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Tema V. CURVAS COMPOSTAS

CURVAS COMPOSTAS

Quando se produzem duas curvas circular sucessivas e ambas estão do mesmo lado de sua tangente comum, estas curvas constituem uma curva composta.

Os raios destas curvas são diferentes. Utilizam-se quando se deseja adaptar o traçado à topografia do terreno, sobretudo na zona montanhosa, em que pode ser necessária a utilização de duas, três, ou mais curvas circulares simples de raios diferentes.

É por este motivo que em dependência do número de curvas de raios diferentes empregados, o sistema de curvas composta recebe o nome de curvas compostas de dois centros, de três centros, etc.

Curvas compostas de dois centros

Na figura 1 observa-se que o PC da segunda curva coincide com o PT da primeira, e a este ponto se lhe denomina PCC.

com o PT da primeira , e a este ponto se lhe denomina PCC. Figura No1.

Figura No1. Curva composta

Para a curva de maior raio:

R 1 : Raio em metros

T 1 : Tangente em metros

1 : ângulo de inflexão em graus sexagésimos.

Para a curva de menor raio:

R 2 : Rádio em metros

T 2 : Tangente em metros

∆2: ângulo de inflexão em graus sexagésimos.

Além :

∆ = ∆ 1 + ∆ 2 = Ângulo de inflexão no PI

Em uma curva composta há sete elementos que a definem:

∆, R 1, T 1, 1, R 2, T 2, 2

Conhecidos quatro destes setes elementos, incluindo entre eles um ângulo, é possível determinar os outros três restantes.

T

T

b = R 1 R 2 cos ( R 1 R 2 ) cos 1 Sen ∆

a = R 2 R 1 cos 1 + ( R 1 R 2 ) cos 2 Sen ∆

=

=

Y 1

Sen ∆

Y 2

Sen ∆

Sen 1 = T a + T b cos R 2 Sen ∆ = X 1 R 2 Sen ∆

R 1 R 2

R 1 R 2

Sen

2 = R 1 Sen ∆ T a cos T b R 1 R 2

R

R

1 = R 2 + T b Sen ∆ R 2 ( 1 cos ) 1 cos 1

2 = R 1 R 1 (1 cos )T a Sen ∆

1 cos

2

Na figura 2 representou-se uma curva composta mas de forma inversa à da figura 1.

Figura No 2. Curva composta. As curvas compostas de dois centros tratam-se para seu cálculo

Figura No 2. Curva composta.

As curvas compostas de dois centros tratam-se para seu cálculo e replanto, como duas curvas circulares simples por separado.

As especificações recomendam que a curva de maior raio não seja superior em vez e meia ao raio da curva mais fechada.

R 1 ≤ 1.5R 2

CURVAS DE TRÊS CENTROS

Utilizam-se nas vias de giro e nas revoltas de raio mínimo das intersecções, com o objectivo de adaptar-se melhor à trajectória das impressões deixadas pelos veículos de desenho, com o qual se economiza na construção do pavimento.

Sempre que as condições do lugar de construção da intersecção permitam-no, o projectista deverá utilizar uma curva de três centros em lugar de uma curva circular simples.

Figura No 4. Curva de três centros Pode-se observar que a curva de três centros

Figura No 4. Curva de três centros

Pode-se observar que a curva de três centros é uma variante da curva composta (com três centro), com a particularidade de que os raios das curvas extremas R 2 são iguais e maiores que o raio R 1 da curva central.

Como os raios da curva de três centros utilizados nas vias de giro das intersecções são de curto comprimento, para sua implantação se recomenda o método das coordenadas.

É possível e muito recomendável a utilização de curvas de transição em lugar das curvas de três centros nas vias de giro.

∆ = ∆ 1 + 2∆ 2

Para a curva de R 1 :

T 1 = R 1 tag ∆ 1 /2

D 1 = 1 R 1

57.2958

Para a curva de raio R 2 :

T 2 = R 2 tag ∆ 2 /2

D 2 = 2 R 2

57.2958

Onde T 1 e T 2 : Tangentes particulares das curvas de rádio R 1 e R 2 em metros.

D 1 e D 2 : Desenvolvimentos particulares das curvas de raio R 1 e R 2 em metros.

1

sexagésimos

Ademais:

e

2 : Ângulos centrais que subentendem às curvas de raio R 1 e R 2 em graus

T e = [ R 2 Sen ( R 2 R 1 ) Sen 1 ] Sec

2

2

2

Onde:

Te: Tangente exterior da curva de três centros em metros

cos 2 = 1

O

R 2 R 1

O: Retranqueo da curva de três centros, o qual estão em função da velocidade de desenho adoptada na via de giro da intersecção.

CURVAS REVERSAS

Quando duas curvas se sucedem em sentido contrário e têm o ponto de união ou tangencia comum, recebem o nome de curvas reversas.

Este ponto recebe o nome de ponto de curvatura reversa (PCR), e nos casos de raios de curvaturas pequenos podem-se produzir problemas que fazem difícil o movimento dos veículos devido a uma manobra errática dos condutores, além de que se criam problema para o desenvolvimento da sobre elevação e o correcto escorrimento das águas superficiais que caem sobre a calçada.

Para seu cálculo e implantação seguem-se os mesmos princípios estudados nas curvas circulares simples.

Figura No 3 . Curvas reversas. CURVAS DE TRANSIÇÃO 1. Elementos e funções fundamentais da

Figura No 3. Curvas reversas.

CURVAS DE TRANSIÇÃO

1. Elementos e funções fundamentais da curva de transição.

2. Cálculo da longitude da curva de transição

Introdução.

Denominam-se curvas de transição àquelas curvas que se colocam nos extremos das curvas circulares simples, de forma tal que a mudança de curvatura entre o troço recto e o arco circular seja suave e gradual e que a sobre elevação em todos seus pontos este conforme com o grau de curvatura.

A necessidade da curva de transição compreende-se quando analisamos o movimento de um veículo entre um lance recto e um circular. Quando um veículo que circula por um lance recto de estrada chega a um circular, deve colocar suas rodas dianteiras com um novo ângulo, que depende do raio da curva circular pela qual vai transitar. Compreende- se que este movimento não pode ser realizado instantaneamente, senão que se precisa dum intervalo de tempo para poder o realizar; criando assim a necessidade duma curva de transição cuja longitude tanto faz à velocidade do veículo pelo tempo.

Entre as curvas de transição mais usualmente empregadas podem citar-se:

Clotoide; Na qual se cumpre que o raio de curvatura é inversamente proporcional a sua longitude.

Lemniscata de Bernoulli; Na qual se cumpre que o grau de curvatura é directamente proporcional ao raio vector.

Espiral cúbica; É uma curva dada pelas mesmas expressões da clotoide, mas desprezando na equação de "ela" alguns termos.

De todas elas, a mais difundida é a clotoide, já que sua forma se adapta à trajectória seguida por um veículo que viaja a velocidade constante e cujo volante é accionado de forma uniforme.

As vantagens da clotoide sobre a curva circular simples podem resumir-se no seguinte:

Produzem uma fácil e natural trajectória para os veículos, de forma tal que a força centrífuga aumenta e diminui gradualmente quando um veículo entra ou sai de dita curva. Este facto tende a garantir uma velocidade uniforme; bem como aumentar as condições de segurança.

Produzem a longitude desejável para o desenvolvimento da sobre elevação, e toda ela pode ser distribuída em dita curva.

Onde a secção transversal do pavimento da via na parte circular, tem que ser alargado, as clotoides facilitam a longitude desejável para a transição em largura.

A estética duma estrada é altamente favorecida com sua utilização.

largura .  A estética duma estrada é altamente favorecida com sua utilização. Figura 1 .

Figura 1. Curva de transição

TS: Ponto de mudança de tangente a clotoide.

SC: Ponto de mudança de clotoide a circular.

CS: Ponto de mudança de circular a clotoide. ST: Ponto de mudança de clotoide a tangente.

l: Arco de clotoide desde o TS ou ST a um ponto qualquer de dita curva.

ls: Longitude total da clotoide desde o TS ao SC ou desde o CS ao ST.

φ: Angulo central do arco de clotoide l.

φ s : Angulo central do arco de clotoide ls; chamado ângulo da clotoide.

g: Grau de curvatura da clotoide em um ponto (variable)

Gc: Grau de curvatura do círculo deslocado, ao que resulta tangente a clotoide; no SC e CS.

: Ângulo de inflexão no PI; igual ao ângulo central que subtende a toda a curva de transição. ∆c: Ângulo central que subtende o arco circular intermédio de desenvolvimento Dc, entre o SC e o CS.

e: Ordenada à tangente de qualquer ponto da clotoide com referência ao TS ou ST e a tangente inicial.

Y s : Ordenada à tangente no SC ou CS.

X: Distância sobre a tangente de qualquer ponto da clotoide com referência ao TS ou ST e a tangente inicial.

X s : Distância sobre a tangente do SC ou CS.

O: Retruque. Menor distância que separa ao arco circular prolongado e a tangente inicial.

t: Abcissa do retruque.

Ts : Tangente da clotoide. Distância entre o PI e o TS ou entre o PI e o ST.

A seguir expõem-se as expressões que permitam calcular as coordenadas (x;y) de um ponto qualquer sobre a clotoide, com o objectivo de obter a fórmula que rege às inflexões neste tipo de curva e poder chegar a implantaras no terreno.

Figura 2. Clotoide entre o TS e o SC. Φ: Ângulo central que subtende a

Figura 2. Clotoide entre o TS e o SC.

Φ: Ângulo central que subtende a um arco de espiral l.

l

2

2 R l

C S

Quando φ = φ s ; l = ls, a expressão anterior transforma-se em:

s

l

S

2 R

C

Y: Ordenada para um ponto qualquer sobre a curva clotoide em função do ângulo Ø.

Esta expressão pode-se expressar em função de l:

3 7 11    2  2  2 Y  2 R
3
7 11
 
2
2 
2
Y
2 R l
C S
3
7.3!
11 .5!
 

Y l

3

3

42

Expressão simplificada

X: Abcissas de qualquer ponto sobre a clotoide com referência ao TS ou ST de dita curva.

5 9  1  2  2 X  2 R l  
5
9
1 
2
2
X
2 R l
2 
C S
5.2!
9.4!
 

 

Expressão simplificada

Conhecidas estas expressões, é possível determinar a equação que rege as inflexões numa clotoide.

´

20

S

l S

2

l

2

FUNÇÕES FUNDAMENTAIS.

Na figura 2 representam-se os dois arcos de clotoide compreendidos entre o TS e o SC; e entre o ST e o CS, os quais estão unidos por um arco circular intermédio que o subtende um ângulo central de:

S

∆c = ∆ - 2

Para colocar as clotoides transladou-se radialmente o arco circular para adentro à posição AA'; na qual:

BA = B'A'= O (retruque)

O qual vem dado pela expressão:

S

O = Y S - R c (1 - cos

) expressão simplificada

O

l

2

s

24 R

c

(1 - cos ) expressão simplificada O  l 2 s 24 R c Figura 2.

Figura 2. Funções fundamentais

Da própria figura pode-se determinar a abcissa do retruque:

t = Xs - Rc sen φs

t

l

s

2

expressão simplificada

Estes dois valores são de grande utilidade, já que mediante eles é possível conhecer outras funções fundamentais da clotoide; como são: a tangente (Ts) e sua externa (É). Para sua determinação utilizamos a figura 3.

externa (É). Para sua determinação utilizamos a figura 3. Figura 3. Outras funções A tangente é

Figura 3. Outras funções

A tangente é a distância que separa ao PI do TS e do ST; sua determinação é fundamental para conhecer as estações dos pontos notáveis da curva de transição.

Y' = T c + O.tan ∆/ 2

e segundo a definição de tangente: T s = t + y'

Pelo que:

T s = T c + O.tan ∆/2 + t

Que é a expressão utilizada para determinar a tangente numa curva de transição.

A função externa (E) é a distância entre o PI e o ponto médio da curva de transição. Da figura 3 obtém-se

Es =Ec + O.sec ∆/ 2

Além, da própria figura 3 é possível determinar o desenvolvimento do arco circular intermédio entre o SC e o CS.

Dc

20(   2

S )

G

C

S

Nas expressões anteriores Ts; o; t; Tc; É e Dc, expressam-se em metros e ∆; em graus sexagésimos.

Na figura 4 pode-se determinar outras funções menos importantes das curvas clotoide ou de transição.

e Gc,

importantes das curvas clotoide ou de transição. e Gc, Figura 4 . Funções menos importante da

Figura 4. Funções menos importante da curva clotoide.

Corda Longa (CL): Distância entre o TS e o SC ou entre o ST e o CS.

CL

X S  Cos S 3
X
S
Cos
S
3

Tangente Curta (TC): Distância entre o ponto de inflexão da clotoide (v) e o SC ou

CS de dita curva.

TC

Y

S

Sen

S

Tangente Longa (TL): a distância entre o ponto de inflexão da clotoide (v) e o TS ou

ST de dita curva:

TL =X S −TC cosφ S

CRITÉRIOS

PARA

A

DETERMINAÇÃO

DA

LONGITUDE

DA

CURVA

CLOTOIDE.

Existem diferentes factores que fixam a longitude da clotoide; cada um deles dá lugar aos seguintes critérios:

Longitude mínima de clotoide para o desenvolvimento da sobre elevação.

Longitude mínima de clotoide por conforto dinâmico e de segurança para o utente.

Longitude mínima de clotoide por conforto óptico.

As longitudes das curvas clotoides em nenhum caso devem ser menores que o 60 % da velocidade de desenho da via.

Longitude mínima para o desenvolvimento da sobre elevação.

Este critério proporciona valores mínimos de curva clotoide para que se possa desenvolver satisfatoriamente a sobre elevação. Para isso, se estabelecem valores máximos de pendente longitudinal dos bordes da via com relação a seu eixo, os quais dependem da velocidade de desenho adoptada; com o objectivo de conseguir um bom drenagem do pavimento na zona próxima no ponto de 0 % de sobre elevação.

Pode-se chegar a determinar por uma simples proporção que:

l

S min

p

max

a

.

2

.

e

max

Onde:

a: largura da via; em metros.

e max : peralte máximo correspondente à curva; em m/m.

ls (min) : longitude mínima de clotoide por transição de peralte; em metros.

P máx : denominador da pendente longitudinal máxima obtido em função da velocidade na tabela 1.

Tabela 1. Pendente longitudinal máxima

Velocidad de

Pendente

diseño VD

longitudinal

(km/h)

máxima

30

1/100

40

1/125

50

1/150

60

1/175

80

1/200

100

1/225

Longitude mínima por conforto dinâmico e de segurança para o utente.

Este critério fixa valores adequados para a mudança da aceleração transversal ou centrífuga, com o objectivo de conseguir uma cómoda transição entre o troço recto e o troço circular.

Pode-se determinar pela seguinte expressão:

l

S min

V

V

2

46.65 Kt

R

C

127 e

máx

As especificações recomendam para o coeficiente Kt os seguintes valores:

Desejável

Para VD < 80 km/h --- Kt = 0,50 m/s 3

VD ≥ 80 km/h --- Kt = 0,40 m/s 3

Máximo

Para VD = 100 km/h --- Kt = 0,50 m/s 3

VD = 80 km/h --- Kt = 0,60 m/s 3

VD <80 km/h --- Kt = 0,70 m/s 3

Longitude mínima por conforto óptico.

Este critério recomenda que por razões de ordem estético, o ângulo Øs que subtende a clotoide deva ter um valor mínimo de 3,5 graus.

A longitude mínima da clotoide segundo o critério de confort óptico, deve ser igual ou maior que a novena parte do raio do arco circular intermédio.

l

S

min

R

C

9

A forma de proceder num caso particular, será determinar a longitude mínima de curva de transição pelo cada um dos três métodos tratados e escolher a maior deles; que a sua vez cumpre com os dois restantes.

Exemplo de cálculo de longitude de curva de transição.

Calcular a longitude mínima de curva de transição de acordo aos três métodos desenvolvidos, se conhecem-se os seguintes dados:

VD = 80 km/h.

Rc = 572,96 m.

e max = 10 % = 0,10 m/m.

e = 6% = 0,06 m/m pendente longitudinal dos borde = 1/200

a = 7.00 m.

Longitude mínima recomendável.

ls (min) = 0,6 VD = 0,6 . 80

ls (min) = 48,00 m

Por transição de peralte, na expressão:

ls (min) = p . a/2. e

1 ls (min) = 200 . 7/2. 0,06 = 42 m.

Longitude esta menor que a mínima recomendável em função da velocidade de desenho.

Por conforto dinâmico e segurança para o utente, na expressão:

 

l

 

V

 

V

2

127 e

S min

 

máx

 

46.65 Kt

R

C

 

80

 

80

2

l

 

 

127.0,06

S min

 

 

46,50.40

572,96

 

Por conforto óptico na expressão:

 
 

l

 

R

C

572,96

64 m

 

S min

9

 

9

 

=15m

Observa-se que o critério dominante é o de conforto óptico, já que é maior que os dois restantes. Portanto, a longitude da clotoide a utilizar é de 48 metros (critério baseado na velocidade de desenho), ou preferivelmente 64 metros que resultou ser o critério dominante.

No ANEXO I encontram-se tabuladas as longitudes de clotoide em função da velocidade de desenho e do raio e grau de curvatura da curva de transição. Deve-se destacar que se colocaram duas colunas para estas longitudes: longitude mínima e longitude óptica.

A longitude mínima obedece ao critério dominante entre transição de peralte e conforto dinâmico e de segurança para o utente; e a longitude óptica ao critério de

conforto

Construiu-se desta forma motivado porque o critério de conforto óptico quase sempre resulta dominante sobre os outros dois, e em muitas ocasiões não é possível o desenvolvimento desta longitude devido a restrições no traçado; ou seja, dá-se a possibilidade de utilizar segundo o caso, ou a longitude dominante resultante dos dois primeiros critérios desenvolvidos; ou a longitude óptica.

Deve-se assinalar que as longitudes de curva de transição que aparece no ANEXO I são longitudes mínimas; pelo que se não existem restrições para seu desenvolvimento no terreno, é possível utilizar longitudes maiores que as que aparecem em dito anexo.

óptico.

CURVAS DE TRANSIÇÃO COMPLETAMENTE TRANSICIONALES.

Denominam-se assim àquelas curvas de transição nas que não existe arco circular intermédio; isto é, ∆c = 0.

Na figura 5 encontra-se representado este problema.

O ponto comum entre as duas clotoides denomina-se clotoide-clotoide (SS); e para que esta condição suceda deve se cumprir que:

φs = ∆/2

360º

1

Y

S

1

E

Sa

Sen

Ângulo para replantar a união da externa com o ss bisando o TS. Δ=φS1+ φS2

CURVAS DE TRANSIÇÃO ASSIMÉTRICAS.

As curvas de transição assimétricas produzem-se quando devido a limitações no traçado não é possível a colocação de clotoides iguais à entrada e à saída de dita curva.

No cada uma delas se mantêm as mesmas funções deduzidas para a curva de transição mas com algumas variações. Destaca-se que as expressões a utilizar dependerão das magnitudes dos retruqueis nas clotoides de entrada e de saída

Figura 5. Curvas de transição completamente transicional Na figura 6 pode-se demonstrar que: Si O

Figura 5. Curvas de transição completamente transicional

Na figura 6 pode-se demonstrar que:

Si O 2 > O 1 :

Si O 1 >O 2 :

T

S

1 T

C

T

S

2 T

tan

  t

O

1

O

1

  t

C

2

tan

2

S

1

T

S

2

  t

C

1

tan

1

T

C

O

2

2

T

T

O

tan

  t

O

2

O

1

Sen

O

2

O

1

Sen

O

2

O

1

Sen

O

2

O

1

Sen

Onde:

TS1 e TS2: Tangente da clotoide primeiramente e saída ( m).

Figura 6 . Curva de transição assimétrica A função externa responde à seguinte equação: 2

Figura 6. Curva de transição assimétrica

A função externa responde à seguinte equação: 2    2   
A função externa responde à seguinte equação:
2
2 
RSen 
t
 
C
T
O
R
1 
Cos 
C
    
E sa
  
1
s
1
S
1
 
2  
 1
 
S
1
2 
 

O ângulo para replantar a união da externa com o arco circular bisando ao TS será:

360º

Sen

1

Y

Z

S 1

E

Sa

Onde: Z na figura 6, será igual a:

Z

2

R Sen

C

C 4
C
4

  

Sen

S 1

C 4
C
4

Por último, o desenvolvimento do arco circular entre o SC e CS será:

D

C

20

 

S

1

S

2

G

C

Cálculo E Implantação Da Curva De Transição

Trabalhos De Campo

Definem-se os trabalhos de campo como o conjunto de operações que deve realizar a comissão de topografia, para poder chegar a replantar as estações notáveis (TS; SC; PM; CS e ST) e todas as estações pares da curva de transição.

Fundamentalmente existem dois métodos para o replanto:

Por ângulos de inflexão.

Por coordenadas.

Replante por ângulos de inflexão.

É o método mais generalizado para o replanto da clotoide e utiliza a expressão:

´

20

S

l S

2

l

2

Onde:

ls e l: expressam-se em metros.

φs: expressam-se em graus sexagésimos.

α: expressa-se em minutos sexagésimos.

Não obstante, podem-se usar outras duas formas de calcular as inflexões para o replante similares à anterior, é onde o ângulo de inflexão α' esteja expressado em função do parâmetro K e A.

´

Kl

2

40

´ 572,96 l

2

A

2

Define-se o parâmetro K como a razão de mudança do grau de curvatura da clotoide por estações pares do traçado (20m); ou seja, como a clotoide é uma curva de curvatura uniformemente variável (g = 0º00' no TS ou ST e g = Gc no SC ou CS), o parâmetro K indica como é esta variação a cada 20m. O parâmetro K é uma constante para uma mesma clotoide.

O parâmetro A define-se como:

para uma mesma clotoide. O parâmetro A define-se como: A  R . l Onde: R:

A R.l

Onde:

R: Rádio da clotoide em um ponto qualquer; em metros.

l: Longitude pela clotoide entre o TS ou ST e o ponto P; em metros. No caso particular

de que o ponto P da clotoide coincida com o SC ou CS:

A

R .l C S
R
.l
C
S

Onde:

Rc: Rádio do arco circular; em metros.

ls:

Longitude da clotoide; em metros.

O

parâmetro A é também uma constante para uma mesma clotoide; pelo tanto, existe

uma expressão que os relaciona.

K

22918,40

A

2

IMPLANTAÇAO POR COORDENADAS.

Demonstrou-se que o ângulo central que subtende a toda a clotoide (Øs), para pontos P

sobre a mesma varia entre

= 0º00' até

l

l

S

2

S

=

S

, para os diferentes pontos da clotoide, os

ângulos centrais resultantes serão os correspondentes às estações pares do traçado. Se estes valores de φ substituem-se nas expressões de x e y, obtêm-se as coordenadas (x; y) correspondentes às estações pares do traçado e ter-se-á resolvido o problema do replante por coordenadas desde a tangente inicial.

Resolver este problema mediante o cálculo manual resulta muito engrosso (chato); pelo que se criou uma tabela ANEXO II, para valores unitários de x e y, que ao multiplicar pelos ângulos φ e por suas distâncias ao TS ou ST de todas as estações pares do traçado nos proporcionam os valores da (x) e da (y) dessas estações.

Exemplo de registo de replante por coordenadas.

Calcular o registo de replante por coordenadas da curva clotoide cujos dados são:

EST TS = 81 + 1,14

Se avalia-se na expressão

φ

S =10º00´

L

s =120m

Assim, para calcular o x e a y correspondente à estação EST 84+ 0,00, se procede da seguinte forma:

Acham-se no ANEXO II os valores unitários da (x) e da (y) para:

φ= 0º00' e sua diferença para um minuto (1').

Para a x:

Para φ = 0º00'

1,000 000

Diferencia para 1'

0,000 000

Para a y:

Para φ = 0º00'

0,000 000

Diferencia para 1'

0,000 097

Multiplica-se a diferença para um minuto pela quantidade de minutos que tem o

ângulo φ na estação EST 84 + 0,00:

0,000000.34,68'=0,00000000 (para a x)

0,000097.34,68'=0,00336396 (para a y)

Se soma o resultado anterior com o valor correspondente a 0º00'.

1,000000 +0,00000000 =1,00000000 ( para a x)

0,000000 +0,00336396 =0,00336396 (para a y)

Multiplica-se o resultado anterior pela distância entre o TS e a estação EST 84+0,00:

X = 1,00000000.28,86 =28,860000m

Y =0,00336396.28,86 =0,0963808m

Se aproxima-se até o centímetro

X =28,86m

Y = 0,10m

Estes valores aparecem nas duas últimas colunas da tabela 4 para a estação EST 84 +0,00. O processo repete-se na cada estação par do traçado.

Tabla No 4. Registo de replante por coordenadas

ESTAÇÃO

DISTANCIA

(l/ls)²

φ

X (m)

Y (m)

(m)

TS=

81+1,14

0,00

0,0000

0º00'

0,00

0,00

 

0º03,30

82+0,00

8,86

0,0055

'

8,86

0,00

 

0º34,68

84+0,00

28,86

0,0578

'

28,86

0,10

 

1º39,48

86+0,00

48,86

0,0678

'

48,86

0,47

 

3º17,58

88+0,00

68,86

0,3293

'

68,84

1,32

 

5º29,16

90+0,00

88,86

0,5493

'

88,81

2,83

 

8º13,80

92+0,00

108,86

0,8230

'

108,66

6,20

SC=93+1,1

4

120,00

1,0000

10º00'

120,63

6,97