Você está na página 1de 12

IMPACTO DA CRISE ECONÔMICA NA GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS DO BRASILEIRO

Fevereiro 2016

IMPACTO DA CRISE ECONÔMICA NA GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS DO BRASILEIRO Fevereiro 2016
IMPACTO DA CRISE ECONÔMICA NA GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS DO BRASILEIRO Fevereiro 2016
IMPACTO DA CRISE ECONÔMICA NA GESTÃO DAS FINANÇAS PESSOAIS DO BRASILEIRO
IMPACTO DA
CRISE ECONÔMICA
NA GESTÃO DAS
FINANÇAS PESSOAIS
DO BRASILEIRO
53,3% Não tiveram sobras financeiras no mês anterior à pesquisa Fatores que explicam o fechamento das
53,3%
Não tiveram sobras financeiras no mês anterior à pesquisa
Fatores que explicam
o fechamento das
contas no vermelho:
Mudanças nos hábitos
de compra do
consumidor:
47,9%
Não conseguiram pagar as contas
17,5%
Aumentaram a aquisição de produtos
mais baratos de marcas similares
por que as coisas estão mais difíceis
50,8%
15,7%
Diminuição da renda
Diminuíram a compra de roupas,
calçados e acessórios
11,0%
Perda do emprego
44,9%
Diminuíram as refeições fora de casa
Mudanças em
comportamentos
relacionados à educação
Em caso de melhora da
economia em 2016, 53,8%
abandonariam os hábitos
adquiridos ao longo da
crise e voltarriam à vida
financeira:
que tinha antes:
61,4%
Estão pesquisando mais antes de fazer
compras
Abandonariam as atitudes do dia a dia
36,7%
em relação à gestão do orçamento e à
disciplina no controle dos gastos
42,4%
Estão pechinchando mais ao fazer compras
32,5%
Aumentariam o consumo de roupas,
calçados e acessórios
27,2%
Aumentaram o controle do orçamento
pessoal e familiar
30,4%
Reduziriam a reserva financeira
30,1%
Diminuíram as reservas financeiras

INTRODUÇÃO

Os impactos da crise no poder aquisitivo do brasileiro

Quando se fala em crise, o que vem à cabeça, em termos práticos? A crise econômica está em pauta em todos

os lugares: no noticiário, nas redes sociais, nas ruas, nos almoços de domingo, nas reuniões de trabalho

Mas

... é no bolso e no orçamento pessoal que os efeitos de fato se fazem presentes. A pesquisa ‘Impacto da crise econômica na gestão das finanças pessoais do brasileiro’, conduzida pelo SPC Brasil e Portal Meu Bolso Feliz, procurou captar a percepção das pessoas a respeito de uma série de gastos típicos do dia a dia, a fim de traduzir de que forma o consumidor sente os impactos da deterioração de seu poder aquisitivo.

O estudo também sinaliza a impressão geral de que a conta de energia elétrica, telefone e as compras mensais

no supermercado estão mais caras e indica que caiu significativamente o percentual de consumidores com sobra financeira em relação ao mês passado, na comparação entre 2014 e 2015, o que acentua a sensação de aperto. Como resultado, observa-se que os brasileiros vêm alterando hábitos de consumo, passando a

comprar produtos similares de marcas mais baratas e freando os gastos com refeições fora de casa, dentre

outras mudanças apontadas. Em contrapartida, a delicada situação econômica vivida no país obriga as pessoas a ficarem mais atentas: os consumidores estão pesquisando mais antes de comprar e têm mantido o nível de atenção ao controle do orçamento pessoal.

Percepção de aumento dos gastos com água, luz, telefone e compras mensais de supermercado traduz sensação de crise

A pesquisa destaca a energia elétrica como um dos maiores termômetros da crise econômica e da elevação do custo de vida no Brasil: oito em cada dez entrevistados (80,4%) afirmam que a conta de luz aumentou - principalmente entre os homens (84,1%) e os pertencentes às Classes A/B (88,2%).

Impressão semelhante se dá em relação às compras mensais de supermercado, com sete em cada dez entrevistados (69,1%) relatando que houve aumento no valor desse gasto, novamente com percentuais mais expressivos entre os homens (75,3%) e nas Classes A/B (75,8%). Em contrapartida, a percepção de aumento foi menor no caso da conta de celular (33,7%), da compra de roupas (31,8%) e do gasto em bares e restaurantes (29,5%).

PERCENTUAL DE AUMENTO MÉDIO DAS DESPESAS

   

SEXO

 

IDADE

CLASSE

 

RU

GERAL

   

DE 18 A

DE 35 A

55 OU

   
 

HOMEM

MULHER

34 ANOS

54 ANOS

MAIS

A/B

C/D/E

Conta de luz 33,4% 29,9% 37,1% 34,6% 33,6% 31,6% 30,4% 34,6%

Conta de luz

33,4%

29,9%

37,1%

34,6%

33,6%

31,6%

30,4%

34,6%

Compra de mês

Compra de mês

               

no supermercado

27,4%

21,1%

35,3%

30,7%

25,2%

25,9%

29,2%

26,7%

Gasto em bares e restaurantes 23,8% 22,3% 26,1% 25,6% 21,2% 24,9% 28,1% 22,7%

Gasto em bares e restaurantes

23,8%

22,3%

26,1%

25,6%

21,2%

24,9%

28,1%

22,7%

Compra

Compra

               

de roupas

22,3%

20,7%

24,2%

28,2%

18,5%

17,2%

17,2%

23,0%

Conta do

Conta do

               

telefone celular

19,2%

17,2%

21,4%

19,7%

18,1%

20,4%

20,1%

19,0%

4

Os consumidores ouvidos garantem que o aumento da conta de luz nos últimos seis meses foi de 33,4%, o maior relatado em toda a pesquisa, segundo percepção deles. Em seguida aparecem as compras de supermercado (27,4%, aumentando para 35,3% entre as mulheres) e os gastos em bares e restaurantes (23,8%, aumentando para 28,1% nas Classes A/B).

No caso da energia elétrica, a variação apontada pelo IPCA é mais alta do que a sentida pelos consumidores:

de acordo com o IBGE, os preços dos itens registraram avanço de 51% em 2015. Por sua vez, a alimentação fora de casa registrou alta de 10,38%, abaixo do que os entrevistados dizem ter percebido. Com efeito, o avanço da inflação ao longo de 2015 foi um dos componentes mais importantes da crise econômica. O índice oficial rompeu o teto da meta de 6,5% e registrou o maior valor desde 2003, com alta de 10,67%.

Este cenário de evidente aperto financeiro não está caracterizado apenas pela constatação de que as contas estão mais caras, mas também pelo fato de que muitos brasileiros têm ficado sem qualquer margem de segurança no orçamento: mais da metade dos consumidores ouvidos afirma que não houve sobra financeira no mês anterior à pesquisa (53,3%). Além disso, 46,7% dos que não tiveram sobra ainda garantem que ficaram devendo alguma coisa - principalmente entre as mulheres (30,2%).

Por outro lado, considerando apenas os que tiveram sobra financeira no mês anterior à pesquisa (46,0%), observa-se que a maior parte optou por guardar na poupança/fazer alguma aplicação/deixar reservado (48,7%), sobretudo entre os pertencentes às Classes A/B (73,2%). Comparando os dados de dez/2015 com dez/2014, o estudo mostra que é notório o agravamento do aperto financeiro para o consumidor: enquanto três em cada dez entrevistados (34,2%) diziam não ter havido sobra em dezembro de 2014, cinco em cada dez (53,3%) relataram o mesmo em dezembro de 2015. A proporção de pessoas no vermelho também aumentou no mesmo período, passando de 14,8% para 24,9% dos entrevistados.

Crise econômica é mencionada por metade dos brasileiros para justificar contas no vermelho Ao refletirem sobre

Crise econômica é mencionada por metade dos brasileiros para

justificar contas no vermelho

Ao refletirem sobre o que aconteceu para que as contas fechassem no vermelho no mês anterior, metade dos entrevistados nessa situação (50,9%) menciona fatores externos/econômicos, com destaque na percepção de que “as coisas estão mais caras e não estou conseguindo pagar as contas com o meu salário” (17,5%). Outros 15,7% dizem que a renda diminuiu, enquanto 11,0% alegam ter perdido o emprego.

Apesar de predominarem os motivos relacionados à conjuntura macroeconômica, algumas atitudes de parte dos consumidores em relação ao uso do dinheiro também são responsáveis pelo desequilíbrio do orçamento:

29,5% dos entrevistados que fecharam o mês anterior à pesquisa com gastos maiores que a receita admitem

que não controlaram as compras e perderam a noção dos gastos. Para o educador financeiro do SPC Brasil e do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, mais do que nunca, este é o momento de ser prudente. Com a recessão

dando mostras de que não deverá arrefecer tão cedo, o consumidor deve priorizar despesas importantes e

verificar a possibilidade de diminuir os gastos supérfluos, além de evitar compras desnecessárias.

Outra maneira de comprovar o agravamento da crise é ao observar os

relatos relacionados ao desemprego: em dezembro de 2014 apenas 2,3% justificavam o fechamento das contas no vermelho dizendo que haviam sido demitidos, enquanto em dezembro de 2015 o percentual saltou para 11,0%. Do mesmo modo, na comparação entre dez/2014 e dez/2015, metade dos entrevistados (51,3%) garante que aumentaram os gastos relativos a água, luz e telefone, sobretudo entre os pertencentes às Classes A/B (63,4%).

51,3% garante que aumentaram os gastos relativos a água, luz e telefone
51,3%
garante que
aumentaram os
gastos relativos a
água, luz e telefone

Mudança de hábitos: consumidor busca marcas mais baratas e freia consumo de roupas, calçados e acessórios

O consumidor sabe que não há opção, a não ser adaptar-se aos efeitos da recessão. Na comparação entre dez/2014 e dez/2015, o estudo indica que o brasileiro modificou uma série de hábitos de consumo a fim de diminuir

o aperto e fazer com que a renda dure até o fim do mês, evitando, assim, o endividamento e a inadimplência. Praticamente cinco em cada dez entrevistados (47,9%) aumentaram a compra de produtos similares mais

baratos, com percentuais maiores observados entre os respondentes

mais velhos (63,1%) e das Classes A/B (61,6%). 50,8% dos entrevistados também diminuíram os gastos com roupas,

47,9%

aumentaram a compra de produtos similares mais baratos

..........................

calçados e acessórios, principalmente entre as pessoas das Classes

A/B (57,0%). Ao lado disso, quatro em cada dez consumidores (44,9%)

garantem que diminuíram as refeições feitas fora de casa. Finalmente,

os resultados indicam que permaneceu estável o consumo de produtos

básicos, como alimentos, de higiene e limpeza para a maior parte das

pessoas ouvidas (45,8%, aumentando para 52,6% entre as mulheres e 47,6% nas Classes C/D/E).

Também foram identificadas mudanças em comportamentos relacionados à educação financeira: 61,4% afirmam que passaram a pesquisar mais

os preços, principalmente os homens (72,0%), os mais velhos (80,8%) e os pertencentes às Classes A/B (80,6%). Além disso, 42,4% aumentaram

61,4%

passaram a pesquisar mais os preços

..........................

30,1%

diminuíram as

reservas financeiras

as solicitações de desconto nas compras, sobretudo entre os homens

(49,1%), os mais velhos (52,2%) e as pessoas das Classes A/B (54,6%).

Mudança de hábitos: consumidor busca marcas mais baratas e freia consumo de roupas, calçados e acessórios

A maior parte dos entrevistados (40,8%)

garante que manteve o nível de controle

dos gastos pessoais e familiares, com percentuais maiores observados entre

as mulheres (50,5%), pessoas de 18 a

34 anos (47,6%) e das Classes C/D/E (44,2%). O preocupante, por outro lado, é que 28,5% admitem ter diminuído o controle dos gastos. Finalmente, a

pesquisa indica que a maior parte dos

entrevistados (38,6%) manteve estáveis as reservas financeiras, enquanto praticamente um terço admite ter diminuído (30,1%), sobretudo entre as pessoas de 35 a 54 anos (39,9%).

Considerando uma melhora hipotética da economia brasileira em 2016, praticamente quatro em cada dez entrevistados (36,7%) dizem que pretendem abandonar suas atitudes do dia a dia em relação a gestão de seu orçamento e a disciplina no controle dos gastos pessoais e da família, aumentando para 50,3% nas Classes A/B. Também são mencionadas a redução no consumo de roupas, calçados e acessórios (32,5%, aumentando para 37,2% entre as mulheres) e a realização de reserva financeira (30,4%).

CONSIDERANDO UMA MELHORA HIPOTÉTICA DA ECONOMIA BRASILEIRA EM 2016:

36,7% Pretendem abandonar suas
36,7%
Pretendem abandonar suas

atitudes do dia a dia em relação

a gestão de seu orçamento e a disciplina no controle dos gastos

32,5% Pretendem deixar de lado a redução do consumo de roupas, calçados e acessórios
32,5%
Pretendem deixar de lado
a redução do consumo de
roupas, calçados e acessórios
30,4% Realização de reserva
30,4%
Realização de reserva

financeira

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil e do Portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, muitos brasileiros ainda enxergam as boas práticas de consumo e a disciplina financeira como formas de restringir o prazer de aproveitar a vida, e não como fonte de benefícios para uma vida financeira saudável. É como se o consumidor encarasse a educação financeira como um mal necessário e, mais do que isso, temporário.

MEDIDAS ADOTADAS NO COMBATE À CRISE QUE PRETENDEM ABANDONAR

   

SEXO

 

IDADE

CLASSE

RM

GERAL

   

DE 18 A

DE 35 A

55 OU

   

HOMEM

MULHER

34 ANOS

54 ANOS

MAIS

A/B

C/D/E

Disciplina no controle dos gastos pessoais e da família

36,7%

36,4%

36,9%

34,8%

38,8%

36,4%

50,3%

32,8%

Redução do consumo de roupas, calçados e acessórios

32,5%

27,5%

37,2%

34,2%

35,5%

24,6%

28,0%

33,8%

Realização de reserva

30,4%

26,8%

33,7%

29,5%

30,2%

31,9%

39,9%

27,6%

financeira

Redução das refeições feitas

23,1%

20,1%

25,9%

22,6%

19,7%

29,3%

34,2%

19,9%

fora de casa e/ou delivery

Pesquisas de preço antes de adquirir um produto

22,5%

23,9%

21,1%

17,2%

19,6%

36,4%

38,8%

17,8%

Pechincha/negociação nas

21,8%

24,6%

19,1%

15,1%

21,4%

33,9%

36,6%

17,5%

minhas compras

Compra de produtos de marcas similares mais baratas

21,4%

24,8%

18,1%

19,2%

20,3%

26,9%

40,7%

15,9%

Redução dos gastos com serviços de água, luz e telefone pensando no valor da conta

18,8%

17,5%

20,0%

14,8%

16,3%

29,8%

34,2%

14,3%

Diminuição dos gastos com compras de produtos básicos, como alimentos, produtos de higiene e limpeza

17,6%

15,4%

19,7%

20,8%

16,4%

14,1%

13,2%

18,9%

Nenhuma

16,5%

19,6%

13,5%

12,9%

15,6%

24,1%

19,5%

15,6%

Não por acaso, 53,8% dos entrevistados afirmam que o que os leva a abrir mão de tais atitudes em relação ao uso do seu dinheiro é o desejo de recuperar o tempo perdido e voltar ao tipo de vida que tinha antes de passar pelo período de privação financeira. Ao mesmo tempo, para um quarto da amostra (25,0%) a justificativa tem a ver com a dificuldade em manter uma vida financeira regrada, aumentando para 28,4% entre as mulheres.

Seja de forma temporária ou continuamente, o que o consumidor precisa compreender é que nos próximos meses ele precisará planejar o orçamento com sabedoria e escolher cuidadosamente a melhor maneira de conduzir a relação entre ganhos e despesas, a fim de evitar as consequências mais graves da crise, uma vez que não há perspectivas de melhora no curto prazo.

O QUE TE LEVA A ABANDONAR ESTA ATITUDE EM RELAÇÃO AO USO DO SEU DINHEIRO?

   

SEXO

 

IDADE

CLASSE

RM

GERAL

   

DE 18 A

DE 35 A

55 OU

   

HOMEM

MULHER

34 ANOS

54 ANOS

MAIS

A/B

C/D/E

Agora que acabou meu momento de privação

               

financeira, quero recuperar

53,8%

55,2%

52,6%

58,1%

51,6%

49,4%

52,7%

54,1%

o tempo perdido e voltar ao

tipo de vida que tinha antes

Tenho dificuldades em manter uma vida financeira regrada

25,0%

21,1%

28,4%

27,6%

27,4%

15,4%

14,6%

27,8%

Não consigo economizar, gosto de aproveitar a vida

11,5%

12,0%

11,1%

9,4%

10,3%

18,0%

10,1%

11,9%

Outros

9,7%

11,7%

7,8%

4,9%

10,7%

17,2%

22,6%

6,1%

CONCLUSÕES

CONCLUSÕES » » Os impactos da crise são inegáveis, principalmente no que diz respeito à sensação

»» Os impactos da crise são inegáveis, principalmente no que diz respeito à sensação de aumento na conta de luz (80,4%), nas compras mensais de supermercado (69,1%) e nos gastos com água, luz e telefone (51,3%). Na percepção dos entrevistados, a variação do preço da energia foi de 33,4%.

»» No mês anterior à pesquisa, 53,3% não tiveram sobras financeiras; 46,0% garantem que tiveram sobra de dinheiro, sendo que, dentre esses, a maior parte (48,7%) optou por guardar na poupança/fazer alguma aplicação/deixar reservado.

»» Fatores externos relacionados à crise econômica são mencionados por metade da amostra (50,9%) para justificar o fechamento das contas no vermelho. Os principais são o fato de não conseguir pagar as contas com o salário, por que as coisas estão mais caras (17,5%), a diminuição da renda (15,7%) e a perda do emprego (11,0%).

»» Pouco menos de um terço dos entrevistados admitem que o desequilíbrio financeiro tem a ver com atitudes pessoais: 29,5% ficaram no vermelho por que não controlaram as compras e perderam a noção dos gastos.

»

Mudança de comportamento: a crise tem provocado alterações em alguns dos hábitos de compra do consumidor. 47,9% aumentaram a aquisição de produtos mais baratos de marcas similares, enquanto 50,8% garantem ter diminuído a compra de roupas, calçados e acessórios e 44,9% diminuíram as refeições fora de casa.

»» Também foram identificadas mudanças em comportamentos relacionados à educação financeira:

61,4% estão pesquisando mais antes de fazer compras

42,4% estão pechinchando mais ao fazer compras

27,2% aumentaram o controle do orçamento pessoal e familiar

30,1% diminuíram as reservas financeiras

»» Em caso de melhora da economia brasileira em 2016, 36,7% admitem que abandonariam as atitudes do dia a dia em relação à gestão do orçamento e à disciplina no controle dos gastos pessoais e da família. Outras providências mencionadas são o abandono da redução no consumo de roupas, calçados e acessórios (32,5%) e da realização de reserva financeira (30,4%).

»» O principal motivo para deixar de lado tais atitudes em relação ao controle dos gastos é o desejo de recuperar o tempo perdido e voltar ao tipo de vida que tinha antes de passar pelo período de privação financeira (53,8%).

METODOLOGIA Público alvo: residentes em todas as capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18

METODOLOGIA

Público alvo: residentes em todas as capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos, ambos os sexos e todas as classes sociais.

Método de coleta: pesquisa realizada via web e pós-ponderada considerando sexo, idade, escolaridade, classe e região do país.

Tamanho amostral da pesquisa: 804 casos, gerando margem de erro no geral de 3,5 p.p para um intervalo de confiança a 95%.

Data de coleta dos dados: primeira quinzena de dezembro de 2015.