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Utilização do resíduo de exploração e beneficiamento do caulim na produção de metacaulim para aplicação em

Utilização do resíduo de exploração e beneficiamento do caulim na produção de metacaulim para aplicação em concreto. Parte 2- adição no concreto.

Using the residue of exploration and beneficiation of kaolin in the production of metakaolin for use in concrete. Part 2 - Addition of concrete

BRASIL, Renata Maria Sena (1); SANTOS, Márcia Jordana Campos dos (1); SOUSA, Alex Micael Dantas de (2); ANDRADE, Jerônimo Filho (3), VARELA, Marcio Luiz Nogueira de Moraes (4)

(1)Aluna de graduação do Curso Superior em Tecnologia de Construção de Edifícios, IFRN/Natal (2) Aluno de graduação do Curso de Engenharia Civil, UFRN/Natal (3) Professor Mestre, Diretoria Acadêmica de Construção Civil, IFRN/Mossoró (4) Professor Doutor, Diretoria Acadêmica de Construção Civil, IFRN/Natal senabrasil.renata@gmail.com

Resumo

A gestão de resíduos demanda o desenvolvimento de tecnologias de processamento aplicadas a cada caso. Para os resíduos provenientes da exploração e beneficiamento do caulim, do Rio Grande do Norte, uma aplicação racional é sua utilização na produção de metacaulim reativo, pois o mesmo possui características químicas que indicam um grande potencial pozolânico se tratado termicamente. Esse procedimento teria reflexos econômicos e sociais positivos para as indústrias geradoras de resíduos e para as indústrias da

construção civil. Este trabalho tem por objetivo a obtenção do metacaulim a partir do resíduo de caulim, para utilizá-lo como adição em concretos, sem alterar o consumo de cimento e verificar sua influência nas propriedades mecânicas destes. Desta forma, o resíduo de caulim foi tratado termicamente a temperatura

de 600 °C, com patamar de 2 horas e taxa de aquecimento de 10 °C/min

Após a calcinação, o resíduo foi

.. caracterizado através da técnica de difração de raios X para a confirmação da existência de metacaulim. Foram produzidos corpos de prova, sendo adicionado o resíduo calcinado (metacaulim reativo) em 5%, 10%

e 20% da massa do cimento. Após a realização de ensaios de compressão, concluiu-se que a adição de metacaulim reativo no concreto nos percentuais de 10 e 20 % obtiveram os melhores resultados. Palavra-Chave: metacaulim, resíduo de caulim, adição, concreto

Abstract

Waste management requires the development of processing technologies applied to each case. For the waste from the exploration and beneficiation of kaolin, of Rio Grande do Norte, a rational application is its use in the production of reactive metakaolin, because it has chemical characteristics that indicate a large potential pozzolanic be heat treated. This procedure would have positive social and economic consequences for the waste generating industry and the civil construction industries. This work aims at obtaining the metakaolin from kaolin waste to use it as an addition in concretes, without changing the consumption of

cement and determining its influence on the mechanical properties of these. Thus, the residue of kaolin was heat treated at a temperature of 600 ° C, with a level of 2 hours and heating rate of 10 °C/min. After calcination, the residue was characterized using the technique of X-ray diffraction to confirm the presence of metakaolin. Test specimens were produced, and the calcined residue (reative metakaolin) was added 5%, 10% and 20% by weight of cement. After performing compression tests, it was concluded that the addition of reactive metakaolin in the concrete in the percentage of 10 and 20% showed the best results. Keywords: metakaolin, kaolin waste, addition, concrete

1 Introdução A construção civil é considerada um mercado bastante atrativo para a reutilização de materiais
  • 1 Introdução

A construção civil é considerada um mercado bastante atrativo para a reutilização de materiais descartados durante alguns processamentos industriais. Segundo JONH (1997), apesar do desperdício de modo geral, a construção civil já é o setor da economia que emprega o maior volume de resíduos reciclados. Desta forma, a utilização do resíduo da indústria de exploração e beneficiamento do caulim, quando termicamente tratado, em substituição ao metacaulim industrial como aditivo na confecção de concretos estruturais pode ser muito interessante do ponto de vista técnico e econômico tanto para a indústria da construção civil quanto para indústria de exploração e beneficiamento do caulim. Visto que a quantidade de resíduo gerada no processo de beneficiamento do caulim do Rio Grande do Norte é de aproximadamente 7500 toneladas por mês. Isso se dá por que o rendimento do processo de beneficiamento do caulim é cerca de 25 %, ou seja, para cada tonelada de caulim beneficiado são gerados 750 kg de resíduo e apenas 250 kg de caulim comercializável. Alguns estudos comprovam que os mecanismos de ação do metacaulim quando usado no cimento Portland, acelera o processo de hidratação do mesmo, além atuar como ponto de nucleação na formação do hidróxido de cálcio e reagir rapidamente com este produto de hidratação. Tendo sua reação pozolânica alcançada no período máximo entre 7 e 14 dias, independente do percentual de incorporação. O presente trabalho tem como objetivo o estudo da viabilidade da utilização do resíduo de caulim na produção de metacaulim reativo através de tratamento térmico adequado para substituir o metacaulim industrial como aditivo na produção de concreto estrutural. Para isso, foram feitos corpos de prova com traços de adição de 5%, 10% e 20% e verificado suas propriedades mecânicas nas idades de 7 e 28 dias de cura úmida, e comparadas ao concreto confeccionado com metacaulim industrial e ao concreto convencional, ou seja, sem nenhum tipo de adição.

  • 2 Materiais

2.1 Cimento Portland

Nesta pesquisa, foi utilizado o cimento CP II F 32, cujas características fornecidas pelo fabricante constam

Nesta pesquisa, foi utilizado o cimento CP II F 32, cujas características fornecidas pelo fabricante constam na tabela 1.

Tabela 1 - Especificações do Cimento CP II F 32

Características e Propriedades

Valores

Unidades

 

MgO

≤ 6,5

%

SO 3

≤ 4,0

%

Propriedades

CO 2

≤ 5,0

%

Químicas

Perda ao fogo

≤ 6,5

%

Resíduo Insolúvel

≤ 2,5

%

 

Resíduo # 200

≤ 12,0

%

Finura

Resíduo # 325

-

%

Sup. Esp. (Blaine)

≥ 2600

cm²/g

   

Início

≥ 1,0

H

Tempo de Pega

Fim

≤ 10,0

H

 

3

dias

≥ 10,0

MPa

Resistência à

     

Compressão

7

dias

≥ 20,0

MPa

28 dias

≥ 32,0

MPa

       
  • 2.2 Agregado miúdo

O agregado miúdo utilizado possui natureza mineralógica quartzosa. A areia natural foi seca em estufa por 24 horas antes de sua utilização. Sua caracterização, encontra-se expressa na tabela 2.

Tabela 2 - Caracterização do agregado miúdo

 

Classificação

Areia Média

Massa Especifica

2.645,50 kg/m³

Agregado Miúdo

Massa Unitária

1.531,65 kg/m³

Módulo de Finura

2,40

Diâmetro Máximo

2,4 mm

  • 2.3 Agregado graúdo

Os agregados graúdos utilizados na pesquisa foram as britas de 6,3 mm e 19,0 mm, este procedimento visou atingir um melhor empacotamento do conjunto. Antes de serem

incorporadas ao concreto, foram lavadas e secas na estufa por 24 horas. Suas especificações encontram-se na

incorporadas ao concreto, foram lavadas e secas na estufa por 24 horas. Suas especificações encontram-se na tabela 3.

Tabela 3 - Caracterização dos agregados graúdos

 

Diâmetro máximo

6,3 mm

Brita 6,3 mm

Massa especifica

2.512,57 kg/m³

Massa unitária

1.463,6 kg/m³

 

compactada

Brita 19,0 mm

Diâmetro máximo

19,0mm

Massa específica

2.512,57 kg/m³

  • 2.4 Metacaulim Industrial

O Metacaulim Industrial utilizado foi cedido por uma empresa da região de Pernambuco. A tabela 4 apresenta algumas de suas características cedidas pela empresa produtora.

Tabela 4 - Especificações do Metacaulim Industrial

Características

Metacaulim

Retenção em peneira ASTM # 200

1%

Finura Blaine

2.400 m²/kg

Massa específica

2.550 kg/m³.

Cor

Rosa

  • 2.5 Resíduo da indústria do beneficiamento do caulim

O resíduo da indústria de exploração e beneficiamento do caulim estudado foi transformado em metacaulim reativo a partir de tratamento térmico. Suas especificações antes e depois do referido tratamento térmico são apresentadas na tabela 5 e sua análise termogravimétrica na figura 1.

Tabela 5 - Especificações do Resíduo de Beneficiamento do Caulim

   

Metacaulim

 

Características

Determinações

Industrial

Resíduo de Caulim

 

Óxido de Silicio (SiO2)

56,378 %

56,378 %

Oxido de Aluminio (Al2O3)

32,877 %

32,877 %

Análise Química %

Óxido de Potássio (K2O)

9,553 %

9,553 %

Óxido de Enxofre (Fe2O3)

0,804 %

0,804 %

Óxido de Titânio (TiO2)

0,074 %

0,074 %

Figura 1- Análise Termogravimétrica do Resíduo do beneficiamento do caulim 3 Metodologia Todas as atividades desenvolvidas
Figura 1- Análise Termogravimétrica do Resíduo do beneficiamento do caulim 3 Metodologia Todas as atividades desenvolvidas

Figura 1- Análise Termogravimétrica do Resíduo do beneficiamento do caulim

3

Metodologia

Todas as atividades desenvolvidas nesta pesquisa foram desenvolvidas nos laboratórios de Materiais de Construção, localizada na Diretoria Acadêmica de Construção Civil- DIACON no IFRN e no Laboratório de materiais cerâmicos na UFRN (Natal, Rio Grande do Norte, Brasil). Os materiais utilizados, exceto o resíduo de beneficiamento do caulim, já estavam em condições técnicas de serem utilizados na confecção do concreto. Para a realização do tratamento térmico do resíduo de caulim foi necessário submeter o mesmo a alguns procedimentos em laboratório. Primeiramente o resíduo de caulim foi passado na peneira de malha #300 para a retirada da fração grosseira constituída de mica, biotita e quartzo, após esta etapa a porção passante foi submetido a moagem em moinhos de bola cerâmica por via úmida por 12 horas contínuas, após a moagem a barbotina resultante foi levada a secagem por 24 horas em estufa a 110 ºC. Após a secagem, o resíduo calcinado foi desaglomerado em almofariz e novamente passado na peneira de malha #300, ABNT, sendo utilizado somente a fração passante. Após esta etapa o resíduo foi submetido às análises por difração de raios X, DRX e fluorescência de raios X, FRX, para verificação de sua composição mineralógica e química (percentuais de óxidos, em massa), respectivamente. A analise mineralógica por difração de raios X (DRX) foi realizada no difratômetro de raios X, com tubo de cobre, 50

mA e 2 KW. E a análise química por fluorescência de raios X (FRX) foi realizada

mA e 2 KW. E a análise química por fluorescência de raios X (FRX) foi realizada com o espectrômetro de raios- X por energia dispersiva, com tubo de alvo de ródio (Rh), 1 a 1000 mA e 5 a 50 KV. Após essas etapas, o material foi levado ao forno onde foi submetido a tratamento térmico nas seguintes condições, temperatura de 600 °C com patamar de 2 horas e taxa de aquecimento de 10°C/m. Após o tratamento térmico o resíduo, foi submetido, novamente, as análises por DRX e FRX para verificação de seu estado amorfo e características semelhantes ao do metacaulim industrial. De posse do metacaulim reativo produzido a partir do resíduo de caulim, partiu-se para o cálculo de dosagem do concreto a ser utilizado, dosado segundo método ABCP/ACI, para uma resistência aos 28 dias de 25 MPA. Foram desenvolvidas, a partir do traço padrão, Tabela 6, seis variações adicionando-se 5%, 10% e 20% de metacaulim industrial e 5%,10% e 20% de metacaulim reativo (resíduo calcinado) para posterior comparação de suas propriedades mecânicas. Para tanto, foram confeccionados seis corpos de prova cilíndricos (100mm x 150mm) de concreto para cada variação, segundo a ABNT NBR 5738:2003, ou seja, seu adensamento foi feito manualmente, com 12 golpes para cada camada, sendo duas camadas de concreto em cada corpo de prova. A desmoldagem foi feita 24 horas após a moldagem e em seguida os corpos de prova foram levados a cura úmida, conforme ABNT NBR 5738:2003, e retirados apenas para o ensaio de resistência a compressão axial com 7 e 28 dias, segundo NBR 5739/2002.

Tabela 6 - Composição dos Traços

     

Agregado

Agregado

     

Composição

Cimento

Kg/m³

Agregado

Miúdo

Graúdo

(Brita

Graúdo

(Brita

Adição

Kg/m³

Aditivo

Quimico

Água

Kg/m³

Kg/m³

6,3mm)

19,0mm)

Kg/m³

 

Kg/m³

Kg/m³

   

Traço

 
  • 1 1,32

1,38

1,38

 

0,003

0,50

Padrão

5%

 
  • 1 1,32

1,38

1,38

0,05

0,003

0,50

10%

  • 1 1,32

1,38

1,38

0,10

0,003

0,50

20%

  • 1 1,32

1,38

1,38

0,20

0,003

0,50

Aos 7 e 28 dias, os corpos de prova foram submetidos ao ensaio de compressão axial e tiveram suas resistências verificadas.

  • 4 Análise de Resultados

Segundo as normas ASTM C-618:1989 e ABNT NBR 12653:1992, para que o material seja considerado pozolânico é necessário que a soma das porcentagens dos óxidos SiO, AlOe FeOseja igual ou superior a 70%. Após análise química por fluorescência de raios X (FRX), concluiu-se que o resíduo do beneficiamento de caulim, após calcinação, apresenta como resultado da soma das porcentagens dos óxidos supracitados um valor de 90,06%, o que sugere alta atividade pozolânica, tabela 7.

Tabela 7 - Fluorescência de Raio - X do resíduo do beneficiamento de caulim Óxido %

Tabela 7 - Fluorescência de Raio - X do resíduo do beneficiamento de caulim

Óxido

%

Óxido de silício - SiO

56,38

Óxido de alumínio - AlO

32,88

Óxido de ferro III - FeO

0,80

Com a análise mineralógica por DRX, pode-se concluir que o metacaulim industrial possui estrutura amorfa, ou seja, sua estrutura cristalina foi modificada, o que o torna pozolanicamente ativo. Pode-se perceber que no DRX do metacaulim industrial não há picos de caulinita, Figura 2. O difratograma do resíduo do beneficiamento de caulim, antes do tratamento térmico, Figura 3, apresenta picos de quartzo, caulinita, microclínio e muscovita como esperado. O resultado da análise por difração de raios X do resíduo térmicamente tratado não apresenta picos de caulinita anteriormente presente, o que segundo a literatura confirma a transformação da fase caulinita em metacaulim a esta temperatura de tratamento, Figura 4.

Tabela 7 - Fluorescência de Raio - X do resíduo do beneficiamento de caulim Óxido %

Figura 2 - DRX do Metacaulim Industrial

Tabela 7 - Fluorescência de Raio - X do resíduo do beneficiamento de caulim Óxido %

Figura 3 - DRX do Resíduo de caulim antes do tratamento térmico

Figura 4 - DRX do Resíduo de caulim calcinado à 600°C Os resultados obtidos através do
Figura 4 - DRX do Resíduo de caulim calcinado à 600°C Os resultados obtidos através do

Figura 4 - DRX do Resíduo de caulim calcinado à 600°C

Os resultados obtidos através do ensaio de compressão com os corpos de prova confeccionados com traço padrão, 5%, 10% e 20% de adição de metacaulim industrial, e 5%, 10% e 20% de adição de resíduo do beneficiamento de caulim termicamente tratado encontram-se na tabela 8 e figura 5.

Tabela 8 - Resultados dos ensaios de compressão axial

 

RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO (Mpa)

TRAÇO

7 DIAS

28 DIAS

Traço Padrão

19,80

25,74

 

5%

23,30

30,28

MI

10%

31,77

41,30

20%

39,14

50,88

 

5%

25,02

32,52

RCC

10%

26,54

37,29

20%

33,94

44,12

60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 MI 20% MI 10% RC 20% RC 10% MI
60,00 50,00 40,00 30,00 20,00 10,00 0,00 MI 20% MI 10% RC 20% RC 10% MI
60,00
50,00
40,00
30,00
20,00
10,00
0,00
MI 20%
MI 10%
RC 20%
RC 10%
MI 5%
RC 5%
TP
  • 7 dias

  • 28 dias

Figura 5 - Gráfico dos resultados de ensaio de compressão de acordo com a idade dos corpos de prova

A partir dos resultados de resistência verificou-se que tanto os traços com resíduo de caulim quanto os traços com metacaulim industrial atingiu uma elevada resistência em relação ao traço padrão. Os resultados dos ensaios de resistência à compressão axial melhoraram à medida que o percentual de adição foi aumentado e com a idade.

5

Conclusão

Os resultados obtidos através do ensaio de compressão axial nos corpos de prova aos 7 e 28 dias, indicam que o resíduo de caulim tratado termicamente, contribuiu de maneira favorável para o acréscimo de resistência mecânica do concreto. Pode-se observar um acréscimo das resistências mecânicas a compressão à medida que aumentava o teor de adição de metacaulim reativo produzido a partir do resíduo de beneficiamento do caulim, o que vem a confirmar o seu provável potencial pozolânico. O traço com acréscimo de 20% de metacaulim reativo, foi o que apresentou o melhor resultado quando comparada ao traço padrão. Pode-se observar também que as resistências dos concretos produzidos com o metacaulim industrial e o metacaulim reativo, estes obtiveram valores inferiores àqueles, este resultado pode estar associado, ao grau de pureza da matéria prima utilizada na produção do metacaulim industrial, já que o mesmo é livre dos minerais presentes no resíduo de caulim utilizado (sílica, mica, mocroclínio e biotita). Desta forma, com base no exposto anteriormente, conclui-se que a utilização do resíduo de beneficiamento do caulim na produção de metacaulim reativo para utilização na confecção de concretos estruturais apresenta-se como uma alternativa positiva, uma vez que contribui para o aumento da resistência à compressão, em média 71%, sem comprometer as outras propriedades do concreto. Um outro ponto a ser observado é a sua viabilidade econômia, uma vez que a adoção dessa prática diminuiria o passivo da empresa geradora, e minimizaria o impacto ambiental negativo causado pelo descarte

deste na natureza e diminuindo o custo de produção do metacaulim. Como também reduzir o custo

deste na natureza e diminuindo o custo de produção do metacaulim. Como também reduzir o custo e o consumo efetivo com cimento por parte da indústria da construção civil, refletindo diretamente no consumidor final, com obras mais baratas e acessíveis as classes com menor poder aquisitivo.

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