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Eventos Iniciais:

Na quinta-feira (17/03/2016), o site Consultor Jurídico publicou uma matéria que, resumidamente, afirma que o Ministério Público Federal teria requerido o grampo de um número que pertence ao escritório Teixeira, Martins e Advogados, do advogado Roberto Teixeira, insinuando ainda que o órgão teria agido de má-fé, dado que teria camuflado no pedido de interceptação telefônica feita ao juiz federal Sérgio Moro o telefone como se pertencesse a uma das empresas investigadas no âmbito da Operação Lava Jato, a L.I.L.S. Ltda., pertencente ao presidente Lula:

Poucas horas após a publicação da matéria no ConJur, o MPF emitiu nota em

resposta, afirmando que “o telefone foi obtido por fonte aberta na internet, como

vinculado

eventos-e-publicacoes-ltda/13427330000100), cuja quebra foi deferida pelo juízo”, e que mesmo que tenha ocorrido tal confusão, "nos relatórios juntados aos autos, não constam transcrições de diálogos do referido número como alvo", estando assim resguardado o sigilo funcional dos advogados grampeados. Por fim, a nota declara que um dos advogados investigados pela força-tarefa da Operação Lava Jato, Roberto Teixeira, "não consta no processo da busca e apreensão 5006617-29.2016.4.04.7000 entre os defensores cadastrados no processo do ex-Presidente", rememorando ainda que “se o próprio advogado se envolve em práticas ilícitas, o que é objeto da investigação, não há imunidade à investigação ou à interceptação”. O site ConJur publicou a nota integral do MPF:

Por fim, no mesmo dia, o escritório Teixeira, Martins e Advogados emitiu nota em resposta a nota do MPF, estando esta assinada pelos seus sócios nominais, os advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins, taxando como “risível a tese da coincidência que colocou o ramal-tronco do escritório de advocacia responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva como sendo o telefone da empresa de palestras de titularidade de Lula”.

Na sexta-feira (18/03/2016), o ConJur já reportava as consequências da sua matéria, informando sobre a reação que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil teve em relação a mesma. A matéria chega a declarar ainda que “a ConJur checou que qualquer busca no Google com o número de telefone indicado trazia como resultado o escritório Teixeira, Martins.

Diante do narrado, ainda na própria quinta-feira a noite, resolvi apurar os fatos narrados pelas partes envolvidas nestas matérias. Tudo que encontrei desde então detalhadamente explicitado abaixo.

à

LILS

PALESTRAS

(link:

1. O telefone da L.I.L.S. no cadastro da Receita Federal

Inicialmente, busquei confirmar os fatos narrados tanto pela banca de advogados, como pelo MPF e pelo site Consultor Jurídico. O que descobri foi que:

- O telefone grampeado pela Operação Lava Jato que seria o objeto da matéria

é o de nº (11) 3060-3310.

- Ao acessar o link fornecido pelo MPF do site “FoneEmpresas”, realmente

consta que esse mesmo telefone seria o da empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos

e Publicações Ltda.

- Ao se pesquisar exclusivamente o número “(11) 3060-3310” no Google, ao

menos a primeira página de buscas mostra links ligados ao escritório Teixeira, Martins e Advogados. Contudo, nas páginas subsequentes, outras empresas com esse número começam a aparecer.

Em face disso, resolvi checar em uma fonte mais fidedigna a aparente confusão cometida pelo MPF: acessei pelo CNPJ da L.I.L.S. (13.427.330/0001-00) seu cadastro no site da Receita Federal.

Esse foi o resultado encontrado:

site da Receita Federal . Esse foi o resultado encontrado: Dado que o advogado Roberto Teixeira

Dado que o advogado Roberto Teixeira jamais admitiu vinculação empresarial ou de prestação de serviço com o ex-presidente Lula, causa estranheza que mesmo se o MPF tivesse recorrido a informação contida no site da Receita Federal, o único telefone para contato da L.I.L.S. cadastro no sistema seja justamente o do escritório Teixeira, Martins e Advogados.

Obs.: No sábado, o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou matéria online comentando sobre esse dado “curioso”. [Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/telefone-da-lils- palestras-pertence-roberto-teixeira.html]

2.

Empresas

que

usam

o

telefone

da

Teixeira,

Martins

e

Advogados

Ao descobrir que a empresa L.I.L.S. informou a Receita Federal que seu telefone era o mesmo do escritório Teixeira, Martins e Advogados, ainda que a empresa do ex-presidente Lula se localize em São Bernardo do Campo e a banca de advogados em São Paulo, resolvi investigar se outras empresas cadastradas junto à Receita Federal também tinham informado esse telefone do escritório de advocacia.

Minha busca encontrou mais 7 (sete) empresas, além da pertencente ao ex- presidente Lula, que apresentam essa característica em comum. Dessas encontradas, 5 (cinco) estão envolvidas em negócios nebulosos, suspeitos ou ilícitos, tanto no Brasil como no exterior.

2.1. Flexbr Tecnologia Ltda., CNPJ 09.067.735/0001-07

nebulosos, suspeitos ou ilícitos, tanto no Brasil como no exterior. 2.1. Flexbr Tecnologia Ltda., CNPJ 09.067.735/0001-07
A Flebx chama a atenção de imediato dentre as empresas encontradas na minha busca porque,

A Flebx chama a atenção de imediato dentre as empresas encontradas na minha busca porque, além de ter no seu quadro societário dois filhos do ex-presidente Lula, encontrava-se até 2008 na mesmíssima situação da LILS, conforme assinala matéria da Folha de S. Paulo:

O psicólogo e empresário Marcos Claudio Lula da Silva e o publicitário Sandro Luis Lula da Silva, filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, abriram uma empresa de tecnologia da informação cuja sede é um imóvel que pertence à empreiteira Mito Empreendimentos, fundada pelo advogado Roberto Teixeira e hoje registrada em nome da mulher e da filha do advogado, a advogada Valeska

A nova empresa da família Lula chama-se Flexbr

Tecnologia S.A. e está localizada, de acordo com a ficha de breve relato registrada na Junta Comercial de São Paulo, à rua Riskallah Abib, 120, no bairro Nova Petrópolis, em São Bernardo do Campo, a cerca de 2 km da casa do presidente Lula. A ficha resume os dados do contrato social da empresa. A Flexbr foi constituída em 6 de setembro do ano passado. Com um capital social declarado de R$ 20 mil, a empresa tem por objetos "portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; desenvolvimento de programas de computador sob encomenda; consultoria em tecnologia de informação", entre outras atividades. Marcos Cláudio Lula é o diretor administrativo e financeiro, e Sandro Lula ocupa o cargo de secretário. O domínio do endereço eletrônico da Flexbr (www.flexbr.com.br) foi registrado em nome da empresa G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda. e tem como responsável Kalil Bittar, um dos filhos do ex-prefeito de Campinas (SP) Jacó Bittar e sócio de outro filho de Lula, Fábio Luis, na empresa Gamecorp, com quem a Telemar fechou contrato em 2005. Kalil Bittar disse ontem à Folha que apenas "emprestou" o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) da G4 para que os filhos garantissem a posse do endereço virtual.[Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2406200807.htm]

Teixeira Zanin Martins. [

]

2.2. LLF Participações - Eireli Epp, CNPJ 13.432.855/0001-33

Participações - Eireli – Epp, CNPJ 13.432.855/0001-33 Matéria da Folha de S. Paulo em 2010 informou
Participações - Eireli – Epp, CNPJ 13.432.855/0001-33 Matéria da Folha de S. Paulo em 2010 informou

Matéria da Folha de S. Paulo em 2010 informou detalhes sobre as 6 (seis) empresas criadas pelos filhos do ex-presidente Lula. Quanto a LLF, empresa criada por Lulinha (Fábio Luís Lula da Silva), foi dito o seguinte:

A outra holding criada pelos filhos de Lula neste ano, a LLF, foi registrada no prédio da PlayTV, emissora de jogos on-line. Os programas da PlayTV só são veiculados na Sky, que distribui o canal como cortesia, e pela OiTV. A PlayTV é controlada pela Gamecorp, o maior dos empreendimentos de Lulinha. A Folha acompanhou um dia de programação e não viu anúncios publicitários. Inaugurada em dezembro de 2004, a Gamecorp recebeu injeção de R$ 5 milhões da telefônica Telemar (hoje Oi), num negócio investigado pela Polícia Federal há três anos --sem resultados. Quando se soube em 2006 que a Oi, então Telemar, havia se associado à Gamecorp, o presidente Lula disse à Folha que seu filho era o "Ronaldinho" dos negócios.[Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/851691-filhos-de-lula-sao-socios-

2.3. Voloex Participações e Investimentos Ltda., CNPJ 04.215.662/0001-30

e Investimentos Ltda., CNPJ 04.215.662/0001-30 Ao pesquisar no Google, duas matérias sobre essa empresa
e Investimentos Ltda., CNPJ 04.215.662/0001-30 Ao pesquisar no Google, duas matérias sobre essa empresa

Ao pesquisar no Google, duas matérias sobre essa empresa abordando o mesmo tema me chamaram a atenção, especialmente por envolver diretamente a atuação do advogado Roberto Teixeira em um negócio ligado a extinta Varig:

Uma empresa suspeita de envolvimento na conexão Brasil-Angola do tráfico internacional de cocaína é a origem da Voloex Participações e Investimentos, criada a pedido do empresário Lap Chan para exercer a opção de compra das ações dos então sócios brasileiros da VarigLog. Trata-se da Health Translating Ltda. Adquirida em 2007 por Chan Luo Wai Ohira, irmã de Lap, ela se transformou em Voloex. A operação contou com a participação do advogado Roberto Teixeira, o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que mostra investigação da Polícia de São Paulo, que intimou Teixeira para depor.

O inquérito policial nº 050.078002720-6/0000, distribuído à 17ª Vara Criminal

] [

de São Paulo, foi aberto para investigar associação para o tráfico de drogas, mas

acabou esbarrando na operação de montagem da Voloex. Ele mostra que, mais

do que atuar para que a Varig fosse vendida à VarigLog, o escritório de Teixeira

arquitetou o contrato que transformou a Health Translating em Voloex Participações.[Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL635589-5601,00- POLICIA+INVESTIGA+EMPRESA+USADA+POR+DONOS+DA+VARIG.html]

A Voloex, companhia criada com a ajuda do advogado Roberto Teixeira para viabilizar a compra da VarigLog, originou-se de uma empresa suspeita de tr áfico de drogas. Investigando a rota de tr áfico Brasil-Angola, a Pol í cia de S ão Paulo chegou à Health Translating por meio de dois africanos que enumeraram transportadoras que seriam usadas para despachar drogas. Um deles teria prestado servi ços à Health.[Fonte: http://www.terra.com.br/istoe-temp/edicoes/2018/imprime94941.htm]

Ressalta-se ainda que em 2008, a então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, fez sérias acusações contra Dilma Rousseff, Erenice Guerra e Roberto Teixeira no processo de venda da companhia aérea Varig, conforme relata matéria da revista IstoÉ de junho daquele ano:

Ela acusa a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a secretária- executiva, Erenice Guerra, de fazerem pressão sobre a Anac para vender a Varig ao fundo americano Matlin Patterson sem checar a origem do capital dos três sócios brasileiros, que receberam o dinheiro emprestado do próprio fundo. Mas, no seu depoimento, Denise abriu uma nova frente de denúncia: o tráfico de influência que o compadre do presidente Lula, o advogado Roberto Teixeira, teria exercido sobre a Anac. "Sem dúvida nenhuma, as ingerências praticadas e a forma como

o escritório Teixeira Martins atuou na Anac são imorais e podem gerar

ilegalidades", disse Denise. "Éramos tratados pelos membros desse escritório

de

forma absolutamente desrespeitosa."” [

]

Os senadores aguardam ansiosos

o

depoimento do empresário paulista Marco Antônio Audi, que entrou na

sociedade com o Matlin, um fundo tido como "abutre", que compra empresas em dificuldades e as revende com lucros. Audi contou à ISTOÉ detalhes sobre o poder de seu advogado Teixeira, que segundo ele ligava para os ministros e em seguida os visitava, sem pré-agenda, e sempre entrava pela porta privativa. "O Teixeira usa da amizade, usa o nome do presidente e o da ministra Dilma para

abrir portas", diz Audi. [

Para Denise, a maior pressão do governo e do

escritório de Teixeira ocorreu em 23 de junho de 2006, para aprovar a venda da VarigLog para a Volo do Brasil, que permitiria posteriormente a compra da Varig.[Fonte:

]

2.4 Urban Value - Participações e Gestão de Empreendimentos Imobiliários Ltda., CNPJ 13.790.812/0001-20

Empreendimentos Imobiliários Ltda., CNPJ 13.790.812/0001-20 Primeiramente, cumpre informar que em um site de notícias
Empreendimentos Imobiliários Ltda., CNPJ 13.790.812/0001-20 Primeiramente, cumpre informar que em um site de notícias

Primeiramente, cumpre informar que em um site de notícias angolano, encontrei o seguinte organograma da composição acionária desta empresa, que difere da informada à Receita Federal:

Fonte: http://www.redeangola.info/wp-content/uploads/2014/02/organograma.png Em segundo lugar, não encontrei onde nem

Em segundo lugar, não encontrei onde nem quando nem como o escritório do advogado Roberto Teixeira estaria envolvido com essa empresa, apesar do cadastro da mesma na Receita Federal fornecer o número de telefone do escritório daquele.

Minha pesquisa no Google sobre essa empresa me levou a duas matérias, um de um site português e outro angolano, abordando um escândalo internacional envolvendo políticos angolanos e portugueses em negócios escusos:

"O que juntará Luís Filipe Menezes (ex-autarca e líder do PSD), Martins da Cruz (ex-conselheiro diplomático de Cavaco e antigo MNE) e Jorge Costa (ex- secretário de Estado das Obras Públicas de Durão Barroso) numa desconhecida empresa do ramo imobiliário, com fortes laços em Angola? Política, diplomacia

e negócios constituem um triângulo dourado que passa por Gaia e conta com

ramificações de peso em Luanda. Quem são, o que fazem e que ligações têm os homens com quem a Urban Value conta?" [Fonte: http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/politica-negocios-e-angola-a-

Os negócios de Luís Filipe Menezes no Douro são o mote para a apresentação dos investimentos de Isabel dos Santos e Hélder Vieira Dias na zona, onde “ a filha do Presidente da República Popular de Angola terá adquirido propriedades em Marco de Canaveses, concelho vizinho de Baião. Via intermediários, o general Hélder Vieira Dias, vulgo Kopelipa, ministro de Estado e chefe da Casa Militar angolana, comprou, em 2008, à Casa Agrícola Reboredo Madeira, de Almendra (Foz Coa), duas propriedades vinícolas, no Douro, com 400 hectares.

A partir daqui, as ligações começam a ser mais intrincadas. Da Urban Value,

é destacado Jorge Costa, seu fundador há oito anos, que, entres outros cargos

em diferentes empresas, é o actual administrador da Prebuild África, empresa

] [

que “aplicou 20 milhões em acções do BES e, em 2012, teve um volume de negócios superior a USD 853 milhões, a maioria dos quais gerados em Angola”, e da qual “um dos accionistas mistério (…) é angolano”. A análise reforça ainda que,“na verdade, o grupo não se livra de associações públicas a Kopelipa, que muitos consideram o verdadeiro dono da Prebuild”.” [Fonte: http://www.redeangola.info/conexao-lisboa/]

2.5. Engesaer Planejamento e Engenharia S.A., CNPJ 09.942.192/0001-20

Planejamento e Engenharia S.A., CNPJ 09.942.192/0001-20 Conforme consta em sua página na Wikipédia , a holding
Planejamento e Engenharia S.A., CNPJ 09.942.192/0001-20 Conforme consta em sua página na Wikipédia , a holding

Conforme consta em sua página na Wikipédia, a holding Engesaer foi criada para substituir a antiga Engesa, uma empresa brasileira focada no setor bélico. Seu idealizador é o coronel da reserva Oswaldo Oliva Neto irmão do atual ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Em 2013, um extrato da Assembleia Geral Extraordinária da empresa foi publicada no Diário Oficial Empresarial de São Paulo, mostrando que o coronel

transferiu

o

controle

da

companhia

naquele

para

os

dois

atuais

sócios

cadastrados na Receita Federal:

para os dois atuais sócios cadastrados na Receita Federal: [Fonte:

[Fonte:

Um paper denominado "Dossiê Brazil-Africa" publicado em 2014 pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) destaca, em um dos seus trechos, os negócios realizados pela empresa Engesaer nos últimos anos no exterior:

"A Engesaer é uma empresa brasileira, que nasceu a partir da necessidade brasileira de revitalizar sua indústria de defesa, além de permitir que o Brasil possa introduzir-se em níveis tecnológicos mais elevados no âmbito da Estratégia de Defesa Nacional 43 . Esta empresa surgiu em 2009, com o objetivo de substituir a extinta Engesa, falida em 1993. Foi uma corporação de desenvolvimento de tecnologia militar, principalmente de veículos de guerra blindados. A Engesa exportou estas viaturas para muitos países, principalmente para o Oriente Médio, com a Guerra Irã-Iraque, e para a África. Dois produtos, que se destacavam entre as vendas da Engesa para o continente africano, eram o EE-9 Cascavel e o EE-11 Urutu. O primeiro44 obteve um grande sucesso de exportação e foi vendido para a Burkina Faso, Chade, Gabão, Gana, Líbia, Nigéria, Togo, Tunísia e Zimbabwe. A Líbia foi um dos primeiros países a adquirir este veículo, sendo o utilizador inicial do produto. Sua ação na região deu-se em confrontos fronteiriços com o Egito, onde também foi necessário o uso das viaturas EE-11 Urutu .45 Tunísia, Gabão e Zimbabwe são outros países que exportaram o veículo mencionado acima, também relembrando a utilização em missões de paz da ONU em Angola e Moçambique. Ademais, o Caminhão EE- 25, também fabricado pela Engesa, teve um relativo sucesso na África, sendo que o maior comprador foi Angola, além de Gabão e Guiné-Bissau, fazendo parte do quadro de importadores dos caminhões." [Fonte: http://midias.cebri.org/arquivo/DossieBrazilAfrica.pdf]

Em 2011, a revista IstoÉ dedicou uma matéria especial ao coronel reformado, expondo seus negócios junto ao governo até então, com especial destaque para sua parceria com a Odebrecht.

Desde que deixou o governo o coronel passou a atuar na iniciativa privada, como consultor na área militar, que hoje é alvo de uma plêiade de grupos

internacionais interessados, claro, em abocanhar uma fatia dos bilionários contratos de reaparelhamento das Forças Armadas e de fortalecimento da segurança pública. Em pouco menos de três anos, Oliva Neto foi o responsável pela intermediação dos dois maiores contratos no setor de defesa realizados no Brasil nas últimas décadas a compra dos helicópteros franceses EC-725 e dos submarinos, também franceses, Scorpéne. Os dois negócios movimentaram mais de R$ 20 bilhões. Agora Oliva Neto girou suas baterias para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Seu lance mais recente foi unir a consultoria de sua família, a Penta Prospectiva Estratégica, ao grupo Odebrecht, dono da maior empreiteira do País, a Construtora Norberto Odebrecht. Juntas, as duas empresas criaram a Copa Gestão em Defesa. O primeiro objetivo da nova companhia é entrar na briga pelo fornecimento dos sistemas de inteligência e comunicação militar para a Copa de 2014, um pacote que deve superar facilmente os R$ 2 bilhões.” [Fonte:

VA]

Ano passado, 2015, o coronel voltou a ser citado no noticiário nacional agora envolto no escândalo do “Eletrolão”, conforme mostra essa matéria da IstoÉ:

Outro provável foco de irregularidades na área sob controle de Othon é o projeto do submarino nuclear, o Prosub. Coube ao presidente da Eletronuclear a elaboração do projeto de aquisição de submarinos franceses. O pacote orçado em R$ 28 bilhões inclui a compra de quatro Scorpéne de propulsão a diesel e o desenvolvimento conjunto com a estatal DCNS de um modelo de propulsão nuclear, que será montado num estaleiro em Itaguaí, no Rio. A Odebrecht foi escolhida pela Marinha para construir o estaleiro, mas não houve licitação. Esse negócio foi conduzido por outro militar, o coronel Oswaldo Oliva Neto, irmão do ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. A investigação do MPF reúne indícios de que Oliva Neto possa ter atuado como operador de Mercadante, que ao assumir a pasta de Ciência e Tecnologia pressionou para a realização de uma nova licitação para Angra 3. Coronel reformado, Oliva Neto ocupou até 2007 o cargo de chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE) da Presidência. Desde então, ele reativou a Penta Prospectiva Estratégica e passou a prestar consultoria em todos os grandes projetos do governo do PT na área de defesa, não só na compra dos submarinos, mas dos helicópteros franceses EC-725 e em projetos da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Em 2010, Penta se uniu à Odebrecht Defesa e Tecnologia, criando a Copa Gestão em Defesa. Depois foi adquirida a Mectron, que igualmente firmou sem concorrência contrato com a Amazul Tecnologias de Defesa, estatal de projetos criada por Dilma para atuar no Prosub. A Lava Jato puxará agora o fio desse novelo que pode levar a identificar possível tráfico de influência de Mercadante e eventual uso da empresa de consultoria de seu irmão para recebimento de propina.[Fonte:

2.6. As duas outras empresas localizadas

Como informado no começo deste tópico, a busca de empresas que foram cadastradas na Receita Federal tendo por contato telefônico o escritório Teixeira,

Martins e Advogados gerou 7 resultados positivos, excluindo a da empresa L.I.L.S.

Estas são as outras duas empresas encontradas, mas que não foi possível coletar, até o presente momento, informações que a colocassem sob suspeição de alguma forma como as demais citadas acima. Se mostra importante investiga- las mais profundamente, especialmente seus sócios.

- Biosyntetica Ciência e Tecnologia Ltda., CNPJ 13.571.014/0001-07

las mais profundamente, especialmente seus sócios. - Biosyntetica Ciência e Tecnologia Ltda., CNPJ 13.571.014/0001-07
las mais profundamente, especialmente seus sócios. - Biosyntetica Ciência e Tecnologia Ltda., CNPJ 13.571.014/0001-07

- Luna Tecnologia Ltda., CNPJ 04.134.663/0001-50

- Luna Tecnologia Ltda., CNPJ 04.134.663/0001-50
- Luna Tecnologia Ltda., CNPJ 04.134.663/0001-50

3. Conclusão

Analisando os documentos encontrados e cruzando as informações assinaladas nos tópicos anteriores, a hipótese é que o objetivo principal de fazer com que essas empresas tivessem como único telefone fixo o mesmo do escritório fosse justamente protegê-las de interceptação telefônica judicial dado o sigilo entre cliente-advogado. Desta forma, o objetivo de todas as empresas terem sido cadastradas junto à Receita Federal com este número era resguardar eventual investigação das ilicitudes praticadas nestes negócios.

Para tanto, será necessário demonstrar ainda que o escritório Teixeira, Martins

e Advogados ou o seu sócio Roberto Teixeira atuaram diretamente na criação

destas empresas. Considerando a influência e poder deste advogado junto ao círculo de poder nos últimos 14 anos, como bem demonstrado nas matérias colacionadas acima, soa crível que sua participação nesses negócios tenha ocorrido, ainda que em alguns casos de forma camuflada.

Outro ponto complementar, que também pode ser explorado é que um dos objetivos dessas empresas seria ter uma "sede", já que como tudo indica, são empresas de fachada na prática. As empresas usariam assim o PABX do escritório de advocacia porque não tem um escritório próprio realmente.

Apenas a nível de informação, minha pesquisa indicou nesse sentido que os números do pacote PABX do escritório Teixeira, Martins e Advogados em São Paulo seria de um total de 30. São eles:

(11) 3060-3310 (11) 3060-3311 (11) 3060-3312 (11) 3060-3313 (11) 3060-3314 (11) 3060-3315 (11) 3060-3316 (11) 3060-3317 (11) 3060-3318 (11) 3060-3319 (11) 3060-3320 (11) 3060-3321 (11) 3060-3322 (11) 3060-3323 (11) 3060-3324 (11) 3060-3325 (11) 3060-3326 (11) 3060-3327 (11) 3060-3328 (11) 3060-3329 (11) 3060-3340 (11) 3060-3341 (11) 3060-3342 (11) 3060-3343 (11) 3060-3344 (11) 3060-3345 (11) 3060-3347 (11) 3060-3346 (11) 3060-3348 (11) 3060-3349

O

serviço PABX significa que você tem uma única conta com a operadora, mas

o

pacote lhe dá direito a diversos números (a quantia varia a depender do

programa fornecido pela operadora de telefone). Só que a quantidade de números não corresponde a quantidade de linhas necessariamente. Desta forma, por exemplo, você pode ter 50 números de telefones, mas fisicamente o escritório tem apenas 10 linhas utilizadas. Isso ocorre porque, cada ramal da central fica caracterizado como se fosse uma linha (DDR - Discagem Direta Ramal).

Na prática, cada sala de um escritório ou empresa pode ter um desses ramais,

o que não implica que todos estejam ativos. Como os pacotes são fechados,

você pode ter diversos números que na prática são seus, mas que não são usados, porque você não tem estrutura (linhas e ramais) que os tornem ativos.