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Resultados financeiros 3T09

LUCRO LÍQUIDO DA AES TIETÊ ATINGE R$ 221,4 MILHÕES NO 3T09, A SER


INTEGRALMENTE DISTRIBUÍDO SOB A FORMA DE DIVIDENDOS

Comentários do Sr. Britaldo Pedrosa Soares – Diretor Presidente e Diretor Financeiro e de Relações com
Investidores
A AES Tietê apurou Ebitda de R$ 361,7 milhões, 8,8% superior ao auferido no 3T08, enquanto o lucro líquido de
R$ 221,4 milhões representa um aumento de 17,9% na comparação com igual período do ano anterior. O preço da
energia vendida por intermédio do contrato bilateral teve seu reajuste anual em julho pelo IGP-M, passando de
R$ 149,72 para R$ 152,00. A retração dos custos e despesas e o melhor resultado financeiro impactaram
positivamente os resultados da Companhia.
A distribuição da totalidade do resultado líquido do trimestre – R$ 221,4 milhões – na forma de dividendos foi
aprovada pelo Conselho de Administração em 12 de novembro de 2009, reforçando a prática de remuneração aos
acionistas aplicada pela Companhia desde 2006.

Volume de energia gerada Crescimento da Crescimento de Distribuição de 100% do


Crescimento de
26% superior à energia Receita Líquida 17,9% no Lucro Lucro Líquido em
8,8% do Ebitda
assegurada em 6,3% Líquido Dividendos

R$ milhões 3T09 3T08 Var (%) São Paulo, 12 de novembro de


2009 – A AES Tietê S.A. (Bovespa:
Receita Bruta 467,2 441,0 5,9% GETI3 e GETI4; OTC: AESAY e
Receita Líquida 445,1 418,9 6,3% AESYY), anunciou hoje os
Custos e Despesas 99,9 102,6 -2,7% resultados referentes ao 3T09. As
EBITDA 361,7 332,5 8,8% informações operacionais e
Margem EBITDA - % 81,3% 79,4% + 1,9 p.p. financeiras da Companhia, exceto
Lucro Líquido 221,4 187,7 17,9% se estiverem indicadas de outra
Margem Líquida - % 49,7% 44,8% + 4,9 p.p. forma, são apresentadas com base
Patrimônio Líquido 722,4 688,8 4,9% em números consolidados da AES
Dívida Líquida 376,5 466,4 -19,3% Tietê S.A. e de suas controladas
AES Minas PCH Ltda e AES Rio PCH
Índices 3T09 3T08 Var (%)
Ltda.

Lucro Líq* / PL (vezes) 1,2x 1,0x 21,8%


Dívida Líquida/ PL (vezes) 0,5x 0,7x -23,0%
Dividend Yield
Dívida Líquida/ EBITDA* (vezes) 0,3x 0,4x -26,4% 10,4%
2008
EBITDA/ Desp.Financ. (vezes) 14,2x 5,5x 155,7% 12,0%

9,0%
2007
Dados Operacionais 3T09 3T08 Var (%) 10,2%

10,9%
Energia Gerada - GWh 3.558,5 3.274,1 8,7% 2006
12,0%
Preço Contrato Bilateral** (R$/MWh) 152,00 149,72 1,5%
Investimentos - R$ milhões 14,4 16,9 -14,4% 13,2%
2005
13,2%
Funcionários 310 297 4,4%
PN ON
* últimos 12 meses ** Contrato com AES Eletropaulo
Dividend yield – Preço Médio Ponderado do
Período

GETI3: R$ 18,79 GETI4: R$ 20,00 (11/11/09) VALOR DE MERCADO: R$ 7.386 MM VALOR DE MERCADO: US$ 4.316 MM

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DESTAQUES DO 3T09

Geração de energia no trimestre foi 26,4% superior à energia assegurada.

A receita líquida de R$ 445,1 milhões representa crescimento de 6,3% em relação ao mesmo


período do ano anterior. Veja página 6.

Os custos e despesas operacionais da AES Tietê somaram R$ 99,9 milhões, redução de 2,7%
em relação ao 3T08. Veja página 6.

Ebitda de R$ 361,7 milhões, com margem de 81%, representando um incremento de R$ 29,2


milhões com relação ao 3T08. Veja página 9.

O resultado financeiro da AES Tietê foi uma despesa líquida de R$ 9,5 milhões, ante uma
despesa líquida de R$ 34,1 milhões no 3T08. Veja página 9.

A Companhia acumulou lucro líquido de R$ 221,4 milhões no período, resultado 17,9%


superior aos R$ 187,7 milhões obtidos no 3T08. Veja página 10.

Foram distribuídos proventos na forma de dividendos, relacionados ao lucro apurado no


2T09, totalizando R$ 199,2 milhões.

O grupo AES Brasil foi escolhido como uma das 20 empresas-modelo do Guia Exame de
Sustentabilidade.

EVENTO SUBSEQUENTE
Em 12 de novembro de 2009, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de
R$ 221,4 milhões, correspondentes a 100% do lucro líquido do 3T09, na forma de dividendos
na seguinte proporção: R$ 0,55 por ação ordinária e R$ 0,61 por ação preferencial. O
pagamento será efetuado em 10 de dezembro de 2009.

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CONTEXTO OPERACIONAL

RESERVATÓRIOS

Os níveis de armazenamento de energia verificados em todas as regiões do Brasil são confortáveis,


conforme pode ser observado nos gráficos a seguir. O nível de armazenamento dos reservatórios da
Região Sudeste, onde estão localizadas as usinas da AES Tietê, encerrou o 3T09 40,3% acima da CAR –
curva de aversão ao risco – calculada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema).

O preço médio verificado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para o Sudeste no
3T09 foi de R$ 21,02/MWh, enquanto no 1T09 e 2T09 os valores verificados foram de R$ 75,53/MWh e
R$ 42,10/MWh, respectivamente. O menor preço no mercado spot é reflexo (i) da menor demanda por
energia devido à crise financeira e (ii) da maior quantidade de energia ofertada por conta das
favoráveis condições dos reservatórios.

Em 2009, a tarifa praticada pelo MRE (Mecanismo de Realocação de Energia) é de R$ 8,18/MWh

Energia Armazenada (%) Curva de Aversão ao Risco – Submercado SE


94,4

80
% da Energia Máx Armazenada
74,6
72,7
70,3

69,1

60
57,9
55,8

61,9

55,1
53,9

53,4
53,3

55,3

47,3

40
46,2

44,5
34,9

35,7

c
30,1

20
26,7

-
Sudeste Sul Nordeste Norte jan abr jul out
2006 2007 2008 3T08 3T09 2008 2009 CAR

Fonte: Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS Set/09) Fonte: Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS (Set/09)

Preço CCEE – Sudeste Energia Gerada – AES Tietê (GWh)

1.500
500

400
1.300

1.100
R$/MWh

300
GWh

200 900

100 700

- 500
Ago.
Jan.

Abr.

Jun.

Jul.

Out.
out-07

dez-07

abr-08

jun-08

ago-08

out-08

dez-08

abr-09

jun-09

ago-09

M ai.

Set.

Dez.
fev-08

fev-09

Nov
Fev.

M ar.

2009 2008 Energia Assegurada*

Fonte:CCEE * Média Mensal Simples da Energia Assegurada

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DESEMPENHO OPERACIONAL

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO CONTRATO BILATERAL

Vigência

Desde o início de 2006, toda a energia assegurada da AES Tietê está contratada no longo prazo por
meio de um contrato bilateral de compra e venda de energia elétrica assinado com a AES Eletropaulo,
homologado pela Aneel em 2000 e válido até dezembro de 2015.

Em 30 de outubro de 2003, AES Tietê e AES Eletropaulo firmaram um aditivo ao Contrato Bilateral,
submetido à homologação da Aneel, que prorrogou seu prazo de vigência até 14 de junho de 2028, data
do encerramento da concessão da AES Eletropaulo.

Em 24 de agosto de 2005, a Aneel publicou um despacho negando a sua aprovação ao aditivo, alegando
ser contrário à Lei 10.848, de 15 de março de 2004 (Novo Modelo do Setor Elétrico), promulgada cinco
meses após o aditamento. A AES Eletropaulo, visando preservar seus direitos, entrou com recurso
administrativo junto à Aneel e com uma ação na Justiça em 28 de outubro de 2005.

Em 21 de agosto de 2007, a Aneel publicou o despacho nº. 2.467, indeferindo o recurso interposto pela
AES Eletropaulo e mantendo sua decisão anterior de não aprovar o Termo de Aditamento ao contrato
bilateral. Com relação à ação na justiça, a AES Eletropaulo continua aguardando o julgamento do
mérito em primeira instância.

A Companhia analisa continuamente a estratégia a ser adotada considerando o desenrolar da ação


judicial.

Preço

O preço praticado pelo contrato bilateral foi fixado em 2000, na data de sua assinatura, com base na
regulamentação vigente que estabelecia o Valor Normativo (VN) como parâmetro de preço para
contratações bilaterais. Desde então, esse preço é reajustado anualmente pela variação do IGP-M,
conforme previsto no contrato.

Em 04 de julho de 2009 ocorreu o reajuste anual pelo IGP-M, de 1,53%, quando o preço passou de
R$ 149,72/MWh para R$ 152,00/MWh.

BALANÇO ENERGÉTICO – CONTROLADORA

O volume equivalente à energia assegurada foi vendido para a AES Eletropaulo, por meio do contrato
bilateral.

Após as exclusões do consumo próprio e perdas técnicas de transmissão, os volumes excedentes são
direcionados de acordo com as determinações do ONS: primeiramente ao MRE e, posteriormente,
vendidos ao mercado spot pela CCEE. Esses montantes estão demonstrados no próximo quadro de
forma líquida, ou seja, considera a diferença entre o volume vendido e comprado por meio dos
mecanismos citados.

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Var (%) Var (%)
Balanço Energético (GWh) 3T08 2T09 3T09
3T09 X 3T08 3T09 x 2T09

Contrato Bilateral - AES Eletropaulo 2.749,1 2.763,5 2.991,1 8,8% 8,2%


Mercado Spot 74,2 76,4 195,1 163,0% 155,5%
MRE 430,4 536,2 465,0 8,0% -13,3%
Perdas 95,5 120,9 107,7 12,8% -10,9%
Energia Requerida 3.349,2 3.497,0 3.758,8 12,2% 7,5%

A geração no 3T09 foi de 3.558,5 GWh e a compra de energia, por meio de contratos bilaterais, foi de
200,3 GWh, a um preço médio de R$ 105,4/MWh.

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DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO

RECEITA BRUTA

No 3T09, a AES Tietê auferiu receita bruta de R$ 467,2 milhões, 5,9% superior àquela registrada no
mesmo período do ano anterior, de R$ 441,0 milhões. Esse resultado é explicado pelo (i) impacto do
reajuste no preço de energia vendida por intermédio do contrato bilateral ocorrido em julho de 2009 e
pelo (ii) maior volume de energia vendida para a AES Eletropaulo, 2.991,1 GWh no 3T09 ante 2.749,1
GWh no 3T08.

Na comparação do 3T09 com o trimestre anterior, a receita bruta apresentou um aumento de 7,1% (R$
30,8 milhões), devido aos efeitos mencionados no parágrafo acima.

DEDUÇÕES DA RECEITA

A AES Tietê registrou R$ 22,0 milhões no 3T09 em deduções da receita, valor em linha com o apurado
no mesmo período do ano anterior. A variação entre os períodos não acompanhou o aumento da receita
bruta devido ao fato do aumento da base tributada pelo regime cumulativo de PIS/COFINS (alíquota de
3,65%) – composta pelas receitas com o contrato bilateral com a AES Eletropaulo – ter sido
compensada, em parte, pela queda da base tributada pelo regime não cumulativo de PIS/COFINS
(alíquota de 9,25%) – constituída pelas receitas das operações no MRE e mercado spot.

Ao comparar o 3T09 com o 2T09 nota-se que as deduções apresentaram variação positiva de 1,1%, não
acompanhando a variação da receita bruta. O motivo deste desnivelamento é o aumento das receitas
enquadradas no regime cumulativo de PIS/COFINS (alíquota de 3,65%) compensado pela redução das
vendas no regime não cumulativo (alíquota de 9,25%).

RECEITA LÍQUIDA

A receita líquida do 3T09 totalizou R$ 445,1 milhões, aumento de 6,3% em relação ao mesmo período
do ano anterior. A elevação da receita líquida ocorreu, principalmente, devido ao reajuste do preço da
energia do contrato bilateral em julho de 2009, e ao maior do volume de energia vendida para a AES
Eletropaulo, conforme já mencionado.

Na comparação do 3T09 versus 2T09, observa-se uma alta de 7,4% (R$ 30,6 milhões) em razão dos
efeitos mencionados no parágrafo anterior.

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

Var (%) Var (%)


R$ mil 3T09 2T09 3T08
3T09 X 3T08 3T09 X 2T09

Pessoal 15.189 15.788 13.582 11,8% -3,8%


Material e Serviços de Terceiros 12.261 9.856 9.217 33,0% 24,4%
Comp. Financ. Utiliz. Rec.Híd. 14.930 14.072 13.205 13,1% 6,1%
Energia Comprada para Revenda 13.096 8.439 10.556 24,1% 55,2%
Transmissão e Conexão 22.771 37.013 37.158 -38,7% -38,5%
Provisões Operacionais (93) 82 (1.768) -94,7% n.a.
Depreciação, Amortização e Outras Despesas 21.724 20.689 20.655 5,2% 5,0%
Total de Custos e Despesas Operacionais 99.878 105.939 102.605 -2,7% -5,7%

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A AES Tietê registrou R$ 99,9 milhões em custos e despesas operacionais no 3T09, ante R$ 102,6
milhões no 3T08, representando uma retração de 2,7,%. Esta variação é explicada principalmente pela
redução em encargos de conexão e transmissão de energia, e pela parcial compensação: (i) do aumento
em despesas com material e serviços de terceiros, (ii) do maior volume de energia comprada para
revenda e (iii) do aumento compensação financeira pelos recursos hídricos (CFURH).

Em comparação ao 2T09, observa-se um recuo de 5,7%, também em razão da queda na linha de


encargos para conexão e transmissão de energia, parcialmente compensada pelos mesmos fatores
mencionados acima.

Pessoal
Na comparação do 3T09 com o 3T08, as despesas com pessoal cresceram R$ 1,6 milhão. Isto decorre,
principalmente, do aumento de R$ 1,7 milhão em despesas com remuneração e benefícios que foi
majoritariamente influenciado pelo dissídio coletivo (6,35%) de 2009/2010, válido a partir de julho de
2009.

As despesas com pessoal no 3T09 somaram R$ 15,2 milhões, uma redução de R$ 0,6 milhão quando
comparado ao 2T09. Esta variação decorre, sobretudo da variação em provisões para folha de
pagamento.

Material e Serviços de Terceiros


No 3T09, os materiais e serviços de terceiros somaram R$ 12,3 milhões, acréscimo de R$ 3,0 milhões
comparativamente ao 3T08. A variação se deu em função do aumento nas contas: (i) meio ambiente e
manutenção e conservação (R$ 0,7 milhão), (ii) advogados e consultorias (R$ 0,3 milhão) e (iii)
comunicação e tecnologia de informação (R$ 0,6 milhão).

Na comparação com o 2T09, observou-se aumento de R$ 2,4 milhões. A variação é essencialmente


explicada pela elevação (i) dos gastos com meio ambiente e manutenção e conservação (R$ 0,8 milhão)
e (ii) comunicação e tecnologia de informação (R$ 0,5 milhão).

Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH)


Os gastos com CFURH no 3T09 totalizaram R$ 14,9 milhões, incremento de 13,1% em relação ao mesmo
trimestre do ano anterior. Os principais fatores que contribuíram para esta variação foram (i) a
elevação em 8,7% no volume de energia gerada no 3T09 (3.558,5 GWh) comparado ao do 3T08 (3.274,1
GWh) e (ii) a alta de 3,8% da Tarifa de Referência (TAR) que passou de R$ 60,04/GWh em 2008 para R$
62,33/GWh em 2009.

Comparado ao 2T09, tais gastos apresentaram aumento de R$ 0,9 milhão. A variação é justificada,
essencialmente, pelo aumento em 3,3% no volume de energia gerada no 3T09 comparado ao 2T09
(3.558,5 GWh ante 3.443,9 GWh).

Energia Comprada para Revenda


O custo com compra de energia para revenda, de R$ 13,1 milhões no 3T09, apresentou aumento de R$
2,5 milhões. Este incremento decorre do maior volume de energia comprada no 3T09 em comparação
ao 3T08 (200,3 GWh ante 75,1 GWh).

Quando comparado ao 2T09, os custos com energia comprada para revenda aumentaram em R$ 4,7
milhões. O principal motivo desta variação foi o maior volume de energia comprada (200,3 GWh ante
53,1 GWh).

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Transmissão e Conexão
Os custos com conexão e transmissão de energia no 3T09 foram de R$ 22,8 milhões, retração de 38,7%
em relação ao 3T08. A redução pode ser atribuída à nova metodologia de cálculo anunciada em junho
de 2009 pela Aneel através das Resoluções nº 843, 844 e 845 / 2009 que estabeleceram, entre outros,
novos valores dos encargos de conexão, Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão Componentes da Rede
Básica (TUSTrb) e Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSDg) para o ciclo tarifário 2009/2010.

 Tarifa anual de TUSDg em R$ 27,3 milhões


 Encargo de conexão anual de R$ 0,9 milhão
 Tarifa TUSTrb anual de R$ 62,8 milhões

Adicionalmente, a Resolução nº 349/2009 estabeleceu que geradores conectados diretamente às


Demais Instalações de Transmissão (DIT’s), pagarão apenas TUSDg ficando estas geradoras isentas da
TUSTrb, o que se aplicou a 8 das 10 usinas da Companhia. Com isso, quando comparados os períodos de
ciclos tarifários 2008-2009 e 2009-2010, a redução de custos de encargos de transmissão e conexão
para a AES Tietê será de, aproximadamente, R$ 57 milhões ou 38,6%. Portanto, considerando os novos
valores aprovados em junho de 2009, as variações entre o 3T09 e os períodos 3T08 e 2T09, estão em
linha com o reajuste anunciado.

Provisões Operacionais
Os gastos com provisões operacionais do 3T09 apresentaram um aumento de R$ 1,7 milhão na
comparação com o 3T08. Esta variação é reflexo do registro no 3T08 da reversão de provisão no valor
de R$ 1,6 milhão, referente processo judicial entre AES Tietê e o Sindicato.

Na comparação das provisões operacionais do 3T09 com o 2T09, os valores apresentados ficaram
próximos a zero, para ambos os períodos.

Depreciação, Amortização e Outras Despesas


A depreciação, amortização e outras despesas somaram R$ 21,7 milhões no 3T09, incremento de R$ 1,1
milhão em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Essa variação é explicada, principalmente,
pelo aumento de R$ 0,7 milhão em despesas com seguros, decorrente da reavaliação dos ativos da
Companhia.

Quando comparada a depreciação, amortização e outras despesas do 3T09 versus 2T09, observou-se um
aumento de R$ 1,0 milhão, sobretudo, decorrente da maior alienação de bens referente à AES Minas
PCH na ordem de R$ 0,4 milhão.

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EBITDA

Evolução Ebitda
(R$ milhões)

81% 81%
79% 79%

1.028
936

362
332

9M08 9M09 3T08 3T09

Ebitda Margem Ebitda

A AES Tietê registrou Ebitda de R$ 361,7 milhões no 3T09, com margem de 81%, representando um
incremento de R$ 29,2 milhões com relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O crescimento de
8,8% do Ebitda reflete a combinação entre a elevação da receita líquida em R$ 26,2 milhões e a
redução dos custos e despesas em R$ 2,7 milhões.

Em relação ao 2T09, observa-se uma elevação de 11,3% no Ebitda. Novamente, os principais fatores
impactantes desta variação foram: (i) a alta da receita líquida em R$ 30,6 milhões e a redução dos
custos e despesas em R$ 6,1 milhões.

RESULTADO FINANCEIRO

A Companhia registrou resultado financeiro negativo de R$ 9,5 milhões no 3T09, comparado a um


resultado também negativo de R$ 34,1 milhões no 3T08. A variação é resultado, principalmente, da
redução das despesas financeiras.

Var (%) Var (%)


R$ mil 3T09 2T09 3T08
3T09 X 3T08 3T09 X 2T09

Receitas Financeiras 16.020 17.417 25.939 -38,2% -8,0%


Despesas Financeiras Total (25.525) (24.369) (59.997) -57,5% 4,7%
Despesas Financeiras (27.795) (29.371) (33.325) -16,6% -5,4%
Variações Monetárias 2.270 5.002 (26.672) n.a. -54,6%
Resultado Financeiro (9.505) (6.952) (34.058) -72,1% 36,7%

Receitas Financeiras

As disponibilidades da AES Tietê somavam R$ 652,4 milhões em 30/09/2009 e estavam representadas


por operações de curto prazo, com rentabilidade média em torno de 102,0% do CDI, versus uma
rentabilidade média de 102,3% do CDI nos trimestres 3T08 e 2T09.

A receita financeira no 3T09 comparada ao mesmo trimestre do ano anterior apresentou um


decréscimo de R$ 9,9 milhões. Essa queda deve-se, sobretudo, a queda da Selic em 4,12 pontos
percentuais acompanhado pelo menor saldo médio de caixa - de R$ 709,4 milhões no 3T09 ante R$
743,4 milhões no 3T09.

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Quando comparada ao 2T09, a receita financeira apresentou um decréscimo de R$ 1,4 milhão,
principalmente, devido ao menor saldo médio em aplicações em R$ 37,4 milhões, e à queda da Selic
em 1,50 ponto percentual entre os períodos comparados.

Despesas Financeiras

As despesas financeiras da AES Tietê totalizaram R$ 25,5 milhões no 3T09, R$ 34,5 milhões inferiores às
registradas no 3T08. A redução deve-se, basicamente, à queda de 1,92 ponto percentual do IGP-M, uma
vez que os encargos financeiros da dívida da Companhia com a Eletrobrás estão atrelados a este índice
de inflação.

Quando comparadas ao 2T09, as despesas financeiras do 3T09 apresentaram aumento de R$ 1,2 milhão.
A AES Tietê possui sua principal dívida atrelada ao IGP-M e reajusta o provisionamento referente à
discussão judicial1 da redistribuição das cotas de Itaipu pela variação cambial. A menor apreciação do
real frente ao dólar norte-americano bem como a menor redução do IGP-M no 3T09 em relação ao
trimestre anterior foram os responsáveis pela diminuição do resultado da conta de variações
monetárias, acarretando um aumento de 4,7% das despesas financeiras entre os períodos comparados.

LUCRO LÍQUIDO

O lucro líquido auferido pela AES Tietê no 3T09 foi de R$ 221,4 milhões, resultado 17,9% superior ao
obtido no 3T08. O aumento do lucro líquido é explicado: (i) pelo maior preço e volume de energia
vendida por intermédio do contrato bilateral, (ii) pela redução dos custos e despesas operacionais, e
(iii) pelo melhor resultado financeiro.

Comparado ao 2T09, o lucro líquido da AES Tietê foi 11,1% maior em função, principalmente: (i) do
maior preço e volume de energia vendida por intermédio do contrato bilateral, e (ii) da redução dos
custos e despesas operacionais.

PROVENTOS

Os proventos referentes aos resultados do 3T09 são de R$ 221,4 milhões, correspondentes a 100,0% do
lucro líquido do trimestre, a serem distribuídos na forma de dividendos e na seguinte proporção:
R$ 0,55 por ação ordinária e R$ 0,61 por ação preferencial.

O pagamento será efetuado em 10 de dezembro de 2009.

ENDIVIDAMENTO
em R$ milhões

Montante Credor Vencimento Custo Garantia

1.029,0 Eletrobrás mai/13 IGP-M + 10% a.a. Recebíveis

DESTAQUES

 A AES Tietê não possui contratos de financiamentos bancários.

1
- Para maiores detalhes sobre o provisionamento de Itaipu, consultar nota explicativa de provisões e
contingências nas Informações trimestrais (ITR)

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 Sua principal dívida é representada por uma confissão de dívida com a Eletrobrás, com amortização
mensal e vencimento final em 15 de maio de 2013. Sobre essa dívida incorre juros de 10% a.a. e
correção monetária pela variação do IGP-M. Em 30 de setembro de 2009, o saldo dessa dívida era
de R$ 1.029 milhões.

 A Companhia possui também uma dívida com a Fundação Cesp (instituição administradora de seus
planos de benefícios), que se refere a um contrato de confissão de dívida para financiamento de
déficit atuarial relativo ao Benefício Suplementar Proporcional Saldado – BSPS. Em 22 de dezembro
de 2006, o vencimento dessa dívida foi alongado de 2017 para 2027. O saldo desse contrato é
atualizado pela variação do custo atuarial ou pela variação do IGP-DI acrescida de 6% a.a., dos dois
o maior. Devido ao reconhecimento de ganho atuarial, não há saldo registrado em balanço em 30
de setembro de 2009.

 Ao final do 3T09, a dívida líquida era de R$ 376,5 milhões, inferior em R$ 89,9 milhões quando
comparada ao 3T08. Essa queda é explicada, fundamentalmente, pela redução da dívida bruta em
R$ 225,5 milhões, sendo parcialmente compensada pela redução das disponibilidades em R$ 135,6
milhões.

Dívida Líquida

1,4x
0,7x 0,6x 0,6x
0,4x
0,3x 0,3x

1,1

0,7 0,7 0,7


0,4 0,5 0,4

2004 2005 2006 2007 2008 3T08 3T09

Dívida Líquida (R$ bilhões) Dívida Líquida / Ebitda

INVESTIMENTOS

Os investimentos no 3T09 somaram R$ 14,4 milhões, R$ 2,4 milhões inferiores ao realizado no 3T08. Os
investimentos no trimestre foram destinados principalmente a projetos de manutenção e modernização
e às obras nas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) no Rio Jaguari-Mirim, estado de São Paulo.

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Histórico de Investimentos
(R$ milhões)
Novas PCHs1

Investimentos
63
59
51 14
47
8 20
12 35 33
28 49 5
22 43 11
39
28 35 30 22
22

2004 2005 2006 2007 2008 2009(e) 9M08 9M09


1- PCHs Jaguari Mirim e Piabanha

Principais Investimentos no 3T09:

 R$ 7,4 milhões – manutenção e modernização;


 R$ 1,9 milhão – projetos de meio ambiente; e
 R$ 5,1 milhões – PCHs Jaguari-Mirim

Investimento em Pequenas Centrais Hidrelétricas no Estado do Rio de Janeiro (PCH Rio)

Em 23 de outubro de 2006, a AES Tietê assinou um Contrato de Compra e Venda de Autorizações para
Exploração de Potencial Hidráulico, cujos direitos de implantação e exploração foram aprovados pela
Aneel, em 10 de Abril de 2007, por meio das resoluções 868, 869 e 870. Os projetos já contam com
Licença de Instalação emitida pela Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente do Estado do
Rio de Janeiro – FEEMA.

Por meio de sua subsidiária AES Rio PCH Ltda., a AES Tietê construirá três PCHs no Estado do Rio de
Janeiro, com capacidade instalada total de 52 MW e energia assegurada de 28,97 MW médios. A
Companhia está reavaliando o investimento associado a este projeto, onde já foram investidos R$ 24,5
milhões até 30 de setembro de 2009.

A Companhia obteve, em 11 de novembro de 2008, a declaração de utilidade pública para as obras e


atividades de infra-estrutura a serem realizadas no âmbito do projeto. Adicionalmente, em 08 de
dezembro de 2008, obteve a autorização para supressão de vegetação nativa, necessária à implantação
dos empreendimentos. Na mesma data, foi celebrado Termo de Compromisso Ambiental – TCA,
estabelecendo as medidas ecológicas, de caráter mitigador, compensatório e de adequação ambiental,
em razão da realização de obras de construção das PCH's.

OBRIGAÇÃO DE EXPANSÃO

O Edital de Privatização da AES Tietê estabelece a obrigação para a Companhia de expandir a


capacidade instalada do seu sistema de geração (Obrigação de Expansão), em no mínimo 15%
(aproximadamente 400 MW), no período de 8 anos, a partir da assinatura do seu Contrato de

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Concessão, ocorrida em dezembro de 1999. Contudo, foram estabelecidas restrições regulatórias desde
a privatização, em especial a criação do Novo Modelo do Setor Elétrico, que tornaram o cumprimento
da obrigação, tal qual originalmente concebida, inviável. Existem ainda restrições regionais, como a
insuficiência de recursos hídricos no Estado de São Paulo, e restrições ambientais.

A AES Tietê tem mantido entendimentos com o Governo do Estado de São Paulo, com o intuito de
readequar a obrigação de expansão à nova realidade setorial/regulamentar.

Em 26 de dezembro de 2007, a AES Tietê recebeu um Ofício da Aneel informando que estará instruindo
o seu processo interno de análise do caso, com os pedidos do Governo do Estado de São Paulo, de: (i)
prorrogação do prazo para cumprimento da obrigação de expansão para dezembro de 2010, e (ii)
apresentação de um Plano de Ação por parte da AES Tietê, no prazo de três meses a contar da
aprovação do aditamento do contrato de Concessão, contemplando o início da operação comercial das
usinas.

Em 10 de junho de 2008, a AES Tietê enviou resposta à Aneel, na qual solicitou prazo de 12 meses para
concluir estudos visando a identificar as alternativas existentes para o cumprimento da obrigação de
expansão, bem como a prorrogação do prazo para cumprimento de referida obrigação, conforme o
resultado de tais estudos.

Para tanto, a Companhia contratou consultoria especializada com o intuito de analisar as possibilidades
de expansão de geração no Estado de São Paulo. O relatório preliminar foi produzido e encaminhado à
AES Tietê em fevereiro de 2008. A partir deste relatório foram criados grupos de trabalho incluindo
membros da AES Tietê e de diferentes órgãos do governo do Estado de São Paulo com o objetivo de
avaliar as seguintes possibilidades:

 Potenciais hidrelétricos,
 Oportunidades de co-geração, e
 Energias alternativas

Em 26 de agosto de 2008, a Aneel emitiu despacho no qual entendeu que a obrigação de expansão
vincula somente ao Governo do Estado de São Paulo e a AES Tietê, colocando-se somente como
fiscalizadora do acordo e manifestando ausência de necessidade de aditamento do contrato de
concessão.

Tendo em vista as modificações na regulamentação do setor e o despacho da Aneel, acima


referido, a AES Tietê vem diligenciando junto à Secretaria de Energia do Estado de São Paulo com o
objetivo de rever a obrigação de expansão para readequá-la à nova realidade setorial/regulamentar.

Em 27 de julho de 2009, a AES Tietê foi notificada pela Procuradoria Geral do Estado para se
pronunciar quanto ao cumprimento da obrigação de expansão. A Companhia apresentou resposta em 29
de julho, o que esgota o procedimento da Notificação. Eventual desdobramento depende de nova
manifestação da Procuradoria.

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FLUXO DE CAIXA GERENCIAL

R$ Milhões 3T08 4T08 1T09 2T09 3T09

SALDO DE CAIXA INICIAL 672,5 782,9 835,5 811,8 639,3


Geração Operacional de Caixa 340,4 337,4 296,6 331,6 316,2
Investimentos (14,1) (21,9) (8,8) (8,4) (14,2)
Despesas Financeiras Líquidas (12,9) (7,1) (6,2) (12,7) (15,1)
Amortização Líquida (50,2) (51,6) (52,9) (54,8) (57,5)
Imposto de Renda (18,8) (16,6) (252,4) (19,7) (18,8)
Dividendos e JSCP (134,0) (187,6) 0,0 (408,5) (199,0)
Caixa Livre 110,4 52,6 (23,7) (172,5) 11,6
SALDO DE CAIXA DA CONTROLADORA 782,9 835,5 811,8 639,3 650,8
Caixa Controladas e Coligadas 5,2 4,5 2,3 2,1 1,6
Saldo Final Consolidado 788,1 840,1 814,1 641,4 652,4

O fluxo de caixa gerencial da AES Tietê representa movimentos de entradas e saídas de caixa líquido. É
um instrumento de gestão de caixa e pode apresentar algumas diferenças em relação aos
procedimentos contábeis, que adotam o regime de competência para fins de reconhecimento de
resultados. Este fato explica a diferença da Geração de Caixa Operacional em relação ao Ebitda da
Companhia.

O caixa livre da AES Tietê apresentou uma queda de R$ 98,9 milhões quando comparado ao 3T08. Esta
variação se deu, principalmente, em função (i) do maior montante de dividendos pagos no 3T09
comparado ao 3T08, e (ii) da menor geração operacional de caixa no 3T09 (R$ 24,3 milhões) comparada
ao 3T08 em função dos passivos de transmissão. O maior montante de passivos pagos ao longo de 2009
é decorrente do acordo firmado em janeiro deste ano, entre geradoras, incluindo a AES Tietê, Aneel e
distribuidoras, referente à mudança de metodologia de cálculo da TUSDg. A conseqüência para a
Companhia foi o pagamento de R$ 177,3 milhões em 36 parcelas mensais a partir de janeiro deste ano.
Vale mencionar que tais encargos estavam sendo provisionados pela Companhia desde 2004.

Em comparação com o trimestre anterior, o caixa livre da Companhia apresentou variação positiva de
R$ 184,1 milhões em função do (i) maior montante de dividendos pagos no 2T09, referentes ao 1T09 e
4T08, enquanto no 3T09 houve apenas o pagamento decorrente do 2T09 e (ii) ao pagamento no 2T09
dos juros sobre capital próprio referentes ao ano 2008.

As disponibilidades consolidadas da AES Tietê somavam R$ 652,4 milhões em 30/09/2009 e estavam


representadas por operações de curto prazo (85% com liquidez diária), com rentabilidade média em
torno de 102,0% do CDI.

MERCADO DE CAPITAIS

As ações ordinárias (GETI3) apresentaram alta de 0,9% enquanto as preferenciais (GETI4) apresentaram
desvalorização de 2,1%, no terceiro trimestre de 2009, encerrando o mês de setembro de 2009 cotadas
à R$ 18,65 e R$ 19,98, respectivamente. O desempenho ficou aquém da valorização apresentada no
mesmo período pelo Ibovespa (Índice da Bolsa de Valores de São Paulo) e pelo IEE (Índice de Energia
Elétrica), de 19,5% e 9,3%, respectivamente.
As ações GETI3 e GETI4 foram negociadas em todos os pregões da BM&FBovespa ao longo do trimestre.
Para as ações ordinárias, foram registrados 13.910 negócios durante o trimestre, envolvendo

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aproximadamente 8,9 milhões de ações. O volume médio diário negociado no 3T09 foi de R$ 2,5
milhões, 35,3% superior ao volume médio negociado no 2T09. No caso das ações preferenciais, foram
registrados 58.020 negócios no 3T09, envolvendo aproximadamente 26,2 milhões de ações. O volume
médio diário negociado foi de R$ 8,4 milhões, 10,6% inferior à média registrada no 2T09.
As cotações das ações GETI3 e GETI4 foram ajustadas com os valores dos dividendos declarados no
período analisado. Em 30 de setembro de 2009, o valor de mercado da Companhia era de R$ 7,4
bilhões.

AES Tietê x Ibovespa x IEE


Base 100 (Set/2008) Base 100 (Dez/2008)
170 + 64%
170

+ 41% 150 + 46%


140 + 32%
130 + 40%
+ 24%
110
110
80 90

50 70
set-081 dez-08 mar-09 jun-09 set-09 dez-082 mar-09 jun-09 set-09

1 – Data Base: 30/09/2008 = 100 2 – Data Base: 30/12/2008 = 100

GETI4 IEE IBOV

COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA

Acionista ON % PN % Total %

Cia Brasiliana de Energia 140.882.909 71,3% 59.447.094 32,3% 200.330.003 52,5%


Centrais Elétricas Bras. S.A - Eletrobrás 150.534 0,1% 30.107.688 16,4% 30.258.222 7,9%
Outros (Free Float) 56.427.768 28,6% 94.237.500 51,3% 150.665.268 39,5%
Total 197.461.211 100,0% 183.792.282 100,0% 381.253.493 100,0%
Em 30/09/2009

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CONTATOS:
Clarissa Sadock
Diretora de Relações com Investidores
clarissa.sadock@aes.com
Tel: (11) 2195-7048
Analistas de RI E-mail Telefone

Carolina Freitas carolina.freitas@aes.com (11) 2195-2030

Eduardo Bovo eduardo.bovo@aes.com (11) 2195-7037

Eduardo Cavendish eduardo.cavendish@aes.com (11) 2195-2428

Leandro Cappa leandro.cappa@aes.com (11) 2195-2344

Luciana Silvestre luciana.silvestre@aes.com (11) 2195-2282

Maurício Bergamaschi mauricio.bergamaschi@aes.com (11) 2195-2289

Roberta Tenenbaum roberta.tenenbaum@aes.com (11) 2195-7022

www.aestiete.com.br/ri ri.aestiete@aes.com

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A AES TIETÊ CONVIDA PARA:

Teleconferência / Webcast
APRESENTAÇÃO:
Britaldo Soares – Diretor–Presidente

DATA: sexta-feira, 13 de novembro de 2009

HORÁRIO: 13:30h (BR) / 10:30 a.m. (EST)


CONEXÃO:
 Brasil: (+55 11) 4688-6361
 EUA: (1-888) 700-0802
 Outros países: (1 786) 924-6977

TRADUÇÃO SIMULTÂNEA PARA INGLÊS

CÓDIGO DA CONFERÊNCIA: AES Tietê

REPLAY: (+55 11) 4688-6312


CÓDIGO: 951
DISPONIBILIDADE: 13/11/09 até 19/11/09

Os slides da apresentação estarão disponíveis para visualização e download no website


www.aestiete.com.br/ri
O áudio da teleconferência será transmitido ao vivo pela Internet, no mesmo site, onde ficará
disponível após o evento

Declarações contidas neste documento, relativas à perspectiva dos negócios da AES Tietê, às projeções de
resultados operacionais e financeiros e ao potencial de crescimento da Empresa, constituem-se em meras
previsões e foram baseadas nas expectativas da administração em relação ao futuro da Empresa. Essas
expectativas são altamente dependentes de mudanças no mercado, do desempenho econômico do Brasil, do
setor elétrico e do mercado internacional, estando, portanto, sujeitas a mudanças.

A AES Tietê detém a concessão de operação de dez usinas hidrelétricas, com grande concentração
nas regiões central e noroeste do Estado de São Paulo. A capacidade instalada de todo o seu parque
gerador é de 2.651 (MW), que corresponde a 20% da energia gerada no Estado, de acordo com dados
da Secretaria Estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento. Adicionalmente, a Companhia
possui outras seis pequenas centrais hidrelétricas (PCH) no estado de Minas Gerais. Em 2008, a
Empresa gerou 13.259,5 GWh de energia e obteve Receita Líquida de R$ 1,6 bilhão e Ebitda de R$
1,3 bilhão.

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ANEXOS – DADOS CONSOLIDADOS – R$ mil

CONSOLIDADO
Var (%) Var (%)
Demonstração dos Resultados 3T09 2T09 3T08
3T09 x 3T08 3T09 x 2T09

Receita Bruta 467.185 436.381 441.022 5,9% 7,1%


Suprimento e transporte de energia 467.165 436.380 441.000 5,9% 7,1%
Outras Receitas 20 1 22 -9,1% 1900,0%
Deduções à Receita Operacional (22.038) (21.798) (22.075) -0,2% 1,1%
Receita Líquida 445.147 414.583 418.947 6,3% 7,4%
Custos de Bens e/ou Serviços Vendidos (99.878) (105.939) (102.605) -2,7% -5,7%
Pessoal (15.189) (15.788) (13.582) 11,8% -3,8%
Material (836) (584) (870) -3,9% 43,2%
Servicos de Terceiros (11.425) (9.272) (8.347) 36,9% 23,2%
Compensação Financeira para Utilização de Recursos Hídricos (14.930) (14.072) (13.205) 13,1% 6,1%
Energia Elétrica Comprada para Revenda (13.096) (8.439) (10.556) 24,1% 55,2%
Transmissão e Conexão (22.771) (37.013) (37.158) -38,7% -38,5%
Depreciação e Amortização (16.441) (16.434) (16.152) 1,8% 0,0%
Provisões Operacionais 93 (82) 1.768 -94,7% n.a.
Outras Despesas e Receitas (5.283) (4.255) (4.503) 17,3% 24,2%
Resultado do Serviço 345.269 308.644 316.342 9,1% 11,9%

EBITDA 361.711 325.078 332.494 8,8% 11,3%

FINANCEIRAS (9.505) (6.952) (34.058) -72,1% 36,7%


Receitas Financeiras 16.020 17.417 25.939 -38,2% -8,0%
Despesas Financeiras (27.795) (29.371) (33.325) -16,6% -5,4%
Variações monetárias/cambiais - líquidas 2.270 5.002 (26.672) n.a. -54,6%
Resultado Operacional 335.765 301.692 282.284 18,9% 11,3%
Resultado antes da Tributação/ Participações 335.765 301.692 282.284 18,9% 11,3%
Provisão para IR e Contribuição Social (111.923) (99.709) (90.933) 23,1% 12,2%
Impostos Diferidos (2.441) (2.785) (3.611) -32,4% -12,4%
Lucro (prejuízo) Líquido 221.400 199.198 187.740 17,9% 11,1%

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CONSOLIDADO
ATIVO 30.09.2009 30.06.2009

ATIVO CIRCULANTE 962.472 897.272


DISPONIBILIDADES 652.435 641.413
CRÉDITOS 212.129 178.780
Revendedores 7.348 7.283
Contas a receber de partes relacionadas 204.781 171.497
ESTOQUES 513 570
OUTROS 97.395 76.509
Tributos e contribuições sociais 77.016 53.949
Tributos a recuperar 12.258 12.169
Outros créditos 4.401 4.872
Despesas pagas antecipadamente 3.720 5.519
ATIVO NÃO CIRCULANTE 189.448 192.886
Tributos e contribuições sociais diferidos 1.422 1.292
Tributos a recuperar 128.590 131.746
Revendedores 529 1.534
Cauções e depósitos vinculados 58.135 57.550
Outros créditos 772 764
ATIVO PERMANENTE 1.210.242 1.212.739
Investimentos 2.099 2.099
Imobilizado e Intangível 1.208.143 1.210.640
TOTAL DO ATIVO 2.362.162 2.302.897

CONSOLIDADO
PASSIVO 30.09.2009 30.06.2009

PASSIVO CIRCULANTE 724.553 614.394


EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS 247.092 242.195
Empréstimos e financiamentos 243.657 237.662
Encargos de dívidas 3.435 4.533
FORNECEDORES 90.833 93.296
IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES 326.229 213.737
DIVIDENDOS A PAGAR 2.324 2.173
PROVISÕES 48.072 53.732
Salários e encargos 1.530 2.614
Obrigações estimadas 12.982 9.967
Provisão para pesquisa e desenvolvimento 30.557 28.424
Provisão para litígios e contingências 3.003 12.727
DÍVIDAS COM PESSOAS LIGADAS - -
OUTROS 10.003 9.261
Encargos do consumidor a recolher 10.003 9.261
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 915.172 988.268
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS 781.868 848.288
Empréstimos e financiamentos 781.868 848.288
PROVISÕES 56.747 49.419
OUTROS 76.557 90.561
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 722.437 700.235
Capital Social Realizado 207.227 207.227
Reservas de Capital 252.364 252.364
Reservas de Lucro 41.446 41.446
Resultado do exercício 221.400 199.198
TOTAL DO PASSIVO 2.362.162 2.302.897

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GLOSSÁRIO

ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica: autarquia sob regime especial, que tem por
finalidade regular e fiscalizar a produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia
elétrica, zelando pela qualidade do serviço prestado, pelo trato isonômico dispensado aos usuários e
pelo controle da razoabilidade das tarifas cobradas aos consumidores, preservando, sempre, a
viabilidade econômica e financeira dos agentes e da indústria.
Balanço Energético – Conjunto de informações da quantidade de energia elétrica em MWh,
detalhadas pelas disponibilidades e pelos requisitos do mercado de energia elétrica da
concessionária.
CCEE – (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) Pessoa jurídica de direito privado sem fins
lucrativos, que atua sob autorização do Poder Concedente e regulação e fiscalização da Aneel,
segundo esta Convenção, com a finalidade de viabilizar as operações de compra e venda de energia
elétrica entre os Agentes da CCEE, restritas ao Sistema Interligado Nacional – SIN, cuja criação foi
autorizada nos termos do art. 40 da Lei n0 10.848, de 15 de março de 2004 e do Decreto n0 5.177, de
12 de agosto de 2004.
Capacidade instalada dos sistemas interligados – É o somatório das potências nominais das centrais
geradoras e instalações de importação de energia em cada um dos sistemas interligados das regiões
Norte/Nordeste e Sul/Sudeste/Centro-Oeste. Neste último caso não será considerada a potência
nominal relativa á Itaipu Binacional.
Capacidade instalada nacional – É soma das capacidades instaladas dos sistemas interligados,
acrescida das capacidades instaladas dos sistemas isolados.
Contrato bilateral – Instrumento jurídico que formaliza a compra e venda de energia elétrica entre
Agentes da CCEE, tendo por objeto estabelecer preços, prazos e montantes de suprimento em
intervalos temporais determinados.
Cust - Contrato do uso do Sistema de Transmissão, a ser assinado pela Unidade Suprida com o
Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Contratação do acesso aos sistemas de transmissão
não vinculados aos Contratos Iniciais.
EPE – (Empresa de Pesquisa Energética) Empresa pública federal, vinculada ao Ministério de Minas e
Energia, criada pelo Decreto n0 5.184, de 16 de agosto de 2004, com base no disposto na Lei n0
10.847, de 15 de março de 2004.
Megawatt (MW) – Unidade de medida de energia mecânica ou elétrica, de fluxo térmico e de fluxo
energético de radiação, equivalente a um milhão de watts.
MME – Ministério de Minas e Energia
MRE – Mecanismo de Realocação de Energia, que é direcionado a um pleno aproveitamento do
parque produtivo, resultando num processo de transferências de energia entre geradores.
ONS - Operador Nacional de Sistemas Elétricos. Pessoa jurídica de direito privado autorizada a
executar as atividades de coordenação e controle da operação da geração e transmissão de energia
elétrica nos sistemas interligados.
PCHs – (Pequenas centrais hidrelétricas) Empreendimentos hidrelétricos com potência superior a
1.000 KW e igual ou inferior a 30.000 KW, com área total de reservatório igual ou inferior a 3,0 Km2,
serão considerados como aproveitamentos com características de pequenas centrais hidrelétricas.
RTE - Recomposição Tarifária Extraordinária. Aumento tarifário, temporário, autorizado pelo art. 4º
da Medida Provisória no 14, de 21 de dezembro de 2001, convertida na Lei nº 10.438, de 2002.
TAR - Tarifa Atualizada de Referência, que é utilizada para o calculo da compensação financeira
pela utilização de recursos hídricos. A tarifa é reajustada anualmente com base no IPCA.
TUSDg - Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição para as geradoras. Estabelecida pela Aneel e
reajustada anualmente.

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