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11/04/2016

SUPERANDO

O RACISMO NA ESCOLA

Whats: 98868-7637

Antes de adentrarmos ao tema escolhido é necessário fazer algumas considerações sobre o racismo brasileiro

fazer algumas considerações sobre o racismo brasileiro A Ambiguidade do Racismo à Brasileira  Para a
A Ambiguidade do Racismo à Brasileira
A Ambiguidade do Racismo à Brasileira

Para a população negra há sempre um enfrentamento no cotidiano que consiste em manifestações

sofisticadas e dissimuladas de preconceitos. Muitas vezes

o preconceito é perceptível nos gestos, nas atitudes, nos “olhares”, nas relações interpessoais. É um preconceito que fica meio escondido, velado. O racismo brasileiro é

diferente do que existe no mundo.

Diferente porque é difuso, subterrâneo, disfarçado, traiçoeiro, é fantasma, difícil de ser combatido devido a

uma ambiguidade do racismo à brasileira.

11/04/2016

traiçoeiro, é fantasma, difícil de ser combatido devido a uma ambiguidade do racismo à brasileira. 11/04/2016
traiçoeiro, é fantasma, difícil de ser combatido devido a uma ambiguidade do racismo à brasileira. 11/04/2016

Antes de adentrarmos ao tema escolhido é necessário fazer algumas considerações sobre o racismo brasileiro

Pensando nessa ambiguidade, é que podemos deduzir que a população negra se encontra em desvantagens em relação à população branca sobre muitos aspectos

como: educação, saúde, mobilidade social, trabalho,

moradia etc.

Desvantagens essas, causadas por fatores de natureza histórica, estrutural e cultural.

Nosso país carrega a lembrança de ter sido um dos últimos a por fim à escravatura e o primeiro a anunciar-

se como um modelo de convivência harmônica inter-

racial.

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fim à escravatura e o primeiro a anunciar- se como um modelo de convivência harmônica inter-
fim à escravatura e o primeiro a anunciar- se como um modelo de convivência harmônica inter-
fim à escravatura e o primeiro a anunciar- se como um modelo de convivência harmônica inter-

Antes de adentrarmos ao tema escolhido é necessário fazer algumas considerações sobre o racismo brasileiro

.
.

Com isso, desde a abolição a população negra tem sido excluída de construção plena de uma cidadania,

não participando igualmente como a população branca

na construção da economia brasileira. Tem dificuldade de mobilidade social, de ingresso, permanência e promoção na escola etc., este será o objeto de nossas reflexões.

O silêncio e negação da existência do preconceito

racial já dura mais de um século. Por isso, a necessidade urgente de programas de ações antirracistas, para

combater o racismo e atenuar seus efeitos negativos e a

busca da equidade.

de ações antirracistas, para combater o racismo e atenuar seus efeitos negativos e a busca da

Antes de adentrarmos ao tema escolhido é necessário fazer algumas

considerações sobre o racismo brasileiro DESAFIO DO SISTEMA ESCOLAR
considerações sobre o racismo brasileiro
DESAFIO DO SISTEMA ESCOLAR

Desde os anos 1990, a diferença de anos de escolaridade média entre um negro e um branco, ambos com 25 anos de idade, era de 2,3 anos de estudos, o que corresponde a uma elevada desigualdade dos adultos no Brasil.

• DIFERENÇA ENTRE NEGROS E BRANCOS-(Ipea, 2011)
• DIFERENÇA ENTRE NEGROS E BRANCOS-(Ipea, 2011)

Categoria

Branco

%

2,6 2,4
2,6
2,4
17,1
17,1
63,3
63,3
11,2
11,2
Negros %
Negros
%
7,6 4,8
7,6
4,8
37,5
37,5
84,4
84,4
2,3
2,3

5% analfabetos da população brasileira 15 a 25 anos

3,6% de crianças que não freqüentam a escola 7 a 13 anos

27,4% da população que não completaram a 4ª. Série do Ensino Fundamental 11 a 17 anos

73,2% da população brasileira não completaram o Ensino Médio 18 a 25 anos

7,1% da população brasileira ingressaram no Ensino Superior 17 a 25 anos

o Ensino Médio – 18 a 25 anos 7,1% da população brasileira ingressaram no Ensino Superior
o Ensino Médio – 18 a 25 anos 7,1% da população brasileira ingressaram no Ensino Superior

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DESAFIO DO SISTEMA ESCOLAR

Na prática, as diferenças sociais têm grande efeito sobre a escolaridade

e as trajetórias escolares. Os níveis de desigualdades para a população negra encontram-se inalterados, destacando-se as desvantagens em relação à população branca em áreas como: educação, saúde, mobilidade social, trabalho, moradia etc. Observe:

Taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais Fonte: Pnad/IBGE Microdados (2010-2014) Elaboração
Taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais
Fonte: Pnad/IBGE Microdados (2010-2014)
Elaboração :Disoc-Ipea

2010

2012

2013

2014

Negros

18,2 7,7
18,2
7,7
17,2 7,5
17,2
7,5
16,8 7,1
16,8
7,1
16,0 7,1
16,0
7,1

Brancos

2010 2012 2013 2014 Negros 18,2 7,7 17,2 7,5 16,8 7,1 16,0 7,1 Brancos 11/04/2016
2010 2012 2013 2014 Negros 18,2 7,7 17,2 7,5 16,8 7,1 16,0 7,1 Brancos 11/04/2016

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APRESENTANDO O SUMÁRIO A Desconstrução da Discriminação no Livro Didático - Ana Célia da Silva
APRESENTANDO O SUMÁRIO
A Desconstrução da Discriminação no Livro Didático - Ana Célia da Silva
História e Conceitos Básicos sobre o Racismo e seus Derivados - Antônio
Olímpio de SantÊAna
O Direito à Diferença - Glória Moura
Buscando Caminhos nas Tradições - Helena Theodoro
Personagens Negros: Um Breve Perfil na Literatura Infanto-Juvenil - Heloisa Pires Lima
Personagens Negros: Um Breve Perfil na Literatura Infanto-Juvenil -
Heloisa Pires Lima

Construindo a Auto-Estima da Criança Negra - Inaldete Pinheiro de Andrade As Artes e a
Construindo a Auto-Estima da Criança Negra - Inaldete Pinheiro de Andrade
As Artes e a Diversidade Étnico-Cultural na Escola Básica - Maria José
Lopes da Silva
Educação e Relações Raciais: Refletindo sobre Algumas Estratégias de
Atuação - Nilma Lino Gomes

Aprendizagem e Ensino das Africanidades Brasileiras - Petronilha Beatriz

Goncalves e Silva

A Geografia, a África e os Negros Brasileiros - Rafael Sanzio Araujo dos Anjos

Racismo, Preconceito e Discriminação - Vera Neusa Lopes

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 Vamos destacar três:
 Vamos destacar três:

AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA

Vamos destacar três: AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA 1) Art. nº 68 do Ato das Disposições Constitucionais
1) Art. nº 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988,
1) Art. nº 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias
da Constituição Federal de 1988, favorável à titulação e a
regulação de terras de remanescentes do Quilombos;
2) A lei 7716/1989, mais conhecida como Caó, que criminaliza o racismo. (O racismo e
2) A lei 7716/1989, mais conhecida como Caó, que criminaliza o
racismo. (O racismo e suas expressões correlatas passaram a
ser prescritos em lei como crimes inafiançáveis
);
3) A lei 10.639/09 e 11.645/08, que alteraram o Art. nº 26 da Lei 9394/1996-
3) A lei 10.639/09 e 11.645/08, que alteraram o Art. nº 26 da Lei
9394/1996- Diretrizes e Bases da Educação Nacional e inclui
no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade de
inclusão de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
Abordaremos em seguida.

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considerações sobre o racismo brasileiro AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA
considerações sobre o racismo brasileiro
AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA

A lei 11 645/2008, trata da inclusão nos currículos da cultura indígena revisão dos currículos
A lei 11 645/2008, trata da inclusão nos currículos da cultura
indígena revisão dos currículos a fim de adequá-los à lei;

A Lei 10 639/2003 e a Lei 9394/96 que passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos:

9394/96 que passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos: Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental
9394/96 que passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos: Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental

Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio,

26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, e Cultura Afro-Brasileira. oficiais e particulares,
e Cultura Afro-Brasileira.
e
Cultura Afro-Brasileira.

oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História

Parágrafo 1 – O conteúdo programático a que se refere o caput
Parágrafo 1 – O conteúdo programático a que se refere o caput

deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos africanos,

a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação
a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na
formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do
povo negro nas áreas social, econômica e política pertinente à
História do Brasil.

11/04/2016

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considerações sobre o racismo brasileiro
considerações sobre o racismo brasileiro
RACISMO NA ESCOLA considerações sobre o racismo brasileiro AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA Parágrafo 2 – Os

AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA

Parágrafo 2 – Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira serão ministrados no âmbito
Parágrafo 2 – Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro-Brasileira
serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas
áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileira.
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro com “Dia Nacional da
Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro com “Dia
Nacional da Consciência Negra”.
Podemos pensar que a Lei é um avanço no processo de democratização do ensino e
Podemos pensar que a Lei é um avanço no processo de democratização
do ensino e também na luta antirracismo, mas é necessário TAMBÉM:
a) revisão dos currículos a fim de adequá-los à lei;
a) revisão dos currículos a fim de adequá-los à lei;
b) qualificação dos professores e o seu constante aperfeiçoamento pedagógico;
b) qualificação dos professores e o seu constante aperfeiçoamento
pedagógico;
c) que a implementação da lei fica a cargo do Poder Executivo. Não basta aplicação
c) que a implementação da lei fica a cargo do Poder Executivo. Não
basta aplicação da lei é preciso qualificar o professor para aplicar o
ensino
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considerações sobre o racismo brasileiro
considerações sobre o racismo brasileiro
RACISMO NA ESCOLA considerações sobre o racismo brasileiro AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA CONSELHO NACIONAL DA

AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA

o racismo brasileiro AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO ANTIRRACISTA CONSELHO NACIONAL DA EDUCAÇÃO - Parecer CNE/CP 003/2004

CONSELHO NACIONAL DA EDUCAÇÃO - Parecer CNE/CP 003/2004 Aprovado em: 10/03/2004 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação. Para essas legislações serem efetivadas Relações

Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira

e Africana.

Para garantir uma escola igual para todos (direitos sociais) não

depende apenas de preceitos legais e formais como a Lei 10.639/03 e 11 645/08

É PRECISO QUE O ENSINO DA DIVERSIDADE SE TRANSFORME EM PRÁTICA EFETIVA.
É PRECISO QUE O ENSINO DA DIVERSIDADE SE
TRANSFORME EM PRÁTICA EFETIVA.

11/04/2016

a Lei 10.639/03 e 11 645/08 É PRECISO QUE O ENSINO DA DIVERSIDADE SE TRANSFORME EM

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considerações sobre o racismo brasileiro
considerações sobre o racismo brasileiro
Reflexões
Reflexões

A Constituição Brasileira de 1988, no Artigo 5º , declara que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de

o direito à igualdade um

princípio jurídico orientador das relações entre os cidadãos brasileiros.

A igualdade de tratamento e de oportunidade entre os

cidadãos brasileiros prevista na Constituição não se tornou realidade ainda; O Estado tem assumido, oficialmente, o compromisso de intervir para combate das práticas discriminatórias.

qualquer natureza”

tornando

o compromisso de intervir para combate das práticas discriminatórias. qualquer natureza” tornando 11/04/2016

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considerações sobre o racismo brasileiro
considerações sobre o racismo brasileiro
RACISMO NA ESCOLA considerações sobre o racismo brasileiro  O sucesso de um estudante brasileiro é

O sucesso de um estudante brasileiro é fortemente influenciado pelos fatores extra-acadêmicos cor/raça/etnia e gênero;

Influência na escolaridade dos país quanto maior a

escolaridade dos pais, mais chance de sucesso mais estímulo, acompanhamento nas atividades escolares melhor desempenho do na escola;

Renda familiar, local de moradia, acesso a participação

cultural, leitura, música, lazer, etc.

 Renda familiar, local de moradia, acesso a participação cultural, leitura, música, lazer, etc. 11/04/2016
 Renda familiar, local de moradia, acesso a participação cultural, leitura, música, lazer, etc. 11/04/2016

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considerações sobre o racismo brasileiro
considerações sobre o racismo brasileiro

Reflexões

 Podemos deduzir que o racismo e as desigualdades sócio-culturais encontradas no sistema escolar, refletem-se
 Podemos deduzir que o racismo e as desigualdades
sócio-culturais encontradas no sistema escolar,
refletem-se de diversas maneiras para a população
negra; o mero acesso à educação não assegura a
competitividade entre brancos e negros em igualdade de
condições.

jovens negros.

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 As políticas públicas do setor educacional devem levar em consideração a situação de desigualdade
 As políticas públicas do setor educacional devem
levar em consideração a situação de desigualdade entre
as famílias de negros e não negros, para evitar contribuir
para a reprodução da situação que condena a
população negra à: evasão escolar, marginalização,
qualificação inferior e baixa remuneração dos pais de
IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA
INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE
INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE
O RACISMO NA ESCOLA INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE Uma aluna do 6º ano, negra, (tem

Uma aluna do 6º ano, negra, (tem por volta de 10 anos) [

determinada aula sobre a vinda dos africanos para Sergipe disse que não era negra, em alta voz para que todos os colegas ouvissem. Os colegas

discordaram, ela ficou irritada. Foi quando eu intervir falando da importância do

negro e sua contribuição na história do Brasil-Sergipe; e as heranças deixadas

pelos mesmos na nossa cultura. A aluna nesse momento já estava mais calma (não gritava mais), chegou até a se envolver com a aula, exemplificar comidas e palavras de origem negra, mas ainda não se assume enquanto negra, até o

presente momento.

em uma

]

Em uma aula após essa aluna me perguntou: “tia, eu sou negra?” Eu respondi que ela é quem tinha que responder essa pergunta, por que ser negro não é somente uma questão de cor de pele. E disse a ela que eu era negra! A aluna

ficou em silêncio, e eu dei prosseguimento à aula. (Relato de uma professora

de História, da rede particular de ensino) Como bem expôs a professora, ser negro ou não, vai além da cor da pele, é identificar-se enquanto negro, sentir-se pertencente a esse grupo racial, orgulhar-se de sua história, de

sua cultura.

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IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA
INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE
INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE
O RACISMO NA ESCOLA INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE A experiência relatada por essa educadora ocorre

A experiência relatada por essa educadora ocorre frequentemente no interior das instituições de ensino espalhadas por esse país, milhares de crianças e adolescentes, ao internalizarem a ideia negativa que foi criada sobre o negro e difundida pela mídia e pelos grupos sociais aos

quais estão inseridos, como a família, a Igreja, o trabalho e até mesmo

a escola, sentem dificuldade e vergonha em se assumir enquanto negros (as).

Com isso, o objetivo do trabalho é propor reflexões sobre a importância de uma educação antirracista na formação identitária de estudantes negros. A educação, fenômeno presente nos mais variados espaços da sociedade, ocorre nas relações pessoais onde há intenção de ensinar e

aprender. Ela também “participa do processo de produção de crenças e

ideias, de qualificações e especialidades que envolvem as trocas de símbolos, bens e poderes que, em conjunto, constroem tipos de sociedades. E esta é a sua força.(BRANDÃO, 2006, p.10)

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IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA
: rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE Quanto à

INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE

Quanto à identidade, existem diversas definições, utilizarei aqui a concepção

de Pesavento (2005), segundo essa autora, identidade “enquanto

é uma construção simbólica de sentido, que organiza

um sistema compreensivo a partir da ideia de pertencimento” (p.89) e para

Sodré (1999) “a identidade de alguém, de um ‘si mesmo’, é sempre dada pelo

reconhecimento de um ‘outro’, ou seja, a representação que o classifica

socialmente.(p. 34).

Como já citado, a educação também participa do processo de construção de

ideias, portanto, a ideia que criamos sobre nós, a nossa identidade, é também

fruto da educação que recebemos. Assim sendo, se desde que nascem, as

crianças negras recebem uma educação que só valoriza a cultura do branco,

as características físicas, o modo de falar, de vestir e se comportar e lhes é incutida uma ideia negativa da população negra, a qual descendem, é de certa

forma natural que tenham aversão a esse povo, ou seja, a si mesmo (a), e a

tudo que o pertença. Daí a importância de uma educação antirracista, que valorize a história e cultura afro-brasileira, na construção, em estudantes

representação social (

)

negros, de uma identidade “positiva”.

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IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

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IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA
: rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE O PRECONCEITO

INFÂNCIA, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE

O PRECONCEITO RACIAL NA ESCOLA

A escola, apoiada no mito da democracia racial, que sustenta a não existência de racismo no Brasil e que por isso, brancos e negros, possuem as mesmas possibilidades de ascensão econômica e social, evita discussões sobre o

preconceito racial e relega a história e cultura afro-brasileira e africana. Muitos

estudos demonstram o quanto o racismo está presente nas instituições de ensino, em suas práticas pedagógicas, nos livros didáticos, nas relações

pessoais entre alunos/alunos e professores/alunos. Para Cavalleiro (2005) “A

escola e seus agentes, os profissionais da educação em geral, têm

demonstrado omissão quanto ao dever de respeitar a diversidade racial e

reconhecer com dignidade as crianças e a juventude negra” (p.12) essas ações têm provocado a evasão e/ou fracasso escolar de milhares de estudantes

negros. Além de gerar nesses indivíduos um processo de total negação de

identidade, é a ausência de referência positiva na vida da criança e da família,

no livro didático [

que muitas vezes chega à fase adulta com total rejeição a sua origem racial,

que esgarça os fragmentos de identidade da criança negra,

]

trazendo prejuízo à sua vida cotidiana “(MUNANGA, 2005, p. 120)

11/04/2016

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

O livro didático, principal, e muitas vezes único instrumento pedagógico utilizado pelos professores, quase não retrata o negro e quando isso ocorre, é feito de forma estereotipada, caricaturada. O negro é inferiorizado de diversas maneiras, é sempre representado como pobre, feio, sujo, aquele que serve, que é submisso. Esse material, frequentemente refere-se aos negros apenas remetendo-se à época da escravidão, como se eles não tivessem história, pátria, cultura. E onde aparecem a família, as manifestações culturais e religiosas, os artistas e escritores negros? Esses irão fazer parte de um certo “futuro”, já que nos

livros, negros e índios são sempre colocados no passado, eles contribuíram, fizeram, serviram, etc. como se não existissem mais. O mais preocupante, é

que esse, constitui-se muitas vezes na única possibilidade de leitura dos

estudantes, que acabam internalizando toda essa imagem negativa representada no livro didático e envergonhando-se de seu pertencimento

racial. Os professores devem estar atentos e preparados para fazer uma leitura

crítica desse material e propor aos seus alunos que também reflitam sobre os

conteúdos apresentados, não sendo meros “consumidores” de ideias

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

As leis expressas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a

Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana de 2004, que [

constituem-se de orientações, princípios e fundamentos para o

planejamento, execução e avaliação da Educação, e têm por meta, promover a educação de cidadãos atuantes e conscientes no seio da sociedade multicultural e pluriétnica do Brasil,

buscando relações étnico-sociais positivas, rumo á construção de

nação democrática. (p.31)

Porém, apesar de todo esse aparato legal, ainda há uma

distância muito grande entre as prescrições da Lei e a sua efetiva

implantação, muitas escolas continuam a abordar a história e cultura do negro, apenas nas datas “ditas” comemorativas como o

13 de maio (Abolição da escravatura) e o 20 de novembro (Dia da

Consciência Negra).

]

11/04/2016

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

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CAMINHOS E DESCAMINHOS DE UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA

A fim de identificar a existência de ações que contemplem uma educação antirracista, foram aplicados questionários a professores da rede pública e particular. Esse questionário, composto por questões

objetivas e uma questão subjetiva, onde é solicitado que os professores

(as) narrem alguma experiência que tenha marcado a sua carreira.

Como já foi destacado o professor não é o único responsável em promover uma educação antirracista, mas ele exerce um papel fundamental, já que na escola é esse o profissional que tem uma relação direta com os alunos.

É pertinente ressaltar que a aplicação desses questionários não teve

como objetivo apontar possíveis erros nas práticas pedagógicas dos

profissionais entrevistados, mas sim propor que esses, que também são fruto de uma educação eurocêntrica e por isso, muitas vezes, possuem uma visão preconceituosa do negro e de suas manifestações culturais e religiosas, reflitam sobre seus métodos e a necessidade de discutir esse tema.

11/04/2016

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

Quanto à formação, a maioria dos docentes declarou que ao longo do curso

tiveram oportunidade de discutir sobre o tema, embora, como destacou uma das profissionais, tenham sido discussões superficiais: As questões de discussão racial no meu curso não foram muito contundentes (na classe

prevaleciam debates esporádicos), e no que se refere às disciplinas só

cursei (História da África) que em si não levou muito a fundo estas discussões, no mais, como tinha outras áreas de interesse não busquei me especializar nestas questões.

Grande parte dos profissionais que participaram da pesquisa assumiram ter

presenciado atitudes racistas nas relações entre os alunos, aproveitado para propor discussões sobre o racismo no Brasil e conscientizá-los sobre a contribuição da população negra na formação do nosso país.

Também foram destacados casos em que o professor (a) foi vítima de

preconceito. No seu processo de formação: Durante todo o período que esteve

sofri discriminação por parte dos professores e de alguns

alunos. As notas eram sempre a menor da sala e quando questionava era

acusada de não saber colar. Infelizmente, nunca fui bem recebida quando fazia

reclamações no Departamento. Mas hoje, conhecendo a lei, não admito nem

estudando [

],

11/04/2016

sequer um olhar de discriminação. (Professora de Português, da rede pública)

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

Cotidianamente na sala de aula: Eu presenciei de um aluno que discriminou o

professor, chamando-o de (bosta) por não gostar dele por ser negro, ofendendo-o de todas as formas. (Pedagoga, da rede particular de ensino)

Com relação à Lei 10.639/03, a maioria dos entrevistados (as) admitiu

conhecer pouco essa lei. A referida lei, torna obrigatório o ensino de História e cultura Afro-brasileira e Africana, para o ensino fundamental e médio, da rede pública e particular. Mas como ficou constatado, a maioria dos docentes durante a sua formação admitiram ter pouco contato com o tema, então como

ensinar algo que desconhecem?

Quando interrogados sobre a atitude que deveriam tomar ao identificar que seu aluno tem dificuldade em se assumir enquanto negro os professores declararam que conversariam com o aluno e, junto à direção da escola, proporiam atividades que demonstrassem a importância histórica e os legados culturais implantados no país pela população negra. Embora, como foi destacado por uma professora da rede particular, a escola na maioria das vezes, está mais preocupada em cumprir o calendário escolar, e nesse, a questão do negro nunca está presente: [alternativa: converso com ele e procuro, junto à direção da escola, propor atividades que demonstrem a

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importância histórica e cultural da população negra]

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO : rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

Embora, muitas vezes a direção da escola tenha se

mostrado interessada em apenas cumprir seu calendário anual de atividades e manutenção da carga horária. (Professora de História, da rede particular)

Apesar de a pesquisa não ter contado com um número elevado de participantes, foi possível ter uma noção do

caminho que tem sido percorrido para uma efetiva educação

antirracista.

Embora haja por parte dos profissionais consultados certo

empenho em combater o racismo, percebe-se que são

ações isoladas, os educadores não contam com um projeto pedagógico que auxiliem no trato a essas questões, que

promova junto à comunidade escolar discussões sobre essa

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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

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IGUALDADE DAS RELAÇÕES ETNICORRACIAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA
Toda criança e jovem trazem para a instituição escolar a sua marca, sentido e singularidade.
Toda criança e jovem trazem para a instituição
escolar a sua marca, sentido e singularidade. É
no espaço escolar que as diferenças convivem,
onde há diversas histórias de vida, tanto entre
as crianças como entre os educadores. Através
da relação com o outro, as crianças vão
construindo conhecimento, significados e os
valores que irão guiá-las para a cidadania plena.
Portanto, o educador não pode cuidar das
crianças de maneira uniforme: cada criança tem
uma história familiar diferente e precisa ser
respeitada.
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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

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rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA  Para tanto, educadores devem repensar as práticas,

Para tanto, educadores devem repensar as práticas, os

valores, os currículos e os conteúdos escolares a partir da

realidade social, cultural e étnica. Para garantir uma escola igual para todos (direitos sociais) não basta apenas preceitos legais e

formais como a Lei 10.639/03, mas é preciso que a valorização

das diferenças transforme as práticas pedagógicas efetivas. O professor de qualquer pertencimento étnico/racial precisa:

Ter uma postura ética e profissional;

Desconstruir as narrativas dominantes (eurocêntricas);

Desnaturalizar as noções de raça/etnia como separações negativas

Construir uma imagem positiva do povo negro de

descendência africana, afirmando sua estética e corporeidade Combater as práticas racistas e discriminatórias no interior da escola

sua estética e corporeidade  Combater as práticas racistas e discriminatórias no interior da escola 11/04/2016

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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA  Repensar a questão racial como algo social
rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA  Repensar a questão racial como algo social

Repensar a questão racial como algo social e não como algo

específico do negro.

Buscar a representação positiva do negro nos livros didáticos;

Consciência Familiar

Promover a auto-estima da criança, oferecendo à criança valores positivos, orientando-a para o enfrentamentos de discriminação e preconceitos futuros;

Trabalhar com a criança sobre a realidade étnica, para que

possa incorporar imagens positivas sobre suas características físicas traços físicos, cor de cabelo, tipo de cabelo,cor de pele.

traços físicos, cor de cabelo, tipo de cabelo,cor de pele. Professor na diversidade  Educar o

Professor na diversidade

Educar o olhar para as diferença étnicas no seu cotidiano Respeitar a história familiar da criança

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Educar o olhar para as diferença étnicas no seu cotidiano  Respeitar a história familiar da
Educar o olhar para as diferença étnicas no seu cotidiano  Respeitar a história familiar da
IGUALDADDE DAS RELAÇÕES ETNICORRAIS NA EDUCAÇÃO: rompendo o silêncio
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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

O professor precisa reeducar rever valores para melhorar sua prática e entender a questão da
O professor precisa reeducar rever valores para melhorar sua
prática e entender a questão da diversidade cultural da criança
pequena
Praticar a tolerância, articulando diferenças e igualdade
(reconhecer a peculiaridade de cada criança – respeitar etnia,
gênero, raça, religião
)
Entender e refletir sobre os mecanismos da dominação
cultural, econômica, social e política.
Desafio da Escola
Desafio da Escola

Elaborar propostas educativas que atendam as necessidades

de todos os alunos sem nenhum tipo de discriminação

Sensibilizar e capacitar os professores para inserir o tema sobre a diversidade cultural na dinâmica escolar, além de desenvolver

e adotar atitudes respeitosas pelas diferenças no aspecto

cultural, racial e de gênero.

de desenvolver e adotar atitudes respeitosas pelas diferenças no aspecto cultural, racial e de gênero. 11/04/2016

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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA Algumas sugestões para as atividades práticas com

Algumas sugestões para as atividades práticas com educação infantil

Os conteúdos para educação infantil não se configuram como disciplinas que tem prazos determinados.

Conteúdos

Histórico/antropológico

Negro na África e no Brasil Costumes da população negra Tipos de alimentos Danças africanas

Religiosidade

Oralidade: contação de histórias Mestiçagem árvore genealógica, para compreender outras culturas e costumes Corpo Atividades que valorizem as características físicas das crianças (cor de pelo, tipos de cabelos) Toque (auto-conhecimento) com a roda e espelho

das crianças (cor de pelo, tipos de cabelos)  Toque (auto-conhecimento) – com a roda e
das crianças (cor de pelo, tipos de cabelos)  Toque (auto-conhecimento) – com a roda e

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SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

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rompendo o silêncio SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA Arte  Produções que abordem a cultura negra

Arte

Produções que abordem a cultura negra (religião, cabelo,

música etc.)

Poetas, heróis e outras celebridades negras

Produto Final

Produção de livros

Dramatização

Confecção de cartazes com imagens de pessoas diferentes Desenhos Confecção de arvore genealógica com fotos de todas as

crianças e professor

Oficina de cabelos: trançar cabelos (crianças brancas e negras) e também de produção de bonecas negras.

Oficina de cabelos: trançar cabelos (crianças brancas e negras) e também de produção de bonecas negras

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Oficina de cabelos: trançar cabelos (crianças brancas e negras) e também de produção de bonecas negras
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Sugestão: PESQUISA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA OBJETIVO é realizar uma intervenção pedagógica em uma sala de
Sugestão: PESQUISA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
OBJETIVO é realizar uma intervenção pedagógica em uma sala
de aula, uma escola específica, sobre discriminação
racial e a partir da análise da experiência apontar
caminhos para uma educação que respeite a diversidade
étnico-racial na educação infantil e em seguida:
• Refletir sobre qual a melhor maneira de abordar o tema com as
crianças, com jovens e com adultos.
• Quais os materiais a serem construídos neste processo, etc
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
• Caracterização da escola
• visitação no bairro –(conversar com moradores e consultá-lo
sobre o bairro, que cultura é valorizada
)
• Selecionar uma turma ou mais para fazer observação do seu
comportamento em relação as questões raciais e também ouvir
os professores
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ANÁLISE: fazer análise de tudo que foi coletado a luz de

(referencial teórico)

- Desenvolver reflexão de intervenção

- Preparar Recursos didáticos ser utilizado (escrita, som, imagem)

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- História da criança e da família – (que tipo de música, acesso as mídias;
- História da criança e da família – (que tipo de música, acesso
as mídias; texto escrito, contação de história, qual cultura é
valorizada)
- Na escola ouvir o depoimento da criança na roda de conversa
(gravar)
- Analisar com a criança os materiais didáticos e paradidáticos
que são utilizados na escola
- Como a escola reproduz a discriminação e o preconceito
(apelidos xingamentos, etc
)
- Busca ativa de jogos de origem negra, jogos corporais negros,
danças, culturas, musicas, sons, produções de movimento.
Busca ativa de jogos de origem negra, jogos corporais negros, danças, culturas, musicas, sons, produções de
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Construir uma identidade negra “consiste em assumir plenamente, com orgulho, a condição de negro, em dizer, cabeça erguida: sou negro”

(MUNANGA, 1986, p.44). Nesse processo de formação identitária o papel da

escola, como responsável pela educação formal é fundamental, porém como

foi destacado ao longo do texto, as instituições de ensino, conscientemente ou não, reforçam uma ideia negativa sobre o negro, o que faz com que crianças e adolescentes desprezem e envergonhem-se de sua origem. O preconceito

racial faz-se presente na escola e precisa ser combatido, essa instituição deve

se desprender dessa lógica de segregação racial tão enraizada em nossa

sociedade, que sustenta a desigualdade e o preconceito racial. É necessário que as discussões sobre o racismo e as relações raciais “entrem” na escola,

que a história dos negros, suas manifestações culturais e religiosas sejam

tratadas com a dignidade que lhes é devida, que crianças e adolescentes,

negros ou não, saibam da importância desse povo na formação do nosso país. Por fim, destaco a importância de um pequeno gesto na construção de uma

educação antirracista, a não omissão, a “quebra” do silêncio. Quebrar o

silêncio significa não se calar diante de situações de racismo, fazer da escola e da sociedade em geral um lugar de respeito à diversidade racial, social e

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cultural presente em nosso país.

SUPERANDO O RACISMO NA ESCOLA

SUPERANDO O RACISMO NAS ESCOLAS