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Homem e a sociedade

Introdução

O presente estudo tem por finalidade analisa e dar enfoque à: O Homem e a


Sociedade.Contudo, antes de se adentrar mais especificamente no que tange à esse
tema propriamente dito, optou-se, por fazer uma definição tema abordado: O
homem, sem dúvida alguma, é um ser eminentemente social, isto é, tem inerente
em si à perpétua tendência a ser agrupar, de unir-se a seus semelhantes, não só
para lograr atender aos fins que busca e deseja, mas também para satisfazer suas
necessidades materiais e de cultura. A vida do homem decorre em convivência: os
indivíduos em todas as etapas de suas vidas, do berço ao túmulo, mantêm entre si
mútuas e constantes relações de colaboração e de dependência.
Quando Aristóteles diz que “o homem é um animal social” não diz apenas que ele
nasceu para fazer parte de uma sociedade, como a abelha (que necessariamente
integra sua colmeia e dela participa) nem apenas no sentido de que “precisa” da
sociedade, sem a qual não teria condições de expandir-se como indivíduo ou
pessoa, mas indica também que o homem é um animal cívico – é um cidadão – isto
é, um ser que constrói sua sociedade e a integra como participante de seu governo.
A colmeia tem nas leis imutáveis do instinto de cada membro um modo de ser
invariável, repetido milenarmente, sem qualquer nota de originalidade e inovação.
O homem, ao contrário, é um ser inteligente e livre. Se traz em sua natureza uma
postulação que o incapacita de viver só, é ele que dá a figura própria da sua
sociedade e participa criativamente de seu governo, não só no comando executivo
da sua busca do bem comum, mas na elaboração das leis – Constituição – que
especificam e colocam em altura impessoal de compromisso de reciprocidade a
feição própria da sua convivência.

Desemvolvimento

O homem é o único ser capaz de cultura e, na busca incessante do conhecimento,


acaba esbarrando na questão sobre si mesmo, sendo um ser que questiona o
próprio ser.

Entretanto, partindo de si, inicia vários questionamentos sobre tudo o que o cerca,
passando, também, a investigar as relações fundamentais que regem o universo,
bem como os fenômenos comportamentais. Assim sendo, o foco aqui é perceber o
homem como uma unidade (corpo, mente e espírito), imerso numa sociedade que
prima pelo conhecimento. É esse homem, indivíduo, sujeito e sociedade, que deve
estar no centro de todas as atividades. Para ele e para o seu bem-estar devem
convergir todos os esforços, quer sejam morais, éticos, culturais, científicos. Assim,
enquanto a humanidade caminha para o desconhecido, os conhecimentos já
adquiridos vão sendo re-adaptados para a consecução de novos processos e
serviços.

O homem sempre se pautou pela busca incessante do conhecimento. A humanidade


já conviveu e convive com tecnologias intuitivas ou dedutivas. Desde a descoberta
do fogo até a atualidade, a imaginação é a base de toda transformação. Foi assim,
numa miscelânea de tecnologia científica e preocupação com a curiosidade, que a
humanidade pôde galgar etapas de aprimoramento de sua espécie.

Mas, enquanto alguns afirmam que o conhecimento é apenas informação, no


mundo atual esse conceito parece um tanto quanto obsoleto e vazio de significado
prático. A concepção do que venha a ser conhecimento ultrapassa, e muito, o mero
mundo da informação ou da obtenção de dados. Então, deve envolver um misto de
informação teórica e experiência condensada que possam abrir perspectivas de
transformação do mundo à volta daquele que se coloca no afã de conhecer.

Assim sendo, não basta ter um cabedal de informações pululando no cérebro para
se dizer que alguém adquiriu conhecimento. Faz-se necessário a ação dirigida para
fins biófilos, e não necrófilos, que envolvem a vida humana. Esta é a validade Ética
do conhecimento que, aliás, difere, e muito, da validade moral do conhecimento.

Ora, a validade moral está diretamente relacionada à norma e, por conseguinte, à


punição para aquele que burlar e transgredir o que está previamente estabelecido
como lei. Portanto, é implacável. Por exemplo: é proibido matar o seu semelhante.
Matou, recebeu punição, sem qualquer preocupação com o aspecto da consciência.

Já a validade Ética relaciona-se de forma direta com o aconselhamento, com a


consciência do que se faz e do que se diz. Dessa forma, diríamos: não é bom que
prejudique o seu semelhante. Ou, como Jesus, “Amai-vos uns aos outros como eu
vos amei”. Assim foi lançada a base para o pressuposto da Ética.

Mas num mundo tão conturbado, numa sociedade tão embrenhada em valores
mesquinhos, ou des-valores, como o consumismo, a violência, o aborto, a busca
por levar vantagem em tudo, a desonestidade; enfim, a não-vida, como agir de
forma transformadora.

O grande pensador brasileiro do século passado, de forma clara, concisa e sutil já


aponta para uma resposta viável. A Educação. Segundo Paulo Reglus Freire, “se a
Educação de per si não vai resolver os problemas do Brasil, nenhum problema
brasileiro será resolvido sem a Educação”.

Dessa forma, o homem na sociedade atual deve estar à cata do saber, à cata do
conhecimento, à cata de uma educação permanente. Somente dessa forma estar-
se-ia caminhando no sentido de validar uma cultura comprometida com os valores
da vida. Evitando-se, dessa forma, que brote no meio da juventude ervas daninhas
(tiriricas) que impedem o desabrochar de árvores frondosas, com frutos sadios e
árvores repletas dos conjuntos de validade Ética.

O conceito de cultura é fundamental para o estudo de qualquer sociedade. Entendo


por cultura o sistema de valores, crenças, costumes e comportamentos que os
membros de uma sociedade praticam para viver no meio ambiente e com o seu
semelhante. Atrevo-me assim a dizer que a cultura é a personalidade de um povo.
Uma cultura não é um todo social estático ou amorfo; pelo contrário, é uma
unidade dinâmica que está sempre em contínua evolução, pela qual mudanças
sociais..estruturais..estão..em..gestação..permanente.

A cultura material consiste nos produtos materiais como a comida, vestuário,


utensílios, e habitação, e a cultura não-material refere-se a ideias (produtos
intangíveis como valores, crenças e normas). A cultura ideal é o que devia ser e
cultura..real..é..o..que..na..realidade..é.

O homem comunica com o seu semelhante por meio de sinais e da linguagem que
são mutuamente compreendidos pelos membros do sociedade. Valores são padrões
pelos quais os membros da sociedade definem o bom e o mau, o sagrado e o
profano, ou o belo e o feio. Crenças são convenções naturais que se referem à
natureza do universo e ao lugar e papel do homem no mesmo. Normas são regras
estabelecidas pela sociedade que definem quais os comportamentos apropriados e
os..imprópios.

Quando duas ou mais culturas entram em contacto entre si, um processo de


aculturação ocorre pelo qual cada cultura adopta elementos culturais das outras,
resultando desse processo modificações profundas nas estruturas sociais,
económicas, políticas em cada uma das culturas. A diversidade cultural de uma
sociedade resulta do interacção entre essa sociedade e todas as outras com entra
em..contacto.

O etnocentrismo é a tendência de base cultural que tende a interpretar as culturas


dos povos em função da nossa própria cultura. Praticamos o etnocentrismo quando
julgamos os valores, padrões e normas de outras sociedades de acordo com os
nossos próprios. Nos anos de infância da antropologia cultural era comum para os
antropólogos julgar as sociedades que estudavam numa perspectiva etnocêntrica,
muitas vezes criticando ou emitindo juízos de valor sobre as sociedades estudadas.
Porém, o relativismo cultural, defendido pelo "pai" da antropologia cultural Franz
Boas no princípios do Séc. XX, prescreveu que na prática da antropologia as
tradições culturais de um grupo a ser estudado devem ser compreendidas no
contexto das soluções a problemas e oportunidades desse mesmo grupo, e isentas
de qualquer etnocentrismo (relativismo cultural). Assumimos assim uma atitude
etnocêntrica quando pensamos (e acreditamos) que a nossa moral, valores,
costumes e padrões sociais são superiores aos de outra cultura ou sociedade. Em
certos casos, o etnocentrismo alimenta o racismo, já que este não é senão a crença
que certas sociedades humanas são superiores a outras com base em
características..genéticas.

O indivíduo, como pessoa inserida num grupo social, é reconhecido pela sua
individualidade e pelo papel económico e social que desempenha no grupo. Em
todas as sociedades a pessoa é classificada em três categorias principais de acordo
com os estágios da vida: criança, adulto e idoso, cabendo a cada geração um papel
específico na economia e na sociedade.

Conclusão

Em suma resta dizer que a sociedade é fruto da natureza do homem, aliada à


participação da vontade e inteligência humana. Necessita para existir, de
convivência pacifica de seus membros, que só se faz possível mediante a
implementação de normas sociais. Também, vai estabelecer deveres e limites de
atuação de cada cidadão. Mas, para a perfeita configuração da sociedade, fazem-se
necessária. A escolha de um grupo trará consigo também um conjunto de símbolos
intelectuais, os quais seriam convenientes exibir com um ar de felicidade. Nossa
servidão para com a sociedade é estabelecida menos por conquista e mais por
conluio. Somos aprisionados com nossa própria cooperação.

Bibliografia

http://umpoucodehistoriografia.blogspot.com/2006/05/43-homem-e-sociedade.html
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1348409
portal.iefp.pt/xeobd/attachfileu.jsp?look_parentBoui...att
books.google.com