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SET 2000 NBR 7505-4


Armazenagem de líquidos inflamáveis
e combustíveis
ABNT - Associação
Brasileira de
Parte 4: Proteção contra incêndio
Normas Técnicas
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Rio de Janeiro
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www.abnt.org.br NBR 7505-4 - Storage of flammable and combustible liquids - Part 4: Fire
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ABNT–Associação Brasileira de
Normas Técnicas Descriptors: Storage. Fuel storage. Flammable liquid. Combustible. Fire
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Impresso no Brasil
Todos os direitos reservados Esta parte da NBR 7505 substitui a NBR 7505:1995
Válida a partir de 31.10.2000
Incorpora Errata nº 1 de DEZ 2003
Palavras-chave: Petróleo. Armazenagem. Líquido 8 páginas
inflamável. Combustível. Segurança.
Proteção contra incêndio

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências nor mativas
3 Definições
4 Conceitos básic os
5 Cálculo da vazã o
6 Resfriamento
7 Rede de hidran tes
8 Sistema de esp uma
9 Bombas de águ a

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.
A NBR 7505, sob o título geral “Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis”, tem previsão de conter as
seguintes partes:
- Parte 1: Armazenagem em tanques estacionários;
- Parte 2: Armazenagem no interior de edificações;
- Parte 3: Armazenagem fracionada;
- Parte 4: Proteção contra incêndio.
1 Objetivo
Esta Parte da NBR 7505 fixa exigências mínimas e faz recomendações, baseadas em experiências práticas, para os pro-
jetos de sistemas fixos de combate a incêndio com água e com espuma, destinados a instalações de armazenagem de lí-
quidos inflamáveis e combustíveis, e se aplica a todas as demais partes desta Norma.
As Partes 1, 2 e 3 apresentam as prescrições para o uso dos sistemas fixos de combate a incêndio com água e/ou espuma.
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2 NBR 7505-4:2000

Esta norma não se aplica a:

a) armazenagem de líquidos reativos ou instáveis;


b armazenagem de álcool carburante em usinas;
c) instalações marítimas off-shore;
d) armazenagem de líquidos criogênicos e gases liquefeitos;

e) aspectos toxicológicos dos produtos;


f) instalações de armazenagem de líquidos combustíveis e inflamáveis que disponham de Normas Brasileiras espe-
cíficas, tais como postos de serviço e aeroportos;

g) armazenamento no interior de edificações;

h) tanque para consumo, inferior a 60 m³.


2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão,
recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições
mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.
NBR 7505-1:2000 - Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 1 - Armazenagem em tanques esta-
cionários
NBR 7974:1968 - Método de ensaio para a determinação de ponto de fulgor - Aparelho TAG - fechado - Método de
ensaio
ASTM D 323:1999a - Standard test method for vapor pressure of petroleum products (Reid Method)
BS 5306 - Fire-Extinguishing installation and equipment on premises
API 650 - Welded steel tanks for oil storage
NFPA 11 - Low expansive foam combined agent system
NPFA 16 - Deluge foam water sprinkler spray system
NPFA 20 - Standard for installation of centrifugal fire pumps
3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:


3.1 risco isolado: Tanque ou conjunto de tanques instalados em bacias de contenção não adjacentes, cujas distâncias de
segurança excedam aos requisitos das tabelas 1 ou 2 ou 3 da NBR 7505-1:2000.

3.2 maior risco: Risco isolado que requer a maior demanda de água para combate a incêndio.
3.3 parede externa: Estrutura externa do tanque horizontal.
3.4 produto: Líquido inflamável ou combustível.
3.5 líquidos inflamáveis: Líquidos que possuem ponto de fulgor inferior a 37,8oC e pressão de vapor menor ou igual a
275,6 kPa (2 068,6 mm Hg) , denominados classe I; são subdivididos em:

a) classe IA: líquidos com ponto de fulgor inferior a 22,8oC e ponto de ebulição inferior a 37,8oC;
b) classe IB: líquidos com ponto de fulgor inferior a 22,8oC e ponto de ebulição igual ou superior a 37,8oC;
b) classe IC: líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 22,8oC e inferior a 37,8oC.
NOTA 1 - A determinação do ponto de fulgor deve ser feita de acordo com a NBR 7974.

NOTA 2 - A determinação da pressão de vapor deve ser feita de acordo com a ASTM D 323.

3.6 líquidos combustíveis: Líquidos que possuem ponto de fulgor igual ou superior a 37,8oC; são subdivididos em:

a) classe II: líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 37,8oC e inferior a 60oC;
b) classe IIIA: líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 60oC e inferior a 93oC;

c) classe IIIB: líquidos com ponto de fulgor igual ou superior a 93oC.


NOTA 3 - A determinação do ponto de fulgor deve ser feita de acordo com a NBR 7974.

3.7 líquidos instáveis ou reativos: Líquidos que, no estado puro ou nas especificações comerciais, por efeito de variação
de temperatura e pressão, ou de choque mecânico, na estocagem ou no transporte, se tornem auto-reativos e, em conse-
qüência, se decomponham, polimerizem ou venham a explodir.
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3.8 sistema de espuma: Conjunto de equipamentos que, associados ao sistema de água de incêndio, são capazes de
produzir e aplicar espuma.

4 Conceitos básicos
O armazenamento em tanques subterrâneos não necessita de proteção contra incêndio por sistemas fixos.

O armazenamento em tanques de superfície ou aéreos com volume total igual ou inferior a 120 m³ não necessita de siste-
ma fixo de proteção.

Para o projeto dos sistemas de proteção contra incêndio consideram-se dois conceitos fundamentais:

a) dimensionamento pelo maior risco isolado;

b) não-simultaneidade de eventos, isto é, o dimensionamento deve ser feito baseando-se na ocorrência de apenas um
evento.

4.1 Tipo e qualidade de água


A água usada no sistema de combate a incêndio pode ser doce ou salgada, sem tratamento, desde que isenta de óleo ou
outras substâncias incompatíveis com a produção de espuma.

Sempre que for possível, a rede de hidrantes deve ficar pressurizada com água doce, a fim de evitar-se a rápida formação
de incrustações e corrosão. Quando não houver alternativa e a rede necessitar ficar permanentemente com água salgada,
toda a tubulação deve estar especificada para esta condição.

Quando a água contiver considerável quantidade de material sólido em suspensão que possa obstruir aspersores ou
outros equipamentos, devem ser previstos dispositivos para retenção de impurezas e limpeza das linhas sem interrupção
da operação.

4.2 Suprimento de água


O suprimento deve ser baseado em uma fonte inesgotável (mar, rio, etc.), o qual deve ser capaz de atender à demanda de
100% da vazão de projeto em qualquer época do ano ou condição climática. Na inviabilidade desta solução, deve ser
previsto um reservatório com capacidade para atender à demanda de 100% da vazão de projeto, durante o período de
tempo descrito na tabela 1.

Para o cálculo do volume do reservatório, deve ser considerada a capacidade de armazenagem do maior risco isolado.

Caso o abastecimento do reservatório seja simultâneo ao incêndio, o seu volume poderá ser reduzido proporcionalmente às
condições deste abastecimento, desde que o volume mínimo do reservatório atenda a demanda para 2 h. No caso de
reabastecimento por bombeamento, as bombas e respectivos acionadores devem atender aos mesmos requisitos das bom-
bas principais de combate a incêndio.

Tabela 1 - Capacidade de armazenagem

Capacidade de armazenagem Tempo


m³ h
≥ 40 000 6
Entre 10 000 e 40 000 4
≤ 10 000 2

5 Cálculo da vazão

O cálculo da vazão de água deve ser feito para cada situação abaixo, devendo ser adotado o maior valor de vazão que
corresponde ao maior risco (conforme definido em 3.2):

a) resfriamento de um tanque atmosférico vertical em chamas e dos tanques vizinhos (horizontais ou verticais);

b) aplicação de espuma a um tanque vertical atmosférico, acrescida da necessidade de aplicação de espuma para a
bacia, e resfriamento dos tanques vizinhos (horizontais ou verticais);

c) aplicação de espuma na bacia de tanques horizontais e resfriamento dos tanques da bacia vizinha (tanques horizon-
tais ou verticais).

6 Resfriamento

Para efeito de cálculo, são considerados vizinhos os tanques que atendam a um dos seguintes requisitos:

a) quando o tanque considerado em chamas for vertical e a distância entre seu costado e o costado (ou parede
externa) do tanque vizinho for menor que 1,5 vez o diâmetro do tanque em chamas ou 15 m, o que for menor;

b) quando o tanque considerado em chamas for horizontal e a distância entre o costado (ou parede externa) do tanque
vizinho e a base do dique do tanque considerado em chamas for menor que 7,5 m.
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6.1 Tanques verticais


Quando forem utilizados aspersores, estes devem ser distribuídos de forma a possibilitar uma lâmina de água contínua
sobre a superfície a ser resfriada, sendo permitido apenas sua instalação no costado, nos casos de tanques com solda de
baixa resistência entre costado e teto (conforme API 650).
NOTA 4 - Não é considerada proteção por aspersores a utilização de apenas um bico no centro do teto do tanque.

Para cálculo da vazão necessária ao resfriamento dos tanques verticais atmosféricos devem ser adotados os seguintes cri-
térios:
a) tanque em chamas: 4 L/min por m² da área do costado;
b) tanques vizinhos:
- utilizando aspersores: 2 L/min por m² da área determinada na tabela 2, ou
- utilizando canhões monitores ou linhas manuais: conforme a tabela 3.

Tabela 2 - Aspersores
1)
N Área a ser resfriada

1 área do costado

>1 Σ das áreas dos costados


1)
N = número de tanques verticais vizinhos.

Tabela 3 - Canhões monitores ou linhas manuais

N1) Dist. entre costados Taxa2) N1) Dist. entre costados Taxa3)
m m
≤8 8 ≤8 8

≤2 > 8 ≥ 12 5 >2 > 8 ≥ 12 5


> 12 3 > 12 3
1)
N = número de tanques verticais vizinhos.
2)
L/min por m² de ½ do Σ das áreas do teto e costado do tanque vizinho. Para tanque de teto flutuante não deverá ser
considerada a área do teto.
3)
L/min por m² de 1/3 do Σ das áreas do teto e costado do tanque vizinho. Para tanque de teto flutuante não deverá ser
considerada a área do teto.

6.2 Tanques horizontais


A vazão mínima necessária ao resfriamento dos tanques horizontais deve ser de 3 L/min por m² da área da sua projeção
horizontal.
Para efeito de cálculo, somente são resfriados tanques horizontais vizinhos quando:
a) o tanque em chamas for vertical;
b) não estiverem no interior da mesma bacia de contenção do tanque horizontal em chamas.
NOTA 5 - Neste caso, não deve ser considerada a aplicação de água na bacia do tanque em chamas, devido ao fato de que em um
incêndio em tanque horizontal pode ocorrer vazamento para a bacia de contenção.

7 Rede de hidrantes
7.1 Bloqueio
Devem existir válvulas de bloqueio localizadas de tal maneira que pelo menos dois lados de uma malha de rede de
hidrantes que envolva a área de armazenamento possa ficar em operação, no caso de rompimento ou bloqueio de um dos
outros dois. As válvulas devem ficar em condições de fácil acesso para sua operação, inspeção e manutenção.
7.2 Pressão
Quando fora de uso, a rede de hidrantes deve ser mantida permanentemente cheia e pressurizada. Nas condições de
vazão de projeto, definidas na seção 5, a pressão mínima nos hidrantes, inclusive no mais desfavorável, deve estar entre
520 kPa e 940 kPa (75 psig a 125 psig).

7.3 Interligação
A rede de hidrantes de uma instalação pode ser interligada à outra instalação, desde que as características do projeto
assim permitam e haja acordo entre as empresas envolvidas e aprovação da autoridade local.
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7.4 Hidrantes e canhões monitores


Devem ser previstos hidrantes em todos os locais onde haja risco de vazamento ou derrame de produto.

Devem ser instalados em locais de fácil acesso, mesmo que haja necessidade de estender uma derivação da rede prin-
cipal.

A quantidade mínima de hidrantes deve ser calculada em função da demanda de água de combate a incêndio. No caso de
utilização de anéis de resfriamento nos tanques, esta demanda pode ser abatida da vazão total para o dimensionamento
da quantidade de hidrantes. Cada tanque deve ser protegido por no mínimo dois hidrantes.

Em bacias com capacidade de armazenamento não superior a 35 000 m³, a distância máxima entre hidrantes deve ser de
60 m e devem ser localizados de tal forma que o comprimento de mangueira seja no máximo 60 m.

Em bacias com capacidade de armazenamento superior a 35 000 m³, a distância máxima entre hidrantes deve ser de
100 m e devem ser localizados de tal forma que o comprimento de mangueira seja no máximo 90 m.

Os hidrantes devem possuir no mínimo duas saídas com diâmetro nominal de 65 mm, dotadas de válvulas e de conexões
de engate rápido tipo “Storz”. A altura destas válvulas em relação ao piso deve estar compreendida entre 1 m e 1,5 m.

Os canhões monitores podem ser fixos ou portáteis para água ou espuma, ou ainda para ambos.

Os hidrantes e os canhões fixos, quando manualmente operados, devem ficar afastados no mínimo 15 m do local a ser
protegido.

Atendidas as necessidades de vazão e pressão da rede de hidrantes, os canhões monitores usados para resfriamento ou
extinção de incêndio em tanques verticais ou horizontais devem ser capazes de:

a) resfriar teto e costado, ou

b) atingir a superfície do líquido quando em chamas (no caso de aplicação de espuma).

8 Sistemas de espuma
Em todos os locais sujeitos a derrame ou vazamento de produto ou onde o produto possa estar exposto à atmosfera em
condições de operação (como por exemplo: separador de água e óleo), deve haver um sistema de lançamento de espuma.

8.1 Líquido gerador de espuma


A dosagem do líquido gerador de espuma (LGE) para hidrocarbonetos ou solventes polares deve ser a recomendada pelo
fabricante.

Havendo mais de um tipo de LGE, deve-se observar a compatibilidade dos mesmos (proteínico ou sintético) no seu arma-
zenamento.

O reservatório de LGE deve ser protegido contra a irradiação direta do sol.

Devido à característica de alguns LGE, os tanques, tubos, válvulas e conexões devem ter as partes em contato com este
produto fabricadas em material compatível.

Para efeito de cálculo, a referência “vazão de solução de espuma” não considera o ar na mistura, isto é, será apenas a da
água mais o LGE.

8.2 Tanques de teto fixo


o
Os tanques com produto armazenado à temperatura igual ou superior a 100 C não devem possuir sistema fixo de apli-
cação de espuma.

Todos os tanques atmosféricos de teto fixo que contenham produtos das classes I e II e que possuam diâmetro superior a
9 m ou a altura superior a 6 m devem possuir um sistema fixo de aplicação de espuma (câmara de espuma ou injeção
subsuperficial ou semi-subsuperficial) para proteção e combate a incêndio.

Os tanques destinados aos produtos que possam ser armazenados a temperaturas iguais ou superiores a seus pontos de
fulgor devem obedecer aos requisitos previstos para líquidos da classe I.

NOTA 6 - Os critérios para utilização de injeção subsuperficial ou semi-subsuperficial encontram-se na NFPA 11 ou BS-5306.

Nos seguintes casos não é necessário instalação dos sistemas fixos para os tanques de teto fixo:

a) o produto armazenado é da classe III;

b) possua sistema de inertização.

8.2.1 Número mínimo de câmaras de espuma


A quantidade mínima de câmaras por tanque que atenda a 8.2 deve ser conforme a tabela 4.

Para tanques com diâmetro superior a 60 m deve ser instalada uma câmara de espuma a cada 465 m² de superfície
adicional de líquido. Recomenda-se que, neste caso, a aplicação de espuma seja pelo processo subsuperficial.
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8.2.2 Taxa e tempo de aplicação de solução de espuma

A taxa de aplicação e os tempos de atuação do sistema fixo de combate a incêndio, utilizando câmaras de espuma, devem
atender os valores das tabelas 5 e 6.

Os tanques verticais de teto fixo, construídos conforme API 620 ou ainda outra similar, não devem possuir um sistema fixo
de espuma, tendo em vista que, por construção, não possuem solda de baixa resistência entre o teto e o costado.
NOTA 7 - Ocorrendo um incêndio no tanque, o tanque pode romper-se não necessariamente na solda entre o teto e o costado e, conse-
qüentemente, as câmaras de espuma não funcionarão.

Tabela 4 - Número mínimo de câmaras


de espuma por tanque

Diâm. tanque C. espuma


m
≤ 24 1

> 24 ≤ 36 2

> 36 ≤ 42 3

> 42 ≤ 48 4

> 48 ≤ 54 5

> 54 ≤ 60 6

Tabela 5 - Taxa de aplicação e tempo de espuma nos


tanques verticais

Tempo mínimo
Taxa mínima de min
aplicação
Tipo Hidrocarbonetos
L/min por m²
Classe I Classe II
Câmara de 4,1 55 30
espuma
Aplicadores 6,5 65 30
manuais de
espuma
NOTA - HC = hidrocarbonetos.

Tabela 6 - Taxa de aplicação e tempo de espuma nos


tanques verticais (solventes polares)

Taxa mínima de Tempo mínimo


Tipo aplicação min
L/min por m²
Câmaras de 6 55
espuma

8.3 Tanques de teto fixo com vedação flutuante interna (conforme API 650)

A proteção por espuma destes tanques deve atender aos seguintes critérios:

Tanques cuja vedação interna seja do tipo double deck, pontoon ou metallic sandwich-panel roofs devem ser protegidos
por sistema fixo de espuma com o aplicador instalado no costado, dimensionado no mínimo para proteger a coroa formada
pela área de selo, considerando a taxa de aplicação de 12,2 L/min por m², durante 20 min. No caso em que forem
utilizados aplicadores sobre o teto, deve ser consultada a NFPA 11.

Para os demais tipos de teto deve ser considerada a área total da superfície líquida, utilizando-se os mesmos critérios para
os tanques de teto fixo de mesmo diâmetro.
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8.4 Tanques de teto flutuante

Tanques construídos conforme API 650, com teto do tipo double deck ou pontoon não necessitam de sistema fixo de
espuma, devendo ser protegidos apenas por aplicadores manuais de espuma ou extintores portáteis de incêndio.

Para os demais deve ser considerada a área total da superfície líquida, utilizando-se os mesmos critérios para os tanques
de teto fixo de mesmo diâmetro.

8.5 Tanques horizontais

Os tanques horizontais devem ser protegidos por um sistema de espuma que abranja toda a bacia de contenção, devendo-
se utilizar um dos seguintes métodos de aplicação:

a) aspersores de espuma;

b) aplicadores manuais.

8.5.1 Aspersores de espuma

O projeto do sistema de proteção por aspersores de espuma deve atender a NFPA 16.

8.5.2 Aplicadores manuais

Os canhões monitores, quando utilizados para proteção da bacia de contenção, devem ser instalados externamente ao
dique.

Deve haver pelo menos dois aplicadores manuais para cada bacia a ser protegida, posicionados de tal forma que a
espuma seja lançada de duas direções distintas; a alimentação de LGE independente, sem simultaneidade de aplicação.

8.5.3 Taxa e tempo de aplicação de solução de espuma

A taxa e o tempo de aplicação manual da solução de espuma para a área da bacia em incêndio envolvendo
2
hidrocarbonetos deve ser 6,5 L/min por m , com o tempo de aplicação de 30 min para hidrocarbonetos classe I e 20 min
para hidrocarbonetos classe II; para solventes polares as taxas devem ser aquelas recomendadas pelos fabricantes do
líquido gerador de espuma (LGE).
NOTA 8 - Neste caso, não deve ser considerada a aplicação de água na bacia do tanque em chamas, pelo fato de que em um incêndio
em tanque horizontal ocorre vazamento para a bacia de contenção.

8.6 Plataformas de carregamento

As plataformas de carregamento devem ser protegidas por extintores portáteis e com espuma por um dos seguintes
métodos:

a) aplicadores manuais;

b) canhões monitores;

c) sistema fixo com aspersores.

8.6.1 Aspersores de espuma

O projeto do sistema de proteção por aspersores de espuma deve atender a NFPA 16.

8.6.2 Canhões monitores

Deve haver pelo menos dois canhões monitores posicionados de tal forma que a o lançamento seja de duas posições
distintas.

8.6.3 Taxa e tempo de aplicação

A taxa e o tempo de aplicação de solução de espuma para a proteção da área deve ser conforme as tabelas 7, 8 e 9.

A área a ser considerada para o cálculo do volume de espuma deve ser aquela que abrange toda a região onde ocorre a
operação de carga e descarga de caminhões ou vagões tanques, isto é, braços de carregamento, medidores e todos os
equipamentos associados com a operação de carga e descarga de inflamáveis.

8.6.4 Áreas a serem protegidas por canhões monitores ou aspersores

A área a ser considerada deve levar em conta o trasbordamento decorrente das operações de carga e descarga. O
propósito é que o dimensionamento deve considerar a proteção das áreas da ilha de carregamento em torno do caminhão
ou vagão-tanque. Havendo canalete para captação de derrame de produto na área de carregamento e descarga,
considerar a área circunscrita ao canalete como referência para o direcionamento da proteção.

8.7 Proteção da bacia de contenção dos tanques

Deve ser previsto o uso de espuma através de aplicadores manuais para extinção de focos de incêndio no interior da
bacia. O número destes aplicadores, considerando a vazão de no mínimo 200 L/min para cada um, é obtido por meio da
tabela 8 e o tempo de aplicação na tabela 9.
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8.8 Proteção de outras áreas


Nos locais onde haja possibilidade de derrames de produtos, como pátio de bombas, conjunto de válvulas, locais de carga
e descarga e sistemas de coleta e separação de água-óleo, devem ser previstos sistemas móveis de espuma.

A vazão de espuma deve ser calculada para a área onde possa ocorrer o derrame de produto, considerando a taxa de
6,5 L/min por m², não podendo ser inferior a 200 L/min; deve ser garantida a possibilidade de lançamento por duas direções
distintas e alimentação independentemente, cada uma com esta vazão, sem simultaneidade de aplicação. O tempo de
aplicação deve ser de 15 min.

9 Bombas de água
O dimensionamento das bombas de incêndio deve atender integralmente a NFPA 20.

No caso em que o sistema principal seja constituído de mais de uma bomba principal, preferencialmente, a vazão de pro-
jeto deve ser distribuída igualmente entre as bombas principais.

Qualquer que seja a quantidade de bombas de um sistema, deve haver pelo menos uma bomba reserva, capaz de subs-
tituir qualquer uma das consideradas efetivas.

NOTA 9 - A bomba de pressurização do sistema (bomba jóquei) não é considerada principal.

Tabela 7 - Taxas de aplicação de espuma e tempos para plataformas de carregamento

Taxa mínima de Tempo mínimo de


aplicação aplicação
Tipo de espuma Produto armazenado
2
L/min por m min
Proteínica,
6.5 15 Hidrocarbonetos
fluoroproteínica
AFFF, FFFP, &
para solventes 1)
polares AFFF ou 4.1 15 Hidrocarbonetos
FFFP
Espumas para Consultar os Líquidos inflamáveis e
solventes polares fabricantes de 15 combustíveis que requeiram
espuma espuma para solventes polares
1)
Se a área a ser protegida puder formar uma camada de combustível superior a 2,5 cm, a taxa de aplicação
deve subir para 6,5 L/min por m².

Tabela 8 - Número mínimo de aplicadores manuais

Diâm. maior tanque D No min, aplic. manuais


m

D ≤ 20 1

20 < D ≤ 36 2

D > 36 3

Tabela 9 - Tempo de aplicação

Diâm. maior tanque (D) Tempo


m min

D ≤ 10,5 10

10,5 < D ≤ 28,5 20


D > 28,5 30

____________