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II.

Elementos básicos
da
comunicação visual:
ponto
linha
forma
direção
valores tonais
textura
movimento

ponto
O ponto é a unidade de comunicação visual
mais simples e irredutivelmente mínima. Na
natureza, a rotunidade é a forma mais comum, sendo que, em estado natural, a reta ou
o quadrado constituem uma raridade (vale
lembrar que a forma do quadrado de quatro
lados indênticos por exemplo é uma criação da
mente humana). A qualquer momento, seja
numa gota da chuva sobre o vidro, uma marca,
seja com tinta, uma substância dura ou com um
bastão, pensamos nesse elemento visual como
um ponto de referência ou um indicador de
espaço. O ponto tem grande poder de atração
visual sobre o olho, então há de se notar que o
ponto é um ótimo sistema de notação visual.
Quando vistos, os pontos se ligam, sendo, portanto, capazes de dirigir o olhar. Em grande
número e justapostos, os pontos criam ilusão de
tom ou de cor. Exemplos do uso de pontos para
criar imagens são encontrados nos trabalhos dos
impressionistas e trabalhos de Op Art.

LINHA
Quando os pontos estão tão próximos entre si
que se torna impossível indentificá-los individualmente, se dá o aumento da sensação de direção, e a cadeia de pontos se transforma em
outro elemento visual distintivo: a linha. A linha
também pode ser definida como ponto em movimento, ou como a história do movimento de
um ponto, pois a partir da linha é possivel criar
e determinar uma trajetória.
Nas Artes Visuais, a linha é uma ferramenta
indispensável. Onde quer que seja utilizada, é o
instrumento fundamental da pré visualização, o
meio de apresentar, em forma palpável, aquilo
que ainda não existe, a não ser na imaginação.
Seja ela usada com flexibilidade e experimentalmente (esbolços), ou com precisão e medidas
rigorosas (tecnicamente), a linha é o meio indispensável para tornar visível o que ainda não
pode ser visto, por existir apenas na imaginação,
e também é um instrumento que torna possível
o uso dos sistemas de notação (escrita, mapas,
símbolos, etc).
A linha raramente existe na natureza, mas aparece no meio ambiente: na rachadura de uma
calçada, nos fios etelefônicos contra o céu, nos
ramos secos de uma árvore.

Forma
A linha descreve uma forma. Na linguagem das
artes visuais, a linha articula a complexidade da
forma. Existem três formas básicas: o quadrado,
o círculo e o triângulo equilátero. Cada uma das
formas básicas tem suas características específicas, e a cada uma se atribui uma grande quantidade de significados que podem ser descritos
em grande parte nas teorisas do Gestalt da percepção visual humana.
Todas as formas básicas são figuras planas e
simples, fundamentais, que podem ser facilmente descritas e construídas, tanto visual
quanto verbalmente. A partir de combinações
e variações infinitas dessas três dormas básicas
(quadrado, círculo e o triângulo), derivamos
todas as formas físicas da natureza e da imaginação humana (formas ôrganicas e aleatórias)

Direção
Todas as formas básicas expressam três direções
visuais básicas: o quadrado, a horizontal e a
vertical; o triângulo, a diagonal; o círculo, a curva. Cada uma das direções visuais tem um forte
significado associativo e são um valioso instrumento para criação de mensagens visuais.
A referência horizontal-vertical, seja de linhas, o
do quadrado de lados equiláteras, ou o retângulo, constituem a referência primária do homem
em termos de bem estar, com relação a instabilidade em todas as questões visuais.
A direção diagonal, o triângulo ou linhas e formas diagonais, tem referência direta com a idéa
de instabilidade. É formulação oposta, a força
direcionalmais instável, e mais provocadora.
As forças direcionais curvas, círculos ou linhas
curvas, têm significados associadociados a
abrangência, a repetição e a calidez.
Todas as forças direcionais são de grande importância para a intenção compositiva voltada
para um efeito e um significado definidos.

Valores Tonais
A intensidade da obscuridade ou claridade de
qualquer coisa vista. Vemos graças a presença
ou a ausência de luz, que é refletida por superfícies brilhantes, e incide sobre objetos que têm,
eles próprios, claridade ou obscuridade relativa.
As variações de tom são os meios pelos quais
distinguimos oticamente a complexidade da informação do ambiente. Em outras palavras. vemos o que é escuro porque está próximo ou se
superpõe ao claro, e vice-versa.
Podemos definir os valores tonais da natureza
por meio da graduação da cor, e assim representar tais graduações de tonalidade da cor nas
artes gráficas por meio de pigmentos, mesmo
que seja de uma forma limitada e que não
chegue a quantidade de tons de graduação que
existem na natureza.
O tom também é uma ótima ferramenta para
representar dimensão e perspectiva em projetos
bidimensionais, através de técnicas como a do
ponto de fuga , ponto de vista, linha do horizonte, etc, e assim. com a ajuda do acréscimo de
um fundo tonal no objeto, reforçar a aparência
de realidade através da sensação de luz refletida e sombras projetadas.

Textura
A textura é o elemento visual que com frequência serve de substituto para as qualidades de
outro sentido, o tato, ou também somente da
visão, ou ambos em coexistência sensorial.
A textura tátil é quando a mão experimenta
uma sensação única por variações distintas de
uma determinada superfície de algum material,
como por exemplo uma lixa.
A qualidade de textura ótica se dá quando a
visão reconhece um aspecto de uma determinada superfície, que já foi experimentado pela
sensação tátil.
Assim, o julgamento da textura do olho costuma
ser confirmado pela mão através da objetiviade
do tato.

movimento