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Bernardi Roig El Coleccionista de obsesiones

Comissariado José Jiménez | 25 janeiro a 20 maio 2013 Fundación Lazaro Galdiano, C/ Serrano, 122 – Madrid

Fundación Lazaro Galdiano, C/ Serrano, 122 – Madrid (el cadáver) , 2009 Prácticas para ocultar un

(el cadáver), 2009

Prácticas para ocultar un cuerpo

Na cêntrica Calle Serrano, no Bairro de Salamanca em Madrid, situa se a Fundação/Museu, Lazaro Galdiano, doação ao Estado Espanhol do Coleccionador após sua morte. 1 A Coleção foi apresentada ao público em 1951. Em 2004, tendo sido renovado o espaço, o Museu (originariamente privado) foi aberto ao público. O Palacete “Parque Florido”, datando de inícios do séc.XX, onde residiram o editor José Lazaro Galdiano (1862/1947) e sua mulher, Paula Florido y Toledo (1856/1932), foi adaptado – pelo arquiteto Fernando Chueca Goitia, para albergar a Coleção constituída por cerca de 13.000 obras – incluindo pintura (séc. XV a XIX), escultura e objetos de artes decorativas. Curiosamente, Lazaro Galdiano não adquiriu obras de artistas seus contemporâneos. Entre as inúmeras e virtuosas obras da Coleção a minha atenção incidiu sobre S. João Baptista em meditação de Jeronimus Bosch. Essa figura representando o Santo foi um elo de conexão, para mim, ao longo do percurso realizado, entrecortado pelo hieratismo das esculturas de Bernardí Roig (Palma de Mallorca, 1965). Mas, inicie se esta espécie de Conversation Piece: à entrada das salas do piso térreo depara nos com profusão de peças requintadamente colocadas, constatação que se repetirá nos 3 pisos que seguem, acentuando a requintada decoração de interior que nos transporta, quase de imediato em subconsciência, até a um palazzo italiano… Num clima de suspensão, onde a iluminação cuidada se infiltra no tempo, lembra se a sobreposicionalidade de que falou Sto. Agostinho (Confissões ) na sua argumentação acerca de passado, presente e futuro, em concomitância e enredo. As especificidades poiéticas e factuais dos tempos coincidem na apresentação das obras na exposição permanente que integram objetos além, aquém e agora: os esmaltes bizantinos procedem do séc. X, a joalharia plasma peças árabes, romanas, góticas, renascentistas, barrocas e românticas…Eis o porquê dos tempos se unirem num tempo, que é esse conceito de tempo que o genuíno Colecionista persegue e seduz…

1 “la Fundación fue creada por Ley de 17 de julio de 1948 "para atender a la perfecta conservación y máximo rendimiento cultural de las colecciones reunidas por don José Lázaro, perpetuar su nombre y continuar, sin limitación de tiempo, la meritoria tarea a la cual consagró su constante y provechosa actividad". In http://www.flg.es/fundacion/fundacion.htm (consultado a 14 fevereiro 2013)

As medalhas, a armaria, os tecidos antigos ou os leques compõem cenários sucessivos destacando se com recorte estético, nitidez psíquica e memória social. O Palácio possui uma aura que não passaria despercebida a Walter Benjamin, autor que o comissário, José Jiménez convoca, muito justamente no seu texto. Relembrando as reflexões

do filósofo alemão: “Hay muchas especies de coleccionistas; y además, en cada uno de ellos opera una

profusión de impulsos”. 2 Pluralidade, dispersão e intensidade, eis os impulsos que o comissário espanhol assinala, devidamente enquadrados no conceito de memória que impulsiona o colecionista, qualquer um e quem seja… Sabe se de quanto é compulsiva a intenção, a atitude que direcionam o colecionador, seu afã em garantir a perdurabilidade do tempo mediante o mito de posse. A posse é legitimada, termos simbólicos, e associável ao mito de Prometeu, numa interpretação que foi privilegiada no séc. XVIII e que Hans Georg Gadamer destacou:

“…mito de Prometeu ilustra a libertação das consciências, a recusa do pecado original, o culto do

progresso, a fé na cultura ” 3 . A interpretação desse mito foi sofrendo alterações desde os Poemas de

Hesíodo até aos nossos dias. Assim, o Prometeu “romântico” “expulsa os deuses da terra: ele já não os despreza, mas odeia-os, ele já não se contenta em destituí-los, instala o homem em seu lugar.” 4 Tal pode

estar relacionado com um outro mito - o do “Paraíso”. Desde a mitologia grega e a exigência de possuir o conhecimento até à intrínseca perseverança em rechear os Wunderkammer , eis o denominador comum daqueles homens que ambicionaram e possuíram (e possuem) os objetos, consoante as afinidades e diferentes tipologias. Os objetos de um colecionador, quando mostrados ao público, são retirados do seu quotidiano, para uma outra recolocação (metaforicamente, às vezes). Aplica se uma intervenção categorial sobre eles, outorgando lhes um estatuto de conformidade mas de diferença, simultaneamente, por relação à sua “vidência” primeira. Adquirem, então, uma identidade acrescida, são aqueles objetos que também conhecemos, que nomeamos, que conceptualizamos. Podemos “tocá los” quando os possuímos pelo olhar, pelo pensamento, enquanto usufruem de um suporte visual/material/táctil. Estes objetos são objetos artísticos, pois correspondem a uma intencionalidade produtora de arte, convertendo se em objectos estéticos, suscitando experiências estéticas 5 . Isso é uma questão de existência. E aqui, entra em cena Bernardí Roig e as suas peças esculturais e de vídeo. Em Outubro e Novembro de 2010, no âmbito da programação expositiva “Look up. Natural Porto Art Show”, comissariada por David Barro, as esculturas de Bernardí Roig habitaram o ateliê do Arquiteto Paulo Lobo, localizado numa das zonas mais antigas da cidade do Porto – rua de Miragaia. Nesse espaço, cuja serventia foi refuncionalizada, os homens taciturnos e existenciais conversavam com as legendas das telas de João Louro, repartindo convivência numa exposição intitulada “Olhares mutilados” 6 . Num ambiente de penumbra que acentuava a dramaticidade da obra de um e outro artistas, o espaço bruto, incentivava a uma densidade quase inexcedível, promovendo conflitos e emoções nos visitantes. Como se perante uma preleção de ontologia filosófica se estivesse… Entre o campo negro, donde destacavam as escritas de João Louro e a reverberação dos néons empunhados pelos homens esculturas de

2 José Jiménez, «El coleccionista de obsesiones», Catálogo da Exposição Bernardí Roig – El Coleccionista de Obsessiones, Madrid, Fundación Lazara Gualdiano, 2013,

3 Citado in Raymond Trousson,”Prometeu na Literatura”, Porto, Rés Ed., s/d,p.492

4 Raymond Trousson, op.cit., p.494

5 Cf. Étienne Gilson, ”Peinture et Réalité”, Paris, J. Vrin, 1973

6 “Olhares Mutilados analisa como os percursos vitais dos indivíduos na nossa sociedade determinam não somente as experiências ou a construção dos nossos espaços, mas tam-bém a maneira que temos de olhar ou entender as nossas realidades pessoais no contexto do colectivo. O que nos rodeia é sempre visto através de uma depuração especial que nos converte em seres insubstituíveis e irrepetíveis no marasmo da totalidade. A mostra analisa vias possíveis através das quais o indivíduo contemporâneo se forma como ser social, manifestando dentro do domínio do colectivo, certas dificuldades para se definir dentro do enquadramento da homogeneidade das sociedades de massas.” David Barro in http://www.lookupporto.com/lookup/descargas/olhares.pdf (consultado em novembro 2010)

Bernardi Roig. Tudo parecia soltar se numa pulsionalidade imensa e incontrolável, na maior quietude e hieratismo. Resignação: talvez fosse a palavra mais acertada para resumir a experiência vivida. “No caso de Bernardí Roig, a sua obra expõe de maneira contundente o sentimento de perda existencial provocado pelo isolamento nas molduras da contemporaneidade. As suas esculturas servem-se da imagem clássica do modelo em gesso para conformar, juntamente com os efeitos luminosos

e o uso do branco, a visão de um indivíduo situado em espaços de

experiências inconcretas e indefinidas. O exterior prefigura-se como algo inalcançável, o desejo entende-se como motor da existência, e a não

realização do mesmo é o fio contínuo que continua a impulsionar a personagem no seu devir diário.” 7

No Palácio de Lazaro Gualdiano, a conversa estabeleceuse entre protagonistas inúmeros que descentram as atenções e propiciam diálogos díspares, cuja unidade procede da afirmatividade que as esculturas assumem nos episódios compartilhados nas entranhas do espaço. Entre as figuras que se inscrevem nas diferentes telas, representando todas as vaidades do humano e as depurações do sagrado e do divino, desenrolamse cumplicidades, lutas e irreversíveis perdas. Tratamse conveniências e escamoteiam se sentimentos num ambiente, que não sendo “familiar”, é de provável acercamento e proximidade existencial. Impossibilidade, violência, paixão eis os ingredientes que atravessam a contemporaneidade e, de forma inevitável, associei ao filme de Lucchino Visconti Conversation Piece (1974). A concomitância ao pensamento do diretor de cinema italiano é plausível, por analogia, à conceptualização de Roig. Atenda se às palavras de Visconti:

“Al cinema mi ha portato soprattutto l'impegno di raccontare storie di uomini vivi: di uomini vivi nelle cose, non le cose per se stesse.

Il cinema che mi interessa è un cinema antropomorfico. Di tutti i compiti

che mi spettano come regista, quello che più mi appassiona è dunque il lavoro con gli attori; materiale umano con il quale si costruiscono questi uomini nuovi, che, chiamati a viverla, generano una nuova realtà, la realtà dell'arte.” 8

Esclareça se que a definição de "Conversation piece" foi um dos contributos de William Hogarth para o alargamento dos géneros de pintura no séc. XVIII inglês – com maior ênfase no período compreendido entre 1720 e 1780. A ideia configura se numa pintura que retrata informalmente um grupo. Embora não tendo sido uma invenção de Hogarth, pois havendo antecedentes nas representações de tópicos familiares quotidianos ou divertimentos (datadas do reinado de Jorge II, sob influências de protótipos flamengos e holandeses) e, por outro lado, nas cenas pastorais e da Comédia Italiana e dos seus grupos de actores. Hogarth apropriou se destas remissões e conferiu lhes uma singularidade bem própria, em consonância à sua estética peculiar, designadamente no que remete para a ironização e caricatura de teor societário. “Conversation piece” serviu lhe, pois, como manifesto pictural quanto ao desagrado que nutria pelas normas e concretizações afectas à retratística convencional. Exatamente assim, as figuras de Bernardi Roig

7 David Barro in http://www.lookupporto.com/lookup/descargas/olhares.pdf (consultado em novembro

2010)

8 Lucchino Visconti, © "Cinema", numero 173-174, settembre, ottobre 1943. In http://www.luchinovisconti.net/visconti_al/cinema_antropomorfico.htm (consultado em março 2007)

afastamse de qualquer convencionalidade ou rotina na representação de figuras, explorando os conteúdos mais profundos dos conflitos humanos. Recorde se que uma das vertentes da Estética dominante na Inglaterra do séc.XVIII, reside precisamente na “Questão do Gosto”, cujo autor mais influente terá sido David Hume. Este,

frequentador habitual do atelier de Hogarth, absorveu a sua praxis e soube valorizar o conhecimento teórico do artista. Visconti inspirou se na figura e num episódio vivido por Mario Praz 9 , o crítico literário italiano, para apresentar a sua personagem principal: “professor”. O erudito colecionista das pinturas de género – Conversation pieces , confrontava se com as ambiguidades e contendas desse grupo de pessoas que perturbavam e transfiguravam o seu estado de suspensão relativamente aos demais, agitando a sua submersão no estado obsessivo de colecionista: La invisibilidad de la memoria , 2012; Ejercicios para desocupar el cuerpo , 2012. No Palácio Lazaro Gualdiano, a minha imaginação derivou para o encontro com um anfitrião invisível, cuja configuração identitária excedeu os dados biográficos conhecidos. O contorno desse colecionista imerso na densidade cénica, imagem volumetrizada – talvez com anuências anatomofisiológicas concomitantes às da escultura recorrente de Bernardi Roig, colando se a sua austeridade existencial, nesse ir vir ficar que sempre associa ao enredo da Ilha do Dia Antes de Umberto Eco. Viajei entre um arquivo (museu) imaginário de personagens reais e ficcionais:

Lazaro Gualdiano, Mário Praz e Bernardi Roig, por um lado; e no reverso do espelho, na Zone (Jean Cocteu dixit), o Professor de Visconti (intitulado em português Violência e Paixão ) e a escultura que vagueia entre o nomadismo e a decisão derradeira do (forçada) sedentarismo la maniera de Michel Mafesolli)…

A teatralidade manifesta na figura de Praz, devidamente enquadrada no seu ambiente, foi

transposta no filme e, não foi sem surpresa, que essa lembrança me sobreveio ao visitar o Palácio e apreciar a exposição permanente. As figuras de Roig acentuam mais ainda essa evidência estética e a desmontagem dos estereótipos sociais e situacionais (individuados mas simbólicos, quase mesmo alegóricos). Associadas à instalação que consiste no resultado de uma espécie de périplo em prol da compilação de imagens, por apropriação e direito sobre aquelas que se viram excluídas de identidade direta, Roig procede, então a uma compilação que se estrutura, sistematiza em arquivo: Tablero de imágenes, 1988 2012. Dentro de uma vitrine, à

semelhança do display de inúmeras peças da Coleção/Exposição permanente, as imagens mapeiam as deambulações do autor, num propósito quase Warburgiano, onde Mnemosine é familiar ao título de Mário Praz, expandindo se na maior atualidade relacionaldades entre a literatura e as artes plásticas.

A escultura da figura masculina, quase grotesca, que se posiciona de dentro para fora de si, e

retornando a si mesmo, transportará, porventura, notas identitárias que remetem para o artista

e seu Umwelt . Essa autoreferencialidade é doseada, não dissolvendo a “pregnância holista”

pretendida da persona: Perplexity exercises vol. III, 2008; Prácticas para la infidelidad

(Melancolía II), 2012.

9 Cf. La casa della vita, Mario Praz narra um episódio, de notória afinidade que teria protagonizado,

quando de um processo de aquisição de uma obra de pintura para a sua coleção: “

profetica doveva essere animato Luchino Visconti quando (a sua stessa confessione in interviste sui giornali) prendendo le mosse dalle mie Scene di conversazione pel suo film Ritratto di famiglia in un interno metteva a protagonista un vecchio professore assistito da un'anziana domestica (qui evidentemente alludeva a una situazione simile alla mia), ma anche immaginava che nello stesso

casamento venisse ad abitare una banda di giovani drogati e dissoluti. Che è pressapoco quello che è

accaduto, ma soltanto dopo la presentazione del film, nel palazzo dove abito. Il film, come potei constatare, è rispettoso verso il mio sosia, e forse esagera nei riguardi dei coinquilini, di cui dirò solo che, venendo richiesto dal più notorio di essi, della dedica di un mio libro, vi scrissi: "Per (seguiva il nome) vicino di casa, lontano d'idee"». Apud Alessandro Bencivenni, Lucchino Visconti, Milano, Il Castoro,

1994.

da un'ispirazione

Como assinalou Mário Praz em Mnemosine, “…assim como as palavras assumem significados distintos e às vezes aparentemente contrapostos, também as figuras simbólicas se comportam dessa maneira…” 10 Esta ideia adapta se à vidência da escultura uniformizada mas diferenciada que se posiciona em pontuações específicas no decorrer do Palácio. A colocação do corpo estatuado (quase) implica um percurso até ao ponto onde foi decidido permanecesse. E, possui um após que seria concretizado na errância pelas salas do museu, da personagem (alegórica) do

vídeo Ejercicios de invisibilidad (2012), igualmente patente na exposição de Bernardi Roig. Talvez que essa personagem seja herdeira da deambulação dirigida que Mário Praz desencadeou em La Casa della Vita, progredindo numa visita guiada por entre uma diversidade de objetos que são apreciados enquanto investigação, descoberta e artisticidade plenas. Os objetos ultrapassam a sua dimensão “natural”, a sua fisicalidade, extravazando em estórias possíveis. Numa vivência instaurada nos reinos do imaginário, as indexações pessoais e coletivas convocam figuras de lendas e mitos intemporais que subsistem na intencionalidade ideológica que Bernardi Roig explora: Acteón devorado por sus perros (el sueño de Diana ), 2012. Este grupo escultórico lembra nos as composições tridimensionais barrocas mas também as helenísticas…cruzam se os tempos e as significações que nos ocorra explorar…

A estagnação dos seres tridimensionais em posturas de desencanto, lassidão ou revolta

contida, culminará nas peças colocadas no jardim do museu: Ejercicios para parecerse a Fabio Zanchi (2009), uma escultura à escala humana (alumínio), pendurada numa árvore, num direcionamento ascensional que é subvertido pela impregnação na terra (contraponto espacial, como afirmou José Jimenez, de Prácticas para ocultar un cuerpo (el cadáver) (2009),

quase imperceptível pois que mergulhando para dentro do solo. Semi ocultada num recanto arquitetónico: Prácticas para ocupar el jardín de la FLG , 2012, peça em que a luz incide sobre

e não é possuída, antes quase temida, como se constata ao contemplar o esgar de fechamento

sobre si que a figura assume. A quase obesidade da figura escultórica não invalida a sua evanescência, a tendência para se ausentar e invisibilizar (por assim o dizer). Perpassa de modo irreversível a sombra da morte, ainda que a Luz domine, escutando as reflexões estéticas que dominaram o medievo, evidenciadas em filósofos como Robert de Grosseteste, São Gregório Magno ou São Boaventura. A Estética da Luz foi, de forma inequívoca, um dos tópicos fundamentes para a enunciação da Beleza e da Arte. A figura escultórica de Roig transporta a luz, sem que esta se presentifique como redentora pelo menos numa primeira abordagem que o espectador realize. Essa luz é foco emissor, driblando

a receção lumínica, em moldes de perceção visual. A assunção da Luz, que este Prometeu transporta, não sendo presa de qualquer deus visível, é assaz paradoxal, pelo menos, equívoca

e polissémica. Assinalemse, neste contexto, os títulos: An illuminated head for Blinky P. (the

gun), 2010; Practices to suck the light, 2012; L'uomo de la luce , 2007… Culminando, naquilo que foi (para mim) o preenchimento inesperado de uma emoção estética

de quase sublimidade – nessa noite de meados de fevereiro, no Parque Florido, ao vislumbrar no alto da árvore, a figura emanando luz ( Lumen):

“…A luz do luar brilhante flutua

No meu corpo não há pó nem sujidade Porque está meu coração inquieto?” 11

Maria de Fátima Lambert

Lx/ Março 2013

10 Mário Praz, Mnemosine, Madrid, Taurus, 1979, p.10

11 O vagabundo do Dharma – 25 poemas de Han-Shan, Caligrafias de Li Kwok-Wing, tradução do chinês de Jacques Pimpaneau, versões poéticas de Ana Hatherly, Lisboa, Cavalo de Ferro, 2003, p.40