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Divertida-mente (Inside Out)

Guião do filme

Divertida - mente (Inside Out) Guião do filme Trabalho realizado por: João Varela, nº 18, 12º

Trabalho realizado por:

João Varela, nº 18, 12º 5

15 de março de 2016

por: João Varela, nº 18, 12º 5 15 de março de 2016 Índice: 1. Ficha Técnica

Índice:

1. Ficha Técnica

2. Sinopse do filme

3. Objetivos

4. Questionário

5. Sugestões de resposta

6. Conclusão

2016 Índice: 1. Ficha Técnica 2. Sinopse do filme 3. Objetivos 4. Questionário 5. Sugestões de
2016 Índice: 1. Ficha Técnica 2. Sinopse do filme 3. Objetivos 4. Questionário 5. Sugestões de
2016 Índice: 1. Ficha Técnica 2. Sinopse do filme 3. Objetivos 4. Questionário 5. Sugestões de
2016 Índice: 1. Ficha Técnica 2. Sinopse do filme 3. Objetivos 4. Questionário 5. Sugestões de

1. Ficha Tecnica

Género: Animação/Comédia Data de estreia: 2015-06-18 Título em Português: Divertida-mente Título Original: Inside Out Realizador: Pete Docter e Ronaldo Del Carmen Actores: Amy Poehler, Phyllis Smith, Lewis Black, Bill Hader, Kaitlyn Dias, Mindy Kaling Dobragem em português: Bárbara Lourenço, Carla Garcia, Custódia Gallego, João Baião, Nuno Markl, Nuno Pardal Ano: 2015 Duração (minutos): 102 Prémios: Óscar de Melhor Filme de Animação (2016), Prémio Globo de Ouro: Melhor Filme de Animação (2016), Critics' Choice Award:

Melhor Filme de Animação (2016), Prémio BAFTA de Cinema:

Melhor Animação (2016), Prêmio do Sindicato de Produtores da América - Outstanding Producer of Animated Theatrical Motion Pictures (2016), Satellite Award de Melhor Filme de Animação

(2016).

2. Sinopse do filme

Riley é uma menina de 11 anos que terá que dizer adeus a uma vida feliz no estado americano do Minnesota e começar uma nova vida, apesar do seu desagrado, em São Francisco. Numa viagem ao interior do seu cérebro, percebemos como se formam as memórias e como da ação conjunta de cinco emoções definem experiências fundamentais, como fazer novos amigos. É na mente de Riley que tudo se vai desenrolar, onde as suas emoções - Alegria, Medo, Tristeza, Repulsa e Raiva - serão as personagens que acompanharão Riley ao longo da história, e que, de uma forma muito turbulenta, a tentarão ajudar a adaptar-se à nova vida em São Francisco.

longo da história, e que, de uma forma muito turbulenta, a tentarão ajudar a adaptar-se à
longo da história, e que, de uma forma muito turbulenta, a tentarão ajudar a adaptar-se à

3.

Objetivos

Com este guião para o filme Divetida-mente (Inside Out) pretende- se não só levar a uma reflexão sobre a mensagem transmitida ao longo do filme, mas também ajudar os alunos de Psicologia B do 12º ano a compreender melhor a história do filme e alguns dos conteúdos lecionados no programa desta disciplina. Os conteúdos abordados neste guião são: “A importância da genética no comportamento humano” (neotenia e inacabamento humano), “A importância do cérebro no comportamento humano” (plasticidade cerebral e aprendizagem; lentificação e individualização), “A memória” (como formamos memórias; os principais sistemas de memórias; o esquecimento e a memória; memória, aprendizagem e identidade pessoal), “Os processos emocionais” (caracterização das emoções; tipos de emoções; emoções, sentimentos e afetos; as componentes fisiológicas, cognitivas e sociais das emoções), “A motivação/conduta motivada” (a teoria da motivação de Maslow), “A consciência” (o subconsciente), “O pensamento abstracto” (quais as fases do pensamento abstracto).

4.

Questionario

a) No início do filme, conhecemos a Alegria, a Tristeza, o Medo, a Repulsa e o Raiva. Porque razão podemos dizer que a Alegria, assim como os restantes “habitantes” da cabeça de Riley, são emoções? Justifique com exemplos do filme.

b) Apenas cinco emoções aparecem representadas neste filme. Distinga-as de outras emoções como a vergonha, o ciúme ou a inveja.

c) Riley começa a formar memórias logo desde que nasceu, e estas vão desempenhar um papel importante ao longo de todo o filme. O que são e como se formam as memórias?

d) Ainda no início do filme, a Alegria refere que “a Central de Comandos virou uma feira” (minuto 02:57), o que é visível na complexidade que a “Mesa de Comandos” vai adquirindo. Referia a característica do ser humano que torna possível essa mudança.

e) Ainda neste segmento inicial do filme, é possível ver que as emoções têm um papel importante nos comportamentos de

e) Ainda neste segmento inicial do filme, é possível ver que as emoções têm um papel

f)

g)

h)

i)

Riley, conforme as situações a que esta vai estando sujeita. Exemplifique a componente fisiológica das emoções com alguns momentos do filme.

No minuto 04:55, a Alegria explica o que são as memórias base e como se formam, dizendo ainda que “cada memória base molda uma personalidade da Riley”. Explique de que forma as memórias permitem que Riley crie a sua identidade pessoal.

No final de cada dia, as memórias feitas na “Central de Comandos” são enviadas para o “Longo Prazo”. Distinga memória a curto prazo de memória de longo prazo.

É visível um grande contraste entre a camisola colorida de

Riley que esta leva para São Francisco e o tom sombrio da sua nova casa. O que é que o realizador pretende transmitir com este contraste?

Após o pai de Riley deixar a família por ter de ir trabalhar, Riley lembra-se que passou por uma pizzaria e pede à mãe para ambas irem lá almoçar. Mais à frente, Riley relembra ainda o momento em que foi com a sua família ao Nebraska

e quando tiraram uma fotografia com um dinaussauro. Refira

e quando tiraram uma fotografia com um dinaussauro. Refira de que modo é possível recordar ou

de que modo é possível recordar ou ir buscar informação à memória.

j) Comente a seguinte afirmação dita pela Tristeza (minuto 15:07): “chorar ajuda-me a espairecer e a esquecer os problemas da vida”.

k) Para impedir que Riley se sinta triste a Alegria restringe as ações da Tristeza, pedindo-lhe para ler os manuais da mente e, mais à frente, para manter toda a tristeza dentro do “círculo da tristeza”. Comente a atitude da Alegria.

l) Enquanto Riley janta com a sua família, podemos observar que tanto as emoções como a “Central de Comandos” do pai e da mãe de Riley são visualmente diferentes entre si e da sua filha. Explique o porquê de existirem essas diferenças tendo em conta o contributo da memória para o desenvolvimento da nossa identidade pessoal.

m) Enquanto a Alegria e a Tristeza tentam encontrar o caminho para a “Ilha da Amizade” deparam-se com os “trabalhadores da mente”, que estão encarregues de fazer as memórias de longo prazo serem esquecidas caso a Riley não precise delas. Explique o porquê de essas memórias (as aulas de piano, o nome dos presidentes e das princesas, os

não precise delas. Explique o porquê de essas memórias (as aulas de piano, o nome dos

n)

o)

p)

q)

números de telefone) poderem ser esquecidas do ponto de vista dos “trabalhadores da mente” tendo em conta a teoria

da decadência do traço mnésico.

Ao tentar apanhar um atalho para

chegar ao “comboio do pensamento”, a Alegria, a Tristeza e

o

presos

“Pensamento Abstrato” de Riley. Indique quais as quatros fases do pensamento abstracto que aparecem no filme.

É possível ver que sem as memórias base do hóquei Riley não

consegue jogar hóquei e parece ter esquecido tudo o que aprendeu sobre este desporto. Relacione a memória com os processos de aprendizagem.

Quando o Bing-Bong fica triste por terem atirado o seu foguete para o esquecimento, a Alegria é incapaz de o fazer sentir alegre. É a Tristeza que, ao fazer o amigo imaginário de Riley chorar um pouco, faz com que ele se sinta melhor. Relacione a atitude de consolo da Tristeza com a frase que esta diz no início do filme para justificar o seu choro (“chorar ajuda-me a espairecer e a esquecer os problemas da vida”).

Ao tentarem acordar Riley, a Alegria, a Tristeza e o Bing-Bong

acabam por ficar presos no subconsciente. Indique o que é

ficar presos no “ subconsciente ” . Indique o que é Bing-Bong ficam no o subconsciente

Bing-Bong ficam no

o subconsciente e justifique o porquê de este aparecer no filme como o sítio onde estão “todos aqueles que causam problemas”.

r) Por se sentir infeliz em São Francisco, Riley decide fugir de casa e voltar para o Minnesota, uma vez que era feliz na sua velha casa. Indique que patamar da pirâmide de Maslow está Riley a tentar atingir, justificando.

s) É visível ver que, enquanto decorre a fuga de Riley, o cenário, bem como as roupas de Riley, adquirem uma cor mais sombria. Porque razão o realizador terá escolhido uma cor tão sombria para esta cena?

t) Ao tentar salvar Riley, Alegria e Bing-Bong caiem no “esquecimento”. Indique porque razão algumas das nossas

memórias são esquecidas.

u) É no “esquecimento” que a Alegria aprende o papel da Tristeza na vida de Riley. Explicite qual é a função da Tristeza.

v) Na sua tentativa de sair do “esquecimento”, Bing-Bong e Alegria tentam várias vezes usar o foguete imaginário para voar até à superfície, sempre sem sucesso, até que o Bing- Bong se apercebe que, para a Alegria

até que o Bing- Bong se apercebe que, para a Alegria do “esquecimento”, ele não pode

do

“esquecimento”, ele

não pode ir no foguete com ela, e

sair

abdica da sua própria vida para poder salvar a Alegria e, consequentemente, a Riley. Porque razão podemos afirmar que, apesar de ser um indivíduo imaginário, Bing-Bong atingiu o nível da autorrealização da pirâmide de Maslow?

w) Quando chegam à “Central de Comandos”, a Alegria pede à Tristeza que seja ela a resolver o problema de Riley, e posteriormente, deixa-a fazer Riley sentir-se triste. Porque razão a Alegria tem esta atitude?

x) No final, vemos que a Riley desenvolveu novas “Ilhas” porque a Alegria aprendeu que a Riley precisa de todas as emoções. Compare a atitude da Alegria no início e no final do filme.

Compare a atitude da Alegria no início e no final do filme. 5. Sugestoes de resposta
Compare a atitude da Alegria no início e no final do filme. 5. Sugestoes de resposta

5. Sugestoes de resposta

a) A Alegria e os restantes “habitantes” da cabeça de Riley podem ser considerados emoções porque são corporalmente expressivas, isto é, expressam-se através de gestos, atos motores, expreções faciais, etc. No filme, vemos, por exemplo, que a Alegria faz Riley rir-se, enquanto que a Tristeza faz com que Riley chore.

b) Ao contrário da vergonha, do ciúme e da inveja, que são consideradas emoções sociais ou secundárias, isto é, são emoções que estão social ou culturalmente condicionadas (são “aprendidas” e, por isso, não se manifestam desde nascença) a felicidade, a tristeza, o medo, o nojo e a raiva são chamadas de emoções primárias ou universais, uma vez que são inatas ao ser humano e se manifestam muito precocemente, uma vez que não precisam de ser aprendidas.

c) A memória é o processo dinâmico que consiste na codificação, armazenamento e recuperação de conteúdos mnésicos ou de informação. Uma memória forma-se quando se converte dados em formatos psicológicos mentalmente representáveis. No filme, esse formato psicológico mentalmente representável é uma esfera.

d) É o nosso inacabamento humano, ou seja, o nosso atraso ontogénico, que nos permite “completar” muitas das estruturas de que somos portadores à nascença e nos garante uma enorme plasticidade cerebral e comportamental. No filme, esta nossa capacidade de “completar” as muitas estruturas de que somos portadores à nascença é visível nas constantes mudanças da “Mesa de Comandos” no início e no final do filme.

e) A componente fisiológica das emoções é visível nas mudanças corporais que as emoções provocam na Riley. Por exemplo, as “birras” que a Riley faz por o pai não lhe dar sobremesa depois do almoço são provocadas pelo Raiva, assim como a Tristeza faz a Riley chorar por esta ter estragado um peluche.

f) É a memória que, por tornar possíveis os processos de aprendizagem e atribui significado às nossas experiências, nos permite construir um “sentimento de si”, um sentimento de identidade pessoal. Quer isto dizer que a memória, ao ligar o passado ao presente, torna possível que tenhamos uma história pessoal (memória autobiográfica).

tenhamos uma história pessoal (memória autobiográfica). g) h) i) j) No caso de Riley, são as

g)

h)

i)

j)

No caso de Riley, são as memórias base que atribuem significado às várias experiências de Riley e às várias “Ilhas da Personalidade”.

A memória a curto prazo é um sistema temporário de

armazenamento que conserva a informação durante o

tempo em que esta é utilizada. A memória a longo prazo, por sua vez, consiste num sistema muitíssimo vasto de armazenamento de conteúdos mnésicos que podem ser considerados permanentes ou relativamente permanentes.

Com este contraste de cores, o realizador tenta pressagiar a tragédia que vai acontecer a Riley no futuro (a perda das ilhas da personalidade) como resultado desta mudança.

É possível recordar informação adquirida ou armazenada

anteriormente ao localizá-la e fazê-la aceder novamente à consciência. No filme, as memórias voltam para a “Central de Comandos” através dos “relembratubos”, que

transportam as memórias armazenadas nas prateleiras do “longo prazo” de volta para a “Central” de modo a que estas sejam relembradas.

Esta resposta é inteiramente de carácter pessoal. No entanto, consideramos que com esta expressão,

a Tristeza pretende

dizer que chorar é

de carácter pessoal. No entanto, consideramos que com esta expressão, a Tristeza pretende dizer que chorar

uma forma de libertar o desânimo/tristeza.

k) Podemos observar que a Alegria impede a Tristeza de mexer nas memórias e na “Mesa de Comandos” com o objetivo de não deixar a Riley sentir-se triste. No entanto, apesar das suas boas intenções, a Alegria acaba por ter uma atitude egoísta para com a Tristeza, uma vez que ao encarregá-la de várias atividades (desnecessárias) esta não se vai poder “manifestar” tal como os outros sentimentos.

l) Tal como foi dito na alínea f) em relação a Riley, é a memória que torna possíveis os processos de aprendizagem e atribui significado às nossas experiências, o que nos permite construir uma identidade pessoal. Uma vez que pessoas diferentes criam memórias diferentes e, consequentemente, realizam aprendizagens diferentes, é natural que as identidades pessoais variem de pessoa para pessoa e, consequentemente, levem à criação de “Ilhas da Personalidade” diferentes e de emoções e “Centrais de Comandos” com vários aspectos (como se vê nas animações que acompanham os créditos finais). m) Do ponto de vista dos “trabalhadores da mente”, as aulas de piano, o nome dos presidentes e das princesas e os números de telefone podem ser esquecidos

das princesas e os números de telefone podem ser esquecidos porque essa informação deixou de ser

porque essa informação deixou de ser usada com o passar do tempo, o que vai de encontro à teoria da decadência do traço mnésico, que diz que vamos perdendo informação memorizada porque com o passar do tempo e falta de uso ativo, essa informação “enfraquece”, vai-se desvanecendo e perde-se (esta ação de esquecimento é ainda mais visível numa cena mais à frente, quando a Alegria e o Bing-Bong caiem no “esquecimento” e se vê as memórias a desvanecer-se com o passar do tempo, assim como o próprio amigo imaginário de Riley).

n) As quatro fases do pensamento abstracto que são visíveis no filme são a fragmentação não-objetiva, a desconstrução, a bi-dimensionalização e a fase não-figurativa. Apesar de todas estas fases serem fictícias, é importante realçar que o pensamento abstracto se começa a desenvolver por volta dos 10 anos, o que significa que Riley já começava a realizar esse processo de abstração.

o) A memória pode ser considerada uma condição que torna possível os nossos processos de aprendizagem, uma vez que só aprendemos quando o que adquirimos é retido e passível de recuperação, isto é, pode ser relembrado. A

uma vez que só aprendemos quando o que adquirimos é retido e passível de recuperação, isto

aprendizagem está, portanto, dependente da memória: o novo saber só é novo se o anterior não tiver desaparecido e enquadra-se ou engloba os saberes possuídos como ultrapassados. Não poderíamos aplicar o saber adquirido a novas situações sem a relativa permanência que a memória assegura. A Tristeza, ao ir falar com o Bing-Bong, faz com que ele chore um pouco e, de algum modo, “liberte” a sua tristeza e desabafe um pouco, o que o faz sentir melhor. Isto vai de encontro à resposta que foi dada na alínea j), em que a Tristeza vê o choro como uma forma de se libertar da infelicidade.

q) Segundo Pierre Janet, o subconsciente é o local fora da consciência onde se pode encontrar aquilo que não está acessível ao indivíduo naturalmente, tendo de se recorrer a técnicas diversas para aceder a esses conteúdos. Estes conteúdos, uma vez reprimidos, podem estar na origem de alguns sintomas de tipo neurótico, o que justifica a aparência desta localização no filme como o sítio onde estão os piores medos de Riley.

r) Ao fugir de casa, Riley procura essencialmente a necessidade de segurança, o que nos remete para a

p)

a necessidade de segurança, o que nos remete para a p) tentativa de atingir o segundo

tentativa de atingir o segundo patamar da pirâmide de Maslow, uma vez que ela procura essencialmente uma vida estável, feliz e sem dor.

procura essencialmente uma vida estável, feliz e sem dor. s) Esta cor sombria tanto do cenário

s) Esta cor sombria tanto do cenário como das roupas de Riley remete-nos para a concretização daquilo que é pressagiado no início do filme a mudança tem um impacto negativo em Riley. A tonalidade cinza remete-nos também para a cor das memórias que são esquecidas e das “Ilhas da Personalidade” que deixam de funcionar.

t) Para além da teoria apresentada na alínea m), existem mais três teorias que procuram explicar porque razão nos esquecemos de algo:

- A teoria da interferência afirma que o esquecimento se deve ao facto de um dado conteúdo mnésico bloquear o acesso a outro, podendo a nova informação impedir a recordação de informação anterior (interferência por inibição retroactiva) ou podendo a informação anteriormente memorizada bloquear o acesso à informação

mais recentemente memorizada (interferência por inibição pró-ativa);

- A teoria do esquecimento motivado diz-nos que o

esquecimento ocorre porque uma recordação indesejada é impedida de ser relembrada, ou seja, de voltar a aceder à

consciência, uma vez que essa recordação poderia causar dor, perturbação ou embaraço;

- A teoria do esquecimento por perda de indícios ou

indicadores dita que o esquecimento ocorre em virtude de não termos a “chave” ou a pista adequada para reencontrar os conteúdos armazenados na memória de longo prazo, tornando-se estes temporariamente inacessíveis.

u) Ao ver uma memória antiga, a Alegria apercebe-se que é por a Tristeza deixar a Riley chorar e, consequentemente, libertar-se da sua infelicidade, que a Alegria pode fazer com que a Riley se sinta feliz. Quer isto dizer que a Alegria só consegue fazer a Riley realmente feliz depois da Tristeza deixar a Riley sentir-se triste.

v) Apesar de imaginário, podemos considerar que Bing-Bong atingiu o último patamar da pirâmide de Maslow, a

atingiu o último patamar da pirâmide de Maslow, a necessidade da auto-realização, uma vez que ele,

necessidade da auto-realização, uma vez que ele, na cena referida na pergunta v), reconhece que o bem-estar da Riley e da Alegria está acima do seu, abdicando da sua própria vida para ajudar a Alegria e, consequentemente, a Riley a ser feliz novamente. Podemos ainda concluir isto porque Bing-Bong é dotado de uma “autonomia funcional”, isto é, pode viver se satisfazer algumas das necessidades deficitárias, o que se verifica quando este abdica da sua própria vida apenas para ajudar a Alegria e a sua amiga Riley.

w) Nesta cena, a Alegria, após ter reconhecido anteriormente o papel da Tristeza na vida de Riley (ver alínea u), percebe que não pode ser ela a resolver sozinha todos os problemas da vida de Riley, e que tem de ser a Tristeza a resolver este problema porque só depois de Riley se sentir triste é que ela se pode sentir feliz.

x) No início do filme, a Alegria, apesar das suas boas intenções, acaba por ter uma atitude egoísta para com a Tristeza e com as restantes emoções, uma vez que restringe o seu acesso à “Mesa de Comandos” e os impede de fazer a Riley sentir

as restantes emoções, uma vez que restringe o seu acesso à “Mesa de Comandos” e os

qualquer sentimento que não seja felicidade constantemente. No final, a Alegria reconhece que a Riley precisa que todas as emoções se “manifestem” para esta conseguir desenvolver a sua própria identidade, crescer e ter uma vida boa, e aceita que as restantes emoções também participem ativamente no dia-a-dia de Riley.

também participem ativamente no dia-a-dia de Riley. 6. Conclusao Para além de ser um excelente filme

6.

Conclusao

Para além de ser um excelente filme de animação, digno dos vários prémios que ganhou no ano após a sua estreia, tanto para miúdos como para graúdos, Divertida- mente é também um excelente filme para abordar uma grande parte dos conteúdos do programa de 12º ano de Psicologia B e ainda induzir os alunos numa reflexão sobre as suas emoções e os seus comportamentos, sempre com uma dose saudável de comédia “à mistura”.

reflexão sobre as suas emoções e os seus comportamentos, sempre com uma dose saudável de comédia