Você está na página 1de 15
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 AnáliseAnálise CroCrommatográficaatográfica eemm
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
AnáliseAnálise CroCrommatográficaatográfica
eemm ÓleosÓleos IsolantesIsolantes
MineraisMinerais
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ANÁLISE CROMATOGRÁFICA O óleo mineral
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ANÁLISE CROMATOGRÁFICA
O óleo mineral isolante gera gases durante o seu
processo de envelhecimento normal e acentuadamente
quando na ocorrência de falhas no equipamento elétrico.
A análise cromatográfica tem como objetivo determinar
a composição desta mistura de gases que normalmente
se dissolve no óleo isolante . As falhas incipientes, ou
seja, aquelas que estão no início, usualmente tem baixa
concentração de gases e portanto seu acompanhamento
através de análises periódicas pode evitar danos mais
sérios ao equipamento elétrico.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Os gases que são analisados
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Os gases que são analisados são: H 2 (hidrogênio),
O 2 (oxigênio), N 2 (nitrogênio), CH 4 (metano),
CO(monóxido de carbono), CO 2 (dióxido de carbono),
C 2 H 4 (etileno), C 2 H 6 (etano) e C 2 H 2 (acetileno).
A amostragem bem como método de ensaio são
descritos na norma NBR 7070 e a interpretação dos
resultados são baseados na NBR 7274.
A concentração
dos
gases
no
óleo
isolante
é
expressa em partes por milhão (ppm), medidas à
temperatura de 25ºC

1

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ORIGEM DOS GASES Os gases
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ORIGEM DOS GASES
Os gases existentes no óleo provém : da atmosfera
e da decomposição dos materiais isolantes sólidos e
líquidos. Estudos realizados ao longo do tempo
indicaram ser possível relacionar a existência de certos
gases com a natureza da falha que os originaram ou com
o material envolvido pela falha.
Os gases formados pela decomposição dos
materiais isolantes são total ou parcialmente dissolvidos
no óleo, sendo diluídos e transportados a todos os pontos
que o dielétrico atinge.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 A quantidade de gases liberados
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
A quantidade de gases liberados por uma falha
incipiente é logicamente pequena e somente com o
advento de novas técnicas analíticas, entre as quais a
cromatografia em fase gasosa, tornou-se possível a
dosagem precisa dos seus componentes e identificação
precoce da falha.
Este método de detecção de falhas incipientes por
análise cromatográfica dos gases dissolvidos tem sido
empregado e é de grande utilidade no apoio à
manutenção, sendo freqüentemente mais sensível e de
uso mais conveniente que os métodos usados
normalmente.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 As principais falhas associadas com
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
As principais falhas associadas com a produção de
gases são :
- Sobreaquecimento localizado ou generalizado em larga
faixa de variação de temperatura;
- Descargas parciais de intensidade variável;
- Descargas de baixa energia (centelhamento);
- Arco ou descargas disruptivas de alta energia que
podem atingir o óleo e a celulose e podem ocorrer
isoladamente ou associadas entre si.

2

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ARCO NO ÓLEO 100 80
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ARCO NO ÓLEO
100
80
60
60
40
30
20
5
0,01
1,3
3,3
0
CO
H2
CH4
C2H6
C2H4
C2H2
ARCO
Grandes quantidades de hidrogênio e acetileno são produzidas, co m pequenas
quantidades de metano e etileno. Dióxido e monóxido de carbono t ambém
podem ser formados caso a falha envolva a celulose. O óleo poder á ser
carbonizado. Gás-chave: acetileno
(%) COMBUSTÍVEIS
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 DESCARGA PARCI AL NO ÓLEO
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
DESCARGA PARCI AL NO ÓLEO
86
90
80
70
60
50
40
30
13
20
10
0,2
0,5
0,2
0,1
0
CO
H2
CH4
C2H6
C2H4
C2H2
DESCARGAS PARCIAIS
Descargas elétricas de baixa energia produzem hidrogênio e metan o, com
pequenas quantidades de etano e etileno. Quantidades comparáveis de
monóxido e dióxido de carbono podem resultar de descargas em cel ulose.
Gás-chave: hidrogênio
(%) COMBUSTÍVEIS
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ÓLEO SUPERAQUECIDO 90 80 63
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ÓLEO SUPERAQUECIDO
90
80
63
70
60
50
40
30
16
17
20
2
2
10
0
CO
H2
CH4
C2H6
C2H4
C2H2
ÓLEO SUPERAQUECIDO
Os produtos de decomposição incluem etileno e metano, juntamente com
quantidades menores de hidrogênio e etano. Traços de acetileno p odem ser
formados se a falha é severa ou se envolve contatos elétricos. G ás-chave: etileno
(%) COMBUSTÍVEIS

3

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 100 CELULOSE SUPER AQUEC IDA
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
100
CELULOSE SUPER AQUEC IDA
92
90
80
70
60
50
40
30
20
6,7
1,2
10
<0,01
<0,01
<0,01
0
CO
H2
CH4
C2 H6
C 2H4
C2 H2
CELULOSE SUPERAQUECIDA
Grandes quantidades de dióxido e monóxido de carbono são liberad os da
celulose superaquecida. Hidrocarbonetos gasosos, como metano e e tileno,
serão formados, se a falha envolver uma estrutura impregnada em óleo.
Gás-chave: monóxido de carbono
(%) COMBUSTÍVEIS
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 99,9 100 ELETRÓLISE 90 80
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
99,9
100
ELETRÓLISE
90
80
70
60
50
40
30
20
10
<0,01
<0,01
<0,01
<0,01
<0,01
0
CO
H2
CH4
C2 H6
C2 H4
C2 H2
ELETRÓLISE
A decomposição eletrolítica da água ou a decomposição da água a ssociada
com a ferrugem resulta na formação de grandes quantidades de hid rogênio,
com pequenas quantidades dos outros gases combustíveis.
Gás-chave: hidrogênio
(%) COMBUSTÍVEIS
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Critérios de Morgan Schaffer Corp.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Critérios de Morgan Schaffer Corp.
Gás
Concrentração de gás dissolvido
em ppm (vol/vol)
Concrentração de gás no colchão
Gasoso em porcentagem ( vol/vol)
H 2
Menor que 20n + 50
Menor que 0,035n + 0,1
CH 4
20n + 50
0,005n + 0,01
C
20n + 50
0,001n + 0,002
2 H 6
C
20n + 50
0,001n + 0,002
2 H 4
C
5n + 10
0,0005n + 0,001
2 H 2
CO
25n + 500
0,02n + 0,40
CO 2
100n + 1500
0, 01n + 0,15
TCG
110n + 710
0,06n + 0,5
TCG = Total de gases combustíveis
n = Número de anos em serviço

4

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 CONCENTRAÇÃO DE GASES OBTIDOS DA
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
CONCENTRAÇÃO
DE GASES OBTIDOS
DA AM OSTRA
SUPERIOR
AOS VA LORES DE
REFERÊNCIA?
Diagrama de blocos das etapas
a serem seguidas conforme os
resultados das análises
cromatográficas dos gases do
óleo isolante GCOSCM-047
SIM
SIM
É A 1ª
ANÁLISE?
SIM
É
A 1ª
ARQUIVO
NÃO
ANÁLISE?
CALCULAR A
TAXA DE
CRESCIM ENTO
CALCULAR A
TAXA DE
CRESCIM ENTO
DETERM INAR
TIPO E GRAVIDADE
DO DEFEITO
M
ENOR
SIM
NÃO
OU
IGUAL
A
10?
EM ITIR LAUDO
PARA
PROVIDÊNCIAS
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Critérios Internacionais CENTRAL ELECTRICITY
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Critérios Internacionais
CENTRAL ELECTRICITY GENERATING
BOARD OF GREAT BRITAIN (CEGB)
Mitsubichi
Até 275kV
Gás
Dornenburg
Transformadores
Transformadores
500kV
£ 10MVA
>10MVA
elevadores
de transmissão
240
100
200
400
400
300
H 2
CH 4
160
120
50
200
150
100
C
115
65
15
150
150
50
2 H 6
C
190
30
60
300
200
100
2 H 4
C
11
35
15
Traços
Traços
Traços
2 H 2
CO 580
350
1000
300
300
200
CO 2
-
-
11000
-
-
-
TCG -
-
-
1000
700
400
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Diagnóstico de falha através das
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Diagnóstico de falha através das análises de gases dissolvido em óleo
mineral (NBR-7274/82)
Relação
Caso
Falha caracter ística
C
CH
C
Exemplos típicos
2 H 2
4
2 H 2
C
H
C
2 H 4
2
2 H 6
A
Sem falha
0
0
0
Envelhecimento normal
Descarga parciais de
0
Descargas nas bolhas de gás resultantes de impregnação
B
pequena densidade de
energia
mas não
1
0
imcompletas, de supersaturação ou de alta umidade
significativo
Descargas parciais de alta
Como acima, porém provocando arvorejamento ou
C
1
1
0
d ensidade d e energ ia
perfuração da isolação sólida
Centelhamento contínuo no óleo devido a más conexões de
Descarga d e en erg ia
D
1-2
0
1-2
diferentes potenciais flutuantes. Ruptura dielétrica do óleo
reduzida
entre mat er iais sólidos
Descargas de potência. Arco. Ruptura dielétrica do óleo entre
E
Descarga de alta energia
1
0
2
enrolamentos, entre espira e massa, corrente de interrupção
no seletor
Falha térmica de baixa
F
0
0
1
Aquecimento generalizado de condutor isolado
temperatura < 150ºC
Falha térmica de baixa
G
temperatura < 150ºC -
0
2
0
300ºC
Sobreaquecimento local do núcleo devido a concentrações de
fluxo. Pontos quentes de temperatura crescente, desde
Falha térmica de
pequenos pontos no núcleo, sobreaquecimento do cobre
H
temperatura média 300ºC -
0
2
1
700ºC
devido a correntes de Foucault, maus contatos (formação de
carbono por pirólise) até pontos quentes devido a correntes de
Falha térmica de alta
circulação entre núcleo de carcaça
I
0
2
2
temperatura > 700ºC

5

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 É difícil estabelecer os valores
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
É difícil estabelecer os valores limites para
considerar um óleo satisfatório ou não, pois se de um
lado admite-se a necessidade de prolongar a vida útil do
equipamento, por outro lado há de considerar o aspecto
econômico, vez que o tratamento do óleo envolve
operações às vezes bastante onerosas.
A atuação do relé Buchholz é bem conhecida de
todos que lidam com transformadores: os gases liberados
devido à falhas no equipamento acionam o relé, fazendo
soar um alarme (ou desligar o transformador) o que
consiste numa proteção do transformador.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Há muito se sabia que,
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Há muito se sabia que, pelo estudo da composição
da mistura gasosa acumulada no relé, se poderia
caracterizar o defeito causador de gases.
Faltavam contudo as técnicas necessárias para que
se pudessem obter os dados exigidos a uma boa
interpretação dos resultados.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 RELÉ DE GÁS TIPO BUCHHOLZ
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
RELÉ DE GÁS TIPO BUCHHOLZ
+A
-B
-C
+D
. .
. .
. .
. .
.
.
. .
.
.
.
.
.
.
.
.
5
6
7 8
ALARME
DESLIGAMENTO

6

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Embora o valor da informação
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Embora o valor da informação fornecida pela
análise dos gases coletados no relé Buchholz seja
indiscutível, esta informação é no entanto tardia, pois a
falha então já ocorreu.
Analisando-se os gases quando ainda dissolvidos
no óleo, isto é, antes que sua quantidade chegue ao ponto
de atuação do relé, se podem detectar as falhas ainda no
estado incipiente, portanto, em tempo de serem sanadas.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Além das falhas citadas até
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Além das falhas citadas até o momento, vale ainda
fazer menção à eletrólise da água existente no sistema,
isto é, sob forma livre e/ou impregnada na celulose,
gerando hidrogênio. Também pode ocorrer a liberação
de hidrogênio quando, sob tensão, a água contida no
óleo reagir com o ferro da carcaça formando o gás e
óxido de ferro.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ANÁLISE DOS GASES DISSOLVIDOS A
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ANÁLISE DOS GASES DISSOLVIDOS
A análise dos gases dissolvidos no óleo isolante
consta de quatro fases :
- Amostragem
- Extração dos gases dissolvidos
- Análise cromatográfica
- Diagnóstico
AMOSTRAGEM
Consiste na obtenção de uma amostra que seja
representativa do equipamento em estudo. A ABNT,
através da NBR-7070 estabelece os métodos de
amostragem e análise dos gases livres e dissolvidos em
óleo de transformadores.

7

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 EXTRAÇÃO DOS GASES DISSOLVIDOS Os
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
EXTRAÇÃO DOS GASES DISSOLVIDOS
Os gases contidos num volume determinado de
amostra são extraídos submetendo-se a mesma ao vácuo
sob determinadas condições. O volume obtido de gases é
então medido à pressão atmosférica e temperatura
determinada. Dessa mistura de gases são retiradas
alíquotas as quais se injetam nos cromatógrafos. O
número de injeções necessárias depende do sistema
analítico usado.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ANÁLISE CROMATOGRÁFICA Nos cromatógrafos ocorre
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ANÁLISE CROMATOGRÁFICA
Nos cromatógrafos ocorre a absorção seletiva de
cada um dos componentes da mistura gasosa, quando a
mesma é arrastada por um gás inerte através de uma
coluna cheia de adsorvente específico.
Os componentes que interagem mais fortemente
com o adsorvente da coluna, são aí retidos por mais
tempo, enquanto os de interação mais fracas passam em
primeiro lugar. Em linhas gerais, um cromatógrafo
consta de quatro partes principais:
INJETORES - a amostra de gás à analisar é diluída em
uma corrente de gás inerte.
COLUNAS - a separação dos componentes da mistura
é efetuada.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 DETETOR - cada componente ao
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
DETETOR - cada componente ao passar causa um
desequilíbrio proporcional à sua concentração.
REGISTRADOR - o sinal enviado pelo detetor aciona
o dispositivo que faz com que o cromatograma seja
registrado no papel. Há várias variáveis que necessitam
de controle preciso como sejam : temperatura dos
injetores, coluna e detetores, corrente dos detetores e
fluxo do gás de arraste. Utilizam-se vários tipos de
detetores bem como adsorventes nas colunas.
No
cromatograma se
tem registrados
os
picos
(respostas) relativos a cada um dos componentes da
mistura.

8

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Atualmente, já se dispõe de
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Atualmente, já se dispõe de integradores e
processadores que permitem a obtenção da resposta de
cada componente com maior rapidez e segurança do que
a fornecida pelo registro do cromatograma.
Os instrumentos são padronizados com um “gás
padrão”, que é uma mistura, em proporções conhecidas,
dos gases geralmente extraídos do óleo.
Os cromatogramas relativos à análise do “gás
padrão” e da amostra são comparados quer por via
manual, quer através de microprocessadores, e
determinadas assim as concentrações dos gases extraídos
do óleo objeto de estudo.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Além da concentração de cada
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Além da concentração de cada gás, calcula-se
também a concentração total dos gases dissolvidos e a
dos gases combustíveis.
Os gases combustíveis são :
- Hidrogênio
- Metano
- Monóxido de carbono
- Etilieno
- Etano
- Acetileno
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 DIAGNÓSTICO O que se pretende
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
DIAGNÓSTICO
O que se pretende com o diagnóstico é através da
interpretação da análise, determinar se há alguma
irregularidade com o equipamento e, caso haja, descobrir
sua origem e gravidade.
A interpretação dos resultados é a parte mais
controversa da análise de gases dissolvidos.
O ponto de partida é a diferente composição dos
produtos de decomposição dos isolantes líquidos e
sólidos associados aos diferentes tipos de falhas. O
cálculo de algumas razões entre concentrações de gases
específicos permite o acesso às diferenças entre
composição acima citadas.

9

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 As razões entre concentrações mais
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
As razões entre concentrações mais comumente
usadas são:
CH4
;
C2H6
;
C2H4
;
C2H2
e
CO2
H2
CH4
C2H6
C2H4
CO
Portanto, na elaboração do diagnóstico as três
etapas principais são:
- Comparação com resultados anteriores;
- Cálculo das razões entre concentrações;
- Cálculo dos percentuais de certos gases em relação aos
combustíveis.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO Vários critérios
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO
Vários critérios foram desenvolvidos, cada um
dos quais apresentando suas peculiaridades. Porém,
todos usando uma ou mais das etapas já citadas. Comum
a todos é a associação de certas faixas de valores a
números de código que por sua vez correspondem a
certo tipo de falhas.
Os critérios mais empregados e que usam razões
entre concentrações de gases são :
a) Critérios de Rogers;
b) Critérios IEC
c) Critérios da Sociedade de Pesquisa Elétrica
d) Critérios do Laborelec
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Outros critérios de diagnóstico e
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Outros critérios de diagnóstico e que não utilizam
as razões entre concentrações de gases são usados como
subsídio aos anteriores, bem como em casos não
classificáveis ou insuficientemente definidos nos
mesmos. São eles :
a) Critérios de Pugh - baseado em experiências realizadas
em laboratório, tendo o autor associado um certo gás
chave em maior proporção, a determinada falha.
b) Critérios de Duval - relacionando os teores dos gases
metano, etileno e acetileno ao total de combustíveis,
define quatro possibilidades de diagnósticos.

10

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 TABELA D.R. Pugh PERCENTUAL DE
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
TABELA D.R. Pugh
PERCENTUAL DE GASES COMBUSTÍVEIS
CONDIÇÕES NORMAIS E ANORMAIS
% DE
H 2
CO
CH 4
C 2 H 6
C 2 H 4
C
2 H 2
Transformador
13
58
16
7
6
0
Normal
Descarga
69
24
4
1
2
0
parcial
Óleo
6
5
37
11
40
1
superaquecido
Papel
12
77
6
1
5
0
Superaquecido
Óleo e papel
superaquecidos
13
22
32
6
22
5
Arco
32
7
17
1
13
30
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 A tabela abaixo relaciona os
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
A tabela abaixo relaciona os percentuais de gases
combustíveis com as falhas, enfatizando na parte
inferior o gás chave.
% DE GASES CHAVE - FALHAS
H 2
9
7
60
86
20
CH 4
21
2
5
13
0
CO
0
91
0
0
50
17
0
2
1
30
C 2 H 6
C 2 H 4
53
0
4
0
0
0
0
30
0
0
C 2 H 2
FA LHA
TÉ RM ICA
FA LHA
TÉ RM IC A
A RC O
CO RO NA
C OR ON A
C2H4
CO
C2H2
H 2
CO
CH4
C O2
H2
CH4
C2H 6
C2H6
H2
CH4
C2H6
H2
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 A participação do monóxido e
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
A participação do monóxido e dióxido de carbono
em todos os critérios para diagnóstico é sempre muito
discreta.
A razão CO 2 /CO é indicativa da participação dos
materiais isolantes celulósicos em eventos elétricos ou
térmicos bem como em processos de oxidação do óleo e
decomposição de alta energia.
A relação entre esta razão e a temperatura de
aquecimento que tem sido determinada em laboratório,
não pode ser usada no estudo dos transformadores visto
que o seu valor é afetado pelo teor de água do material
isolante e diferenças de projeto entre transformadores.

11

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 ENSAIOS DE FÁBRICA No tocante
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
ENSAIOS DE FÁBRICA
No tocante à equipamentos novos, a análise dos
gases dissolvidos tem-se expandido à aceitação de
unidades quando dos ensaios de fábrica. Via de regra, se
analisam os gases dissolvidos antes e após ensaios,
visando definir se os teores de gases dissolvidos no óleo
sofreram alterações, o que pode caracterizar falha de
projeto ou construção.
Em casos normais, a quantidade de gases gerados
no decorrer dos ensaios de fábrica é pequena,
consequentemente o ensaio analítico usado deve oferecer
boa precisão, e a interpretação dos resultados através da
aplicação dos critérios usados para equipamentos em uso
poderá envolver consideráveis dúvidas.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Para avaliação dos resultados da
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Para avaliação dos resultados da análise de gases
dissolvidos após teste de elevação de temperatura, foi
proposto um método pelo Grupo de Trabalho 06 -
Comitê de Estudos 12 - CIGRÉ e outro publicado sob
patrocínio da Doble Engineering Company,
desenvolvido a partir de dados estatísticos, ambos
baseados na taxa de aumento horário de certos gases,
isoladamente ou associados, fixando limites para o
aumento horário. Os gases considerados são :
- Hidrocarbonetos individualmente
- Hidrocarbonetos e hidrogênio
- Acetileno
- Monóxido de carbono
- Dióxido de carbono
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Os métodos estabelecem dois limites
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Os
métodos
estabelecem
dois
limites
para
a
produção
horária
de
cada
gás
ou
grupo
de
gases
considerados:
MÉTODO CIGRÉ
LIMITE 1
LIMITE 2
GASES
(ppm/h)
(ppm)
Hidrocarbonetos
CH 4 , C 2 H 6 , C 2 H 4
<1
<3
Hidrocarbonetos
<2
<5
+ Hidrogênio
Acetileno
0
0
Monóxido de carbono
<5
<25
Dióxido de carbono
<20
<100

12

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 MÉTODO DOBLE LIMITE 1 LIMITE
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
MÉTODO DOBLE
LIMITE 1
LIMITE 2
GASES
(ppm/h)
(ppm)
Hidrocarbonetos
0,2
1,0
Individualmente
Hidrogênio
2,0
10,0
Monóxido de carbono
2,0
10,0
Dióxido de carbono
10,0
50,0
Relação CO/CO2
<0,3
<0,3
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Em ambos os métodos, a
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Em ambos os métodos, a interpretação dos dois
limites é a seguinte:
Abaixo do limite 1 o teste é considerado positivo.
Se o limite 1 for superado, a duração do ensaio é
aumentada para confirmação dos dados estatísticos da
geração de gases. Somente em presença de uma
produção de gás excedendo o limite 2, se entende que o
resultado do ensaio é negativo, devendo-se localizar o
ponto vulnerável no transformador.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 CONCLUSÃO O conceito de um
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
CONCLUSÃO
O conceito de um nível “normal” de gases
combustíveis não é particularmente significativo a não
ser que seja relacionado a uma sistemática de análise.
É de se esperar que uma falha a qual origina a
produção de gases em ritmo constante, se manifeste pelo
aumento linear da concentração dos citados gases com o
tempo. Por isso, qualquer repentino aparecimento ou
acréscimo do nível de gases combustíveis, deve ser
olhado com especial atenção.
As informações mais precisas se obterão pela
realização de análises sucessivas de modo a se
estabelecer uma sistemática relacionando: tempo, a
severidade e a melhor maneira de corrigir a falha.

13

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Por outro lado, o conhecimento
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Por outro lado, o conhecimento da história da
unidade e do comportamento de outras do mesmo tipo é
importante no estabelecimento desta sistemática.
Podemos afirmar então que a análise dos gases
dissolvidos no óleo isolante é de grande valia
objetivando :
- Evitar paradas não planejadas, fornecendo aviso
antecipado do tipo de falha;
- Restringir o prejuízo causado pelo superaquecimento
devido à condições impróprias de operação ou falha de
projeto;
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 - Evitar alarmes falsos devido
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
- Evitar alarmes falsos devido a mau funcionamento do
relé de gás e tornar econômicos os reparos em condições
inadequadas;
- Não permitir a desativação de unidades cuja vida útil
ainda não tenha terminado;
- Assegurar que os equipamentos novos estejam livres
de defeito.
Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Os instrumentos disponíveis para orientação
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Os instrumentos disponíveis para orientação dos
engenheiros de manutenção são algumas tabelas de
valores referência (não confundir com valores de
especificação) para óleos em operação, publicadas pela
ABNT e de uso interno do setor elétrico.

14

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com

Curso de Manutenção e Operação de Subestações Julho / 2003 Eng. Marcus Peixoto E-mail :
Curso de Manutenção e Operação de Subestações
Julho / 2003
Eng. Marcus Peixoto
E-mail : mmf@secrel.com.br
Tel/Fax : (85) 494-5097 ou 9981-0286

15

PDF created with FinePrint pdfFactory trial version www.pdffactory.com