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CURSO ON-LINE - CURSO REGULAR DE AFO EM EXERCÍCIOS (ESAF, CESPE, FCC e FGV - mais de 300 questões apenas de 2009 e 2008) PROFESSOR: SÉRGIO MENDES

AULA DEMONSTRATIVA

PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

É com enorme satisfação que recebi o convite para integrar esta renomada equipe

de professores do Ponto dos Concursos! Estou muito motivado em transmitir

conhecimentos a alunos das mais diversas regiões deste país! Sei que muitas

vezes as aulas virtuais são as únicas formas de acesso ao ensino de excelência

que o aluno dispõe. Outros optam por este tão efetivo método de ensino porque

conhecem a capacidade do material elaborado pelo Ponto. Porém, mais

importante ainda que um professor motivado são estudantes motivados! O aluno

é sempre o centro do processo e é ele capaz de fazer diferença. A razão de ser da

existência do professor é o aluno.

Esta aula demonstrativa tem o intuito de apresentar ao estudante como será a

metodologia das nossas aulas e também o conhecimento do perfil do professor.

Já adianto que gosto de elaborar as aulas buscando sempre a aproximação com o

aluno, para que você que está lendo consiga imaginar que o professor está

próximo, falando com você.

Meu nome é Sérgio Mendes Júnior. Para que me conheçam melhor, minha

experiência em concursos começou quando eu tinha 17 anos. Fui 12° lugar no

concurso público nacional para ingresso na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Cursei, a seguir, a Academia Militar das Agulhas Negras, concluindo meu curso de Ciências Militares em 4° lugar, com ênfase em Intendência (Logística e Administração Militar). Lá tive meus primeiros contatos com administração pública, orçamento e execução financeira. Como Oficial do Exército, desempenhei, entrei outras diversas funções tipicamente militares, as funções de Pregoeiro e de Membro da Comissão Permanente de Licitações e

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Contratos, nas quais tive contato constante com a ponta da linha do gasto público, que é a Execução Financeira. Comecei a estudar em 2006 visando à Receita Federal, buscando um novo horizonte, e como o concurso não saía, procurei novas frentes. Surgiu o concurso para meu cargo atual, analisei o edital e as funções desempenhadas, quando vislumbrei que tal cargo era muito mais voltado para minhas preferências pessoais. Até então nem sabia que ele existia! Mesmo mudando o foco em cima

da hora obtive a 15° colocação ao final do certame.

Hoje estou realmente realizado como Analista de Planejamento e Orçamento

(APO) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Estou lotado na

Secretaria de Orçamento Federal (SOF), onde convivo diariamente com esse

assunto fascinante que é o Orçamento, chave da nossa matéria Administração

Financeira e Orçamentária (AFO). A carreira de APO é uma das mais

valorizadas atualmente no Executivo Federal, com ótima remuneração e

excelentes oportunidades de qualificação, como cursos de extensão, pós-

graduação e mestrado, todos patrocinados pela SOF, que investe em seus

servidores. Há diversas oportunidades de viagens pelo Brasil e à medida que

você cresce na carreira surgem as oportunidades de cursos e representações no

exterior. O prestígio também é muito grande, por exemplo, não começam uma

reunião sem a presença do “Orçamento”, apenas chamam a autoridade maior da

reunião se o “Orçamento” estiver presente. Aqui em Brasília temos nossa

importância sempre reconhecida.

A

até hoje a ter uma visão mais completa do emprego do dinheiro público, pois

agora estou do outro lado, o da alocação dos recursos. Assim, compreendo todas

as dificuldades e anseios daqueles que efetivamente “gastam”.

Tive a oportunidade de aprofundar os conhecimentos no curso de Planejamento e

Orçamento da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), com a carga de 518 horas. Minha turma foi privilegiada, pois tive aula com o “papa” do Orçamento Mundial Allen Schick, que prestava consultoria ao Brasil e foi

minha experiência anterior como Pregoeiro e em Licitações me ajudou e ajuda

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convidado pela ENAP. Procurei durante o curso também aprender o máximo com grandes mestres em Orçamento Publico, como Giacomoni, Pagnussat, Fabiano Core e de outras áreas, como a Administração Pública de Fernando Abrúcio e a economia de Leda Paulani. Tive aulas também com a cúpula da SOF

e da Secretaria de Planejamento e Investimentos estratégicos (SPI), quando pude ter uma visão mais gerencial do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal. Podem ter certeza que a abordagem de nossas aulas será bem diferente de um

curso como o da ENAP, pois o nosso foco é a aprovação no concurso, com

bastante objetividade. No entanto, para o professor, é muito importante essa

aquisição de conhecimentos mais sólidos, para propiciar ao estudante aulas com

informações de mais qualidade.

Quanto ao nosso curso, ele será de resolução de exercícios, abrangendo a matéria

de AFO do último edital para APO, que lá foi chamado de Planejamento

Governamental; e também trataremos das últimas novidades em Planejamento e

Orçamento cobradas nos últimos concursos. É o edital mais abrangente de

AFO, logo nosso curso o capacitará a resolver as mais diversas provas que

exigem nosso conteúdo, portanto será um Curso Regular de AFO em

Exercícios, com foco amplo, não somente para o curso de APO. Abordarei

questões de concursos anteriores, SERÃO MAIS DE 300 QUESTÕES

SOMENTE de 2009 e 2008 e APENAS DAS QUATRO PRINCIPAIS

BANCAS EXAMINADORAS do PAÍS, porque quero o aluno sempre

ATUALIZADO! Serão questões das tradicionais ESAF, CESPE, FCC e

também da FGV, que vem aparecendo em concursos importantes recentemente,

como o de Consultor de Orçamento do Senado. Sempre haverá ao final de cada aula uma lista das questões comentadas, caso o aluno opte por tentar resolvê-las antes de ler os comentários. Haverá ainda ao final das aulas um resumo, o que eu chamarei de “Memento do Concurseiro”. “Importei” o termo das atividades militares, pois lá o memento é um pequeno lembrete aos comandantes ou instrutores dos principais pontos de um determinado assunto, por exemplo, um tipo de manobra militar. Aqui terá função

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semelhante, o memento será um lembrete ao estudante dos principais pontos da aula. Reforço que nossa preparação será para colocar o aluno em condições de deslanchar em qualquer concurso que cobre Administração Financeira e Orçamentária. Além do concurso para APO, por exemplo, temos os atrativos

concursos para as diversas agências reguladoras, onde a remuneração aumentou substantivamente no ano passado. Nossa linguagem vai ser a mais simples, alcançando aqueles que ainda não têm

tanta afinidade com a matéria. Isso não quer dizer nivelar por baixo, porque

entrarei no máximo de profundidade do conteúdo. Começaremos um novo

assunto com questões mais didáticas e a partir daí seguiremos para as mais

difíceis, assim haverá diversificação, como ocorre numa prova. Para os alunos

que conhecem a matéria, será uma excelente oportunidade de revisão e também

de atualização, adquirindo novos conhecimentos, tenho certeza. Já aviso que não

terão moleza, veja que as questões são de concursos de alto nível, como de APO,

AFC, ACE, Auditor Substituto de Conselheiro, Consultor, Procurador, Promotor,

Agências Reguladoras, etc. Insisto! Repare como o assunto vem sendo cobrado

nos mais diversos concursos! Vale a pena se dedicar a AFO!

E é claro! A autorização do próximo concurso para APO está próxima! E outros

virão! Não vamos perder tempo!

Serão 10 aulas, desenvolvidas da seguinte forma:

Aula 0 - Princípios Orçamentários

Aula 1 - Instrumentos de Planejamento e Orçamento da Constituição:

Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA). Previsão constitucional da Lei Complementar não editada sobre instrumentos de planejamento e gestão financeira. Empresa Estatal Dependente.

Aula 2 - Ciclo Orçamentário: elaboração, discussão, aprovação, execução, avaliação e controle do Orçamento. Iniciativa, prazos, emendas, alterações e tramitação das leis orçamentárias. Banco Central do Brasil.

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Aula 3 - Planejamento Governamental: Integração planejamento e orçamento. Modelo de Gestão do PPA. Elaboração, gestão e avaliação anual do PPA do governo federal.

- Lei 10.180/01: Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal;

- Decreto n. 2829/98: Normas para a elaboração e execução do Plano Plurianual e dos Orçamentos da União;

- Lei 11.653/08: PPA 2008-2011;

- Decreto n. 6.601/2008 - Gestão do Plano Plurianual 2008-2011 e de

seus programas. (revogou o Decreto n. 5.233/04, previsto nos

últimos editais de vários concursos do ano passado, que estabeleceu

normas para a gestão do Plano Plurianual 2004-2007 e de seus

programas);

- Planos e programas nacionais, regionais e setoriais. Programa de

Aceleração do Crescimento (PAC).

Aula 4 – Orçamento Público: História, natureza jurídica e objetivos.

Intervenção do Estado na Economia na visão orçamentária: funções

clássicas do orçamento. Tipos de orçamento: programa, tradicional, base-

zero, de desempenho. Orçamento Participativo. Questões envolvendo

simultaneamente instrumentos de planejamento e ciclo orçamentário.

Aula 5 - Créditos Adicionais: suplementares, especiais e extraordinários.

Aula 6 – Receita Pública: conceitos e classificações da receita

orçamentária brasileira.

Aula 7 - Despesa Pública: conceitos e classificações da despesa

orçamentária brasileira. Regra de ouro.

Aula 8 - Despesas Públicas II: Despesas com pessoal, restos a pagar, despesas de exercícios anteriores. Despesa obrigatória de caráter continuado. Suprimento de Fundos.

Aula 9: - Estágios da Receita e da Despesa.

- Simulado: Questões criteriosamente selecionadas para que cada questão do simulado contenha vários assuntos de AFO ao mesmo tempo, forçando o estudante a ter conhecimento

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das diversas aulas. Por exemplo, não haverá uma questão tratando apenas do assunto princípios orçamentários; englobará também ciclo orçamentário, créditos adicionais ou qualquer outro conteúdo de AFO estudado nas aulas anteriores.

Aula 10 - Resolução do Simulado: Como as questões abordarão diversas aulas, possibilitará ao estudante uma ampla revisão da matéria e dos

principais tópicos.

O conteúdo das aulas não será rígido. Poderá haver alterações já que nosso curso

terá questões também de 2009 e caso haja uma mudança de tendência das

Bancas, o número de questões de um assunto poderá ser aumentado ou

diminuído. Assim como a divulgação de editais com mais ênfase em um

conteúdo que outro.

Alguns temas dos editais são vistos durante toda a matéria. Por exemplo,

constantemente há a previsão de exigir tópicos da Lei de Responsabilidade Fiscal

(LRF) relacionados ao Orçamento. Em todas as aulas falaremos da LRF, porque

ela interfere em todo o conteúdo. Em outro exemplo há a previsão de cobrança

do Manual Técnico de Orçamento (MTO). Vários pontos das aulas são baseados

no MTO, principalmente nas aulas relacionadas a Receitas e Despesas, pois ele

também interfere em todo nosso conteúdo. Enfim, em nosso curso inteiro

estaremos abordando a LRF, o MTO, a Constituição Federal, a Lei 4320/64, etc.

Estou ministrando este curso on-line porque realmente acredito em sua efetividade. Sou natural de Juiz de Fora – MG e estava morando e trabalhando lá. Embora seja uma cidade de porte médio (mais de 500 mil habitantes), os cursinhos preparatórios de lá, apesar de bons, praticamente só ofereciam cursos para Escolas Militares, Receita Federal, Polícia Federal e alguns tribunais. Se hoje sou Analista de Planejamento e Orçamento, devo muito aos cursos on-line.

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E quanto a você aluno? Quer mudar de vida? Quer ser reconhecido

profissionalmente? Está se sentindo subempregado? Quer respirar novos ares? Como motivação lei esta pequena crônica cujo autor desconheço:

A mamãe e seu filhote camelo estavam à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:

Mãe, mãe, posso lhe perguntar algumas coisas?

Claro! O que está incomodando o meu filhote? Por que os camelos têm corcova?

Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas

para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água!

Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?

Filho, certamente elas são assim para nos permitir caminhar no deserto. Sabe,

com essas pernas eu posso me movimentar pelo deserto melhor do que qualquer

um!

Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles

atrapalham minha visão.

Meu filho, esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os

olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo

vento do deserto!

Ahhh! – concordou o camelinho.

Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as

pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos

do deserto.

Isso mesmo, meu filho!

Então

o que estamos fazendo nesse tal de zoológico?

MORAL DA HISTÓRIA

Não adianta você ter tudo se não está no lugar certo.

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Venha comigo nesta empreitada! Busque seus objetivos!

“As ideias e estratégias são importantes, mas o verdadeiro desafio é a sua execução”. (Percy Barnevick)

E

vamos às nossas questões sobre PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS!

(ESAF – AFC/STN –2008) Constitui evidência do princípio da unidade

orçamentária:

a) um orçamento que contenha todas as receitas e todas as despesas.

b) um único orçamento é examinado, aprovado e homologado e ainda a

existência de um caixa único e uma única contabilidade.

c) a existência de um orçamento que abranja tanto a área fiscal como a área

previdenciária e o investimento das estatais.

d)

e)

1)

uma lei orçamentária anual que não contenha matéria estranha ao orçamento.

um orçamento que abranja os Três Poderes da União.

E

Princípios orçamentários são premissas, linhas norteadoras a serem observadas

na concepção e execução da lei orçamentária. Visam aumentar a consistência e

estabilidade do sistema orçamentário. Por isso são as bases nas quais se deve

orientar o processo orçamentário.

vamos começar pela base, pelo alicerce do nosso conteúdo.

É um assunto importante para a compreensão geral da matéria e também é muito cobrado em concurso! Você verá que nossa aula demonstrativa, com 30 questões, também foi elaborada apenas com questões de 2008 e início de 2009!

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Veremos que alguns princípios são explícitos, por estarem incorporados à legislação. Outros são implícitos, porque são citados apenas pela Doutrina, mas também são importantes para fins de concurso. Nossa questão aborda os três princípios explícitos mais cobrados da Lei 4320/64. Falaremos bastante dessa Lei ao longo do nosso curso, pois ainda é ela que estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito

Federal. Disse “ainda” porque existe previsão na Constituição Federal de 1988

(CF/88) da edição de uma nova Lei Complementar sobre o assunto, mas até hoje

ela não foi editada.

Princípio da Unidade:

Segundo este princípio, o orçamento deve ser uno, isto é, deve existir apenas um

orçamento, e não mais que um para cada ente da federação em cada exercício

financeiro. Objetiva eliminar a existência de orçamentos paralelos. Está

consagrado na Lei 4320/64:

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de

forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do

Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.

Princípio da Universalidade:

O orçamento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta. Está também na Lei 4320/64:

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.

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Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.

Os examinadores normalmente tentam confundir os dois princípios nas provas. Cuidado! Para ser compatível com os dois princípios, o orçamento uno deve conter todas as receitas e despesas do Estado.

Um hipotético orçamento uno que não contemplar todas as receitas e

despesas estará de acordo apenas com a Unidade.

estarão de acordo apenas com a Universalidade.

Se for mais de um orçamento contendo todas as receitas e despesas, eles

Princípio da Anualidade ou Periodicidade

O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um período de um ano,

consoante nossa Constituição:

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

I - o plano plurianual;

II - as diretrizes orçamentárias;

III - os orçamentos anuais.

É conhecido também como princípio da periodicidade, numa abordagem que o

orçamento deve ter vigência limitada a um exercício financeiro, já que, no Brasil,

ele coincide com o ano civil, segundo a Lei 4320:

Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.

Vários artigos da Constituição remetem à anualidade, como o § 1º do Art, 167:

“Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade”.

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Voltaremos a este artigo quando estudarmos o Plano Plurianual (PPA).

Princípio da Totalidade

Surgiu após uma remodelação pela doutrina do princípio da unidade, de forma que abrangesse as novas situações. Foi construído, então, para possibilitar a

coexistência de múltiplos orçamentos que, entretanto, devem sofrer consolidação.

Constituição trouxe um modelo que, em linhas gerais, segue o princípio da

A

totalidade, pois a composição do orçamento anual passou a ser a seguinte:

orçamento fiscal, orçamento da seguridade social e orçamento de investimentos

das estatais.

Princípio da Unidade de tesouraria (ou de caixa):

É

recolhidas em uma única conta. Está consagrado na Lei 4320/64:

o princípio que respalda a Conta única do Tesouro. Todas as receitas devem ser

Art. 56. O recolhimento de todas as receitas far-se-á em estrita observância ao

princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação para criação

de caixas especiais.

O

§ 3º - As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco

central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou

entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições

Artigo 164 da CF/88 determina o destino das disponibilidades:

financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

A Lei Complementar 101/04, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal

(LRF), é a lei que estabelece normas de finanças públicas voltadas para a gestão fiscal. Falaremos bastante dela ao longo deste curso. Ela traz a exceção ao princípio da unidade de caixa, pois em seu artigo 43 estabelece que as

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disponibilidades de caixa relativas à Previdência Social deverão ser separadas das demais disponibilidades do ente público:

§ 1 o As disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, geral e próprio dos servidores públicos, ainda que vinculadas a fundos específicos a que se referem os arts. 249 e 250 da Constituição, ficarão depositadas em conta separada das demais disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de

mercado, com observância dos limites e condições de proteção e prudência

financeira.

Para não deixar dúvidas, segundo a LRF, são entes da Federação: a União,

cada Estado, o Distrito Federal e cada Município.

Vamos relembrar o princípio da Unidade? Segundo este princípio, o orçamento

deve ser uno, isto é, deve existir apenas um orçamento, e não mais que um para

cada ente da federação em cada exercício financeiro.

Veja que o princípio da unidade de caixa difere do princípio da Unidade.

Voltemos às alternativas. Vamos atacar uma questão que gerou muita polêmica:

a)

Universalidade.

b)

texto da Câmara dos Deputados, que dizia exatamente: “São evidências do

cumprimento deste princípio, o fato de que apenas um único orçamento é

examinado, aprovado e homologado. Além disso, tem-se um caixa único e uma

única contabilidade”. Vimos que o primeiro período está correto, mas a existência de caixa único e de única contabilidade está relacionada ao princípio

Correta para ESAF, eu considero errada. A ESAF copiou literalmente de um

Errada. O fato de conter todas as receitas e despesas refere-se ao princípio da

da unidade de caixa! No entanto, considerando as alternativas, marcaria esta por eliminação.

c) Errada. Está relacionado ao princípio da Totalidade, pois trata da coexistência

de múltiplos orçamentos que, entretanto, devem sofrer consolidação. Caso o aluno se confundisse, poderia detectar outro erro, pois a composição correta é

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Orçamento Fiscal, Seguridade Social (não só Previdência, que é uma parte da Seguridade Social) e Investimento das Estatais.

d) Errada. Trata-se do princípio da exclusividade, que veremos nas próximas

questões.

e) Errada. Está errada porque está incompleta. Um orçamento que abranja os Três Poderes da União não garante a Unidade, pois temos, por exemplo, o Ministério Público, que integra o Orçamento e não faz parte de nenhum dos três poderes.

Resposta: B para ESAF e anulada para o professor (todas erradas)

Vamos resolver mais uma questão pelo princípio da unidade de caixa?

2)

pelo Banco do Brasil, tem por finalidade acolher as disponibilidades financeiras

da União movimentáveis pelas unidades gestoras da administração federal,

excluindo-se a contribuição previdenciária, que ingressa em conta específica

administrada pelo INSS.

(CESPE – ACE - TCU - 2008) A Conta Única do Tesouro Nacional, mantida

Olha que interessante, em nenhum momento a questão cita o princípio da

unidade de caixa, mas o conhecimento desse princípio é suficiente para resolver a

questão.

Vamos começar da exceção. Já vimos que ela está na LRF, que determina que

“as disponibilidades de caixa dos regimes de previdência social, geral e próprio

dos servidores públicos, ainda que vinculadas a fundos específicos a que se

referem os arts. 249 e 250 da Constituição, ficarão depositadas em conta

separada das demais disponibilidades de cada ente e aplicadas nas condições de

mercado, com observância dos limites e condições de proteção e prudência financeira.”

Agora, relembrando o Artigo 164 da CF/88 que determina o destino das disponibilidades:

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§ 3º - As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Veja que a questão está errada, a Conta Única do Tesouro não é mantida no Banco do Brasil e sim no Banco Central do Brasil. O Banco do Brasil S.A. (BB)

é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de economia

mista. Já o Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de

31.12.1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que

tem por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um

sistema financeiro sólido e eficiente. Mas vamos falar um pouco mais desse

tema, porque ainda causa dúvidas entre os estudantes. A Instrução Normativa

STN nº 4, de 31 de julho de 1998, regulamenta o assunto. Note:

Art. 1º A Conta Única do Tesouro Nacional, MANTIDA no Banco Central do

Brasil, tem por finalidade acolher as disponibilidades financeiras da União a

serem movimentadas pelas Unidades Gestoras - UG da Administração Federal,

Direta e Indireta e outras entidades integrantes do Sistema Integrado de

Administração Financeira do Governo Federal - SIAFI, na modalidade “on-

line”.

Art. 2º A OPERACIONALIZAÇÃO da Conta Única do Tesouro Nacional será

efetuada por intermédio do Banco do Brasil S/A, ou, excepcionalmente, por

outros agentes financeiros autorizados pelo Ministério da Fazenda.

Cuidado! Não confunda! O que nos interessa para complementar o estudo do princípio da Unidade de Caixa (ou tesouraria) é:

A Conta Única do Tesouro Nacional é mantida junto ao Banco Central do Brasil e sua operacionalização será efetuada por intermédio do Banco do Brasil, ou, excepcionalmente, por outros agentes financeiros autorizados pelo Ministério da Fazenda.

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Resposta: Errada

3) (FGV - Auditor Substituto de Conselheiro – TCM/RJ – 2008) O princípio do orçamento bruto tem como escopo impedir que se incluam na lei orçamentária, quanto a determinado serviço público, os saldos:

(A)

positivos.

(B)

negativos.

(C)

positivos contábeis.

(D)

negativos contábeis.

(E)

positivos ou negativos.

Princípio do Orçamento Bruto

Existem despesas que, ao serem realizadas, geram receitas ao Ente Público.

Por outro lado, existem receitas que, ao serem arrecadadas, geram despesas.

O princípio do orçamento bruto veda que as despesas ou receitas sejam incluídas

no orçamento nos seus montantes líquidos. Também está na Lei 4320/64:

Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus

totais, vedadas quaisquer deduções.

Atenção: cuidado para não confundir Orçamento Bruto com Universalidade.

Por exemplo, determinada carreira de planejamento e orçamento federal, que eu

não vou dizer qual (rs.), tem como subsídio inicial R$ 12.500,00. Subtraindo os

descontos de Imposto de Renda e Previdência, o líquido gira em torno de R$ 9.000,00. Na lei orçamentária, segundo o princípio do orçamento bruto, deverão constar todos esses itens, e não somente o saldo líquido negativo para a União de R$ 9.000,00.

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Não importa se o saldo liquido será positivo ou negativo, o princípio do orçamento bruto impede a inclusão apenas dos montantes líquidos e determina a inclusão de receitas e despesas pelos seus totais. Resposta: Letra E

4) (CESPE – Analista Judiciário – Apoio Especializado - TJDFT – 2008) O

princípio orçamentário da exclusividade implica que o TJDFT deve elaborar um

único orçamento a cada ano.

Princípio da Exclusividade:

Surgiu para evitar que Orçamento fosse utilizado para aprovação de matérias sem

nenhuma pertinência com o conteúdo orçamentário, em virtude da celeridade do

seu processo.

Determina que a lei orçamentária não poderá conter matéria estranha à previsão

das receitas e à fixação das despesas. Exceção se dá para as autorizações de

créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por antecipação de

receita orçamentária (ARO).

Possui previsão na nossa Constituição, no Art. 165:

§ 8º - A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da

receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para

abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda

que por antecipação de receita, nos termos da lei.

E também na Lei 4320/64; Art. 7° A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:

I - Abrir créditos suplementares até determinada importância obedecidas as disposições do artigo 43; II - Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.

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Em resumo, este princípio significa que:

Princípio da Exclusividade

Regra: Lei Orçamentária deve conter apenas previsão de receita e fixação de despesas.

No entanto, admitem-se autorizações para:

Créditos suplementares e apenas esse;

e operações de crédito, mesmo que por antecipação de receita.

Falaremos bastante de Antecipação de Receita Orçamentária (ARO). A ARO

é um tipo de operação de crédito que equivale a um adiantamento para cobrir

insuficiência de caixa.

O artigo 7º citado faz menção ao artigo 43, que trata do tema créditos adicionais.

Crédito suplementar é um tipo de crédito adicional. Veremos em aula específica

que os tipos de créditos adicionais são: suplementares, especiais e

extraordinários. Já a LRF define operação de crédito como “compromisso

financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de

título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores

provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e

outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros”.

Não se preocupe que estudaremos tudo em momento oportuno, passei algumas

informações para o aluno não se perder. Por hora, entenda que operação de

crédito se assemelha a um empréstimo que o ente contrai para aumentar suas

receitas e cobrir suas despesas. Agora, basta guardar que as exceções ao princípio da exclusividade são créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por ARO.

Voltando à questão, o princípio orçamentário que determina que deverá ser elaborado apenas um Orçamento é o da Unidade, e não da exclusividade.

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Resposta: Errada.

5) (CESPE – Analista Administrativo - ANTAQ – 2009) Prevista na lei orçamentária anual, a autorização para abertura de créditos suplementares é uma das exceções de cumprimento do princípio do orçamento bruto.

O princípio do Orçamento Bruto dispõe que todas as receitas e despesas

constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. A

autorização para abertura de créditos suplementares, prevista na Lei

Orçamentária anual, é uma das exceções de cumprimento do princípio da

exclusividade. A outra exceção é a autorização para operações de crédito, ainda

que por antecipação de receita orçamentária. Logo, a questão trocou

exclusividade por orçamento bruto. Resposta: Errada.

6) (FGV – Consultor Orçamentário do Senado – 2008) A lei 4320/64 consagra

princípios orçamentários que cuidam de aspectos substanciais a serem

observados na elaboração do orçamento. Em relação ao princípio da

especificação assinale a afirmativa correta.

(A) As receitas e despesas devem aparecer no orçamento de maneira

discriminada de tal forma que se possa saber, pormenorizadamente, a origem dos

recursos, bem como a sua aplicação.

(B)

despesas públicas, sem quaisquer deduções ou compensações entre devedores e

credores.

(C) A lei orçamentária anual deverá conter apenas matéria pertinente ao orçamento público, excluindo-se quaisquer dispositivos estranhos à previsão da

receita e à fixação das despesas, ressalvados os casos previstos na legislação.

(D) O orçamento compreende uma unidade que abrange as receitas e despesas de

todos os Poderes e Órgãos da Administração Pública pelos seus totais, observada

a discriminação quanto aos aspectos fiscais, sociais e previdenciários.

O orçamento deve ser elaborado de maneira a conter todas as receitas e

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(E) As receitas não poderão ter vinculação com quaisquer despesas, órgãos ou fundos, ressalvada a vinculação prevista para as despesas com educação, saúde e assistência social.

Princípio da Especificação (ou Discriminação):

Determina que as receitas e despesas devam ser discriminadas, demonstrando a

origem e a aplicação dos recursos. Tem o objetivo de facilitar a função de

acompanhamento e controle do gasto público, evitando as ações que chamamos

aqui na SOF de ações guarda-chuva, que é aquela ação genérica, mal

especificada, com demasiada flexibilidade.

O princípio veda as autorizações de despesas globais. A Lei 4320/64 cita que:

Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a

atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros,

transferências ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu

parágrafo único.

As exceções do artigo 20 se referem aos programas especiais de trabalho,

como os programas de proteção à testemunha, que se tivessem especificação

detalhada, perderiam sua finalidade. São também chamados de investimentos

em regime de execução especial.

O

orçamentário com finalidade imprecisa, exigindo a especificação da despesa. Esse artigo apresenta a outra exceção ao nosso princípio, que é a reserva de contingência (art. 5º, III da LRF).

§4º do art. 5º da LRF estabelece a vedação de consignação de crédito

A reserva de contingência tem por finalidade atender, além da abertura de

créditos adicionais, perdas que, embora sejam previsíveis, são episódicas,

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contingentes ou eventuais. Deve ser prevista em lei sua constituição, com vistas a enfrentar prováveis perdas decorrentes de situações emergenciais.

Atenção! As exceções dos programas especiais de trabalho e reserva de contingência são quanto à dotação global, pois não necessitam discriminação. Não confunda com dotação ilimitada, que é aquele sem valores definidos. Não são admitidas dotações ilimitadas, sem exceções.

Vamos a nossa questão?

O examinador que saber sobre o princípio da especificação, examinaremos as

alternativas.

A)

e despesas.

B)

devedores e credores.

C) Errada. Trata do princípio da exclusividade, que determina que a Lei

Orçamentária deverá tratar de questões atinentes ao tema, permitindo apenas as

exceções constitucionais.

D) Errada. Possui definição vaga, mistura princípio da Unidade e da

universalidade.

E)

Errada. Trata do princípio da não-vinculação de receitas, que veremos nas

Errada. Define o princípio do orçamento bruto, pois veda deduções entre

Correta. É exatamente o que o princípio determina: discriminação de receitas

próximas questões. Além disso, veremos que assistência social não se inclui entre

suas exceções.

Resposta: Letra A

7) (ESAF-AFC/STN-2008) A Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000,

no que se refere à consignação na lei orçamentária de créditos com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada:

a) autoriza, com restrições, vinculando-se a consignação à indicação de fontes

adicionais de recursos.

b) veda, explicitando proibição que não admite nenhuma exceção.

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c) proíbe, excetuando-se consignações acompanhadas de justificativa do chefe do Poder Executivo responsável pela execução orçamentária.

d) não recomenda, excetuando-se consignações instruídas com justificativa do

responsável pelo Poder proponente.

e) autoriza, conquanto que a consignação não alcance mais de um exercício

financeiro.

Conforme vimos, a LRF em seu artigo 5° proíbe créditos com finalidade

imprecisa ou dotação ilimitada, sem exceções:

§ 4 o É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa

ou com dotação ilimitada. Resposta: Letra B

8)

afirmativa correta.

(A)

A lei de orçamento consignará dotações globais destinadas a atender

indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros,

transferências ou quaisquer outras.

(B)

(FGV – Auditor substituto de conselheiro – TCM/RJ - 2008) Assinale a

O princípio da proibição do estorno está consagrado na Constituição de 88.

(C)

anualidade e anterioridade.

(D)

pagar.

(E)

pauta no princípio da exclusividade.

São princípios orçamentários: exclusividade, transparência, legalidade,

A liquidação de despesas consiste no pagamento ou na inscrição em restos a

A determinação de que os orçamentos sejam aprovados por lei formal se

Princípio da proibição do Estorno:

Olha a novidade! Tenho certeza que muita gente bem preparada nunca ouviu falar desse princípio. Ele não vinha sendo cobrado em provas e resolveu dar as

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caras novamente. Como já disse, quero o aluno atualizado, e não vamos arriscar passar batido por esse princípio constitucional.

O Princípio da Proibição do Estorno determina que o administrador público

não pode transpor, remanejar ou transferir recursos sem autorização. Quando houver insuficiência ou carência de recursos, deve o Poder Executivo recorrer à abertura de crédito adicional ou solicitar a transposição, remanejamento ou

transferência, o que deve ser feito com autorização do Poder Legislativo. Veja o

dispositivo constitucional:

Art. 167. São vedados:

VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma

categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia

autorização legislativa.

Essa solicitação é encaminhada pelos órgãos setoriais de orçamento para a

Secretaria de Orçamento Federal (SOF). É atribuição do APO analisar o pedido

transposição, remanejamento ou transferência de categoria de programação.

de

Veremos estes conceitos quando estudarmos os créditos adicionais.

Princípio da Transparência Orçamentária:

O

Objetiva evitar operações escusas em relação à renúncia de receitas. Renunciar a

uma receita é conceder benefícios que afetam a receita. Este princípio determina que quando houver renúncia deve o projeto da lei orçamentária ser acompanhado

de demonstrativo regionalizado de seu efeito. Está previsto no art. 165 da CF:

§ 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia.

orçamento deve conter instrumentos que assegurem sua transparência.

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A LRF também é enfática sobre a transparência:

Art. 48. São instrumentos de transparência da gestão fiscal, aos quais será dada ampla divulgação, inclusive em meios eletrônicos de acesso público: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal; e as versões simplificadas desses documentos.

Parágrafo único. A transparência será assegurada também mediante incentivo à

participação popular e realização de audiências públicas, durante os processos

de elaboração e de discussão dos planos, lei de diretrizes orçamentárias e

orçamentos.

Art. 49. As contas apresentadas pelo Chefe do Poder Executivo ficarão

disponíveis, durante todo o exercício, no respectivo Poder Legislativo e no órgão

técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos

cidadãos e instituições da sociedade.

E

agora podemos analisar as nossas alternativas:

a) Correta. Como vimos, o princípio da proibição do estorno tem previsão

constitucional.

b) Errada. Contraria o princípio da especificação. O item diz o oposto do Art

5º da Lei 4320/64: A Lei de Orçamento não consignará dotações globais

destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material,

serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras.

Errada: Anterioridade não é princípio orçamentário. Os outros estão

corretos, como o já estudado princípio da transparência. Veremos nas próximas questões como é cobrado que o candidato saiba que o princípio constitucional da anterioridade é princípio tributário e não orçamentário.

c)

d) Errada. O item se refere a uma aula futura, de estágios da despesa. Define de forma equivocada o que é liquidação. Só como aperitivo, os estágios da execução da despesa são: empenho, liquidação e pagamento. Empenho: é

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o ato emanado de autoridade competente que cria para o estado obrigação

de pagamento, pendente ou não de implemento de condição; liquidação: é

a verificação do implemento de condição, ou seja, verificação objetiva do cumprimento contratual; pagamento: é a emissão do cheque ou ordem

bancária em favor do credor. e) Errada: A determinação de que os orçamentos sejam aprovados por lei formal se pauta no princípio da legalidade. Exclusividade se refere à

proibição do Orçamento conter matéria estranha à previsão das receitas e à

fixação das despesas, exceto se tratar de crédito suplementar ou operações

de crédito, ainda que por antecipação de receita.

Resposta: Letra A

9) (FCC – Procurador - TCE/RR –2008) NÃO se trata de princípio constitucional

financeiro, mas de princípio constitucional tributário, o princípio da:

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

anterioridade.

universalidade.

unidade.

publicidade.

não-vinculação dos impostos

Princípio da Publicidade

O artigo 37 da Constituição cita os princípios gerais que devem ser seguidos pela

Administração Pública, que são Legalidade, Impessoalidade, Moralidade,

Publicidade e Eficiência.

Esse princípio também é orçamentário, pois é a garantia de acesso a qualquer interessado às informações necessárias ao exercício da fiscalização sobre a utilização dos recursos arrecadados dos contribuintes. É semelhante ao princípio da transparência, porém é mais genérico e mais amplo, sendo mais estudado pelo direito administrativo.

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Determina que é condição de eficácia do ato a divulgação em veículos oficiais de comunicação para conhecimento público.

Voltando a questão, ficou fácil não é? Mais uma vez se exige o conhecimento

que o princípio apenas tributário é o da anterioridade. Os outros quatro também são princípios orçamentários (e financeiros também, numa visão mais ampla). Veremos o princípio da não-vinculação de impostos mais à frente.

Resposta: Letra A

10) (FCC – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/AL – 2008) A doutrina não

considera princípio orçamentário o princípio da:

(A)

legalidade.

(B)

exclusividade.

(C)

unidade.

(D)

programação.

(E)

anterioridade.

Princípio da Legalidade Orçamentária

Todas as leis orçamentárias (PPA, LDO e LOA) são encaminhadas pelo Poder

Executivo para discussão e aprovação pelo Congresso Nacional.

O artigo 5º da Constituição determina em seu inciso II que “ninguém será

obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

O artigo 37 cita os princípios gerais que devem ser seguidos pela Administração

Pública, que são Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Para ser legal, a aprovação do orçamento deve observar o processo legislativo. O respaldo ao princípio da legalidade orçamentária também está na Constituição:

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OconteúdodestecursoédeusoexclusivodeNomedoAluno-CPFdoAluno,vedada,porquaisquermeiosea

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Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

Logo, legalidade também é princípio orçamentário.

Princípio da Programação:

orçamento deve expressar as realizações e objetivos da forma programada,

planejada. Esse princípio dispõe que o orçamento deve ter o conteúdo e a forma

O

de programação.

Logo em seu §1º do Art.1º, a LRF determina que a responsabilidade na gestão

fiscal pressupõe a ação planejada e transparente. No seu Art. 8º reforça o

princípio, pois determina que até trinta dias após a publicação dos orçamentos, o

Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de

execução mensal de desembolso.

O

princípio da programação vincula as normas orçamentárias à consecução e à

finalidade do Plano Plurianual e aos programas nacionais, regionais e setoriais de

desenvolvimento.

Vamos à questão.

Isso mesmo! Caiu de novo! A doutrina não considera o princípio da anterioridade

como orçamentário e sim tributário. Os outros quatros nós já vimos que são

orçamentários.

Resposta: Letra E

11) (CESPE - Analista Judiciário – Administrativo - STJ - 2008) O princípio do equilíbrio orçamentário é o parâmetro para a elaboração da LOA, o qual prescreve que os valores fixados para a realização das despesas deverão ser compatíveis com os valores previstos para a arrecadação das receitas. Contudo, durante a execução orçamentária, poderá haver frustração da arrecadação,

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tornando-se

necessário

limitar

as

despesas

para

adequá-las

aos

recursos

arrecadados.

Princípio do Equilíbrio Orçamentário:

Esse princípio visa assegurar que as despesas não serão superiores à previsão das receitas.

A

equilíbrio entre Receitas e Despesas:

Art. 4 o A lei de diretrizes orçamentárias atenderá o disposto no § 2

da Constituição e:

LRF determina que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) trate do

o do art. 165

I - disporá também sobre:

a) equilíbrio entre receitas e despesas.

O Art. 9º da LRF também trata do equilíbrio das finanças públicas. Determina

que “se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá

não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal

estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público

promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias

subseqüentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os

critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias”.

Pra quem está iniciando na matéria, vai achar esse artigo complicado, porém ele

será destrinchado em aulas futuras. É importante colocá-lo desde já para o aluno

perceber a importância que é dada ao equilíbrio das contas públicas.

A Constituição de 1988 é realista quanto à possibilidade de ocorrer déficit

orçamentário, caso em que as receitas sejam menores que as despesas. Mas contabilmente o orçamento sempre estará equilibrado, pois tal déficit aparece

nas operações de crédito que, por lei, também devem constar do orçamento.

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Deve-se ressaltar que há limites para essas operações de crédito. A regra de ouro, que também estudaremos nas próximas aulas, veda a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital. Por agora, o aluno deve entender que a regra de ouro objetiva evitar que a Administração Pública se endivide para cobrir despesas de custeio, que são aquelas do dia-a-dia do órgão. A Administração deve se endividar apenas para a realização de investimentos.

Uma breve observação: nesta aula demonstrativa, muitas vezes são apresentados

conceitos necessários para o entendimento dos princípios, em que eu afirmo que

serão desenvolvidos nas próximas aulas. Isso se deve ao fato que o conteúdo é

todo interligado e uma explicação mais aprofundada de tais conceitos agora

geraria uma aula em que perderíamos o nosso foco, que são os princípios

orçamentários. Sempre que aparecerem estes termos eu darei uma breve

explicação, que será suficiente para o aluno entender o princípio em estudo. Nas

próximas aulas aprofundaremos esses conceitos.

Voltemos à questão!

Na primeira parte, ela está perfeita quando afirma que o princípio do equilíbrio

orçamentário é o parâmetro para a elaboração da LOA, o qual prescreve que os

valores fixados para a realização das despesas deverão ser compatíveis com os

valores previstos para a arrecadação das receitas, exatamente como estudamos.

Na segunda parte, ressalta que durante a execução orçamentária, poderá haver

frustração da arrecadação, tornando-se necessário limitar as despesas para adequá-las aos recursos arrecadados.

A previsão da Receita Orçamentária ocorre no ano anterior à execução do

Orçamento, durante o processo de elaboração. É função dos APOs pertencentes

ao Departamento de Assuntos Fiscais da SOF, monitorar, durante a execução, se

essa arrecadação é maior que a previsão (excesso) ou menor (frustração). Caso

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ocorra frustração, ocorre o contingenciamento do orçamento, que é a limitação das despesas para adequá-las à receita arrecada. Resposta: Certa.

12) (ESAF – Analista Administrativo - ANA - 2009) Assinale a opção verdadeira a respeito do princípio orçamentário do equilíbrio. a) É o princípio pelo qual as despesas fixadas e as receitas estimadas são

executadas no exercício, cumprindo dessa forma a disposição da lei orçamentária

anual.

b)

correntes para cobrir as necessidades correntes e de capital.

c)

Constitui equilíbrio orçamentário a coincidência dos valores estimados com os

O princípio do equilíbrio orçamentário se verifica pela suficiência das receitas

realizados da receita pública e os valores fixados e realizados da despesa.

d)

capital dentro do exercício considerado.

e)

financeiro não poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mesmo

período.

É o princípio pelo qual o montante da despesa autorizada em cada exercício

É a visão pela qual o orçamento de investimento não ultrapassa as receitas de

Mais uma questão bem recente. Trata apenas do princípio do equilíbrio. O

examinador tenta confundir o candidato misturando diversos conceitos.

a)

Errada. Não é o princípio do equilíbrio que determinará o cumprimento da

lei orçamentária.

b)

Errada. O princípio compara receita com despesa, e não a estimativa da receita com sua realização nem a fixação da despesa com sua execução.

d) Errada. Há uma tentativa de confusão com a regra de ouro. O que não pode ocorrer é o valor das operações de crédito ser maior que a despesa de capital.

e) Correta. Trata do conceito contábil de equilíbrio. Interessante que esse princípio já teve previsão constitucional, pois o Artigo 66 da Constituição

c)

Errada. No equilíbrio se incluem também as receitas de capital.

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de 1967 dizia: “o montante da despesa autorizada em cada exercício financeiro não poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mesmo”. Atualmente ele não tem status constitucional, mas, como vimos, está em pleno vigor por estar amparado pela legislação infraconstitucional. Resposta: Letra E.

13) (ESAF - AFC/CGU - 2008) No Brasil, para que o controle orçamentário se

tornasse mais eficaz, ao longo dos anos, tornou-se necessário estabelecer alguns

princípios que orientassem a elaboração e a execução do orçamento. Assim,

foram estabelecidos os chamados “Princípios Orçamentários”, que visam

estabelecer regras para elaboração e controle do Orçamento. No tocante aos

Princípios Orçamentários, indique a opção correta.

a)

existir apenas um só orçamento para um exercício financeiro.

b)

O princípio da exclusividade veda a inclusão, na lei orçamentária anual, de

O orçamento deve ser uno, ou seja, no âmbito de cada esfera de Poder deve

autorização para aumento da alíquota de contribuição social, mesmo respeitando-

se o prazo de vigência previsto na Constituição.

A vinculação de receitas de taxas a fundos legalmente constituídos é

incompatível com o princípio da não-afetação, definido na Constituição Federal.

d)

especificar a margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter

continuado, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

e)

montante das receitas correntes será igual ao total das despesas correntes.

O princípio do equilíbrio é constitucionalmente fixado e garante que o

O princípio da especificação estabelece que a lei orçamentária anual deverá

c)

Nossa questão começa revisando a origem dos princípios orçamentários, que como estudamos, são estabelecidos para que a elaboração e execução do orçamento tenham uma direção. Esta questão aborda diversos princípios, mas já temos condições de resolvê-la.

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a) Errada. Este princípio prega que o orçamento deve ser uno, ou seja, deve

existir apenas uma lei orçamentária em um dado exercício, para cada ente

e não para cada esfera de poder.

b) Correta. O princípio da exclusividade afirma que a lei orçamentária anual

não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da

despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que

por antecipação de receita. A inclusão de autorização para aumento da

alíquota de contribuição social, mesmo respeitando-se o prazo de vigência

previsto na Constituição, não está entre as exceções.

c) Errada. Veremos mais a frente que o princípio da não-vinculação ou não-

afetação se refere a impostos.

d) Errada. O princípio da especificação determina a discriminação de receitas

e

que trata da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter

continuado.

despesas. O anexo de metas fiscais da Lei de Diretrizes orçamentárias é

e) Errada. O princípio do equilíbrio não trata apenas de receitas e despesas

correntes, o equilíbrio é entre o total de receitas e despesas.

Resposta: Letra B.

14) (CESPE – Especialista em Regulação - ANATEL – 2009) Só tem sentido

relacionar o princípio da não-vinculação aos impostos, pois as taxas e

contribuições são instituídos e destinados ao financiamento de serviços e ao

custeio de atribuições específicos sob a responsabilidade do Estado.

Princípio da não-afetação (ou não-vinculação) das receitas:

Esse princípio dispõe que nenhuma receita de impostos poderá ser reservada ou comprometida para atender a certos e determinados gastos. Está na Constituição Federal:

Art. 167. São vedados:

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IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades

da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º

deste artigo.

Pretende-se, com isso, evitar que as vinculações reduzam o grau de liberdade do

planejamento, porque receitas vinculadas a despesas tornam essas despesas

obrigatórias.

Nomedo

Exceções ao princípio da não-vinculação:

Repartição constitucional dos impostos;

Destinação de recursos para a Saúde;

AlunoNome

doAluno

Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;

Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;

CPFdo

Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita;

Garantia, contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta (Art. 167,

§4°, CF/88).

Importante: caso o recurso seja vinculado, ele deve atender ao objeto de sua

vinculação, mesmo que em outro exercício financeiro. Veja o Art. 8º da LRF:

Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.

Atenção! O princípio veda a vinculação de impostos e não de tributos. Os examinadores gostam deste trocadilho.

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A Constituição pode vincular outros impostos? Sim, por emenda constitucional

podem ser vinculados outros impostos, mas por lei complementar, ordinária ou

qualquer dispositivo infraconstitucional não pode. Apenas os impostos não podem ser vinculados por lei infraconstitucional.

Mais uma questão de 2009! Ela aborda corretamente o princípio da não

vinculação, que se refere aos impostos. As taxas e contribuições são para

serviços e atribuições específicos sob a responsabilidade do Estado.

Resposta: Correta

15) (FGV - Auditor Substituto de Conselheiro – TCM/RJ – 2008) A vinculação

de receitas de impostos a órgão, fundo, ou despesa é defesa, salvo quanto à

repartição do produto da arrecadação do seguinte tributo:

(A)

IPTU.

(B)

ISS.

(C)

IOF.

(D)

II.

(E)

CIDE.

A

Afirma que a vinculação de receitas de impostos é defesa, ou seja, é proibida,

com exceção de um tributo. Para resolução desta questão, bastaria saber que

IPTU, ISS, IOF e II são impostos, logo não podem ser vinculados, a não ser pela

Constituição. CIDE é Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, logo, por ser contribuição, não se enquadra na proibição de vinculação. Resposta: Letra E.

questão trata também do princípio da não - vinculação de impostos.

16) (FCC - Auditor Substituto de Conselheiro - TCE/SP - 2008) Sobre o princípio da não-vinculação ou não-afetação, a Constituição Federal dispõe:

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I. É vedada a vinculação de receita de imposto a órgão, fundo ou despesa, ressalvados os casos previstos em lei complementar. II. Haverá vinculação de receita de imposto para destinação de recursos para ações e serviços públicos de saúde, para o desenvolvimento do ensino e para a realização de atividades da administração tributária.

III. É vedada a vinculação de receita de impostos para prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita ou para prestação de garantia ou

contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. Está correto o que se afirma APENAS em

(A)

I.

(B)

I e II.

(C)

I e III.

(D)

II.

(E)

II e III.

Mais uma sobre o princípio da não-vinculação de receitas! Está vendo meu caro

estudante, como princípio cai em prova! Isso porque, como já disse, só tem

questões de concurso do início de 2009 e de 2008! Se pegássemos os anos

anteriores, daria para escrever um livro só de questões de princípios

orçamentários.

Então vamos fixar o conteúdo e garantir pontinhos preciosos na prova.

I) Errado. Realmente é vedada a vinculação de receita de imposto a órgão, fundo

ou despesa, porém ressalvados os casos previstos na Constituição e não em lei complementar.

II) Correto. Como vimos:

Exceções ao princípio da não-vinculação:

Repartição constitucional dos impostos;

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Destinação de recursos para a Saúde;

Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;

Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;

Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita;

Garantia, contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta (Art. 167, §4°, CF/88).

III) Errado. Não é vedada a vinculação para garantia, contragarantia e

pagamentos de débitos, pois estão entre as exceções constitucionais.

Logo, apenas o item II está correto. Resposta: Letra D

17) (FCC – Procurador da Prefeitura de Recife – 2008) A respeito do orçamento

público, a Constituição Federal consagra o princípio da não-vinculação de

receitas de impostos a órgãos, fundos ou despesas com várias ressalvas onde

admite-se vinculação de receita. Dentre tais ressalvas constitucionais cita-se a

(A)

exportação de produtos.

(B)

segurança pública.

(C)

segurança nacional.

(D)

realização de atividades da administração tributária.

destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino e para

destinação de recursos para realização de atividades relacionadas com a

destinação de recursos para as ações e serviços públicos relacionados com a

repartição do produto da arrecadação dos impostos sobre importação e sobre

(E) prestação de garantias às operações de crédito em geral, exceto por

antecipação de receita.

Mais uma! Tem sido o princípio orçamentário mais cobrado em prova! As letras A, B e C não têm nenhuma relação com as exceções, todas erradas.

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A letra E poderia gerar alguma dúvida. No entanto, citamos que justamente as

únicas operações de crédito que podem ser vinculadas são as por antecipação de receita orçamentária (ARO). Logo, alternativa errada.

A resposta correta é a letra D, pois destinação de recursos para manutenção e

desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária são ressalvas ao princípio da não-vinculação. Resposta: Letra D

18) (ESAF – Analista Administrativo - ANA – 2009) A Constituição Federal, ao

estabelecer que a lei orçamentária anual não conterá dispositivos estranho à

previsão da Receita e à fixação da despesa, consagra o seguinte princípio

orçamentário:

a) Unidade

b) Especificação

c) Exclusividade

d) Legalidade

e) Não-afetação das Receitas.

Repare que o assunto princípios orçamentários continua sendo cobrado com

freqüência, mais uma questão de 2009, saindo do forno.

Na nossa questão, o examinador solicita o princípio previsto na Constituição

Federal, o qual estabelece que a lei orçamentária anual não conterá dispositivos

estranhos à previsão da Receita e à fixação da despesa. Vimos que se trata do

princípio da exclusividade.

Resposta: Letra C

19) (FCC – Analista Judiciário – Administrativo - TRT 2° Região – 2008) Com relação aos princípios que devem nortear a elaboração do orçamento, analise:

I. A Constituição Federal brasileira adota explicitamente o princípio da exclusividade na elaboração da lei orçamentária anual, entretanto, ressalva os

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casos de autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. II. O artigo 5º da Lei no 4.320/64, ao estabelecer que a lei orçamentária não consigne dotações globais destinadas a atender indiferentemente a diversos tipos de despesas, entra em confronto com o princípio orçamentário da unidade.

III. O fato de a Constituição Federal brasileira estabelecer que os créditos

especiais e extraordinários possam ter vigência no exercício financeiro seguinte,

no caso de o ato da autorização for promulgado nos últimos quatro meses do

exercício corrente, demonstra que o princípio orçamentário da anualidade não é

adotado em nosso país.

IV.

O princípio orçamentário da afetação de receitas, previsto no art. 167 da

Constituição Federal brasileira, é adotado em nosso país sem qualquer tipo de

ressalva.

Está correto o que consta APENAS em

(A)

I.

(B)

I e II.

(C)

I e III.

(D)

II e III.

(E)

IV.

I) Correto. As exceções ao princípio da exclusividade são autorização para

abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, mesmo

que por antecipação de receita.

II) Errado. A não consignação de dotações globais para indiferentes despesas

não contraria nenhum princípio. A consignação de dotações globais para indiferentes despesas contraria o princípio da especificação. III) Errado. O examinador trata do Artigo 167 da CF/88:

§ 2º - Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos

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nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. Veremos com detalhes esse artigo no assunto créditos adicionais. Ressalto que ele não contraria o princípio da anualidade.

IV) Errado. O princípio da não-vinculação das receitas possui as ressalvas já

estudadas:

a) Repartição constitucional dos impostos;

b) Destinação de recursos para a Saúde;

c) Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;

d) Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;

e) Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita;

f) Garantia, contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta (Art.

167, §4°, CF/88). Logo, apenas o item I está correto.

Resposta: Letra A

20)

relação aos princípios orçamentários adotados no Brasil, é correto afirmar:

(A)

vez que não há exceções previstas na Constituição Federal.

(B)

autorização para abertura de créditos suplementares.

(C)

civil.

(D) O princípio da universalidade admite exceções no tocante à fixação das despesas. (E) O princípio orçamentário da unidade não está previsto na Lei no 4.320/64.

O princípio da anualidade não implica que o orçamento coincida com o ano

(FCC – Analista Judiciário – Administrativo - TRT 18° Região – 2008) Em

O princípio da não-afetação de receitas deve ser cumprido rigidamente, uma

O princípio da exclusividade não impede que a lei orçamentária possa conter

a) Errada. Já vimos que há exceções ao princípio da não-afetação de receitas.

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responsabilizaçãocivilecriminal.

qualquertítulo,asuareprodução,cópia,divulgaçãoedistribuição,sujeitando-seosinfratoresà

OconteúdodestecursoédeusoexclusivodeNomedoAluno-CPFdoAluno,vedada,porquaisquermeiosea

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CURSO ON-LINE - CURSO REGULAR DE AFO EM EXERCÍCIOS (ESAF, CESPE, FCC e FGV - mais de 300 questões apenas de 2009 e 2008) PROFESSOR: SÉRGIO MENDES

b) Correta. Autorização para abertura de créditos suplementares é uma das

exceções ao princípio da exclusividade. A outra é autorização para operações de crédito, ainda que por antecipação de receita orçamentária.

c) Errada. O princípio da anualidade ou periodicidade determina que o orçamento

coincida com o ano civil.

d) Errada. Não há exceções ao princípio da universalidade.

e) Errada. O princípio da unidade tem previsão na Lei 4320/64:

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de

forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do

Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade

Resposta: Letra B

21 (FGV – Auditor Substituto de Conselheiro – TCM/RJ - 2008) A respeito dos

Princípios de Direito Financeiro, assinale a afirmativa incorreta.

(A)

de 1988, significa que o orçamento, para ser mais eficaz, deverá ser elaborado em

um documento legal único.

Com base no princípio da legalidade, a Constituição de 1988 disciplina o

aspecto formal em que deve ser pautado o sistema orçamentário, reservando ao

Poder Executivo a competência privativa para encaminhar o projeto de lei

orçamentária anual.

A vedação quanto à transposição, ao remanejamento ou à transferência de

recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro,

sem prévia autorização legislativa, é considerado pela doutrina como princípio da

proibição de estorno.

(D) A Constituição de 1988 veda, com as devidas ressalvas, a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa.

(E) A afirmativa de que a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho

à previsão da receita e à fixação da despesa exterioriza o princípio da

exclusividade orçamentária.

(C)

(B)

O princípio da unidade orçamentária, expressamente previsto na Constituição

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qualquertítulo,asuareprodução,cópia,divulgaçãoedistribuição,sujeitando-seosinfratoresà

OconteúdodestecursoédeusoexclusivodeNomedoAluno-CPFdoAluno,vedada,porquaisquermeiosea

Aluno

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