicação entre pessoas. (FERREIRA, 1986, p. 1035).

de comunicação entre pessoas. (FERREIRA, 1986, p. 1035). Manifestações cultu- rais: são as formas en- contradas

Manifestações cultu-

rais: são as formas en- contradas pelo homem para expressar o que ele pensa, deseja fazer ou modificar. Ex.: pinturas, esculturas, mú- sica, teatro, dança, literatura, etc.

Cultura: o complexo

dos padrões de com- portamento, das crenças, das instituições e doutros va- lores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma so- ciedade (FERREIRA, 1986, p.

508).

coletivamente e característicos de uma so - ciedade (FERREIRA, 1986, p. 508). COMUNICAÇÃO ORAL E ESCRITA

Signo: éé oo elementoelemento utiuti-- lizado para representar o objeto. “É composto de duas partes: o significante (parte material ou objeto) e o significado (ideia que dese- jamos representar)” (GRIFFI, 1991, p. 9).

o significante (parte material ou objeto) e o significado (ideia que dese - jamos representar)” (GRIFFI,
o significante (parte material ou objeto) e o significado (ideia que dese - jamos representar)” (GRIFFI,

SEÇÃO 2

Leitura e realidade

O mundo é complexo porque está

baseado nas diferentes formas de compreender e interpretar a rea-

lidade, e nos valores e costumes de cada região. Como cada região

é distinta, as diferenças são ine-

vitáveis e, portanto, determinam a maneira pela qual a realidade é compreendida.

Compreender a realidade signifi- ca concretizar o pensamento por meio da escrita inferindo sobre vários aspectos e confrontando com a realidade. Quando lemos um texto imaginamos as cenas segundo as nossas experiências e vivências e, a partir delas, inter- pretamos a realidade.

Neste sentido, observamos que um texto científico é o apoio para a verificação de uma rea- lidade própria a cada indivíduo, constituída a partir de observa- ções e sensações presentes em um mundo subjetivo, mas que se concretiza a partir do mo- mento em que nos dedicamos à compreensão do espaço em que vivemos. (BELO; ANTONIO FILHO, 2008, p. 640).

Normalmente os textos escritos são mais valorizados que os co- nhecimentos transmitidos oral- mente. Porém ao observarmos as

duas formas de expressão perce- bemos que ambas são carregadas

de cultura e tradições e, apesar de

não estar baseado num método científico, o conhecimento oral

sobrevive por gerações.

Na próxima seção você conhece-

rá a importância da língua escrita

e falada.

Participe ativamente do processo

de aprendizagem.

SEÇÃO 3

Língua escrita e falada

Para comunicarmos uma ideia usamos uma língua que é um sis- tema de signos usado por um grupo de pessoas. As pessoas ex- pressam seus pensamentos por

meio da palavra falada e escrita.

A língua é dinâmica e está sem-

pre se modificando, pois algumas palavras são inseridas, outras en- tram em desuso e outras, ainda, mudam de significado conforme sua utilização.

A Língua Portuguesa tem sua ori- gem no Latim, que era a língua falada no Estado Lácio, região onde atualmente fica a cidade de Roma na Itália. Em função da ex- pansão do Império Romano, o la- tim se espalhou por grande parte da Europa, dando origem ao Por- tuguês, ao Espanhol, ao Catalão, ao Francês, ao Italiano e ao Ro- meno.

Naquela época havia dois níveis de expressão do latim: o latim clássico, que era falado pela elite dominante e por escritores; e o latim vulgar, que era usado pelo povo. Da mesma forma hoje en- contramos em nossa língua duas formas de expressão: a linguagem culta e a coloquial. Fique atento às características das formas de expressão!

Outras culturas também exercem influência sobre a nossa e podem ser percebidas tanto no vestuário quanto na culinária, na música, no comportamento e na própria língua.

Mas não para por aí, vamos em frente!

A linguagem culta A linguagem coloquial É usada em situações formais. É empregada no cotidiano.
A linguagem culta
A linguagem coloquial
É usada em situações formais.
É empregada no cotidiano.
Há a seleção cuidadosa das palavras.
Não obedece, necessariamente,
à norma culta.
Segue a norma culta.
É solta, com construções mais
simples.
É polida.
É solta, com construções mais
simples.
É ensinada nas escolas.
Permite abreviaturas, diminuti-
vos, gírias, etc.
Quadro 1 - Diferenças entre a linguagem culta e a coloquial
Etc: “abreviação de et
cetera (latim) e é em-
pregado para evitar uma lon-
ga enumeração.” (FERREIRA,
1986, p. 732).
Latim: língua indo-eu-
ropeia do grupo itálico,
primitivamente falada pelo
Lácio, antiga região da Itália.
Língua: é “[
]
o conjun-
to de palavras e expres-
sões usadas por um povo.”
(FERREIRA, 1986, p. 1034) ou
“[
]
é um conjunto de signos
e de regras de combinação
desses signos, que consti-
tuem a linguagem oral ou
escrita de uma coletividade.”
(MAIA, 2005, p. 22).
Figura 1 - Lácio – Itália
Fonte: Wikipedia (2009).

SEÇÃO 4

Estrangeirismo, neolo- gismo, gíria e regionalis- mo

A língua sofre influência de ou- tras línguas, de grupos sociais e de regionalismos, como é o caso da criação de novas palavras (neolo- gismos).

é o caso da criação de novas palavras (neolo - gismos). Estrangeirismo Existem palavras que foram

Estrangeirismo

Existem palavras que foram in- corporadas à nossa língua sem modificar a forma original ou a pronúncia da palavra e outros vo- cábulos foram aportuguesados.

Do Francês: omelete, vitrine, toalete.

Do Inglês: lance e futebol (launch e football), design, case, job, show, feedback.

Do Árabe: álgebra, arroz, alecrim.

Do Japonês: quimono, samu- rai, gueixa.

Do Italiano: lasanha, piano, maestro.

- rai, gueixa. ▪ Do Italiano : lasanha, piano, maestro. Neologismo Os neologismos são usados quan

Neologismo

Os neologismos são usados quan- do aquele que emite a mensagem não encontra uma palavra com significado similar na língua ou quando utiliza uma palavra com sentido novo, diferente do origi- nal e, após algum tempo, é incor- porado ao dicionário.

Exemplos

Laranja = fruta cítrica ou falso proprietário.

Gato = animal felino ou liga- ção clandestina.

Já a informática está repleta de exemplos de novas palavras que estão sendo inseridas na nossa

língua.

Exemplos

Deletar = eliminar, apagar.

Logar = fornece nome do usuário e senha permitido acesso

ao computador.

Gírianome do usuário e senha permitido acesso ao computador. As gírias nascem em um determi -

As gírias nascem em um determi- nado grupo social e passam a fa- zer parte da linguagem revelando, inclusive, a idade do falante.

Exemplos

Anos 50: cafona, joia, prafren- tex.

Atualmente: parada sinistra,

responsa, tá ligado.

Regionalismo▪ Atualmente: parada sinistra, responsa, tá ligado. A influência de várias culturas dei - xou no

A influência de várias culturas dei- xou no Brasil muitas marcas que acentuaram a riqueza do nosso vocabulário. O regionalismo lin- guístico também apresenta dife- renças no sotaque e na pronúncia das palavras, sem necessariamen- te constituir um erro. Um obje- to pode receber um nome numa

região e, em outra, um completa-

mente diferente.

Exemplos

Pipa, papagaio, pandorga.

Semáforo, farol, sinaleiro.

Mandioca, aipim, macaxera.

Vamos fazer uma pausa agora para ler um texto e exercitar um pouco

o raciocínio. Faremos a leitura e depois a interpretação do texto. Você deve estar se perguntando o porquê disso! Explico: quando propomos

a realização de exercícios de interpretação de texto é porque queremos

exercitar o seu raciocínio, acompanhar o seu processo de aprendizagem, fazer você perceber as armadilhas de uma leitura superficial e também perceber as qualidades, os problemas, a riqueza e as sutilezas que o texto apresenta.

Vamos aos exercícios. Aproveite este momento de aprendizado e tire suas dúvidas com o seu professor!

Mas não paramos por aqui, na Unidade 2 tem muito mais.

Unidade de estudo 2 Seções de estudo Seção 1 - O ato de ler Seção
Unidade de estudo 2 Seções de estudo Seção 1 - O ato de ler Seção
Unidade de estudo 2 Seções de estudo Seção 1 - O ato de ler Seção

Unidade de estudo 2

Seções de estudo

Seção 1 - O ato de ler Seção 2 - Funções da linguagem Seção 3 - Figuras de linguagem

estudo 2 Seções de estudo Seção 1 - O ato de ler Seção 2 - Funções

Sentido e Contexto

SEÇÃO 1

O ato de ler

Sentido e Contexto SEÇÃO 1 O ato de ler Se não compreendemos o que le -

Se não compreendemos o que le- mos, não conseguimos aprender

o que está sendo transmitido. Se

quisermos aprender novas tec- nologias, novos conteúdos ou novas culturas, teremos que en- tender aquilo que está sendo dito no texto. Portanto, nesta unidade você perceberá que a leitura e a compreensão do texto são cru- ciais para uma boa aprendizagem. Antes de partirmos para o estudo

da escrita, estudaremos a leitura.

É mais fácil escrever depois que

aprendemos a ler e a compreen- der o significado daquilo que se

lê e,

] [

a leitura é o meio que dis-

pomos para adquirir informações e desenvolver reflexões críticas sobre a realidade.” (INFANTE, 2000, p.

46).
46).

Atualmente, temos encontrado

cada vez menos leitores assíduos

e que se deleitam com o que as

palavras transmitem. Percebemos que os meios de comunicação em massa estão tirando cada vez mais

o espaço que antes era destinado

à leitura. Em vez de ser um pra-

zer, a leitura tem se tornado um momento de tortura e de insatis- fação. Essa situação tem contri- buído significativamente para que muitas pessoas não se dediquem a compreender a nossa língua e, por isso, fazem mau uso dela.

Além de ler muito, o jovem preci-

sa ampliar seu vocabulário. Hoje, a

imagem sobrepõe à palavra. Esta geração, que domina tão bem o computador, precisa buscar a palavra. Também é importante

raciocinar sobre o que foi lido, desconfiar daquilo e tentar novas conclusões. (MONTELLO, 1991, p. 37).

Ler e compreender o que se lê é uma competência indispensável para quem deseja aprender e, por isso, não podemos apenas identi- ficar as letras e construir palavras.

É preciso compreender, refletir sobre a informação e formar uma opinião sobre o que foi lido.

DICA

Para compreender o que se lê é preciso saber que textos são discursos nos quais o au- tor diz alguma coisa a seus leitores.

A primeira leitura que fazemos de

um texto é sensorial, pois ao pe- garmos uma publicação em nos-

sas mãos observamos os atrati-

vos que ela possui (cores, figuras,

formas, etc.). A segunda leitura é descompromissada e superficial e, portanto, emocional. Nessa fase, tomamos conhecimento do con- teúdo que nos provoca emoções, que podem ser de satisfação ou insatisfação, nos faz rir ou cho- rar, achamos complicado ou sim- plório, etc. Já o terceiro tipo de leitura que fazemos é intelectual.

Neste tipo de leitura procuramos identificar o propósito do autor, a informação transmitida e a estru- turação do texto.

Mas não é difícil não! Ler e inter- pretar é uma questão de prática, então vamos lá! Na Seção 2 você estudará as funções da linguagem.

SEÇÃO 2

Funções da linguagem

Conhecer o significado das pa- lavras é requisito básico para quem quer escrever com quali-

dade e compreender o que está lendo. Não há a necessidade de se ter um vocabulário rebuscado.

É preciso conhecer o significado

das palavras e o contexto em que serão inseridas. Ao elaborarmos uma comunicação devemos levar em conta o tema a ser tratado, o

objetivo que se pretende atingir,

o canal que será utilizado e quem

serão os leitores.

DICA

Lembre-se de consultar o dicionário sempre que for escrever um texto.

Não existe só uma maneira de ler um texto e, por isso, não pode-

mos apenas decodificar os sinais

de forma simplista. Uma palavra

pode ter um significado em uma

frase e em outra, um completa- mente diferente.

O significado real da expressão

menina dos olhos é “pupila”. Observe as duas frases a seguir e tente identificar a diferença.

As meninas dos olhos estavam dilatadas.

ou

A menina dos olhos do empresário era a sua fábrica de sorvete.

Na primeira frase a expressão menina dos olhos está empre- gada com seu sentido real e na

segunda, em sentido figurado. Ao escrevermos um texto podemos usar tanto o significado real da palavra (denotação) quanto o sen- tido figurado (conotação).

(denotação) quanto o sen - tido figurado (conotação). Ao usarmos a linguagem deno - tativa permitimos

Ao usarmos a linguagem deno- tativa permitimos apenas uma interpretação e na linguagem co- notativa permitimos várias inter- pretações, o que sugere subjeti- vidade. Ainda existem textos em que nem tudo o que importa para

a interpretação está registrado.

Para entendermos um texto, mui-

tas vezes, é necessário considerar

e identificar aquilo que não está

escrito e compreendê-lo. Esse processo de compreensão e deco- dificação dos sinais e a identifica- ção do que não está dito permitem ao leitor interpretar a mensagem.

Compreender a informação im- plícita é importante para que te- nhamos um bom nível de leitura e a informação lida deve ser con- frontada com a nossa realidade para, só então, tirarmos as nossas conclusões.

Por isso é tão importante enten- der o que estamos lendo. Na Se- ção 3 você irá estudar sobre as figuras de linguagem.

SEÇÃO 3

Figuras de linguagem

Muitos textos apresentam uma série de recursos para chamar a atenção do leitor e para realçar

e dar expressividade às palavras. Esses recursos são conhecidos como figuras de linguagem.

uma série de figuras de linguagem

e as mais conhecidas e emprega-

das são: comparação, metáfora, eufemismo, paradoxo, ironia e hi- pérbole.

Vamos ver cada uma delas?
Vamos ver cada
uma delas?

Comparação: estabelece uma relação de comparação entre dois elementos o comparante e o comparado. Ex.: A tua mão está tão fria quanto um gelo.

Metáfora: é uma comparação implícita baseada na associação de ideias subjetivas. Ex: Homem, deixa de ser um parasita e vá procurar um emprego!

Eufemismo: é a substituição de expressões e/ou palavras desagradáveis usando outras mais suaves a fim de amenizar seu impacto. Ex.: Esta manhã João deu seu último suspiro.

Paradoxo: “é a apresentação de ideias aparentemente contrá- rias, mas que, no contexto, não constituem contrassenso. Ex.:

Curto minha solidão no meio da multidão.” (GRIFFI, 1991, p. 48).

Ironia: consiste em empre-

gar palavras ou expressões que pretendem dizer exatamente o contrário. Ex.: Com um amigo desses, quem precisa ter inimigos.

Hipérbole: é o emprego de palavras exageradas para dar mais ênfase à frase. Ex.: No mês de novembro de 2008 choveu cani- vetes em Santa Catarina.

Como você viu nesta unidade, é muito importante ler e compreen-

der aquilo que se lê. Dessa forma, faremos uma pausa agora para ler

e interpretar um texto procuran-

do compreender o que o autor quis transmitir com sua comuni-

cação. Não se limite a apenas ler

e responder às questões indivi-

dualmente, procure trocar ideias

e impressões com seus colegas e professor. Bom trabalho!

e impressões com seus colegas e professor. Bom trabalho! Implícito: “é algo que está envolvido naquele

Implícito: “é algo que

está envolvido naquele contexto, mas não está cla- ro, é deixado subentendido.” (FERREIRA, 1986, p. 923).

Unidade de estudo 3 Seções de estudo Seção 1 - Coerência e coesão textual
Unidade de estudo 3 Seções de estudo Seção 1 - Coerência e coesão textual
Unidade de estudo 3 Seções de estudo Seção 1 - Coerência e coesão textual

Unidade de estudo 3

Seções de estudo

Seção 1 - Coerência e coesão textual

Unidade de estudo 3 Seções de estudo Seção 1 - Coerência e coesão textual

Elementos da Textualidade

SEÇÃO 1

Coerência e coesão textual

Nesta unidade você compreen- derá que um texto precisa ter co- erência e coesão textual para ter qualidade. Você também terá a oportunidade de identificar as ar- madilhas do texto e saber como evitá-las.

O texto não é a soma ou sequên- cia de frases isoladas, é uma men- sagem construída que forma um

todo significativo.

“A palavra texto

origina-se do verbo tecer: trata-se de um particípio, o mesmo que te- cido. Assim, um texto é um tecido de palavras.” (CAMPEDELLI; SOUZA,

1999, p. 13).

 

Um texto claro e conciso contém palavras selecionadas e frases bem construídas, sem ambiguidades, redundâncias, modismos e em- prego excessivo da voz passiva.

Muitas vezes encontramos tex- tos que são confusos e difíceis de serem entendidos. Isso ocorre porque tanto a coerência quanto a coesão não estão sendo aplicadas.

Observe a frase a seguir.

Fazendo sucesso com seu novo restaurante que oferece pratos tí- picos, o empresário José da Silva, localizado na Rua dos Andradas,

265.

Quem está localizado? O em- presário ou o restaurante?

A clareza de um texto é resultado do uso adequado de palavras e a construção das frases de maneira

bem elaborada.

“A maneira como

são articuladas as ideias por meio das palavras e das frases é que de- termina se há uma unidade de sen- tido ou apenas um amontoado de frases desconexas.” (SARMENTO;

TUFANO, 2004, p. 371).

 

Segundo Cegalla (2000, p. 590), um bom texto deve:

ter correção gramatical – respeito às normas linguís- ticas;

ser conciso – dizer muito em poucas palavras;

ser claro;

ser preciso – empregar o termo adequado e de forma acertada;

ser natural – evitar em- pregar termos rebuscados e desconhecidos ao leitor;

ser original – evitar a vul- garidade e a imitação;

ser nobre – evitar o uso de termos chulos;

ter harmonia;

ser colorido e elegante – uso criterioso de figuras de linguagem.

e elegante – uso criterioso de figuras de linguagem. Verbo: “é uma palavra que exprime ação,

Verbo: “é uma palavra

que exprime ação, esta- do, fato ou fenômeno.” (CE- GALLA, 2000, p. 182).

do, fato ou fenômeno.” (CE - GALLA, 2000, p. 182). Particípio: forma nomi- nal do verbo,

Particípio: forma nomi-

nal do verbo, que enun- cia um fato de maneira vaga, imprecisa, impessoal.

enun- cia um fato de maneira vaga, imprecisa, impessoal. Voz passiva: quando o verbo estiver na

Voz passiva: quando

o verbo estiver na voz passiva o sujeito sofre, rece- be ou desfruta da ação ex- pressa pelo verbo.

Modos verbais: indicam as diferentes maneiras de um

Modos verbais: indicam as diferentes maneiras de um

fato se realizar (indicativo, imperativo e subjuntivo) (CE- GALLA, 2000, p. 183).

Conjunções: “é uma palavra invariável que liga orações ou

Conjunções: “é uma palavra invariável que liga orações ou

palavras da mesma oração e se dividem em coordenati- vas (aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas) e subordinativas (causais, comparativas, concessivas, condicionais, consecutivas, finais, proporcionais, temporais e integrantes).” (CE- GALLA, 2000, p. 268).

Artigo: “é uma palavra que antepomos aos substantivos

Artigo: “é uma palavra que antepomos aos substantivos

para dar aos seres um sentido determinado ou indetermi- nado (o, a, um, etc.)” (CEGALLA, 2000, p. 153).

Período composto por coordenação: “é constituído de orações independentes.” (CEGALLA, 2000, p. 339).

Período composto por coordenação: “é constituído de orações independentes.” (CEGALLA, 2000, p. 339).

Período composto por subordinação: “consta de uma ou

Período composto por subordinação: “consta de uma ou

mais de uma oração principal e de uma ou mais orações dependentes ou subordinadas.” (CEGALLA, 2000, p. 339).

Período: “é a frase formada por uma ou mais orações.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 266).

Período: “é a frase formada por uma ou mais orações.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 266).

Conjunção: “é a palavra que liga orações ou palavras de função semelhante numa mesma oração.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 266).

a palavra que liga orações ou palavras de função semelhante numa mesma oração.” (SARMENTO; TUFANO, 2004,
numa mesma oração.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 266). Coesão Textual A coesão textual exige que empre

Coesão Textual

A coesão textual exige que empre- guemos vários elementos de for- ma adequada.

a. Emprego adequado de tempos

e modos verbais.

b. Emprego adequado de prono-

mes, conjunções, preposições

e artigos.

c. Emprego adequado de cons- truções por coordenação e subordinação.

d. Emprego adequado dos dis- cursos direto, indireto e indire- to livre.

Há também vários fatores que po- dem contribuir para que um texto perca a sua coesão textual:

regências incorretas;

concordâncias incorretas;

frases inacabadas;

inadequação ou ambiguidade no emprego de pronomes.

Além desses fatores, também de- vemos evitar os períodos muito longos, um vocabulário rebusca- do, uma pontuação inadequada, a ambiguidade e a redundância para que o nosso texto tenha coesão e clareza textual.

Para um texto ter unidade textu- al faz-se necessário lançar mão de vários recursos linguísticos para unir orações e parágrafos. Os mais conhecidos são:

conjunção – e, nem, mas, também, porém, entretanto, ou, logo, portanto, pois, como, em- bora, desde que, se, conforme, de modo que, etc.;

preposições a, ante, após, até, com, em, entre, para, perante, segundo, etc.

pronomes eu, nós, me, mim, comigo, consigo, te, lhe, etc.

advérbios sim, certamente, realmente, talvez, muito pouco, abaixo, além, não, agora, hoje, cedo, antes, ora, afinal, etc.

além, não, agora, hoje, cedo, antes, ora, afinal, etc. Coerência Textual A coerência textual ocorre quan

Coerência Textual

A coerência textual ocorre quan- do há uma relação harmoniosa entre as ideias apresentadas no texto. Um texto coerente deve apresentar seu conteúdo de for- ma ordenada e lógica, com início, meio e fim. Seus fatos também devem ser apresentados de forma coerente e sem contradições, e a linguagem deve ser adequada ao tipo de texto.

DICA

Coerência: refere-se à uni- dade do tema.

Coesão: é a conexão entre os elementos ou as partes do texto.

Se esses recursos forem mal-em- pregados o texto se tornará ambí- guo e incoerente.

- pregados o texto se tornará ambí - guo e incoerente. Ambiguidade e Redun - dância

Ambiguidade e Redun- dância

A ambiguidade é causada pelo uso

inadequado da pontuação, com

o emprego de palavras de duplo

sentido, e por problemas de cons-

trução das frases.

A redundância é o emprego de

palavras ou ideias de maneira re- petida ou desnecessária.

Como você deve ter percebido, a compreensão desta unidade é fun- damental para quem quer escrever um texto com qualidade. Para que essas informações não se percam, sugiro uma pausa para exercitar a coerência e a coesão textual. A seguir você encontrará uma série de exercícios que lhe auxiliarão no desenvolvimento da capacidade de redigir com coesão e de forma co-

erente.
erente.

Vamos lá! Aproveite este momen- to de aprendizado e tire suas dúvi- das com o seu professor!

Na próxima unidade você estuda-

rá os tipos de textos. Vamos em

frente!

Preposição: “é a pala - vra invariável que liga dois termos, de forma que o senti “é a pala- vra invariável que liga dois termos, de forma que o senti- do do primeiro é completado pelo segundo.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 257).

pelo segundo.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 257). Pronome: “são palavras que acompanham ou substituem o

Pronome: “são palavras

que acompanham ou substituem o nome, desig- nando-o como a pessoa do discurso.” (SARMENTO; TUFA- NO, 2004, p. 217).

do discurso.” (SARMENTO; TUFA - NO, 2004, p. 217). Advérbio: “é a palavra que modifica um

Advérbio: “é a palavra

que modifica um verbo, um outro adjetivo e, às ve- zes, um substantivo, expres- sando a circunstância em que determinado fato ocor- re.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 253).

Frase: “é toda a palavra

ou o conjunto de pala- vras que constitui um enun- ciado de sentido completo.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 266).

constitui um enun - ciado de sentido completo.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 266). COMUNICAÇÃO ORAL E
Unidade de estudo 4 Seções de estudo Seção 1 - Narração, descrição e disser -
Unidade de estudo 4 Seções de estudo Seção 1 - Narração, descrição e disser -
Unidade de estudo 4 Seções de estudo Seção 1 - Narração, descrição e disser -

Unidade de estudo 4

Seções de estudo

Seção 1 - Narração, descrição e disser- tação

Unidade de estudo 4 Seções de estudo Seção 1 - Narração, descrição e disser - tação

Tipos de Texto

SEÇÃO 1

Narração, descrição e dissertação

Nesta unidade você compreen- derá que existem alguns tipos de textos e que cada um possui ca- racterísticas distintas, descobrirá como aplicá-los corretamente, conforme cada caso.

Há três formas básicas de se orga- nizar um texto: narrativa, descriti- va e dissertativa. Cada uma dessas formas possui um emissor, um conteúdo e um objetivo diferente, conforme quadro abaixo.

Quadro 2 - Organização do texto

 

Narração

Descrição

Dissertação

Quem fala?

Narrador

Observador

Argumentador

Conteúdo

Ações, aconteci-

Seres, objetos,

cenas,

Opiniões, argu-

mentos

mentos

processos

 

Identificar, loca-

 

Objetivo

Relatar

lizar,

qualificar

Discutir,

informar, expor

Fonte: adaptado de Sarmento e Tufano (2004).

DICA

Lembre-se: um texto não possui apenas uma forma de ser organiza- do, porém, uma delas sempre se sobressai.

Abaixo encontramos outro quadro que auxilia na identificação das ca- racterísticas de cada formatação.

Quadro 3 - Características dos textos

Narração

Relato de fatos. Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo. Apresentação de um conflito. Uso de verbos de ação. Geralmente, é mesclada de descrições. O diálogo direto e o indireto são frequentes.

Descrição

Relato de pessoas, ambientes, objetos. Predomínio de atributos. Uso de verbos de ligação. Frequente emprego de metáforas, comparações e outras figuras de linguagem. Tem como resultado a imagem física ou psicológica.

Dissertação

Defesa de um argumento. Apresentação de uma tese que será defendida. Desenvolvimento ou argumentação. Fechamento. Predomínio da linguagem objetiva. Prevalece a denotação.

Fonte: Campelli e Souza (2000, p. 89).

Na narração o narrador con- ta uma história vivida por algum personagem, organizada numa determinada sequência de tempo

e lugar. Na narração o principal elemento é a história que deve

ter começo, meio e fim. Observe! Quem conta a história é alguém de fora que
ter começo, meio e fim.
Observe!
Quem conta a história é alguém de
fora que apenas narra os fatos, sem
emitir opiniões.

Na descrição são expostas ca- racterísticas de pessoas, objetos, situações, lugares, etc. A descrição normalmente ocorre dentro de um texto narrativo ou dissertati- vo, pois auxilia o leitor a imaginar

a

cena ou o local.

No texto descri-

tivo não tem um narrador, somente

um observador.

A descrição é uti-

lizada, principalmente, em rela- tórios de experimentos que você realiza nos laboratórios.

Na dissertação o autor expõe uma ideia sobre um determinado assunto que ele defende ou questiona, apresentando argumentos que embasam

seu ponto de vista.

Na dissertação o autor tenta convencer o leitor sobre

o seu ponto de vista.

Você acabou de conhecer as principais diferenças entre as três formas de se organizar um texto. Segue abaixo uma série de exercícios que lhe auxiliarão na identificação dessas características, bem como na sua correta aplicação.

Vamos lá, você é capaz de escrever qualquer tipo de texto, desde que se

dedique. Caso tenha alguma dúvida, consulte o seu professor.

Na próxima unidade você estudará a produção de textos. Vamos lá!

Não é difícil não! É preciso identi car o tipo de texto que o autor
Não é difícil não! É preciso
identi car o tipo de texto
que o autor escreve.
Unidade de estudo 5 Seções de estudo Seção 1 - Dissertação Seção 2 - Resumo
Unidade de estudo 5 Seções de estudo Seção 1 - Dissertação Seção 2 - Resumo
Unidade de estudo 5 Seções de estudo Seção 1 - Dissertação Seção 2 - Resumo

Unidade de estudo 5

Seções de estudo

Seção 1 - Dissertação Seção 2 - Resumo Seção 3 - Relatório Seção 4 - Parecer

de estudo 5 Seções de estudo Seção 1 - Dissertação Seção 2 - Resumo Seção 3

Produção de Textos

SEÇÃO 1

Dissertação

Nesta unidade você compreende-

rá como tecer um texto dissertati-

vo, um resumo, um relatório e um parecer.

Como você já deve ter estudado,

a dissertação é um dos tipos de

texto mais utilizados nos meios acadêmico e empresarial, pois exi- ge do autor um posicionamento frente a alguma ideia ou tese. Veja agora algumas dicas que lhe auxi- liarão na elaboração de um texto dissertativo.

Segundo Campedelli e Souza (1999, p. 187), um texto disserta- tivo possui as seguintes caracterís- ticas:

é um texto temático – tudo nele evolui a partir de um racio- cínio;

é um texto que analisa e inter- preta;

aposta para relações lógicas de ideias – faz comparações, mostra correspondências, analisa conse- quências.

Uma dissertação se divide em três partes.

Introdução

Definir a questão, situando o problema descrevendo a tese que será defendida no desen- volvimento.

Indicar o caminho a seguir.

Desenvolvimento

Apresentar os argumentos para defender e justificar a tese ou a ideia proposta na introdução, apontando seme- lhanças de opiniões, divergên- cias, comparações e ligações a fim de comprovar a tese.

Conclusão

Deve ser breve e marcante.

Retomar a tese.

Recapitular as ideias apresen- tadas no desenvolvimento dando um fechamento ao texto.

Como você pôde perceber, o texto dissertativo apresenta ar-

gumentos, ou seja, defende uma ideia. No nosso dia a dia preci- samos defender seguidamente

nosso ponto de vista e para isso

é fundamental saber argumentar. Segundo Sarmento e Tufano

(2004, p. 412), existem quatro ti- pos de argumentos, que são:

argumento com base em citação;

argumento com base no senso comum;

argumento com base em evidências;

argumento com base no raciocínio lógico.

Na argumentação com base

em citação usamos uma frase de alguém conceituado no assunto para amparar a nossa argumenta- ção. Ou seja, usamos uma citação de outro autor para fundamentar a nossa argumentação e dar cre- dibilidade e prestígio ao nosso texto.

Na argumentação com base no

senso comum apoiamos a nossa

argumentação nos conceitos re- conhecidos pela sociedade como um todo.

Na argumentação com base em evidências usamos dados ou estatísticas que comprovem a nossa tese, dando credibilidade ao nosso texto.

Na argumentação com base no raciocínio lógico estabelecemos uma sequência lógica na apresen- tação dos fatos: primeiro as cau- sas e depois os efeitos.

Conforme Serafini (1985), para

elaborar um texto devemos seguir algumas regras. Veja a seguir quais

são.

devemos seguir algumas regras. Veja a seguir quais são. Primeira regra: tenha um plano ▪ Distribua

Primeira regra: tenha

um plano

Distribua adequadamente o tempo estipulado à redação entre as etapas.

Identifique as características da redação que são:

destinatário;

objetivo do texto;

gênero do texto (conto, diálo- go, poesia, narrativo, descriti- vo, de opinião, etc.);

extensão do texto;

critérios de avaliação.

Segunda regra: ordene as ideias

Selecione as informações.

Registre os seus pensamentos.

Não se preocupe inicialmente se as ideias não têm ligação entre si.

Faça a associação de ideias.

Organize as ideias em mapas conceituais (veja modelo no Anexo 1).

Faça um roteiro.

Defina a sua tese ou pontos de vista a serem apresentados no texto.

sua tese ou pontos de vista a serem apresentados no texto. Terceira regra: organi - ze

Terceira regra: organi- ze o texto e redija - ze o texto e redija

O parágrafo é composto por vários períodos explorando uma única ideia do roteiro.

Faça a conexão dos parágra- fos.

Observe a pontuação.

Elabore a introdução e a conclusão.

a pontuação. ▪ Elabore a introdução e a conclusão. Quarta regra: revisão ▪ Faça a revisão

Quarta regra: revisão

Faça a revisão do conteúdo.

Reveja a ortografia e a pontu- ação.

Redija o texto sem erros e sem rasuras. Na próxima seção você verá como fazer um resumo.

SEÇÃO 2

Resumo

Muitas pessoas acreditam que resumir significa fazer um recor-

te das frases principais do texto

original, fazendo uma “colagem”.

Porém resumir não é nada disso. Resumir é apresentar os pontos principais do texto original com suas próprias palavras.

Portanto, resumir significa criar

um texto mais curto mantendo a

ideia original. Para isso é necessá-

rio selecionar apenas o conteúdo mais interessante e fundamental a fim de manter a ideia original do autor. Um resumo normalmente

não tem introdução e deve seguir

a ordem do texto original. Ao re- sumir devemos tomar o cuidado para não inserirmos exemplos ou

citações que não constam na obra

original, muito menos as opiniões

pessoais ou conclusões de quem está elaborando o resumo. Ex- pressões como “O autor supõe ”

não devem ser

O autor afirma

usadas, pois o resumo é um texto que é redigido como se o próprio autor o tivesse escrito.

Para conseguir fazer isso você deve seguir algumas etapas:

conhecer as regras do resumo

(quantidade de palavras e sua

finalidade);

ler o texto atentamente;

destacar com marcadores luminosos as partes essenciais do texto;

compreender o texto (ser

capaz de responder perguntas como: Qual é o tema? Qual é a

intenção do autor? Qual é a tese defendida pelo autor? Quem? O quê? Onde? Quando? Como? Por quê?);

redigir o texto;

revisar o texto fazendo as correções e adaptações que se fizerem necessárias.

Segundo Serafini (1985, p. 188), devemos utilizar quatro regras para elaborarmos bons resumos:

cancelamento é possível cancelar as palavras que se refe- rem a detalhes desnecessários à compreensão do texto;

generalização é possível substituir alguns elementos por outros mais gerais que os in- cluem;

seleção é possível eliminar elementos que exprimem deta- lhes óbvios e normais no con- texto;

construção – é possível subs- tituir um conjunto de orações por uma nova que inclua todas as demais informações.

SEÇÃO 3

Relatório

Um relatório é a exposição dos resultados de uma atividade e permite a quem lê acompanhar o desempenho e como ela ocorreu.

O relatório deve ser objetivo e in-

formativo apresentando as situa- ções e os problemas encontrados

na execução da atividade relatada.

Sempre que possível, devemos evitar relatórios muito extensos e

sua linguagem deve ser objetiva, precisa, clara e concisa, sem omi- tir dados importantes. A redação

deve ser simples, com ortografia correta e com a pontuação ade- quada.

Antes de começar a escrever um relatório, é preciso estabelecer um plano ordenando as ideias para que fiquem numa sequência lógi- ca, procurando responder às per- guntas: O quê? Por quê? Quem? Onde? Quando? Como? Quanto? E daí?

Normalmente iniciamos o relato pela descrição dos elementos (si- tuação encontrada, ou, num expe- rimento de laboratório, esses ele- mentos podem ser os materiais, as máquinas, os produtos químicos e o objetivo da atividade), em se- guida descrevemos as causas, de- pois seus efeitos, as providências tomadas e, por último, as conclu- sões ou resultados alcançados.

SEÇÃO 4

Parecer

Um parecer fornece os fatos ana- lisando um caso e apontando uma solução favorável ou contrária, mediante justificativa.

Segundo Martins e Zilberknop (2003, p. 238), o parecer possui a seguinte estrutura:

timbre;

número do parecer e ano;

assunto;

contexto (exposição e apre- ciação do assunto);

conclusão (parecer do rela- tor ou comissão);

data e assinatura.

Nesta unidade você estudou como tecer um texto dissertativo, um resu- mo, um relatório e um parecer.

Agora você deverá fazer uma pausa para resolver alguns exercícios e fixar o conteúdo apresentado nesta unidade. Apesar de parecer difícil, com dedicação e esforço você é capaz de vencer e superar qualquer obs- táculo. Lembre-se que um dos requisitos básicos de um profissional de sucesso é saber apresentar seu ponto de vista com qualidade, e isto é o que os exercícios a seguir propõem. Toda meta alcançada teve sua base alicerçada no primeiro passo. Acre- dite, quanto mais você produzir e criar textos, mas fácil isso se tornará. Os primeiros não serão os melhores, mas com o tempo você perceberá como seus textos evoluirão. Vamos lá! Aproveite este momento de aprendizado e tire suas dúvidas com o seu professor!

Unidade de estudo 6 Seções de estudo Seção 1 - Análise textual Seção 2 -
Unidade de estudo 6 Seções de estudo Seção 1 - Análise textual Seção 2 -
Unidade de estudo 6 Seções de estudo Seção 1 - Análise textual Seção 2 -

Unidade de estudo 6

Seções de estudo

Seção 1 - Análise textual Seção 2 - Interpretação de textos

Unidade de estudo 6 Seções de estudo Seção 1 - Análise textual Seção 2 - Interpretação

Compreender e Interpretar Textos

SEÇÃO 1

Análise textual

Nesta unidade você descobrirá preciosas regras para ler, compre- ender e interpretar textos adequa- damente.

O objetivo da análise textual é pos- sibilitar ao leitor fazer um levanta- mento dos elementos do texto que permitem a sua compreensão para depois ser feito o julgamento crítico

do mesmo.
do mesmo.

Existe uma grande diferença en- tre compreender e interpretar um texto. Para compreender um texto o leitor deve identificar qual foi a regência verbal empregada, com- preendendo o significado exato das palavras, identificar as refe- rências históricas, políticas, ou geográficas, etc. usadas pelo autor para situar o texto. Por outro lado, interpretar é con- cluir ou deduzir o que o autor do texto quis transmitir, julgando ou opinando sobre o seu conteúdo.

SEÇÃO 2

Interpretação de textos

A grande maioria dos jovens acredita que é muito difícil ler e interpretar

um texto, pois cada um interpreta o que lê segundo as suas crenças, va- lores e filtros. Porém cabe destacar que isso não é bem verdade porque

o que está dito está dito e não pode ser modificado.

Para interpretarmos adequadamente um texto devemos seguir algumas regras que são:

fazer uma leitura prévia procurando ter uma visão geral do assunto;

identificar as palavras desconhecidas e descobrir seu significado;

reler o texto várias vezes procurando compreender o que o autor está tentando transmitir;

identificar aquilo que não está explícito no texto, as ironias, as suti- lezas e eventuais malícias;

não criticar as ideias do autor;

ler cada parágrafo separadamente e identificar a ideia central;

quando o autor apresentar suas ideias, procurar fundamentos lógicos.

Unidade de estudo 7 Seções de estudo Seção 1 - Ortografia Seção 2 - Acentuação
Unidade de estudo 7 Seções de estudo Seção 1 - Ortografia Seção 2 - Acentuação
Unidade de estudo 7 Seções de estudo Seção 1 - Ortografia Seção 2 - Acentuação

Unidade de estudo 7

Seções de estudo

Seção 1 - Ortografia Seção 2 - Acentuação Seção 3 - Pontuação Seção 4 - Verbos Seção 5 - Regência verbal e nominal Seção 6 - Tira-dúvidas

Acentuação Seção 3 - Pontuação Seção 4 - Verbos Seção 5 - Regência verbal e nominal

Gramática Aplicada

SEÇÃO 1

Ortografia

Nesta unidade você conhecerá as principais regras que se rela- cionam à correta ortografia das palavras, como aplicar a regência verbal e nominal, e ainda pontuar adequadamente. Como já men- cionado anteriormente, conhecer, dominar e aplicar corretamente a língua materna auxilia os profis- sionais a se destacarem no merca- do de trabalho e é esse o objetivo desta unidade.

A

ortografia é a parte da gramáti-

ca

que determina a maneira corre-

ta

de escrever as palavras baseada

nos padrões cultos do idioma.

Emprego da Letra Zescrever as palavras baseada nos padrões cultos do idioma. ▪ Usa-se o Z em palavras que

Usa-se o Z em palavras que derivam de outras grafadas com Z: juiz /ajuizado e fuzil/fuzila- mento.

Usa-se o Z em substantivos abstratos femininos, que derivam de adjetivos: áspero/aspereza

e rude/rudez.

Usa-se o Z nas terminações izar (verbos) e ização (substanti- vos): legal/legalização e racional/ racionalizar/racionalização.

Emprego do Se racional/ racionalizar/racionalização. ▪ Usa-se o S nos sufixos ês, esa, isa, osa, oso e

Usa-se o S nos sufixos ês, esa, isa, osa, oso e ense: japonês/japone- sa, poeta/poetisa, calor/caloroso

e Paraná/paranaense.

Usa-se o S nas palavras de- rivadas de outras que têm S no radical: paralisar/paralisação e improvisar/improvisação.

Usa-se o S em todas as formas do verbo querer e pôr que tem S:

quis/quiseram e pus/puseram.

Usa-se o S em substantivos derivados de verbos terminados e nder ou ndir: pretender/pretensão

e expandir/expansão.

nder ou ndir : pretender/pretensão e expandir/expansão. Emprego do SS ▪ Usa-se o SS em palavras

Emprego do SS

Usa-se o SS em palavras corre-

latas com o radical ced: conceder/

concessão e acender/acessível.

Usa-se o SS em palavras cor- relatas com o radical gred: progre-

dir/progresso e agredir/agressão.

Usa-se o SS em palavras corre-

latas com o radical prim: impri-

mir/impressão e reprimir/

repressão.

Usa-se o SS em palavras corre-

latas a itir/utir: permitir/permis-

são e repercutir/repercussão.

Usa-se o SS em palavras corre-

latas a met: remeter/remessa

prometer/promessa.

Usa-se o SS em palavras cor-

relatas a rs: personalidade/pessoa

e aversão/avesso.

Usa-se o SS em palavras corre-

latas a x com som de cs: sexage-

nário/sessenta.

Usa-se o SS quando o S passa

a ficar entre vogais: sílaba/assilá-

bico e sossego/assossegar.

e

Substantivos: são pa-

lavras que designam

e dão nome aos seres. Di-

videm-se em próprios, co- muns, concretos, abstratos, simples, compostos, primiti- vos, derivados e coletivos.

simples, compostos, primiti - vos, derivados e coletivos. Adjetivos: “são palavras que expressam as ca-

Adjetivos: “são palavras “são palavras

que expressam as ca- racterísticas ou qualidades dos seres.” (CEGALLA, 2000, p. 154).

ou qualidades dos seres.” (CEGALLA, 2000, p. 154). Sufixos: são elementos (isoladamente insignifi - cativos)

Sufixos: são elementos

(isoladamente insignifi- cativos) que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. (CEGALLA, 2000, p.

102).

a um radical, formam nova palavra. (CEGALLA, 2000, p. 102). Radical: é o elemento básico e

Radical: é o elemento básico e significativo

das palavras, consideradas sob o aspecto gramatical

e prático, dentro da língua

portuguesa atual. (CEGALLA, 2000, p. 91).

Ditongos: “é a combina -

Ditongos: “é a combina-

ção de uma vogal mais uma semivogal, ou vice-ver- sa, na mesma sílaba.” (CE- GALLA, 2000, p. 26).

sa, na mesma sílaba.” (CE - GALLA, 2000, p. 26). Emprego do X ▪ Usa-se o

Emprego do X

Usa-se o X após os ditongos:

ameixa/trouxa.

Usa-se o X depois da sílaba

inicial en: enxame/enxaqueca.

Exceções: palavras que derivam de outras que tenham ch: enchen- te (de cheio).

Usa-se o X depois da sílaba me: mexer/mexerico e exceção/ mecha.

Emprego do GX depois da sílaba me : mexer/mexerico e exceção/ mecha. ▪ Usa-se o G em palavras

Usa-se o G em palavras for- madas pelo sufixo gem: ferrugem/ coragem. Exceção: pajem/lajem/lambu- jem.

Usa-se o G em palavras termi- nadas em ágio, égio, ígio, ógio, úgio:

pedágio/colégio/relógio/refúgio.

Usa-se o G em palavras deri- vadas de outras já escritas com g:

ungir/ungido e fingir/fingimen- to.

escritas com g : ungir/ungid o e fingir/fingimen - to. Emprego do J ▪ Usa-se o

Emprego do J

Usa-se o J em palavras deri- vadas de outras já grafadas com J: granja/granjeiro e laranja/ laranjeira.

Usa-se o J nas formas dos verbos terminado em jar e jea:

esbanjar/gorjear.

Usa-se o J em palavras deriva- das do tupi ou africano: maraca- já/pajé.

Escrever é como ler! É uma ques- tão de prática! Na seção 2 você estudará acentuação.

SEÇÃO 2

Acentuação

Assim como é imprescindível

conhecer a grafia correta das pa- lavras, também é importante co- nhecer a sua acentuação. Todas as palavras possuem uma sono- rização ao serem pronunciadas e empregar adequadamente o tom delas na fala indica o domínio de

uma língua. A tonicidade de uma palavra indica qual a sílaba que de- ver ter som aberto ou fechado ou qual será a entonação que se deve dar a cada sílaba.

Algumas de nossas palavras têm um som mais fraco que outras, são os elementos átonos e todos os outros que possuem som mais forte são conhecidos como tôni- cos.

Os elementos átonos não são acentuados, mas os elementos tônicos podem ou não ser acen-

tuados. Dessa forma, as palavras podem ser classificadas de acordo com a posição da sílaba tônica.

Oxítonas: tonicidade na últi- ma sílaba.

Paroxítonas: tonicidade na penúltima sílaba.

Proparoxítonas: tonicidade na antepenúltima sílaba.

DICA

De acordo com o novo acor- do ortográfico, as palavras paroxítonas sofreram alte- ração na sua acentuação. Esse assunto será estudado detalhadamente na próxima unidade de estudo.

Vejamos as regras!

Proparoxítonas ▪ Todas as palavras proparoxíto - nas serão acentuadas: polígono/ pêndulo. Oxítonas ▪ Todas

Proparoxítonas

Todas as palavras proparoxíto- nas serão acentuadas: polígono/ pêndulo.

Oxítonasproparoxíto - nas serão acentuadas: polígono/ pêndulo. ▪ Todas as palavras oxítonas terminadas em O(S), A

Todas as palavras oxítonas terminadas em O(S), A (S), E(S), EM ou ENS são acentuadas:

ninguém/gambá.

Todos os monossílabos tôni- cos terminados em A(S), E(S) e O(S) são acentuados:

pé/há. Paroxítonas
pé/há.
Paroxítonas

Coloca-se o acento gráfico sobre a sílaba tônica das palavras terminadas em ÃO(S), Â(s), OM, ON(ONS), I e U(S), OS, L, N, R, X: elétrons/ímãs.

OM, ON(ONS), I e U(S), OS, L, N, R, X : elétrons/ímãs. Crase “A crase é

Crase

“A crase é a fusão da preposição a com o artigo feminino a ou com determinados pronomes fe- mininos iniciados pela vogal a.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 333).

A crase pode ser aplicada com fa- cilidade observando-se as seguin-

tes dicas:

se trocar o feminino por um masculino e aparecer a combina- ção ao, use o sinal indicativo da crase;

se trocar a preposição a por

para, de, ou em e der para a, da ou na, use o sinal indicativo da crase (se der simplesmente para, de ou em, não se usa o sinal indicativo

da crase).

DICA

Para nomes de lugar use o verso do folclore didático abaixo:

“Quem

vai

a

e

volta

da,

crase há.

Quem vai a e volta de, crase para quê? (KASPARY, 1994, p. 188).

em locuções adverbiais formadas por preposições e palavra feminina;

em locuções prepositivas;

em locuções conjuntivas;

quando os pronomes demonstrativos aquele, aquela e aquilo vierem precedidos de verbos regidos pela preposição a;

quando se submetem as expressões: à moda, à maneira, etc.;

quando houver numerais indicando horas;

antes de nomes de lugares que admitem o artigo a;

antes das palavras casa e terra, se vierem determinadas.

Não se usa crase:

antes de palavras mascu- linas;

quando a preposição estiver no singular seguida de um substantivo no plural;

antes de verbos;

antes de nomes de lugar que não admitem artigo a;

quando a palavra casa e terra não vierem determina- das;

antes de pronomes que repelem o artigo;

diante de artigos indefi- nidos;

diante de palavras repeti- das ligadas por preposição;

na locução a distância, quando a noção de distância não tiver determinada.

A escrita correta não depende somente da grafia correta das

palavras e da acentuação, ela se complementa com o uso da pon-

tuação

É o que você verá a se-

guir.

SEÇÃO 3

Pontuação

Um texto, para ter qualidade,

precisa de uma pontuação ade- quada, pois indica ao leitor onde este deverá efetuar as pausas, que entonação deve dar e qual será o ritmo da fala. Segundo Martins

e Zilberknop (2003, p. 340), “a

pontuação é o conjunto de sinais

que representam na língua escrita

as pausas e a entonação da língua falada”.

Sujeito: “é uma palavra ou expressão que explica ou esclare -

Sujeito:

“é uma palavra ou expressão que explica ou esclare-

ce, desenvolve ou resume outro termo da oração.” (CEGALLA, 2000, p. 335).

Vocativo: “é o termo usado para chamar, ou interpelar a pes- soa, o animal ou a coisa personificada a que nos dirigimos.” (CEGALLA, 2000, p. 336).

chamar, ou interpelar a pes - soa, o animal ou a coisa personificada a que nos
Adjunto adverbial: “é o termo que exprime uma circunstância

Adjunto adverbial: “é o termo que exprime uma circunstância

(tempo, lugar, modo) que modifica o sentido de um verbo, ad- jetivo ou advérbio.” (CEGALLA, 2000, p. 334).

Predicado: “é aquilo que se declara do sujeito.” (CEGALLA, 2000, p. 297).

Predicado: “é aquilo que se declara do sujeito.” (CEGALLA, 2000, p. 297).

Orações coordenadas: “é a que está ligada a outra da mes -

Orações coordenadas: “é a que está ligada a outra da mes-

ma natureza sintática [

]

e se dividem em assindéticas (não

ligadas) e sindéticas (ligadas). As orações coordenadas sindéticas se dividem em aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e expli-

cativas. [

]

As orações coordenadas assindéticas são separadas por

pausas, que na escrita se marcam por vírgula, ponto e vírgula ou dois-pontos.” (CEGALLA, 2000, p. 342-344).

Orações subordinadas adjetivas explicativas: “explicam ou

Orações subordinadas adjetivas explicativas: “explicam ou

esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, atri- buindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma informação.” (CEGALLA, 2000, faltou a página).

Os sinais de pontuação emprega- dos na nossa língua são:

vírgula ( , )

ponto e vírgula ( ; )

ponto ( . )

ponto de interrogação ( ? )

ponto de exclamação ( ! )

dois-pontos ( : )

reticências (

)

aspas ( “

” )

travessão ( – )

 

parênteses ( (

) )

Emprego da Vírgula

A vírgula é empregada para indi- car uma breve pausa na leitura, porém nem sempre uma pausa respiratória na leitura correspon- de a uma vírgula. Vejamos as re- gras.

correspon - de a uma vírgula. Vejamos as re - gras. Regra geral ▪ Não se

Regra geral

Não se usa vírgula para sepa- rar o sujeito do aposto, nem o verbo e seus complementos.

Emprega-se a vírgula:

para separar os termos da mesma função sintática, para isolar o aposto;

para isolar o vocativo;

para isolar o adjunto adver- bial deslocado;

para separar a localidade da data e nos endereços;

para marcar a supressão do verbo;

para isolar o predicado des- locado;

para separar as conjunções coordenativas adversativas e con- clusivas deslocadas;

para isolar elementos repeti- dos;

para separar orações coorde- nadas (assindéticas, adversativas e explicativas);

para separar o complemento

do

verbo (quando vier antes des-

se

ou existir um complemento);

antes de etc.;

para separar orações adjetivas explicativas;

para separar orações adver- biais;

deslocadas, com exceção da comparativa e conformativa (quando o verbo estiver explíci- to).

Emprego do Ponto e Vírgula O ponto e vírgula é empregado
Emprego
do
Ponto
e
Vírgula
O ponto e vírgula é empregado

para indicar uma pausa um pouco maior do que a vírgula. Vejamos as regras.

Emprega-se o ponto e vírgula:

para separar um período de certa extensão;

para separar as partes de um período que já tenha vírgulas em seu interior;

para separar orações coor- denadas assindéticas de sentido contrário;

para separar orações coorde- nadas adversativas e conclusivas com conectivos deslocados;

parar separar diversos itens de uma lei;

para separar itens em uma enumeração.

Emprego do Ponto Final O ponto final indica a pausa má-
Emprego
do
Ponto
Final
O ponto final indica a pausa má-

xima. Ocorre no final de uma

oração ou de um período com- posto.

Emprego do Ponto deno final de uma oração ou de um período com- posto . Interrogação O ponto de

Interrogação

O ponto de interrogação ocorre

nas frases interrogativas diretas.

Emprego do Ponto de Exclamação

O ponto de exclamação ocorre

em uma frase exclamativa indi-

cando emoções ou ordens.

em uma frase exclamativa indi - cando emoções ou ordens. Emprega-se o ponto de ex -

Emprega-se o ponto de ex-

clamação:

nas frases exclamativas;

após interjeições.

Emprego dos Dois- Pontos Os dois pontos são empregados
Emprego
dos
Dois-
Pontos
Os dois pontos são empregados

em frases ainda não terminadas.

Empregam-se os dois-pon- tos:

antes de uma fala;

antes de uma enumera- ção;

antes de uma explicação;

antes de uma comple- mentação;

antes de uma conclusão.

Orações coordenadas: “é a que está ligada a

Orações coordenadas:

“é a que está ligada a

outra da mesma natureza sin-

tática [

]

e se dividem em as-

sindéticas (não ligadas) e sin- déticas (ligadas). As orações coordenadas sindéticas se dividem em aditivas, adversa-

tivas, alternativas, conclusivas

e explicativas. [

]

As orações

coordenadas assindéticas são separadas por pausas, que na escrita se marcam por vír- gula, ponto e vírgula ou dois- pontos.” (CEGALLA, 2000, p.

342-344).

Orações

Orações

subordinadas

adjetivas explicativas:

“explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é ine- rente ou acrescentando-lhe uma informação.” (CEGALLA, 2000, faltou a página).

Conectivos: “ligam as pa - lavras ou orações.” (CE - GALLA, 2000, p. 280).

Conectivos: “ligam as pa- lavras ou orações.” (CE- GALLA, 2000, p. 280).

Oração: “é a frase cons -

Oração: “é a frase cons-

truída com um verbo ou uma locução verbal.” (SAR- MENTO; TUFANO, 2004, p.

266).

Período composto: é

Período composto: é

constituído de duas ou

mais orações que podem ser

por coordenação ou subordi- nação.

Interjeições: “é uma pa -

Interjeições: “é uma pa-

lavra ou locução que ex- prime um estado emotivo.” (CEGALLA, 2000, p. 277).

Tempos verbais: “si -

Tempos verbais: “si-

tuam o fato ou a ação verbal dentro de determina- do momento (presente, pre- térito e futuro).” (CEGALLA, 2000, p. 182).

Emprego das Reticências

As reticências indicam uma sus- pensão na frase.

As reticências indicam uma sus - pensão na frase. Empregam-se as reticências: ▪ em citações não

Empregam-se as reticências:

em citações não comple- tas;

para indicar ao leitor que o término da frase deve ser imaginado por ele;

para indicar ironia.

Emprego das Aspasdeve ser imaginado por ele; ▪ para indicar ironia. Empregam-se as aspas: ▪ no início e

Empregam-se as aspas:

no início e término de uma citação;

para destacar uma palavra ou expressão vulgar;

para destacar expressões estrangeiras;

para destacar a ironia;

para assinalar uma palavra que precisa ser destacada.

▪ para assinalar uma palavra que precisa ser destacada. Emprego do Travessão Emprega-se o travessão: ▪

Emprego do Travessão

Emprega-se o travessão:

nos diálogos;

para isolar termos ou orações intercaladas.

▪ para isolar termos ou orações intercaladas. Emprego dos Parênteses Empregam-se os parênteses: ▪

Emprego dos Parênteses

Empregam-se os parênteses:

para intercalar uma expli- cação acessória;

para intercalar uma mani- festação emocional;

nas referências bibliográ- ficas.

SEÇÃO 4

Verbos

Não existe uma oração sem ver- bo. O verbo é uma palavra que exprime ação, estado, fato ou fe- nômeno. Os verbos se agrupam em três

conjugações, conforme a sua ter- minação no infinitivo, e cada con-

jugação se caracteriza por uma

vogal temática.

1ª conjugação: os verbos

terminam em ar.

2ª conjugação: os verbos terminam em er.

3ª conjugação: os verbos terminam em ir.

Os

acordo com:

a pessoa do discurso e o número;

o tempo;

o modo;

a voz.

verbos

são

flexionados

de

Pessoa do Discurso e

Número

Os verbos variam para indicar o número (singular e plural) e a pes- soa do discurso (eu, tu, ele, nós, vós e eles).

e a pes - soa do discurso (eu, tu, ele, nós, vós e eles). Pessoa Singular

Pessoa

Singular

Plural

1ª pessoa

Eu

Nós

2ª pessoa

Tu

Vós

3ª pessoa

Ele

Eles

Tempo2ª pessoa Tu Vós 3ª pessoa Ele Eles Os tempos verbais situam o fato ou a

Os tempos verbais situam o fato ou a ação no tempo. Existem três tempos verbais:

Tempo

Presente

agora

Pretérito

passado

Futuro

verbais: Tempo Presente agora Pretérito passado Futuro Modos Os modos indicam as diferentes formas de um

Modos

Os modos indicam as diferentes formas de um fato se realizar.

Estão divididos em:

indicativo – indica um fato certo, positivo ou real;

imperativo – indica ordem, proibição, conselho, súplica ou pedido;

subjuntivo – indica um de- sejo, um fato hipotético, possível ou duvidoso.

Além desses modos verbais, ain- da existem as formais nominais dos verbos que enunciam o fato de maneira vaga, imprecisa e im- pessoal:

infinitivo – pessoal e impes- soal;

gerúndio;

▪ particípio. Voz
▪ particípio.
Voz

Voz é a forma como o verbo se apresenta indicando a relação que há entre o sujeito e ele. E se clas-

sifica em:

voz ativa;

voz passiva;

voz reflexiva.

DICA

No Anexo 4 você encontrará uma tabela completa com verbos da primeira, segun- da e terceira conjugação. Para facilitar a resolução de alguns exercícios sugeridos, você pode consultar esse documento.

SEÇÃO 5

Regência verbal e nominal

Regência é o modo pelo qual uma palavra rege outra que a comple- menta e pode ser verbal ou nomi-

os termos de uma frase

nal, “[

]

se complementam numa relação de dependência direta ou indireta. Alguns pedem um complemento “são os termos regentes; outros complementam o sentido do ter-

mo regente “são os termos regi- dos.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 329).

os termos regi - dos.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 329). Regência Nominal Alguns substantivos, adjetivos ou

Regência Nominal

Alguns substantivos, adjetivos ou advérbios precisam de comple- mento para transmitir uma ideia completa. A esse complemento damos o nome de complemento nominal. “Regência nominal é a

ralação de dependência que se es- tabelece entre o nome e o termo

por ele regido.” (SARMENTO;

TUFANO, 2004, p. 329). Alguns substantivos e adjetivos aceitam mais de uma regência.

Quando escrevemos: João tem medo, logo nos perguntamos de que ele tem medo, certo? Isso indica que essa frase precisa de complemento. Então, a frase cor- reta deve ser: João tem medo de cobra.

Exemplos de regência nominal:

acessível – a, ao;

afável – com, para com;

antipatia – a, contra, por;

devoto – a, de;

solidário – com;

acostumado – a, com;

apto – a, para;

dúvida – em, sobre.

Regência Verbal Alguns verbos exprimem uma ideia completa e, por isso, não exigem complemento (verbos

Regência Verbal

Alguns verbos exprimem uma ideia completa e, por isso, não exigem complemento (verbos in- transitivos). Outros, porém, exi- gem um complemento para trans- mitir uma ideia completa (verbos transitivos). “Regência verbal é a relação de dependência que se es- tabelece entre o verbo e o termo por ele regido.” (SARMENTO; TUFANO, 2004, p. 331). Alguns verbos também podem ter seu sentido modificado em função da regência.

Exemplos de regência verbal.

Aspirar Ex.: A máquina aspirou a fuligem da chaminé (transitivo direto: sor- ver, inalar, absorver). Ex.: Ele aspirava ao cargo de di- retor presidente da empresa (tran- sitivo indireto: desejar, almejar, ambicionar).

SEÇÃO 6

Tira-dúvidas

Além do que vimos até aqui, ain- da existem algumas palavras que deixam dúvidas na hora em que formos escrever. Segue abaixo uma lista de palavras ou expres- sões que oferecem algumas dúvi- das quanto à sua aplicação.

Acerca de – significa sobre, a respeito de. Ex.: Acerca desse as- sunto, devemos consultar o chefe da seção.

A cerca de – significa a uma distância de. Ex.: Ele estava a cerca de um metro do eletrodo.

Há cerca de – significa faz ou existe aproximadamente. Ex.: Há cerca de um mês ocorreu uma tragédia em Santa Catarina.

Afim – indica semelhança. Ex.: Os amigos tinham tempera- mentos afins.

A fim – indica finalidade. Ex.:

Ele estava a fim de sair naquele dia.

– indica tempo. Ex.: Há vinte anos o Brasil não exportava tanto minério de ferro.

A – indica tempo futuro. Ex.:

Daqui a cinquenta anos não teremos mais água portável no planeta.

Ao encontro indica favorável a, para junto de. Ex.: Vamos ao en- contro dos professores no outro prédio.

De encontro a – indica que se vai contra. Ex.: A atitude daquele estudante vai de encontro às suas aspirações.

Concerto – indica acordo, harmonia (musical). Ex.: Os estudantes foram ao concerto de piano no teatro da cidade.

Conserto – indica emenda, reparo, remendo. Ex.: O conserto do torno CNC custou caro.

Eu usa-se antes de verbo no infinitivo. Ex.: O colega de tra- balho falou aquelas barbaridades para eu me irritar.

Mim usa-se após preposi- ção. Ex.: Empresta este vestido para mim?

Onde usa-se com qualquer verbo, exceto com os que indi- cam movimento. Ex.: Onde fica a sua casa?

Aonde usa-se com verbos que dão ideia de movimento. Ex.:

Aonde você pensa que vai?

Senão quando equivale a do contrário, a não ser, mas sim. Ex.:

Acho melhor você sair daqui se-

não você vai sofrer um acidente.

Se não – quando correspon