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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

UBIRAJARA CHAGAS BERNARDES JÚNIOR

A GESTÃO DA INFORMAÇÃO PREVIDENCIÁRIA PELA APS DE BLUMENAU


A DISSEMINAÇÃO DE NORMAS REFERENTES AO AUXÍLIO – DOENÇA

Palhoça
2008
UBIRAJARA CHAGAS BERNARDES JÚNIOR

A GESTÃO DA INFORMAÇÃO PREVIDENCIÁRIA PELA APS DE BLUMENAU


A DISSEMINAÇÃO DE NORMAS REFERENTES AO AUXÍLIO-DOENÇA

Relatório de Estudo de Caso apresentado ao Curso


TÉCNÓLOGIA EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA,
da Universidade do Sul de Santa Catarina, como
requisito parcial à aprovação na disciplina de
Metodologia para Estudo de Caso.

Orientadores: Prof. Nilzo Ivo Ladwig


Prof. Patrícia da S.Meneghel Ponticelli
Prof. Vanessa Corrêa Strambi

Palhoça
2008
UBIRAJARA CHAGAS BERNARDES JÚNIOR

A GESTÃO DA INFORMAÇÃO PREVIDENCIÁRIA PELA APS DE BLUMENAU


A DISSEMINAÇÃO DE NORMAS REFERENTES AO AUXÍLIO - DOENÇA

Este trabalho de pesquisa na modalidade de Estudo de


Caso foi julgado adequado à obtenção do grau de
Tecnólogo em Administração Pública e aprovada em
sua forma final pelo Curso Superior de Tecnologia em
Administração Pública da Universidade do Sul de Santa
Catarina.

Palhoça, 28 de Abril de 2008.

Prof. e orientador (Nilzo Ivo Ladwig), Drº


Universidade do Sul de Santa Catarina
AGRADECIMENTOS

A Deus pela dádiva da vida.


A minha esposa e companheira, Joice Ribeiro, por todo seu carinho, amor e
compreensão nas horas mais difíceis de minha jornada acadêmica.
As minhas filhas, Nicole Ribeiro Bernardes e Nataniana Paloma Bernardes.
A minha mãe, Amelia Maria Bernardes, por me ensinar que, entre as dificuldades
enfrentadas, sempre há uma saída quando se é persistente e se tem um objetivo.
A meu pai, Ubirajara Chagas Bernardes, que me deixo de herança seu maior bem, a
virtude da educação, do respeito e da honestidade.
A meus irmãos, Susete Bernardes e Júlio César Bernardes, um de meus maiores
incentivadores.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................5
1.1 TEMA.................................................................................................................................7
1.2 PROBLEMA......................................................................................................................8
1.3 JUSTIFICATIVA................................................................................................................9
2 OBJETIVOS........................................................................................................................10
2.1 OBJETIVO GERAL...........................................................................................................10
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS.............................................................................................11
3 REVISÃO DE LITERATURA...........................................................................................12
4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS......................................................................22
4.1 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO................................................................................23
4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA............................................................................................24
4.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS..................................................................25
5 DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO DE CASO.........................................................29
5.1 DIAGNÓSTICO.................................................................................................................29
5.1.1 Contexto histórico..........................................................................................................30
5.1.2 Dados básicos da organização......................................................................................33
5.1.3 Estrutura Organizacional.............................................................................................35
5.1.4 Descrição da realidade observada................................................................................37
5.1.5 Apresentação dos dados das Entrevistas dirigidas...........................................................37
5.2 ANÁLISE DA REALIDADE OBSERVADA....................................................................40
5.3 PROPOSTA DE SOLUÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA............................................42
5.3.1 Proposta de melhoria para a realidade estudada.......................................................43
5.3.2 Resultados esperados.....................................................................................................45
5.3.3 Viabilidade da proposta................................................................................................46
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................48
REFERÊNCIAS......................................................................................................................51
APÊNDICE..............................................................................................................................55
5

1 INTRODUÇÃO

A necessidade imposta, atualmente, a todos os seres humanos, em uma busca


incessante do saber, tem sua origem em alguns milhões de anos, como afirmam os
paleontólogos. Primeiramente, com o homo-habilis, que viveu entre 2,5 e 1,8 milhões de anos
atrás, que era um homem com habilidades manuais, uma vez que confeccionava ferramentas e
outros objetos para caça e afazeres diários. Essas tribos expressavam-se por meio da imitação
de sons da fauna terrestre e da natureza. De acordo com a ascensão de sua evolução, houve
também um crescimento de sua massa cerebral, que o capacitou a processar maiores
quantidades de dados. Com isso, a complexa linguagem onomatopéica, como a linguagem
corporal, permitiu a esses grupos criarem normas de interpretação comum e entenderem os
sinais utilizados com mais precisão. Assim, faziam uso de símbolos que identificavam a qual
grupos pertenciam. Nota-se um avanço de nossos antepassados, no que tange aos métodos
utilizados para se relacionarem melhor, deixando de lado o modelo perceptivo, expressando-
se por meio de sinais. Houve desse modo, certo avanço social, porque, ao desenvolver suas
faculdades de representação simbólica, esses pré-históricos conceberam o pensamento da
linguagem, refletindo na sociedade contemporânea. Observa-se que, já naquela época, os
indivíduos precisavam de meios que transmitissem suas regras, compartilhando propósitos,
preocupações e costumes, utilizando-se de objetos para emitir sons e escritas. Nota-se que,
todo esse conjunto propiciou um aperfeiçoamento e uma oportunidade de conviver melhor
uns com os outros. Os caminhos utilizados para transmissão de informações daquela época
avançaram progressivamente com importantes invenções, tais como: a criação da televisão,
por James Logie Baird, em 1926; do telégrafo, por Samuel Morse, no ano de 1837; do
telefone, em 1876, por Alexandre Graham Bell; e, do rádio, em 1901, pelo italiano Guglielmo
Marconi. Todos esses instrumentos foram concebidos com um único objetivo: o de tornar a
transmissão da informação mais rápida e fácil. De fato, o homem precisava saber a quais
normas obdecer, a partir do momento que se propôs a conviver em sociedade. Também,
precisava ele aprimorar sua capacidade intelectual e seu conhecimento para poder, dessa
maneira, desfrutar de seus direitos, cumprir suas obrigações e desempenhar seu papel nesse
grupo. Contudo, para cuidar, organizar e fazer cumprir as regras criadas por essa coletividade
surge a figura do Estado, que nada mais é a sociedade politicamente organizada. Para
coordenar suas ações em prol da população, existe o Governo, aparelho de Estado, possuidor
de uma estrutura que organiza e desempenha suas funções perante a sociedade. Nessa cadeia
hierarquica intrínseca ao Governo, há vários órgãos e instituições representando os Poderes
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Executivo, Legislativo e Júdiciário, que asseguram a convivência harmoniosa, pacífica,


tranqüla e respeitosa dos cidadãos.
Para conduzir essas informações aos órgãos, faz-se necessário uma
Administração, cuja palavra vem do latin ad (direção, tendência para) e minister
(subordinação ou obediência), significando aquele que realiza uma função abaixo do comando
de outrem, isto é, aquele que presta um serviço aos outros. Mas, ao passar dos tempos, essa
palavra sofreu uma modificação em seu significado original, de acordo com Chiavenato
(2000, p.6):
A tarefa da Administração é de interpretar os objetivos propostos pela
organização e transforma-los em ação organizacional por meio do planejamento,
organização, direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e
em todos os níveis de organização, a fim de alcançar tais objetivos de maneira mais
adequada à situação.

Soma-se a esse conceito a palavra público, que é todo e qualquer item de uso
coletivo, conforme o Dicionário Melhoramentos (1997, p.420), ou seja, significa “comum a
todos, notório,vulgar,o povo em geral [...].” Portanto, define-se Administração Pública,
segundo Kehrig (2006,p.22), como “um conjunto de pessoas que compõem os órgãos e
serviços do aparelho de Estado, ou, que desenvolvem a atividade ou função da administração
dos órgãos de governo”. Tomando mão dessas definições e as inserindo em nossa gestão
pública, entende-se que toda Administração direta, autarquia, fundação pública, empresa
pública, sociedades de econômia mistas, entidades controladas, diretamente ou indiretamente
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, por lei, são obrigados a zelar pelo
interesse público.
À vista desses preceitos, oportuniza-se a realização desse estudo de caso nos
serviços realizados no ambiente de trabalho do Setor de Controle Operacional da APS
(Agência da Previdência Social) de Blumenau –SC. Esclarece-se que esse trabalho envolve
seus segurados e empresas da região, no tocante às regras de concessão do benefício de
auxílio-doença previdenciário.
A finalidade desse trabalho é avaliar como essa agência realizou a comunicação
de normas, como a do benefício de auxílio-doença entre os anos de 2006 a 2007. Para isso,
realizou-se entrevistas, consultas em bases de dados corporativos e outros. Dessa maneira,
busca-se encontrar o principal problema dessa relação, delimitando objetivos, buscando
soluções financeira e materialmente coerentes, na intenção de propiciar uma maior interação
do cidadão com o Instituto da Previdência Social. Em suma, objetiva-se realizar uma melhor
cobertura do conhecimento previdenciário, garantindo a democracia.
7

1.1 TEMA

Adquire-se o conhecimento através de um processo chamado de informação que é


uma coleta seletiva de dados, ou seja, “um instrumento de compreensão do mundo e da ação
sobre ele” (zorrinho, 1995), contudo ela necessita de meios hábeis para chegar ao seu destino
final, o consumidor, para isso usa-se vários veículos de comunicação para sua propagação,
aos quais devem ser submetidos a uma analise para selecionar a que melhor se enquadra ao
objetivo traçado, averiguasse qual o tipo de público, faixetária ,escolaridade e classe social
quer atingir incluindo também a facilidade de acesso e abrangência territorial, como menciona
Uchelen (1985 : 119) “a informação e a comunicação precisa são essenciais ao mundo dos
negócios, ao dirigente e ao consumidor” portanto a informação é de suma importância em
toda organização, pois é, a essência,o combustível que faz funcionar a máquina
administrativa, agregando valores, propiciando eficiência,eficácia, agilidade nos processos e
outros adjetivos facilitadores de uma administração pública ou privada.
Partindo desta premissa, propõe-se uma pesquisa, com intuito de avaliar como é
disposta, transmitida ás empresas e a população do município de Blumenau/SC ,a legislação
previdenciária, referente as normas para concessão dos benefícios auxilio - doença
previdenciário , no período compreendido entre 2006 - 2007.Com isso buscará alternativas
de disseminação e conscientização dessa informação,reduzindo a distância entre o cidadão e
a Previdência Social,porque, os integrantes da sociedade, precisam conhecer e exercer
plenamente os seus direitos,estes, que o Estado deve garantir e manter.
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1.2 PROBLEMA

De que forma, APS (Agência da Previdência Social) de Blumenau, poderá


reduzir os níveis de desinformação sobre legislação previdenciária, enfatizando
especialmente, as normas que regem o beneficio auxilio doença nas empresas e para os que
necessitam, possibilitando assim, maior confiança, eficiência e transparência em sua
administração?
9

1.3 JUSTIFICATIVA

O referido estudo sobre o tema “A gestão da informação previdenciária no


município de Blumenau” tem sua vertente, em várias análises feitas ao decorrer de meus
quatro anos como servidor público dessa Autarquia, nomeado como técnico previdenciário e
desempenhando a função de atendente, atuando em contato diário com o público.
A informação e o conhecimento, atualmente são considerados uma peça
fundamental, para todos os seres humanos, pode ser vendida, comprada e furtada. É para as
organizações, a diferença entre lucro ou prejuízo, e para os cidadãos, uma oportunidade de
crescimento pessoal e profissional. Esse conjunto, vem a Proporcionar o resgate e a defesa
dos direitos individuas e coletivos, de cada cidadão.
Portanto, a decisão de analisar o grau de desinformação sobre legislação
previdenciária, englobando empresas e a população blumenauense, é de suma de suma
importância. Para tanto, propõe-se, constatar como é feita a disseminação desse tipo de
informação na região, apresentando métodos que venham a auxiliar essa distribuição de
conhecimento. Com esse estudo, a APS, poderá conseguir a otimização do tempo de espera no
atendimento de seus segurados, transparência e qualidade em suas ações, conseqüentemente
evidenciar sua missão e valor perante toda a sociedade.
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2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL

Este trabalho acadêmico tem por objetivo, Auferir e analisar, como a


administração da APS de Blumenau realiza a comunicação da legislação previdenciária à
população e empresas desse município, ao que se refere às normas para concessão de
benefício, referente ao benefício auxílio – doença. Todo esse conjunto evidenciará, como a
desinformação, provoca o desequilíbrio na condução dos trâmites administrativos.
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2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Os objetivos específicos desse estudo podem ser enumerados da seguinte forma:

►1. Pesquisar e descrever, mediante entrevista com o responsável direto desta agência pela
comunicação social, a fim de saber, como é repassada às empresas e aos cidadãos da região os
preceitos previdenciários.

►2. diagnosticar, mediante entrevista, quais os meios de mídia mais utilizados pela
população deste município, na condição de delinear, qual o veículo de comunicação, mais
propício para a divulgação dessa lei.

►3. Verificar, se as empresas repassam corretamente aos seus funcionários, as normas


referente a concessão do benefício auxilio doença.

►4. Propor, alternativas e ações, com o intuito de melhorar a eficiência e abrangência da


informação sobre a legislação previdenciária.
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3 REVISÃO DE LITERATURA

Neste capítulo, serão abordados todos os temas relevantes ao desenvolvimento do


projeto, com o objetivo, de oferecer suporte e fundamentação sólida para análise do tema, por
meio da autoridade de autores, profissionais de Marketing, Relações Públicas, Publicidade,
Administração, dentre outras diversas especialidades de destaque, pertinentes a natureza do
tema estudado.

COMUNICAÇÃO

A comunicação é vital para o estudo da publicidade, propaganda, disseminação


de qualquer tipo informação, como também, para o exercício da cidadania.
O objetivo da comunicação, como o próprio nome sugere, é usá-la, para levar
alguma coisa mensagem ou informação a alguém.
A comunicação faz parte da essência humana, desde o surgimento do homem
como retratado por Giovanni Giovanninni, em seu livro Evolução na Comunicação em que,
desde os primórdios da civilização humana, o homem desenvolve diferentes formas e meios
de comunicação, com anseio em propagar idéias, persuadir e informar. Tudo isso, resultou, no
desenvolvimento de canais e métodos cada vez mais modernos, ágeis e interativos de
comunicação.
Fazendo uma viagem de milhares de anos, aproximadamente 30.000 anos atrás,
na era Paleolítica Superior, o homem começou a desenvolver a comunicação, através de
desenhos chamados Pictóricos. Tais desenhos foram encontrados, e compreendidos muitos
anos após terem sido concluídos. O homo sapiens foi assim o estopim do surgimento da
comunicação interpessoal, o homem inicia uma insaciável busca, que já dura mais de 30.000
anos, de uma perfeição desmedida na eficiência comunicativa, seria inconcebível pensar viver
sem ela. O homem vive exposto à comunicação, e suas múltiplas maneiras, milhares de vezes
ao dia.
Sant’anna (2003) define comunicação como, “o processo de transmitir e
compartilhar idéias entre indivíduos, apresentando-se como um processo vital para o ser
humano que através da comunicação pode-se expressar idéias, conhecimentos, sentimentos e
experiência, de pessoa para pessoa”.
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Para Gade (1998, p.147) “o processo de comunicação é um processo


relativamente complexo por ser próprio do ser humano e por este ser um organismo
extremamente complexo”. A comunicação envolve muito mais do que apenas palavras, estas
são, apenas uma pequena parte da nossa capacidade de expressão, como seres humanos.
Estudos demonstram que, numa apresentação diante de um grupo de pessoas, 55% do impacto
da comunicação, são determinados pela linguagem corporal como a postura, os gestos e o
contato visual - 38% pelo tom de voz, e apenas 7% pelo conteúdo da apresentação. Com isso,
a linguagem corporal e o tom de voz, fazem uma imensa diferença no impacto e no
significado do que dizemos. Não é o que dizemos, mas como dizemos que faz a diferença. As
palavras são o conteúdo da mensagem; a postura, os gestos, a expressão e o tom de voz são o
contexto no qual a mensagem está embutida. Juntos, eles formam o significado da
comunicação.
Do ponto de vista etimológico, A palavra comunicação vem do latim communis
que traz idéia de comunhão (PEREZ; BAIRON, 2002, p. 14). Neste sentido, comunhão tem o
significado de participar, transmitir, compartilha,indo de encontro, com as necessidades
humanas e a interação dos indivíduos em sociedade, para isso, Kotler (2000) “sustenta, que
para que haja uma comunicação eficiente com o consumidor, deve-se primeiro,entender
todos os processos que compõe essa comunicação”.

Meio
Emissor Codificação Decodificação Receptor
Mensagem

Ruído

Resposta
Fedback

Ilustração4: Elementos do processo de comunicação.


Fonte: Kotler (2000, p. 571).

Kotler (2002) define cada um destes componentes:


a) Emissor: é o elemento que envia a mensagem para outro elemento;
b) Codificação: é a tarefa de transformar o pensamento em símbolos;
c) Mensagem: é o conjunto de símbolos que o emissor quer transmitir;
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d) Meios: é o canal de comunicação pelo qual o receptor vai receber a


mensagem;
e) Decodificação: é o processo por meio do qual o receptor decifra os símbolos
enviados pelo emissor, conferindo-lhe significado;
f) Receptor: é o indivíduo que recebe a mensagem;
g) Resposta: é a reação do receptor à mensagem recebida;
h) Feedback: é a parte da resposta do receptor que retorna ao emissor;
i) Ruídos: são fatores imprevisíveis podem ocorrer durante o processo de
Comunicação que levam o receptor a receber as mensagens de formas diferentes
da original.
Com base na Ilustração 4, pode-se observar que o início da comunicação dá-
se pelo emissor.

Para Dias, (2003 apud BOURG, 2007, p. 24) “o emissor é o indivíduo que inicia todo o
processo comunicativo”. Para que este processo vá adiante, o emissor deve escolher um
código para expressar sua mensagem, e assim, enviá-la por algum meio, para que seja
decodificado e entendido pelo receptor. É importante frisar que, este código deve estar de
acordo com o público que se quer atingir, devendo ser escolhido de forma a ser totalmente
compreensível pelo receptor. Da mesma forma que, “sem o estabelecimento de um código,
seja ele qual for, não há comunicação” (PEREZ; BAIRON, 2002, p. 22). Ainda, “é de suma
importância escolher os meios certos, para que esta mensagem atinja de forma eficaz o
consumidor” (DIAS, 2003; KOTLER, 2000, apud BOURG, 2007, p. 24). O receptor, ao
receber a mensagem, decodifica-a e envia uma resposta ao emissor, que pode ou não ser a
resposta esperada por ele. A este retorno, da comunicação dá-se o nome de “ feedback, em
meio a todo este processo, existem os ruídos, que são elementos aos quais fogem ao controle
do emissor e podem prejudicar o processo de comunicação, reduzindo sua eficácia” Dias
(2003 apud BOURG, 2007, p. 23).
Para Kotler (2000 apud BOURG, 2007 p. ), a mensagem pretendida pode não
chegar ao aos consumidores por três razões:

a) Atenção Seletiva: uma pessoa está exposta a 1600 mensagens comerciais por
dia. Destas, 80 são notadas de forma consciente e apenas 12 conseguem provocar
algum tipo estímulo ao consumidor. Diante desta batalha pela atenção do
consumidor, fica evidente que, as empresas que se comunicam com o consumidor de
forma diferenciada tendem a despertar maior interesse.
b) Distorção Seletiva: os receptores tendem a prestar maior atenção às mensagens
que se ajustam à sua realidade. Assim, é comum que inconscientemente, estes
consumidores acrescentem algo que não consta na mensagem original e esqueçam
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outras coisas que estão presentes. Para minimizar estes efeitos, é importante que a
mensagem seja construída com maior simplicidade e clareza possíveis, sendo
propagada diversas vezes, visando facilitar a compreensão por parte do público.
c) Retenção Seletiva: diante das milhares de mensagens comerciais que impactam
o consumidor todos os dias, é natural que ele absorva e retenha na mente apenas
uma pequena parcela destas mensagens. Entretanto, para que esta mensagem seja
mais facilmente aceita e lembrada, ela deve receber uma atitude inicial positiva dos
consumidores e condizer com seus argumentos. Se a atitude inicial do consumidor
for negativa, e ele tiver motivos para isso, é provável que esta mensagem seja
rejeitada.

Karsaklian ( 2000 apud BOURG, 2007, p. 25), “ [...] um processo dinâmico pelo qual aquele
que percebe atribui um significado a matérias brutas oriundas do meio ambiente.”

Essa percepção, entretanto é limitada: ela é subjetiva, seletiva, simplificadora,


limitada no tempo e cumulativa; Desta forma, percebe-se que o indivíduo não é um mero
objeto, e sim, um organismo que responde e reage ao meio e às mensagens que é exposto ao
processar as informações que recebe.
Por esses motivos que os mecanismos de repetição e redundância são tão
utilizados nos processos de comunicação, pois proporciona uma reafirmação da informação.
“Desta forma, é importante que, ao enviar uma mensagem tenha-se em mente o
público-alvo e suas percepções, para que ela se destaque entre as demais e possa surtir o
efeito desejado nos consumidores.” (PEREZ; BAIRON, 2002 apud BOURG, 2007, p. 26).
Pode-se notar que, é de suma importância todo o processo de comunicação em
meio a todos os indivíduos, que juntos, formam uma coletividade chamada, sociedade. Onde
a, interatividade, proporcionada pelos veículos de comunicação existentes, são sinônimo de
lucros,de garantia de direitos,de vida e de todo tipo de benefícios quando utilizados
corretamente,por todo os seguimentos como,os departamentos de marketing, publicidade,
administração, relações publicas e propaganda.

MÍDIAS

As mídias, como os elos de comunicação entre marcas e empresas, entre


instituições públicas e a população que delas necessitam, assumem papel fundamental no
processo da propaganda, proliferação das informações e serviços. É por, intermédio dessas
que, as mensagens publicitárias são disseminadas e estimulam os seus alvos. Com os avanços
16

tecnológicos, e em um mundo cada vez mais tecnológico, o estudo deste item torna-se de
suma importância, para o entendimento do tema em questão.
“Mídia vem do inglês media, cuja origem vem do latim média, que significa meio,
e é usado para designar um sistema de transmissão de mensagens entre uma fonte e um
receptor” PINHO ( 2001 apud BOURG, 2007, p. 39). Assim, pode-se notar que, partindo
desde sua etimologia, a palavra media designa comunicação, que é um dos fatores primordiais
não só da publicidade, mas das relações humanas, a mídia designa os caminhos e maneiras de
comunicação, por meio dos quais as mensagens publicitárias chegam ao público que se quer
atingir; Para Kotler (2000 apud BOURG, 2007, p. 39), “no sentido amplo, a mídia é
constituída pelos meios de comunicação escrita (jornais, revistas, mala direta), transmitida
(rádio, televisão), eletrônica (fitas de áudio e vídeo, videodisco, CD-ROM, página da web) e
expositiva (painéis, outdoors, cartazes).”
Segundo Pinho (2001), as principais mídias publicitárias, podem ser classificadas de acordo
com sua natureza, em três grandes categorias:

a) Mídia Impressa: Jornais, revistas e outdoor;


b) Mídia Eletrônica: Rádio, televisão, TV por assinatura e cinema;
c) Mídia Interativa: Internet

Cada qual apresenta diferentes naturezas, a televisão, algumas emissoras de rádio, algumas
revistas e jornais são considerados mídias de massa, por sua enorme abrangência na
transmissão de informações à população ao mesmo tempo. Da mesma forma, que existem
mídias especializadas, como revistas, emissoras de rádio focadas a determinado assunto,
jornais de comunidades, mala direta entre outros. Contudo, todos esses veículos possuem
vantagens e limitações, e para Sant’anna, “o melhor veículo é uma combinação de todos de
forma integrada” (SAMPAIO, 1999; SANT’ANNA, 2003 apud BOURG, 2007, p. 40).
Para Sampaio (1999 apud BOURG, 2007, p.40)” as mídias, como meios e
veículos de comunicação ,devem ser escolhidos de acordo com os objetivos que se quer
atingir, levando em consideração diversos fatores, como o público-alvo, o tamanho do
mercado, a verba disponível, entre outros.”
Assim, observam-se diferentes tipos de mídias, sendo que cada qual, tem sua
especificidade. Mesmo assim, é importante ressaltar, que elas não são totalmente
independentes, mas que, sua relação com os consumidores e seu público, caminham de mãos
dadas.
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MÍDIAS DE MASSA ATUAIS X POPULAÇÃO “CONSUMIDOR”

Das mídias de massa, que são facilmente acessadas atualmente destaca-se três,
sendo em primeiro plano, a televisão, que é um dos principais meios de informação para
maioria da população brasileira, a televisão, ocupa um lugar de destaque na sociedade
brasileira, sendo que:
“Sua força fundamenta-se na grande capacidade de cobertura em
curto prazo, e capacidades de unir movimento, som, cores e visual, e a
possibilidade de atingir grandes massas por um custo relativamente baixo,
tornando-se uma fonte de entretenimento e informação para milhões de pessoas e
uma grande mídia para os anunciantes” (SAMPAIO, 1999; PINHO, 2001 apud
BOURG, 2007, p. 41).

Os telejornais, atuam como veículo de destaque nessa esfera pública,


confeccionando uma teia social à distância, com isso, a TV é um importante ator social,
especialmente levando em conta seu papel como, principal meio de informação de um país,
em que a escrita ainda é uma forma de exclusão social,pois, nosso país ainda possuí pessoas
que mal completaram o primário. Soma-se, a este, o analfabetismo funcional, termo que a
UNESCO1 explica como sendo,toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como
lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e
de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas,impossibilitando seu desenvolvimento
pessoal e profissional2. O Brasil tem, cerca de 18% da população, ou seja, pessoas com
menos de quatro anos de estudo, e 16 milhões de pessoas com mais de 15 anos que ainda não
foram alfabetizadas esses dados são do IBGE2.A TV está presente na vida de milhões de
brasileiros,de acordo com dados de 2006, em pesquisa feita por esse Instituto, onde mais de
93% dos lares brasileiros possuíam pelo menos um aparelho de Televisão. Através dele,
milhares de mensagens, publicitárias e governamentais, chegam às pessoas todos os dias,
estimulando, o consumo de diversos produtos e serviços, movimentando o mercado e gerando
conhecimento. Entretanto, devido ao grande número de mensagens, apenas pequena parte
delas é absorvida, diante da falta de atenção do público. A TV no Brasil, também acompanha a
onda tecnológica, já que, teremos até 2009 a implantação da TV aberta digital padrão japonês
ISDB-T. Trata-se, de versão mais sofisticada, de uma forma de mídia audiovisual interativa,

1
Organização das Nações Unidas para Educação,Ciência e a Cultura.Disponível
em:<http://www.unesco.org.br>.
Acesso em22out 2007
2
2
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ultimo Segundo.Disponível em:<http://ultimosegundo.ig.com.br/
Materiais/educação>.Acesso em: 22 out 2007.
18

que transforma a emissora de TV,existindo a possibilidade de usar um de seus “segmentos”


para transmitir TV digital direto para dispositivos móveis, sem passar pelas operadoras de
telecomunicações.3
Temos, em um segundo patamar, o rádio, que segundo John D. H. Downing
(2002), “é um dos instrumentos de comunicação mais democráticos”. O autor já constatava, o
papel fundamental do meio no que chamava de mídia radical alternativa, que para ele, é a
forma mais atuante da audiência ativa, e expressa as tendências de oposição, abertas e
veladas nas culturas populares. Por ser portátil, e de fácil aquisição, até mesmo comprado em
lojas de R$ 1,99 por qualquer pessoa, independente de classe social.
Destarte, qualquer indivíduo da sociedade pode manter-se informado,seguindo a o
fluxo tecnológico,parte para a transmissão digital, obtendo muito mais qualidade,de acordo
com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) “em 2006 o rádio estava
presente em 87,09% dos domicílios brasileiros sendo somente superado pelo televisor”
Logo em terceiro, vem a Internet, onde se pode literalmente ter o mundo na
palma da mão, sendo, o meio que representa melhor toda esta revolução tecnológica, e que
vem crescendo no Brasil. Segundo pesquisas, atualmente há 15 milhões de internautas no
país, já, disputando com o rádio, a posição de segundo veículo em mídia de maior propagação
no país, apesar de estar acessível apenas a 11% da população. Toda essa evolução que
assistimos dos meios de comunicação, como o rádio, a televisão, jornais e outros,tem um só
propósito, fazer frente a um público cada vez mais exigente,obter sua atenção,e com isso
conquista-lo. Esse é um fator fundamental, para a comunicação neste novo milênio, para
Perez (2002 apud BOURG 2007, p. 45):

“Uma empresa que venha a ser pioneira na utilização de material


em novas mídias digitais, estará na frente do processo de comunicação, devido ao
material interativo oferecer maior possibilidade de entrosamento do consumidor
com o produto ou serviço, criando um maior entrosamento e experiência ao
consumidor”.

De acordo com o IBOPE//NetRatings, 25 milhões de brasileiros têm acesso a


computador nos seus domicílios e - contra 22,1 milhões em 2006-e 32,9 milhões têm acesso
em qualquer ambiente, incluindo casa, trabalho, escolas,universidades e outros locais, para
Alexandre Magalhães, coordenador de análise do IBOPE4, a queda contínua do preço dos

3
Oficinadanete.Noticias.Disponivelem<http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/627/nossa_tv_
digital_comeca_em_dezembro>.Acesso em: 22 out 2007.
4
Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística.Noticias.disponível em
:<http://www.idgnow.uol.br>Acesso em: 22 out 2007.
19

computadores do acesso e a expansão do crédito para as camadas mais populares, são


fatores decisivos para o aumento dos numero de pessoas conectadas.
Nesse sentido, instituições públicas como o INSS (Instituto Nacional de Seguro
Social), assimilando essa tendência tecnológica, desponta desde 2001, com a publicação da
resolução5 nº 48 que estabelece prazo para melhorar os serviços públicos federais.
O Programa de Melhoria do Atendimento da Previdência Social, fixou metas e
objetivos, para que os velhos postos do INSS se transformem em modernas agências da
Previdência, com atendimento por hora marcada e tempo de atendimento pré-fixado para cada
serviço prestado. O Programa prevê, ainda, a adoção de modernas tecnologias de informática,
interatividade com auto-atendimento e Telemarketing, como nas mais modernas agências de
serviços,e vem avançando nesse sentido, estando entre um dos órgãos do Governo
Federal,que oferece o maior número de serviços à população. São 45 serviços oferecidos aos
trabalhadores com Previdência, e 36 aos empregadores6.

“Mas com toda essa tecnologia em ascensão, surge um grande


problema, pois começa a aparecer novas categorias de analfabetos: os que não
sabem usar os computadores, e os que não possuem endereço eletrônico. Porém, o
homem moderno, vive um paradoxo de quem não sabe ler nem escrever: goza dos
direitos de cidadão, mas sente-se, cada vez mais isolado pela falta do domínio das
novas tecnologias de comunicação” (Claudia guerra Monteiro em pesquisa
bibliográfica).

A COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E ESTRATÉGICA

Existe, no conjunto de todo o trabalho de comunicação realizado nas organizações


em geral no Brasil, e em outros países, dois nomes utilizados com freqüência, quais são:
Comunicação Empresarial e Comunicação Organizacional, contudo existindo também,
conforme autores como, James E.Grunig e Todd hunt, a determinação de Relações Públicas
para todo o gerenciamento da comunicação, entre uma organização e seus públicos.
Na América Latina, muitos países adotam o termo, comunicação organizacional,
em substituição ao de relações públicas, como por exemplo, o México, que atualmente,
entende os dois termos como um só. Mas, a comunicação organizacional, assim definida por
5
Resolução nº 48 INSS/DC Nº 48 de12 de março de 2001-DOU DE 15/02/2001.Disponível em:
<http//www.mpas.gov.br/legislação>.Acesso em:22 out 2007.
6
Fonte. Disponível em:<http://www.fiscosoft.com.br>.Acesso em: 22 out 2007.
20

(Goldhaber), este que é considerado um dos autores clássicos da comunicação organizacional


como:

“A comunicação organizacional é considerada com, um processo dinâmico por


meio do qual, as organizações se relacionam com o meio ambiente e por meio do
qual as subpartes da organização se conectam entre si. Por conseguinte,a
comunicação organizacional pode ser vista como o fluxo de mensagens dentro de

uma rede de relações interdependentes”.

Antes de falarmos em comunicação empresarial, Glaudêncio Torquato (1986,


p.13) define empresa como sendo, “uma unidade socioeconômica voltada para a produção
de um bem de consumo ou serviço, a empresa é um sistema que reúne capital,
trabalho,normas,políticas,natureza técnica”. Contudo, além de exercer um papel social muito
importante, por ser um gerador de empregos e avanços tecnológicos, a comunicação
empresarial, caracteriza-se como um conjunto de atividades e estratégias de comunicação de
certa empresa. Passa, por múltiplas perspectivas conceituais de várias ciências.
Segundo o que nos diz a professora de Comunicação Empresarial da Faculdade
IBTA7 nos cursos de Gestão, da unidade São Paulo, professora Maria do Carmo Carrasco, que
desempenha a mais de 12 anos a função de consultora em comunicação corporativa e pessoal,
nos diz que comunicação empresarial é:

“Uma atividade transdisciplinar, que envolve métodos, técnicas e profissionais de


áreas afins, dentre elas, relações públicas, jornalismo, assessoria de imprensa,
lobby, publicidade, propaganda, editoração, identidade visual, promoções,

pesquisa, Marketing e, mais recentemente, a contribuição da fonoaudiologia”.

No ambiente empresarial, existe um ciclo de transmissão de informações e


mensagens, que é um fenômeno capaz de gerar influências. Dentre esses conceitos
importantes, não podemos esquecer o de Relações públicas, que para França (2003, p.129)
retrata como “é difícil tentar encontrar os caminhos pelos quais se chegou à formação do
conceito de relações públicas no Brasil. Polissêmicas em suas manifestações, elas fazem que
cada interlocutor as veja na medida de sua percepção”.
As relações Públicas exercem funções administrativas, que avaliam as atitudes
públicas, identificam as diretrizes, e a conduta individual ou da organização, na busca do
interesse público, planejando e executando um programa de ação para conquistar a

7
Portal
btanews.Conversa.http://www.portal.ibta.com.br/cursos/ibtanews/ibtanews_5/conversa_pag1htm.Acesso
em: 22 out 2007.
21

compreensão e a aceitação públicas, para Ferrari (2003, p.58) “as relações públicas aparecem
no cenário das organizações, para a ajudar a construir relacionamentos harmônicos e
duradouros destas com os públicos dos quais dependem a sua sobrevivência”.
As organizações modernas, para se posicionar perante a sociedade e fazer frente a
todos os desafios da atualidade, necessitam planejar administrar e pensar estrategicamente a
sua comunicação.
Maria M. Krohling Kunsch (2006, p.7) nos diz que:

“Não basta pautar-se por ações isoladas de comunicação, centradas no


planejamento tático para resolver questões, gerenciar crises e gerir produtos sem
uma conexão com a análise ambiental e as necessidades do público de forma
permanente e pensada estrategicamente e que a seu ver, nunca se usaram tanto
como nos dias de hoje, no meio organizacional, as palavras estratégia e gestão
estratégica, quer no âmbito geral, quer vinculadas à comunicação”.

É comum, a afirmação de que, a comunicação tem uma função estratégica de


resultados, isto é, ela tem que agregar valores e ajudar as organizações a cumprirem sua
missão e concretizarem sua visão. A gestão estratégica, segundo Richardson & Richardson
(1992, p. 26-27):
“ É um processo, em última análise de adaptação organizacional aos
ambientes através do tempo: uma tarefa para o estrategista de gestão, que é
totalmente responsável pela forma como a organização se adapta ao seu ambiente e
satisfaz as pessoas; uma tarefa para cada um na organização, porque seus planos,
decisões e ações criam coletivamente o nível de sucesso alcançado pela
organização como a estratégia; um conjunto de trabalhos de planejamento crítico
sustentado pelas necessidades, impactos e de adaptação ao meio ambiente, que os
estrategistas podem reunir para manter ou melhorar o sucesso organizacional”.

Portanto, infere-se nesta revisão de literatura que, a comunicação, é de total


importância para a sobrevivência das organizações e instituições, sejam privadas ou públicas,
pois, norteiam todas as atividades administrativas internas e externas. Servindo, como,
matéria prima, pelas áreas administradas e para os diversos tipos de profissionais das áreas de
Marketing,de Relações Públicas,publicidade,Administração Pública,etc..
22

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Essa etapa, configura-se como fundamental,ou seja, uma peça chave, de suma
importância para o desenvolvimento do referido estudo de caso. Pois é aqui, onde se projeta
toda uma estratégia ou planejamento, esta palavra, que de acordo com o dicionário Aurélio
significa o processo que leva ao estabelecimento de um conjunto coordenado de ações
visando a consecução de determinados objetivos.
Mas, para o equilíbrio desse conjunto de ações, que norteiam esse planejamento,
faz-se necessário a utilização de um raciocínio científico, um método, que em sua acepção é:
“o conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos fatos
ou na procura da verdade” (RUIZ,1993). Podendo ser traduzindo metodologia segundo o
dicionário Aurélio como: A arte de dirigir o espírito na investigação da verdade.
23

4.1 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

Na intenção de esclarecer, qual o caminho a ser percorrido para obter respostas


corretas, que possibilitem uma eventual tomada de decisão, apresentando alternativas de
solução ao problema proposto e alcançando os objetivos traçados, nesse raciocínio, deve-se,
balizar a maneira mais propícia de seguir os vestígios dos elementos ligados ao caso. Esses
irão compor um banco de dados, aos quais, depois de selecionados e devidamente analisados,
clarificará o entendimento sobre o caso, proporcionando, uma melhor compreensão do
referido problema. Para a materialização deste contexto investigatório, faz-se necessário, para
começar a desenhar a caracterização desse estudo, proceder a escolha de um tipo de pesquisa,
que conforme,(ANDRADE,2001) “é conjunto de procedimentos sistemáticos,baseados no
raciocínio lógico,que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos
mediante emprego de métodos científicos”. Baseando-se nessa idéia, baseado nos objetivos
gerais, a pesquisa realizada detém uma abordagem exploratória, que faz uso do procedimento
qualitativo, e adota o estudo de caso como método de pesquisa, sendo que, esse tem como
foco proporcionar mais intimidade com o problema, expondo-o de maneira mais clara, pode-
se através dela, aprimorar idéias e desabrochar intuições.
Seu planejamento é deveras flexível, pois, aceita os mais variados aspectos,
relativos ao fato em estudo, como no olhar clinico de Gil (1999, p.43),que assim transcreve,
“as pesquisas exploratórias têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o
problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou construir hipóteses”. Sua principal
finalidade é desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, Marconi e Lakatos (1999
apud) definem pesquisa exploratória como:

Investigações que têm como objetivo a formulação de questões ou de um problema


com finalidade de:
a) desenvolver hipóteses;
b) aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou fenômeno
para a realização de uma pesquisa futura mais precisa;
c) modificar e clarear conceitos.

Essa pesquisa será classificada, como qualitativa, porque esse tipo de investigação
visa conhecer o estilo de vida do entrevistado, seu perfil, suas atitudes em relação ao tema,
por isso, o estudo de caso foi escolhido, por tratar-se de “uma investigação empírica que
investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto de vida real”. (YIN, 2001,
p.32-33).
24

4.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

O universo ou população de pesquisa refere-se, a um grupo de pessoas ou


empresas, aos quais recai o interesse em se pesquisar, o que está intrínseco aos objetivos
propostos nesse estudo. Nos casos onde, a população de pesquisa, é em número não
condizente com a capacidade operacional de realização do estudo, ( Roesch,1999) afirma “ser
necessário extrair uma parcela desta população para investigar, sendo utilizado o processo
de amostragem”.Cujo objetivo, é construir um subconjunto representativo da população,
segundo os interesses da pesquisa,Vergara(1998,p.48),assim define população, “como não o
número de habitantes de um local,como é largamente conhecido o termo mas um conjunto de
elementos (empresas,produtos,pessoas ,por exemplo)”,que possuem as características que
serão objeto de estudo. A amostra como um subconjunto desse grupo e que na opinião ainda
de Vergara(1998,p.48) significa, “uma parte do universo (população),escolhida segundo
algum critério de representatividade,será extraída, utilizando o método probabilístico ou o
não probabilístico”,como ainda ressalta o autor, no primeiro, “usa-se meios estatísticos para
a seleção dos elementos que comporão a referida amostragem,são aqui, destacadas a
aleatória simples,estratificada e por conglomerados”. Sendo que a escolha dos elementos da
população que irão formar essa amostragem, subordina-se em parte ao discernimento do
pesquisador, segundo (Rea e Parker, 2000), “o pesquisador não conhece a probabilidade de
determinado indivíduo vir a ser selecionado como parte da amostra”, podendo ser composto
por conveniência, intencional ou por cotas .
Nessa concepção, a pesquisa adota uma forma não probabilística e desenvolve-se
dentro de uma organização pública de âmbito federal, a Previdência Social
brasileira,precisamente na APS do município de Blumenau/SC, tendo como peças
fundamentais, Empresas e habitantes da região que juntos formarão, o conjunto motivador,
deste estudo.
O universo, ou população da pesquisa, concretiza-se por servidores desta a APS,
que exerceram, nos anos de 2006 a 2007, algum tipo de papel no gerenciamento de
informações organizacionais,seja no nível estratégico, tático ou operacional. Estando os
mesmos, relacionados direta ou indiretamente às linhas de educação, disseminação ou
comunicação da legislação previdenciária, voltadas aos clientes externos da organização,
juntamente, pelas pessoas que foram responsáveis do setor de pessoal ou departamento de
Recursos Humanos (RH) das empresas. Porque, tinham o dever de conhecer e repassar
corretamente o conhecimento sobre a legislação previdenciária , referente ao beneficio
25

auxílio - doença, à seus colaboradores. Nessa seqüência, vem todos munícipes que de
alguma uma maneira ou de outra necessitaram do benefício.
A amostra é devidamente composta por; 01 (um) gestor que atuou e atua no setor
de comunicação social, como coordenador do PEP (Programa de Educação Previdenciária)
na gerencia executiva da localidade; 03(três) pessoas responsáveis pelo setor de pessoal das
empresas em questão, nesse interstício e 10(dez) segurados residentes nesta localidade, que
precisaram usufruir das informações sobre auxilio doença previdenciário.

4.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

Quando a abordagem metodológica ou o tipo de estudo, que envolve análises de


dados e informações, o investigador deverá escolher uma técnica para coleta de
dados,Martins(2006,p.22) “portanto, nesta seção será se detalhará, quais ou qual melhor
instrumento de coleta dados, de acordo com o objetivo,atributos e essência do tema sob
investigação,que embasará todas as afirmações feitas a respeito deste estudo de caso”.
Martins (200,p.45) sugere que a, coleta de dados e informações deve atender aos seguintes
passos:
*listar as variáveis que se pretende medir ou descrever;
*Revisar o significado e a definição conceitual de cada variável
listada;
*Revisar, operacionalmente cada variável foi definida. Isto é,como

será medida ou descri ta,cada variável.

Mas, para a compreensão dos tópicos listados acima pelo autor, necessitasse
compreender o significado de variável, que de acordo com o Aurélio quer dizer, Que pode ter
ou assumir diferentes valores, diferentes aspectos, segundo os casos particulares ou segundo
as circunstâncias,, que se flexiona, ou seja, elas descrevem as características dos atributos a
seguir.
As fontes dos dados, que serão usados nessa pesquisa podem ser determinadas, de
dois tipos; dados primários e secundários, esse têm, como vertente os que já estão alocados
em um determinado ambiente como periódicos, livros, revistas e outros, já os primários, como
o próprio nome revela, são aqueles, extraídos de onde ninguém ainda utilizou em alguma
solução. Pode-se, quanto ao objetivo, serem extraídos através de entrevistas e mediante
observação por exemplo,assim, nesse projeto será evidenciado os dois tipos.
26

Antes de demonstrar, o quadro representativo das técnicas usadas neste trabalho


para coleta de dados, faz-se necessário a conceituação sobre alguns tópicos ,assim,temos que
a entrevista pelo prisma de Yin(2001,p.112) significa, “uma das mais importantes fontes de
informações para um estudo de caso são as entrevistas. Pode-se ficar surpreso com essa
conclusão,por causa da associação usual que se faz entre as entrevistas e o método de
levantamento de dados”.No entanto, para Martins(2006,p.27):

“ Trata-se de uma técnica de pesquisa para coleta de dados, cujo objetivo básico é
entender e compreender o significado que os entrevistados atribuem a questões e
situações, e anexos que não foram estruturados anteriormente, com base nas
suposições e conjecturas do pesquisador”.

Destarte, otimizaremos uma forma de entrevista focada, sendo que, a pessoa


inquirida pelo entrevistador, responde a perguntas por um breve período de tempo,às vezes,
podendo conter aspectos do tipo aberto-fechado, contudo, deve-se sempre seguir de
preferência a dinâmica estabelecida no roteiro de questionamentos, que contem um o rol de
perguntas já preestabelecidas,nesta estrutura de coleta de dados, se usará também o critério da
observação direta, “chamada de, estudo naturalista ou etnográfico, em que, o pesquisador
freqüenta os locais onde os fenômenos ocorrem naturalmente”(Fiorentini e Lorenzato, 2006).
Esse tipo de técnica de coleta de dados, que não se limita em apenas ver ou ouvir,
mas analisa os fatos ou fenômenos que se deseja estudar, um dos componentes primordiais da
investigação científica, empregado na pesquisa de campo como a postura qualitativa, podendo
ser utilizada na pesquisa conjugada a outros métodos ou de maneira particular.

Ela auxilia o pesquisador, na identificação e a aquisição de provas a respeito de objetivos,


sobre os quais os indivíduos não têm consciência, mas que, guia sua atitude e reações,
sujeitando o pesquisador a um contato mais direto com a realidade, o nível de participação do
observador é muito relevante, bem como, a duração das observações, sendo de suma
importância planejar o que e como observar.
Enquanto procedimento científico, e para que a investigação seja digna de
confiança, deve servir a um objetivo formulado de pesquisa, sendo minuciosamente planejada
e submetida a confirmação e controle de validade e precisão,isso, nada mais é do que, se
observar o local ou locais de estudo, tentando colher o máximo de informação possível a
respeito do caso. Esses passos proporcionaram mais embasamento e veracidade aos dados
coletados,na seqüência se examinará dados arquivados, ou seja, aqueles retidos em
computadores, seja on-line, como em sites, home-pages, artigos digitais ou off-line como de
estatística de atendimentos em setores, orçamentos, planilhas, levantamento de dados, e tudo
que agregue valor ao referido estudo.
27

Os instrumentos de coleta de dados, adotados nesse trabalho, são descritos no


quadro a seguir.

Instrumento de Universo pesquisado Finalidade do Instrumento


coleta de dados
01(um)-servidor responsável pela Esta entrevista, primeiramente,
Entrevista coordenação do PEP (programa de tem a finalidade de apurar como
educação previdenciária) na cidade foi administrada, quais canais, ou
de Blumenau. métodos foram disponibilizados
03(três)-pessoas que exerceram a para proporcionar a difusão da
função de coordenar o RH de informação previdenciária,
empresas da região, tendo como referente ao auxilio doença entre
responsabilidade, a disseminação 2006 a 2007 nesta cidade, e se
da informação previdenciária, em eles demonstraram sua eficácia;
meio a seus colaboradores. Segundo, apurar como o setor
10(dez)-indivíduos “segurados” do de departamento pessoal das
INSS (Instituto Nacional de Seguro empresas, trabalharam a questão
Social) que necessitaram usar o da informação à seus
beneficio auxilio doença,nesse funcionários,se conhecem a
tópico se realizará entrevistas legislação previdenciária,como
baseadas em um pequeno buscam esse conhecimento, bem
questionário, como orientação para como, se fornecem os documentos
as perguntas. necessários à seus colaboradores,
para poderem requerer o
beneficio perante a esse Instituto;
Terceiro, sondar se aqueles que
necessitam deste
auxilio,conseguem obter os
esclarecimentos desejados sobre
as normas vigentes, tanto das
empresas como da Previdência
Social, saber quais os meios de
comunicação são mais utilizados
no cotidiano destas, com o intuito,
de auferir se os atuais métodos são
ideais para transmissão dessa
28

informação.
Observação Direta O referido estudo se passará a APS Nessa concepção pretende-se
do Município de Blumenau, Estado observará como é o procedimento
de Santa Catarina no interstício administrativo referente a este
compreendido entre 2006 a 2007 serviço,se a documentação
no setor de controle operacional, provinda das empresas, realmente
onde é feito todo o trabalho de chega correta ou com algum tipo
conferência da documentação de erro, avaliar, como um
legalmente exigida e procedendo a todo,qual o grau de desinformação
liberação dos requerimentos desses das normas de concessão desse
indivíduos, que marcam sua perícia beneficio, em meio as empresas e
pelo sistema de agendamento população, pois, diariamente
eletrônico, disponibilizado pela enfrenta-se problemas nos ritos
internet ou pelo atendimento administrativos e transtornos
telefônico135. pessoais, causados pela omissão
ou falta de esclarecimentos deste
grupo em questão. Assim,
identificar as possíveis falhas
existentes nessa transmissão.
A fim de enriquecer ainda Na intenção de demonstrar, o
Dados Arquivados mais, esse estudo, se consultará modo como é fornecida e exposta
sites governamentais, como: a informação referente ao
www.mpas.gov.br, ( Dataprev ) beneficio auxilio doença, irá
Empresa de Tecnologia e corroborar o estudo,relatos,índices
Informações da Previdência Social; etc....E revelar as possibilidades
Intraprev, revistas,boletins,digitais que a população e empresas
bem como artigos ou informativos poderão valer-se para se
do INSS,índices estatísticos do instruírem a respeito destas
Instituto ,e todo tipo de normas, com isso procurar estar
informações, alocadas em várias evidenciando a importância desta
espécies de mídias, que colaborem Autarquia,para toda a sociedade
com o estudo realizado. brasileira.

Quadro 1- Instrumento de coleta de dados.


Fonte: Unisul Virtual, 2007.
29

5 DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO DE CASO

5.1 DIAGNÓSTICO

Nessa parte do projeto, estudo de caso, sobre a desinformação previdenciária no


Município de Blumenau, traz dados básicos da organização em que, se origina este trabalho,
neste caso, a APS (Agência da Previdência Social) deste município, descrevendo, toda a
realidade observada em relação ao problema escolhido,ao mesmo tempo que, familiarizará o
pesquisador com esse contexto.
30

5.1.1 Contexto histórico

A Previdência Social foi introduzida no Brasil em 1923, com a Lei Eloy Chaves,
com o Decreto-Lei, número 4.682 de 24/01/1923, considerado um marco para o sistema
previdenciário brasileiro. Partindo-se desta, definiu-se o conteúdo dos instrumentos legais
para a elaboração, de Caixas de Aposentadorias e Pensões, nas empresas ferroviárias
existentes na época. Tais Caixas fixaram o início da etapa de vinculação por empresa,
composta pelo pequeno número de segurados, algumas vezes o mínimo dispensável para o
funcionamento nos padrões adotados. A Constituição de 1824, entretanto, tinha uma única
disposição, relacionada à seguridade social no seu art. 179, XXXI, dispondo: A Constituição
também garante os socorros públicos. Havia algumas normas esparsas como o, Regulamento
n.º 737 de 1850 assegurando ao trabalhador acidentado salários por no máximo 3 meses,
Decreto n.º 2.711 de 1860 regulamentando o financiamento de montepios e sociedades de
socorros mútuos e Decreto n.º 3.397 de 1888 que criou a Caixa de Socorro para os
empregados de estradas de ferro e no mesmo ano em que foi criado, o Decreto nº 9.912-a,de
26 de março que regulou o direito a aposentadoria dos empregados dos correios,onde fixava
em 30 anos de efetivo serviço e idade mínima de 60 anos os requisitos para a aposentadoria.
Nessa época, a intenção era agregar categorias profissionais como um todo,
iniciando-se com a criação do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos, depois
dos comerciários (1934), dos bancários (1934), dos industriários (1936), dos empregados em
transportes e cargas (1938) e da estiva (1939). Os Institutos e Pensões – IAPs geravam
aposentadorias e pensões, garantindo a prestação de assistência médica aos filiados e
dependentes, provendo hospitais e ambulatórios próprios e contratando serviços de
estabelecimentos de saúde privados. Os IAPs significaram uma expansão da cobertura social,
vinculando grande parte dos trabalhadores urbanos formais e autônomos.
Em matéria de proteção social, a organização através de institutos apresentava
algumas limitações, pois, além de excluir os trabalhadores rurais e os do setor informal
urbano, não protegia muitos assalariados do próprio mercado formal urbano, uma vez que
estes não exerciam atividades profissionais cadastradas pelos institutos. Na Constituição de
1934, o art. 5º, inciso XIX, alínea c, foi demarcada a competência da União em fixar regras
de assistência social, enquanto que o art. 10 juntamente transferia aos Estados-membros,a
responsabilidade para cuidar da saúde e das assistências públicas. Já a Constituição de 1937
foi muito breve em matéria de previdência (art. 137), empregando a palavra Seguro Social,
em vez de Previdência Social, a Constituição de 1946 é a Carta política social-democrática
do pós-guerra, que iniciou uma sistematização da matéria previdenciária, dentro do artigo que
31

tratava do Direito do Trabalho (art. 157), surgindo pela primeira vez a expressão Previdência
Social, perdendo terreno a expressão Seguro Social. A primeira Lei Orgânica da Previdência
Social (Lei 3.807 de 26/08/1960) foi criada para diminuir o vácuo existente entre as categorias
profissionais e a unificação da previdência, padronizando as contribuições e os planos de
benefícios dos inúmeros institutos, Foi um avanço e também estendeu seu campo de atuação
em relação aos segurados protegidos e às prestações concedidas.
Em 1.967 com as reformas empreendidas pelo regime militar criou-se o INPS com
o Decreto-lei n.º72, de 21/11/1.96, que reuniu em uma mesma estrutura seis Institutos de
Aposentadorias e Pensões até então existentes,centralizando a organização previdenciária.
A Constituição de 1967 preservou a matéria previdenciária nos mesmos moldes que a de
1946. Seu parágrafo 2º do art. 158 dispunha que, a contribuição da União no custeio da
previdência social seria atendida mediante dotação orçamentária ou com o produto de
contribuições arrecadadas, nesse contexto histórico acontece nos anos 70 precisamente no
dia 25 de junho1974 a promulgação da Lei nº6.062, com isso, o então Presidente Ernesto
Geisel(1974-1979) extinguiu o atual Ministério do trabalho e previdência social e alojando em
seu lugar o Ministério da Previdência e Assistência Social(MPAS) este, com toda sua
ramificação utilizando a Lei nº6.439 de 01 de dezembro de 1977 cria o SIMPAS(Sistema
Nacional de Previdência e Assistência Social),com a ardosa incumbência de integrar as
funções de concessão e manutenção de benefícios,prestação de serviços,custeio de atividades
e programas,gestão administrativa,financeira e patrimonial da Previdência e Assistência
Social. Tudo sob a orientação, coordenação e controle do MPAS. Com essa lei criaram-se o
INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) respondendo pela
assistência médica, e o Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência
Social (IAPAS), administrando a gestão financeira e patrimonial. Compondo o SIMPAS existia
o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), a Fundação Nacional do Bem-Estar do
Menor (FUNDABEM),a Fundação Legião Brasileira de Assistência Social (LBA), a Empresa
de Processamento de Dados da Previdência Social (DATAPREV)e a Central de Medicamentos
(CEME), como órgão autônomo.
Cada um desses órgãos, que faziam parte do SIMPAS, que era parte do
Ministério da Previdência e Assistência Social tinha uma atribuição em especial, como por
exemplo: o INPS com a função de conceder e manter benefícios e outras prestações em
dinheiro; ao INAMPS, prestar assistência médica; a LBA, prestar assistência social à
população carente, mediante programas de desenvolvimento social e de atendimento às
pessoas, fossem segurados ou não; na FUNDABEM, a função era promover a execução da
política nacional de bem-estar do menor; o IAPAS ficava com a função de arrecadar, fiscalizar
e cobrar as contribuições, realizar as aplicações patrimoniais e financeiras, acompanhar a
32

execução orçamentária e o fluxo de caixa,executar e fiscalizar a execução de obras e serviços


objeto de programas das demais entidades do SIMPAS. Já, o CEME tinha como finalidade, a
promoção medidas que visavam ao desenvolvimento técnico da produção de medicamentos,
que constava da Relação de Medicamentos Básicos, promover pesquisas farmacoclínicas, e a
aquisição e a distribuição de remédios.
A estruturação do Ministério da Previdência e Assistência Social dos anos 70 foi
definitivamente o marco significativo para a população brasileira e essa estruturação se reflete
ainda hoje, mesmo com todas as mudanças ocorridas posteriormente.
Nesta onda de modificações a Previdência Social nos anos 90, ela é novamente
exposta a um novo conjunto de mudanças, durante o governo Collor, onde otimizando a
modernização da administração pública e conseqüentemente uma melhor qualidade de
serviços prestados a sociedade, são realizadas várias privatizações e reestruturações
ministeriais. O Ministério da Previdência e Assistência Social deixa de existir para ser
restabelecido, o Ministério do Trabalho e Previdência Social, assim com essas mudanças
ministeriais conhecidas, INPS e IAPAS, foram substituídos pelo Instituto Nacional do Seguro
Social – INSS, materializando a idéia de que Previdência Social é uma fonte de seguro,
diferente da assistência social.
Com essa reestruturação, o atendimento médico, deixa de ser responsabilidade da
Previdência Social e passa a ser administrado pelo Ministério da Saúde, através do SUS,
também instituído em 1990. E já com o decreto nº3049/99 que aprova o regulamento da
Previdência Social, vem a Lei Complementar 108 de 29/5/2001 juntamente com a Lei
Complementar 109, de 29/5/2001 regulamentaram a Previdência Complementar.
O Sistema atual tem os seguintes Regimes:
-Regime Geral de Previdência Social: Administrado pelo INSS e focando o
atendimento aos trabalhadores da iniciativa privada, sejam urbanos, rurais. Autônomos,
empresários,etc....
-Regimes Próprios de Previdência Social: Dos servidores titulares de cargos
efetivos da União,Estados,Distrito federal e Municípios,incluídas suas Autarquias e
fundações
-Regime Facultativo Complementar Público: Planos de proteção que atendam
àquela parcela da comunidade com renda acima dos limites de proteção estabelecidos nos
Regimes Geral e Próprio, além da solidariedade ou mutualismo, previsto implicitamente na
Constituição (art. 3º, I).
Como se vê, o atual INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) criado na gestão
do Presidente da república Fernando Collor de Melo em 27 de junho de 1990 pelo decreto nº
99.350 já passou por várias mudanças estruturais, e mais recentemente houve com a lei n°
33

11.457, de 16 de março de 2007,criou-se a Secretaria da Receita Federal do Brasil


mediante transformação da Secretaria da Receita Federal Art.8º e extinção da Secretaria da
Receita Previdenciária do Ministério da Previdência social (§ 4 do Art.2º) da mesma lei ou
seja separando-se concessão de benefícios e arrecadação, de contribuições,estando ligada a
administração direta do Ministério da Previdência Social esta Autarquia é responsável pela
execução das políticas ministeriais que lhe são impostas.
Em meio a toda essa trajetória e sucessão de acontecimentos em nível nacional,
surge no Município de Blumenau, cidade foco desse estudo de caso,o primeiro posto de
seguridade social que se tem conhecimento com documentação conforme dados históricos na
data de 28 de abril de 1966 registra-se a aquisição de um terreno conforme escritura de
compra em nome do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários ( IAPs ) e em
seguida averbado em 21 de março de1969 em nome do Instituto Nacional de Previdência
Social(INPS).Registros contam com a data de, 01 de setembro de 1977 marcando a
integração ao patrimônio do Instituto de Administração Financeira da Previdência e
Assistência Social(IAPAS),e no dia 27 de 1990,por força do decreto nº 99.350 o imóvel foi
incorporado ao patrimônio do Instituto Nacional do Seguro Social,onde atualmente com
CNPJ 29.979.036/0312-91,esta localizado à Rua Presidente John Kennedy nº 25 ao centro
de Blumenau-SC.
Essa agência submetendo-se a uma reforma estrutural, no seu layout e em suas
instalações para melhor atender a população desta localidade, sendo sua reinauguração
oficializada em 02/07/1999, com o novo Programa de Melhoria do Atendimento na
Previdência Social (PMA),que teve a presença do Ministro da previdência e Assistência
Social à época Waldeck Ornelas, sendo, a primeira agência do Estado a funcionar, com todo
seu sistema informatizado,o que, propiciou aumentar o dobro de sua capacidade de
atendimento de 600 para 1,5 pessoas/dia.

5.1.2 Dados básicos da organização:

A APS de Blumenau é destaque, em números de atendimentos no estado de Santa


Catarina, sendo sua maior demanda o beneficio auxílio-doença, além, de ser um grande
gerador de renda,porque em vários municípios brasileiros, é o INSS a maior fonte de renda,
aquecendo a economia local. No que se refere, a essa agência questão, além de prestar
atendimentos aos munícipes, ela também abrange diretamente outras três cidades próximas
quais são, Pomerode, Luiz Alves e Gaspar, já se trata, de uma instituição federal sem
34

limítrofes. Nos ritos processuais dessa agência, realiza-se a manutenção de benefícios,


concessões de aposentadorias, salários família, amparos sociais e uma infinidade de serviços,
além de proceder à inscrição de contribuintes, ainda conta, com um setor que faz a dissipação
da informação previdenciária, realizando palestras e eventos.
Estão distribuídos em suas instalações 20 servidores, que atuam na linha de
atendimento, 05 lotados no setor de RH, e 03 exercendo os cargos de monitor de
atendimentos, de chefe de beneficio e agência. Esta localizada a Rua Presidente John
Kennedy nº25 no centro de Blumenau-SC, comportando uma clientela bem diversificada, bem
como prestando vários serviços e informações à comunidade, empregados, empregadores e a
todo cidadão que dela necessite.
Possui atendimentos com hora marcada, onde após ter marcado sua perícia pelos
canais remotos, o segurado somente comparece para realizar em hora pré-estabelecida, assim
acontece com requerimentos de aposentadoria ou outro tipo de benefício. Isso deve-se, ao
telefone nacionalmente conhecido como, 135 e a pagina da Previdência Social na internet.
Segundo nossa Carta Magna de BRASIL. Constituição(1988)Constituição da República
Federativa do Brasil. Brasília,DF:Senado Federal,1988. Em seu Art. 194 retrata o seguinte:

A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa


dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à
saúde, à previdência e à assistência social.
Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguri

dade social, com base nos seguintes objetivos:


I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urba nas
e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
V - eqüidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de financiamento;

Sua missão esta contida na lei nº8.212 de Art.3ºde 1999:

A previdência tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios


indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade,idade
avançada,desemprego involuntário,encargos de família e reclusão ou morte
daqueles de quem dependiam economicamente”.
35

5.1.3 Estrutura Organizacional

GER ÊNC IA
EXEC UTIVA

GERENCIA DE
RECURSOS ADMINISTRADOR ASSISTÊNCIA BENEFÍCIO POR
HUMANOS LOGISTICA DA SOCIAL INCAPACIDADE
AGÊNCIA

DIVISÃO RESPONSAVEL SUPERVISÃO REABILITAÇÃO


DE TECNICO DE TRIAGEM PROFISSI ONAL
Controle EQUIPE
RECURSOS DO
Interno BENEFICIO
DE
RECURSOS

ATENDIMENTO
ESPECIALIZADO

ATENDIMENTO CONTROLE
AGENDADOS MANUTENÇÃO CONTRIBUINTETE GERAL OPERACIONAL
INDIVIDUAL

PERÍCIA

De acordo com o organograma cima, referente à APS de Blumenau, existe ao topo


no grau mais elevado Gerência Executiva que responde por todas as agências integrantes da
micro - região, e que no Estado, são um total de cinco Gerências, segue-se nessa ramificação e
interligados o departamento de Recursos Humanos, responsável por toda a parte
administrativa, referente aos servidores desta agência, por exemplo,o lançamento em sistema
da folha de pagamento, férias, vale transporte, admissão de funcionários e todos trâmites
burocráticos que dizem respeito ao pessoal.
Seguindo vem a Logística, que tem a incumbência de realizar as licitações para
aquisição de bens, materiais e serviços, mapeamento do patrimônio, os gastos e tudo mais
relacionado a manutenção administrativa.
Encontra-se nesse quadro, disposto o Departamento de Assistência Social, que
tem a função de receber aqueles menos afortunados, que não conseguem receber nenhum tipo
de benefício do Instituto, assisti-los e tomar as devidas providencias, no sentido de tentar
enquadra-los em programas assistenciais por exemplo, o LOAS.
Encontramos a seguir, a Gerência de Beneficio por Incapacidade, incumbindo à
tarefa de respaldar a perícia médica, nas questões técnicas, ministrando cursos, palestras,
treinamentos, orientações e muitos outros serviços.
36

Estando subordinado à este, destaca-se Reabilitação Profissional, onde é feito


todo um trabalho de capacitação junto às empresas, para que, o segurado que ficou com
algum tipo de seqüela de acidente, e não pode exercer a função que exercia anteriormente,
possa voltar a trabalhar em outro cargo.
Nesta mesma linha do quadro acima, há o cargo de Administrador da Agência,ou
melhor,o Chefe dessa, que responde por todos os serviços executados pelos funcionários,
realiza chamadas para suporte técnico, faz a conexão entre, interesses dos servidores, gerência
e RH, confere, autoriza documentos e despachos administrativos,toma decisões que norteiem
a APS, etc... .
Inserido nessa estrutura, encontramos também, a divisão de recursos, onde é feita
toda uma pré analise da documentação, que adentra pela linha de atendimento, para poder
assim, dar continuidade ao processo administrativo, todos esses recursos são de benefícios
indeferidos, em sua maioria de auxílios-doenças. Surge nessa linha, o setor de Controle
Interno, que funciona como um auditor de benefícios, investigando-os, provocado por
denúncias ou mesmo efetuando revisões de rotina, para apurar casos de pagamento efetuados
e recebidos indevidamente, assim, convoca-se os segurados suspeitos para uma entrevista e
se for o caso, insere-se o débito com o INSS .
Existe o cargo de Responsável Técnico do Benefício ou Chefe de Benefício, que
por conhecer profundamente a legislação, que rege todo rol de benefícios concedidos
diariamente, auxilia e responde a todo tipo de dúvida existente nesta área, repassando seu
conhecimento aos atendentes,habilitadores,além de assinar documentos e promover despachos
administrativos, que requeiram sua matrícula e autorização.
Seguindo essa estrutura vem, o Supervisor de Equipe, que atua como um
orientador para os atendentes, levando as dúvidas que surgem, ao Chefe de benefício, para
emitir juízo, realizando tarefas administrativas de sua competência e monitorando o sistema
de chamadas, que é analisado, pela central na cidade de Brasília, que mede a quantidade de
atendimentos nas Agências, de todo o BRASIL, para realizar futuras estatísticas e otimizar o
tempo de espera do cidadão nas APS.
Após, ressalta o setor de Triagem, que é responsável por toda seleção dos tipos de
serviços, existentes na APS e juntamente promove a orientação e explicação de eventuais
duvidas, da-se preferência, para desempenhar este cargo, uma pessoa com mais experiência,
que já,trabalhou na maioria dos outros serviços da casa.
No setor de Atendimento, existe um conjunto de serviços ofertados à população,
ramificando-se nos setores como, Agendados onde se processa aposentadorias, pensões,
salários maternidade, auxílio reclusões e outros, com duração de atendimento de
aproximadamente, uma hora, esses são feitos com hora marcada; Manutenção, ela
37

desempenha os serviços de pagamento de créditos, desbloqueio, mudança de conta corrente,


cadastramento de procuradores, todo tipo de serviço financeiro.
Existe o setor de Atendimento Geral, caracterizado por ser aquele, em que é feito
todo tipo de serviço rápido, ou seja, há uma priorização desses,como a marcação de perícia
pela internet, de horário para requerer benefícios, extratos de salários, demonstrativos além
de protocolar processos etc.... Soma-se a esse o setor de Contribuinte Individual, chamado
anteriormente, de arrecadação que realiza inscrições de contribuintes, cálculos de
contribuições atrasadas, atualizações cadastrais e outros mais relativos a contribuição social.
Chega-se, ao Controle Operacional, que efetua a verificação dos dados pessoais,
críticas no sistema e promove a liberação dos requerimentos habilitados pelos canais remotos,
juntamente faz a inclusão do salário família daqueles que são empregados, averigua-se, toda
documentação originária das empresas, para poder estar encaminhando o cidadão à perícia
médica, e outros serviços correlatos.
Por fim, chega-se na Perícia Médica, onde é constatada a incapacidade laborativa
do segurado, que vem requerer o auxilio-doença, o amparo assistencial ao deficiente físico,
além de efetuar revisões médicas.

5.1.4 Descrição da realidade observada

5.1.5 Apresentação dos dados das entrevistas Dirigidas

Todos os dias, na APS (Agência da Previdência Social) situada no município de


Blumenau Estado de Santa Catarina, há uma grande demanda de segurados, requerendo vários
serviços e vários tipos de benefícios e informações previdenciárias, neste contexto, foi
processado entrevistas, com o servidor responsável pelo Pep (programa de Ensino
Previdenciário), com 03(três)-pessoas, que exerceram a função de coordenar o RH de
empresas da região, juntamente com, 10 (dez)-indivíduos (segurados) que de alguma maneira
usufruíram deste Instituto,e realizar a coleta de dados, arquivados como sites governamentais,
revistas, boletins digitais.
Todas essas etapas foram avaliadas, em uma observação objetiva, para investigar
e estabelecer de que forma APS (Agência da Previdência Social) de Blumenau poderá reduzir
os níveis de desinformação sobre legislação especialmente as normas que regem o auxilio-
doença nas empresas e os que dela necessitam, possibilitando maior confiança, eficiência
38

transparência em sua administração. Ressaltando que, a falta desse conhecimento, acarreta


inúmeros transtornos,causando um desequilíbrio administrativo dessa organização em relação
as empresas, seus colaboradores e aos segurados.
Partindo desse ponto, vai se analisar especificadamente, no setor Operacional
onde é feito toda a atualização dos cadastros pessoais, juntamente, com a liberação dos
requerimentos de auxilio-doença dos segurados.
Quase todos os dias, recebiam-se requerimentos provindos de empresas da
região, em desacordo com as normas exigidas, conseqüentemente causando, um transtorno
para a Administração, aos colaboradores dessas empresas, e para segurados em geral, sendo
que, esses empregados eram encaminhados novamente a elas para correção das pendências, e
o mesmo acontecendo aos contribuintes individuais, que também desconheciam as regras.
As entrevistas de campo desenrolam-se por etapas, como segue:
Na primeira etapa, foi entrevistado o servidor responsável pela comunicação
social, que representa o PEP ocupando o cargo de coordenadora geral, relatou que, o
programa foi criado com a finalidade, de levar a informação sobre a Previdência Social à
comunidade, e gerar um aumento dessa cobertura aos seguimentos citados, sabendo, que
ainda é alto o grau de desprotegidos. Respondeu que no ano de 2007, foram assistidas 5.000
pessoas, entre palestras e atividades de orientação e informação, feiras e eventos nas empresas
em parcerias com sindicatos da região, que trazem representantes dos locais de trabalho.
Expôs também, que esse programa possui um foco bem amplo, com vários segmentos e
ressaltou que, a maior dificuldade encontrada em relação ao programa, são as verbas que são
muito pequenas, bem como, de servidores dispostos a prestar esse voluntariado em finais de
semana e feriados.
Prosseguiu dizendo que, as empresas, sindicatos e cidadãos, possuem muitas
dúvidas em relação as normas de auxílio-doença e legislação previdenciária, mas que, sempre
nos eventos eles se apresentam sempre muito interessados. O servidor não soube precisar ao
certo, o montante de pessoas que desconhecem a lei, mas que há um projeto para o ano de
2008, composto de ações, voltadas para a divulgação de legislação aos departamentos de
recursos humanos e assessorias contábeis das empresas de Blumenau, por exemplo,cursos
intensivos de disseminadores de informação previdenciária, aos responsáveis por esses
setores.
A segunda etapa Configura-se, por entrevistas realizadas com os responsáveis
pelo departamento de recursos humanos de 03 empresas da região, sendo uma da área têxtil,
de grande porte e duas do ramo hoteleiro de grande e médio porte, que neste estudo de caso,
não terão seus nomes revelados,sendo assim, foi ministrado um questionário,onde indagou-
se, se os mesmos conheciam a legislação em vigor, referente ao benefício auxilio-doença.
39

Neste item, todas afirmaram conhece-la, responderam que a atualização dessas normas, são
feitas por associações e empresas que oferecem esse suporte, como IOB, GAP (Grupo de
atualização empresarial) e o ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), que são um
grupos que realizam as atualizações, na área do setor de recursos humanos.
Essas empresas relataram não proceder as devidas pesquisas, e atualizações
dessas leis e normas pelo site o INSS, porque o mesmo seria de difícil manipulação, ainda,
confessaram não dispor de um programa sobre conscientização dessas normalizações a seus
colaboradores. Responderam somente repassar a informação, sobre a concessão do auxilio-
doença, à hora em que o colaborador, comparece com o atestado médico, para requerer seu
benefício.
Nessa entrevista também comentaram que, não houve por intermédio da APS de
Blumenau, nem tipo de trabalho nesta área, de comunicação previdenciária, com a intenção
de estar repassando esse tipo de informação,afirmaram não saber ou ter vago conhecimento
sobre o que é o Programa de Educação Previdenciária – PEP, e sua função social, e que, a
maioria de seus colaboradores, comparecem primeiro ao setor de recursos humanos para
requerer seu auxilio doença.
A empresa hoteleira, considerada de pequeno porte, explanou que, a parte da
gestão de recursos humanos referente ao beneficio auxilio-doença, é feito por contabilidades,
e que, toda responsabilidade é transferida as mesmas, assim, entrevistando-a, relataram que
conheciam a legislação e que, para suas atualizações, utilizam o site ministerial da
Previdência Social, bem como, de uma assessoria chamada, Nota dez. Quando perguntado se
conheciam o programa PEP, e se no período referente a esse estudo, a agência em questão
contactou-os, no sentido de promover atualizações previdenciárias,os mesmos responderam
negativamente a ambas indagações, ainda, opinaram com sugestões para melhorar a
comunicação e distribuição dessas informações propondo, palestras, folders, e-mails etc....
A terceira etapa concretiza-se por entrevistar 10 segurados, compondo esse grupo
participou, 01 pessoa analfabeta, tendo pouco ou quase nenhum conhecimento sobre o
beneficio em questão, ou mesmo da própria Instituição, usando como canais de recepção de
informação, em primeiro lugar, a televisão, em segundo o rádio e a internet a qual o
entrevistado não sabia usar, acha que deve ser melhorado o sistema de comunicação das
normas previdenciárias; 03 pessoas possuíam primeiro grau completo com idades
cronológicas diferentes, mas opinando positivamente no uso do aparelho de televisão como
fonte de informação, em segundo plano o rádio e em terceiro a internet, 02 pessoas também
declararam conhecer um pouco da legislação, e que, sua distribuição deveria ser um pouco
melhorada, 01 entrevistado desse grupo, disse não conhecer as normas previdenciárias,
citando também, a necessidade de melhoria em distribuição.
40

Já o grupo que possuía o nível de escolaridade, com 2º grau completo, este


composto de 05 segurados, relataram acessar mais comumente a televisão após o rádio e a
internet, e que uma pessoa desse grupo, declarou usar somente a TV como meio de
informação, a maioria dessas pessoas, não conhecia ou bem pouco sobre a Previdência Social
e sobre este auxílio, e achando que, a legislação que o rege deveria ser mais divulgada.
Houve nas entrevistas, um segurado que possuía curso de superior, este por sua
vez, dominava as três opções de recepção de informação analisadas, em primeiro apontou a
internet, em segundo a TV e por último o rádio, confidenciou que seu grau de conhecimento
sobre este benefício e sobre Instituto é baixo, mas, acha que a divulgação dos serviços e deste
auxílio doença estão razoáveis.
Nestas entrevistas, o número de segurados empregados foram 07 e 03
contribuintes individuais, foi evidenciado que as empresas tem dificuldade em repassar, os
requerimentos corretos para a habilitação dos benefícios,foi observado conjuntamente que é
difícil o acesso a página do Instituto na internet, e que todos os entrevistados não conheciam
o programa PEP.

5.2 ANÁLISE DA REALIDADE OBSERVADA

Ao analisar o material coletado e a observação cotidianas no setor de controle


operacional desta Agência, foi possível evidenciar um denominador comum, motivador do
desequilíbrio provocado na condução dos trâmites administrativos, ao qual sendo esta, a
deficiência de informação previdenciária encontrada entre os segurados, tanto os que estão
empregados e neste caso a responsabilidade recai em seus empregadores, ou os contribuintes
individuais e desempregados onde, o acesso a este tipo de informação é alocado em meios
transmissores não condizentes com a realidade averiguada. Todo esse baixo nível de
conhecimento, resulta em uma seqüência de transtornos começando na habilitação do
benefício, sua concessão e recebimento.
O segurado enfermo, ao requerer o auxilio-doença, comparece na APS muitas
vezes sem se apresentar primeiro ao seu local de trabalho, onde deve receber o requerimento
por incapacidade e então, dirigir-se a Agência da Previdência Social, sendo assim, não
consegui habilitar seu benefício e conseqüentemente fica com os ânimos alterados, causando
transtornos ao atendente. Neste caso, foi notado que as empresas não praticam um trabalho de
conscientização com seus colaboradores, acontecendo o mesmo, quando a empresa terceiriza
esse serviço à assessorias de contabilidade, que igualmente, só repassam as informações
41

básicas quando o empregado vai requerer seu benefício. Contudo também existe, outra
vertente, que é o comparecimento deste no primeiro momento à empresa, e lá recebem,
documentos em desacordo com as normas vigentes para a requerer esse auxílio,por exemplo,
requerimentos por incapacidade sem assinatura do responsável pela empresa,a não
discriminação dos dependentes do salário família, e se for o caso, de declarações que constem
os períodos intercalados de atestados concedidos ao trabalhador.
Esses dois últimos itens geram um desgaste muito grande a este segurado, e um
retrabalho ao administrativo da agência, pois, em muitos casos tem-se que proceder a uma
revisão do benefício, para inclusão do salário família, ao qual, não foi descriminado pela
empresa no requerimento, e explicar apo segurado que, no caso de atestados intercalados,
pode-se solicitar o auxílio, desde que, os dias de atestados somados totalizem quinze,não
precisando aguardar o interstício mínimo ao qual a legislação impõe,mas para tanto deve-se
anexar uma declaração do empregador ratificando esse fato. Algo parecido acontece com os
contribuintes individuais, que não precisam aguardar os quinze dias para requerer seu
benefício, solicitando-o ao momento de sua incapacidade laboral.
Nesse estudo, foi constatado a falta de informação previdenciária nesses
seguimentos da sociedade, resultante do pouco incentivo por parte do Instituto, em relação a
alocação de verbas, que viabilizaram projetos e políticas que disseminem a informação
previdenciária. Apesar de ter um programa de propagação dessa legislação neste município,
nota-se uma certa carência de material humano, para formação de equipes,sendo que, o
serviço é voluntário sem remuneração e realizado em feriados e finais de semana,como
declarou o servidor responsável pela coordenação do PEP nessa região,assim não havendo um
trabalho rotineiro com esse propósito.
Em uma visão geral, foi observado que, 100% dos entrevistados descreveram
utilizar mais freqüentemente, a televisão, como meio receptor de informações, em segundo
destacaram o rádio, com 70% dessas opiniões, e em terceiro, com 30% a internet. Na maioria
destes pareceres mencionou-se, a internet, como última opção de informação, revelando
também que, o layout do site da Previdência Social, não seria prático, ou seja, difícil de ser
acessado e entendido.
Nota-se que, a TV, é empregada mais freqüentemente em uma escala de nível de
instrução, indo do analfabeto até o nível médio completo. Já o entrevistado com formação
superior, cita a internet, como canal mais utilizado para informar-se, seguido da TV e do
rádio, uma inversão de canais de comunicação.
Esses dados demonstram que, ao se anunciar algo ou divulgar alguma notícia em
grande escala, o meio de comunicação mais difundido seria os canais de televisão e o rádio,
seguidos da internet, diferente do que acontece atualmente, pois, os veículos empregados para
42

divulgação nesta área, são em sua maioria a internet, ao qual é mais acessada por quem possui
um grau de escolaridade acima da média,como foi denotado em entrevista.
Nota-se, também um conhecimento muito pequeno dos segurados, tanto sobre o
benefício como sobre a própria Previdência Social, os empregados, que são 70% dos
entrevistados, percebeu-se uma dificuldade desses, em conseguir informações e documentos
corretos em suas empresas, que em entrevista com os responsáveis pelo setor
pessoal,confessaram, saber o básico na questão de legislação previdenciária, e que muitas
destas empresas repassam esse serviço, aos escritórios de contabilidade, por isso, há certa
deficiência na questão do conhecimento Previdenciário.
A APS de Blumenau, teve como fator positivo, ou ponto forte, nos períodos
compreendidos entre 2006 A 2007 em relação a disseminação da informação previdenciária
neste município, a execução do PEP (Programa de Educação Previdenciária)ao qual presta
um importante serviço a comunidade, e demonstra todo seu comprometimento, ao levar seu
trabalho neste ano de 2008 à empresas, sindicatos e escritórios de contabilidade da região,
ministrando palestras e cursos, sobre legislação previdenciária. Nacionalmente e
internacionalmente, o INSS, conta com uma página na internet, em que, o indivíduo, pode
requer seu benefício e sanar eventuais dúvidas,assim, este site, funciona como difusor das
normas previdenciárias.
Observa-se como seu lado negativo ou ponto fraco, detectado por essa pesquisa, a
carência de um trabalho de base, com o objetivo de transmitir a legislação previdenciária, não
esporadicamente, mas, cotidianamente, juntamente com a preocupação de intensificar o
programa de educação previdenciária, às empresas, sindicatos e assessorias contábeis nesse
período, já que todos os entrevistados confessaram,não conhecer o programa PEP .

5.3 PROPOSTA DE SOLUÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA

Nesta cessão, busca-se uma solução da situação problema, criada pela falta generalizada de
desinformação previdenciária entre empregadores, empregados, sindicatos, contribuintes
individuais, autônomos e outros.
Otimiza-se reduzir a distância entre o conhecimento e àqueles que dela
necessitem, possibilitando, uma maior eficiência administrativa na concessão do benefício
auxílio doença, redução de eventuais erros e transtornos, que possibilitará demonstrar a
transparência das ações deste importante órgão público, tão necessário à sociedade, chamado
INSS, representado aqui pela, APS desta cidade.
43

Destarte, se propõe a utilização de veículos de comunicação em massa, aos quais,


servirão como elo de ligação, levando esse tipo de instrução com qualidade e democracia a
todos sem qualquer distinção, inovando a maneira de como é divulgado atualmente essa gama
de informações a toda a região. Com esses dispositivos,serão solucionados, na APS(Agência
da Previdência Social) de Blumenau, a redução dos níveis de desinformação sobre
legislação previdenciária, enfatizando especialmente as normas que regem o beneficio auxilio
doença, nas empresas e os que dela necessitam, possibilitando maior ,confiança,eficiência e
transparência em sua administração.

5.3.1 Proposta de melhoria para a realidade estudada

No estudo da realidade observada, identificaram-se alguns pontos críticos:

Ao que se refere às Empresas, escritórios contábeis e empregados observa-se:

► Uma deficiência de informações previdenciárias, e programas como o PEP por parte da


empresa e escritórios de contabilidades;
► A falta de um dispositivo de atualização ligado a APS para atualizações de legislações;
► Não há nenhum tipo de trabalho voltado à instrução sobre este beneficio, aos
colaboradores dessas empresas;
► A desinformação das empresas refletindo em seus Colaboradores causando transtornos.

Em relação a todos segurados, que necessitem dos serviços desta APS:

► A mesma carência de informação e desconhecimento sobre o Programa de Educação


Previdenciária;
► Canais hábeis para a realização da transmissão do conhecimento de normas sobre o auxílio
doença.
44

Em relação à APS de Blumenau

► Verbas alocadas para o programa PEP são relativamente baixas, dificultando a realização
de projetos;
► Veículos de comunicação mais eficientes que os atuais;
► Alto grau de estress provocado pelo segurado que mal informado, altera-se,causando
vários transtornos.
Com a intenção de melhorar a realidade estudada, propõe-se, no caso das
empresas, escritórios contábeis e empregados, uma maneira prática de realizar a transmissão e
atualização das normas e leis vigentes sobre, o benefício auxílio-doença, através de correio
eletrônico, e-mail corporativo, enviado periodicamente pela APS deste município aos
departamentos de recursos humanos destas empresas, e aos departamentos de comunicação
social de sindicatos. Propor a organização de palestras mensais sobre, legislação
previdenciária, nas empresas desta região, convidando seus colaboradores, setor pessoal e
sindicatos, juntamente promover a realização de pesquisas mensais, na intenção de apurar,
quais os graus de desinformação previdenciária existentes, que auxiliaram futuras tomadas de
decisão.
Ao que se referente à população em geral, se utilizará na transmissão de normas
de concessão, leis e informações, as emissoras de rádio, este que obteve 70% das opiniões do
grupo entrevistado, como melhor instrumento para obtenção de informações, promover
reuniões em associações de moradores nos bairros desta cidade, na intenção de levar o
conhecimento até esses, nesta proposta, não se levantou a hipótese de utilização dos canais de
televisão, pelo serviço ser de alto custo, o que seria inviável.
Em relação a esta APS, faz-se necessário, intensificar o incentivo ao uso dos
canais remotos; internet e o telefone 135, quando da entrada do requerimento do beneficio
pelos segurados em geral, promovendo explicações e dirimindo eventuais duvidas, relativas
ao auxílio doença, formalizar junto ao Ministério da Previdência Social, requerimento com o
objetivo de aumentar os recursos financeiros alocados para a manutenção do programa PEP.

5.3.2 Resultados esperados

Espera-se que, a execução desta proposta, funcione como um catalisador que


impulsionará esse tipo de conhecimento a toda sociedade, ajudando a combater a
45

desinformação cotidiana, averiguada em pesquisa, com essa efetivação, teremos uma


seqüência de melhorias, que irá refletir no bom andamento dos trâmites administrativos da
agência.
Todo esse comportamento processual, se materializará através, da informação,
que sendo transmitida com qualidade e agilidade a todos os seguimentos da sociedade,
capacitará o indivíduo, seja ele responsável de RH de empresas,empregados ou qualquer tipo
de segurado do INSS, que estando a par da legislação e das normas exigidas ao momento de
requerer o seu beneficio na APS, será doutrinado com explicações e a eliminação de dúvidas
sobre este benefício e suas exigências, sem falar, que tornará mais ágil as rotinas do setor.
Deste modo, ele estará de posse de toda documentação exigida, sem a necessidade
de qualquer tipo de transtorno, erros ou falta de algum documento, em termos financeiros,
proporcionará à administração desta APS, uma economia com gastos correntes, ou seja, de
toners para impressão, de papel ofício,de energia elétrica,e de uma infinidade de inúmeras
despesas desnecessárias, e minimizando os efeitos do famoso estress, vivenciados diariamente
pelos atendentes, o qual, é um dos vilões do afastamento de servidores ao trabalho.
Esse conjunto permitirá otimizar o tempo de espera do atendimento nesta agência,
porque, quando um segurado traz toda sua documentação,isso agiliza o andamento do
processo, evitando o que na maioria das vezes, gera o indeferimento do beneficio, como a
falta de atestados e laudos médicos, que frequentemente não são trazidos por esse. No que
tange ao aumento de verbas para o programa PEP, possibilitará a manutenção e criação de
projetos desse gênero.
Todas melhorias, destinam-se a um só propósito, a satisfação do segurado da
Previdência Social deste município,que ao ver seu benefício processado corretamente, em
tempo hábil sem maiores complicações, passará a ter, mais confiança na Instituição,
descredibilizando os falsos ditos populares, que são criados por desinformação e obtidos por
fontes não autorizadas e duvidosas.

5.3.3 Viabilidade da proposta

Atualmente o conhecimento ou informação, exercem lugar de destaque em âmbito


internacional, motivo de sucesso de grandes corporações, que por intermédio de seus
departamentos de Marketing, transformam a imagem da organização em cifras, como é o caso
de Ações de empresas nas Bolsas de valores em que, se ganha e se perde a todo o momento.
46

Tudo isso, acontece através da comunicação, sendo que o lema nessas transações
financeiras é que tempo significa dinheiro por isso, é de suma importância a execução desta
proposta, que é totalmente viável.
Nesta análise, a Agência da Previdência Social de Blumenau, além de comportar a
infra-estrutura física necessária, possui servidores habilitados para realização das etapas de
atualização de todo o rol de documentos, leis, e critérios que envolvem a concessão do
auxilio-doença, através, da tecnologia já utilizada habitualmente por todos os seus setores.
Para tanto, faz-se necessário um computador que tenha acesso a internet, e um correio
eletrônico, ferramenta que proporcionará levar às empresas e sindicatos, essa gama de
informação, nota-se, que já consta anexo ao patrimônio desta Instituição, microcomputadores
adequados para este fim.
Em relação o que diz respeito aos recursos financeiros, propõe-se, já que a verba
repassada pelo Ministério da Previdência Social para a manutenção do Programa de
Educação Previdenciária o PEP é relativamente pequena, aproximadamente na ordem de
3.770,00, para o ano de 2007, como foi confirmado em entrevista, pode-se, além de
formalizar pedido para aumentar a alocação dessas verbas, realizar parcerias públicas
privadas, com objetivo de arrecadar os incentivos necessários, à manutenção desta proposta.
Para negociar esse acordo, convidar-se-á empresas, sindicatos e Prefeitura Municipal de
Blumenau, para uma conferência, em que se explanar a importância de um programa deste
gênero, que trará a todos os seguimentos desta sociedade, infinitos benefícios, contribuindo
ainda para criação de um novo tipo de cultura, atualmente inexistente.
De posse desses valores, prosseguirá a viabilização e a veiculação dessa notícia, em
emissoras de rádio da região, em que, havendo negociação, poderá, se acordar um preço
razoável da hora de transmissão desses informativos, já que, trata-se de um serviço de
utilidade pública.
Tratando da questão do material humano, servidor, para estar realizando as etapas,da
proposta deste estudo de caso ,conclui-se que, já existem os mesmos lotados nessa APS, os
quais, compõem o próprio programa chamado PEP, na pessoa de sua coordenadora regional e
seus auxiliares, havendo somente um pequeno ajuste a fazer, o de que realizem esse serviço,
em horário de expediente, e que se houver necessidade de horários extras e trabalhos aos
finais de semana, que sejam remunerados, porque serviriam como incentivo, à quem se
proponde a desenvolver programas deste gênero, pois uma das reclamações ouvidas em
entrevista, é de que não há qualquer tipo de vantagem financeira, pelo desempenho deste
serviço, por ser caracterizado como voluntário.
47

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo visou auferir e analisar, como a administração da APS (Agência


da Previdência Social), instalada na cidade de Blumenau Estado de Santa Catarina, realizou
nos interstícios compreendidos entre, os anos de 2006 à 2007, a disseminação do
conhecimento sobre legislação previdenciária, no tocante às normas para concessão de
benefícios referente a auxílio doença, possibilitando assim, demonstrar como a desinformação
destas leis, provocam um desequilíbrio na condução dos trâmites administrativos desta
agência.
Muitas são as razões que motivaram a elaboração deste estudo, a começar, pelos
inúmeros transtornos evidenciados nas rotinas diárias de serviço, do setor de controle
operacional, por exemplo, a falta de documentação hábil para o processamento deste
beneficio, por parte dos segurados,o alto índice de desinformação sobre a legislação vigente
tanto de colaboradores das empresas deste município, e entre os contribuintes individuais e
desempregados,bem como, um elevado tempo de espera no atendimento desses.
À vista destes, e muitos outros itens, notou-se que havia um determinante para
estes acontecimentos propiciados pela falta de instrução sobre as normas de concessão do
referido beneficio, assim, delimitou-se o problema á ser analisado por este estudo de caso,
que foi, o seguinte: Como a (Agência da Previdência Social) de Blumenau poderá reduzir os
níveis de desinformação, sobre legislação previdenciária, enfatizando especialmente as
normas que regem o beneficio auxilio-doença nas empresas e os que dela necessitam,
possibilitando maior confiança,eficiência e transparência em sua administração?.
Definido o ponto crucial à ser analisado,descreveu-se alguns objetivos específicos
como, pesquisar e descrever, mediante entrevista com o responsável direto desta agência
pela comunicação social, afim de, saber como é repassada às empresas e aos cidadãos da
região os preceitos previdenciários, em seguida diagnosticou-se mediante entrevista, quais os
meios de mídia mais utilizados pela população deste município,assim, identificando qual o
veículo de comunicação mais propício, para a divulgação dos informativos sobre legislação
previdenciária. Na seqüência, procedeu-se a uma verificação para averiguar se, as empresas
repassavam corretamente aos seus funcionários, as normas referente a concessão do benefício,
auxilio doença, conseqüentemente, foi proposto algumas alternativas e ações, com o intuito,
de melhorar a eficiência e abrangência da informação sobre este benefício.
Após essas determinações, procedeu-se a caracterização do estudo, onde foram
utilizados como instrumento de coleta de dados, entrevistas direcionadas, utilizando-se
questionários pré determinados, em que participaram o responsável pelo setor de
48

comunicação social e coordenador regional do programa PEP, desta APS, três pessoas
responsáveis pelos setores de recursos humanos de empresas da região, e dez indivíduos que
necessitaram receber o beneficio em questão, juntamente com pesquisas feitas em sites
governamentais como: www.mpas.gov.br, (Dataprev) Empresa de Tecnologia e Informações
da Previdência Social da Previdência Social, Intraprev, revistas,boletins digitais e outros,
bem como, a observação direta dos trâmites e serviços efetuados no ambiente funcional, de
aferição do problema,
Após a análise criteriosa dos dados obtidos, chegou-se a alguns pontos críticos,
em relação às empresas, seus colaboradores e escritórios contábeis,e a referida APS,
averiguou-se, a falta de um dispositivo propício que faça, a atualização, de legislações e
normas à esses.
Quanto aos indivíduos, que dependem dos serviços prestados por essa Instituição,
apurou-se, a necessidade de canais hábeis para a realização da transmissão do conhecimento,
previdenciário, exatamente o auxílio doença, pois, os atuais, como por exemplo, a internet,
não esta disponível á todos, pois a maioria dos segurados possuem baixo poder aquisitivo e
escolaridade, bem como, um elevado grau de analfabetismo funcional, este em que “o
indivíduo lê um texto, mas não o compreende”.
Em relação a essa agência, foi descoberto que os veículos de comunicação
existentes, mostraram-se ineficientes, quanto à transmissão de informes a todos seguimentos
analisados.
Algumas medidas foram propostas, com o intuito de propiciar um melhoramento
da realidade encontrada, como, o uso do correio eletrônico, e-mail corporativo,
desempenhando o papel de elo de ligação, entre essa agência e escritórios de contabilidades,
bem como os departamentos de RH de empresas e sindicatos, mantendo-os informados a
respeitos da legislação em vigor e eventuais atualizações, juntamente, com a organização de
palestras sobre este tema a todos os segmentos destacados acima.
Proceder a pesquisas, para apurar o nível de desinformação previdenciária em
meio a população, fazer uso do “bom e velho rádio” para transmitir informes à respeito do
benefício auxilio-doença a todos os munícipes, sendo este, uma ferramenta que persiste ao
avanço tecnológico e que é, muito utilizada pela população principalmente os mais carentes,
os quais, compõem a maior parte de todos atendimentos realizados nesta agência,
necessitando dos serviços mantidos pelo Instituto. Esses informes podem ter a seguinte
designação “Minuto da Previdência” retratando, não só o auxilio-doença previdenciário mas,
todos os outros benefícios mantidos pelo INSS.
Agendar reuniões mensais em associações de moradores nos bairros do
município, levando assim, o conhecimento sobre esta matéria, até a porta destes moradores
49

como diz um ditado antigo “se Maomé não vai à montanha, então a montanha vai até à
Maomé”, não levantou-se a hipótese de canais de televisão para realizar a difusão destas
normas, pelo serviço ser financeiramente inviável.
Reforçou-se a intensificação de estar incentivando o uso de canais remotos a
internet e o telefone 135 para a realização de marcação de perícias médicas pelos segurados
em geral, bem como a devida explicação de eventuais dúvidas sobre, o beneficio à estes, e
formalizar junto ao Ministério da Previdência Social, requerimento na tentativa de conseguir,
um aumento de recursos financeiros alocados para a manutenção do programa PEP.
Existindo nessa APS condições financeiras e matérias exigidas para dar “vida” à
este projeto, como descrito no tópico, Viabilidade da Proposta, conclui-se que, é de suma
importância a execução deste projeto, pois, ao otimizar a conscientização das informações
relativas ao beneficio auxilio-doença, irá implicar em uma maior abrangência do
conhecimento previdenciário, exaltando assim, a importância desta Autarquia tão necessária
ao povo Brasileiro, que em alguns casos, chega a ser a principal fonte de renda de algumas
famílias.
Portanto, isso criará um ciclo vicioso, em que, a informação parte de uma fonte
segura, transita por meios hábeis, e chega ao seu destino com, confiabilidade e qualidade, o
qual é, o cidadão blumenauense, e retornar à APS deste município em forma de celeridade nos
trâmites administrativos, que por sua vez, beneficiará o próprio segurado que terá a seu
processo concedido, sem incômodos e em tempo hábil além de causar a diminuição desta
enorme lacuna, existente entre o cidadão e a Previdência Social, porque, como integrantes de
uma sociedade, precisam conhecer e exercer plenamente os seus direitos, que o Estado tem o
dever de garantir e manter.
50

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54

APÊNDICE

QUESTIONARIO APLICADO EM ENTREVISTA COM O SERVIDOR


ESPONSÁVEL PELA COORDENAÇÃO DO PEP(Programa de
educação Previdenciária)NA CIDADE DE BLUMENAU

1) Qual o cargo que ocupa na agência atualmente? Há quanto tempo?

2) Qual a finalidade do PEP?

3) Qual foi a quantidade aproximadamente de pessoas assistidas por este programa entre os
anos de 2006 a 2007? E se existe um trabalho voltado às empresas?

4) Qual é a dificuldade apreciada nos eventos realizados?

5) Há alguma deficiências das empresas em relação à seus colaboradores referente ao


conhecimento de informação,no caso o auxílio doença?

6) Nesses eventos quantas pessoas desconhecem as normas de concessão deste benefício?

7) Teria alguma sugestão para propiciar uma melhor cobertura dessas informações
previdenciárias aos cidadãos,empresas e sindicatos da região?

QUESTIONARIO REALIZADO EM ENTREVISTACOM ESPONSÀVEIS


LODEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS DAS EMPRESAS

1) Qual cargo ocupa na empresa? Há quanto tempo?

2) O setor conhece a legislação Previdenciária no que diz respeito ao benefício Auxílio


Doença?

3) Como é feita a atualização dessas normas,pesquisa e se há alguma dificuldade encontrada


para tal?
4) Como é realizada a comunicação deste conhecimento aos seus colaboradores ou se há uma
conscientização a respeito?
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5) Houve entre os anos de 2006 a 2007 alguma iniciativa por parte da APS(Agência da
Previdência Social) de Blumenau nesse sentido?

6) Conhece o PEP(Programa de Educação Previdenciária)?e qual sua função na sociedade?

7) O colaborador ao adoecer,comparece neste setor em busca de explicações a respeito do


benefício ou comparece direto à agência da previdência desta cidade?

8) Em sua opinião os métodos utilizados pelo Instituto e por esta referida agência para
propagar as normas de concessão e leis que regem o auxilio doença são eficazes?

9) Teria alguma sugestão para propiciar uma melhor cobertura desse tipo de informação?

QUESTIONARIO REALIZADO EM ENTREVISTA COM SEGURADOS

1) Grau de escolaridade:
( ) Analfabeto ( ) 1º Grau Incompleto ( ) 1º Grau Completo ( ) 2º Grau Incompleto ( )
2º Grau Completo ( ) Superior Incompleto ( ) Superior Completo
2) Qual Faixetária de Idade?
( ) De 18 a 28 anos ( ) De 28 a 38 anos ( ) De 38 a 48 anos ( ) mais de 50 anos
3) Dentre estes,numerando por ordem de uso qual mídia de comunicação você mais utiliza
diariamente?
( ) Rádio ( ) Televisão ( ) Internet
4) Qual sua atividade ou condição atual?
( ) Empregado ( ) Desempregado ( ) Contribuinte Individual ( ) Rural
5) Se empregado,a empresa onde trabalha tem dificuldade em repassar as normas e
documentos a fim de requerer o Auxílio Doença?
( ) Sim ( ) Não
6) Qual seu grau de conhecimento sobre as normas de concessão sobre o referido benefício?
( ) Ótimo ( ) Médio ( ) Pouco ( ) Nenhum
7) Em sua opinião essas normas são bem divulgadas pelo Instituto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Pouco ( ) Médio ( ) Ótimo ( ) Excelente