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NORMATÉCNICA

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AGO 1994 NBR 13194

AGO 1994

NBR 13194

Reservatório de fibrocimento para água potável - Estocagem, montagem e manutenção

Procedimento

Origem: Projeto 02:009.36-003/1993 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02.009.36 - Comissão de Estudo de Reservatórios de Fibrocimento para Água NBR 13194 - Fiber cement reservoir used for storing potable water - Storing, building and care - Procedure Descriptors: Water reservoir. Potable water Válida a partir de 30.09.1994

Palavras-chave: Reservatório para água. Água potável

3 páginas

1 Objetivo

Esta Norma fixa as condições exigíveis para estocagem, montagem e manutenção de reservatórios de fibroci- mento para água, especificados na NBR 5649.

2 Documento complementar

Na aplicação desta Norma é necessário consultar:

NBR 5626 - Instalações prediais de água fria - Pro- cedimento

NBR 5649 - Reservatório de fibrocimento para água potável - Especificação

Portaria nº 01 - Secretaria Nacional do Trabalho - 28/05/91 - Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador - Limites de Tolerância para Poeiras Minerais - Instruções de Uso do Fibrocimento

Portaria nº 36 - Ministério da Saúde - 19/01/90 - Normas e Padrão de Potabilidade da água desti- nada ao Consumo Humano.

3 Definições

Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.10.

3.1 Água potável

Água que atende ao conjunto de valores máximos per-

missíveis das características de qualidade da água destinada ao consumo humano, considerando-se o de- terminado na Portaria nº 36 do Ministério da Saúde.

3.2 Reservatório de fibrocimento para água potável

Recipiente fabricado em fibrocimento e utilizado como reservatório de água potável. Comumente conhecido co- mo caixa d’água.

3.3 Tampa do reservatório

Peça destinada a evitar a entrada de elementos estra- nhos no reservatório.

3.4 Fiada

Conjunto de um ou mais reservatórios estocados um ao lado do outro, na mesma direção.

3.5 Pilha

Conjunto de uma ou mais fiadas sobrepostas.

3.6 Entrada de água

Tubulação destinada a alimentar o reservatório.

3.7 Torneira de bóia

Válvula com bóia destinada a interromper a entrada de água no reservatório, quando se atinge o nível operacio- nal máximo previsto.

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3.8 Extravasor

Tubulação destinada a escoar o eventual excesso de água no reservatório.

3.9 Tubulação de limpeza

Tubulação destinada ao esvaziamento do reservatório para permitir a manutenção e limpeza deste.

3.10 Saída de água

Tubulação destinada ao abastecimento da rede predial de distribuição.

4 Condições gerais

4.1 Os reservatórios de fibrocimento para água devem

ser instalados segundo projetos que atendam às exi- gências da NBR 5626.

4.2 Os reservatórios devem ser posicionados na obra

segundo orientação dos projetos arquitetônico e estru-

tural, para evitar que o peso total com água comprometa

a estrutura de apoio.

4.3 Antes da instalação, os reservatórios devem ser mo-

lhados, interna e externamente, para a certificação da não existência de rachaduras ou trincas. Depois de abastecidos, os reservatórios não devem apresentar vazamentos, sendo tolerado o aparecimento de man- chas de umidade.

4.4 Para a armazenagem de água com pH inferior a 6, ou

com outras características que não atendam aos pa- drões de potabilidade estabelecidos na legislação em vigor, devem ser seguidas as orientações específicas do fabricante.

4.5 Na estocagem dos reservatórios deve-se observar

o prescrito em 4.5.1 a 4.5.9.

4.5.1 Os reservatórios devem ser estocados em terreno

plano, firme e isento de objetos que possam danificá-los.

4.5.2 Podem ser armazenados formando pilhas de uma

ou mais fiadas.

4.5.3 A primeira fiada da pilha deve sempre ser apoiada

sobre dois sarrafos ou tábuas. Para os reservatórios não encaixáveis, as demais fiadas devem possuir também dois sarrafos ou tábuas entre si. Para os modelos en- caixáveis, seguir o disposto em 4.5.5.

4.5.4 As fiadas na pilha, quando sobrepostas, devem ser

alinhadas para evitar tombamento.

4.5.5 Para os reservatórios encaixáveis armazenados em posição lateral, deve ser colocado um calço sob o primeiro reservatório da fiada, próximo ao fundo deste, apoiando a parte inferior da parede lateral, proporcionan- do desta forma o seu alinhamento horizontal.

4.5.6 No caso de haver mais de uma fiada, devem-se pre-

ver calços entre elas na mesma disposição de 4.5.5.

4.5.7 Os corredores entre as pilhas, e entre pilhas e pa-

redes, devem ter no mínimo 60 cm, para facilitar o ma- nuseio dos reservatórios.

4.5.8 As tampas dos reservatórios devem ser estocadas

em terreno plano, firme, apoiadas sobre dois sarrafos ou

tábuas, limitando-se ao máximo de 50 unidades so- brepostas na estocagem horizontal e 70 unidades sobre- postas em posição inclinada.

4.5.9 Devem ser observadas as orientações específicas

do fabricante com relação ao fato de que:

a) o número máximo de fiadas por pilha pode variar de acordo com as dimensões do reservatório;

b) os reservatórios de menores dimensões podem ser armazenados dentro dos maiores, na primei- ra fiada da pilha, sendo esta, a mais rente ao chão;

c) os reservatórios podem ser armazenados em po- sição lateral, formando pilhas com fiadas contí- nuas ou em formato de pirâmide;

d) os reservatórios não devem ser armazenados de boca para cima;

e) os reservatórios armazenados sobre paletes, pa- ra movimentação por empilhadeira, devem ter a sua altura máxima de pilha limitada.

4.6 No manuseio dos reservatórios deve-se observar o

prescrito em 4.6.1 e 4.6.2.

4.6.1 A não ser através de equipamentos apropriados, os

reservatórios devem ser manuseados individualmente e não sofrer impactos.

4.6.2 Quando se usarem cordas para elevação, os reser-

vatórios devem ser amarrados envolvendo-se sua su- perfície lateral, tomando-se cuidado para manter o equi- líbrio e não gerar esforços excessivos nas bordas. Os

ensaios de equilíbrio devem ser executados antes do içamento.

4.7 Quando for necessário entrar no reservatório, não pi-

sar diretamente no fundo e sim sobre tábuas ou estrado.

4.8 Para a preservação das características da água, de-

vem ser observados os seguintes procedimentos:

a) lavar totalmente os reservatórios antes de abas- tecê-los para uso, utilizando para isto apenas água e pano ou escova com cerdas não-metálicas. Não utilizar produtos químicos, como detergen- tes, sabão, etc.;

b) manter os reservatórios sempre bem cobertos com a tampa, evitando-se a entrada de corpos estranhos no seu interior;

c) realizar limpezas periódicas dos reservatórios, de acordo com as condições de uso e qualidade da água, pelo menos uma vez ao ano, conforme segue:

- fechar registro de entrada de água ou amarrar a bóia do reservatório e esvaziá-lo pela tubulação de limpeza;

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- quando estiver vazio, tampar a saída de água e a tubulação de limpeza; esfregar as paredes e o fundo conforme disposto em 4.8-a); retirar os resíduos com pano, pá ou balde;

- encher novamente o reservatório e adicionar 1 L de água sanitária para cada 1000 L de água. Es- ta água não deve ser utilizada por 2 h.

- esvaziar o reservatório pela saída de água, abrindo descargas e torneiras, a fim de propor- cionar a ação de desinfecção também na rede hidráulica. Após esta etapa, colocar a tampa e liberar a entrada de água para consumo nor- mal.

5 Condições específicas

5.1 Montagem

5.1.1 Os reservatórios devem ser assentados sobre su-

perfície plana e nivelada, sobre laje ou duas vigas de 6 cm

de largura mínima, paralelas e eqüidistantes das extre- midades do fundo.

5.1.2 As perfurações nos reservatórios, necessárias às

instalações hidráulicas, devem ser executadas com fer-

ramentas adequadas e de acordo com as “Instruções de Uso do Fibrocimento”, fornecidas pelo fabricante, con- forme o especificado na Portaria nº 01 da Secretaria Nacional do Trabalho, Departamento de Segurança e Saúde do Trabalhador.

5.1.2.1 Os furos devem ser feitos nas regiões planas dos

reservatórios ou nos locais predeterminados, tais como rebaixos, selos de rompimento ou outros.

5.1.2.2 No caso de perfuração de grande diâmetro, deve-

se abrir uma série de pequenos furos em uma circun- ferência pré-traçada. Após a retirada da parte central, deve-se dar o acabamento com grosa.

5.1.2.3 Deve-se tomar o máximo cuidado na ocasião em

que se completar o furo, pois o esforço excessivo, neste momento, pode lascar internamente a parede do reser- vatório e dificultar a estanqueidade das ligações hidráu-

licas.

5.1.3 A conexão da tubulação ao reservatório deve ser fei-

ta através de adaptador longo com flange, provido de guarnição de borracha ou massa de vedação, para per- mitir a perfeita vedação da ligação. Deve ser evitado o aperto excessivo do flange.

5.1.4 Além das tubulações de entrada e saída, as liga-

ções hidráulicas no reservatório devem conter, obriga- toriamente, o extravasor e a tubulação de limpeza.

5.1.4.1 As ligações de entrada de água e do extravasor

devem ser feitas na parte superior da lateral do reserva-

tório. Na ligação de entrada, deve ser acoplada uma tor- neira de bóia.

5.1.4.2 A ligação de saída para rede predial de distribuição

deve situar-se, de preferência, na parte inferior da lateral

do reservatório. Quando localizada no fundo, a boca da tubulação deve ficar em nível 30 mm acima da região mais profunda existente no interior do reservatório.

5.1.4.3 A tubulação de limpeza deve ser instalada tam-

bém, preferencialmente, na parte inferior da lateral do

resevatório, posicionada o mais próximo possível da re- gião mais profunda existente no interior, ou no fundo deste.

5.1.5 As ligações devem ser feitas, evitando-se que as tu-

bulações exerçam esforços nas paredes dos reserva- tórios.

5.1.6 Na ligação entre dois ou mais reservatórios em pa-

ralelo, deve-se prever o uso de tubulações flexíveis, tais

como mangueira de borracha ou similar.

5.1.7 Em reservatórios expostos a intempéries, as tam- pas devem ser fixadas para evitar o arrancamento destes pela ação do vento ou de qualquer outro agente que pos- sa prejudicar a estanqueidade dos reservatórios. Esta fixação deve ser feita através de acessório específico e em posição adequada.

5.1.8 Quando houver a necessidade de vedação total en-

tre a tampa e o reservatório, deve ser colocada ao longo

do topo da borda uma espuma de PVC, ou similar, para, posteriormente, executar a fixação da tampa.